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SEMANA 13 FUNÇÕES DA LINGUAGEM II (ACERTO) Prof. Ceneme 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ESQUEMA DE COMUNICAÇÃO Modo (poética) Enunciador --- mensagem --- receptor (emotiva) (referencial) (apelativa) código (metalinguística) Canal (fática) FUNÇÃO FÁTICA Def.:_________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ Exemplos (projeção): 1. 2. Exercício exemplo:_____________________________________ REVISÃO Função apelativa Principais gêneros: Função referencial Principais gêneros: Função emotiva Principais gêneros: Função poética Principais gêneros: Função metalinguística Principais gêneros: EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (UFSCar 2006) 1. Uma propaganda a respeito das facilidades oferecidas por um estabelecimento bancário traz a seguinte recomendação: “Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça: vírgulas significam pausas”. Nesse texto, observa-se um exercício de natureza metalinguística. Indique qual a função principal da propaganda e a explique como a metalinguagem auxilia na construção da persuasão do texto. (UFU 2018) Texto I Art. 3º - Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Disponível em: <https://goo.gl/bZiD4Q>. Acesso em: 12 mar. 2018. Texto II 2. a) Indique a função da linguagem predominante no texto I e justifique sua resposta. b) Considerando-se o total de 140.350 relatos de violência à Central de Atendimento à Mulher, escreva um parágrafo com, no máximo 10 linhas, a partir do texto II, cuja função da linguagem predominante seja a referencial. (UFU 2016) O Brasil conheceu em 2015 a pior epidemia de dengue de sua história. Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença, que resultaram em 811 mortes. Viu, além disso, a chegada do vírus zika, que rapidamente se espraia pelo território. Dados oficiais estimam em ao menos 500 mil o número de possíveis contaminações por esse agente infeccioso. 2 A princípio considerado pouco perigoso, o zika tornou-se motivo de inquietação após ser confirmada a relação entre o vírus e o nascimento de bebês com microcefalia. Tais números evidenciam as diversas falhas no combate ao mosquito transmissor dos dois patógenos, o famigerado Aedes aegypti. Como se não bastasse, é provável que esse quadro se agrave em 2016. Dados oficiais mostram 199 municípios sob risco de novas epidemias de dengue, zika e chikungunya e 665 em situação de alerta – cifras mais expressivas do que as registradas no ano passado. Diante de tal situação, seria de se esperar que as autoridades buscassem com máxima presteza todos os meios para enfrentar a doença e o seu transmissor. O sentido de urgência, entretanto, parece não contaminar a burocracia nacional. Folha de S. Paulo, 11 de dezembro de 2015 (fragmento). 3. Qual é a função da linguagem predominante desse texto, levando em consideração os recursos linguísticos empregados pelo autor? Justifique sua resposta com fragmentos do texto. (Enem digital 2020) 4.De acordo com as intenções comunicativas e os recursos linguísticos que se destacam, determinadas funções são atribuídas à linguagem. A função que predomina nesse texto é a conativa, uma vez que ele a) atua sobre o interlocutor, procurando convencê-lo a realizar sua escolha de maneira consciente. b) coloca em evidência o canal de comunicação pelo uso das palavras “corrige” e “confirma”. c) privilegia o texto verbal, de base informativa, em detrimento do texto não verbal. d) usa a imagem como único recurso para interagir com o público a que se destina. e) evidencia as emoções do enunciador ao usar a imagem de uma criança. (Unicamp 2014 - adaptada) TENHO PENA DOS ASTRÔNOMOS. Eles podem ver os objetos de sua afeição – estrelas, galáxias, quasares – apenas remotamente: na forma de imagens e telas de computador ou como ondas luminosas projetadas de espectrógrafos antipáticos. Mas, muitos de nós, que estudam planetas e asteroides, podem acariciar blocos de nossos amados corpos celestes e induzi-los a revelar seus mais íntimos segredos. Quando eu era aluno de graduação em astronomia, passei muitas noites geladas observando por telescópios aglomerados de estrelas e nebulosas e posso garantir que tocar um fragmento de asteroide é mais gratificante emocionalmente: eles oferecem uma