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LISTA DE EXERCÍCIOS HUMANIZANDO 15 – HISTÓRIA DA AMÉRICA 
 
TEMAS ABORDADOS 
AULA 01 – INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DE HISTÓRIA DA AMÉRICA 
AULA 02 – AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA – POVOS MESOAMERICANOS 
E POVOS ANDINOS (PARTE 01). 
AULA 03 – AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA – POVOS MESOAMERICANOS 
E POVOS ANDINOS (PARTE 02). 
AULA 04 – EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL EUROPEIA. 
AULA 05 – EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL EUROPEIA. 
 
1. (Enem PPL 2019) Os pesquisadores que trabalham com sociedades indígenas centram 
sua atenção em documentos do tipo jurídico-administrativo (visitas, testamentos, 
processos) ou em relações e informes e têm deixado em segundo plano as crônicas. 
Quando as utilizam, dão maior importância àquelas que foram escritas primeiro e que têm 
caráter menos teórico e intelectualizado, por acharem que estas podem oferecer 
informações menos deformadas. Contrariamos esse posicionamento, pois as crônicas são 
importantes fontes etnográficas, independentemente de serem contemporâneas ao 
momento da conquista ou de terem sido redigidas em período posterior. O fato de seus 
autores serem verdadeiros humanistas ou pouco letrados não desvaloriza o conteúdo 
dessas crônicas. 
PORTUGAL, A. R. O ayllu andino nas crônicas quinhentistas: um polígrafo na literatura brasileira do 
século XIX (1885-1897). São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 
 
As fontes valorizadas no texto são relevantes para a reconstrução da história das 
sociedades pré-colombianas porque 
 
A) sintetizam os ensinamentos da catequese. 
B) enfatizam os esforços de colonização. 
C) tipificam os sítios arqueológicos. 
D) relativizam os registros oficiais. 
E) substituem as narrativas orais. 
 
2. (Fuvest 2020) A representação cartográfica a seguir refere‐se à viagem de 
circunavegação, iniciada em Sanlúcar de Barrameda, na Andaluzia, em 20 de setembro 
de 1519, e comandada pelo português Fernão de Magalhães, a serviço da monarquia da 
Espanha. A despeito da repercussão da viagem para o desenvolvimento dos 
conhecimentos náuticos e para a exploração do Oceano Pacífico, Battista Agnese foi um 
dos poucos cartógrafos a registrar a empreitada de Magalhães. 
 
 
 
 
 
A representação cartográfica de Battista Agnese 
 
A) revelava a permanência das técnicas e sentidos simbólicos da cosmografia medieval, 
que orientaram os navegadores ibéricos na época da expansão ultramarina. 
 B) estava vinculada aos dogmas cristãos e procurava conciliar o registro da viagem de 
Fernão de Magalhães com a perspectiva de Terra Plana ainda presente entre letrados 
cristãos. 
C) estava baseada nos relatos dos navegadores, no acúmulo de conhecimentos acerca das 
rotas marítimas e em estimativas de distâncias a partir de cálculos matemáticos e da 
planificação do globo terrestre. 
D) apresentava o Oceano Pacífico em suas reais dimensões de acordo com o entendimento 
de Fernão de Magalhães e de Cristóvão Colombo e em desacordo com as perspectivas 
cristãs. 
E) estava assentada nos conhecimentos e detalhamentos geográficos bíblicos e nas 
formulações cosmológicas de Ptolomeu, fundamentais para o sucesso da viagem de 
Fernão de Magalhães. 
 
3. (Unesp 2020) 
 
Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no 
contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No 
que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha 
pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação 
marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. 
[...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco 
e Bahia tinham com Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, 
hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a 
América portuguesa. [...] 
 
 
 
 
Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido 
ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos 
missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, 
que a escravidão africana predomine. [...] A escravização tem dois processos: o primeiro 
é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização. 
 
 
(Luiz Felipe de Alencastro. Entrevista a Mariluce Moura. “O observador do Brasil no Atlântico Sul”. In: 
Revista Pesquisa Fapesp, no 188, outubro de 2011.) 
 
