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Página 1 de 5 Lista de Exercícios extras Nome: __________________________________________________ RM: _____________ Matéria FILOSOFIA – Aristóteles 1. (Enem PPL 2019) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem. ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado). De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a a) moral e a vida privada. b) virtude e os interesses públicos. c) utilidade e os critérios pragmáticos. d) lógica e os princípios metafísicos. e) razão e as verdades transcendentes. 2. (Enem 2017) Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado). Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses. b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade. c) a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade. d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente. e) a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum. 3. (Enem 2ª aplicação 2016) Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980. Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como a) conduta definida pela capacidade racional de escolha. b) capacidade de escolher de acordo com padrões científicos. c) conhecimento das coisas importantes para a vida do homem. d) técnica que tem como resultado a produção de boas ações. e) política estabelecida de acordo com padrões democráticos de deliberação. 4. (Enem PPL 2014) Ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é sábio ou que possui entendimento, mas que é calmo ou temperante. No entanto, louvamos também o sábio, referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor chamamos virtude. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova CuIturaI, 1973. Página 2 de 5 Em Aristóteles, o conceito de virtude ética expressa a a) excelência de atividades praticadas em consonância com o bem comum. b) concretização utilitária de ações que revelam a manifestação de propósitos privados. c) concordância das ações humanas aos preceitos emanados da divindade. d) realização de ações que permitem a configuração da paz interior. e) manifestação de ações estéticas, coroadas de adorno e beleza. 5. (Enem 2013) A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como a) busca por bens materiais e títulos de nobreza. b) plenitude espiritual a ascese pessoal. c) finalidade das ações e condutas humanas. d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 6. (Enem PPL 2013) O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às pessoas ambiciosas (no sentido de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo. ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996 (adaptado). Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa quando ela observa o a) compromisso com os movimentos desvinculados da legalidade. b) benefício para o maior número possível de indivíduos. c) interesse para a classe social do agente da ação. d) fundamento na categoria de progresso histórico. e) princípio de dar a cada um o que lhe é devido. 7. (Enem PPL 2012) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode- se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002. Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. c) pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade. d) defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. e) compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente. 8. (Unicamp 2020) As reflexões de Aristóteles e Platão revelam uma descrença em relação ao regime democrático. O cidadão, diz Aristóteles, é quem toma parte na experiência de governar e de ser governado. Para o filósofo, o animal falante é um animal político. Mas o escravo, mesmo sendofalante, não é um animal político. Os artesãos, diz Platão, não podem participar das coisas comuns porque não têm tempo para se dedicar a outra atividade que não seja o seu trabalho. Assim, ter esta ou aquela “ocupação” define competências ou incompetências para a participação nas decisões sobre a vida comum. (Adaptado de Flávia Maria Schlee Eyler, História antiga: Grécia e Roma. Petrópolis: Editora Vozes/Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, 2014, p.15.) A partir do texto e de seus conhecimentos sobre a Antiguidade Clássica, responda às questões. a) Segundo Aristóteles e Platão, como se define o “animal político” no contexto da cidadania ateniense? b) Identifique e explique uma crítica dos filósofos citados ao regime democrático. 9. (Uel 2020) Leia o texto a seguir. [...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, evidentemente também o são as coisas conforme à natureza. ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução adaptada de Lucas Angioni. Campinas: IFCH/UNICAMP, 1999. p.47; 58. Página 3 de 5 Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação) em Aristóteles, assinale a alternativa correta. a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas imperfeições ao imitá-la com base no modelo que nunca muda. b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de maneira realista, típica do naturalismo grego. c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas são criações sem finalidade ou utilidade. d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a natureza não produz. e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza gera em vista do que é útil. 10. (Uem 2020) “Dizem que sou louco, por pensar assim / Se eu sou muito louco por eu ser feliz...” (LEE, Rita e BAPTISTA, Arnaldo.”Balada do louco”). Na letra da canção a noção de felicidade está associada à loucura, ou seja, àquilo que se distancia dos padrões sociais vigentes. A respeito das noções de ética e de felicidade, assinale o que for correto. 01) Em Ética a Nicômaco Aristóteles busca compreender o que é necessário para o indivíduo ser feliz, pois a felicidade é a finalidade da vida humana. 02) Sêneca, importante representante do estoicismo no mundo latino, entende o homem na sua relação com a vida pública. 04) O cristianismo introduz uma nova concepção de ética na qual a ideia de virtude se define pela relação do indivíduo com Deus. 08) Na concepção de Aristóteles a ética está separada da política, pois a comunidade social não é o lugar para a vivência ética. 16) Um dos princípios do estoicismo antigo é a ataraxia, ou seja, a supressão das paixões que perturbam o indivíduo para atingir a vida bela, plena e feliz. 11. (Uem 2020) “O que chamamos aqui saber é conhecer por meio da demonstração. Por demonstração entendo o silogismo científico e chamo científico um silogismo cuja posse constitui para nós a ciência [....]; é necessário também que a ciência demonstrativa parta de premissas que sejam verdadeiras, primeiras, imediatas, mais conhecidas que a conclusão, anteriores a ela e causa dela. [....] Um silogismo pode seguramente existir sem essas condições, mas não será uma demonstração, não será produtor de ciência.” (ARISTÓTELES. Segundos analíticos. In CHAUÍ, M. et alii. Primeira filosofia. Lições introdutórias. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 183 e 184). Considerando o texto transcrito e conhecimentos da filosofia de Aristóteles, assinale o que for correto. 01) O que se caracteriza como teoria do conhecimento para Aristóteles está estritamente vinculado à lógica. 02) O silogismo se caracteriza pela extração de conhecimentos particulares de outros conhecimentos mais gerais e anteriores. 04) A dedução é a característica básica da concepção aristotélica de ciência. 08) O saber obtido através do raciocínio dedutivo não parte de um conhecimento preexistente. 16) Para Aristóteles silogismo científico é “mediato e necessário”. 12. (Uem 2019) A relação entre arte e natureza é discutida pelos filósofos desde Platão e Aristóteles. Para Platão, o artista é capaz de produzir somente cópias das ideias verdadeiras; portanto não podemos confiar nos produtos da arte para conhecer o que são as coisas. Para Aristóteles, a arte é capaz de imitar a realidade de tal forma que representa as coisas, os sentimentos e os fatos tais como são verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas reais. Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for correto. 01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as partes e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, portanto, não é um aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo intelecto. 02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, porque podemos distinguir os diferentes tipos de imitação, seus efeitos e as regras de construção das obras de arte. 04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da natureza quando representa seres e coisas que realmente existem; quando ela representa animais míticos como as sereias ou o minotauro, ela é imaginativa, e não imitativa. 08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do Bem, que é a ideia suprema, os poetas não são bons educadores, pois em suas obras eles visam somente as coisas belas contingentes, e não o Bem em si. 16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente aspectos sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo e da melodia, e a tragédia, por meio das ações das personagens, são ambas imitações da natureza. Página 4 de 5 Gabarito: Resposta da questão 1: [B] O legislador deve, segundo Aristóteles, agir em função do bem comum, perseguindo, portanto, o exercício da virtude. Resposta da questão 2: [C] O texto deixa claro o pensamento aristotélico, segundo o qual a política abrange as outras ciências por ter como finalidade o sumo bem humano. A única alternativa que está de acordo com tal concepção é a [C]. Resposta da questão 3: [A] A ética, dentro do pensamento filosófico aristotélico, constitui uma prática racional e livre, sendo por isso diferente