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SEMANA 9 TIPOS DE DISCURSOS Prof. Ceneme 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DISCURSO NARRATIVO Def.:_________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ Tipos de discursos Direto:_______________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ Marcadores linguísticos: 1.___________________________________________________ _____________________________________________________ 2.___________________________________________________ _____________________________________________________ 3.___________________________________________________ _____________________________________________________ Exemplos: a) O professor entrou na sala e pediu: - Por favor, façam silêncio. Eu gosto de falar baixo. b) Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. - Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Indireto:______________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ Marcadores linguísticos: 1.___________________________________________________ _____________________________________________________ 2.___________________________________________________ _____________________________________________________ 3.___________________________________________________ _____________________________________________________ Exemplos: a) O professor entrou na sala e pediu aos alunos que fizessem silêncio porque ele disse que gostava de falar baixo. b) O pai gritou-lhe que andasse, o chamando de condenado do diabo. c) O professor falou com o aluno sobre as férias. Exercício exemplo:_____________________________________ EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (FUVEST 2018) 1.Examine a transcrição do depoimento de Eduardo Koge, líder indígena de Tadarimana, MT. Nós vivemos aqui que nem gado. Tem a cerca e nós não podemos sair dessa cerca. Tem que viver só do que tem dentro da cerca. É, nós vivemos que nem boi no curral. Paulo A. M. Isaac, Drama da educação escolar indígena Bóe-Bororo. Reescreva, em um único período, os trechos “Nós vivemos aqui que nem gado” e “nós não podemos sair dessa cerca”, empregando discurso indireto. Comece o período conforme indicado na página de respostas. (FUVEST 2014) 2.Leia o seguinte trecho de uma reportagem, para em seguida atender ao que se pede: Cantoria de sabiá-laranjeira na madrugada divide ouvidos paulistanos Diz uma antiga lenda indígena que, durante as madrugadas, no início da primavera, quando uma criança ouve o canto de um sabiá- laranjeira, ela é abençoada com amor, felicidade e paz. Isso lá na floresta. Na selva urbana, a história é outra: tem gente se revirando na cama com a sinfonia que chega a durar duas horas seguidas antes mesmo de clarear o dia. “Morei 35 anos no interior paulista e nunca fui acordada por passarinho algum”, conta uma moradora do Brooklin (zona sul). “Agora, em plena São Paulo barulhenta e caótica, minhas madrugadas têm sido bem diferentes”. Folha de S. Paulo, 16/09/2013. Adaptado. Reescreva os trechos do texto que se encontram em discurso direto, empregando o discurso indireto e fazendo as modificações necessárias. (FUVEST 2007) O anúncio luminoso de um edifício em frente, acendendo e apagando, dava banhos intermitentes de sangue na pele de seu braço repousado, e de sua face. Ela estava sentada junto à janela e havia luar; e nos intervalos desse banho vermelho ela era toda pálida e suave. Na roda havia um homem muito inteligente que falava muito; havia seu marido, todo bovino; um pintor louro e nervoso; uma senhora recentemente desquitada, e eu. Para que recensear a roda que falava de política e de pintura? Ela não dava atenção a ninguém. Quieta, às vezes sorrindo quando alguém lhe dirigia a palavra, ela apenas mirava o próprio braço, atenta à mudança da cor. Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo. "Muito!", disse quando alguém lhe perguntou se gostara de um certo quadro - e disse mais algumas palavras; mas mudou um pouco a posição do braço e continuou a se mirar, interessada em si mesma, com um ar sonhador. Rubem Braga, A mulher que ia navegar. 