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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
Características Papel no espaço brasileiro 
• Temperaras médias superiores a 18°C e 
diferenças sazonais marcadas pelo 
regime de chuvas 
Ocorre em 95% do território 
• Amplitude térmica anual inferior a 6°C 
(isotermia) 
Registra-se desde o extremo norte até o 
paralelo 20° de latitude sul, 
aproximadamente. 
• Circulação atmosférica controlada pela 
ZCIT, baixas pressões equatoriais 
(doldrums), alísios e altas pressões 
subtropicais. 
Afeta quase todo o espaço do nosso país, 
exceto ao sul do trópico de Capricórnio e onde 
a ação da frente polar é mais relevante. 
• Cobertura vegetal que vai do deserto 
quente à floresta ombrófila, passando 
pela savana. 
Embora os desertos quentes estejam 
ausentes, a floresta ombrófila e as savanas 
cobriam 94% do território brasileiro 
originalmente* 
• Regimes fluviais controlados pelo 
comportamento da precipitação. 
É o que se verifica em todas as bacias 
hidrográficas, com exceção da Amazônia, 
onde alguns afluentes dependem da fusão das 
neves andinas. 
* Apenas 5,63% eram ocupados por formações 
Vamos aprofundar nossos conhecimento com base na tabela? 
 
1. As elevadas médias de temperaturas estão relacionadas à latitude, principalmente, logo as exceções 
se encontram na faixa subtropical ou em áreas de maior altitude. 
2. A baixa amplitude térmica no país também se associa à latitude (lembre-se: quando mais próximo à 
Linha do Equador, menor a amplitude térmica). 
3. Vimos as massas de ar que agiam no Brasil e apenas uma era fria. 
4. No quarto tópico o autor já relaciona o clima à vegetação, e, observe que há uma tendência mundial 
que não se aplica ao Brasil: a ocorrência de desertos na faixa de alta pressão subtropical (no nosso 
caso, próximo ao Trópico de Capricórnio). Nosso “salvador” são os ventos voadores que veremos em 
breve. 
5. No quinto tópico a dinâmica climática é associada à hidrografia: o regime de chuvas no Brasil garante 
que a maior parte dos nossos rios sejam perenes 
Dentro dessa perspectiva, observe a distribuição geográfica dos nossos padrões climáticos: 
 
 
 
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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
 
 
Bom... agora que entendemos de maneira geral o clima brasileiro, vamos aprofundar nossos 
estudos com cada padrão encontrado no Brasil. 
EQUATORIAL 
"O clima equatorial úmido abrange a maior parte da Amazônia (...). Apresenta 
temperaturas elevadas e chuvas abundantes e bem distribuídas durante o ano. As chuvas 
convectivas - ocasionadas pelo encontro dos alísios de noite e do sul e por ascensão e 
resfriamento do ar úmido - são comuns da região" 
Imagem 16: Climas (Brasil) - Classificação Lísia Bernardes 
 
 
 
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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
(TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 
2010, p. 169) 
No Brasil, o clima equatorial se estende pela a região Norte e Centro-Oeste (área bem extensa, 
não é?). A proximidade com a Linha do Equador favorece as médias térmicas anuais elevadas (acima de 
24°C em toda essa porção, com exceção dos planaltos da Guianas, onde a altitude garante temperaturas 
mais amenas) e a formação de centros de baixa pressão que garante uma pluviosidade anual elevada. 
 
 
Na Amazônia ocidental, temos o chamado equatorial 
super úmido. E por que isso acontece? Ali o centros de baixa 
pressão são praticamente permanentes, logo, chove mais. Por 
isso no mapa encontramos tons mais escuros, refletindo um 
regime de chuvas com totais anuais superiores à 2 500mm e a 
ausência de uma estação seca. Um grande exemplo dessa 
realidade é São Gabriel da Cachoeira (a seguir estudaremos 
através de um climograma). 
Por outro lado, na Amazônia Oriental, a oscilação na 
ordem atmosférica consolida a presença pontual de células de 
alta pressão durante certos momentos do ano fazendo com que 
em alguns meses a média pluviométrica seja menor – o 
chamado subúmido. Um grande exemplo é a realidade de 
Manaus (a seguir estudaremos através de um climograma). 
Repare que no baixo Amazonas (inclusive na Ilha do Marajó), a umidade volta a crescer, não no 
mesmo padrão que temos na Amazônia Orienta. Nesse caso, a mEa é a responsável pelo maior volume 
de chuva. (essa é porção do clima equatorial chamada de úmido). 
Vamos agora para os climogramas observar os “extremos” quando o assunto é o clima equatorial? 
Observe as colunas (elas que mostram o volume de chuva, você se lembra?). 
Imagem 17: Climas do Brasil: uma visão mais aprofundada quanto à umidade 
Amazônia 
Ocidental 
Amazônia 
Oriental 
Baixo 
Amazonas 
Imagem 18: Clima Equatorial - umidade

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