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Capítulo 362 Exercícios de reforço 11. (AFA-SP) A massa de 1,0 kg de água, ao sofrer uma elevação de temperatura de 5,0 °C para 95 °C, absorve o calor de, aproximadamente: a) 5,0 kcal c) 200 kcal e) 90 000 kcal b) 90 kcal d) 1 000 kcal Dado: c água = 1,0 kcal/(kg · ºC) 12. (UE-CE) Cedem-se 684 cal a 200 g de ferro que estão a uma temperatura de 10 °C. Sabendo que o calor específico do ferro vale 0,114 cal/(g · °C), concluímos que a temperatura final do ferro será: a) 10 °C b) 20 °C c) 30 °C d) 40 °C e) 50 °C 13. Relativamente aos conceitos de calor, energia térmica e temperatura, assinale verdadeira ou falsa em cada afirmativa que se segue: I. Se um líquido A estiver a uma temperatura superior à de um líquido B, então ele possui maior energia térmica. II. Se um corpo sólido à temperatura de 120 °C for colocado no interior de um líquido à temperatura de 20 °C, então o corpo sólido cederá calor e o líquido receberá calor. III. O calor é uma forma de energia que passa espontaneamente de um corpo de maior tem- peratura para outro de menor temperatura. IV. Temperatura e calor são uma mesma grandeza física. Do que se disse anteriormente, são corretas: a) apenas I e II. d) apenas III. b) apenas II e III. e) apenas II, III e IV. c) apenas II. 14. Assinale a afirmativa correta relativamente ao comportamento de um sólido que está recebendo calor de uma fonte mais quente. a) O corpo terá sempre sua temperatura aumen- tada indefinidamente. b) O corpo poderá ter sua temperatura inicial- mente aumentada e depois, caso ocorra fusão, ela deverá permanecer constante até o final desta. c) Necessariamente, por conta de ter recebido calor, o corpo sólido será aquecido, aumentan- do sua temperatura, mesmo que ocorra fusão. d) Poderá ocorrer fusão, mas a temperatura do corpo continuará a aumentar. e) Há casos excepcionais em que o corpo, mesmo recebendo calor, terá sua temperatura abaixada. 15. Na figura temos três líquidos, A, B e C, cujas temperaturas são, respectivamente: T A , T B e T C . Três blocos de metal, 1, 2 e 3, idênticos, todos com a mesma temperatura T, foram mergulhados um em cada recipiente, como ilustra a figura. 1 2 A B C 3 Verificou-se que o bloco 1 cedeu calor ao líquido A, o bloco 2 recebeu calor do líquido B e o bloco 3 não trocou calor com o líquido C. Podemos afir- mar que: a) T A > T B > T C = T d) T A > T C > T B b) T A < T < T B < T C e) T A < T C < T B c) T A < T B < T C = T 16. (UF-PE) Um tanque contém 3 000 litros de água cuja temperatura é elevada, segundo o gráfico, durante um período de 10 horas, devido à varia- ção da temperatura externa. Qual a potência, em watts (W), consumida durante esse período? Considere a massa específica da água constante nesse intervalo de temperatura. (Dados: densidade da água: μ = 1,0 kg/L; calor específico da água: c = 4,2 ∙ 103 J/kg ∙ °C.) θ (ºC) 20 40 0 5 10 t (h) 17. Uma amostra de metal com capacidade térmica de 250 J/°C absorve totalmente o calor fornecido por uma fonte de potência constante. A evolução da temperatura da amostra, em função do tempo, está registrada no gráfico. Qual é a potência da fonte, em watts? θ (ºC) 10 20 0 50 100 t (s) Z A P t Calorimetria 63 18. Com o objetivo de determinar o calor específi- co de um líquido desconhecido, o professor de Física fez dois experimentos no laboratório do colégio. 1º. experimento: com um bico de Bunsen aqueceu 100 g de água, obtendo o gráfico da figura a, que representa a temperatura em função do tempo de aquecimento. Use para água c = 1,0 cal/(g ∙ °C). θ (ºC) 40 60 20 80 0 5 10 t (min) Figura a. 2º. experimento: utilizando o mesmo bico de Bunsen, com a mesma regulagem, aqueceu 1 000 g do líquido, obtendo o gráfico da figura b. θ (ºC) 20 60 40 0 10 20 t (min) Figura b. Desprezando o calor absorvido pelos recipientes que continham a água e o líquido, determine: a) a potência do bico de Bunsen (em cal/min); b) o calor específico do líquido utilizado no segundo experimento. 