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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO 
CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE 
NÚCLEO DE FORMAÇÃO DOCENTE 
CURSO DE MATEMÁTICA - LICENCIATURA 
 
 
 
 
THOMAS FRUTUOSO ALVES 
 
 
 
 
MATEMÁTICA E MÚSICA: uma proposta didático-matemática para abordagem da 
Progressão Geométrica no Ensino Médio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caruaru 
2021 
 
 
THOMAS FRUTUOSO ALVES 
 
 
 
MATEMÁTICA E MÚSICA: uma proposta didático-matemática para abordagem da 
progressão geométrica no Ensino Médio 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado 
ao Curso de Graduação em Matemática- 
Licenciatura da Universidade Federal de 
Pernambuco, como requisito parcial para a 
graduação em Licenciatura em Matemática. 
 
Área de concentração: Ensino/ Matemática 
 
Orientador: Profº Dr. José Ivanildo Felisberto de Carvalho 
 
 
 
 
Caruaru 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catalogação na fonte: 
Bibliotecária – Simone Xavier - CRB/4 - 1242 
 
 
 
A474m Alves, Thomas Frutuoso. 
 Matemática e música: uma proposta didático-matemática para abordagem da 
progressão geométrica no ensino médio. / Thomas Frutuoso Alves. – 2021. 
 74 f. ; il. : 30 cm. 
 
Orientador: José Ivanildo Felisberto de Carvalho. 
Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Universidade Federal de Pernambuco, 
CAA, Licenciatura em Matemática, 2021. 
 Inclui Referências. 
 
1. Séries geométricas. 2. Matemática – Estudo e ensino. 3. Música no ensino de 
Matemática. 4. Ensino médio. I. Carvalho, José Ivanildo Felisberto de (Orientador). II. 
Título. 
 
 
 CDD 371.12 (23. ed.) UFPE (CAA 2021-122) 
 
 
 
THOMAS FRUTUOSO ALVES 
 
MATEMÁTICA E MÚSICA: uma proposta didático-matemática para abordagem da 
progressão geométrica no Ensino Médio 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado 
ao Curso de Graduação em Matemática- 
Licenciatura da Universidade Federal de 
Pernambuco, como requisito parcial para a 
graduação em Licenciatura em Matemática. 
 
Área de concentração: Ensino/ Matemática 
Aprovada em: 02/08/2021 
 
_____________________________________________ 
Profº. Dr. José Ivanildo Felisberto de Carvalho 
(Orientador) 
______________________________________________ 
 
Profº. Dr. Valdir Bezerra dos Santos Júnior 
(Examinador Interno) 
___________________________________________________ 
Profº. Me. José Jefferson da Silva 
(Examinador Externo) 
___________________________________________________ 
Profº. Me. André Fellipe Queiroz Araújo 
(Examinador Externo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este trabalho é dedicado à minha família, em especial, a minha esposa Michely 
Albuquerque que nesses longos anos de graduação esteve sempre ao meu lado me apoiando em 
tudo. Aos meus filhos Thomas, Tarcíla, Dayana, Christian, Eduarda, Ian e por fim... as famílias 
dos mais de 500mil mortos pela COVID-19. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
Em primeiro agradeço a Deus pela oportunidade desta vida e ao mestre Jesus, exemplo 
de ser humano a ser seguido por todos nós! 
Agradeço a minha Mãe e as minhas tias, Vanda e Marta, por sempre destacar que apenas 
o caminho dos estudos mudará as nossas vidas, não apenas materialmente, mas também 
espiritualmente. 
Agradeço também ao Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ex-Ministro da 
Educação Fernando Haddad pois, sem a interiorização das Universidades Federais já mais 
poderia sentir o prazer de me formar em uma Universidade Federal, EM MINHA CIDADE! 
Ao meu orientador que acreditou no meu projeto, foi extremamente paciente e 
compreensivo durante toda essa parceria, contribuindo de forma inenarrável para este 
momento... um exemplo de Professor e pessoa, sempre a favor das minorias sociais! 
Não poderia de deixar de agradecer ao SUS e Ciência Brasileira no dia 15/06/2021 
recebi a primeira dose da vacina contra o COVID-19. Viva o SUS Viva a Ciência! 
Aos meus alunos, amigos, professores da faculdade e colegas de trabalho por 
compartilharem momentos de extrema importância na busca de uma Educação de qualidade. 
Enfim, a todos que participaram direta e indiretamente na construção desta jornada. 
 
Muito obrigado!!! 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
Este trabalho apresenta e discute o ensino de sequências numéricas, especificamente a 
progressão geométrica (PG) por meio de uma proposta didático-matemático articulado a música 
enquanto linguagem artística. Nessa perspectiva objetivou-se: Investigar uma proposta 
interdisciplinar, matemática e música, para abordagem no Ensino Médio do conceito de 
progressão geométrica numa perspectiva didático-matemático articulada com uma reflexão das 
múltiplas inteligências. Para isto tomamos como pressupostos teóricos a Teoria das Múltiplas 
Inteligência (TMI) concebida por Howard Gardner e a Teoria da Idoneidade Didática de Juan 
Godino. A abordagem da proposta didática interdisciplinar tem como foco a etapa de 
escolaridade do Ensino Médio, do conceito de progressão geométrica operacionalizando as seis 
facetas de Idoneidade Didática (Epistêmica, Cognitiva, Interacional, Mediacional, Emocional 
e Ecológica). Por meio deste estudo, de natureza qualitativa, foi possível, constatar que a 
proposta é potencialmente significativa contribuindo para a construção conceitual na 
abordagem articulada de um conceito matemático por meio de uma linguagem artística, em 
nosso caso, a música. As facetas mobilizadas clarificam critérios importantes para abordagens 
idôneas com o conceito de Progressão Geométrica. 
 
Palavras-chave: Progressão Geométrica. Matemática e Música. Idoneidade Didática. 
 
 
 
 
ABSTRACT 
This work presents an discusses the teaching numerical sequences, specifically geometric 
progression (GP) through a didactic-mathematical proposal articulated with music as an artistic 
language. In such perspective, the objective was: carrying out a bibliographic survey of 
pedagogical works and practices developed in Brazil and abroad that unites Mathematics and 
Music; building a didactic, interdisciplinary proposal that provides an intersection between 
these two areas, based on the assumptions of the Theory of Multiple Intelligence (MIT) 
conceived by Howard Gardner and the Theory of Didactic Proficiency by Juan Godino. 
Approach of the interdisciplinary didactic proposal focuses on the stage of high school 
education, the concept of geometric progression operationalizing the six facets of Diatic 
Suitability (Epistemic, Cognitive, Interactional, Mediational, Emotional and Ecological). 
Through this qualitative study, it was possible to verify that the proposal is potentially 
significant, contributing to the conceptual construction in the articulated approach of a 
mathematical concept through an artistic language, in our case, music. The mobilized facets 
clarify important criteria for suitable approaches with the concept of Geometric Progression. 
 
Keywords: Concept of Geometric Progression. Mathematics and Music. Ontosemiotic 
approach. 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Nível de conhecimento didático-matemático do professor...................................... 22 
Figura 2 - Hexágono explicando o mapa de idoneidade de um estudante em tese final de 
mestrado (TFM) ........................................................................................................................ 23 
Figura 3 - Pentagrama musical ................................................................................................. 39 
Figura 4 - Intervalos musicais (tons) ........................................................................................ 39 
Figura 5 - Intervalos musicais (Comas) .................................................................................... 40 
Figura 6 - Intervalos musicais temperado.................................................................................40 
Figura 7 - Materiais .................................................................................................................. 54 
Figura 8- Notas musicais da escala temperada ......................................................................... 56 
Figura 9 -Termos da PG formando gráfico exponencial .......................................................... 58 
Figura 10 - Notas da escala temperada x logaritmos ................................................................ 59 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1 - Mapeamento sobre o Ensino e Aprendizagem de sequências numéricas .............. 25 
Quadro 2 - Mapeamento sobre o Ensino o tema matemática e música .................................... 31 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Relação entre a nota e sua frequência tomando como base a nota lá ...................... 42 
Tabela 2 - Valores (comprimento, frequência) ......................................................................... 57 
Tabela 3 - Tom das notas acimada do Dó ................................................................................ 58 
Tabela 4 - Valores (oitava, frequência) .................................................................................... 61 
 
 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
Gráfico 1 - Quantitativo de tarefas resolvidas com/sem P.A/P.G. no enunciado ..................... 28 
Gráfico 2 - Quantitativo de tarefas propostas aos alunos com/sem P.A./P.G. no enunciado ... 28 
Gráfico 3 - Função exponencial crescente ................................................................................ 46 
Gráfico 4 - Função exponencial decrescente ............................................................................ 47 
Gráfico 5 - Função logarítmica crescente ................................................................................. 48 
Gráfico 6 - Função logarítmica decrescente ............................................................................. 49 
Gráfico 7 - Sistema Ortogonal Cartesiano – (n x v) ................................................................. 59 
Gráfico 8 - Função Exponencial e Logarítmica........................................................................ 61 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS 
 
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 
DCNEB Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica 
EOS Enfoque Ontossemiótico do Conhecimento e da Instrução 
Matemática 
PA Progressão Aritmética 
PG Progressão Geométrica 
Pibid Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência 
PNLD Programa Nacional do Livro e do Material Didático 
PROFMAT Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional 
TAD Teoria Antropológica do Didático 
TEM Teoría y Metodología de Investigación en Educación Matemátical 
TFM Tese Final de Mestrado 
TID Teoria da Idoneidade Didática 
TMI Teoria das Múltiplas Inteligências TMI 
TFM Tese Final de Mestrado 
UGR Universidade de Granada 
UNIVESP Universidade Virtual do Estadual Paulista 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 15 
2 OBJETIVOS ........................................................................................................... 18 
2.1 GERAIS ................................................................................................................... 18 
2.2 ESPECÍFICOS ......................................................................................................... 18 
3 UMA BREVE DISCURSÃO SOBRE A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS 
MÚLTIPLAS .......................................................................................................... 19 
4 TEORIA DA IDONEIDADE DIDÁTICA ........................................................... 21 
5 ESTUDOS ANTECEDENTES ............................................................................. 25 
5.1 MAPEAMENTO DE PESQUISAS SOBRE ENSINO E APRENDIZAGEM DE 
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ................................................................................ 25 
5.2 PESQUISAS SOBRE O TEMA MATEMÁTICA E MÚSICA .............................. 31 
6 BREVES CONCEITOS MUSICAIS .................................................................... 38 
6.1 INTERVALOS MUSICAIS .................................................................................... 39 
6.2 ESCALA TEMPERADA ......................................................................................... 41 
7 DEFINIÇÕES MATEMÁTICAS ......................................................................... 43 
7.1 FUNÇÃO EXPONENCIAL .................................................................................... 43 
7.2 PROPRIEDADES BÁSICAS DAS OPERAÇÕES COM POTÊNCIAS ............... 44 
7.2.1 Potência com expoente natural. ............................................................................ 44 
7.2.2 Propriedades da potência com expoente natural ................................................ 44 
7.2.3 Potência com expoente inteiro negativo. .............................................................. 45 
7.2.4 Raiz enésima aritmética......................................................................................... 45 
7.2.5 Potência de expoente racional. .............................................................................. 46 
7.2.6 Definição da função exponencial .......................................................................... 46 
7.3 FUNÇÃO LOGARÍTMICA .................................................................................... 47 
7.3.1 Propriedades operatórias ...................................................................................... 47 
7.3.2 Definição ................................................................................................................. 48 
7.4 PROGRESSÃO GEOMÉTRICA ............................................................................ 49 
8 METODOLOGIA .................................................................................................. 51 
9 DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA DIDÁTICO-MATEMÁTICA ....... 53 
9.1 CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO ................................................................ 53 
9.2 PÚBLICO ALVO .................................................................................................... 53 
9.3 PROCEDIMENTOS ................................................................................................ 55 
 
 
10 ANÁLISE DA PROPOSTA DIDÁTICO-MATEMÁTICA POR MEIO DOS 
CRITÉRIOS DE IDONEIDADE DIDÁTICA. ................................................... 62 
11 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 70 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O comportamento dos sons na forma de melodia, harmonia e ritmo, são estudados e 
compreendidos através da matemática, antes da era cristã. Abdounur (2015) afirma que os 
primeiros sinais de casamento entre a matemática e a música surgiram no século VI a.C., 
quando Pitágoras, através de experiências com um monocórdio1, estabeleceu relações entre a 
matemática e a música associando intervalos musicais a frações. Acrescenta ainda, que tais 
descobertas deram luz ao que mais tarde se tornou parte de um dos currículos mais importantes 
da antiguidade o quadrivium o qual compreendia a música como sendo o quarto ramo da 
matemática enxergando-a como estudo dos números em movimento. 
Para muitos essa convenção rítmica ao longo da história é totalmente desconhecida, 
entretanto, há uma relevante intersecção no percurso histórico dessas áreas e por trás das 
emoções que nos contagiam, as melodias instigantes e os sentimentos de prazer que sentimos 
ao ouvir música há aplicações matemáticas da teoria dos conjuntos, álgebra abstrata, teoria dos 
números, sequências numéricasentre vários outros conceitos e eixos da matemática isto, por si 
só se torna algo significativo e instigante para uma pesquisa em Educação Matemática. 
Esse desconhecimento faz com que o estudante não enxergue a importância do processo 
histórico e para aqueles que entendem a matemática apenas de forma abstrata e difícil - isso 
pode levar o aluno a pensar que não é capaz de aprender - ela se torna clara e significativa 
através de processos interdisciplinares transcorrendo por várias disciplinas, entre elas a Música. 
Inúmeros são os trabalhos acadêmicos que põe em evidência a importância de se 
trabalhar aplicando a interdisciplinaridade, permitindo uma construção significativa do 
conhecimento matemático ou até mesmo de outra área do conhecimento, como a música por 
exemplo. Podemos destacar os estudos de Lück (1995), Jolibert (1994), Petraglia (1993) e 
Fazenda (1992). Japiassu (1976, p. 52) afirma que “trata -se de um gigantesco, mas 
indispensável esforço que muitos pesquisadores realizam para superar o estatuto de fixidez das 
disciplinas e para fazê-las convergir pelo estabelecimento de elos e de pontes entre os problemas 
que elas colocam.” 
A argumentação sobre a importância da interdisciplinaridade no ensino e a 
aprendizagem surge como um dos alicerces da Teoria das Múltiplas Inteligências (TMI), 
 
