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Reflexão da luz 233 57. Um comerciante, na intenção de criar uma gran- de quantidade de sapatos em seu mostruário, armou dois grandes espelhos, articulados por um eixo vertical com as superfícies refletoras volta- das entre si. Numa banqueta entre os espelhos colocou três sapatos: um preto, outro vermelho e um outro azul. Para os clientes, passava a ideia de 18 sapatos, contando com os 3 da banqueta. a) Qual a abertura dos espelhos? b) Quantos pés azuis eram vistos pelo cliente? c) Se o vermelho da banqueta era pé direito, quantas imagens vermelhas eram pé esquerdo? d) Quantos pares pretos (pé direito + pé esquer- do) o cliente visualizava? 58. Uma pessoa entra em um elevador em que as paredes opostas são espelhadas. Quantas imagens dela se formaram? a) 3 c) 6 e) infinitas b) 4 d) 8 Exercícios de aprofundamento 59. A figura mostra um raio de luz refletindo-se atra- vés de paredes espelhadas que formam os corre- dores de um labirinto óptico montado numa feira de ciências do colégio. O raio incide inicialmente em A sob ângulo de 30° medido com a normal. As paredes são paralelas ou perpendiculares entre si. F D C E A B Determine: a) o ângulo de incidência nos pontos B, C, D, E e F; b) o ângulo entre o raio incidente em A e o raio emergente em F; c) o ângulo entre os raios BC e EF. 60. A figura representa um conjunto de cinco pare- des verticais espelhadas dispostas sobre os lados de um hexágono regular. Um raio a incide, atra- vés da porta de entrada do sistema, no primeiro espelho da direita, ocasionando reflexões suces- sivas até que o raio emergente e sai pela mesma porta de entrada. A figura desenhada pelo raio de luz no interior do sistema de espelhos é um hexágono regular e os pontos de incidência são os pontos médios das cinco paredes espelhadas. a e Determine: a) o ângulo agudo formado pelo raio incidente e o emergente; b) o ângulo de incidência em uma parede espe- lhada. 61. (ITA-SP) Um apreciador de música ao vivo vai a um teatro, que não dispõe de amplificação ele- trônica, para assistir a um show de seu artista predileto. Sendo detalhista, ele toma todas as informações sobre as dimensões do auditório, cujo teto é plano e nivelado. Estudos compa- rativos em auditórios indicam preferência para aqueles em que seja de 30 ms a diferença de tempo entre o som direto e aquele que primeiro chega após uma reflexão. Portanto, ele conclui que deve se sentar a 20 m do artista, na posição indicada na figura. Admitindo a velocidade do som no ar de 340 m/s, a que altura h deve estar o teto com relação à sua cabeça? il u st r a ç õ es : za pt Reflexão da luz 233 20,0 m h Capítulo 9234 62. (Unesp-SP) O fenômeno de retrorreflexão pode ser descrito como o fato de um raio de luz emer- gente, após reflexão em dois espelhos planos dispostos convenientemente, retornar paralelo ao raio incidente. Esse fenômeno tem muitas aplica- ções práticas. No conjunto de dois espelhos planos mostrado na figura, o raio emergente intercepta o raio incidente em um ângulo β. Da forma que os espelhos estão dispostos, esse conjunto não constitui um retrorre- fletor. Determine o ângulo β, em função do ângulo θ, para a situação apresentada na figura e o valor que o ângulo θ deve assumir, em radianos, para que o conjunto de espelhos constitua um retrorrefletor. β θ 63. (ITA-SP) Ao olhar-se num espelho plano, retan- gular, fixado no plano de uma parede vertical, um homem observa a imagem de sua face tan- genciando as quatro bordas do espelho, isto é, a imagem de sua face encontra-se ajustada ao tamanho do espelho. A seguir, o homem afasta- se, perpendicularmente à parede, numa certa velocidade em relação ao espelho, continuando a observar sua imagem. Nestas condições, pode-se afirmar que essa imagem: a) torna-se menor que o tamanho do espelho tal como visto pelo homem. b) torna-se maior que o tamanho do espelho tal como visto pelo homem. c) continua ajustada ao tamanho do espelho tal como visto pelo homem. d) desloca-se com o dobro da velocidade do homem. e) desloca-se com metade da velocidade do homem. 