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https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 1/27
Sociologia Lista de Exercícios
Exercício 1
(Uece 2020)  Atente para o seguinte excerto: “A
miscigenação que largamente se praticou aqui
corrigiu a distância social que de outro modo se
teria conservado enorme entre a casa-grande e a
senzala. O que a monocultura latifundiária e
escravocrata realizou no sentido de
aristocratização, extremando a sociedade
brasileira em Senhores e escravos, com uma rala
e insigni�cante lambujem de gente livre
sanduichada entre esses dois extremos
antagônicos, foi em grande parte contrariado
pelos efeitos sociais da miscigenação. A índia e a
negra-mina a princípio, depois a mulata, a
cabrocha, a quadrarona, a oitavona, tornando-se
caseiras, concubinas e até esposas legítimas dos
senhores brancos, agiram poderosamente no
sentido de democratização social do Brasil. Entre
os �lhos mestiços, legítimos e mesmo
ilegítimos, havidos delas pelos Senhores
brancos, subdividiu-se parte considerável das
grandes propriedades, quebrando-se assim a
força das sesmarias feudais e dos latifúndios do
tamanho de reinos”.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala:
formação da família brasileira sob o regime
patriarcal. 52ª ed. São Paulo: Global, 2013.
O sociólogo brasileiro Gilberto Freyre aponta, na
citação acima, a criação de uma “democracia
racial” na história da relação entre senhores e
escravos no Brasil escravocrata. Assim, mesmo
que se possa criticar tal concepção, a perspectiva
teórico-sociológica de Freyre a�rma que
a) a miscigenação na história do Brasil foi
positiva, pois aproximou a Casa-Grande e a
Senzala ou senhores e escravos.   
b) a escravidão e o latifúndio da monocultura
açucareira lançaram distâncias sociais
insuperáveis entre senhores e escravos.   
c) foram os homens negros, e não as mulheres
negras, os principais responsáveis pela criação
da democracia racial no Brasil.   
d) os negros e os brancos em conjunto, no
período colonial, constituíram uma vigorosa
democracia social de governo da sociedade.    
Exercício 2
(Uece 2020)  Euclides Rodrigues Pimenta da
Cunha (1866-1909), autor de Os Sertões –
Campanha de Canudos (1902), é seguramente
um dos primeiros pensadores deste país que foi
capaz de entender o Brasil na sua substância
especí�ca de grande diversidade genético-
mestiça e conturbada formação social. Os
Sertões trata da “Campanha” do exército
brasileiro republicano contra o arraial de
Canudos, ocorrida no sertão baiano, que durou
de meados de 1896 a outubro de 1897. O livro é
um clássico da Literatura e das Ciências Sociais e
para além de uma interpretação da formação
social e cultural do Brasil, é um livro de denúncia
contra a então República brasileira: “A Campanha
de Canudos foi, na signi�cação integral da
palavra, um crime. Denunciemo-lo”.
CUNHA, Euclides da. Os Sertões – Campanha de
Canudos. São Paulo: Ática, 1998.
Com base no exposto, assinale a a�rmação
verdadeira.
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 2/27
a) A Guerra de Canudos, como demonstra
Euclides da Cunha em Os Sertões, foi uma luta
entre monarquistas e republicanos.   
b) Em Os Sertões, Euclides da Cunha procura
compreender a construção sociocultural
brasileira e vinga a memória de Canudos.   
c) Em Os Sertões, é provado que a mestiçagem
do povo brasileiro é uma das causas da
perturbação social que formou o país.   
d) A Campanha de Canudos representou a
justiça feita pelo exército republicano contra os
criminosos do sertão baiano.   
Exercício 3
(Uem-pas 2017)  A nação, a nacionalidade e a
identidade nacional são construções sócio-
históricas, portanto são resultado da ação de
vários agentes sociais. O intelectual é um dos
agentes sociais envolvidos na construção das
ideias de nação, de nacionalidade e de identidade
nacional. Para o caso brasileiro, no que diz
respeito à criação da identidade nacional, um
intelectual central foi Gilberto Freyre (1900-
1987). Em suas obras, Freyre sistematizou,
divulgou e ajudou a sedimentar a ideia do Brasil
como país mestiço, atrelando a identidade
nacional brasileira à miscigenação, à
mestiçagem.
Sobre a identidade nacional brasileira assentada
na miscigenação e na mestiçagem, é correto
a�rmar:
01) A identidade nacional brasileira assentada
nos ideais da mestiçagem e da miscigenação
busca conciliar discursivamente uma sociedade
altamente estrati�cada onde o racismo é um
operador social importante.   
02) A construção da identidade nacional
brasileira favoreceu a expropriação do patrimônio
cultural da população negra, uma vez que
elementos da cultura negra foram transformados
em cultura nacional, situação que colaborou para
fortalecer a ideia da ausência de uma cultura da
população negra no Brasil.   
04) A identidade nacional alicerçada nos ideais
da miscigenação e da mestiçagem é algo que foi
e ainda é utilizado para encobrir o racismo
existente no Brasil.   
08) A construção da identidade nacional em
torno do ideal da miscigenação e da mestiçagem
favoreceu o desenvolvimento do mito da
democracia racial e da ausência de racismo no
Brasil.  
16) A identidade nacional calcada nos ideais da
miscigenação e da mestiçagem favoreceu o
surgimento de con�ito racial explícito no Brasil.
Exercício 4
De acordo com a professora Petronilha Beatriz
Gonçalves e Silva, “é importante destacar que se
entende por raça a construção social forjada nas
tensas relações entre brancos e negros, muitas
vezes simuladas como harmoniosas, nada tendo
a ver com o conceito biológico de raça cunhado
no século XVIII e hoje sobejamente superado.
Cabe esclarecer que o termo raça é utilizado com
frequência nas relações sociais brasileiras para
informar como determinadas características
físicas, como cor de pele, tipo de cabelo, entre
outras, in�uenciam, interferem e até mesmo
determinam o destino e o lugar social dos
sujeitos no interior da sociedade brasileira”.
(SILVA, P. B. G. Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações étnico-raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana.
Brasília: CNE/MEC, 10/03/2003, p. 13).
Segundo a argumentação apresentada acima é
correto a�rmar:
01) O conceito de “raça” utilizado pela autora se
baseia na de�nição biológica de raça elaborada
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 3/27
no século XVIII.   
02) Segundo o enunciado da questão, o conceito
de “raça” não é baseado em uma de�nição
biológica dos seres humanos, e sim em uma
construção social criada nas relações tensas
entre indivíduos e grupos classi�cados como
brancos e negros na sociedade brasileira.   
04) Para a autora do texto acima, a aparência dos
indivíduos pode in�uenciar ou mesmo
determinar suas oportunidades de viver,
trabalhar, estudar e participar da sociedade
brasileira.   
08) Com base na leitura do texto acima,
podemos a�rmar que os indivíduos classi�cados
como negros não sofrem preconceito e
discriminação na sociedade brasileira atual.   
16) Para a autora do texto, as formas de
preconceito e discriminação existentes entre
brancos e negros no Brasil muitas vezes são
dissimuladas.   
Exercício 5
(Unioeste 2016)  Para Gilberto Freire, a família,
não o indivíduo, nem tampouco o Estado nem
nenhuma companhia de comércio, é, desde o
século XVI, o grande fator colonizador no Brasil,
a unidade produtiva, o capital que desbrava o
solo, instala as fazendas, compra escravos, bois,
ferramentas, a força social que se desdobra em
política, constituindo-se na aristocracia colonial
mais poderosa da América. Sobre ela, o rei de
Portugal quase reina sem governar. Os senados
de Câmara, expressões desse familismopolítico,
cedo limitam o poder dos reis e mais tarde o
próprio imperialismo ou, antes, parasitismo
econômico, que procura estender do reino às
colônias os seus tentáculos absorventes
(Gilberto Freire. Casa Grande & Senzala. Rio de
Janeiro: José Olympio. 1994, p. 19).  
Assinale a a�rmativa CORRETA.
a) Para Freire, o Estado Brasileiro foi o grande
impulsionador do desenvolvimento brasileiro.   
b) Para Freire, o rei de Portugal mantinha o total
controle sobre o processo de colonização no
Brasil.   
c) Para Freire, a família não pode ser considerada
o agente colonizador do Brasil.   
d) Para Freire, a família foi predominante no
desenvolvimento da sociedade brasileira, sua
existência relacionou-se, desde o início, ao
domínio das grandes propriedades, tanto na zona
rural como posteriormente no meio urbano.   
e) Para Freire, a família manteve-se longe da
aristocracia colonial brasileira.   
Exercício 6
(Uem 2013)  Os arranjos familiares têm sido
considerados pelo pensamento social moderno
como agências primárias de socialização dos
indivíduos. A partir das contribuições
sociológicas sobre o assunto, assinale o que for
correto.
01) Para Gilberto Freyre, a lógica patriarcal, que
regulou as relações familiares no Brasil colônia,
também ajudou a estruturar as relações políticas
e econômicas da época a partir da �gura do
“patriarca”.   
02) A “família nuclear” burguesa pode ser
compreendida como um modelo idealizado de
organização familiar que representou valores e
relações sociais dominantes no imaginário
ocidental contemporâneo.   
04) Os novos papéis sociais assumidos pelas
mulheres vêm produzindo mudanças nas
relações familiares contemporâneas, pois
alteram os sentidos tradicionais atribuídos ao
casamento e à maternidade.   
08) No Brasil, o reconhecimento jurídico da união
estável de pessoas do mesmo sexo signi�cou
uma conquista recente dos grupos envolvidos
nas lutas pela legitimação de arranjos familiares
alternativos.   
16) O aumento expressivo no número de
divórcios ocorridos nas últimas décadas está
diretamente relacionado à crise moral e social
por que passa a sociedade brasileira.   
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Exercício 7
(Interbits 2012)  O principal, e pior, impacto da
escravidão seria o de negar ao trabalhador sua
humanidade. Reduziria o homem à sua “mais
simples expressão, pouco senão nada mais que o
irracional”, já que para o empreendimento
colonial interessaria dele “o ato física apenas,
com exclusão de qualquer outro elemento ou
concurso moral. A ‘animalidade’ do Homem, não
a sua ‘humanidade’”. É difícil imaginar algo mais
brutal. [...]
Caio Prado nota também que, em razão da
escravidão, “existiu sempre um forte preconceito
discriminador de raças” no Brasil. Considera,
portanto, que esse preconceito não tem motivos
biológicos, mas históricos e sociais.
RICUPERO, B. Sete lições sobre as
interpretações do Brasil. 2ª ed. São Paulo:
Alameda, 2008, p. 144-145.