1 O monocórdio é um instrumento composto por uma única corda estendida entre dois cavaletes fixos 
sobre uma prancha, possuindo ainda, um cavalete móvel colocado sob a corda para dividi-la em duas sessões 
(ABDOUNUR 2002) 
16 
 
 
concebida por Howard Gardner em 1994. Esse pensamento encaixa-se dentro das concepções 
de inteligências Coletivas, podendo ser encontrados pontos em comum que são discutidos por 
Lévy (1995) conectando a estas a visão de diferentes inteligências. 
A partir dessas reflexões, de que forma um professor de Matemática pode intervir 
criando situações que incentivem a relação dos alunos com suas inteligências de maneira 
decisiva? É possível algum material ou objeto facilitar o estimulo das múltiplas inteligências? 
Interrogações como essas e outros questionamentos fazem parte das inquietações dos 
pesquisadores - MEC (1999), Lopes (2015) -, e também das nossas. 
A proposta geral desse trabalho é introduzir a sequência numérica conhecida com 
progressão geométrica (PG) de tal forma que o aluno possa compreender de forma eficaz e 
prazerosa os conceitos e aplicações. Para isso abordaremos fundamentos básicos da teoria 
musical que se relacionam com PG. A Base Comum Curricular (BNCC) apresenta que 
(BRASIL ,2018, p. 270) “os conceitos deverão identificar e associar sequências numéricas PG 
a funções exponenciais de domínios discretos para análise de propriedades, incluindo dedução 
de algumas fórmulas e resolução de problemas”, isto é, fazer com que o aluno identifique que 
a sequência geométrica é também função exponencial e assim vivenciar suas aplicações práticas 
manipulando adequadamente suas propriedades 
 Ainda segundo documento (BRASIL, 2018, p. 16) “o ensino dos conteúdos e 
componentes curriculares deverá ser realizado de forma contextualizada para apresentá-los, 
representá-los e torná-los significativos” isso é considerado um desafio por muitos professores, 
por apresentar a dificuldade de criar e organizar situações potencialmente significativas . Para 
isso pretendemos usar a escala musical temperada ou cromática e seus intervalos auxiliando 
essa contextualização, no ensino da PG com alunos do primeiro ano do Ensino Médio. 
O intuito desta pesquisa foi definido pela experiência do pesquisador como músico e 
professor de teoria musical de instrumentos percussivos vivenciada antes da graduação. 
Durante a graduação com a participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à 
Docência (Pibid) interdisciplinar física e matemática enxergou a possibilidade de uma proposta 
interdisciplinar usando a história da matemática/música como ferramenta para o ensino de 
matemática. 
 
 
 
 
 
17 
 
 
Partindo das considerações acima, chegamos a seguinte situação problema: quais 
práticas pedagógicas interdisciplinares entre a matemática e a música podem 
proporcionar uma alternativa didática e auxiliar no ensino e na aprendizagem da 
sequência numérica (PG) progressão geométrica? 
A partir do conhecimento teórico, foram elaborados a identificação do tema, e 
formulação do problema de pesquisa. Com embasamento do referencial teórico foi proposto 
uma sequência didática, a fim de contribuir no ensino da matemática e dá suporte à comunidade 
escolar sobre o referido tema e para isso, traçamos os seguintes objetivos: 
Para o desenvolvimento do trabalho apresentamos no segundo capítulo o objetivo geral 
e específico da pesquisa, no terceiro capítulo uma breve discussão sobre a teoria das inteligência 
múltiplas, no capítulo seguinte, trazemos também o Enfoque Ontossemiótico (EOS) e os 
critérios de a teoria da Idoneidade Didática, abordado por Godino (2008); no quinto capítulo 
expomos um mapeamento sobre pesquisas de Ensino e Aprendizagem da sequência numérica 
PG bem como pesquisas sobre o tema matemática e música. 
No sexto capítulo apresentamos breves conceitos musicais importantes para 
compreensão do trabalho; seguidamente do capítulo de conceitos matemáticos no capítulo oito 
se encontra a metodologia e os passos da pesquisa; o capítulo nove há a construção e explicação 
do recurso didático; o capítulo dez encontra-se a análise do recurso didático por meio dos 
critérios de Idoneidade; e por fim no capítulo onze apresentamos nossas considerações finais. 
18 
 
 
2 OBJETIVOS 
2.1 GERAIS 
1) Desenvolver uma proposta didático-matemática de maneira interdisciplinar, envolvendo 
a matemática e música, para abordagem conceito de progressão geométrica no Ensino 
Médio do numa perspectiva didático-matemática articulada com uma reflexão das 
múltiplas inteligências. 
2.2 ESPECÍFICOS 
1) Construir uma proposta para ensino e aprendizagem do conceito de progressão 
geométrica no Ensino Médio articulada a música enquanto linguagem artística; 
2) Analisar a referida proposta sob a perspectiva da Teoria da Idoneidade Didática 
 
 
19 
 
 
3 UMA BREVE DISCURSÃO SOBRE A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS 
MÚLTIPLAS 
Howard Gardner é um pesquisador norte-americano que dedicou parte de sua vida 
acadêmica aos estudos relacionados à psicologia cognitiva e educacional. Gardner teve grande 
parte da sua vida acadêmica ligada a universidade de Harvard. Lançou, em 1983, sua teoria 
voltada para a aprendizagem escolar que tinha como fator principal a importância das múltiplas 
inteligências. (MI) 
Parcela significativa das concepções aplicadas por Gardner (VEENEMA & 
GARDNER, 1996) para construir a TMI é fundamentada em princípios do cognitivismo que 
possui, com grande relevância e implicação, a ideia de que para a educação a mente não é 
entendida como uma única expressão ou até mesmo de uma única linguagem de expressões 
mas, exatamente, todas as pessoas possuem inúmeras expressões internas em suas 
mentes/cérebros. Essas expressões são definidas por Gardner (2002) como TMI. 
Ao se estudar as TMI, torna-se indispensável também definir "inteligência" de acordo 
com a teoria. Gardner (1999) apresenta que as inteligências não é algo que pode ser visto ou 
contado, muito pelo contrário, são áreas no célebro humano que correspondem a determinados 
espaços de cognição. 
Embora seja difícil apontar quais são essas áreas existe uma convenção de que cada uma 
delas possam expressar uma forma diferente de inteligência, isto é, de se responsabilizar pela 
solução ou elaboração de problemas válidos para uma cultura levando em consideração que 
essas áreas poderão ser ou não ativadas, dependendo dos valores de uma cultura em particular, 
das oportunidades disponíveis nessa cultura, e das decisões pessoais feitas por indivíduos e/ou 
por seus familiares, professorese outros. 
Gardner diz no início de seu livro (2002, p. 7): 
 
A exata natureza e extensão de cada 'estrutura' individual não é até o momento 
satisfatoriamente determinada, nem o número preciso de inteligências foi 
estabelecido. Parece-me, porém, estar cada vez mais difícil negar a convicção de que 
há pelo menos algumas inteligências, que estas são relativamente independentes umas 
das outras e que podem ser modeladas e combinadas numa multiplicidade de maneiras 
adaptativas por indivíduos e culturas. 
20 
 
 
Gardner, (2002) define que todos os seres humanos possuem sete potencialidades ou 
inteligências, que são elas Lógico-Matemática, Linguística, Espacial, Corporal Cinestésica, 
Interpessoal, Intrapessoal e Musical. 
Inteligência Linguística: São capacidades de pensar em palavras e usar a linguagem 
para expressar e apreciar significados complexos. Escritores, jornalistas, repentistas e também 
professores estão entre as atividades que demonstram um alto nível de desenvolvimento dessa 
inteligência. 
Inteligência Lógico - Matemática: É a capacidade calcular, medir, considerar 
proporções e hipóteses, e realizar operações matemáticas complexas. Cientistas, contadores, 
engenheiros e pedreiros, demonstram grande desenvoltura dentro dessa Inteligência. 
Inteligência Espacial: São as capacidades de pensar tridimensionalmente, perceber 
imagens internas ou externas, de recriar, transformar, ou modificar imagens, de localizar a si 
mesmo e objetos no espaço e de produzir ou deduzir informação gráfica. Arquitetos, escultores, 
artistas gráficos, pilotos e motoristas profissionais são profissões que utilizam habilidades 
dentro do espectro dessa inteligência. 
Inteligência Corporal - Cinestésica: Compreende as capacidades de usar o corpo todo 
para expressar ideias e sentimentos e facilidade no uso das mãos para produzir ou transformar 
coisas. Inclui habilidades físicas específicas tais como coordenação, equilíbrio, capacidades 
táteis. Atletas, dançarinos, cirurgiões e também artesãos se apoiam sobremaneira nessa 
inteligência para suas atividades. 
Inteligência Musical: Compreende as capacidades de identificar, distinguir, 
transformar e expressar padrões musicais. Destaca a percepção ao ritmo, tom, melodia e timbre. 
Entre as profissões que demonstram esta inteligência em suas atividades estão músicos 
profissionais, maestros, DJs, 
Inteligência Interpessoal: Capacidade de se relacionar com outras pessoas, entender e 
reagir adequadamente a seu meio social e desenvolver relações saudáveis e produtivas. Perceber 
e interagir, fazer distinções no humor, intenções e motivações 
Inteligência Intrapessoal: Referente ao conhecimento de si mesmo, 
autoconhecimento, conhecer seus próprios pensamentos, sentimentos, ações, limites e a 
capacidade de agir adaptativamente. 
 
21 
 
 
4 TEORIA DA IDONEIDADE DIDÁTICA 
Nos últimos anos inúmeras são as pesquisas, na formação inicial ou continuada, dos 
professores da educação básica, destacando os conhecimentos necessários para propiciar aos 
alunos uma aprendizagem significativa. 
Na perspectiva de maximizar esses conhecimentos fundamentais aos professores para 
um ensino sólido, surgue o modelo teórico: O Enfoque Ontosemiótico do Conhecimento e a 
Instrução Matemática (EOS). Com suas origens a partir de pesquisas do grupo de estudo 
“Teoría y Metodología de Investigación en Educación Matemátical” (TEM) da Universidade 
de Granada (UGR), na Espanha, no princípio da década de noventa liderados por Juan Díaz 
Godino. 
O EOS é o resultado da análise de fundamentos, questões e métodos de diferentes pontos 
da Didática da Matemática. As questões iniciais que formam a base para tal teoria podem ser 
sintetizadas em duas, segundo Godino (2012) são elas: 
Problema epistemológico: O que é um objeto matemático? Qual significado de um 
objeto matemático? Podendo ser entendido como: 𝜋, integrais, operações, etc. 
“Este problema epistemológico, isto é, referido ao objeto matemático como entidade 
cultural ou institucional, é dialeticamente complementada pelo problema cognitivo associado, 
ou seja, o objeto como uma entidade pessoal ou psicológica” (idem, p.52): 
Problema semiótico-cognitivo: Como reconhecer um objeto matemático? O que 
significa um objeto matemático para um sujeito. 
Podemos observar que no problema inicial abordado pela EOS há uma questão 
epistemológica (para especificar e explicitar a natureza do objeto matemático e sua emergência 
a partir das práticas matemáticas), e um problema cognitivo (para caracterizar o conhecimento 
a partir do ponto de vista subjetivo). Tais problemas foram delineados a partir do problema 
ontológico institucional, sociocultural e conhecimento pessoal 
A partir disto a EOS proporcionou critérios para os possíveis estados das trajetórias 
epistêmicas e cognitivas. Atualmente o conjunto de noções teóricas que compões a EOS são 
classificados em cinco grupos, cada um deles permitem um nível de análise dos processos de 
ensino e aprendizagem de conteúdos específicos da Matemática. 
 
