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Educação para a Sustentabilidade Ambiental Educação Ambiental no Brasil e no Mundo Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Marcelo Antônio da Costa Silva Revisão Textual: Profa. Ms. Selma Aparecida Cesarin 5 Educação Ambiental no Brasil e no Mundo Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos: • Introdução ao Tema • Orientações para Leitura Obrigatória Fonte: Thinkstock / Getty Im ages Os objetivos desta Unidade são: · Analisar e discutir as percepções no Brasil e no mundo acerca do tema, suas contribuições e desafios; · Apresentar outras experiências ligadas à sustentabilidade e à Educação; · Verificar e analisar as tendências da Educação Ambiental. Nesta Unidade, veremos como evoluíram as iniciativas e os acontecimentos importantes de forma cronológica no Brasil e no Mundo. Vamos ver, também, quais são os limites, possibilidades e perspectivas para o futuro da Educação Ambiental no Brasil. Aproveitaremos para recapitular o conteúdo da Disciplina, na expectativa de sedimentar o conhecimento transmitido em todas as nossas aulas. 6 Unidade: Educação Ambiental no Brasil e no Mundo Introdução ao Tema O assunto Educação Ambiental ou Educação para a Sustentabilidade Ambiental, como vem evoluindo a terminologia, é um assunto que já faz parte de praticamente todas as discussões relacionadas à sustentabilidade. Desde a Conferência de Estocolmo, acredita-se que a sustentabilidade só será alcançada quando houver conscientização e participação do coletivo. Apenas com as ações tomadas de forma consciente e mundialmente é que alcançaremos uma sustentabilidade planetária. A sustentabilidae perspassa praticamente todas as questões inerentes à vida do ser humano. Enquanto não forem erradicadas, ou pelo menos minimizadas a quase zero, a pobreza, o consumo, o cuidado com o meio ambiente e a apropriação consciente dos recursos naturais, não haverá maneira de se alcançar índices aceitáveis de qualidade de vida e sustentabilidade. A Educação Ambiental, neste caso, cumpre papel fundamental como motor matriz para essas mudanças de comportamento na sociedade. Desde 1972 em Estocolmo, passando por Belgrado, Tiblisi, Moscou, Rio de Janeiro, sem contar com os eventos regionais, as discussões sobre o assunto Educação Ambiental se tornam mais latentes e presentes quando se trata da busca pela sustentabilidade. No livro Educação Ambiental no Brasil – Formação Identidade e Desafios (2015), o autor Gustavo Ferreira de Lima propõe perguntas bastante convenientes para o norteamento da Educação Ambiental: I. Que conquistas e mudanças sociais a Educação Ambiental tem realizado ao longo de seu desenvolvimento?; II. Quais são as principais dificuldades que a Educação Ambiental vive hoje? Torna-se essencial identificar e discutir os problemas e as potencialidades da Educação Ambiental; porém, temos ciência de que este é um assunto ainda recente e em evolução, e que seus resultados ainda estão por vir. A aplicação das ferramentas e as tentativas e erros ainda são incipientes para se determinar algumas certezas sobre o rumo da Educação Ambiental. A frase de Max Weber (Lima, 2015, p. 209) rebate qualquer frustração sobre as tentativas e erros ocorridos até o momento: “O homem não teria alcançado o impossível se repetidas vezes não tivesse tentado o impossível”. Assim, fica a reflexão sobre a necessidade de insistirmos nas ações, por menores e mais pulverizadas que sejam, e continuar na busca de alternativas e evoluções no campo da Educação Ambiental. Fantin & Oliveira (2014, p. 68-9) afirma que em termos teóricos, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global trouxe princípios politicamente mais definidos. Entre eles: » “A Educação Ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações; 7 » A Educação Ambiental não é neutra, mas, ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social; » A Educação Ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar; » A Educação Ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao Meio Ambiente, tais como população, Saúde, democracia, fome, degradação da flora e da fauna, devem ser abordados dessa maneira; » A Educação Ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais; » A Educação Ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este Planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos”. Afirma ainda que são perceptíveis as diferenças teóricas entre os princípios que foram estipulados pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e os que foram discutidos nos eventos anteriores. Pela primeira vez em um documento elaborado em um evento mundial, a Educação Ambiental ultrapassou o conservacionismo e se ancorou em proporções mais amplas e profundas. Dentro dessa perspectiva dos acontecimentos e evoluções dentro do assunto Educação Ambiental é que vamos refletir e discutir neste módulo. Portanto, reveja o caminho percorrido até o momento, verifique as tendências e imagine o futuro! 8 Unidade: Educação Ambiental no Brasil e no Mundo Orientações para Leitura Obrigatória Como panorama geral do que iremos estudar, são recomendadas leituras que trazem um panorama sequencial dos fatos e algumas discussões sobre a evolução da Educação Ambiental e as perspectivas futuras. Você notará que estas obras são bastante recentes, dos anos de 2014 e 2015, o que traz um debate maduro sobre o pensamento atual no âmbito da Educação Ambiental, além de abranger os eventos mais importantes ocorridos até então, de forma cronológica. Fonte: papiruseditora.blogspot.com Faça uma leitura das páginas 209 a 233 da obra de Lima, G. F. C. Educação Ambiental no Brasil: Formação, Identidade e Desafios (2015). Estas páginas referem-se ao estado da arte da Educação Ambiental no Brasil. Fonte: livrariaintersaberes.com.br Na sequência, leia as páginas 52 a 73 do livro de Fantin & Oliveira (2014), Educação Ambiental: Saúde e Qualidade de Vida. As páginas tratam sobre os debates dos problemas na Educação Ambiental sob a ótica das tendências teóricas na questão ambiental. 9 Material Complementar Como material complementar, sugiro uma breve revisão do conteúdo já visto nos demais módulos, baseando-se na Bibliografia indicada anteriormente. Essas releituras fortalecerão a base do conhecimento para que possamos organizar e discutir as ideias e a cronologia dos fatos. O Capítulo 1, Bases Políticas, Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da Educação Ambiental, do livro de Philippi, A. e Pelicione, M. C. F. Educação Ambiental e Sustentabilidade, páginas 3 a 11, é uma boa releitura inicial, seguida do capítulo 16 desta mesma obra, páginas 465 a 471. 10 Unidade: Educação Ambiental no Brasil e no Mundo Referências PHILIPPI, A.; PELICIONE, M. C. F. Educação Ambiental e Sustentabilidade. 2.ed. Barueri: Manole, 2014, p. 3-11 e 465-71. Disponível em: <http://unicid.bv3.digitalpages.com.br/ users/publications/9788520432006/pages/-20>. Acesso em: 26 dez. 2015. FANTIN, M. E.; OLIVEIRA, E. Educação Ambiental: Saúde e Qualidade de Vida. Curitiba: InterSaberes, 2014, p.52-73. Disponível em: <http://unicid.bv3.digitalpages.com.br/users/ publications/9788582129197/pages/-2>. Acesso em: 27 dez. 2015. LIMA, G. F. C. EducaçãoAmbiental no Brasil: Formação, Identidades e Desafios. Campinas: Papirus, 2015, p.209-33. Disponível em: <http://unicid.bv3.digitalpages.com.br/users/ publications/9788544900680/pages/-2>. Acesso em: 27 dez. 2015. 11 Anotações .