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Microbiologia e Micologia Clínica Prof. Dr. Rafael Salgado TREY research Diagnóstico diferencial de BGN-NF Aula 5 2 TREY research Bacilos Gram-negativos Não Fermentadores BGN-NF 3 IRAs Hemocultura Trato respiratório Mais isoladas Pseudomonas aeruginosa Acinetobacter baumannii Menos isoladas Complexo Burkholderia cepacia Stenotrophomonas maltophilia Resistência TREY research Bacilos Gram-negativos Não Fermentadores BGN-NF 4 A fibrose cística é uma doença genética grave, cuja principal manifestação clínica é a doença pulmonar obstrutiva crônica progressiva, frequentemente associada a quadros infecciosos. Pseudomonas aeruginosa Infectam aproximadamente 60% da população com FC e 70% a 80% dos adolescentes e adultos. (Cystic Fibrosis Foundation) Fenótipo mucóide, Formação de biofilme Resistência a antibióticos Declínio da função pulmonar PATÓGENOS OPORTUNISTAS IRAs UTI Métodos Invasivos Fibrose cística Queimados TREY research Bacilos Gram-negativos Não Fermentadores BGN-NF 5 Meios de cultura ✓ Ágar Sangue ✓ Ágar Mac Conkey Meios seletivos Amostras de FC B. Cepacia S. Maltophilia Incubação Aerobiose, 35-37ºC 24 a 48h FC: até 5 dias Diagnóstico presuntivo TSI, EPM + MILi ou IAL Ágar TSA Verificação de pigmento Caldo TSB Gram e motilidade em lâmina Incubar a 30ºC, 16 a 48h (alguns 72h) + oxidaseColónia isolada TREY research TSA e TSB BGN-NF 6 Triptona de soja ✓ Caseína + peptonas de soja ✓ Altamente nutritivo ✓ Fornece aminoácidos e peptídeos TSA: ágar TSB: caldo Sem adição de corantes Observação de pigmentos P. aeruginosa Pigmento piocianina Ágar P TREY research Motilidade em lâmina BGN-NF 7 ✓ Colocar uma gota do caldo TSB em uma lâmina ✓ Cobrir a gota com lamínula, vedar e observar em microscópio de campo escuro ✓ Leitura rápida (aeróbios) Motilidade negativa Movimento do líquido ou ausência de movimento Motilidade positiva Flagelo polar Bactérias cruzando o campo em diferentes direções Flagelos peritíquios Bactérias girando em torno de si mesmas TREY research Bacilos Gram-negativos Não Fermentadores BGN-NF 8 Provas diferenciais OF glicose Polimixina Lisina Citrato Urease Esculina Gelatina Caldo NaCl 6,5% Oxidase PYR Indol DNAse Motilidade em lâmina Ágar TSA OF glicose Meio usado para a diferenciação de organismos Gram negativos com base no metabolismo oxidativo e fermentativo de carboidratos TREY research Diagnóstico diferencial de Anaeróbios Aula 5 9 TREY research Identificação Anaeróbios 10 Isolamento em anaerobiose Teste Respiratório + Gram Testes definitivos Provas bioquímicas Utilização de açúcares Produção de indol Redução de nitratos Urease Produção de pigmentos Hemólise Aprofundamento no ágar Suscetibilidade a antimicrobianos Sorologia Cromatografia Técnicas moleculares TREY research Cultivo Anaeróbios 11 A cultura de bactérias anaeróbias apresenta um desafio: não tolerar a presença de oxigênio, portanto são utilizados meios especiais, os meios redutores. Esses meios possuem compostos que se fixam ao oxigênio dissolvido e o eliminam do meio de cultura, e os tubos devem ser firmemente tampados. Na utilização da placa de Petri, a incubação pode ser feita em jarras seladas que removem quimicamente o oxigênio ou em uma câmara anaeróbia. TREY research Cultivo Anaeróbios 12 TREY research Diagnóstico diferencial de micobactérias Aula 5 13 TREY research Mycobacterium tuberculosis Bactérias patogênicas 14 Mycobacterium tuberculosis Bacilos delgados