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Página 1 de 5 
 
Lista de Exercícios extras 
 
Nome: __________________________________________________ RM: _____________ 
 
 
 
 
Matéria FILOSOFIA – Aristóteles 
 
1. (Enem PPL 2019) Vimos que o homem sem lei é injusto e o 
respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos 
legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos 
prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um 
deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os 
assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de 
todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou 
algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, 
chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a 
preservar, para a sociedade política, a felicidade e os 
elementos que a compõem. 
 
ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 
(adaptado). 
 
 
De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir 
conforme a 
a) moral e a vida privada. 
b) virtude e os interesses públicos. 
c) utilidade e os critérios pragmáticos. 
d) lógica e os princípios metafísicos. 
e) razão e as verdades transcendentes. 
 
2. (Enem 2017) Se, pois, para as coisas que fazemos existe 
um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é 
desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será 
o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, 
porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, 
esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais 
apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades 
constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo 
pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente 
se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser 
dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências 
que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada 
cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as 
faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a 
economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a 
política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla 
sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade 
dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa 
finalidade será o bem humano. 
 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: 
Nova Gunman 1991 (adaptado). 
 
 
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização 
da pólis pressupõe que 
a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus 
interesses. 
b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os 
portadores da verdade. 
c) a política é a ciência que precede todas as demais na 
organização da cidade. 
d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para 
agir corretamente. 
e) a democracia protege as atividades políticas necessárias 
para o bem comum. 
 
3. (Enem 2ª aplicação 2016) Ninguém delibera sobre coisas 
que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é 
impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento 
científico envolve demonstração, mas não há demonstração 
de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas 
elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível 
deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria 
prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque 
aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem 
arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes 
de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade 
verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que 
são boas ou más para o homem. 
 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 
1980. 
 
 
Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do 
saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes 
porque é caracterizada como 
a) conduta definida pela capacidade racional de escolha. 
b) capacidade de escolher de acordo com padrões científicos. 
c) conhecimento das coisas importantes para a vida do 
homem. 
d) técnica que tem como resultado a produção de boas 
ações. 
e) política estabelecida de acordo com padrões democráticos 
de deliberação. 
 
4. (Enem PPL 2014) Ao falar do caráter de um homem não 
dizemos que ele é sábio ou que possui entendimento, mas 
que é calmo ou temperante. No entanto, louvamos também 
o sábio, referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de 
louvor chamamos virtude. 
 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova CuIturaI, 
1973. 
 
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Em Aristóteles, o conceito de virtude ética expressa a 
a) excelência de atividades praticadas em consonância com o 
bem comum. 
b) concretização utilitária de ações que revelam a 
manifestação de propósitos privados. 
c) concordância das ações humanas aos preceitos emanados 
da divindade. 
d) realização de ações que permitem a configuração da paz 
interior. 
e) manifestação de ações estéticas, coroadas de adorno e 
beleza. 
 
5. (Enem 2013) A felicidade é portanto, a melhor, a mais 
nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos 
não devem estar separados como na inscrição existente em 
Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a 
saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes 
atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e 
entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. 
 
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. 
 
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes 
atributos, Aristóteles a identifica como 
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza. 
b) plenitude espiritual a ascese pessoal. 
c) finalidade das ações e condutas humanas. 
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. 
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 
 
6. (Enem PPL 2013) O termo injusto se aplica tanto às 
pessoas que infringem a lei quanto às pessoas ambiciosas (no 
sentido de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e 
iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas 
corretas serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei 
e o injusto é o ilegal e iníquo. 
 
ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 
1996 (adaptado). 
 
Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa 
quando ela observa o 
a) compromisso com os movimentos desvinculados da 
legalidade. 
b) benefício para o maior número possível de indivíduos. 
c) interesse para a classe social do agente da ação. 
d) fundamento na categoria de progresso histórico. 
e) princípio de dar a cada um o que lhe é devido. 
 
7. (Enem PPL 2012) Pode-se viver sem ciência, pode-se 
adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-
se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de 
Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar 
que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de 
adotar crenças com base em razões e evidências e questionar 
tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último. 
 
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São 
Paulo: Odysseus, 2002. 
 
