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Resoluções das atividades
BIOLOGIA 1
1Pré-Universitário – Livro 5
Aula 20 Núcleo celular
Atividades para sala
01 D
 As estruturas presentes na figura representativa do núcleo 
são indicadas a seguir:
1. Poros nucleares ou annuli (singular: annulus), responsá-
veis pela passagem de RNAm e ribossomos do núcleo 
(onde são produzidos) para o citoplasma (onde atuam); 
responsáveis também pela passagem de proteínas 
nucleares do citoplasma (onde são produzidas) para o 
núcleo.
2. Carioteca ou envelope nuclear, formada por uma dupla 
bicamada fosfolipoproteica com um espaço interno 
denominado espaço perinuclear.
3. Nucléolo, formado por RNAr e responsável pela mon-
tagem dos ribossomos que promoverão a síntese pro-
teica.
4. Cromatina, conjunto de cromonemas, cada qual for-
mado pela associação entre DNA e proteínas básicas 
denominadas histonas.
5. Nucleoplasma, carioplasma ou cariolinfa, formado por 
uma solução coloidal de proteínas em água, na qual 
estão mergulhadas as demais estruturas.
 O RNA ribossômico é transcrito a partir de genes localiza-
dos na zona SAT de DNA, também conhecida como região 
organizadora do nucléolo, e equivalente ao número 4. 
Lembre-se de que o RNAr forma o nucléolo e não é for-
mado por ele.
02 A
 Em células eucarióticas, o DNA está associado a proteínas 
básicas chamadas de histonas. As estruturas formadas pelo 
complexo DNA-histona são denominadas cromonemas ou 
cromossomos, dependendo do momento do ciclo celular 
que se analisa. Durante a interfase, ocorrem cromonemas 
desespiralizados e ativos para síntese proteica, formando 
um conjunto denominado cromatina. Durante a divisão 
celular – quer seja na mitose, quer seja na meiose – ocor-
rem cromossomos espiralizados (condensados e compac-
tados) e inativos para a síntese proteica, os quais facilitam 
a divisão equitativa do material genético entre as células 
filhas formadas.
03 D
 As várias células somáticas de um mesmo indivíduo apre-
sentam o mesmo genoma, ou seja, o mesmo conjunto de 
genes. A diferenciação celular se dá pela espiralização ou 
desespiralização da cromatina (associação entre DNA e 
proteínas histonas), respectivamente levando à inativação 
ou ativação de genes, de modo que cada célula expressa 
um conjunto diferente de genes. 
04 A
 A ausência de cromatinas sexuais ocorre em indivíduos 
com 1 cromossomo X, como em homens normais (XY), 
em homens com síndrome do duplo Y ou supermachos 
(XYY) e em mulheres com síndrome de Turner (X0).
 A presença de uma cromatina sexual ocorre em indiví-
duos com 2 cromossomos X, como em mulheres normais 
(XX) e em homens com síndrome de Klinefelter (XXY). 
 A presença de duas cromatinas sexuais ocorre em indi-
víduos com 3 cromossomos X, como em mulheres com 
síndrome do triplo X ou superfêmea (XXX).
Atividades propostas
01 B
a) (F) A carioteca ou envoltório nuclear é constituída por 
duas membranas lipoproteicas, cada uma delas 
com organização estrutural semelhante à das 
demais membranas celulares, ou seja, com organi-
zação de bicamada lipídica e proteínas em mosaico 
fluido.
b) (V) A associação entre DNA e proteínas histonas recebe 
o nome de cromatina na interfase, estando em 
forma desespiralizada (pouco condensada), sendo 
a eucromatina desespiralizada e com genes ativos 
e a heterocromatina espiralizada e com genes ina-
tivos. Na divisão celular, a cromatina passa a cro-
mossomos, estando em forma espiralizada (muito 
condensada).
c) (F) Como dito antes, cromatina e cromossomos são 
encontrados em fases distintas, a primeira na inter-
fase e os segundos na divisão celular.
d) (F) A zona SAT de DNA produz RNAr, a qual consti-
tui os nucléolos, os quais produzem ribossomos. 