O texto estabelece a formação do Brasil a partir da navegação marítima, o que implica 
reconhecer a importância 
 
A) da imposição de uma lógica global de comércio e da dissolução das fronteiras entre os 
territórios colonizados na América. 
B) do domínio colonial de Portugal sobre o litoral africano e da intermediação espanhola 
no tráfico escravagista. 
C) do controle das rotas marítimas por navegadores italianos e da conformação do 
conceito geográfico de Ocidente. 
D) da constituição do espaço geográfico do Atlântico Sul e da relação estabelecida entre 
os continentes americano e africano. 
E) do surgimento do tráfico de africanos escravizados e das relações comerciais do Brasil 
com a América espanhola. 
 
4. (Enem 2019) A ocasião fez o ladrão: Francis Drake travava sua guerra de pirataria 
contra a Espanha papista quando roubou as tropas de mulas que levavam o ouro do Peru 
para o Panamá. Graças à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide e saqueia as 
costas do Chile e do Peru antes de regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. 
Ora, em Ternate ele oferece sua proteção a um sultão revoltado com os portugueses; assim 
nasce o primeiro entreposto inglês ultramarino. 
FERRO, M. História das colonizações. Das colonizações às independências. Séculos XIII a XX. São 
Paulo: Cia. das Letras, 1996. 
 
 
 
 
A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, conforme citada no texto, foi o meio 
encontrado para 
 
A) restabelecer o crescimento da economia mercantil. 
B) conquistar as riquezas dos territórios americanos. 
C) legalizar a ocupação de possessões ibéricas. 
D) ganhar a adesão das potências europeias. 
E) fortalecer as rotas do comércio marítimo. 
 
5. (Upf 2019) No final do século XV, Espanha e Portugal foram os primeiros países 
europeus a promoverem a expansão marítima europeia, chamada também de as Grandes 
Navegações. As razões desse pioneirismo estão relacionadas 
 
A) à enorme quantidade de capitais acumulados nesses dois países através do 
renascimento comercial no século XIV. 
B) ao processo de fortalecimento da burguesia comercial que estava ocupando o poder 
tanto na Espanha quanto em Portugal. 
C) ao desenvolvimento industrial dos dois países, que os forçou a buscar novos mercados 
consumidores e fornecedores de matéria-prima. 
D) ao espírito aventureiro de portugueses e espanhóis desenvolvido durante a Guerra de 
Reconquista contra os mouros. 
E) à centralização monárquica e ao fato de a nobreza desses dois países estar fortalecida, 
ao contrário de outras nobrezas europeias, conseguindo, assim, financiar o projeto de 
expansão marítima. 
 
6. (Famema 2019) A varíola cruzou pela primeira vez o oceano Atlântico, chegando, 
especificamente, à ilha Hispaniola no final de 1518 ou início de 1519. Durante os quatro 
séculos seguintes, a doença desempenhou um papel tão essencial quanto a pólvora no 
avanço do imperialismo branco do ultramar – um papel talvez até mais importante, pois 
os indígenas acabaram voltando o mosquete, e depois o rifle, contra os invasores, mas a 
varíola pouquíssimas vezes lutou do lado dos primeiros habitantes. 
(Alfred W. Crosby. Imperialismo ecológico: a expansão biológica da Europa, 900-1900, 2011. 
Adaptado.) 
Depreende-se do excerto que 
 
A) o uso de armas de fogo foi o fator principal da vitória dos ameríndios sobre os 
europeus. 
B) a vulnerabilidade doseuropeus decorreu da tecnologia bélica dos ameríndios. 
C) o controle sobre o avanço da varíola trazida pelos europeus fortaleceu os ameríndios. 
D) a suscetibilidade dos ameríndios a novas doenças facilitou o domínio dos europeus 
E) a passividade dos ameríndios diante da conquista europeia consolidou a colonização. 
 
