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Resumo Bioquímico – Professor Rodrigo Material de coleta - Vaccutaner Vermelho não contém anticoagulante Usamos apenas a parte liquida do sangue, não a parte celular Volume de sangue para a coleta 3 ml a 4 ml usamos esse volume pois desprezamos a parte celular Vaso indicado para a coleta - Jugular maior volume Armazenamento - Refrigerar de 1-2 horas passou de 2 horas = Centrifugar (com isso dura até 12 horas) - Depois de coletar o ideal seria processar (hormônio da diferença então tem que processar) Análise – aparelhos Semiautomatizados – É utilizado um reagente para marcar as enzimas Automatizado – Reagente seco entra em contato com o plasma e já marca automaticamente Enzimas bioquímicas - Sua alteração mostra problemas nos sistemas - Raramente especificas - Predominante em alguns órgãos Aumento - Lesão de órgão - Ruptura - Necrose - Proliferação celular - Processos inflamatórios (aumenta a permeabilidade = + facilidade para a enzima sair) Diminuição - Algumas de grande importância - Erro de armazenamento Enzimas hepáticas Doenças hepáticas primárias Neoplasia Doenças hepáticas secundarias Hepatites em geral Diagnostico diferencial das icterícias Sinais de desvios no metabolismo idiopático Shunts Prognostico - No retorno se o exame estiver mostrando uma quantidade mais baixa de bilirrubina BOM - No retorno se a quantidade de bilirrubina não mudar RUIM Inflamação aumenta a permeabilidade vascular = vai ter mais passagem de enzimas do meio intra para o extracelular Excesso de bilirrubina na circulação Pré-hepático: - A bilirrubina ainda estava na hemácia (hemoglobina) - Destruição de hemácia - Babesiose Hepático: - No próprio fígado - Acúmulo de bilirrubina por não conseguir fazer o transporte correto Pós-hepático: - Acúmulo de bilirrubina no sangue - Acúmulo de bilirrubina na vesícula - Colangite Hepatócito Avalia lesão em fígado de pequenos FA – Fosfatase alcalina ALT – Alanina aminotransferase AST – Aspartato aminotransferase FA – Presente no tecido ósseo AST – Não é fácil liberar, é mais liberada em lesões hepáticas, principalmente em necroses, ela se localiza dentro da mitocôndria Avalia lesão em fígado de grandes Gama Gt Bilirrubina AST - Ela se localiza na parede da hemácia - Musculatura esquelética nas fibras mais externas = por isso não se usa em grandes animais só o fato dele se deitar em cima das fibras já da uma lesão, mas ela é uma lesão fisiológica - Células da musculatura cardíaca miocárdio (aparece em pacientes com muito tártaro = miocardite) - Verificação de lesão muscular em pequenos - Não é indicado para avaliação hepática em equinos ( em grandes é utilizado CPK) Para saber se é lesão hepáticas ou não, dosar outras enzimas ALT Específica para clínica de pequenos - Aumento = casos agudos - Leve aumento já tem importância clínica Lesão muscular grave - Rabdomiólise (lesão renal, no nervoso, cardíaca) - Trombose ilíaca em gatos - Hipertireoidismo em gatos FA - Ele está presente na membrana - Lesões hepáticas - Enterite (diarreia) - Patologias ósseas tem muito FA em osteoblastos, osteoclasto Doenças hepatobiliares - Hepatite - Colangite - Lesões de vesícula biliar - Colangiohepatite Hiperadrenocorticismo - Cortisol em excesso vai atuar no paratormônio, ele vai impedir a absorção de FA no osso e ele vai ficar no sangue - Administração de glicocorticoides - Anticonvulsivantes Fenobarbital, gardenal = lesão hepática Fratura rompe o tecido ósseo = FA liberada no sangue Em grandes sempre associar testes com GGT e bilirrubina Aumento fisiológico em filhotes por causa do crescimento ósseo Patologias ósseas - Raquitismo - Osteomalácia - Hiperparatireoidismo - Osteossarcoma - Metástase óssea de carcinoma não esquelético