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Geografia_TSMG_V1_2016-157-158

Trecho sobre diversidade climática e botânica do Brasil, explicando causas da variabilidade (continentalidade, maritimidade, forma triangular, relevo, massas de ar) e descrevendo os seis biomas, formações vegetais e mapas de clima/vegetação. Cita biodiversidade, hotspots e desmatamento.

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2 DIVERSIDADE CLIMÁTICA E BOTÂNICA 
DO BRASIL
Apesar de mais de 90% do território estar situado dentro da zona tropical, o 
Brasil apresenta grande diversidade climática. isso se deve à grande extensão 
territorial do país, que lhe permite ocupar ampla superfície no interior da América 
do sul (continentalidade) e abrigar uma extensa costa litorânea (maritimidade); à 
configuração territorial na forma de um triângulo com base larga nas baixas latitu-
des e afunilado nas latitudes mais elevadas do sul do país; às altitudes modestas 
que caracterizam o relevo brasileiro; e fundamentalmente à variedade de massas 
de ar, responsáveis pela dinâmica atmosférica que condiciona as características 
sazonais das regiões climáticas brasileiras.
A variedade de paisagens vegetais naturais do Brasil acompanha a diversi-
dade de climas, que proporcionam a temperatura, a luminosidade e a umidade 
adequadas ao desenvolvimento de diferentes associações vegetais presentes nos 
seis biomas brasileiros. 
O Brasil apresenta extensas formações florestais e arbustivas, apesar do intenso 
desmatamento que ameaça vários ecossistemas. também são encontradas forma-
ções herbáceas (Campos) e outras complexas, como o Complexo do Pantanal e as 
litorâneas (como os Mangues). Observe os mapas (figuras 5 e 6).
Figura 5. Brasil: clima
EQUADOR
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACêFICO
 TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
0°
50° O
Equatorial Úmido
(convergência dos alíseos)
Tropical
(verão úmido e inverno seco)
Tropical de Altitude
(a altitude, acima de 1.000 m,
determina o clima)
Climas sob influência de massas
de ar Tropicais e Polares
Climas sob influência de massas
de ar Equatoriais e Tropicais
Subtropical Úmido
(domínio da massa Polar 
Atlântica; ao longo da costa, 
influência da massa Tropical 
Atlântica)
Tropical Semiárido
(ação irregular das massas de ar)
Litorâneo Úmido
(exposto à massa Tropical 
Atlântica)
N
0 560 km
Fonte: FErrEIrA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: 
Moderna, 2013. p. 123.
Figura 6. Brasil: vegetação original
0º
EQUADOR
OCEANO
ATLÂNTICO
 TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
50º O
N
0 560 km
Floresta Amazônica
Mata dos Cocais
Mata Atlântica
Mata de Araucárias
Caatinga
Cerrado
Campos
Campinarana
Complexo do Pantanal
Vegetação litorânea
Fonte: GIrArDI, Gisele; rOSA, Jussara Vaz. Novo atlas geográfico 
do estudante. São Paulo: FTD, 2005. p. 26.
BiodiVersidade Brasileira
As regiões tropicais possuem o maior estoque de biodiversidade da terra 
e calcula-se que o Brasil abrigue a quinta parte das espécies, de cerca de 
1,5 milhão conhecidas no planeta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente 
(reveja o Cap’tulo 7). por isso, o intenso desmatamento é alvo de preocupação 
e discussão entre governos, organismos internacionais, sociedade civil e ONGs 
(Organizações Não Governamentais) de todas as partes do planeta. 
Sazonal
Que ocorre em determinada 
esta•‹o do ano.
s
O
N
iA
 v
A
z
D
A
C
O
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A
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A
p
A
s
156 unidade 3 | Clima e formações vegetais
TS_V1_U3_CAP9_153-171.indd 156 5/7/16 1:16 PM
A grande biodiversidade dos trópicos deve-se à maior intensidade da radiação 
solar, que permite alta produtividade do processo que transforma a energia luminosa 
em compostos orgânicos, através da fotossíntese.
Em 1988, o pesquisador inglês Norman Myers (1934-) identificou os biomas 
de maior grau de diversidade do planeta, aqueles que possuem ao menos 1.500 
espécies endêmicas de plantas. Depois verificou os mais ameaçados, aqueles que 
perderam 3/4 ou mais de sua vegetação original, e os classificou como hotspots: 
biomas biodiversos, ameaçados em alto grau e que merecem proteção prioritária 
para a sua conservação (figura 7). 
Fonte: Conservação Internacional. Disponível em: <www.conservation.org.br>. Acesso em: out. 2015.
Figura 7. Mundo: regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas (hotspots) – 2015
Polinésia
Micronésia
Polinésia
Micronésia
Melanésia
Ocidental Nova
Zelândia
Florestas
Valdívias
Andes
Tropicais
Tumbes-Chocó-
-Magdalena
Florestas da
América Central
Província florística
da Califórnia
Caribe
Cerrado
Bacia
Mediterrânea
Cáucaso
Montanhas da
Ásia Central
Montanhas do
Sudoeste da China
Sudoeste
da Austrália
Chifre da
África
Madagascar e outras
ilhas do Oceano Índico
Maputaland-
-Pondoland-Albany
Floresta do
Arco Oriental
Florestas
da Guiné
Mata
Atlântica
Plantas
suculentas
do Karoo
Província
florística
do Cabo
Himalaia
Japão
Filipinas
Wallacea
Sunda
Nova
Caledônia
Florestas
afromontanas
(África Oriental)
Irã-Anatólia
Indo-
-BirmâniaGhats
Ocidentais
Bosques
de pinheiros
e carvalhos
da Sierra
Madre
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
M
E
R
ID
IA
N
O
 D
E
 G
R
E
E
N
W
IC
H
TRÓPICO DE CÂNCER
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
EQUADOR
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
0°
0°
N
0 2.400 km
Espécie endêmica
É aquela encontrada apenas em 
determinada região geográfica.
O bioma da Mata Atlântica
O bioma da Mata Atlântica compreende Floresta Tropical Atlân-
tica; a Mata da Araucária; ecossistemas litorâneos, como os Mangues, 
as vegetações de Restinga, de Praia e de Duna. Há quinhentos anos, 
cobria cerca de 1 milhão e 300 mil km2 das terras brasileiras. Hoje cerca 
de 93% dele estão devastados e os remanescentes estão altamente 
fragmentados. O bioma é considerado uma área de prioridade para 
a conservação ambiental, pois ainda abriga uma gama de 
diversidade biológica semelhante à do bioma da Amazônia.
O Brasil apresenta dois hotspots: os biomas do Cer-
rado e os da Mata Atlântica. Além deles, abriga também 
os biomas da Amazônia (o mais extenso), da Caatinga, 
dos Pampas (Campos) e do Pantanal, todos compostos 
de rico patrimônio genético (figura 8). Essa variedade 
de biomas explica-se pela extensão territorial e pela 
diversidade climática e da cobertura vegetal, que abriga 
enorme variedade de fauna e flora.
Nesse momento é interessante retomar o conceito de bioma, que consta no glossário do Cap’tulo 8.
D
A
C
O
s
t
A
 M
A
p
A
s
s
O
N
iA
 v
A
z
Figura 8. Brasil: biomas
AMAZÔN I A
EQUADOR
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
TRÓPIC
O DE C
APRICÓ
RNIO
0º
50º O
CAATINGA
C E R RADO
PANTANAL
PAMPA
MATA
ATLÂNTICA
N
0 605 km
Fonte: IBGE. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em: out. 2015.
157Capítulo 9 – Dinâmica climática e formações vegetais no Brasil
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