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GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 1
2 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
LENDO CARTAS E 
MAPAS: ENTENDENDO A 
CARTOGRAFIA BÁSICA E 
O GEOPROCESSAMENTO 
Cartografia
"A Cartografia apresenta-se como o Conjunto de 
estudos e operações científicas, técnicas e artísticas 
que, tendo por base os resultados de observações 
diretas ou da análise de documentação, voltam-se 
para elaboração de mapas, cartas e outras formas de 
expressão ou representação de objetos, elementos, 
fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, 
bem como a sua utilização" 
O processo cartográfico, partindo da Coleta de dados, 
envolve estudo, análise, composição e representação 
de observações, de fatos, fenômenos e dados 
pertinentes a diversos campos científicos associados 
às superfícies terrestres. 
Da paisagem para o mapa
Em Geografia, como vimos na Introdução, a observação 
da paisagem é o primeiro procedimento para a 
compreensão do espaço geográfico, seguido do registro 
do que foi observado – daí a importância do mapa.
Em um mapa, os elementos que compõem o espaço 
geográfico são representados por pontos, linhas, 
texturas, cores e textos, ou seja, são usados símbolos 
próprios da Cartografia. Diante da complexidade do 
espaço geográfico, algumas informações são sempre 
priorizadas em detrimento de outras. Seria impossível 
representar todos os elementos (físicos, econômicos, 
humanos e políticos) num único mapa.
Orientação espacial
O ser humano sempre necessitou de referências para 
se orientar no espaço geográfico: um rio, um morro, 
uma igreja, um edifício, à direita, à esquerda, acima, 
abaixo, etc.; também, por muito tempo, orientou-se 
pelo Sol e pelas estrelas. 
Mas, para ter referências um pouco mais precisas, 
inventou os pontos cardeais e colaterais, como 
mostra a figura ao lado. A rosa dos ventos indica os 
pontos cardeais e colaterais e aparece no mostrador 
da bússola, que tem uma agulha sempre apontando 
para o norte magnético (veja a foto abaixo).
Informações do mapa
 ƍ Além das coordenadas geográficas ou 
alfanuméricas (localização) e da indicação dos 
pontos cardeais (orientação), um mapa precisa 
ter:
 ƍ Título: informa os fenômenos representados;
 ƍ Legenda: mostra o significado dos símbolos 
utilizados;
 ƍ Escala: indica a proporção entre a representação 
e a realidade, e permite calcular as distâncias no 
terreno com base em medidas feitas no mapa.
 
Fonte: Reprodução Mudeu de Bagda, Iraque.
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 3
Símbolos e convenções cartográficas
 
Representação da Terra
 ƍ Os mapas correspondem à representação, 
aproximada, em um plano dos aspectos – 
geográficos, naturais, culturais e antrópicos - em 
proporção reduzida de toda superfície terrestre 
ou de parte dela. 
 ƍ Para confecção de um mapa, é necessária a aplicação 
de um conjunto de procedimentos que visa 
relacionar os pontos da superfície terrestre a pontos 
correspondentes no plano de projeção (mapa).
 ƍ Estes procedimentos consistem em: 
 ƍ Adotar um modelo matemático simplificado 
que melhor represente a forma da Terra; 
 ƍ Projetar os elementos da superfície terrestre 
sobre o modelo de representação selecionado; 
 ƍ Relacionar, através de um processo projetivo 
ou analítico, pontos do modelo matemático de 
referência ao plano de projeção, selecionando 
a escala e o sistema de coordenadas. 
A Forma da Terra 
 ƍ A superfície terrestre é totalmente irregular, não 
existindo, até o momento, definições matemáticas 
capazes de representá-la sem deformá-la. 
 ƍ O modelo que mais se aproxima da sua forma real, 
e que pode ser determinado através de medidas 
gravimétricas, é o geoidal.
 ƍ A forma da Terra se assemelha mais a um 
elipsóide, o raio equatorial é aproximadamente 
23 km maior do que o polar, devido ao movimento 
de rotação em torno do seu eixo.
 ƍ Neste modelo, a superfície terrestre é definida 
por uma superfície fictícia determinada pelo 
prolongamento do nível médio dos mares, 
estendendo-se em direção aos continentes. Esta 
superfície pode estar acima ou abaixo da superfície 
topográfica, definida pela massa terrestre. 
 
