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Aula_01_-_Quinhentismo,_Trovadorismo,_Humanismo_e_Classicismo_-_ESA_e_EsPCEx__2024_-_SLIDES_COM_NOTAS

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QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
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@profa.luana.signorelli
Professora Luana Signorelli
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Luana Signorelli
/luana.signorelli
Professora Luana Signorelli
@luanasignorelli1
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Contextualização Geral
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Historiografia literária
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Literatura brasileira Quinhentismo
Brasil 
Colônia
Século XVI e 
início do 
século XVII
Literatura 
portuguesa
Trovadorismo Era medieval
Classicismo
Humanismo
Resumo da História Literária do Brasil
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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LITERATURA DE 
FORMAÇÃO
visava ao processo educativo e cultural 
dos povos nativos. É sinônimo de 
literatura de catequese
LITERATURA DE 
INFORMAÇÃO
testemunho que valia como 
documentos, cujo objetivo central era 
narrar e descrever as terras, os povos 
e os costumes
Resumo da História Literária em Portugal
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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MOVIMENTO LITERÁRIO AUTORES E OBRAS DESCRIÇÃO
Trovadorismo Poesia lírica
• Cantiga de amor
• Cantiga de amigo
Poesia satírica
• Cantiga de escárnio
• Cantiga de maldizer
• Mistura de música e poesia
• Repetição
• Formas simples
• Amor cortês
Humanismo Gil Vicente
• Auto da barca do 
inferno
• Farsa da Inês Pereira
• Teatro de costumes (teatro 
vicentino)
Classicismo Camões (poesia lírica e 
épica)
Sá de Miranda
• Antropocentrismo
• Racionalismo
• Configuração de formas 
poéticas mais complexas
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QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Quinhentismo
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Quinhentismo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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A expansão ultramarina foi uma das ‘soluções’ encontradas pela sociedade da Europa
Ocidental para fazer frente aos graves problemas gerados pela crise do sistema
feudal. A necessidade de encontrar novas fontes de riquezas, controlar novas regiões
produtoras, a centralização política, foram fatores decisivos para o desencadeamento
do processo expansionista. (MARQUES, 2005).
Os portugueses levaram grande vantagem
sobre este processo, pois lideravam a Escola
de Sagres, um grupo de pessoas ligadas à arte
náutica, desenvolvendo tecnologia – tais como
as caravelas e o astrolábio (instrumento
astronômico que funcionava como bússola).
Fonte: Pixabay. Fonte: Shutterstock.
Quinhentismo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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A literatura de informação
A literatura de informação, ou de expansão, foi cultivada
em Portugal à época das grandes navegações. A finalidade
desses textos, escritos em prosa, era narrar e descrever as
viagens e os primeiros contatos com a terra brasileira e seus
nativos. Embora guardem pouco valor literário, são textos
dotados de grande documentação histórica.
Ícone feito por www.flaticon.com
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A literatura de catequese
Os jesuítas vindos ao Brasil com a missão de catequizar os
índios deixaram inúmeras cartas, tratados descritivos, crônicas
históricas e poemas. Os principais deles foram José de Anchieta e
o padre Manuel de Nóbrega, que chegaram juntos ao Brasil em
1553 e fundaram no ano seguinte, no planalto de Piratininga, um
colégio que se tornou o núcleo da futura cidade de São Paulo.
http://www.flaticon.com/
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Quinhentismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Pero Vaz de Caminha
Nasceu em 1450 e faleceu em 1500, foi um fidalgo português e um
escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral. Sua produção mais
relevante foi a carta escrita a D. Manuel I, datada de 1º de maio de 1500,
na qual revela os primeiros relatos descritivos sobre a terra do Brasil.
Padre Anchieta
José de Anchieta (1534-1597) teve uma vasta produção. Tendo em vista
a catequese, todos seus textos apresentavam intenção pedagógica. Ele
escreveu poemas, hinos, canções e autos (gênero teatral originado na
Idade Média), além das cartas que informavam sobre o andamento da
catequese no Brasil e de uma gramática da língua tupi.
Quinhentismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Pero de Magalhães Gândavo
Gândavo (1540-1579) foi um português de origem francesa. Foi
professor de Humanidades e amigo de Camões. Foi ele quem
escreveu os primeiros informes sistemáticos sobre o Brasil. Seu
tratado que hoje conhecemos como História da Província de
Santa Cruz a que Vulgarmente Chamamos Brasil não foi
publicado em vida do autor, apenas em 1826 na Academia Real
das Ciências de História de Portugal.
