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Material didático sobre Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mulher, por Gláucia Costa Degani e Danielle Monteiro Vilela (Claretiano, 2019). 121 páginas, para graduação; inclui introdução, glossário, esquema de conceitos, referências/e-referência e Unidade 1: Saúde da Mulher.

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Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação
ENFERMAGEM EM 
GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E 
SAÚDE DA MULHER
Enfermeira graduada pelo Centro Universitário Barão de Mauá – 
Ribeirão Preto (SP). É mestra e doutora em Ciências pela Escola 
de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São 
Paulo, na linha de pesquisa sobre saúde do idoso, temática de 
traumatismos. Professora universitária no curso de Enfermagem 
e de Medicina no Centro Universitário Barão de Mauá – Ribeirão 
Preto.
E-mail: <glau_degani@yahoo.com.br>.
Olá, meu nome é Danielle Monteiro Vilela Dias, possuo 
graduação em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de 
Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2004), mestrado 
em Enfermagem Fundamental pela EERP/USP (2011) e 
doutorado em Enfermagem em Saúde Pública pela EERP/USP 
(2015). Atualmente, sou professora do Centro Universitário 
Claretiano e da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-
USP. Sou Membro Pesquisador do Grupo de Pesquisa sobre 
Enfermagem no Cuidado à Criança e ao Adolescente (GPECCA). 
Tenho experiência na área de Enfermagem, com ênfase em 
Ciências da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: assistência de 
enfermagem, enfermagem neonatal, educação em saúde, materiais de ensino, 
tecnologias de ensino, recém-nascido, prematuro e avaliação clínica neonatal.
E-mail: <danielledias@claretiano.edu.br>.
Claretiano – Centro Universitário
Rua Dom Bosco, 466 - Bairro: Castelo – Batatais SP – CEP 14.300-000
cead@claretiano.edu.br
Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006
claretiano.edu.br/batatais
Gláucia Costa Degani
Danielle Monteiro Vilela
Batatais
Claretiano
2019
ENFERMAGEM EM 
GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E 
SAÚDE DA MULHER
© Ação Educacional Claretiana, 2015 – Batatais (SP)
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer forma 
e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação e distribuição na web), ou o 
arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação 
Educacional Claretiana.
CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL
Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves
Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera • Cátia 
Aparecida Ribeiro • Elaine Aparecida de Lima Moraes • Josiane Marchiori Martins • Lidiane Maria Magalini 
• Luciana A. Mani Adami • Luciana dos Santos Sançana de Melo • Patrícia Alves Veronez Montera • Simone 
Rodrigues de Oliveira
Revisão: Eduardo Henrique Marinheiro • Filipi Andrade de Deus Silveira • Rafael Antonio Morotti • Rodrigo 
Ferreira Daverni • Vanessa Vergani Machado
Projeto gráfico, diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia Maria de Sousa 
Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires Botta Murakami
Videoaula: André Luís Menari Pereira • Bruna Giovanaz Bulgarelli • Gustavo Fonseca • Luis Gustavo Millan • 
Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso
Bibliotecária: Ana Carolina Guimarães – CRB7: 64/11
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
 
 610.7367 D361e 
 
 Degani, Gláucia Costa 
 Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mulher / Gláucia Costa Degani, 
 Danielle Monteiro Vilela – Batatais, SP : Claretiano, 2019. 
 121 p. 
 
 ISBN: 978-65-88553-01-5 
 
 1. Enfermagem Obstétrica. 2. Enfermagem Ginecológica. 3. Saúde da mulher. 4. Saúde 
 materna. 5. Obstetrícia. 6. Ginecologia. 7. Gestantes. 8. Serviços de saúde da mulher. 
 I. Vilela, Danielle Monteiro. II. Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mulher. 
 
 
 
 
 CDD 610.7367 
 
INFORMAÇÕES GERAIS
Cursos: Graduação
Título: Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mulher
Versão: ago./2019
Formato: 15x21 cm
Páginas: 121 páginas
SUMÁRIO
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11
2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS ............................................................................ 12
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE ............................................................... 16
4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ......................................................................... 16
5. E-REFERÊNCIA .................................................................................................. 17
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULHER
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 21
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 22
2.1. POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER ...................................... 22
2.2. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS .................................................... 25
2.3. SITUAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE DA MULHER ........................................... 33
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 35
3.1. POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER ...................................... 35
3.2. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS .................................................... 36
3.3. SITUAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE DA MULHER ........................................... 39
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 39
5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 42
6. E-REFERÊNCIA .................................................................................................. 42
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 42
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 47
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 47
2.1. SAÚDE DA MULHER IDOSA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM ............... 47
2.2. CÂNCER DE MAMA E CÂNCER CÉRVICO-UTERINO .............................. 49
2.3. CONSULTA DE ENFERMAGEM E SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA DA 
MULHER ................................................................................................... 60
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 66
3.1. SAÚDE DA MULHER IDOSA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM ............... 66
3.2. CÂNCER DE MAMA E CÂNCER CÉRVICO-UTERINO .............................. 67
3.3. CONSULTA DE ENFERMAGEM E SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA DA 
MULHER ................................................................................................... 68
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 70
5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 72
6. E-REFERÊNCIA .................................................................................................. 72
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 73
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER NA 
GESTAÇÃO 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 77
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 77
2.1. GRAVIDEZ: SINTOMAS E DIAGNÓSTICO ................................................ 77
2.2. PRÉ-NATALE A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO ................................. 83
2.3. GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, DOENÇAS E INTERCORRÊNCIAS DA 
GRAVIDEZ ................................................................................................. 86
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 90
3.1. GRAVIDEZ: SINTOMAS E DIAGNÓSTICO ................................................ 90
3.2. PRÉ-NATAL E A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO ................................. 91
3.3. GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, DOENÇAS E INTERCORRÊNCIAS DA 
GRAVIDEZ ................................................................................................. 92
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 93
5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 95
6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 96
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 96
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O 
PARTO E PUERPÉRIO 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 99
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 99
2.1. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O PARTO E ASSISTÊNCIA À PARTURIENTE 
100
2.2. TRABALHO DE PARTO E PARTO ............................................................. 104
2.3. PERÍODO PUERPERAL ............................................................................. 110
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 112
3.1. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O PARTO E ASSISTÊNCIA 
À PARTURIENTE ........................................................................................ 112
3.2. TRABALHO DE PARTO E PARTO ............................................................. 113
3.3. PERÍODO PUERPERAL ............................................................................. 116
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 118
5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 120
6. E-REFERÊNCIA .................................................................................................. 120
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 120
© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
9
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
Conteúdo –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
A disciplina de Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mulher 
tem por intuito desenvolver condições para a organização da assistência e 
consulta de enfermagem em ginecologia e obstetrícia no atendimento ambula-
torial de pré-natal, centro obstétrico, unidade de puerpério e saúde da mulher, 
atendendo as Políticas Públicas de atenção à saúde da mulher. Aborda direitos 
reprodutivos, saúde reprodutiva, métodos contraceptivos, planejamento fami-
liar e situação social e da saúde da mulher no Brasil. Enfoca a assistência de 
enfermagem no ciclo gravídico puerperal, gestação de alto risco, alterações 
fisiológicas e psicossociais da gravidez normal e estratégias na prevenção do 
câncer ginecológico e mamário.
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Bibliografia Básica
BARROS, S. M. O. (Org.). Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal. Barueri: Manole, 
2006.
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Parto, aborto e puerpério: Assistência humanizada à 
saúde. Ministério da Saúde, 2003.
NEME, Bussâmara. Obstetrícia básica. 3. ed. São Paulo: Sarvier, 2005.
Bibliografia Complementar
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência pré-natal: manual técnico. Equipe de 
elaboração: Janine Schirmer et al. 3. ed. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde – 
SPS/ Ministério da Saúde, 2000.
BRASIL, Ministério da Saúde. Manual do Planejamento Familiar. Ministério da Saúde, 
2002.
10 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
BRASIL, Ministério da Saúde. Gestante de alto risco. Ministério da Saúde, 2001.
BRASIL, Ministério da Saúde. Urgências e emergências maternas: Guia para diagnóstico 
e conduta em situações de risco de morte materna. 2. ed. Ministério da Saúde, 2003.
LOWDERMILK, Deitra Leonard; PIERRY, Shannon E.; BOBAK, Irene M. O cuidado em 
enfermagem materna. 5. ed. Porto Alegre: Artmed. 2002.
E-referências 
BRASIL. Ministério da Saúde. Urgências e emergências maternas: Guia para diagnóstico 
e conduta em situações de risco de morte materna. 2. ed. Ministério da Saúde, 2003. 
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0105urgencias.pdf>. 
Acesso em: 28 jul. 2018.
É importante saber
Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes:
Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá 
ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes necessárias 
à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os principais conceitos, 
os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento 
ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de 
saber.
Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente se-
lecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados 
em sites acadêmicos confiáveis. É chamado "Conteúdo Digital Integrador" porque é 
imprescindível para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos, 
não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitu-
ra de "navegação" (hipertexto), como também garantem a abrangência, a densidade 
e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigató-
rios, para efeito de avaliação.
11© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
1. INTRODUÇÃO
Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da Mul-
her desenvolverá diversos conteúdos que se encontram inseri-
dos em nosso cotidiano. Na Unidade 1, serão apresentados os 
conteúdos referentes à saúde da mulher, como: organização da 
saúde da mulher, atendendo as políticas públicas de atenção à 
saúde; métodos anticoncepcionais, determinantes do plane-
jamento familiar e infertilidade; aspectos da saúde da mulher 
adolescente e da mulher no climatério; e, para finalizar, alguns 
aspectos da situação social da mulher no Brasil.
Na Unidade 2, vocês poderão aprender sobre a saúde da 
mulher idosa e os cuidados de enfermagem, considerando o pro-
cesso de envelhecimento populacional e suas especificidades. 
Além disso, conhecerão os aspectos que envolvem a preven-
ção e o controle do câncer de mama e cérvico-uterino, e com-
preenderão a consulta de enfermagem e como realizar a semio-
logia e semiotécnica na mulher.
As particularidades da mulher no período gravídico, quan-
to à saúde materna e fetal, as doenças infecciosas na gravidez e 
as infecções congênitas, a gravidez de alto risco e as principais 
doenças e intercorrências da gravidez serão enfatizadas na Uni-
dade 3.
A Unidade 4 trará conteúdos quanto às necessidades da 
mulher no trabalho de parto e no parto, com abordagem das po-
líticas públicas sobre o parto e a assistência à parturiente, sobre 
a prática de enfermagem no parto e no período puerperal, além 
da prática de enfermagem no período puerperal.
Dessa forma, os conhecimentos apresentados visam 
acompanhar a mulher antes mesmo da fase reprodutiva até sua 
12 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
velhice, demonstrando e enfatizando suas necessidades físicas, 
psicológicas e sociais. 
2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS
O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e 
precisa das definições conceituais, possibilitando um bom domí-nio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conheci-
mento dos temas tratados.
1) Aborto: "Feto de menos de 500 g na ocasião da expul-
são do útero, sem possibilidade de sobreviver; ação ou 
fenômeno de abortar" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
2) Amenorreia: "Ausência de período menstrual. Pode 
ser primária, nas mulheres que nunca menstruaram, 
ou secundária, em mulheres que já tiveram períodos 
menstruais e deixaram de tê-los" (DICIONÁRIO MÉDI-
CO, 2014).
3) Anticoncepção: "Prevenção da gravidez" (DICIONÁRIO 
MÉDICO, 2014).
4) Cesariana: "Cirurgia realizada por via abdominal, para 
permitir o nascimento de um produto de uma gesta-
ção viável" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
5) Climatério: "Conjunto de mudanças adaptativas que 
são produzidas na mulher como consequência do de-
clínio da função ovariana na menopausa. Consiste em 
aumento de peso, ‘calores’ frequentes, alterações da 
distribuição dos pelos corporais e dispareunia" (DICIO-
NÁRIO MÉDICO, 2014).
6) Colpocitologia oncótica: "Método de coloração para 
amostras de tecido, particularmente difundido por sua 
13© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
utilização na detecção precoce do câncer de colo uteri-
no" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
7) Concepção: "ato de ser concebido ou gerado; fecunda-
ção de ovo" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
8) Dispareunia: "Coito doloroso para a mulher" (DICIO-
NÁRIO MÉDICO, 2014).
9) Distócia: "Perturbação no trabalho de parto; parto di-
fícil" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
10) Eclampsia: "Estado caracterizado por ataques convul-
sivos de início brusco, que pode se manifestar nos úl-
timos meses de gravidez, durante ou após o parto. A 
pré-eclâmpsia caracteriza-se por edema generalizado, 
proteinúria e hipertensão, que pode evoluir para con-
vulsão e coma" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
11) Endométrio: "Membrana mucosa que reveste a pare-
de interna do útero" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
12) Episiotomia: "Incisão vulvar destinada a evitar a rup-
tura do peritônio durante o parto" (DICIONÁRIO MÉ-
DICO, 2014).
13) Estrógeno: "Grupo hormonal produzido principalmen-
te pelos ovários e responsáveis por numerosas ações 
no organismo feminino (indução da primeira fase do ci-
clo menstrual, desenvolvimento dos ductos mamários, 
distribuição corporal do tecido adiposo em um padrão 
feminino, entre outras)" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
14) Fecundação: "Fertilização do óvulo pela penetração do 
elemento fecundante do espermatozoide" (DICIONÁ-
RIO MÉDICO, 2014).
14 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
15) Fogacho: "Sensação de calor que vem à face por emo-
ção ou estado mórbido, notadamente na síndrome do 
climatério" (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
16) Ginecologia: "Ramo da Medicina que estuda a consti-
tuição feminina e as doenças da mulher" (DICIONÁRIO 
MÉDICO, 2014).
17) Hiperêmese gravídica: "Vômito abundante, especial-
mente na gravidez” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
18) Hipotonia uterina: “Diminuição da tensão, da contra-
ção normal do útero” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
19) Infecção congênita: “Entrada e desenvolvimento no 
organismo, durante o nascimento, de microrganismos 
patogênicos capazes de provocar determinada doen-
ça. A doença infecciosa pode ser causada por bacté-
rias, fungos, protozoários e vírus” (DICIONÁRIO MÉDI-
CO, 2014).
20) Lactância: “Período de vida em que a criança mama” 
(DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
21) Maternidade: “Qualidade de mãe; hospital onde as 
mulheres dão à luz os seus filhos” (DICIONÁRIO MÉ-
DICO, 2014).
22) Mecônio: “Conteúdo intestinal, de cor azeitona escu-
ra, eliminada pelo feto nos primeiros dias de vida; mis-
tura de bílis com detritos de células, muco e secreções 
intestinais, também chamada ferrado” (DICIONÁRIO 
MÉDICO, 2014).
23) Menarca: “Primeira menstruação. Pode aparecer en-
tre os 13 e 16 anos, dependendo de fatores genéticos 
e ambientais” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
15© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
24) Menopausa: “Estado fisiológico caracterizado pela in-
terrupção dos ciclos menstruais normais, acompanha-
da de alterações hormonais em mulheres após os 45 
anos” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
25) Menstruação: “Sangramento cíclico através da vagina, 
produzido após um ciclo ovulatório normal e que cor-
responde à perda da camada mais superficial do endo-
métrio uterino” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
26) Multípara: “Mulher que teve vários filhos” (DICIONÁ-
RIO MÉDICO, 2014).
27) Nulípara: “Nome dado à mulher que ainda não teve 
parto” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
28) Parto: “Ato de parir; produto da concepção; expulsão 
do filho” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
29) Parto gemelar: “parto de dois filhos” (DICIONÁRIO 
MÉDICO, 2014).
30) Parto induzido: “parto provocado na gestação prolon-
gada, ou nas anormalidades gestatórias” (DICIONÁRIO 
MÉDICO, 2014).
31) Parto prematuro: “parto que se realiza antes do perío-
do normal de gestação” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
32) Parto serotino: “Parto realizado após duração excessi-
va da gravidez” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
33) Perinatal: “relativo aos períodos imediatamente ante-
rior e posterior ao parto” (DICIONÁRIO MÉDICO, 2014).
34) Primípara: “Mulher que pariu pela primeira vez” (DI-
CIONÁRIO MÉDICO, 2014).
35) Puerpério: “Período compreendido entre o parto e a 
completa recuperação anatomofisiológica da mulher; 
16 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
pós-parto (aproximadamente seis semanas)” (DICIO-
NÁRIO MÉDICO, 2014).
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE
O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos concei-
tos mais importantes deste estudo. 
 
