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Ficha de Exercícios - Aula 18 (2)

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Questões resolvidas

O fragmento acima representa uma
a) descrição da máxima nietzscheana fundada na ideia da vontade de poder, em que “o poder nos leva a acreditar num mundo objetivamente construído”, o que se constitui no erro da causalidade.
b) crítica ferrenha de Nietzsche a toda manifestação apolínea fundada na subjetividade ou na construção do eu a partir de uma vontade imanente declarada no erro da confusão entre a causa e o efeito.
c) posição nietzscheana sobre as causas imaginárias, que revela o fracasso da existência humana a partir da crença que nutrimos em relação ao eu e ao ser e ao ordenamento que insistimos em dar para as coisas reafirmadas num logos.
d) consideração na qual Nietzsche aprofunda as suas convicções acerca do erro como causalidade falsa e repercute a ideia da crença que temos num mundo interior repleto de fantasmas e de reflexos enganosos.

Nessa passagem, Nietzsche:
a) apoia a valorização moral da obra de arte, negando que seja possível obras de arte divergentes da moral cristã.
b) defende uma arte verdadeira, contra a arte cristã, que adere à mentira, pois não passa de uma moral.
c) concebe que os padrões absolutos do cristianismo são supraestéticos, suprassensíveis, e por isso valorizam a arte.
d) critica a concepção moral da existência em defesa do caráter sensível, estético do mundo, tal como se configura na arte.

Com base na citação acima, é correto afirmar que
a) como o apolíneo e o dionisíaco são dois impulsos antagônicos, o artista, em seu processo de criação, deve escolher apenas uma das duas vias: ou estado de sonho ou de embriaguez.
b) o impulso apolíneo expressa nossas propensões intelectuais em direção ao suprassensível e o impulso dionisíaco, nossa participação no mundo sensível, emocional.
c) ambos os impulsos se manifestam artisticamente: o apolíneo nas formas plásticas da visão, nos sonhos e na poesia escrita; o dionisíaco, na embriaguez em que repousa a música.
d) os impulsos apolíneo e dionisíaco não são potências sensíveis e criadoras da natureza e produzem estados fisiológicos diversos, porque não são adequados ao humano.

O trecho contém uma formulação da doutrina nietzscheana do eterno retorno, que apresenta critérios radicais de avaliação da
a) qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b) conveniência do cuidado da saúde física e espiritual.
c) legitimidade da doutrina pagã da transmigração da alma.
d) veracidade do postulado cosmológico da perenidade do mundo.
e) validade de padrões habituais de ação humana ao longo da história.

Minha fórmula para o que há de grande no indivíduo é amor fati: nada desejar, além daquilo que é, nem diante de si, nem atrás de si, nem nos séculos dos séculos. Não se contentar em suportar o inelutável, e ainda menos dissimulá-lo, mas amá-los.

Essa fórmula indica por Nietzsche consiste em uma crítica à tradição cristã que
a) combate as práticas sociais de cunho afetivo.
b) impede o avanço científico no contexto moderno.
c) associa os cultos pagãos à sacralização da natureza.
d) condena os modelos filosóficos da Antiguidade Clássica.
e) consagra a realização humana ao campo transcendental.

