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JOÃO PESSOA
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA
DO ESTADO DA PARAÍBA
Assistente Administrativo
EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2020
SL-072DZ-20
CÓD: 7891122039305
DICA
Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação.
É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa
encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou este artigo com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame.
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
Se prepare para o concurso público
O concurseiro preparado não é aquele que passa o dia todo estudando, mas está com a cabeça nas nuvens, e sim aquele que se
planeja pesquisando sobre o concurso de interesse, conferindo editais e provas anteriores, participando de grupos com enquetes sobre
seu interesse, conversando com pessoas que já foram aprovadas, absorvendo dicas e experiências, e analisando a banca examinadora do
certame.
O Plano de Estudos é essencial na otimização dos estudos, ele deve ser simples, com fácil compreensão e personalizado com sua
rotina, vai ser seu triunfo para aprovação, sendo responsável pelo seu crescimento contínuo.
Além do plano de estudos, é importante ter um Plano de Revisão, ele que irá te ajudar na memorização dos conteúdos estudados até
o dia da prova, evitando a correria para fazer uma revisão de última hora.
Está em dúvida por qual matéria começar a estudar? Vai mais uma dica: comece por Língua Portuguesa, é a matéria com maior
requisição nos concursos, a base para uma boa interpretação, indo bem aqui você estará com um passo dado para ir melhor nas outras
disciplinas.
Vida Social
Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, mas sempre que possível é importante
conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você,
através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante
compreender que quando for aprovado verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.
Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Nervoso
Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.
DICA
Motivação
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.
Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir motivação:
• Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;
• Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;
• Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;
• Escreva o porquê que você deseja ser aprovado no concurso. Quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir
focado, tornando o processo mais prazeroso;
• Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irão aparecer.
• Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta felizes
com seu sucesso.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas chances
de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: www.apostilasolucao.com.br
Vamos juntos!
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Tipologia e gêneros textuais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
3. Figuras de linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
4. Significação de palavras e expressões. Relações de sinonímia e de antonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
5. Ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
6. Acentuação gráfica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
7. Uso da crase. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
8. Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
9. Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto. Locuções verbais (perífrases verbais). . . . . . . . . 07
10. Funções do “que” e do “se”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
11. Formação de palavras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
12. Elementos de comunicação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
13. Sintaxe: relações sintático semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período simples e período composto por
coordenação e subordinação). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
14. Concordância verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
15. Regência verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
16. Colocação pronominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
17. Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
18. Elementos de coesão. Função textual dos vocábulos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
19. Variação linguística. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Matemática
1. Raciocínio Lógico e matemático: resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequências (com números,
com figuras, de palavras) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Raciocínio lógico-matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Informática
1. Conceitos e fundamentos básicos. Conhecimento e utilização dos principais softwares utilitários (compactadores de arquivos, chat,
clientes de e-mails, reprodutores de vídeo, visualizadores de imagem, antivírus). Identificação e manipulação de arquivos. Backup de
arquivos. 5. Conceitos básicos de Hardware (Placa mãe, memórias, processadores (CPU) e disco de armazenamento HDs, CDs e DVDs).
Periféricos de computadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. 7. Ambientes operacionais: utilização dos sistemas operacionais Windows 7 e Windows 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3. Conceitos básicos sobre Linux e Software Livre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
4. Utilização de ferramentas de texto, planilha e, apresentação do pacote Microsoft Office (Word, Excel e PowerPoint) – versões 2010,
2013 e 2016. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. Utilização de ferramentas de texto, planilha e apresentação do pacote LibreOffice (Writer, Calc e Impress) - versões 5 e 6. . Utilização
e configuração de e-mail no Microsoft Outlook. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, busca e pesquisa na Web,
mecanismos de busca na Web. Navegadores de internet: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
6. Segurança na internet; vírus de computadores; Spyware; Malware; Phishing e Spam . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
7. Transferência de arquivos pela internet. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
Conhecimentos Específicos
Assistente Administrativo
1. As comunicações oficiais: aspectos gerais da redação oficial; a redação dos atos normativos e comunicações; aplicação de princípios
da ortografia e de elementos da gramática à redação oficial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Arquivologia: gestão, classificação e avaliação de documentos; organização, planejamento, sistemas e métodos de arquivamento;
arquivística e informática; legislação arquivística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
3. Comportamento organizacional: as pessoas, os grupos e a dinâmica organizacional; comunicação; liderança e poder; conflito e nego-
ciação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
ÍNDICE
4. Ética geral e profissional: conceitos e fundamentos; relações de trabalho; a responsabilidade social das empresas; assédio . . . . . 95
5. Atendimento ao público: excelência e atendimento de qualidade na recepção e ao telefone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6. Introdução à Administração: conceito de administração; habilidades, competências e papéis do administrador e os processos admi-
nistrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
7. Administração de pessoas: conceito e processos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
8. Administração de recursos materiais, patrimoniais e logística: compras e estoques; componentes da logística . . . . . . . . . . . . . . .157
9. Administração financeira: objetivos econômico e financeiros; funções do gestor financeiro; a demonstração do resultado, fluxo de
caixa e o balanço patrimonial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
10. Redação empresarial: tipos de correspondências; estruturas e formas de tratamento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182
LÍNGUA PORTUGUESA
1. Compreensão e interpretação de texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Tipologia e gêneros textuais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 01
3. Figuras de linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
4. Significação de palavras e expressões. Relações de sinonímia e de antonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
5. Ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
6. Acentuação gráfica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
7. Uso da crase. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
8. Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
9. Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto. Locuções verbais (perífrases verbais). . . . . . . . . 07
10. Funções do “que” e do “se”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
11. Formação de palavras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
12. Elementos de comunicação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
13. Sintaxe: relações sintático semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período simples e período composto por
coordenação e subordinação). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
14. Concordância verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
15. Regência verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
16. Colocação pronominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
17. Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
18. Elementos de coesão. Função textual dos vocábulos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
19. Variação linguística. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
LÍNGUA PORTUGUESA
1
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje-
tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é
importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o
texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido
completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e
de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci-
ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua
interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do
conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que
está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta-
ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper-
tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto,
é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi-
suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido
de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar
expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-
ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-
rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível,
adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca
por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-
cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-
te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de
opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-
tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-
tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de
acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do
texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto
que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor
quando afirma que...
TIPOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS
A partir da estrutura linguística, da função social e da finali-
dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele
pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas
classificações.
Tipos textuais
A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali-
dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se
apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão
específico para se fazer a enunciação.
Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi-
cas:
TEXTO NARRATIVO
Apresenta um enredo, com ações
e relações entre personagens, que
ocorre em determinados espaço e
tempo. É contado por um narrador,
e se estrutura da seguinte maneira:
apresentação > desenvolvimento >
clímax > desfecho
TEXTO DISSERTATIVO-
-ARGUMENTATIVO
Tem o objetivo de defender determi-
nado ponto de vista, persuadindo o
leitor a partir do uso de argumentos
sólidos. Sua estrutura comum é: in-
trodução > desenvolvimento > con-
clusão.
TEXTO EXPOSITIVO
Procura expor ideias, sem a neces-
sidade de defender algum ponto de
vista. Para isso, usa-se comparações,
informações, definições, conceitua-
lizações etc. A estrutura segue a do
texto dissertativo-argumentativo.
TEXTO DESCRITIVO
Expõe acontecimentos, lugares, pes-
soas, de modo que sua finalidade é
descrever, ou seja, caracterizar algo
ou alguém. Com isso, é um texto rico
em adjetivos e em verbos de ligação.
TEXTO INJUNTIVO
Oferece instruções, com o objetivo
de orientar o leitor. Sua maior carac-
terística são os verbos no modo im-
perativo.
Gêneros textuais
A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe-
cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir
da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo
não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual,
podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o
padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as-
sim como a própria língua e a comunicação, no geral.
Alguns exemplos de gêneros textuais:
• Artigo
• Bilhete
• Bula
• Carta
• Conto
• Crônica
• E-mail
• Lista
• Manual
• Notícia
• Poema
• Propaganda
• Receita culinária
• Resenha
• Seminário
Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em
determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex-
to literário seja feito com a estruturação deuma receita culinária,
por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali-
dade e à função social de cada texto analisado.
LÍNGUA PORTUGUESA
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FIGURAS DE LINGUAGEM
As figuras de linguagem são recursos especiais usados por
quem fala ou escreve, para dar à expressão mais força, intensidade
e beleza.
São três tipos:
Figuras de Palavras (tropos);
Figuras de Construção (de sintaxe);
Figuras de Pensamento.
Figuras de Palavra
É a substituição de uma palavra por outra, isto é, no emprego
figurado, simbólico, seja por uma relação muito próxima (contigui-
dade), seja por uma associação, uma comparação, uma similarida-
de. São as seguintes as figuras de palavras:
Metáfora: consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão
em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude
da circunstância de que o nosso espírito as associa e depreende
entre elas certas semelhanças. Observe o exemplo:
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.” (Fernando Pessoa)
Nesse caso, a metáfora é possível na medida em que o poeta
estabelece relações de semelhança entre um rio subterrâneo e seu
pensamento.
Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns;
semelhantes. Normalmente se emprega uma conjunção comparati-
va: como, tal qual, assim como.
“Sejamos simples e calmos
Como os regatos e as árvores”
Fernando Pessoa
Metonímia: consiste em empregar um termo no lugar de ou-
tro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido.
Observe os exemplos abaixo:
-autor ou criador pela obra. Exemplo: Gosto de ler Machado de
Assis. (Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)
-efeito pela causa e vice-versa. Exemplo: Vivo do meu trabalho.
(o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado).
- continente pelo conteúdo. Exemplo: Ela comeu uma caixa de
bombons. (a palavra caixa, que designa o continente ou aquilo que
contém, está sendo usada no lugar da palavra bombons).
-abstrato pelo concreto e vice-versa. Exemplos: A gravidez deve
ser tranquila. (o abstrato gravidez está no lugar do concreto, ou
seja, mulheres grávidas).
- instrumento pela pessoa que o utiliza. Exemplo: Os microfo-
nes foram atrás dos jogadores. (Os repórteres foram atrás dos jo-
gadores.)
- lugar pelo produto. Exemplo: Fumei um saboroso havana.
(Fumei um saboroso charuto.).
- símbolo ou sinal pela coisa significada. Exemplo: Não te afas-
tes da cruz. (Não te afastes da religião.).
- a parte pelo todo. Exemplo: Não há teto para os desabrigados.
(a parte teto está no lugar do todo, “o lar”).
- indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: O homem foi à Lua.
(Alguns astronautas foram à Lua.).
- singular pelo plural. Exemplo: A mulher foi chamada para ir às
ruas. (Todas as mulheres foram chamadas, não apenas uma)
- gênero ou a qualidade pela espécie. Exemplo: Os mortais so-
frem nesse mundo. (Os homens sofrem nesse mundo.)
- matéria pelo objeto. Exemplo: Ela não tem um níquel. (a ma-
téria níquel é usada no lugar da coisa fabricada, que é “moeda”).
Atenção: Os últimos 5 exemplos podem receber também o
nome de Sinédoque.
Perífrase: substituição de um nome por uma expressão para
facilitar a identificação. Exemplo: A Cidade Maravilhosa (= Rio de
Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo.
Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de
antonomásia.
Exemplos:
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando o
bem.
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.
Sinestesia: Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as
sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Exemplo:
No silêncio negro do seu quarto, aguardava os acontecimentos. (si-
lêncio = auditivo; negro = visual)
Catacrese: A catacrese costuma ocorrer quando, por falta de
um termo específico para designar um conceito, toma-se outro
“emprestado”. Passamos a empregar algumas palavras fora de seu
sentido original. Exemplos: “asa da xícara”, “maçã do rosto”, “braço
da cadeira” .
Figuras de Construção
Ocorrem quando desejamos atribuir maior expressividade ao
significado. Assim, a lógica da frase é substituída pela maior expres-
sividade que se dá ao sentido. São as mais importantes figuras de
construção:
Elipse: consiste na omissão de um termo da frase, o qual, no
entanto, pode ser facilmente identificado. Exemplo: No fim da co-
memoração, sobre as mesas, copos e garrafas vazias. (Omissão do
verbo haver: No fim da festa comemoração, sobre as mesas, copos
e garrafas vazias).
Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes
para reforçar uma ideia. Exemplo: Ele vive uma vida feliz.
Deve-se evitar os pleonasmos viciosos, que não têm valor de
reforço, sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das pa-
lavras, como por exemplo, as construções “subir para cima”, “entrar
para dentro”, etc.
Polissíndeto: repetição enfática do conectivo, geralmente o “e”.
Exemplo: Felizes, eles riam, e cantavam, e pulavam, e dançavam.
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Inversão ou Hipérbato: alterar a ordem normal dos termos ou
orações com o fim de lhes dar destaque:
“Justo ela diz que é, mas eu não acho não.” (Carlos Drummond
de Andrade)
“Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não
sei.” (Graciliano Ramos)
Observação: o termo deseja realçar é colocado, em geral, no
início da frase.
Anacoluto: quebra da estrutura sintática da oração. O tipo mais
comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da
oração, mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintá-
tica. Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que
consideramos mais importante, destacando-a do resto. Exemplo:
O Alexandre, as coisas não lhe estão indo muito bem.
A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha. (Camilo
Castelo Branco)
Silepse: concordância de gênero, número ou pessoa é feita
com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente ex-
pressos. A silepse pode ser:
- de gênero. Exemplo: Vossa Majestade parece desanimado. (o
adjetivo desanimado concorda não com o pronome de tratamento
Vossa Majestade, de forma feminina, mas com a pessoa a quem
esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino).
- de número. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram cor-
rendo. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra
pessoal sugere).
- de pessoa. Exemplo: Os brasileiros amamos futebol. (o sujeito
os brasileiros levaria o verbo na 3ª pessoa do plural, mas a concor-
dância foi feita com a 1ª pessoa do plural, indicando que a pessoa
que fala está incluída em os brasileiros).
Onomatopeia: Ocorre quando se tentam reproduzir na forma
de palavras os sons da realidade.
Exemplos: Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.
Miau, miau. (Som emitido pelo gato)
Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.
As onomatopeias, como no exemplo abaixo, podem resultar da
Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de
um verso).
“Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
(Cruz e Sousa)
Repetição: repetir palavras ou orações para enfatizar a afirma-
ção ou sugerir insistência, progressão:
“E o ronco das águas crescia, crescia, vinha pra dentro da ca-
sona.” (Bernardo Élis)
“O mar foi ficando escuro, escuro, até que a última lâmpada se
apagou.” (Inácio de Loyola Brandão)
Zeugma: omissão de um ou mais termos anteriormente enun-
ciados. Exemplo: Ele gosta de geografia; eu, de português. (na se-
gunda oração, faltou o verbo “gostar” = Ele gosta de geografia; eu
gosto de português.).
Assíndeto: quando certas orações ou palavras, que poderiam
se ligar por um conectivo, vêm apenas justapostas. Exemplo: Vim,
vi, venci.
Anáfora: repetição de uma palavra ou de um segmento do
texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. É uma figura de cons-
trução muito usada em poesia. Exemplo: Este amor que tudo nos
toma, este amor que tudo nos dá, este amor que Deus nos inspira,
e que um dia nos há de salvar
Paranomásia:palavras com sons semelhantes, mas de signi-
ficados diferentes, vulgarmente chamada de trocadilho. Exemplo:
Comemos fora todos os dias! A gente até dispensa a despensa.
Neologismo: criação de novas palavras. Exemplo: Estou a fim
do João. (estou interessado). Vou fazer um bico. (trabalho tempo-
rário).
Figuras de Pensamento
Utilizadas para produzir maior expressividade à comunicação,
as figuras de pensamento trabalham com a combinação de ideias,
pensamentos.
Antítese: Corresponde à aproximação de palavras contrárias,
que têm sentidos opostos. Exemplo: O ódio e o amor andam de
mãos dadas.
Apóstrofe: interrupção do texto para se chamar a atenção de
alguém ou de coisas personificadas. Sintaticamente, a apóstrofe
corresponde ao vocativo. Exemplo: Tende piedade, Senhor, de to-
das as mulheres.
Eufemismo: Atenua o sentido das palavras, suavizando as ex-
pressões do discurso Exemplo: Ele foi para o céu. (Neste caso, a ex-
pressão “para a céu”, ameniza o discurso real: ele morreu.)
Gradação: os termos da frase são fruto de hierarquia (ordem
crescente ou decrescente). Exemplo: As pessoas chegaram à festa,
sentaram, comeram e dançaram.
Hipérbole: baseada no exagero intencional do locutor, isto é,
expressa uma ideia de forma exagerada.
Exemplo: Liguei para ele milhões de vezes essa tarde. (Ligou
várias vezes, mas não literalmente 1 milhão de vezes ou mais).
Ironia: é o emprego de palavras que, na frase, têm o sentido
oposto ao que querem dizer. É usada geralmente com sentido sar-
cástico. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e
apagou o que estava gravado?
Paradoxo: Diferente da antítese, que opõem palavras, o pa-
radoxo corresponde ao uso de ideias contrárias, aparentemente
absurdas. Exemplo: Esse amor me mata e dá vida. (Neste caso, o
mesmo amor traz alegrias (vida) e tristeza (mata) para a pessoa.)
Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: atribuição de
ações, sentimentos ou qualidades humanas a objetos, seres irracio-
nais ou outras coisas inanimadas. Exemplo: O vento suspirou essa
manhã. (Nesta frase sabemos que o vento é algo inanimado que
não suspira, sendo esta uma “qualidade humana”.)
Reticência: suspender o pensamento, deixando-o meio velado.
Exemplo:
“De todas, porém, a que me cativou logo foi uma... uma... não
sei se digo.” (Machado de Assis)
Retificação: consiste em retificar uma afirmação anterior.
Exemplos: O médico, aliás, uma médica muito gentil não sabia qual
seria o procedimento.
LÍNGUA PORTUGUESA
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SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES. RELA-
ÇÕES DE SINONÍMIA E DE ANTONÍMIA
Este é um estudo da semântica, que pretende classificar os
sentidos das palavras, as suas relações de sentido entre si. Conheça
as principais relações e suas características:
Sinonímia e antonímia
As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado
semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente
<—> esperto
Já as palavras antônimas são aquelas que apresentam signifi-
cados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex:
forte <—> fraco
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro-
núncia semelhantes, porém com significados distintos. Ex: cumpri-
mento (extensão) X comprimento (saudação); tráfego (trânsito) X
tráfico (comércio ilegal).
As palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma
grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
As palavras homófonas são aquelas que possuem a mesma
pronúncia, mas com escrita e significado diferentes. Ex: cem (nu-
meral) X sem (falta); conserto (arrumar) X concerto (musical).
As palavras homógrafas são aquelas que possuem escrita igual,
porém som e significado diferentes. Ex: colher (talher) X colher (ver-
bo); acerto (substantivo) X acerto (verbo).
Polissemia e monossemia
As palavras polissêmicas são aquelas que podem apresentar
mais de um significado, a depender do contexto em que ocorre a
frase. Ex: cabeça (parte do corpo humano; líder de um grupo).
Já as palavras monossêmicas são aquelas apresentam apenas
um significado. Ex: eneágono (polígono de nove ângulos).
Denotação e conotação
Palavras com sentido denotativo são aquelas que apresentam
um sentido objetivo e literal. Ex: Está fazendo frio. / Pé da mulher.
Palavras com sentido conotativo são aquelas que apresentam
um sentido simbólico, figurado. Ex: Você me olha com frieza. / Pé
da cadeira.
Hiperonímia e hiponímia
Esta classificação diz respeito às relações hierárquicas de signi-
ficado entre as palavras.
Desse modo, um hiperônimo é a palavra superior, isto é, que
tem um sentido mais abrangente. Ex: Fruta é hiperônimo de limão.
Já o hipônimo é a palavra que tem o sentido mais restrito, por-
tanto, inferior, de modo que o hiperônimo engloba o hipônimo. Ex:
Limão é hipônimo de fruta.
Formas variantes
São as palavras que permitem mais de uma grafia correta, sem
que ocorra mudança no significado. Ex: loiro – louro / enfarte – in-
farto / gatinhar – engatinhar.
Arcaísmo
São palavras antigas, que perderam o uso frequente ao longo
do tempo, sendo substituídas por outras mais modernas, mas que
ainda podem ser utilizadas. No entanto, ainda podem ser bastante
encontradas em livros antigos, principalmente. Ex: botica <—> far-
mácia / franquia <—> sinceridade.
ORTOGRAFIA
A ortografia oficial diz respeito às regras gramaticais referentes
à escrita correta das palavras. Para melhor entendê-las, é preciso
analisar caso a caso. Lembre-se de que a melhor maneira de memo-
rizar a ortografia correta de uma língua é por meio da leitura, que
também faz aumentar o vocabulário do leitor.
Neste capítulo serão abordadas regras para dúvidas frequentes
entre os falantes do português. No entanto, é importante ressaltar
que existem inúmeras exceções para essas regras, portanto, fique
atento!
Alfabeto
O primeiro passo para compreender a ortografia oficial é co-
nhecer o alfabeto (os sinais gráficos e seus sons). No português, o
alfabeto se constitui 26 letras, divididas entre vogais (a, e, i, o, u) e
consoantes (restante das letras).
Com o Novo Acordo Ortográfico, as consoantes K, W e Y foram
reintroduzidas ao alfabeto oficial da língua portuguesa, de modo
que elas são usadas apenas em duas ocorrências: transcrição de
nomes próprios e abreviaturas e símbolos de uso internacional.
Uso do “X”
Algumas dicas são relevantes para saber o momento de usar o
X no lugar do CH:
• Depois das sílabas iniciais “me” e “en” (ex: mexerica; enxer-
gar)
• Depois de ditongos (ex: caixa)
• Palavras de origem indígena ou africana (ex: abacaxi; orixá)
Uso do “S” ou “Z”
Algumas regras do uso do “S” com som de “Z” podem ser ob-
servadas:
• Depois de ditongos (ex: coisa)
• Em palavras derivadas cuja palavra primitiva já se usa o “S”
(ex: casa > casinha)
• Nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou
origem. (ex: portuguesa)
• Nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa” (ex:
populoso)
Uso do “S”, “SS”, “Ç”
• “S” costuma aparecer entre uma vogal e uma consoante (ex:
diversão)
• “SS” costuma aparecer entre duas vogais (ex: processo)
• “Ç” costuma aparecer em palavras estrangeiras que passa-
ram pelo processo de aportuguesamento (ex: muçarela)
Os diferentes porquês
POR QUE Usado para fazer perguntas. Pode ser substi-tuído por “por qual motivo”
PORQUE Usado em respostas e explicações. Pode ser substituído por “pois”
POR QUÊ
O “que” é acentuado quando aparece como
a última palavra da frase, antes da pontuação
final (interrogação, exclamação, ponto final)
PORQUÊ
É um substantivo, portanto costuma vir
acompanhado de um artigo, numeral,
adjetivo ou pronome
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Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pronúncia semelhantes, porém com significados distintos. Ex: cumprimento
(extensão) X comprimento (saudação); tráfego (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
Já as palavras homônimas são aquelasque possuem a mesma pronúncia, porém são grafadas de maneira diferente. Ex: conserto (cor-
reção) X concerto (apresentação); cerrar (fechar) X serrar (cortar).
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A acentuação é uma das principais questões relacionadas à Ortografia Oficial, que merece um capítulo a parte. Os acentos utilizados
no português são: acento agudo (´); acento grave (`); acento circunflexo (^); cedilha (¸) e til (~).
Depois da reforma do Acordo Ortográfico, a trema foi excluída, de modo que ela só é utilizada na grafia de nomes e suas derivações
(ex: Müller, mülleriano).
Esses são sinais gráficos que servem para modificar o som de alguma letra, sendo importantes para marcar a sonoridade e a intensi-
dade das sílabas, e para diferenciar palavras que possuem a escrita semelhante.
A sílaba mais intensa da palavra é denominada sílaba tônica. A palavra pode ser classificada a partir da localização da sílaba tônica,
como mostrado abaixo:
• OXÍTONA: a última sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: café)
• PAROXÍTONA: a penúltima sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: automóvel)
• PROPAROXÍTONA: a antepenúltima sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: lâmpada)
As demais sílabas, pronunciadas de maneira mais sutil, são denominadas sílabas átonas.
Regras fundamentais
CLASSIFICAÇÃO REGRAS EXEMPLOS
OXÍTONAS
• terminadas em A, E, O, EM, seguidas ou não do
plural
• seguidas de -LO, -LA, -LOS, -LAS
cipó(s), pé(s), armazém
respeitá-la, compô-lo, comprometê-los
PAROXÍTONAS
• terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, N, X, PS, Ã,
ÃS, ÃO, ÃOS
• ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido
ou não do plural
(OBS: Os ditongos “EI” e “OI” perderam o acento
com o Novo Acordo Ortográfico)
táxi, lápis, vírus, fórum, cadáver, tórax, bíceps, ímã,
órfão, órgãos, água, mágoa, pônei, ideia, geleia,
paranoico, heroico
PROPAROXÍTONAS • todas são acentuadas cólica, analítico, jurídico, hipérbole, último, álibi
Regras especiais
REGRA EXEMPLOS
Acentua-se quando “I” e “U” tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de “S”,
desde que não sejam seguidos por “NH”
OBS: Não serão mais acentuados “I” e “U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
saída, faísca, baú, país
feiura, Bocaiuva, Sauipe
Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR” e seus compostos têm, obtêm, contêm, vêm
Não são acentuados hiatos “OO” e “EE” leem, voo, enjoo
Não são acentuadas palavras homógrafas
OBS: A forma verbal “PÔDE” é uma exceção pelo, pera, para
USO DA CRASE
Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é demarcada
com o uso do acento grave (à), de modo que crase não é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.
Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o emprego da crase:
• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela aluna.
• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especificadas: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.
• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito estresse.
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• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos deixando de lado a capacidade de imaginar.
• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima à esquerda.
Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a crase:
• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.
• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor termos uma reunião frente a frente.
• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.
• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te atender daqui a pouco.
• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.
• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha fica a 50 metros da esquina.
Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo
• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha. / Dei um picolé à minha filha.
• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei minha avó até à feira.
• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado): Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à
Ana da faculdade.
DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no masculino.
Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos à escola / Amanhã iremos ao colégio.
FONÉTICA E FONOLOGIA: SOM E FONEMA, ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS E DÍGRAFOS
A fonética e a fonologia é parte da gramática descritiva, que estuda os aspectos fônicos, físicos e fisiológicos da língua.
Fonética é o nome dado ao estudo dos aspectos acústicos e fisiológicos dos sons efetivos. Com isso, busca entender a produção, a
articulação e a variedade de sons reais.
Fonologia é o estudo dos sons de uma língua, denominados fonemas. A definição de fonema é: unidade acústica que não é dotada de
significado, e ele é classificado em vogais, semivogais e consoantes. Sua representação escrita é feita entre barras (/ /).
É importante saber diferencias letra e fonema, uma vez que são distintas realidades linguísticas. A letra é a representação gráfica dos
sons de uma língua, enquanto o fonema são os sons que diferenciam os vocábulos (fala).
Vale lembrar que nem sempre há correspondência direta e exclusiva entre a letra e seu fonema, de modo que um símbolo fonético
pode ser repetido em mais de uma letra.
Encontros Vocálicos
Ditongos: encontro de uma vogal e uma semivogal na mesma sílaba. Exemplos: cai (vogal + semivogal = ditongo decrescente – a vogal
vem antes da semivogal); armário (semivogal + vogal = ditongo crescente – a vogal vem depois da semivogal).
Tritongos: encontro de semivogal + vogal + semivogal na mesma sílaba. Exemplo: Paraguai.
Hiatos: sequência de duas vogais na mesma palavra, mas que são de sílabas diferentes, pois nunca haverá mais que uma vogal na
sílaba. Exemplos: co-e-lho, sa-í-da, pa-ís.
Encontro Consonantal
Acontece quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: pedra, planície, psicanálise, ritmo.
Dígrafos
Dígrafos são duas letras representadas por um só fonema. São dígrafos: ch, lh, nh, rr, ss, sc, sç, xc ; incluem-se também am, an, em, en,
im, in, om, on, um, un (que representam vogais nasais), gu e qu antes de ”e” e ‘i” e também ha, he, hi, ho, hu e, em palavras estrangeiras,
th, ph, nn, dd, ck, oo etc.
Os dígrafos podem ser:
- Consonantais: Encontro de duas letras que representam um fonema consonantal. Os principais são: ch, lh, nh, rr, ss, sc, sç, xc, gu e qu.
Exemplos: chave, chefe, olho, ilha, unha, dinheiro, arranhar, arrumação.
- Vocálicos: Encontro de uma vogal seguida das letras m ou n, que resulta num fonema vocálico. Eles são: am, an; em, en; im, in; om,
on e um, un. Vale lembrar que nessa situação, as letras m e n não são consoantes; elas servem para nasalizar as vogais.
Exemplos: amplo, anta, temperatura, semente, empecilho, tinta.
Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema.
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MORFOLOGIA: CLASSES DE PALAVRAS VARIÁVEIS E INVARIÁVEIS E SEUS EMPREGOS NO TEXTO. LOCUÇÕES VERBAIS
(PERÍFRASES VERBAIS)
CLASSE DE PALAVRAS
Para entender sobre a estrutura das funções sintáticas, é preciso conhecer as classes de palavras, também conhecidas por classes
morfológicas. A gramática tradicional pressupõe 10 classes gramaticais de palavras, sendo elas: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, in-
terjeição, numeral, pronome, preposição, substantivo e verbo.
Veja, a seguir, as características principais de cada uma delas.
CLASSE CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
ADJETIVO Expressar características, qualidades ou estado dos seresSofre variação em número, gênero e grau
Menina inteligente...
Roupa azul-marinho...
Brincadeira de criança...
Povo brasileiro...
ADVÉRBIO Indica circunstância em que ocorre o fato verbalNão sofre variação
A ajuda chegou tarde.A mulher trabalha muito.
Ele dirigia mal.
ARTIGO Determina os substantivos (de modo definido ou indefinido)Varia em gênero e número
A galinha botou um ovo.
Uma menina deixou a mochila no ônibus.
CONJUNÇÃO Liga ideias e sentenças (conhecida também como conectivos)Não sofre variação
Não gosto de refrigerante nem de pizza.
Eu vou para a praia ou para a cachoeira?
INTERJEIÇÃO Exprime reações emotivas e sentimentosNão sofre variação
Ah! Que calor...
Escapei por pouco, ufa!
NUMERAL Atribui quantidade e indica posição em alguma sequênciaVaria em gênero e número
Gostei muito do primeiro dia de aula.
Três é a metade de seis.
PRONOME Acompanha, substitui ou faz referência ao substantivoVaria em gênero e número
Posso ajudar, senhora?
Ela me ajudou muito com o meu trabalho.
Esta é a casa onde eu moro.
Que dia é hoje?
PREPOSIÇÃO Relaciona dois termos de uma mesma oraçãoNão sofre variação
Espero por você essa noite.
Lucas gosta de tocar violão.
SUBSTANTIVO Nomeia objetos, pessoas, animais, alimentos, lugares etc.Flexionam em gênero, número e grau.
A menina jogou sua boneca no rio.
A matilha tinha muita coragem.
VERBO
Indica ação, estado ou fenômenos da natureza
Sofre variação de acordo com suas flexões de modo, tempo,
número, pessoa e voz.
Verbos não significativos são chamados verbos de ligação
Ana se exercita pela manhã.
Todos parecem meio bobos.
Chove muito em Manaus.
A cidade é muito bonita quando vista do
alto.
Substantivo
Tipos de substantivos
Os substantivos podem ter diferentes classificações, de acordo com os conceitos apresentados abaixo:
• Comum: usado para nomear seres e objetos generalizados. Ex: mulher; gato; cidade...
• Próprio: geralmente escrito com letra maiúscula, serve para especificar e particularizar. Ex: Maria; Garfield; Belo Horizonte...
• Coletivo: é um nome no singular que expressa ideia de plural, para designar grupos e conjuntos de seres ou objetos de uma mesma
espécie. Ex: matilha; enxame; cardume...
• Concreto: nomeia algo que existe de modo independente de outro ser (objetos, pessoas, animais, lugares etc.). Ex: menina; cachor-
ro; praça...
• Abstrato: depende de um ser concreto para existir, designando sentimentos, estados, qualidades, ações etc. Ex: saudade; sede;
imaginação...
• Primitivo: substantivo que dá origem a outras palavras. Ex: livro; água; noite...
• Derivado: formado a partir de outra(s) palavra(s). Ex: pedreiro; livraria; noturno...
• Simples: nomes formados por apenas uma palavra (um radical). Ex: casa; pessoa; cheiro...
• Composto: nomes formados por mais de uma palavra (mais de um radical). Ex: passatempo; guarda-roupa; girassol...
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Flexão de gênero
Na língua portuguesa, todo substantivo é flexionado em um dos dois gêneros possíveis: feminino e masculino.
O substantivo biforme é aquele que flexiona entre masculino e feminino, mudando a desinência de gênero, isto é, geralmente o final
da palavra sendo -o ou -a, respectivamente (Ex: menino / menina). Há, ainda, os que se diferenciam por meio da pronúncia / acentuação
(Ex: avô / avó), e aqueles em que há ausência ou presença de desinência (Ex: irmão / irmã; cantor / cantora).
O substantivo uniforme é aquele que possui apenas uma forma, independente do gênero, podendo ser diferenciados quanto ao gêne-
ro a partir da flexão de gênero no artigo ou adjetivo que o acompanha (Ex: a cadeira / o poste). Pode ser classificado em epiceno (refere-se
aos animais), sobrecomum (refere-se a pessoas) e comum de dois gêneros (identificado por meio do artigo).
É preciso ficar atento à mudança semântica que ocorre com alguns substantivos quando usados no masculino ou no feminino, trazen-
do alguma especificidade em relação a ele. No exemplo o fruto X a fruta temos significados diferentes: o primeiro diz respeito ao órgão
que protege a semente dos alimentos, enquanto o segundo é o termo popular para um tipo específico de fruto.
Flexão de número
No português, é possível que o substantivo esteja no singular, usado para designar apenas uma única coisa, pessoa, lugar (Ex: bola;
escada; casa) ou no plural, usado para designar maiores quantidades (Ex: bolas; escadas; casas) — sendo este último representado, geral-
mente, com o acréscimo da letra S ao final da palavra.
Há, também, casos em que o substantivo não se altera, de modo que o plural ou singular devem estar marcados a partir do contexto,
pelo uso do artigo adequado (Ex: o lápis / os lápis).
Variação de grau
Usada para marcar diferença na grandeza de um determinado substantivo, a variação de grau pode ser classificada em aumentativo
e diminutivo.
Quando acompanhados de um substantivo que indica grandeza ou pequenez, é considerado analítico (Ex: menino grande / menino
pequeno).
Quando acrescentados sufixos indicadores de aumento ou diminuição, é considerado sintético (Ex: meninão / menininho).
Novo Acordo Ortográfico
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as letras maiúsculas devem ser usadas em nomes próprios de
pessoas, lugares (cidades, estados, países, rios), animais, acidentes geográficos, instituições, entidades, nomes astronômicos, de festas e
festividades, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas.
Já as letras minúsculas podem ser usadas em dias de semana, meses, estações do ano e em pontos cardeais.
Existem, ainda, casos em que o uso de maiúscula ou minúscula é facultativo, como em título de livros, nomes de áreas do saber,
disciplinas e matérias, palavras ligadas a alguma religião e em palavras de categorização.
Adjetivo
Os adjetivos podem ser simples (vermelho) ou compostos (mal-educado); primitivos (alegre) ou derivados (tristonho). Eles podem
flexionar entre o feminino (estudiosa) e o masculino (engraçado), e o singular (bonito) e o plural (bonitos).
Há, também, os adjetivos pátrios ou gentílicos, sendo aqueles que indicam o local de origem de uma pessoa, ou seja, sua nacionali-
dade (brasileiro; mineiro).
É possível, ainda, que existam locuções adjetivas, isto é, conjunto de duas ou mais palavras usadas para caracterizar o substantivo. São
formadas, em sua maioria, pela preposição DE + substantivo:
• de criança = infantil
• de mãe = maternal
• de cabelo = capilar
Variação de grau
Os adjetivos podem se encontrar em grau normal (sem ênfases), ou com intensidade, classificando-se entre comparativo e superlativo.
• Normal: A Bruna é inteligente.
• Comparativo de superioridade: A Bruna é mais inteligente que o Lucas.
• Comparativo de inferioridade: O Gustavo é menos inteligente que a Bruna.
• Comparativo de igualdade: A Bruna é tão inteligente quanto a Maria.
• Superlativo relativo de superioridade: A Bruna é a mais inteligente da turma.
• Superlativo relativo de inferioridade: O Gustavo é o menos inteligente da turma.
• Superlativo absoluto analítico: A Bruna é muito inteligente.
• Superlativo absoluto sintético: A Bruna é inteligentíssima.
Adjetivos de relação
São chamados adjetivos de relação aqueles que não podem sofrer variação de grau, uma vez que possui valor semântico objetivo, isto
é, não depende de uma impressão pessoal (subjetiva). Além disso, eles aparecem após o substantivo, sendo formados por sufixação de um
substantivo (Ex: vinho do Chile = vinho chileno).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Advérbio
Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Eles se classificam de acordo com a tabela
abaixo:
CLASSIFICAÇÃO ADVÉRBIOS LOCUÇÕES ADVERBIAIS
DE MODO bem; mal; assim; melhor; depressa ao contrário; em detalhes
DE TEMPO ontem; sempre; afinal; já; agora; doravante; primei-ramente
logo mais; em breve; mais tarde, nunca mais, de
noite
DE LUGAR aqui; acima; embaixo; longe; fora; embaixo; ali Ao redor de; em frente a; à esquerda; por perto
DE INTENSIDADE muito; tão; demasiado; imenso; tanto; nada em excesso; de todos; muito menos
DE AFIRMAÇÃO sim, indubitavelmente; certo; decerto; deveras com certeza; de fato; sem dúvidas
DE NEGAÇÃO não; nunca; jamais; tampouco; nem nunca mais; de modo algum; de jeito nenhumDE DÚVIDA Possivelmente; acaso; será; talvez; quiçá Quem sabe
Advérbios interrogativos
São os advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir perguntas, podendo expressar circunstâncias de:
• Lugar: onde, aonde, de onde
• Tempo: quando
• Modo: como
• Causa: por que, por quê
Grau do advérbio
Os advérbios podem ser comparativos ou superlativos.
• Comparativo de igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
• Comparativo de superioridade: mais + advérbio + (do) que
• Comparativo de inferioridade: menos + advérbio + (do) que
• Superlativo analítico: muito cedo
• Superlativo sintético: cedíssimo
Curiosidades
Na linguagem coloquial, algumas variações do superlativo são aceitas, como o diminutivo (cedinho), o aumentativo (cedão) e o uso
de alguns prefixos (supercedo).
Existem advérbios que exprimem ideia de exclusão (somente; salvo; exclusivamente; apenas), inclusão (também; ainda; mesmo) e
ordem (ultimamente; depois; primeiramente).
Alguns advérbios, além de algumas preposições, aparecem sendo usados como uma palavra denotativa, acrescentando um sentido
próprio ao enunciado, podendo ser elas de inclusão (até, mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, senão, salvo); de designação (eis); de
realce (cá, lá, só, é que); de retificação (aliás, ou melhor, isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí).
Pronomes
Os pronomes são palavras que fazem referência aos nomes, isto é, aos substantivos. Assim, dependendo de sua função no enunciado,
ele pode ser classificado da seguinte maneira:
• Pronomes pessoais: indicam as 3 pessoas do discurso, e podem ser retos (eu, tu, ele...) ou oblíquos (mim, me, te, nos, si...).
• Pronomes possessivos: indicam posse (meu, minha, sua, teu, nossos...)
• Pronomes demonstrativos: indicam localização de seres no tempo ou no espaço. (este, isso, essa, aquela, aquilo...)
• Pronomes interrogativos: auxiliam na formação de questionamentos (qual, quem, onde, quando, que, quantas...)
• Pronomes relativos: retomam o substantivo, substituindo-o na oração seguinte (que, quem, onde, cujo, o qual...)
• Pronomes indefinidos: substituem o substantivo de maneira imprecisa (alguma, nenhum, certa, vários, qualquer...)
• Pronomes de tratamento: empregados, geralmente, em situações formais (senhor, Vossa Majestade, Vossa Excelência, você...)
Colocação pronominal
Diz respeito ao conjunto de regras que indicam a posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, la,
no, na...) em relação ao verbo, podendo haver próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo).
Veja, então, quais as principais situações para cada um deles:
• Próclise: expressões negativas; conjunções subordinativas; advérbios sem vírgula; pronomes indefinidos, relativos ou demonstrati-
vos; frases exclamativas ou que exprimem desejo; verbos no gerúndio antecedidos por “em”.
Nada me faria mais feliz.
• Ênclise: verbo no imperativo afirmativo; verbo no início da frase (não estando no futuro e nem no pretérito); verbo no gerúndio não
acompanhado por “em”; verbo no infinitivo pessoal.
Inscreveu-se no concurso para tentar realizar um sonho.
LÍNGUA PORTUGUESA
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• Mesóclise: verbo no futuro iniciando uma oração.
Orgulhar-me-ei de meus alunos.
DICA: o pronome não deve aparecer no início de frases ou orações, nem após ponto-e-vírgula.