 
 
22 
 
 
Figura 1 - Nível de conhecimento didático-matemático do professor 
 
Fonte: Godino et al, 2016, p. 292 
A idoneidade didática está estabelecida dentro dos níveis de conhecimento didático-
matemático do professor de matemática de acordo com a Figura 1 estabelecendo um critério 
geral de adequação/idoneidade matemática, relevância das ações e dos agentes educativos dos 
saberes aplicados. 
O ponto de partida para uma a Teoria da Idoneidade Didática (TID) leva em 
consideração, de forma sistêmica, as dimensões epistêmicas - ecológicas, cognitivas 
- afetivo, interacional - mediacional envolvidas nos processos de estudo do áreas 
específicas. A adequação didática de um processo instrucional é definida como a 
articulação coerente e sistêmica dos seguintes seis componentes (GODINO 2011, p 
215) 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
Figura 2 - Hexágono explicando o mapa de idoneidade de um estudante em tese final de 
mestrado (TFM) 
Fonte: Godino, 2012, p. 82 
 
• EPISTÊMICA: se refere ao grau de representatividade dos significados objetos 
matemáticos (conceitos, proposições e procedimentos). Quando se indica que eles são 
apresentados de forma clara e correta e adaptados ao nível educacional para o qual é 
direcionado, as questões/problemas são consideradas(os) como uma amostra 
representativa e articulada de situações que permitem contextualizar, exercitar, 
expandir e aplicar o conhecimento matemático, que os alunos vêm da própria 
matemática e de outros contextos. 
 
• COGNITIVA: Esta faceta analisa se as situações propostas que permitem avaliar se o 
aluno estabelece conexões entre os diferentes objetos matemáticos e entre seus 
significados correspondentes. Para que os alunos estabeleçam as ligações adequadas 
entre os diferentes conteúdos e, desta forma, encarem a aprendizagem com garantias 
de sucesso deve-se analisar se o nível de dificuldade do conteúdo pretendido é 
maleável em seus diversos componentes, estuda-se se os conceitos, procedimentos, 
proposições são apresentadas em um grau crescente de complexidade 
 
• INTERACIONAL: as configurações e trajetórias didáticas permitem identificar e 
resolver os conflitos de sentidos favorecendo um processo independente de 
aprendizagem e desenvolvimento de habilidades entre professor-aluno e aluno-aluno 
permitindo situações em que os alunos são causadores da construção do conhecimento 
pretendido. 
24 
 
 
 
• MEDIACIONAL: Dois componentes são relevantes nesta faceta os recursos materiais 
e o tempo. Disponibilidade e adequação dos recursos materiais - uso do livro didático, 
materiais manipuláveis, áudio, vídeo, - e temporais necessários para viabilidade, 
desenvolvimento e aplicabilidade do processo de ensino aprendizagem. 
 
• AFETIVA: Interesse do aluno, conteúdos que dependem basicamente de sua prévia 
história escolar/social e estão relacionadosaos problemas sociais ou à vida social dos 
alunos como emoções, crenças, atitudes etc. Está faceta também contempla os 
componentes que permite promover a autoestima, evitando rejeição, fobia ou medo da 
matemática 
 
• ECOLÓGICA: o processo de estudo se ajusta ao projeto educativo da escola e da 
sociedade, ou seja, refere-se ao grau em que um plano de aula de matemática é 
construído, levando em consideração o ambiente em que será usado. Por ambiente 
compreendemos tudo o que está fora da sala de aula, preservando a atividade que nela 
ocorre. Assim, podemos nos referir a tudo o que é geralmente determinado pela 
sociedade, pela escola, pela pedagogia, pela didática da matemática. 
 
 
 
 
 
25 
 
 
5 ESTUDOS ANTECEDENTES 
Apresentamos, primeiramente, neste capítulo um mapeamento de pesquisas que tratam 
sobre o Ensino e Aprendizagem de sequências numéricas e em seguida a importância e 
dificuldades perante esse assunto. 
5.1 MAPEAMENTO DE PESQUISAS SOBRE ENSINO E APRENDIZAGEM DE 
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS 
Destacamos a seguir alguns trabalhos sobre o ensino e aprendizagem de sequências 
numéricas. Buscamos investigar trabalhos em repositórios de Universidades Federais e 
Institutos Federais que apresentassem metodologias para o ensino, análise de livros e resultados 
sobre esse conceito. A seguir, apresentamos um quadro com os trabalhos investigados, os quais 
foram escolhidos a partir de temas: 
 
Quadro 1 - Mapeamento sobre o Ensino e Aprendizagem de sequências numéricas 
TEMA CLASSIFICAÇÃO TÍTULO AUTOR(ES) ANO 
Metodologia 
de ensino 
Artigo em revista 
Contribuições da metodologia de 
resolução de problemas para a 
compreensão do conceito de 
soma de progressões 
Geométricas 
Charles Bruno da Silva 
Melo; Eleni Bisognin 
 
 
2021 
Livros 
didáticos 
Dissertação de 
Mestrado 
 Progressões aritméticas e 
geométricas: praxeologias em 
livros didáticos de matemática 
Eliane Aparecida 
Martins de Almeida 
2012 
Resultados 
de discentes 
e docentes 
Comunicação 
científica 
Análise das dificuldades do 
ensino de progressões 
Ana Priscila, Borges 
Bermejo; Mônica Suelen 
Ferreira de Moraes; 
Vagner Viana da Graça 
2010 
Artigo em revista 
Conhecimento do conteúdo de 
sequências numéricas: uma 
pesquisa com Professores em 
formação inicial ou continuada 
Bruna Moresco Rizzon; 
Isolda Gianni de Lima; 
Laurete Zanol Sauer; 
Helena Noronha Cury 
2010 
Fonte: O autor, 2021. 
 
26 
 
 
Melo e Bisognin (2021) apresenta em sua pesquisa, os resultados de um trabalho que 
teve como objetivo investigar as contribuições da “Metodologia da Resolução de Problemas 
para os processos de ensino e aprendizagem da soma dos termos de uma progressão 
geométrica”. (p. 3) 
A realização da pesquisa deu-se, através uma experiência de ensino com 23 alunos de 
uma turma de segundo ano do Ensino Médio de uma escola estadual do no estado do Rio Grande 
do Sul – RS e foram construídas atividades com fim de formar imagens de conceito ligadas à 
soma dos termos de uma PG . 
O autor aplicou a Metodologia de Ensino Através da Resolução de Problemas proposta 
por Onuchic e Allevato (2009) que favoreceu o trabalho em sala fortalecendo o dialogo entre 
os alunos abrindo campo significativas para intervenções do professor instigando o raciocínio 
dos alunos, entretanto, a primeiro momento os alunos estranharam tais processos de ensino que 
exige certa autonomia de parte deles. “...fato ocorre, pois, normalmente, os conceitos são 
trabalhados a partir de definições seguidas de exemplos e exercícios, quando o professor apenas 
transmite o conteúdo” (p.12) 
Os alunos sentiram algumas dificuldades em relação à interpretação dos enunciados, 
à descrição das estratégias de solução e ao uso da linguagem matemática formal. 
Apesar dessas dificuldades, a maioria conseguiu se apropriar dos conceitos 
trabalhados. Portanto, pode-se considerar que a construção das imagens do conceito, 
propiciada pelas atividades propostas, e a Metodologia de Ensino Através da 
Resolução de Problemas favoreceram um processo significativo de ensino-
aprendizagem-avaliação desse conteúdo (MELO, C. B. DA; BISOGNIN, E. p.16) 
A pesquisa de Almeida (2012) originada na Universidade Federal de Mato Grosso no 
Programa de Pós-Graduação em Educação teve como objetivo “...investigar como os livros 
didáticos propõem o estudo das progressões aritméticas e geométricas no primeiro ano do 
Ensino Médio.” (p.7) Foram analisados trabalhos de livros aprovados pelo PNLD 2012. Para 
os estudos dos livros didáticos a autora tomou como referência para a sua metodologia a Teoria 
Antropológica do Didático (TAD), mais especificamente nas praxeologias, propostas por 
Chevallard (1999) e na Teoria dos Jogos de Quadros de Douady (1992). 
Almeida (2012) apresentou a análise do trabalho dividida em quatro partes que são: 
Parte 1: Compreende os aspectos históricos retratados em livros didáticos no capítulo 
referente às progressões. 
Parte 2: Refere à parte conceitual, ou seja, tarefas voltadas à introdução de conceitos. 
27 
 
 
Parte 3: Tarefas resolvidas nas obras, com suas respectivas técnicas e discurso 
tecnológico-teórico. Inicialmente identificadas como dois tipos de tarefas: 
1. Que trazem explícitas P.A/P.G. no enunciado; 
2. Que não explicitam P.A./P.G no enunciado. 
 
A partir desses dois grupos emergiram outros, os quais dividimos em 3 blocos de tarefas: 
Bloco 1 – Limitadas ao próprio conteúdo 
Bloco 2 – Conexões internas à própria Matemática 
Bloco 3 – Tarefas de Aplicação 
Parte 4: Tarefas propostas aos alunos. Selecionadas atendendo aos três blocos 
mencionados anteriormente. 
Na primeira parte da análise dos livros didáticos Almeida (2012) afirma que os aspectos 
históricos retratados no capítulo referente às progressões não estão restritos apenas na 
apresentação breve de curiosidades ou à apresentação de biografias de matemáticos famosos. 
Pois os autores buscam, quando possível estabelecer relações com suas aplicações na realidade. 
Seguindo para a segunda parte da análise, a parte conceitual, ou seja, as exercícios 
voltados à introdução de conceitos mostram que as obras seriam capazes de apresentar que as 
fórmulas utilizadas nas soluções dessas tarefas decorrem de propriedades trabalhadas 
anteriormente: O produto dos termos equidistantes dos extremos de uma P.G. é igual ao 
produto desses extremos. Caso contrário, isso se reduz a uma enxurrada de letras que 
seguramente levará a pobres técnicas de memorização, sem nenhum significado. “As obras 
sequer mencionam como elas foram obtidas, existe somente o argumento de que elas podem 
facilitar alguns cálculos que envolvem P.A. e P.G. Na verdade isso se caracteriza como os 
famosos ‘macete’” (ALMEIDA, 2012, p.99) 
No terceiro momento da pesquisa é apresentado a porcentagem média dos exercícios 
resolvidos que não trazem P.A./P.G. no enunciado três, dos quatros livros didáticos LD 
analisados, essa porcentagem é de 22% com exceção para o LD4 que sua porcentagem é de 
aproximadamente 52% veja no gráfico. 
 
 
 
 
 
28 
 
 
Gráfico 1 - quantitativo de tarefas resolvidas com/sem P.A/P.G. no enunciado 
 
Fonte: Almeida, 2012, p. 100 
 
Outro momento relevante da terceira etapa da pesquisa é dos processos matemáticos 
utilizados na solução dessas questões ficando predominantemente a solução algébrica, ou seja, 
manipulação e aplicação de formulas fazendo uso apenas do processo numérico como 
feramente desconsiderando o processo geométrico das sequências como os gráficos, sólidos 
geométricos, segmentos de reta etc. Por consequência a conexão da PG com o conteúdo função 
exponencial como exercícios resolvidos não estão presentes em dois dos quatro livros 
analisados. 
Não identificamos na parte conceitual dos LD3 e LD4 a articulação do conteúdo 
sequências com funções. Essa articulação é dada pelos LD1 e LD2 nas TC3 e TC9 
(interpretar geometricamenteP.A. e P.G., respectivamente), nas quais se estabelece 
relações com funções afim e exponencial. (ALMEIDA, 2012, p 116) 
Por fim na última etapa da análise dos livros didático os exercícios propostos aos alunos 
foram classificados do mesmo modo que as exercícios resolvidos pelos autores, destacado 
anteriormente, veja o gráfico: 
 
Gráfico 2 - Quantitativo de tarefas propostas aos alunos com/sem P.A./P.G. no enunciado 
 
Fonte: Almeida, 2012, p. 109 
29 
 
 
 
