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429TÓPICO 2 | CORRENTE ELÉTRICA E CAMPO MAGNÉTICO um lado a tecnologia propiciou fidelidade cada vez maior nas imagens obtidas do interior do corpo humano, por outro ela também cobra o seu preço. Um exame de ressonância magnética, por exem- plo, pode chegar a R$ 1 200,00 em média, se for feito sem material para contraste, e R$ 1 800,00 se essa substância para contraste for utilizada. A ressonância nuclear magnética, ou sim- plesmente ressonância magnética, é um método de diagnóstico por imagem que usa ondas de radiofrequência e um forte campo magnético para obter informações detalhadas dos órgãos e tecidos internos do corpo, sem a utilização de radiação ionizante. Esta técnica provou ser mui- to valiosa para o diagnóstico de uma ampla ga- ma de condições clínicas em todas as partes do corpo. O aparelho em que o exame é feito consta de um tubo circundado por um grande eletroí- mã, no interior do qual é produzido um potente campo magnético. Na técnica de ressonância magnética aplicada à medicina trabalha-se principalmente com as propriedades magnéticas do núcleo de hidrogênio, que é o menor núcleo que existe e consta de ape- nas um próton. O paciente a ser examinado é colocado dentro de um campo magnético intenso, o qual pode variar de 0,2 a 3,0 teslas, dependendo do aparelho. Esse campo magnético externo é gerado pela ele- vada intensidade de corrente elétrica circulando por uma bobina supercondutora que precisa ser continuamente refrigerada a uma temperatura de 4K (Kelvin), por meio de hélio líquido, a fim de manter as características supercondutoras do magneto. (Disponível em: http://www.famerp.br/projis/grp25/ ressonancia.html. Adaptado.) Um dos motivos para os altos valores cobrados por exames de imagem sofisticados é o alto custo desses aparelhos, dos custos de instalação e ma- nutenção do equipamento, além da exigência de mão de obra extremamente qualificada para operá-los. Um equipamento de ressonância magnética, por exemplo, pode custar de US$ 2 milhões a US$ 3,5 milhões, dependendo da sua capacidade. Além disso, há um adicional anual de cerca de R$ 2 milhões em manutenção, incluindo o cus- teio de procedimentos para arrefecer as bobinas magnéticas da máquina. (Disponível em: http://glo.bo/19JB2sB. Adaptado.) Nas proximidades da superfície da Terra, a in- tensidade média do campo magnético é de 5 ? 1025 T e, conforme o texto informa, a inten- sidade do campo magnético produzido por al- guns aparelhos de ressonância magnética pode chegar a 3 T. Considere, por hipótese, esses campos magnéticos uniformes e produzidos por duas bobinas chatas distintas, de raios iguais a 1 m para o aparelho e RT (raio da Terra) para a bobina da Terra; cada uma delas composta por espiras justapostas, percorridas pela mes- ma intensidade de corrente elétrica e mesma permeabilidade magnética do meio. Determine a razão N N Terra aparelho entre o número de espiras das bobinas chatas da Terra e do aparelho, respectivamente. Para simplificar os cálculos, adote o raio da Terra igual a 6 000 km. 30. (Enem) Um guindaste eletromagnético de um fer- ro-velho é capaz de levantar toneladas de sucata, dependendo da intensidade da indução magnética em seu eletroímã. O eletroímã é um dispositivo que utiliza corrente elétrica para gerar um campo mag- nético, sendo geralmente construído enrolando-se um fio condutor ao redor de um núcleo de material ferromagnético (ferro, aço, níquel, cobalto). Para aumentar a capacidade de carga do guin- daste, qual característica do eletroímã pode ser reduzida? a) Diâmetro do fio condutor. b) Distância entre as espiras. c) Densidade linear das espiras. d) Corrente que circula pelo fio. e) Permeabilidade relativa do núcleo. R e p ro d u ç ã o /F IC S A E 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U3_Top2_p408a431.indd 429 9/13/18 9:59 AM 430 UNIDADE 3 | ELETROMAGNETISMO 31. (UFG-GO) Os campos magnéticos produzidos pelo corpo humano são extremamente tênues, variando tipicamente entre 10215 T e 1029 T. O neuromagnetismo estuda as atividades cere- brais, registrando basicamente os sinais es- pontâneos do cérebro e as respostas aos es- tímulos externos. Para obter a localização da fonte dos sinais, esses registros são feitos em diversos pontos. Na região ativa do cérebro, um pequeno pulso de corrente circula por um grande número de neurônios, o que gera o campo magnético na região ativa. As dificul- dades em medir e localizar esse campo são inúmeras. Para se compreender essas dificuldades, conside- re dois fios muito longos e paralelos, os quais são percorridos por correntes de mesma intensidade i, conforme ilustrado no arranjo da figura acima. Desconsidere o campo magnético terrestre. Com base no exposto, a) calcule o módulo do campo magnético gerado pela corrente de cada fio no ponto em que se encontra o detector, em função de h, i e m0; b) determine a intensidade da corrente i, em fun- ção de h, de m0 e do módulo do campo magné- tico B medido pelo detector. 