O texto acima, de Bernardo Ricupero, apresenta
uma explicação da forma como Caio Prado Jr.
compreende os efeitos da escravidão para a
constituição da sociedade brasileira. Tendo em
conta essa abordagem, assinale a alternativa
incorreta:
a) A noção de que a escravidão destitui o homem
da sua humanidade está relacionada ao conceito
marxista de alienação. Na medida em que o
homem deixa de possuir direito sobre aquilo que
produz e se constitui somente em mercadoria,
ele se aliena do fruto de seu trabalho e se
“coisi�ca”. A escravidão leva ao limite essa
transformação do homem em coisa.   
b) A escravidão causou efeitos perniciosos para a
constituição da própria sociedade brasileira. Isso
porque possibilitou, entre outras coisas, a
existência do racismo, que se mantém até hoje.   
c) A discriminação racial não existe mais no
Brasil. Uma vez que o Brasil já está em um
regime democrático e a escravidão foi abolida há
mais de cem anos, as bases sociais que
sustentavam essa discriminação já não existem
mais.   
d) Não se pode compreender a constituição do
Brasil sem ter em consideração o período
colonial e a importância do escravo negro para a
cultura brasileira. Apesar de ter sofrido
brutalmente durante esse período, o negro vindo
da África trouxe consigo diversos elementos
culturais que, posteriormente, foram
incorporados à “cultura brasileira”.    
e) A escravidão ainda existe no Brasil. Ainda que
não seja institucionalizada, ainda existem
pessoas trabalhando de maneira forçada e em
condições desumanas no país. Não por acaso,
diversas associações e empresas são signatárias
de um Pacto Nacional pela Erradicação do
Trabalho Escravo no Brasil.   
Exercício 8
(Uel 2015)  Leia o fragmento a seguir, de
Sobrados e Mucambos, de 1936, do sociólogo
brasileiro Gilberto Freyre.
            Os engenhos, lugares santos donde
outrora ninguém se aproximava senão na ponta
dos pés e para pedir alguma coisa – pedir asilo,
pedir voto, pedir moça em casamento, pedir
esmola para a festa da igreja, pedir comida –
deram para ser invadidos por agentes de
cobrança, representantes de uma instituição
arrogante da cidade – o Banco – quase tão
desprestigiadora da majestade das casas-
grandes quanto a polícia. Houve senhores que
esmagados pelas hipotecas e pelas dívidas
encontraram amparo no �lho ou no genro,
deputado, ministro, funcionário público. O Estado
foi a�nal o “grande asilo das fortunas
desbaratadas da escravidão”.
Adaptado de: FREYRE, G. Sobrados e
Mucambos: decadência do patriarcado rural e
desenvolvimento urbano. 14.ed. São Paulo:
Global, 2003. p.121-123.
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 5/27
Com base no texto e nos conhecimentos
sociológicos sobre o Brasil, cite, no mínimo, três
características da descrição de Freyre a respeito
do processo de modernização que se instalou no
País.
Exercício 9
(Uel 2013)  Leia o texto a seguir.
Estava na primeira página: “O ESCANDALOSO
ABANDONO DA BARRA”. Descompostura em
regra, em Alfredo Bastos, “deputado estadual
eleito pelo povo de Ilhéus para defender os
sagrados interesses da região cacaueira” e cuja
“eloquência franzina só se fazia ouvir para
celebrar os atos do governo, parlamentar do
muito bem e do apoiado!”, um compadre do
coronel Ramiro, “inútil mediocridade, servilismo
exemplar ao cacique, ao manda-chuva”, culpando
os políticos no poder pelo abandono da barra de
Ilhéus. “O maior e mais premente problema da
região, que signi�cará riqueza e civilização ou
atraso e miséria, o problema da barra de Ilhéus,
ou seja, o magno problema da exportação direta
do cacau” que não existia para os que haviam “em
circunstâncias especiais, abocanhado os postos
de mando”. E por aí vinha, terminando numa
evidente alusão a Mundinho, ao lembrar que, no
entanto, “homens de elevado sentimento cívico,
estavam dispostos, ante o criminoso
desinteresse das autoridades municipais, a
tomar o problema em suas mãos e a resolvê-lo”.
(Adaptado de: AMADO, J. Gabriela, cravo e
canela: crônica de uma cidade do interior. São
Paulo: Record, 1978. p.136-137.)
Caio Prado Jr., em seu livro Formação do Brasil
Contemporâneo, publicado em 1942, defendia a
tese de que a origem do atraso da nação
brasileira está vinculada ao tipo de colonização.
O texto citado, do escritor Jorge Amado, é
referente a uma notícia do jornal de Ilhéus, em
que a oposição da cidade contesta os líderes
políticos do local, sobre o descaso para com o
porto da cidade.
a) Identi�que e explique o tipo de economia
vivida à época pelo País (década de 1920),
ilustrado no texto.
b) Aponte três características de relações de
poder formadas no País que aparecem descritas
no trecho citado.
Exercício 10
(Uece 2020)  Sérgio Buarque de Holanda (1902-
1982), na suaobra Raízes do Brasil, publicada no
ano de 1936, aponta que o povo brasileiro tem
como uma de suas características culturais a
“cordialidade”. O “brasileiro cordial”, criado
historicamente no seio do modelo da família
patriarcal, seria guiado nas suas relações sociais
por uma “ética emotiva” e personalista. Isto
signi�ca que, de modo geral, as pessoas no
Brasil não seriam culturalmente direcionadas
para o “cultivo do espírito”, da “razão”, mas sim do
“coração”. E, assim, na crítica de Holanda (1995),
a cordialidade aqui seria inadequada aos ritos
sociais próprios da vida cidadã e da modernidade
capitalista. Para este autor, o “brasileiro cordial”
é menos adaptado para o trabalho racional seja
no Estado seja nas empresas privadas modernas.
HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil.
26ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Considerando essa “cordialidade brasileira”,
segundo Holanda, avalie as seguintes
a�rmações:
I. A personalidade do “homem cordial”
proporciona habilidade para o trato impessoal
com a coisa pública.
II. A emotividade do “homem cordial” o torna
inapto para as atividades que demandam razão e
impessoalidade.
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III. A cordialidade é própria de qualquer forma de
convívio social ditada pelas proximidades
pessoais e afetivas.
IV. O “brasileiro cordial” cultiva, no seio da família
tradicional patriarcal, o personalismo ritual da
cidadania.
Está correto o que se a�rma somente em
a) II e III.   
b) I e IV.   
c) III e IV.   
d) I e II.   
Exercício 11
(Uem 2018)  “Conforme propôs Sérgio Buarque
de Holanda, o país foi sempre marcado pela
precedência dos afetos e do imediatismo
emocional sobre a rigorosa impessoalidade dos
princípios, que organizam usualmente a vida dos
cidadãos nas mais diversas nações. ‘Daremos ao
mundo o homem cordial’, dizia Holanda, não
como forma de celebração, antes lamentando a
nossa difícil entrada na modernidade re�etindo
criticamente sobre ela”.
(SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil:
uma biogra�a. São Paulo: Companhia das Letras,
2015, p. 17).
Ao pensar a sociedade brasileira nos anos 1930,
Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982)
indicou ser a cordialidade uma característica
fundamental da sociedade local. Acerca do
conceito de homem cordial, conforme construído
por Sérgio Buarque de Holanda, é correto
a�rmar que
01) indica o desapreço da sociedade brasileira
pelo uso da violência.   
02) versa sobre a adesão da sociedade brasileira
ao cumprimento das leis e sobre o desprezo pelo
“jeitinho”.    
04) as relações pessoais extrapolam as relações
privadas e organizam também a vida pública.    
08) a cordialidade seria algo transmitido no
processo de socialização presente, de certa
forma, na maioria dos brasileiros.    
16) indica a superação do passado colonial e a
possibilidade de estruturação de uma
democracia no Brasil baseada nos princípios de
ordem e de progresso.   
Exercício 12
(Ufsc 2018)  Todo brasileiro, mesmo o alvo, de
cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e
no corpo – há muita gente de jenipapo ou
mancha mongólica pelo Brasil –, a sombra, ou
pelo menos a pinta, do indígena ou do negro. No
litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em
Minas Gerais, principalmente do negro. A
in�uência direta, ou vaga e remota, do africano.
Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo
em que se deliciam nossos sentidos, na música,
no andar, na fala, no canto de ninar menino
pequeno, em tudo que é expressão sincera de
vida, trazemos quase todos a marca da in�uência
negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou.
Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer,
ela própria amolengando na mão o bolão de
comida.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala, 2005
[1933], p. 367.
Em suma, a expansão urbana, a revolução
industrial e a modernização ainda não produziram
efeitos bastante profundos para modi�car a
extrema desigualdade racial que herdamos do
passado. Embora “indivíduos de cor” participem
(em algumas regiões segundo proporções
aparentemente consideráveis) das “conquistas
do progresso”, não se pode a�rmar,
objetivamente, que eles compartilhem,
coletivamente, das correntes de mobilidade
social vertical vinculadas à estrutura, ao
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funcionamento e ao desenvolvimento da
sociedade de classes.
FERNANDES, Florestan, O negro no mundo dos
brancos, 2006 [1972], p. 67. [Adaptado].
Acerca do debate sobre relações raciais no Brasil
e com base na leitura dos textos acima, é correto
a�rmar que:
01) a chamada “democracia racial” é uma
expressão normalmente atribuída a Florestan
Fernandes, que defendia essa ideia sobre o
Brasil.   
02) para o sociólogo e antropólogo Gilberto
Freyre, o Brasil seria um país miscigenado não
apenas no plano biológico, mas também no
cultural.   
04) há diferentes interpretações sociológicas e
antropológicas sobre como se dão as relações
raciais no Brasil, inclusive correlacionando as
desigualdades raciais com outros fatores, como
gênero e classe social.   
08) segundo as ideias de Florestan Fernandes,
no Brasil foi necessária a realização de medidas
formais para separar negros de brancos.   
16) segundo Gilberto Freyre, era necessário
distinguir raça de cultura, pois algumas
diferenças existentes entre brancos e negros
seriam de ordem cultural, e não racial, como
defendiam algumas teorias.   
Exercício 13
(Ufsc 2019)  Abaixo, o samba-enredo de 2018
da escola de samba do grupo especial
Acadêmicos do Salgueiro.
Senhoras do Ventre do Mundo
Composição: Xande de Pilares, Demá Chagas,
Dudu Botelho, Renato Glante, Jassa, Leonardo
Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe
Ribeiro e W. Corrêa
Senhoras do ventre do mundo inteiro
A luz no caminho do meu Salgueiro
A me guiar, vermelha inspiração
Faz misturar ao branco nesse chão
Na força do seu ritual sagrado
Riqueza ancestral
Deusa raiz africana
Bendita ela é e traz no axé um canto de amor
Magia pra quem tem fé
Na gira que me criou
É mãe, é mulher, a mão guardiã
Calor que afaga, poder que assola
No Vale do Nilo, a luz da manhã
A �lha de Zambi nas terras de Angola
Guerreira, feiticeira, general contra o invasor
A dona dos saberes con�rmando seu valor
Ecoou no Quariterê
O sangue é malê em São Salvador
Oh matriarca desse cafundó
A preta que me faz um cafuné
Ama de leite do senhor
A tia que me ensinou a comer doce na colher
A bênção, mãe baiana rezadeira
Em minha vida, seu legado de amor ôô
Liberdade é resistência
E à luz da consciência
A alma não tem cor
Firma o tambor pra rainha do terreiro
É negritude, Salgueiro
Herança que vem de lá (ô)
Na ginga que faz esse povo sambar
Com base no texto acima, é correto a�rmar que:
01) a temática abordada pela escola de samba
Salgueiro possui pouca relevância para o
contexto social brasileiro, uma vez que no Brasil
não há racismo ou quaisquer outras formas de
discriminação racial.   
