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Relatório de Análise de Caso
Identificação
Discente: Júlia Sthefany da Silva Duarte.
Professor: Cleno Couto.
Caso: Rachel, 15 anos.
Descrição do Caso
Adolescente de quinze anos, foi encaminhada para avaliação devido a dificuldades relacionais e na escola. Diagnosticada com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) aos 7 anos, com 8 começou a usar metilfenidato e seus sintomas relacionados ao TDAH reduziram. Seu comportamento foi considerado “normal” pela sua mãe até os 14 anos, quando começaram a haver mudanças de humor drásticas e desvios comportamentais. A paciente comunicou que se sente confusa com as flutuações de humor recorrentes.
Análise
A paciente foi avaliada para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade aos 7 anos e iniciou os tratamentos com Metilfenidato aos 8, após o tratamento medicamentoso, seu desenvolvimento foi descrito como típico por sua mãe. Todavia, aos 14 anos a paciente começou a apresentar sintomas depressivos, como, por exemplo, humor rebaixado e irritável (típico em adolescentes depressivos), isolamento social, hipersonia, provável baixa concentração o que pode explicar o baixo rendimento escolar e disforia. Todos esses sintomas indicam um possível diagnóstico de Transtorno Depressivo persistente, tendo em vista que também atendem os critérios de tempo (1 ano em crianças e adolescentes) e causam sofrimento e prejuízo funcional significativo na paciente (APA, 2023 p.152).
Entretanto, além desse conjunto de sintomas, a paciente relata mudanças de humor periódicas, relata que se sentia deprimida durante uma semana, depois ficava bem, então “divertidíssima” durante alguns dias. Concomitantemente, sua mãe também declarou que sua filha periodicamente ficava “animada” por uma ou duas semanas, com mais disposição e eufórica. 
Portanto, apesar da súbita elevação de humor e entusiasmo por interações e atividades ocupacionais, típico de transtornos de bipolaridade, os sintomas não atendem ao Transtorno bipolar I tampouco o II, pois não atendem aos critérios diagnósticos de uma fase maníaca ou hipomaníaca (APA, 2023, p.161). 
Logo, a principal hipótese diagnóstica é o Transtorno Ciclotímico que consiste em um transtorno de humor crônico e flutuante, pois a paciente, apesar de apresentar sintomas depressivos e estados de humor que se aproximam de um episódio maníaco, a Associação Americana de Psicologia (2023, p.161) discorre sobre esse transtorno da seguinte forma: “Os sintomas hipomaníacos são de número, gravidade, abrangência e/ou duração insuficientes para atender aos critérios completos para um episódio hipomaníaco, e os sintomas depressivos são de número, gravidade, abrangência e/ou duração insuficientes para atender aos critérios completos para um episódio de depressão maior.”
A outra possível hipótese diagnóstica é o Transtorno Depressivo Maior, porém, a paciente, mesmo apresentando sintomas que atendem ao diagnóstico (irritabilidade, hipersonia, perda de interesse e prazer, perda de energia) (APA, 2023, p. 184), a presença de períodos que se assemelham a um episódio maníaco descarta essa possibilidade. Esse quadro pode evoluir para Transtorno Bipolar tipo 2, caso haja um episódio hipomaníaco ou maníaco (APA, 2023, p.161).
Encaminhamentos
Encaminho a paciente para acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico. Pois, sintomas relacionados a transtornos maníacos, possuem tratamentos medicamentosos que podem não só controlar episódios agudos da doença, como também prevenir que futuros episódios ocorram (Barlow, 2023, p. 964). Todavia, se faz necessário a avaliação de um psiquiatra, para prescrição e acompanhamento do uso medicamentoso. Ademais, sugiro acompanhamento psicoterápico para auxilio nas dificuldades funcionais, sociais e no próprio manejo do humor, além de vigilância dos sintomas, possível alteração de diagnóstico e auxílio na adesão medicamentosa, caso se faça necessária (Barlow, 2023, p.965, 966).
Referências
American Psychiatric Association. (2023). Diagnostic and statistical manual of mental disorders, text revision DSM-5-TR. (5th ed.). American Psychiatric Association.
Barlow, D. H. (2023). Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos: Tratamento passo a passo. Artmed Editora.
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