Padre Manuel de Nóbrega
Manuel de Nóbrega (1517-1570) foi um sacerdote jesuíta
português. Chefiou a primeira missão jesuítica na América.
Estudou na Universidade de Salamanca e Coimbra. Escreveu
cartas e a obra Diálogo sobre a conversão do gentio.
Contribuiu para o estudo dos costumes do povo Tupinambá.
Quinhentismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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“PADRES"
LITERATURA DE CATEQUESE
"PEROS"
LITERATURA DE INFORMAÇÃO
Quinhentismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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• Pero Lopes de Sousa – Diário de navegação (1530). Ele foi
o escrivão do primeiro grupo colonizador, o de Martim
Afonso de Sousa.
• Hans Staden – Duas viagens ao Brasil (1557);
• Magalhães Gândavo – Tratado da terra no Brasil (1576);
• Gabriel Soares da Sousa – Tratado descritivo do Brasil
(1576);
• Jean de Léry – Viagem à terra do Brasil (1578);
• Fernão Cardim – Narrativa epistolar e Tratados da terra e
da gente do Brasil (1583). Ele foi um jesuíta.
• Ambrósio Fernandes Brandão – Tratado descritivo do Brasil
(1618). Ou ainda Diálogos das grandezas do Brasil.
• Frei Vicente do Salvador – História do Brasil (1627).
Quinhentismo: reatualização
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Victor Meirelles, Primeira 
Missa no Brasil, 1860, 
Museu Nacional de Belas Artes, 
Rio de Janeiro. 
Quinhentismo: exemplo prático
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa,
que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam,
topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os
mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira
seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos (...)
Então lançamos fora os batéis e esquifes, e vieram logo todos os capitães das naus a esta nau do
Capitão-mor, onde falaram entre si. E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para
ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois,
quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.
Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam
arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem
os arcos. E eles os pousaram. Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar
quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na
cabeçae um sombreiro preto (...) e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles
mais fala, por causa do mar.
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Trovadorismo
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Trovadorismo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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✓ A cantiga mais antiga que se tem notícia é a “Cantiga da Ribeirinha” ou “da
Guarvaia” de Paio Soares de Taveirós (1189-1198). Elas são unidas em
coletâneas: os cancioneiros, sendo os mais conhecidos: Cancioneiro da
Ajuda (século XIII); Cancioneiro da Vaticana (século XV).
✓ O português teve um estágio antigo chamado galego-português. As
primeiras manifestações literárias nessa língua datam do século XII. As
principais eram as cantigas, canções compostas e cantadas por poetas
denominados de trovadores.
Trovador: membro da nobreza ou do clero, era autor da
letra e da música das composições que executava para o
seleto público das cortes. A predominância do gênero
literário no Trovadorismo foi da lírica com as cantigas.
Trovadorismo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Instrumentos musicais da 
Idade Média 
• à esquerda, um alaúde;
• à direita, uma viela de arco.
Cantigas de amigo
Rural, repetição, música
Eu lírico feminino: lamento 
amoroso pelo amado que 
foi para as Guerras Árabes 
Cantigas de amor
Corte, origem na Provença, 
região ao sul da França
Eu lírico masculino: 
amor cortês
Cantigas de escárnio
Indireta, sutil, ironia
Cantigas de maldizer
Direta, agressiva, obscena, 
zombaria
Trovadorismo
Trovadorismo: cantigas de amigo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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As cantigas de amigo têm raízes na Península Ibérica, em festas rurais e populares, com
música e dança, com vestígios da cultura árabe. São suas características:
✓ Ambientação rural;
✓ Linguagem simples;
✓ Repetições;
✓ Estrutura paralelística;
✓ Forte musicalidade;
✓ Eu lírico é geralmente feminino, e o tema mais frequente é um lamento amoroso da
moça cujo namorado partiu para as guerras árabes.
Pastorela: de ambiente rural, tratam do envolvimento amoroso entre uma pastora e um
cavaleiro;
Bailias ou bailadas: fazem referência à dança de moças que esperam os namorados;
Romarias: referem-se às romarias feitas a lugares sagrados;
Albas ou alvas: fazem menção ao amanhecer, que muitas vezes surpreende os amantes;
Marinhas ou barcarolas: apresentam ambiente marinho.
Trovadorismo: cantigas de amigo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Non chegou, madre, o meu amigo,
E oje est o prazo saido!
Ai, madre, moiro d’amor!
Non chegou, madre, o meu amado,
E oje est o prazo passado!