Verbos
Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito (passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro pos-
suem subdivisões.
Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo (certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é
passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando).
• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do pre-
sente, futuro do pretérito.
• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito imperfeito, futuro.
Os tempos verbais compostos são formados por um verbo auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre flexão em
tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no particípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.
• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro.
As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem, aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando, fa-
zendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particípio) ou
advérbio (gerúndio).
Tipos de verbos
Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal. Desse modo, os verbos se dividem em:
Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar, vender, abrir...)
• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas terminações quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)
• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados (ser, ir...)
• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais (falir, banir, colorir, adequar...)
• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sempre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)
• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar,
acontecer...)
• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)
• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se, pen-
tear-se...)
• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)
• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si próprios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)
• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)
Vozes verbais
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação, podendo ser três tipos diferentes:
• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)
• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)
• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo do lago)
Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja equiva-
lente ao verbo “ser”.
Conjugação de verbos
Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são
aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.
• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)
• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)
• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)
LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:
Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor
Preposições
As preposições são palavras invariáveis que servem para ligar dois termos da oração numa relação subordinada, e são divididas entre
essenciais (só funcionam como preposição) e acidentais (palavras de outras classes gramaticais que passam a funcionar como preposição
em determinadas sentenças).
Preposições essenciais: a, ante, após, de, com, em, contra, para, per, perante, por, até, desde, sobre, sobre, trás, sob, sem, entre.
Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Locuções prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de,
defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc.
Ao conectar os termos das orações, as preposições estabele-
cem uma relação semântica entre eles, podendo passar ideia de:
• Causa: Morreu de câncer.• Distância: Retorno a 3 quilômetros.
• Finalidade: A filha retornou para o enterro.
• Instrumento: Ele cortou a foto com uma tesoura.
• Modo: Os rebeldes eram colocados em fila.
• Lugar: O vírus veio de Portugal.
• Companhia: Ela saiu com a amiga.
• Posse: O carro de Maria é novo.
• Meio: Viajou de trem.
Combinações e contrações
Algumas preposições podem aparecer combinadas a outras pa-
lavras de duas maneiras: sem haver perda fonética (combinação) e
havendo perda fonética (contração).
• Combinação: ao, aos, aonde
• Contração: de, dum, desta, neste, nisso
Conjunção
As conjunções se subdividem de acordo com a relação estabe-
lecida entre as ideias e as orações. Por ter esse papel importante
de conexão, é uma classe de palavras que merece destaque, pois
reconhecer o sentido de cada conjunção ajuda na compreensão e
interpretação de textos, além de ser um grande diferencial no mo-
mento de redigir um texto.
Elas se dividem em duas opções: conjunções coordenativas e
conjunções subordinativas.
Conjunções coordenativas
As orações coordenadas não apresentam dependência sintáti-
ca entre si, servindo também para ligar termos que têm a mesma
função gramatical. As conjunções coordenativas se subdividem em
cinco grupos:
• Aditivas: e, nem, bem como.
• Adversativas: mas, porém, contudo.
• Alternativas: ou, ora…ora, quer…quer.
• Conclusivas: logo, portanto, assim.
• Explicativas: que, porque, porquanto.
Conjunções subordinativas
As orações subordinadas são aquelas em que há uma relação
de dependência entre a oração principal e a oração subordinada.
Desse modo, a conexão entre elas (bem como o efeito de sentido)
se dá pelo uso da conjunção subordinada adequada.
Elas podem se classificar de dez maneiras diferentes:
• Integrantes: usadas para introduzir as orações subordinadas
substantivas, definidas pelas palavras que e se.
• Causais: porque, que, como.
• Concessivas: embora, ainda que, se bem que.
• Condicionais: e, caso, desde que.
• Conformativas: conforme, segundo, consoante.
• Comparativas: como, tal como, assim como.
• Consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que.
• Finais: a fim de que, para que.
• Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que.
• Temporais: quando, enquanto, agora.
FUNÇÕES DO “QUE” E DO “SE”
FUNÇÕES DO QUE E DO SE
Funções do “QUE”
Substantivo: Com o sentido de algo, alguma coisa (como subs-
tantivo deve ser acentuado)
Ex.: Ele tem um quê de misterioso. Todos os gênios têm um quê
de loucos.
Pronome adjetivo:
- Interrogativo: Que recado me deste ontem?
- Exclamativo: Que silêncio maravilhoso!
- Indefinido: (quanto + variações) Que injúrias lhe dirigiu ele!
Pronome substantivo relativo: Refere-se a um termo anterior
que ele representa.
Ex.: A bicicleta que eu comprei era amarela. (Sintaticamente=
objeto direto)
O aluno que é seu irmão é muito inteligente. (Sintaticamente=
sujeito)
A casa em que moro é muito pobre. (Sintaticamente= adjunto
adverbial de lugar)
Pronome substantivo indefinido interrogativo: Com o sentido
de “Que coisa? ”
Ex.: Que me disseste ontem? (Sintaticamente= Objeto direto)
Preposição: “Que” substituindo a preposição “de” na perífrase:
“ter de...”
Ex.: Eu tive que fazer minha obrigação.
Advérbio: - De modo (“que”= como): Ex.: Que assustador era
aquele monstro.
- De intensidade (“que= quanto): Que enganados andam os ho-
mens!
Partícula optativa: Dá sentido optativo às orações considera-
das independentes.
Ex.: Que Deus o abençoe!
Partícula enfática:(de realce, ou expletiva, não tendo, assim,
função na oração)
Ex.: Há anos que não o vejo. (Há anos não o vejo.) - Trata-se,
nesta frase, de mero adorno.
Aparece constantemente nas expressões: é que, foi que, era
que, será que, seria que...
Ex.: Eu é que dei o recado. - Será que vai chover? - Isso é que
é... (Uma oração só)
Interjeição: Como o substantivo, aqui também ele é acentua-
do.
Ex.: Quê! Vocês se revoltam?
Partícula iterativa: Vem repetido por ênfase e realce.
Ex.: “Ai que saudades que tenho...” - Que felicidade que vocês
me trazem!
QUE = Conjunção coordenativa
Aditiva: (Com valor de “e”): Ex.: Bate que bate. - Mexe que
mexe.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Alternativa: (Quando repetida)
Ex.: Que me atendam que não me atendam, citá-los-ei em Juí-
zo. - Um que outro vai à Índia.
Adversativa: (Com o sentido de mas, porém, contudo, todavia,
entretanto...)
Ex.: Você pode ir que eu não irei.
Explicativa: (Com o sentido de “por que” “porquanto”)
Ex.: Façam silêncio, que Judite está dormindo.
QUE = Conjunção Subordinativa
Integrante: Geralmente entre dois verbos, completando, inte-
grando o sentido do primeiro.
Ex.: Verificou que só se ocupava com elas! - Ela quis que ele
ficasse em casa.
Não desejamos que tu morras. - Tudo depende de que estudes
bastante.
Comparativa: (depois de: mais, menos, melhor, pior, como,
maior, menor, etc.)
Ex.: “Não há maior erro que não conhecer o homem o seu
erro”. (Fr. Heitor Pinto)
Causal: (Quando o verbo da frase principal não for imperativo.
Veja a explicativa)
Ex.: Vou depressa, que preciso chegar cedo.
Concessiva: (embora, ainda que)
Ex.: Gosto de goiabas, verdes que estejam.
Temporal: (enquanto, quando)
Ex.: Não andam muito que no erguido cume
Se acharam onde um campo se esmaltava. (Camões)
Final: (a fim de que, para que)
Ex.: Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa a que Marte tanto ajuda,
Que se espalhe e se cante no Universo
Se tão sublime preço cabe em verso. (Camões)
Consecutiva: (Depois de tal, tanto, tão, etc.)
Ex.: É de tal maneira idiota que todos se riem dele.
Condicional: (SE)
Ex.: Não fui eu que quebrei o copo, que fosse, que tem você
com isso?
Funções do “SE”
Substantivo: quando nos referimos ao próprio termo.
Ex.: O se pode ser empregado de várias formas.
Pronome apassivador: quando forma a voz passiva pronominal
ou sintética oriundas de frases com sujeito.
Ex.: Formaram-se vários times. = Vários times foram formados.
Índice de indeterminação do sujeito: não possui função sintáti-
ca, acompanha verbos que não admitem voz passiva.
Ex.: Aspira-se uma vida melhor no futuro.
Pronome pessoal reflexivo com função de objeto direto e in-
direto.
Ex.: Ela machucou-se com o canivete do pai.
Ela se vangloria demais.
Conjunção subordinativa condicional: exprime sentido de con-
dição.
Ex.: Se quiser ganhar melhor, trabalhe um pouco mais.
Conjunção subordinada causal: tem sentido de “visto que”, “já
que”.
Ex.: Como você disse que eu iria, se sabia que não era verdade?
Pronome recíproco: tem sentido da expressão “um ao outro”:
Ex.: As meninas deram-se as mãos com muito carinho.
Pronome de realce: acompanham verbos de movimento ou
que exprimem ações do corpo da própria pessoa. (Ir-se, chegar-se,
rir-se, sorrir-se, etc.)
Ex.: Passaram-se poucos minutos da sua partida.
Foi-se o tempo em que não preocupávamos com nossos filhos.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
A formação de palavras se dá a partir de processos morfológi-
cos, de modo que as palavras se dividem entre:
• Palavras primitivas: são aquelas que não provêm de outra
palavra. Ex: flor; pedra
• Palavras derivadas: são originadas a partir de outras pala-
vras. Ex: floricultura; pedrada
• Palavra simples: são aquelas que possuem apenas um radi-
cal (morfema que contém significado básico da palavra). Ex: cabelo;
azeite
• Palavra composta: são aquelas que possuem dois ou mais
radicais. Ex: guarda-roupa; couve-flor
Entenda como ocorrem os principais processos de formação de
palavras:
Derivação
A formação se dá por derivação quando ocorre a partir de uma
palavra simples ou de um único radical, juntando-se afixos.
• Derivação prefixal: adiciona-se um afixo anteriormente à pa-
lavra ou radical. Ex: antebraço (ante + braço) / infeliz (in + feliz)
• Derivação sufixal: adiciona-se um afixo ao final da palavra ou
radical. Ex: friorento (frio + ento) / guloso (gula + oso)
• Derivação parassintética: adiciona-se um afixo antes e outro
depois da palavra ou radical. Ex: esfriar (es + frio + ar) / desgoverna-do (des + governar + ado)
• Derivação regressiva (formação deverbal): reduz-se a pala-
vra primitiva. Ex: boteco (botequim) / ataque (verbo “atacar”)
• Derivação imprópria (conversão): ocorre mudança na classe
gramatical, logo, de sentido, da palavra primitiva. Ex: jantar (verbo
para substantivo) / Oliveira (substantivo comum para substantivo
próprio – sobrenomes).
Composição
A formação por composição ocorre quando uma nova palavra
se origina da junção de duas ou mais palavras simples ou radicais.
• Aglutinação: fusão de duas ou mais palavras simples, de
modo que ocorre supressão de fonemas, de modo que os elemen-
tos formadores perdem sua identidade ortográfica e fonológica. Ex:
aguardente (água + ardente) / planalto (plano + alto)
• Justaposição: fusão de duas ou mais palavras simples, man-
tendo a ortografia e a acentuação presente nos elementos forma-
dores. Em sua maioria, aparecem conectadas com hífen. Ex: beija-
-flor / passatempo.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Abreviação
Quando a palavra é reduzida para apenas uma parte de sua
totalidade, passando a existir como uma palavra autônoma. Ex: foto
(fotografia) / PUC (Pontifícia Universidade Católica).
Hibridismo
Quando há junção de palavras simples ou radicais advindos de
línguas distintas. Ex: sociologia (socio – latim + logia – grego) / binó-
culo (bi – grego + oculus – latim).
Combinação
Quando ocorre junção de partes de outras palavras simples ou
radicais. Ex: portunhol (português + espanhol) / aborrecente (abor-
recer + adolescente).
Intensificação
Quando há a criação de uma nova palavra a partir do alarga-
mento do sufixo de uma palavra existente. Normalmente é feita
adicionando o sufixo -izar. Ex: inicializar (em vez de iniciar) / proto-
colizar (em vez de protocolar).
Neologismo
Quando novas palavras surgem devido à necessidade do falan-
te em contextos específicos, podendo ser temporárias ou perma-
nentes. Existem três tipos principais de neologismos:
• Neologismo semântico: atribui-se novo significado a uma pa-
lavra já existente. Ex: amarelar (desistir) / mico (vergonha)
• Neologismo sintático: ocorre a combinação de elementos já
existentes no léxico da língua. Ex: dar um bolo (não comparecer ao
compromisso) / dar a volta por cima (superar).
• Neologismo lexical: criação de uma nova palavra, que tem
um novo conceito. Ex: deletar (apagar) / escanear (digitalizar)
Onomatopeia
Quando uma palavra é formada a partir da reprodução aproxi-
mada do seu som. Ex: atchim; zum-zum; tique-taque.
ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO
PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
Comunicação constitui uma das mais importantes ferramentas
que as pessoas têm à sua disposição para desempenhar as suas fun-
ções de influência. A comunicação é frequentemente definida como
a troca de informações entre um transmissor e um receptor, e a in-
ferência (percepção) do significado entre os indivíduos envolvidos.
O processo de comunicação ocorre quando o emissor (ou co-
dificador) emite uma mensagem (ou sinal) ao receptor (ou decodi-
ficador), através de um canal (ou meio). O receptor interpretará a
mensagem que pode ter chegado até ele com algum tipo de bar-
reira (ruído, bloqueio, filtragem) e, a partir daí, dará o feedback ou
resposta, completando o processo de comunicação.
Elementos do Processo de Comunicação
Para a comunicação1 atingir os objetivos devemos considerar
alguns cuidados, com eles diminuímos o risco de estabelecer ruídos
ou barreiras à comunicação.
1 https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administ-
racao/o-processo-de-comunicacao/36775
Para Transmissão
- Seja o mais objetivo possível.
- Tenha paciência. Fale pausadamente. Observe o ritmo do ou-
tro e siga-o.
- Estude primeiro o que vai falar. Cuide para ter um objetivo
claro.
- Procure adaptar sua linguagem a da pessoa. Não use palavras
difíceis, gírias ou palavras típicas de regiões que possam prejudicar
a comunicação.
- Observe a linguagem verbal e a não-verbal. Os gestos, as ex-
pressões faciais, a postura, são fundamentais para nós.
Para Recepção
- Esteja sempre presente na situação, não “voe”, não se distraia.
- Não pense na resposta antes do outro terminar a mensagem.
Escute, reflita e após, exponha o seu ponto de vista.
- Anote pontos básicos se necessário.
- Evite expressar não-verbalmente cansaço, desinteresse ou fal-
ta de atenção.
- Respeite as colocações do outro. Mesmo que discorde, mos-
tre que aceita o pensamento dele. Não somos donos da verdade.
Um dos maiores vícios2 é que percebendo que temos desenvol-
tura para expressão, verbal, escrita ou outra, achamos que somos
bons comunicadores. Entretanto existe uma diferença fundamental
entre informação e comunicação. Informar é um ato unilateral, que
apenas envolve a pessoa que tem uma informação a dar. Comuni-
cação é tornar algo comum. Fazer-se entender, provocar no outro
reações.
Outro vício, não menos importante, é nossa incapacidade de
ouvir. Precisamos saber falar, escrever, demonstrar sentimentos e
emoções, mas igualmente importante no processo é estarmos pre-
parados para ouvir. Observe que muitas vezes numa conversa é fácil
identificar que as pessoas estão muito mais preocupadas com a ma-
neira que irão responder. Numa análise mais fria não estão ouvindo.
Se podemos facilitar porque complicar? O custo de uma comu-
nicação deficiente, não se revela apenas nas relações organizacio-
nais, causa profundo mal-estar e sérios conflitos pessoais.
Uma das alternativas para tornar a comunicação com qualida-
de é entendermos como o processo de comunicação se realiza. Não
se trata de analisarmos cada diferente tipo de comunicação, mas
de identificar certos pontos em comuns entre elas. A forma como
se relacionam e se processam nos mais diferentes ambientes e si-
tuações.
Um modelo de processo de comunicação, entre tantos outros,
elaborado por Berlo, em 1963, apresenta alguns elementos co-
muns:
– emissor: é a pessoa que tem algo, uma ideia, uma mensagem,
para transmitir, ou que deseja comunicar;
– codificador: o tipo, ou a forma que o emissor irá exteriorizar;
– mensagem: é a expressão da ideia que o emissor deseja co-
municar;
– canal: é o meio pelo qual a mensagem seja conduzida;
– decodificador: é o mecanismo responsável pela decifração da
mensagem pelo receptor; e
– receptor: o destinatário final da mensagem, ideia etc.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de
acordo com o objetivo do emissor, dão ênfase à mensagem trans-
mitida, em função do contexto em que o ato comunicativo ocorre.
2 https://www.portalcmc.com.br/o-processo-de-comunicacao/
LÍNGUA PORTUGUESA
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São seis as funções da linguagem, que se encontram direta-
mente relacionadas com os elementos da comunicação.
Funções da Linguagem Elementos da Comunicação
Função referencial ou denota-
tiva
contexto
Função emotiva ou expressiva emissor
Função apelativa ou conativa receptor
Função poética mensagem
Função fática canal
Função metalingu´´istica código
Função Referencial
A função referencial tem como objetivo principal informar, re-
ferenciar algo. Esse tipo de texto, que é voltado para o contexto da
comunicação, é escrito na terceira pessoa do singular ou do plural,
o que enfatiza sua impessoalidade.
Para exemplificar a linguagem referencial, podemos citar os
materiais didáticos, textos jornalísticos e científicos. Todos eles, por
meio de uma linguagem denotativa, informam a respeito de algo,
sem envolver aspectos subjetivos ou emotivos à linguagem.
Exemplo de uma notícia:
O resultado do terceiro levantamento feito pela Aliança Global
para Atividade Física de Crianças — entidade internacional dedica-
da ao estímulo da adoção de hábitos saudáveis pelos jovens — foi
decepcionante. Realizado em 49 países de seis continentes com o
objetivo de aferir o quanto crianças e adolescentes estão fazendo
exercícios físicos, o estudo mostrou que elas estão muito sedentá-
rias.
Em 75% das nações participantes, o nível de atividade física
praticado por essa faixa etáriaestá muito abaixo do recomenda-
do para garantir um crescimento saudável e um envelhecimento de
qualidade — com bom condicionamento físico, músculos e esquele-
tos fortes e funções cognitivas preservadas. De “A” a “F”, a maioria
dos países tirou nota “D”.
Função Emotiva
Caracterizada pela subjetividade com o objetivo de emocionar.
É centrada no emissor, ou seja, quem envia a mensagem. A mensa-
gem não precisa ser clara ou de fácil entendimento.
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz que
empregamos, etc., transmitimos uma imagem nossa, não raro in-
conscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utili-
zação da linguagem para a manifestação do enunciador, isto é, da-
quele que fala.
Exemplo: Nós te amamos!
Função Conativa
A função conativa ou apelativa é caracterizada por uma lingua-
gem persuasiva com a finalidade de convencer o leitor. Por isso, o
grande foco é no receptor da mensagem.
Trata-se de uma função muito utilizada nas propagandas, pu-
blicidades e discursos políticos, a fim de influenciar o receptor por
meio da mensagem transmitida.
Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou na ter-
ceira pessoa com a presença de verbos no imperativo e o uso do
vocativo.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com
a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos influenciam de ma-
neira bastante sutil, com tentações e seduções, como os anúncios
publicitários que nos dizem como seremos bem-sucedidos, atraen-
tes e charmosos se usarmos determinadas marcas, se consumirmos
certos produtos.
Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos,
que colocam o respeito ao outro acima de tudo, quanto esperta-
lhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos atemoriza-
dos, que se deixam conduzir sem questionar.
Exemplos: Só amanhã, não perca!
Vote em mim!
Função Poética
Esta função é característica das obras literárias que possui
como marca a utilização do sentido conotativo das palavras.
Nela, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será
transmitida por meio da escolha das palavras, das expressões, das
figuras de linguagem. Por isso, aqui o principal elemento comunica-
tivo é a mensagem.
A função poética não pertence somente aos textos literários.
Podemos encontrar a função poética também na publicidade ou
nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas
(provérbios, anedotas, trocadilhos, músicas).
Exemplo:
“Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...”
(Cecília Meireles)
Função Fática
A função fática tem como principal objetivo estabelecer um ca-
nal de comunicação entre o emissor e o receptor, quer para iniciar a
transmissão da mensagem, quer para assegurar a sua continuação.
A ênfase dada ao canal comunicativo.
Esse tipo de função é muito utilizado nos diálogos, por exem-
plo, nas expressões de cumprimento, saudações, discursos ao tele-
fone, etc.
Exemplo:
-- Calor, não é!?
-- Sim! Li na previsão que iria chover.
-- Pois é...
Função Metalinguística
É caracterizada pelo uso da metalinguagem, ou seja, a lingua-
gem que se refere a ela mesma. Dessa forma, o emissor explica um
código utilizando o próprio código.
Nessa categoria, os textos metalinguísticos que merecem des-
taque são as gramáticas e os dicionários.
Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um do-
cumentário cinematográfico que fala sobre a linguagem do cinema
são alguns exemplos.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Exemplo:
Amizade s.f.: 1. sentimento de grande afeição, simpatia, apreço
entre pessoas ou entidades. “sentia-se feliz com a amizade do seu
mestre”
2. POR METONÍMIA: quem é amigo, companheiro, camarada.
“é uma de suas amizades fiéis”
SINTAXE: RELAÇÕES SINTÁTICO-SEMÂNTICAS ESTABE-
LECIDAS ENTRE ORAÇÕES, PERÍODOS OU PARÁGRA-
FOS (PERÍODO SIMPLES E PERÍODO COMPOSTO POR
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO)
A sintaxe estuda o conjunto das relações que as palavras esta-
belecem entre si. Dessa maneira, é preciso ficar atento aos enuncia-
dos e suas unidades: frase, oração e período.
Frase é qualquer palavra ou conjunto de palavras ordenadas
que apresenta sentido completo em um contexto de comunicação
e interação verbal. A frase nominal é aquela que não contém verbo.
Já a frase verbal apresenta um ou mais verbos (locução verbal).
Oração é um enunciado organizado em torno de um único ver-
bo ou locução verbal, de modo que estes passam a ser o núcleo
da oração. Assim, o predicativo é obrigatório, enquanto o sujeito é
opcional.
Período é uma unidade sintática, de modo que seu enuncia-
do é organizado por uma oração (período simples) ou mais orações
(período composto). Eles são iniciados com letras maiúsculas e fina-
lizados com a pontuação adequada.
Análise sintática
A análise sintática serve para estudar a estrutura de um perío-
do e de suas orações. Os termos da oração se dividem entre:
• Essenciais (ou fundamentais): sujeito e predicado
• Integrantes: completam o sentido (complementos verbais e
nominais, agentes da passiva)
• Acessórios: função secundária (adjuntos adnominais e adver-
biais, apostos)
Termos essenciais da oração
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado.
O sujeito é aquele sobre quem diz o resto da oração, enquanto o
predicado é a parte que dá alguma informação sobre o sujeito, logo,
onde o verbo está presente.
O sujeito é classificado em determinado (facilmente identificá-
vel, podendo ser simples, composto ou implícito) e indeterminado,
podendo, ainda, haver a oração sem sujeito (a mensagem se con-
centra no verbo impessoal):
Lúcio dormiu cedo.
Aluga-se casa para réveillon.
Choveu bastante em janeiro.
Quando o sujeito aparece no início da oração, dá-se o nome de
sujeito direto. Se aparecer depois do predicado, é o caso de sujeito
inverso. Há, ainda, a possibilidade de o sujeito aparecer no meio
da oração:
Lívia se esqueceu da reunião pela manhã.
Esqueceu-se da reunião pela manhã, Lívia.
Da reunião pela manhã, Lívia se esqueceu.
Os predicados se classificam em: predicado verbal (núcleo do
predicado é um verbo que indica ação, podendo ser transitivo, in-
transitivo ou de ligação); predicado nominal (núcleo da oração é
um nome, isto é, substantivo ou adjetivo); predicado verbo-nomi-
nal (apresenta um predicativo do sujeito, além de uma ação mais
uma qualidade sua)
As crianças brincaram no salão de festas.
Mariana é inteligente.
Os jogadores venceram a partida. Por isso, estavam felizes.
Termos integrantes da oração
Os complementos verbais são classificados em objetos diretos
(não preposicionados) e objetos indiretos (preposicionado).
A menina que possui bolsa vermelha me cumprimentou.
O cão precisa de carinho.
Os complementos nominais podem ser substantivos, adjetivos
ou advérbios.
A mãe estava orgulhosa de seus filhos.
Carlos tem inveja de Eduardo.
Bárbara caminhou vagarosamente pelo bosque.
Os agentes da passiva são os termos que tem a função de pra-
ticar a ação expressa pelo verbo, quando este se encontra na voz
passiva. Costumam estar acompanhados pelas preposições “por”
e “de”.
Os filhos foram motivo de orgulho da mãe.
Eduardo foi alvo de inveja de Carlos.
O bosque foi caminhado vagarosamente por Bárbara.
Termos acessórios da oração
Os termos acessórios não são necessários para dar sentido à
oração, funcionando como complementação da informação. Desse
modo, eles têm a função de caracterizar o sujeito, de determinar
o substantivo ou de exprimir circunstância, podendo ser adjunto
adverbial (modificam o verbo, adjetivo ou advérbio), adjunto adno-
minal (especifica o substantivo, com função de adjetivo) e aposto
(caracteriza o sujeito, especificando-o).
Os irmãos brigam muito.
A brilhante aluna apresentou uma bela pesquisa à banca.
Pelé, o rei do futebol, começou sua carreira no Santos.
TIPOS DE ORAÇÃO
Levando em consideração o que foi aprendido anteriormente
sobre oração, vamos aprender sobre os dois tipos de oração que
existem na língua portuguesa:oração coordenada e oração subor-
dinada.
Orações coordenadas
São aquelas que não dependem sintaticamente uma da outra,
ligando-se apenas pelo sentido. Elas aparecem quando há um pe-
ríodo composto, sendo conectadas por meio do uso de conjunções
(sindéticas), ou por meio da vírgula (assindéticas).
No caso das orações coordenadas sindéticas, a classificação
depende do sentido entre as orações, representado por um grupo
de conjunções adequadas:
LÍNGUA PORTUGUESA
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CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS CONJUNÇÕES
ADITIVAS Adição da ideia apresentada na oração anterior e, nem, também, bem como, não só, tanto...
ADVERSATIVAS Oposição à ideia apresentada na oração anterior (inicia com vírgula) mas, porém, todavia, entretanto, contudo...
ALTERNATIVAS Opção / alternância em relação à ideia apresentada na oração anterior ou, já, ora, quer, seja...
CONCLUSIVAS Conclusão da ideia apresentada na oração anterior logo, pois, portanto, assim, por isso, com isso...
EXPLICATIVAS Explicação da ideia apresentada na oração anterior que, porque, porquanto, pois, ou seja...
Orações subordinadas
São aquelas que dependem sintaticamente em relação à oração principal. Elas aparecem quando o período é composto por duas ou
mais orações.
A classificação das orações subordinadas se dá por meio de sua função: orações subordinadas substantivas, quando fazem o papel
de substantivo da oração; orações subordinadas adjetivas, quando modificam o substantivo, exercendo a função do adjetivo; orações
subordinadas adverbiais, quando modificam o advérbio.
Cada uma dessas sofre uma segunda classificação, como pode ser observado nos quadros abaixo.
SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS FUNÇÃO EXEMPLOS
APOSITIVA aposto Esse era meu receio: que ela não discursasse outra vez.
COMPLETIVA NOMINAL complemento nominal Tenho medo de que ela não discurse novamente.
OBJETIVA DIRETA objeto direto Ele me perguntou se ela discursaria outra vez.
OBJETIVA INDIRETA objeto indireto Necessito de que você discurse de novo.
PREDICATIVA predicativo Meu medo é que ela não discurse novamente.
SUBJETIVA sujeito É possível que ela discurse outra vez.
SUBORDINADAS
ADJETIVAS CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
EXPLICATIVAS
Esclarece algum detalhe, adicionando uma informa-
ção.
Aparece sempre separado por vírgulas.
O candidato, que é do partido socialista, está sen-
do atacado.
RESTRITIVAS
Restringe e define o sujeito a que se refere.
Não deve ser retirado sem alterar o sentido.
Não pode ser separado por vírgula.
As pessoas que são racistas precisam rever seus
valores.
DESENVOLVIDAS
Introduzidas por conjunções, pronomes e locuções
conjuntivas.
Apresentam verbo nos modos indicativo ou subjun-
tivo.
Ele foi o primeiro presidente que se preocupou
com a fome no país.
REDUZIDAS
Não são introduzidas por pronomes, conjunções
sou locuções conjuntivas.
Apresentam o verbo nos modos particípio, gerúndio
ou infinitivo
Assisti ao documentário denunciando a corrup-
ção.
SUBORDINADAS ADVERBIAIS FUNÇÃO PRINCIPAIS CONJUNÇÕES
CAUSAIS Ideia de causa, motivo, razão de efeito porque, visto que, já que, como...
COMPARATIVAS Ideia de comparação como, tanto quanto, (mais / menos) que, do que...
CONCESSIVAS Ideia de contradição embora, ainda que, se bem que, mesmo...
CONDICIONAIS Ideia de condição caso, se, desde que, contanto que, a menos que...
CONFORMATIVAS Ideia de conformidade como, conforme, segundo...
CONSECUTIVAS Ideia de consequência De modo que, (tal / tão / tanto) que...
FINAIS Ideia de finalidade que, para que, a fim de que...
PROPORCIONAIS Ideia de proporção quanto mais / menos... mais /menos, à medida que, na medida em que, à proporção que...
TEMPORAIS Ideia de momento quando, depois que, logo que, antes que...
LÍNGUA PORTUGUESA
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CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser verbal
— refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal — refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.
• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino
• Concordância em número: flexão em singular e plural
• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa
Concordância nominal
Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos, artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gênero,
de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar atento,
também, aos casos específicos.
Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo, o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os
adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:
• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e japonesa.
Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo
vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo:
• Linda casa e bairro.
Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substantivos
(sendo usado no plural):
• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arrumada.
• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arrumados.
Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:
• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão entre os melhores escritores brasileiros.
Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto
seja ocupado por dois substantivos ou mais:
• O operário e sua família estavam preocupados com as consequências do acidente.
CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO
É PROIBIDO
É PERMITIDO
É NECESSÁRIO
Deve concordar com o substantivo quando há presença
de um artigo. Se não houver essa determinação, deve
permanecer no singular e no masculino.
É proibida a entrada.
É proibido entrada.
OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens dizem “obrigado”.
BASTANTE
Quando tem função de adjetivo para um substantivo,
concorda em número com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, permanece invariável.
As bastantes crianças ficaram doentes com a
volta às aulas.
Bastante criança ficou doente com a volta às
aulas.
O prefeito considerou bastante a respeito da
suspensão das aulas.
MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas” não exis-te na língua portuguesa.
Havia menos mulheres que homens na fila
para a festa.
MESMO
PRÓPRIO
Devem concordar em gênero e número com a pessoa a
que fazem referência.
As crianças mesmas limparam a sala depois
da aula.
Eles próprios sugeriram o tema da formatura.
MEIO / MEIA
Quando tem função de numeral adjetivo, deve concor-
dar com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, modificando um adje-
tivo, o termo é invariável.
Adicione meia xícara de leite.
Manuela é meio artista, além de ser enge-
nheira.
ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se referem.
Segue anexo o orçamento.
Seguem anexas as informações adicionais
As professoras estão inclusas na greve.
O material está incluso no valor da mensali-
dade.
LÍNGUA PORTUGUESA
20
Concordância verbal
Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso haver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito com o
qual ele se relaciona.
Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o verbo ficará no plural:
• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias escolares.
Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:
• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.
Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa que
tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2ª (tu, vós);a 2ª tem prioridade em relação à 3ª (ele,
eles):
• Eu e vós vamos à festa.
Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere “parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo
pode ficar tanto no singular quanto no plural:
• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.
Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concordar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um subs-
tantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo:
• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.
Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que segue
a expressão:
• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifestação. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova.
Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre na terceira pessoa do singular:
• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.
Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular, concordando com o coletivo partitivo:
• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.
Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular (impessoal):
• Faz chuva hoje
Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração principal
ao qual o pronome faz referência:
• Foi Maria que arrumou a casa.
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quanto com
o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:
• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.
Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular:
• Nenhum de nós merece adoecer.
Quando houver um substantivo que apresenta forma plural, porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. Ex-
ceto caso o substantivo vier precedido por determinante:
• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
A regência estuda as relações de concordâncias entre os termos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. Dessa
maneira, há uma relação entre o termo regente (principal) e o termo regido (complemento).
A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa relação
é sempre intermediada com o uso adequado de alguma preposição.
Regência nominal
Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o
complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma preposição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras que
pedem seu complemento:
PREPOSIÇÃO NOMES
A
acessível; acostumado; adaptado; adequado; agradável; alusão; análogo; anterior; atento; benefício; co-
mum; contrário; desfavorável; devoto; equivalente; fiel; grato; horror; idêntico; imune; indiferente; infe-
rior; leal; necessário; nocivo; obediente; paralelo; posterior; preferência; propenso; próximo; semelhante;
sensível; útil; visível...
DE
amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; convicto; cúmplice; descendente; destituído; devoto; di-
ferente; dotado; escasso; fácil; feliz; imbuído; impossível; incapaz; indigno; inimigo; inseparável; isento;
junto; longe; medo; natural; orgulhoso; passível; possível; seguro; suspeito; temeroso...
SOBRE opinião; discurso; discussão; dúvida; insistência; influência; informação; preponderante; proeminência; triunfo...
COM acostumado; amoroso; analogia; compatível; cuidadoso; descontente; generoso; impaciente; ingrato; in-tolerante; mal; misericordioso; ocupado; parecido; relacionado; satisfeito; severo; solícito; triste...
EM abundante; bacharel; constante; doutor; erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; indeciso; morador; negligente; perito; prático; residente; versado...
CONTRA atentado; blasfêmia; combate; conspiração; declaração; fúria; impotência; litígio; luta; protesto; reclama-ção; representação...
PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...
Regência verbal
Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regido poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto um
objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado também por adjuntos adverbiais.
Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre transitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do
verbo vai depender do seu contexto.
Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado
de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar, modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser
retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:
• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.
Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto direto), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:
• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo.
Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto indireto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer o
sentido completo:
• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da campanha eleitoral.
Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposição)
e de um objeto indireto (com preposição):
• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda à senhora.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Prezado Candidato, o tópico acima supracitado foi abordado anteriormente.
EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO E SUA FUNÇÃO NO TEXTO
Os sinais de pontuação são recursos gráficos que se encontram na linguagem escrita, e suas funções são demarcar unidades e sinalizar
limites de estruturas sintáticas. É também usado como um recurso estilístico, contribuindo para a coerência e a coesão dos textos.
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de exclamação (!), o ponto de interrogação (?), as
reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) ), o travessão (—), a meia-risca (–), o apóstrofo (‘), o asterisco (*), o hífen (-), o colchetes
([]) e a barra (/).
LÍNGUA PORTUGUESA
22
Confira, no quadro a seguir, os principais sinais de pontuação e suas regras de uso.
SINAL NOME USO EXEMPLOS
. Ponto
Indicar final da frase declarativa
Separar períodos
Abreviar palavras
Meu nome é Pedro.
Fica mais. Ainda está cedo
Sra.
: Dois-pontos
Iniciar fala de personagem
Antes de aposto ou orações apositivas, enu-
merações ou sequência de palavras para
resumir / explicar ideias apresentadas an-
teriormente
Antes de citação direta
A princesa disse:
- Eu consigo sozinha.
Esse é o problema da pande-
mia: as pessoas não respeitam
a quarentena.
Como diz o ditado: “olho por
olho, dente por dente”.
... Reticências
Indicar hesitação
Interromper uma frase
Concluir com a intenção de estender a re-
flexão
Sabe... não está sendo fácil...
Quem sabe depois...
( ) Parênteses
Isolar palavras e datas
Frases intercaladas na função explicativa
(podem substituir vírgula e travessão)
A Semana de Arte Moderna
(1922)
Eu estava cansada (trabalhar e
estudar é puxado).
! Ponto de Excla-mação
Indicar expressão de emoção
Final de frase imperativa
Após interjeição
Que absurdo!
Estude para a prova!
Ufa!
? Ponto de Interro-gação Em perguntas diretas Que horas ela volta?
— Travessão
Iniciar fala do personagem do discurso di-
reto e indicar mudança de interloculor no
diálogo
Substituir vírgula em expressões ou frases
explicativas
A professora disse:
— Boas férias!
— Obrigado,professora.
O corona vírus — Covid-19 —
ainda está sendo estudado.
Vírgula
A vírgula é um sinal de pontuação com muitas funções, usada para marcar uma pausa no enunciado. Veja, a seguir, as principais regras
de uso obrigatório da vírgula.
• Separar termos coordenados: Fui à feira e comprei abacate, mamão, manga, morango e abacaxi.
• Separar aposto (termo explicativo): Belo Horizonte, capital mineira, só tem uma linha de metrô.
• Isolar vocativo: Boa tarde, Maria.
• Isolar expressões que indicam circunstâncias adverbiais (modo, lugar, tempo etc): Todos os moradores, calmamente, deixaram o
prédio.
• Isolar termos explicativos: A educação, a meu ver, é a solução de vários problemas sociais.
• Separar conjunções intercaladas, e antes dos conectivos “mas”, “porém”, “pois”, “contudo”, “logo”: A menina acordou cedo, mas não
conseguiu chegar a tempo na escola. Não explicou, porém, o motivo para a professora.
• Separar o conteúdo pleonástico: A ela, nada mais abala.
No caso da vírgula, é importante saber que, em alguns casos, ela não deve ser usada. Assim, não há vírgula para separar:
• Sujeito de predicado.
• Objeto de verbo.
• Adjunto adnominal de nome.
• Complemento nominal de nome.
• Predicativo do objeto do objeto.
• Oração principal da subordinada substantiva.
• Termos coordenados ligados por “e”, “ou”, “nem”.
LÍNGUA PORTUGUESA
23
ELEMENTOS DE COESÃO. FUNÇÃO TEXTUAL DOS VOCÁBULOS
A coerência e a coesão são essenciais na escrita e na interpretação de textos. Ambos se referem à relação adequada entre os compo-
nentes do texto, de modo que são independentes entre si. Isso quer dizer que um texto pode estar coeso, porém incoerente, e vice-versa.
Enquanto a coesão tem foco nas questões gramaticais, ou seja, ligação entre palavras, frases e parágrafos, a coerência diz respeito ao
conteúdo, isto é, uma sequência lógica entre as ideias.
Coesão
A coesão textual ocorre, normalmente, por meio do uso de conectivos (preposições, conjunções, advérbios). Ela pode ser obtida a
partir da anáfora (retoma um componente) e da catáfora (antecipa um componente).
Confira, então, as principais regras que garantem a coesão textual:
REGRA CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
REFERÊNCIA
Pessoal (uso de pronomes pessoais ou possessivos) –
anafórica
Demonstrativa (uso de pronomes demonstrativos e
advérbios) – catafórica
Comparativa (uso de comparações por semelhanças)
João e Maria são crianças. Eles são irmãos.
Fiz todas as tarefas, exceto esta: colonização
africana.
Mais um ano igual aos outros...
SUBSTITUIÇÃO Substituição de um termo por outro, para evitar repetição
Maria está triste. A menina está cansada de ficar
em casa.
ELIPSE Omissão de um termo No quarto, apenas quatro ou cinco convidados. (omissão do verbo “haver”)
CONJUNÇÃO Conexão entre duas orações, estabelecendo relação entre elas
Eu queria ir ao cinema, mas estamos de
quarentena.
COESÃO LEXICAL
Utilização de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos
ou palavras que possuem sentido aproximado e
pertencente a um mesmo grupo lexical.
A minha casa é clara. Os quartos, a sala e a
cozinha têm janelas grandes.
Coerência
Nesse caso, é importante conferir se a mensagem e a conexão de ideias fazem sentido, e seguem uma linha clara de raciocínio.
Existem alguns conceitos básicos que ajudam a garantir a coerência. Veja quais são os principais princípios para um texto coerente:
• Princípio da não contradição: não deve haver ideias contraditórias em diferentes partes do texto.
• Princípio da não tautologia: a ideia não deve estar redundante, ainda que seja expressa com palavras diferentes.
• Princípio da relevância: as ideias devem se relacionar entre si, não sendo fragmentadas nem sem propósito para a argumentação.
• Princípio da continuidade temática: é preciso que o assunto tenha um seguimento em relação ao assunto tratado.
• Princípio da progressão semântica: inserir informações novas, que sejam ordenadas de maneira adequada em relação à progressão
de ideias.
Para atender a todos os princípios, alguns fatores são recomendáveis para garantir a coerência textual, como amplo conhecimento
de mundo, isto é, a bagagem de informações que adquirimos ao longo da vida; inferências acerca do conhecimento de mundo do leitor;
e informatividade, ou seja, conhecimentos ricos, interessantes e pouco previsíveis.