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02) na África antes da chegada dos europeus,
havia uma produção cientí�ca e cultural pouco
signi�cativa, sendo os europeus, portanto, os
responsáveis pelo desenvolvimento desse
continente.    
04) o Brasil possui profundos vínculos culturais
com a África, de modo que em todas as
diferentes regiões do país encontra-se a
presença de manifestações culturais de origem
afro-brasileira.   
08) as mulheres negras na sociedade brasileira
atingiram um nível de igualdade social que
permite dizer que suas condições de trabalho e
de salário são iguais às das mulheres brancas.   
16) as religiões afro-brasileiras concentram-se
nas regiõesNordeste e Sudeste do Brasil,
inexistindo na Região Sul.    
32) no Brasil, o racismo manifesta-se de
diversas formas, muitas vezes sutis, como por
meio de piadas e de outros atos cotidianos.   
Exercício 14
(Unesp 2017)  Texto 1
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo
Tribunal Federal (STF), negou pedido de juiz do
Rio de Janeiro que reivindica que a Justiça
obrigue os funcionários do prédio onde esse juiz
mora a chamá-lo de “senhor” ou de “doutor”, sob
pena de multa diária. Na ação judicial, o juiz
argumenta que foi chamado pelo porteiro do
condomínio de “você” e de “cara” e que ouviu a
expressão “fala sério!” após ter feito uma
reclamação.
Mariana Oliveira. “Ministro do STF nega pedido
de juiz que quer ser chamado de ‘doutor’”.
http://g1.globo.com, 22.04.2014. Adaptado.
Texto 2
O “Você sabe com quem está falando?” não
parece ser uma expressão nova, mas velha,
tradicional, entre nós. Na medida em que as
marcas de posição e hierarquização tradicional,
como a bengala, as roupas de linho branco, o
anel de grau e a caneta-tinteiro no bolso de fora
do paletó se dissolvem, incrementa-se
imediatamente o uso da expressão separadora
de posições sociais para que o igualitarismo
formal e legal, mas cambaleante na prática
social, possa �car submetido a outras formas de
hierarquização social.
Roberto da Matta. Carnavais, malandros e
heróis, 1983. Adaptado.
Considerando a análise do antropólogo Roberto
da Matta, o fato descrito no texto 1 pode ser
corretamente interpretado como resultante
a) da contradição entre igualitarismo liberal e
autoritarismo cultural.   
b) da plena assimilação cultural dos ideais
iluministas de cidadania.   
c) das tendências estatais de controle totalitário
da existência cotidiana.   
d) da superação das hierarquias sociais pela
universalização ética.    
e) da hegemonia ideológica da classe operária
sobre a classe burguesa.   
Exercício 15
(Uem 2017)  “(...) o que �ca no centro das
preocupações, das apreensões e, mesmo, das
obsessões é o ‘preconceito de não ter
preconceitos’. Através de processos de
mudanças psicossocial e sociocultural reais sob
certos aspectos profundos e irreversíveis,
subsiste uma larga herança cultural, como se o
brasileiro se condenasse, na esfera das relações
raciais, a repetir o passado no presente.”
FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos.
São Paulo: Global, 2007, p. 42.
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 9/27
Com base na citação acima e em estudos
realizados acerca das relações raciais no Brasil,
assinale o que for correto.
01) A sociedade brasileira tende a condenar
publicamente o racismo, todavia ele é
considerado relativamente aceito em diversos
espaços, momentos e relações sociais de caráter
privado ou coletivo.    
02) No Brasil, a democracia racial é uma
realidade. O racismo, portanto, não existe.    
04) A herança cultural da escravidão foi
irrelevante para a sociedade brasileira após a
abolição.   
08) O mito da democracia racial foi e é uma
construção que colabora para a dissimulação do
racismo no Brasil.    
16) Dentre as marcas culturais da escravidão no
Brasil está a tendência a associar pessoas negras
a pro�ssões de menor status social.    
Exercício 16
Udesc 2019)  Leia o trecho a seguir:
“Não existe democracia racial efetiva, onde o
intercâmbio entre indivíduos pertencentes a
‘raças’ distintas começa e termina no plano da
tolerância convencionalizada. Esta pode
satisfazer as exigências do bom-tom, de um
discutível espírito cristão e da necessidade
prática de ‘manter cada um no seu lugar’.
Contudo, ela não aproxima realmente os homens
senão na base da mera coexistência no mesmo
espaço social e, onde isso chega a acontecer, da
convivência restritiva, regulada por um código
que consagra a desigualdade, disfarçando-a e
justi�cando-a acima dos princípios de integração
da ordem social democrática”.
Florestan Fernandes, 1960.
Florestan Fernandes se refere à ideia de
“democracia racial” que, durante um período, foi
considerada constitutiva da identidade nacional
brasileira. Esta tese era caracterizada por:
a) pressupor uma miscigenação harmoniosa
entre os diferentes grupos étnicos constitutivos
da nação brasileira.    
b) apregoar que representantes de todos os
grupos étnicos deveriam ter representatividade
política em âmbito legislativo.    
c) promover a denúncia de práticas racistas
contra negros, mulheres e indígenas.    
d) reivindicar a instauração de processos e
eventuais julgamentos dos responsáveis pelo
processo de favelização nas grandes capitais
brasileiras, a partir de �ns do século XIX.    
e) defender as candidaturas plurirraciais nos
processos eleitorais, pós 1964.    
Exercício 17
(Uema 2015)  Leia o fragmento abaixo.
“[...] Se a supressão do nexo colonial não se
re�etiu na condição de escravo nem afetou a
natureza da escravidão mercantil, ela alterou a
situação econômica do senhor que deixou de
sofrer o peso da ‘espoliação colonial‘ e passou a
contar, por conseguinte, com todas as vantagens
da ‘espoliação escravista‘ que não fossem
absorvidas diretamente pelos mecanismos
secularizados do comércio internacional”.
Fonte: FERNANDES, Florestan. Circuito
Fechado: quatro ensaios sobre o “poder
institucional”.
São Paulo: Globo, 2010.
Baseando-se no fragmento de Florestan
Fernandes, pode-se a�rmar que a independência
do Brasil
a) di�cultou o fortalecimento da economia
nacional.   
b) fortaleceu o setor econômico escravista
nacional.   
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 10/27
c) extinguiu o trá�co de pessoas escravizadas ao
país.   
d) rompeu com a estrutura econômica baseada
na escravidão.   
e) aumentou a dependência brasileira aos
interesses portugueses.   
Exercício 18
O decênio de 1930 viu �orescer um gênero novo
de textos sobre o Brasil. O país, que já havia sido
interpretado anteriormente em livros de gênero
literário (como em Os Sertões, de Euclides da
Cunha), passou a contar com análises advindas
do campo das ciências sociais, que também
começavam a se constituir em terreno nacional.
Um dos mais destacados autores do período foi
Sérgio Buarque de Holanda, que escreveu, em
1936, o clássico ensaio Raízes do Brasil, que
aborda aspectos fundamentais acerca da
colonização nacional e da formação de
características da cultura política brasileira.
Muito conhecida é sua formulação acerca do
homem cordial.
Com base nessas considerações, disserte sobre
como a cordialidade do brasileiro, descrita por
Sérgio Buarque de Holanda, in�ui na relação
entre o público e o privado na sociedade
brasileira.
Exercício 19
Leia o texto a seguir.
Cumpre ainda acrescentar que essa cordialidade,
estranha, por um lado, a todo formalismo e
convencionalismo social, não abrange, por outro,
apenas obrigatoriamente, sentimentos positivos
e de concórdia. A inimizade bem pode ser tão
cordial como a amizade, visto que uma e outra
nascem do coração, e procedem, assim, da esfera
do íntimo, do familiar, do privado. Nenhum povo
está mais distante dessa noção ritualista da vida
do que o brasileiro. Nada mais signi�cativo dessa
aversão ao ritualismo social, que exige, por
vezes, uma personalidade fortemente
homogênea e equilibrada em todas as suas
partes, do que a di�culdade em que se sentem,
geralmente, os brasileiros, de uma reverência
prolongada ante um superior. Nosso
temperamento admite fórmulas de reverência, e
até de bom grado, mas quase somente enquanto
não suprimam de todo a possibilidade de
convívio mais familiar. Para o funcionário
“patrimonial”, a própria gestão política
apresenta-se como assunto de seu interesse
particular. As funções, os empregos e os
benefícios que deles aufere, relacionam-se a
direitos pessoais do funcionário enão a
interesses objetivos, como sucede no verdadeiro
Estado burocrático, em que prevalecem a
especialização das funções e o esforço para se
assegurarem garantias jurídicas aos cidadãos.
(Adaptado de: HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil.
13.ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979. p.105-
108.)
O pensador brasileiro Sérgio Buarque de
Holanda desenvolveu sua noção de “homem
cordial” em Raízes do Brasil.
A partir desse trecho da obra, identi�que e
explique as três características básicas ligadas a
essa noção.
Exercício 20
TEXTO 1:
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Perfeição – Legião Urbana (Adaptado)
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TEXTO 2:
A sociedade brasileira é violenta? Estamos
enganados com essa história de que o
brasileiro é cordial?
O mito da cordialidade já foi contestado há muito
tempo. Chego a defender o argumento de que
você pode até escrever a história social da
sociedade brasileira como a história social e
política da violência. A violência sempre foi um
recurso utilizado nas relações de dominação e de
mando - seja nas fazendas, na vida doméstica,
seja no plano da vida política. Durante o século
19, todos os movimentos sociais de raízes
populares foram reprimidos com muita violência,
como a Sabinada [rebelião autonomista ocorrida
na Bahia, de 1837 a 1838, que chegou a
proclamar uma república baiana] e a Balaiada
[revolta de caráter social ocorrida entre 1838 e
1841, no interior do Maranhão]. Na vida
doméstica, o modo como se tratavam os
escravos, as crianças, as mulheres e os
desafetos sempre foi com o emprego de muita
violência. Há uma extrema violência ao lidar com
as diferenças, quando você tem de lidar com
con�itos, com interesses opostos. Ou seja, a
gente pode dizer que há um lastro de violência
tanto na cultura quanto na política brasileira.