aeróbios, não formadores de endósporos. Composição distinta na parede celular: Ácidos micólicos Resistentes a stress e ressecamento. Coloração específica Resistência a fármacos Patogenicidade Crescimento lento. BAARs TREY research Coloração Ziehl-Neelsen Protocolo 15 TREY research Cultivo Micobactérias 16 Ágar Lowenstein Jensen (LJ) A base do meio é constituída por ovos integrais e verde de malaquita, o que permite amplo crescimento de micobactérias Ágar Middlebrook 7H10 Ágar sólido, menos contaminantes Meio líquido Middlebrook 7H9 TREY research Identificação Micobactérias 17 Análise microscópica da cultura Análise macroscópica da cultura Inibição de crescimento em PNB Teste de produção de niacina Complexo M. tuberculosis Cadeias lineares denominado corda. Rugosa com aspecto de couve flor, cor creme, sem pigmento Ácido p-nitrobenzoico Precursor coenzimas NAD Bloqueio na via = acúmulo Positivo: amarelo TREY research Diagnóstico diferencial de espiraladas Aula 6 18 TREY research Bactérias Espiraladas Diagnóstico diferencial 19 H. pylori Biópsia gástrica corada Meios seletivos Sorologia T. pallidum Linfa de lesões em campo escuro Fontana-Tribondeau Sorologia L. interrogans LCR/sangue campo escuro Imunofluorescência direta Sorologia TREY research Bactérias Espiraladas Vibrio spp. 20 Bacilos curvos longos (às vezes retos), anaeróbios facultativos, móveis, fermentadores da glicose (sem produção de gás) e oxidase positivas. Vibrio cholerae - Cólera Produção de toxina Diarreia secretória Fecal-oral (água e alimentos contaminados) Surtos e epidemias (falta de condições sanitárias) Quadro clínico Diarreia aguda com morte em 5 horas Desitração e distúrbio eletrolítico Registro epidemiológico + 10 espécies patogênicas (gastroenterite, infecções cutâneas, bacteremias) TREY research Bactérias Espiraladas Vibrio spp. 21 Meio Cromogênico Vibrio spp. V. cholerae (azul-verde) V. parahaemolyticus (rosa) Meio TCBS (tiossulfato, citrato, bile e sacarose) V. cholerae (amarelo – fermentação de sacarose) V. parahaemolyticus (verde – não fermentador) TREY research Diagnóstico diferencial de BGPs Aula 6 22 TREY research Bacilos Gram positivos Diagnóstico diferencial 23 Corineformes Corynebacterium spp. Difteria Endocardite Abcessos Regulares Listeria spp. Meningite Sepse Aborto Esporulados Bacillus spp. Antraz Intoxicação alimentar Sepse/Pneumonia TREY research Bacilos Gram positivos Corynebacterium spp. 24 CARACTERÍSTICAS Não se ramificam Não são BAARs Catalase positivos Imóveis Esculina negativa Gelatina negativa Bacilos retos ou ligeiramente curvos, extremidades arredondas em forma de clava. Arranjo em paliçada ou letras chinesas, podendo apresentar grânulos metacromáticos. Coloração de Albert-Laybourn Pleomorfismo: Grande variação entre espécies em diferentes ambientes PROVAS DIFERENCIAIS OF glicose Redução de nitrato Urease Utilização de carboidratos Reação de CAMP TREY research Bacilos Gram positivos Listeria spp. 25 CARACTERÍSTICAS Anaeróbio facultativo Catalase positivos Oxidase negativa Hemólise beta CAMP positivo CRESCIMENTO Ágar Sangue Ágar Chocolate CLED Ágar nutriente TSA Ágar Harlequin – Meio Cromogênico Listeria monocytogenes Antibióticos + enzima beta-glicosidase Análise microbiológica de alimentos TREY research Bacilos Gram positivos Bacillus spp. 26 B. antrhacis Antraz Cutâneo (bastante frequente) Antraz Intestinal (raro) Antraz pulmonar (raro) B. cereus Intoxicação alimentar (muito frequente) Necrose / gangrena (bastante frequente) Infecções pulmonares (frequente) B. subtilis Intoxicação alimentar (muito frequente) Bacteremia (raro) Anaeróbios facultativos Forma e localização dos endósporos são uteis para sua classificação Formas vegetativas são retas largas Grandes isolados ou em cadeias TREY research Bacilos Gram positivos Bacillus spp. 27 TREY research Diagnóstico diferencial de Fastidiosas Aula 6 28 TREY research Bactérias Fastidiosas Bordetella spp. 29 Bordetella pertussis Coqueluche ou tosse comprida Crianças não vacinadas Tosse convulsiva e persistente Complicações: Convulsões, insuficiência respiratória, infecções secundárias Transmissão: Secreção de vias aéreas B. parapertussis (quadro menos severo) Patógenos exclusivos do homem Cocobacilos Gram negativos pequenos e aeróbios estritos Safraninapor 2 minutos Laboratório de Referência Ágar Bordet & Gengou / Regan-Lowe Nasofaringe - 7 dias de incubação Sorologia / Imunofluorescência TREY research Bactérias Fastidiosas Haemophilus spp. 30 H. influenzae b Meningite Pneumonia Artrite séptica H. ducrey Cancro mole Isolado raro Úlceras genitais Não crescem no TSI e no OF-glicose. Antibiograma! Isolamento primário (Ágar Chocolate) Colônias pequenas, bege claro Ágar Sangue: crescimento em torno de S. aureus. Prova de Satelitismo (alternativo) Coco/bacilos (morfologia não definida) Gram-negativos Anaeróbios facultativos Diferencial: Fator X e Fator V Catalase positivo: H. influenzae b Catalase negativo: H. ducrey TREY research Bactérias Fastidiosas Haemophilus spp. 31 Fator X: hemina / Fator V: NAD TSA ou BHI Semeadura por espalhamento Adição dos discos X e V H. influenzae Exige X e V H. ducrey Exige fator V Prova do satelitismo Ágar Sangue Semear uma única estria de S. aureus hemolítico Verificar crescimento de colônias pequenas próximas a zona de hemólise do estafilococo TREY research Microrganismos multirresistentes Aula Extra 32 TREY research Antimicrobianos Ação dos fármacos antimicrobianos 33 Os fármacos antimicrobianos podem ser: Bactericidas Destroem os microrganismos diretamente Bacteriostáticos Impedem o crescimento dos microrganismos TREY research Antimicrobianos Resistência à fármacos antimicrobianos 34 TREY research Bactérias multirresistentes Superbactérias 35 Embora a transmissão de microrganismos multirresistentes (MDR) seja reportada com maior frequência em unidades críticas, de cuidados intensivos, todos os serviços de saúde são afetados pela seleção e disseminação de MDR. Presença na comunidade? Classificação de MDRs de acordo com a importância epidemiológica OMS (2017) Resistente aos carbapenêmicos (prioridade crítica) Família Enterobacteriaceae Acinetobacter baumannii Pseudomonas aeruginosa Resistente à vancomicina (alta prioridade) Enterococcus faecium Resistente à meticilina/vancomicina (alta prioridade) Staphylococcus aureus Recente: Clostridioides (Clostridium) difficile TREY research Micologia Clínica Aula 8 36 TREY research Micologia Morfologia 37 A, B e C Fungos filamentosos D e E Leveduras Dimorfismo Temperatura Condições nutricionais TREY research Micologia Morfologia 38 A porção de uma hifa que obtém nutrientes é chamada de hifa vegetativa. A porção envolvida com a reprodução é a hifa reprodutiva ou aérea, assim chamada porque se projeta acima da superfície do meio no qual o fungo está crescendo. Micélio TREY research Micologia Morfologia 39 Uma célula de levedura pode produzir mais de 24 células-filhas por brotamento. Algumas