Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
LISTA DE EXERCÍCIOS: REVISÃO 4 – FILOSOFIA ANTIGA 
 
TEMA ABORDADO 
AULA 05 – Aristóteles (Parte 01). 
AULA 06 – Aristóteles (Parte 02). 
 
1. (Uepg-pss 3 2019) Sobre a concepção científica aristotélica, assinale o que for correto. 
 
01) Aristóteles considerava o mundo natural (physis) inferior ao mundo das formas. 
02) A observação era um método irrelevante para conseguir chegar à melhor resposta de 
um problema ligado ao mundo natural. 
04) Na teoria aristotélica sobre movimento e repouso, o "estado natural" dos objetos é o 
repouso. 
08) De acordo com a teoria aristotélica sobre movimento e repouso, um objeto só entra 
em movimento se houver uma força atuando sobre ele. 
 
2. (Upe-ssa 3 2018) 
 
 
 
Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Consciência Moral. 
 
Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelectivas, formam a 
diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie distinta de todas as outras. 
Então, no homem, a physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o 
intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático (prudência); através dessas 
duas energias, o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida 
quotidiana. 
(PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 49.). 
 
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir: 
 
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano. 
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas. 
III. A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem prudente é o alcance 
do seu bem possível diante do excesso ou da escassez. 
IV. A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto 
e do justo no âmbito da vida cotidiana. 
 
 
 
 
2 
Estão CORRETOS 
A) apenas I, II e III. 
B) apenas II e III. 
C) apenas III e IV. 
D) apenas I e III. 
E) I, II, III e IV. 
 
3. (Uepg 2018) Sobre a lógica aristotélica, assinale o que for correto. 
 
01) A lógica é um instrumento para o exercício do pensamento e da linguagem. 
02) Os sofistas e o filósofo grego Platão alcançaram a mesma amplitude, rigor e 
sistematização da lógica desenvolvida por Aristóteles. 
04) A lógica aristotélica subdivide em: lógica formal e lógica crítica conceitual. 
08) A lógica formal apresenta métodos que auxiliam no exercício de identificação dos 
argumentos válidos e na distinção dos inválidos. 
 
4. (Uem 2018) “Por natureza, todos os homens desejam o conhecimento. [...] a ciência 
que investiga causas é mais instrutiva do que uma que não o faz, pois é aquela que nos 
diz as causas de qualquer coisa particular que nos instrui. Ademais, o conhecimento e o 
entendimento desejáveis por si mesmos são mais alcançáveis no conhecimento daquilo 
que é mais cognoscível. Pois o homem que deseja o conhecimento por si mesmo vai 
desejar sobretudo o conhecimento mais perfeito, que é o conhecimento do mais 
cognoscível, e as coisas mais cognoscíveis são os princípios e causas primeiros; porque é 
através e a partir destas que outras coisas vêm a ser compreendidas.” 
(ARISTÓTELES, Metafísica - livro I. In: MARCONDES, D. Textos básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: 
Zahar, 2012, p. 46-51). 
A partir do texto citado, assinale o que for correto. 
 
01) As coisas cognoscíveis não podem ser conhecidas pelo ser humano. 
02) O homem deseja o conhecimento mais perfeito, e isso só é possível pela ciência que 
investiga as causas. 
04) A ciência que investiga a causa das coisas e a ciência dos princípios das coisas são 
contraditórias. 
08) O conhecimento não é natural nos seres humanos, mas um desejo que alguns têm, e 
outros, não. 
16) O conhecimento científico fundamenta-se no conhecimento das causas e dos 
princípios das coisas. 
 
5. (Uem 2017) “A noção de ‘voluntário’ não é tão clara como parece. Em sua Ética a 
Nicômaco, Aristóteles imagina o caso de um capitão de um navio que deve levar uma 
certa carga de um porto para outro. No meio da travessia despenca uma enorme 
tempestade. O capitão chega à conclusão de que só pode salvar o barco e a vida de seus 
tripulantes se jogar a carga pela borda para equilibrar a embarcação. De modo que ele a 
joga na água. Pois bem, ele a jogou porque quis? É evidente que sim, pois poderia não se 
ter livrado dela e arriscar-se a morrer. Mas é evidente que não, pois o que ele queria era 
levá-la até seu destino final, caso contrário teria ficado sossegado em casa, sem zarpar! 
De modo que a jogou querendo... mas sem querer. Não podemos dizer que a tenha jogado 
involuntariamente, nem que jogá-la fosse sua vontade. Às vezes poder-se-ia dizer que 
atuamos voluntariamente... contra a nossa vontade”. 
SAVATER, F. As perguntas da vida. In: ARANHA, M. L. de A. Filosofar com textos: temas e história 
da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012, p. 206. 
 