 
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do 
pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante 
aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, 
refere-se à 
a) adoção da experiência do senso comum como critério de 
verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento 
resultante de evidências empíricas. 
c) pretensão de a experiência legitimar por si mesma a 
verdade. 
d) defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de 
se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser justificada 
racionalmente. 
 
8. (Unicamp 2020) As reflexões de Aristóteles e Platão 
revelam uma descrença em relação ao regime democrático. 
O cidadão, diz Aristóteles, é quem toma parte na experiência 
de governar e de ser governado. Para o filósofo, o animal 
falante é um animal político. Mas o escravo, mesmo sendofalante, não é um animal político. Os artesãos, diz Platão, não 
podem participar das coisas comuns porque não têm tempo 
para se dedicar a outra atividade que não seja o seu trabalho. 
Assim, ter esta ou aquela “ocupação” define competências 
ou incompetências para a participação nas decisões sobre a 
vida comum. 
 
(Adaptado de Flávia Maria Schlee Eyler, História antiga: 
Grécia e Roma. Petrópolis: Editora Vozes/Rio de Janeiro: 
Editora PUC-Rio, 2014, p.15.) 
 
 
A partir do texto e de seus conhecimentos sobre a 
Antiguidade Clássica, responda às questões. 
 
a) Segundo Aristóteles e Platão, como se define o “animal 
político” no contexto da cidadania ateniense? 
b) Identifique e explique uma crítica dos filósofos citados ao 
regime democrático. 
 
9. (Uel 2020) Leia o texto a seguir. 
 
[...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas 
coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, 
se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, 
evidentemente também o são as coisas conforme à natureza. 
 
ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução 
adaptada de Lucas Angioni. Campinas: IFCH/UNICAMP, 1999. 
p.47; 58. 
 
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Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis 
(imitação) em Aristóteles, assinale a alternativa correta. 
a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas 
imperfeições ao imitá-la com base no modelo que nunca 
muda. 
b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de 
maneira realista, típica do naturalismo grego. 
c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas 
são criações sem finalidade ou utilidade. 
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana 
para criar e produzir o que a natureza não produz. 
e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza 
gera em vista do que é útil. 
 
10. (Uem 2020) “Dizem que sou louco, por pensar assim / Se 
eu sou muito louco por eu ser feliz...” 
(LEE, Rita e BAPTISTA, Arnaldo.”Balada do louco”). 
 
 
Na letra da canção a noção de felicidade está associada à 
loucura, ou seja, àquilo que se distancia dos padrões sociais 
vigentes. A respeito das noções de ética e de felicidade, 
assinale o que for correto. 
01) Em Ética a Nicômaco Aristóteles busca compreender o 
que é necessário para o indivíduo ser feliz, pois a 
felicidade é a finalidade da vida humana. 
02) Sêneca, importante representante do estoicismo no 
mundo latino, entende o homem na sua relação com a 
vida pública. 
04) O cristianismo introduz uma nova concepção de ética na 
qual a ideia de virtude se define pela relação do indivíduo 
com Deus. 
08) Na concepção de Aristóteles a ética está separada da 
política, pois a comunidade social não é o lugar para a 
vivência ética. 
16) Um dos princípios do estoicismo antigo é a ataraxia, ou 
seja, a supressão das paixões que perturbam o indivíduo 
para atingir a vida bela, plena e feliz. 
 
11. (Uem 2020) “O que chamamos aqui saber é conhecer por 
meio da demonstração. Por demonstração entendo o 
silogismo científico e chamo científico um silogismo cuja 
posse constitui para nós a ciência [....]; é necessário também 
que a ciência demonstrativa parta de premissas que sejam 
verdadeiras, primeiras, imediatas, mais conhecidas que a 
conclusão, anteriores a ela e causa dela. [....] Um silogismo 
pode seguramente existir sem essas condições, mas não será 
uma demonstração, não será produtor de ciência.” 
 
(ARISTÓTELES. Segundos analíticos. In CHAUÍ, M. et alii. 
Primeira filosofia. Lições introdutórias. São Paulo: Brasiliense, 
1987, p. 183 e 184). 
 