ADORNO, Sérgio. O professor e sociólogo
analisa a violência no Brasil. Revista E
Nº 127 - Dezembro de 2007.
Adaptado.Disponível online em:
<http://www.nevusp.org/portugues/index.php?
option=com_content&task=view&id=1483&Itemid=29>
Acesso em 08 out. 2013.
Em nosso país, existe a ideia de que o brasileiro
é acolhedor e cordial, onde todos os
estrangeiros são bem recebidos. Qual é a
importância dessa ideia para a construção da
identidade nacional do brasileiro?  Essa ideia
corresponde à realidade?
Exercício 21
(Ufpr 2020)  Considere o seguinte excerto da
obra O povo brasileiro, do antropólogo Darcy
Ribeiro:
A classe dominante empresarial-burocrático-
eclesiástica, embora exercendo-se como agente
de sua própria prosperidade, atuou também,
subsidiariamente, como reitora do processo de
formação do povo brasileiro. Somos, tal qual
somos, pela forma que ela imprimiu em nós, ao
nos con�gurar, segundo correspondia a sua
cultura e a seus interesses. Inclusive, reduzindo
o que seria o povo brasileiro, como entidade
cívica e política, a uma oferta de mão de obra
servil. Foi sempre nada menos que prodigiosa a
capacidade dessa classe dominante para
recrutar, desfazer e reformar gentes aos
milhões. Isso foi feito no curso de um
empreendimento econômico secular, o mais
próspero de seu tempo, em que o objetivo
jamais foi criar um povo autônomo, mas cujo
resultado principal foi fazer surgir como entidade
étnica e con�guração cultural um povo novo,
destribalizando índios, desafricanizando negros e
deseuropeizando brancos. Ao desgarrá-los de
suas matrizes, para cruzá-los racialmente e
trans�gurá-los culturalmente, o que se estava
fazendo era gestar a nós brasileiros tal qual
fomos e somos em essência. Uma classe
dominante de caráter consular-gerencial,
socialmente irresponsável, frente a um povo-
massa tratado como escravaria, que produz o que
não consome e só se exerce culturalmente como
uma marginália, fora da civilização letrada em
que está imerso.
(RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e
o sentido do Brasil. São Paulo: Cia das Letras,
1995. p.178-179.)
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Levando em consideração a hipótese do autor,
em relação à formação da sociedade brasileira, às
dinâmicas sociais e às formas de dominação, é
correto a�rmar:
a) O fortalecimento das elites empresarial,
burocrática e eclesiástica se deu num processo
de correlação de forças que visaram, num
processo histórico de longa duração, a constituir
um domínio econômico, a partir do qual as
classes inferiores, por não disporem de poder e
capital, foram alijadas do processo de dominação.
b) A igreja teve papel central na organização da
vida colonial e imprimiu um sentido sagrado à
dominação por longo tempo. Sua importância em
relação à burocracia civil e às elites econômicas
no Brasil foi de tal maneira preponderante, que a
Inquisição se fez presente como forma de
manutenção da ordem e do domínio dos
portugueses sobre nativos indígenas e escravos
africanos.   ade como “povo brasileiro”.  
c) As mudanças sociais que ocorreram no Brasil
desde sua colonização produziram um tipo de
dominação secular, que associou as elites
empresarial, burocrática e eclesiástica a um
processo civilizacional intimamente associado a
um estado de barbárie, em que as camadas
subalternas sempre cumpriram um papel
marginal no seu processo emancipação e
esclarecimento.   
d) O objetivo principal da cúpula patricial, toda
ela oriunda da metrópole, era formar uma
sociedade que fosse capaz de contribuir com a
expansão dos limites territoriais da Coroa
Portuguesa. Em contrapartida, essas populações
nativas teriam o direito ao reconhecimento da
cidadania lusitana.   
e) O autor frisa que, apesar da dominação severa,
ainda assim havia algum senso de solidariedade
por parte das elites empresarial, burocrática e
eclesiástica, sendo esses três grupos sociais
responsáveis pela colonização do Brasil e
possibilitando que camadas sociais inferiores, o
povo, as massas, participassem da construção do
país, de sua cultura e de sua unid
Exercício 22
(Interbits 2013) 
A foto acima mostra alguns indígenas (sem
especi�car de qual etnia), interessados na
demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol,
presentes numa sessão do Superior Tribunal
Federal. Na foto, além de estarem em um local
tradicionalmente considerado “ocidental”, os
indígenas também estão manipulando
dispositivos eletrônicos (no caso, uma câmera
fotográ�ca).
Esse tipo de iniciativa signi�ca que:
(Assinale com V as a�rmativas corretas e com F
as falsas)
(     )  Os indígenas estão sofrendo um processo
de desaculturação. A utilização de instituições
brancas é somente um jogo de interesses
indígenas.  
(     )  Os indígenas vivem em um processo de
mudança cultural. No entanto, isso não signi�ca a
perda de sua própria identidade.  
(     )  Os indígenas estão criando novas formas de
defender seus interesses e de ter acesso à
Justiça.  
(     )  A cultura indígena passa por um processo
de evolução. Os índios estão se tornando mais
ocidentais, deixando de andar nus e de ser tão
violentos.  
(     )  Os índios estão passando a viver em terras
quilombolas. São estas as denominações dos
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terrenos demarcados pela FUNAI para as
comunidades indígenas.  
Exercício 23
A complexidade do ambiente amazônico em
muito in�uencia na vida das populações que
fazem desse ambiente o seu habitat. Sobre o
processo de adaptação humana nessa região, é
correto a�rmar:
a) Os saberes tradicionais acumulados sobre o
território foram substituídos pelo modo de
trabalho semifeudal epela prática do aviamento,
o que possibilita o processo de adaptação
humana em áreas ribeirinhas.   
b) As condições ambientais limitaram o
desenvolvimento cultural das populações
humanas amazônicas: um exemplo é o que
ocorreu com grupos sociais indígenas,
quilombolas e caboclos.   
c) Enfatizados nos estudos sócio-históricos sobre
populações da região amazônica, os povos
provenientes do continente africano
determinaram os atuais modos de vida cabocla
nesta região.   
d) Os saberes tradicionais dos povos indígenas
foram constituídos e repassados de geração a
geração a partir da oralidade. E desde tempos
imemoriais, esses conhecimentos têm
proporcionado a adaptação desses povos em
diferentes contextos socioambientais.   
e) A atual população humana presente na
Amazônia foi constituída, seguindo o exemplo do
que tem ocorrido com a totalidade da população
brasileira, a partir da miscigenação de povos
oriundos do próprio continente americano.   
Exercício 24
(Uem 2012)  Considere o texto a seguir e
assinale o que for correto sobre o fenômeno
religioso.
“Transe, possessão e mediunidade são
fenômenos religiosos recorrentes na sociedade
brasileira. No candomblé, na umbanda, no
espiritismo, no pentencostalismo e em outros
grupos religiosos, entidades, guias, o Espírito
Santo, orixás descem ou sobem, se incorporam,
se comunicam etc. através de cavalos, aparelhos,
ou do que costumamos denominar de indivíduo
agente empírico, unidade signi�cativa da
sociedade ocidental moderna nos termos de
Louis Dumont.”
(VELHO, Gilberto. Indivíduo e religião na cultura
brasileira In: VELHO, Gilberto. Projeto e
Metamorfose. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1999, p. 53.)
01) Os sistemas de crença são construções
sociais criadas pelos indivíduos para organizar o
mundo em que vivem.   
02) A análise sociológica das crenças e de seus
sistemas de representação nos permite
compreender as ligações entre os mundos
sagrado e profano.   
04) As religiões e os cultos acima mencionados
revelam pluralidades de técnicas corporais e
visões de mundo expressas por seus seguidores.
08) Por ser o Brasil um país majoritariamente
católico, o respeito e a tolerância pelas mais
diversas religiões não conseguem obter amparo
legal.   
16) Na abordagem acima apresentada, o
indivíduo agente empírico é o personagem das
dramatizações religiosas, sendo, dessa forma, o
sujeito da investigação sociológica.   
Exercício 25
(Unicentro 2010)  Sobre as religiões brasileiras,
assinale a alternativa incorreta.
a) A sociedade brasileira vivencia a presença de
inúmeras manifestações religiosas, o que a
caracteriza como uma sociedade que possui um
sincretismo religioso.   
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b) Existem no Brasil diversas manifestações
religiosas, aquelas chamadas de orientais como
o budismo e as africanas como o candomblé.   
c) Embora atualmente existam um número
crescente de igrejas evangélicas e outras
denominações religiosas, o Brasil ainda é
considerado um país de origem católica.   
d) Existe no Brasil pessoa que se declaram
agnósticas e ateias, ou seja, que não possuem
nenhum tipo de religião e nem acreditam em
Deus.   
e) Manifestações religiosas como o candomblé e
a umbanda sempre foram aceitas no país e seus
praticantes nunca foram alvos de preconceitos e
discriminação.   
Exercício 26
(Unioeste 2013)  O antropologo brasileiro Darcy
Ribeiro, em sua obra O Povo Brasileiro, a�rma:
“Nós, brasileiros, somos um povo sem ser,
impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e
no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi
crime ou pecado. Nela, fomos feitos e ainda
continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos
oriundos da mestiçagem viveu por séculos sem
consciência de si, afundada na ninguendade.
Assim foi até se de�nir como uma nova
identidade étnico-nacional, a de brasileiros.”
RIBEIRO, D. O Povo Brasileiro. 1995, p.453.
Partindo da análise do texto transcrito acima,
assinale a alternativa INCORRETA.
a) A identidade nacional brasileira nasceu do
encontro e mestiçagem entre diversos grupos
étnicos.   
b) A miscigenação do povo brasileiro se deu
�sicamente e principalmente no seu modo de
ser e agir.   
c) A mestiçagem no Brasil foi um erro histórico e
um obstáculo para a construção de uma
identidade nacional.   
d) As identidades não são coisas com as quais
nascemos, são formadas e transformadas no
interior das representações coletivas.  
e) O homem é o resultado do meio cultural em
que foi socializado, é herdeiro de um longo
processo acumulativo, que re�ete o
conhecimento e as experiências adquiridas pelas
numerosas gerações que o antecederam.   
Exercício 27
(Ufu 2012)  Dentre as várias interpretações
sobre a brasilidade, destaca-se aquela que
atribui a nós, brasileiros, os recursos do jeitinho,
da cordialidade e da malandragem.
De acordo com as leituras weberianas aplicadas
à realidade brasileira (por autores tais como:
Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre,
Roberto Damatta), a malandragem signi�caria
a) a manifestação prática do processo de
miscigenação que combinou elementos
genéticos pouco inclinados ao trabalho.   
b) a consagração do fracasso nacional
representado pela incapacidade de desenvolver
formas capitalistas de relações sociais.   
c) a inovação de um estilo especial de se
resolver os próprios problemas, que tem sua
origem nas tradições ibéricas.   
d) a materialização da oposição popular ao
trabalho e ao imperialismo europeu, como
característica de resistência de classe.   