Figura 1 Esquema dos Conceitos-chave de Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e Saúde da 
Mulher. 
4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 
2007.
 
 
 
 
 
 
Período Não Gravídico 
 
 
Saúde da Mulher 
Adolescência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Políticas públicas 
Redes de atenção 
Direitos sexuais e 
reprodutivos 
Trabalho de parto, 
parto e puerpério 
 
 
 Doenças 
Intercorrências 
Violência 
Gestante 
Planejamento familiar 
Métodos 
anticoncepcionais 
Infertilidade 
Semiologia e Semiotécnica da mulher 
Consulta de Enfermagem 
17© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO
5. E-REFERÊNCIA
DICIONÁRIO MÉDICO. Conceitos. 2014. Disponível em: <https://www.xn--
dicionriomdico-0gb6k.com/display.php?action=search&word=Aborto&nr_page=1>. 
Acesso em: 3 maio 2019.
© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
19
UNIDADE 1
SAÚDE DA MULHER
Objetivo
• Entender como acontece a organização da saúde da 
mulher, para, assim, atender as políticas públicas de 
atenção à saúde. 
• Conhecer os métodos anticoncepcionais, os determi-
nantes do planejamento familiar e a infertilidade.
• Entender os aspectos da saúde da mulher adolescente 
e no climatério.
• Conhecer a situação social da mulher no Brasil.
Conteúdos
• As políticas públicas de saúde da mulher e as redes de 
atenção. 
• Gênero e saúde-doença das mulheres.
• Direitos sexuais e reprodutivos da mulher. 
• Determinantes do planejamento familiar e métodos 
anticoncepcionais. 
• Infertilidade: bases para os cuidados de enfermagem. 
• A mulher adolescente e no climatério.
• A participação das mulheres na vida social. 
• Violência contra a mulher (videoaula).
20 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
Orientações para o estudo da unidade
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações 
a seguir:
1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referên-
cia de Conteúdo; busque outras informações em sites 
confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresen-
tadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na 
modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator 
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principaisconceitos apresenta-
dos e realize as revisões sugeridas no início de cada 
unidade.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares, 
descritos no Conteúdo Digital Integrador. Neles se-
rão orientados os estudos sobre a atenção à saúde da 
mulher.
21© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
1. INTRODUÇÃO
Vamos iniciar nossa primeira unidade de estudo, você está 
preparado?
A disciplina Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e 
Saúde da Mulher está dividida em cinco ciclos de aprendizagem, 
cada um deles correspondendo a um grupo de conteúdos e ob-
jetivos específicos. 
Esses conteúdos e objetivos visam contribuir para a forma-
ção do enfermeiro que irá atuar no cuidado à saúde da mulher 
em diversas fases do seu ciclo de vida.
Nesta unidade, você conhecerá as políticas públicas de 
saúde da mulher e as redes de atenção, as questões de gênero 
e saúde-doença das mulheres, os direitos sexuais e reprodutivos 
da mulher, o planejamento familiar e métodos anticoncepcio-
nais, a infertilidade como base para os cuidados de enfermagem, 
a participação das mulheres na vida social e, como videoaula, o 
tema da violência contra a mulher.
Nessa perspectiva, a disciplina visa proporcionar ao futuro 
enfermeiro a compreensão das políticas de saúde em relação 
à mulher nos ciclos da vida, tais como adolescência, gestante, 
parto, puerpério, e climatério, e o cuidado específico para cada 
ciclo.
Por fim, os estudos dessa disciplina objetivam contribuir 
para a formação de um enfermeiro capaz de constante avaliação 
crítica a respeito de suas ações.
22 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
2.1. POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER
As políticas públicas são um conjunto de ações do gover-
no que têm por objetivo produzir um efeito específico. No caso 
das mulheres, as políticas públicas surgiram da necessidade em 
garantir a igualdade do direito das mulheres, por exemplo, ao 
considerar a desigualdade no acesso ao trabalho. 
De acordo com Alexandre (2007), o Sistema Único de Saú-
de (SUS), como política de saúde, possui princípios e diretrizes 
que pretendem conduzir o setor da saúde para qualificação da 
assistência à saúde da população brasileira. 
No Brasil, a saúde da mulher foi incorporada às políticas 
públicas nacionais nas primeiras décadas do século 20, pois, 
antes disso, o que havia eram ações limitadas às demandas de 
gravidez e parto. Com o movimento feminista, iniciou-se a luta 
contra a perspectiva reducionista da saúde da mulher, o que, aos 
poucos, possibilitou a inclusão de importantes itens na agenda 
da política nacional (ALEXANDRE, 2007). 
A Política Nacional para Mulheres (PNM) tem caráter per-
manente e fornece linhas gerais sobre os planos, que têm caráter 
mais abundante e que são sujeitos a modificações mais frequen-
tes. Dentre os princípios da PNM, estão:
1) Igualdade e respeito à diversidade.
23© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
2) Equidade.
3) Autonomia das mulheres.
4) Laicidade do Estado.
5) Universidade das políticas.
6) Justiça social.
7) Transparência dos atos públicos.
8) Participação e controle social.
A Política de Saúde da Mulher tem o enfoque no direciona-
mento dos recursos mínimos necessários e abrangentes à saúde 
da mulher. Dentre seus objetivos gerais, estão: 
• Promover a melhoria das condições de vida e de saúde das 
mulheres brasileiras; [...]
• Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade 
feminina no Brasil, especialmente por causas evitáveis; [...]
• Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde 
da mulher no SUS (ALEXANDRE, 2007, p. 67).
Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou o Programa de 
Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), que representou 
um marco para a assistência da população feminina no Brasil, 
pois fez cumprir os princípios e as diretrizes do Sistema Único 
de Saúde (SUS), incorporando ações educativas, preventivas, de 
diagnóstico, de tratamento e recuperação em todos os ciclos de 
vida da mulher: ginecologia, pré-natal, parto, puerpério, clima-
tério, planejamento familiar, doenças infecciosas, neoplasias e 
violências (ALEXANDRE, 2007).
No entanto, uma crítica à formulação das políticas pú-
blicas de saúde da mulher diz respeito às questões de gênero, 
que revelam a histórica desigualdade de poder entre homens e 
mulheres e seu impacto nas condições de saúde da população; 
24 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
como exemplo, podemos citar que o processo de saúde e doen-
ça resulta da atuação de fatores sociais, econômicos, culturais e 
históricos. Nessa perspectiva, as mulheres são mais vulneráveis, 
já que se encontram em maior situação de pobreza, trabalham 
mais horas e gastam pelo menos metade do seu tempo em ativi-
dades não remuneradas, diminuindo seu acesso aos bens sociais 
e aos serviços de saúde (ALEXANDRE, 2007).
Tais questões contribuem, também, para a organização das 
famílias no Brasil, que, apesar de se apresentar de diversas for-
mas, ainda demonstra o predomínio do papel social da mulher 
subordinada ao homem, servindo-lhe como suporte. Quando a 
mulher assume a chefia da família, na maioria das vezes, a mu-
lher tem piores condições econômicas, sociais e afetivas e renda 
familiar menor (ALEXANDRE, 2007).
Ainda prevalecem sobre a mulher as obrigações da mater-
nidade, da manutenção da boa saúde e da educação da prole e, 
no que diz respeito à saúde da mulher, o foco ainda está voltado 
para a saúde materna ou à ausência de doenças associadas à 
reprodução humana. Portanto, há a necessidade emergente de 
considerar os direitos humanos e as questões de cidadania na 
saúde da mulher (ALEXANDRE, 2007). 
Nesse sentido, a literatura afirma que a mulher precisa 
exercer seus direitos de expressar seus pensamentos, manifestar 
sua participação política, gerar autonomia e usufruir dos direi-
tos sociais, protegendo-se contra a violência de gênero e sexo e 
garantindo seu atendimento com respeito e humanidade (ALE-
XANDRE, 2007).
No que se refere aos planos para a saúde da mulher, ou 
seja, a base para as ações, o I Plano Nacional de Políticas para 
Mulheres (PNPM) foi criado em 2004 e atuou em quatro linhas 
25© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
importantes e mais urgentes: autonomia, igualdade no mundo 
do trabalho e cidadania; educação inclusiva e não sexista; saúde 
das mulheres, direitos sexuais e reprodutivos; e enfrentamento 
à violência contra a mulher. Ou seja, foi um compromisso que o 
governo assumiu em ser parceiro na erradicação da discrimina-
ção contra mulheres. 
No mesmo ano, ampliou-se o PAISM, com a inclusão de 
mulheres rurais, com deficiência, negras, indígenas, presidiárias 
e lésbicas, que ganharam participação nas discussões, além de 
serem discutidas atividades sobre saúde da mulher. Assim, o 
PAISM ganhou status de Política Nacional de Atenção Integral à 
Saúde da Mulher. 
Com as leituras e o vídeo indicados no Tópico 3. 1, você 
conhecerá mais sobre as políticas públicas para saúde das 
mulheres. Antes de prosseguir para o próximo assunto, aces-
se os materiais indicados, procurando assimilar o conteúdo 
estudado.
2.2. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS
Segundo Alexandre (2007), com o processo de envelhe-
cimento populacional, observou-se a queda da fecundidade no 
mundo e no Brasil, motivada por avanços socioeconômicos e au-
mento da migração rural-urbana. A mulher passou, então, a as-
sumir novos papéis na sociedade, aumentando sua participação 
no mercado de trabalho, além de ter aumentado a escolaridade 
e o acesso à informação.
26 © ENFERMAGEMEM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
Esse novo panorama demográfico tem exigido ações pro-
gramáticas mais abrangentes, especialmente quanto aos direi-
tos sexuais e reprodutivos. São considerados direitos sexuais e 
reprodutivos os direitos a liberdade, privacidade, intimidade e 
autonomia, sem discriminação, coerção ou violência; ou seja, 
na atenção primária à saúde, as ações são exemplificadas por 
aconselhamento, informação, educação, comunicação e pelos 
serviços de planejamento familiar, atenção pré-natal, partos sem 
riscos, atenção pós-parto, lactância materna, atenção materno-
-infantil, prevenção e tratamento adequado em casos de infer-
tilidade, interrupção da gravidez, tratamento das infecções do 
aparelho reprodutor e das doenças sexualmente transmissíveis, 
informação e educação sobre sexualidade humana, saúde repro-
dutiva e paternidade responsável (BARBIERI, 2007).
Em suma, as recomendações internacionais para atender 
os direitos sexuais e reprodutivos da mulher precisam estar nas 
agendas governamentais, o que não é tarefa fácil. 
Planejamento familiar
O planejamento familiar ou reprodutivo trata-se de um di-
reito básico do ser humano e cabe ao Estado proporcionar recur-
sos e meios para alcançar o mais elevado nível possível de saúde 
sexual e reprodutiva (CAMIÁ; BARBIERI, 2009). 
Além disso, o planejamento familiar pretende conscienti-
zar os casais quanto ao número de filhos e às condições necessá-
rias para criá-los (CAMIÁ; BARBIERI, 2009). 
Considera-se a fase reprodutiva da mulher o período da 
menarca e da menopausa, aproximadamente entre 10 e 49 anos. 
No entanto, o planejamento envolve decisões conscientes não 
27© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
só pela mulher, mas, também, pelo homem ou casal. A assistên-
cia em anticoncepção pressupõe a oferta de todas as alternati-
vas possíveis de métodos anticoncepcionais, o conhecimento de 
suas indicações, contraindicações e aplicações de uso, garantin-
do a todos os envolvidos os elementos necessários para a opção 
dos métodos que melhor se adaptem (CAMIÁ; BARBIERI, 2009). 
A decisão sobre qual método anticoncepcional é melhor 
para o indivíduo ou casal é individual e abrange eficácia, inocui-
dade, aceitabilidade, disponibilidade, facilidade de uso e reversi-
bilidade do método (CAMIÁ; BARBIERI, 2009). 
Atualmente, há diversos métodos anticoncepcionais dispo-
níveis, e não existe um método perfeito ou ideal, ou seja, que 
possa ser utilizado por toda mulher, que seja totalmente eficaz, 
de fácil acesso, não tenha efeitos colaterais, não interfira no 
ato sexual ou que seja aceito sem restrições moral, psicossocial 
e religiosa. O melhor método é aquele que mais se adéqua às 
necessidades e às condições de saúde do indivíduo, aquele que 
oferece maior número de benefícios com o mínimo de risco, di-
ferenciando-se cada caso em particular, sendo de decisão con-
junta do casal ou da mulher, sob orientação de um profissional 
da saúde (CAMIÁ; BARBIERI, 2009).
Os principais métodos anticoncepcionais são representa-
dos por: método Ogino-Knaus ou tabelinha, método da tempe-
ratura basal, método de Billings ou método da ovulação ou mu-
cocervical, método sintotérmico, coito interrompido, método da 
amenorreia da lactação, preservativo masculino ou condom ou 
camisinha, preservativo feminino, diafragma, espermicidas, an-
ticoncepcionais hormonais orais, anticoncepcionais hormonais 
injetáveis, anticoncepcional hormonal vaginal, anticoncepcional 
hormonal transdérmico, implantes anticoncepcionais, contra-
28 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
cepção de emergência, dispositivo intrauterino, laqueadura tu-
bária e vasectomia (CAMIÁ; BARBIERI, 2009).
Os profissionais de saúde precisam se atualizar sobre os 
diversos métodos disponíveis, ter habilidade de comunicação 
interpessoal para poder comunicar-se com os usuários dos ser-
viços e saúde, falar de maneira adequada, utilizar apoio visual, 
escutar e verificar a compressão e ter postura aberta e de respei-
to aos direitos da pessoa (CAMIÁ; BARBIERI, 2009).
Além disso, ao enfermeiro incumbe: obter a história clínica 
e reprodutiva da mulher; realizar o exame físico e ginecológico; 
investigar metas reprodutivas; reforçar a importância do planeja-
mento familiar; avaliar o conhecimento prévio dos métodos anti-
concepcionais e seu nível de compreensão; ajudar na escolha do 
melhor método, mas sempre respeitando os desejos e interesses 
do usuário; oferecer informações precisas sobre o método es-
colhido; discutir a vulnerabilidade para as doenças sexualmente 
transmissíveis e sua prevenção; encaminhar para consulta médi-
ca, se necessário; realizar coleta de material para colpocitologia 
oncótica, se necessário; fornecer o método anticoncepcional, 
aprazar o retorno, registrar todas as informações e realizar esta-
tísticas (CAMIÁ; BARBIERI, 2009).
Isso significa que as ações de enfermagem abrangem des-