dos demais saberes apontados no texto. Resposta da questão 4: [A] De acordo com o pensamento aristotélico, as virtudes éticas se desenvolvem a partir do hábito, ou seja, de uma prática constante de ações moralmente boas, condizentes, portanto, com o bem comum. Resposta da questão 5: [C] Aristóteles parte do senso comum para afirmar que todas as atividades humanas, pragmáticas ou teóricas, miram um bem qualquer, de modo que o bem pode ser definido como aquilo a que todas as ações tendem. Todavia, nem todas as atividades do homem tendem para o bem da mesma maneira, pois algumas ações são seus próprios fins e outras são meios através dos quais se atinge alguma finalidade desejada. O homem é capaz de muitas atividades e, por conseguinte, é capaz de atingir muitos fins. Alguns destes fins estão subordinados a outros – por exemplo, a finalidade da agricultura é a alimentação – e, consequentemente, se não podemos dizer que cultivamos apenas por cultivarmos, ao contrário podemos dizer que nos alimentamos apenas por nos alimentarmos. Entretanto, a questão é que poderíamos considerar todas as nossas atividades, até a alimentação, em função de outras, e o fim visado pela primeira tornar-se-ia o começo da segunda. Se assim considerássemos, a sequência seguiria infinitamente, nos fazendo transitar de uma ação para outra nunca nos tranquilizando. Ora, a atividade humana deve visar o bem tendo em vista aquela atividade mais excelente, o sumo bem. Conhecer tal sumo é, então, de grande importância, pois afetaria a maneira comoagimos e facilitaria a realização da nossa felicidade nos dando um bom termo para nossas ações. Segundo o filósofo grego, a política é a arte mestra, pois é decisiva para a determinação dos conteúdos de todas as ciências, isto é, todos os conhecimentos se subordinam à finalidade da política; se considerarmos que o bem é a felicidade e o sumo bem é a felicidade de todos, então a política se torna a mais decisiva das ciências por ser a atividade que realiza o último fim, o sumo bem. Portanto, se a felicidade é a atividade da alma em conformidade com a virtude perfeita, e esta virtude perfeita é adquirida através de um bom hábito dirigido pela ciência política, então a felicidade é algo divino, pois ela é o que de melhor existe no mundo, ou seja, ela é a felicidade de todos os cidadãos atingida pela boa direção da alma de cada um. Resposta da questão 6: [E] A ideia de justiça é fundamental dentro da filosofia aristotélica, sendo, na concepção desse filósofo, uma virtude associada às relações entre os indivíduos da polis. Para Aristóteles, a justiça é relativa à ação correta de um indivíduo em relação à outro a partir da noção de uma justiça distributiva baseada na equidade, cujo fundamento básico é a distribuição à cada um daquilo que lhe é proporcional de acordo com seu mérito individual. Dessa forma, justo é aquilo que é proporcional, sendo tudo o que recebido em excesso ou em pobreza, injusto. Resposta da questão 7: [E] Depois de Platão e Aristóteles devemos compreender que a simples aceitação de uma crença qualquer é uma escolha, é um procedimento arbitrário e não mais uma posição mística agraciada por deus ou deuses misteriosos. A respeito do surgimento da filosofia e seu relacionamento com o discurso mítico podemos dizer que existe sempre uma tensão tanto estabelecida pela oposição quanto pelo confronto – pensando a oposição como estabelecimento de métodos e temas absolutamente distintos e o confronto como embate sobre os temas similares. Os filósofos não eram sacerdotes e nem defensores de explicações misteriosas sobre os fenômenos naturais. É importante compreender que se iniciava nessa época uma reflexão sistemática empenhada em estabelecer um conhecimento que não proviesse da inspiração divina, porém da argumentação pública e da comprovação factual dos argumentos – e a modificação da maneira através da qual as comunidades gregas se estabeleciam (a passagem de uma grande organização fundada em um líder para a pluralidade de líderes de comunidades menores) contribuiu muito para a valorização desse método dialógico de argumentação que exigia a responsabilização do manifestante e, por conseguinte, uma sensatez, que não era prioridade em uma explicação mítica. Enfim, vale indicar por último que apesar de a passagem do mito para o lógos ter sido gradual, afinal é muito difícil que aquilo que sustenta uma comunidade seja alterado rapidamente, esta morosidade da substituição não é necessariamente devida a uma proximidade entre poesia e filosofia. A relação entre ambas existe, porém ela é sempre problemática e instaurada através da tensão. Resposta da questão 8: a) Na concepção da filosofia clássica produzida por Platão e Aristóteles, a atividade política é própria dos homens livres, únicos aptos a participar da gestão da vida coletiva. Assim, a ideia de “animal político” não