Os exercícios propostos aos alunos recaem no mesmo ponto que os exercícios resolvidos 
onde a conexão das sequencias, tanto aritmética quando geométrica, com o conteúdo de função 
do primeiro grau com a exponencial pobres. 
As tarefas que estabelecem conexões internas à própria Matemática (Bloco 2) são 
frequentes nos LD1, LD2, LD3 e LD4. Observamos que os livros propõem 
pouquíssimas tarefas que se articulam com o conteúdo funções. As obras propõem 
tarefas que estabelecem conexões com outros conteúdos da Matemática, como, fração 
geratriz, ângulos, equação do segundo grau, múltiplos e divisores, média, teorema de 
Pitágoras etc (ALMEIDA, 2012, p 121) 
Bermejo et al (2010) apresenta uma análise das dificuldades no ensino de sequências 
com o objetivo de obter uma compilação de dados referentes à assimilação do conhecimento de 
progressões, pelos alunos do ensino médio. Estes responderam 10 questões, e identificaram 
desde dificuldades relativas à forma de assimilação do conhecimento PG até um problema 
contextualizado. 
Contatou-se nas respostas dos alunos que mais de 60% deles possuem dificuldades na 
representação do termo geral e a soma dos termos da PG e quando foi proposto o problema para 
solução mais de 80% responderam de forma incorreta. 
As principais de dificuldades dos alunos na interpretação e identificação das 
propriedades das sequências geométricas está no fato de relacionar outros conteúdos 
de matemática com progressões, como a conexão de progressões com função 
exponencial, aplicações em juros compostos, etc. (BERMEJO, 2010, p. 12) 
O domínio insatisfatório dos alunos frente ao tema proposto é reflexo da redução 
conteúdo de PG, por parte dos alunos, a simples memorização de fórmulas criando assim uma 
dependência e a ausência do significado, ou seja, para os alunos investigados o conhecimento 
do conteúdo de progressões não tem significado no seu dia-a-dia. 
Para D’Ambrósio (2005), a aprendizagem de um conteúdo não é uma simples técnica 
de memorização de explicações e fórmulas. Consequentemente, pode-se considerar que para 
estes alunos o ensino do conteúdo de progressões ainda se dá por métodos tradicionais, em que 
30 
 
 
os alunos são postos a solucionarem questões de forma exaustiva, sem o suporte do conceito 
para aprofundar o seu conhecimento. 
A pesquisa de Rizzon , Lima e Sauer (2017) foi realizada com professores em formação 
inicial ou continuada, na qual foi desenvolvida por meio da aplicação de um teste, composto 
por duas questões relativas a sequências numéricas, o trabalho foi de caráter qualitativo. Teve 
como objetivo “analisar dificuldades apresentadas, por professores de Matemática em formação 
inicial ou continuada, em relação ao conteúdo sequências numéricas” (p.3). Participaram desse 
estudo 36 alunos dentre eles 30 do curso de licenciatura em Matemática e 6 do curso de 
Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática. 
Os autores realizaram a análise das respostas em dois momentos onde no primeiro foi 
feita a contagem de respostas usando seguinte critério para avaliação de acordo com Rizzon 
(2017): 
Resposta correta: quando o aluno compreende a questão, mostra conhecer o conteúdo 
e propõe estratégias adequadas para a solução; 
Resposta parcialmente correta: quando há evidências de ter sido selecionada uma 
estratégia adequada, o aluno resolve parte da questão, mas ignora ou não sabe resolver outra; 
Resposta incorreta: quando o aluno usa estratégia inadequada e apresenta solução 
incorreta. 
Em Branco: quando o aluno não indica qualquer encaminhamento de resolução. 
No segundo momento, RIZZON (2017) e colaborados, analisaram as respostas 
incorretas de forma qualitativa, com classificação dos erros com base no conhecimento 
acadêmico sobre sequências numéricas. 
O resultado da pesquisa chamou atenção com o grande número de respostas em branco: 
somente no primeiro item da questão 1 esse porcentual foi menor do que nos outros itens. Já na 
questão 2, os números parecem mostrar um abandono do teste por parte dos alunos, poucos 
tentaram responder. Também é preocupante o pequeno número de respostas corretas, haja vista 
que o porcentual não atingiu sequer 10%, em qualquer das duas questões. 
RIZZON at al (2017) considera que todos os respondentes são professores, em 
formação inicial ou continuada, acredita-se ser necessário retomar este conteúdo de sequências 
numéricas; a primeira condição para que o professor tenha conhecimento matemático para 
ensinar, é que esse tenha o conhecimento comum do conteúdo. 
31 
 
 
5.2 PESQUISAS SOBRE O TEMA MATEMÁTICA E MÚSICA 
Para a elaboração analisamos trabalhos com as atemáticas aqui abordadas para isso, 
definimos os trabalhos com base no Banco de Teses e Dissertações da CAPES (Coordenação 
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), além de buscas em repositórios de 
Universidades Federais e Estaduais, da página do Mestrado Profissional em Matemática em 
Rede Nacional (PROFMAT) no banco de dados da Researchgate e em congresso nacionais e 
internacionais. 
 
Quadro 2 - Mapeamento sobre o Ensino o tema matemática e música 
CLASSIFICAÇÃ
O 
TÍTULO AUTOR(ES) ANO 
Dissertação de 
Mestrado 
Matemática e música: Uma proposta 
pedagógica 
Thiago Bezerra Maciel 2018 
Dissertação de 
Mestrado 
Matemática e música: explorando a 
relação entre ritmos musicais e 
frações 
Rafael de Souza Fernandes 2014 
Artigo em revista 
The learning of music as a means to 
improve mathematical skills 
Luiz Carlos Santos 2010 
Artigo em revista Música e História da Matemática Carla Bromberg 2012 
Artigo em revista 
Matemática e Música: as progressões 
geométricas e o padrão de intervalos 
da escala cromática 
Francisco Nairon Monteiro Junior 
Alexandre Medeiros Cleide Farias 
de Medeiros 
2010 
Artigo em 
congresso 
Música e resolução de problemas: 
uma experiência na educação infantil 
 
Dulce Stela Schramme;Thais 
Leonardo Rodrigues Silva;Neila 
Tonin Agranionih 
 
2017 
Artigo em 
congresso 
Uso da música como recurso 
pedagógico nas aulas de Matemática 
Maria Andréia Barbosa da Silva; 
David Ormundo de Araújo; 
Leandro Ferreira de Jesus 
2016 
Fonte: O autor, 2021. 
 
32 
 
 
O trabalho de Maciel (2018) é proposta uma atividade prática aos alunos da 3º série do 
Ensino Médio do município de Arcoverde, sertão de Pernambuco, a construção de um pífano 
de PVC onde os alunos utilizaram os conhecimentos de medidas de comprimento, diâmetro e 
circunferência. 
Importante destacar que antes da atividade prática foi apresentada a relação matemática 
e música e como ela se desenvolveu, desde de Pitágoras aos dias atuais fazendo uma reflexão 
sobre a importância da matemática para o desenvolvimento musical pois, apesar de milenar 
essa relação é desconhecida por grande parte dos alunos. 
Dos 30 alunos presentes no momento das atividades, podemos observar que 40% 
destes não tinham conhecimento sobre essa relação e outros 10% pouco 
conhecimento. Aqueles que conheciam a relação entre a matemática e música são 
alunos que já tiveram contato ou tocam algum instrumento musical (MACIEL, 2018, 
p. 29) 
Durante a construção do instrumento foi observado um entusiasmo dos alunos como 
pode-se observar na fala de um dos deles “com música a matemática fica como método que 
quebra aquela dura rotina de que a matemática é um mostro” ficando evidente que a música se 
tem mostrado útil para o processo de ensino/aprendizagem matemáticapodendo utilizar a 
música para facilitar e atrair os olhares dos nossos alunos. A atividade proposta de construção 
do instrumento musical deixou explicito o quanto a música pode ser uma poderosa ferramenta 
para o ensino de matemática. 
O resultado apresenta que 76,6% dos alunos pouco gostam ou não gostam de 
matemática, entretanto coincidentemente 76,6% dos alunos mesmo alunos entendem que a 
música favorece o aprendizado (MACIEL, 2018). 
Outro trabalho relevante para nosso estudo foi Fernandes (2014) que buscou identificar 
como os alunos relacionam ritmos musicais com frações tendo como objetivo “... construir e 
aplicar uma sequência didática que oportunize a vivência de uma prática interdisciplinar 
explorando ritmos musicais e possíveis relações com frações” (p.9) A aplicação do projeto se 
deu com 13 alunos de uma escola da rede Federal com estudantes do Ensino Médio. 
A sequência didática foi desenvolvida através de quatro oficinas. 
Na primeira oficina, conhecendo a música, o autor fez uma introdução do que seria o 
projeto para isso foram apresentados vídeos que abordassem as relações entre a matemática e 
33 
 
 
música e foi proposto um questionário aos alunos afim de identificar quais possuem 
familiaridade com a música e quais expectativas do estuda com o projeto. 
Em seguida na oficina 2, o trabalhando com o ritmo e tempo, foram desenvolvidas a 
noção de ritmo e tempo através de padrões rítmicos, em música conhecidas, com foco em 
desenvolver o pelo menos ter uma noção de ritmo. 
Na terceira oficina, o ritmo e a unidade de tempo, foi feito uma representação, notação, 
musical dos padrões rítmicos trabalhados na oficina anterior através de círculos, segmentos de 
reta, etc. 
E para finalizar as oficinas, na quarta e última, foi relembrado tudo o que foi visto nos 
encontros anteriores e em seguida apresentado o conceito de compasso musical. 
O autor destaca a participação de um voluntário que, apesar de ter grande envolvimento 
com a música, habilidades com instrumentos e principalmente boas noções dos conceitos de 
ritmos não teve grande interesse nas atividades desenvolvidas durante as oficinas. “Minha 
expectativa quanto a esse estudante era que ele teria uma produção muito significativa e que 
apresentaria empenho nas atividades, estabelecendo diversas conexões com a música sua, área 
hábil” (FERNANDES, 2014, p.79) 
A situação descrita na pesquisa é apresenta por Gardner (1995) quando ele afirma que 
“o desempenho maduro numa área não significa o desempenho maduro numa outra área assim 
como as realizações talentosas em determinada área não implicam uma realização talentosa em 
outra” (p.32). Ou seja, possuir inteligência musical não é sinônimo de inteligência lógico-
matemática 
Por outro lado, ouve um comprometimento significativo do dos demais participantes, 
em especial aqueles, que participaram de todas as oficinas fazendo com que os debates, a 
solução dos problemas e os discursões acerca do tema matemática e música foram bem 
instigantes. 
Um dos resultados, que ressalta perante os outros, está no exemplo de Marcus e 
Magnus que sempre precedentes musicais conseguiram estabelecer relações entre 
ritmos e frações por meio da representação linear de tempo. Em Magnus os avanços 
foram significativos, pois, embora apresentasse dificuldades na matemática da Escola, 
conseguiu realizar as conexões propostas. (FERNANDES, 2014, p.80) 
Antunes (1998) a firma que ao mostrar que a inteligência é estimulável, desde que se 
usem processos de ensino e aprendizagem eficazes, limitações podem ser superadas ( a história 
34 
 
 
das pernas tornas de Garrincha é um bom exemplo) ao destacar que os meios para essa 
estimulação não dependem de drogas específicas e menos ainda de sistemas escolares 
privilegiados. 
Continuando com nossos estudos encontramos Santos (2007) que destaca pontos 
fundamentais para uma melhor compreensão das conexões matemática e música fazendo uma 
apresentação de conteúdos matemáticos e musicais. 
A concessão matemática e música é apresentada nas notas, intervalos, escalas, harmonia 
(consonância e dissonância), afinação e temperamentos estão relacionados a proporções e 
relações numéricas, números inteiros e logaritmos e exponenciais. Continua afirmando que os 
conceitos matemáticos estão presentes na melodia e no ritmo; notação musical, conceitos de 
tempo (comprimento das notas, linhas de barra e assinaturas de tempo), ritmo (batida e 
agrupamento de notas em tempos) (SANTOS, 2017) 
As experiências musicais podem melhorar o aprendizado matemático, no raciocínio e 
aplicação matemática contextualizada, cada indivíduo possui um portfólio de formas distintas 
de inteligência. 
Nesse contexto, a habilidade musical é vista como seu próprio domínio discreto da 
inteligência. A música pode ser um organizador privilegiado de processos cognitivos, 
especialmente entre os jovens além disso, no que se refere à relação entre música e inteligência, 
deve-se mencionar que ao tocar uma melodia envolve reconstruir um padrão no qual os 
elementos não são peças de quebra-cabeça, mas notas de tons (frequências) altos e baixos de 
longa e curta duração (GARDNER, 1997). 
 Seguindo nossos estudos encontramos o trabalho de Bromberg (2012) que comtempla a 
relação da música com a história da Matemática e dentro desse panorama cujo a classificação 
dos conhecimentos demostram distintos momentos e papéis na sociedade com isso, parecendo 
assim impossível identificar uma relação direta entre os conhecimentos musicais e matemáticos 
entretanto, há pesquisas que atestam a convergência desses saberes. 
“Esses conhecimentos compartilhados são identificados principalmente em produções 
na história da matemática, e por consequência na educação matemática, na história da ciência 
e na história da música.” (BROMBERG, 2012, p.3) 
Cumpre também considerar que, para a aprendizagem de certo conceito ou 
procedimento, é fundamental haver um contexto significativo para os alunos, não 
necessariamente do cotidiano, mas também de outras áreas do conhecimento e da 
própria história da Matemática. (BRASIL, 2018, p. 299) 
35 
 