FUNÇÃO TEXTUAL DOS VOCÁBULOS
Toda vez que falamos ou escrevemos precisamos de palavras para expressar elementos, ideias ou sentimentos. O fato de dar um nome
é precisamente o que significa etimologicamente um vocábulo, este que vem do latim vocare e quer dizer chamar ou dar um nome. Melhor
dizendo, o vocábulo equivale a uma palavra.
Sua função é dar coerência ao texto.
Os vocábulos podem ser classificados em função da sua acentuação. Assim, as oxítonas são aquelas que têm maior intensidade em sua
pronúncia na última sílaba (por exemplo, caminhão, café, cristal), as paroxítonas são as que a intensidade do som recai sobre a penúltima
sílaba (lápis, fácil, cidade) e as proparoxítonas são pronunciadas mais fortemente na antepenúltima sílaba (por exemplo, líquido, árvore,
ângulo).
Fonte:
https://centraldefavoritos.com.br/2018/01/30/funcao-textual-dos-vocabulos/
LÍNGUA PORTUGUESA
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VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Variações linguísticas reúnem as variantes da língua que foram
criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia.
Dessas reinvenções surgem as variações que envolvem diver-
sos aspectos históricos, sociais, culturais e geográficos.
No Brasil, é possível encontrar muitas variações linguísticas,
por exemplo, na linguagem regional. Todas as pessoas que falam
uma determinada língua conhecem as estruturas gerais, básicas,
de funcionamento podem sofrer variações devido à influência de
inúmeros fatores.
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os
seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-se
que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o mes-
mo significado dentro de um mesmo contexto.
As variações que distinguem uma variante de outra se mani-
festam em quatro planos distintos, a saber: fônico, morfológico,
sintático e lexical.
Variações Fônicas
Ocorrem no modo de pronunciar os sons constituintes da pa-
lavra. Os exemplos de variação fônica são abundantes e, ao lado do
vocabulário, constituem os domínios em que se percebe com mais
nitidez a diferença entre uma variante e outra.
Variações Morfológicas
São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra. Nesse
domínio, as diferenças entre as variantes não são tão numerosas
quanto as de natureza fônica, mas não são desprezíveis.
Variações Sintáticas
Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No
domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as dife-
renças entre uma variante e outra.
Variações Léxicas
É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes do plano
do léxico, como as do plano fônico, são muito numerosas e carac-
terizam com nitidez uma variante em confronto com outra.
Tipos de Variação
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as varian-
tes linguísticas um sistema de classificação que seja simples e, ao
mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as diferenças que ca-
racterizam os múltiplos modos de falar dentro de uma comunidade
linguística. O principal problema é que os critérios adotados, muitas
vezes, se superpõem, em vez de atuarem isoladamente.
As variações mais importantes, para o interesse do concurso
público, são os seguintes:
Existem diferentes variações ocorridas na língua, entre elas es-
tão:
Variação Histórica - Aquela que sofre transformações ao longo
do tempo. Como por exemplo, a palavra “Você”, que antes era vos-
mecê e que agora, diante da linguagem reduzida no meio eletrôni-
co, é apenas VC. O mesmo acontece com as palavras escritas com
PH, como era o caso de pharmácia, agora, farmácia.
Variação Regional (os chamados dialetos) - São as variações
ocorridas de acordo com a cultura de uma determinada região, to-
mamos como exemplo a palavramandioca, que em certas regiões é
tratada por macaxeira; e abóbora, que é conhecida como jerimum.
Destaca-se também o caso do dialeto caipira, o qual pertence
àquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de ter uma educa-
ção formal, e em função disso, não conhecem a linguagem “culta”.
Variação Social - É aquela pertencente a um grupo específico
de pessoas. Neste caso, podemos destacar as gírias, as quais per-
tencem a grupos de surfistas, tatuadores, entre outros; a linguagem
coloquial, usada no dia a dia das pessoas; e a linguagem formal, que
é aquela utilizada pelas pessoas de maior prestígio social.
Fazendo parte deste grupo estão os jargões, que pertencem a
uma classe profissional mais específica, como é o caso dos médicos,
profissionais da informática, dentre outros.
Variação Situacional: ocorre de acordo com o contexto o qual
está inserido, por exemplo, as situações formais e informais.
Preconceito Linguístico
Está intimamente relacionado com as variações linguísticas,
uma vez que ele surge para julgar as manifestações linguísticas di-
tas “superiores”.
Para pensarmos nele não precisamos ir muito longe, pois em
nosso país, embora o mesmo idioma seja falado em todas as regi-
ões, cada uma possui suas peculiaridades que envolvem diversos
aspectos históricos e culturais.
A maneira de falar do norte é muito diferente da falada no sul
do país. Isso ocorre porque nos atos comunicativos, os falantes da
língua vão determinando expressões, sotaques e entonações de
acordo com as necessidades linguísticas.
O preconceito linguístico surge no tom de deboche, sendo a
variação apontada de maneira pejorativa e estigmatizada.
É importante ressaltar que todas variações são aceitas e ne-
nhuma delas é superior, ou considerada a mais correta.
LÍNGUA PORTUGUESA
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EXERCÍCIOS
1. (FUNDATEC – 2016)
Sobre fonética e fonologia e conceitos relacionados a essas áreas, considere as seguintes afirmações, segundo Bechara:
I. A fonologia estuda o número de oposições utilizadas e suas relações mútuas, enquanto a fonética experimental determina a natu-
reza física e fisiológica das distinções observadas.
II. Fonema é uma realidade acústica, opositiva, que nosso ouvido registra; já letra, também chamada de grafema, é o sinal empregado
para representar na escrita o sistema sonoro de uma língua.
III. Denominam-se fonema os sons elementares e produtores da significação de cada um dos vocábulos produzidos pelos falantes da
língua portuguesa.
Quais estão INCORRETAS?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II
(E) Apenas II e III.
2. (CEPERJ) Na palavra “fazer”, notam-se 5 fonemas. O mesmo número de fonemas ocorre na palavra da seguinte alternativa:
a) tatuar
b) quando
c) doutor
d) ainda
e) além
3. (OSEC) Em que conjunto de signos só há consoantes sonoras?
(A) rosa, deve, navegador;
(B) barcos, grande, colado;
(C) luta, após, triste;
(D) ringue, tão, pinga;
(E) que, ser, tão.
LÍNGUA PORTUGUESA
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4. (UFRGS – 2010) No terceiro e no quarto parágrafos do texto, o autor faz referência a uma oposição entre dois níveis de análise de
uma língua: o fonético e o gramatical.
Verifique a que nível se referem as características do português falado em Portugal a seguir descritas, identificando-as com o número
1 (fonético) ou com o número 2 (gramatical).
( ) Construções com infinitivo, como estou a fazer, em lugar de formas com gerúndio, como estou fazendo.
( ) Emprego frequente da vogal tônica com timbre aberto em palavras como académico e antónimo,
( ) Uso frequente de consoante com som de k final da sílaba, como em contacto e facto.
( ) Certos empregos do pretérito imperfeito para designar futuro do pretérito, como em Eu gostava de ir até lá por Eu gostaria de ir
até lá.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(A) 2 – 1 – 1 – 2.
(B) 2 – 1 – 2 – 1.
(C) 1 – 2 – 1 – 2.
(D) 1 – 1 – 2 – 2.
(E) 1 – 2 – 2 – 1.
5. (UFSM – 2006)
Assinale a alternativa que contém a resposta correta em relação à grafa e aos fonemas dos quadrinhos 3 e 4.
(A) A palavra “aqui” tem um ditongo crescente, quatro letras e três fonemas.
(B) No terceiro quadrinho, a letra “s” representa um só fonema.
(C) Nas palavras “acho” e “questão”, há dois dígrafos e dois ditongos decrescentes.
(D) “Sempre” e “pegadinha” têm o número de sílabas diferentes, mas, quanto à tonicidade, recebem a mesma classificação.
(E) Na separação silábica das palavras do quarto quadrinho, as letras que representam os dígrafos ficam juntas na mesma sílaba.
6. (IPAD – COMPESA) Analise a divisão silábica das palavras abaixo.
1. convicção - con-vic-ção
2. abstrato - ab-stra-to
3. transparência - tran-spa-rên-ci-a
4. nascimento - nas-ci-men-to
Estão corretas:
(A) 1, 2, 3 e 4.
(B) 1 e 4, apenas.
(C) 2 e 3, apenas.
(D) 1, 3 e 4, apenas.
(E) 2, 3 e 4, apenas.
7. (UFAC) Assinale a série em que apenas um dos vocábulos NÃO possui dígrafo:
(A) Folha – ficha – lenha- fecho
(B) Lento – bomba – trinco – algum
(C) Águia – queijo – quatro – quero
(D) Descer – cresço – exceto – exsudar
(E) Serra – vosso – arrepio – assinar
8. (UNI – RIO) Assinale a opção em que o vocábulo apresenta ao mesmo tempo um encontro consonantal, um dígrafo consonantal e
um ditongo fonético.
(A) ninguém
(B) coalhou
LÍNGUA PORTUGUESA
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(C) iam
(D) nenhum
(E) murcham
9. (SEDUC / RO – 2008) Sabemos que a letra “s” pode representar mais de um fonema, ou som. Na palavra “esconso”, a letra “s”
ocorre duas vezes. Em cada uma das alternativas a seguir, há uma palavra em que a letra “s” também ocorre duas vezes. Em qual dessas
alternativas o primeiro “s” e o segundo “s” soam, respectivamente, do mesmo modo que o primeiro e o segundo da palavra “esconso”?
(A) esposo
(B) israelense
(C) piscoso
(D) asianista
(E) astrosofia
10. (SEDUC / RO) Em qual das alternativas abaixo está CORRETAMENTE apresentada a separação das sílabas de uma palavra?
(A) oblíqua: ob-lí-qua.
(B) obter: o-bter.
(C) diagonal: dia-go-nal.
(D) artístico: ar-tí-sti-co.
(E) Moisés: Moi-sés.
11. (INSTITUTO AOCP/2017 – EBSERH) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão adequadamente grafadas.
(A) Silhueta, entretenimento, autoestima.
(B) Rítimo, silueta, cérebro, entretenimento.
(C) Altoestima, entreterimento, memorização, silhueta.
(D) Célebro, ansiedade, auto-estima, ritmo.
(E) Memorização, anciedade, cérebro, ritmo.
12. (ALTERNATIVE CONCURSOS/2016 – CÂMARA DE BANDEIRANTES-SC) Algumas palavras são usadas no nosso cotidiano de forma
incorreta, ou seja, estão em desacordo com a norma culta padrão. Todas as alternativas abaixo apresentam palavras escritas erroneamen-
te, exceto em:
(A) Na bandeija estavam as xícaras antigas da vovó.
(B) É um privilégio estar aqui hoje.
(C) Fiz a sombrancelha no salão novo da cidade.
(D) A criança estava com desinteria.
(E) O bebedoro da escola estava estragado.
13. (SEDUC/SP – 2018) Preencha as lacunas das frases abaixo com “por que”, “porque”, “por quê” ou “porquê”. Depois, assinale a
alternativa que apresenta a ordem correta, de cima para baixo, de classificação.
“____________ o céu é azul?”
“Meus pais chegaram atrasados, ____________ pegaram trânsito pelo caminho.”
“Gostaria muito de saber o ____________ de você ter faltado ao nosso encontro.”
“A Alemanha é considerada uma das grandes potências mundiais. ____________?”
(A) Porque – porquê – por que – Por quê
(B) Porque – porquê – por que – Por quê
(C) Por que – porque – porquê – Por quê
(D) Porquê – porque – por quê – Por que
(E) Por que – porque – por quê – Porquê
14. (CEITEC – 2012) Os vocábulos Emergir e Imergir são parônimos: empregar um pelo outro acarreta grave confusão no que se quer
expressar. Nas alternativas abaixo, só uma apresenta uma frase em que se respeita o devido sentido dos vocábulos, selecionando conve-
nientemente o parônimo adequado à frase elaborada. Assinale-a.
(A) A descoberta do plano de conquista era eminente.
(B) O infrator foi preso em flagrante.
(C) O candidato recebeu despensa das duas últimas provas.
(D) O metal delatou ao ser submetidoà alta temperatura.
(E) Os culpados espiam suas culpas na prisão.
15. (FMU) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
(A) paralisar, pesquisar, ironizar, deslizar
(B) alteza, empreza, francesa, miudeza
(C) cuscus, chimpazé, encharcar, encher
(D) incenso, abcesso, obsessão, luxação
(E) chineza, marquês, garrucha, meretriz
LÍNGUA PORTUGUESA
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16. (UNIFESP - 2015) Leia o seguinte texto:
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias
sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o
teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar um
contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no 33º dia, no 66º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso,
a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, 2que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Após ler o texto acima, examine as passagens do primeiro parágrafo: “Uma organização não governamental holandesa está propondo
um desafio” “O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.”
A utilização dos artigos destacados justifica-se em razão:
(A) da retomada de informações que podem ser facilmente depreendidas pelo contexto, sendo ambas equivalentes semanticamente.
(B) de informações conhecidas, nas duas ocorrências, sendo possível a troca dos artigos nos enunciados, pois isso não alteraria o
sentido do texto.
(C) da generalização, no primeiro caso, com a introdução de informação conhecida, e da especificação, no segundo, com informação
nova.
(D) da introdução de uma informação nova, no primeiro caso, e da retomada de uma informação já conhecida, no segundo.
(E) de informações novas, nas duas ocorrências, motivo pelo qual são introduzidas de forma mais generalizada
17. (UFMG-ADAPTADA) As expressões em negrito correspondem a um adjetivo, exceto em:
(A) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
(B) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
(C) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
(D) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim.
(E) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
18. (UMESP) Na frase “As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho”, as palavras destacadas são,
respectivamente:
(A) adjetivo, adjetivo
(B) advérbio, advérbio
(C) advérbio, adjetivo
(D) numeral, adjetivo
(E) numeral, advérbio
19. (ITA-SP)
Beber é mal, mas é muito bom.
(FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S. Paulo, 5 ago. 2001, p. 28.)
A palavra “mal”, no caso específico da frase de Millôr, é:
(A) adjetivo
(B) substantivo
(C) pronome
(D) advérbio
(E) preposição
20. (PUC-SP) “É uma espécie... nova... completamente nova! (Mas já) tem nome... Batizei-(a) logo... Vou-(lhe) mostrar...”. Sob o ponto
de vista morfológico, as palavras destacadas correspondem pela ordem, a:
(A) conjunção, preposição, artigo, pronome
(B) advérbio, advérbio, pronome, pronome
(C) conjunção, interjeição, artigo, advérbio
(D) advérbio, advérbio, substantivo, pronome
(E) conjunção, advérbio, pronome, pronome
21. (VUNESP/2017 – TJ-SP) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas, considerando-se as regras
de acentuação da língua padrão.
(A) Remígio era homem de carater, o que surpreendeu D. Firmina, que aceitou o matrimônio de sua filha.
(B) O consôlo de Fadinha foi ver que Remígio queria desposa-la apesar de sua beleza ter ido embora depois da doença.
(C) Com a saúde de Fadinha comprometida, Remígio não conseguia se recompôr e viver tranquilo.
(D) Com o triúnfo do bem sobre o mal, Fadinha se recuperou, Remígio resolveu pedí-la em casamento.
(E) Fadinha não tinha mágoa por não ser mais tão bela; agora, interessava-lhe viver no paraíso com Remígio.
LÍNGUA PORTUGUESA
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22. (PUC-RJ) Aponte a opção em que as duas palavras são acentuadas devido à mesma regra:
(A) saí – dói
(B) relógio – própria
(C) só – sóis
(D) dá – custará
(E) até – pé
23. (UEPG ADAPTADA) Sobre a acentuação gráfica das palavras agradável, automóvel e possível, assinale o que for correto.
(A) Em razão de a letra L no final das palavras transferir a tonicidade para a última sílaba, é necessário que se marque graficamente a
sílaba tônica das paroxítonas terminadas em L, se isso não fosse feito, poderiam ser lidas como palavras oxítonas.
(B) São acentuadas porque são proparoxítonas terminadas em L.
(C) São acentuadas porque são oxítonas terminadas em L.
(D) São acentuadas porque terminam em ditongo fonético – eu.
(E) São acentuadas porque são paroxítonas terminadas em L.
24. (IFAL – 2016 ADAPTADA) Quanto à acentuação das palavras, assinale a afirmação verdadeira.
(A) A palavra “tendem” deveria ser acentuada graficamente, como “também” e “porém”.
(B) As palavras “saíra”, “destruída” e “aí” acentuam-se pela mesma razão.
(C) O nome “Luiz” deveria ser acentuado graficamente, pela mesma razão que a palavra “país”.
(D) Os vocábulos “é”, “já” e “só” recebem acento por constituírem monossílabos tônicos fechados.
(E) Acentuam-se “simpática”, “centímetros”, “simbólica” porque todas as paroxítonas são acentuadas.
25. (MACKENZIE) Indique a alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:
(A) lapis, canoa, abacaxi, jovens
(B) ruim, sozinho, aquele, traiu
(C) saudade, onix, grau, orquídea
(D) voo, legua, assim, tênis
(E) flores, açucar, album, virus
(D) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
(E) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.
26. (IFAL - 2011)
Parágrafo do Editorial “Nossas crianças, hoje”.
“Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na pele
e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre. Nosso Estado e nossa região padece de índices vergonhosos
no tocante à mortalidade infantil, à educação básica e tantos outros indicadores terríveis.” (Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010)
O primeiro período desse parágrafo está corretamente pontuado na alternativa:
(A) “Oportunamente, serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos, sentimos
na pele e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre.”
(B) “Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos sentimos, na
pele e na alma, a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre.”
(C) “Oportunamente, serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos, sentimos
na pele e na alma, a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre.”
(D) “Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas, enquanto nordestinos e alagoanos sentimos,
na pele e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento, da infância mais pobre.”
(E) “Oportunamente, serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas, enquanto nordestinos e alagoanos, sentimos,
na pele e na alma, a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre.”
27. (F.E. BAURU) Assinale a alternativa em que há erro de pontuação:
(A) Era do conhecimento de todos a hora da prova, mas, alguns se atrasaram.
(B) A hora da prova era do conhecimento de todos; alguns se atrasaram, porém.
(C) Todos conhecem a hora da prova; não se atrasem, pois.
(D) Todos conhecem a hora da prova, portanto não se atrasem.
(E) N.D.A
28. (VUNESP – 2020)Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
(A) Colaboradores da Universidade Federal do Paraná afirmaram: “Os cristais de urato podem provocar graves danos nas articulações.”.
(B) A prescrição de remédios e a adesão, ao tratamento, por parte dos pacientes são baixas.
(C) É uma inflamação, que desencadeia a crise de gota; diagnosticada a partir do reconhecimento de intensa dor, no local.
(D) A ausência de dor não pode ser motivo para a interrupção do tratamento conforme o editorial diz: – (é preciso que o doente confie
em seu médico).
(E) A qualidade de vida, do paciente, diminui pois a dor no local da inflamação é bastante intensa!
LÍNGUA PORTUGUESA
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29. (ENEM – 2018)
Física com a boca
Por que nossa voz fica tremida ao falar na frente do ventilador?
Além de ventinho, o ventilador gera ondas sonoras. Quando você não tem mais o que fazer e fica falando na frente dele, as ondas da
voz se propagam na direção contrária às do ventilador. Davi Akkerman – presidente da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica – diz
que isso causa o mismatch, nome bacana para o desencontro entre as ondas. “O vento também contribui para a distorção da voz, pelo fato
de ser uma vibração que influencia no som”, diz. Assim, o ruído do ventilador e a influência do vento na propagação das ondas contribuem
para distorcer sua bela voz.
Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (adaptado).
Sinais de pontuação são símbolos gráficos usados para organizar a escrita e ajudar na compreensão da mensagem. No texto, o sentido
não é alterado em caso de substituição dos travessões por
(A) aspas, para colocar em destaque a informação seguinte
(B) vírgulas, para acrescentar uma caracterização de Davi Akkerman.
(C) reticências, para deixar subetendida a formação do especialista.
(D) dois-pontos, para acrescentar uma informação introduzida anteriormente.
(E) ponto e vírgula, para enumerar informações fundamentais para o desenvolvimento temático.
30. (FCC – 2020)
A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
(A) O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao governo a tarefa de estabelecer a direção da economia.
(B) milhões prosperaram, à medida que empresas abriam mercados.
LÍNGUA PORTUGUESA
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(C) Por fim, executivos e investidores começaram a reconhecer que seu sucesso em longo prazo está intimamente ligado ao de seus
clientes.
(D) De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria incluir metas ecológicas.
(E) Na verdade, esse deveria ser seu propósito definitivo.
31. (ENEM - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desa-
fetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Ira-
cema, tido como o pai do romance no Brasil.
Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de
jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas
desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.
História Viva, n.º 99, 2011.
Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
(A) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.
(B) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.
(C) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.
(D) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.
(E) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.
32. (FUVEST - 2013) A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na
crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela coope-
ração voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores
conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a
mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem
acessíveis a todos.
(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)
No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor
(A) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise crítica da sociedade.
(B) considera utópicos os objetivos dessas ciências.
(C) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ciências sociais”.
(D) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.
(E) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.
33. (UERJ - 2016)
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um
tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.
Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:
(A) proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo.
(B) configuram julgamentos vazios, ainda que existam crimes comprovados.
(C) emitem juízos sobre os outros, mas não se veem na posição de acusados.
(D) apressam-se em opiniões superficiais, mesmo que possuam dados concretos.
LÍNGUA PORTUGUESA
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34 - (UEA - 2017) Leia o trecho de Quincas Borba, de Machado
de Assis:
E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico se-
nhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo
rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas1, so-
luços e sarabandas2, acaba por trazer à alma do mundo a variedade
necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.
(Quincas Borba, 1992.)
1 polca: tipo de dança.
2 sarabandas: tipo de dança.
De acordo com o narrador,
(A) os erros do passado não afetam o presente.
(B) a existência é marcada por antagonismos.
(C) a sabedoria está em perseguir a felicidade.
(D) cada instante vivido deve ser festejado.
(E) os momentos felizes são mais raros que os tristes.
35 – (ENEM 2013)
Cartum de Caulos, disponível em www.caulos.com
O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em
oposição às outras e representa a
(A) opressão das minorias sociais.
(B) carência de recursos tecnológicos.
(C) falta de liberdade de expressão.
(D) defesa da qualificação profissional.
(E) reação ao controle do pensamento coletivo.
36. (FUNDEP – 2014) As tipologias textuais são constructos te-
óricos inerentes aos gêneros, ou seja, lança-se mão dos tipos para a
produção dos gêneros diversos. Um professor, ao solicitar à turma a
escrita das “regras de um jogo”, espera que os estudantes utilizem,
predominantemente, a tipologia
(A) descritiva, devido à presença de adjetivos e verbos de liga-
ção.
(B) narrativa, devido à forte presença de verbos no passado.
(C) injuntiva, devido à presença dos verbos no imperativo.
(D) dissertativa, devido à presença das conjunções.
37. (ENEM 2010)
MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE COM-
PUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS.
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006.
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como práticas
de linguagem, assumindo funções específicas, formais e de conte-
údo. Considerando o contexto em que circula o texto publicitário,
seu objetivo básico é
(A) definir regras de comportamento social pautadas no com-
bate ao consumismo exagerado.
(B) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos
que visam à adesão ao consumo.
(C) defender a importância do conhecimento de informática
pela populaçãode baixo poder aquisitivo.
(D) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas classes
sociais economicamente desfavorecidas.
(E) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a
máquina, mesmo a mais moderna.
38. (IBADE – 2020 adaptada)
https://www.dicio.com.br/partilhar/ acesso em fevereiro de
2020
O texto apresentado é um verbete. Assinale a alternativa que
representa sua definição
(A) é um tipo textual dissertativo-argumentativo, com o intuito
de persuadir o leitor.
(B) é um tipo e gênero textual de caráter descritivo para deta-
lhar em adjetivos e advérbios o que é necessário entender.
(C) é um gênero textual de viés narrativo para contar em crono-
logia obrigatória o enredo por meio de personagens.
(D) é um gênero textual de caráter informativo, que tem por
intuito explicar um conceito, mais comumente em um dicionário
ou enciclopédia.
(E) é um tipo textual expositivo, típico em redações escolares.
39. (UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – RJ) Preencha os parênte-
ses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alter-
nativa que indica a correspondência correta.
1. Narrar
2. Argumentar
3. Expor
4. Descrever
5. Prescrever
( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos
e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de
verbos no modo imperativo.
LÍNGUA PORTUGUESA
33
( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias
sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e
reflexões. Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.
( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou
não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo
personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse
tipo de texto.
( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou
subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância
do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade.
( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e expo-
sição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista.
Sua estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos
e conclusão.
(A) 3, 5, 1, 2, 4
(B) 5, 3, 1, 4, 2
(C) 4, 2, 3, 1, 5
(D) 5, 3, 4, 1, 2
(E) 2, 3, 1, 4, 5
40. (PUC – SP) O trecho abaixo foi extraído da obra Memórias
Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.
66. BOTAFOGO ETC.
“Beiramarávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado
das avenidas marinhas sem sol. Losangos tênues de ouro bandeira-
nacionalizavam os verdes montes interiores. No outro lado azul da
baía a Serra dos Órgãos serrava. Barcos. E o passado voltava na brisa
de baforadas gostosas. Rolah ia vinha derrapava em túneis.
Copacabana era um veludo arrepiado na luminosa noite varada
pelas frestas da cidade.”
Didaticamente, costuma-se dizer que, em relação à sua orga-
nização, os textos podem ser compostos de descrição, narração e
dissertação; no entanto, é difícil encontrar um trecho que seja só
descritivo, apenas narrativo, somente dissertativo. Levando-se em
conta tal afirmação, selecione uma das alternativas abaixo para
classificar o texto de Oswald de Andrade:
(A) Narrativo-descritivo, com predominância do descritivo.
(B) Dissertativo-descritivo, com predominância do dissertativo.
(C) Descritivo-narrativo, com predominância do narrativo.
(D) Descritivo-dissertativo, com predominância do dissertativo.
(E) Narrativo-dissertativo, com predominância do narrativo.
41. (BANCO DO BRASIL) Opção que preenche corretamente as
lacunas: O gerente dirigiu-se ___ sua sala e pôs-se ___ falar ___
todas as pessoas convocadas.
(A) à - à – à
(B) a - à – à
(C) à - a – a
(D) a - a – à
(E) à - a - à
42. (FEI) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as
lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.
III. ___ dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___
reunião.
(A) a - a - há - a – à
(B) à - a - a - há – a
(C) a - à - a - a – há
(D) há - a - à - a – a
(E) a - há - a - à – a.
43. (TRE) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não)
está incorreto em:
(A) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar.
(B) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado.
(C) Não devemos fazer referências àqueles casos.
(D) Sairemos às cinco da manhã.
(E) Isto não seria útil à ela.
44. (ITA) Analisando as sentenças:
I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.
Podemos deduzir que:
(A) Apenas a sentença III não tem crase.
(B) As sentenças III e IV não têm crase.
(C) Todas as sentenças têm crase.
(D) Nenhuma sentença tem crase.
(E) Apenas a sentença IV não tem crase.
45. (UFABC) A alternativa em que o acento indicativo de crase
não procede é:
(A) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
(B) Perdi uma caneta semelhante à sua.
(C) A construção da casa obedece às especificações da Prefei-
tura.
(D) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só
vez.
(E) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.
GABARITO
1 C
2 B
3 A
4 A
5 D
6 B
7 C
8 E
9 B
10 E
11 A
12 B
13 C
14 B
15 A
16 D
17 B
18 B
19 B
20 E
LÍNGUA PORTUGUESA
34
21 E
22 B
23 E
24 B
25 B
26 E
27 A
28 A
29 B
30 A
31 D
32 E
33 C
34 B
35 E
36 C
37 B
38 D
39 B
40 A
41 C
42 A
43 E
44 A
45 D
ANOTAÇÕES
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ANOTAÇÕES
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MATEMÁTICA
1. Raciocínio Lógico e matemático: resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequências (com números,
com figuras, de palavras) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Raciocínio lógico-matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos . . . . . . . . . . . . . . . . 27
MATEMÁTICA
1
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO: RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS ENVOLVENDO FRAÇÕES, CONJUNTOS,
PORCENTAGENS, SEQUÊNCIAS (COM NÚMEROS, COM
FIGURAS, DE PALAVRAS)
Números Naturais
Os números naturais são o modelo matemáti co necessário
para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade,
obtemos o conjunto infi nito dos números naturais
- Todo número natural dado tem um sucessor
a) O sucessor de 0 é 1.
b) O sucessor de 1000 é 1001.
c) O sucessor de 19 é 20.
Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um anteces-
sor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural fi nito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
Expressões Numéricas
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, mul-
ti plicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em
uma única expressão. Para resolver as expressões numéricas uti li-
zamos alguns procedimentos:
Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações,
devemos resolver a multi plicação ou a divisão primeiramente, na
ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a sub-
tração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são
resolvidos primeiro.
Exemplo 1
10 + 12 – 6 + 7
22 – 6 + 7
16 + 7
23
Exemplo 2
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27
Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Números Inteiros
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto pode ser representado por:
Z={...-3, -2, -1, 0, 1, 2,...}
Subconjuntos do conjunto :
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero
Z*={...-2, -1, 1, 2, ...}
2) Conjuntos dos números inteiros não negati vos
Z+={0, 1, 2, ...}
3) Conjunto dos números inteiros não positi vos
Z-={...-3, -2, -1}
Números Racionais
Chama-se de número racional a todo número que pode ser ex-
presso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer, com b≠0
São exemplos de números racionais:
-12/51
-3
-(-3)
-2,333...
As dízimas periódicas podem ser representadas por fração,
portanto são consideradas números racionais.
Como representar esses números?
Representação Decimal das Frações
Temos 2 possíveis casos para transformar frações em decimais
1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o número de-
cimal terá um número fi nito de algarismos após a vírgula.
2º) Terá um número infi nito de algarismos após a vírgula, mas
lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-
nal
OBS: período da dízima são os números que se repetem, se não
repeti r não é dízima periódica e assim números irracionais, que tra-
taremos mais a frente.
MATEMÁTICA
2
Representação Fracionária dos Números Decimais
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
denominador seguido de zeros.
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.
2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, então como
podemos transformar em fração?
Exemplo 1
Transforme a dízima 0, 333... .em fração
Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada
de x, ou seja
X=0,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multi plicamos por
10.
10x=3,333...
E então subtraímos:
10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
X=3/9
X=1/3
Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de período.
Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212...
100x = 112,1212... .
Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99
Números Irracionais
Identi fi cação de números irracionais
- Todas as dízimas periódicas são números racionais.
- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
- Todas as raízes inexatas são números irracionais.
- A soma de um número racional com um número irracional é
sempre um número irracional.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um número
racional.
-Os números irracionais não podem ser expressos na forma ,
com a e b inteiros e b≠0.
Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.
- O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-
ro racional.
Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.
- O produto de dois números irracionais, pode ser um número
racional.
Exemplo: . = = 7 é um número racional.
Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um número natu-
ral, se não inteira, é irracional.
Números Reais
Fonte: www.estudokids.com.br
Representação na reta
INTERVALOS LIMITADOS
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a
e menores do que b ou iguais a b.
Intervalo:[a,b]
Conjunto: {x ∈R|a≤x≤b}
Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que
b.
Intervalo:]a,b[
Conjunto:{x ∈R|a<x<b}
MATEMÁTICA
3
Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores que a ou
iguais a a e menores do que b.
Intervalo:{a,b[
Conjunto {x ∈R|a≤x<b}
Intervalo fechado à direita – números reais maiores que a e
menores ou iguais a b.
Intervalo:]a,b]
Conjunto:{x ∈R|a<x≤b}
INTERVALOS ILIMITADOS
Semirreta esquerda, fechada de origem b- números reais me-
nores ou iguais a b.
Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x ∈R|x≤b}
Semirreta esquerda, aberta de origem b – números reais me-
nores que b.
Intervalo:]-∞,b[
Conjunto:{x ∈R|x<b}
Semirreta direita, fechada de origem a – números reais maiores
ou iguais a a.
Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x ∈R|x≥a}
Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores
que a.
Intervalo:]a,+ ∞[
Conjunto:{x ∈R|x>a}
Potenciação
Multiplicação de fatores iguais
2³=2.2.2=8
Casos
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.
3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta em
um número positivo.
4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resulta
em um número negativo.
5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos passar o sinal
para positivo e inverter o número que está na base.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do
expoente, o resultado será igual a zero.
Propriedades
1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma
base, repete-se a base e soma os expoentes.
Exemplos:
24 . 23 = 24+3= 27
(2.2.2.2) .( 2.2.2)= 2.2.2. 2.2.2.2= 27
2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma base.
Conserva-se a base e subtraem os expoentes.
Exemplos:
96 : 92 = 96-2 = 94
3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
os expoentes.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um
expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente.
(4.3)²=4².3²
MATEMÁTICA
4
5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos
elevar separados.
Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação
Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-se mais
fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números primos.
Veja:
64=2.2.2.2.2.2=26
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um
e multiplica.
Observe:
( ) 5.35.35.35.3 2
1
2
1
2
1
===
De modo geral, se
,,, *NnRbRa ∈∈∈ ++
então:
nnn baba .. =
O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado
é igual aoproduto dos radicais de mesmo índice dos fatores do
radicando.
Raiz quadrada de frações ordinárias
Observe:
3
2
3
2
3
2
3
2
2
1
2
1
2
1
==
=
De modo geral,
se ,,,
** NnRbRa ∈∈∈
++
então:
n
n
n
b
a
b
a
=
O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado
é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do
radicando.
Raiz quadrada números decimais
Operações
Operações
Multiplicação
Exemplo
Divisão
Exemplo
Adição e subtração
Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.
MATEMÁTICA
5
Caso tenha:
Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo.
Racionalização de Denominadores
Normalmente não se apresentam números irracionais com
radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos
radicais do denominador chama-se racionalização do denominador.
1º Caso:Denominador composto por uma só parcela
2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.
Devemos multiplicar de forma que obtenha uma diferença de
quadrados no denominador:
EXERCÍCIOS
01. (Prefeitura de Salvador /BA - Técnico de Nível Superior II
- Direito – FGV/2017) Em um concurso, há 150 candidatos em ape-
nas duas categorias: nível superior e nível médio.
Sabe-se que:
• dentre os candidatos, 82 são homens;
• o número de candidatos homens de nível superior é igual ao
de mulheres de nível médio;
• dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres.
O número de candidatos homens de nível médio é
(A) 42.
(B) 45.
(C) 48.
(D) 50.
(E) 52.
02. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
CURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e José foram
a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor que obti-
vesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incrementados 6
segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, Maria
Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, Raoni
fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a colo-
cação, é correto afirmar que o vencedor foi:
(A) José
(B) Isabella
(C) Maria Eduarda
(D) Raoni
03. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
CURSOS/2017) O valor de √0,444... é:
(A) 0,2222...
(B) 0,6666...
(C) 0,1616...
(D) 0,8888...
04. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VUNESP/2017) Se,
numa divisão, o divisor e o quociente são iguais, e o resto é 10, sen-
do esse resto o maior possível, então o dividendo é
(A) 131.
(B) 121.
(C) 120.
(D) 110.
(E) 101.
05. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) As expressões nu-
méricas abaixo apresentam resultados que seguem um padrão es-
pecífico:
1ª expressão: 1 x 9 + 2
2ª expressão: 12 x 9 + 3
3ª expressão: 123 x 9 + 4
...
7ª expressão: █ x 9 + ▲
Seguindo esse padrão e colocando os números adequados no
lugar dos símbolos █ e ▲, o resultado da 7ª expressão será
(A) 1 111 111.
(B) 11 111.
(C) 1 111.
(D) 111 111.
(E) 11 111 111.
06. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Durante um trei-
namento, o chefe da brigada de incêndio de um prédio comercial
informou que, nos cinquenta anos de existência do prédio, nunca
houve um incêndio, mas existiram muitas situações de risco, feliz-
mente controladas a tempo. Segundo ele, 1/13 dessas situações
deveu-se a ações criminosas, enquanto as demais situações haviam
sido geradas por diferentes tipos de displicência. Dentre as situa-
ções de risco geradas por displicência,
− 1/5 deveu-se a pontas de cigarro descartadas inadequada-
mente;
− 1/4 deveu-se a instalações elétricas inadequadas;
MATEMÁTICA
6
− 1/3 deveu-se a vazamentos de gás e
− as demais foram geradas por descuidos ao cozinhar.
De acordo com esses dados, ao longo da existência desse pré-
dio comercial, a fração do total de situações de risco de incêndio
geradas por descuidos ao cozinhar corresponde à
(A) 3/20.
(B) 1/4.
(C) 13/60.
(D) 1/5.
(E) 1/60.
07. (ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível Técnico I - Técnico
em Eletrônica – NCUFPR/2017) Assinale a alternativa que apresen-
ta o valor da expressão
(A) 1.
(B) 2.
(C) 4.
(D) 8.
(E) 16.
08. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017)
Qual o resultado de ?
(A) 3
(B) 3/2
(C) 5
(D) 5/2
09. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –
FGV/2017) Suponha que a # b signifique a - 2b .
Se 2#(1#N)=12 , então N é igual a:
(A) 1;
(B) 2;
(C) 3;
(D) 4;
(E) 6.
10. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –
FGV/2017) Uma equipe de trabalhadores de determinada empresa
tem o mesmo número de mulheres e de homens. Certa manhã, 3/4
das mulheres e 2/3 dos homens dessa equipe saíram para um aten-
dimento externo.
Desses que foram para o atendimento externo, a fração de mu-
lheres é
(A) 3/4;
(B) 8/9;
(C) 5/7;
(D) 8/13;
(E) 9/17.
GABARITO
01.Resposta: B.
150-82=68 mulheres
Como 31 mulheres são candidatas de nível superior, 37 são de
nível médio.
Portanto, há 37 homens de nível superior.
82-37=45 homens de nível médio.
02. Resposta: D.
Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o vencedor.
03. Resposta: B.
Primeiramente, vamos transformar a dízima em fração
X=0,4444....
10x=4,444...
9x=4
04. Resposta: A.
Como o maior resto possível é 10, o divisor é o número 11 que
é igua o quociente.
11x11=121+10=131
05. Resposta: E.
A 7ª expressão será: 1234567x9+8=11111111
06. Resposta: D.
Gerado por descuidos ao cozinhar:
Mas, que foram gerados por displicência é 12/13(1-1/13)
07.Resposta: C.
08. Resposta: D.
MATEMÁTICA
7
09. Resposta: C.
2-2(1-2N)=12
2-2+4N=12
4N=12
N=3
10. Resposta: E.
Como tem o mesmo número de homens e mulheres:
Dos homens que saíram:
Saíram no total
MÚLTIPLOS E DIVISORES
Múltiplos
Dizemos que um número é múltiplo de outro quando o primei-
ro é resultado da multiplicação entre o segundo e algum número
natural e o segundo, nesse caso, é divisor do primeiro. O que sig-
nifica que existem dois números, x e y, tal que x é múltiplo de y se
existir algum número natural n tal que:
x = y·n
Se esse número existir, podemos dizer que y é um divisor de x e
podemos escrever: x = n/y
Observações:
1) Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
2) Todo número natural é múltiplo de 1.
3) Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos
múltiplos.
4) O zero é múltiplo de qualquer número natural.
5) Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares,
e a fórmula geral desses números é 2k (k∈N). Os demais são
chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses
números é 2k + 1 (k∈ N).
6) O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k∈ Z.
Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um número é
ou não divisível por outro, sem que seja necessário efetuarmos a di-
visão. No quadro abaixo temos um resumo de alguns dos critérios:
(Fonte: https://www.guiadamatematica.com.br/criterios-de-
-divisibilidade/ - reeditado)
Vale ressaltar a divisibilidade por 7: Um número é divisível por
7 quando o último algarismo do número, multiplicado por 2, sub-
traído do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a quantida-
de de algarismos a serem analisados quanto à divisibilidade por 7.
Outros critérios
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é
divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é
divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
Fatoração numérica
Trata-se de decompor o número em fatores primos. Para de-
compormos este número natural em fatores primos, dividimos o
mesmo pelo seu menor divisor primo, após pegamos o quociente
e dividimos o pelo seu menor divisor, e assim sucessivamente até
obtermos o quociente 1. O produto de todos os fatores primos re-
presenta o número fatorado. Exemplo:
Divisores
Os divisores de um número n, é o conjunto formado por todos
os números que o dividem exatamente. Tomemos como exemplo o
número 12.
MATEMÁTICA
8
Um método para descobrimos os divisores é através da fato-
ração numérica. O número de divisores naturaisé igual ao produto
dos expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Logo o número de divisores de 12 são:
22�
2+1
. 31�
1+1 = (2 + 1).(1 + 1) = 3.2 = 6 divisores naturais
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos cada
fator da decomposição e seu respectivo expoente natural que varia
de zero até o expoente com o qual o fator se apresenta na decom-
posição do número natural.
12 = 22 . 31 =
22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1
20 . 31=3
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6
22 . 31=4.3=12
22 . 30=4
O conjunto de divisores de 12 são: D (12)={1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28
MÁXIMO DIVISOR COMUM (MDC)
É o maior número que é divisor comum de todos os números
dados. Para o cálculo do MDC usamos a decomposição em fatores
primos. Procedemos da seguinte maneira:
Após decompor em fatores primos, o MDC é o produto dos FA-
TORES COMUNS obtidos, cada um deles elevado ao seu MENOR
EXPOENTE. Exemplo:
MDC (18,24,42) =
Observe que os fatores comuns entre eles são: 2 e 3, então
pegamos os de menores expoentes: 2x3 = 6. Logo o Máximo Divisor
Comum entre 18,24 e 42 é 6.