conexão tangível com o que, de outra forma, pareceria distante e abstrato. Os fragmentos de asteroides que mais me fascinam são os condritos. Esses meteoritos, que compõem mais de 80% dos que se precipitam do espaço, derivam seu nome dos côndrulos que praticamente todos contêm - minúsculas esferas de material fundido, muitas vezes menores do que um grão de arroz. (...) Quando examinamos finas fatias de condritos sob um microscópio, ficamos sensibilizados da mesma maneira como quando contemplamos pinturas de Wassily Kandinsky e outros artistas abstratos. (Alan E. Rubin*, Segredos dos meteoritos primitivos. Scientific American Brasil. março 2013, p. 49.) 5.Esse trecho, que introduz um artigo científico sobre meteoritos primitivos, apresenta uma mescla de duas funções da linguagem distintas. Indique-as. 6.É possível dizer que o estilo pouco usual desse artigo científico se deve a uma inadequação estrutural. Indique marcas linguísticas que justifiquem com essa afirmação. (FMABC 2011) A QUESTÃO É COMEÇAR Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o "bom dia", "o boa tarde, como vai?" já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar; uma outra forma de conversar. Assim fomos "alfabetizados", em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí", me diz você. "O escrevente escreve antes, o leitor lê depois." "Não", lhe respondo, "Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho." Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde. (MARQUES, M. O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13). 7.Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: "Em nossa civilizaçãoapressada, o 'bom dia', o 'boa tarde, como vai?' já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de 3 futebol." Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é "quebrar o gelo". Indique a alternativa que explicita essa função. a) Função emotiva b) Função referencial c) Função fática d) Função conativa e) Função poética GABARITO 1. Por tratar-se de uma propaganda, é correto afirmar que a principal função do texto é apelativa, ou seja, o enunciador elaborou a mensagem com a finalidade de persuadir o interlocutor. Essa persuasão é estruturada por meio de um pacto de confiança criado a partir da imagem de um banco (anunciante) cioso, preocupado, com a saúde do cliente (leitor). Tal imagem de preocupação é organizada por meio de uma metalinguagem, visto que a explicação da função sintática das vírgulas do texto é usada para sugerir pausas na rotina do cliente. 2. a) A função da linguagem predominante no texto I é a função referencial (denotativa ou informativa), já que tem como objetivo principal informar sobre a disposição legal que assegura às mulheres as condições para o exercício efetivo dos seus direitos, considerados essenciais para o exercício da cidadania. b) Para atender às exigências da linguagem referencial, as ocorrências relatadas à Central de Atendimento à Mulher, que infringem as disposições legais enunciadas no texto I, o parágrafo deve apresentar objetividade, imparcialidade e clareza. Como sugestão, poderia ser redigido o seguinte: O gráfico apresentado revela que o percentual de relatos relativos à violência física supera todos os outros que atingem a mulher de variadas formas. A violência psicológica, forma subjetiva de agressão por ferir a autoestima, abrange um terço das ocorrências, em um universo em que figuram também as de ordem moral e sexual, assim como as que resultam em cárcere privado, violação de patrimônio e tráfico de pessoas. 3. A função da linguagem predominante no trecho é referencial, uma vez que o destaque dado pelo autor é o assunto. Portanto, são esperados fatos concretos (“O Brasil conheceu em 2015 a pior epidemia de dengue de sua história. Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados mais de 1,5 milhão de possíveis casos da doença, que resultaram em 811 mortes.”) descritos de forma objetiva e impessoal (“A princípio considerado pouco perigoso, o zika tornou-se motivo de inquietação após ser confirmada a relação entre o vírus e o nascimento de bebês com microcefalia”). 4.A 5: O artigo possui função referencial e expressiva. 6: Dentre as marcas que revelam a função expressiva destacam-se: emprego de linguagem subjetiva e pronomes em primeira pessoa. 7. ANOTAÇÕES