Fonte:IBGE
Geoide. Fonte:https://www.aprh.pt/rgci/glossario/geoide.html 
4 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Representação Cartográfica
Para representar a superfície terrestre em um plano, é 
necessário que se adote uma superfície de referência, 
que corresponda a uma figura matematicamente 
definida. 
O elipsóide de revolução, gerado por uma eclipse 
rotacionada em torno de eixo menor, é a figura 
geométrica que mais se aproxima da forma real da Terra. 
Para representações em escalas muito pequenas 
– menores do que 1:5.000.000 a diferença entre o 
raio equatorial e o raio polar apresenta um valor 
insignificante, o que permite representar a forma a 
Terra, em algumas aplicações, como uma esfera. Este 
modelo é bastante simplificado e o mais distante da 
realidade, pois os elementos da superfície terrestre 
apresentam-se bastante deformados em relação às 
suas correspondentes feições reais e à posição relativa. 
As projeções podem ser classificadas em conformes, 
equivalentes, equidistantes ou afiláticas, dependendo 
das propriedades geométricas presentes na relação globo 
terrestre/mapa-múndi. Além disso, podem ser agrupadas 
em três categorias principais, dependendo da figura 
geométrica empregada em sua construção: cilíndricas 
(as mais comuns), cônicas, azimutais ou planas.
Projeção Cônica e Projeção Cônica de Albers
 
Projeção Cilíndrica e Projeção Cilíndrica 
de Peters.
Projeção Plana ou Azimutal e Projeção 
Plana Polar.
Fonte:https://cienciahoje.org.br/artigo/nem-plana-nem-redonda-definir-a-forma-exata-
da-terra-e-um-desafio/
Fonte: Internet 
Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 5
Projeções conformes
Projeção conforme é aquela na qual os ângulos são 
idênticos aos do globo, seja em um mapa-múndi, 
seja em um mapa regional. Nesse tipo de projeção, as 
formas terrestres são representadas sem distorção, 
porém com alteração do tamanho de suas áreas. 
Apenas nas proximidades do centro de projeção, neste 
caso o equador, é que se verifica distorção mínima. 
Quanto maior o distanciamento a partir dessa linha 
imaginária, maior é a distorção. Por essa razão, quando 
se utiliza esse tipo de projeção, geralmente só são 
reproduzidos os territórios situados até 80° de latitude.
Projeção de Mercator é uma projeção conforme 
cilíndrica.
Projeções equivalentes
Num mapa-múndi ou regional com projeção 
equivalente, as áreas mantêm-se proporcionalmente 
idênticas às áreas do globo terrestre, embora as 
formas estejam de formadas em comparação com a 
realidade.
 
Projeção de Miller é uma projeção equivalente 
cilíndrica.
Projeção afilática 
Atualmente, é comum a utilização de projeções com 
menores índices de distorção para o mapeamento da 
superfície terrestre, como a de Robinson (observe o mapa 
abaixo). Essa projeção afilática não preserva nenhuma 
das propriedades de conformidade, equivalência ou 
equidistância, mas, em compensação, não distorce o 
planeta de forma tão acentuada como as projeções que 
vimos anteriormente; por isso, tem sido uma das mais 
utilizadas para mostrar o mundo em atlas escolares e 
mapas de divulgação.
Projeção de Robinson é uma projeção afilática
Projeção equidistantes
A projeção equidistante mais comum é centrada em 
um dos polos, como podemos ver no mapa ao lado. 
No centro da projeção, pode-se situar a capital de 
um país, uma base aérea, a sede de uma empresa 
transnacional, etc. Entretanto, ela apresenta enormes 
distorções nas áreas e nas formas dos continentes, 
que aumentam com o afastamento do ponto central.
 