 
A história da matemática pode tornar o processo de ensino e aprendizagem mais 
cativante, onde os alunos podem entender a matemática como uma criação humana, e não algo 
que surge aleatoriamente. O problema da corda vibrante por exemplo, onde Pitágoras construiu 
o monocórdio, foi contribuição secundária no desenvolvimento da teoria das equações 
diferenciais bem como das séries de Fourier, entretanto, percebe-se que a Matemática, ou pelo 
menos parte dela, teve seu desenvolvimento instigados por problemas do cotidiano vivido pela 
humanidade e que está sempre em mudança, que sua formalização não é algo que ocorre 
naturalmente, é um percurso que exige empenho. 
Investigando trabalhos com as temáticas aqui abordadas encontramos Monteiro (2010) 
que destaca a possibilidade de construção de duas experiências práticas para o ensino das 
progressões geométricas voltadas ao ensino médio e que esteja ligada não somente a questões 
tradicionais, em geral apresentadas por uma sequência de números crescentes, mas que possa 
ser relativo, também, a questões musicais. 
Como primeiro experimento o autor analisa a construção da escala cromática e traz os 
argumentos matemáticos para entender como é construída a escala de um violão onde é 
apresentado os elementos físicos do violão bem como a relação do comprimento da corda com 
sua frequência. 
Na segunda construção é apresentado um exemplo prático das progressões geométricas 
em tubos sonoros, podendo ser feita junto com os alunos ou podendo faze-la de maneira 
meramente demonstrativa, isto é, exibindo verbalmente aos alunos as relações matemática e 
música ali presentes. 
O ensino médio tem a propriedade de completar a última etapa da educação básica e 
nela devem ser oferecidas condições para que o aluno possa complementare consolidar 
aprendizagens e dessa forma os cuidados do professor na escolha de temas e trabalhos a serem 
aplicados em sala de aula devem se caracterizar por questões da contextualização e da 
interdisciplinaridade, ou seja, o professor deve enfatizar os conceitos e procedimentos que 
permitam as conexões entre diversas ideias matemáticas, diferentes formas do pensamento 
matemática e vários campos do conhecimento. (PERNAMBUCO, 2012) 
Schramme (2017) propôs em seu trabalho a resolução de problemas, para alunos da 
educação infantil, especificamente com crianças de 4 a 5 ano em uma turma do Pré II, a partir 
da construção e exploração de um xilofone de garrafas de vidro explorando a proporcionalidade 
e frequências dos sons. 
Esse trabalho foi desenvolvido levando em consideração como a música e os sons bem 
como a noção intuitiva de proporcionalidade estão presentes no cotidiano infantil despertando 
36 
 
 
novas experiência e promovendo o desenvolvimento da curiosidade, da investigação intuitiva 
e do raciocínio 
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica - DCNEB (BRASIL, 2013), 
orientam que as experiências que promovam o envolvimento da criança e a ajudem elaborar 
conhecimentos em contextos e situações significativos, a exploração e uso de conhecimentos 
matemáticos na apreciação das características básicas do conceito de número, medida e forma, 
assim como a habilidade de se orientar no tempo e no espaço. 
Importante destacar que a sequência foi aplica em três encontros nos quais foram 
propostas rodas de conversas, experimentação, situações problemas, elaboração de hipóteses. 
O primeiro encontro teve como foco principal a instigação do tema música e sons 
aplicando a leitura do livro animado “A Menina e o Tambor”, o qual traz a história de uma 
menina que através dos sons consegue alegrar as pessoas. Ao término, foi realizada uma roda 
de conversa na qual as crianças foram questionadas sobre suas experiências música e sons 
No segundo encontro, o objetivo foi de fazer música e sons como “A Menina e o 
Tambor’’ para isso foi construído um xilofone de garrafas, as crianças receberam objetos de 
metal para que elas tocassem em cada garrafa do xilofone e com isso percebessem o som único 
que cada garrafa produzia. 
Após a experimentação do xilofone as crianças relataram que os sons não eram iguais 
e então perguntamos: “- Porque o som das garrafas não é iguais?”. A maioria das 
crianças respondeu: “- A água”, “- Ah! porque uma tem um monte de água e a outra 
assim (simulando pequeno com os dedos)”, “- Porque quando bate forte não fica 
igual”. (Schramme,2017, p. 7) 
No terceiro e último encontro cada criança recebeu uma garrafa para preencher com 
água, mais de uma vez se achasse necessário, e faria com que a mesma produzisse sons. Em 
seguida poderiam explorar as características físicas do som emitido pela garrafa, como sua 
intensidade (som fraco ou som forte), sua altura (som agudo ou som grave) e duração, assim 
como a reprodução da escala música em sua sequência. 
Questionamos as crianças sobre o som que produziram em suas garrafas: “- Esta nota 
é alta ou baixa?” e responderam: “- A minha parece meio baixa” disse um dos 
meninos, que estava relacionando o som da sua garrafa à nota Dó, visto que sua 
garrafa estava cheia de água. Outra aluna que tinha pouca quantidade de água em sua 
37 
 
 
garrafa, indagou: “- Prof, o som da minha é mais alta que a do Eduardo”. 
(Schramme,2017, p. 9) 
Algo que se pode afirmar por meio das análises realizadas é que a atividade 
interdisciplinar, matemática e música, realizadas com as crianças buscou aproximá-las do 
conhecimento matemático levando em consideração o lúdico onde atuaram como protagonista 
durante o processo de aprendizagem, construindo hipóteses durante e depois da construção do 
instrumento. 
Outro trabalho relevante para nossos estudos foi Silva, Araújo e Jesus (2016). Os 
pesquisadores utilizaram um questionário semiaberto, aplicado para seis professores de 
Matemática dos Anos Finais do Ensino Fundamental de duas escolas públicas da Rede Estadual 
no município de Caetité/BA com o objetivo discutir o uso da música como recurso pedagógico 
nas aulas de Matemática, totalizando 3 professores por instituição com objetivo de observar 
como os professores fazem uso da música como método de ensino nas aulas de Matemática. 
Os resultados foram apresentados em forma de tabela e gráficos e nas questões seis e 
sete os professores foram questionados se utilizam a música em sala de aula e, àqueles que não 
utilizam, por que isso acontece. Apenas um professor afirma utilizar a música como ferramenta 
metodológica enquanto os demais não utilizam a música na sala de aula pelo fato de não se 
sentirem capacitados em trabalhar ou por não terem tempo de preparar uma aula com dinâmicas 
utilizando a musicalidade como recurso. 
As dificuldades na realização de proposta interdisciplinares pela falta de relação entre 
os conteúdos das diferentes áreas do, considerando que existem conceitos de algumas 
áreas do conhecimento que são muito peculiares e de difícil relação, conforme refere 
o Professor O: “[...] existem conceitos muito peculiares que nem sempre podem ser 
relacionados com outras disciplinas com facilidade.”. Analogamente, o Professor Q 
destaca que os professores precisam cumprir uma listagem de conteúdos da sua área 
do conhecimento que, muitas vezes, não possuem relação com as demais áreas. 
(Avila, Matos, Thiele ,at al. P. 14) 
Na questão oito questionou-se se a música poderia facilitar a aprendizagem dos 
conteúdos de Matemática. Todos os professores afirmaram que acreditam que a música pode 
proporcionar uma aprendizagem diferenciada dos conteúdos de matemática. 
 
38 
 
 
6 BREVES CONCEITOS MUSICAIS 
Antes de destacarmos as construções matemáticas propriamente ditas, faz-se necessário 
apresentar conceitos básicos relacionados à teoria musical, eliminado qualquer possível 
confusão no decorrer deste trabalho. 
Segundo Med (1996) a música é a arte de combinar sons, simultânea e sucessivamente, 
com ordem, equilíbrio e proporção dentro do tempo. 
As principais partes de que a música é constituída são: 
1) Melodia - conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva (concepção horizontal da 
música); 
2) Harmonia - conjunto de sons dispostos em ordem simultânea (concepção vertical da 
música); 
3) Contraponto - conjunto de melodias dispostas em ordem simultânea (concepção ao 
mesmo tempo horizontal e vertical da música); 
4) Ritmo - ordem e proporção em que estão dispostos os sons que constituem a melodia 
e a harmonia. 
Som é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos elásticos. Uma 
vibração põe em movimento o ar na forma de ondas sonoras que se propagam em todas as 
direções simultaneamente. O som pode ser representado por uma função seno, possuindo uma 
velocidade de oscilação ou frequência que é medida em uma unidade chamada Hertz 
(oscilações por segundo). As características principais do som são: 
1) Altura - determinada pela frequência das vibrações, isto é, da sua velocidade. Quanto 
maior for a velocidade da vibração, mais agudo será o som; 
2) Duração - extensão de um som, é determinada pelo tempo de emissão das vibrações; 
3) Intensidade - amplitude das vibrações, é determinada pela força ou pelo volume do 
agente que as produz. É o grau de volume sonoro; 
4) Timbre - combinação de vibrações determinadas pela espécie do agente que as 
produz. O timbre é a “cor” do som de cada instrumento ou voz, derivado da intensidade dos 
sons harmônicos que acompanham os sons principais. 
 
 
Ainda segundo Med (1996) “a música, escrita pelo compositor, para ser percebida pelo 
ouvinte, necessita de um intermediário, ou melhor, um intérprete. A música não é apenas uma 
39 
 
 
arte, mas também uma ciência.” Ou seja, os músicos sejam compositores ou instrumentistas, 
além de talento, necessitamde uma técnica individual específica e bem apurada, a adquirida 
durante longos anos de estudo solitários e práticas coletivas. Para alcançar um nível profissional 
competitivo, o músico precisa ter talento, força de vontade e perseverança. 
A representação música é feita em um pentagrama ou pauta musical que nada mais é 
que a disposição de cinco linhas paralelas horizontais com quatro espações entre elas, onde se 
escrevem as notas musicais. 
 
Figura 3 - Pentagrama musical 
 
6.1 INTERVALOS MUSICAIS 
Na teoria musical, um intervalo musical é a diferença de frequência, distância, entre 
dois sons. Os intervalos mais comuns entre as notas de uma escala diatônica ou natural são o 
tom e semitom sendo o menor desses intervalos o semitom. 
 
Figura 4 - Intervalos musicais (tons) 
 
 
O sustenido (#), significa um semitom acima e o bemol (♭), um semitom abaixo. As 
notas são obtidas com o auxílio de instrumentos musicais. Elas são divididas em 12, onde 7 são 
ditas naturais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si; e 5 são chamados acidentes: Dó#, Ré#, Fá#, Sol#, 
Lá#. 
De acordo com Med (1996, p. 9) “Algumas culturas orientais (japonesa, chinesa, árabe, 
hebraica, indiana, entre outras) utilizam em seu sistema musical frações menores que um 
semitom (um quarto de tom, um oitavo de tom, etc.)”. 
Coma: é a nona parte de um tom. 
40 
 
 
 
Figura 5 - Intervalos musicais (Comas) 
 
 
O matemático e filósofo Francês René Descartes, em dezembro de 1618 concluiu sua 
primeira obra intitulada Compendium Musicae onde destacava elementos justificando a base da 
harmonia e dissonância musicais (som não harmonioso) em termos matemáticos usando tabelas 
e relações proporcionais envolvidas em diversos intervalos (ABDOUNUR, 2015, p 92) 
 
Escala Diatônica ou Natural: é a escala que em um determinado intervalo de 
frequência, batizado de oitava, executa-se notas naturais Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si e Dó, 
construindo dessa forma um ciclo de oito notas denominado de oitava, onde a última possui o 
dobro da frequência da primeira; 
 
Escala Temperada ou Cromática: Consiste na divisão da oitava em doze semitons 
iguais, ou seja, Dó, Dó #, Ré, Ré #, Mi, Fá, Fá #, Sol, Sol #, Lá, Lá #, Si e Dó como uma oitava 
ascendente ou Dó, Si, Si ♭, Lá, Lá ♭, Sol, Sol ♭, Fá, Mi, Mi ♭, Ré e Ré ♭, Dó como uma 
oitava descendente (MED, 1996), ficando cada um com quatro comas e meio. 
 
 
 
 
Figura 6 - Intervalos musicais temperado 
 
Fonte: https://musicaeadoracao.com.br/ 
 
41 
 
 
De acordo com Abdounur (2015, p 83) o padre matemático Francês Marin Mersenne 
considerava o monocórdio, instrumento idealizado por Pitágoras, fundamental a compreensão 
de toda ciência musical. O matemático Francês tratou de explicar o temperamento ao dividir o 
braço de um instrumento em 12 semitons iguais através de médias proporcionais. 
6.2 ESCALA TEMPERADA 
O temperamento igual possui como característica fundamental a divisão da oitava em 
12 intervalos de frequências iguais, ou seja, o intervalo entre duas notas – o meio tom – é sempre 
o mesmo, não importando quais notas sejam. (ABDOUNUR 2015 p.111) 
Do ponto de vista matemático o problema consistia em um fator f correspondente ao 
intervalo de semitom que após multiplicar 12 vezes uma frequência inicial f0 
correspondente a uma determinada nota, atingisse sua oitava referente a frequência 
final, ou seja, 2f0.” 
Com isso seria válida a seguinte equação, 
f0.f.f.f.f...f = f0.f
12 = 2f0, 
Onde f corresponderia o ao fator multiplicativo uma vez que após 12 intervalos a 
frequência dobra. Logo, após algumas manipulações algébricas simples chegamos ao valor 
estimado da frequência. 
𝑓0. 𝑓
12 = 2𝑓0 
𝑓12 = 2 
𝑓 = √2
12
 
𝑓 = 2
1
12 
𝑓 ≅ 1,059463 
Esse é o valor da frequência de um meio tom e também a razão de uma PG que possui 
lá com 440 Hz como um dos termos e a escala temperada é assim formada. 
 