Ai, madre, moiro d’amor!
E oje est o prazo saido!
Por que mentiu o desmentido?
Ai, madre, moiro d’amor!
E oje est o prazo passado!
Por que mentiu o perjurado?
Ai, madre, moiro d’amor!
Além do refrão, as cantigas de amigo
costumam apresentar dois tipos de
paralelismo: o de par de estrofes e o leixa-
pren. O de par de estrofes consiste na
repetição de duas estrofes com uma ligeira
diferença entre o verso de uma e o seu
correspondente na outra estrofe. O leixa-pren
é uma espécie de encadeamento entre
estrofes pares e ímpares.
Fonte: CEREJA; MAGALHÃES, 2004, p. 84. 
Trovadorismo: cantigas de amor
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
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Já as cantigas de amor têm origem na poesia provençal (de Provença, região
do sul da França), nos ambientes finos e aristocráticos e logo estão presas a certas
convenções de linguagem e de sentimentos. São suas características:
✓ Linguagem mais refinada quanto a vocabulário e construções;
✓ Ambiente: a corte.
O eu lírico normalmente é um homem (um cavaleiro), que declara o seu amor a
uma mulher inalcançável, em conformidade com as regras do amor cortês. O eu
lírico masculino confessa a coita: o sofrimento amoroso por uma dama que lhe é
inacessível devido à diferença social entre eles.
“Coita”, em galego-português, significa dor, sofrimento e designa no português moderno o
vocábulo “coitado”. O termo mesmo significa dor, aflição, desgosto, especialmente por
motivo de amor; pressão das circunstâncias, compulsão física ou moral, necessidade
(dicionário Houaiss).
Trovadorismo: cantigas de amor
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AMOR CORTÊS
O relacionamento entre amantes pode recorrer à expressão do amor cortês, isto é, um
tipo de amor convencional, cheio de regras sociais como:
*Submissão absoluta à dama;
*Vassalagem humilde e paciente;
*Promessa de honrar e servir a dama com fidelidade;
*Prudência para não abalar a reputação da dama, sendo o cavaleiro, por essa razão,
proibido de falar diretamente dos sentimentos que tem por ela;
*A amada é vista como a mais bela de todas as mulheres;
*Pela amada o trovador despreza todos os títulos, as riquezas e a posse de todos os
impérios (CEREJA; MAGALHÃES, p. 85 (adaptado).
Galardão
Recompensa por serviços valiosos; 
prêmio, homenagem, glória.
Trovadorismo: cantigas de escárnio e de maldizer
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
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CANTIGAS DE ESCÁRNIO CANTIGAS DE MALDIZER
Crítica indireta; normalmente, a pessoa 
satirizada não é identificada.
Crítica indireta; geralmente, a pessoa 
satirizada é identificada
Linguagem trabalhada, cheia de sutilezas, 
trocadilhos e ambiguidades. 
Linguagem agressiva, direta, por vezes 
obscena.
Ironia Zombaria.
Fonte: CEREJA; MAGALHÃES, 2004, p. 105.
Trovadorismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Airas Nunes de Santiago
O galego João Airas de Santigo (c. 1230-1293) foi poeta na corte de
Sancho IV de Castela. Obra de destaque foi a pastorela “Pelo souto do
Crexentes”, de natureza descritiva em que o homem participa do meio por meio
de um cenário paisagístico.
Estêvão Coelho
Seu nascimento data de 1305. É designado nos
Livros de Linhagens por Estêvão Coelho de Riba Homem
e escreveu em galego-português. Casou-se com Maria
Mendes Petite, ligada aos mosteiros de Canedo e de
Grijó, com quem teve 7 filhos.
Podemos destacar como produção sua um gênero
que é a canção de tear (chanson de toile) sua cantiga
“Sedia la fremosa seu sirgo torcendo”.
Trovadorismo: prosa
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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AS NOVELAS DE CAVALARIA
A prosa, em Portugal, começou entre o século XIV e o início do século XV, em forma de
hagiografias, nobiliários, cronicões e novelas de cavalaria.
*Hagiografias: relatos de episódios da vida de santos, cuja finalidade era catequética
e didática.
*Nobiliários ou livros de linhagem: compilações de genealogias de famílias nobres,
feitas com o objetivo de conhecerem os graus de parentesco.
*Cronicões: documentos que faziam mera ordenação de fatos históricos.