7. (Unesp 2019) Outra prática comum aos povos mesoamericanos foi a construção de 
cidades. [...] As cidades mesoamericanas também serviam para dar identidade grupal aos 
seus habitantes, ou seja, as pessoas se reconheciam como pertencentes a tal cidade e não 
como “indígena”, termo que começou a ser utilizado pelos espanhóis para referir-se aos 
milhares de grupos que se [...] autodenominavam mexicas, cholutecas, tlaxcaltecas, 
dependendo da cidade que habitavam. 
(Eduardo Natalino dos Santos. Cidades pré-hispânicas do México e da América Central, 2004.) 
 
 
 
 
As cidades existentes na América Central e no México no período pré-colombiano 
 
A) foram objeto de disputa entre lideranças indígenas e conquistadores espanhóis, pois 
eram situadas em áreas próximas ao litoral. 
B) eram centros comerciais, políticos e religiosos que contribuíam para a caracterização 
e diferenciação dos habitantes da região. 
C) eram espaços dedicados essencialmente a cultos religiosos monoteístas, que 
asseguravam a unificação identitária dos povos da região. 
D) eram as capitais de grandes unidades políticas e sociais, e seus governantes buscavam 
a homogeneização dos povos indígenas da região. 
E) foram conservadas quase integralmente até os dias de hoje, graças às preocupações 
preservacionistas dos colonizadores espanhóis. 
 
8. (Espcex (Aman) 2018) No início do século XIV, a China era a maior potência mundial 
e empenhava-se intensamente na expansão marítima e comercial, chegando à Índia, quase 
um século antes de Cabral. Os chineses estiveram no sul da África Oriental e no Mar 
Vermelho, enquanto os portugueses mal iniciavam sua exploração na costa norte da 
África. Entretanto, antes de 1440, a expansão marítima chinesa estagnou. Aponte, dentre 
as opções abaixo, aquela que apresenta a causa para o sucesso da exploração marítima 
portuguesa. 
 
A) O fato de os portugueses não terem desenvolvido tecnologias relacionadas à 
navegação ultramarina não afetou suas ações exploratórias. 
B) Em Portugal, a centralização monárquica só ocorreria no final do Século XIII, sendo 
este fato de pouca influência no processo exploratório dos portugueses além-mar. 
C) As finanças portuguesas não estavam estabilizadas e dificultaram os investimentos 
necessários para os projetos relacionados às navegações, o que fez com que D. 
Henrique procurasse financiamento público com os soberanos espanhóis. 
D) Portugal, apesar da guerra de emancipação política com a Espanha, manteve a busca 
por conhecimento para a consecução das grandes navegações. 
E) Em Portugal, as explorações foram conduzidas com recursos de empresas comerciais 
privadas e apoio governamental. 
 
9. (G1 - ifba 2018) “Ao retornar a Lisboa [depois de tratar de negócios nas “Índias”], 
Vasco da Gama falou com o Conde de Vimioso que, ao saber que os indianos exigiam 
ouro e prata em troca de seus produtos, disse: ‘Então foram eles que nos descobriram!’”. 
FONTANA, Josep. Introdução ao estudo da História Geral. São Paulo; EDUSC, 2000, p. 157. 
 
Acerca dessa afirmação feita pelo Conde de Vimioso, podemos interpretar sobre o 
contexto da Expansão Marítima Europeia que: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A) Ao falar que foram os indianos que descobriram os europeus, o Conde de Vimioso 
queria dizer que, ao descobrir uma rota para as Índias, esperava-se que Portugal 
economizasse recursos, evitando todos os transtornos fiscais por passar em terras 
estrangeiras em busca de mercadorias. No entanto, na verdade, quem estava lucrando 
com aquilo eram os Indianos que “descobriram” uma forma de se beneficiarem da 
“descoberta” portuguesa, acumulando o ouro e a prata portuguesa. 
B) A Expansão Marítima Europeia se deu num contexto mais amplo de crescente 
mercantilização de produtos entre Ásia, Europa e África e, nesse momento, os 
Europeus ainda cumpriam o papel de revendedores de produtos comprados pela 
Europa. Depois da expropriação da prata e ouro das Américas, os europeus se fecharam 
economicamente e conseguiram recursos para dominarem o comércio mundial de 
mercadorias. 
C) A Expansão Marítima Europeia se deu num contexto mais amplo de crescente 
mercantilização de produtos entre Ásia, Europa e África e, nesse momento, os 
Europeus ainda cumpriam o papel de revendedores de produtos comprados pela 
Europa. Depois da expropriação da prata e ouro das Américas, os europeus se fecharam 
economicamente e conseguiram recursos para dominarem o comércio mundial de 
mercadorias. 
D) Revela o subdesenvolvimento do capitalismo europeu, que dependia de empréstimos 
de ouro e prata para realizar o comércio com outros territórios. A prata e o ouro 
americanos já eram de conhecimento dos Indianos, possuidores de maiores saberes de 
navegação e comércio que os portugueses, devido a sua relação com os povos 
muçulmanos, que, nesse período, haviam dominado muitos territórios, incluindo 
algumas terras da Península Ibérica. 
E) O metalismo como concepção econômica fez de Portugal, Espanha e outros Reinos 
detentores de colônias pioneiros na industrialização. 
 