MINIMO MÚLTIPLO COMUM (MMC)
É o menor número positivo que é múltiplo comum de todos
os números dados. A técnica para acharmos é a mesma do MDC,
apenas com a seguinte ressalva:
O MMC é o produto dos FATORES COMUNS E NÃO-COMUNS,
cada um deles elevado ao SEU MAIOR EXPOENTE.
Pegando o exemplo anterior, teríamos:
MMC (18,24,42) =
Fatores comuns e não-comuns= 2,3 e 7
Com maiores expoentes: 2³x3²x7 = 8x9x7 = 504. Logo o Mínimo
Múltiplo Comum entre 18,24 e 42 é 504.
Temos ainda que o produto do MDC e MMC é dado por: MDC
(A,B). MMC (A,B)= A.B
TEORIA DOS CONJUNTOS
Conjunto está presente em muitos aspectos da vida, sejam eles
cotidianos, culturais ou científicos. Por exemplo, formamos conjun-
tos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da
semana ou simplesmente fazer grupos.
Os componentes de um conjunto são chamados de elementos.
Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra
maiúscula.
Representações
Pode ser definido por:
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 3, 5, 7, 9}
-Simbolicamente: B={x>N|x<8}, enumerando esses elementos
temos:
B={0,1,2,3,4,5,6,7}
-Diagrama de Venn
Há também um conjunto que não contém elemento e é repre-
sentado da seguinte forma: S=c ou S={ }.
Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem tam-
bém a outro conjunto B, dizemos que:
A é subconjunto de B
Ou A é parte de B
A está contido em B escrevemos: A⊂B
Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a
B: A⊄B
MATEMÁTICA
9
Símbolos
Igualdade
Propriedades básicas da igualdade
Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x ∈ U, temos que:
(1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
(3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x ∈ A, então x∈ B.
Se A = B e A ∈ C, então B ∈ C.
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exatamente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}
Classificação
Definição
Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, ao número de elementos que ele possui.
Exemplo
Por exemplo, se A ={45,65,85,95} então #A = 4.
Definições
Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardinal.
Um conjunto diz-se
a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus elementos
b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos
c) singular quando é formado por um único elemento
d) vazio quando não tem elementos
Exemplos
N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infinito (∞));
A = {½, 1} é um conjunto finito (#A = 2);
B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1)
{ } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0)
MATEMÁTICA
10
Pertinência
O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de per-
tinência representada pelo símbolo ∈. As letras minúsculas desig-
nam os elementos de um conjunto e as maiúsculas, os conjuntos.
Assim, o conjunto das vogais (V) é:
V={a,e,i,o,u}
A relação de pertinência é expressa por: a∈V
A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V, pois o ele-
mento b não pertence ao conjunto V.
Inclusão
A Relação de inclusão possui 3 propriedades:
Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é sub-
conjunto dele mesmo.
Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A=B
Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.
Operações
União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x∈B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}
Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada
por : A∩B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}
Exemplo:
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
Diferença
Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
mentar de B em relação a A.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
cem a B.
A\B = {x : x∈A e x∉B}.
Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Complementar
Sejam A e B dois conjuntos tais que A⊂B. Chama-se comple-
mentar de A em relação a B, que indicamos por CBA, o conjunto
cujos elementos são todos aqueles que pertencem a B e não per-
tencem a A.
A⊂B⇔ CBA={x|x∈B e x∉A}=B-A
Exemplo
A={1,2,3} B={1,2,3,4,5}
CBA={4,5}
Representação
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 2, 3, 4, 5}
-Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando esses ele-
mentos temos:
B={3,4,5,6,7}
- por meio de diagrama:
Quando um conjunto não possuir elementos chama-se de con-
junto vazio: S=∅ ou S={ }.
Igualdade
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-
mente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber
apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
MATEMÁTICA
11
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}
Relação de Pertinência
Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação que o
elemento pertence (∈) ou não pertence (∉)
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5}
0∈A
2∉A
Relações de Inclusão
Relacionam um conjunto com outro conjunto.
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), ⊃(contém),
(não contém)
A Relação de inclusão possui 3 propriedades:
Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5}
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5}
Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, boca aber-
ta para o maior conjunto.
Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de A é tam-
bém elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}
Operações
União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x ∈A ou x B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}
Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada
por : A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x ∈A e x ∈B}
Exemplo:
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
Diferença
Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
mentar de B em relação a A.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
cem a B.
A\B = {x : x ∈A e x∉B}.
B-A = {x : x ∈B e x∉A}.
Exemplo:
A = {0, 1,2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Complementar
O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado pelos
elementos do conjunto universo que não pertencem a A.
Fórmulas da união
n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-n(B
C)
Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés de fazer
todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula, o resultado é mais
rápido, o que na prova de concurso é interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você entender
melhor e perceber que, dependendo do exercício é melhor fazer de
uma forma ou outra.
(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um
grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 são barbados e 16 são care-
cas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos
homens altos que são carecas, são também barbados. Sabe-se que
existem 5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
MATEMÁTICA
12
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos
nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas e não
são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número
de barbados que não são altos, mas são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.
Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começamos pela
interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e por fim, cada um
Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas ho-
mens carecas e altos.
Homens altos e barbados são 6
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas
e não são altos e nem barbados
Sabemos que 18 são altos
Quando somarmos 5+x+6=18
X=18-11=7
Carecas são 16
7+y+5=16
Y=16-12
Y=4
Então o número de barbados que não são altos, mas são care-
cas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, ficou
grande devido as explicações, mas se você fizer tudo no mesmo dia-
grama, mas seguindo os passos, o resultado sairá fácil.
MATEMÁTICA
13
(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha
que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo de perito criminal:
1) 80 sejam formados em Física;
2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.
(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem
biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados
apenas em Física e em Biologia.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a
probabilidade de ele ter apenas as duas formações, Física e Quími-
ca, é inferior a 0,05.
Resolução
A nossa primeira conta, deve ser achar o número de candidatos
que não são físicos, biólogos e nem químicos.
n(F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩Q)-
-n(B∩Q)
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162
Temos um total de 250 candidatos
250-162=88
Resposta: A.
EXERCÍCIOS
01. (CRF/MT - Agente Administrativo – QUADRIX/2017) Num
grupo de 150 jovens, 32 gostam de música, esporte e leitura; 48
gostam de música e esporte; 60 gostam de música e leitura; 44 gos-
tam de esporte e leitura; 12 gostam somente de música; 18 gostam
somente de esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao escolher
ao acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele não gostar
de nenhuma dessas atividades?
(A) 1/75
(B) 39/75
(C) 11/75
(D) 40/75
(E) 76/75
02. (CRMV/SC – Recepcionista – IESES/2017) Sabe-se que 17%
dos moradores de um condomínio tem gatos, 22% tem cachorros e
8% tem ambos (gatos e cachorros). Qual é o percentual de condô-
minos que não tem nem gatos e nem cachorros?
(A) 53
(B) 69
(C) 72
(D) 47
03. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – MPEGO/2017) Em uma
pesquisa sobre a preferência entre dois candidatos, 48 pessoas vo-
tariam no candidato A, 63 votariam no candidato B, 24 pessoas vo-
tariam nos dois; e, 30 pessoas não votariam nesses dois candidatos.
Se todas as pessoas responderam uma única vez, então o total de
pessoas entrevistadas foi:
(A) 141.
(B) 117.
(C) 87.
(D) 105.
(E) 112.
04. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário – INSTITUTO
AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a preferência
de algumas pessoas entre dois canais de TV, canal A e Canal B, os
entrevistadores colheram as seguintes informações: 17 pessoas
preferem o canal A, 13 pessoas assistem o canal B e 10 pessoas
gostam dos canais A e B. Assinale a alternativa que apresenta o total
de pessoas entrevistadas.
(A) 20
(B) 23
(C) 27
(D) 30
(E) 40
05. (SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MSCON-
CURSOS/2017) Numa sala de 45 alunos, foi feita uma votação para
escolher a cor da camiseta de formatura. Dentre eles, 30 votaram
na cor preta, 21 votaram na cor cinza e 8 não votaram em nenhuma
delas, uma vez que não farão as camisetas. Quantos alunos votaram
nas duas cores?
(A) 6
(B) 10
(C) 14
(D) 18
06. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –
FGV/2017) Na assembleia de um condomínio, duas questões inde-
pendentes foram colocadas em votação para aprovação. Dos 200
condôminos presentes, 125 votaram a favor da primeira questão,
110 votaram a favor da segunda questão e 45 votaram contra as
duas questões.
Não houve votos em branco ou anulados.
O número de condôminos que votaram a favor das duas ques-
tões foi:
(A) 80;
(B) 75;
(C) 70;
(D) 65;
(E) 60.
07. (IFBAIANO – Assistente em Administração – FCM/2017)
Em meio a uma crescente evolução da taxa de obesidade infantil,
um estudioso fez uma pesquisa com um grupo de 1000 crianças
para entender o comportamento das mesmas em relação à prática
de atividades físicas e aos hábitos alimentares.
Ao final desse estudo, concluiu-se que apenas 200 crianças pra-
ticavam alguma atividade física de forma regular, como natação, fu-
tebol, entre outras, e apenas 400 crianças tinham uma alimentação
adequada. Além disso, apenas 100 delas praticavam atividade física
e tinham uma alimentação adequada ao mesmo tempo.
MATEMÁTICA
14
Considerando essas informações, a probabilidade de encontrar
nesse grupo uma criança que não tenha alimentação adequada
nem pratique atividade física de forma regular é de:
(A) 30%.
(B) 40%.
(C) 50%.
(D) 60%.
(E) 70%.
08. (TRF 2ª REGIÃO – Analista Judiciário – CONSULPLAN/2017)
Uma papelaria fez uma pesquisa de mercado entre 500 de seus
clientes. Nessa pesquisa encontrou os seguintes resultados:
• 160 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Médio;
• 180 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Fundamental II;
• 190 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Fundamental I;
• 20 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Médio e Fundamental I;
• 40 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Médio e Fundamental II;
• 30 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Fundamental I e II; e,
• 10 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Médio, Fundamental I e II.
Quantos clientes da papelaria compraram materiais, mas os fi-
lhos NÃO cursam nem o Ensino Médio e nem o Ensino Fundamental
I e II?
(A) 50.
(B) 55.
(C) 60.
(D) 65.
09. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar –
FUNCAB/2016) Foram visitadas algumas residências de uma rua e
em todas foram encontrados pelo menos um criadouro com larvas
do mosquito Aedes aegypti. Os criadouros encontrados foram lista-
dos na tabela a seguir:
P. pratinhos com água embaixo de vasos de planta.
R. ralos entupidos com água acumulada.
K. caixasde água destampadas
Número de criadouros
P 103
R 124
K 98
P e R 47
P e K 43
R e K 60
P, R e K 25
De acordo com a tabela, o número de residências visitadas foi:
(A) 200.
(B) 150.
(C) 325.
(D) 500.
(E) 455.
GABARITO
01. Resposta: C.
32+10+12+18+16+28+12+x=150
X=22 que não gostam de nenhuma dessas atividades
P=22/150=11/75
02. Resposta: B.
9+8+14+x=100
X=100-31
X=69%
03. Resposta: B.
24+24+39+30=117
04. Resposta: A.
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
N(A∪B)=17+13-10=20
05. Resposta: C.
Como 8 não votaram, tiramos do total: 45-8=37
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
37=30+21- n(A∩B)
n(A∩B)=14
06. Resposta: A.
N(A ∪B)==200-45=155
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
155=125+110- n(A∩B)
MATEMÁTICA
15
n(A∩B)=80
07. Resposta: C.
Sendo x o número de crianças que não praticam atividade física
e tem uma alimentação adequada
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
1000-x=200+400-100
X=500
P=500/1000=0,5=50%
08. Resposta:A.
Sendo A=ensino médio
B fundamental I
C=fundamental II
X=quem comprou material e os filhos não cursam ensino mé-
dio e nem ensino fundamental
n(A∪B∪C) =n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-
-n(B∩C)
500-x=160+190+180+10-20-40-30
X=50
09. Resposta: A.
38+20+42+18+25+22+35=200 residências
Ou fazer direto pela tabela:
P+R+K+(P∩R∩K)-( P∩R)- (R∩K)-(P∩K)
103+124+98+25-60-43-47=200
RAZÃO
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com b
0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por a/bou
a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças.
Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças.
(lembrando que razão é divisão)
PROPORÇÃO
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre
A/B e C/D é a igualdade:
Propriedade fundamental das proporções
Numa proporção:
Os números A e D são denominados extremos enquanto os nú-
meros B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios
é igual ao produto dos extremos, isto é:
A x D = B x C
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:
Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja
em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:
.
Segunda propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois
primeiros termos está para o primeiro, ou para o segundo termo,
assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está
para o terceiro, ou para o quarto termo. Então temos:
ou
Ou
ou
Terceira propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos an-
tecedentes está para a soma ou a diferença dos consequentes, as-
sim como cada antecedente está para o seu respectivo consequen-
te. Temos então:
ou
Ou
ou
MATEMÁTICA
16
Grandezas Diretamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a
razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira
mais informal, se eu pergunto:
Quanto mais.....mais....
Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto
Distância(km) Combustível(litros)
13 1
26 2
39 3
52 4
Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível?
Diretamente proporcionais
Se eu dobro a distância, dobra o combustível
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual
ao inverso da razão entre os valores correspondentes da 2ª.
Quanto mais....menos...
Exemplo
velocidade x tempo a tabela abaixo:
Velocidade (m/s) Tempo (s)
5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50
Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo??
Inversamente proporcional
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela metade.
Diretamente Proporcionais
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn direta-
mente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um sistema
com n equações e n incógnitas, sendo as somas X1+X2+...+Xn=M e
p1+p2+...+pn=P.
A solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos
entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00. Caso ganhem o prêmio
de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado
entre os dois foi de dividirem o prêmio de forma diretamente pro-
porcional?
Carlos ganhará R$210000,00 e Carlos R$315000,00.
Inversamente Proporcionais
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inver-
samente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número
M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2,
..., 1/pn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas, assu-
me que X1+X2+...+ Xn=M e além disso
cuja solução segue das propriedades das proporções:
EXERCÍCIOS
01. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário - INSTITUTO
AOCP/2017) João e Marcos resolveram iniciar uma sociedade para
fabricação e venda de cachorro quente. João iniciou com um capital
de R$ 30,00 e Marcos colaborou com R$ 70,00. No primeiro final de
semana de trabalho, a arrecadação foi de R$ 240,00 bruto e ambos
reinvestiram R$ 100,00 do bruto na sociedade, restando a eles R$
140,00 de lucro. De acordo com o que cada um investiu inicialmen-
te, qual é o valor que João e Marcos devem receber desse lucro,
respectivamente?
(A) 30 e 110 reais.
(B) 40 e 100 reais.
(C)42 e 98 reais.
(D) 50 e 90 reais.
(E) 70 e 70 reais.
02. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Em uma empresa,
trabalham oito funcionários, na mesma função, mas com cargas ho-
rárias diferentes: um deles trabalha 32 horas semanais, um trabalha
MATEMÁTICA
17
24 horas semanais, um trabalha 20 horas semanais, três trabalham
16 horas semanais e, por fim, dois deles trabalham 12 horas sema-
nais. No final do ano, a empresa distribuirá um bônus total de R$
74.000,00 entre esses oito funcionários, de forma que a parte de
cada um seja diretamente proporcional à sua carga horária sema-
nal.
Dessa forma, nessa equipe de funcionários, a diferença entre o
maior e o menor bônus individual será, em R$, de
(A) 10.000,00.
(B) 8.000,00.
(C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.
03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) Para
uma pesquisa, foram realizadas entrevistas nos estados da Região
Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da seguinte maneira:
– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;
– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região
Sudeste.
Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de
entrevistas realizadas em São Paulo e o número total de entrevistas
realizadas nos quatro estados é de
(A) 8 para 5.
(B) 5 para 8.
(C) 5 para 7.
(D) 3 para 5.
(E) 3 para 8.
04. (UNIRV/60 – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017) Em
relação à prova de matemática de um concurso, Paula acertou 32
das 48 questões da prova. A razão entre o número de questões que
ela errou para o total de questões da prova é de
(A) 2/3
(B) 1/2
(C) 1/3
(D) 3/2
05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) José,
pai de Alfredo, Bernardo e Caetano, de 2, 5 e 8 anos, respectiva-
mente, pretende dividir entre os filhos a quantia de R$ 240,00, em
partes diretamente proporcionais às suas idades. Considerando o
intento do genitor, é possível afirmar que cada filho vai receber, em
ordem crescente de idades, os seguintes valores:
(A) R$ 30,00, R$ 60,00 e R$150,00.
(B) R$ 42,00, R$ 58,00 e R$ 140,00.
(C) R$ 27,00, R$ 31,00 e R$ 190,00.
(D)R$ 28,00, R$ 84,00 e R$ 128,00.
(E) R$ 32,00, R$ 80,00 e R$ 128,00.
06. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) Sa-
be-se que 16 caixas K, todas iguais, ou 40 caixas Q, todas também
iguais, preenchem totalmente certo compartimento, inicialmente
vazio. Também é possível preencher totalmente esse mesmo com-
partimento completamente vazio utilizando 4 caixas K mais certa
quantidade de caixas Q. Nessas condições, é correto afirmar que o
número de caixas Q utilizadas será igual a
(A) 10.
(B) 28.
(C) 18.
(D) 22.
(E) 30.
07. (IPRESB/SP – Agente Previdenciário – VUNESP/2017) A ta-
bela, onde alguns valores estão substituídospor letras, mostra os
valores, em milhares de reais, que eram devidos por uma empresa
a cada um dos três fornecedores relacionados, e os respectivos va-
lores que foram pagos a cada um deles.
Fornecedor A B C
Valor pago 22,5 X 37,5
Valor devido Y 40 z
Sabe-se que os valores pagos foram diretamente proporcionais
a cada valor devido, na razão de 3 para 4. Nessas condições, é cor-
reto afirmar que o valor total devido a esses três fornecedores era,
antes dos pagamentos efetuados, igual a
(A) R$ 90.000,00.
(B) R$ 96.500,00.
(C) R$ 108.000,00.
(D) R$ 112.500,00.
(E) R$ 120.000,00.
08. (DPE/RS - Analista - FCC/2017) A razão entre as alturas de
dois irmãos era 3/4 e, nessa ocasião, a altura do irmão mais alto era
1,40 m. Hoje, esse irmão mais alto cresceu 10 cm. Para que a razão
entre a altura do irmão mais baixo e a altura do mais alto seja hoje,
igual a 4/5 , é necessário que o irmão mais baixo tenha crescido,
nesse tempo, o equivalente a
(A) 13,5 cm.
(B) 10,0 cm.
(C) 12,5 cm.
(D) 14,8 cm.
(E) 15,0 cm.
09. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017) O trans-
porte de 1980 caixas iguais foi totalmente repartido entre dois
veículos, A e B, na razão direta das suas respectivas capacidades
de carga, em toneladas. Sabe-se que A tem capacidade para trans-
portar 2,2 t, enquanto B tem capacidade para transportar somente
1,8 t. Nessas condições, é correto afirmar que a diferença entre o
número de caixas carregadas em A e o número de caixas carregadas
em B foi igual a
(A) 304.
(B) 286.
(C) 224.
(D) 216.
(E) 198.
10. (EMDEC – Assistente Administrativo – IBFC/2016) Paulo
vai dividir R$ 4.500,00 em partes diretamente proporcionais às ida-
des de seus três filhos com idades de 4, 6 e 8 anos respectivamente.
Desse modo, o total distribuído aos dois filhos com maior idade é
igual a:
(A) R$2.500,00
(B) R$3.500,00
(C) R$ 1.000,00
(D) R$3.200,00
MATEMÁTICA
18
GABARITO
01. Resposta: C.
30k+70k=140
100k=140
K=1,4
30⋅1,4=42
70⋅1,4=98
02. Resposta: A.
Vamos dividir o prêmio pelas horas somadas
32+24+20+3⋅16+2⋅12=148
74000/148=500
O maior prêmio foi para quem fez 32 horas semanais
32⋅500=16000
12⋅500=6000
A diferença é: 16000-6000=10000
03. Resposta:B.
2500+1500=4000 entrevistas
04. Resposta: C.
Se Paula acertou 32, errou 16.
05. Resposta: E.
2k+5k+8k=240
15k=240
K=16
Alfredo: 2⋅16=32
Bernardo: 5⋅16=80
Caetano: 8⋅16=128
06. Resposta: E.
Se, com 16 caixas K, fica cheio e já foram colocadas 4 caixa,
faltam 12 caixas K, mas queremos colocar as caixas Q, então vamos
ver o equivalente de 12 caixas K
Q=30 caixas
07. Resposta: E.
Y=90/3=30
X=120/4=30
Z=150/3=50
Portanto o total devido é de: 30+40+50=120000
08. Resposta: E.
X=1,05
Seo irmão mais alto cresceu 10cm, está com 1,50
X=1,20
Ele cresceu: 1,20-1,05=0,15m=15cm
09. Resposta: E.
2,2k+1,8k=1980
4k=1980
K=495
2,2x495=1089
1980-1089=891
1089-891=198
10. Resposta: B.
A+B+C=4500
4p+6p+8p=4500
18p=4500
P=250
B=6p=6x250=1500
C=8p=8x250=2000
1500+2000=3500
Porcentagem
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu sím-
bolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos
nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de cal-
cular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda
muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse
valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for
de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela
abaixo:
Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação
10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
MATEMÁTICA
19
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:
Desconto Fator de Multiplicação
10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
EXERCÍCIOS
01. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
CURSOS/2017) Um aparelho de televisão que custa R$1600,00 es-
tava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%.
Marta queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de
pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse um cheque para
15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação.
Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B)R$1056,00
(C)R$960,00
(D) R$864,00
02. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) A equipe de segu-
rança de um Tribunal conseguia resolver mensalmente cerca de
35% das ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse
prédio, identificando os criminosos e os encaminhando às autori-
dades competentes. Após uma reestruturação dos procedimentos
de segurança, a mesma equipe conseguiu aumentar o percentual
de resolução mensal de ocorrências desse tipo de crime para cer-
ca de 63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, a
equipe de segurança aumentou sua eficácia no combate ao dano
ao patrimônio em
(A) 35%.
(B) 28%.
(C) 63%.
(D) 41%.
(E) 80%.
03. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Três irmãos, André,
Beatriz e Clarice, receberam de uma tia herança constituída pelas
seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um
par de brincos de diamante. A tia especificou em testamento que
as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que cada um
deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser
dada a quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um re-
cebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias
tinham valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes
opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer a partilha do
seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria
escrever em um papel três porcentagens, indicando sua avaliação
sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles rece-
besse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da herança toda
ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a
seguinte:
Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice rece-
bessem, respectivamente,
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.
(D) o bracelete, o colar e os brincos.
(E) o colar, os brincos e o bracelete.
MATEMÁTICA
20
04. (UTFPR – Técnico de Tecnologia da Informação – UT-
FPR/2017) Um retângulo de medidas desconhecidas foi alterado.
Seu comprimento foi reduzido e passou a ser 2/ 3 do comprimento
original e sua largura foi reduzida e passou a ser 3/ 4 da largura
original.
Pode-se afirmar que, em relação à área do retângulo original, a
área do novo retângulo:
(A)foi aumentada em 50%.
(B) foi reduzida em 50%.
(C) aumentou em 25%.
(D) diminuiu 25%.
(E)foi reduzida a 15%.
05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Paulo,
dono de uma livraria, adquiriu em uma editora um lote de apostilas
para concursos, cujo valor unitário original é de R$ 60,00. Por ter ca-
dastro no referido estabelecimento, ele recebeu 30% de desconto
na compra. Para revender os materiais, Paulo decidiuacrescentar
30% sobre o valor que pagou por cada apostila. Nestas condições,
qual será o lucro obtido por unidade?
(A) R$ 4,20.
(B) R$ 5,46.
(C) R$ 10,70.
(D) R$ 12,60.
(E) R$ 18,00.
06. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Joana
foi fazer compras. Encontrou um vestido de R$ 150,00 reais. Des-
cobriu que se pagasse à vista teria um desconto de 35%. Depois de
muito pensar, Joana pagou à vista o tal vestido. Quanto ela pagou?
(A) R$ 120,00 reais
(B) R$ 112,50 reais
(C) R$ 127,50 reais
(D) R$ 97,50 reais
(E) R$ 90 reais
07. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) A
empresa Alfa Sigma elaborou uma previsão de receitas trimestrais
para 2018. A receita prevista para o primeiro trimestre é de 180 mi-
lhões de reais, valor que é 10% inferior ao da receita prevista para
o trimestre seguinte. A receita prevista para o primeiro semestre é
5% inferior à prevista para o segundo semestre. Nessas condições,
é correto afirmar que a receita média trimestral prevista para 2018
é, em milhões de reais, igual a
(A) 200.
(B) 203.
(C) 195.
(D) 190.
(E) 198.
08. (CRM/MG – Técnico em Informática- FUNDEP/2017) Veja,
a seguir, a oferta da loja Magazine Bom Preço:
Aproveite a Promoção!
Forno Micro-ondas
De R$ 720,00
Por apenas R$ 504,00
Nessa oferta, o desconto é de:
(A) 70%.
(B) 50%.
(C) 30%.
(D) 10%.
09 (CODAR – Recepcionista – EXATUS/2016) Considere que
uma caixa de bombom custava, em novembro, R$ 8,60 e passou a
custar, em dezembro, R$ 10,75. O aumento no preço dessa caixa de
bombom foi de:
(A) 30%.
(B) 25%.
(C)20%.
(D) 15%
10. (ANP – Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados –
CESGRANRIO/2016) Um grande tanque estava vazio e foi cheio de
óleo após receber todo o conteúdo de 12 tanques menores, idên-
ticos e cheios.
Se a capacidade de cada tanque menor fosse 50% maior do que
a sua capacidade original, o grande tanque seria cheio, sem exces-
sos, após receber todo o conteúdo de
(A) 4 tanques menores
(B) 6 tanques menores
(C) 7 tanques menores
(D) 8 tanques menores
(E) 10 tanques menores
GABARITO
01. Resposta:B.
Como teve um desconto de 40%, pagou 60% do produto.
1600⋅0,6=960
Como vai pagar 10% a mais:
960⋅1,1=1056
02. Resposta: E.
63/35=1,80
Portanto teve um aumento de 80%.
03. Resposta: D.
Clarice obviamente recebeu o brinco.
Beatriz recebeu o colar porque foi o único que ficou acima de
30% e André recebeu o bracelete.
04. Resposta: B.
A=b⋅h
Portanto foi reduzida em 50%
05. Resposta: D.
Como ele obteve um desconto de 30%, pagou 70% do valor:
60⋅0,7=42
Ele revendeu por:
42⋅1,3=54,60
Teve um lucro de: 54,60-42=12,60
06. Resposta: D.
Como teve um desconto de 35%. Pagou 65%do vestido
150⋅0,65=97,50
MATEMÁTICA
21
07. Resposta: C.
Como a previsão para o primeiro trimestre é de 180 milhões e é 10% inferior, no segundo trimestre temos uma previsão de
180-----90%
x---------100
x=200
200+180=380 milhões para o primeiro semestre
380----95
x----100
x=400 milhões
Somando os dois semestres: 380+400=780 milhões
780/4trimestres=195 milhões
08. Resposta: C.
Ou seja, ele pagou 70% do produto, o desconto foi de 30%.
OBS: muito cuidado nesse tipo de questão, para não errar conforme a pergunta feita.
09. Resposta: B.
8,6(1+x)=10,75
8,6+8,6x=10,75
8,6x=10,75-8,6
8,6x=2,15
X=0,25=25%
10. Resposta: D.
50% maior quer dizer que ficou 1,5
Quantidade de tanque: x
A quantidade que aumentaria deve ficar igual a 12 tanques
1,5x=12
X=8
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO
Os estudos matemáticos ligados aos fundamentos lógicos contribuem no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, induzindo a
organização do pensamento e das ideias, na formação de conceitos básicos, assimilação de regras matemáticas, construção de fórmulas
e expressões aritméticas e algébricas. É de extrema importância que em matemática utilize-se atividades envolvendo lógica, no intuito
de despertar o raciocínio, fazendo com que se utilize do potencial na busca por soluções dos problemas matemáticos desenvolvidos e
baseados nos conceitos lógicos.
A lógica está presente em diversos ramos da matemática, como a probabilidade, os problemas de contagem, as progressões aritméti-
cas e geométricas, as sequências numéricas, equações, funções, análise de gráficos entre outros. Os fundamentos lógicos contribuem na
resolução ordenada de equações, na percepção do valor da razão de uma sequência, na elucidação de problemas aritméticos e algébricos
e na fixação de conteúdos complexos.
A utilização das atividades lógicas contribui na formação de indivíduos capazes de criar ferramentas e mecanismos responsáveis pela
obtenção de resultados em Matemática. O sucesso na Matemática está diretamente conectado à curiosidade, pesquisa, deduções, experi-
mentos, visão detalhada, senso crítico e organizacional e todas essas características estão ligadas ao desenvolvimento lógico.
Raciocínio Lógico Dedutivo
A dedução é uma inferência que parte do universal para o mais particular. Assim considera-se que um raciocínio lógico é dedutivo
quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s) premissa(s). A dedução é um raciocínio de tipo
mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Iniciaremos com a compreensão das sequências lógicas, onde devemos deduzir,
ou até induzir, qual a lei de formação das figuras, letras, símbolos ou números, a partir da observação dos termos dados.
MATEMÁTICA
22
Humor Lógico
Orientações Espacial e Temporal
Orientação espacial e temporal verifica a capacidade de abstração no espaço e no tempo. Costuma ser cobrado em questões sobre
a disposições de dominós, dados, baralhos, amontoados de cubos com símbolos especificados em suas faces, montagem de figuras com
subfiguras, figuras fractais, dentre outras. Inclui também as famosas sequências de figuras nas quais se pede a próxima. Serve para verificar
a capacidade do candidato em resolver problemas com base em estímulos visuais.
Raciocínio Verbal
O raciocínio é o conjunto de atividades mentais que consiste na associação de ideias de acordo com determinadas regras. No caso do
raciocínio verbal, trata-se da capacidade de raciocinar com conteúdos verbais, estabelecendo entre eles princípios de classificação, orde-
nação, relação e significados. Ao contrário daquilo que se possa pensar, o raciocínio verbal é uma capacidade intelectual que tende a ser
pouco desenvolvida pela maioria das pessoas. No nível escolar, por exemplo, disciplinas como as línguas centram-se em objetivos como
a ortografia ou a gramática, mas não estimulam/incentivam à aprendizagem dos métodos de expressão necessários para que os alunos
possam fazer um uso mais completo da linguagem.
Por outro lado, o auge dos computadores e das consolas de jogos de vídeo faz com que as crianças costumem jogar de forma indi-
vidual, isto é, sozinhas (ou com outras crianças que não se encontrem fisicamente com elas), pelo que não é feito um uso intensivo da
linguagem. Uma terceira causa que se pode aqui mencionar para explicar o fraco raciocínio verbal é o fato de jantar em frente à televisão.
Desta forma, perde-se o diálogo no seio da família e a arte de conversar.
Entre os exercícios recomendados pelos especialistas para desenvolver o raciocínio verbal, encontram-se as analogias verbais, os
exercícios para completar orações, a ordem de frases e os jogos onde se devem excluir certos conceitos de um grupo. Outras propostas
implicam que sigam/respeitem certas instruções, corrijam a palavra inadequada (o intruso) de uma frase ou procurem/descubram antôni-
mos e sinônimos de uma mesma palavra.
Lógica Sequencial
Lógica Sequencial
O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições, para concluir
através de mecanismos de comparações e abstrações, quais são os dados que levam às respostas verdadeiras, falsas ou prováveis. Foi
pelo processo do raciocínio que ocorreu o desenvolvimento do método matemático, este considerado instrumento puramente teórico e
dedutivo, que prescindede dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes dos
mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte do pensamento.
Sequências Lógicas
As sequências podem ser formadas por números, letras, pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma sequência,
o importante é que existam pelo menos três elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas séries necessitam de
mais elementos para definir sua lógica. Algumas sequências são bastante conhecidas e todo aluno que estuda lógica deve conhecê-las, tais
como as progressões aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números primos e os quadrados perfeitos.
Sequência de Números
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo número.
MATEMÁTICA
23
Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um
mesmo número.
Incremento em Progressão: O valor somado é que está em pro-
gressão.
Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois ante-
riores.
1 1 2 3 5 8 13
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois divisores
naturais.
2 3 5 7 11 13 17
Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são natu-
rais.
1 4 9 16 25 36 49
Sequência de Letras
As sequências de letras podem estar associadas a uma série de
números ou não. Em geral, devemos escrever todo o alfabeto (ob-
servando se deve, ou não, contar com k, y e w) e circular as letras
dadas para entender a lógica proposta.
A C F J O U
Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses números
estão em progressão.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U
B1 2F H4 8L N16 32R T64
Nesse caso, associou-se letras e números (potências de 2), al-
ternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1 posições.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T
Sequência de Pessoas
Na série a seguir, temos sempre um homem seguido de duas
mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma posição múltipla de
três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e a posição dos braços sem-
pre alterna, ficando para cima em uma posição múltipla de dois (2º,
4º, 6º, 8º,...). Sendo assim, a sequência se repete a cada seis termos,
tornando possível determinar quem estará em qualquer posição.
Sequência de Figuras
Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão visto na
sequência de pessoas ou simplesmente sofrer rotações, como nos
exemplos a seguir.
Sequência de Fibonacci
O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci, pro-
pôs no século XIII, a sequência numérica: (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34,
55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação simples: cada
elemento, a partir do terceiro, é obtido somando-se os dois anterio-
res. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante.
Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibo-
nacci, dedicaram-se ao estudo da sequência que foi proposta, e fo-
ram encontradas inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento
de modelos explicativos de fenômenos naturais.
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de Fibonacci
e entenda porque ela é conhecida como uma das maravilhas da Ma-
temática. A partir de dois quadrados de lado 1, podemos obter um
retângulo de lados 2 e 1. Se adicionarmos a esse retângulo um qua-
drado de lado 2, obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se adicionarmos
agora um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo 5 x 3. Observe
a figura a seguir e veja que os lados dos quadrados que adicionamos
para determinar os retângulos formam a sequência de Fibonacci.
Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de circunfe-
rência inscrito em cada quadrado, encontraremos uma espiral for-
mada pela concordância de arcos cujos raios são os elementos da
sequência de Fibonacci.
MATEMÁTICA
24
O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre arqui-
teto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje em ruínas,
era um retângulo que continha um quadrado de lado igual à altura.
Essa forma sempre foi considerada satisfatória do ponto de vista
estético por suas proporções sendo chamada retângulo áureo ou
retângulo de ouro.
Como os dois retângulos indicados na figura são semelhantes
temos: (1).
Como: b = y – a (2).
Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0.
Resolvendo a equação:
em que não convém.
Logo:
Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser
representado por:
Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado
for igual a é chamado retângulo áureo como o caso da fachada do
Partenon.
As figuras a seguir possuem números que representam uma se-
quência lógica. Veja os exemplos:
Exemplo 1
A sequência numérica proposta envolve multiplicações por 4.
6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536
Exemplo 2
A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.
13 – 10 = 3
17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
28 – 22 = 6
35 – 28 = 7
Exemplo 3
Multiplicar os números sempre por 3.
1 x 3 = 3
3 x 3 = 9
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187
MATEMÁTICA
25
Exemplo 4
A diferença entre os números vai aumentando 2 unidades.
24 – 22 = 2
28 – 24 = 4
34 – 28 = 6
42 – 34 = 8
52 – 42 = 10
64 – 52 = 12
78 – 64 = 14
EXERCÍCIOS
01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada linha
do esquema seguinte:
A carta que está oculta é:
(A) (B) (C)
(D) (E)
02. Considere que a sequência de figuras foi construída segun-
do um certo critério.
Se tal critério for mantido, para obter as figuras subsequentes,
o total de pontos da figura de número 15 deverá ser:
(A) 69
(B) 67
(C) 65
(D) 63
(E) 61
03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,
970, 940, 900, 850, ...
(A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770
04. Na sequência lógica de números representados nos hexá-
gonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles que
pode ser:
(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de fósforo
constrói uma sequência de quadrados conforme indicado abaixo:
1° 2° 3°
.............
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?
(A) 20 palitos
(B) 25 palitos
MATEMÁTICA
26
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos
06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu em
cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja que a
soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A única al-
ternativa cuja figura representa a planificação desse cubo tal como
deseja Ana é:
(A) (B)
(C) (D)
(E)
07. As figuras da sequência dada são formadas por partes
iguais de um círculo.
Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16 círculos
completos na:
(A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura
(E) 96ª figura
08. Analise a sequência a seguir:
Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes
permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a
277ª posição dessa sequência é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
(A) 20
(B) 21
(C) 100
(D) 200
10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo núme-
ro?
(A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21
GABARITO
01. Resposta: “A”.
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2, em
cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além disso, o
naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das opções dadas só
pode ser a da opção (A).
02. Resposta “D”.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de simetria,
tem-se:
Na figura 1: 01 ponto de cada lado 02 pontos no total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado 04 pontos no total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado 06 pontos no total.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado 08 pontos no total.
Na figura n: n pontos de cada lado 2.n pontos no total.
Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado 30 pontos no total.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria, tem-
-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo 04 pontos no total.
Nafigura 2: 03 pontos acima e abaixo 06 pontos no total.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo 08 pontos no total.
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo 10 pontos no total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo 2.(n+1) pontos no
total.
Em particular:
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo 32 pontos no total.
Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado, temos
para total de pontos da figura 15: Total de pontos = 30 + 32 + 1 =
63 pontos.
03. Resposta “B”.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000 e
990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre 940 e
900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o próximo nú-
mero é 60, dessa forma concluímos que o próximo número é 790,
pois: 850 – 790 = 60.
MATEMÁTICA
27
04. Resposta “D”
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre 24
e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é 8, entre
52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o próximo número e
64 é 14, dessa forma concluímos que o próximo número é 78, pois:
76 – 64 = 14.
05. Resposta “D”.
Observe a tabela:
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Nº de Palitos 4 7 10 13 16 19 22
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de palitos
das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber que cada figura
a partir da segunda tem a quantidade de palitos da figura anterior
acrescida de 3 palitos. Desta forma, fica fácil preencher o restante
da tabela e determinar a quantidade de palitos da 7ª figura.
06. Resposta “A”.
Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a plani-
ficação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6, somando
10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”, da mesma forma,
o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não formando um lado.
Na figura da letra “D”, o 2 estaria em face oposta ao 4, não deter-
minando um lado. Já na figura apresentada na letra “E”, o 1 não
estaria em face oposta ao número 6, impossibilitando, portanto, a
obtenção de um lado. Logo, podemos concluir que a planificação
apresentada na letra “A” é a única para representar um lado.
07. Resposta “B”.
Como na 3ª figura completou-se um círculo, para completar 16
círculos é suficiente multiplicar 3 por 16 : 3 . 16 = 48. Portanto, na
48ª figura existirão 16 círculos.
08. Resposta “B”.
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, conti-
nua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número 277
ocupa, então, a mesma posição das figuras que representam núme-
ro 5n + 2, com nN. Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figura,
que é representada pela letra “B”.
09. Resposta “D”.
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá por
padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada número. “Dois,
Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, Dezenove, ... Enfim, o pró-
ximo só pode iniciar também com “D”: Duzentos.
10. Resposta “C”.
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três, Treze,
Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta e um, pois ele inicia
com a letra “T”.
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO: PROPOSIÇÕES,
CONECTIVOS, EQUIVALÊNCIA E IMPLICAÇÃO LÓGICA,
ARGUMENTOS VÁLIDOS
CONCEITOS BÁSICOS DE RACIOCÍNIO LÓGICO
Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensa-
mento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensa-
mentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a
respeito de determinados conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma
verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a
proposição é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos
os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não
pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é
verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.
Fique Atento!!
“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que
são: V ou F.”
Classificação de uma proposição
Elas podem ser:
Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico
verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova?- Estudou ontem?
– Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO va-
lor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas
Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas
p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.
Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas):
aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas
maiúsculas P,Q,R, R...,também chamadas letras proposicionais.
Exemplo:
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
MATEMÁTICA
28
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplo:(Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
• O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? -como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
01. Resposta: B.
Conectivos (concectores lógicos)
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:
Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade
Negação ~ Não p
Conjunção ^ p e q
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
MATEMÁTICA
29
Condicional → Se p então q
Bicondicional ↔ p se e somente se q
Exemplo: (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP). Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou sím-
bolos (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa
que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧ . A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposiçõescompostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simpleste componentes contém 2n linhas.”
Exemplo: (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da
proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência
- Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...
- Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
MATEMÁTICA
30
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...
- Contigência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.
Exemplos:
01. (PECFAZ/ESAF) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição ~P ∧P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.
Resolução:
Resposta: C.
02. (DPU – Analista – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
() Certo ( ) Errado
Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
MATEMÁTICA
31
Exemplo: (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
Resposta: B.
Leis de Morgan
Com elas:
- Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
- Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalando a afirmar que ambas são falsas.
Atenção!!!