 
 
42 
 
 
 
 
 
Tabela 1 - Relação entre a nota e sua frequência tomando como base a nota lá 
Nota Frequência 
Lá 220 
Lá# 220,00 × 1,0594631 = 233,08 
Si 233,08 × 1,0594631 = 246,94 
Dó 246,94 × 1,0594631 = 261,62 
Dó# 261,62 × 1,0594631 = 277,18 
Ré 277,18 × 1,0594631 = 293,66 
Ré# 293,66 × 1,0594631 = 311,12 
Mi 311,12 × 1,0594631 = 329,62 
Fá 329,62 × 1,0594631 = 349,22 
Fá# 349,22 × 1,0594631 = 369,99 
Sol 369,99 × 1,0594631 = 391,99 
Sol# 391,99 × 1,0594631 = 415,3 
Lá 415,30 × 1,0594631 = 440 
 
43 
 
 
7 DEFINIÇÕES MATEMÁTICAS 
Com base em relacionar os conceitos da Matemática e Música, apresentamos neste 
capitulo, uma revisão a cerda das principais definições e conceitos matemáticos dos conteúdos 
de funções exponencial, logarítmica e da sequência numérica chamada P.G. Tais conceitos são 
de extrema importância para a aplicação e construção das atividades propostas neste trabalho. 
Antes de apresentar os conteúdos destacados anteriormente faz-se necessários 
apresentar o conceito de função. Que de acordo com Gelson Iezzi (IEZZI et al, 2017) dados 
dois conjuntos não vazios A e B, uma relação (ou correspondência) que associa cada elemento 
x ϵ A um único elemento de y ϵ B recebe o nome de função A em B. 
7.1 FUNÇÃO EXPONENCIAL 
As funções exponenciais são aquelas em que seus valores crescem ou decrescem de 
forma significantemente rápida. Elas desempenham um papel fundamental na Matemática, 
música e em diversas áreas da ciência como: física, biologia química e outras. 
Segundo Lima (2006) as funções exponenciais são os modelos matemáticos mais 
utilizados para resolver problemas elementares. As funções exponenciais se destacam nos 
últimos três anos do processo de escolarização tendo importância considerável em alguns cursos 
superiores, e em aplicações matemáticas em atividades cientificas ou profissionais. 
Antes de destacarmos a definição formal para a função exponencial, bem como suas 
propriedades, faz-se necessário, para um bom entendimento do conceito de função exponencial, 
rever algumas definições e propriedades básicas referentes operações com potências que servirá 
de referência para as potências com expoente real, caracterizando então, o uso de uma função 
desse tipo. 
 
 
 
 
44 
 
 
7.2 PROPRIEDADES BÁSICAS DAS OPERAÇÕES COM POTÊNCIAS 
7.2.1 Potência com expoente natural. 
Dados um número real a e um número natural n, com n ≥ 2 chama-se potência de base 
a e expoente n ao número na forma an que é o produto de n fatores iguais a a 
an = a.a.a...a ( com n fatores a) 
Dessa definição decorre que: 
a² = a.a , a³= a.a.a, a4= a.a.a.a, etc. 
Casos especiais: a1 = a pois com único fator não se define produto e a ≠ 0 definimos 
a0=1 
7.2.2 Propriedades da potência com expoente natural 
Sedo a e b números reais m e n naturais, valem as seguintes propriedades: 
I) Produto de potências de mesma base: 
am.an = am+n 
II) Quociente de potências de mesma base: 
am
an
= am−n ( com a ≠ 0 e m ≥ n) 
IV) Produto de dois ou mais fatores elevados a um mesmo expoente: 
(a.b)n= an.bn 
V) Quociente elevada a um mesmo expoente: 
(
𝑎
𝑏
)
𝑛
 = 
𝑎𝑛
𝑏𝑛
 
45 
 
 
VI) Potência elevada a um expoente: 
(am)n = am.n 
7.2.3 Potência com expoente inteiro negativo. 
Vamos definir as poêencias de expoente inteiro negativos de modo que as propriedades 
destacadas no item anterior continue valendo 
Dados um número real a, com a≠0, e um número natural n, chama-se potência de base 
a e expoente –n o número na forma a-n que é o inverso de an 
a-n = 
1
an
 
7.2.4 Raiz enésima aritmética 
Dados um número real não negativo a e um número natural n, n ≥ 1, chama-se raiz 
enésima aritmética de a o número real e não negativo b tal que bn = a 
Sendo a e b valores reais não negativos, m inteiro e n e p naturais não nulos, valem as 
seguintes propriedades. 
I) √am
n
= √am.p
n.p
 
II) √a. b
n
 = √a
n
 . √b
n
 
III) √
a
b
n
 = 
√a
n
√b
n 
IV) ( √𝑎
n
 )m = √am
n
 
V) √ √𝑎
𝑛
 
𝑝
= √a
n.p
 
467.2.5 Potência de expoente racional. 
Para dar significado as potências de expoente racional, devemos lembrar que sua 
definição deve garantir a validade das propriedades operatórias destacadas nesse capítulo. Essas 
considerações ilustram a seguinte definição: 
Dados um número real positivo a um número inteiro m e um número natural n (n≥1) 
chama-se potência de base a e expoente 
𝐦
𝐧
 a raiz enésima aritmética de am. 
7.2.6 Definição da função exponencial 
Chama-se função exponencial qualquer função f de ℝ em ℝ+* dada por uma lei de 
formação f(x) = ax, em que a é um número real dado, a ˃ 0 e a ≠ 1. O domínio D e a imagem 
𝐼𝑚 de uma função exponencial são 𝐷 = ℝ e 𝐼𝑚 = ℝ+* 
Na função exponencial determinada pela lei f(x) = ax temos: 
f(0) = 1 
Logo o par ordenado (0,1) satisfaz a lei acima ∀ a > 0 e ≠ 1. Isso quer dizer que o 
gráfico da função exponencial intersecta o eixo Oy no ponto de ordena 1 e seu gráfico é 
crescente quando temos a>1 sendo representado da seguinte forma 
 
Gráfico 3 - Função exponencial crescente 
 
 
47 
 
 
 
Se 0 < a < 1 a função definhada por f(x) = ax é decrescente e seu gráfico está representado 
abaixo 
 
Gráfico 4 - Função exponencial decrescente 
 
7.3 FUNÇÃO LOGARÍTMICA 
Lima (2006, p. 191) “função logarítmica está ligada a um grande número de fenômenos 
e situações naturais, onde se tem uma grandeza cuja a taxa de variação é proporcional a 
quantidade da mesma existente no instante dado” 
O logaritmo surgiu como ferramenta que facilita bastante alguns cálculos, reduzindo os 
problemas de sequências geométricas em problemas de sequências aritméticas, visto que em 
uma de suas propriedades transforma uma multiplicação em uma soma e uma divisão numa 
subtração: 
7.3.1 Propriedades operatórias 
I) Logaritmo do produto 
48 
 
 
Em qualquer base, o logaritmo do produto de dois números reais e positivos é igual a 
soma dos logaritmos de cada um deles, isto é, se a > 0 , a ≠ 1, b > 0 e c > 0, então 
loga(a . b) = log a a + loga b 
II) logaritmo do quociente 
Em qualquer base, o logaritmo do quociente de dois números reais e positivos é igual á 
diferença entre o logaritmo do numerador e o logaritmo do denominador de cada um deles, isto 
é, se a > 0 , a ≠ 1, b > 0 e c > 0, então 
 
log𝑎 (
𝑏
𝑐
) = log𝑎 𝑏 − log𝑎 𝑐 
 
III) Logaritmo da potência 
Em qualquer base o logaritmo de uma potência de base real e positiva é igual ao produto 
do expoente pelo logaritmo da base da potencia, isto é, se a > 0, a ≠ 1, b > 0 e r ϵ ℝ 
log ab
r = r.log ab 
7.3.2 Definição 
Dado um número real a (a < 0 e a ≠ 1), chama-se função logarítmica de base a função f 
de ℝ+* → ℝ dada pela lei: f(x) = log ax 
 
Gráfico 5 - Função logarítmica crescente 
 
49 
 
 
Quando a > 1, a função logarítmica será dita crescente e quando 0 < a < 1, a função 
será dita decrescente. Observa-se nas figuras. 
Gráfico 6 - Função logarítmica decrescente 
 
 
7.4 PROGRESSÃO GEOMÉTRICA 
Classificação 
• Crescente, quando a1> 0 e 𝑞 > 1 ou a1< 0 e 0 < 𝑞 < 1. 
• Decrescente, quando a1> 0 e 0 < 𝑞 < 1 ou a1 < 0 e 𝑞 > 1. 
• Constante, quando 𝑞 = 1. 
• Alternante, quando 𝑞 < 0. 
A equação que permite obter qualquer termo da P.G. conhecida como fórmula geral do 
termo da P.G. é dada por: 
𝑎n = 𝑎1 · 𝑞 n-1 
Onde 𝑎n é o 𝑛-ésimo termo ou termo na posição 𝑛, 𝑎1 é o primeiro termo, 𝑞 é a razão e 
𝑛 é o número de termos considerados. 
A equação para calcular a soma 𝑆n dos 𝑛 primeiros termos de uma e dada pela expressão; 
𝑆𝑛 =
 𝑎1(𝑞
𝑛 − 1)
𝑞 − 1
 
50 
 
 
A equação para calcular a soma 𝑆 dos infinitos termos de uma P.G 
𝑆 =
 𝑎1
𝑞 − 1
 
 
51 
 
 
8 METODOLOGIA 
O capítulo apresenta os procedimentos metodológicos do trabalho. As práticas são 
coordenadas para alcançar o objetivo geral buscando investigar uma proposta interdisciplinar 
numa perspectiva didático-matemática. As estratégias metodológicas foram pensadas a partir 
do objetivo e questão norteadora da pesquisa, destacados na introdução. A metodologia de 
pesquisa escolhida segue uma abordagem qualitativa que, conforme Borba (2004), tem um 
entendimento dinâmico e está sendo empregado por diferentes linhas de pesquisa na área da 
Educação Matemática. 
O que se convencionou chamar de pesquisa qualitativa prioriza procedimentos 
descritivos à medida que sua visão de conhecimento explicitamente admite a 
interferência subjetiva, o conhecimento como compreensão que é sempre contingente, 
negociada e não é verdade rígida. O que é considerado "verdadeiro", dentro desta 
concepção, é sempre dinâmico e passível de ser mudado. Isso não quer dizer que se 
55 deva ignorar qualquer dado do tipo quantitativo ou mesmo qualquer pesquisa que 
seja feita baseada em outra noção de conhecimento. (BORBA, 2004, p.2) 
 Para a concretização da pesquisa, construímos nosso aporte didático, a construção do 
instrumento chamado xilofone, inserido na sequência didático-matemática que desenvolve a 
interdisciplinaridade matemática e música baseado na teoria das Múltiplas Inteligências de 
Gardner (2002) desta que cada indivíduo é detentor de múltiplas inteligências dentre elas a 
musical. A pesquisa organizou-se nas seguintes fases: 
 
• Mapeamento de pesquisas que abordam o ensino e a aprendizagem de PG, bem como 
de trabalhos que apresentam o uso da interdisciplinaridade matemática e música. 
• Construção do instrumento musical xilofone bem como o desenvolvimento da proposta 
interdisciplinar didático-matemática. 
• Analisar a proposta didático-matemática construído, por meio dos critérios da 
Idoneidade Didática 
A primeira fase consiste no aprofundamento teórico da pesquisa que envolve desde 
leituras sobre interdisciplinaridade e conexões com a música e Matemática, passando pelas 
questões históricas, até o levantamento bibliográfico de trabalhos que envolvem a matemática 
e a música. Mapeamos também pesquisas de Ensino e Aprendizagem do conceito de sequencias 
numéricas. 
52 
 
 
 
A seguinte fase teve como finalidade despertar a relação histórica matemática e música 
e o surgimento da escala musical temperada aplicando a equação do termo geral e da soma dos 
termos da PG na construção do xilofone e os conceitos de função exponencial e logarítmica 
A última fase tem como propósito analisar a proposta didático-matemática, por meio 
dos critérios Teoria da Idoneidade Didática (TID) pertencente ao enfoque ontossemiótico do 
conhecimento e da instrução matemática (ESO) articulando com a Teoria das Múltiplas 
inteligência TMI. 
A ESO Esta é uma teoria que estabelece, dento de níveis de conhecimento didático-
matemático, um critério geral de adequação/idoneidade matemática das ações e dos agentes 
educativos dos saberes aplicados, ou seja, podemos desenvolver parâmetros (destacados pela 
teoria como facetas) que buscam aperfeiçoar e transformar as práticas de ensino e aprendizagem 
usadas por professores em sala de aula 
 
53 
 
 
9 DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA DIDÁTICO-MATEMÁTICA 
9.1 CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO 
Neste Trabalho pretende-se através, das relações milenares matemática e música, mais 
especificamente o estudo da escala musical temperada desenvolver uma proposta didático-
matemática para o ensino da PG e das funções exponenciais e logarítmicas onde será possível 
criar um instrumento musical, xilofone, relacionar as equações do termo geral e da soma da PG 
a tubos sonoros e suas frequências transformando-os em música. 
O fator primordial para idealização desta proposta didático-matemático está relacionado 
a dificuldade dos alunos em contextualizar a PG e também perceber que a sequência geométrica 
é uma função exponencial tendo como sua inversa a logarítmica com isso propusemos a 
integração teórico-prática do conhecimento da matemática com o da música. 
9.2 PÚBLICO ALVO 
A proposta é direcionada a alunos do Ensino Médio. Os conteúdos Matemáticos que são 
necessáriosconhecimento prévio para a realização das atividades, como as operações de 
potenciação e suas propriedades, as funções exponencial e logarítmica e a PG, estes conteúdos 
até então são abordados durante a primeira série do ensino médio, por este motivo as atividades 
foram focadas para alunos do ensino médio o com sugestão de duração de, aproximadamente, 
três aulas de 50min. 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
TÍTULO: Matemática e música 
Objetivo 1: Perceber a relação histórica matemática e música e o surgimento da escala 
musical temperada; 
Objetivo 2: Aplicar a equação do termo geral e da soma dos termos da PG na construção 
do xilofone e os conceitos de função exponencial e logarítmica. 
Material necessário: 
• Aproximadamente 3 metros de cano PVC de 40mm de diâmetro; 
• Cola para PVC; 
• Serra própria para PCV; 
• Fita métrica; 
• Calculadora (celular); 
• Lápis e papel para anotações; 
• Celular (usar como Frequencímetro);2 
Figura 7 - Materiais 
 