Fonte:IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
Fonte:IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
Fonte:IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento deCartografia.
Fonte:IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
6 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Projeção Plana ou Azimutal e Projeção Plana Polar.
Escala
Inicialmente, é importante fazer uma distinção 
entre escala geográfica e escala cartográfica. A escala 
cartográfica e suas relações matemáticas vamos 
perceber sua permanente relação com a escala 
geográfica. Por exemplo, a análise de fenômenos locais 
necessita de plantas em escala grande, já a análise de 
fenômenos mundiais exige mapas em escala pequena. 
Ou seja, quanto maior a escala de análise geográfica, 
menor a escala cartográfica, e vice-versa.
 
Tipos de produtos cartográficos
 ƍ Os mapas podem ser classificados em topográficos 
(ou de base) e temáticos. 
 ƍ Num mapa topográfico, representa-se a superfície 
terrestre o mais próximo possível da realidade, 
dentro das limitações impostas pela escala 
pequena. Na carta topográfica, feita em escala 
média ou grande, há mais precisão entre a 
representação e a realidade.
 
 
Fonte:IBGE, Diretoria de Geociências, Departamento de Cartografia.
Brasil em escala cartográfica e numérica. Fonte: http://ead.bauru.
sp.gov.br/efront/www/content/lessons/43/CARTOGRAFIA.pdf
Mapa de relevo com curvas de nível. Trecho de carta Recife. Fonte:IBGE.
Legenda da carta Recife. Fonte: IBGE
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 7
Trecho de carta Recife 
Mapa temático 
Um mapa temático contém informações selecionadas 
sobre determinado fenômeno ou tema do espaço 
geográfico: naturais – geologia, relevo, vegetação, 
clima, etc. – ou sociais – população, agricultura, 
indústrias, urbanização, etc. Nesse tipo de mapa, a 
precisão planimétrica ou altimétrica tem importância 
menor; as representações quantitativa e qualitativa 
dos temas selecionados são mais relevantes.
Sistemas de Coordenadas Terrestres
 ƍ Para o elipsóide, é empregado o sistema de 
coordenadas geodésicas. Por fim, para o plano 
pode ser empregado um sistema de coordenadas 
cartesianas ou planas (x,y) e topográficas locais.
 ƍ O globo terrestre pode ser dividido por uma rede 
de linhas imaginárias que permitem localizar 
qualquer ponto em sua superfície. Essas linhas 
determinam dois tipos de coordenada: a latitude 
e a longitude, que, em conjunto, são chamadas de 
coordenadas geográficas. 
Num plano cartesiano, como você já deve ter aprendido 
ao estudar Matemática, a localização de um ponto 
é determinada pelo cruzamento das coordenadas x 
e y; numa esfera, o processo é semelhante, mas as 
coordenadas são medidas em graus. 
 
Legenda com hipsometria (altitude) da carta Recife. Fonte:IBGE.
Mapa temático. Fonte: Serviço Veterinário 
8 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Paralelos - Latitude
Meridianos - Longitude
Como referência, convencionou-se internacionalmente 
adotar como meridiano 0° o que passa pelo 
Observatório Real de Greenwich, nas proximidades de 
Londres (Inglaterra), e o meridiano oposto, a 180°, foi 
chamado de “antimeridiano”. 
 ƍ Esses meridianos dividem a Terra em dois 
hemisférios: ocidental, a oeste de Greenwich, e 
oriental, a leste. Assim, os demais meridianos 
podem ser identificados por sua distância, 
medida em graus, ao meridiano de Greenwich. 
Essa distância é a longitude e varia de 0° a 180° 
tanto para leste (E) quanto para oeste (W).
 
 ƍ A partir do equador, podemos traçar círculos 
paralelos que, à medida que se afastam para o norte 
ou para o sul, diminuem de diâmetro. A latitude é 
a distância em graus desses círculos, chamados 
paralelos, em relação ao equador, e varia de 0° a 
90° tanto para o norte (N) quanto para o sul (S).
 