Exercício 28
(Ufpr 2021)  Considere o seguinte excerto:
Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda
desenvolve uma ideia em torno da qual constrói
sua interpretação sociológica: a do “homem
cordial”. Este seria o brasileiro típico, fruto da
colonização portuguesa e representante
conceitual da nossa sociedade. Acontece que,
como a palavra “cordial” na linguagem comum
tem o sentido de afável, afetuoso, a ideia do
“homem cordial” �cou associada à concepção do
brasileiro como gentil, hospitaleiro, pací�co. E
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Sérgio Buarque foi muito criticado por essa
maneira de ver os brasileiros.
(O’DONNEL, Júlia et al. Tempos Modernos,
Tempos de Sociologia. Rio de Janeiro: Editora do
Brasil, 2018. p. 346-347.)
A partir da re�exão acima, é correto a�rmar que
para Sérgio Buarque de Holanda a “cordialidade”
designa:
a) um comportamento cortês e civilizado.   
b) um símbolo da cultura brasileira que deveria
ser valorizado.   
c) o enaltecimento do caráter igualitário e
impessoal das leis.   
d) o personalismo e a aversão ao formalismo da
burocracia.   
e) um dos efeitos da urbanização e da
industrialização do Brasil.   
Exercício 29
(Unioeste 2017)  Leia as indicações abaixo sobre
as questões indígenas no Brasil:
I
“Logo que cheguei à província do Paraná, de que
fui presidente pouco mais de sete mezes, de 28
de setembro de 1885 a 4 de maio de 1886, tive
que me avir com os chamados índios de
Guarapuava. Vagava pelas ruas de Curityba uma
turma semi-nua dessa gente, reclamando
ferramentas, roupas, dinheiro, etc., e
lamentando-se de haverem sido maltratados por
brasileiros e despojados de terras que lhe
pertenciam”.
TAUNAY, Visconde de. Entre os Nossos Índios.
São Paulo: Melhoramentos. 1931, p. 84.
II
“A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, em
artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo,
argumenta que: essas reservas superlotadas,
cujos recursos naturais não permitem um modo
de vida tradicional, são focos permanentes de
con�itos, suicídios e miséria. Contrastam
tristemente com as aldeias Kaiowá, as tekoha,
cujo nome literalmente signi�ca “o lugar onde
vivemos segundo nossas regras morais” (Folha
deS. Paulo, 19 de novembro de 2014). [...]
Na década de 1970, a Usina Hidrelétrica de
Itaipu, no Rio Paraná, cobriu aproximadamente
60 aldeias Guarani em ambas as margens (do
lado do Brasil e do Paraguai). Reconhecendo
parcialmente sua responsabilidade, o
empreendimento binacional devolveu aos
Guarani menos de 1% das terras indígenas que
foram alagadas. Essas comunidades seguem
sem terra, sem o reconhecimento concreto de
seus direitos e sem qualquer tipo de reparação.
[...]
Apenas 34% dos recursos destinados a ações,
como a de demarcação dos territórios indígenas,
foram liquidados até 2014”.
RANGEL, Lúcia H. (Coord.). Violência contra os
povos indígenas. Relatório. Dados de 2014.
Brasília: CIMI, 2015, p.18; 21, 36)
Sobre os indígenas no Brasil, é INCORRETO
a�rmar. 
a) A presença indígena na sociedade brasileira a
partir do século XIX teve suas terras preservadas
para que não ocorressem novas ações de
dizimação como efetuadas no que se denominou
de América Portuguesa.   
b) A demora no processo de demarcação de
territórios indígenas faz com que atos de
violência e sentimento de impunidade frente a
essas ações sejam comuns em diferentes
regiões do País, inclusive no estado do Paraná.   
c) A existência de reservas e aldeias indígenas
não garante a manutenção dessas comunidades,
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ao contrário, muitas vezes expõe os limites de
sua autopreservação.   
d) Atualmente, as diferentes versões e
interesses expressos nas disputas territoriais e
sobre as condições de vida dos indígenas
ganham espaço nos meios de comunicação e nos
debates acadêmicos e escolares. Contudo, essa
é uma questão que não avançou muito na
resolução dos con�itos e desigualdades desse
processo.   
e) Devido à grande presença indígena na
sociedade brasileira, as questões sobre violência
e con�itos em áreas de disputa indígena não
ganham notoriedade política e social como
deveriam, uma vez que não se trata de um caso
isolado e nem uma comunidade especí�ca.   
Exercício 30
(Uel 2021)  De acordo com Priscila Tapajowara,
indígena e ativista:
Em nossa cultura indígena, [...] vivemos em
comunhão com o próximo. Nós compartilhamos
utensílios domésticos, dividimos o mesmo
espaço de convivência, em nossas habitações
vivem muitas pessoas, o que facilita o contágio
de doenças infecciosas. [...] Ao longo da história,
[...] nós povos indígenas viemos sofrendo
grandes massacres e muitos povos foram
dizimados. [...] Outro fator que dizimou povos
inteiros foram as doenças trazidas pelo homem
branco. Doenças infectocontagiosas, como gripe,
sarampo, tuberculose e varíola, [...] foram umas
das responsáveis pela redução da nossa
população.
TAPAJOWARA, Priscila. Disponível em:
www.uol.com.br.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre
Antropologia, assinale a alternativa correta. 
a) A relação entre povos indígenas e povos não
indígenas deve fundamentar-se no
etnocentrismo, conceito segundo o qual há
respeito e compreensão sobre as especi�cidades
e diferenças culturais.   
b) A expressão “Em nossa cultura indígena”,
utilizada pela ativista, a�rma que tal cultura é
heterogênea e que os povos indígenas estão
integrados à sociedade brasileira.   
c) Nas duas últimas décadas, no Brasil, as
políticas indigenistas têm se baseado em ideias
evolucionistas e em práticas de tutela e
assimilação cultural, visando promover a
evolução cultural destes povos.   
d) Parte dos povos indígenas do Brasil, por suas
especi�cidades culturais e condições objetivas
de sobrevivência, está mais sujeita a doenças
infecciosas.   
e) A constituição física dos indígenas, em razão
do seu estado de vida natural, garante a eles
maior imunidade às doenças infecciosas oriundas
de povos não indígenas.   
Exercício 31
(Ufu 2020)  O primeiro Código Civil Brasileiro,
promulgado no ano de 1916, de�nia os
membros das comunidades indígenas – então
denominados “silvícolas” – como incapazes de
exercer certos direitos.
“Artigo 6° São incapazes, relativamente a certos
atos, ou a maneira de exercê-los”:
I – os maiores de 16 (dezesseis) e os menores
de 21 (vinte e um) anos;
II – os pródigos;
III – os silvícolas.
Parágrafo único. Os silvícolas �carão sujeitos ao
regime tutelar, estabelecido em leis e
regulamentos especiais, o qual cessará à medida
que se forem adaptando à civilização do País.”
Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L3071.htm
Acesso em: 03 fev. 2020.
Atualmente, essa concepção expressa no antigo
Código Civil é criticada pelas Ciências Sociais
por 
https://aprovatotal.com.br/medio/sociologia/exercicios/sociologia-brasileira/ex.1-sociologia-brasileira-i?dificuldade=random&tentativa=ultima&respostas… 17/27
a) limitar o desenvolvimento econômico das
comunidades indígenas.   
b) negar o papel do Estado quanto à defesa dos
direitos dos indígenas.   
c) estabelecer uma concepção hierárquica e
evolucionista em relação à diversidade cultural.   
d) abolir a aculturação dos povos indígenas,
garantindo a tutela estatal.   
Exercício 32
(Ufu 2020)  “Neste novo século, na América
Latina, os indígenas estão re-emergindo como a
grande novidade no cenário das lutas e
movimentos sociais na região. Sabe-se que a
luta dos indígenas, de resistência à colonização
europeia e branca, é secular. Na atualidade, o
elemento novo é a forma e o caráter que essas
lutas têm assumido – não apenas de resistência,
mas também de luta por direitos:
reconhecimento de suas culturas e da própria
existência, redistribuição de terras em territórios
de seus ancestrais, escolarização na própria
língua, etc.”
Gohn, Maria da Glória. Abordagens teóricas no
estudo dos movimentos sociais na América
Latina. Caderno CRH, Salvador. v. 21, n. 54, p.
439-455. Set/Dez. 2008.
De acordo com o texto, os movimentos
indígenas contemporâneos têm buscado 
a) justiça social e integração da sociedade
indígena pela aculturação.   
b) retorno às tradições e defesa da miscigenação.
c) reconhecimento identitário e valorização de
seu modo de vida.   
d) defesa da igualdade racial e diminuição da
legitimidade da autoridade estatal.   
Exercício 33
 (Uem 2020)  Em relação aos povos indígenas
brasileiros, assinale o que for correto. 
01) As populações indígenas brasileiras viviam
em plena harmonia entre si antes da chegada
dos europeus.   
02) Por viverem de forma primitiva, a exemplo
dos primeiros homens da espécie Homo sapiens,
as populações indígenas brasileiras podem ser
consideradas povos sem história.   
04) O desconhecimento sobre o passado e sobre
as culturas indígenas gera leituras etnocêntricas
e evolucionistas em relação a essas populações.
08) As populações indígenas viviam totalmente
isoladas em pequenos grupos quando foram
descobertas por espanhóis e portugueses.   
16) Apesar do genocídio e da escravidão, os
povos indígenas desenvolveram formas coletivas
de resistência e de política indígena.   
Exercício 34
(Uema 2020)  O texto a seguir é parte de um
dos sermões do Padre Antônio Vieira pregado na
Irmandade dos Pretos de um engenho da Bahia,
em 1633. Esse discurso traça uma semelhança
entre o Cristo cruci�cado e a condição de
trabalho daqueles que lá se encontravam.
Escreve o Padre Antônio Vieira:
Em um engenho, sois imitadores de Cristo
cruci�cado (...) porque padeceis em um modo
muito semelhante o que o mesmo Senhor
padeceu na sua cruz, e em toda sua Paixão. A sua
cruz foi composta de dois madeireiros, e a vossa
em um engenho é de três. Também ali não
faltaram as canas, porque duas vezes entraram
na Paixão: uma vez servindo para o escárnio e
outra vez para a esponja em que lhe deram o fel.
A Paixão de Cristo parte foi de noite, parte de
dia, sem descansar, e tais são as vossas noites e
os vossos dias. Cristo despido e vós despidos;
Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em
tudomaltratado, e vós maltratados em tudo. Os
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ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os
nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a
vossa imitação, que se for acompanhada de
paciência, também terá merecimento de martírio
(...) Em todas invenções e instrumentos de
trabalho parece que não achou o Senhor outro
mais que parecido fosse com o seu, que o vosso.
