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Resumo exame bioq
Bioquímica (Universidade Paulista)
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Resumo Bioquímica – Exame
Glicose e Amilase
(Perfil Pancreático)
Pâncreas: produz insulina (³ glicose) e glucagon
(± glicose). É uma glândula grande, localizada
atrás do estômago e do duodeno (intestino).
Diabetes: provocada pelo exc. de glicose no
devido à deficiência de insulina e alts pancreáticas.
• Tipo I: pouca ou nenhuma insulina devido à
destruição das células β das ilhotas
pancreáticas (os anticorpos atacam os
produtores de insulina).
• Tipo II: resistência à insulina ² acúmulo de
glicose (+ comum após os 40 e influência
hereditária, ligado à obesidade).
Diagnóstico: diabéticos a partir de 126mg/dL.
Diabetes gestacional: geralmente se desenvolve
a partir do 3º trimestre da gestação. Os hormônios
relacionados a gravidez podem desregular os
níveis de insulina e c/ a ingestão ñ monitorada de
carboidratos podem desenvolver diabetes. As
pacientes costumam voltar ao normal após a
gravidez, mas cerca de 50% desenvolvem d.
mellitus nos 7 anos seguintes.
Diagnóstico: TOTG modificado - administra-se
100g de glicose e as amostras são colhidas nos
min. 0,60,120 e 180. Os valores em mulheres ñ
diabéticas são: jejum 3 105mg/dL e após 3 horas
145md/dL.
Diabetes Insipidus: deficiência de hormônios
ADH (produzidos no hipotálamo/ hipófise. Ex.
arginina vasopressina), causando a ³ da
reabsorção da água nos túbulos renais e
acarretando uma grande produção de urina. O D.I
pode ser estimulado por 4 defeitos diferentes:
• Secreção prejudicada (DI neurohipofisário)
• Insuficiência renal (DI nefrogênico)
• Ingestão excessiva de líq. (polidpsia primária)
• ± do metabolismo do hormônio (DI gestacional)
Sintomas: polidpsia e poliúria.
Diagnóstico: Teste de privação hídrica
Em um teste de privação hídrica, a prod. de urina,
as concentrações de eletrólitos no sangue e o peso
são medidos em intervalos regulares durante um
período de aprox. 12 h, durante o qual a pessoa ñ
pode ingerir nenhum tipo de bebida. O médico
monitora o quadro clínico do paciente durante o
curso do exame. No final de 12 h (ou antes se a
pessoa apresentar uma ³ na pressão arterial, um
±na freq. cardíaca ou perda sup. a 5% no peso do
corpo) o médico interrompe o exame e injeta
vasopressina. O diagnóstico é confirmado se, em
resposta a vasopressina, a micção excessiva for
interrompida, a urina se tornar + concentrada, a PA
aumentar e o coração bater + normalmente. O
diagnóstico de DI nefrogênico é feito se, após a
injeção, a urina excessiva persistir, a urina
permanecer diluída e a PA e a freq. cardíaca ñ
sofrerem alterações.
Amilase: enzima responsável pela digestão do
amido. Pode ser produzida no pâncreas (amilase
pancreática) e glândulas salivares (alfa-amilase
ou ptialina). A amilase quebra o amido e
glicogênio ingeridos na dieta e catalisa a hidrólise
da amilopectina, da amilose e do glicogênio em
maltose e dextrinas.
Lipase: quebra os lipídios dos alimentos
transformando-os em ácidos graxos e glicerol.
Fluxo das enzimas do pâncreas no organismo
Células acinares do pâncreas (células secretoras
q produzem enzimas digestivas) ² ducto
pancreático ² duodeno (onde as enzimas são
ativadas e ajudam na digestão).
Pancreatite: nas pancreatites as enzimas são
ativadas qnd ainda estão no pâncreas, fazendo c/
que haja destruição da estrutura das células,
causando inflamação e os sintomas.
Nas pancreatites a taxa de amilase smp estará ±.
• Aguda: cálculos na vesícula biliar (obstruem o
fluxo do duto pancreático). Essa obstrução
provoca processo inflamatório intenso e ± da
glândula por conta do edema. Está associada
ao consumo excessivo de álcool. (icterícia,
náuseas, vômitos e dor abdominal intensa
de início abrupto que irradia p/ as costas).