32. (ITA-SP) O valor da indução magnética no interior de uma bobina em forma de tubo cilíndrico é dado, aproximadamente, por B 5 m n i, em que m é a permeabilidade do meio, n é o número de espiras por unidade de comprimento e i é a corrente elétri- ca. Uma bobina desse tipo é construída com um fio fino metálico de raio r, resistividade r e comprimen- to L. O fio é enrolado em torno de uma forma de raio R obtendo-se assim uma bobina cilíndrica de uma única camada, com as espiras uma ao lado da outra. Para raciocinar um pouco mais A bobina é ligada aos terminais de uma bateria ideal de força eletromotriz igual a V. Nesse caso pode-se afirmar que o valor de B dentro da bobina é: a) πrV 2 L m r b) πRV 2 L m r c) πr VL 2 2 m r d) πrV 2R L2 m e) r V 2R L 2 2 m 33. (Epcar-MG) Na figura abaixo, estão representados dois longos fios paralelos, dispostos a uma dis- tância , um do outro, que conduzem a mesma corrente elétrica i em sentidos opostos. Num ponto P do plano xy, situado a uma distân- cia d de cada um dos fios, lança-se uma partícu- la, com carga elétrica positiva q na direção do eixo y, cuja velocidade tem módulo igual a v. Sendo m a permeabilidade absoluta do meio e considerando desprezível a força de interação entre as correntes elétricas nos fios, a força mag- nética que atua sobre essa partícula, imediata- mente após o lançamento, tem módulo igual a a) zero b) π iqv 2 d2 m c) π i qv 2 d2 m , d) π i qv 2 d m , R e p ro d u ç ã o /E p c a r R e p ro d u ç ã o /U F G 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U3_Top2_p408a431.indd 430 9/13/18 9:59 AM 431TÓPICO 2 | CORRENTE ELÉTRICA E CAMPO MAGNÉTICO R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra 34. (Unifesp) Numa feira de ciências, um estudante montou um experimento para determinar a in- tensidade do campo magnético da Terra. Para tanto, fixou um pedaço de fio de cobre na borda de uma mesa, na direção vertical. Em uma folha de papel, desenhou dois segmentos de retas per- pendiculares entre si e colocou uma bússola de maneira que a direção norte-sul coincidisse com uma das retas, e o centro da bússola coincidisse com o ponto de cruzamento das retas. O papel com a bússola foi colocado sobre a mesa de for- ma que a linha orientada na direção norte-sul encostasse no fio de cobre. O fio foi ligado a uma bateria e, em função disso, a agulha da bússola sofreu uma deflexão. A figura mostra parte do esquema da construção e a orientação das linhas no papel. fio de cobre S O L N a) Considerando que a resistência elétrica do fio é de 0,2 V, a tensão elétrica da bateria é de 6,0 V, a distância do fio ao centro da bús- sola é de 1,0 ? 1021 m e desprezando o atrito da agulha da bússola com o seu suporte, determine a intensidade do campo magnéti- co gerado pela corrente elétrica que atraves- sa o fiono local onde está o centro da agulha da bússola. Dado: m 5 4π ? 1027 T ? m/A b) Considerando que, numa posição diferente da anterior mas ao longo da mesma direção nor- te-sul, a agulha tenha sofrido uma deflexão de 608 para a direção oeste, a partir da direção norte, e que nesta posição a intensidade do campo magnético devido à corrente elétrica no fio é de 2 3 10 5? 2 T, determine a intensi- dade do campo magnético da Terra no local do experimento. Dado: sen 608 5 3 , cos 608 5 1 2 e tg 608 5 3 . 35. (ITA-SP) Duas espiras verticais estacionárias com aproximadamente o mesmo diâmetro d, perpendiculares e isoladas eletricamente en- tre si, têm como seu centro comum na origem de um sistema de coordenadas xyz, na qual também está centrado um ímã cilíndrico de comprimento l ,, d e raio r ,, l. O ímã tem seu polo norte no semieixo x positivo e pode girar livremente em torno do eixo vertical z, sendo mantido no plano xy. Numa das espi- ras, situada no plano yz, circula uma corren- te I1 5 i cos(vt), cujo sentido positivo é o anti- -horário visto do semieixo x positivo, e na ou- tra circula uma corrente I2 5 i sen(vt), cujo sentido positivo é o anti-horário visto do se- mieixo y positivo. a) Desprezando a diferença de diâmetro entre as espiras, obtenha o campo magnético B& na ori- gem devido às correntes I1 e I2, na forma B x̂ B ŷx y1 . b) Explique por que, partindo do repouso em t 5 0, o ímã adquire um movimento de rotação em tor- no de z. Em que sentido (horário ou anti-horário, visto a partir do semieixo z positivo) ocorre este giro? c) Ao se aumentar gradativamente a frequência angular v das correntes, nota-se que o ímã passa a girar cada vez mais rápido. Contudo, com o ímã inicialmente em repouso e se são repentinamente aplicadas correntes I1 e I2 de alta frequência angular, nota-se que o ímã pra- ticamente não se move. Explique a(s) ra- zão(ões). 36. (ITA-SP) A figura mostra um fio por onde passa uma corrente I conectado a uma espira circular de raio a. A semicircunferência superior tem re- sistência igual a 2R e a inferior igual a R. Encon- tre a expressão para o campo magnético no cen- tro da espira em termos da corrente I. R e p ro d u ç ã o /I T A , 2 0 1 8 . 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U3_Top2_p408a431.indd 431 9/13/18 9:59 AM