De acordo com o referido fragmento e considerando a totalidade do pensamento de Friedrich Nietzsche, podemos afirmar que a alternativa INCORRETA é:
a) A elaboração nietzschiana sobre o niilismo é a oportunidade em que o filósofo reconcilia-se com Immanuel Kant, julgando-o como aquela honrosa exceção que, em pleno século XVIII, salvaguardou o pensamento alemão dos ataques da metafísica. Na opinião de Nietzsche, o imperativo categórico é o antídoto ao niilismo.
b) Uma das adversárias de Nietzsche é a moral da compaixão, pois nela se intensifica a decadência, a miséria e sua conservação. Sob a afirmação de “Deus” ou do “além”, como aquilo que genuinamente definiria a verdadeira vida, a moral da compaixão oculta o “nada”.
c) Nietzsche reconhece a ambiguidade do conceito de niilismo. Eis a razão pela qual ele diferencia o niilismo ativo do passivo. O niilista ativo é o “espírito livre” que reconhece e utiliza sua potência para ir além dos valores tradicionais. Já o niilista passivo, é o espírito cansado que se subordina à decadência dos valores religiosos e morais.
d) A disposição de afastar-se da aparência, da mudança, do vir a ser, do desejo, conduz o humano à vontade de nada, uma renúncia da vida que se configura como causa do niilismo.
e) Uma das expressões mais conhecidas de Nietzsche, com a qual o autor inicia suas análises sobre o niilismo, é o fragmento dedicado à morte de Deus. No aforismo de A Gaia Ciência, a morte de Deus conduz-nos ao diagnóstico da ausência de justificações absolutas e de orientações para o alcance do sentido da vida.

Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e Dionísio, respectivamente, como
a) complexidade e ingenuidade: extremos de um mesmo segmento moral, no qual se inserem as paixões humanas.
b) movimento e niilismo: polos de tensão na existência humana.
c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de intervenção e subversão de toda moral humana.
d) razão e desordem: dimensões complementares da realidade.

O trecho contém uma formulação da doutrina nietzscheana do eterno retorno, que apresenta critérios radicais de avaliação da
a) qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b) conveniência do cuidado da saúde física e espiritual.
c) legitimidade da doutrina pagã da transmigração da alma.
d) veracidade do postulado cosmológico da perenidade do mundo.
e) validade de padrões habituais de ação humana ao longo da história.

Essa fórmula indica por Nietzsche consiste em uma crítica à tradição cristã que
a) combate as práticas sociais de cunho afetivo.
b) impede o avanço científico no contexto moderno.
c) associa os cultos pagãos à sacralização da natureza.
d) condena os modelos filosóficos da Antiguidade Clássica.
e) consagra a realização humana ao campo transcendental.

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Questões resolvidas

O fragmento acima representa uma
a) descrição da máxima nietzscheana fundada na ideia da vontade de poder, em que “o poder nos leva a acreditar num mundo objetivamente construído”, o que se constitui no erro da causalidade.
b) crítica ferrenha de Nietzsche a toda manifestação apolínea fundada na subjetividade ou na construção do eu a partir de uma vontade imanente declarada no erro da confusão entre a causa e o efeito.
c) posição nietzscheana sobre as causas imaginárias, que revela o fracasso da existência humana a partir da crença que nutrimos em relação ao eu e ao ser e ao ordenamento que insistimos em dar para as coisas reafirmadas num logos.
d) consideração na qual Nietzsche aprofunda as suas convicções acerca do erro como causalidade falsa e repercute a ideia da crença que temos num mundo interior repleto de fantasmas e de reflexos enganosos.

Nessa passagem, Nietzsche:
a) apoia a valorização moral da obra de arte, negando que seja possível obras de arte divergentes da moral cristã.
b) defende uma arte verdadeira, contra a arte cristã, que adere à mentira, pois não passa de uma moral.
c) concebe que os padrões absolutos do cristianismo são supraestéticos, suprassensíveis, e por isso valorizam a arte.
d) critica a concepção moral da existência em defesa do caráter sensível, estético do mundo, tal como se configura na arte.

Com base na citação acima, é correto afirmar que
a) como o apolíneo e o dionisíaco são dois impulsos antagônicos, o artista, em seu processo de criação, deve escolher apenas uma das duas vias: ou estado de sonho ou de embriaguez.
b) o impulso apolíneo expressa nossas propensões intelectuais em direção ao suprassensível e o impulso dionisíaco, nossa participação no mundo sensível, emocional.
c) ambos os impulsos se manifestam artisticamente: o apolíneo nas formas plásticas da visão, nos sonhos e na poesia escrita; o dionisíaco, na embriaguez em que repousa a música.
d) os impulsos apolíneo e dionisíaco não são potências sensíveis e criadoras da natureza e produzem estados fisiológicos diversos, porque não são adequados ao humano.