Albumina - 35 a 50% total das proteínas séricas - Maior reserva orgânica de proteínas - Principal carregadora de aminoácidos - 75% da atividade osmótica - Exclusivamente produzido pelo fígado Hipoalbuminemia = Insuficiência hepática Quer saber funcionamento hepático? = Albumina Quer avaliar inflamação no fígado? = ALT/FA Enzimas Renais Auxilia no diagnóstico de doenças renais Associar com Exame clínico + urinálise * Ureia * Creatinina Patognomônico de doença renal, vê a funcionalidade do rim Urinálise vai nos dizer se a insuficiência é aguda ou crônica Ureia Metabólico nitrogenado extremamente toxica Fígado = quebra da proteína, transforma em aminoácidos quebra de aminoácidos transforma em ureia Fígado transforma a ureia cai no plasma é eliminada no rim Mensuração plasmática Aumento Pré - renal Fatores alimentares Aumento de ingestão de proteínas - Sangramento intestinal - Ingestão de sangue porque no sangue tem proteína Proteína alimentar de baixa qualidade Tecido em busca de proteínas quebra a proteína da musculatura como mecanismo Deficiência de carboidrato Aumento Pré - renal Fatores raciaisTem a ureia alta - Crioulo - Yorkshire Metabólicos · Neoplasias tira as reservas de proteína por causa da magreza · Perfusão renal diminuída · ICC · Hipovolemia ICC causa uma hipovolemia e isso vai diminuir a taxa de filtração renal, esse rim começa a definhar, vai inflamar, para de funcionar corretamente = INSUFICIÊNCIA Aumento renal · Disfunção renal: - Processos inflamatórios causa IRA - Processos de necrose causa IRC Em ambas as situações os néfrons perdem a capacidade de reter o que é bom e eliminar o que é ruim, perde a seletividade Aumento Pós - renal · Obstrução uretral - Cálculos, plugs uretrais em gatos - Retem urina = pressão dentro da bexiga é tão grande que vai começar a acumular dentro do rim hidronefrose = causa processo inflamatório = IRA · Ruptura de bexiga - Urina cai no abdômen = ureia é absorvida Diminuição Fatores alimentares · Deficiência proteica - Na transição de uma ração boa para uma ração ruim, em 1 semana a 10 dias vai ter uma diminuição da ureia, depois disso o sistema vai reconhecer que a alimentação está ruim, ele vai começar a quebrar a proteína muscular Fatores metabólicos · Idiopático Insuficiência Hepática · Cirrose · Falha no ciclo da uréia Creatinina - Creatinina é feita pela quebra da creatina - O Aumento reflete a função renal Não é influenciada pela dieta ou metabolismo hepático - Aumenta mais rápido que a uréia - Diminui mais rápido quando ocorre melhora do quadro Se o paciente tiver aumento de creatinina significa que ele tem lesão renal A creatina é um resíduo, mas ela não consegue ser eliminada pelo fígado então ela precisa ser quebrada, e nessa quebra ela se torna a creatinina que é extremamente toxica e ela é eliminada via renal Creatinina aumentada é patognomônico de insuficiência renal Ela que causa os sinais clínicos da insuficiência renal - Necrose de língua - Hálito urêmico - Vomito intermitente (pode ser causado tanto por úlceras gástricas, gastrite quanto por causa que as duas substâncias toxicas agem na zona deflagradora do vomito no SNC) Azotemia - Aumento da ureia e creatinina sem sinais clínicos Uremia - Aumento da ureia e creatinina com sinais clínicos - Necrose de língua, estomatite, vomito intermitente, pode até ter crises convulsivas GLICOSE · Glicose é a principal fonte de energia de uma célula, se não houver a célula morre, necrosa. A célula precisa de 2 fatores para sobreviver, oxigênio através das hemácias é fonte de energia que é a glicose. Sem glicose a célula utiliza de outras fonte energéticas pra sobreviver, mas essas outras fontes são prejudiciais para o organismo, é tóxico pro organismo. · Exame bioquímico de glicose