• Crônica: consumo exagerado e prolongado de
álcool, d. autoimunes, medicamentos e gordura
no sangue. C/ acessos repetidos de
pancreatite aguda, o dano ao pâncreas pode
ocorrer e levar a pancreatite crônica. O tecido
cicatricial pode se formar no pâncreas,
causando a perda da função. (dor igual na p.
aguda, diarreia e diabetes).
Diagnóstico: história clínica (uso de álcool),
exames de imagem e amilase sérica e urinária em
conjunto c/ clearance de amilase e creatinina. Qnd
a relação for > q 5% é pancreatite. Qnd for± o
metabolismo e quebra + proteínas p/ a
recuperação do tecido danificado e p/ a própria
recuperação, porém, c/ isso, libera + ureia no .
Creatinina: filtrada pelos rins e eliminada pela
urina, sendo um produto da creatina. Ela difunde
do músculo p/ o plasma por filtração glomerular.
Em níveis elevados de creatinina no plasma, é tbm
excretada pelos túbulos renais.
A qtd de creatinina ñ depende da dieta e é
proporcional à massa muscular, tornando a
concentração sérica uma excelente medida p/ a
avaliação de f. renal, sendo + sensível e específica
no estudo da velocidade de filtração glomerular
reduzida (se há uma ³ na velocidade de filtração
glomerular, há o ± na concentração plasmática,
pois ³ a excreção de creatinina), entretanto, ñ deve
ser utilizada isoladamente p/ avaliar o RFG ou
detectar a presença de DRC.
Dosagem de Creatinina: jejum mín. de 4h, evitar
praticar ex. físico excessivo durante 8h e ingestão
de carne vermelha em excesso durante 24h antes
da dosagem. Amostra: Soro (s/ anticoagulante) ou
urina de 24h coletada s/ conservantes. Em
métodos enzimáticos, ñ utilizar anticoagulantes c/
amônia.
Clearance de Creatinina: comparação da
concentração de creatinina no e eliminada na
urina durante 24h.
Ácido úrico: formado principalm. pelo fígado dps
da digestão das proteínas (q formam purinas e dps
AU). A maioria é eliminada pelos rins, mas por
algum erro metabólico, essa subst. pode acabar
retida no , e, dependendo da qtd, dar origem aos
cristais de ácido úrico, q se acumulam nas
articulações causando intensa dor (artrite
gotosa). *Qse td AU no plasma está na forma de
urato monossódico e p/ quantificar o AU na urina a
amostra deve ser de 24 horas.
Hiperuricemia (AU elevado no ) 3 insuf. renal,
cetoacidose, uso de diuréticos e em tds as
patologias em que a destruição de nucleoproteínas
está aumentada. O ± de urato está relacionado a
hiperlipidemia, obesidade, arteriosclerose,
diabetes e hipertensão, embora os mecanismos
destas alterações ainda ñ sejam bem
compreendidos.
Artrite Gotosa (Gota): dor e inchaço em
articulações (dedão do pé, tornozelo, joelho ou
dedos); dificuldade em movimentar a articulação
afetada; vermelhidão no local, q pode até ficar +
quente q o habitual e deformação da articulação,
devido ao acúmulo de cristais.
• Primária: hiperprodução ou hipossecreção
do AU, ou ambas, e normalm. é genética.
Acomete 90% das pessoas que têm a doença.
Desse total, apenas 10% são causadas pela
hiperprodução de AU e o restante é por
hipossecreção. Pacientes com g. primária
podem desenvolver cálculos renais.
• Secundária: destruição de núcleo proteínas
q tbm promovem o ↑ da prod. de AU. As
causas + comuns de gota secundária incluem
insuf. renal, nefropatia por chumbo,
desidratação, hipotiroidismo,
hiperparatireoidismo, fármacos e uso abusivo
do álcool, além da dieta rica em proteínas.
O controle é nutricional (± ingestão de e ³
proteínas e calorias) e medicamentoso.
O ± da ureia/creatinina no por defeito de excreção se
deve à causas pré renais (insuf. cardíaca, necrose musc.
esquelética, traumas e distrofias); causas renais (nefrites,
pielonefrites e IRA/IRC) e causas pós-renais (obstruções
no trato urinário (cálculos, carcinomas e pólipos).
Interferências analíticas: o AU está aumentado nas 24h
após ingestão de e as concentrações variam no dia.
Além disso, se eleva c/ o stress, jejum prolongado e ± de
peso. O ácido ascórb. (vit c) leva a resultados falsamente
³, portanto ñ deve ser ingerido até 48h antes do exame.