O trecho contém uma formulação da doutrina nietzscheana do eterno retorno, que apresenta critérios radicais de avaliação da
a) qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b) conveniência do cuidado da saúde física e espiritual.
c) legitimidade da doutrina pagã da transmigração da alma.
d) veracidade do postulado cosmológico da perenidade do mundo.
e) validade de padrões habituais de ação humana ao longo da história.

Minha fórmula para o que há de grande no indivíduo é amor fati: nada desejar, além daquilo que é, nem diante de si, nem atrás de si, nem nos séculos dos séculos. Não se contentar em suportar o inelutável, e ainda menos dissimulá-lo, mas amá-los.

Essa fórmula indica por Nietzsche consiste em uma crítica à tradição cristã que
a) combate as práticas sociais de cunho afetivo.
b) impede o avanço científico no contexto moderno.
c) associa os cultos pagãos à sacralização da natureza.
d) condena os modelos filosóficos da Antiguidade Clássica.
e) consagra a realização humana ao campo transcendental.

De acordo com o referido fragmento e considerando a totalidade do pensamento de Friedrich Nietzsche, podemos afirmar que a alternativa INCORRETA é:
a) A elaboração nietzschiana sobre o niilismo é a oportunidade em que o filósofo reconcilia-se com Immanuel Kant, julgando-o como aquela honrosa exceção que, em pleno século XVIII, salvaguardou o pensamento alemão dos ataques da metafísica. Na opinião de Nietzsche, o imperativo categórico é o antídoto ao niilismo.
b) Uma das adversárias de Nietzsche é a moral da compaixão, pois nela se intensifica a decadência, a miséria e sua conservação. Sob a afirmação de “Deus” ou do “além”, como aquilo que genuinamente definiria a verdadeira vida, a moral da compaixão oculta o “nada”.
c) Nietzsche reconhece a ambiguidade do conceito de niilismo. Eis a razão pela qual ele diferencia o niilismo ativo do passivo. O niilista ativo é o “espírito livre” que reconhece e utiliza sua potência para ir além dos valores tradicionais. Já o niilista passivo, é o espírito cansado que se subordina à decadência dos valores religiosos e morais.
d) A disposição de afastar-se da aparência, da mudança, do vir a ser, do desejo, conduz o humano à vontade de nada, uma renúncia da vida que se configura como causa do niilismo.
e) Uma das expressões mais conhecidas de Nietzsche, com a qual o autor inicia suas análises sobre o niilismo, é o fragmento dedicado à morte de Deus. No aforismo de A Gaia Ciência, a morte de Deus conduz-nos ao diagnóstico da ausência de justificações absolutas e de orientações para o alcance do sentido da vida.

Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e Dionísio, respectivamente, como
a) complexidade e ingenuidade: extremos de um mesmo segmento moral, no qual se inserem as paixões humanas.
b) movimento e niilismo: polos de tensão na existência humana.
c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de intervenção e subversão de toda moral humana.
d) razão e desordem: dimensões complementares da realidade.

O trecho contém uma formulação da doutrina nietzscheana do eterno retorno, que apresenta critérios radicais de avaliação da
a) qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b) conveniência do cuidado da saúde física e espiritual.
c) legitimidade da doutrina pagã da transmigração da alma.
d) veracidade do postulado cosmológico da perenidade do mundo.
e) validade de padrões habituais de ação humana ao longo da história.

Essa fórmula indica por Nietzsche consiste em uma crítica à tradição cristã que
a) combate as práticas sociais de cunho afetivo.
b) impede o avanço científico no contexto moderno.
c) associa os cultos pagãos à sacralização da natureza.
d) condena os modelos filosóficos da Antiguidade Clássica.
e) consagra a realização humana ao campo transcendental.