é 100% confiável. · Quando fazer dose de glicose? SUSPEITAS: Hiperglicemia e Hipoglicemia. Hiperglicemia: aumento da glicose. Hipoglicemia: baixa glicose, leva o animal a óbito rapidamente Como coletar? · Animal precisa estar em jejum de 8 – 12 horas para coleta, para exame de glicose; · Armazenamento, o tubo para coleta de glicose, o ideal é o da tampa cinza, esse tubo tem uma substância química (citrato), é um pozinho branco, essa substanciaisola a glicose e nenhuma célula ou microrganismo poderá usar essa glicose como fonte de energia. · Se após a coleta, o processamento do sangue for imediato, posso usar o tubo de tampa vermelha, pois não vai dar tempo de ser usada essa glicose. · A glicose é adquirida através da alimentação, depois da quebra do carboidrato é gerada a glicose. Uma parte da glicose é usada e uma grande parte é armazenada, para manter uma concentração de glicose equilibrada no organismo. Os estoques caem após as 8 – 12 horas de jejum. É armazenada no fígado e músculos. JEJUM Nesse momento o organismo entende que o animal não está recebendo alimentação, aí o organismo vai aonde tiver carboidrato e quebra ele para gerar glicose, acabou carboidrato, o organismo gera glicogenólise hepática que é a remoção das moléculas de glicose que estão estocadas no fígado, tudo isso para manter o equilíbrio, acabou a glicose no fígado, começa acontecer uma situação que é a lipólise – quebra de gordura. Mas quando o organismo não tem a fonte ideal de energia, gera uma energia ruim, devido ao resíduo que é formado, a quebra de gordura gera ácidos e eles são tóxicos para o organismo, dentre esses ácidos um dos compostos formados são acetona. Acabou gordura, começa a gliconeogênese, onde o organismo começa a quebrar um tipo de tecido. INANIÇÃO PROLONGADA Aqui é casos de animal que fica 7 dias sem comer. Situação pior de todas: Proteinólise quebra da proteína, ou seja do musculo. GLICOSE · É gerada através de: Alimento, glicogênio hepático, Gordura e Deaminação proteica · Excesso de glicocorticóides, Glucagon, Adrenalina e Hormônio de crescimento, dificulta a absorção de glicose. HIPERGLICEMIA NÃO DIABÉTICA A diabete tipo I e tipo II · Diabete tipo I, o pâncreas diminui produção de insulina, que é responsável por levar a glicose para a célula. · Diabete tipo II ocorre antagonismo hormonal, algo está competindo com a insulina e não deixa a insulina levar a glicose para célula. · Refeição rica em carboidrato, gera aumento de concentração de glicose. Não é comum na veterinária. · Exercício de disparo: quando o animal sai correndo ocorre descarga de adrenalina, e ela vai ocupar os receptores e a insulina não vai se ligar, aumenta a concentração de glicose na circulação. · Stress vai bloquear receptor e insulina não vai se ligar. · Fluidos glicosada, aumenta a glicose na circulação. · Diabetes tipo I (insulino dependente) paciente depende de insulina · Diabetes tipo II (não insulino dependente) não depende pra sobreviver Diabete tipo I - Insulino dependente mais comum na veterinária. Como acontece? · A Diabete tipo I Pancreatite, é uma inflamação tão grave tão intensa, que diminui a produção de insulina; Necrose pancreática, parte do pâncreas necrosa, diminui a produção de insulina; Pancreatite imunomediada, do nada começa destruir as células beta do pâncreas. · Diabete tipo I (diminuição ou ausência de insulina) A conexão da insulina com seu receptor, gera uma proteína que, promove com que a glicose entre dentro da célula. · Diabete tipo II (Antagonismo) Os hormônios se conectam ao receptor BLOQUEANDO o sitio, ela não se liga ao receptor para fazer efeito, ela só bloqueia, e a insulina não se liga ao receptor, gerando excesso de glicose na circulação, pois a glicose, não está conseguindo