10. (Ufu 2018) “No momento de sua descoberta, a América apresentava uma grande 
heterogeneidade etnográfica. A escala civilizatória era muito variada desde as sociedades 
organizadas política e economicamente com um forte e bem estruturado aparelho estatal 
até as tribos de pescadores.” 
BRUIT, H. H. Bartolomé de Las Casas e a Simulação dos Vencidos: Ensaio sobre a conquista hispânica 
da América. Campinas-SP: Editora Unicamp, 1995, p.42. 
 
Há um consenso de que dentre as sociedades pré-colombianas de maior avanço estavam 
maias, astecas e incas. 
 
Sobre as características socioculturais dos incas, é correto afirmar que 
 
A) cultuavam o Deus Uizlopochtli, os bairros eram administrados pelos calpullec, seus 
rituais religiosos envolviam sacrifícios, a religião era politeísta e astral. 
B) falavam o idioma quéchua, não possuíam escrita, seus maiores templos eram 
dedicados ao Deus Inti, os representantes do poder estatal eram os curacas. 
C) possuíam grande conhecimento sobre astronomia, utilizavam escrita hieroglífica, 
tinham como supremo sacerdote Ahaucan e, como chefe supremo, Halach Uinic. 
D) eram o grupo mais religioso, prisioneiros e condenados eram chamados de tlatlacotin, 
tinham sistema de numeração com base 20 e conheciam o número zero. 
 
 
 
 
 
 
11. (Unioeste 2018) Leia o poema abaixo: 
 
Amor América 
 
Antes do chinó e do fraque 
foram os rios, rios arteriais: 
foram as cordilheiras em cuja vaga puída 
o condor ou a neve pareciam imóveis; 
foi a umidade e a mata, o trovão, 
sem nome ainda, as pampas planetárias. 
 
O homem terra foi, vasilha, pálpebra 
do barro trêmulo, forma de argila, 
foi cântaro caraíba, pedra chibcha, 
taça imperial ou sílica araucana. 
Terno e sangrento foi, porém no punho 
de sua arma de cristal umedecido 
as iniciais da terra estavam escritas. 
 
Ninguém pode 
recordá-las depois: o vento 
as esqueceu, o idioma da água 
foi enterrado, as chaves se perderam 
ou se inundaram de silêncio ou sangue. 
 
Não se perdeu a vida, irmãos pastorais. 
Mas como uma rosa selvagem 
caiu uma gota vermelha na floresta 
e apagou-se uma lâmpada da terra. 
 
Estou aqui para contar a história. 
Da paz do búfalo 
até as fustigadas areias 
da terra final, nas espumas 
acumuladas de luz antártica, 
e pelas Lapas despenhadas 
da sombria paz venezuelana, 
te busquei, pai meu, 
jovem guerreiro de treva e cobre, 
ou tu, planta nupcial, cabeleira indomável, 
mãe jacaré, pombametálica. 
 
Eu, incaico do lodo, 
toquei a pedra e disse: 
Quem me espera? E apertei a mão 
sobre um punhado de cristal vazio. 
Porém, andei entre flores zapotecas 
e doce era a luz como um veado 
e era a sombra como uma pálpebra verde. 
 