leveduras produzem brotos que não se separam uns dos outros; esses brotos formam uma pequena cadeia de células, denominada pseudo-hifa. Candida albicans adere-se às células epiteliais humanas na forma de levedura, mas requer pseudo-hifas para invadir os tecidos profundos. TREY research Micologia Clínica Micoses 40 O S C S TREY research Métodos de Diagnóstico Exame microscópico 41 ✓ Exame microscópico direto com HIDRÓXIDO DE POTÁSSIO (KOH) a 20% Pêlos, pele, unha, tecido obtido por biópsia, exsudatos espessos • Colocar uma gota de KOH em um lâmina de microscopia e semear a amostra • Cobrir a preparação com uma lamínula • Aquecer ligeiramente para intensificar a clarificação (dissolve estruturas teciduais e diminui pigmentação) TREY research Métodos de Diagnóstico Exame microscópico 42 ✓ Exame microscópico direto Tinta Nanquim (tinta da china) Líquor, urina, secreções Leveduras capsuladas Crytococcus neoformans • Colocar uma gota de tinta nanquim e uma gota do sedimento da amostra centrifugada • Cobrir a preparação com uma lamínula • Erro frequente: confundir com linfócitos, observar refringência da parede celular e brotamentos TREY research Métodos de Diagnóstico Exame microscópico 43 ✓ Coloração de Gram Gram positivos ✓ Coloração panótica Giemsa, Leishman ou Wright Medula óssea, sangue, aspirados e secreção cutânea Histoplasma capsulatum TREY research Métodos de Diagnóstico Cultivo 44 Ágar Saboraud (ASD) Dextrose + Cloranfenicol Brain Heart Infusion (BHI) Crescimento lento > 15 dias Caldo sem turvação imediata TREY research Métodos de Diagnóstico Leveduras 45 Provas fisiológicas Tubo germinativo Laminocultivo Auxanograma Assimilação de fontes de carbono e nitrogênio Zimograma Fermentação de açucares Urease Conversão de ureia em amônia TREY research Métodos de Diagnóstico Leveduras 46 Tubo Germinativo Observação de pseudo-hifa • Suspensão em tubo de ensaio contendo 0,5 mL de soro humano • 37 C por no máximo 3 horas • Gota da suspensão sobre a lâmina, cobrir com lamínula, microscópio. TREY research Métodos de Diagnóstico Leveduras 47 Auxanograma Ágar isento de carbono / nitrogênio Semeadura pour plate 2 ml suspensão das colônias Adição de diferentes carboidratos / aminoácidos Zimograma Diversas fontes de carboidratos Meio básico líquido, até 15 dias, 25º C Tubos de Durhan Formação de bolhas de gás TREY research Métodos de Diagnóstico Leveduras 48 Microcultivo em lâmina ✓Microscopia 24, 48 e 72h ✓ Candida spp. Hifas hialinas Septadas Ramificadas Fungos filamentosos Cubo de ágar 4 inóculos Corante Lactofenol azul-algodão Cotton-Blue TREY research Métodos de Diagnóstico Leveduras 49 Ágar cromogênico TREY research Métodos de Diagnóstico Fungos Filamentosos 50 Análise macroscópica Colônias gigantes Velocidade de crescimento TREY research Automação Aula 1 51 TREY research Automação Coloração de Gram 52 PREVI® Color Gram PREVI® color, a coloração de Gram automatizada líder no mercado que espalha confiança no seu laboratório! •Padronização – os slides estão tingidas da mesma maneira •Sistema ecológico •A coloração ajustável a suas práticas / hábitos TREY research Automação Plaqueamento 53 TREY research Automação Identificação 54 Opção: MicroScan Walk-Away TREY research Automação MALDI-TOF MS 55 Matrix Assisted Laser Desorption Ionization – Time of Flight Espectrômetro de massa TREY research Automação MALDI-TOF MS 56 TREY research Obrigado Rafael Salgado rafael.salgado@docente.unip.br Universidade Paulista 57