de a orientação de hábito de saúde, como o método escolhido e 
uso de preservativos em todas as relações sexuais, os resultados 
dos exames, autoexame das mamas, até o agendamento de gru-
pos de esterilização e sexualidade, o encaminhamento ao servi-
ço de psicologia, a coleta de exames preventivos (Papanicolau), 
exames de rotina e a escuta da usuária (CAMIÁ; BARBIERI, 2009).
29© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, am-
plie seu conhecimento com as leituras das principais recomen-
dações para o planejamento familiar\reprodutivo e métodos 
anticoncepcionais. Antes de prosseguir para o próximo as-
sunto, acesse os materiais indicados, procurando assimilar o 
conteúdo estudado.
Morbidade e mortalidade feminina
Conforme Alexandre (2007), a morbidade e a mortalida-
de da população feminina são determinadas por aspectos bio-
lógicos, culturais e sociais. As principais causas de morte entre 
mulheres são representadas por causas cardiovasculares, como 
o acidente vascular encefálico e doenças hipertensivas; causas 
infecciosas, como a AIDS; causas violentas, como o homicídio; e 
neoplasias, como o câncer de mama, útero e tecido linfático. O 
perfil epidemiológico feminino atual tem sido relacionado aos 
desgastes proporcionados pelo excesso de atividades e respon-
sabilidades que as mulheres exercem. 
De relevância ímpar, incluem-se as mortes por complica-
ções da gravidez, do parto e do puerpério, que quase sempre 
são causadas por inadequada e\ou tardia assistência médica e 
que também podem ser evitadas. Exemplos das causas de mor-
tes maternas são: hemorragia, hipertensão, infecção puerperal, 
embolia pulmonar e doenças infeciosas e parasitárias (ALEXAN-
DRE, 2007). Em vista desse quadro, vê-se como é importante o 
conhecimento do profissional de saúde, pois permite que ações 
preventivas sejam estimuladas e implementadas.
De acordo com Barbieri (2007), os desafios são inúmeros, 
uma vez que os indicadores apontam para elevada mortalidade 
30 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
materna, má qualidade da assistência pré-natal, ao parto e ao 
pós-parto, atenção ao parto ainda marcada por medicalização, 
intervenções e prática abusiva da cesariana, aborto realizado em 
condições de risco e insegurança, anticoncepção designada pela 
pouca expressividade de outros métodos além da laqueadura 
tubária e hormônios orais, desconhecimento da magnitude das 
doenças sexualmente transmissíveis na gravidez e aumento da 
mortalidade provocada por cânceres ginecológicos. 
Outros temas importantes que merecem ser abordados 
em saúde da mulher e que envolvem direitos sexuais e repro-
dutivos são a infertilidade, a mulher adolescente e a mulher no 
climatério.
Mulher: infertilidade, adolescência e climatério 
A infertilidade é um tema complexo e importante que en-
volve a saúdeda mulher. Para a reprodução humana, são ne-
cessárias condições anatômicas, fisiológicas e sociopsicológicas 
harmônicas. A infertilidade é definida como a inabilidade de con-
ceber, após um ano de tentativa regular sem contracepção, ou de 
levar a gestação até um nascimento, podendo ser classificada em 
primária ou secundária (MAMEDE; CLAPIS; PANOBIANCO, 2017).
As causas da infertilidade podem ser condições ou doenças 
da mulher, como endometriose e doença inflamatória pélvica, 
ou doenças do homem, como distúrbios endócrinos, doenças 
sexualmente transmissíveis, entre outras. A enfermagem poderá 
ajudar o casal conhecendo os aspectos clínicos e as implicações 
psicológicas da infertilidade, identificando suas necessidades e 
auxiliando-o a superar suas dificuldades e os modalidades de 
tratamento de infertilidade (MAMEDE; CLAPIS; PANOBIANCO, 
2017). 
31© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
A saúde das mulheres adolescentes deve levar em consi-
deração que essa fase engloba mudanças fisiológicas hormonais, 
crescimento acelerado, aparecimento de características sexuais 
secundárias, desenvolvimento de órgãos e mudanças no apare-
lho reprodutivo (MANDÚ, 2007). 
A fase da adolescência é construída socialmente em meio 
a condições e relações socioculturais, de acordo com cada so-
ciedade, cultura e grupo. Os serviços de saúde ainda não estão 
preparados para lidar com famílias, crianças e adolescentes em 
questões relacionadas à sexualidade. A falta de condições apro-
priadas de vida, os controles culturais exercidos sobre as vidas e 
os corpos dos adolescentes e a inadequada qualidade da aten-
ção à saúde resultam em graus diferentes de problemas de saú-
de em adolescentes. Somam-se a esses problemas os sofrimen-
tos psicoemocionais relacionados à autoestima (MANDÚ, 2007). 
Para Mandú (2007), cuidar da saúde dos adolescentes re-
quer medidas amplas e promocionais de saúde, com atenção es-
pecial à sua história de saúde, tendo como base muito diálogo, 
escuta, aceitação e respeito. 
Já Alexandre (2007) explica que as políticas públicas de 
atenção ao adolescente têm o objetivo de orientar as adolescen-
tes segundo os parâmetros dos direitos sexuais e reprodutivos, 
bem como chamar a atenção para o desenvolvimento da corres-
ponsabilidade masculina na reprodução e na contracepção.
O climatério, assim como a adolescência, é um processo 
complexo de mudanças físicas, emocionais e socioculturais, e 
existem vários fatores que podem influenciar a forma como cada 
mulher o vivenciará. Ele refere-se ao período da vida reprodutiva 
da mulher durante o qual a menopausa ocorre, uma vez que a 
menopausa é a cessação permanente das menstruações por um 
32 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
período de doze meses de amenorreia, pela perda da função fo-
licular dos ovários (GONÇALVES; MERIGHI, 2007).
O climatério e a menopausa não são doenças, constituindo 
uma fase da vida da mulher em cujo desequilíbrio hormonal é 
brusco e pode gerar certo desconforto (ALEXANDRE, 2007). Os 
sinais e sintomas do climatério podem iniciar com a irregularida-
de menstrual, fogachos, prurido, dispaurenia, alterações da pele 
e dos fâneros e até fadiga e depressão (GONÇALVES; MERIGHI, 
2007). Incluem, ainda, ressecamento vaginal e urgência miccio-
nal, com repercussão na esfera sexual e na qualidade de vida da 
mulher, dificuldades cognitivas e irritabilidade emocional (PINEL-
LI; SOARES, 2009).
O climatério ocasiona alterações no sistema ósseo da mu-
lher, tendo como consequência principal a perda de massa óssea 
e sua relação com osteoporose. Dessa forma, é imprescindível a 
educação em saúde visando à prevenção de complicações da os-
teoporose, como dieta rica em cálcio e fósforo, exercícios físicos 
e banho de sol moderado (PINELLI; SOARES, 2009).
As mulheres nessa fase da vida podem sofrer preconceitos 
relacionados à idade e também à incapacidade da maternidade. 
Além disso, há ainda a possibilidade de mudanças sociais, como 
aposentadoria, morte do companheiro e saída dos filhos de casa 
(ALEXANDRE, 2007). 
No âmbito da saúde pública, o climatério ainda é visto 
como problema de solução individual e centrado no aspecto bi-
ológico. É imprescindível o empenho dos profissionais de saúde 
no que se refere à orientação das mulheres sobre o climatério, 
em um contexto interdisciplinar que vise à melhoria da quali-
dade de vida das mulheres e à manutenção de hábitos de vida 
saudáveis (GONÇALVES; MERIGHI, 2007). 
33© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, am-
plie seu conhecimento sobre infertilidade e saúde da mulher 
adolescente e no climatério. Antes de prosseguir para o próxi-
mo assunto, acesse os materiais indicados, procurando assimi-
lar o conteúdo estudado.
2.3. SITUAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE DA MULHER
De acordo com Fonseca (2007), a maneira como são inter-
pretados os fenômenos sociais depende da visão de mundo que 
se aplica. O processo saúde-doença é um fenômeno social e vê a 
doença como proveniente da ação de múltiplos fatores, relacio-
nados ao sujeito, ao meio ambiente e ao agente causador. Assim, 
o processo saúde-doença determinado socialmente decorre da 
inserção do indivíduo ou do grupo basicamente em uma dada 
classe social, num determinado gênero, numa geração e numa 
raça-etnia, além de outros aspectos. 
Considera-se gênero uma construção histórica, que se re-
fere ao sexo social, com base nos processos sociais de construção 
de feminilidade e de masculinidade. O processo saúde-doença 
das mulheres decorre dos processos de degastes característicos 
das mulheres numa dada sociedade e numa dada época. Obser-
va-se que as mulheres ocupam uma posição social subalterna 
à dos homens na sociedade, e isso pode ser verificado por sua 
situação de iniquidade no trabalho e nos rendimentos, na es-
colarização, na propriedade e no acesso a bens e serviços, bem 
como no exercício de seus direitos (FONSECA, 2007). 
Há vários processos que interferem negativamente na vida 
e na saúde das mulheres, tais como: aumento na proporção de 
34 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
mulheres chefes de família sem os suportes jurídicos e salariais 
vigentes para os homens, agudização do processo de subvalori-
zação do trabalho feminino e do peso da tripla carga de trabalho 
para possibilitar condições de sobrevivência familiar; atividades 
político-participativas e agudização da falta de bens de consumo 
e serviços para dar suporte às atividades femininas (FONSECA, 
2007).
A assistência à saúde da mulher deve ser norteada nos 
princípios do SUS e deve ter como objetivo assistir as mulheres 
no que diz respeito à sua saúde e contribuir para emancipação 
de gênero, tanto na dimensão biológica quanto social (FONSECA, 
2007). 
Como já mencionado, os programas governamentais preci-
sam ampliar o enfoque da saúde da mulher para além do perío-
do gestacional ou gravídico-puerperal. 
Os programas nacionais para atenção e assistência à saúde 
da mulher trazem recomendações que orientam a assistência de 
enfermagem e possibilitam o levantamento de diagnósticos e in-
tervenções de enfermagem. 
O Programa Rede Cegonha é uma estratégia que tem a fi-
nalidade de estruturar e organizar a atenção à saúde materno-in-
fantil por meio de planejamento reprodutivo e atenção humani-
zada à gravidez, ao parto e ao puerpério (pós-parto), bem como 
através de garantia às crianças do direito ao nascimento seguro 
e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis (BRASIL, 2013).
35© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 3, co-
nheça mais sobre os principais programas nacionais para aten-
ção e assistência à saúde da mulher. Antes de prosseguir para 
o próximo assunto, acesse os materiaisindicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in-
dispensável para você compreender integralmente os conteúdos 
apresentados nesta unidade.
3.1. POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER
Nessa perspectiva, os textos a seguir apresentam aspectos 
que envolvem as mulheres nas questões de gênero, de autono-
mia, de igualdade, de educação, formas de violência contra as 
mulheres e enfrentamento das desigualdades, no âmbito das 
políticas públicas nacionais. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
tégicas. Política nacional de atenção integral à saúde 
da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2004. Disponível em: <http://bvsms.saude.
gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.
pdf>. Acesso em: 10 dez. 2018.
• BRASIL. Secretaria Especial de Políticas Públicas para as 
Mulheres. II Plano Nacional de Políticas para as Mulhe-
res. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdo-
36 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
cuments/planonacional_politicamulheres.pdf>. Acesso 
em: 17 set. 2018.
• BRASIL. Secretaria Especial de Políticas Públicas para as 
Mulheres. Plano Nacional de Políticas para as mulheres. 
2005. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/pnpm_compacta.pdf>. Acesso em: 17 set. 
2018.
3.2. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS
Os textos são recomendações importantes sobre direitos 
sexuais e reprodutivos, planejamento familiar, métodos anticon-
cepcionais, participação do enfermeiro e uma análise sobre a 
mortalidade materna, para leitura e compreensão na íntegra.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
tégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Direitos Se-
xuais e Direitos Reprodutivos: uma prioridade do gover-
no. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Disponível em: 
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_
direitos_sexuais_reprodutivos.pdf>. Acesso em: 10 dez. 
2018.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estraté-
gicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos 
anticoncepcionais. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publi-
cacoes/direitos_sexuais_reprodutivos_metodos_anti-
concepcionais.pdf>. Acesso em: 14 jan. 2019.
37© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção 
à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde se-
xual e saúde reprodutiva. Brasília: Ministério da Saú-
de, 2010. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/
docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad26.pdf>. Acesso 
em: 14 jan. 2019.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção 
à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde se-
xual e saúde reprodutiva. Brasília: Ministério da Saúde, 
2013. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/saude_sexual_saude_reprodutiva.pdf>. 
Acesso em: 14 jan. 2019.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção 
Básica: Saúde das Mulheres. Brasília: Ministério da Saú-
de, 2016. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/
docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.
pdf>. Acesso em: 15 jan. 2019.
• VIANA, R. C.; NOVAES, M. R. C. G.; CALDERON, I. M. Mor-
talidade Materna – uma abordagem atualizada. Com. 
Ciências Saúde, 22, sup. 1, p. S141-S152, 2011. Disponí-
vel em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/morta-
lidade_materna.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2018.
• UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Centro 
de Ciências da Saúde. Curso de Especialização Mul-
tiprofissional na Atenção Básica � Modalidade a Dis-
tância. Atenção integral à saúde da mulher: medicina. 
Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 
2016. Disponível em: <https://unasus.ufsc.br/atencao-
basica/files/2017/10/Aten%C3%A7%C3%A3o-Integral-
-%C3%A0-Sa%C3%BAde-da-Mulher-ilovepdf-compres-
sed.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2018.
38 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de 
Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Assistência em 
Planejamento Familiar: Manual Técnico. Brasília: Minis-
tério da Saúde, 2002. Disponível em: <http://bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.pdf>. 