 
 
Terra minha sem nome, sem América, 
estame equinocial, lança de púrpura, 
teu aroma me subiu pelas raízes 
até a taça que bebia, até a mais delgada 
palavra não nascida de minha boca. 
NERUDA, Pablo. Canto Geral. São Paulo: Círculo do Livro.1994, p. 17-18. 
 
A partir da visão expressa no poema, é CORRETO afirmar sobre o contato entre os povos 
na América que 
 
A) o convívio estabelecido a partir do séc. XV entre indígenas e europeus favoreceu a 
permanência da cultura nativa e o estabelecimento de um pacto de exclusivismo 
comercial com espanhóis, respeitando os domínios existentes no continente. 
B) houve mortes de nativos durante os confrontos destinados a pilhagem e ocupação do 
território, mas um grande número de indígenas foi dizimado em função do 
adoecimento, particularmente por varíola, devido ao contato com os europeus. 
C) o controle estabelecido pelos espanhóis sobre os indígenas que sobreviveram após os 
primeiros contatos foi por aprisionamento e castigos, seguido de imediata negociação 
e liberação para o trabalho pago por jornadas diárias. 
D) diante da divisão entre os povos indígenas (principalmente porque disputavam 
territórios e escravizavam povos nativos dominados), a inferioridade bélica dos 
europeus não foi um problema, com isso, muitos indígenas se aliaram aos espanhóis na 
exploração das riquezas naturais, convertendo-se imediatamente ao cristianismo. 
E) ainda que houvesse vários povos indígenas no continente, a forma como organizavam 
o seu modo de vida era idêntica, inclusive o seu calendário agrícola, militar e religioso. 
 
12. (Fuvest 2018) A imagem representa a morte de Atahualpa, o último imperador inca, 
em 1533, após a conquista espanhola comandada por Francisco Pizarro. 
 
 
 
Analise as quatro afirmações seguintes, a respeito da empresa e da conquista colonial 
espanhola no Peru e da representação presente na imagem. 
 
 
 
 
 
I. A conquista foi favorecida pelo conflito interno entre os dois irmãos incas, Atahualpa 
e Huáscar, aproveitado pelas forças espanholas lideradas por Francisco Pizarro. 
II. A produção agrícola das plantations escravistas constituiu-se na base econômica do 
vice-reinado do Peru, controlado pelos espanhóis. 
III. Do lado esquerdo da pintura, há uma movimentação conflituosa, na qual as mulheres 
incas são contidas por guardas espanhóis, contrastando com a expressão ordenada e 
solene do lado direito, composto por religiosos e autoridades espanholas em torno do 
corpo do imperador inca. 
IV. A pintura revela o resgate de elementos históricos – importante para a construção do 
ideário nacionalista no século XIX, no processo pós-independência e de formação do 
Estado nacional peruano –, mas retrata os personagens indígenas com trajes e feições 
europeus. 
 
Estão corretas apenas as afirmações 
 
A) I, II e III. 
B) II, III e IV. 
C) I, III e IV. 
D) I e II. 
E) III e IV. 
 
13. (Enem 2018) O encontro entre o Velho e o Novo Mundo, que a descoberta de 
Colombo tornou possível, é de um tipo muito particular: é uma guerra – ou a Conquista 
–, como se dizia então. E um mistério continua: o resultado do combate. Por que a vitória 
fulgurante, se os habitantes da América eram tão superiores em número aos adversários 
e lutaram no próprio solo? Se nos limitarmos à conquista do México – a mais espetacular, 
já que a civilização mexicana é a mais brilhante do mundo pré-colombiano – como 
explicar que Cortez, liderando centenas de homens, tenha conseguido tomar o reino de 
Montezuma, que dispunha de centenas de milhares de guerreiros? 
TODOROV. T. A conquista da América. São Paulo: Martins Fontes. 1991 (adaptado). 
 