 
 
3 
A partir do texto citado, assinale o que for correto. 
 
01) Conforme o texto, podemos concluir que não existe ato involuntário, pois sempre 
fazemos o que desejamos. 
02) Mesmo planejando bem uma ação, somos confrontados com situações em que a 
tomada de decisão exige algum critério maior, tal como, segundo o exemplo do texto, 
salvar vidas é mais importante do que levar a carga ao destino final. 
04) O capitão do navio deve ser recriminado porque não fez um estudo prévio da ação 
que deveria empreender, sendo correto qualificá-lo como imprudente. 
08) Conforme o texto, verifica-se que, mesmo diante de situações inesperadas, não 
devemos agir por impulso, mas ponderar qual a atitude mais razoável e adequada para 
a circunstância. 
16) Jogar a carga e a tripulação na água para salvar o navio foi uma atitude de desespero 
de alguém que se vê diante da morte. 
 
6. (Uem 2017) “Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal 
ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o 
objeto da cura é, de preferência, o singular. No entanto, nós julgamos que há mais saber 
e conhecimento na arte do que na experiência, e consideramos os homens de arte mais 
sábios que os empíricos, visto a sabedoria acompanhar em todos, de preferência, o saber. 
Isto porque uns conhecem a causa, e os outros não. Com efeito, os empíricos sabem o 
‘quê’, mas não o ‘porquê’; ao passo que os outros sabem o ‘porquê’ e a causa. 
ARISTÓTELES. Metafísica, livro I, cap. 1. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 12. 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto. 
 
01) Segundo Aristóteles, o conhecimento do singular, adquirido pela experiência, não 
pode ser tomado como um conhecimento universal sobre algo determinado. 
02) Segundo Aristóteles, o conhecimento do universal independe dos entes particulares 
ou singulares. 
04) Segundo Aristóteles, conhecer algo é conhecer as suas causas e não apenas constatar 
“que” algo existe. 
08) Segundo Aristóteles, os empíricos, ou pessoas que possuem um conhecimento 
calcado na experiência, conhecem o porquê e a causa das coisas. 
16) Segundo Aristóteles, o conhecimento do sábio é superior ao do empírico porque 
engloba este, sem que isso signifique desprezo do conhecimento empírico ou das 
coisas particulares. 
 
7. (Uem 2017) Aristóteles assim apresenta o argumento que se obtém em uma corrida 
entre Aquiles e uma tartaruga: 
 
“O segundo argumento é chamado ‘Aquiles’. Conforme esse argumento, o mais lento 
nunca será alcançado pelo mais veloz, porque é necessário que o perseguidor chegue antes 
ao ponto do qual saiu o perseguido, de modo que o mais lento, necessariamente tenha 
alguma vantagem”. 
ARISTÓTELES, Física, VI, 9, 239b, in: FIGUEIREDO, V. (org.). Filosofia: temas e percursos. São 
Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2013, p. 350. 
 
A partir desse excerto e de conhecimentossobre filosofia pré-socrática, assinale o que for 
correto. 
 
 
 
4 
01) O argumento “Aquiles”, que emprega a tese da infinita divisibilidade do espaço, foi 
formulado, também, por Platão para demonstrar a imobilidade do ser. 
02) O argumento “Aquiles” demonstra que os autores gregos da antiguidade clássica 
detinham o conhecimento e o domínio da noção de infinito, permitindo a introdução, 
naquela época, da noção matemática de número real. 
04) Ao propor uma estratégia argumentativa por redução ao absurdo, Zenão de Eleia 
demonstra a impossibilidade de conceber racionalmente uma descrição sensata de 
movimento, ao mesmo tempo em que formula esse tipo de argumento para confundir 
seus oponentes nos debates. 
08) O argumento parte da premissa de que para Aquiles alcançar um ponto do qual a 
tartaruga saíra antes, com certa vantagem, ele sempre precisa alcançar o ponto do qual 
a tartaruga partira, e deste para o próximo ponto, e assim sucessivamente. 
16) O autor do argumento “Aquiles” pode ser considerado um dos primeiros autores 
ocidentais a formular argumentações por redução ao absurdo. Tal estratégia dialética 
foi amplamente utilizada na sofística, na maiêutica socrática e nos diálogos de Platão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
RESOLUÇÕES 
 
Resposta da questão 1: 04 + 08 = 12. 
 
No pensamento aristotélico, a existência de movimento estava vinculada à da força. Para 
ele, os corpos se encontram em repouso quando estão em seu “estado natural”, e um 
movimento só poderia existir se houvesse a atuação continua de uma força que provocasse 
o fim do estado de repouso, do mesmo modo, um movimento só acabaria se acabasse a 
força agindo sobre o corpo. A observação dos fenômenos tem papel fundamental na 
produção da filosofia aristotélica, pois ele considerava a observação do mundo empírico 
uma parte importante para a obtenção do conhecimento. 
 
Resposta da questão 2: [E] 
 
Para Aristóteles, a prudência constitui uma faculdade do conhecimento racional humano, 
que possibilita a ação reflexiva diante dos aspectos que levam a uma deliberação. Com 
efeito, a prudência seria uma virtude a partir da qual é possível a existência de uma 
filosofia prática, sendo orientada para a justiça e para o bem do indivíduo, ou seja, para a 
eudaimonia. Assim, Aristóteles identifica o indivíduo prudente como aquele que detém 
capacidade de deliberação a qual leva ao discernimento da melhor ação possível diante 
de uma situação concreta. Já a virtude da sabedoria estaria orientada para a reflexão 
teórica, de modo que o uso da prudência, em conjunto com a sabedoria, possibilitaria ao 
indivíduo a reflexão acerca da sua existência e das questões relacionadas à vida em 
sociedade de forma racional. A partir dessas considerações, o aluno deve identificar que 
todos os itens apresentam afirmações corretas. 
 