Acesso em: 10 dez. 2018.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Bá-
sica: Saúde das Mulheres. Brasília: Ministério da Saú-
de, 2016. Disponível em: <http://www.saude.sc.gov.
br/index.php/documentos/informacoes-gerais/redes-
-de-atencao-a-saude-2/rede-aten-a-saude-materna-e-
-infantil-rede-cegonha/manuais-e-publicacoes/12088-
-protocolo-saude-das-mulheres/file>. Acesso em: 13 
dez. 2018.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
tégicas Saúde do adolescente: competências e habili-
dades. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. 
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publi-
cacoes/saude_adolescente_competencias_habilidades.
pdf>. Acesso em: 14 jan. 2019.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
tégicas. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/
Menopausa. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 
2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf>. 
Acesso em: 14 jan. 2019.
39© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
3.3. SITUAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE DA MULHER
Os textos a seguir apresentam aspectos que envolvem a 
assistência de enfermagem à saúde da mulher e a Rede Cegonha. 
• SÃO PAULO (Cidade). Secretaria da Saúde. Manual téc-
nico: saúde da mulher nas Unidades Básicas de Saú-
de. 2. ed. São Paulo: SMS, 2012. Disponível em: <sms.
sp.bvs.br/lildbi/docsonline/get.php?id=7667>. Acesso 
em: 7 jan. 2018. 
• UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. UNA-SUS/
UFMA. Redes de atenção à saúde: a Rede Cegonha. São 
Luís, 2015. Disponível em: <www.saude.mt.gov.br/ar-
quivo/3062>. Acesso em: 7 jan. 2018. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Rede Cegonha. Disponí-
vel em: <http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-progra-
mas/rede-cegonha>. Acesso em: 19 jul. 2017.
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para 
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em re-
sponder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos 
estudados para sanar as suas dúvidas.
1) (Questão adaptada de FUNIVERSA, 2011) As políticas públicas de saúde no 
Brasil surgiram com enfoque de ações voltadas para o caráter coletivo. No 
decorrer dos tempos e com os avanços nas discussões de autores e legisla-
ções, começou-se a norteá-las para a assistência médica individual. Acerca 
de políticas públicas de saúde da mulher, assinale a alternativa correta: 
a) A violência doméstica contra a mulher compreende apenas a violência 
psicológica, entendida como qualquer ofensa que configure calúnia, 
difamação ou injúria.
40 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
b) A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar 
está assegurada na Lei Maria da Penha.
c) A violência doméstica se caracteriza apenas pela violência física.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
2) (Questão adaptada de FUNIVERSA, 2011) A estratégia Rede Cegonha tem 
a finalidade de estruturar e organizar a atenção à saúde materno-infantil 
no país e será implantada, gradativamente, em todo o território nacional. 
Os princípios da Rede Cegonha são: 
a) Humanização do parto e do nascimento.
b) Acolhimento apenas da gestante.
c) Realização do pré-natal, sem acompanhamento posterior da mulher.
d) Não é uma política para a saúde da mulher e da criança.
3) Sobre as açõesde saúde da mulher, analise as afirmações a seguir e assi-
nale a alternativa falsa:
a) Os altos índices de mortalidade materna e neonatal e as taxas crescen-
tes de cirurgia cesariana dos últimos anos evidenciam a necessidade 
de colocar em discussão o modelo de atenção obstétrica e neonatal 
hegemônico no país.
b) Apesar do avanço na melhoria da atenção ao pré-natal, ao parto e ao 
nascimento, fruto de uma série de esforços e de iniciativas dos gover-
nos e da sociedade nos últimos 30 anos, a redução da morbimortalida-
de materna e neonatal permanece como um desafio.
c) Nas práticas de atenção e de gestão, predominam arranjos organiza-
cionais que dificultam a participação tanto de trabalhadores quanto 
de usuários e uma assistência marcada por intensa medicalização e 
intervenções potencialmente iatrogênicas, sem respaldo em evidên-
cias científicas.
d) A Rede Cegonha tem por objetivo fomentar a implementação de um 
modelo de atenção à saúde da criança durante o seu desenvolvimento 
no período em qualquer faixa etária de idade.
4) Assinale a resposta correta: a Rede Cegonha irá monitorar os seguintes 
indicadores de mortalidade e morbidade:
a) Cobertura de equipes de Saúde da Família; Tipo de parto: % de partos 
cesáreos e partos normais, bem como as cesáreas em primíparas com 
IG > 32 semanas; idade materna; % de gestantes captadas até a 12ª 
41© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
semana de gestação; % de crianças com consultas preconizadas até 24 
meses de idade; de crianças com as vacinas de rotina de acordo com a 
agenda programada.
b) Número absoluto de óbitos infantis (neonatal e pós-neonatal); Núme-
ro absoluto de óbitos maternos por município. % de crianças com con-
sultas preconizadas até 24 meses de idade; de crianças com as vacinas 
de rotina de acordo com a agenda programada.
c) Número de nascidos vivos e % de mais de 7 consultas no pré-natal; 
Incidência de sífilis congênita (indicador 7 do Pacto pela Vida); Número 
absoluto de óbitos infantis (neonatal e pós-neonatal); Número absolu-
to de óbitos maternos por município.
d) Número de nascidos vivos e % de mais de 7 consultas no pré-natal; In-
cidência de sífilis congênita (indicador 7 do Pacto pela Vida); Cobertura 
de equipes de Saúde da Família; Tipo de parto: % de partos cesáreos 
e partos normais, bem como as cesáreas em primíparas com IG > 32 
semanas; idade materna.
5) Assinale a alternativa correta em relação ao climatério.
a) São sinais do climatério: ondas de calor, suores noturnos, variações da 
PA e taquicardia.
b) Devido ao aumento do estrógeno, pode ocorrer a osteoporose.
c) Nas manifestações genitais, são comuns o ressecamento vaginal e o 
aumento de pelos.
d) A terapia hormonal não é recomendada para as mulheres nesse 
período.
Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au-
toavaliativas propostas:
1) b.
2) a.
3) d.
4) a.
5) a.
42 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
5. CONSIDERAÇÕES
Chegamos ao final da primeira unidade, na qual você teve 
a oportunidade de conhecer as políticas públicas de saúde da 
mulher e as redes de atenção, as questões de gênero e saúde-
-doença das mulheres, os direitos sexuais e reprodutivos da 
mulher, os determinantes do planejamento familiar e métodos 
anticoncepcionais, a infertilidade e as bases para os cuidados de 
enfermagem, aspectos sobre a mulher adolescente e no climaté-
rio, a participação das mulheres na vida social e sobre violência 
contra a mulher. É relevante a interação de todo o conhecimento 
adquirido nas obras estudadas até o momento para a prática clí-
nica do enfermeiro.
Veja, agora, as leituras do Conteúdo Digital Integrador, que 
ampliarão seu conhecimento sobre o assunto. Na próxima uni-
dade, você será apresentado aos cuidados do enfermeiro quanto 
à saúde da mulher fora do ciclo gravídico-puerperal. 
6. E-REFERÊNCIA
BRASIL, Ministério da Saúde. Manual do Planejamento Familiar. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/0102assistencia1.pdf>. Acesso em: 28 jul. 2018.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALEXANDRE, L. B. S. P. Políticas públicas de saúde da mulher. In: FERNANDES, R. A. Q.; 
NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 1, p. 1-29.
BARBIERI, M. Direitos sexuais e reprodutivos da mulher. In: FERNANDES, R. A. Q.; 
NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 3, p. 62-81.
CAMIÁ, G. E. K.; BARBIERI, M. Planejamento familiar. In: BARROS, S. M. O. de. 
Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. Sao 
Paulo: Roca, 2009. Cap. 2, p. 19-48.
43© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 1 – SAÚDE DA MULLHER
FONSECA, R. M. G. S. da. Gênero e saúde-doença: uma releitura do processo saúde-
doença das mulheres. In: FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da 
mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 2, p. 30-61.
GONÇALVES, R.; MERIGHI, M. A. B. Climáterio: novas abordagens para o cuidar. In: 
FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 
2007. Cap. 11, p. 211-223.
MAMEDE, F. V.; CLAPIS, M. J.; PANOBIANCO, M. S. Infertilidade: bases para o cuidado 
de enfermagem. In: FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da 
mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 4, p. 82-91.
MANDÚ, E. N. T. Adolescência: o cuidar nessa fase do ciclo vital. In: FERNANDES, R. A. 
Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 10, p. 
190-210.
PINELLI, F. G. S.; SOARES, L. H. Promoção à saude da mulher. In: BARROS, S. M. O. 
de. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Rosa, 2009. Cap. 20, p. 373-385.
© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
45
UNIDADE 2
ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA 
Objetivo
• Entender a saúde da mulher idosa e os cuidados de 
enfermagem.
• Conhecer os aspectos que envolvem a prevenção e o 
controle dos cânceres de mama e cérvico-uterino.
• Entender a consulta de enfermagem e a realização da 
semiologia e semiotécnica na mulher.
Conteúdos
• Cuidados de enfermagem da mulher idosa. 
• Prevenção e controle dos cânceres de mama e 
cérvico-uterino. 
• Programa Viva Mulher.
• Autoexame das mamas e coleta de material para colpo-
citologia oncótica (videoaula).
• Consulta de enfermagem e exame físico da mulher fora 
do ciclo gravídico-puerperal.
Orientações para o estudo da unidade 
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações 
a seguir:
46 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referên-
cia de Conteúdo; busque outras informações em sites 
confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresen-
tadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na 
modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator 
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresenta-
dos e realize as revisões sugeridas no início de cada 
capítulo. Amplie seu conhecimento revisando o con-
teúdo sobre a anatomia e fisiologia das mamas e do 
sistema reprodutor feminino, sobre a consulta de en-
fermagem na Atenção Primária à Saúde e a Semiologia 
e Semiotécnica em Enfermagem.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementa-
res descritos no Conteúdo Digital Integrador. Neles 
serão orientados os estudos sobre a enfermagem 
ginecológica.
47© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
1. INTRODUÇÃO
Dando continuidade em nossos estudos, nesta unidade, 
você será apresentado aos principais conteúdos relacionados à 
enfermagem ginecológica. No entanto, antes disso, você estuda-
rá sobre a saúde das mulheres idosas, uma vez que as mulheres 
têm vivido mais do que os homens, e suas necessidades de saú-
de sãoespecíficas. 
Em seguida, serão apresentadas medidas públicas para a 
prevenção e o controle dos cânceres de mama e cérvico-uterino. 
Por fim, será dada ênfase aos principais elementos para a 
avaliação do enfermeiro sobre a saúde da mulher fora do ciclo 
gravídico-puerperal, a partir do processo de enfermagem. 
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
2.1. SAÚDE DA MULHER IDOSA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM
As mulheres idosas representam o público que mais cresce 
no país, e essa situação tem grande impacto nos serviços de 
saúde, uma vez que a mulher, biologicamente, sofre mais agra-
vos à saúde do que os homens. Nesse sentido, vale ressaltar que 
saúde para o idoso significa manter a melhor qualidade de vida 
possível (TEIXEIRA, 2007).
48 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Segundo Teixeira (2007), a maioria das idosas nunca exer-
ceu uma atividade que lhes pudesse garantir aposentadoria, o 
que gera um grave problema médico-social. 
O processo de envelhecimento se dá de forma variada en-
tre as pessoas e, no caso das mulheres, depende de como ela se 
preparou para esse momento e do valor cultural que a sociedade 
atribui à velhice (TEIXEIRA, 2007).
Todos os sistemas orgânicos se alteram na velhice, e o pa-
pel do enfermeiro, nesse contexto, é atuar em conjunto com uma 
equipe multidisciplinar, como geriatras, psicólogos, assistentes 
sociais, educadores físicos, entre outros, para ajudar no preparo 
da mulher para o processo de envelhecimento. Para envelhec-
er de modo saudável, há a necessidade de alguns cuidados ao 
longo da vida, como não fumar, beber apenas socialmente, ter 
alimentação balanceada, praticar exercícios físicos regulares e 
mentais e participar de atividade sociais familiares ou na comu-
nidade (TEIXEIRA, 2007).
Usualmente, a atenção à saúde da mulher idosa acontece 
nas unidades de saúde, e a consulta de enfermagem é a melhor 
forma de realizá-la (TEIXEIRA, 2007).
Há recomendações para que as atividades para as mul-
heres sejam individuais, mas, também, que se estendam a gru-
pos, por permitirem desenvolver novos conhecimentos e aumen-
tar a autoestima, o altruísmo, a socialização e novas habilidades 
dos participantes. As ações específicas para as mulheres idosas 
precisam atender suas necessidades e enfrentar os problemas 
físicos e psicológicos do processo de envelhecimento (TEIXEIRA, 
2007).
49© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Com as leituras e o vídeo indicados no Tópico 3. 1, você 
conhecerá mais sobre as recomendações para atender as ne-
cessidades da saúde da mulher idosa. Antes de prosseguir para 
o próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
2.2. CÂNCER DE MAMA E CÂNCER CÉRVICO-UTERINO 
O câncer de mama como doença tem sido descrito pelos 
egípcios há mais de 3000 anos (BERGAMASCO; TSUNECHIRO, 
2007). 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2018): 
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação 
desordenada de células da mama. Esse processo gera células 
anormais que se multiplicam, formando um tumor. [...]
É o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e 
no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, correspon-
dendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, 
esse percentual é de 29%. 
Para 2018, são esperados 59.700 casos novos de câncer de 
mama no Brasil. Excluído o câncer de pele não melanoma, é 
o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Cen-
tro-Oeste e Nordeste. O câncer de mama também acomete 
homens, porém é raro; a ocorrência neste público representa 
apenas 1% do total de casos da doença.
O câncer de mama apresenta-se como:
um tumor de consistência dura, de limites mal definidos, de 
tamanho que pode variar de um até vários centímetros de diâ-
metro, de acordo com o tempo de evolução. Pode estar com a 
mobilidade preservada ou aderido à pele, ao gradil costal ou 