 
Considerando o texto transcrito e conhecimentos da filosofia 
de Aristóteles, assinale o que for correto. 
01) O que se caracteriza como teoria do conhecimento para 
Aristóteles está estritamente vinculado à lógica. 
02) O silogismo se caracteriza pela extração de 
conhecimentos particulares de outros conhecimentos 
mais gerais e anteriores. 
04) A dedução é a característica básica da concepção 
aristotélica de ciência. 
08) O saber obtido através do raciocínio dedutivo não parte 
de um conhecimento preexistente. 
16) Para Aristóteles silogismo científico é “mediato e 
necessário”. 
 
12. (Uem 2019) A relação entre arte e natureza é discutida 
pelos filósofos desde Platão e Aristóteles. Para Platão, o 
artista é capaz de produzir somente cópias das ideias 
verdadeiras; portanto não podemos confiar nos produtos da 
arte para conhecer o que são as coisas. Para Aristóteles, a 
arte é capaz de imitar a realidade de tal forma que 
representa as coisas, os sentimentos e os fatos tais como são 
verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas reais. 
Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for 
correto. 
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as 
partes e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, 
portanto, não é um aspecto sensível das coisas, porém é 
captada pelo intelecto. 
02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, 
porque podemos distinguir os diferentes tipos de 
imitação, seus efeitos e as regras de construção das 
obras de arte. 
04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da 
natureza quando representa seres e coisas que 
realmente existem; quando ela representa animais 
míticos como as sereias ou o minotauro, ela é 
imaginativa, e não imitativa. 
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia 
do Bem, que é a ideia suprema, os poetas não são bons 
educadores, pois em suas obras eles visam somente as 
coisas belas contingentes, e não o Bem em si. 
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente 
aspectos sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo 
e da melodia, e a tragédia, por meio das ações das 
personagens, são ambas imitações da natureza. 
 
 
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Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: [B] 
 
O legislador deve, segundo Aristóteles, agir em função do 
bem comum, perseguindo, portanto, o exercício da virtude. 
 
Resposta da questão 2: [C] 
 
O texto deixa claro o pensamento aristotélico, segundo o 
qual a política abrange as outras ciências por ter como 
finalidade o sumo bem humano. A única alternativa que está 
de acordo com tal concepção é a [C]. 
 
Resposta da questão 3: [A] 
 
A ética, dentro do pensamento filosófico aristotélico, 
constitui uma prática racional e livre, sendo por isso diferente 
dos demais saberes apontados no texto. 
 
Resposta da questão 4: [A] 
 
De acordo com o pensamento aristotélico, as virtudes éticas 
se desenvolvem a partir do hábito, ou seja, de uma prática 
constante de ações moralmente boas, condizentes, portanto, 
com o bem comum. 
 
Resposta da questão 5: [C] 
 
Aristóteles parte do senso comum para afirmar que todas as 
atividades humanas, pragmáticas ou teóricas, miram um bem 
qualquer, de modo que o bem pode ser definido como aquilo 
a que todas as ações tendem. Todavia, nem todas as 
atividades do homem tendem para o bem da mesma 
maneira, pois algumas ações são seus próprios fins e outras 
são meios através dos quais se atinge alguma finalidade 
desejada. O homem é capaz de muitas atividades e, por 
conseguinte, é capaz de atingir muitos fins. Alguns destes fins 
estão subordinados a outros – por exemplo, a finalidade da 
agricultura é a alimentação – e, consequentemente, se não 
podemos dizer que cultivamos apenas por cultivarmos, ao 
contrário podemos dizer que nos alimentamos apenas por 
nos alimentarmos. Entretanto, a questão é que poderíamos 
considerar todas as nossas atividades, até a alimentação, em 
função de outras, e o fim visado pela primeira tornar-se-ia o 
começo da segunda. Se assim considerássemos, a sequência 
seguiria infinitamente, nos fazendo transitar de uma ação 
para outra nunca nos tranquilizando. Ora, a atividade 
humana deve visar o bem tendo em vista aquela atividade 
mais excelente, o sumo bem. Conhecer tal sumo é, então, de 
grande importância, pois afetaria a maneira comoagimos e 
facilitaria a realização da nossa felicidade nos dando um bom 
termo para nossas ações. Segundo o filósofo grego, a política 
é a arte mestra, pois é decisiva para a determinação dos 
conteúdos de todas as ciências, isto é, todos os 
conhecimentos se subordinam à finalidade da política; se 
considerarmos que o bem é a felicidade e o sumo bem é a 
felicidade de todos, então a política se torna a mais decisiva 
das ciências por ser a atividade que realiza o último fim, o 
sumo bem. Portanto, se a felicidade é a atividade da alma em 
conformidade com a virtude perfeita, e esta virtude perfeita 
é adquirida através de um bom hábito dirigido pela ciência 
política, então a felicidade é algo divino, pois ela é o que de 
melhor existe no mundo, ou seja, ela é a felicidade de todos 
os cidadãos atingida pela boa direção da alma de cada um. 
 
