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( Câncer de esôfago ) ( Caso clínico ) · Paciente de 68 anos, tabagista de 50 anos/maço, etilista há cerca de 45 anos, refere hiporexia e disfagia progressiva há cerca de 2 meses, com perda de cerca de 15kg no período. · Alega ainda tosse crônica, com piora e mudança na voz, com inicio de rouquidão. · Ao exame: REG, hipocorado, anictérico, afebril. Tórax em tonel com MV bilateralmente e roncos difusos. · Exame cardíaco e abdominal normal. · Qual a principal hipótese diagnóstica? · Qual exame você solicitaria para confirmar ou descartar sua hipótese? · Qual o provável tipo histológico da lesão? · Como você faria o estadiamento? · Qual evidência da história clínica mostra que a lesão é avançada? · ( Anatomia )Qual a opção de tratamento paliativo? · Terço superior: espinocarcinoma · Terço inferior: adenocarcinoma ( Tumores benignos ) · Mais comuns em homens na quarta e quinta década de vida · Originam-se da camada mesenquimal no desenvolvimento embriológico · Raros: 0,5% a 0,8% dos tumores do esôfago · Mais comuns são os leiomiomas (camada muscular) - solitários e permanecem intramurais · Mais comum em terço médio e distal · Disfagia ou dor só em tumores acima de 5cm · Diagnóstico: EDA + USG endoscópico · Ultrassonografia endoscópica confirma o diagnóstico pela tumoração em camadas mais profundas (massa lisa, bem definida, em forma de meia lua) · Tratamento: excisão cirúrgica se Sintomáticos ou maiores de 5cm · A biópsia endoscópica é evitada pelo risco de perfuração da mucosa ( Tumores malignos – epidemiologia ) · 8º mais incidente no mundo · 6ª causa de morte por câncer no mundo · No Brasil, é o 6º mais incidente no homem · A sobrevida em cinco anos é baixa, por volta de 15% a 25% · Mais homens que mulheres (3 a 5:1) · Pico de prevalência: 5ª e 6ª década · Países como China, Japão, Irã e chile · Maioria → Carcinoma Espinocelular (CEC) · No Brasil → região Sul · Carcinoma epidermoide (espinocelular) · Mais comum · Terço médio · Adenocarcinoma · Aumento da incidência · Terço distal · Relacionado a hábitos de vida · ( Carcinoma espinocelular – fatores de risco )Mais comum em países mais desenvolvidos · Megaesôfago (risco 16 vezes maior) · Estenose cáustica · Tilose (hiperceratose palmoplantar e papilomatose de esôfago) · Síndrome de Plummer-Vinson · Câncer de cabeça e pescoço e pulmão · Tabagismo e etilismo · HPV · Negro · Ingestão de compostos nitrosos · Sílica e alimentos contaminados por fungos · Ingesta de alimentos em temperaturas muito altas (chimarrão) · Ingestão de carne vermelha · ( Adenocarcinoma – fatores de risco )Baixos níveis de zinco e selênio · Mais frequente em caucasianos · Obesidade · Doença do refluxo gastroesofágico · Esôfago de Barrett (metaplasia intestinal no esôfago distal) · ( Clínica e diagnóstico )Tabagismo · Maioria diagnóstico tardio: sintomas só surgem com o esôfago 50% obstruído · Câncer inicial: desafio, poucos sintomas · EDA com lugol em populações de risco (tumores de cabeça e pescoço) · EDA com biópsias em Barrett e displasia · Disfagia rapidamente progressiva: Sólidos → Pastosos → Líquidos · Odinofagia · Sialorreia · Regurgitação · Hematêmese · Caquexia, perda de peso · ( Diagnóstico )Tosse, cornagem, rouquidão - Invasão nervo laríngeo recorrente – mais avançado · Endoscopia com biópsia – padrão ouro · Raio x contrastado (REED) · Estreitamento da luz · Dilatação proximal · Fístula traqueoesofágica · Útil em neoplasia obstrutiva · Avalia extensão do tumor · Faço se não houver endoscopia no serviço ou suspeito de fístula · Ressecção Endoscópica da Mucosa · Endoscópio de duplo canal. · Biópsia contem 1 a 1,5 cm de mucosa e submucosa · Pode ser utilizado em modalidade terapêutica em casos pré-malignos e malignos precoces · Ressecção de mucosa e submucosa ( Estadiamento ) · Profundidade da invasão do tumor na parede esofágica · Disseminação linfonodal · Metástase à distância · TC de tórax · TC de abdome · Broncoscopia e laringoscopia: tumores de terço médio e superior · Ecoendoscopia: infiltração de parede e metástase linfonodal · Videocirurgia · PET CT · TNM · Tumor primário (T) · Tx - Indeterminado · T0 - Sem sinais de tumor primário · Tis - Carcinoma in situ · T1 - Mucosa ou submucosa · T2 - Muscular própria · T3 - Adventícia · T4 - Estruturas adjacentes Estadiamento · Esôfago não tem serosa!!! · Nódulos linfáticos regionais (N) · Nx - Indeterminado · N0 - Linfonodos regionais negativos · N1 - Linfonodos regionais positivos · Metástases à distância (M) · Mx - Indeterminado · M0 - Ausente · M1 - Metástase à distância ( Classificação de Siewert ) ( Sinais de doença avançada ) · Pneumonia aspirativa · Rouquidão (infiltração de nervo laríngeo recorrente) · Tosse durante deglutição (fístula esofagotraqueal) · Insuficiência respiratória (infiltração de traqueia) · ( Tratamento paliativo )Ascite – carcinomatose · Irressecáveis / Inoperáveis · Metástase · Envolvimento da aorta · Nervo laríngeo recorrente · Fístula esofagotraqueal/brônquica · Aliviar a disfagia · Nutrir e limitar a hospitalização · Dilatação/prótese: fístula traqueoesofágica · Radioterapia: alivia a disfagia em 80% · Paliação cirúrgica interposição de estômago ou cólon, alta mortalidade ( Tratamento curativo ) · Cirúrgico · Endoscópico · Radioquimioterapia? · A cirurgia é o principal tratamento · Avaliar o estado nutricional · Suporte nutricional prévio por SNE, mínimo 15 dias · Avaliar funções pulmonar e cardíaca (fisioterapia respiratória) · Etilistas e tabagistas → Patologias respiratórias, cardíacas e hepáticas associadas · TUMOR PRECOCE (apenas 5% dos casos) T1 ou in situ · Cirurgia → Esofagectomia · Mucosectomia endoscópica? · TUMOR NÃO AVANÇADO T2 · Esofagectomia + quimioradioterapia adjuvante quimioterapia depois da cirurgia · TUMOR AVANÇADO T3+ · Ressecável · Quimioradioterapia neoadjuvante (faço quimioterapia antes, re-estadio e opero) · Reestadiamento com TC · Cirurgia → Esofagectomia · Irressecável ou inoperável · Quimioradioterapia isolada? ( Prognóstico ) · Sobrevida · Global (todos estadios): 20-25% · Estadio 0: 75% · Estadio I: 50% · Estadio IIa: 40% · Estadio IIb: 20% · Estadio III: 15% · Estadio IV: <5%