No contexto da conquista, conforme análise apresentada no texto, uma estratégia para 
superar as disparidades levantadas foi 
 
A) implantar as missões cristãs entre as comunidades submetidas. 
B) utilizar a superioridade física dos mercenários africanos. 
C) explorar as rivalidades existentes entre os povos nativos. 
D) introduzir vetores para a disseminação de doenças epidêmicas. 
E) comprar terras para o enfraquecimento das teocracias autóctones. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14. (G1 - cftrj 2018) 
 
 
 
Considerando o mapa acima, assinale o que é possível afirmar sobre a chegada dos 
europeus e conquista das Américas no final do século XV e no século XVI: 
 
A) Havia, entre as grandes civilizações existentes no continente Americano, uma intensa 
troca comercial de metais preciosos. 
B) O Império Maia estava em franco declínio devido aos séculos de guerra com os 
Astecas. 
C) Hernán Cortés e Francisco Pizarro, conquistadores espanhóis, inspiraram-se apenas 
em formas de organização europeias para dominar os impérios Asteca e Inca. 
D) Havia uma diversidade de povos, que iam desde grupos caçadores-coletores nômades 
até extensos impérios centralizados que dominavam a mineração. 
 
 
 
 
 
 
 
15. (Unesp 2020) Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma 
primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o 
prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma 
das primeiras etapas da globalização. 
 
A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, 
pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do 
continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, 
massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que 
tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de 
dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, 
dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede 
administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da 
catástrofe antilhana. 
(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.) 
 
A afirmação de que os primeiros traços da presença europeia na América foram “o 
prelúdio da ocidentalização” e “uma das primeiras etapas da globalização” é correta 
porque a conquista do continente americano representou 
 
A) a definição da superioridade militar e religiosa do Ocidente cristão e o início da 
perseguição sistemática a judeus e muçulmanos. 
B) a demonstração da teoria de Cristóvão Colombo sobre a esfericidade da Terra e o 
fracasso dos novos instrumentos de navegação. 
C) o encerramento das relações comerciais da Europa com o Oriente e o imediato declínio 
da venda das especiarias produzidas na Índia. 
D) o encontro e o choque entre culturas e o gradual deslocamento do eixo do comércio 
mundial para o Oceano Atlântico. 
E) o avanço da monetarização da economia e o lançamento de projetos de regulação e 
controle centralizado do comércio internacional. 
 
RESOLUÇÕES 
 
Resposta da questão 1: [D] 
 
O texto questiona o uso dos chamados “registros oficiais” para o estudo dos povos pré-
colombianos porque os mesmos foram escritos por aqueles que tinham a função de 
subjugar tais povos. Logo, a visão desses registros pode não corresponder à realidade ou 
pode corresponder apenas a uma parte dela. Ao mesmo tempo, o texto identifica a 
importância do uso das crônicas, feitas em especial por viajantes, para o estudo dos povos 
ameríndios. 
 
Resposta da questão 2: [C] 
 
As Grandes Navegações, séculos XV e XVI, contribuíram para ampliar o conhecimento 
humano sobre o mundo, relatos dos navegadores contribuíram para afastar o imaginário 
europeu medieval pautado emmonstros, ajudaram a construir melhores mapas, utilizaram 
instrumentos como bússola, astrolábio, quadrante, etc., cálculos matemáticos foram 
importantes. A expansão marítima e comercial do século XV foi o primeiro passo rumo 
à globalização do mundo. Gabarito [C]. 
 
 
Resposta da questão 3: [D] 
 
O texto e o mapa deixam claro que a navegação no Atlântico, em especial na parte sul, 
ajudou a integrar Europa, América e África, em especial a partir do tráfico negreiro 
atlântico. 
 
Resposta da questão 4: [B] 
 
Como a Inglaterra realizou o que chamamos de navegação tardia, a solução que ela 
encontrou para participar da obtenção de lucros coloniais (em especial através do 
metalismo) foi adotar a prática dos saques, tanto em embarcações quanto em cidades 
coloniais portuguesas e espanholas na América. Tal estratégia era, inclusive, apoiada pelo 
Estado Inglês. 
 