Fonte: IBGE
Fonte: IBGE
Observatório Real de Greenwich. Fonte: Heitor Salvador
Fonte: http://www.dpi.inpe.br/spring/usuario/cartogrf.htm#projecoes
Fonte: http://www.dpi.inpe.br/spring/usuario/cartogrf.htm#projecoes
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 9
 ƍ O trópico de Câncer e o trópico de Capricórnio são 
linhas imaginárias situadas à latitude aproximada 
de 23° N e de 23° S, respectivamente. Os círculos 
polares também são linhas imaginárias, situadas 
à latitude aproximada de 66° N e de 66° S. Na 
figura, o círculo polar Antártico não aparece por 
causa da posição da representação da Terra.
 ƍ Conhecer apenas a latitude de um ponto, porém, 
não é suficiente para localizá-lo. Se procurarmos, 
por exemplo, um ponto a 20° ao sul do equador, 
encontraremos não apenas um, mas inúmeros 
pontos situados ao longo do paralelo 20° S. Por 
isso, é necessária uma segunda coordenada que 
nos permita localizar um determinado ponto.
 
 ƍ Para determinar a segunda coordenada, a longitude, 
foram traçadas linhas que cruzam os paralelos 
perpendicularmente. Se procurarmos, por exemplo, 
um ponto de coordenadas 51° N e 0°, será fácil 
encontrá-lo: estará no cruzamento do paralelo 51° 
N com o meridiano 0°. Consultando um mapa, 
verificaremos que esse ponto está muito próximo 
do Observatório de Greenwich, na Inglaterra.
 ƍ Para localizar com exatidão um ponto no território, 
indicam-se as medidas em graus (°), minutos (’) 
e segundos (”). As coordenadas geográficas do 
Observatório de Greenwich, por exemplo, são 
51° 28’ 38’’ N e 0° 00’ 00’’. Perceba que, sem a 
latitude, é possível identificarmos o meridiano 
de Greenwich, mas não o observatório inglês que 
foi utilizado como referência para a definição do 
meridiano zero.
 
 ƍ Também podemos utilizar as coordenadas 
alfanuméricas para localizar algo em um mapa 
ou em uma planta. Elas não são tão precisas como 
as coordenadas geográficas, mas auxiliam na 
localização de elementos da paisagem, como uma 
rua, uma praça, um teatro, uma estação de trem 
ou de ônibus, na planta de uma cidade. Exemplo: 
Mapas turísticos. 
Mapa turístico do centro de São Paulo 
 