está dissociada de uma concepção moral, pois a política está relacionada ao ócio e às qualidades da virtude e da justiça. O ócio é considerado por esses filósofos atividade considerada hierarquicamente superior ao labor, sendo esse último tipo de atividade própria dos artesãos e dos escravos. Assim, o “animal político” seria o Página 5 de 5 cidadão, indivíduo com atribuições morais e intelectuais próprias para a prática política. b) A crítica à forma de governo democrática está diretamente ligada a noção de “animal político” descrita na letra [A], pois parte de uma concepção que hierarquiza as aptidões, consideradas naturais, dos indivíduos, de modo que alguns seriam “naturalmente” aptos à atividade de pensar e gerir a pólis, enquanto outros seriam “naturalmente” aptos à guerrear ou a trabalhar. Para Aristóteles, a sociedade justa seria aquela em que cada indivíduo realiza a atividade própria da sua “natureza”. A democracia, portanto, ao igualar os cidadãos, permitiria que indivíduos sem as qualidades morais e intelectuais para exercer a atividade política o fizessem. Portanto, Aristóteles defende que a melhor forma de governo seria uma aristocracia em que a sociedade delega a atividade política àqueles “naturalmente” aptos para exercê- la. Resposta da questão 9: [D] Aristóteles entende a arte como uma atividade de imitação, de modo que o conceito de mimesis é elaborado por ele para definir a produção da arte como imitação da natureza. Para Aristóteles, a arte deve ser uma imitação perfeita daquilo que não é perfeito na natureza, de modo que a arte é uma forma de completar a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a natureza não produz. Resposta da questão 10: 01 + 04 + 16 = 21. Na obra de Aristóteles citada, o conceito da Eudaimonia tem importância central, a partir do qual se entende a ética como um exercício prático que possibilita a felicidade, finalidade última das ações dos indivíduos. Com efeito, Aristóteles não separa a ética da prática política, haja vista que esta última tem como objetivo garantir o bem coletivo, ou seja, a felicidade coletiva, a partir da gestão da vida na comunidade social. A filosofia estoica, da qual Sêneca é um dos mais importantes representantes, está relacionada ao contexto histórico de passagem da fase clássica para a helenística, na qual os indivíduos passaram a não mais atuar na esfera pública, como ocorria na pólis. Com efeito, a filosofia deixa de ter como elementos marcante o homem enquanto animal político, passando a ter como preocupação central o homem a partir da moral. As reflexões se voltam, assim, para as questões de cunho mais íntimo, como o sofrimento e a busca pela paz e harmonia espirituais. Os itens [02] e [08] contradizem essas considerações, devendo ser identificadas como incorretas. Todas as demais afirmativas apresentam informações corretas. Resposta da questão 11: 01 + 02 + 04 + 16 = 23. Para Aristóteles, o silogismo é um instrumento que fornece uma estrutura lógica para expressar um conhecimento de caráter científico. A partir de um raciocínio dedutivo, o silogismo tem a sua forma clássica composta por premissas que estabelecem uma relação e levam à uma conclusão. Assim como indicado no texto da questão, as premissas que compõem um silogismo científico são evidentes, e por isso não precisam ser demonstradas, uma vez que são inteligíveis por si, anteriores à conclusão. Por ser também um raciocínio dedutivo, as premissas partem de uma verdade geral, extraindo um conhecimento particular. Resposta da questão 12: 01 + 08 + 16 = 25. Para Platão, o mundo “das ideias”, somente acessível através do intelecto humano, é o mundo das essências, de modo que o verdadeiro conhecimento só pode ser pensado fora do mundo sensível. Dessa forma, a beleza em si mesma só existe no mundo das ideias. Sendo o mundo um conjunto de relações entre as partes e o todo, a beleza só pode existir quando essa relação é harmônica. Ademais, Platão critica artistas como os poetas, pois eles não retratariam o belo em si, mas uma “cópia da cópia” do que é belo, pois o que existe no mundo sensível já é uma imitação do inteligível, sendo a arte uma desmedida ainda maior em relação ao que existe em sua essência verdadeira. Essa noção não está separada, no pensamento de Platão, de uma valoração moral, ou seja, o que é belo também é moralmente positivo, bom e virtuoso. A partir desses conhecimentos sobre a filosofia platônica, o aluno deve identificar os itens [01] e [08] como corretos.Já para Aristóteles, a realidade se identifica com o sensível, de modo que a produção artística pode imitar a natureza a partir de uma relação de verossimilhança. A imitação, para Aristóteles, tem um caráter pedagógico porque revela uma identificação com as ações do indivíduo, para além dos aspectos sensíveis. Assim, o item [16] também deve ser considerado correto.