Resposta da questão 6: [E] 
 
A ideia de justiça é fundamental dentro da filosofia 
aristotélica, sendo, na concepção desse filósofo, uma virtude 
associada às relações entre os indivíduos da polis. Para 
Aristóteles, a justiça é relativa à ação correta de um indivíduo 
em relação à outro a partir da noção de uma justiça 
distributiva baseada na equidade, cujo fundamento básico é 
a distribuição à cada um daquilo que lhe é proporcional de 
acordo com seu mérito individual. Dessa forma, justo é aquilo 
que é proporcional, sendo tudo o que recebido em excesso 
ou em pobreza, injusto. 
 
Resposta da questão 7: [E] 
 
Depois de Platão e Aristóteles devemos compreender que a 
simples aceitação de uma crença qualquer é uma escolha, é 
um procedimento arbitrário e não mais uma posição mística 
agraciada por deus ou deuses misteriosos. 
A respeito do surgimento da filosofia e seu relacionamento 
com o discurso mítico podemos dizer que existe sempre uma 
tensão tanto estabelecida pela oposição quanto pelo 
confronto – pensando a oposição como estabelecimento de 
métodos e temas absolutamente distintos e o confronto 
como embate sobre os temas similares. Os filósofos não 
eram sacerdotes e nem defensores de explicações 
misteriosas sobre os fenômenos naturais. É importante 
compreender que se iniciava nessa época uma reflexão 
sistemática empenhada em estabelecer um conhecimento 
que não proviesse da inspiração divina, porém da 
argumentação pública e da comprovação factual dos 
argumentos – e a modificação da maneira através da qual as 
comunidades gregas se estabeleciam (a passagem de uma 
grande organização fundada em um líder para a pluralidade 
de líderes de comunidades menores) contribuiu muito para a 
valorização desse método dialógico de argumentação que 
exigia a responsabilização do manifestante e, por 
conseguinte, uma sensatez, que não era prioridade em uma 
explicação mítica. Enfim, vale indicar por último que apesar 
de a passagem do mito para o lógos ter sido gradual, afinal é 
muito difícil que aquilo que sustenta uma comunidade seja 
alterado rapidamente, esta morosidade da substituição não é 
necessariamente devida a uma proximidade entre poesia e 
filosofia. A relação entre ambas existe, porém ela é sempre 
problemática e instaurada através da tensão. 
 
Resposta da questão 8: 
 a) Na concepção da filosofia clássica produzida por Platão e 
Aristóteles, a atividade política é própria dos homens livres, 
únicos aptos a participar da gestão da vida coletiva. Assim, a 
ideia de “animal político” não está dissociada de uma 
concepção moral, pois a política está relacionada ao ócio e às 
qualidades da virtude e da justiça. O ócio é considerado por 
esses filósofos atividade considerada hierarquicamente 
superior ao labor, sendo esse último tipo de atividade própria 
dos artesãos e dos escravos. Assim, o “animal político” seria o 
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cidadão, indivíduo com atribuições morais e intelectuais 
próprias para a prática política. 
 
b) A crítica à forma de governo democrática está diretamente 
ligada a noção de “animal político” descrita na letra [A], pois 
parte de uma concepção que hierarquiza as aptidões, 
consideradas naturais, dos indivíduos, de modo que alguns 
seriam “naturalmente” aptos à atividade de pensar e gerir a 
pólis, enquanto outros seriam “naturalmente” aptos à 
guerrear ou a trabalhar. Para Aristóteles, a sociedade justa 
seria aquela em que cada indivíduo realiza a atividade própria 
da sua “natureza”. A democracia, portanto, ao igualar os 
cidadãos, permitiria que indivíduos sem as qualidades morais 
e intelectuais para exercer a atividade política o fizessem. 
Portanto, Aristóteles defende que a melhor forma de 
governo seria uma aristocracia em que a sociedade delega a 
atividade política àqueles “naturalmente” aptos para exercê-
la. 
 