19. (Mackenzie-SP) Em uma experiência no laborató- rio de Física, observa-se que um bloco metálico de 0,15 kg de massa, ao receber 1 530 cal, varia sua temperatura de 68 °F para 122 °F. O calor especí- fico da substância que constitui esse corpo é: a) 0,19 cal/(g ∙ °C) d) 0,34 cal/(g ∙ °C) b) 0,23 cal/(g ∙ °C) e) 0,47 cal/(g ∙ °C) c) 0,29 cal/(g ∙ °C) 5. trocas de calor Vamos idealizar um ambiente que isole termicamente os corpos A e B do meio ex- terior e que também não absorva nenhum calor dos corpos. Vamos chamá-Io de caixa térmica (fig. 10). termicamente isolados, os corpos A e B trocam calor mutuamente, e se pode dizer que o calor cedido pelo corpo A é igual ao calor recebido pelo corpo B, obedecendo ao Princípio da Conservação da Energia: |Q cedido | = |Q recebido | As paredes da caixa térmica são chamadas adiabáticas, por não deixarem passar o calor. Um exemplo bastante simples de um caixa térmica é uma caixa de isopor, com a qual estamos bastante familiarizados e até usamos para manter um alimento gelado por algum tempo. Ela também mantém o corpo quente por algum tempo, pois suas paredes se opõem à passagem do calor. Nos laboratórios de Física, usam-se os calorímetros nos experimentos de termometria e de Calorimetria. Eles não são ideais, mas funcionam muito bem para pequenos intervalos de tempo. Chamamos de calo- rímetro ideal àquele que tem as paredes adiabáticas (incluindo-se a tampa) e que também não absorva calor dos corpos em seu interior. Um calorímetro é constituído de dois recipientes cilín- dricos de cobre ou de prata, separados por um terceiro re- cipiente cilíndrico de isopor, como um sanduíche (fig. 11). quente frio calor A B Figura 10. No interior de uma caixa térmica, corpos A e B isolados do ambiente trocam calor. Il U St r A ç Õ ES : ZA Pt ObsErvAçãO A expressão troca de calor ficou consagrada na Calorimetria, embora o calor seja dado por um único corpo e recebido por outro. term™metro isoporprata polida Figura 11. Calorímetro. Capítulo 364 balanço energético. princípio das trocas de calor Voltemos à figura 10, onde os corpos A e B estão trocando calor num ambiente ide- al. Haverá transferência de calor do corpo A para o corpo B até que atinjam o equilíbrio térmico onde a temperatura final será θ f . Devemos acompanhar o processo por meio de um gráfico que nos mostre a evolução das temperaturas dos corpos com o tempo (fig. 12). Observemos que a temperatura de A está caindo enquanto a de B está subindo. Ao se igualarem, quando os gráficos se cruzarem, atingirão o equilíbrio térmico. A tempe- ratura se estabiliza em θ f . Verifica-se que: Δθ A = θ f – θ A < 0 (negativo) ⇒ Q cedido < 0 Δθ B = θ f – θ B > 0 (positivo) ⇒ Q recebido > 0 Sabemos que: |Q cedido | = |Q recebido | retiremos os módulos: –Q cedido = +Q recebido Então, colocando as duas parcelas no mesmo membro da equação, temos: Q cedido + Q recebido = 0 (Princípio das trocas de calor) A soma do calor cedido com o calor recebido é sempre igual a zero. Aplicando a equação 4 em cada parcela, temos: m A · c A · Δθ A + m B · c B · Δθ B = 0 θ A θ f θ B 0 corpo B corpo A equilíbrio térmico t f tempo θ (°C) Figura 12. Evolução da temperatura dos corpos A e B até o equilíbrio térmico. Em um calorímetro ideal existem 0,21 L de água à temperatura de 90 °C. No seu interior acrescentamos um pedaço de alumínio de massa 6,0 kg, a uma temperatura θ A desconhecida. Após alguns minutos estabeleceu-se o equilíbrio térmico e a temperatura final ficou em 30 °C. Determinemos a tem- peratura inicial do alumínio. Usemos a nossa tabela de calor específico da página 58. Vamos, como estratégia, esboçar o gráfico da temperatura com o tempo (ou com a quantidade de calor) e acompanhar a evoluçãode temperatura de cada corpo. A seguir, escrevemos a equação do balanço energético. Q água + Q A∙ = 0 m água · c água · Δθ + m A∙ · c A∙ · Δθ = 0 Temos os seguintes valores: c água = 1,0 cal g · °C ; c A∙ = 0,21 cal g · °C m água = 0,21 kg = 210 g; m A∙ = 6,0 kg = 6 000 g 210 · 1,0 · (30 – 90) = – 6 000 · 0,21 · (30 – θ A ) 30 – θ A = 10 ⇒ θ A = 20 °C Exemplo 5 90 θ (ºC) θ f = 30 θ A 0 alumínio água t E tempo equilíbrio térmico instante em que o equilíbrio térmico é atingido Figura 13.