Assim, os nucléolos são formados de RNAr, mas 
não produzem RNAr.
e) (F) A carioteca apresenta poros ou annuli grandes, os 
quais permitem a passagem de estruturas e macro-
moléculas entre o núcleo e o citoplasma, como 
RNAm e ribossomos, e entre citoplasma e núcleo, 
como proteínas.
02 C
 Os poros da carioteca permitem a passagem de RNAm e 
ribossomos do núcleo para o citoplasma. Células que apre-
sentam menor atividade de síntese proteica produzirão 
BIOLOGIA 1
2 Pré-Universitário – Livro 5
menos RNAm e ribossomos, possuindo uma menor quan-
tidade de complexos de poro. O espermatozoide formado 
praticamente não produz mais proteínas, pois já está com-
pletamente formado e especializado para a função de 
fecundação, tendo o metabolismo de síntese proteica 
muito baixo. No entanto, neurônios possuem grande ati-
vidade metabólica na produção de neurotransmissores. 
Assim, espermatozoides com menor metabolismo de sín-
tese proteica possuem menos poros, adipócitos possuem 
uma quantidade intermediária, e neurônios, com maior 
metabolismo de síntese proteica, possuem mais poros.
03 D
a) (F) O cromonema resulta da ligação do DNA em dupla 
hélice a proteínas histonas, não relacionadas aos 
microtúbulos do citoesqueleto.
b) (F) O maior nível de compactação do material gené-
tico é alcançado durante a formação do cromos-
somo, constituído por duas cromátides unidas por 
um centrômero.
c) (F) As proteínas histonas que se ligam ao DNA são 
básicas, e não ácidas.
d) (V) 
e) (F) Seres procariontes possuem DNA desnudo, não 
associado a histonas.
04 E
 Devido à especialização celular, em cada um dos tipos celu-
lares distintos de um organismo, os genes são os mesmos, 
mas se expressam diferentemente. Assim, ao se comparar 
células somáticas de diferentes tecidos do corpo de uma 
pessoa, encontram-se conjuntos de cromossomos idênti-
cos, conjuntos de moléculas de DNA idênticos e conjuntos 
de genes em atividade diferentes.
05 A
 De acordo com a posição do centrômero e o tamanho dos 
braços, os cromossomos representados são: 
I. submetacêntrico, com centrômero quase no centro e 4 
braços de tamanho quase igual;
II. telocêntrico, com centrômero em uma das extremida-
des do cromossomo, sendo que cada cromátide só tem 
um braço;
III. acrocêntrico, com centrômero bem deslocado para uma 
das extremidades, havendo 2 braços curtos e 2 braços 
longos;
IV. metacêntrico, com centrômero no centro e 4 braços 
iguais.
06 A
 Os telômeros são trechos de DNA não codificante locali-
zados na extremidade dos cromossomos e têm a função 
de proteger essas extremidades de serem confundidas 
com pedaços partidos de DNA, que, de outra forma, 
seriam consertadas pelo mecanismo de reparo celular. 
Considerando que o genoma da bactéria consiste de uma 
molécula de DNA circular, logo, não apresenta extremi-
dade, ou seja, não possui telômero.
07 E
 A cariotipagem permite o diagnóstico de aberrações cro-
mossômicas estruturais ou numéricas, que correspondem 
a alterações no número de cromossomos. As euploidias 
implicam a alteração do número de genomas (conjuntos 
haploides de cromossomos), sendo exemplificadas por 
haploidias (n), triploidias (3n), tetraploidias (4n) etc. As 
aneuploidias implicam a alteração do número de cromos-
somos, mas sem alterar o número de genomas, sendo 
exemplificadas por trissomias (2n + 1, com um cromos-
somo a mais em um determinado par cromossômico), 
monossomias (2n – 1, com um cromossomo a menos em 
um determinado par cromossômico) etc. Assim, no caso 
de um indivíduo apresentar o cariótipo 47, XY, +18 (um cro-
mossomo a mais no par 18, caracterizando a trissomia do 
par 18 ou síndrome de Edwards), trata-se de uma aberra-
ção cromossômica do tipo aneuploidia.