a ambos. A pele que recobre a mama pode estar íntegra, ul-
50 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
cerada pelo tumor ou apresentar-se como uma casca de laranja 
(BERGAMASCO; TSUNECHIRO, 2007, p. 118). 
A doença pode ser percebida em sua fase inicial, na maio-
ria dos casos, é reconhecida por meio de sinais e sintomas tais 
como: nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor (é a principal 
manifestação da doença, percebida pela própria mulher), pele 
da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de la-
ranja, alterações no mamilo, pequenos nódulos nas axilas ou no 
pescoço, saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos 
(INCA, 2018). A Figura 1, a seguir, ilustra tais sintomas:
Figura 1 Sinais e sintomas do câncer de mama.
Segundo o INCA (2018), o aumento do risco de desenvolvi-
mento do câncer de mama está relacionado com o aumento da 
expectativa da vida, a industrialização, a urbanização, os avanços 
tecnológicos na área da saúde e a mudança de hábitos de vida. 
Assim, para evitar essa doença, é necessária a adoção de hábitos 
saudáveis de vida, como: praticar atividade física, alimentar-se 
51© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o 
consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e evitar uso de hor-
mônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposi-
ção hormonal (INCA, 2018). Por fim, é importante destacar que 
estratégias para detecção precoce do câncer devem ser incenti-
vadas (BERGAMASCO; TSUNECHIRO, 2007).
Conforme Bergamasco e Tsunechiro (2007, p.110), as mu-
lheres que estão em risco são aquelas 
com história familiar de câncer de mama em ascendentes ou 
parentes diretos (mãe ou irmã), na pré-menopausa, que ti-
veram diagnóstico prévio de hiperplasia atípica ou neoplasia 
lobular ou ainda câncer de mama prévio. Para essas mulheres, 
recomendam-se autoexame mensal e exame clínico semestral 
ou anual. 
O prognóstico da mulher com câncer de mama é elevado 
quando a doença é diagnosticada em estágio inicial, mesmo que 
os tratamentos em uso não garantam a cura. Por outro lado, a 
mortalidade também é elevada quando se é diagnosticado em 
fases avançadas, o que acontece comumente no Brasil (BERGA-
MASCO; TSUNECHIRO, 2007).
Os métodos clínicos, o autoexame de mama e o exame fí-
sico, os métodos instrumentais e a mamografia são os recursos 
mais importantes utilizados para a detecção precoce da doença 
(BERGAMASCO; TSUNECHIRO, 2007).
A detecção precoce deve ser realizada na atenção primá-
ria à saúde, com o exame físico das mamas, e, durante o proce-
dimento, a mulher deve ser estimulada e incentivada a realizar 
o autoexame da mama, esclarecendo-se a ela a importância de 
adotar esse hábito como cuidado para a própria saúde (BERGA-
MASCO; TSUNECHIRO, 2007). 
52 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Para tanto, é importante que as mulheres observem suas 
mamas sempre que possível, no banho, no momento da troca de 
roupa ou em outra situação do cotidiano, sem técnica específica, 
valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamá-
rias (INCA, 2018). 
O autoexame da mama trata-se de um exame realizado 
pela própria mulher com o objetivo de descobrir alguma altera-
ção. O autoexame não desvaloriza e nem substitui o exame físico 
das mamas realizado pelo profissional de saúde, mas é uma for-
ma de autocuidado e compartilhamento de responsabilidades 
em saúde (BERGAMASCO; TSUNECHIRO, 2007). É recomendado 
para todas as mulheres 7 a 10 dias após a menstruação, ou, para 
aquelas que não menstruam, deve-se escolher um dia do mês 
para sua realização. Espera-se que a mulher busque poralgum 
endurecimento nodular localizado (BERGAMASCO; TSUNECHI-
RO, 2007).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, saiba 
como se realiza o autoexame da mama. Antes de prosseguir 
para o próximo assunto, acesse os materiais indicados, procu-
rando assimilar o conteúdo estudado.
Diagnóstico da doença
O período entre a percepção das primeiras evidências da 
doença e a constatação do câncer de mama envolve sentimen-
tos, comportamentos e atitudes que variam entre as mulheres e 
que exigem do enfermeiro um cuidado especial, com acolhimen-
to e apoio.
53© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de 
rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sinto-
mas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, 
a cada dois anos. Mamografia é uma radiografia das mamas fei-
ta por um mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas 
de câncer antes do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que 
seja palpada qualquer alteração nas mamas. A mamografia de 
rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de 
mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos, os quais 
devem ser discutidos com o médico que acompanha a mulher 
(INCA, 2018).
Ainda segundo o INCA (2018), o diagnóstico da doença só é 
confirmado por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada 
de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de 
punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O 
material retirado é analisado pelo patologista para a definição do 
diagnóstico, uma vez que há vários tipos de cânceres de mama.
Por suas variáveis apresentações, há diversas terapêu-
ticas disponíveis, sendo que o tratamento do câncer de mama 
depende da fase em que a doença se encontra, ou seja, do es-
tadiamento e do tipo do tumor. Pode ser tratado com cirurgia, 
radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica 
(terapia-alvo) (INCA, 2018).
Como já mencionado, quando a doença é diagnosticada no 
início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a 
doença já possuir metástases, o tratamento busca prolongar a 
sobrevida e melhorar a qualidade de vida. Há preocupação cons-
tante com a qualidade de vida da paciente com câncer de mama 
pelos profissionais de saúde ao longo de todo o processo tera-
pêutico (INCA, 2018).
54 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, co-
nheça mais sobre o diagnóstico e tratamento do câncer de 
mama e as ações do enfermeiro. Antes de prosseguir para o 
próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
Câncer cérvico-uterino
Assim como o câncer de mama, o câncer cérvico-uterino 
há décadas preocupa a comunidade científica devido ao quadro 
de morbimortalidade que atinge a população feminina (NARCHI; 
JANICAS; FERNANDES, 2007).
Esse tipo de câncer inicia-se a partir de uma lesão intrae-
pitelial progressiva que evolui para um câncer invasivo em torno 
de dez a vinte anos, caso não seja oferecido tratamento. Durante 
o processo de evolução, a doença pode ser prevenida e curada 
(NARCHI; JANICAS; FERNANDES, 2007). 
Está associada a grupos femininos com maior vulnerabili-
dade social e a algumas infecções, como a provocada pelo Papilo-
mavírus Humano (HPV). Tabagismo, multiplicidade de parceiros, 
início precoce da atividade sexual, más condições de higiene e 
alimentação e uso de contraceptivos orais também têm sido as-
sociados ao surgimento da doença, predominantemente na faixa 
etária de 25 a 59 anos (NARCHI; JANICAS; FERNANDES, 2007).
A prevenção primária do câncer está relacionada à diminui-
ção do risco de contágio pelo HPV, que é transmitido por via se-
xual. O uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) 
durante a relação sexual com penetração protege parcialmente 
do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato 
55© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
com a pele da vulva, as regiões perineal e perianal e a bolsa es-
crotal (INCA, 2018).
Observa-se que o uso de preservativos para diminuição do 
potencial risco de transmissão do HPV depende do conhecimen-
to sobre a doença e suas formas de prevenção, da percepção do 
risco de infecção, das crenças e dos valores culturais, das iniqui-
dades de gênero e de como elas se revelam, do grau de autono-
mia e poder de negociação sexual nas relações afetivo-sexuais, 
do acesso ao serviço de saúde e da oferta de preservativos (NAR-
CHI; JANICAS; FERNANDES, 2007). 
Tais saberes são fundamentais para o planejamento da as-
sistência de enfermagem para prevenção primária do câncer cér-
vico-uterino. Assim, para exemplificar, podemos mencionar que 
diversas estratégias podem reduzir os fatores de risco, como: 
formação de grupos educativos que permitam a discussão de 
temas como sexualidade e gênero, vulnerabilidade e prevenção 
das doenças sexualmente transmissíveis, planejamento familiar\
reprodutivo, qualidade de vida e prevenção do câncer ginecoló-
gico; mobilização das mulheres para o autocuidado e para a bus-
ca por melhor qualidade de vida (grupos de caminhada, cultura 
de hortas caseiras); valorização da integralidade na assistência 
e no estímulo a uma participação das mulheres, com atitudes 
assertivas em relação à saúde; identificação e minimização das 
dificuldades de acesso ao serviço de saúde (NARCHI; JANICAS; 
FERNANDES, 2007).
Em 2014, o Ministério da Saúde implementou, no calendá-
rio vacinal, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 
a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para 
meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina 
protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros 
56 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por 
cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero (INCA, 2018).
A vacinação e a realização do exame preventivo (Papani-
colau) se complementam como ações de prevenção desse tipo 
de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a 
idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame 
preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra to-
dos os tipos oncogênicos do HPV (INCA, 2018).
A prevenção secundária do câncer cérvico-uterino é rea-
lizada por meio do exame citopatológico para detecção do cân-
cer in situ ou das lesões precursoras, tratáveis e curáveis em até 
100% dos casos (NARCHI; JANICAS; FERNANDES, 2007).
O exame citopatológico ou Papanicolau pode ser realizado 
em unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais 
capacitados. O exame é indolor, simples e rápido. Pode, no máxi-
mo, causar um pequeno desconforto. Para garantir um resultado 
correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com ca-
misinha) no dia anterior ao exame e deve evitar o uso de duchas, 
medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas 
anteriores à sua realização. É importante também que não esteja 
menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resul-
tado. Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, 
sem prejuízo para sua saúde ou para a do bebê (INCA, 2018).
Para a coleta do material, é introduzido na vagina um es-
péculo, por meio do qual o profissional de saúde faz a inspeção 
visual do interior da vagina e do colo do útero. Promove-se a 
escamação da superfície externa e interna da cérvice com uma 
espátula de madeira e uma escovinha. As células colhidas são 
colocadas numa lâmina de vidro para análise em laboratório es-
pecializado em citopatologia (INCA, 2018).
57© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Todas as mulheres que têm ou já tiveram vida sexual e que 
estão entre 25 e 64 anos de idade devemfazer o exame. Para 
maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames de-
vem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repeti-
ção só será necessária após três anos (INCA, 2018).
A interpretação do resultado do exame é muito importan-
te, no entanto, em todas as situações, recomenda-se seguir as 
recomendações médicas (INCA, 2018).
A nomenclatura nacional para os resultados do exame cito-
patológico cervical apresentam-se como: displasia leve ou neo-
plasia intraepitelial grau I (NIC I), atualmente denominada lesão 
intraepitelial de baixo grau (LIBG ou LSIL), pois tem baixo poder 
de malignidade e limita-se a um terço do epitélio de revestimen-
to de colo. As lesões consideradas de alto grau ou lesões intrae-
piteliais de alto grau são as NIC II e NIC III, que são consideradas 
lesões precursoras do câncer cervical (PINELLI; SOARES, 2009).
Se o exame acusar negativo para câncer, orienta-se fazer 
novo exame preventivo dentro de um ano; se a mulher já tem 
um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo 
exame preventivo em três anos. Se o exame acusou infecção por 
HPV ou lesão de baixo grau, o exame deverá ser repetido dentro 
de seis meses. Se o exame mostrou lesão de alto grau, o médico 
decidirá a melhor conduta; é possível que sejam solicitados ou-
tros exames, como a colposcopia. Se a amostra para o exame for 
insatisfatória, ou seja, a quantidade coletada de material não foi 
suficiente para fazer o exame, este deverá ser repetido logo que 
for possível (INCA, 2018).
O enfermeiro que irá tratar de mulheres com alterações na 
citopatologia participa da notificação, da orientação e do acom-
panhamento de todas as mulheres cujos resultados requeiram 
58 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
outras intervenções diagnósticas e\ou clínicas. O enfermeiro 
deve: identificar a população de risco, sistematizar a adequada 
convocação e reconvocação de mulheres a intervalos preesta-
belecidos, dispor de recursos adequados para coleta, relatórios, 
tratamento e acompanhamento das mulheres com exames alte-
rados, informar e orientar a mulher para que ela compreenda o 
significado do rastreamento e avaliar continuamente o processo 
e os resultados (NARCHI; JANICAS; FERNANDES, 2007).
O diagnóstico é realizado por meio do exame pélvico e 
da história clínica (exame da vagina, colo do útero, útero, ová-
rio e reto através de avaliação com espéculo, Papanicolau, to-
que vaginal e toque retal), pelo exame preventivo (Papanicolau), 
colposcopia (exame que permite visualizar a vagina e o colo de 
útero com um aparelho chamado colposcópio, capaz de detectar 
lesões anormais nessas regiões) e biópsia (se células anormais 
são detectadas no exame preventivo (Papanicolau), é necessário 
realizar uma biópsia, com a retirada de pequena amostra de te-
cido para análise no microscópio) (INCA, 2018).
Já o tratamento do câncer cérvico-uterino é avaliado em 
cada caso e deve ser orientado por um médico. Entre os tra-
tamentos estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O 
tipo de tratamento dependerá do estadiamento (estágio de evo-
lução) da doença, do tamanho do tumor e de fatores pessoais, 
como idade da paciente e desejo de ter filhos. Se confirmada a 
presença de lesão precursora, ela poderá ser tratada em nível 
ambulatorial, por meio de uma eletrocirurgia (INCA, 2018). 
O enfermeiro também realiza consultas de enfermagem de 
forma a diminuir a demanda por atendimento, melhorar a qua-
lidade da assistência e garantir que as mulheres sejam exami-
nadas em intervalos regulares (NARCHI; JANICAS; FERNANDES, 
59© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
2007). Em breve, discutiremos mais amplamente sobre a consul-
ta de enfermagem.
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, ex-
plore informações sobre a evolução das medidas públicas para 
redução dos cânceres ginecológicos. Antes de prosseguir para 
o próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
No Brasil, as ações de controle do câncer ginecológico ini-
ciaram-se a partir de 1983, por meio de programas em saúde, 
com a implantação do Programa de Assistência Integral à Saúde 
da Mulher. No entanto, apesar das recomendações de implanta-
ção ou ampliação das atividades de diagnóstico e atividades edu-
cativas, as ações de combates aos cânceres foram desenvolvidas 
de forma desarticulada. Em 1996, o Ministério da Saúde, em 
parceira com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), implantou 
o Programa Viva Mulher em âmbito nacional, objetivando a de-
tecção precoce e o controle do câncer cérvico-uterino. Posterior-
mente, as recomendações foram dadas pelo Programa Nacional 
de Combate ao Câncer de Colo do Útero (PNCCU) (NARCHI; JANI-
CAS; FERNANDES, 2007).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, ex-
plore informações sobre a evolução das medidas públicas para 
redução dos cânceres ginecológicos. Antes de prosseguir para 
o próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
60 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
2.3. CONSULTA DE ENFERMAGEM E SEMIOLOGIA E 
SEMIOTÉCNICA DA MULHER 
Como já mencionado, os programas governamentais preci-
sam ampliar o enfoque da saúde da mulher para além do perío-
do gestacional e gravídico-puerperal. A consulta de enfermagem 
é um meio para facilitar essa assistência de forma mais ampla 
(GERK, 2007). 
A consulta de enfermagem é uma atividade privativa do 
enfermeiro. A assistência de enfermagem para a mulher deve ser 
integral e possibilitar sua educação para o desenvolvimento de 
um comportamento preventivo, ou seja, para buscar esponta-
neamente os serviços de saúde de forma periódica, mesmo na 
ausência de sintomas (GERK, 2007). 
A primeira fase do processo de enfermagem, ou seja, o his-
tórico de enfermagem compreende a coleta de dados por meio 
da entrevista e do exame físico, que precisam conter questões 
sociais, econômicas e culturais para, então, fornecer subsídios 
para a elaboração dos problemas reais ou potenciais (diagnósti-
co de enfermagem) (GERK, 2007; GERK, 2009). 
Devido ao quadro de morbimortalidade feminino, com 
destaque para o câncer de mama e cérvico-uterino, o exame fí-
sico nas mulheres tem sido direcionado ao exame das mamas e 
cérvice-vaginal. No entanto, apesar desse enfoque mais direcio-
nado, o exame físico deve ser amplo o suficiente para permitir 
o levantamento adequado dos diagnósticos de enfermagem e a 
determinação das intervenções (GERK, 2007; GERK, 2009).
A coleta dos dados inicia-se com a entrevista, que deve en-
fatizar idade, situação conjugal, profissão, ocupação atual, esco-
laridade, procedência e naturalidade. Na entrevista, é oportuno 
61© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
questionar sobre as condições biológicas, mas também socioe-
conômicas e culturais, por exemplo, motivo da consulta, religião, 
sobre questões pertinentes à saúde, condições de moradia, há-
bitos de vida, sono e repouso, sexualidade, estado nutricional, 
antecedentes pessoais e familiares (GERK, 2009).
Logo após, inicia-se o exame físico, e o enfermeiro precisa 
instruir a mulher a esvaziar a bexiga e orientá-la para tirar suas 
roupas e vestir o avental com a abertura para frente, respeitando 
sua privacidade (GERK, 2009). Leva-se em consideração a anato-
mia do corpo feminino para a adequada avaliação.
Quanto ao exame físico geral, é importante verificar sinais 
vitais, peso e altura e avaliar mucosas, integridade da pele, aus-
culta cardíaca e pulmonar e membros inferiores, observando va-
rizes, edema e perfusão periférica (GERK, 2009).
Quanto ao exame físico específico, o ginecológico, diz res-
peito ao exame das mamas, do abdome e da genitália feminina. 
Para tanto, vamos conhecer mais sobre o exame físico das ma-mas e da genitália feminina.
Mamas
As mamas estão associadas a sexualidade, feminilidade e 
maternidade. Constitui a maior glândula cutânea, que se destina 
à secreção láctea para nutrir o recém-nascido e que responde a 
estímulos hormonais junto com o sistema reprodutor. Além dis-
so, participa da sexualidade, sendo uma das principais zonas eró-
genas da mulher. Possui tecido glandular, conjuntivo, adiposo, ir-
rigação arterial, venosa e linfática e inervada especialmente na 
base do mamilo (GERK, 2009). Após essa explanação, vejamos, 
na Figura 2, a anatomia da mama:
62 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Figura 2 Anatomia da mama. 
Na figura acima, favor alterar a grafia de "Glândular" para 
"Glandular" (terceiro item de cima para baixo).
Exame clínico das mamas
Segundo Gerk (2009), o exame clínico das mamas tem por 
objetivo detectar precocemente o câncer de mama, por meio 
de inspeção estática e dinâmica, palpação das mamas, linfono-
dos axilares, supra e infraclaviculares e por expressão. As mu-
lheres com risco precisam ser avaliadas semestralmente; já as 
mulheres sem risco anualmente e as mulheres que detectam 
anormalidades no autoexame das mamas devem ser avaliadas 
imediatamente.
Existem dois tipos de inspeções: estática e dinâmica. Com 
relação à inspeção estática das mamas, observe e registre: seu 
número, simetria, volume, forma, consistência e contorno; mo-
63© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
dificações da pele; tipo do mamilo, que pode ser protruso, semi-
protruso, pseudoinvertido, invertido ou hipertrófico (Figura 3). 
Já na inspeção dinâmica, observe os movimentos e as contrações 
musculares (GERK, 2009).
Figura 3 Tipos de mamilos.
Na imagem acima, favor alterar para: “Semiprotruso”; “Se-
miprotruso Estimulado”; “Protruso”.
A palpação será realizada pela linha média esternal até a 
linha axilar posterior, na axila, e desde a clavícula até a prega in-
framamária, e, posteriormente, a mama será dividida em quatro 
quadrantes para auxiliar no procedimento (GERK, 2009).
A expressão será suave e secreções serão coletadas para 
realização de exames laboratoriais, pois podem indicar processo 
inflamatório, lesão benigna ou maligna (GERK, 2009).
Com as leituras e o vídeo indicados no Tópico 3. 3, você 
visualizará como realizar o exame clínico das mamas. Antes de 
prosseguir para o próximo assunto, acesse os materiais indica-
dos, procurando assimilar o conteúdo estudado.
64 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Órgãos genitais femininos
O exame físico dos órgãos genitais femininos envolve os 
órgãos externos: grandes lábios, pequenos lábios, vestíbulos, cli-
tóris e monte púbico, que formam a vulva; e os internos: vagina, 
útero, tubas ou trompas e ovários (GERK, 2009).
A posição da paciente para o exame dos órgãos genitais ex-
ternos deverá ser a ginecológica ou de litotomia, e é importante 
que ela esteja com a bexiga vazia e com um avental adequado 
(GERK, 2009).
A enfermeira calça luvas de procedimento, observa toda a 
vulva quanto a higiene, lacerações ou ulcerações, introito vagi-
nal, glândulas de Bartholin e aumento da secreção que flui por 
meio da vagina (GERK, 2009).
As secreções vaginais podem ser fisiológicas, tais como: in-
color, inodora, intermitente e fluida; ou patológicas: coloração 
amarelo-esverdeada, leitosa, acinzentada ou branca, abundante, 
fluida, espumosa, com odor fétido, com prurido e mucosa vagi-
nal hiperemiada e edemaciada, quadro geralmente acompanha-
do por polaciúria, disúria e dispareunia (GERK, 2009).
Segundo Gerk (2009), o exame dos órgãos genitais inter-
nos realiza-se por meio do toque vaginal e do exame especular. O 
toque vaginal pode ser simples (unidigital ou bidigital) ou combi-
nado (abdominovaginal, (abdominorretal, vaginorretal), confor-
me consta na Figura 4, a seguir.
O toque vaginal simples possibilita avaliar assoalho peri-
neal e sua tonicidade, modificações da vagina e do colo do útero, 
além de suas características de normalidade; já com o toque va-
ginal combinado podem-se avaliar todas as características da va-
gina e do colo uterino, assim como útero e anexos (GERK, 2009).
65© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Figura 4 Toque vaginal combinado.
O exame especular é realizado com um espéculo de vál-
vulas articuladas (modelo de Collins) para visualizar as partes 
acessíveis do aparelho genital (vagina e colo uterino). Em caso 
de coleta de material para colpocitologia oncótica (preventivo ou 
exame de Papanicolau), o exame especular deve preceder o to-
que vaginal, por possibilitar a coleta de material cérvico-vaginal 
e a visualização do conteúdo vaginal, facilitando sua avaliação 
(GERK, 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 3, com-
plemente seus estudos sobre a coleta de material para col-
pocitologia oncótica. Antes de prosseguir para o próximo as-
sunto, acesse os materiais indicados, procurando assimilar o 
conteúdo estudado.
66 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in-
dispensável para você compreender integralmente os conteúdos 
apresentados nesta unidade.
3.1. SAÚDE DA MULHER IDOSA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Nessa perspectiva, os textos a seguir apresentam aspectos 
que envolvem a saúde da mulher idosa e os cuidados de enfer-
magem .
• SILVA, Luana Christina Souza da; CUNHA, Lidiane Pas-
sos; CARVALHO, Simone Mendes; TOCANTINS, Florence 
Romijn. Necessidades de saúde da mulher idosa no con-
texto da atenção básica: revisão integrativa. Enfermería 
Global, n. 40, outubro, p. 389-401, 2015. Disponível em: 
<http://scielo.isciii.es/pdf/eg/v14n40/pt_revision4.
pdf>. Acesso em: 8 jan. 2018. 
• FIGUEIREDO, Maria do Livramento Fortes; MONTEIRO, 
Claudete Ferreira de Souza; NUNES, Benevina Maria Vi-
lar Teixeira; LUZ, Maria Helena Barros Araújo. Educação 
em saúde e mulheres idosas: promoção de conquistas 
políticas, sociais e em saúde. Esc Anna Nery R Enferm, 
v. 10, n. 3, p. 458 – 63, 2006. Disponível em: <http://
www.scielo.br/pdf/ean/v10n3/v10n3a14>. Acesso em: 
8 jan. 2018.
67© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
3.2. CÂNCER DE MAMA E CÂNCER CÉRVICO-UTERINO 
Os textos e vídeos a seguir apresentam dados e definições 
do câncer de mama, explicações de como realizar o autoexame 
da mama, ações do enfermeiro no rastreamento, na detecção 
precoce e no diagnóstico do câncer de mama.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ CARLOS GOMES 
DA SILVA. Câncer de mama: é preciso falar disso. Rio de 
Janeiro: INCA, 2016. Disponível em: <https://www.inca.
gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//
cartilha-cancer-de-mama-vamos-falar-sobre-isso2016.
pdf>. Acesso em: 16 jan. 2019.
• TUA SAÚDE. Como realizar o autoexame da mama. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=aXna3fikH8s>. Acesso em: 16 jan. 2019.
• CAVALCANTE, S. A. M. et al. Ações do enfermeiro no ras-
treamento e diagnóstico do câncer de mama no Brasil. 
Revista Brasileira de Cancerologia, v. 59, n. 3, p. 459-
466, 2013. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/
rbc/n_59/v03/pdf/17-revisao_literatura-acoes-enfer-
meiro-rastreamento-diagnostico-cancer-mama-brasil.
pdf>. Acesso em: 16 jan. 2019.
• MELO, F. B. B. et al. Ações do enfermeiro na detecção 
precoce do câncer de mama. Rev Bras Enferm [Inter-
net], nov-dez; v. 70, n. 6, p. 1183-93, 2017. Dispo-
nível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v70n6/
pt_0034-7167-reben-70-06-1119.pdf>. Acesso em: 16 
jan. 2019.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. INCA. Ministério da 
Saúde. Histórico das ações. 2018. Disponível em: <ht-
68 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEMEM GINECOLOGIA
tps://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-do-colo-do-
utero/historico-das-acoes>. Acesso em: 16 jan. 2019.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GO-
MES DA SILVA. Viva Mulher 20 anos: história e memória 
do controle do câncer do colo do útero e de mama no 
Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2018. Disponível em: <htt-
ps://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//me-
dia/document//programa_viva_mullher_2018_com-
pleto.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2019.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GO-
MES DA SILVA. Recomendações para redução da mor-
talidade por câncer de mama no Brasil: balanço 2012. 
Rio de Janeiro: INCA, 2012. Disponível em: <https://
www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/
document//balanco-recomendacoes-cancer-de-ma-
ma-2012.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2019.
3.3. CONSULTA DE ENFERMAGEM E SEMIOLOGIA E 
SEMIOTÉCNICA DA MULHER 
Os textos e vídeos a seguir explicam os passos para a rea-
lização da entrevista e do exame físico das mamas e da genitália 
feminina, apresentam dados e protocolos para a consulta de en-
fermagem ginecológica e mostram o exame físico das mamas e 
dos órgãos genitais femininos, os problemas e as queixas mais 
comuns em saúde das mulheres.
• CARRARA, H. H. A.; PHILBERT, P. M. P. Semiologia ma-
mária. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/
pluginfile.php/4486911/mod_page/content/3/SEMIO-
69© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
LOGIA%20MAM%C3%81RIA.pdf>. Acesso em: 15 jan. 
2019. 
• HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUC/RS. Disciplina de Saú-
de materno-infantil. Anamnese e exame ginecológi-
co. 2016. Disponível em: <http://www.saude.ufpr.br/
portal/labsim/wp-content/uploads/sites/23/2016/07/
Exame-Pelvico-e-Mamas.pdf>. Acesso em: 15 jan. 2019. 
• VALÉRIO, E. G. Doenças da mama. Rev. HCPA, v. 32, n. 2, 
p. 238-240, 2012. Disponível em: <https://www.lume.
ufrgs.br/bitstream/handle/10183/158060/000868110.
pdf?sequence=1>. Acesso em: 15 jan. 2019. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da atenção 
básica: saúde das mulheres. Brasília: Ministério da Saú-
de, 2016. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/
docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.
pdf>. Acesso em: 15 jan. 2019.
• UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. UFPR. Semiolo-
gia médica II. Exame feminino. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=WlNoQw-tqq8>. Acesso 
em: 15 jan. 2019.
• UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. UFC. Manuais do 
exame físico. Exame especular. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=CeKs5cZ0CnQ&has_veri-
fied=1>. Acesso em: 15 jan. 2019.
• PROPEDÊUTICA DE ENFERMAGEM. Exame das mamas 
e genitais. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=nd7jk2Fd99I&has_verified=1>. Acesso em: 15 
jan. 2019.