*Novelas de cavalaria: gênero narrativo tipicamente medieval. De acordo com seus
temas, as novelas de cavalaria compõem três ciclos:
*Ciclo bretão ou arturiano: tem como personagens centrais o rei Artur e os cavaleiros da
Távola Redonda;
*Ciclo carolíngio: gira em torno da figura de Carlos Magno e os doze pares da França (a
qual tem uma adaptação para o cordel brasileiro do Nordeste);
*Ciclo clássico: abrange figuras e acontecimentos da Antiguidade clássica, como a
Guerra de Tróia.
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Humanismo
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Humanismo
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Nessa época, é muito comum o teatro em versoà moda de
William Shakespeare na Inglaterra (1564-1616). Afinal, ele
também foi um escritor do movimento literário humanista; porém,
era britânico. Era comum na época a noção de world as stage
(mundo como palco), ou seja, a ideia de que estaríamos
encenando sempre o tempo todo, até mesmo em nossas vidas
reais e especialmente em sociedade.
O gênero mais comum no período era o auto, breve peça
teatral de caráter religioso ou profano e a farsa (satírica, cômica)
Aproximavam-se da tragicomédia, pois moralizavam sem perder
o teor satírico. Por participar do debate de ideias que agitavam o
período histórico, é conhecido como teatro de ideias.
*Antropocentrismo: concepção ou doutrina segundo a qual
o ser humano é o centro ou a razão da existência do universo
(dicionário Aulete).
Humanismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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✓ Belém (c. 1465) e morrido c. 1535
✓ Auto da visitação
✓ Sua influência foi Juan del Encina, de caráter pastoral e religioso
✓ Escreveu mais de 40 obras para a corte, algumas bilíngues,
outras em português e outras em castelhano
✓ Mesmo ainda tendo influência da tradição religiosa, o teatro de
Gil Vicente – também chamado de teatro vicentino – não
apresenta caráter teocêntrico. A sua finalidade era representar o
homem na sociedade e o objetivo maior era criticar os seus
costumes cuja missão era menos moralizante e mais reformadora
✓ Tecnicamente, a sua obra não é muito rebuscada e segue as leis
tradicionais do teatro greco-latino, como a lei das três unidades.
Por isso, também é possível falar de ausência de tempo e espaço
no teatro vicentino, pois eles muitas vezes se confundem
Humanismo: Gil Vicente
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Auto da barca do inferno (1517)
• Diabo, anjo, fidalgo, onzeneiro
(espécie de agiota), parvo,
sapateiro, frade, Brízida Vaz
(alcoviteira), judeu, corregedor,
procurador, cavaleiros.
• O livro é uma grande crítica do
apego à vida material e daquilo
que não conseguimos nos desfazer
nem mesmo depois da morte.
• O auto se encerra com 4 cavaleiros
que morreram nas cruzadas, mas
que bem poderiam representar os
quatro cavaleiros do Apocalipse
Bíblico.
Farsa da Inês Pereira (1523)
• Inês Pereira, Pero Marques (rico
proprietário que a pedira em
casamento), nobre decadente,
mãe, Lianor, Latão, Vidal,
escudeiro, moço, judeus, Fernando,
ermitão.
• O marido de Inês a prende em casa
e viaja para combater os mouros
com a finalidade de enriquecer.
• O marido de Inês acaba morrendo
na guerra, e ela termina por aceitar
o pedido de Pero Marques, com
quem casa e de quem acaba
tirando proveito financeiramente.
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Classicismo
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Classicismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Francesco Petrarca (1304-1374) foi um humanista
italiano. Junto à invenção do soneto atribuída a Jacopo da
Lentini, essa forma foi aperfeiçoada nesse período, tendo
implementado em seus escritos também ideias filosóficas.
Sua obra mais famosa é Il Canzoniere (O Cancioneiro),
redigida por anos.
Dante Alighieri (1265-1321) tem papel importante na
transição da língua latina para a italiana. Escreveu A Divina
Comédia, dividida entre Inferno, Purgatório e Paraíso e
responsável por eternizar sua musa Beatrice. Além disso,
escreveu também um tratado político: Da monarquia (1310).
Classicismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Sá de Miranda (1481-1558) foi um poeta
português do século XVI. Escrevia poesia
medieval, como cantigas e vilancetes, até
conhecer o Renascimento em uma viagem à Itália
em 1521, a partir de quando começa a escrever
gêneros clássicos, como sonetos e odes.