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FILOSOFIA COM VIVIANE CATOLÉ 5
6 FILOSOFIA COM VIVIANE CATOLÉ
EXERCÍCIOS
1. (Filosofia na Escola)
Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e 
Dionísio, respectivamente, como
a) complexidade e ingenuidade: extremos de um 
mesmo segmento moral, no qual se inserem as 
paixões humanas.
b) movimento e niilismo: polos de tensão na 
existência humana.
c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de 
intervenção e subversão de toda moral humana.
d) razão e desordem: dimensões complementares 
da realidade.
2. (Filosofia na Escola)
“O homem projetou em torno de si seus três dados 
interiores, nos quais cria firmemente: a vontade, 
o espírito e o eu. Primeiramente, deduzo a noção 
do ser da noção do eu, representando-se as coisas 
como existentes a sua imagem e semelhança, de 
acordo com sua noção do eu enquanto causa. Que 
tem de estranho que depois tenha encontrado nas 
coisas apenas aquilo que eu mesmo tinha colocado 
nelas?”
O fragmento acima representa uma
a) descrição da máxima nietzscheana fundada 
na ideia da vontade de poder, em que “o poder 
nos leva a acreditar num mundo objetivamente 
construído”, o que se constitui no erro da 
causalidade.
b) crítica ferrenha de Nietzsche a toda 
manifestação apolínea fundada na subjetividade 
ou na construção do eu a partir de uma vontade 
imanente declarada no erro da confusão entre a 
causa e o efeito.
c) posição nietzscheana sobre as causas 
imaginárias, que revela o fracasso da existência 
humana a partir da crença que nutrimos em relação 
ao eu e ao ser e ao ordenamento que insistimos em 
dar para as coisas reafirmadas num logos.
d) consideração na qual Nietzsche aprofunda as 
suas convicções acerca do erro como causalidade 
falsa e repercute a ideia da crença que temos num 
mundo interior repleto de fantasmas e de reflexos 
enganosos.
3. (Filosofia na Escola)
No século XIX, o filósofo alemão Friedrich 
Nietzsche vislumbrou o advento do “super-homem” 
em reação ao que para ele era a crise cultural da 
época. Na década de 1930, foi criado nos Estados 
Unidos o Super-Homem, um dos mais conhecidos 
personagens das histórias em quadrinhos.
A diferença entre os dois “super-homens” está no 
fato de Nietzsche defender que o super-homem
a) agiria de modo coerente com os valores pacifistas, 
repudiando o uso da força física e da violência na 
consecução de seus objetivos.
b) expressaria os princípios morais do 
protestantismo, em contraposição ao materialismo 
presente no herói dos quadrinhos.
c) abdicar-se-ia das regras morais vigentes, 
desprezando as noções de “bem”, “mal”, “certo” e 
“errado”, típicas do cristianismo.
d) representaria os valores políticos e morais 
alemães, e não o individualismo pequeno burguês 
norte-americano.
4. (UECE 2019)
“[N]ão existe contraposição maior à exegese e 
justificação puramente estética do mundo [...] do 
que a doutrina cristã, a qual é e quer ser somente 
moral, e com seus padrões absolutos, já com sua 
veracidade de Deus, por exemplo, desterra a arte, 
toda arte, ao reino da mentira – isto é, nega-a, 
reprova-a, condena-a.”
NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia, ou helenismo e 
pessimismo. – “Tentativa de autocrítica”. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1992, p. 19.
 