Resposta da questão 9: [D] 
 
Aristóteles entende a arte como uma atividade de imitação, 
de modo que o conceito de mimesis é elaborado por ele 
para definir a produção da arte como imitação da natureza. 
Para Aristóteles, a arte deve ser uma imitação perfeita 
daquilo que não é perfeito na natureza, de modo que a arte 
é uma forma de completar a natureza por ser a capacidade 
humana para criar e produzir o que a natureza não produz. 
 
Resposta da questão 10: 01 + 04 + 16 = 21. 
 
Na obra de Aristóteles citada, o conceito da Eudaimonia tem 
importância central, a partir do qual se entende a ética como 
um exercício prático que possibilita a felicidade, finalidade 
última das ações dos indivíduos. Com efeito, Aristóteles não 
separa a ética da prática política, haja vista que esta última 
tem como objetivo garantir o bem coletivo, ou seja, a 
felicidade coletiva, a partir da gestão da vida na comunidade 
social. 
 
A filosofia estoica, da qual Sêneca é um dos mais importantes 
representantes, está relacionada ao contexto histórico de 
passagem da fase clássica para a helenística, na qual os 
indivíduos passaram a não mais atuar na esfera pública, 
como ocorria na pólis. Com efeito, a filosofia deixa de ter 
como elementos marcante o homem enquanto animal 
político, passando a ter como preocupação central o homem 
a partir da moral. As reflexões se voltam, assim, para as 
questões de cunho mais íntimo, como o sofrimento e a busca 
pela paz e harmonia espirituais. 
 
Os itens [02] e [08] contradizem essas considerações, 
devendo ser identificadas como incorretas. Todas as demais 
afirmativas apresentam informações corretas. 
 
Resposta da questão 11: 01 + 02 + 04 + 16 = 23. 
 
Para Aristóteles, o silogismo é um instrumento que fornece 
uma estrutura lógica para expressar um conhecimento de 
caráter científico. A partir de um raciocínio dedutivo, o 
silogismo tem a sua forma clássica composta por premissas 
que estabelecem uma relação e levam à uma conclusão. 
Assim como indicado no texto da questão, as premissas que 
compõem um silogismo científico são evidentes, e por isso 
não precisam ser demonstradas, uma vez que são inteligíveis 
por si, anteriores à conclusão. Por ser também um raciocínio 
dedutivo, as premissas partem de uma verdade geral, 
extraindo um conhecimento particular. 
 
Resposta da questão 12: 01 + 08 + 16 = 25. 
 
Para Platão, o mundo “das ideias”, somente acessível através 
do intelecto humano, é o mundo das essências, de modo que 
o verdadeiro conhecimento só pode ser pensado fora do 
mundo sensível. Dessa forma, a beleza em si mesma só existe 
no mundo das ideias. Sendo o mundo um conjunto de 
relações entre as partes e o todo, a beleza só pode existir 
quando essa relação é harmônica. Ademais, Platão critica 
artistas como os poetas, pois eles não retratariam o belo em 
si, mas uma “cópia da cópia” do que é belo, pois o que existe 
no mundo sensível já é uma imitação do inteligível, sendo a 
arte uma desmedida ainda maior em relação ao que existe 
em sua essência verdadeira. Essa noção não está separada, 
no pensamento de Platão, de uma valoração moral, ou seja, o 
que é belo também é moralmente positivo, bom e virtuoso. A 
partir desses conhecimentos sobre a filosofia platônica, o 
aluno deve identificar os itens [01] e [08] como corretos.Já para Aristóteles, a realidade se identifica com o sensível, 
de modo que a produção artística pode imitar a natureza a 
partir de uma relação de verossimilhança. A imitação, para 
Aristóteles, tem um caráter pedagógico porque revela uma 
identificação com as ações do indivíduo, para além dos 
aspectos sensíveis. Assim, o item [16] também deve ser 
considerado correto.

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