70 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para 
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em re-
sponder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos 
estudados para sanar as suas dúvidas.
1) Assinale a alternativa falsa em relação ao câncer de mama:
a) São fatores de risco para o câncer de mama: idade avançada, fatores 
genéticos e uso de anticoncepcionais.
b) As manifestações clínicas podem ser: nódulo na mama e axilas, veias 
salientes, alterações na pele e saída de secreção.
c) O câncer de mama só pode ser detectado através da mamografia.
d) Mulheres abaixo dos 35 anos devem ser encaminhadas para a ultras-
sonografia da mama.
2) Assinale a alternativa falsa em relação ao exame de Papanicolau:
a) O exame de citologia oncótica tem como finalidade detectar doenças 
que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer.
b) Não estar menstruada, preferencialmente aguardar o 5º dia após o 
término da menstruação.
c) Não usar creme vaginal nem se submeter a exames intravaginais (ul-
trassonografia) por 2 dias antes do exame.
d) A coleta do exame deve ser realizada normalmente em gestantes em 
qualquer trimestre da gestação.
3) Em relação à semiologia da mulher e seu sistema reprodutor, assinale a 
alternativa correta:
a) As glândulas mamárias se desenvolvem após a puberdade pela estimu-
lação dos hormônios estrógeno e andrógeno.
b) A hipófise libera o FSH (hormônio folículo estimulante) e o LH (hormô-
nio luteinizante).
c) O FSH diminui a produção e o amadurecimento dos testículos e das 
células foliculares ovarianas e provoca diminuição do hormônio 
estrogênio.
71© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
d) O LH estimula a produção de estrogênio, responsável por caracte-
rísticas sexuais secundárias, elevação do desejo sexual e inibição da 
ovulação.
4) Sobre o câncer de mama, marque a alternativa INCORRETA: 
a) Os sintomas de câncer de mama palpável são nódulo ou tumor no seio, 
acompanhado ou não de dor mamária.
b) Quanto mais cedo for feito o diagnóstico do câncer de mama, maior 
a probabilidade de cura. As ações de diagnóstico precoce consistem 
apenas no exame clínico da mama, realizado somente por um profis-
sional de saúde treinado.
c) O linfedema é a principal complicação decorrente do tratamento ci-
rúrgico para o câncer de mama, acarretando importantes alterações 
físicas, psicológicas e sociais que comprometem a qualidade de vida 
das mulheres.
d) Nenhuma das alternativas.
5) De acordo com o Ministério da Saúde, um dos fatores que aumenta o po-
tencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero é: 
a) Número reduzido de gestações.
b) Vida sedentária.
c) Nuligestação.
d) Infecção pelo Papilomavírus (HPV).
Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au-
toavaliativas propostas:
1) c.
2) d.
3) a.
4) b.
5) d.
72 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
5. CONSIDERAÇÕES
Chegamos ao final da segunda unidade de estudos, e você 
teve a oportunidade de conhecer os cuidados de enfermagem 
da mulher idosa, as recomendações para prevenção e controle 
do câncer de mama e cérvico-uterino, as iniciativas públicas para 
a saúde ginecológica, como o Programa Viva Mulher, as orienta-
ções para autoexame das mamas e coleta de material para col-
pocitologia oncótica e, finalmente, os dados pertinentes para a 
consulta de enfermagem e o exame físico da mulher fora do ciclo 
gravídico-puerperal. É relevante a interação de todo o conheci-
mento adquirido nas obras estudadas até o momento para a prá-
tica clínica do enfermeiro.
Na próxima unidade, você será apresentado à Enfermagem 
Obstétrica, com a abordagem de conteúdos sobre saúde mater-
na e fetal, como os requisitos para o pré-natal, as ameaças para 
uma gravidez saudável e as condutas do enfermeiro. 
6. E-REFERÊNCIA
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. INCA. Ministério da Saúde. Tipos de câncer: câncer 
de mama. 2018. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-
mama>. Acesso em: 16 jan. 2019.
Lista de figuras
Figura 1 Sinais e sintomas do câncer de mama. Disponível em: <http://imeb.com.
br/12-sintomas-do-cancer-de-mama/>. Acesso em: 16 jan. 2019.
Figura 2 Anatomia da mama. Disponível em: <https://www.oncomastologia.com.br/
anatomia-da-mama>. Acesso em: 15 jan. 2019. 
Figura 3 Tipos de mamilos. Disponível em: <http://www.santacasasp.org.br/portal/
site/pub/12736/cartilha-de-amamentacao>. Acesso em: 15 jan. 2019.
73© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 2 – ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA
Figura 4 Toque vaginal combinado. Disponível em: <http://www.nelsonginecologia.
med.br/gynpalpation_port.htm>. Acesso em: 15 jan. 2019. 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GERK, M. A. S. Consulta de enfermagem à mulher. In: FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. 
Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 12, p. 224-235.
GERK, M. A. S. Prática de enfermagem em assistência ginecológica. In: BARROS, S. M. 
O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guiapara prática assistencial. Cap. 21, p. 
386-426.
NARCHI, N. Z.; JANICAS, R. C. S.; FERNANDES, R. A. Q. Prevenção e controle do câncer 
cérvico-uterino. In: FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, N. Z. Enfermagem e saúde da 
mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 7, p. 127-149.
PINELLI, F. G. S.; SOARES, L. H. Promoção à saude da mulher. In: BARROS, S. M. O. 
de. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Rosa, 2009. Cap. 20, p. 373-385. 
TEIXEIRA, M. B. Saúde da mulher na terceira idade. In: FERNANDES, R. A. Q.; NARCHI, 
N. Z. Enfermagem e saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007. Cap. 1, p. 1-29.
© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
75
UNIDADE 3
ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER 
NA GESTAÇÃO 
Objetivo
• Entender sobre saúde materna e fetal.
• Conhecer as doenças infecciosas na gravidez e as infec-
ções congênitas. 
• Conhecer a gravidez de alto risco.
• Conhecer as principais doenças e intercorrências da 
gravidez.
Conteúdos
• Saúde materna e fetal: suspeita e confirmação da 
gravidez.
• Pré-natal.
• Prática de enfermagem durante a gravidez: exame obs-
tétrico (videoaula).
• Profilaxia das doenças infecciosas durante a gravidez.
• Prevenção e manejo da gravidez de alto risco.
• Principais doenças e intercorrências da gravidez.
76 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Orientações para o estudo da unidade 
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações 
a seguir:
1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referên-
cia de Conteúdo; busque outras informações em sites 
confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresen-
tadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na 
modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator 
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresenta-
dos e realize as revisões sugeridas no início de cada 
capítulo, por exemplo, conteúdos sobre Embriologia, 
reprodução humana e ciclo gestatório normal.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares 
descritos no Conteúdo Digital Integrador. Neles se-
rão orientados os estudos sobre a atenção à saúde da 
mulher.
77© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
1. INTRODUÇÃO
A Unidade 3 foi preparada para que você entenda as trans-
formações que acontecem na mulher durante o período gravídi-
co. Para isso, sugerimos que retome os conteúdos iniciais sobre 
reprodução humana e ciclo gestatório normal para que sua com-
preensão nesta unidade possa ser significativa. 
Inicialmente, você conhecerá os sinais e sintomas da gra-
videz e os métodos diagnósticos para sua confirmação. Após 
confirmada a gravidez, são importantes as medidas iniciais para 
acompanhamento da gestação, as principais doenças e intercor-
rências que oferecem riscos à gestação. 
Os estudos nesta unidade objetivam contribuir para a for-
mação de um enfermeiro capaz de constante avaliação crítica a 
respeito de suas ações.
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
2.1. GRAVIDEZ: SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
A gravidez faz parte do sistema reprodutor feminino e é 
considerado um processo normal. Dessa forma, o conhecimento 
sobre reprodução humana é fundamental para a compreensão 
dessa fase do sistema reprodutivo (BARROS; SILVA, 2009).
78 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Considera-se que a gestação tenha uma duração variável, 
de 267 dias ou 38 semanas da concepção até o nascimento, ou 
de 280 dias ou 40 semanas da data da última menstruação (BAR-
ROS; SILVA, 2009). Nesse período, torna-se necessário que mãe 
e filho sejam assistidos em suas necessidades. 
As alterações que ocorrem no organismo da mulher são 
fisiológicas e envolvem o aparelho reprodutor e outros sistemas 
corporais. Associadas a essas alterações, acontecem adaptações 
emocionais, sociais e profissionais no cotidiano da mulher (BAR-
ROS; SILVA, 2009). Vamos conhecê-las.
Gravidez: sinais e sintomas 
Durante a suspeita da gravidez, a mulher apresenta algu-
mas alterações, que geralmente são divididas em três grupos: 
sinais de presunção, de probabilidade e confirmatórios (BARROS; 
SILVA, 2009).
Os sinais e sintomas de presunção são aqueles a partir dos 
quais a mulher supõe que está gravida, por exemplo, amenor-
reia, náuseas e vômitos, aumento da frequência urinária (pola-
ciúria), alterações mamárias, sensação de movimentos fetais, 
alterações vaginais e mudanças na pele (BARROS; SILVA, 2009). 
Vamos falar mais sobre eles.
A amenorreia, ou seja, o cessar da menstruação é forte in-
dicativo da gravidez. Para tanto, o atraso deve passar de 10 a 15 
dias da data esperada da menstruação para ser considerado um 
sintoma da gravidez. Deve-se lembrar ainda que a gestação pode 
ocorrer sem que a menstruação pare e a mulher pode apresen-
tar um a dois episódios de sangramentos após a concepção, re-
lacionados a pequenas descamações do endométrio. Além da 
79© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
gravidez, outras condições clínicas podem indicar alterações que 
precisam ser investigadas (BARROS; SILVA, 2009).
Grande parte das mulheres grávidas queixa-se de náuseas 
e vômitos. As náuseas geralmente ocorrem ao acordar e duram 
algumas horas, desencadeadas pela sensibilidade da mulher aos 
níveis crescentes de estrógenos e gonadotrofina coriônica, asso-
ciados ao estresse emocional e à redução da motilidade gástrica. 
Torna-se preocupante quando a náusea é excessiva e associada 
ao vômito, considerada hiperêmese gravídica, afetando a saúde 
da mulher, que necessita ser acompanhada pelo médico (BAR-
ROS; SILVA, 2009).
A polaciúria pode ser um dos primeiros sintomas da gesta-
ção e ocorre conforme o crescimento uterino pressiona a base 
da bexiga e o efeito hormonal aumenta a sensibilidade do trí-
gono vesical, resultando na sensação de distensão vesical. Mes-
mo com o desconforto do aumento da frequência urinária, as 
mulheres devem ingerir líquidos e esvaziar a bexiga para evitar 
hiperdistensão (BARROS; SILVA, 2009).
As alterações mamárias podem ocorrer na mulher grávida, 
mas também em mulheres que fazem uso de tranquilizantes, em 
casos de tumores hipofisários e em casos de pseudociese (ges-
tação psicológica). Normalmente, na gestação, acontece a exa-
cerbação das alterações mamárias, que a maioria das mulheres 
sente, antes do período menstrual. As mamas tornam-se maio-
res, mais firmes e sensíveis, com sensação de plenitude, acom-
panhada por formigamento das mamas e mamilos. O mamilo 
tende a se elevar e a aréola escurece e aumenta seu tamanho. 
Pequenas glândulas sebáceas aumentadas aparecem na aréola, 
como pequenas protuberâncias, os tubérculos de Montgomery 
(BARROS; SILVA, 2009).
80 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Em mulheres que nunca amamentaram, podem aparecer 
zonas marrons em torno da aréola, a aréola secundária. Com o 
crescimento e desenvolvimento das mamas durante a gestação, 
evidencia-se a rede de Haller, uma hipervascularização mamária. 
Tais alterações ocorrem para preparar a mãe para a lactação. Por 
volta da 20ª semana de gestação, o colostro, precursor do leite, 
um líquido viscoso e amarelo fluido, pode ser obtido após uma 
pequena expressão manual ou surgir espontaneamente. Ressal-
ta-se que nas mulheres grávidas pela primeira vez, as primigrávi-
das, as alterações mamárias são úteis para o conjunto de sinais e 
sintomas de gestação, porém são menos importantes quando a 
mulher já teve filhos (BARROS; SILVA,2009).
A sensação de movimentos fetais pode ser um sinal posi-
tivo da gestação no final do quinto mês de gestação. A sensação 
pode ser descrita como sensação de pequena e tremulosa flu-
tuação no abdome. Conforme a gestação progride, mais percep-
tíveis os movimentos vão se tornando (BARROS; SILVA, 2009).
Após oito a dez semanas de gestação, observa-se a hiper-
pigmentação da mucosa vaginal, devido ao aumento do hor-
mônio estimulador de melanócitos e ao aumento do nível de 
estrógeno. A mucosa vaginal torna-se mais fina e arroxeada, 
denominada sinal de Chadwick, devido ao aumento de vascu-
larização. Observa-se também o aumento da secreção vaginal 
(BARROS; SILVA, 2009).
A pele também sofre mudanças, com o aparecimento de 
estrias gravídicas, ocasionadas pelo aumento de abdome, e de 
manchas na pele da face, nas mamas, no abdome e na região 
vulvoperineal, decorrentes do aumento do hormônio melanocí-
tico hipofisário e do consequente aumento da formação de me-
lanina (BARROS; SILVA, 2009).
81© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Um exemplo do sinal de probabilidade da gravidez é dado 
pelos exames laboratoriais, que são testes de gravidez baseados 
na secreção de gonadotrofina coriônica humana (HCG) pela vi-
losidade corial após a implantação do zigoto. A HCG aparece no 
sangue materno e é excretada pela urina, podendo ser detecta-
da no soro materno ou na urina por testes que utilizam métodos 
imunológicos. Nos testes de sensibilidade urinária, a presença 
do hormônio ocorre por volta de 15 dias após a concepção (BAR-
ROS; SILVA, 2009).
Os sinais de presunção, bem como os exames laborato-
riais, podem apresentar erros. Há apenas três sinais de certeza 
de gestação: a detecção de batimentos cardíacos fetais (BCF), a 
presença de movimentos fetais detectados pelo examinador e o 
delineamento da gestação por meio da ultrassonografia (BAR-
ROS; SILVA, 2009).
A detecção de BCF pode ser feita a partir da 12ª semana 
de gestação, por meio do sonar Doppler ou da ultrassonografia 
(Figura 1). Após a 20ª semana de gestação, BCF podem ser aus-
cultados com o estetoscópio de Pinard (Figura 2). A frequência 
cardiofetal varia de 120 a 160 batimentos por minuto e é ouvi-
da como um ruído semelhante a um "galope" (BARROS; SILVA, 
2009).
 