 
 
2 Tutorial de como o instrumento é confeccionado. 
https://www.youtube.com/watch?v=MxCPb7hCSFY 
 
55 
 
 
9.3 PROCEDIMENTOS 
ESCALA TEMPERADA: Conhecer o surgimento do temperamento musical 
debatendo os procedimentos matemáticos usados para tal feito. Usando como suporte o material 
em vídeo da UNIVESP disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ETPzsN-vgE8 
A escala temperada é a divisão da oitava em 12 partes iguais frequências chamadas de 
semi tons. Pensando em uma oitava, uma vez que após 12 intervalos a frequência da nota dobra, 
a relação 𝑥12 = 2, onde 𝑥 representa razão empregada nos cálculos das notas, seria verdadeira. 
Desta forma é possível determinar qual será o intervalo 𝑥 que nos fornece a escala temperada? 
Destacar que a solução da equação 
𝑥12 = 2 
𝑥 = √2
12
 
x = 2
1
12 
𝑥 ≅ 1,0594631 
É o valor aproximado da razão de uma progressão geométrica que possui o Lá com 
440Hz como um dos termos. 
TUBOS SONOROS: Sabendo que a razão da progressão geométrica das frequências 
das notas da escala temperada é a decima segunda raiz de dois, qual deverá ser o comprimento 
do tudo de PVC de diâmetro 40mm para que soe com uma frequência de 523,4Hz? 
Da física temos esta equação 
𝐿 =
𝑣
2𝑓
− ( 0,6 . 𝜑) 
Onde poderemos definir o comprimento do tudo sonoro em função do seu diâmetro (𝜑), 
dado a frequência 𝑓 = 523,4𝐻𝑧 , velocidade do som 𝑣 = 34000𝑐𝑚/𝑠 e diâmetro 𝜑 = 3,8𝑐𝑚, 
Nesse momento os alunos aplicarão a equação destacada anteriormente para definir o 
tamanho do primeiro tubo encontrando o resultado de 30,2cm o que será tônica, a nota principal, 
sobre a qual é formada a sucessão intervalar do modo o que será também o primeiro termo (a1), 
da sequência geometria. 
 
56 
 
 
Devemos considerar como modelo a escala temperada para definir as notas que irão 
compor a PG que são: 
 
 
Figura 8- Notas musicais da escala temperada 
Dó Dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si Dó 
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 
 
PROGRESSÃO GEOMETRICA: Os alunos deverão discutir qual deverá ser, como 
calcular e qual será a soma dos comprimentos dos próximos tubos, já definido a tônica. 
Nesse momento deverá ser distribuídos tubos de diversos tamanhos e com o auxílio de 
medidores de frequências, instalados nos celulares, os alunos deverão identificar a 
proporcionalidade inversa comprimento x frequência. Quanto maior o tubo menor a frequência 
De posse do primeiro termo a1 = 30,2𝑐𝑚 a quantidade de termos n = 13 (notas da oitava) 
e a razão sabendo que esta última é igual a: 
𝑞 = 
1
2
1
12
 
Questionar os alunos se seria possível calcular a soma do comprimento dos tubos e 
quanto de tubo será necessário para construção do instrumento. Para isso aplicar a equação da 
soma dos termos de uma PG. Definida por: 
 
𝑠𝑛 = 
𝑎1 . ( 𝑞
𝑛 − 1 )
𝑞 − 1
 
Em seguida aplicar na equação geral, para identificar o tamanho dos demais tubos, para 
q ≠ 1 
𝑎𝑛 = 𝑎1. 𝑞
𝑛−1 
 
 
 
57 
 
 
a1 = 1º nota = Dó = 30,2cm 
a2 = 2º nota = Dó# = 𝑎1. 𝑞
𝑛−1 = 30,2. (
1
2
1
12
)
1
 ≅ 28,5cm 
a3 = 3º nota = Ré = 𝑎1. 𝑞
𝑛−1 = 30,2. (
1
2
1
12
)
2
 ≅ 26,9cm 
a4 = 4º nota = Ré# = 𝑎1. 𝑞
𝑛−1 = 30,2. (
1
2
1
12
)
3
 ≅ 25,4cm 
. . . . 
. . . . 
. . . . 
 a13 = 13º nota = Dó = 𝑎1. 𝑞
𝑛−1 = 30,2. (
1
2
1
12
)
12
 ≅ 15,1cm 
Os alunos deverão preencher a tabela abaixo de acordo com os experimentos realizados 
 
Tabela 2 - valores (comprimento, frequência) 
NOTA TERMO COMPRIMENTO FREQUÊNCIA 
DÓ a1 30,2cm 523,4Hz 
DÓ# a2 28,5cm 554,5Hz 
RÉ a3 26,9cm 587,5Hz 
RÉ# a4 25,4cm 622,5Hz 
MI a5 23,9cm 659,5Hz 
FÁ a6 22,6cm 698,7Hz 
FÁ# a7 21,3cm 740,3Hz 
SOL a8 20,1cm 784,3Hz 
SOL# a9 19,2cm 831Hz 
LA a10 17,9cm 880,4Hz 
LÁ# a11 16,9cm 932,8Hz 
SI a12 15,9cm 988,3Hz 
DÓ a13 15,1cm 1046,8Hz 
 
58 
 
 
FUNÇÃO EXPONENCIAL: O observando a Tabela 2 e comparando o primeiro e 
último termo em relação a sua frequência percebe-se que o último é dobro do primeiro, ou seja, 
uma oitava acima. De fato, pois nossos ouvidos escutam a mesma nota, Dó, entretanto com 
velocidade de vibração duas vezes mais rápido. 
Figura 9 -termos da PG formando gráfico exponencial 
 
Espera-se que os alunos façam observações descrevendo a relação numérica que associa 
a cada oitava n ao respectivo valor de frequência v – surge a tabela Tabela 3 
Tabela 3 - tom das notas acimada do Dó 
NÚMERO 𝑛 DE OITAVAS ACIMA DÓ NÚMERO v DE HERTZ 
0 523,4 
1 1046,8 
2 2093,6 
3 4187,2 
 
Esboçar junto aos alunos o gráfico correspondente aos valores da Tabela 3 – Valores de 
(n, v). 
 
 
 
 
 
59 
 
 
Gráfico 7 - Sistema Ortogonal Cartesiano – (n x v) 
 
 
Os alunos deverão analisar o padrão da Tabela 3 e escrever a lei que associa o número 
de oitavas “n” em função do número da frequência “v”, que é a fórmula do termo geral da PG, 
destacando que os expoentes negativos serão uma oitava abaixo. 
Analisando o gráfico Gráfico 7 - Sistema Ortogonal Cartesiano – (n x v) e considerando 
que a relação que estabelece R em R, ou seja, podemos tomar qual quer valor para 𝑛 ∈ 𝑅. 
Substituindo esses valores na expressão que representa a lei de formação escrita a partir da 
análise de Tabela 3, encontra-se os valores de v ∈ R. Importante destacar que os alunos não 
estão mais submetidos ao contexto restrito da oitava acima que só permite para n 0, 1, 2, 3, 4, 
5,6... 
FUNÇÃO LOGARÍTMICA: As dozes notas da escala temperada correspondem os 
logaritmos de base dois tendo como referência a escala temperada e sua razão 𝑞 = 2
𝑥
12 
 
Figura 10 - notas da escala temperada x logaritmos 
Dó Dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si Dó 
𝟐𝟎 2
1
12 2
2
12 2
4
12 2
5
12 
... 
2
12
12 
 
 
 
60 
 
 
Calculando o número oitava n entre as frequências temos, 
𝑓𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 = (2
1
12)
0
= 20 = 1 → log2 2
0 = 0 
𝑓𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = (2
1
12)
12
= 21 = 2 → log2 2
1 = 1 
Logo, 
𝑛 = log2
𝑓𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑓𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
 
𝑛 = log2
2
1
 
𝑛 = log2 2 
𝑛 = 1 
Em seguida pode-se questionar os alunos se a faixa audível do ouvido Humano que é de 
20 à 20000Hz quantas oitavas corresponde este intervalo? 
Aplicando a raciocínio acima temo, 
𝑛 = log2
𝑓𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 
𝑓𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙
 
𝑛 = log2
20000 
20
 
𝑛 = log2 1000 
𝑛 ≅ 10 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
Tabela 4 - valores (oitava, frequência) 
OITAVA FREQUÊNCIA 
1 20-40 
2 40-80 
3 80-160 
4 160-320 
5 320-640 
6 640-1280 
7 1280-2560 
8 2560-5120 
9 5120-10240 
 10 10240-20480 
 
Por fim, importante ressaltar neste momento que a função exponencial tem como sua 
inversa a função logarítmica onde temos 
Se f(x) = ax é função exponencial, tal que a > 0 e a ≠ 1 então existe uma função inversa,chamada logarítmica com mesma base a denotada por 𝑓(𝑥) = log𝑎 𝑥. 
Assim podemos resumir 
x = 2
1
12 → 𝑓(𝑥) = 2
𝑥
12 
𝑛 = log2 2 → 𝑓(𝑥) = log2 𝑥 
Gráfico 8 - função Exponencial e Logarítmica
 
62 
 
 
10 ANÁLISE DA PROPOSTA DIDÁTICO-MATEMÁTICA POR MEIO DOS 
CRITÉRIOS DE IDONEIDADE DIDÁTICA. 
Nesta seção tratamos da proposta didático-matemática como um material significativo 
para o ensino e aprendizagem da matemática de acordo com as instruções das seis facetas do 
Enfoque Ontossemiótico de Godino. De acordo com Breda (2015) uma das principais 
características deste conhecimento didático-matemático é a de que ele permite avaliar confrontar e 
articular distintos enfoques de investigação e justificar a melhora dos processos de ensino e 
aprendizagem da Matemática. 
Com a finalidade de constatar a proposta didático-matemática como um material 
significativo para o ensino e aprendizagem de matemática, cada faceta será apresentada como 
análise da proposta. 
 
• Faceta Epistêmica 
 
A escolha da forma de apresentar um conceito matemática pode em muitos casos 
significar a diferença entre uma experiência bem-sucedida e outra, malsucedida; por isso, o 
trabalho contextualizado em classe terá, sem dúvida, uma grande importância para o 
desenvolvimento das inteligências múltiplas e para a aprendizagem significativa dos alunos. 
(GARDNER, 1999) 
Um processo formativo ou um processo de estudo matemática tem maior adequação 
epistêmica na medida em que o conteúdo implementado (ou pretendido) representa 
bem o conteúdo de referência, ou seja, sua problematização, contextualização e 
aplicações que compõe o recurso didático são eficazes. (GODINO, 2011, p. 8) 
A sala de aula deve ser marcada por ser um espaço cooperativo e estimulante, de modo 
a favorecer e promover a interação entre os diferentes significados apreendidos pelos alunos, 
ou criados por eles, a partir das propostas que realizarem e dos desafios que forem propostos. 
Uma das experiências de aprendizagem que é apresentada na proposta didático-
matemática é “Perceber a relação histórica matemática e música e o surgimento da escala 
musical temperada” (p. 55). 
63 
 
 
Ao apresentar momentos históricos da construção do conhecimento matemático estudado, 
a proposta didático-matemática aborda o “surgimento do temperamento musical debatendo os 
procedimentos matemáticos usados para tal feito” (p.56) Nesse contexto, a Base Comum 
Curricular, afirma que a possibilidade de se recorrer à história da Matemática como um recurso para 
o ensino 
Cumpre também considerar que, para a aprendizagem de certo conceito ou 
procedimento, é fundamental haver um contexto significativo para os alunos, não 
necessariamente do cotidiano, mas também de outras áreas do conhecimento e da 
própria história da Matemática (Brasil, 2018, p.299) 
Esta característica fortalece a relação da proposta com a possibilidade de comparação com 
outras áreas do conhecimento como a música, artes etc. 
 