Classicismo
Renasci-
mento
Antropocen-
trismo
Racionalis-
mo
Antiguidade 
Clássica
Harmonia e 
equilíbrio
Classicismo: autores e obras
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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✓ Lisboa em 1524 ou 1525;
✓ Lutou pelo seu país no norte da África (Marrocos), onde
perdeu um olho;
✓ Em 1550 chega a se alistar para a Índia, mas não chega a
embarcar;
✓ É preso no mesmo ano, quando parte para um exílio de 17
anos. Viveu então na África e na Ásia, incluindo a China e a
Índia, palco de sua epopeia;
✓ Na costa de Macau, naufragou, tendo conseguido salvar
apenas ironicamente a si mesmo e ao manuscrito de Os
Lusíadas. Voltou a Portugal em 1569-70;
✓ Tratou de editar imediatamente o épico, mas uma coletânea
de poemas fora-lhe roubada: Parnaso Lusitano. Por conta da
publicação, recebera uma espécie de honorário, a tença
trienal. Porém, morreu em 1579-80, miserável.
Os Lusíadas (1572)
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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CATEGORIA DEFINIÇÃO
ESTRUTURA 1.102 estrofes, todas em oitava rima, organizadas em 10 cantos. Cada canto
corresponde a um capítulo das obras em prosa. Tem 3 partes segundo o modelo
clássico: introdução, narração e epílogo.
A introdução ainda é dividida em outras 3 partes: proposição (apresenta os
ilustres barões de Portugal); invocação (das Tágides, ninfas do Tejo) e dedicatória
ou oferecimento (a D. Sebastião, rei de Portugal).
A narração vai da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X): relato
propriamente dito da viagem dos portugueses ao Oriente (às Índias).
O epílogo compreende das estrofes 145 a 146 do Canto X, nas quais se
demonstra o cansaço e o tom melancólico, junto ao conselho de que o rei e o
povo português sejam fiéis à pátria e ao cristianismo.
PERSONAGENS Vasco da Gama, o herói, junto com a sua tropa de lusos (daí o nome da obra), que
representa o herói coletivo português. Panteão de deuses, sobretudo, Vênus.
Os Lusíadas (1572)
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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CATEGORIA DEFINIÇÃO
TEMPO As grandes navegações portuguesas até as Índias compreenderam de 1497 a
1499.
ESPAÇO Travessia do Oceano Atlântico até chegar ao Oceano Índico (Calicute).
CONFLITO Na trajetória dos lusos, enquanto alguns deuses como Vênus (do amor) e Marte
(da guerra) tentam protegê-los, outros como Netuno (do mar) e Baco (do vinho)
tentam impedi-los de alcançar o seu destino. No canto II, depois de muitas
dificuldades e com a ajuda de Vênus, chegam à África, cujo rei Melinde pede a
Vasco da Gama que conte a história de Portugal. Vasco da Gama então conta
sobre a Revolução de Avis e a morte de Inês de Castro. No canto IV: críticas do
velho da praia do Restelo. Canto V: gigante Adamastor, personificação dos
perigos enfrentados pelos viajantes ao passar pelo Cabo das Tormentas.
CLÍMAX Dos cantos VI a IX: chegam a Calicute.
DESFECHO Tomados pelo cansaço, ao menos os portugueses descansam vitoriosos,
recebendo uma recompensa da deusa Vênus pela conquista deles: a Ilha dos
Amores. Lá, amam as ninfas lideradas por outra deusa, Tétis.
Os Lusíadas (1572)
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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Lusíadas
Plano histórico
Plano mítico
Plano 
dramático
Plano pessoal
Antiguidade Clássica
Séc. VIII a. C. – V d. C.
Classicismo
Séc. XVI
Neoclassicismo
Século XVIII
Os Lusíadas (1572)
Quinhentismo, Trovadorismo, Humanismo e Classicismo –
Profa. Luana Signorelli
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• Medida velha: inspirada na tradição lírica
portuguesa medieval. Obedecem a poesia palaciana
e se estruturam em redondilhas maiores e menores.
Começa com um mote (abertura) e depois é seguido
de glosas ou voltas (desenvolvendo o mote). Os
temas recorrentes eram: a partida do namorado, a
solidão, a confissão e o sofrimento amoroso, o
ambiente rural, a mulher inacessível.• Medida nova: cuja base foi a poesia inspirada no
humanismo e no Renascentismo italianos dos
séculos de XIV a XVI. A modelo de Petrarca, os
gêneros utilizados foram o soneto, a ode, a oitava e
a elegia e o verso empregado foi o decassílabo.
Fonte: Pixabay.