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÂO transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO e DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
Exemplo: (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Considere a afirmação:
“Mato a cobra e mostro o pau”
A negação lógica dessa afirmação é:
(A) não mato a cobra ou não mostro o pau;
(B) não mato a cobra e não mostro o pau;
(C) não mato a cobra e mostro o pau;
(D) mato a cobra e não mostro o pau;
(E) mato a cobra ou não mostro o pau.
Resolução:
Resposta: A
CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.
Operação Conectivo Estrutura Lógica Exemplos
Negação ~ Não p A cadeira não é azul.
Conjunção ^ p e q Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Inclusiva v p ou q Fernando é médico ou Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q Ou Fernando é médico ou João é Engenheiro.
Condicional → Se p então q Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.
Bicondicional ↔ p se e somente se q Fernando é médico se e somente se Nicolas é Engenheiro.
MATEMÁTICA
32
Conectivo “não” (~)
Chamamos de negação de uma proposição representada por
“não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p é falsa e falsidade
(F) quando p é verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto
daquele de p. Pela tabela verdade temos:
Conectivo “e” (˄)
Se p e q são duas proposições, a proposição p ˄ q será chamada
de conjunção. Para a conjunção, tem-se a seguinte tabela-verdade:
FIQUE ATENTO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” pos-
suirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou
argumentos lógicos, tiverem valores verdadeiros.
Conectivo “ou” (v)
Esteinclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente.
(Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente).
Conectivo “ou” (v)
Esteexclusivo: Elisabete é paulista ou Elisabete é carioca. (Se
Elisabete é paulista, não será carioca e vice-versa).
Mais sobre o Conectivo “ou”
- “inclusivo”(considera os dois casos)
-“exclusivo”(considera apenas um dos casos)
Exemplos:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso,o“ou”é inclusivo, pois pelo menos uma
das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma
das proposições poderá ser verdadeira
Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusi-
vo”(considera apenas um dos casos)Exemplo: R: Paulo é professor
ou administrador S: Maria é jovem ou idosa No primeiro caso,o“ou-
”é inclusivo, pois pelo menos uma das proposições é verdadeira,
podendo ser ambas. No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois
somente uma das proposições poderá ser verdadeiro
Conectivo “Se... então” (→)
Se p e q são duas proposições, a proposição p→q é chamada
subjunção ou condicional. Considere a seguinte subjunção: “Se fizer
sol, então irei à praia”.
1. Podem ocorrer as situações:
2. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
3. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade)
5. Não fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade, pois eu não dis-
se o que faria se não fizesse sol. Assim, poderia ir ou não ir à praia).
Temos então sua tabela verdade:
Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando
a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.
Conectivo “Se e somente se” (↔)
Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada
bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é
condição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição
necessária e suficiente para p”.
Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somen-
te se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabelaverdade:
MATEMÁTICA
33
Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as pro-
posições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.
FICA A DICA
O importante sobre os concectivos é ter em mente a tabela de
cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
questão referente ao assunto.
Ordem de precedência dos conectivos:
O critério que especifica a ordem de avaliação dos conectivos
ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica mate-
mática prioriza as operações de acordo com a ordem listadas:
Em resumo:
Exemplo: (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP). Os conec-
tivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum)
ou símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar propo-
sições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a
alternativa que apresenta exemplos de conjunção, negação e impli-
cação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧q
(B) p ∧q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta
o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧ . A negação é
representada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma
proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implica-
ção é uma proposição composta do tipo condicional (Se, então) é
representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
CONTRADIÇÕES
São proposições compostas formadas por duas ou mais propo-
sições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente
do valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:
A proposição:p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua
tabela-verdade:
Exemplo: (PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional,
a proposição ~P ∧P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.
Resolução:
Montando a tabela teremos que:
P ~p ~p ^p
V F F
V F F
F V F
F V F
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante
de uma CONTRADIÇÃO.
Resposta: C.
ESTRUTURAS LÓGICAS
Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
Elas podem ser:
Sentença aberta:quando não se pode atribuir um valor lógico
verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova?- Estudou ontem?
– Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO va-
lor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas
Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas
p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas):
aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas
maiúsculas P,Q,R, R...,também chamadas letras proposicionais.
MATEMÁTICA
34
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Proposições Compostas – Conectivos
As proposições compostas são formadas por proposições simples ligadas por conectivos, aos quais formam um valor lógico, que po-
demos vê na tabela a seguir:
Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade
Negação ~ Não p
Conjunção ^ p e q
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
Condicional → Se p então q
Bicondicional ↔ p se e somente se q
MATEMÁTICA
35
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões
Exemplo: (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos 9,10,11 e 16 – CESPE)
A fi gura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respecti vamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e uti lizando os conecti vos lógicos usuais, julgue o item subsecuti vo.
A últi ma coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a
() Certo ( ) Errado
Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
R Q P [ P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F
Resposta: Certo.
MATEMÁTICA
36
IMPLICAÇÃO LÓGICA
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira. Repre-
sentamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
FIQUE ATENTO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conectivo.
O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre duas proposições. Exemplo:
Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:
- Somente uma contradição implica uma contradição:
Propriedades
Reflexiva:
– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.
Transitiva:
– Se P(p,q,r,...) ⇒Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒R(p,q,r,...)
– Se P ⇒Q e Q ⇒R, então P ⇒R
Regras de Inferência
Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em outras
palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de proposições verdadeiras já existentes.
Regras de Inferência obtidas d
a implicação lógica
MATEMÁTICA
37
- Silogismo Disjuntivo
- Modus Ponens
- Modus Tollens
Tautologias e Implicação Lógica
Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)
Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q é tautológica.
Inferências
Regra do Silogismo Hipotético
MATEMÁTICA
38
Princípio da inconsistência
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica
p ^ ~p ⇒q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-
sição q.
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a
condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.
Exemplo: (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV)
Renato falou a verdade quando disse:
• Corro ou faço ginástica.
• Acordo cedo ou não corro.
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito.
É correto concluir que, nesse dia, Renato:
(A) correu e fez ginástica;
(B) não fez ginástica e não correu;
(C) correu e não acordou cedo;
(D) acordou cedo e correu;
(E) não fez ginástica e não acordou cedo.
Resolução:
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta por
uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito”
Como pouco ou não faço ginástica
FV
Corro ou faço ginástica
V F
Acordo cedo ou não corro
V F
Portanto ele:
Comeu muito
Não fez ginástica
Corrreu, e;
Acordou cedo
Resposta: D.
DIAGRAMAS LÓGICOS E LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM
LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM
Existem alguns tipos de argumentos que apresentam proposi-
ções com quantificadores. Numa proposição categórica, é impor-
tante que o sujeito se relacionar com o predicado de forma coeren-
te e que a proposição faça sentido, não importando se é verdadeira
ou falsa.
Vejamos algumas formas:
- Todo A é B.
-Nenhum A é B.
- Algum A é B.
- Algum A não é B.
Onde temos que A e B são os termos ou características dessas
proposições categóricas.
Classificação de uma proposição categórica de acordo com o
tipo e a relação
Elas podem ser classificadas de acordo com dois critérios fun-
damentais: qualidade e extensão ou quantidade.
Qualidade: O critério de qualidade classifica uma proposição
categórica em afirmativa ou negativa.
Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica uma
proposição categórica em universal ou particular. A classificação de-
penderá do quantificador que é utilizado na proposição.
Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade
e a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados pelas
letras A, E, I e O.
Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”.
Teremos duas possibilidades.
Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no
conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-
bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de
“Todo B é A”.
Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”.
Tais proposições afirmam que não há elementos em comum
entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o mes-
mo que dizer “nenhum B é A”.
Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte dia-
grama (A ∩ B = ø):
MATEMÁTICA
39
Parti cular afi rmati va (Tipo I) - “ALGUM A é B”
Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-
posição:
Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto “A”
tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”. Con-
tudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem todo
A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”.
Parti cular negati va (Tipo O) - “ALGUM A não é B”
Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três
representações possíveis:
Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o
conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não signifi ca o mesmo
que Algum B não é A.
Negação das Proposições Categóricas
Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as
seguintes convenções de equivalência:
- Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos
uma proposição categórica parti cular.
- Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposição
categórica parti cular geramos uma proposição categórica universal.
- Negando uma proposição de natureza afi rmati va geramos,
sempre, uma proposição de natureza negati va; e, pela recíproca,
negando uma proposição de natureza negati va geramos, sempre,
uma proposição de natureza afi rmati va.
Em síntese:
Exemplos:
01. (MRE – Ofi cial de Chancelaria – FGV) João olhou as dez
bolas que havia em um saco e afi rmou:
“Todas as bolas desse saco são pretas”.
Sabe-se que a afi rmati va de João é falsa.
É correto concluir que:
(A) nenhuma bola desse saco é preta;
(B) pelo menos nove bolas desse saco são pretas;
(C) pelo menos uma bola desse saco é preta;
(D) pelo menos uma bola desse saco não é preta;
(E) nenhuma bola desse saco é branca.
Resolução:
Resposta: D.
02. (DESENVOLVE/SP - Contador - VUNESP) Alguns gatos não
são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.
Uma afi rmação que corresponde a uma negação lógica da afi r-
mação anterior é:
(A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são par-
dos.
(B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos
não miam alto.
(D) Todos os gatos que miam alto são pardos.
(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é
pardo.
Resolução:
Temos um quanti fi cador parti cular (alguns) e uma proposição
do ti po conjunção (conecti vo “e”). Pede-se a sua negação.
O quanti fi cador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo
o esquema, pelos quanti fi cadores universais (todos ou nenhum).
Logo, podemos descartar as alternati vas A e E.
A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção,
em que trocaremos o conecti vo “e” pelo conecti vo “ou”. Descarta-
mos a alternati va B.
Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de
que a relação que existe é: Algum A é B, deve ser trocado por: Todo
A é não B.
Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não
são pardos NÃO miam alto.
Resposta: C.
MATEMÁTICA
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03. (CBM/RJ - Cabo Técnico em Enfermagem - ND) Dizer que a afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de vista
lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira
(A) Todos os não psicólogos são professores.
(B) Nenhum professor é psicólogo.
(C) Nenhum psicólogo é professor.
(D) Pelo menos um psicólogo não é professor.
(E) Pelo menos um professor não é psicólogo.
Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a negação de um quantificador universal categórico afirmativo se faz através
de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo menos um professor não é psicólogo.
Resposta: E.
Equivalência entre as proposições
Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na resolução de questões.
Exemplo: (PC/PI - Escrivão de Polícia Civil - UESPI) Qual a negação lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual
a cinco”?
(A) Todo número natural é menor do que cinco.
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
(C) Todo número natural é diferente de cinco.
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
(E) Existe um número natural que é diferente de cinco.
Resolução:
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe ao
menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com Todos e Nenhum, que também são universais.
Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alternativas
A, B e C.
Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.
Obs: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).
Resposta: D.
DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. È uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam
argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas por proposições categóricas.
MATEMÁTICA
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Fica a dica!!!
É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que envolvam os diagramas lógicos.
Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
Tipo Preposição Diagramas
A TODO A é B
Se um elemento pertence ao conjunto A, então pertence também a B.
E NENHUM A é B
Existe pelo menos um elemento que pertence a A, então não pertence a B, e vice-versa.
I ALGUM A é B
Existe pelo menos um elemento comum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguintes formas:
O ALGUM A NÃO é B
Perceba-se que, nesta sentença, a atenção está sobre o(s) elemento (s) de A que não são B (enquanto
que, no “Algum A é B”, a atenção estava sobre os que eram B, ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a diferença entre conjuntos, que forma o conjunto A - B
MATEMÁTICA
42
Exemplo: (GDF–Analista de Atividades Culturais Administra-
ção – IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa
de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro
é casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.
Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura
- Existem teatros que não são cinemas
- Algum teatro é casa de culturaVisto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC
Segundo as afirmativas temos:
(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último
diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe pelo
menos um dos cinemas é considerado teatro.
(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
mo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama nos
afirma isso
(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justifi-
cativa é observada no diagrama da alternativa anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor-
reta, que podemos observar no diagrama abaixo, uma vez que todo
cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também
não é cinema.
Resposta: E.
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
mento.
MATEMÁTICA
43
Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.
O exemplo dado pode ser chamdo de Silogismo (argumento
formado por duas premissas e a conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em
verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-
der o que significa um argumento válido e um argumento inválido.
Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem
construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató-
ria do seu conjunto de premissas.
Exemplo: O silogismo...
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.
... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um
argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da
conclusão sejam totalmente questionáveis.
Fique Atento!!!
O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CONTEÚDO!
Se a construção está perfeita, então o argumento é válido, in-
dependentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!
Como saber se um determinado argumento é mesmo válido?
Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando
diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-
todo muito útil e que será usado com frequência em questões que
pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como
funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar
essa frase da seguinte maneira:
Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-
mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos
pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase
“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo
menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.
Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-
lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a idéia que ela exprime é
de uma total dissociação entre os dois conjuntos.
Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença
“Nenhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em
comum.
Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas
vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:
Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:
– NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas
será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência
necessária das premissas? Claro que sim! Observemos que o con-
junto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do
conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!
Argumentos Inválidos
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado
ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade
das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclu-
são.
Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
P2: Patrícia não é criança.
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.
Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois
as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.
Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois
a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam
de chocolate.
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade
do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo arti-
fício, que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela pri-
meira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.
MATEMÁTICA
44
Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da
primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos
facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,
concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:
Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este argumen-
to é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não! Pode
ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o
argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a veracidade da conclusão!
Métodos para validação de um argumento
Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!
1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO, AL-
GUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.
2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocorre quan-
do nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “→” e “↔”. Baseia-se na construção
da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem de ser mais
trabalhoso, principalmente quando envolve várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibilidade
do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobriremos o
valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o argumento seja considerado válido.
4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-
clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.
MATEMÁTICA
45
Em síntese:
Exemplo: Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:
(p ∧q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q
Resolução:
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar entãopelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos seguir
adiante com uma próxima pergunta, teríamos:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta também
é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.
Resolução pelo 3º Método
Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão verdadeira. Teremos:
- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!
- 1ª Premissa) (p ∧q)→r é verdade. Sabendo que r é falsa, concluímos que (p ∧q) tem que ser também falsa.
E quando uma conjunção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou ambas forem falsas. Logo, não é possível determinamos
os valores lógicos de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar adequado, por meio do mesmo, não poderemos determinar se
o argumento é ou NÃO VÁLIDO.
Resolução pelo 4º Método
Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Teremos:
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verdadeiro!
MATEMÁTICA
46
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas
verdadeiras! Teremos:
- 1ª Premissa) (p∧ q)→r é verdade. Sabendo que p e q são
verdadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é
verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo:
r é verdadeiro.
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é
falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi!
Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no
4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si-
multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que
o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido!
Exemplos: 01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE) Consi-
dere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
• Durante a noite, faz frio.
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o
item subsecutivo.
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
() Certo ( ) Errado
Resolução:
Antes de iniciar, vamos relembrar da tabela verdade do condi-
cional:
pp qq p→qp→q
V V V
V F F
F V V
F F V
Resultados interessantes:
- sempre que o antecedente é F (p é falso), o condicional já é
de cara verdadeiro. Pouco importa o valor lógico do consequente
(pouco importa o valor de “q”). Vide linhas 3 e 4 da tabela
- sempre que o consequente é V (q é verdadeiro), o condicional
já é de cara verdadeiro. Pouco importa o valor lógico do anteceden-
te (pouco importa o valor de “p”). Vide linhas 1 e 3 da tabela.
- o único caso de condicional falso ocorre na linha 2. Nesta si-
tuação, temos antecedente V e consequente F (ou seja, V/F nessa
ordem)
Quando um condicional é premissa de um argumento, ele é to-
mado como verdadeiro. Daí que a linha 2 da tabela não pode ocor-
rer, e ficaremos com:
pp qq p→qp→q
V V V
V F F
F V V
F F V
A segunda linha é eliminada, pois não queremos o caso de con-
dicional falso. Neste cenário, temos:
- o fato do antecedente ser V já obriga consequente V também
(linha 1 da tabela). Do contrário cairíamos na linha 2, que estamos
descartando
- o fato do consequente ser F obriga o antecedente F também
(linha 4 da tabela). Do contrário cairíamos na linha 2, que estamos
descartando
Note que todas as frases dadas na questão são na verdade con-
dicionais, pois passam a ideia do condicional. Assim:
1) Se chove, então Maria não vai ao cinema
2) Se Cláudio fica em casa, então Maria vai ao cinema
3) Se Cláudio sai de casa, então não faz frio
4) Se Fernando está estudando, então não chove
5) Se é noite, então faz frio
Como tudo isso é premissa, todas essas proposições devem ser
tomadas como verdadeiras. Isso significa que para nenhuma delas
podemos ter V/F nessa ordem.
Ok, em seguida, foi dito que “durante a noite não chove”. Esta
frase no fundo é um condicional:
Se é noite, então não chove
Para analisar um argumento em que a conclusão é um condi-
cional, podemos usar a seguinte tática. A primeira etapa é conside-
rar que o antecedente é verdadeiro (é nossa “premissa adicional”).
Premissa adicional: é noite.
Em seguida, nossa conclusão passa a ser apenas o consequen-
te: não chove.
Agora analisamos as premissas.
Premissa 5:
Se é noite, então faz frio
O antecedente (é noite) é verdadeiro. Isso obriga o consequen-
te (faz frio) a ser verdadeiro também. Logo, faz frio.
Premissa 3:
Se Cláudio sai de casa, então não faz frio
O consequente (em vermelho) é falso. Isso obriga o anteceden-
te a ser falso também. Logo, Cláudio não sai de casa. Em outras
palavras, Cláudio fica em casa
Premissa 2:
Se Cláudio fica em casa, então Maria vai ao cinema
O antecedente, em azul, é verdadeiro. Isso obriga o consequen-
te a ser V também. Portanto, Maria vai ao cinema.
Premissa 1:
Se chove, então Maria não vai ao cinema
O consequente, em vermelho, é falso, pois Maria foi sim ao ci-
nema. Quando o consequente é F, obrigatoriamente o antecedente
tem que ser F também. Logo, não chove.
Essa era justamente a conclusão a que queríamos chegar. Item
Certo.
Só por garantia, vamos analisar a premissa faltante.
Premissa 4:
Se Fernando está estudando, então não chove
O consequente é verdadeiro. Isso já garante condicional V, in-
dependente de Fernando estar ou não estudando. Nada consegui-
mos concluir sobre Fernando.
Pronto, passamos por todas as premissas e de fato concluímos
que chovia.
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INFORMÁTICA
1. Conceitos e fundamentos básicos. Conhecimento e utilização dos principais softwares utilitários (compactadores de arquivos, chat,
clientes de e-mails, reprodutores de vídeo, visualizadores de imagem, antivírus). Identificação e manipulação de arquivos. Backup de
arquivos. 5. Conceitos básicos de Hardware (Placa mãe, memórias, processadores (CPU) e disco de armazenamento HDs, CDs e DVDs).
Periféricos de computadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. 7. Ambientes operacionais: utilização dos sistemas operacionais Windows 7 e Windows 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3. Conceitos básicos sobre Linux e Software Livre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
4. Utilização de ferramentas de texto, planilha e, apresentação do pacote Microsoft Office (Word, Excel e PowerPoint) – versões 2010,
2013 e 2016. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. Utilização de ferramentas de texto, planilha e apresentação do pacote LibreOffice (Writer, Calc e Impress) - versões 5 e 6. . Utilização
e configuração de e-mail no Microsoft Outlook. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, busca e pesquisa na Web,
mecanismos de busca na Web. Navegadores de internet: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
6. Segurança na internet; vírus de computadores; Spyware; Malware; Phishing e Spam . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
7. Transferência de arquivos pela internet. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
INFORMÁTICA
1
CONCEITOS E FUNDAMENTOS BÁSICOS. CONHECI-
MENTO E UTILIZAÇÃO DOS PRINCIPAIS SOFTWARES
UTILITÁRIOS (COMPACTADORES DE ARQUIVOS, CHAT,
CLIENTES DE E-MAILS, REPRODUTORES DE VÍDEO, VI-SUALIZADORES DE IMAGEM, ANTIVÍRUS). IDENTIFICA-
ÇÃO E MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS. BACKUP DE AR-
QUIVOS. CONCEITOS BÁSICOS DE HARDWARE (PLACA
MÃE, MEMÓRIAS, PROCESSADORES (CPU) E DISCO DE
ARMAZENAMENTO HDS, CDS E DVDS). PERIFÉRICOS
DE COMPUTADORES
HARDWARE E SOFTWARE
Hardware são as partes físicas do equipamento e software é
o conjunto de programas ou aplicativos, instruções e regras que
permitem ao equipamento funcionar.
O que é hardware?
Hardware são as partes que podemos ver do computador, ou
seja, todos os componentes da sua estrutura física como o monitor,
o teclado, o gabinete e o mouse.
O que é software?
São os programas que nos permitem realizar atividades espe-
cíficas num computador. Por exemplo, os programas como Word,
Excel, Power Point, os navegadores, os jogos, os sistemas operacio-
nais, entre outros.
Esses dois elementos sempre trabalham de mãos dadas. En-
quanto o software faz as operações, o hardware é a parte física com
a qual essas funções podem ser realizadas.
Embora não tenhamos ideia de como as coisas vão evoluir,
essa combinação continuará funcionando como base do desenvol-
vimento tecnológico.
Tipos de computadores
Existem muitos tipos de computadores com diferentes forma-
tos e tamanhos e cada um deles oferece características que se en-
caixam às diversas necessidades.
Computadores de mesa ou desktops
Os computadores de mesa ou desktops são os mais comuns
nas casas e nos escritórios.
Esse tipo de computador não é muito fácil de ser transporta-
do porque dependem de energia elétrica e possuem muitas partes.
Além disso, eles podem ser atualizados adicionando mais peças ou
periféricos como WebCam, impressora, fones de ouvido, microfo-
nes, etc.
Um dos benefícios dos Desktops é seu baixo custo. Se fazemos
uma comparação de seu preço com o de um notebook com as mes-
mas características, as diferenças são claramente notadas.
Notebooks ou portáteis
São computadores que você pode transportar com facilidade
porque todas suas partes estão integradas: monitor, teclado, tou-
chpad (que substitui o mouse), alto-falantes e câmera numa só
peça com tamanho e peso menor que um desktop.
Estes computadores não permitem muitas modificações por-
que é mais difícil acessar seus componentes internos, com exceção
da sua bateria que é recarregável e pode ser trocada.
Muitos deles estão desenvolvidos para executar softwares e
arquivos pesados assim como um desktop. Por conta dos note-
books serem desenvolvidos para serem transportados facilmente
de um lugar para outro, existem algumas vantagens e diferenças
importantes quando os comparamos com os desktops.
Quais são as partes de um notebook?
- Touchpad: Também conhecido como trackpad, é um pad sen-
sível ao tato que permite controlar o cursor fazendo movimentos
com os dedos.
Muitos touchpads incluem sensibilidade multi-toque que têm
funções específicas para toques com mais de um dedo.
- Bateria: Quando conectamos a bateria do Notebook a uma
tomada elétrica, ele é recarregada. Outro benefício de poder con-
tar com uma bateria é que, se acabar a luz podemos ter uma reser-
va de energia. Cada notebook possui uma bateria que nos permite
utilizá-lo quando não estamos conectados à uma tomada.
- Adaptador de CA: Um notebook geralmente possui um cabo
de alimentação especializado.
Ele é feito para ser usado com este tipo de computadores.
Alguns destes cabos possuem conectores magnéticos que se des-
conectam com segurança em caso de acidentes. Isto ajuda evitar
danos no cabo e no notebook.
- Entradas: A maioria dos notebooks tem os mesmos tipos de
entradas que outros computadores como as entradas USB, porém,
em menor quantidade por conta de seu tamanho menor. Algumas
entradas podem ser diferentes e as vezes é necessário um adapta-
dor para poder usá-las.
Tablets
Os tablets possuem uma tela sensível ao toque para que pos-
samos escrever e navegar pela internet rapidamente. São caracte-
rizados por serem leves, e mais baratos que um computador. São
mais práticos que os notebooks porque usamos os dedos para fa-
zer tudo, o iPad por exemplo, é um tablet. Da mesma forma que
os notebooks, os tablets também foram desenvolvidos para serem
transportadas facilmente.
Muitos possuem a função de editar textos de arquivos como
o Word ou planilhas com fórmulas matemáticas como as do Excel,
desta maneira você não dependerá do seu desktop.
Para economizar espaço, os tablets possui poucas entradas.
Mas se for necessário usar um teclado externo ou outros periféri-
cos, podemos usar uma conexão sem fio ou um Bluetooth.
Smartphone ou telefone inteligente
A maioria dos aparelhos celulares podem fazer as mesmas
coisas que um computador. Neles podemos editar documentos,
navegar na internet, compartilhar informações com amigos no Fa-
cebook e até jogar.
Estes aparelhos são mais conhecidos como telefones inteligen-
tes ou smartphones eseu teclado está integrado com a tela e só
aparece quando indicamos que vamos escrever algo.
A maior vantagem dos telefones inteligentes e tablets é que
podemos acessar a internet em qualquer momento. Além disso,
são baratos, fáceis de usar, e podem ser comprados em qualquer
lugar.
Estes telefones são feitos para executar uma variedade de
aplicativos. E além de proporcionar o serviço telefônico, são ba-
sicamente pequenos tablets que podem ser usados para navegar
na internet, ver vídeos, ler livros eletrônicos, jogar e muitas outras
coisas, todas elas funções adicionais às de um telefone tradicional.
Os smartphones possuem telas táteis e contam com sistemas
operacionais parecidos aos dos tablets.
Lembre-se que você pode encontrar muitos aplicativos gra-
tuitos nas lojas virtuais correspondentes ao sistema operacional
do telefone que você escolheu. Eles podem servir para diversão,
aprendizagem, leitura e outras mil coisas mais.
Com os smartphones podemos estar conectados à internet na
maior parte do tempo.
INFORMÁTICA
2
Geralmente, é necessário comprar um plano de dados 3G ou
4G, além do serviço para fazer ligações.
Um telefone inteligente também pode conectar-se à redes Wi-
-Fi quando estas estão disponíveis.
Por que é bom comprar um smartphone ou um tablet?
Eles são uma grande ajuda porque oferecem conectividade
para que possamos falar com outras pessoas, navegar pela inter-
net, ver vídeos, enviar e receber e-mails, editar documentos como
cartas e planilhas, jogar, entre muitos outros benefícios. Basica-
mente é ter um dispositivo portátil com as mesmas funções de um
computador.
Computadores vestíveis
O termo em inglês wearable computing significa “computação
vestível” e são computadores que usamos como parte do nosso
vestuário. Os melhores exemplos deste tipo de computador, são
os óculos inventados pela Google chamados Google Glass que é
um dispositivo para a visualização de informações, os sapatos es-
portivos que tem um chip para armazenar a nossa posição e rendi-
mento, e os relógios inteligentes, que são pequenos computadores
usados no pulso como um relógio.
Este conceito abarca todas as máquinas eletrônicas que se
tornaram pequenas e podem ser adaptadas à nossa roupa ou aos
acessórios que usamos, oferecendo conectividade e outros serviços
sem a necessidade de usar o computador.
A grande vantagem dos computadores vestíveis é que eles nos
proporcionam uma interação com a informação do ambiente que
nos rodeia.
Google Glass
O propósito destes óculos é mostrar toda a informação dis-
ponível no momento em que você necessita e poder compartilhar
tudo o que você vê.
Com eles podemos nos conectar à internet, acessar e-mails e
falar com outras pessoas.
Como todos os computadores, ele possui um hardware que é
composto pela câmera, o touchpad, as lentes, a moldura e a bate-
ria. Já seu software, é composto por aplicativos gratuitos como o
Google Maps e o Gmail.
Nike +
Trata-se de um dispositivo de rastreio que se adapta ao seu tê-
nis com a finalidade de armazenar dados e dar a informação sobre
o seu rendimento durante uma atividadefísica.
Podem fornecer informações sobre a distância percorrida, o
tempo de duração, a quantidade de calorias queimadas e um mapa
detalhado do caminho percorrido.
Atualmente, muitos esportistas avaliam e controlam seu rendi-
mento com estes tipos de dispositivos.
Relógio inteligente
É baseado no conceito de um relógio convencional, mas au-
mentando as possibilidades que ele oferece.
Alguns fabricantes optaram por adicionar funções ao relógio
convencional e ao mesmo tempo sincronizá-lo com um smartphone
para que funcione como uma extensão adaptada ao corpo humano.
Outros adaptam um computador independente ao antebraço
tornando-o um assistente para muitas das suas atividades. São bas-
tante úteis por exemplo, em operações militares e espaciais.
Quais são as partes do um computador?
Um computador Desktop está composto por várias partes, mas
existem algumas que são indispensáveis para seu funcionamento
como o gabinete (torre), o monitor, o mouse e o teclado.
O Gabinete
É uma estrutura de metal ou plástico onde no seu interior es-
tão os componentes que fazem com que as outras partes cumpram
suas funções. É considerado o cérebro do computador.
Na parte da frente e de trás estão localizadas as entradas, co-
nectores e botões com os quais você pode trabalhar com algumas
funções do computador. É importante conhecer esses botões, já
que suas posições e estilos mudam dependendo do modelo.
Frente de um gabinete
- A unidade deDVD-ROM (Disco de Vídeo Digital):
Também conhecida como CD-ROM, permite que o computador
leia CDs e DVDs. A maioria das unidades de discos óticos também
podem escrever (ou “queimar”) dados. As unidades mais recentes
podem ler discos Blu-Ray (vídeos em alta definição) e gravar neles
também. Um típico Blu-Ray armazena maior quantidade de dados
que um DVD ou CD.
- As portas ou entradas USB:
A maioria dos computadores de mesa (Desktop) tem várias en-
tradas ou portas USB. Elas podem ser usadas para conectar quase
todo tipo de dispositivo, incluindo mouses, teclados, impressoras,
câmeras digitais entre outros. Normalmente estão na parte frontal
e traseira do computador.
- Entrada e saída de áudio:
Muitos computadores incluem entradas de áudio na frente
do gabinete que permitem conectar facilmente alto-falantes, mi-
crofones e fones de ouvido, sem precisar usar a parte traseira do
computador.
Parte posterior do gabinete
A maioria dos computadores informam o que é cada ícone para
que você possa conectar com maior facilidade seus periféricos ao
gabinete.
INFORMÁTICA
3
Parte traseira da torre de uma mesa ou computador desktop
- Tomada de energia: Nesta entrada você deve conectar o cabo
elétrico do computador.
- Entrada/saída de áudio: Quase todos os computadores pos-
suem duas ou mais entradas de áudio onde é possível conectar
vários dispositivos, incluindo alto-falantes, microfones, fones de
ouvido, entre outros.
- Porta Ethernet: Esta entrada é muito parecida com a do mo-
dem, porém é um pouco maior. Você pode usá-la para se conectar
à uma rede e navegar pela internet.
- Entrada USB: Na maioria dos computadores desktop, quase
todas as entradas USB estão na parte posterior da estrutura do
computador. Tente conectar o mouse e o teclado nestas entradas
para que as frontais fiquem livres e sejam usadas com câmeras di-
gitais, Pen drives e entre outros dispositivos.
- Entrada para monitor: Aqui é onde você conecta o cabo do
monitor. No exemplo da imagem acima, o aparelho tem uma entra-
da Display e uma VGA. Em outros computadores podem existir ou-
tros tipos de entradas para o monitor, tais como DVI (Digital Visual
Interface) ouHDMI ( High-Definition Multimedia Interface).
- Porta serial: Este tipo de entrada é menos comum nos compu-
tadores atuais porque foi substituída por USB e outros tipos de en-
tradas. É utilizada com frequência para conectar periféricos como
câmeras digitais.
- PS/2: Estas entradas são usadas para conectar o mouse e o
teclado. Geralmente a entrada do mouse é verde e a do teclado
lilás. Nos computadores novos, estas entradas foram substituídas
por USB.
- Slots de expansão: Estes são espaços vazios nos quais você
pode adicionar um tipo de placa de expansão. Por exemplo, caso
seu computador não venha com uma placa de vídeo, pode comprar
uma e instalá-la aqui.
- Porta paralela: É um tipo de entrada muito antiga que não é
comum nos computadores novos, e assim como a porta serial, foi
substituída pela entrada USB.
Periféricos do computador
Geralmente os computadores básicos incluem o gabinete, o
monitor, o teclado e o mouse. No entanto, você pode conectar dife-
rentes tipos de dispositivos, também conhecidos como periféricos.
O que são Periféricos de um Microcomputador?
São placas ou aparelhos que recebem ou enviam informações
para o computador. Alguns exemplos de periféricos são: Impresso-
ras, Digitalizadores, leitores de CD – DVD, mouses, teclados, câme-
ras, etc.
Existem alguns tipos de periféricos:
- De entrada: São aqueles que enviam informações para o com-
putador. Ex: teclado, mouse.
- De saída: São aqueles que recebem informações do computa-
dor. Ex: monitor, impressora, caixas de som.
- De entrada e saída: São aqueles que enviam e recebem in-
formações para/do computador. Ex: monitor touchscreen, drive de
CD – DVD, impressora multifuncional.
- De armazenamento: São aqueles que armazenam informa-
ções. Ex: pen drive, cartão de memória.
Externos: São equipamentos adicionados ao computador que
enviam e recebem dados, acessórios que se conectem ao compu-
tador.
- Monitor: É um dispositivo de saída do computador que serve
de interface visual para o usuário, na medida em que permite a
visualização dos dados e sua interação com eles. São classificados
de acordo com a tecnologia de amostragem de vídeo utilizada na
formação da imagem. São eles o CRT e o LCD. A superfície do moni-
tor sobre a qual se projeta a imagem chamamos tela, ecrã ou écran.
Os monitores surgiram diante da necessidade de ser um peri-
férico de saída, pois sem ele não conseguiríamos ver o que estarí-
amos fazendo.
CRT: (Cathodic Ray Tube), em inglês, sigla de (Tubo de raios ca-
tódicos) é o monitor “tradicional”, em que a tela é repetidamente
atingida por um feixe de elétrons, que atuam no material fosfores-
cente que a reveste, assim formando as imagens.
LCD: (Liquid Cristal Display, em inglês, sigla de tela de cristal lí-
quido) é um tipo mais moderno de monitor. Nele, a tela é composta
por cristais que são polarizados para gerar as cores.
- Mouse: O mouse (do inglês ”rato”) é um periférico de entrada
que historicamente se juntou ao teclado para auxiliar no processo
de entrada de dados, especialmente em programas com interface
gráfica. Tem como função movimentar o cursor (apontador) pela
tela ou ecrã do computador.
O formato mais comum do cursor é uma seta, contudo, exis-
tem opções no sistema operacional e softwares que permitem per-
sonalizarmos o cursor do mouse.
Disponibiliza normalmente quatro tipos de operações: movi-
mento, clique, duplo clique e “arrastar e largar”.
Existem modelos com um, dois, três ou mais botões cuja fun-
cionalidade depende do ambiente de trabalho e do programa que
está a ser utilizado. Em todos estes modelos o botão esquerdo é o
mais utilizado.
O mouse é normalmente ligado ao computador através de por-
tas: serial, PS2 ou, mais recentemente, USB (Universal Serial Bus).
Também existem conexões sem fio, as mais antigas em infraverme-
lho, as atuais em Bluetooth.
Outros dispositivos de entrada competem com o mouse: tou-
chpads (usados basicamente em notebooks) e trackballs. Também
é possível ver o joystick como um concorrente, mas não são co-
muns em computadores.
Os modelos mais modernos de mouse são totalmente ópticos,
não tendo peças móveis. De modo muito simplificado, eles tiram
fotografias que são comparadas e que permitem deduzir o movi-
mento que foi feito.
O mouse, por padrão, possui pelo menos dois botões. O es-
querdo usado para selecionar e clicar (acionar)ícones e o direito
realiza funções secundárias, como por exemplo, exibir as proprie-
dades do objeto apontado. Há ainda na maioria dos mouses um
botão Scroll em sua parte central, que tem como função principal
movimentar a barra de rolagem das janelas.
INFORMÁTICA
4
- Teclado: O teclado de computador é um tipo de periférico
utilizado pelo usuário para a entrada manual no sistema de dados
e comandos. Possui teclas representando letras, números, símbo-
los e outras funções, baseado no modelo de teclado das antigas
máquinas de escrever. São projetados para a escrita de textos e
também para o controle das funções de um computador e seu sis-
tema operacional.
Suas teclas são ligadas a um chip dentro do teclado, onde iden-
tifica a tecla pressionada e manda para o PC as informações. O meio
de transporte dessas informações entre o teclado e o computador
pode ser sem fio (ou Wireless) ou a cabo (PS/2 e USB).
Cada tecla tem um ou mais caracteres impressos ou gravados
em baixo relevo em sua face superior, sendo que, aproximadamen-
te, cinquenta por cento das teclas produzem letras, números ou
sinais. Em alguns casos, o ato de produzir determinados símbolos
requer que duas ou mais teclas sejam pressionadas simultanea-
mente ou em sequência.
Outras teclas não produzem símbolo algum, todavia, afetam
o modo como o microcomputador opera ou agem sobre o próprio
teclado.
Os arranjos mais comuns em países Ocidentais estão baseados
no plano QWERTY (incluindo variantes próximo-relacionadas, como
o plano de AZERTY francês).
Os teclados mais modernos (incluindo PC e Apple Mac) são
baseados em versões padrão, como teclas de função, um teclado
complementar numérico, e assim por diante.
Há alguns modos diferentes de conectar um teclado a um com-
putador. Estas conexões incluem PS/2, conexões USB e até cone-
xões sem fio, por exemplo, o Bluetooth e infravermelhos. Compu-
tadores mais antigos (padrão AT) utilizam conectores DIN.
- Impressoras: São dispositivos que servem para imprimir ar-
quivos criados no seu computador. Existem muitos tipos de impres-
soras e com diferentes preços.
- Scanner: O scanner permite copiar e guardar o conteúdo de
uma folha ou documento dentro do computador como uma ima-
gem digital. Nas impressoras multifuncionais você encontrará o
scanner e a impressora ao mesmo tempo.
- Microfones: Microfones são dispositivos de entrada de áu-
dio. Eles podem ser conectados ao computador para gravar sons ou
para você se comunicar por internet com outros usuários. Muitos
computadores possuem microfones incorporados, sobretudo No-
tebooks.
- Alto-falantes ou Caixas de som: Alto-falantes como periféri-
cos para computadores desktop
São dispositivos de saída de áudio, ou seja, transmitem a infor-
mação do computador para o usuário. Graças a estes dispositivos
podemos escutar o som da música ou vídeo que está sendo repro-
duzido. Dependendo do modelo, podem ser conectados à entradas
USB ou de áudio. Alguns computadores já os possuem incorpora-
dos.
- WebCam: Uma WebCam é um tipo de dispositivo de entrada
com a qual você pode gravar vídeos ou tirar fotos. Você também
pode transmitir vídeos através da internet em tempo real fazendo
chamadas de vídeo, com qualquer pessoa e em qualquer parte do
mundo.
- Joystick, controladores de jogos: Um joystick é um dispositi-
vo utilizado para controlar jogos de computador. Embora existam
vários tipos de controladores, você também pode usar o mouse e o
teclado para controlar a maioria dos jogos.
- Câmera digital: Permite que você capture uma imagem ou
vídeo em formato digital. Ao conectar a câmera na entrada USB,
você pode transferir as imagens da câmera para o computador.
Posteriormente pode imprimir as imagens, enviá-las por e-mail ou
publicá-las na web.
- Outros dispositivos: Quando você compra um dispositivo ele-
trônico como um telefone móvel ou mp3 player, deve verificar se
ele vem com um cabo USB. Se o cabo vem como acessório, isto
significa que você pode conectá-lo ao seu computador.
Driver
No sentido mais simples, um driver é um software que permi-
te que o sistema operacional e um dispositivo se comuniquem um
com o outro. A maioria dos componentes de hardware que você
compra vem com um CD para a instalação dos drivers. No entanto,
como já é comum, nem sempre o disco do fabricante contém com
a versão mais recente do driver. Na pior das hipóteses acontece
de o programa não ser compatível justamente com o seu sistema
operacional.
A solução então é procurar os drivers manualmente, o que ge-
ralmente não dá certo, pois entrar no site do fabricante só gera
mais confusão para o usuário. Para os usuários do Windows 7 nem
sempre é preciso buscar por drivers, pois o sistema tem um me-
canismo automático que verifica a existência de novas versões e
instala tudo para o utilizador.
Obviamente existem exceções e para essas situações é que se
pode contar com a ajuda de alguns aplicativos que mantêm o PC
atualizado, como gerenciadores de drivers como o DriverEasy e o
Slimdrivers.
BIOS
A palavra BIOS é um acrônimo para Basic Input/Output System
ou Sistema Básico de Entrada e Saída. Trata-se de um mecanismo
responsável por algumas atividades consideradas corriqueiras em
um computador, mas que são de suma importância para o correto
funcionamento de uma máquina. Se a BIOS para de funcionar, o PC
também para.
O Sistema Básico de Entrada e Saída é um aplicativo responsá-
vel pela execução das várias tarefas executadas do momento em
que você liga o computador até o carregamento do sistema opera-
cional instalado na máquina.
Ao iniciar o PC, a BIOS faz uma varredura para detectar e identi-
ficar todos os componentes de hardware conectados à máquina. Só
depois de todo esse processo de identificação é que a BIOS passa o
controle para o sistema operacional e o boot acontece de verdade.