Baixado por Giovanna Oliveira (giovannaoliveira5000@gmail.com)
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Bilirrubinas
(Perfil Hepático)
Fígado: regulação do
metabolismo de vários
nutrientes, síntese de proteínas
e outras moléculas, degradação de hormônios,
armazenamento de substâncias como o
glicogênio, e excreção de substâncias tóxicas.
Apesar das diversas funções do fígado, uma das
principais e mais conhecidas é a formação e
secreção da bile 4 uma substância formada
principalmente por ácidos biliares, fosfolipídios,
colesterol, sais inorgânicos e bilirrubina.
Bilirrubina: responsável por dar cor à bile, é
resultado da destruição de hemácias (produzida
quando o fígado decompõe os glóbulos
vermelhos). O aumento das bilirrubinas no vai
causar um depósito de bilirrubinas nos tecidos,
causando o amarelamento da pele e olhos ²
icterícia (é um sinal clínico, ñ uma patologia).
• Direta – conjugada (fígado): pós ação no
intestino, descartada como urobilinogênio
(15% excretado na urina e 5% no fígado, onde
é liberado na forma de bile) ou
estercobilinogênio (80% fecal). É solúvel na
urina e sua conjugação com o ácido glicurônico
só é possível na presença da enzima
glicuronil transferase. As causas mais
comuns de aumento da BD são as doenças
hepato-celulares.
• Indireta – não conjugada: consegue
atravessar a barreira hematoencefálica,
podendo causar lesões neurológicas
(kernicterus). O aumento da BI indica:
l) aumento da produção (hemólise); ll)
diminuição do transporte (anticorpos e
medicamentos); lll) defeito da captação
(deficiência ou bloqueio das lingandinas) e IV)
defeito da conjugação (doença de Gilbert, etc)
Patologias correlacionadas
• Kernicterus: ↑ de bilirrubina em recém-
nascidos. Como muitos bebês nascem c/ o
fígado ainda pouco desenvolvido, a bilirrubina
acaba se acumulando no , dando origem a
uma icterícia neonatal e aumentando o risco de
lesão no cérebro. P/ evitar que esta subst.
continue se acumulando e impedir o
desenvolvimento de Kernicterus, o pediatra
recomenda fazer o tratamento c/ um tipo de
luzes especiais (fototerapia), permitindo
eliminar o excesso de bilirrubina do organismo
do bebê. Se os níveis de bilirrubina estiverem
mt altos ou a doença estiver
provocando lesões cerebrais, o médico tbm
pode aconselhar fazer uma transfusão p/
substituir o do bebê.
• Síndrome de Dubin Johnson: acúmulo de
BD, o fígado é incapaz de secretá-la através
da bile para ser eliminada nas fezes.
Normalmente é diagnosticada na infância.
Os pacientes possuem icterícia de baixo grau
durante toda a vida, a qual pode ser agravada
pelo consumo de álcool, gravidez, infecção e
outros fatores ambientais. Embora a síndrome
de Dubin-Johnson ocorra em pessoas de tds
as etnias, é + comum entre os judeus iranianos
e marroquinos q vivem em Israel. Estudos
sugerem q a doença afeta 1 em cada 1.300
judeus iranianos em Israel.
• Síndrome de Gilbert: ↑ de BI devido a
redução da enzima Glucuronil-transferase.
Trata-se de uma condição benigna em que ñ
há alts. na estrutura e na função do fígado, que
ñ gera complicações a longo prazo e que ñ
necessita de tratamento específico. Durante a
> parte do tempo, os pacientes são
assintomáticos, mas em situações em que há
redução + acentuada da atividade da enzima,
como alterações hormonais na adolescência,
exercício físico intenso, infecções e jejum
prolongado, a BI pode aumentar a ponto de
causar icterícia.
• Síndrome de Crigler Najjar: ↑ de bilirrubina
devido a redução da enzima Glucuronil-
transferase. Enquanto no Gilbert a bilirrubina
costuma ficar ao redor de 3 mg/dl, na síndrome
de Crigler Najjar tipo 1 esta pode chegar até 50
mg/dl, ultrapassando em muito o limite da
toxicidade.
Tipo I (+ grave): enzima UGT completamente
alterada.
Tipo II (- grave): enzima UGT severamente
reduzida.
Cirrose: lesões/cicatrizes no fíg. em estágio
avançado.