Resposta da questão 5: [E] 
 
Somente a proposição [E] está correta. Os países ibéricos foram os primeiros a investir 
nas Grandes Navegações. Portugal foi o primeiro Estado Moderno a surgir, nasceu no ano 
de 1139 no contexto das Guerras de Reconquista. A Espanha surgiu no ano de 1492, logo 
após a expulsão dos últimos árabes da região de Granada no Sul da Espanha. A precoce 
centralização do poder e a aliança entre rei e burguesia favoreceram a Península Ibérica 
no projeto marítimo-comercial. 
 
Resposta da questão 6: [D] 
 
A conquista espanhola sobre os ameríndios na primeira metade do século XVI, pode ser 
explicada por vários fatores, entre eles, armas de fogo do homem branco europeu, uso do 
cavalo, presságios indígenas, força da cruz, doenças trazidas pelos europeus dizimaram 
milhares de índios. Gabarito [D]. 
 
Resposta da questão 7: [B] 
 
Somente a alternativa [B] está correta. O termo “índio” foi uma invenção dos brancos 
europeus para designar os habitantes da América. Antes da chegada dos brancos 
espanhóis, os povos mesoamericanos edificavam suas cidades associadas ao comércio, 
poder político e religioso. Cada núcleo urbano representava a identidade de seu povo, 
suas particularidades e especificidades. 
 
Resposta da questão 8: [E] 
 
Alguns fatores explicam o pioneirismo e o sucesso das navegações portuguesas na 
transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Dentre esses fatores podemos citar a 
aliança entre a Monarquia recém instaurada e a burguesia marítima portuguesa. Tal 
aliança apoiou e financiou o projeto de expansão marítima em Portugal. 
 
Resposta da questão 9: [A] 
 
Somente a alternativa [A] está correta. O texto deixa claro que os indianos é que se 
beneficiaram com as Grandes Navegações ao exigirem metais preciosos em troca de seus 
produtos. Daí que Vasco das Gama afirma “então foram eles que nos descobriram”. 
 
 
Resposta da questão 10: [B] 
 
Somente a alternativa [B] está correta. O Império Inca localizado na América do Sul era 
politeísta, a capital era Cuzco, falava o quécua, considerado os filhos do sol, possuíam 
comunidades agrícolas chamada Ayllu, cada Ayllu tinha um curaca, ou seja, uma 
divindade. Na primeira metade do século XVI ocorreu à conquista espanhola e Francisco 
Pizarro liderou a conquista do Império Inca. 
 
Resposta da questão 11: [B] 
 
O grande poeta chileno Pablo Neruda desenvolve em sua poesia um forte vínculo com a 
natureza, estabelece uma relação intima da terra em suas metáforas, mostrando a forte 
relação entre o ser humano e a terra em que habita e valoriza muito o aspecto cultural. No 
contexto da conquista da América ocorrida na primeira metade do século XVI, os 
espanhóis utilizaram de diversos elementos para vencer as civilizações Astecas e Incas, 
entre eles, armas de fogo, cavalos, doenças, rivalidades entre os próprios nativos, etc. 
 
Resposta da questão 12: [C] 
 
A afirmativa [II] está incorreta porque a base econômica do Vice-Reino do Peru foi a 
exploração aurífera baseada no trabalho indígena. 
 
Resposta da questão 13: [C] 
 
Uma das estratégias utilizadas por Hernan Cortez na conquista do Império Asteca foi 
instigar os povos conquistados pelos astecas e que, por isso, eram submissos a eles, a lutar 
contra seus dominadores, o que fortaleceu em número o exército espanhol. 
 
Resposta da questão 14: [D] 
 
Havia na América Pré-Colombiana, isto é, antes da chegada dos europeus, um mosaico 
de povos em diferentes estágios de desenvolvimento, de engenheiros a curandeiros, desde 
tribos canibais até grandes civilizações agrárias organizadas e complexas, tais como, os 
Maias, Astecas e Incas. Gabarito [D]. 
 
Resposta da questão 15: [D] 
 
As Grandes Navegações podem ser consideradas uma etapa da Globalização devido ao 
(1) fato de que proporcionou um encontro entre diferentes etnias e povos, ainda que tenha 
ocorrido o massacre dos americanos pelos europeus e (2) ao aumento da circulação de 
produtos no eixo do Oceano Atlântico, inaugurando o que podemos chamar de comércio 
global.

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