Para garantir sua integridade, a BIOS fica gravada dentro de um
chip com memória ROM (memória somente de leitura), o que quer
dizer que não é possível alterar suas características centrais. Você
não pode, por exemplo, desinstalar a BIOS do computador, apenas
atualizá-la ou modificar as opções permitidas.
Componentes Internos
Placa mãe: Acopla todos os componentes de um computador,
ou seja, é onde todos os equipamentos se encaixam. É uma placa
de circuitos composta de caminhos de dados (barramentos) e lacu-
nas para encaixar os equipamentos (slots).
Processador: o processador é o item mais importante da má-
quina. A maioria dos computadores nem sequer liga sem a presen-
ça de uma Unidade Central de Processamento (Central Process Unit
ou CPU). Uma CPU possui formato retangular e possui milhões de
pequenas peças minúsculas.
Em um primeiro instante, você não conseguirá visualizar o pro-
cessador dentro do gabinete. Ele fica embaixo do dissipador e do
cooler. O dissipador é um componente metálico de tamanho avan-
INFORMÁTICA
5
tajado que, como o próprio nome diz, serve para dissipar o calor.
Já o cooler é a ventoinha que fica em cima do dissipador e que tem
como função retirar o ar quente da CPU.
A CPU se comunica com os demais componentes de hardware
através das ligações na placa-mãe. Para poder executar os progra-
mas e jogos, o processador deve receber dados da memória RAM,
trocar informações com o chipset e enviar ordens para outros com-
ponentes.
Embaixo do processador há diversos pinos metálicos, os quais
fazem a ligação com a placa-mãe. A quantidade de pinos varia con-
forme o modelo da CPU. Cada fabricante opta por um padrão di-
ferente, até porque a arquitetura interna dos processadores exige
mudanças na parte externa.
Memória: a função da memória é armazenar dados. Existem
diversos tipos de memórias: memórias permanentes e virtuais,
cada uma com função definida:
- Principal (RAM e ROM)
- Auxiliar (Virtual e Cache)
- Secundária (HD, Floppy, CD/DVD-ROM, etc)
Memória RAM- (Memória de Acesso Aleatório) é a mais impor-
tante. Só funciona com o computador ligado, por isso, é chamada
de volátil, sóarmazena dados temporariamente, ao desligarmos o
computador as informações se perdem. A CPU é que mais utiliza
esse tipo de memória. O processador processa as informações, mas
quem executa é a memória RAM. Ela também é chamada de “ pen-
te de memória” e pode ter diferentes capacidades: 64MB (Megaby-
te), 128MB, 256MB, 512MB, 1GB (Gigabyte), 2GB, etc.
A memória RAM é um componente essencial, não apenas nos
computadores, mas também em equipamentos como smartphones
ou tablets.
RAM (Random Acess Memory) ou memória volátil, é um com-
ponente eletrônico que armazena dados de forma temporária,
durante a execução do sistema operativo, para que possam ser
rapidamente acedidos pelo processador. Esta é considerada a me-
mória principal do sistema e, além disso, as velocidades de leitura e
escrita são superiores em relação a outro tipo de armazenamento.
Ao contrário da memória não-volátil, como é o caso de um dis-
co rígido, que preserva a informação gravada sem necessidade de
alimentação constante, a memória volátil apenas permite armaze-
nar dados enquanto estiver alimentada eletricamente. Assim, cada
vez que o computador for desligado, todos os dados presentes na
memória serão apagados definitivamente.
Por volta do ano 2000, foram introduzidas as conhecidas me-
mórias DDR SDRAM (Dual Data Rate), mais rápidas por realizarem
duas leituras por cada ciclo. Desde então, as memórias DDR evolu-
íram por três vezes, DDR2, DDR3 e DDR4. Cada iteração melhorou
vários aspetos como o tempo de ciclo, largura de banda e ainda
reduziu o consumo de energia. No entanto, cada versão não é com-
patível com as anteriores, tendo em conta que os dados são mani-
pulados em maiores proporções.
Memória ROM- (Memória somente para Leitura) armazena
dados importantes do fabricante do equipamento e não podem ser
utilizadas pelo usuário. Nela estão todos os dados básicos para o PC
funcionar. Ao conjunto formado pelas memórias RAM e ROM dá-se
o nome de Memória Principal.
Memória Cache- Encontra-se no processador e trabalha em
sincronia com a RAM, porém ela armazena dados mais rápido, é um
tipo de RAM estática: é uma SRAM.
Sua função é armazenar os dados mais recentes requisitados
pela RAM principal. Funciona assim: Quando a CPU requisita um
dado à RAM, ele é copiado para a Cache para que, se for solicitado
novamente, não seja necessário buscar na RAM outra vez. Sua des-
vantagem é que ela é muito menor que a RAM.
Fonte de Alimentação: É o módulo que fornece energia elétrica
ao micro. As fontes de alimentação utilizadas hoje em dia são do
tipo chaveada (aumenta o rendimento e torna a fonte mais com-
pacta).
HD- Disco Rígido: É o local onde se instala o Sistema Operacio-
nal (Windows, Linux), e onde armazenamos nossos arquivos (word,
Excel, pastas, fotos, vídeos, etc.). Nele se cria uma memória virtual
quando necessário. Pode também ser chamado de Winchester.
Slots PCI
Como citado anteriormente, as placas-mãe possuem espaços
para a instalação de placas complementares. Tais espaços são co-
nhecidos como slots. Atualmente existem dois padrões de slots: o
PCI e o PCI-Express. O padrão PCI é o mais antigo e possibilita que
o usuário instale placas de rede, de som, de modem, de captura e
muitas outras.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia Commons - Autor:
Smial)
Antigamente existiam placas de vídeo para o padrão PCI, po-
rém com a evolução do padrão, essas placas pararam de ser fabri-
cadas para esse tipo de slot. As atuais placas-mãe possuem poucos
slots PCI, justamente porque os componentes com esse tipo de en-
caixe estão saindo de linha.
O slot PCI é mais lento que o PCI-Express, entretanto, a veloci-
dade de transmissão de dados e de operação nesse slot é suficiente
para quase todas as placas suportadas. Apesar disso, o abandono
desse padrão será inevitável, pois o PCI-Express suporta os mesmos
tipos de placa e oferece alta velocidade.
Slots PCI-Express
O PCI-Express é um tipo de slot mais recente, que vem para
substituir o PCI. Ele possui muitas diferenças nos contatos metáli-
cos, fato notável logo pelo tipo de encaixe. Ele até parece o slot PCI
invertido com alguns contatos a mais.
INFORMÁTICA
6
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons - Autor:
Smial)
Como supracitado, o slot PCI-Express é o que há de mais atual
para a utilização de placas complementares. As placas mais comuns
para o padrão PCI-Express são as placas de vídeo. Elas conseguem
trabalhar em alta velocidade graças ao modo de funcionamento do
PCI-Express.
Outro detalhe que diferencia o padrão PCI-Express é a trava de
segurança. Tal detalhe é fundamental para que as placas de vídeo
sejam devidamente fixadas. Fisicamente, os slots PCI-Express são
idênticos, todavia existem diferentes modelos, os quais podem ser
identificados nos manuais das placas-mãe.
Placa de vídeo
As placas de vídeo são instaladas nos slots PCI-Express. Con-
tudo, pode ser que seu computador não tenha uma placa gráfica
instalada. Isso não quer dizer que ele não tem capacidade para pro-
cessar elementos gráficos, mas indica que sua máquina não possui
um item de hardware especializado para o processamento de ele-
mentos tridimensionais.
Computadores sem placa de vídeo do tipo “offboard” (fora da
placa) trazem um chip gráfico embutido na placa-mãe ou no pró-
prio processador. Essas placas de vídeo discretas são chamadas de
placas de vídeo “onboard” (na placa). A diferença entre esses dois
tipos está no desempenho, que nas placas onboard é extremamen-
te limitado.
Caso seu PC tenha uma placa de vídeo offboard, você facilmen-
te irá identificá-la pelo enorme espaço que ela ocupa. Placas de ví-
deo offboard de desempenho razoável não necessitam de alimen-
tação extra. Já as mais robustas trazem uma conexão exclusiva para
o fornecimento de energia
Estabilizador
Os estabilizadores são equipamentos eletrônicos responsáveis
por corrigir a tensão da rede elétrica para fornecer aos equipamen-
tos uma alimentação estável e segura. Eles protegem os equipa-
mentos contra sobretensão, subtensão e transientes. A grande
maioria dos estabilizadores também possui um filtro de linha in-
terno.
O Brasil é o maior fabricante de estabilizadores do mundo com
base instalada de cerca de 47 fabricantes espalhados do norte ao
sul do país.
Foi originalmente destinado para regular a tensão de aparelhos
movidos à válvulas como as antigas geladeiras e televisores, criados
muito antes dos computadores. O estabilizador é composto normal-
mente por um fusível de proteção, uma chave seletora da tensão da
rede, tomadas de saída para ligar os aparelhos, chave liga/desliga e
uma proteção para linha telefônica em alguns modelos.
Apesar de ter sido designado para proteger os seus equipa-
mentos contra interferência e variações nos níveis de tensão da
rede elétrica, muitos dos modelos mais simples disponíveis no mer-
cado acabam trazendo mais prejuízos do que benefícios aos usuá-
rios, principalmente de computadores.
O funcionamento do computador não está ligado ao uso do
estabilizador, mas aos seus diversos componentes, sua arquitetura
e a energia que é convertida de alternada para contínua através da
fonte de alimentação. Para uma maior segurança no equipamento,
recomenda-se o uso de Estabilizadores, nobreaks ou filtros de linha
de qualidade, que não interferem no bom funcionamento da fonte.
Fonte:
https://edu.gcfglobal.org/pt/informatica-basica/transferir-ar-
quivos-e-configuracoes/1/
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/infor-
matica/o-que-sao-perifericos-de-um-microcomputador/66365
https://www.aprendainformaticafacil.com.br/2013/02/com-
ponentes-do-computador.html
https://www.tecmundo.com.br/infografico/9709-o-que-tem-
-dentro-do-seu-computador-infografico-.htm
www.qconcursos.com.br
EXERCÍCIOS
01. Ano: 2016 Banca: MOURA MELO Órgão: Prefeitura de Ca-
jamar - SP Prova: MOURA MELO - 2016 - Prefeitura de Cajamar - SP
- Agente Administrativo
O hardware do computador pode ser dividido em hardware
interno e hardwareexterno. São exemplos de hardware interno:
A) Mouse e Placa de Rede.
B) Placa Mãe e Processador.
C) Memória USB e Microfone.
D) Scanner e Fonte de energia.
GABARITO OFICIAL: LETRA B
02. Ano: 2018 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO
- 2018 - MPE-GO - Secretário Auxiliar - Goiás
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta:
“__________ são programas específicos que fazem a comuni-
cação entre o __________ do computador e o _________”.
A) Softwares / Usuário / Hardware
B) Drives / Sistema Operacional / Hardware
C) Drivers / Sistema Operacional / Usuário
D) Drives / Usuário / Hardware
E) Drivers / Sistema Operacional / Hardware
GABARITO OFICIAL: LETRA E
03. Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2017 -
EBSERH - Técnico em Radiologia (HUGG-UNIRIO)
A informática está cada vez mais presente nos métodos de
diagnóstico por imagem, sendo uma evolução sem precedentes e
a qual se tornou uma constante nos equipamentos. Quando se re-
fere a programas de computador, e ainda refere-se às instruções
escritas em linguagem de computador que o guia através das ações
designadas, é correto afirmar que se trata do:
INFORMÁTICA
7
A) Hardware
B) Software
C) Processador de imagens
D) Digitalizador de imagem
E) Monitor de imagens
GABARITO OFICIAL: LETRA B
04.Ano: 2016 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco -
AC Prova: IBADE - 2016 - Prefeitura de Rio Branco - AC - Adminis-
trador
A camada de ligação entre o hardware e os demais programas
utilizados pelos usuários é denominada:
A) Softwares Livres.
B) Sistema Operacional.
C) Programas Periféricos.
D) Softwares Proprietários.
E) Linguagens de Programação.
GABARITO OFICIAL: LETRA B
05. Ano: 2018 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova:
COMVEST UFAM - 2018 - UFAM - Auditor
É comum definir um sistema de um computador como forma-
do pelos conjuntos de HARDWARE e SOFTWARE. São exemplos de
HARDWARE:
A) O mouse, o Windows, e o Excel.
B) O Word, o Powerpoint e o Excel.
C) A memória, o Windows e a CPU.
D) O disco rígido, o monitor de vídeo (a tela) e o Windows.
E) A memória, o disco rígido e o monitor de vídeo (a tela).
GABARITO OFICIAL: LETRA E
CÓPIA DE SEGURANÇA (BACKUP)
Conceito: Backup é uma cópia dos arquivos que consideramos
mais importantes, ou aqueles arquivos chaves (fundamentais)
para uma empresa. Com o uso cada vez mais constante de com-
putadores, um sistema de backup que garanta a segurança e
disponibilidade full-time dos dados corporativos é fundamental.
Apesar de ser uma medida de segurança antiga, muitas empresas
não possuem um sistema de backup ou, o fazem de maneira incor-
reta. Montar um sistema de backup requer um pouco de cautela.
É importante por exemplo, saber escolher o tipo de mídia para se
armazenar as informações, como fitas magnéticas, discos óticos
ou sistemas RAID. No Brasil, como em outros países o dispositivo
mais usado é o DAT (Digital Audio Tape), pois oferece capacidade
de armazenamento de até 16GB, a um custo médio de um centavo
por megabyte. Para pessoas físicas e pequenas empresas, não é
necessário um grande investimento para implantar um sistema de
backup. Os mais usados trabalham com drives externos -Zip e Jaz-,
equipamentos que possuem preço bem mais em conta, embora
possuam menor capacidade de armazenamento, que já é suficiente
para estes casos.
Dispositivos: Embora as mídias óticas se mostrem como última
palavra em backup, não são muito viáveis, pois possuem capacida-
de de armazenamento relativamente pequena (cerca de 700 MB
em um CD) e, em muitos casos não são regraváveis. Um ponto a
favor das mídias óticas é a segurança, porém atualmente estão
sendo utilizadas para a criação de uma biblioteca de dados, o que
caracteriza armazenamento de dados e não backup.
A tecnologia RAID, consiste num conjunto de drives que é visto
pelo sistema como uma única unidade, continuando a propiciar
acesso contínuo aos dados, mesmo que um dos drives venha a fa-
lhar. Os dados são passam pelo nível 1, que significa espelhamento
de drives ou servidores (cópia dos dados de drives ou servidores),
até o nível 5, que é o particionamento com paridade (o mesmo
arquivo repetido em diferentes discos). Esta tecnologia é uma
opção segura e confiável, sendo muito utilizada em empresas que
possuem rede non-stop e que não podem perder tempo inter-
rompendo o sistema para fazer backup. Após a escolha da mídia
para armazenamento, é muito importante decidir qual software de
backup é mais adequado para atender às necessidades do usuário.
São três os requisitos básicos que devem ser observados:
• Facilidade de automatização;
• Recuperação;
• Gerenciamento.
Assim, a ferramenta deve realizar, sem a intervenção humana,
determinadas rotinas, como abrir e fechar a base de dados ou
copiar somente os arquivos alterados. É importante que o produto
também realize o gerenciamento centralizado, permitindo fazer o
backup tanto dos arquivos quanto do banco de dados através da
mesma interface. Como escolher um sistema de backup:
• Procure o tipo de mídia de armazenamento adequado ao
volume de dados e às necessidades de sua empresa;
• O ramo de atividade da empresa também é determinante.
• Companhias com sistemas non-stop necessitam de siste-
mas rápidos e seguros;
• O software de backup deve realizar tarefas automatiza-
das, como cópia periódica dos dados e atualização dos arquivos
modificados;
• Se a empresa possuir banco de dados, é importante que a
ferramenta gerencie através da mesma interface tanto o backup de
arquivos quando do próprio banco de dados;
• É muito mais prático um software que permita o gerencia-
mento centralizado de toda rede, mesmo em redes heterogêneas.
Falando em Internet, um mercado que vem surgindo é jus-
tamente o de backup via Web. O usuário pode alugar um espaço
no servidor para armazenar o backup de seus dados, podendo
atualizá-los ou carregá-los quando bem entender.
A prestadora do serviço é responsável pela segurança. Porém,
este serviço de backup via Internet ainda não é uma solução ade-
quada para as empresas, devido a dois problemas básicos: falta de
infra-estrutura e de segurança. Nenhuma empresa deseja ter seus
dados armazenados em um lugar qualquer (indefinido) na Internet.
Outro ponto muito importante e que é sempre bom lembrar,
é que a maioria de falhas na rede corporativa são frutos de erro
humano. Isto significa que é necessário um treinamento dos envol-
vidos, para que estes possam agir de maneira correta em caso de
emergência (restauração do backup). Entre as falhas mais comuns,
além da falta de preparo dos envolvidos, é o armazenamento dos
disquetes ou outra mídia de armazenamento no próprio local onde
se localiza o computador, o que no caso de qualquer desastre
(incêndio, enchente), levará a perda total dos dados.
Os backups são importantes porque nos permite recuperar
a informação e perdas causadas pelos usuários, administradores,
falhas de hardware, software ou social, desastres de uma forma
geral e permitem também o arquivamento das informações para
eventual uso futuro.
O backup é a sobrevivência de suas informações, ele poderá
ser feito por qualquer sistema de backup existente no mercado,
tais como: ZIP Drives, Fita DAT, CD, ou mesmo em disquetes, sendo
que estes não são tão confiáveis como os citados anteriormente.
Os programas que executam o backup dependem do tipo
de equipamento que esta sendo usado, alguns tem seu próprio
programa de backup, outros aceitam que você use o programa de
backup do próprio Windows.
INFORMÁTICA
8
ESTRATÉGIAS
Fazer backup do que? Backup apenas de tudo que é único ao
seu sistema: banco de usuários, arquivos de dados, configuração do
seu sistema,... ou Backup completo.
De que deve ser feito backup? Ao fazer apenas do que for
particular ao nosso sistema economizaremos mídia e tempo de
backup. Numa eventual pane geral poderemos instalar o sistema
novamente a partir das mídias originais e reconfigurá-lo auxiliado
pelo backup para finalmente restaurar os dados.
Sefizermos o backup completo o processo será mais complexo,
demorado e custará mais mídia de backup mas, em compensação a
restauração tende a ser mais simples.
TIPOS DE BACKUP
Do dia zero, feito logo após a instalação do sistema. Completo,
cópia de todos os arquivos. Incremental, cópia apenas dos arquivos
modificados desde o último backup.
O backup do dia zero pode ser útil para recuperação ou detec-
ção problemas no sistema, como arquivos modificados ou omissos.
Alguns sistemas operacionais, como o FreeBSD e algumas distribui-
ções do Linux são distribuídos com um backup do dia zero, sem
as devidas configurações do sistema, em um CD a parte. Uma boa
política de backup pode misturar os três ou os dois últimos tipos.
Devemos lembrar de guardar as mídias de backup em um local
fisicamente seguro, de preferência longe do sistema, tal precaução
poderá um dia viabilizar a recuperação de dados perdidos em uma
catástrofe, por exemplo.
A política de backup pode incorporar métodos e períodos dife-
rentes para diferentes tipos de arquivos do sistema. Por exemplo,
arquivos do sistema operacional costumam ser modificados com
muito menor freqüência do que dados do usuário, assim pode-se
adotar uma política de backup completo mensal para o sistema
operacional e incremental semanal e para o /home uma política
semanal completa e incremental diária.
SOFTWARE DE BACKUP
• Cópias simples
• Arquivadores simples
• Programas especializados
• Backups pela rede
Há uma vasta disponibilidade de ferramentas para backups
algumas para simples cópias, outras para arquivar diretórios e ar-
quivos em um único arquivo, há aquelas ferramentas próprias para
backup de sistema, geralmente utilizadas pelos administradores.
Os sistemas especializados preocupam-se em geral não apenas na
confecção de um backup mas também no controle das mídias de
backup e na sua realização para toda a rede.
PERIODIOCIDADE DOS BACKUPS
Crie conjuntos de backup para cada dia da semana (Segunda-
-feira, Terça-feira....), você sempre irá criar o backup de Segunda-
-feira no conjunto de backup de Segunda-feira, e assim por diante.
A vantagem deste sistema é que você terá no mínimo 5 conjuntos
de backup para restaurar as suas informações caso algum conjunto
não esteja funcionando. Guarde uma cópia de cada mês por 24
meses e guarde também uma cópia do final de cada ano por pelo
menos 10 anos.
POR ONDE COMEÇAR?
Em primeiro lugar, organize seus arquivos. Não é necessário fa-
zer backup de todos os arquivos do micro, portanto procure deixar
em pastas separadas os arquivos importantes (suas planilhas, seus
documentos e textos). Utilize a pasta “Meus documentos”, ou crie
uma pasta com seu nome, onde você pode criar subpastas, como
Trabalho, Lazer, etc. Ao incluir as pastas que deseja salvar no ba-
ckup, lembre-se de incluir alguns arquivos que você pode precisar
mais tarde, e que não estão em suas pastas pessoais: os favoritos
do Internet Explorer, que ficam sob a pasta \Windows\Favoritos; as
pastas do Outlook Express, que ficam em um lugar meio escondido,
como \ Windows \ Application Data \ Identities (se não localizar,
pesquise por arquivo de nome *. dbx); e o Catálogo de Endereços,
que fica em \ Windows \ Application Data \ Microsoft \ Address
Book (extensão WAB).
Em segundo lugar, escolha o meio de armazenamento. Como
visto anteriormente, disquete é o mais simples, mas também é o
menos confiável e de menor capacidade de armazenamento. Você
terá que usar um programa de compactação que divida o seu ba-
ckup em blocos de 1.44 MB, como o Winzip, ou o próprio programa
de Backup do Windows. O disquete é uma mídia que apresenta
erros com freqüência, portanto se você escolher utilizá-lo, salve
a mesma informação em dois disquetes, para o caso de um deles
apresentar problema.
Outro meio de armazenamento é o Zip Drive. Com capacidade
para 100 MB ou 250 MB, ele apresenta menos problemas que
disquetes, e tem maior capacidade. Você tanto pode utilizar uma
unidade externa, conectada à portal serial ou USB, ou uma interna.
Se utilizar a externa, prefira a porta USB, pois a velocidade de
transmissão de dados da serial é muito baixa; além disso, o externo
pode ser compartilhado com outros colegas; o interno só compensa
a compra se você utilizar também para outros fins. A solução mais
racional para backup é um gravador de CDs.
O preço é razoável, e a mídia utilizada é óptica, muito mais
confiável e durável que a magnética. Você pode utilizar CD-RW,
que é regravável, e apagar os mais antigos para sobrepor os novos
backups.
A capacidade é 650 ou 700 MB. Também pode optar por um
externo, se quiser compartilhar com outras máquinas, ou se não
tiver espaço interno.
Por último, decida a periodicidade do backup. Se as infor-
mações não sofrem alterações constantes (caso da maioria dos
usuários domésticos), considere o backup uma vez por semana, ou
mesmo a cada duas semanas.
Existe também outra forma de backup que chama-se imagem
do disco rígido. Usando um programa como o Norton Ghost, você
cria um “arquivão” que tem todo o conteúdo de seu disco rígido.
Salve este arquivo em um CD, e no caso de um desastre, basta
formatar o HD, e fazer a restauração desta imagem, e o Windows
estará idêntico ao que estava no momento do backup.
A atividade de Backup é curiosa: aparentemente inútil (um
tempo perdido para copiar arquivos e mais arquivos), torna-se
subitamente muito útil, quando menos se espera.
Portanto, sempre faça backup, criando sua própria rotina de
“recuperação de desastres”, segundo sua necessidade.
Concluindo, deve se ter um plano de ação para montar um
sistema de backup, ou seja, as estratégias tanto de emergência
quanto as da própria rotina devem ser estudadas e padronizadas
para que todos estejam preparados.
EXTENSÕES DE ARQUIVOS
As extensões de arquivos são sufixos que designam seu forma-
to e principalmente a função que desempenham no computador.
Na plataforma Windows, todo tipo de arquivo tem sua extensão,
que o difere dos demais dentre milhões existentes em cada máqui-
na. Cada extensão de arquivo tem funcionamento e características
próprias, portanto demanda um software específico para trabalhar
com ela. Há extensões para os mais variados propósitos, então va-
mos separá-las por categorias, organizando melhor as coisas.
INFORMÁTICA
9
A principal
Sem dúvida alguma, a principal extensão para você que usa o
Baixaki e faz o download de todos os programas e seus formatos é
o EXE. Sem ele, não haveria player de áudio instalado no computa-
dor, nem compactadores, visualizadores de arquivo, entre outros.
A extensão significa basicamente que o arquivo é um executá-
vel. Isso dá a ele inúmeras possibilidades, desde realizar a instala-
ção de um programa no seu computador até mesmo executar um
vírus dentro dele. Ou seja, tenha muita atenção antes de clicar em
qualquer arquivo com este formato.
Áudio
MP3 – Esta é atualmente a extensão para arquivos de áudio
mais conhecida entre os usuários, devido à ampla utilização dela
para codificar músicas e álbuns de artistas. O grande sucesso do
formato deve-se ao fato dele reduzir o tamanho natural de uma
música em até 90%, ao eliminar freqüências que o ouvido humano
não percebe em sua grande maioria.
WMA – Esta extensão, muito semelhante ao MP3, foi criada
pela Microsoft e ganhou espaço dentro do mundo da informática
por ser o formato especial para o Windows Media Player. Ao passar
músicas de um CD de áudio para o seu computador usando o pro-
grama, todos os arquivos formados são criados em
WMA. Hoje, praticamente todos os players de música reprodu-
zem o formato sem complicações.
AAC – Sigla que significa codificação avançada de áudio, o
AAC foi criado pela Apple a fim de concorrer diretamente com
o MP3 e o WMA, visando superá-los em qualidade sem aumen-
tar demasiadamente o tamanho dos arquivos. Menos conhecido,
o formato pode ser reproduzido em iPods e similares, além de
players de mídia para computador.
OGG – Um dos formatosmenos conhecidos entre os usuários,
é orientado para o uso em streaming, que é a transmissão de da-
dos diretamente da Internet para o computador, com execução em
tempo real. Isso se deve ao fato do OGG não precisar ser previa-
mente carregado pelo computador para executar as faixas.
AC3 – Extensão que designa o formato Dolby Digital, ampla-
mente utilizado em cinemas e filmes em DVD. A grande diferença
deste formato é que as trilhas criadas nele envolvem diversas saí-
das de áudio com freqüências bem divididas, criando a sensação de
imersão que percebemos ao fazer uso de home theaters ou quando
vamos ao cinema.
WAV – Abreviação de WAVE, ou ainda WAVEForm audio for-
mat, é o formato de armazenamento mais comumadotado pelo
Windows. Ele serve somente para esta função, não podendo ser
tocado em players de áudio ou aparelhos de som, por exemplo.
Vídeo
AVI – Abreviação de audio vídeo interleave, menciona o forma-
to criado pela Microsoft que combina trilhas de áudio e vídeo, po-
dendo ser reproduzido na maioria dos players de mídia e aparelhos
de DVD, desde que sejam compatíveis com o codec DivX.
MPEG – Um dos padrões de compressão de áudio e vídeo de hoje,
criado pelo Moving Picture Experts Group, origem do nome da exten-
são. Atualmente, é possível encontrar diversas taxas de qualidade nes-
te formato, que varia de filmes para HDTV à transmissões simples.
MOV – Formato de mídia especialmente desenhado para ser
reproduzido no player QuickTime. Por esse motivo, ficou conhecido
através dos computadores da Apple, que utilizam o QuickTime da
mesma forma que o Windows faz uso do seu Media Player.
RMVB - RealMedia Variable Bitrate, define o formato de arqui-
vos de vídeo desenvolvido para o Real Player, que já foi um dos
aplicativos mais famosos entre os players de mídia para computa-
dor. Embora não seja tão utilizado, ele apresenta boa qualidade se
comparado ao tamanho de seus arquivos.
MKV – Esta sigla denomina o padrão de vídeo criado pela Ma-
troska, empresa de software livre que busca ampliar o uso do formato.
Ele apresenta ótima qualidade de áudio e vídeo e já está sendo ado-
tado por diversos softwares, em especial os de licença livre. Imagem
BMP – O Bitmap é um dos formatos de imagem mais conheci-
dos pelo usuário. Pode-se dizer que este formato é o que apresenta
a ilustração em sua forma mais crua, sem perdas e compressões.
No entanto, o tamanho das imagens geralmente é maior que em
outros formatos. Nele, cada pixel da imagem é detalhado especi-
ficamente, o que a torna ainda mais fiel. GIF – Sigla que significa
Graphics Interchange Format, é um formato de imagem semelhan-
te ao BMP, mas amplamente utilizado pela Internet, em imagens
de sites, programas de conversação e muitos outros. O maior dife-
rencial do GIF é ele permitir a criação de pequenas animações com
imagens seguidas, o que é muito utilizado em emoticons, blogs,
fóruns e outros locais semelhantes.
JPEG - Joint Photographic Experts Group é a origem da sigla,
que é um formato de compressão de imagens, sacrificando dados
para realizar a tarefa. Enganando o olho humano, a compactação
agrega blocos de 8X8 bits, tornando o arquivo final muito mais leve
que em um Bitmap.
PNG – Este formato surgiu em sua época pelo fato dos algorit-
mos utilizados pelo GIF serem patenteados, encarecendo a utilização
dele. O PNG suporta canais alga e apresenta maior gama de cores.
Além destes formatos, há outros menos conhecidos referentes
à gráficos e ilustrações vetoriais, que são baseadas em formas ge-
ométricas aplicadas de forma repetida na tela, evitando o desenho
pixelado feito no padrão Bitmap. Algumas delas são o CRD, do Co-
rel, e o AI, do Adobe Ilustrator.
Compactadores
ZIP – A extensão do compactador Winzip se tornou tão famosa
que já foi criado até o verbo “zipar” para mencionar a compactação
de arquivos. O programa é um dos pioneiros em sua área, sendo
amplamente usado para a tarefa desde sua criação.
RAR – Este é o segundo formato mais utilizado de compacta-
ção, tido por muitos como superior ao ZIP. O Winrar, programa que
faz uso dele, é um dos aplicativos mais completos para o formato,
além de oferecer suporte ao ZIP e a muitos outros.
7z – Criado pelos desenvolvedores do 7-Zip, esta extensão
faz menção aos arquivos compactados criados por ele, que são
de alta qualidade e taxa de diminuição de tamanho se comparado
às pastas e arquivos originais inseridos no compactado.
Documentos
TXT – Como o próprio nome deixa indicado, a extensão de nome
TXT refere-se aos arquivos simples de texto criados com o bloco de
notas do Windows. Eles são extremamente leves podem ser exe-
cutados em praticamente qualquer versão do sistema operacional.
DOC – Denomina a extensão utilizada pelo Microsoft Word, o
editor de textos mais conhecido pelos usuários. A partir da versão
2007 do Office, formato passou a se chamar DOCX, e apresenta
incompatibilidades com as versões anteriores do aplicativo, o que
pode ser resolvido com uma atualização.
XLS – A descrição deste tipo de arquivo é muito semelhante à
do Word, mas refere-se ao Excel, editor de planilhas da Microsoft.
PPT – Esta extensão é exclusiva para o Microsoft Powerpoint,
aplicativo que permite criar apresentações de slides para palestran-
tes e situações semelhantes.
PDF – Formato criado pela Adobe, atualmente é um dos padrões
utilizados na informática para documentos importantes, impressões
de qualidade e outros aspectos. Pode ser visualizado no Adobe Rea-
der, aplicativo mais conhecido entre os usuários do formato.
Fonte: https://www.tecmundo.com.br/internet/1444-as-prin-
cipais-extensoes-de-arquivos-.htm
www.qconcursos.com
INFORMÁTICA
10
EXERCÍCIOS
01. Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-PA Prova: FUNRIO -
2016 - IF-PA - Técnico de Tecnologia da Informação
Assine a alternativa que contém apenas extensões de arquivos
de documentos.
A) ODF, TXT, DOCX e AAC.
B) WAV, MP3, AVI e MOV.
C) AVI, GIF, MP3 e WAV.
D) DOCX, GIF, TXT e PNG.
E) TXT, RTF, ODF e DOCX.
GABARITO OFICIAL: LETRA E
02. Ano: 2016 Banca: Instituto Legatus Órgão: Prefeitura de
Passagem Franca do Piauí - PI Prova: Instituto Legatus - 2016 -Pre-
feitura de Passagem Franca do Piauí - PI - Médico
Assinale a alternativa que apresenta a descrição INCORRETA de
algumas extensões de arquivos do Windows:
A) .bmp - Arquivo de imagem
B) .xls - Arquivo do Microsoft Excel
C) .txt - Arquivo de texto
D) .rar - Arquivo de vídeo
E) .tmp - Arquivo temporário
GABARITO OFICIAL: LETRA D
AMBIENTES OPERACIONAIS: UTILIZAÇÃO DOS SISTE-
MAS OPERACIONAIS WINDOWS 7 E WINDOWS 10
WINDOWS 7
Provavelmente, você já ouviu falar sobre o Windows: as caixas
e as janelas que sempre lhe dão as boas-vindas quando você liga o
seu computador. Na verdade, milhões de pessoas em todo o mun-
do estão tentando entender e interagir com isso enquanto você lê
este livro. Quase todos os novos computadores e laptops vendidos
atualmente vêm com uma cópia do Windows pré-instalada, pronta
para abrir as caixas coloridas na tela.
O que É o Windows e Por Que Você o Está Usando?
Criado e vendido por uma empresa chamada Microsoft, o Win-
dows não é como o seu software usual, que permite que você faça
seu imposto de renda ou envie e-mails furiosos para os políticos.
Não, o Windows é um sistema operacional, ou seja, ele controla a
maneira como você trabalha com o seu computador.
O Windows recebeu esse nome baseado em todas aquelas
janelinhas que ele coloca em seu monitor. Cada janela mostra in-
formações, tais como uma imagem, um programa que você esteja
executando, ou uma advertência técnica. É possível colocar várias
janelas na tela ao mesmo tempo e pular de uma para outra, visitan-
do diversos programas — ou, ampliar uma janela para preencher a
tela inteira.
Ao ligar seu computador, o Windows pula para dentro da tela
e supervisiona qualquer programa em execução. Quando tudo está
indo bem, você nem percebe o Windows funcionando; você sim-
plesmente vê seus programas ou seu trabalho. No entanto, quandoas coisas não vão bem, geralmente o Windows deixa você com a
pulga atrás da orelha com uma mensagem de erro confusa.
Além de controlar seu computador e dar ordens aos seus pro-
gramas, o Windows vem com vários programas gratuitos e apli-
cativos. Esses programas e aplicativos permitem realizar diversas
ações, tais como escrever e imprimir cartas, navegar pela internet,
escutar música e enviar fotos recentes de sua última refeição para
seus amigos.
O Windows 7 veio substituir o Windows Vista e conta com vá-
rias surpresas, começando pelos requisitos básicos que são meno-
res que os do seu predecessor, fato inédito até então na família
Windows.
Versões do Windows 7:
- Windows 7 Starter Edition
- Windows 7 Home Basic
- Windows 7 Home Premium
- Windows 7 Professional
- Windows 7 Enterprise
- Windows 7 Ultimate
As versões Starter Edition, Home Basic e Home Premium são
recomendadas para usuários domésticos, o Windows 7 Starter Edi-
tion não vem com a incomoda limitação de usar somente 3 pro-
gramas simultaneamente como acontece no Windows XP Starter
Edition e Windows Vista Starter Edition. A versão Professional é re-
comendada para usuários de pequenas e médias empresas e conta
com recursos adicionais na parte de rede como backup e restaura-
ção pela rede e a opção de rodar um programa no Modo Windows
XP. A versão Enterprise é recomendada para usuários de média e
grande empresa e a versão Ultimate vem com todos os recursos,
incluindo suporte a 35 idiomas diferentes e sis
O QUE CHEGOU
O Windows 7 chega ao ponto que o Vista queria alcançar: rápi-
do, leve, agradável visualmente e sem bugs.
Em termos de conectividade, o Windows 7 traz novos drivers
para fácil detecção, configuração e aplicação de qualquer tipo de
rede. Isso melhora a cobertura para redes sem fio, por exemplo, e
melhora a comunicação entre computadores ligados a uma rede.
tema de criptografia BitLocker para disco rígido e discos removíveis.
Aplicativos e gadgets
A calculadora está diferente, com novos modos e um visual
modificado. Esse novo modo permite a conversão de moedas. Os
programas WordPad e Paint finalmente adquiriram o padrão de in-
terface do Office 2007. O primeiro deles, agora, é compatível com
arquivos do tipo DOCX utilizados a partir do Word 2007. No entan-
to, nem todos os recursos de formatação estão disponíveis.
Os gadgets agora não são acessíveis através de um painel la-
teral. Basta clicar com o botão direito do mouse e clicar em “Ga-
dgets”. São 10 pequenos aplicativos que lhe ajudam no dia-a-dia.
Eles incluem calendário, relógio, medidor de desempenho do pro-
cessador, conversor de moedas, manchetes via RSS, quebra-cabe-
ças com imagens, slide show, cotações do mercado, tempo e o Win-
dows Media Center.
Para complementar ainda mais, há um link para que você baixe
mais aplicativos. Para acessar qualquer gadget diretamente da área
de trabalho, basta arrastar seu ícone.
INFORMÁTICA
11
O Windows DVD Maker também passou por ligeiras modifica-
ções. Ele ganhou um caráter mais de guia do que um aplicativo, mas
ainda assim ele oferece tudo necessário para criar um DVD com
menus animados.
Alguns aplicativos que faziam parte do Windows foram migra-
dos para o Windows Live Essentials. Isso significa que é necessário
“ir buscá-los”. É necessário fazer o download de programas como
Photo Gallery, Windows Mail ou até mesmo o Messenger.
Temas
Os temas sempre chamaram a atenção de muitos, muitos usu-
ários. Como não poderia deixar de ser, o Windows 7 também será
extensamente compatível com essas modificações. O certo é que
diversas combinações de cores para o Aero estarão disponíveis.
Além disso, tudo indica que será muito mais fácil aplicar temas e
elementos visuais ao Windows.
Esses temas apontam uma reviravolta nos padrões gráficos do
Windows. Eles são muito variados, alguns coloridos, outros artísti-
cos e alguns muito psicodélicos.
O AutoRun
Por motivos de segurança, este recurso foi desabilitado para
todos os dispositivos de mídia não óticos (ou seja, pendrives, car-
tões de memória, discos removíveis, etc). Isto evita uma prática
muito comum atualmente, que é a utilização do recurso AutoRun
para a execução de um malware assim que um dispositivo deste
tipo é ativado no computador. Este tipo de infecção foi responsá-
vel por quase 20% de todos os registros de vírus durante o ano de
2008.
Com o Windows 7, quando um dispositivo móvel for inserido,
uma caixa de diálogo diferenciada será exibida para alertar o usu-
ário.
Integração com o Aero
Os primeiros 10 itens da barra de tarefas podem ser visualiza-
dos através do atalho Alt+Tab com os recursos de transparência do
Aero. A pré-visualização é exibida em tela cheia.
Windows Media Player
O tocador do Windows Media Player está menor e mais sim-
ples de usar. Com o intuito de ser mais limpo e exigir menos do
processador, o tocador pode ser executado em uma janela menor
e mais compacta.
Combinações de temas
Diferentes temas gráficos e de áudio estão disponíveis no Win-
dows 7. Um recurso muito interessante é a possibilidade de combinar
um tema de áudio com outro gráfico e salvar como um único tema.
XP Mode
A novidade que deixou os usuários com expectativa ainda
maior foi o anúncio do XP Mode, um componente que vai permitir
a execução de aplicativos para o Windows XP sem problemas de
compatibilidade com o Windows 7.
Desktop
A área de trabalho do Windows 7 é muito agradável. O visual
é facilmente relacionado com o do Vista, mas a funcionalidade foi
amplamente melhorada. A começar pela barra de tarefas, que traz
o conceito de facilitar o acesso aos programas que você usa com
mais frequência, e esse conceito é facilmente percebido.
Já é possível perceber na primeira execução os ícones do In-
ternet Explorer, do Windows Explorer e do Windows Media Player.
Basta clicar com o botão esquerdo sobre cada um desses ícones
para acessar o programa correspondente facilmente.
No caso de mais de uma janela estar disponível, elas são exi-
bidas em modo miniatura. Cada miniatura pode ser vista tempora-
riamente com o modo AeroPeek, bastando posicionar o cursor do
mouse sobre ela. Já o botão direito aciona as Jump Lists, ou seja, os
atalhos para as funções mais utilizadas de cada aplicativo. Trata-se
de um “Menu Iniciar” para cada janela aberta. Esses são recursos
melhorados do Windows Vista.
A barra de sistema está mais compacta. À extrema direita, fica
um pequeno retângulo, que representa a função “show desktop”.
Ela exibe a área de trabalho quando uma ou várias janelas estão
abertas simultaneamente. Basta posicionar o cursor do mouse so-
bre este botão. Clicando nele, todas as janelas são escondidas para
que visualize o desktop com os contornos das janelas para ter um
panorama da área de trabalho.
INFORMÁTICA
12
O número de ícones na barra de sistema foi reduzido, mas ain-
da assim é possível acessá-los. Eles ficam “escondidos”. Clicando
em uma pequena seta, eles são exibidos para que você os acesse.