Resposta da questão 3: 01 + 08 = 09. 
 
A lógica aristotélica é um conjunto de ferramentas que sistematizam o discurso científico, 
a partir da aplicação de um raciocínio que permite identificar argumentos válidos ou 
inválidos na formulação de uma conclusão. Assim, a lógica aristotélica fornece elementos 
que estruturam a linguagem para a construção do conhecimento. Partindo-se desse 
conhecimento, o aluno deve identificar que a lógica aristotélica visa um rigor discursivo 
que não era utilizado pelos sofistas, uma vez que os últimos faziam uso da manipulação 
retórica para induzir pensamentos. Ademais, a lógica proposta por Aristóteles é 
fundamentada nos silogismos, e não na subdivisão em lógica formal e crítica conceitual, 
de modo que apenas os itens [01] e [08] apresentam proposições verdadeiras. 
 
Resposta da questão 4: 02 + 16 = 18. 
 
O aluno deve chegar à resposta da questão a partir do conhecimento da Teoria das Causas 
de Aristóteles, segundo a qual existiriam causas fundamentais para todas as coisas, que 
constituiriam sua essência e seriam também condições necessárias para a existência das 
coisas, e a partir do texto apresentado. Ao considerar os trechos “a ciência que investiga 
causas é mais instrutiva do que uma que não o faz” e “Pois o homem que deseja o 
conhecimento por si mesmo vai desejar sobretudo o conhecimento mais perfeito, que é o 
conhecimento do mais cognoscível, e as coisas mais cognoscíveis são os princípios e 
causas primeiros; porque é através e a partir destas que outras coisas vêm a ser 
compreendidas”, o aluno deve identificar que apenas os itens [02] e [16] contêm 
afirmações corretas. 
 
 
 
6 
Resposta da questão 5: 02 + 08 = 10. 
 
Na obra Ética a Nicômaco, Aristóteles faz uma análise acerca das ações humanas, 
constatando que todas as ações visam o bem, sendo essa busca pelo bem o que constitui 
a distinção do agir humano em relação aos outros animais. Para Aristóteles, a razão 
humana se sobrepõe às paixões, sendo o uso da racionalidade uma ação virtuosa, de modo 
que a bondade pode ser alcançada através do uso das virtudes morais e intelectuais nas 
situações práticas que se apresentam aos indivíduos. No exemplo apresentado pelo texto, 
observa-se que o personagem faz uso de sua racionalidade para deliberar sobre qual o 
melhor modo de agir. Nessa perspectiva, apenas os itens [02] e [08] podem ser 
considerados corretos. 
 
Resposta da questão 6: 01 + 04 + 16 = 21. 
 
Na teoria do conhecimento formulada por Aristóteles, o conhecimento surge através da 
experiência sensível e do conhecimento das essências ou causas. Para ele, o conhecimento 
se inicia com os sentidos, a partir dos quais seria possível estabelecer relações entre as 
percepções sensoriais e a memória retidas de outras experiências, o que permitiria a 
elaboração dos conceitos. No entanto, seria fundamental, ainda, a técnica ou arte, que 
seria o entendimento do “porquê” das coisas, ou seja, daquilo que possibilita o resultado 
produzido, de modo que a experiência apenas não permite, por si só, gerar um 
conhecimento universal. Com efeito, para Aristóteles, aqueles que dominam a técnica 
seriam superiores aos que possuem apenas a experiência. A partir dessas considerações, 
o aluno deve identificar que apenas os itens [01], [04] e [16] possuem afirmações corretas. 
 
Resposta da questão 7: 04 + 08 + 16 = 28. 
 
O exemplo descrito de Aquiles e da tartaruga é um caso conhecido de paradoxo, ou seja, 
de uma afirmação que encerra uma contradição. No exemplo, dada uma pequena 
vantagem à tartaruga, seria impossível Aquiles alcançá-la porque, sendo o espaço 
infinitamente divisível, Aquiles deveria passar por um ponto entre o infinito e o ponto de 
partida, de modo que ele nunca alcançaria a tartaruga, o que impossibilitaria o 
movimento, entendido, então, como ilusório. A estratégia de Zenão é conhecida como 
redução ao absurdo, e consistia no estabelecimento de situações que explicitavam os 
efeitos de uma oposição que ele desejava refutar, tendo sido um dos primeiros autores 
ocidentais a formular argumentações desse tipo. A partir dessa estratégia argumentativa, 
Zenão, em consonância com Parmênides, buscou refutar a ideia de movimento, buscando 
explicitar que a percepção do movimento é proporcionada apenas pela aparência, sendo, 
portanto, ilusório. Partindo dessas considerações, apenas os itens [04], [08] e [16] estão 
corretos.

Mais conteúdos dessa disciplina