• Faceta cognitiva 
 
Envolve o conhecimento de como os alunos aprendem e estabelecem conexões entre os 
diferentes objetos matemáticos, para que estabeleçam as ligações adequadas entre os diferentes 
conteúdos Godino, (2011) define tal faceta como sendo “o nível em que o conteúdo é 
implementado (ou pretendido), apresentado em um grau crescente de complexidade, e se é 
adequado para a compreensão dos alunos”. Ainda Godino (2008, p. 23) destaca que: 
Os significados pretendidos/implementados estejam na “zona de desenvolvimento 
proximal” (VYGOTSKI, 1934) dos alunos, assim como a proximidade destes 
significados pessoais atingidos aos significados pretendidos/ implementados. Um 
processo de ensino e aprendizagem com um alto grau de adequação cognitiva seria 
alcançado através do estudo das operações aritméticas com números de três ou mais 
algarismos, de forma que o professor realizasse uma avaliação inicial para saber se a 
maioria dos alunos dominam as operações com números de um e dois algarismos e, 
caso contrário, iniciasse o processo de instrução trabalhando com estes números 
Segundo Gardner (2002) quando o aluno se depara com um problema de nível elevado 
faz-se necessário encontrar um problema mais fácil dentro do maior e buscar a solução em 
ordem crescente de dificuldade. A capacidade de aprender e desdobrar esses estudos ajuda a 
definir a “zona de desenvolvimento proximal” do aluno. 
64 
 
 
Com a proposta didático-matemática os alunos poderão através da construção do 
xilofone descobrir os termos da sequência numérica bem como o conceito de PG, de uma forma 
progressiva didaticamente, pois começaremos em busca do comprimento do primeiro cano “o 
que será tônica, a nota principal, sobre a qual é formada a sucessão intervalar do modo o que 
será também o primeiro termo (a1), da sequência geometria” (p.57) 
Além disso identificar e associar progressões geométricas (PG) a funções exponenciais. 
A BNCC ressalta na competência específica Brasil (2018) de nº 5 a necessidade de 
“investigar e estabelecer conjecturas a respeito de diferentes conceitos e propriedades 
matemáticas, empregando estratégias e recursos, como observação de padrões” 
 
• Faceta Interacional 
Tendo em conta princípios socioconstrutivistas de aprendizagem amplamente 
assumidos, a presença de momentos em que os alunos assumem a responsabilidade pela 
aprendizagem é valorizada positivamente, ou seja, situações em que os alunos são protagonistas 
na construção do conhecimento pretendido. Godino (2008), afirma que 
(...) um processo de ensino e aprendizagem terá maior adequação, desde o ponto de 
vista interacional, se as configurações e trajetórias didáticas permitirem, por uma 
parte, identificar conflitos semióticos potenciais (que podem ser detectados a priori) 
e, por outra parte, resolver os conflitos que forem produzidos durante o processo de 
instrução (p. 23) 
Podemos destacar que na proposta didático-matemática seguimos uma sequência de 
situações, ações e formulações facilitando o caminho para uma aprendizagem autônoma onde 
os alunos poderão realizar na prática um experimento e partir deste tirar conclusões e levantar 
hipóteses. 
Gardner (2003) a firma que a aprendizagem por meio de descobertas também é 
aconselhável para o incentivo da inteligência lógico-matemático. Por exemplo: tentar entender 
o comportamento de um experimento, em seguida desfaze-lo e realizar uma análise de suas 
partes. 
 
 
 
65 
 
 
• Faceta mediacional 
A faceta mediacional é entendida como o grau de disponibilidade e adequação de 
recursos materiais e temporais para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. 
Godino (2011) apresenta alguns componentes e indicadores de adequação no uso de 
recursos tecnológicos, incluindo materiais manipulativos. As condições da sala de aula, a 
proporção professor / aluno e o tempo atribuído ao ensino e à aprendizagem também devem ser 
considerados como determinantes da adequação mediacional. 
 
Quadro 3 - Componentes e indicadores de adequação mediacional 
COMPONENTES: INDICADORES: 
Recursos materiais (Manipulativos, calculadoras, 
computadores) 
- São utilizados materiais manipulativos e 
tecnológicos que permitem apresentar boas situações, 
linguagens, procedimentos, argumentos adaptados ao 
conteúdo pretendido 
- As definições e propriedades são contextualizadas e 
motivadas por meio de situações, modelos e 
visualizações concretas 
Número de alunos, horas e condições da sala de aula -O número e distribuição dos alunos permite que o 
ensino pretendido seja realizado 
- O cronograma do curso é adequado (por exemplo, 
nem todas as sessões são ministradas no último 
minuto) 
- A sala de aula e a distribuição dos alunos são 
adequadas para o desenvolvimento do processo 
instrucional pretendido 
Tempo (Ensino / tutoria coletiva; tempo de 
aprendizagem) 
- O tempo (presencial e não presencial) é suficiente 
para o ensinopretendido 
- Tempo suficiente é dedicado aos conteúdos mais 
importantes do tópico 
- Tempo suficiente é dedicado aos conteúdos que 
apresentam maior dificuldade de compreensão 
Fonte: Godino 2011, p. 13 
 
 
 
A proposta didático-matemática traz como componentes e indicadores de adequação 
mediacional (p.56) 
 
 
66 
 
 
Material necessário: (Materiais manipuláveis) 
• Aproximadamente 3 metros de cano PVC de 40mm de diâmetro, 
• Pedaços de madeira (ou suporte) para montar a base do instrumento; 
• Serra própria para PCV 
• Fita métrica 
• Calculadora 
• Lápis e papel para anotações. 
• Celular 
 
Logo no início da proposta na sessão 8.1 caracterização do trabalho (p.55) apresentamos 
componentes e indicadores medicionais com relação a número de alunos, horas e condições da 
sala de aula importantes de serem levados em consideração. 
 
• Faceta Emocional 
A resolução de qualquer problema matemático está associada a uma situação afetiva 
para o sujeito envolvido, que coloca em jogo não só práticas operativas e discursivas para dar 
uma resposta ao problema, mas também mobiliza crenças, atitudes, emoções ou valores que 
condicionam a em maior ou menor grau e diferente sentido a resposta cognitiva necessária. 
Godino (2011, p 11) destaca que: 
A emissão de um juízo sobre a maior ou menor adequação afetiva do processo em 
questão tem por base o grau de envolvimento, interesse e motivação dos alunos. Os 
processos afetivos são geralmente considerados como entidades psicológicas, que se 
referem a estados ou traços mentais mais ou menos estáveis, ou a disposições para a 
ação de sujeitos individuais. Mas, do ponto de vista educacional, a conquista de 
estados afetivos que interajam positivamente com o domínio cognitivo deve ser 
considerada pelas instituições de ensino e, em particular, pelo professor. 
Nas definições das inteligências intra/interpessoal, Gardner (2002) destaca que 
dimensionar as próprias qualidades de trabalho de maneira efetiva e eficaz, a partir de um 
conhecimento apurado de si próprio, ou seja, reconhecer os próprios limites, interesses e medos 
e utilizar esse conhecimento para ser eficiente nas suas atividades, incluindo a habilidade de 
compreender as outras pessoas e como eles trabalham. 
67 
 
 
Godino (2011) apresenta os indicadores de idoneidade emocional como sendo: 
 
Atitudes 
✓ São promovidas a participação nas atividades, a perseverança, a 
responsabilidade, etc. 
✓ O argumento é favorecido em situações de igualdade; o argumento é valorizado 
por si mesmo e não por quem o diz. 
Emoções 
✓ A autoestima é promovida, evitando rejeição, fobia ou medo da matemática. 
✓ As qualidades estéticas e de precisão da matemática são destacadas 
A aplicação da nossa proposta didático-matemática tem por necessidade, a construção 
coletiva do instrumento, favorecendo o trabalho em grupo assim os alunos podem trocar 
experiências, questionar, refletir, propor etc. Sempre destacando o propósito de ajudar uns aos 
outros fazendo com que os indivíduos não se sintam isolados como em um exame ou avaliação 
formal, ou seja, pode-se errar, pedir ajuda ao colega, ao professor, levantar usar o celular etc. 
A participação efetiva de todos na proposta didático-matemática sem o estabelecimento 
de uma hierarquia grupal estimula uma consciência social em que estão presentes a tolerância 
e convivência com as diferenças dos membros do grupo bem como a responsabilidade e 
compromisso no processo de confecção do instrumento com isso as, conjecturas propostas serão 
mais valorizadas. 
 
• Faceta ecológica 
O processo de estudo se ajusta ao projeto educativo da escola e da sociedade, ou seja, 
refere-se ao estágio em que um plano de aula de matemática é construído, levando em 
consideração o ambiente em que será usado Godino (2011) mostra que se entende por ambiente 
tudo o que está fora da sala de aula, condicionando a atividade que nela ocorre. 
Base Nacional Comum Curricular e currículos (BNCC) e os currículos se identificam 
na comunhão de princípios como a formação e o desenvolvimento humano global, em suas 
dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica. Esses valores serão 
construídos na participação das famílias e comunidade entre outras ações, a: 
68 
 
 
contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias 
para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los 
significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens 
estão situadas;(BRASIL, 2018, p 16) 
Godino (2011) apresenta os indicadores de idoneidade ecológica como sendo: 
 
Educação em valores 
✓ Treinamento em valores democráticos e pensamento crítico é contemplado 
✓ Conexões intra e interdisciplinares 
✓ Os conteúdos estão relacionados com outros conteúdos intra e interdisciplinares 
Adaptação ao currículo 
✓ Os conteúdos, sua aplicação e avaliação correspondem às diretrizes curriculares 
✓ Abertura para a inovação didática 
✓ Inovação baseada em pesquisa e prática reflexiva 
✓ Integração de novas tecnologias (calculadoras, computadores, TIC, etc.) no 
projeto educacional 
É notório que nossa proposta didático-matemática buscar fazer uso dos indicadores 
ecológicos, dentre eles, da interdisciplinaridade quando aplicamos os conceitos históricos da 
construção da escala musical temperada para a partir daí introduzir os conceitos de progressão 
geométrica. 
No decorrer da proposta didático-matemática os estudos proporcionam a construção de 
um projeto para aplicação experimental de metodologias ativas de aprendizagem, como forma 
de inovação metodológica. Um dos princípios da BNCC (BRASIL, 2018) é garantir aos 
estudantes ser protagonistas de seu próprio processo de ensino e aprendizagem, reconhecendo-
os como interlocutor legítimo currículo. 
A integração de novas tecnologias surge na nossa proposta didático-matemática na 
construção do instrumento, em especial no momento onde será construído os termos da 
progressão, faz necessário o uso de um frequencímetro que será instalado em forma de 
aplicativo nos celulares dos alunos juntamente com a calculadora para que os alunos possam 
medir a frequência encontrada no tubo bem como apliquem e equação destacada (p.57) 
69 
 
 
 Gardner (2002) destaca em nas características da inteligência musical a habilidade de 
refletir em situações musicais, identificar tópicos melódicos, distinguir como eles são 
construídos, continuar esse processo no desenrolar de um trabalho musical 
70 
 
 
11 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A proposta desse trabalho foi investigar se práticas pedagógicas interdisciplinares de 
matemática e música podem proporcionar uma alternativa didática e auxiliar no ensino e na 
aprendizagem da sequência numérica PG. Para tanto, foi proposto a construção do instrumento 
musical xilofone no qual foi desenvolvido de maneira progressiva uma proposta didático-
matemática relacionando a matemática, música e as noções de PG bem como as suas relações 
com as funções exponencial e logarítmica. 
Os estudos antecedentes possibilitaram uma ampla reflexão do ensino de sequência 
numérica e como surgem as dificuldades dos alunos e professores no processo de ensino e 
aprendizagem o que nos permitiu definir como o assunto seria abordado e de que maneira 
poderia ser uma inovação metodológica. 
Escolhemos Gardner (1994) para guiar o papel da proposta didático-matemática no 
ensino e na aprendizagem pois em sua teoria ele define que todos os seres humanos possuem 
sete potencialidades ou inteligências, que são elas Lógico-Matemática, Linguística, Espacial, 
Corporal Cinestésica, Interpessoal, Intrapessoal e Musical. 
Uma vez discutida a interdisciplinaridade da proposta didático-matemática buscamos 
responder, se a mesma tem potencial didático baseando-se nas seis facetas pertencentes aos 
critérios de Idoneidade Didática que está estabelecidadentro dos níveis de conhecimento 
didático-matemático do professor de matemática estabelecendo um critério geral de 
adequação/idoneidade matemática, relevância das ações e dos agentes educativos dos saberes 
aplicados. 
Dessa maneira buscamos mostrar o caráter didático e pedagógico da 
interdisciplinaridade matemática e música quando se tem uma intencionalidade e um objetivo, 
entretanto, é necessário refletir sobre as limitações tanto da pesquisa como da proposta didático-
matemática. 
Fica notório se não inserimos interdisciplinaridade, matemática e música, fica a lacuna 
de como seria a utilização da música, execução de um instrumento, em sala de aula - O 
preenchimento dessa lacuna pode ser respondido em futuras pesquisas. Além disso a confecção 
de um instrumento baseado em conceitos históricos e ideias matemáticas requer uma 
disponibilidade de tempo e uma vez que a grande parte dos professores, da educação básica, 
não possui. 
71 
 
 
Importante destacar que somente a proposta didático-matemática não é suficiente para 
que o aluno desenvolva os conceitos de sequência numérica bem como sua associação as 
funções que lhe dão origem, devemos cogitar a possibilidade de que os alunos não estão aptos 
para a aceitação dessa nova proposta e nesse momento o professor incrementa um papel de 
extrema relevância na mediação desse primeiro contato aluno proposta. 
Portanto, ficamos na expectativa de que o nosso trabalho possa contribuir de maneira 
significativa na prática docente dos professores, gerando uma reflexão acerca dos recursos 
didáticos usados no ensino de matemática bem como a interdisciplinaridade com a música. 
Meu palpite é que estas analogias provavelmente podem ser encontradas entre 
quaisquer duas inteligências e que, de fato, um dos grandes prazeres em qualquer área 
intelectual se deve a uma exploração do seu relacionamento com outras esferas da 
inteligência. (GARDNER, 2002, p. 98) 
A música necessita da matemática tanto quanto necessitamos de ar. 
72 
 
 
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