Você tem a opção de customizar quais itens devem ser exibidos e
quais não.
Uma mudança que agiliza muito o uso do sistema é o ícone do
Centro de Ação. Todas as mensagens de segurança e notificações
de erro são acessadas neste único local.
O menu Iniciar está semelhante ao do Vista, mas com recur-
sos para facilitar o acesso aos aplicativos que você mais usa. Alguns
programas têm uma seta. Esta seta indica as Jump Lists. Clicando
nesta seta ou apenas posicionando o cursor do mouse sobre ela,
toda a parte da direita do Menu Iniciar passa a ser um menu de
acesso a diferentes recursos do programa. Pode ser um arquivo re-
cente, por exemplo.
O botão para desligar o PC está ligeiramente mais ágil, com a
opção direta para desligar o PC sem precisar expandir o menu do
botão.
O trabalho com janelas será facilmente percebido e admira-
do pelos usuários. Se você clicar em uma janela e carregá-la até o
canto esquerdo, ela vai preencher automaticamente toda a metade
esquerda da tela. Faça isso com outrajanela, à direita, e você terá a
visualização de comparação. Para maximizar uma janela, basta ar-
rastá-la até o topo da tela. Este promete ser um dos recursos mais
utilizados do Windows 7.
O explorador de arquivos, em sua visualização padrão, está
muito semelhante ao do Vista, com um adicional: um menu no topo
que oferece opções e atalhos para tarefas específicas de acordo
com o tipo de arquivo explorado. O menu à esquerda é o mesmo
observado no Vista.
Conectividade
Conectar-se a uma rede está muito simples no Windows 7.
Logo após a primeira inicialização do sistema, a nossa rede foi
identificada e o acesso à internet estava “de pé e funcionando”.
A identificação de uma rede sem fio também está facilitada e mais
eficiente.
Dispositivos USB - como webcam - e Bluetooth são identifica-
dos rapidamente. Por medida de segurança, qualquer dispositivo
removível que não seja uma mídia ótica não será executado auto-
maticamente, então não adianta esperar.
O Windows 7 identifica e cria com extrema facilidade os Home-
groups, ou seja, grupos de computadores em uma rede com com-
partilhamento de arquivos simplificado. Você escolhe quais pastas
quer compartilhar e o sistema se conecta automaticamente a ou-
tros computadores com o Windows 7 para exibir esses arquivos.
Cada Homegroup tem uma senha própria que é gerada automatica-
mente durante a configuração do primeiro computador e deve ser
inserida em cada computador que deverá fazer parte deste grupo.
Um novo item no Painel de Controle, chamado “Hardware and
Sound”, funciona como uma espécie de central de gerenciamento
de conexões e dispositivos. É o local que permite a configuração
de impressoras, drives removíveis, dispositivos USB, etc. Aqui você
pode definir as configurações para execução automática de CDs,
DVDs e outras mídias, por exemplo.
INFORMÁTICA
13
PROGRAMAS E FUNÇÕES - NOVIDADES
O Windows 7 já inclui a versão final do Internet Explorer 8 (as
versões anteriores do sistema tinham a versão Beta). O navegador
está com todos seus recursos, incluindo o modo InPrivate (o qual
não salva histórico, cookies ou arquivos de cache no computador).
O Painel de Controle está com algumas opções adicionadas. A
principal delas é um novo programa para backup e restauração de
arquivos.
Há também um painel para preferências de Homegroups, con-
figuração de notificações e um gerenciador de credenciais que ar-
mazena informações de login para conexões remotas e outras op-
ções, mais avançadas, de rede.
Outra opção nova no Painel de Controle é o módulo “Dispo-
sitivos e Impressoras”, que é o novo local onde são exibidas infor-
mações sobre todos os componentes externos conectados no com-
putador. Eles incluem impressoras, scanners, webcams, tablets,
discos rígidos externos, teclado, mouse e outros. É aqui, agora, que
você adiciona e modifica as configurações de um dispositivo. Tudo
sobre todos os dispositivos do seu computador são listados aqui.
MODO XP VIRTUAL
A Microsoft causou burburinho com o anúncio do lançamen-
to do XP Mode, um modo de compatibilidade para a execução de
aplicativos do Windows XP que sofreram com a inconsistência do
Windows Vista. Saiba mais sobre este modo clicando aqui para ler
um artigo explicativo.
Com testes, percebeu-se que o XP Mode terá dificuldade para
atingir usuários domésticos na época de seu lançamento. Primeiro,
era necessário ter um processador com tecnologia de virtualização.
Esses processadores eram produzidos desde 2006, mas ainda não
atingiam um número grande de computadores.
Abrir o explorador de arquivos
Os computadores com sistema operacional Windows utilizam
pastas para organizar os diferentes arquivos e aplicativos.
Uma pasta pode conter um ou vários arquivos. Para procurar
um arquivo específico, você poderá usar um aplicativo especializa-
do como o Windows Explorer. Lembre-se que isto não é o mesmo
que Internet Explorer.
Clique no ícone que representa o Windows Explorer, localizado
na barra de tarefas, utilize o atalho de teclado “tecla Windows” +
“E” ou dê um duplo clique em qualquer pasta da sua área de traba-
lho. Será aberta uma janela do Windows Explorer.
Abrir um aplicativo ou programa
Clique no botão Iniciar e selecione o programa desejado. Se
você não puder vê-lo, clique em Todos os Programas para ver a lista
completa. Por comodidade, os aplicativos mais usados possuem um
acesso direto na barra de tarefas ou na área de trabalho.
Quando você clica duas vezes num arquivo, de maneira au-
tomática o programa predeterminado para este tipo de arquivo é
aberto.
Apagar um arquivo no Windows
Quando você exclui um arquivo, ele é movido para a lixeira.
Se você mudar de ideia, é possível restaurar o arquivo para o seu
lugar original, mas caso desejar excluí-lo definitivamente, basta es-
vaziar a lixeira.
Para excluir um arquivo do computador, você terá opção de
fazê-lo de três maneiras diferentes.
Opção 1:
Clique sobre o arquivo e o arraste até o ícone da Lixeira que
está localizada na área de trabalho.
Opção 2:
Selecione o arquivo que você deseja excluir e clique com o
mouse direito sobre ele. Um menu abrirá onde você deve clicar
em Excluir.
Opção 3
Selecione o arquivo que você quer excluir e clique na tecla De-
lete. Se desejar excluir mais de um arquivo, pode selecioná-los com
a tecla Control (Ctrl).
Atalhos de teclado gerais
A tabela a seguir contém os atalhos de teclado gerais.
Pressione esta tecla / Para fazer isto
F1 / Mostrar a Ajuda
Ctrl + C (ou Ctrl + Insert) / Copiar o item selecionado
Ctrl + X / Recortar o item selecionado
Ctrl + V (ou Shift + Insert) / Colar o item selecionado
Ctrl + Z / Desfazer uma ação
Ctrl + Y / Refazer uma ação
Delete (ou Ctrl + D) / Excluir o item selecionado e movê-lo para
a Lixeira
Shift + Delete / Excluir o item selecionado sem movê-lo para a
Lixeira primeiro
F2 / Renomear o item selecionado
Ctrl + Seta para a Direita / Mover o cursor para o início da pró-
xima palavra
Ctrl + Seta para a Esquerda / Mover o cursor para o início da
palavra anterior
INFORMÁTICA
14
Ctrl + Seta para Baixo / Mover o cursor para o início do próximo
parágrafo
Ctrl + Seta para Cima / Mover o cursor para o início do pará-
grafo anterior
Ctrl + Shift com uma tecla de direção / Selecionar um bloco de
texto
Shift com qualquer tecla de direção / Selecionar mais de um
item em uma janela ou na área de trabalho, ou selecionar texto em
um documento
CTRL com qualquer tecla de direção + Barra de espaço / Sele-
cionar vários itens separadamente em uma janela ou na área de
trabalho
Ctrl + A / Selecionar todos os itens em um documento ou em
uma janela
F3 / Procurar um arquivo ou uma pasta
Alt + Enter / Exibir propriedades do item selecionado
Alt + F4 / Fechar o item ativo ou sair do programa ativo
Alt + Barra de espaço / Abrir o menu de atalho da janela ativa
Ctrl + F4 / Fechar o documento ativo (em programas que per-
mitem vários documentos abertos simultaneamente)
Alt + Tab / Alternar entre itens abertos
Ctrl + Alt + Tab / Usar as teclas de direção para alternar itens
abertos
Ctrl + Roda de rolagem do mouse / Mudar o tamanho de ícones
na área de trabalho
Tecla do logotipo do Windows Imagem da tecla do logotipo do
Windows + Tab / Percorrer programas na barra de tarefas usando
o Aero Flip 3D
Ctrl+tecla do logotipo do Windows Imagem da tecla do logo-
tipo do Windows + Tab / Usar as teclas de direção para percorrer
programas na barra de tarefas usando o Aero Flip 3D
Alt + Esc / Percorrer itens na ordem em que foram abertos
F6 / Percorrer elementos da tela de uma janela ou da área de
trabalho
F4 / Exibir a lista da barra de endereços no Windows Explorer
Shift + F10 / Exibir o menu de atalho do item selecionado
Ctrl + Esc / Abrir o menu Iniciar
Alt + letra sublinhada / Exibir o menu correspondente
Alt + letra sublinhada / Executar o comando de menu (ou outro
comando sublinhado)
F10 / Ativar a barra de menus no programa ativo
Seta para a Direita / Abrir o próximo menu à direita ou abrir
um submenu
Seta paraa Esquerda / Abrir o próximo menu à esquerda ou
fechar um submenu
F5 (ou Ctrl + R) / Atualizar a janela ativa
Alt + Seta para Cima / Exibir a pasta um nível acima no Win-
dows Explorer
Esc / Cancelar a tarefa atual
Ctrl + Shift + Esc / Abrir o Gerenciador de Tarefas
Shift quando inserir um CD / Evitar que o CD seja executado
automaticamente
Alt Esquerda + Shift / Mudar o idioma de entrada quando hou-
ver vários idiomas de entrada habilitados
Ctrl+Shift / Mudar o layout do teclado quando houver vários
layouts de teclado habilitados
Ctrl Direito ou Esquerdo + Shift / Alterar a direção de leitura de
texto em idiomas com leitura da direita para a esquerda
Atalhos de teclado da tecla do logotipo do Windows
A tabela a seguir contém atalhos de teclado que usam a tecla
do logotipo do Windows da tecla do logotipo do Windows
Tecla do logotipo do Windows / Abrir ou fechar o menu Iniciar.
Tecla do logotipo do Windows + Pause / Abrir a caixa de diálo-
go Propriedades do Sistema.
Tecla do logotipo do Windows + D / Exibir a área de trabalho.
Tecla do logotipo do Windows + M / Minimizar todas as janelas.
Tecla do logotipo do Windows + Shift + M / Restaurar janelas
minimizadas na área de trabalho
Tecla do logotipo do Windows + E / Abrir computador.
Tecla do logotipo do Windows + F / Procurar computadores (se
você estiver em uma rede).
Tecla do logotipo do Windows + L / Bloquear o computador ou
trocar de usuário.
Tecla do logotipo do Windows + R / Abrir a caixa de diálogo
Executar.
Tecla do logotipo do Windows + T / Percorrer programas na
barra de tarefas.
Tecla do logotipo do Windows + número / Iniciar o programa
fixado na barra de tarefas na posição indicada pelo número. Se o
programa já estiver em execução, mudar para esse programa.
Shift+Tecla do logotipo do Windows + número / Iniciar uma
nova instância do programa fixado na barra de tarefas na posição
indicada pelo número.
Ctrl+Tecla do logotipo do Windows + número / Alternar para a
última janela ativa do programa fixado na barra de tarefas na posi-
ção indicada pelo número.
Alt+Tecla do logotipo do Windows + número / Abrir a Lista de
Atalhos para o programa fixado na barra de tarefas na posição in-
dicada pelo número.
Tecla do logotipo do Windows + Tab / Percorrer programas na
barra de tarefas usando o Aero Flip 3D.
Ctrl+Tecla do logotipo do Windows + Tab / Usar as teclas de
direção para percorrer programas na barra de tarefas usando o
Aero Flip 3D.
Ctrl+Tecla do logotipo do Windows + B / Mudar para o progra-
ma que exibiu uma mensagem na área de notificação.
Tecla do logotipo do Windows + Barra de espaço / Visualizar a
área de trabalho
Tecla do logotipo do Windows + Seta para cima / Maximi-
zar a janela.
Tecla do logotipo do Windows + Seta para a esquerda / Maxi-
mizar a janela no lado esquerdo da tela.
Tecla do logotipo do Windows + Seta para a direita / Maximizar
a janela no lado direito da tela.
Tecla do logotipo do Windows + Seta para baixo / Minimizar a
janela.
Tecla do logotipo do Windows + Home / Minimizar todas as
janelas, menos a ativa.
Tecla do logotipo do Windows + Shift + Seta para cima / Alon-
gar a janela até as partes superior e inferior da tela.
Tecla do logotipo do Windows + Shift + Seta para a esquerda ou
Seta para a direita / Mover uma janela de um monitor para outro.
Tecla do logotipo do Windows + P / Escolher um modo de exi-
bição da apresentação.
Tecla do logotipo do Windows + G / Percorrer gadgets.
Tecla do logotipo do Windows + U / Abrir a Central de Facilida-
de de Acesso.
Tecla do logotipo do Windows + X / Abrir o Centro de Mobili-
dade do Windows.
Fonte:
https://www.tecmundo.com.br/aumentar-desempenho/
2066-analise-windows-7.htm?utm_source=404corrigido&utm_
medium=baixaki
https://www.infoescola.com/informatica/windows-7/
https://edu.gcfglobal.org/pt/informatica-basica/apagar-um-
-arquivo-no-windows/1/
www.qconcursos.com
https://support.microsoft.com/pt-br/help/12445/windows-
-keyboard-shortcuts
INFORMÁTICA
15
EXERCÍCIOS
01. Ano: 2017 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2017 -
UESPI - Tutor de Apoio Presencial
O sistema operacional Windows 7 foi lançado em meados de
2009 e desde então teve várias versões lançadas para se adequar
melhor com cada usuário. Marque a alternativa que não possua
uma destas versões do Windows 7:
A) Windows 7 Starter Edition
B) Windows 7 Home Basic
C) Windows 7 Home Premium
D) Windows 7 Home Professional
E) Windows 7 Ultimate
GABARITO OFICIAL: LETRA D
02. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 11ª Região (AM e RR)
Prova: FCC - 2017 - TRT - 11ª Região (AM e RR) - Técnico Judiciário -
Tecnologia da Informação
O sistema operacional Windows 7
A) em português permite que programas sejam desinstalados
através da opção “Desinstalar um programa” que fica dentro de
“Sistema e Segurança” no Painel de Controle.
B) foi projetado para funcionar com processadores multicore.
Há versões de 32 bits que dão suporte a até 32 núcleos de proces-
sador e versões de 64 bits que dão suporte a até 256 núcleos de
processador.
C) exige 160 GB (versão 32 bits) ou 200 GB (versão 64 bits) de
espaço em disco disponível, como parte da configuração mínima de
um computador para que possa ser nele instalado.
D) na versão 32 bits consegue endereçar no máximo 8 GB de
memória RAM. O aumento da quantidade de memória depende de
quantos slots de memória há na placa mãe.
E) oferece o recurso conhecido como Dual Channel, que permi-
te que dois processadores possam ser utilizados ao mesmo tempo,
aumentando bastante o desempenho da máquina.
GABARITO OFICIAL: LETRA B
03. Ano: 2018 Banca: UFRR Órgão: UFRR Prova: UFRR - 2018 -
UFRR - Assistente de Tecnologia da Informação
Ao pressionar as teclas de atalho “CTRL” + “SHIT” + “ESC” si-
multaneamente no Windows 7 ou Windows 10, qual aplicação irá
aparecer na tela?
A) Gerenciador de Tarefas
B) Painel de Controle
C) Dispositivos e impressoras
D) CMD
E) Windows Explorer
GABARITO OFICIAL: LETRA A
04. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 11ª Região (AM e RR)
Provas: FCC - 2017 - TRT - 11ª Região (AM e RR) - Analista Judiciário
- Área Administrativa
Considerando-se que o Windows 7 Professional, em portu-
guês, está instalado na unidade C de um computador,
A) não será permitido salvar arquivos na raiz desta unidade,
mas somente em pastas e subpastas criadas a partir da raiz.
B) clicando-se com o botão direito do mouse sobre esta unidade,
será possível acessar uma opção para particionar (dividir) o disco.
C) será permitido formatar esta unidade a partir do Windows,
porém, todos os arquivos e pastas serão apagados e não poderão
ser recuperados.
D) se uma pasta que contém 9 MB em documentos for apagada
do HD, ela será enviada para a lixeira e poderá ser posteriormente
recuperada.
E) a pasta onde o Windows está instalado ficará oculta e não
poderá ser acessada, para evitar que arquivos importantes sejam
apagados.
GABARITO OFICIAL: LETRA D
05. Ano: 2017 Banca: FADESP Órgão: COSANPA Provas: FADESP
- 2017 - COSANPA - Técnico Industrial - Saneamento
Clicando-se, com o botão direito do mouse, sobre um arquivo
selecionado no Windows Explorer do Microsoft Windows 7 (instala-
ção padrão), abre-se um menu que não possui a opção
A) “Criar atalho”.
B) “Propriedades”.
C) “Enviar para”.
D) “Formatar”.
GABARITO OFICIAL: LETRA D
WINDOWS 10
O Que É o Windows 10?
E por que você está usando o Windows? Se for como a maio-
ria das pessoas, você não teve muita opção. Praticamente todos os
computadores, laptops ou tablets Windows vendidos desde 29 de
julho de 2015 vêm com o Windows 10 pré-instalado. Algumas pes-
soas fugiram do Windows comprando computadores Apple (aque-
les computadores mais bonitos e mais caros). Mas, provavelmente,
você, seus vizinhos, seu chefe e milhões de outras pessoas em todo
o mundo estão usando o Windows.
• A Microsoft quer que o Windows 10 seja executado em PCs,
laptops, tablets e telefones. (Ele se parece e se comporta quase
identicamente em todos eles.) É porisso que Windows 10 inclui
muito botões grandes para facilitar o toque com os dedos em tou-
chscreens. Ele também pode executar aplicativos, pequenos pro-
gramas geralmente encontrados em smartphones e tablets, no
Windows de um computador de mesa.
• Para confundir todo mundo, a Microsoft nunca lançou um
Windows 9.
Ela pulou um número de versão quando mudou do Windows
8.1 para o Windows 10.
• O tradicional menu Iniciar da versão de desktop, que desa-
pareceu nos Windows 8 e 8.1, retorna no Windows 10. Esse novo
menu customizável exibe aplicativos no seu lado direito.
Separando os anúncios dos recursos
A Microsoft não se cansa de alardear o tão eficiente A Micro-
soft não se cansa de alardear o Windows como o seu parceiro no
uso do computador, visando o seu melhor interesse, mas isso não
é inteiramente verdade.
O Windows sempre se volta para os interesses da Microsoft.
Você descobrirá isso assim que precisar ligar para a Microsoft para
resolver qualquer problema com o Windows e ela lhe cobrar $100
por hora para suporte telefônico.
INFORMÁTICA
16
A Microsoft também costuma usar o Windows para adicionar
seus próprios produtos e serviços. Por exemplo, o Microsoft Edge,
o novo navegador do Windows, inicia com links para sites próprios
da Microsoft.
A área de favoritos do navegador, um lugar onde você pode
armazenar seus lugares favoritos da web, já vem com vários sites
da Microsoft registrados.
O Windows 10 adiciona um link para o OneDrive, o serviço on-
line de armazenamento, em todas as pastas. Mas a Microsoft não
é tão eficiente a ponto de lhe avisar que você precisa pagar uma
taxa anual quando atinge seu limite de armazenamento de sete gi-
gabytes.
Você também pode ver anúncios dos aplicativos populares na
Lock Screen do Windows, a página que aparece quando você fica
um tempo sem usar o PC.
O aplicativo Maps usa o serviço de mapeamento Bing em vez
de o Google Maps ou outro concorrente.
A Microsoft também quer que você comece a comprar aplica-
tivos em vez de programas.
Eles são vendidos pela Windows Store, e a Microsoft lucra uma
parte com cada venda.
E a lista continua.
Colocando de forma direta, o Windows não somente contro-
la seu computador como serve como um importante veículo de
propaganda da Microsoft. Veja os anúncios inseridos no Windows
como um vendedor batendo à sua porta.
Principais novidades da nova versão
Novidades sempre acompanham um lançamento, seja de har-
dware, software, funcionalidades, segurança, etc. E como não po-
deria ser diferente, o Windows 10 está cheio delas. Venha conferir
conosco tudo que estreou com essa versão do SO de Bill Gates.
Menu iniciar
A maior novidade de todo o sistema operacional, que a Mi-
crosoft se viu obrigada a reimplantar após milhares de críticas foi a
volta do menu inicial no formato lista. O menu dinâmico que existia
no Windows 8 saiu de cena, ou bem, em partes. Ainda é possível
“alfinetar” programas e tarefas e montar seu menu inicial com fa-
cilidade como no W8, mas com a cara do Windows anteriores (que
também permitiam a personalização, mas era mais feio e compli-
cado).
Device Guard
Funcionalidade específica para computadores empresariais. O
novo recurso vem para permitir que técnicos de TI tenham mais
controle sobre o que pode ou não ser instalado nas máquinas. Tudo
isto remotamente, sem precisar de demais softwares de terceiros.
Mas o Device Guard não irá servir só para isso, ele também protege
contra malwares e ataques à rede. Diversas marcas já garantiram
que produzirão hardware compatível, como Acer, Lenovo e HP.
Windows Hello
Visando a tornar mais agradável e fácil o login, foi implemen-
tado o Windows Hello, um serviço exclusivo que permite a você
logar sem senha. Isso acontece devido a um sistema de biometria e
reconhecimento facial. Você poderá, inclusive, usar o sistema que
lê a sua impressão digital já presente em diversas máquinas.
Se você quiser usar a câmera para reconhecer sua face precisa-
rá de um software destinado a isso, além de uma câmera dotada de
tecnologia 3D infrevermelha. No entanto, a Microsoft já informou
que todos os notebooks e pc’s que saírem de fábrica com o sistema
Microsoft Passport
Com o Microsoft Passport você poderá fazer login com segu-
rança em diversos sites ou serviços ao mesmo tempo. A Microsoft
disse que o serviço poderá se comunicar diretamente com os ser-
vidores, sem passar a senha durante os processos. Isso dará mais
segurança, pois impede que a sua senha fique “transitando” pela
web, dando chance para ser roubada.
Funciona assim: Sempre que você precisar se autenticar em al-
gum site ou serviço o sistema enviará um código ao Hello, o mesmo
que vimos anteriormente. O hello confirma sua atividade, checa
seu passaporte e você é logado onde deseja.
Novo prompt de comando
O prompt de comando, acessado após você digitar “cmd” na
barra de busca foi, finalmente, reformulado. A ferramenta man-
tinha o mesmo visual e recursos – limitados – desde os anos 90.
Agora é possível usar recursos e atalhos nele como o Ctrl + v e colar
algo. Útil para quem trabalha constantemente com ele e para quem
quer realizar, por exemplo, um tutorial, mas não tem muita inti-
midade com a tela, digita errado, não entende os termos técnicos
da computação, etc. Inclusive a fonte foi redesenhada e agora o
prompt está mais bonito e legível.
Visão de tarefas
Esse é mais um dos recursos que parece ter vindo de inspiração
de terceiros. Trata-se de uma função onde você pode criar N desk-
tops, e manter, em cada um deles uma estação de trabalho diferente.
Cada estação tem suas próprias janelas, abas e programas rodando.
Por exemplo: no meu desktop 1 estava com o Skype e o iTunes aber-
tos, ao mudar para o desktop 2 o iTunes continuou reproduzindo a
música e o Skype continuou rodando, mas eu não os podia acessar,
nem pelo alt + tab, muito menos pela barra de tarefas.
O recurso, como disse, penso ter sido inspirado nos sistemas
Linux que já apresentam a possibilidade de diversas estações de tra-
balho há anos. Criação própria ou não, ponto a favor pro Windows
10. Para acessá-lo vá clique na barra de tarefas mostrada abaixo.
DirectX 12
Finalmente o DirectX foi atualizado. O software trata-se de
uma coleção de API’s que tratam de renderizar gráficos, por exem-
plo, e são vitais para um bom gráfico nos games, programas gráfi-
cos, editores de vídeo, etc. O DirectX não recebia uma atualização
significativa há cerca de 4 anos.
A Microsoft prometeu um ganho real de no mínimo 50% com
a nova coleção de API.
INFORMÁTICA
17
Navegação mobile
Ainda não recebemos o Windows 10 nos smatphones da reda-
ção, mas procurando pela web já encontramos coisas bem legais.
A mais legal de todas é uma em que você coloca seu dedo na tela,
segura por alguns instantes e então flechinhas de navegação serão
exibidas. O recurso é usado para navegar entre os textos digitados.
Nunca mais sofra com aquele problema de tentar selecionar uma
letra e selecionar a palavra inteira, for apagar algo e apagar tudo,
etc.
Para digitar no Word mobile, que está mais forte do que nunca,
a ferramenta é indispensável. Resta torcer para todos os SO mobile
implantem o recurso.
Apps a qualquer momento e universais
No Windows 8.1 tivemos a chegada em peso dos aplicativos
para o Windows. Apps de notícias, previsão do tempo, bolsa de va-
lores, fotos, esportes, etc. Porém eles só eram acessíveis no menu
do sistema (quando você clica no botão Windows) Agora os apps
permanecem, mas você pode acessá-los a qualquer momento, seja
na área de trabalho, redimensioná-los, arrastá-los, minimizá-los, etc.
Já o que a Microsoft chamou de apps universais foi que, agora,
todos os seus apps serão sincronizados automaticamente via One-
Drive. Seus arquivos do Word, por exemplo, estarão presentes no
desktop, notebook, smartphone, etc,
Central de ações
O Windows agora conta com uma central de ações. Fica loca-
lizada ali do lado da hora, um ícone daqueles balõezinhos de texto.
Cliquee você verá um resumo do que precisa ser observado no seu
sistema (provavelmente mensagens como backup e outras aparece-
rão por aqui) além de opções úteis como conexões de áudio e vídeo
com dispositivos sem fio, notas, redes VPN, etc. Um parente próximo
daquele menu que aparecia no W8 quando colocávamos o mouse no
canto superior direito do desktop e agora não existe mais.
Navegador Microsoft Edge
Navegando pelo Edge você poderá fazer diretamente “anota-
ções web”, com recursos que incluem recortes, anotações, borra-
cha, escrever na tela, etc.
Outra coisa legal é que ao abrir uma janela do navegador você
será inundado – no bom sentido – com um feed de notícias. Bem
melhor e mais moderno que a página inicial do Internet Explorer
que abre/abria a home do Msn.
Cortana
Se a Apple tem o Siri, o Android tem o Google Now, a Microsoft
tem a Cortana. O assistente pessoal dos usuários de Windows 10
fará buscas e abrirá recursos, janelas, anotará recados, lhe dará in-
dicações o que mais você mandar. Pelos vídeos publicados o assis-
tente tem uma estabilidade e uso agradável. O único ponto negati-
vo é que ainda não está disponível para o Brasil. Portanto, se você
quiser testá-la, somente após passar seu Windows 10 para inglês,
ok? O comando de voz para chamar ela é “Hey Cortana”.
Novos atalhos de teclado no Windows 10
O Windows 10 adicionou dois novos recursos em seus próprios
atalhos de teclado — reposicionar janelas e áreas de trabalho vir-
tuais. Por muitos anos, tem sido fácil colocar janelas lado a lado na
área de trabalho nos sistemas operacionais Windows. O Windows
10 expande esse conceito, permitindo que você facilmente posi-
cione quatro janelas lado a lado. Com todas as suas janelas visíveis
na área de trabalho, é muito mais fácil copiar e colar informações
entre elas.
O Windows 10 também apresenta as áreas de trabalho vir-
tuais, um modo de criar várias áreas de trabalho separadas. Você
pode alinhar um conjunto de janelas e programas em uma área de
trabalho, por exemplo, e então trocar para uma segunda área de
trabalho para colocar janelas em um conjunto separado.
Referências
http://www.altabooks.com.br/index.php?dispatch=attach-
ments.getfile&attachment_id=2471
https://www.oficinadanet.com.br/post/14926-novos-recur-
sos-do-windows-10
www.qconcursos.com
INFORMÁTICA
18
EXERCÍCIOS
01. Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: CRF - DF Provas: IADES -
2017 - CRF - DF - Assistente l - Administrativo
O recurso Windows Hello do Windows 10 é
A) um assistente digital que permite realizar tarefas e definir
lembretes.
B) uma proteção abrangente, incluindo antivírus, firewall, Win-
dows Defender e tecnologias anti-phishing.
C) uma forma de acessar rapidamente o espaço de trabalho e
usar o esboço da tela
D) um navegador que possibilita uma experiência de web pes-
soal e responsiva.
E) uma credencial de acesso sem senha que oferece um modo
mais rápido e seguro de desbloquear seus dispositivos Windows.
GABARITO OFICIAL: LETRA E
2. Ano: 2017 Banca: UFES Órgão: UFES Provas: UFES - 2017 -
UFES - Assistente em Administração
O Windows 10 reintroduziu o botão “Iniciar”, que havia sido re-
movido em versões anteriores do sistema operacional. Por meio do
botão “Iniciar”, é possível abrir programas instalados no Windows
10 e ter acesso a outras funcionalidades desse sistema. NÃO é uma
funcionalidade acionada por meio do botão “Iniciar” do Windows
10:
A) desinstalar programas.
B) ocultar um programa listado.
C) mostrar ou ocultar arquivos frequentemente utilizados.
D) instalar programas.
E) desligar o serviço do computador.
GABARITO OFICIAL: LETRA D
3. Ano: 2018 Banca: PROMUN Órgão: Funcabes Prova: PRO-
MUN - 2018 - Funcabes - Escriturário
Analise as afirmações abaixo quanto às funcionalidades e apli-
cações presentes no Windows 10:
I Por ser um sistema operacional moderno, o Windows 10 só
pode ser utilizado quando está conectado à Internet; II O painel de
controle no Windows 10 foi substituído pela assistente virtual Cor-
tana; III O navegador de internet padrão no Windows 10 passou a
ser o Google Chrome, substituindo o Internet Explorer.
Estão corretas as afirmações:
A) I
B) I e III
C) II e III
D) Nenhuma das alternativas
GABARITO OFICIAL: LETRA D
4. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Salvador - BA
Prova: FGV - 2017 - Prefeitura de Salvador - BA - Técnico de Nível
Superior I - Suporte Administrativo Operacional
Na sua configuração padrão, uma das formas de se obter ajuda
do Microsoft Windows 10 é pressionando
A) a tecla com o símbolo do Windows.
B) as teclas Ctrl da direita e da esquerda, simultaneamente.
C) Ctrl+Alt+Delete.
D) F1.
E) F12.
GABARITO OFICIAL: LETRA D
5. Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: PC-SC Prova: FEPESE - 2017
- PC-SC - Agente de Polícia Civil
Qual o atalho de teclado do Windows 10 possibilita abrir a ja-
nela do Gerenciador de Tarefas do Windows?
A) Alt + Esc
B) Alt + Shift + Esc
C) Ctrl + Shift + Esc
D) Ctrl + Alt +Tab
E) Ctrl + Alt + Esc
GABARITO OFICIAL: LETRA C
CONCEITOS BÁSICOS SOBRE LINUX E SOFTWARE LIVRE
LINUX
Agora será definido em poucos parágrafos o que é software
livre, de forma simples e didática. Segundo Stallman, software livre
é aquele que permite ser livremente executado, estudado, redis-
tribuído e aperfeiçoado. Ou seja, ele deve prover as 4 liberdades
principais:
Liberdade 0 - A liberdade de executar o programa, para qual-
quer propósito.
Liberdade 1 - A liberdade de estudar como o programa funcio-
na, e adaptá-lo para as suas necessidades.
Liberdade 2 - A liberdade de redistribuir cópias de modo que
você possa ajudar ao seu próximo.
Liberdade 3 - A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar
os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se be-
neficie.
Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para as liberdades
1 e 3, uma vez que não é possível estudar ou adaptar o programa
sem acessar o código-fonte.
Em inglês, o termo utilizado para software livre é free softwa-
re, que tem um significado ambíguo para “software grátis”. Apesar
dessa ambiguidade na tradução, é importante frisar que o softwa-
re livre tem como objetivo principal preservar a liberdade, não o
preço. Nada impede que qualquer um cobre uma taxa pela distri-
buição, vendendo mídias com software livre; inclusive essa é uma
das principais atividades que financiam a sua difusão. No entanto, o
valor cobrado não pode ser muito alto, pois assim como o software
é livre, há também livre concorrência. Ou seja, uma vez que qual-
quer um pode copiar e redistribuir o mesmo software, isso faz com
que o próprio mercado estabeleça o preço justo. Outras atividades
também rentáveis além da distribuição são os serviços agregados
como: treinamento, manuais, suporte e consultoria. Para saber
mais sobre este assunto, acesse o endereço: http://www.gnu.org/
philosophy/selling.html.
Como este é um conceito novo para a maioria este texto pode
não ser suficiente para uma compreensão total do assunto. Des-
sa forma é recomendável a leitura de textos complementares, tais
como http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html, dispo-
nível em português no próprio site da Free Software Foundation
(FSF).
Licença GPL
A GPL além de preservar condições legais de liberdade do sof-
tware, também estabelece que modificações ou melhorias futuras
no software sejam livres também. Em outras palavras, isso garante
que o software nunca seja proprietário. Essa condição extra impos-
ta legalmente ao software livre é denominada copyleft e é imple-
mentada de uma forma bastante sutil: é necessário que o desenvol-
vedor original do software registre os direitos autorais (copyright)
sobre o software no último termo, e que aplique em seus termos
INFORMÁTICA
19
de licenciamento que as cópias modificadas do programa sejam
distribuídas sob a condição de que a sua licença original sempre
venha acompanhada e não modificada. Isso evita que outra pessoa
ou empresa reclame pelo direito autoral (copyright) do software
depois de tê-lomodificado e insira termos legais à sua licença origi-
nal, revogando suas liberdades originais e tornando-o proprietário.
Dessa forma, se uma pessoa torna um software criado por ela livre,
ela nunca perderá a autoria do software. E, adicionalmente, nin-
guém poderá tornar parte ou o código como um todo proprietário.
A Licença Pública Gnu ou seu acrónimo GPL é a licença para
software livre criada pela FSF, disponível publicamente em http://
www.gnu.org/licenses/gpl.txt. Para ser aplicada, você deve forne-
cer o software juntamente com o texto integral, sem modificações
(inclusive com a introdução e as instruções finais) e geralmente em
um arquivo de formato texto puro com nome LICENSE, TXT, LICEN-
SING, COPYING, etc.
Essa licença também possui uma versão traduzida, não-oficial
em http://www.magnux.org/doc/GPL-pt_BR.txt. A FSF declara que
essa versão não é reconhecida como legalmente oficial uma vez
que a tradução não foi realizada por advogado bilíngue - um custo
com o qual a FSF não pode arcar por enquanto. No entanto, essa
versão em português pode ser utilizada para fins didáticos, com o
intuito de melhorar a compreensão da GPL.
A GPL estabeleceu que o software seria fornecido sem nenhu-
ma garantia porque seus desenvolvedores não poderiam sofrer pu-
nições por uma falha do programa. No entanto, terceiros poderiam
oferecer serviços agregados de garantia de suporte e correções no
código-fonte caso fossem encontradas falhas.
Além da GPL e das licenças do Creative Commons existem di-
versas outras licenças que garantem a flexibilidade dos direitos do
autor sobre a obra e que de certa forma possuem uma filosofia pa-
recida. Podemos citar por exemplo a Mozilla Public License[5] cujo
principal uso é na suíte de software Mozilla, a MIT Public License[6]
ou mesmo a MIT License[7]. As licenças citadas, por exemplo, são li-
cenças que permitem que trechos de programas possam ser usados
em softwares livres e softwares proprietários, o que não acontece
com a GPL.
O que é uma distribuição GNU/Linux
Uma distribuição GNU/Linux (também chamada de distro) é um
Sistema Operacional GNU/Linux funcional, ou seja, que utiliza não
somente o Kernel Linux, mas também uma coleção de softwares li-
vres com a Licença GNU (mas também podem ser encontrados sof-
twares com outras licenças), testados para funcionar em conjunto.
O Kernel Linux por si só não torna um sistema funcional, pois
ele é responsável pelas funções mais básicas de interação com o
hardware, necessitando de dezenas de outros aplicativos comple-
mentares que interagem com o usuário, eleitos e fornecidos pela
distro, como: interpretador de comando, interface gráfica, editores
de texto, etc.
Toda distribuição é definida, criada e mantida por indivíduos,
comunidades ou empresas que visam atender os diferentes inte-
resses de nicho de mercado:
Perfil técnico de usuário: há usuários de todo nível técnico,
desde usuários leigos de informática até hackers com altíssimo ní-
vel técnico. Assim, algumas distribuições visam alcançar excelência
na facilidade de uso, adequando-se aos interesses dos mais leigos,
e outras visam maior configurabilidade, adequando-se aos interes-
ses dos mais especializados.
Hardware: as distribuições visam atender diferentes platafor-
mas de hardware, obtendo o melhor desempenho e combinação de
software para cada uma. Há distros voltadas tanto para palmtops
até mainframes, de arquiteturas AMD até RISC (Sparc, PowerPC,
etc), etc.
Regionalidade: cada país pode possuir hardware próprio de-
senvolvido exclusivamente, além de possuir gostos por softwares
diferentes dos demais, além de línguas e dialetos diferenciados. As-
sim, cada distribuição pode ter uma atuação voltada para atender
os interesses de uma região específica.
Tipo de mídia: além das tradicionais distros instaladas em disco
rígido, há também distros em disquetes, CD e DVDs.
Uso específico: existem distros voltadas para finalidades bem
específicas, como: firewall, acesso internet, multimídia, etc.
Caso você queira encontrar uma lista com distribuições, com
critérios de classificações e informações detalhadas, acesse um dos
endereços:
Linux Weely News - http://old.lwn.net/Distributions/index.
php3 [8]: é uma lista mantida por uma das mais populares revistas
on-line sobre GNU/Linux. Na contagem de fevereiro de 2010, exis-
tiam 572 distros em seu banco de dados.
DistroWatch - http://www.distrowatch.com [9] : é uma lista
de distros mantida pessoalmente por Ladislav Bovnar, com várias
partes traduzidas em português. Na contagem de janeiro de 2010,
existiam 310 distros em seu banco de dados.
O GNU/Linux é tão flexível que permite criar sua própria distri-
buição “na unha”. Este é o objetivo do projeto “Linux from Scrat-
ch”, disponível no endereço http://linuxfromscratch.org. O mesmo
documento está disponível em português no endereço http://lfs-
-br.codigolivre.org.br/.
Diferenciação e padronização
Se por um lado, a flexibilidade de criar distribuições contribui
com a facilidade de customização, por outro, leva à uma diferencia-
ção que pode causar dois principais problemas:
- incompatibilidade de software: um binário que é compilado
em uma distro pode não funcionar em outra quando uma bibliote-
ca necessária não existe ou seu caminho é diferente.
- aculturação de técnicos: quando um especialista em uma dis-
tro utiliza outra que ele não conhece, pode perder produtividade,
se perdendo em características particulares, que geralmente são:
inicialização, caminho de arquivos, arquivos de configuração, ge-
renciamento de pacotes de software, aplicativos básicos, etc.
Com a necessidade de se definir padrões que evitem prejuízos
sem perder a flexibilidade, foi criado o projeto Linux Standard Base,
ou simplesmente LSB, disponível em http://www.linuxbase.org,
mantido pelo Free Standards Group (http://www.freestandards.
org), uma instituição sem fins lucrativos, e patrocinado principal-
mente por empresas. Assim quando uma distribuição é conside-
rada compatível com a LSB, significa que a distribuição segue os
padrões especificados pelo projeto. Um projeto que tem alcançado
avanços significantes é o FreeDesktop.org (http://www.freedesk-
top.org), que tem servido como ponto de discussão, sugestão e de-
senvolvimento de padrões e programas para desktop.
Como escolher “sua distribuição”
Alguns usuários se gabam por estarem utilizando a “melhor
distribuição”, como se existisse uma única distribuição que aten-
desse a necessidade de tudo e todos. No entanto, existem distribui-
ções adequadas para gostos e necessidades diferentes. Portanto,
a “melhor distribuição” é aquela que melhor “pontuar” em seus
critérios de valor.
Vejamos algumas sugestões de critérios que podem ajudar na
escolha de uma distribuição:
- liderança: As seguintes distros são consideradas líderes de
mercado pela LWN [10], sendo todas elas empresas comerciais:
Ubuntu, Fedora, OpenSuse?, Debian e Mandriva.
- facilidade de uso: várias distros estão se dedicando para tor-
nar o GNU/Linux cada vez mais fácil de utilizar, ou seja, sendo cada
vez mais adequado aos usuários finais.
INFORMÁTICA
20
- origem: quando uma distribuição nova surge, geralmente ela
se baseia em outra pré-existente, evitando “reinventar a roda”.