Fonte: http://www.dpi.inpe.br/spring/usuario/cartogrf.htm#projecoes
Fonte:IBGE
Atrativos turísticos. Fonte: Cidade de São Paulo, mapa Centro Bom Retiro. 
http://cidadedesaopaulo.com/v2/institucional/downloads-landing-page/ 
10 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Fuso horário
As horas mudam, uma a uma, à medida que passamos de um fuso a outro. No entanto, como as linhas que os 
delimitam atravessam várias unidades político-administrativas, os países fizeram adaptações, estabelecendo, 
assim, os limites práticos dos fusos.
Com a adoção dos limites práticos, em alguns territórios, os fusos podem medir mais ou menos que os 
tradicionais 15°, como se pode verificar no mapa desta página. Observe que as horas aumentam para leste e 
diminuem para oeste, a partir de qualquer referencial adotado. Isso ocorre porque a Terra gira do oeste para o 
leste. Como o Sol nasce a leste, à medida que nos deslocamos nessa direção. 
Linha internacional da mudança da data
A Linha Internacional da Data é uma linha imaginária 
localizada nos extremos leste e oeste do planeta a 
qual marca a mudança da data. Ela está localizada no 
chamado antimeridiano de Greenwich, ou seja, no 
ponto 180° de longitude terrestre.
A sua história está atrelada à necessidade do 
estabelecimento de um marco para a passagem dos 
dias. O seu funcionamento se relaciona à mudança 
da data. Sendo assim, essa linha possui fundamental 
importância para a definição dos fusos horários e dos 
calendários civis. 
A Linha Internacional da Data serve para marcar a 
mudança de data por meio do estabelecimento de 
uma linha imaginária de passagem entre um dia e 
 FUSOS HORÁRIOS
Fonte: IBGE
outro. Sendo assim, ela auxilia na demarcação dos 
calendários e na operacionalização dos fusos horários. 
A sua função é predominantemente política, sendo 
fundamental para o desenvolvimento de diversas 
atividades civis.
Quem disse que não é possível voltar no tempo? 
Voo que decola de Tóquio, nas primeiras horas de 
2019, cruza Linha Internacional da Data e pousa em 
Los Angeles na tarde do dia 31 de dezembro 2018. 
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 11
ENTENDENDO O 
GEOPROCESSAMENTO
Sensoriamento Remoto
Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas de 
captação e registro de imagens à distância, sem contatodireto com o elemento registrado, por meio de diferentes 
tipos de sensor. O olho humano é um tipo de sensor 
e serviu de referência para a construção de sensores 
eletrônicos que equipam satélites, por exemplo.
Em qualquer tipo de sensor, as imagens são captadas 
por meio da radiação eletromagnética que se situa 
entre o espectro visível e o de micro-ondas. Isso 
também se aplica a fotografia e a fotogrametria. 
Sensoriamento Remoto
O espectro eletromagnético é a distribuição da 
intensidade da radiação eletromagnética com relação 
ao seu comprimento de onda ou frequência.
Como se observa no esquema ao lado, entre todas as 
ondas do espectro da radiação eletromagnética, os 
raios gama são os que apresentam a maior frequência 
e o menor comprimento. Os sensores podem ser 
passivos ou ativos. 
Sensor passivo
Um sensor é considerado passivo quando só recebe 
radiação, como as máquinas fotográficas e os 
imageadores que equipam a maioria dos satélites; e é 
considerado ativo quando emite ondas e as recebe de 
volta, como o radar.
A energia solar é refletida pela superfície da Terra como 
ondas de calor, que podem ser captadas por sensores de 
satélites, e como ondas visíveis em cores, que podem 
ser fotografadas por câmeras acopladas a aeronaves, 
registrando, assim, seus elementos naturais e sociais.
 
Funcionamento da imagem no olho humano. Fonte: Mundo da educação
Espectro eletromagnético. Fonte: INFORMATICA.HSW.UOL.COM.BR
O sensor ótico tem funcionamento similar ao olho humano. Fonte: 
https://blog.emania.com.br/sensor-de-imagem/
Tipos de sensores Fonte:https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/07/
sensoriamento-remoto-definicao-e-principios.html
12 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Uma ortofoto é uma fotografia que mostra imagens de 
objetos em suas posições ortográficas verdadeiras. As 
ortofotos são geometricamente equivalentes a mapas 
convencionais planimétricos de linhas e símbolos, 
os quais também mostram as posições ortográficas 
verdadeiras dos objetos.
 
Sensor ativo
Existe, ainda, outra possibilidade de sensoriamento 
remoto: um radar acoplado a um avião ou satélite 
emite micro-ondas, que são refletidas de volta pela 
Terra, permitindo o registro de sua superfície pelo 
mesmo equipamento, como ilustra o esquema abaixo.
As micro-ondas sofrem menos interferência das 
nuvens do que as ondas do espectro visível e 
infravermelho, possibilitando fazer imagens de radar 
mesmo em dias nublados ou à noite, algo impossível 
para sensores passivos. 
 