08 D
 Cariótipo ou idiograma é o conjunto diploide de cromos-
somos presentes em uma célula somática, apresentando 
um número de 2n = 46 cromossomos nas células somáti-
cas humanas. Os primeiros 22 pares de cromossomos são 
chamados de autossomos ou cromossomos somáticos, não 
estando relacionados à determinação do sexo, e o 23o par 
de cromossomos é chamado de alossomos ou cromosso-
mos sexuais, sendo o par XY nos homens e o par XX nas 
mulheres. A análise do cariótipo permite o diagnóstico de 
condições como aneuploidias, que são aberrações cromos-
sômicas numéricas quenão implicam aumento ou dimi-
nuição de um conjunto haploide completo. São exemplos 
de aneuploidias as trissomias (em que os indivíduos são 
2n + 1, ou seja, possuem 47 cromossomos) e monossomias 
(em que os indivíduos são 2n – 1, ou seja, possuem 45 cro-
mossomos). Na espécie humana, as aneuploidias somáticas 
mais comuns são as síndromes de Down (45AA + XY ou XX, 
sendo a trissomia do cromossomo 21), de Edwards (45AA + 
XY ou XX, sendo a trissomia do cromossomo 18) e de Patau 
(45AA + XY ou XX, sendo a trissomia do cromossomo 13). 
Na figura da questão, o indivíduo apresenta a trissomia do 
cromossomo 21, denominada síndrome de Down.
09 B
 Indivíduos da espécie humana possuem células diploi-
des apresentando 46 cromossomos, sendo seu cariótipo 
representado por 44A + XX ou XY, ou seja, 44 autosso-
mos (ou cromossomos somáticos, não relacionados à 
determinação do sexo) e 2 alossomos (cromossomos 
sexuais), sendo eles XX em mulheres e XY em homens. 
A meiose divide o número de cromossomos ao meio, de 
modo que, em mulheres, os óvulos têm cariótipo 22A + 
X, e, em homens, os espermatozoides têm cariótipo 22A 
+ X ou 22A + Y. Dessa forma, analisando as alternativas:
BIOLOGIA 1
3Pré-Universitário – Livro 5
a) (F) O cariótipo do indivíduo 3, que é 44A + XY, é compa-
tível com homens normais; o cariótipo do indivíduo 
5, que é 45A + XY, é compatível com homens com 
trissomia dos cromossomos somáticos (síndrome 
de Down, por exemplo); o cariótipo do indivíduo 
6, que é 44A + XXY, é compatível com homens com 
uma trissomia dos cromossomos sexuais caracteri-
zada como síndrome de Klinefelter.
b) (V) Se o indivíduo 1 tem cariótipo 40A + XY, ele pro-
duzirá por meiose gametas 20A + X ou 20A + Y, 
sendo esse último o cariótipo da célula do indiví-
duo 2. 
c) (F) A célula do indivíduo 4 pode ser um gameta de um 
indivíduo do sexo masculino ou do sexo feminino.
d) (F) Indivíduos com síndrome de Klinefelter têm cro-
mossomos sexuais XXY, supermachos têm cromos-
somos sexuais XYY, superfêmeas têm cromossomos 
sexuais XXX e Turner têm cromossomos sexuais 
X0. Assim, indivíduos 40A + XY não represen-
tam nenhum desses casos, não sendo humanos, 
uma vez que a única condição viável para que um 
humano tenha cromossomos a menos é a monos-
somia do cromossomo X, ou seja, a síndrome de 
Turner. 
e) (F) Indivíduos XXY têm síndrome de Klinefelter e, 
como apresentam dois cromossomos X, um estará 
inativado como corpúsculo de Barr ou cromatina 
sexual.
10 D
 Em mulheres, um dos cromossomos X está inativado 
na forma de heterocromatina, formando uma estrutura 
denominada cromatina sexual ou corpúsculo de Barr. 
Desse modo, devido à inativação de um dos cromos-
somos X na mulher, homens e mulheres apresentam a 
mesma quantidade de cromossomos X funcionais, pro-
duzindo a mesma quantidade de proteína.

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