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a) Quando sair para a cidade, irei de táxi. b) Ao chegar à exposição, ficarei deslumbrado. c) Assim que lanchar, partirei. d) Se viajar, será de avião. e) Logo que puder, dormirei. Comentários: A forma dizer está no infinitivo impessoal, até porque, se estivesse no futuro do subjuntivo, seria disser. Nas letras A, C, D e E, os verbos estão no futuro do subjuntivo: observe a presença de conjunções quando (letra A) e se (letra D), bem como das locuções conjuntivas assim que (letra C) e logo que (letra E). Substitua mentalmente tais formas verbais por fizer (quando fizer, assim que fizer, se fizer, logo que fizer), e você terá a certeza de que elas estão no futuro do subjuntivo. Já na letra B, vemos a preposição a em ao chegar, o que indica que o verbo está no infinitivo. Basta trocar a forma verbal chegar por fazer e você terá certeza de que é infinitivo (ao fazer). Resposta: B. Além do infinitivo, convém darmos especial atenção ao uso do gerúndio, assunto muito comum nas provas de concursos públicos. Nesse caso, vale observar que o bom uso do gerúndio aconselha que o utilizemos para indicar uma ação que ocorra simultaneamente a outra, a fim de que não produza ambiguidade. Assim, teríamos: Andava pelas ruas sorrindo. Aqui, temos duas ações – andar e sorrir – que ocorrem ao mesmo tempo: bom uso do gerúndio. No entanto, devemos evitar construções do tipo: Escreveu o relatório, enviando-o ao gerente. Nesse caso, o gerúndio está sendo utilizado para indicar uma ação posterior a outra, o que é inadequado, por suscitar a seguinte dúvida: escreveu o relatório e, ao mesmo tempo, o enviou ao gerente, ou escreveu e depois o enviou ao gerente? O melhor seria não usar o gerúndio, e sim o pretérito perfeito: escreveu o relatório e o enviou ao gerente. Tal inadequação vem sendo trabalhada em algumas provas. Eis uma questão que nos servirá como exemplo: 2. (NCE/Corregedoria) “ ... que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto”. O bom uso do gerúndio requer que sua ação seja simultânea à do verbo principal, como ocorre nesse segmento do texto. Assim, é exemplo de mau uso do gerúndio a frase: a) O assaltante gritou, abrindo a porta...”. b) O motorista acovardou-se, abaixando o vidro. c) O assaltante entrou, sentando-se no banco traseiro. d) O marginal ameaçou-o, mostrando a arma. e) O motorista obedeceu, acelerando o carro. Comentários: Nas letras A, B, D e E, observa-se o uso do gerúndio que indica uma ação concomitante a outra. Na letra A, o assaltante grita e abre a porta ao mesmo tempo; na letra B, o motorista se acovarda e abaixa o vidro simultaneamente; na letra D, ao mesmo tempo em que o marginal ameaça, ele mostra a arma; e na letra E o motorista obedece e acelera o carro simultaneamente. Todas elas indicam um bom uso do gerúndio. Já a letra C apresenta a ação de sentar no gerúndio, que não é concomitante e sim posterior à ação de entrar: temos um uso inadequado do gerúndio. Melhor seria dizer: o assaltante entrou e se sentou no banco traseiro. Resposta: C. Para finalizar o estudo das formas nominais do verbo, vamos falar sobre o particípio. Quanto a esse assunto, vale focar dois pontos importantes: a) Há verbos que possuem duas formas de particípio: o regular (de terminação -do) e o irregular (que não possui terminação -do). Eis alguns exemplos: aceitar: aceitado, aceito; entregar: entregado, entregue; limpar: limpado, limpo; inserir: inserido, inserto; suspender: suspendido, suspenso; prender: prendido, preso; imprimir: imprimido, impresso. O que se convém é usar a forma regular do particípio com os verbos auxiliares ter e haver e a forma irregular com os auxiliares ser e estar ou em qualquer outra hipótese. Assim, teríamos como exemplo: Verbo aceitar: Duplo particípio regular (ter ou haver / tenho aceitado) irregular (ser ou estar / foi aceito) b) Em algumas questões, cobra-se o verbo vir e derivados nas formas do gerúndio e do particípio. Isso porque é o único verbo que tem gerúndio e particípio idênticos. Assim, teríamos: Eu estou vindo para casa. O verbo vir está no gerúndio. Basta substituí-lo por chegar: eu estou chegando. Eu tenho vindo muito a este lugar. Aqui, o verbo vir está no particípio. A troca por outro verbo no particípio pode ajudar você a chegar a tal constatação: eu tenho chegado. Essa coincidência de formas do verbo vir no gerúndio e particípio já foi trabalhada em algumas questões de provas. Observe: 3. (NCE-UFRJ/Ministério Público) Noticiando é forma do gerúndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbal destacada pode não estar no gerúndio é: a) As notícias estão chegando da Itália cada vez mais rapidamente. b) Transformando-se o ódio em amor, acabam-se as guerras. c) Vindo o resultado, os clientes começaram a protestar. d) Os jogadores italianos estão reclamando dos estrangeiros. e) O atleta viajou, completando sua missão. Comentários: Em todas as alternativas, exceto em uma, temos verbos que estão no gerúndio: chegando, transformando, reclamando e completando. Na letra C, vê-se o caso do verbo vir que, na frase em que se encontra, tanto pode estar no gerúndio (“ Chegando o resultado...”) como pode estar no particípio (“ Chegado o resultado...”). Observe que, no enunciado, houve o cuidado de se afirmar que se trata de uma forma que pode não estar no gerúndio: a própria frase é ambígua. Resposta: C. Agora, vamos a uma questão que não permite ambiguidade e ilustra bem a semelhança das formas de gerúndio e particípio do verbo vir: 4. (NCE-UFRJ/Auxiliar de Cartório) Como sabemos, o morfema -NDO forma gerúndios, de que fazendo é um exemplo. O item em que a forma em maiúscula não corresponde a um gerúndio é: a) CHEGANDO os corpos, será feita a autópsia. b) Os médicos estiveram REALIZANDO exames. c) Os poetas tinham VINDO ao sepultamento do colega. d) TENDO tempo, todos participarão do exame. e) Ganhará dinheiro, VENDENDO bugigangas. Comentários: As letras A, B, D e E apresentam verbos no gerúndio: chegando, realizando, tendo e vendendo. Na letra C, temos o verbo vir no particípio: basta substituí-lo por chegar – os poetas tinham chegado... Resposta: C.