A propriedade e energia desta comparação é
porque no instrumento da Cruz e na o�cina de
toda a Paixão, assim, como nas outras em que se
espreme o sumo dos frutos, assim foi espremido
todo o sangue da humanidade sagrada.
CIDADE, Hermani (org.), Padre Vieira. Lisboa: Sá
da Costa, 1940.
Além dos aspectos religiosos, o sermão de
Padre Antônio Vieira evoca outro aspecto
ideológico referente à ocultação de um discurso.
Numa leitura na perspectiva da atualidade, o
leitor é levado a inferir que esse discurso seja o
da 
a) discussão sobre valores éticos.   
b) busca do bem comum.   
c) aceitação da escravidão.   
d) integração de caráter social.   
e) enaltecimento de virtudes humanas.   
Exercício 35
 (Uepg 2019)  Sobre os povos indígenas no
Brasil, assinale o que for correto.  
01) Há variedade de etnias indígenas no Brasil, o
que justi�ca a�rmar que existem culturas
indígenas e não apenas uma cultura.    
02) Ao ter acesso aos bens de consumo de
tecnologia industrial, o índio perde sua condição
de indígena tanto do ponto de vista jurídico
quanto cultural.    
04) É possível identi�car a permanência de
traços culturais indígenas na população brasileira
em geral, como, por exemplo, na língua e na
alimentação.   
08) Os povos indígenas são atrasados e
inferiores em relação à população urbana. 
Exercício 36
(Upe-ssa 1 2018)  Pernambuco sofreu forte
in�uência da herança indígena na composição de
sua identidade cultural. Sobre esse assunto,
analise os itens a seguir: 
I. Na linguagem, a contribuição indígena teve
maior in�uência em relação aos termos
utilizados pelas artes plásticas e às músicas que
retratam a vida da região litorânea de
Pernambuco. No entanto, no dia a dia, essa
herança linguística foi rejeitada, adotando-se as
expressões africanas. 
II. Macaxeira, beiju, pamonha e canjica são
alimentos de herança indígena, bastante
consumidos hoje, em Pernambuco,
principalmente em grandes festas populares ao
longo do ano. 
III. Os hábitos cotidianos são importantes para a
constituição cultural de um povo. O banho diário
foi um desses hábitos deixados pelos indígenas
à cultura pernambucana. 
IV. A cerâmica é uma técnica utilizada pelos
indígenas para guardar alimentos, servindo como
objeto decorativo ou religioso. Em Pernambuco,
o uso dessa técnica sofreu críticas por parte dos
artistas pelo fato de distorcer a origem cultural
do estado. 
V. Os cultos indígenas são percebidos na cultura
pernambucana, em manifestações populares,
como no maracatu rural e em rituais de jurema
ou de umbanda, existentes em diferentes
regiões do Estado. 
Estão CORRETOS 
a) I, II e III.   
b) II, IV e V.   
c) II, III e V.   
d) I e V.   
e) III e IV.   
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Exercício 37
(Ufu 2015)  A questão da demarcação de terras
indígenas tem ao longo do tempo suscitado
diversos con�itos. Mais recentemente,
observou-se a possibilidade de modi�car os
critérios de demarcação, pois, conforme seus
críticos, os regulamentos vigentes
possibilitariam a ação de “indígenas civilizados”,
ou seja, aqueles que supostamente teriam
perdido sua identidade indígena, e que agora a
reivindicavam com o intuito de obter terras. No
centro deste debate, encontra-se a de�nição do
que é ser indígena, en�m, a de�nição dos
critérios de�nidores de uma etnia. 
Para os estudos antropológicos atuais, de�ne-se
uma etnia por meio da 
a) identi�cação da presença de traços fenotípicos
comuns a uma população, atrelados ao cultivo de
uma tradição cultural.   
b) ocupação territorial de um país especí�co e
pela persistência de traços culturais
tradicionais.   
c) identi�cação de uma concepção, partilhada por
uma população, da existência de uma trajetória
histórica comum que funda uma identidade.   
d) identi�cação de traços raciais comuns a uma
população, aliados a elementos culturais
especí�cos.   
Exercício 38
(Uerj 2015) Utilize as informações a seguir para
responder à(s) questão(ões).
Congresso indigenista originou o Dia do Índio 
No Brasil, o Dia do Índio é celebrado em 19 de
abril desde um decreto-lei do presidente Getúlio
Vargas, de 1943. A origem da data é resultado
do 1º Congresso Indigenista Interamericano,
realizado no México em 1940. Compreendendo a
importância do diálogo, diversas lideranças
indígenas resolveram aderir ao congresso, que
teve entre suas resoluções a adoção da data
comemorativa para toda a América. Também na
década de 1940, o Brasil viveu um momento
importante com relação à sua população
indígena. Em 1943, a Marcha para Oeste
incentivou a ocupação e o desenvolvimento da
região Centro-Oeste do país. Entre os
desbravadores, estavam três jovens sertanistas,
os irmãos Villas Bôas, que tiveram suas
trajetórias levadas ao cinema no �lme “Xingu”.
Adaptado de blogs.estadao.com.br, 19/04/2012.
Um Xingu comportado demais
Fui ver “Xingu”: didático, belo, comportado. Eu
queria ver outro �lme, e de�nitivamente “Xingu”
não é sobre os “índios”, mas sobre a relação dos
brancos com um mundo que precisam neutralizar
e que é, de certa forma, insuportável. O �lme
aplaca certa culpa com essa bela defesa do
Parque do Xingu, que evitou a dizimação ainda
mais atroz de índios brasileiros. Mas criar uma
reserva de humanidade já é matar. Mal menor,
diz o �lme. A história dos irmãos Villas Bôas e
dos sertanistas é tão incrível que o �lme é um
disparador de mundos e imaginários. A
cosmologia indígena, sua outra forma de viver e
de pensar são uma das mais radicais
experiências de outras humanidades.
BENTES, Ivana. Adaptado de
controversia.com.br, 17/04/2012. 
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Na crítica ao �lme “Xingu”, é apontado um dilema
quanto aos direitos de populações indígenas.
Nesse dilema, são confrontadas as seguintes
diretrizes das atuais políticas governamentais: 
a) tutela − emancipação   
b) proteção − aculturação   
c) preservação − integração   
d) territorialização – miscigenação   
Exercício 39
(Uerj 2015) Utilize as informações a seguir para
responder à(s) questão(ões).
Congresso indigenista originou o Dia do Índio 
No Brasil, o Dia do Índio é celebrado em 19 de
abril desde um decreto-lei do presidente Getúlio
Vargas, de 1943. A origem da data é resultado
do 1º Congresso Indigenista Interamericano,
realizado no México em 1940. Compreendendo a
importância do diálogo, diversas lideranças
indígenas resolveram aderir ao congresso, que
teve entre suas resoluções a adoção da data
comemorativa para toda a América. Também na
década de 1940, o Brasil viveu um momento
importante com relação à sua população
indígena. Em 1943, a Marcha para Oeste
incentivou a ocupação e o desenvolvimento da
região Centro-Oeste do país. Entre os
desbravadores, estavam três jovens sertanistas,
os irmãos Villas Bôas, que tiveram suas
trajetórias levadas ao cinema no �lme “Xingu”.
Adaptado de blogs.estadao.com.br, 19/04/2012.
Um Xingu comportado demais
Fui ver “Xingu”: didático, belo, comportado. Eu
queria ver outro �lme, e de�nitivamente “Xingu”
não é sobre os “índios”, mas sobre a relação dos
brancos com um mundo que precisam neutralizar
e que é, de certa forma, insuportável. O �lme
aplaca certa culpa com essa bela defesado
Parque do Xingu, que evitou a dizimação ainda
mais atroz de índios brasileiros. Mas criar uma
reserva de humanidade já é matar. Mal menor,
diz o �lme. A história dos irmãos Villas Bôas e
dos sertanistas é tão incrível que o �lme é um
disparador de mundos e imaginários. A
cosmologia indígena, sua outra forma de viver e
de pensar são uma das mais radicais
experiências de outras humanidades.
BENTES, Ivana. Adaptado de
controversia.com.br, 17/04/2012. 
A década de 1940 representou um momento
importante para debates e iniciativas
relacionados aos direitos das populações
indígenas, como a realização do 1º Congresso
Indigenista Interamericano.
Naquele momento, a iniciativa de criar o Dia do
Índio tinha como objetivo o estímulo a: 
a) conversão religiosa de comunidades tribais   
b) preservação de línguas em desaparecimento   
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c) reconhecimento de patrimônios culturais
nativos   
d) crescimento demográ�co de grupos em
extinção  
Exercício 40
(Uerj 2015)  A década de 1940 representou um
momento importante para debates e iniciativas
relacionados aos direitos das populações
indígenas, como a realização do 1º Congresso
Indigenista Interamericano.
Naquele momento, a iniciativa de criar o Dia do
Índio tinha como objetivo o estímulo a: 
a) conversão religiosa de comunidades tribais   
b) preservação de línguas em desaparecimento   
c) reconhecimento de patrimônios culturais
nativos   
d) crescimento demográ�co de grupos em
extinção   
Exercício 41
(Uem 2014)  “[...] Protegidos por sua retirada
para regiões de difícil acesso, os Jê do Sul do
Brasil sobreviveram por alguns séculos aos Tupi,
logo liquidados pelos colonizadores. Nas
�orestas dos estados meridionais, Paraná e
Santa Catarina, pequenos bandos selvagens
mantiveram-se até o século XX; talvez ainda
subsistissem alguns em 1935, tão ferozmente
perseguidos nos últimos cem anos que se
mantinham invisíveis; porém, a maioria fora
aldeada e assentada pelo governo brasileiro, por
volta de 1914, em vários centros” 
(LÉVI-STRAUSS, C. Tristes Trópicos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1996, p. 144).
A partir dos signi�cados da cultura segundo a
antropologia, da história dos con�itos entre
populações indígenas e outros grupos humanos
e do texto de Lévi- Strauss, é correto a�rmar
que 
01) a inferioridade cultural dos índios Jê frente a
outros grupos humanos foi o principal fator que
contribuiu para o seu desaparecimento.   
02) a perseguição feroz a grupos étnicos
distintos do grupo socialmente dominante pode
levar à invisibilidade social dos grupos
perseguidos.   
04) a perseguição e o massacre dos índios Jê no
Sul do Brasil foram fortemente motivados por
pontos de vista etnocêntricos, interesses de
Estado e ação de grupos sociais diversos.   
08) já não existiam grupos indígenas no Sul do
Brasil no início do século XX.   
16) o etnocentrismo, o preconceito, os
interesses econômicos e as relações de poder
in�uenciaram a maioria dos estados modernos
no desrespeito aos direitos e às culturas das
populações nativas que habitam seus
territórios.   
Exercício 42
(Unicamp 2022)  
Transcrição da primeira legenda: “Mas também,
quando a gente se lembra que eles assentam
um pobre cristão naquele prato que travam no
beiço e o engolem como se fosse feijoada!…Que
horror!”