Nessa passagem, Nietzsche:
a) apoia a valorização moral da obra de arte, 
negando que seja possível obras de arte divergentes 
da moral cristã.
b) defende uma arte verdadeira, contra a arte cristã, 
que adere à mentira, pois não passa de uma moral.
c) concebe que os padrões absolutos do cristianismo 
são supraestéticos, suprassensíveis, e por isso 
valorizam a arte.
d) critica a concepção moral da existência em defesa 
do caráter sensível, estético do mundo, tal como se 
configura na arte.
FILOSOFIA COM VIVIANE CATOLÉ 7
5.(UECE 2019)
A filósofa brasileira Rosa Dias diz o seguinte sobre a 
filosofia da arte de Nietzsche:
 
“[O] ponto mais importante da estética nietzschiana 
do seu primeiro livro [O nascimento da tragédia] é o 
desenvolvimento dos aspectos apolíneo e dionisíaco na 
arte grega, considerados como impulsos antagônicos, 
como duas faculdades fundamentais do homem: a 
imaginação figurativa, que produz as artes da imagem 
(a escultura, a pintura e parte da poesia), e a potência 
emocional, que encontra sua voz na linguagem 
musical. Cada um desses impulsos manifesta-se na 
vida humana por meio de dois estados fisiológicos, o 
sonho e a embriaguez, que se opõem como o apolíneo 
e o dionisíaco. O sonho e a embriaguez são condições 
necessárias para que a arte se produza; por isso, o artista, 
sem entrar em um desses estados, não pode criar”.
DIAS, Rosa Maria. Arte e vida no pensamento de Nietzsche. In: 
Cadernos Nietzsche, São Paulo, v. 36 nº 1, p. 228, 2015.
Com base na citação acima, é correto afirmar que
a) como o apolíneo e o dionisíaco são dois impulsos 
antagônicos, o artista, em seu processo de criação, deve 
escolher apenas uma das duas vias: ou estado de sonho 
ou de embriaguez. 
b) o impulso apolíneo expressa nossas propensões 
intelectuais em direção ao suprassensível e o impulso 
dionisíaco, nossa participação no mundo sensível, 
emocional.
c) ambos os impulsos se manifestam artisticamente: 
o apolíneo nas formas plásticas da visão, nos sonhos e 
na poesia escrita; o dionisíaco, na embriaguez em que 
repousa a música.
d) os impulsos apolíneo e dionisíaco não são potências 
sensíveis e criadoras da natureza e produzem estados 
fisiológicos diversos, porque não são adequados ao 
humano.
6. (ENEM 2019
Eis o ensinamento de minha doutrina: “Viva de forma 
a ter de desejar reviver — é o dever —, pois, em todo 
caso, você reviverá! Aquele que ama antes de tudo se 
submeter, obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba 
para o que dirige sua preferência, e não recue diante de 
nenhum meio! É a eternidade que está em jogo!”.
NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os novos 
tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).
 O trecho contém uma formulação da doutrina 
nietzscheana do eterno retorno, que apresenta 
critérios radicais de avaliação da
a) qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b) conveniência do cuidado da saúde física e 
espiritual.
c) legitimidade da doutrina pagã da transmigração 
da alma.
d) veracidade do postulado cosmológico da 
perenidade do mundo.
e) validade de padrões habituais de ação humana 
ao longo da história.
7. (ENEM 2019)
Friedrich Nietzsche (1844-1900) é um 
importante e polêmico pensador contemporâneo, 
particularmente por sua famosa frase “Deus está 
morto”. Em que sentido podemos interpretar a 
proclamação dessa morte?
a) O Deus que morre é o Deus cristão, mas ainda 
vive o deus-natureza, no qual o homem encontrará 
uma justificativa e um consolo para sua existência 
sem sentido.
b) Não fomos nós que matamos Deus, ele nos 
abandonou na medida em que não aceitamos o 
fato de que essa vida só poderá ser justificada no 
além, uma vez que o devir não tem finalidade.
c) O Deus que morre é o deus-mercado, que tudo 