O LIDAR (Light Detection and Ranging) é um sensor 
remoto ativo a bordo de plataformas (tripuladas ou não 
tripuladas) e um método direto de captura de dados, 
ele possui sua própria fonte de energia, neste caso, 
uma fonte de luz, o laser. O LIDAR emite feixes de laser 
na banda do infravermelho próximo (IV) e é capaz de 
modelar a superfície do terreno tridimensionalmente.
Embora as primeiras imagens aéreas da superfície da 
Terra tenham sido tiradas de balões, ainda no século 
XIX, o sensoriamento remoto só se desenvolveu a 
partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com 
a utilização de aviões.
O levantamento aerofotogramétrico é um dos métodos 
Satélite passivo. Fonte:http://parquedaciencia.blogspot.com/2013/07/como-
funciona-e-para-que-serve-o.html
Ortofoto. Fonte:https://blog.droneng.com.br/ortofotomosaico-
verdadeiro-e-convencional-entenda-a-diferenca/
Exemplo de sensoriamento remoto ativo. Fonte: FITZ, Paulo Roberto. 
Geoprocessamento sem complicação. 
Exemplo de satélite ativo com LASER.Fonte: Projeção artística do ICESat2, da 
NASA (Foto: NASA). 
Imagem infravermelha com perdas agrícolas Imagem LIDAR. Fotografia Aérea. 
Fonte:http://www.dsr.inpe.br/DSR/areas-de-atuacao/sensores-plataformas/lidar
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 13
No mapa, quanto mais afastadas as curvas de nível, 
menor é a declividade, isto é, menos íngreme é o 
terreno. Ao contrário, quanto mais próximas as 
curvas, maior é a declividade do local.
 
 
O LANDSAT-1 foi o primeiro satélite e também o 
primeiro desenvolvido para atuar diretamente em 
pesquisas de recursos naturais, foi lançado em 1972 
e denominado ERTS-1 ou LANDSAT-1. Foi o primeiro 
satélite de sensoriamento remoto no mundo e levou 
duas câmeras bordo. Operou por um período de 
cinco anos, adquirindo mais de 300.000 imagens, 
com repetidas coberturas da superfície da Terra. Até 
hoje foram lançados 8 satélites da série, todos com 
imagens multiespectrais. 
utilizados para o mapeamento da superfície terrestre. 
O voo fotogramétrico é realizado por uma aeronave, 
na qual é acoplada uma câmera fotogramétrica que 
cobre toda a área a ser mapeada.
Para obter uma cobertura completa do terreno a ser 
representado, as fotografias aéreas são tomadas de modo 
sobreposto. Com o auxílio de um aparelho fotogramétrico, 
realiza-se a restituição, processo de confecção do mapa, 
através de um modelo tridimensional.
Atualmente, as fotos aéreas são feitas com câmeras 
digitais, e os equipamentos de restituição e produção 
de imagens são computadorizados, o que contribui 
para deixar o processo mais rápido e mais preciso, 
além de mais barato.
Curvas de nível
Em cartografia, as curvas de nível são representações 
do relevo produzidas através da utilização de linhas 
imaginárias (chamadas de linhas altimétricas, 
quando na superfície, e linhas batimétricas, quando 
abaixo do nível do mar). Elas possuem o mérito de 
representar em uma superfície plana os desníveis e 
a declividade topográfica.
Fotografia aérea realizada por avião. Fonte:http://www.geografia.seed.
pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1066&evento=1#menu-
galeria.
Fotografia aérea realizada por drones o aviões não tripulados Fonte: 
Retirado da internet.
Novas tecnologias para levantamento topográfico. Fonte:https://www.
lojadoplotter.com.br/blog/2016/10/impressao-de-curvas-de-nivel-em-
plotter.html
Representação de um perfil topográfico em curvas de nível . Imagem de 
satélite. Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/geografia/curvas-nivel.htm
14 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
 