Hepatite: inflam. q provoca alts no fígado.
Baixado por Giovanna Oliveira (giovannaoliveira5000@gmail.com)
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Proteínas totais e frações
(Perfil Hepático)PTF baixas: desnutrição, d. hepáticas, alcoolismo,
infecções prolongadas, excesso de hidratação,
síndrome nefrótica (faz c/ que perca mts proteínas
ao urinar) e etc.
PTF altas: desidratação (pq o plasma fica +
concentrado), d. autoimune, aumento da produção
de AC em doenças infecciosas e amiloidose
(acúmulo anormal de proteínas nos tecidos).
Proteinúria: pode ocorrer devido exposição a frio
intenso, calor, febre alta, atividade física intensa ou
estresse, o q é considerado normal, ou qnd se
prolonga por mais tempo é indicativo de doença
renal, diabetes, hipotensão ou artrite reumatoide.
Albumina: composta principalmente por
aminoácidos (homoproteína). Entre suas funções
estão o transporte de subst. (hormônios
esteroides, ácidos graxos, BI...), regulação da
pressão osmótica (controla a quantidade de
entre os tecidos e o e permite a passagem dos
minerais pelas células), presença de
aminoácidos essenciais na formação dos
hormônios, controle do pH sanguíneo e
manutenção e construção de músculos.
Hipoalbuminemia: edema, pele + áspera/seca q
o normal, queda de cabelo, icterícia (a bilirrubina
se liga a albumina p/ ser transportada, mas nesse
caso vai ficar retida no organismo) e queimaduras
rigorosas.
Edema: acúmulo de líq. nos tecidos devido a um
desequilíbrio entre a pressão hidrostática e
osmótica 3p/ o médico 24 h por dia,
sete dias por semana, c/ resultados rápidos.
P/ confirmação diagnóstica de Angina ou IAM:
Eletrocardiograma, marcadores bioquímicos
cardíacos e tipo de dor no peito.
Protocolo a seguir após dor no peito: coleta
seriada, p/ saber em qual biomarcador está o pico.
Observar o tempo, visto que nem todos os
biomarcadores são liberados de uma vez.
Biomarcadores Cardíacos
Mioglobina: responsável por se ligar ao oxigênio
e armazená-lo até que haja necessidade, como por
ex. durante a execução de atividade física.
Troponinas: proteínas envolvidas na contração
dos músculos esqueléticos e cardíacos.
Usadas p/ diagnosticar infarto do miocárdio,
detectar lesões no ♥ e saber se há dor torácica.
• Troponina I: se liga à actina;
• Troponina T: se liga à tropomiosina durante
as contrações musculares;
• Troponina C: se liga ao cálcio, sendo o
estado de contração do miocárdio. Qnd se
encontra em repouso, o filamento de
tropomiosina age cobrindo os pontos ativos da
actina, impedindo sua ligação c/ o filamento de
miosina.
Para q ocorra a contração, o complexo
troponina-tropomiosina deve ser inibido.
CK total (creatinoquinase): tem como função ± a
velocidade da reação entre fosfato liberado pela
adenosina trifosfato (ATP) e a creatina, resultando
na fosfocreatina (PCr), q mantém os níveis
energéticos. Existem 3 isoenzimas da
creatinoquinase:
• CK-MM: encontrada nos músculos
esqueléticos e coração;
• CK-MB: encontrada principalmente no
coração;
• CK-BB: encontrada principalmente no
cérebro.
A atividade plasmática da enzima CK-MB em
teores iguais ou maiores que 6% da CK total é um
indicativo mais específico de lesão miocárdica.
TGO/AST (aspartato aminotransferase): enzima
encontrada no int. de várias células do corpo
(como do ♥, músculos e fígado). Normalmente é
pedida em conjunto com a TGP (específica do
fígado). Se apenas o TGO estiver elevado pode ser
um sinal de lesão no coração.
LDH (lactato desidrogenase): enzima q participa
do processo de transformar glicose em energia.
Está presente nas células do fígado, ♥, pâncreas,
rins, músc. esqueléticos, cérebro e glóbulos
vermelhos. As áreas de > concentração p/ cada
tipo de isoenzima são:
LDH-1: Coração e glóbulos vermelhos
LDH-2: Glóbulos brancos
LDH-3: Pulmões
LDH-4: Rins, placenta e pâncreas
LDH-5: Fígado e músculo esquelético
Os valores normais da LDH variam entre 120 e 246 UI/L
nos adultos. Valores + baixos podem ser observados na
hepatite viral e na mononucleose infecciosa. A vitamina
C (ácido ascórbico) pode diminuir os níveis de LDH.