Uma distribuição com muitas distros filhas reflete aspectos positi-
vos como: tradição, popularidade, solidez e estabilidade. Debian é
a distribuição que mais usada para criar outras distribuições, entre
elas, Ubuntu é a mais conhecida.
- cultura: geralmente a melhor distribuição é aquela que mais
conhecemos. A cultura atual da equipe de profissionais deve ser
levada em conta, pois uma distro estranha pode provocar perda
de produtividade e aumento de custos com treinamento e suporte
para adaptação.
- estabilidade: é possível encontrar falhas (bugs) tanto na insta-
lação quanto nos binários oferecidos nas distribuições. Infelizmen-
te não existe uma estatística que determine objetivamente o quan-
to uma distro é mais estável queoutra. Este critério será baseado
na sua experiência ou no relato da experiência de terceiros.
- suporte técnico e outros serviços: várias distros oferecem vá-
rios serviços agregados que são muito importantes, tais como: su-
porte, treinamento, consultoria, documentação, avisos de falhas e
problemas de segurança, correções e atualizações de software, etc.
- liberdade: a valorização da liberdade do software, é refleti-
da pela forma em que a distribuição relaciona com seus usuários.
Algumas atitudes refletem positivamente esta característica, tais
como: disponibilização de suas versões para download sem custos,
disponibilização das fontes dos programas juntamente com os seus
binários, fornecimento de meios para acompanhar o desenvolvi-
mento da distribuição de modo a visualizar suas fontes atuais, etc.
No site Distro Watch [9] é apresentado uma escala de 1 a 5, classi-
ficando seu “nível de liberdade”.
- conjunto de software: você deve analisar se a coleção de sof-
tware elegida pela distro é a mais adequada para a sua necessidade
e gosto. Uma distro inadequada pode exigir muito trabalho para
instalar seus softwares preferidos.
Principais comandos do Linux: Saiba o Básico
Conheça os principais comandos do Terminal Linux
O bom usuário de Linux deve conhecer pelo menos o básico
dos comandos em terminal.
À primeira vista parece ser mais complicado, mas depois que
você se inteirar melhor com este mecanismo vai perceber que con-
seguirá fazer as suas atividades na sua distro com muitos mais ra-
pidez e eficiência:
Principais comandos Linux
Se você busca mais informações sobre comandos para o Ubun-
tu em específico, clique aqui e confira o artigo especial.
Comandos básicos
mv [-i]: mover ou renomear arquivos.
rm [--]: deletar arquivos.
mkdir/rmdir: cria/deleta diretórios.
ln -s path link: cria links simbólicos (symlinks) para arquivos ou
diretórios
cp [-ir]: copiar arquivos.
ls [-al]: listagem do diretório.
Outros comandos
file: determina o tipo do arquivo (/etc/magic).
cat: exibe o conteúdo do arquivo na tela.
head / tail: exibe linhas no inicio / fim do arquivo.
less / more: lista o conteúdo do arquivo.
man filename: manual online do programa.
ctrl+alt+del/reboot: reinicia o sistema.
shutdown -h now/halt: desliga o computador.
Mais no terminal
stty -a: lista configurações do terminal.
reset: reseta o terminal (volta ao normal).
(SHIFT)PGUP/PGDN: barra de rolagem do bash.
TAB: auto-completa os comandos digitados no terminal.
MOUSE2/3: cola o texto selecionado (gpm).
CTRL+S (Scroll Lock): desabilita o vt.
CTRL+Q (Scroll Lock): habilita o vt (tente isto caso o terminal
trave).
ALT+Fx: muda de console.
CTRL+ALT+Fx: muda de console em modo gráfico.
Usuários
w: informações gerais sobre usuários logados e seus processos.
who: informações dos usuários atuais (do utmp)
last: listagem do histórico de logins (/var/log/wtmp)
lastlog: retorna informações sobre últimos logins.
Matando processos
kill: as opções mais comuns são (onde id é o mesmo que PID):
kill -HUP id-do-processo: reinicia processo.
kill -9 id-do-processo: mata processo.
killall processo: mata processo pelo nome.
killall -HUP processo: reinicia processo pelo nome.
Sistema
df -h (espaço livre e ocupado nos discos)
du -sh(x) (espaço ocupado pelo diretório e seus subdiretórios)
Informações do sistema
ree: status da memória e swap.
vmstat: status da memória virtual (processos, cpu).
lsdev, lspci: listagem do hardware/dispositivos pci.
pnpdump: retorna configuração das placas ISA PnP.
lsmod / rmmod: lista/remove módulos na memória.
procinfo: cat /proc ;)
Informações do ambiente X
xdpyinfo: recursos do servidor X.
showrgbq: retorna a database de cores rgb.
xlsfonts: lista as fontes reconhecidas pelo X.
xset m 5/2 1: ajusta a velocidade e aceleração do mouse.
Rede
lsof -n -i:80 (-i4: ipv4 e -n: sem resolver hostnames)
fuser -v 80/tcp (lista processos que escutam na porta tcp 80
em modo ps-like)
Pipes e Redirecionamentos
Através de ‘pipes’, a saída de um comando (stdout [file descrip-
tor 1]) é passada como a entrada (stdin) do outro. Em geral, a saída
é o terminal e a entrada o teclado. Exemplos:
$ dmesg | less ; ls -l | more
$ echo “mensagem” | wall
Através de ‘<’ e ‘>’ é possível definir qual será o stdin e o st-
dout. Exemplos:
$ dmesg > dmesg.txt ; more < dmesg.txt
ls -l /tmp >> list.txt (concatena)
O sinal de maior é equivalente ao comando tee.
E para alterar o stderr (mensagens de erro [file descriptor 2]):
$ ls /admin > list.txt 2> erros.txt (se o diretório não existir, o
stderr será o erros.txt e o stdout o list.txt)
$ ls /admin > list.txt 2>&1 listagem_e_erros.txt (se houver, er-
ros serão repassados para o mesmo local que o stdout)
INFORMÁTICA
21
Operadores Lógicos
&&: ‘e’ (retorna true se todas as expressões forem verdadeiras)
||: ‘ou’ (retorna true se uma das expressões forem verdadei-
ras)
O sinal ‘;’ executará ambas as expressões independente do re-
torno. Por exemplo:
$ make ; make install (os comandos serão executados em se-
quência)
$ make && make install (o segundo comando somente será
executado se o primeiro não retornar erro)
Vamos conhecer um pouco a interface gráfica de uma distribui-
ção Linux das mais utilizadas: o Ubuntu.
Compreendendo o desktop
Inicialmente, você pode notar muitas semelhanças entre
Ubuntu e outras sistemas operacionais, como o Microsoft Win-
dows ou Mac OS X. Isso ocorre porque todos eles são baseados
no conceito de uma interface gráfica do usuário (GUI[1]), ou seja,
você usa o mouse para navegar no desktop, os aplicativos abertos,
os arquivos de movimento, e executar a maioria das outras tare-
fas. Em suma, as coisas são visualmente orientadas. Este capítulo
é projetado para ajudá-lo a se familiarizar com várias aplicações e
menus no Ubuntu para que você se tornar confiante na utilização
do interface do Ubuntu.
Unity
Todos os sistemas operacionais baseados em GUI utilizam um
ambiente de desktop. Ambientes desktop abrangem muitas coisas,
incluindo (mas não limitado):
A aparência do sistema;
A forma como a área de trabalho é definida;
A forma como o ambiente de trabalho é navegado pelo usu-
ário.
Em distribuições Linux (como o Ubuntu), uma série de áreas de
trabalho estão disponíveis. O Ubuntu usa Unity como área de tra-
balho padrão. Depois de instalar e fazer login no Ubuntu, você vai
ver a área de trabalho do Unity. Este ponto de vista inicial é com-
posta pelo fundo de tela e duas barras, uma horizontal localizada
na parte superior da área de trabalho, chamada de barra de menu e
uma barra orientada verticalmente na extremidade esquerda cha-
mada de Launcher ou Lançador em português.
Fundo de Tela ou Papel de Parede
No topo da tela, abaixo da barra de menu, existe uma imagem
que cobre todo desktop. Este é o fundo de tela ou papel de parede
padrão, pertencente aos temas do Ubuntu, conhecido como Am-
biance. Para saber mais sobre como personalizar a área de trabalho
(incluindo em como mudar seu fundo).
A barra de menus
A barra de menu incorpora funções comuns usados no Ubuntu.
Os ícones na extrema direita da barra de menus estão localizados
em uma área da barra de menu chamada área do indicador, ou na
área de notificação. Cada instalação do Ubuntu pode conter um
pouco diferentes tipos e quantidades de ícones baseado em uma
série de fatores, incluindo o tipo de hardware e disponíveis a bordo
periféricos em que a instalação do Ubuntu é baseado. Alguns pro-
gramas de adicionar um ícone para a área de indicador automatica-
mente durante a instalação (por exemplo, o Ubuntu One). Os mais
comuns são os indicadores:
Indicador de Teclado ( ) permite que você selecione um
layout de teclado, se mais de um layout de teclado estiver dispo-
nível. O menu indicador de teclado contém os seguintes itens de
menu: mapa de caracteres, de layout de teclado gráfico e configu-
rações de entrada de texto.
Indicador de rede ( ) gerencia conexões de rede, permitindo
que você conecte de forma rápida e facilmente a uma rede com ou
sem fio.
IndicadorUbuntu One ( ) permite fazer backup de arquivos
on-line e compartilhe arquivos com os seus amigos, familiares e co-
legas de trabalho.
Indicador de Mensagens ( ) incorpora suas aplicações so-
ciais. A partir daqui, entre outros, você pode acessar clientes de
mensagens instantâneas e e-mail.
Indicador de som ( ) fornece uma maneira fácil de ajustar
o volume do som como bem como o acesso a sua música e confi-
gurações de som.
Relógio ( ) exibe a hora atual e fornece um link para o
seu calendário com hora e data.
Indicador de Sessão ( ) é um link para as configurações de
sistema, com Ubuntu Ajuda e opções de sessão (como o bloqueio
de seu computador, sessão de usuário/convidado, registro de uma
sessão, reiniciar o computador, ou desligar completamente).
Cada aplicação tem um sistema de menus onde as ações di-
ferentes podem ser executadas em um aplicativo (como Arquivo,
Editar, Exibir, etc); o sistema de menus para uma aplicação é apro-
priadamente chamado de menu do aplicativo. No Unity, o menu
do aplicativo não possui barra de título da aplicação como é co-
mumente o caso em outros ambientes de GUI. Em vez disso, ele
está localizado na área esquerda da barra de menu. Para mostrar
o menu de um aplicativo, basta passar o mouse a barra de menus
do ambiente de trabalho (na parte superior da tela). Enquanto o
mouse é posicionado, as opções do menu do aplicativo ativo será
exibido no barra de menu do desktop, permitindo que você use as
opções menu do aplicativo. Ao clicar na área de trabalho, a barra
de menu da área de trabalho reaparece. Esta capacidade do Unity
de exibir o menu do aplicativo somente quando necessário é es-
pecialmente benéfico para os usuários de netbooks e laptops com
espaço de tela limitada. A Apple usa uma abordagem semelhante
no OS X, onde todos os aplicativos menus aparecem em uma barra
na parte superior da tela. Difere, contudo, na medida em que os
menus no Ubuntu só aparecem quando o mouse está sobre a área
de trabalho do barra de menus.
O Lançador
A barra vertical de ícones no lado esquerdo da área de trabalho
é chamado de Lançador ou Launcher em inglês. O Lançador fornece
acesso fácil a aplicações, dispositivos montados e o Lixo. Todos os
aplicativos em execução no seu sistema irão colocar um ícone no
Lançador enquanto o aplicativo está sendo executado.
Para alterar o tamanho do ícone Lançador, vá para o Indicador
de sessão ‣ Configurações do Sistema ‣ Aspecto, Tamanho do Íco-
ne do lançador.
INFORMÁTICA
22
O primeiro ícone no topo do lançador é o Painel Inicial, um
componente do Unity. Vamos explorar o Painel Inicial em uma se-
ção posterior deste capítulo. Por padrão, outras aplicações apare-
cem no Lançador, incluindo o gerenciador de arquivos, LibreOffice,
Firefox, todos os dispositivos montados, e o lixo que contém pastas
e arquivos apagados na parte inferior do Lançador.
Segurando a tecla Super, também conhecida como a tecla
do Windows (Tecla Win), localizado entre a tecla Ctrl esquerda e
tecla Alt, fará com que o Ubuntu imponha uma série sobre os dez
primeiros aplicativos na tela do menu e também exibir uma tela
cheia de atalhos úteis. Você pode iniciar uma aplicação com um
número n de lo digitando Super + n.
Se você abrir mais aplicativos que podem ser mostrados no
lançador, o Lançador vai “dobrar” os ícones de aplicativos na parte
inferior do Launcher. Basta mover o mouse para a parte inferior do
Lançador, e você verá os ícones movendo com efeito de “slide”, e os
ícones de aplicativos dobradas irão se desdobrar para melhor acesso.
Executando aplicativos
Para executar um aplicativo a partir do Lançador (ou caso um
aplicativo já se encontra em execução), basta clicar no ícone do
aplicativo.
Os aplicativos que estão sendo executados terá um ou mais tri-
ângulos no lado esquerdo do ícone indicando o número de janelas
de aplicativos abertas para esta aplicação. Aplicativos em execução
também tem um ícone de luz de volta no Launcher.
A aplicação em primeiro plano (ou seja, a aplicação que está no
topo de todas as outras janelas do aplicativo aberto é indicado por
um único triângulo branco no lado direito de seu ícone.
Você também pode executar um aplicativo por meio do Painel
Inicial que será explorado na seção Painel Inicial.
Adicionando e removendo aplicações do Lançador
Existem duas maneiras de adicionar um aplicativo para no Lan-
çador:
Abra o Painel Inicial, pesquise e encontre o aplicativo que você
deseja adicionar ao Lançador, e arraste seu ícone para o Lançador.
Execute o aplicativo que você deseja adicionar ao Lançador,
clique com o botão direito do mouse no ícone do aplicativo no Lan-
çador, e selecione Bloquear no Lançador.
Para remover um aplicativo do Lançador, clique com o botão
direito do mouse no ícone do aplicativo no Lançador, em seguida,
selecione Desbloquear do Lançador.
Painel Inicial
O Painel Inicial ajuda você a encontrar rapidamente aplicativos
e arquivos em seu computador. Se você já usou o Windows no pas-
sado, você vai achar o Painel Inicial semelhante a ao menu Iniciar
do Windows ou a tela Iniciar do Windows 8. Usuários de Mac vai
achar o Painel Inicial semelhante ao Launchpad do Dock. Se você
já usou uma versão anterior do Ubuntu ou outra distribuição Linux
Gnome, o Painel Inicial serve como um substituto para os vários
menus Gnome 2. O Painel Inicial permite que você busque informa-
ções, tanto em sua máquina/computador (aplicativos instalados,
arquivos recentes, bookmarks, etc.), bem como remotamente/in-
ternet (Twitter, Google Docs, etc.).
Lançador do Ubuntu
Para explorar o Painel Inicial, selecione sobre o primeiro ícone
do lançador (o ícone contém o logotipo do Ubuntu nele). Depois
de selecionar no ícone Painel Inicial, a área de trabalho será sobre-
posta por uma janela translúcida com uma barra de pesquisa no
topo, com um agrupamento de aplicações recentemente acessados
, arquivos e downloads. O Ubuntu também inclui os resultados de
serviços web populares. A barra de pesquisa fornece resultados di-
nâmicos ao inserir seus termos de busca.
Lentes
A pesquisa é conseguida pela utilização de uma ou mais lentes
(também conhecidos como escopos), cada lente é responsável por
fornecer uma categoria de resultados de pesquisa no Painel Inicial.
As sete lentes instalados por padrão na parte inferior estão os links
para sua lente Home ( ), Aplicações ( ), Arquivos e Pastas ( ),
Músicas ( ), Fotos ( ), Videos ( ) e mensagens de rede social (
). Muitos sites existem na Internet dedicada à criação e liberação
de lentes para o Unity do Ubuntu. Alguns sites ainda ensinam a fa-
zer suas próprias lentes, a fim de maximizar a eficiência operacional
de a interface do Unity do Ubuntu.
Procurando por arquivos e aplicativos com o Painel Inicial
O Painel Inicial é uma ferramenta extremamente poderosa que
lhe permite pesquisar arquivos e aplicativos no seu computador.
Procurando arquivos/pastas
O Painel Inicial pode ajudá-lo a encontrar Arquivos ou Pastas
pelo nome. Basta digitar uma parte do nome do arquivo ou pasta.
Conforme você digita, os resultados aparecerão no Painel Inicial. A
lente arquivos e pastas também vai ajudar a encontrar arquivos ou
pastas, mostrando também os arquivos recentemente acessados e
os downloads de arquivos mais recentes. Você pode usar o botão
INFORMÁTICA
23
de resultados do filtro, no canto superior direito do Painel Inicial e
filtrar resultados por atributos do arquivo ou pasta como horas de
modificação, tipo de arquivo (. odt,. pdf,. doc,. txt, etc), ou tamanho.
Procurando aplicações
A instalação padrão do Ubuntu vem com muitas aplicações. Os
usuários podem também baixar milhares de aplicações na Central
de programas do Ubuntu. Você pode coletar um arsenal de aplica-
ções fantásticas, pode se tornar difícil de lembrar o nome de uma
aplicação em particular; a lente Aplicações no Painel Inicial pode
ajudar nesta pesquisa. Esta lente irá classificar automaticamente
os aplicativos instalados em “RecentementeUsados”, “Instalados”,
“Mais Sugestões” e “Plugins do Painel”. Você também pode digitar
o nome de um aplicativo (ou parte dele) na barra de pesquisa no
Painel Inicial, os nomes dos aplicativos correspondentes aos seus
critérios de busca irá aparecer. Mesmo se você não se lembra do
nome do aplicativo em tudo, pode ser uma palavra-chave que é
relevante para esse aplicativo, o Painel Inicial vai encontrá-lo. Por
exemplo, o tipo de música, o Painel Inicial irá mostrar o leitor de
música padrão e qualquer leitor de música que você usou.
Referências:
https://pt.wikibooks.org/wiki/Linux_Essencial/Li%C3%A7%-
C3%A3o_Conceitos_e_Caracter%C3%ADsticas_do_Linux
https://www.impacta.com.br/blog/2016/08/03/5-principais-
-diferencas-entre-windows-e-linux/
https://pt.wikibooks.org/wiki/Manual_do_Ubuntu/Compre-
endendo_o_desktop
EXERCÍCIOS
1. Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: PC-AC Prova: IBADE - 2017 -
PC-AC - Delegado de Polícia Civil
O principal propósito de um sistema operacional consiste em
promover um uso mais eficiente do hardware. Assinale a alterna-
tiva que traz a principal diferença entre os sistemas operacionais
Linux e Windows.
A) Enquanto o Linux possui diferentes versões, existe apenas
uma versão do Windows.
B) Windows pode rodar com um processador Intel, ao contrá-
rio do Linux.
C) Linux é um sistema proprietário, ao contrário do Windows.
D) Qualquer programador pode reprogramar o código do
Linux, o que não é permitido no Windows.
E) O Windows pode rodar em computadores e smartphones,
ao passo que o Linux roda apenas em smartphones.
GABARITO OFICIAL: LETRA D
2. Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Salvador - BA
Prova: FGV - 2017 - Prefeitura de Salvador - BA - Técnico de Nível
Médio II – Operacional
O Linux é um
A) malware.
B) sistema operacional.
C) programa aplicativo.
D) firmware.
E) hardware.
GABARITO OFICIAL: LETRA B
3. Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: EBSERH Prova: CESPE - 2018
- EBSERH - Técnico em Informática
Acerca dos ambientes Linux e Windows, julgue o item que se
segue.
O Linux Kernel forma a estrutura do sistema operacional Linux.
( ) CERTO ( )ERRADO
GABARITO OFICIAL: CERTO
4. Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de João Pessoa -
PB Prova: IBADE - 2018 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Agente de
Controle Urbano
Um sistema de arquivos próprio do sistema operacional Linux
atual é o:
A) FAT16.
B) SOD.
C) OS/2.
D) MAC/OS.
E) EXT3.
GABARITO OFICIAL: LETRA E
5. Ano: 2017 Banca: IF-CE Órgão: IF-CE Prova: IF-CE - 2017 - IF-
-CE - Técnico de Tecnologia da Informação
São utilizados na manutenção de contas de usuários em siste-
mas operacionais Linux os comandos
A) addgroup, passwd e chmod.
B) adduser, addgroup e grep.
C) addgroup, passwd e lastlog.
D) adduser, chown e chmod.
E) lastlog, gpasswd e chown.
GABARITO OFICIAL: LETRA C
O que é Software Livre?
Software Livre refere-se a todo programa de computador que
pode ser executado, copiado, modificado e redistribuído sem que
haja a necessidade da autorização do seu proprietário para isso.
Esse tipo de software disponibiliza para seus usuários e desenvol-
vedores o livre acesso ao código-fonte para que possam realizar
alterações da maneira que desejarem.
O conceito do software livre, diferente do “open source”, é
mais focado na ética e seus objetivos fornecem aos usuários li-
berdade de controle e alteração na execução, moldando-o à sua
computação e ao seu processamento de dados, além de conceder
liberdade social para a cooperação ativa com todos os usuários e
desenvolvedores de sua escolha.
A FSF (Free Software Foundation - Fundação para o Software
Livre) é a criadora do conceito. Ela é uma organização sem fins lu-
crativos, fundada no ano de 1985 por Richard Stallman, idealizador
do GNU - sistema operacional tipo Unix. A filosofia da FSF apoia-se
na liberdade de expressão e não nos lucros. Stallman acredita que
os softwares proprietários (aqueles que não são livres) são injustos,
restritivos e de certa forma discriminatórios.
INFORMÁTICA
24
Em 1983, Stallman começou o Projeto GNU após ter sofrido
uma experiência negativa com um software comercial. Funcionário
do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, ele identificou uma
falha no software de uma impressora Xerox e tentou consertá-la.
No entanto, a empresa não liberou para Stallman o código-fonte,
motivando-o a criar um mecanismo legal que garantisse que todos
pudessem desfrutar dos direitos de copiar, modificar e redistribuir
um software. Isso gerou a criação da Licença GPL e, posteriormen-
te, da FSF.
Os usuários de software livre estão isentos dessas restrições,
pois eles não necessitam pedir autorização ao proprietário, além
de não serem obrigados a concordar com cláusulas restritivas de
outros, bem como licenças proprietárias, como cópias restritas.
Algumas licenças de utilização foram criadas para poder garan-
tir a equidade e a organização de direitos entre os usuários. A mais
utilizada delas é a GPL - General Public License (Licença Pública do
Uso Geral).
É importante valorizar no movimento de software livre que a
concorrência e a pluralidade de ideias entre os sistemas tem feito
com que ocorra uma evolução e uma melhora em sua qualidade.
Softwares para escritórios, gerenciadores, banco de dados e outras
ferramentas têm permitido que empresas e usuários encontrem di-
ferentes soluções de alta qualidade para serem utilizadas. A maio-
ria dessas soluções é apoiada tanto pela OSI (Open Source Initiati-
ve) quanto pela FSF.
Um programa pode ser considerado software livre quando se
enquadra nas quatro liberdades essenciais:
Liberdade 0: A liberdade de execução do programa para qual-
quer finalidade;
Liberdade 1: A liberdade de estudar e entender como o pro-
grama funciona, além de poder adaptá-lo de acordo com as suas
necessidades. Para isso, o acesso ao código-fonte do software fa-
z-se necessário;
Liberdade 2: A liberdade de redistribuir cópias com o intuito de
ajudar outras pessoas;
Liberdade 3: A liberdade de distribuir cópias alteradas a ou-
tras pessoas. Isso permite que as demais pessoas tenham acesso ao
software em sua versão melhorada, se beneficiando de suas mu-
danças.
Fonte:
https://canaltech.com.br/software/o-que-e-software-li-
vre-25494/
O que é o Software Público?
O Software Público Brasileiro é um tipo específico de softwa-
re livre que atende às necessidades de modernização da adminis-
tração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios e é compartilhado sem ônus no
Portal do Software Público Brasileiro, resultando na economia de
recursos públicos e constituindo um recurso benéfico para a admi-
nistração pública e para a sociedade. O que rege o Software Públi-
co Brasileiro atualmente é a Portaria N° 46 de 28 de setembro de
2016, que dispõe sobre os procedimentos para o desenvolvimento,
a disponibilização e o uso do Software Público Brasileiro. Leia a Por-
taria.
Neste portal também haverá informações sobre Softwares de
Governo e instruções de como utilizá-lo.
Sobre o Portal
O Portal do Software Público Brasileiro foi criado em 12 de abril
de 2007 e já conta com mais de 60 soluções voltadas para diver-
sos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros
países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Pa-
raguai. O portal vem se consolidando como um ambiente de com-
partilhamento de software. Isso resulta em uma gestão de recursos
e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias
e reforço da política de software livre no setor público.
Disponibilizando o Software
A disponibilização de um Software Público Brasileiro se-
gue as regras definidas na Portaria Nº 46, de 28 de setembro de
2016. É necessário que, antes de iniciar o processo de disponibili-
zação, leia atentamente a Portaria Nº 46. A leitura do Manual do
Ofertante também é importante, visto que é o guia completo que
explica em detalhes como enviar um software para o Portal do SPB.
Benefícios do SoftwarePúblico
1. Economia dos Recursos
Para entender a importância da economia em contratações de
Tecnologia da Informação (TI), é importante observar que nos úl-
timos anos têm-se verificado um gradual crescimento dos gastos
governamentais com TI, destacando-se os realizados pelo governo
brasileiro em aquisição e manutenção de software. O Sistema In-
tegrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI)
mostra que o montante anual de gastos da Administração Pública
Federa (APF) com a aquisição de softwares teve, entre 2003 e 2009,
um aumento de 227%, sendo uma média anual de 32,43% (OLIVEI-
RA, 2010).
Um dos principais motivos relacionados às intenções da APF
em compartilhar sistemas através do modelo do SPB é justamente
a possibilidade de reduzir os custos, visto que reduz esforços de de-
senvolvimento de novos softwares, há aproveitamento de códigos
estáveis já existentes, economizando tempo de produção (ECONO-
MIA..., 2006 ).
2. Independência de Fornecedores
Através do uso do SPB não há o estabelecimento de dependên-
cia quanto a fornecedores e consequente aprisionamento tecnoló-
gico (DANIEL, 2011).
Ao adotar software proprietário, há grande chance de gerar
dependência em relação aos fornecedores especializados, que são
os únicos com condições de modificar o código daquele sistema
contratado. Com isso, ele vai poder cobrar valores mais altos do
que seria justo, visto que não há concorrência (BACIC, 2003).
Através do SPB, onde há licença que permite acesso e modi-
ficação do código fonte por qualquer pessoa, não tem como criar
essa dependência. A qualquer momento pode ser realizada uma
licitação envolvendo contratação de empresas distintas daquela
responsável pelo desenvolvimento original do software. Assim há
estímulo à competição entre fornecedores, consequentemente
melhoria da qualidade dos serviços e redução de custos, benefi-
ciando sociedade e governo (AMADEU, 2006)..
3. Segurança
É complicado dizer se um software é seguro quando não há
acesso ao seu código-fonte. O uso do SPB elimina esse problema,
visto que adota licença GPL. Programas com código aberto aten-
dem ao princípio da transparência e permitem auditoria completa.
Torna possível a retirada de trechos duvidosos, falhas perigosas ou
até mesmo backdoors (forma mal intencionada de deixar no pro-
grama um caminho de invasão escondido, sem despertar a descon-
fiança do usuário) e, como consequência direta, traz mais seguran-
ça (AMADEU, 2006).
INFORMÁTICA
25
4. Compartilhamento do Conhecimento
As tecnologias de informação e comunicação estão se conso-
lidando como meios de expressão do conhecimento, de expressão
cultural e de transações econômicas. Na sociedade em rede, basea-
da em comunicação feita através de computadores, não é possível
aceitar que as linguagens usadas nessa comunicação fiquem sob o
poder de apenas alguns gigantes. No desenvolvimento de software
que apresenta código aberto, como o SPB, as inovações são com-
partilhadas entre todos, permitindo que as melhorias sejam ado-
tadas por qualquer um, assim o conhecimento passa a ser sempre
disseminado, ajudando principalmente as pequenas e médias em-
presas (AMADEU, 2006).
Através das comunidades criadas em torno de um software pú-
blico existe forte compartilhamento de conhecimento. A sociedade
inteira tem acesso ao conhecimento, não importa se é um pequeno
município ou um grande órgão do governo federal (DANIEL, 2011).
Fonte:
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/software-publico/
sobre/sobre-o-portal
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE TEXTO, PLANILHA
E, APRESENTAÇÃO DO PACOTE MICROSOFT OFFICE
(WORD, EXCEL E POWERPOINT) – VERSÕES 2010, 2013
E 2016. UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE TEXTO,
PLANILHA E APRESENTAÇÃO DO PACOTE LIBREOFFICE
(WRITER, CALC E IMPRESS) - VERSÕES 5 E 6
MS-WORD
O Microsoft Word é um programa de processamento de texto,
projetado para ajudá-lo a criar documentos com qualidade profis-
sional. O Word ajuda você a organizar e escrever os documentos de
forma mais eficiente.
Sua primeira etapa ao criar um documento no Word é escolher
se deve iniciar a partir de documento em branco ou permitir que
um modelo faça a maior parte do trabalho por você. A partir daí as
etapas básicas ao criar e compartilhar documentos são as mesmas.
As poderosas ferramentas de edição e revisão ajudam você a traba-
lhar com outras para tornar seu documento perfeito.
É um software que une vantagens de um processador de textos
com os recursos oferecidos pela interface gráfica do Windows. O
Word dispõe das seguintes características:
- Copia e move fragmento de texto, parágrafos e desenhos com
o recurso de mouse como Arrastar e Soltar (Drag and Drop).
- Inserção simplificada de gráficos, planilhas e desenhos.
- Variedades de tipos e tamanhos de fontes, incluindo símbolos
gráficos.
- Criação de estilos e modelos de documentos com formata-
ções predefinidas.
- Visualização WYSIWYG (What You See Is What You Get - O
que você vê é o que você obtém) o usuário tem a imagem real de
impressão do documento.
- Destaques de texto como bordas, sombreamento e destaque
de caracteres.
- Pré-visualização de arquivos sem precisar abri-los.
- Revisor ortográfico incorporado.
- Recursos como cabeçalhos, rodapés, texto multicolunado,
gerador de índices analíticos e remissivos, editor de macros, ferra-
mentas para produção de desenhos e logomarcas e editor de fór-
mulas matemáticas e científicas.
- Autoformatação de textos e documentos.
- Mala-Direta simplificada, com opção para criação de etique-
tas, cartas modelos, envelopes e catálogos.
Encontrar e aplicar um modelo
O Word 2010 permite que você aplique modelos internos para
aplicar seus próprios modelos personalizados e pesquisar uma va-
riedade de modelos disponíveis na Web.
Para encontrar e aplicar um modelo no Word, faça o seguinte:
Na guia Arquivo, clique em Novo.
Em Modelos Disponíveis, siga um destes procedimentos:
Para usar um dos modelos internos, clique em Modelos de
Exemplo, clique no modelo desejado e clique em Criar.
Para reutilizar um modelo que você usou recentemente, cli-
que em Modelos Recentes, escolha o modelo desejado e clique em
Criar.
Para usar um modelo próprio que você já tenha criado, clique
em Meus Modelos, clique no modelo desejado e clique em OK.
Para encontrar um modelo no Office.com, em Modelos do Of-
fice.com, clique em uma categoria de modelo desejada, clique no
modelo desejado e clique em Baixar para baixar o modelo do Offi-
ce.com para seu computador.
Criar um novo documento
Clique na guia Arquivo e em Novo.
Em Modelos Disponíveis, clique em Documento em Branco.
Clique em Criar.
Abrir um documento
Clique na guia Arquivo e em Abrir.
No painel esquerdo da caixa de diálogo Abrir, clique na unida-
de ou pasta que contém o documento.
No painel à direita da caixa de diálogo Abrir, abra a pasta que
contém o desenho desejado.
Clique no documento e clique em Abrir.
Formatar textos no Word 2010
Para você alterar o formato de texto nos documentos criados
no Word 2010, é importante primeiro saber inserir, excluir e sele-
cionar texto. Inserir texto no Word 2010
Inserir textos no Word 2010 é muito fácil, basta encontrar e
clicar com o mouse a parte que você quer escrever o texto, quando
aparecer o cursor você poderá começar a digitar usando o teclado
de seu computador.
Apagar texto no Word 2010
Para apagar um texto, coloque o cursor no final da palavra que
você quer apagar e pressione a tecla Retroceder ou Backspace do
teclado.
Selecionar texto no Word 2010
Para selecionar um texto basta posicionar o cursor onde você
quer iniciar a sua seleção.
Mantenha o botão esquerdo do mouse pressionado e mova o
cursor até chegar no final da palavra, frase ou parágrafo que você
escolheu.
INFORMÁTICA
26
Quando você seleciona textos e imagens no Word 2010, apare-
ce uma barra de ferramentas com opções de formatação para que
você tenha acesso mais facilmente a elas. Isto lhe ajuda a econo-
mizar tempo.
Alterar o tipo de fonte etamanho
No Word 2010 você tem a possibilidade de alterar o tipo, tama-
nho e a cor da fonte para que a aparência fique melhor. Também
é possível ressaltar as palavras ou parágrafos que você acha mais
importante.
- Selecione o texto que você deseja alterar.
- Clique na flecha que está no quadrinho chamado Fonte na
guia Página inicial.
- Mova o cursor sobre as diferentes fontes apresentadas. Você
poderá ver como elas vão ficar no seu texto.
Finalmente, escolha o tipo de letra que você quer clicando nela.
Alterar o tamanho da fonte
- Selecione a parte do texto que você quer mudar.
- Clique na setinha que está no campo Tamanho da fonte.
- Mova o cursor sobre os números que aparecem para ver
como fica o seu texto com cada um dos tamanhos.
- Escolha o tamanho que você deseja clicando sobre ele.
Alterar a cor da letra
Se você deseja alterar a cor do texto, siga os passos abaixo:
- Selecione um texto para alterar sua cor e clique na flecha que
se encontra ao lado do comando Cor da fonte.
- Vai aparecer uma tabela de cores. Agora, passe o mouse so-
bre elas e veja como fica a nova cor no seu texto.
- Finalmente, clique sobre a cor que você quer dar ao texto.
Formatar texto no Word 2010
O Word 2010 nos oferece ferramentas tais como: negrito, itá-
lico e sublinhado para alterar o estilo dos textos. Além disso, você
pode escolher seu alinhamento e modificar palavras e textos para
maiúsculos, minúsculos sem a necessidade de apagar o que você
tinha escrito. Vejamos como fazer...
Negrito, Itálico e Sublinhado
Selecione o texto no qual você aplicará uma das três opções
anteriores. Agora, basta clicar em algum dos comandos: Negrito
(N), Itálico (I) ou Sublinhado (S). Observe que a opção que você es-
colheu será aplicada ao texto selecionado.
Mudar para maiúsculas
Para mudar um texto para maiúsculas ou para minúsculas não
é necessário apagar o texto. O Word 2010 possui um comando que
lhe permite fazer isso de forma automática. Veja como funciona:
- Selecione o texto que você deseja modificar.
- Clique no comando Maiúsculas e Minúsculas.
- Aparecerá uma lista com várias opções que podem ser aplica-
das no texto. Escolha a opção que você deseja clicando sobre ela.
INFORMÁTICA
27
Alinhamento do texto
Selecione o texto que você deseja alinhar e clique em uma
destas opções: Alinhar texto à esquerda, Centralizar, Alinhar texto
à direita ou Justificar.
Salvar no Word 2010
Para salvar um documento no formato usado pelo Word 2007
e pelo Word 2010, faça o seguinte:
Clique na guia Arquivo.
Clique em Salvar como.
Na caixa Nome do arquivo, digite um nome para seu documento.
Clique em Salvar.
Clique em Salvar.
Como salvar um arquivo do Word 2010 em uma versão ante-
rior?
- Quando você estiver com a caixa de diálogo Salvar como aber-
ta, clique no campo Tipoque está embaixo do campo Nome do ar-
quivo.
- Será exibido uma lista com as diferentes opções de formato
que oferece o Word 2010. Escolha a opção Documento do Word
97-2003.
- Finalize selecionando a localização do arquivo, dando um
nome para ele (se você ainda não tiver feito) e clicando no bo-
tão Salvar.
- Salve um arquivo em formato PDF seguindo o procedimento
anterior, mas escolhendo a opção PDF no campo Tipo.
Revisão ortográfica
Quando você estiver escrevendo um texto no Word 2010, ob-
serve que algumas das palavras que você digita são sublinhadas de
forma automática com a cor vermelha, isso significa que o progra-
ma identificou um erro ortográfico.
Coloque o cursor do mouse na palavra que está sublinhada
em vermelho ou verde e clique na guia Revisão que se encontra
na parte superior da Faixa de opções entre as guias Correspondên-
cias e Exibição.
No primeiro grupo chamado Revisão de Texto, selecione o bo-
tão Ortografia e Gramática.
Será apresentado uma caixa de diálogo com várias opções para
a correção do erro:
Ignorar uma vez: Quando você clicar nesta opção, a marcação
de erro que está na palavra será tirada e ela NÃO será alterada.
Ignorar todas: Se você escolher esta opção, todas as palavras
iguais a essa que estiverem no texto não serão alteradas
Adicionar ao dicionário: Com esta opção você incluirá esta pa-
lavra ao seu dicionário do Word, porque até então ele não conhecia
essa palavra.
Depois de todas as correções, você verá uma caixa de diálogo
confirmando que a revisão foi terminada.
Outra forma de corrigir os erros ortográficos e gramaticais é:
Clique com o mouse direito sobre a palavra sublinhada e vai
aparecer um menu com algumas opções.
Selecione a palavra correta se ela estiver na lista apresentada.
Inserir Marcadores
Clique no botão reproduzir e veja este breve tutorial onde você
aprenderá a incluir marcadores ou numeração nas suas listas.
- Selecione com o mouse a lista do documento Word que você
quer colocar marcadores ou uma numeração.
- Clique sobre a flechinha que está ao lado dos comando Mar-
cadores ou Numeração conforme a sua escolha.
Selecione o que você mais gosta clicando sobre o marcador ou
sobre o estilo de numeração do menu de opções que aparece. Veja
que em seguida ele será aplicado a sua lista.
Caso deseja tirar o marcador ou a numeração, selecione nova-
mente a lista e clique no comando Marcador ou Numeração con-
forme a sua lista. É muito simples e fácil.
INFORMÁTICA
28
Como inserir colunas a um documento
- Selecione com o mouse o texto que você deseja organizar em
colunas e em seguida clique na guia Layout de Página.
- Clique sobre o comando Colunas que está dentro do gru-
po Configurar página. Veja que aparece um menu com várias op-
ções.
- Selecione o número de colunas que você quer criar no seu
documento.
Se você quiser voltar o texto e tirar as colunas, basta fazer o
mesmo procedimento mas escolher a opção Uma coluna.
Como inserir uma forma
- Clique na guia Inserir que está na faixa de opções principal e
logo em seguida clique sobre o botão Formas conforme mostrado
na figura abaixo.
- Selecione a forma que você quer incluir no menu de opções
que aparece.
- Arraste o cursor em formato de cruz até que a forma inserida
alcance o tamanho que você deseja. Solte o botão do mouse e a
forma será inserida.
Alterar o tamanho da forma
- Clique sobre a forma para poder selecioná-la.
- Clique e arraste o mouse a partir de um dos pontos localiza-
dos nos cantos da forma.
Passo 3:
Caso queira rodar a forma, clique e mova o mouse sobre o ponto
verde (bolinha) que está em cima da forma conforme a figura ao lado.
Passo 4:
Algumas formas contam com pontinhos de cor amarela que
são úteis para alterar seu tamanho. Por exemplo, é possível alterar
o tamanho das pontas de uma flecha.
Passos para inserir uma imagem
- Posicione o mouse no documento onde você quer que a ima-
gem seja inserida. Clique na guia Inserir que está na faixa de opções
e escolha a opção imagem.
´Vai aparecer uma caixa de diálogo que permite buscar o local
onde a imagem que você deseja inserir está guardada.
- Com um clique, escolha a imagem que você deseja inserir.
- Clique no botão Inserir e observe que a imagem foi colocada
dentro do seu documento.
Passos para aplicar estilos no Word 2010
Passo 1: Selecione o texto no qual você quer aplicar um novo
estilo. Na guia chamada Página Inicial que está na faixa de opções
você encontrará um grupo chamado Estilo.
Passo 2: Escolha um estilo que você queira aplicar no seu texto.
Você pode ter acesso a mais estilos clicando na flechinha que está
no canto inferior do lado direito. Veja que o estilo já foi aplicado no
texto que você selecionou.
INFORMÁTICA
29
Como inserir cabeçalhos no Word 2010?
Um cabeçalho é um espaço na parte superior de uma página
onde é possível inserir um texto ou uma imagem que permite iden-
tificar melhor o documento.
Passo 1: Clique na guia Inserir e em seguida no botão Cabeça-
lho que está dentro do grupo Cabeçalho e Rodapé. Observe que
parece um menu com várias opções.
Passo 2: Escolha aquele que melhor atende sua necessidade,
aqui nesta página vamos