3."'Muito!', disse quando alguém lhe perguntou se GOSTARA de um certo quadro." Se a pergunta a que se refere o trecho fosse apresentada em discurso direto, a forma verbal correspondente a "gostara" seria a) gostasse. b) gostava. c) gostou. d) gostará. e) gostaria. (FUVEST 2003) 4.Conta-me Claúdio Mello e Souza. Estando em um café de Lisboa a conversar com dois amigos brasileiros, foram eles interrompidos pelo garçom, que perguntou, intrigado: - Que raio de língua é essa que estão aí a falar, que eu percebo(*) tudo? 2 (*) percebo = compreendo (Rubem Braga) a) A graça da fala do garçom reside num paradoxo. Destaque dessa fala as expressões que constituem esse paradoxo. Justifique. b) Transponha a fala do garçom para o discurso indireto. Comece com: O garçom lhes perguntou, intrigado, que raio de língua... . (UNICAMP 2006) 5.A novela de Guimarães Rosa "Uma estória de amor (Festa de Manuelzão)", além de ser ela própria uma estória de vaqueiro, contém outras estórias de boi narradas pelas personagens. Uma delas é a de "Destemida e a vaquinha Cumbuquinha" narrada por Joana Xaviel. Ao ouvirem a história, as pessoas presentes na festa de Manuelzão têm a seguinte reação: Todos que ouviam, estranhavam muito: estória desigual das outras, danada de diversa. Mas essa estória estava errada, não era toda! Ah ela tinha de ter outra parte - faltava a segunda parte? A Joana Xaviel dizia que não, que assim era que sabia, não havia doutra maneira. Mentira dela? A ver que sabia o restante, mas se esquecendo, escondendo. Mas - uma segunda parte, o final - tinha de ter! João Guimarães Rosa A novela é narrada em discurso indireto livre, misturando as falas e pensamentos das personagens com a fala do narrador. Identifique uma passagem do trecho citado anteriormente em que essa mistura ocorre. (UNICAMP 2010) 6.“Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.” No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfiômetro’: mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele.” (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal. (UNESP 2017) Para responder à(s) questão(ões) a seguir, leia a crônica “Seu‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953. Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do 1vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho. Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente 2ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular: – Onde vais assim tão elegante? Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à 3lide caseira, queixou-se do fatigante 4ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse: – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão. De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe: – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo: – É, canto às vezes, de brincadeira... Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou: – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro! E, a seguir, ponderou: – Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou: – Eximinista pianista! Para uma menina com uma flor, 2009. 1vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional. 2ressabiado: desconfiado. 3lide: trabalho penoso, labuta. 4ramerrão: rotina. 7.“[Seu Afredo] perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular: – Onde vais assim tão elegante?” (2º parágrafo/3º parágrafo) Ao se adaptar este trecho para o discurso indireto, o verbo “vais” assume a seguinte forma: a) foi. b) fora. c) vai. d) ia. e) iria. 8.Em “Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou [...]” (12º parágrafo), a conjunção destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por: a) assim como. b) logo que. c) enquanto. d) porque. e) ainda que. 3 9.Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa a) pedante e cansativa. b) intrometida e desconfiada. c) expansiva e divertida. d) discreta e preguiçosa. e) temperamental e bajuladora. (UNESP 2016) Leia a fábula “O morcego e as doninhas” do escritor grego Esopo (620 a.C.?-564 a.C.?) para responder à(s) questão(ões) a seguir. Um morcego caiu no chão e foi capturado por uma doninha1. Como seria morto, rogou à doninha que poupasse sua vida. – Não posso soltá-lo – respondeu a doninha –, pois sou, por natureza, inimiga de todos os pássaros. – Não sou um pássaro – alegou o morcego. – Sou um rato. E assim ele conseguiu escapar. Mais tarde, ao cair de novo e ser capturado por outra doninha, ele suplicou a esta que não o devorasse. Como a doninha lhe disse que odiava todos os ratos, ele afirmou que não era um rato, mas um morcego. E de novo conseguiu escapar. Foi assim que, por duas vezes, lhe bastou mudar de nome para ter a vida salva. (Fábulas, 2013.) 