CBERS - Programa brasileiro
O programa CBERS (China-Brazil Earth Resources 
Satellite ou Satélite Sino-Brasileiro de Recursos 
Terrestres) foi implantado em 1988 após parceria 
entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 
(INPE) e a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial 
(CAST), num convênio técnico-científico binacional 
envolvendo Brasil e China. 
CBERS-1 (lançado em 1999 e inativo desde 2003), 
o CBERS-2 (lançado em 2003 e inativo desde 15 de 
Janeiro de 2009, período em que produziu 175 mil 
imagens), CBERS-2B (lançado em 
2007 e operante até o início 
de 2010), CBERS-3 (lançado 
em 2013 e perdido no 
lançamento devido a falhas do 
veículo lançador) e o CBERS-4 
lançado em dezembro de 2014.
Missão Amazônia 
A Missão Amazônia irá fornecer dados (imagens) de 
sensoriamento remoto para observar e monitorar o 
desmatamento especialmente na região amazônica 
e, também, a diversificada agricultura em todo o 
território nacional com uma alta taxa de revisita, 
buscando atuar em sinergia com os programas 
ambientais existentes. 
 
Imagem de satélite 
A utilização de satélites para sensoriamento remoto 
apresenta outra grande vantagem: a de registrar a 
sequência de eventos ao longo do tempo. Imagens de 
uma mesma área podem ser registradas em intervalos 
regulares, o que permite acompanhar a ocorrência de 
muitos fenômenos e monitorar riscos.
Um dos exemplos mais conhecidos da utilização de imagens 
de satélites é a previsão do tempo. Satélites meteorológicos 
captam imagens das massas de ar, visíveis por meio das 
formações de nuvens, em intervalos regulares de tempo.
Tempo de atividade dos LANDSAT. Fonte:https://adenilsongiovanini.
com.br/blog/landsat/
Imagem do Landsat
Composição colorida mostrando a região metropolitana do Rio 
de Janeiro e seu entorno. Fonte:https://www.gov.br/mcti/pt-br/
acompanhe-o-mcti/noticias/2021/03/inpe-mcti-divulga-as-
primeiras-imagens-do-amazonia-1
Cor verdadeira mostrando o reservatóriode Sobradinho, Rio São 
Francisco, e seu entorno.Fonte:https://www.gov.br/mcti/pt-br/
acompanhe-o-mcti/noticias/2021/03/inpe-mcti-divulga-as-
primeiras-imagens-do-amazonia-1.
GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR 15
Sistema de posicionamento por satélite
Um sistema global de posicionamento e navegação é 
composto de três segmentos:
 ƍ Espacial: constelação de satélites em órbita da Terra;
 ƍ Controle terrestre: estações de monitoramento e 
antenas de recepção na superfície;
 ƍ Usuários: aparelhos receptores móveis ou acoplados 
a veículos terrestres, aéreos ou aquáticos.
 ƍ Sistemas: GPS - Global Positioning System dos 
EUA. O Glonass-Global Navigation Satellite System, 
Russo. O Galileo - União Europeia. E o Compass ou 
Beidou-2, da China.
 
Sistema de informação geográfica - SIG
Um sistema de informações geográficas (SIG) é 
composto de uma rede de equipamentos (hardware) 
e de programas (software) que processam dados 
georreferenciados, isto é, situados no território, 
localizados por coordenadas geográficas e identificados 
por GPS. Entretanto, o mais importante nesse sistema 
são as pessoas: os técnicos que alimentam o banco de 
dados, processando-os e produzindo informações a 
partir deles, assim como os usuários finais que utilizam 
essas informações para tomada de decisões.
Os SIG permitem coletar, armazenar, processar, 
recuperar, correlacionar e analisar diversos dados 
espaciais, a partir dos quais são produzidas informações 
geográficas expressas em mapas, gráficos, tabelas, etc.
Imagem de satélite sendo utilizada para previsão do tempo. Fonte 
INPE/CPTEC 
Funcionamento do sistema de geolocalização por satélite
Fonte:www. institutopristino.com. acesso em maio de 2021 
Camada (layers) do sistema de informação geográfica (SIG) 
Constelação de satélite de posicionamento global. FONTE:https://www.
researchgate.net/figure/FIGURA-2-Conceito-da-correcao-diferencial-em-
tempo-real-adaptada-de-MORGAN-ESS_fig1_262711771
16 GEOGRAFIA COM HEITOR SALVADOR
Principais SIG
 
Tela com software de geoprocessamento. Fonte: QGIS

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