Transcrição da segunda legenda: “Mas quem
diria! Esses antropófagos é que �caram com
medo de serem devorados pela curiosidade
pública. Só a muito custo o diretor do museu
impediu que eles fugissem."
(Angelo Agostini, Charge sobre a Exposição
Antropológica, Revista Ilustrada, n. 310, 1882,
p. 4-5.)
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“A Exposição Antropológica Brasileira, ocorrida
em 1882, insere-se no quadro das grandes
Exposições Internacionais, bem como das
exposições etnográ�cas desenvolvidas ao longo
do século XIX. Marcadas pela prática colecionista
e pela ambição de conhecer, colonizar e
categorizar o mundo, as exposições etnográ�cas
expunham objetos e muitas vezes pessoas de
culturas exóticas e distantes. Na ocasião, sete
índios botocudos, acompanhados de intérprete,
foram enviados para o Rio de Janeiro com a
�nalidade de serem expostos ao público e
também estudados pelos pesquisadores do
Museu Nacional.
Os Botocudos pareciam estar ali para performar
o mito do primeiro contato ao serem
apresentados como selvagens, bárbaros,
violentos e grotescos. Apesar de terem vivido no
aldeamento do Mutum, portanto sob o jugo e
tutela do Estado, foram lidos pelos habitantes da
corte como se estivessem tendo seu primeiro
contato com os brancos naquele momento, já
que, segundo os jornais, estavam com medo e
queriam fugir. Nessa exposição os Botocudos
representavam por de�nição “o outro”, a imagem
que espelha exatamente o contrário do Brasil
civilizado.”
(Adaptado de Marina Cavalcanti Vieira, “A
Exposição Antropológica Brasileira de 1882 e a
exibição de índios botocudos: performances de
primeiro contato em um caso de zoológico
humano brasileiro”, in Horizontes antropológicos,
n. 53, 2019, p. 317-357.)
a) Considerando o contexto das exposições da
época, explique qual o objetivo de apresentar os
indígenas em um zoológico humano durante a
Exposição Antropológica, de 1882. Analise
criticamente a proposta da Exposição.
b) Há uma contradição entre os estereótipos
sobre os Botocudos representados na charge e
sua situação concreta no contexto de 1882.
Relacionando a imagem com o excerto,
identi�que os atores das ações violentas na
charge e explique essa contradição.
Exercício 43
(Uem 2016)  Aconteceu em Palmas, no
Tocantins, entre os dias 23 de outubro e 01 de
novembro de 2015, a primeira edição dos Jogos
Mundiais dos Povos Indígenas, que reuniu cerca
de dois mil atletas de diferentes etnias e de
mais de  países. Considerando esse evento e
conhecimentos sobre a temática do
etnocentrismo, relativismo e diversidade
cultural, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) A organização dos jogos como um evento
mundial evidencia a descaracterização das
práticas tradicionais indígenas, uma vez que não
faz parte dessas culturas o encontro com
diferentes etnias.   
02) Todo jogo, indígena ou não, ao estabelecer
regras entre o que é permitido ou proibido num
processo de interação social, constitui-se como
um sistema simbólico e cultural.   
04) Os jogos são práticas culturais que também
se expressam por meio de técnicas corporais, ou
seja, são construções coletivas manifestadas nas
expressões, nos gestos e nas habilidades do
corpo humano.   
08) Eventos como esse incentivam as
populações indígenas a superarem sua condição
primitiva original e migrarem rumo a formas
civilizadas de socialização, como o esporte e a
competição, por exemplo.   
16) Partindo do princípio de que é possível, a
qualquer grupo humano, assimilar e reinventar
formas culturais produzidas por outras
sociedades, pode-se considerar que os Jogos
Mundiais dos Povos Indígenas não têm para seus
participantes signi�cados idênticos aos que
genericamente são atribuídos por nossa
sociedade à Copa do Mundo ou às Olimpíadas.
Aliás, a Copa do Mundo, por exemplo, não têm o
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mesmo signi�cado para brasileiros, ingleses,
coreanos ou sul-africanos.   
Exercício 44
(Ufpr 2017)  Considere os seguintes dados da
Retrospectiva da Pesquisa Mensal de Emprego
do IBGE, referente ao período de 2003 a 2013:
A taxa de desocupação de 2013 (média de
janeiro a dezembro) foi estimada em  Esta
taxa era de  em 2003. [...] A pesquisa
apontou disparidade entre os rendimentos de
homense mulheres e, também, entre brancos e
pretos ou pardos. Em 2013, em média, as
mulheres ganhavam em torno de  do
rendimento recebido pelos homens. A menor
proporção foi a registrada em 2003,  O
rendimento dos trabalhadores de cor preta ou
parda, entre 2003 e 2013, teve um acréscimo de
 enquanto o rendimento dos trabalhadores
de cor branca cresceu  A pesquisa
registrou, também, que os trabalhadores de cor
preta ou parda ganhavam, em média, em 2013,
pouco mais da metade  do rendimento
recebido pelos trabalhadores de cor branca. [...]
Destaca-se que, em 2003, não chegava à
metade 
(BRASIL. Instituto Brasileiro de Geogra�a e
Estatística. Retrospectiva da Pesquisa Mensal de
Emprego 2003 a 2013. Disponível em:
<Http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores
Acesso em: 20 ago. 2016. Texto adaptado).
Escreva um texto apontando as conclusões a que
se pode chegar com a interpretação dos dados
apresentados.
GABARITO
Exercício 1
Exercício 2
Exercício 3
Exercício 4
Exercício 5
Exercício 6
a) a miscigenação na história do Brasil foi positiva, pois
aproximou a Casa-Grande e a Senzala ou senhores e escravos.
b) Em Os Sertões, Euclides da Cunha procura compreender a
construção sociocultural brasileira e vinga a memória de
Canudos.   
01) A identidade nacional brasileira assentada nos ideais da
mestiçagem e da miscigenação busca conciliar
discursivamente uma sociedade altamente estrati�cada onde o
racismo é um operador social importante.   
02) A construção da identidade nacional brasileira favoreceu a
expropriação do patrimônio cultural da população negra, uma
vez que elementos da cultura negra foram transformados em
cultura nacional, situação que colaborou para fortalecer a ideia
da ausência de uma cultura da população negra no Brasil.   
04) A identidade nacional alicerçada nos ideais da
miscigenação e da mestiçagem é algo que foi e ainda é
utilizado para encobrir o racismo existente no Brasil.   
08) A construção da identidade nacional em torno do ideal da
miscigenação e da mestiçagem favoreceu o desenvolvimento
do mito da democracia racial e da ausência de racismo no
Brasil.  
02) Segundo o enunciado da questão, o conceito de “raça” não
é baseado em uma de�nição biológica dos seres humanos, e
sim em uma construção social criada nas relações tensas entre
indivíduos e grupos classi�cados como brancos e negros na
sociedade brasileira.   
04) Para a autora do texto acima, a aparência dos indivíduos
pode in�uenciar ou mesmo determinar suas oportunidades de
viver, trabalhar, estudar e participar da sociedade brasileira.   
16) Para a autora do texto, as formas de preconceito e
discriminação existentes entre brancos e negros no Brasil
muitas vezes são dissimuladas.   
d) Para Freire, a família foi predominante no desenvolvimento
da sociedade brasileira, sua existência relacionou-se, desde o
início, ao domínio das grandes propriedades, tanto na zona
rural como posteriormente no meio urbano.   
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Exercício 7
Exercício 8
Exercício 9
Exercício 10
Exercício 11
Exercício 12
Exercício 13
Exercício 14
Exercício 15
Exercício 16
Exercício 17
Exercício 18
01) Para Gilberto Freyre, a lógica patriarcal, que regulou as
relações familiares no Brasil colônia, também ajudou a
estruturar as relações políticas e econômicas da época a partir
da �gura do “patriarca”.   
02) A “família nuclear” burguesa pode ser compreendida como
um modelo idealizado de organização familiar que representou
valores e relações sociais dominantes no imaginário ocidental
contemporâneo.   
04) Os novos papéis sociais assumidos pelas mulheres vêm
produzindo mudanças nas relações familiares
contemporâneas, pois alteram os sentidos tradicionais
atribuídos ao casamento e à maternidade.   
08) No Brasil, o reconhecimento jurídico da união estável de
pessoas do mesmo sexo signi�cou uma conquista recente dos
grupos envolvidos nas lutas pela legitimação de arranjos
familiares alternativos.   
c) A discriminação racial não existe mais no Brasil. Uma vez
que o Brasil já está em um regime democrático e a escravidão
foi abolida há mais de cem anos, as bases sociais que
sustentavam essa discriminação já não existem mais.   
 Para Gilberto Freyre, o processo de modernização brasileiro,
ocorrido a partir do século XIX, resultou da entrada do
capitalismo avançado no país. Isso modi�cou as relações de
poder, mas sem interferir diretamente nas bases da cultura
patriarcal do país. Nesse sentido, houve, de fato, um certo
enfraquecimento do patriarcalismo, mas que continuou a se
reproduzir no interior das relações familiares e no Estado. Por
�m, segundo Gilberto Freyre, essas modi�cações criaram, nas
camadas dominantes, um comportamento de troca de favores
no interior da vida pública e privada. Comportamento este que
pode relacionar com diversas práticas da política
contemporânea. 
a) A economia vivida pelo Brasil nas primeiras décadas do
século XX, era a do modelo de exploração da terra (ou agrário-
exportador ou ainda periférico e exploratório), que preconiza a
relação de obrigatório fornecimento de produtos
primários/agrários do país periférico (como o Brasil) para os
países centrais, desenvolvidos.
b) O trecho do livro mostra que esse tipo de economia
desencadeou  disputas de poder tanto entre elites políticas
locais e o restante da população, como entre facções dessas
elites. O trecho também mostra como poderosos locais
dispunham do poder e o disputavam, com o intuito de tirar
lucro e usufruir os bens advindos dele, e não o de bene�ciar a
toda a sociedade. 
a) II e III.   
04) as relações pessoais extrapolam as relações privadas e
organizam também a vida pública.    
08) a cordialidade seria algo transmitido no processo de
socialização presente, de certa forma, na maioria dos
brasileiros.    
02) para o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, o Brasil
seria um país miscigenado não apenas no plano biológico,
mas também no cultural.   
04) há diferentes interpretações sociológicas e antropológicas
sobre como se dão as relações raciais no Brasil, inclusive
correlacionando as desigualdades raciais com outros fatores,
como gênero e classe social.   
16) segundo Gilberto Freyre, era necessário distinguir raça de
cultura, pois algumas diferenças existentes entre brancos e
negros seriam de ordem cultural, e não racial, como defendiam
algumas teorias.   
04) o Brasil possui profundos vínculos culturais com a África,
de modo que em todas as diferentes regiões do país encontra-
se a presença de manifestações culturais de origem afro-
brasileira.   