64. (UFR-RJ) Dois sistemas ópticos, representados a seguir, usam espelhos planos, ocorrendo as refle- xões indicadas. objeto objeto sistema A sistema B Após as reflexões, suas imagens finais são: a) b) c) d) e) 65. (IME-RJ) Uma fonte luminosa puntiforme é colocada no interior de um tanque vazio, com paredes opacas, onde existe um anteparo de dimensão vertical L e espessura desprezível, equidistante da fonte e da parede de projeção, como mostrado na figura abaixo. O centro do anteparo está na mesma altura da fonte. Deseja- se iluminar na parede de projeção uma região de dimensão igual à do anteparo e na mesma altura em que este se encontra. Para isso, utiliza-se um espelho plano de espessura desprezível, posicio- nado horizontalmente no fundo do tanque. Obs.: analise o problema no plano da figura. fonte luminosa anteparo espelho L parede de projeção 5L 4 L 3 Determine: a) o valor das tangentes do maior e menor ângu- los de reflexão no espelho; b) a dimensão do espelho (analiticamente em função de L); c) analiticamente em função de L, a que dis- tância a extremidade direita do espelho deve ficar da parede de projeção. il u st r a ç õ es : za pt Capítulo 9234 CaPÍtULO 10Espelhos esféricos Espelhos esféricos 235 1. Construção dos espelhos esféricos Imagine uma superfície esférica seccionada por um pla- no π (fi g.1). ele a divide em duas superfícies (C 1 e C 2 ), cada uma das quais denominada calota esférica. Denomina-se espelho esférico a uma calota esférica que tem uma das superfícies (interna ou externa) polida e refl etora. O espelho esférico é convexo quando a superfície re- fl etora for a externa (fi g. 2a). O espelho esférico é côncavo quando a superfície refl etora for a interna (fi g. 2b). 1. Construção dos espelhos esféricos 2. Elementos geométricos 3. Incidência e refl exão da luz 4. Formação de imagens 5. Cáustica de refl exão 6. Espelho esférico astigmático e estigmático – espelho esférico de Gauss 7. Foco de um espelho esférico de Gauss 8. Resumo das propriedades dos espelhos esféricos de Gauss 9. Determinação gráfi ca de imagens puntiformes 10. Determinação gráfi ca da imagem de pequenos objetos frontais 11. Estudo analítico. O referencial de Gauss 12. Associação de dois espelhos C 2 π C 1 Figura 1. (a) Espelho convexo: a superfície externa é refl etora. (b) Espelho côncavo: a superfície interna é refl etora. Figura 2. 2. elementos geométricos Considere a fi gura 3 nas descrições e defi nições que se seguem. Raio de curvatura (r): é o raio da superfície esférica que originou a calota (o espelho). evidentemente, ele é também o raio da calota. Centro de curvatura (C): é o centro da esfera que originou a calota. Vértice do espelho (V): é o polo da calota. Eixo principal (e. p.): é a reta defi nida pelo centro de curvatura C e pelo vértice V do espelho. Secção principal ou plano meridiano: é qualquer plano que corta a calota passando pelo seu eixo principal. Por exemplo, o plano do papel é um plano meridiano. De maneira geral, os raios de luz considerados per- tencem ao plano meridiano. Abertura do espelho (α): é o ângulo A ĈB, no qual os pontos A e B são simétricos em relação ao eixo prin- cipal e pertencem ao plano meridiano do papel. Ce. p. R B b Vα A Figura 3. Elementos geomé- tricos do espelho esférico. Il U st r A ç õ es : ZA Pt 10