Poesia lírica camoniana
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A poesia lírica amorosa
Prevalecem duas tendências:
1) Amor sensual típico do paganismo
greco-latino;
2) O amor neoplatônico (resgate do
platonismo por Santo Agostinho e depois
S. Tomás de Aquino): idealizado e
inacessível. O amor neoplatônico é um
amor-ideia: quanto mais desvinculado do
prazer carnal, do amor físico e sensorial,
mais puro ele será. Suas inspirações são
a Beatriz de Dante e a Laura de Petrarca,
sobretudo esta última, mais amada ainda
depois de morta.
A poesia lírica filosófica
Já esse tipo de poesia retratava
uma reflexão sobre a vida, o
homem e o mundo. É típica a
consciência da força implacável do
tempo, de cujo maior representante
é o soneto “Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades”.
Características do eu lírico: é
desconcertado com a realidade,
desprovido de harmonia, confuso.
Trata-se do homem perplexo e
desenganado com o mundo.
Poesia lírica camoniana
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Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada, 
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
está no pensamento como ideia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.
Poesia camoniana
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Camões
Poesia épica
Os Lusíadas 
(1572)
*10 cantos
*Oitavas com 
decassílabos
*3 partes
*Mitologia e História
Poesia lírica
Centenas de 
sonetos
Neoplatonismo e 
filosofia
Classicismo: autores e obras
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PRODUÇÃO LITERÁRIA NO CLASSICISMO PORTUGUÊS
POESIA • Lírica: Luís de Camões e Sá Miranda.
• Épica: Luís de Camões, com Os Lusíadas.
PROSA • Novela sentimental: Bernardim Ribeiro, com “Menina e moça”.
• Novelas de cavalaria: João de Barros, com a “Crônica do
imperador Clarimundo”, e Francisco de Morais, com “Palmeirim
da Inglaterra”.
• Crônica histórica: João de Barros.
• Literatura de viagens: Fernão Mendes Pinto, com “Peregrinação”.
TEATRO • Antônio Ferreira, com a tragédia “Castro” (a primeira peça de
influência clássica no teatro português).
Fonte: CEREJA; MAGALHÃES, 2004, p. 146.
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Movimentos Artísticos Medievais
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Românico
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Principais características do período:
✓ Na arquitetura, as igrejas tinham abóbadas e
esculturas. Exemplos: St. Sernin (França).
✓ Na pintura: continuação da tradição pictural,
sobretudo das iluminuras de manuscritos (arte ou ato
de ornar um texto, página, letra capitular com
desenhos, arabescos, miniaturas, grafismos diversos;
desenho, que ornamenta manuscritos medievais).
✓ Elementos figurativos, simbólicos e decorativos.
✓ Linhas e planos rítmicos.
✓ Tapeçarias, vitrais, murais e ornamentos.
Período: séc. XI-XII
A lição para o dia de São Venceslau. 
Fonte: KVĚT, 1964, lâmina 9. 
Gótico
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Período: séc. XIII-XV
• Frontal da Catedral de Colônia na
Alemanha. Fonte: arquivo pessoal da
professora (2019).
• Reparem inclusive um andaime de
reforma. Foi construída de 1248 a 1880.
• Arquitetura ogival (forma de ogiva).
Bizantino
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Período: séc. V-XV
✓ Justaposição de imagens;
✓ Coordenação e paralelismo das partes;
✓ Ausência de profundidade e hierarquia dos espaços (do
mais sagrado para o menos sagrado);
✓ Iconização (a pintura é um ícone, isto é, a representação de
uma figura religiosa, geralmente em uma superfície plana).
Tema comum: Pietà;
✓ Hieratismo (a figura retratada tem uma postura rígida e
majestosa);
✓ Frontalidade (imagens representadas apenas de frente);
✓ Isodactilia (dedos das mãos do mesmo tamanho).
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Renascimento
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✓ Racionalidade;
✓ Dignidade do Ser Humano;
✓ Rigor Científico;
✓ Ideal Humanista;
✓ Reutilização das artes greco-romana.
✓ Principais representantes na Itália: 
Leonardo da Vinci; Rafael e Ticiano.
✓ Principais representantes do 
Renascimento Setentrional: Albrecht 
Dürer, Peter Bruegel e Grünenwald.
Período: séc. XIV-XVII
O nascimento de Vênus (1485), de Sandro Botticelli.
Fonte: Pixabay.
QUINHENTISMO, TROVADORISMO, 
HUMANISMO E CLASSICISMO
Professora Luana Signorelli
Resumo
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Capítulo 2 –
RESUMO
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FINALIZAÇÃO
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