32) no Brasil, o racismo manifesta-se de diversas formas,
muitas vezes sutis, como por meio de piadas e de outros atos
cotidianos.   
a) da contradição entre igualitarismo liberal e autoritarismo
cultural.   
01) A sociedade brasileira tende a condenar publicamente o
racismo, todavia ele é considerado relativamente aceito em
diversos espaços, momentos e relações sociais de caráter
privado ou coletivo.    
08) O mito da democracia racial foi e é uma construção que
colabora para a dissimulação do racismo no Brasil.    
16) Dentre as marcas culturais da escravidão no Brasil está a
tendência a associar pessoas negras a pro�ssões de menor
status social.    
a) pressupor uma miscigenação harmoniosa entre os diferentes
grupos étnicos constitutivos da nação brasileira.    
b) fortaleceu o setor econômico escravista nacional.   
Sérgio Buarque de Holanda argumenta que o excesso de
pessoalidade presente em todas as relações sociais no Brasil
fere alguns princípios básicos da ordem pública, onde todos
os cidadãos devem ser tratados igualmente,
independentemente de seus círculos de socialização, amizade
ou parentesco. Nesse raciocínio, a ordem burocrática (no
sentido apregoado por Max Weber) é completamente
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Exercício 19
Exercício 20
Exercício 21
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Exercício 28
Exercício 29
comprometida quando a esfera pública é entendida como um
prolongamento da esfera privada. A cordialidade apresenta,
assim, seu lado mais cruel, pois ela fundamenta diferentes
formas de tratamento para as pessoas que fazem e as que não
fazem parte dos círculos de relação de funcionários do Estado,
por exemplo. Nesse sentido, ter acesso ou não a benefícios e
direitos sociais passa a depender mais das relações sociais que
as pessoas travam entre si do que dos princípios da ordem
pública. Como pode ser visto, as competências para cumprir
determinadas funções não são priorizadas, de forma que até
mesmo a empregabilidade depende mais dos círculos de
sociabilidade do que de critérios objetivos e impessoais de
escolhas de candidatos. A extrema pessoalidade das relações
sociais, marca da cordialidade brasileira, enfraquece as
instituições, a democracia e o próprio Estado, que sofrem com
a debilidade de seu funcionamento. Além disso, a fraqueza da
dimensão pública, impessoal e coercitiva, é relativa à força e à
permanência da estrutura patriarcal da sociedade brasileira.
O gabarito o�cial do vestibular identi�ca três características do
“homem cordial”:
1) O caráter dual ou duplo, de cor/cordial/coração, signi�cando
não apenas amor, afeto, simpatia, mas ódio ou desamor, em
relação às pessoas em geral.
2) Caráter informal ou de descompromisso excessivo em todas
as instâncias e relações da vida cotidiana: na religião, nos
rituais, no trabalho, nos estudos, na política, nos horários, nas
normas, na vida privada etc., ou seja, a pessoalidade
superando a impessoalidade.
3) Trato indiscriminado entre a coisa pública e a coisa privada,
que ocorre entre políticos e burocratas, os quais as utilizam
como equivalentes, agradando parentes, amigos,
correligionários, e prejudicando inimigos ou desconhecidos,
ou seja, usando o bem público como extensão pessoal e
sentimental de sua casa e de seus interesses.
A ideia de cordialidade permite ao brasileiro criar uma
característica identitária, que o distinguiria de todos os outros
povos e que iria além da diversidade física e cultural que
diferencia os brasileiros uns dos outros. No entanto, se
observarmos a história do país, perceberemos que houve e há
muita violência. Desta maneira, o que se pode dizer é que essa
visão de cordialidade diz respeito mais a uma imagem que o
brasileiro faz de si mesmo do que a alguma característica de
fato existente.
c) As mudanças sociais que ocorreram no Brasil desde sua
colonização produziram um tipo de dominação secular, que
associou as elites empresarial, burocrática e eclesiástica a um
processo civilizacional intimamente associado a um estado de
barbárie, em que as camadas subalternas sempre cumpriram
um papel marginal no seu processo emancipação e
esclarecimento.   
F – V – V – F – F.
Falsa, porque os indígenas estão defendendo justamente as
suas culturas e suas formas de vida.
Verdadeira.
Verdadeira.
Falsa, porque a noção de evolução social não é sinônimo de
ocidentalização
Falsa, porque as terras quilombolas são remanescentes de
escravos negros, e não indígenas.
d) Os saberes tradicionais dos povos indígenas foram
constituídos e repassados de geração a geração a partir da
oralidade. E desde tempos imemoriais, esses conhecimentos
têm proporcionado a adaptação desses povos em diferentes
contextos socioambientais.   
01) Os sistemas de crença são construções sociais criadas
pelos indivíduos para organizar o mundo em que vivem.   
02) A análise sociológica das crenças e de seus sistemas de
representação nos permite compreender as ligações entre os
mundos sagrado e profano.   
04) As religiões e os cultos acima mencionados revelam
pluralidades de técnicas corporais e visões de mundo
expressas por seus seguidores.   
16) Na abordagem acima apresentada, o indivíduo agente
empírico é o personagem das dramatizações religiosas, sendo,
dessa forma, o sujeito da investigação sociológica.   
e) Manifestações religiosas como o candomblé e a umbanda
sempre foram aceitas no país e seus praticantes nunca foram
alvos de preconceitos e discriminação.   
c) A mestiçagem no Brasil foi um erro histórico e um obstáculo
para a construção de uma identidade nacional.   
c) a inovação de um estilo especial de se resolver os próprios
problemas, que tem sua origem nas tradições ibéricas.   
d) o personalismo e a aversão ao formalismo da burocracia.   
a) A presença indígena na sociedade brasileira a partir do
século XIX teve suas terras preservadas para que não
ocorressem novas ações de dizimação como efetuadas no que
se denominou de América Portuguesa.   
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Exercício 31
Exercício 32
Exercício 33
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Exercício 38
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Exercício 42
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d) Parte dos povos indígenas do Brasil, por suas
especi�cidades culturais e condições objetivas de
sobrevivência, está mais sujeita a doenças infecciosas.   
c) estabelecer uma concepção hierárquica e evolucionista em
relação à diversidade cultural.   
c) reconhecimento identitário e valorização de seu modo de
vida.   
04) O desconhecimento sobre o passado e sobre as culturas
indígenas gera leituras etnocêntricas e evolucionistas em
relação a essas populações.   
16) Apesar do genocídio e da escravidão, os povos indígenas
desenvolveram formas coletivas de resistência e de política
indígena.   
c) aceitação da escravidão.   
01) Há variedade de etnias indígenas no Brasil, o que justi�ca
a�rmar que existem culturas indígenas e não apenas uma
cultura.    
04) É possível identi�car a permanência de traços culturais
indígenas na população brasileira em geral, como, por
exemplo, na língua e na alimentação.   
c) II, III e V.   
c) identi�cação de uma concepção, partilhada por uma
população, da existência de uma trajetória histórica comum
que funda uma identidade.   
c) preservação − integração   
c) reconhecimento de patrimônios culturais nativos   
c) reconhecimento de patrimônios culturais nativos   
02) a perseguição feroz a grupos étnicos distintos do grupo
socialmente dominante pode levar à invisibilidade social dos
grupos perseguidos.   
04) a perseguição e o massacre dos índios Jê no Sul do Brasil
foram fortemente motivados por pontos de vista etnocêntricos,
interesses de Estado e ação de grupos sociais diversos.   
16) o etnocentrismo, o preconceito, os interesses econômicos
e as relações de poder in�uenciaram a maioria dos estados
modernos no desrespeito aos direitos e às culturas das
populações nativas que habitam seus territórios.   
[Resposta do ponto de vista das disciplinas de História e
Artes]
a) Dentro de um contexto – que ganhou força no século XIX –
reforçado pelas ideias do Darwinismo Social, que categoriza
das “raças”, classi�cando-as da mais desenvolvida para a
menos desenvolvida, expor os indígenas em uma espécie de
zoológico humano ajuda a a�rmar a ideia de inferioridade e
submissão dos índios aos brancos, além de quali�car como
exótico e absurdo hábitos da tradição indígena, como a
antropofagia.
b) A contradição se identi�ca no fato de que na imagem o
botocudo é apresentado como selvagem e violento, mas no
excerto �ca claro que os indígenas submetidos ao zoológico
humano tentaram fugir por sentir medo dos brancos. Logo,
podemos concluir que, na realidade, eram os brancos que
empregavam práticas violentas contra os indígenas, apesar de
esses últimos serem considerados selvagens.
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]
a) A exposição e “estudo” de indígenas constituíam práticas
comuns ao longo do século XIX. Essas práticas tinhamcomo
base ideias de teorias como o Darwinismo social e a
antropologia evolucionista. Nesta perspectiva, todos os povos
humanos passariam por estágios evolutivos similares, do mais
primitivo ao mais complexo, sendo este último identi�cado aos
povos europeus. Assim, capturar e estudar os chamados
“povos primitivos” era visto como uma forma de estudar o
passado da humanidade. Estas ideias também se associam
fortemente às práticas colonialistas, justi�cando a exploração
dos povos indígenas e de suas terras.
b) Na charge, os Botocudos são representados como
selvagens violentos e arredios. O trecho deixa evidente, no
entanto, que os brancos de origem europeia capturaram
violentamente os indígenas, os retiraram à força de suas terras
e os expuseram a uma condição da qual queriam fugir. Estes
são, portanto, os verdadeiros atos violentos, condizentes com
a mentalidade evolucionista do século XIX.
02) Todo jogo, indígena ou não, ao estabelecer regras entre o
que é permitido ou proibido num processo de interação social,
constitui-se como um sistema simbólico e cultural.   
04) Os jogos são práticas culturais que também se expressam
por meio de técnicas corporais, ou seja, são construções
coletivas manifestadas nas expressões, nos gestos e nas
habilidades do corpo humano.   
16) Partindo do princípio de que é possível, a qualquer grupo
humano, assimilar e reinventar formas culturais produzidas por
outras sociedades, pode-se considerar que os Jogos Mundiais
dos Povos Indígenas não têm para seus participantes
signi�cados idênticos aos que genericamente são atribuídos
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Exercício 44
por nossa sociedade à Copa do Mundo ou às Olimpíadas.
Aliás, a Copa do Mundo, por exemplo, não têm o mesmo
signi�cado para brasileiros, ingleses, coreanos ou sul-
africanos.   
Fatores como cor de pele, gênero e renda são importantes
diagnósticos da desigualdade social no Brasil. Os dados de
diminuição da taxa de desocupação, bem como de diminuição
das diferenças de renda entre homens e mulheres e entre
brancos e negros demonstram que entre 2003 e 2013 a
desigualdade social diminuiu no Brasil. Isso se deu por alguns
motivos, dentre eles o desenvolvimento econômico do período
e a criação de políticas a�rmativas como cotas.

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