± do LDH: Álcool, anestésicos, aspirina, fluoretos,
mitramicina e procainamida. O exercício extenuante tbm
pode aumentar os níveis de LDH.
Baixado por Giovanna Oliveira (giovannaoliveira5000@gmail.com)
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Cálcio, Fosfato e Vitamina D
(Perfil Ósseo)
Os sais minerais são provenientes da dieta (não
produzimos) ² substâncias essenciais.
A maioria das substâncias, assim como o Cálcio
e o Fósforo, são absorvidas na primeira porção
do intestino delgado. Ao chegar no estômago
(pH ácido), o Ca é separado de outras
substâncias que estão presentes no alimento
ingerido ² Ca+ ou Ca ionizado. O mesmo vale
para o fosfato.
O cálcio se mantém ionizado até o pH 5.5 e o
fosfato até 6.5, após isso estão em condições
para serem absorvidos ("caírem na corrente
sanguínea").
Funções
Cálcio: contração muscular, coagulação
sanguínea, transporte de substâncias através de
membranas etc.
Fosfato: tamponamento de líquidos
extra/intracelulares e nos túbulos renais. Além
disso, compõe o ATP, ADP e outras moléculas
importantes para o funcionamento celular.
Absorção
O cálcio e o fosfato precisam estar na forma
ionizada p/ serem absorvidos.
É necessária a presença do Paratormônio
(PTH) p/ a absorção do Cálcio e a ausência do
mesmo p/ absorção do Fosfato.
O PTH é um hormônio Hipercalcificante e
Hipofosfateniante secretado pela paratireoide
no intestino. Ele favorece a absorção, reabsorção
e mobilização do Ca, levando ao aumento de Ca
no sangue. Sua presença nos rins facilita a
excreção de fósforo via renal. Além do intestino e
rins, ele pode simultaneamente agir nos ossos ²
pega o Ca no osso e move para outro local.
O cálcio também pode ser retirado dos dentes,
mas essa é uma situação que depende de vários
fatores (pH salivar, dieta, microbiota... Ex:
gestantes nos últimos meses da gravidez vão mais
ao dentista (?) - às vezes necessitam da
suplementação de cálcio).
A Vitamina D atua de forma similar ao PTH
(homeostase) e ajuda na absorção intestinal de
cálcio e fósforo, sendo fundamental para a
mineralização óssea.
O termo vitamina D engloba sua forma ativa
(calcitriol e seus precursores - vitamina D3 ou
colecalciferol e vitamina D2 ou ergosterol).
• Vitamina D3, ou
colecalciferol: produzida no
organismo através da exposição
da pele à luz solar, ou obtida
através do consumo de alguns
alimentos de origem animal,
como peixes e leite.
• Vitamina D2, ou
ergocalciferol: presente em
suplementos, alimentos
fortificados e alguns vegetais e
fungos.
A deficiência de vitamina D pode
causar alterações ósseas, como
a osteomalácia (amolecimento
dos ossos que surge no adulto e
em idosos devido à
mineralização anormal e
carência de vitamina D) ou a
osteoporose nos adultos
(diminuição progressiva da
densidade óssea e aumento do
risco de fraturas). e raquitismo
nas crianças (afeta o
desenvolvimento dos ossos,
deixando-os frágeis, moles e
com deformações. Além disso,
acredita-se que a deficiência
dessa vitamina também pode
aumentar o risco de desenvolver
diabetes, pressão alta, gripes e
resfriados.
Liberação de Cálcio e Fosfato
A quantidade de Ca no sangue determina o cálcio
que será liberado. Da mesma forma ocorre com o
fósforo...
• Hipocalcemia: estimula a paratireoide a liberar
PTH - aumentando a quantidade de cálcio no
sangue ² Portanto, podemos dizer que o
Paratormônio é um hormônio Hipercalcificante.
• Hipercalcemia: inibe a paratireoide de liberar
o PTH e estimula a tireoide a liberar
Calcitonina (hormônio hipocalceniante e
Hiperfosfateniante ² aumenta a absorção de
fosfato).
O desequilíbrio entre as duas substâncias forma
um cristal (Fosfato de cálcio - prejudicial no
sangue, pois o cristal é um cálculo).