nivela à condição de mercadoria, entretanto o 
Deus cristão poderá ainda nos salvar, desde que 
nos abandonemos à experiência de fé.
d) A morte de Deus não se refere apenas ao Deus 
cristão, mas remete à falta de fundamento no 
conhecimento, na ética, na política e na religião, 
cabendo ao homem inventar novos valores.
e) A morte de Deus serve de alerta ao homem de 
que nada é infinito e eterno, e que o homem e sua 
existência são momentos fugazes que devem ser 
vividos intensamente.
8. (ENEM 2021)
Minha fórmula para o que há de grande no 
indivíduo é amor fati: nada desejar, além daquilo 
que é, nem diante de si, nem atrás de si, nem nos 
séculos dos séculos. Não se contentar em suportar 
o inelutável, e ainda menos dissimulá-lo, mas 
amá-los.
NIETZSCHE, apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os 
novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).
8 FILOSOFIA COM VIVIANE CATOLÉ
Essa fórmula indica por Nietzsche consiste em 
uma crítica à tradição cristã que
a) combate as práticas sociais de cunho afetivo.
b) impede o avanço científicono contexto moderno.
c) associa os cultos pagãos à sacralização da 
natureza.
d) condena os modelos filosóficos da Antiguidade 
Clássica.
e) consagra a realização humana ao campo 
transcendental.
9. (IF-RS 2015)
“Precisamente nisso enxerguei o grande perigo 
para a humanidade, sua mais sublime sedução 
e tentação – a quê? ao nada? –; precisamente 
nisso enxerguei o começo do fim, o ponto morto, 
o cansaço que olha para trás, a vontade que se 
volta contra a vida, a última doença anunciando-
se terna e melancólica: eu compreendi a moral 
da compaixão, cada vez mais se alastrando, 
capturando e tornando doentes até mesmo os 
filósofos, como o mais inquietante sintoma dessa 
nossa inquietante cultura europeia; como o seu 
caminho sinuoso em direção a um novo budismo? 
a um budismo europeu? a um – niilismo?...”
(NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. 
Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1998. p. 11-12.)
De acordo com o referido fragmento e considerando 
a totalidade do pensamento de Friedrich Nietzsche, 
podemos afirmar que a alternativa INCORRETA é: 
a) A elaboração nietzschiana sobre o niilismo é a 
oportunidade em que o filósofo reconcilia-se com 
Immanuel Kant, julgando-o como aquela honrosa 
exceção que, em pleno século XVIII, salvaguardou 
o pensamento alemão dos ataques da metafísica. 
Na opinião de Nietzsche, o imperativo categórico 
é o antídoto ao niilismo.
b) Uma das adversárias de Nietzsche é a moral da 
compaixão, pois nela se intensifica a decadência, 
a miséria e sua conservação. Sob a afirmação 
de “Deus” ou do “além”, como aquilo que 
genuinamente definiria a verdadeira vida, a moral 
da compaixão oculta o “nada”.
c) Nietzsche reconhece a ambiguidade do conceito 
de niilismo. Eis a razão pela qual ele diferencia 
o niilismo ativo do passivo. O niilista ativo é o 
“espírito livre” que reconhece e utiliza sua potência 
para ir além dos valores tradicionais. Já o niilista 
passivo, é o espírito cansado que se subordina à 
decadência dos valores religiosos e morais.
d) A disposição de afastar-se da aparência, da 
mudança, do vir a ser, do desejo, conduz o humano 
à vontade de nada, uma renúncia da vida que se 
configura como causa do niilismo.
e) Uma das expressões mais conhecidas de 
Nietzsche, com a qual o autor inicia suas análises 
sobre o niilismo, é o fragmento dedicado à morte 
de Deus. No aforismo de A Gaia Ciência, a morte 
de Deus conduz-nos ao diagnóstico da ausência 
de justificações absolutas e de orientações para o 
alcance do sentido da vida.
Gabarito: 
1: [D]
2: [D]
3: [C]
4: [D]
5: [C]
6: [A]
7: [D]
8: [E]
9: [A]

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