10.“– Não sou um pássaro – alegou o morcego.” (3º parágrafo) Ao se transpor este trecho para o discurso indireto, o verbo “sou” assume a seguinte forma: a) era. b) fui. c) fora. d) fosse. e) seria. 11.Depreende-se da leitura da fábula a seguinte moral: a) Adaptar-se às circunstâncias: eis a forma de escapar dos perigos. b) Mais vale uma vida simples e sem inquietações do que viver em meio ao luxo com um medo devastador. c) Às vezes, quando a sorte abandona os mais poderosos, eles podem precisar dos mais humildes. d) Aqueles que, por vaidade, se fazem maiores do que realmente são acabam se arrependendo amargamente. e) Devemos nos contentar com o que temos e evitar a ganância. Leia a fábula “A raposa e o lenhador”, do escritor grego Esopo. Enquanto fugia de caçadores, uma raposa viu um lenhador e lhe pediu que a escondesse. Ele sugeriu que ela entrasse em sua cabana e se ocultasse lá dentro. Não muito tempo depois, vieram os caçadores e perguntaram ao lenhador se ele tinha visto uma raposa passar por ali. Em voz alta ele negou tê-la visto, mas com a mão fez gestos indicando onde ela estava escondida. Entretanto, como eles não prestaram atenção nos seus gestos, deram crédito às suas palavras. Ao constatar que eles já estavam longe, a raposa saiu em silêncio e foi indo embora. E o lenhador se pôs a repreendê-la, pois ela, salva por ele, não lhe dera nem uma palavra de gratidão. A raposa respondeu: “Mas eu seria grata, se os gestos de sua mão fossem condizentes com suas palavras.” (Fábulas completas, 2013.) 12.Os trechos “Ele sugeriu que ela entrasse em sua cabana” e “vieram os caçadores e perguntaram ao lenhador se ele tinha visto uma raposa” foram construídos em discurso indireto. Ao se transpor tais trechos para o discurso direto, o verbo “entrasse” e a locução verbal “tinha visto” assumem, respectivamente, as seguintes formas: a) “entrai” e “vira”. b) “entrou” e “viu”. c) “entre” e “vira”. d) “entre” e “viu”. e) “entrai” e “viu”. (UNIFESP 2010) Texto de Flávio José Cardozo. Manuel Bandeira, passeando pelo interior de Pernambuco, pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar para o filho: “Anacoluto, traz água pro moço, Anacoluto!” O menino obedeceu, Bandeira bebeu a água e saiu dando pulo: não é todo dia que alguém tem a fortuna de dar com um nome desses. Anacoluto é um senhor nome e descobri-lo é quase como descobrir a América. Feliz Manuel Bandeira. 13.Em discurso indireto, as informações iniciais do texto assumem a seguinte redação: a) Manuel Bandeira pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar para o filho, cujo nome era Anacoluto, que lhe trouxesse água. b) Manuel Bandeira pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar para o filho Anacoluto que o traga água. c) Manuel Bandeira pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar Anacoluto para o filho que me trouxesse água. d) Manuel Bandeira pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar para o filho traz água a ele, Anacoluto. e) Manuel Bandeira pediu água numa casa e ouviu a mãe gritar para o filho, que o nome era Anacoluto, que traga-lhe água. (VUNESP – FM São Caetano do Sul 2014) Os legos escritores O cientista molecular Jared K. Burks, criador da marca Fine Clonier, deu início à carreira de personalizar minifiguras há 15 anos, quando a linha Lego Star Wars foi lançada. Fã de ficção científica, coleciona figuras desde criança. Desanimado com os personagens do mercado, criou um método de decalques, o toboágua, e a partir daí aprendeu a esculpir e montar elencos. Assim surgiu o site Fine Clonier. Em 2007, o site realizou um concurso sobre versões de figuras históricas e literárias com Lego. – Aprendi sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passei a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, pormeio dele, compartilhei o que eu sei em vários sites – disse Burks. 14.No texto, há um discurso direto, transcrito abaixo. “– Aprendi sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passei a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilhei o que eu sei em vários sites – disse Burks.” Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição do trecho para o discurso indireto. a) Burks disse que aprendia sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passava a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilhava o que soube em vários sites. b) Burks disse que aprendeu sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passou a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilhou o que soubera em vários sites. c) Burks dissera que aprendera sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passara a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilhara o que soubera em vários sites. d) Burks dizia que aprenderia sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passaria a escrever para o BrickJournal, especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilharia o que soubera em vários sites. e) Burks disse que aprendera sobre a criação de acessórios de pano, pintura, vinil e muitas outras. Passara a escrever para o BrickJournal, 4 especializado em minifiguras e, por meio dele, compartilhara o que sabia em vários sites. GABARITO 1: Em discurso indireto, a frase apresentaria a seguinte configuração: Eduardo Koge disse que eles viviam ali aqui que nem gado e não podiam sair daquela cerca. 2: Uma moradora do Brooklin (zona sul), que viveu 35 anos no interior paulista, disse que nunca fora acordada por nenhum passarinho, acrescentando que naquele momento, em plena São Paulo barulhenta e caótica, suas madrugadas têm sido muito diferentes. 3.C 4: a) O paradoxo se caracteriza pela atribuição simultânea de ideias opostas. A graça na fala do garçom reside na oposição entre os trechos "raio de língua" e "eu percebo tudo". Essas expressões configuram o paradoxo na medida em que "raio de língua" revela uma reação de estranheza, e o trecho "eu percebo tudo" opõe-se a essa atitude, pois, embora aparentasse desconhecer a língua que os brasileiros estavam falando, o garçom a compreendia integralmente. b) O garçom lhes perguntou, intrigado, que raio de língua era aquela que estavam lá a falar, que ele percebia tudo. 5: "Mas essa estória estava errada, não era toda! Ah ela tinha de ter outra parte - faltava a segunda parte?", "Mentira dela?", "Mas - uma segunda parte, o final - tinha de ter!" 6: Um guia relatou que o turismo na favela é um pouco invasivo, pois, ao andarem por aquelas ruas estreitas e, como os moradores deixam as janelas abertas, os turistas olham, sem pudor, para dentro das casas, criando situações desagradáveis, como a ocorrida com outro colega de trabalho. Contou que uma moradora cozinhava em seu fogão localizado perto da janela, quando um turista, que por ali passava, enfiou o braço e abriu a tampa da panela, enfurecendo a mulher que chegou a golpeá-lo. 7.D 8.B 9.C 10.A 11.A 12.D 13.A 14.E _______________________________________________________ ANEXO CONVERSÃO DE DISCURSOS I. Mudança das pessoas do discurso: a) A 1.ª pessoa no discurso direto transforma-se em 3.ª pessoa no discurso indireto. – Eu já terminei minhas tarefas, disse a garota. A garota disse que ela já tinha terminado as suas tarefas /as tarefas dela. II. Mudança nos tempos verbais: a) Verbo no presente do indicativo passa a pretérito imperfeito do indicativo: – Não quero água – afirmou a menina. A menina afirmou que não queria água. b) Verbo no pretérito perfeito passa a pretérito mais-que-perfeito: – Perdi meu diário – disse ele. Ele disse que tinha perdido seu diário. c) Verbo no futuro do indicativo passa a futuro do pretérito: – Irei à escola amanhã. CONTINUAÇÃO Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte. d) Verbo no imperativo passa o pretérito imperfeito do subjuntivo: – Marchem! – ordenou o sargento. O sargento ordenou que marchássemos. II. Mudança das informações temporais e espaciais (advérbios e pronomes): a) “Ontem” no discurso direto passa para “no dia anterior” no discurso indireto. – Perdi meu diário ontem – disse ele. Ele disse que tinha perdido seu diário no dia anterior. b) “Hoje” e “agora” no discurso direto passam para “naquele dia” e “naquele momento”. – Não quero água agora – afirmou a menina. A menina afirmou que não queria água naquele momento. c) “Amanhã” no discurso direto passa para “no dia seguinte”: – Irei à escola amanhã. Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte. d) “Aqui, aí, cá” no discurso direto passam para “ali” e “lá” – Marchem até aqui! – ordenou o sargento. O sargento ordenou que marchássemos até lá. e) “Este, esta e isto” no discurso direto passam para “aquele, aquela, aquilo” – Este assunto não é difícil, afirmou o professor. O professor afirmou que aquele assunto não era difícil. ANOTAÇÕES