entrar na célula. Isso gera Hiperglicemia é o aumento da glicose na circulação. Antagonismo hormonal, quando o paciente tem excesso de cortisol, hormônio de crescimento, adrenalina, excesso de progesterona. Glicose é um açúcar, e açúcar retem liquido, ela aumentada na circulação aumenta liquido intravascular aumentando a volemia passa mais sangue no rim, vai formar mais urina. Sinal clinico de animal hiperglicemico: Poliuria, urina incolor. Polidipsia, pois perde muito liquido e sente muita sede. Sincope pois ocorre a falta de glicose nos neurônios e ai o SNC desliga como forma de proteção. Convulsões pois quando falta energia para os neurônios, gerando focos de energias desordenadas. CETOACIDOSE DIABÉTICA Ocorre o aumento de glicose na circulação, pois ela não consegue entrar dentro da célula, nisso o organismo vai utilizando todas suas fontes de deposito, até a proteína, isso vai causando produção de resíduos como acetona, gerando cetoacidose diabética. GLICOSE – HIPOGLICEMIA · Superdosagem em pacientes diabéticos: Pois a insulina pega toda a glicose da circulação e joga pra dentro da célula. Diminui o equilíbrio, diminui as glicoses de “reserva” do vaso. Causando uma hipoglicemia. · Insulinomas, são tumores que se desenvolvem nas células beta do pâncreas, e esses tumores promovem um super estimulo na produção de insulina. · Hiperplasia das células ilhote, é o aumento da célula, ela produz muita insulina; · Sinais clínicos: Vômito, Andar cambaleante, Sincope, convulsão, cefaleia (dor de cabeça). CREATINOCINASE - CK OU CPK · Comum em grandes animais; · Não é usado na medicina veterinária CK-MM – Musculatura esquelética. BILIRRUBINAS Pacientes com mucosa incterica, problema na bilirrubina. · Bilirrubina Indireta (pré – hepática) está localizada antes do fígado, ruptura acelerada de hemácia. · Bilirrubina Direta, lesões no fígado (hepáticas) e também depois do fígado, (pós hepática). Mesmo após a degradação da hemácia, ela é reaproveitada, e os macrófagos vão fagocitar a hemoglobina e hemo e globina, hemo volta para a fabrica para novas hemácias a globina é alterada sua cadeia química e se transforma em um composto chamado bilirrubina indireta, ela se conecta a principal proteína do organismo (albumina) essa albumina carregada de bilirrubina vai chegar no fígado, e ela precisa entrar dentro do hepatócito, e ela precisa da ajuda da lignina, a lignina vai pegar a bilirrubina indireta e jogar para dentro do hepatócito, lá dentro ela encontra a glicuronil transferase que há transforma em diglicuronato de bilirrubina ou seja Bilirrubina Direta. E ela não pode ficar em excesso no hepatócito, então os canalículos biliares leva ela para ser armazenada na vesícula biliar. Após a bili ser utilizada no intestino a Scheriquia colli altera a forma/molécula da bilirrubina direta e ela se transforma em Estercobilina (que da a coloração das fezes). Problemas hepáticos, pré-hepáticos e pós-hepáticos, causam icterícia das mucosas. HIPERBILIRRUBINEMIA PRÉ - HEPÁTICA · Afeta a bilirrubina Indireta; · Patologias que afetam: Babesia, anemia hemolítica, anaplasma e tristeza parasitaria, essas patologias quebram muita hemácia isso gera o aumento de hemoglobina, em uma situação dessa sobra muita hemoglobina, pois o fígado não consegue processar tanto de uma vez, e ai vai acumulando a bilirrubina indireta. HIPERBILIRRUBINEMIA HEPÁTICA · Afeta bilirrubina direta e indireta; pois o fígado está doente, ele não consegue processar corretamente. · Patologias que afetam o fígado: Neoplasia hepática, Hepatite. HIPERBILIRRUBINEMIA PÓS – HEPÁTICA · Afeta a bilirrubina direta; · Patologias que afetam: Obstrução pois a bilirrubina não consegue passar pelo ducto e cair no intestino · Sinal clinico – fezes pálidas. 2