82 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Figura 1 Sonar Doppler.
Figura 2 Estetoscópio de Pinard. 
Já a ultrassonografia é um exame constituído por ondas 
sonoras de elevada frequência e envolve energia muito baixa e 
frequência alta. Há dois tipos de exames ultrassonográficos: o 
primeiro é o exame-padrão, que é realizado em todas as gestan-
tes como rotina pré-natal, e o segundo é o exame para pesquisa 
de anormalidades em casos de suspeitas clínicas de risco mater-
83© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
no ou fetal, ou anormalidades detectadas em exames anteriores 
(BARROS; SILVA, 2009).
A movimentação fetal (MF) é um dos marcadores mais 
antigos da vitalidade fetal e trata-se do estudo dos movimentos 
fetais. A MF é mais intensa entre a 28ª e 32ª semanas de gesta-
ção e, com o desenvolvimento da gestação, a MF atenua-se, 
provavelmente devido à diminuição do volume de líquido am-
niótico, ao aumento do feto, à evolução do sistema nervoso cen-
tral e à acentuação da insuficiência placentária, fenômenos rela-
cionados às alterações degenerativas. O número de batimentos 
fetais pode variar entre 10 e 100, importando menos o número 
absoluto de movimentos que sua persistência e continuidade 
(BARROS; SILVA, 2009).
Com as leituras e o vídeo indicados no Tópico 3. 1, você 
conhecerá mais sobre o planejamento e diagnóstico da gravi-
dez e o guia técnico sobre o teste rápido de gravidez na aten-
ção básica. Antes de prosseguir para o próximo assunto, aces-
se os materiais indicados, procurando assimilar o conteúdo 
estudado.
2.2. PRÉ-NATAL E A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO
Acredita-se que intervenções durante o período gestacio-
nal podem alterar e favorecer os prognósticos materno e fetal. O 
acompanhamento pré-natal inicia-se o mais precocemente após 
a confirmação da gravidez. Nem todas gestantes têm o conheci-
mento da importância e necessidade desse acompanhamento.
84 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Segundo Lacava e Barros (2009, p. 105), os objetivos da 
atenção pré-natal são: 
• Prevenir, identificar e\ou corrigir as anormalidades 
maternas ou fetais que possam afetar adversamente a 
gravidez; 
• Instruir a gestante a respeito de gravidez, trabalho de 
parto, parto, cuidados com o recém-nascido e autocuidado 
para melhorar sua saúde;
• Promover um suporte adequado à gestante, ao 
companheiro e à sua família para que possam ser bem-
sucedidos na adaptação à gestação e nos desafios 
enfrentados ao formar uma família. 
Alguns requisitos são necessários para que a atenção pré-
-natal seja realizada com efetividade, como: disponibilidade de 
recursos humanos, área física adequada, equipamentos e ins-
trumentos mínimos, apoio laboratorial, instrumento de registro, 
análise e processamento dos dados, medicamentos essenciais e 
avaliação permanente da atenção pré-natal (LACAVA; BARROS, 
2009).
A Lei do Exercício Profissional de Enfermagem no Brasil no-
meia a enfermeira como legalmente competente para realizar a 
consulta de enfermagem da mulher durante a gestação, solicitar 
exames de rotina e complementares, bem como prescrever me-
dicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde 
pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde (LACAVA; 
BARROS, 2009). 
85© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, am-
plie seu conhecimento com as leituras sobre atenção pré-natal 
calendário de consultas, roteiro da primeira consulta e exames 
complementares nesse período. Antes de prosseguir para o 
próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
Logo na primeira consulta, espera-se que a mulher seja 
acolhida de maneira atenciosa e respeitosa, conquistando-se 
sua confiança e simpatia, uma vez que o período gestacional é 
marcado por várias alterações, não apenas físicas. O sucesso na 
continuidade da atenção pré-natal pode ser determinado pelo 
primeiro contato com a enfermeira (LACAVA; BARROS, 2009). 
A assistência de enfermagem deve ser realizada individual-
mente, e a escuta das queixas deve permitir a expressão das an-
gústias e preocupações. Durante o desenvolvimento da consulta, 
as dúvidas deverão ser esclarecidas, as expectativas, alcançadas 
e as orientações relacionados ao acompanhamento pré-natal, 
assimiladas, de forma que a gestante tenha uma atitude de res-
ponsabilidade compartilhada na assistência, conscientizando-se 
da importância das consultas (LACAVA; BARROS, 2009). 
Há que se considerar a participação efetiva do homem 
durante o pré-natal. É importante que a enfermeira incentive e 
informe a gestante sobre a possibilidade e importância da parti-
cipação do parceiro ou de uma pessoa próxima durante o acom-
panhamento pré-natal. No entanto, na primeira consulta, con-
verse primeiramente com a gestante em particular para que ela 
possa expressar o desejo ou não sobre a presença dessas outras 
pessoas (LACAVA; BARROS, 2009).
86 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 2, am-
plie seu conhecimento com as leituras sobre atenção pré-na-
tal, aspectos psicoafetivos da gestação, gestação múltipla, ges-
tação na adolescência e ações educativas para a manutenção 
da saúde e para a prevenção de doençasdurante esse perío-
do. Antes de prosseguir para o próximo assunto, acesse os ma-
teriais indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.
2.3. GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, DOENÇAS E INTERCORRÊNCIAS 
DA GRAVIDEZ
A gestação é um fenômeno fisiológico que acarreta alte-
rações no corpo da mulher e não é uma doença. Cabe lembrar 
que a mulher grávida faz parte de um contexto sociocultural com 
maior ou menor poder de decisão sobre sua saúde (SCHIRMER 
et al., 2009).
Normalmente, a gestação ocorre sem doenças ou intercor-
rências, porém, para algumas mulheres específicas ou com pro-
blemas de saúde, a evolução da gestação pode ser desfavorável 
para a mãe ou para o feto (SCHIRMER et al., 2009).
Uma gravidez é considerada de alto risco quando há algum 
fator de risco materno ou fetal que afetará negativamente o des-
fecho, que vão desde riscos potenciais até riscos reais (SCHIR-
MER et al., 2009). 
O cuidado de saúde na gestação de alto risco requer equi-
pe multiprofissional e disciplinar (médicos, enfermeiros, psicólo-
gos, nutricionistas, assistentes sociais e educadores de saúde), 
sendo importante que haja comunicação permanente entre seus 
membros (SCHIRMER et al., 2009). 
87© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
São considerados fatores de risco para gestação algumas 
características biopsicossocioculturais (idade menor que 15 anos 
e maior que 35 anos, ocupação, situação conjugal instável, renda 
familiar baixa, baixa escolaridade, condições ambientais desfavo-
ráveis, altura menor que 1,45 m, peso menor que 45 kg ou maior 
que 75 kg, dependência de drogas lícitas ou ilícitas, condições 
psicológicas alteradas), a história reprodutiva anterior em que 
haja abortamento, complicações, mortes fetais e esterilidade, 
intercorrências obstétricas na gravidez atual e as intercorrências 
clínicas, como hipertensão arterial, hemopatias, doenças infec-
ciosas e epilepsia (SCHIRMER et al., 2009). 
O atendimento pré-natal proporcionou a diminuição dos 
efeitos das doenças na gestação. Para se tornar mais efetivo e 
atender as demandas da gestação, instrumentos de coleta de da-
dos colaboram na apropriação do maior número de informações 
sobre seus antecedentes pessoais e familiares e os indicadores de 
risco que podem ser identificados para prevenir as repercussões 
desfavoráveis para a evolução da gestação. Com um instrumento 
bem elaborado e considerando a realidade epidemiológica local, 
torna-se possível orientar a gestante a realizar encaminhamento 
adequado em cada momento da gravidez para o tratamento da 
doença (SCHIRMER et al., 2009). 
Inúmeras doenças clínicas e\ou obstétricas podem inter-
ferir negativamente durante a evolução da gravidez. Podemos 
destacar: síndromes hipertensivas da gravidez (pré-eclâmpsia, 
iminência de eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome de Hellp); síndro-
mes hemorrágicas (hemorragias da primeira metade da gravidez, 
como abortamento, gravidez ectópica, mola hidactiforme e des-
colamento corioamniótico; hemorragias da segunda metade da 
gravidez, como placenta prévia, descolamento prematuro da pla-
centa e rotura uterina); desvios do crescimento fetal (crescimen-
88 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
to intrauterino restrito, macrossomia fetal); alterações durante 
a gravidez (incompetência istmocervical, trabalho de parto pre-
maturo e gestação prolongada); alterações do volume do líquido 
amniótico (oligoâmnio e polidrâmnio); êmese\hipêremese; ges-
tação múltipla; isoimunização materno-fetal; ruptura prematura 
das membranas ovulares (corioamnionite); óbito fetal e cesárea 
anterior (SCHIRMER et al., 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 3, am-
plie seu conhecimento com as leituras sobre atenção pré-natal 
de alto risco, conhecendo mais sobre as doenças e as melho-
res condutas. Antes de prosseguir para o próximo assunto, 
acesse os materiais indicados, procurando assimilar o conte-
údo estudado.
Além das inúmeras doenças já mencionadas, há, também, 
intercorrências clínicas que o profissional de saúde necessita 
conhecer e avaliar sua repercussão no percurso fisiológico da 
gestação, como, por exemplo: infecções, hipertensão arterial 
crônica, anemias, endocrinopatias, cardiopatias, pneumopa-
tias, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de antifosfolipídios, 
tromboembolismo e epilepsia (SCHIRMER et al., 2009). 
Durante o pré-natal, as gestantes de alto risco devem dis-
por, além dos exames complementares rotineiros, de outros 
mais que permitam a melhor exploração das condições mater-
nas e fetais, levando-se em consideração a idade gestacional e a 
gravidade da doença (SCHIRMER et al., 2009).
Em relação às doenças infecciosas e infecções congênitas, 
embora as mortes maternas por infecção sejam raras, a infecção 
é a primeira causa de morbidades e mortalidades fetal e neona-
tal (BARROS, 2009).
89© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Para tanto, as bactérias, parasitas, vírus, fungos e proto-
zoários e outros agentes podem ser os causadores das infecções 
maternas, mas nem sempre o feto é comprometido. Às vezes, 
dependendo da idade gestacional, o micro-organismo pode mor-
rer ou parar o seu desenvolvimento, dando origem às malforma-
ções congênitas (BARROS, 2009). 
A contaminação fetal pode ocorrer por via hematogênica 
(propagação vilositária ou transplacentária) ou por via amnióti-
ca através das membranas (disseminação por contiguidade ou 
via ascendente). A infecção fetal pode ocorrer por via pulmonar, 
pela inalação de líquido amniótico, por via digestiva, por sua 
deglutição ou por via peritoneal, por meio do cordão umbilical. 
Ou ainda pode haver infecção durante o nascimento através da 
pele e das mucosas digestiva, respiratória e conjuntiva (BARROS, 
2009).
As doenças infecciosas de particular importância no ciclo 
gravídico-puerperal são: rubéola, toxoplasmose, sífilis, hepatite 
por vírus, vulvovaginites e infecções do trato urinário (BARROS, 
2009), varicela-zoster, herpes simples genital, AIDS, Papilomaví-
rus Humano, estreptococos do grupo B, dengue, Influenza H1N1 
e citomegalovírus (MONTENEGRO; REZENDE-FILHO, 2011).
Conforme Barros (2009), o objetivo da assistência de en-
fermagem, nesse tema, é prevenir a infecção na mulher, no seu 
feto e no recém-nascido e identificar precocemente os sinais e 
sintomas da infecção. 
90 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 3, am-
plie seu conhecimento sobre atenção pré-natal de alto risco, 
conhecendo mais sobre as doenças e as melhores condutas. 
Além disso, também, estude as atribuições do enfermeiro no 
atendimento pré-natal de alto risco. Antes de prosseguir para 
o próximo assunto, acesse os materiais indicados, procurando 
assimilar o conteúdo estudado.
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in-
dispensável para você compreender integralmente os conteúdos 
apresentados nesta unidade.
3.1. GRAVIDEZ: SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
Os textos a seguir trazem a atenção à mulher no 
planejamento e diagnóstico da gravidez e um guia técnico sobre 
o teste rápido de gravidez na atenção básica. 
• SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Saúde. Coordenado-
ria de Planejamento em Saúde. Assessoria Técnica em 
Saúde da Mulher. Atenção à gestante e à puérpera no 
SUS – SP: manual técnico do pré-natal e puerpério. São 
Paulo: SES/SP, 2010. Disponível em: <http://www.sau-
de.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/
atencao-a-gestante-e-a-puerpera-no-sus-sp/manual-
-tecnico-do-pre-natal-e-puerperio/manual_tecnicoii.
pdf>. Acesso em: 16 fev. 2019. 
91© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao 
pré-natal de baixo risco. Brasília: Editora do Ministério 
da Saúde, 2012. Disponível em: <http://bvsms.saude.
gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_
prenatal.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2019. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estraté-
gicas. Teste rápido de gravidez na Atenção Básica: guia 
técnico. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível 
em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/tes-
te_rapido_gravidez_guia_tecnico.pdf>. Acesso em: 16 
fev. 2019.
3.2. PRÉ-NATAL E A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO
Os textos são recomendações importantes sobre o pré-
-natal e a participação do enfermeiro, o pré-natal de baixo risco, 
segundo as políticas públicas em saúde, a consulta de enferma-
gem e o calendário de consulta, o roteiro da primeira consulta 
da gestante para leitura e compreensão na íntegra. Além disso, 
trazem informações sobre aspectos psicoafetivos da gestação, 
gestação múltipla, gestação na adolescência e ações educativas 
para manutenção da saúde e prevenção de doença nesse perío-
do. O último arquivo consta da caderneta da gestante disponibi-
lizada pelo Ministério da Saúde.
• SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Saúde. Coordenado-
ria de Planejamento em Saúde. Assessoria Técnica em 
Saúde da Mulher. Atenção à gestante e à puérpera no 
SUS – SP: manual técnico do pré-natal e puerpério. São 
Paulo: SES/SP, 2010. Disponível em: <http://www.sau-
92 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
de.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/
atencao-a-gestante-e-a-puerpera-no-sus-sp/manual-
-tecnico-do-pre-natal-e-puerperio/manual_tecnicoii.
pdf>. Acesso em: 16 fev. 2019. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta da gestante. 3. 
ed. Brasília, 2016. Disponível em: <https://www.mds.
gov.br/webarquivos/arquivo/crianca_feliz/Treinamen-
to_Multiplicadores_Coordenadores/Caderneta-Gest-
-Internet(1).pdf>. Acesso em: 20 fev. 2019.
3.3. GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, DOENÇAS E INTERCORRÊNCIAS 
DA GRAVIDEZ
Os materiais a seguir apresentam as recomendações das 
políticas públicas nacionais para o acompanhamento das gestan-
tes de alto risco, as definições das doenças e as condutas indica-
das, além das atribuições do enfermeiro, segundo os órgãos que 
regulamentam nossa profissão, para que você possa explorar 
mais sobre o tema. Dentre as doenças da gravidez, destacam-se: 
síndromes hipertensivas e hemorrágicas, desvios do crescimento 
fetal, alterações da duração da gestação e do volume de líquido 
amniótico; principais doenças infecciosas, como infecção uriná-
ria, pneumonia, toxoplasmose, malária, hanseníase, tuberculo-
se, rubéola, citomegalovírus, as diversas doenças sexualmente 
transmissíveis e sua abordagem na gestante; as doenças clínicas 
que interferem negativamente na gestação, como anemias, dia-
betes, tireoidopatias, cardiopatias, asma, lúpus eritematoso sis-
têmico, trombofilias, epilepsia, transtornos psiquiátricos, uso de 
álcool e drogas e câncer. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
93© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
tégicas. Gestação de alto risco: manual técnico 5. ed. 
Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. Disponí-
vel em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf>. Acesso em: 
7 mar. 2019. 
• UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. UNICAMP. 
Pré-natal e puerpério manual técnico: manual de con-
sulta rápida para os profissionais de saúde. 2017. Dispo-
nível em: <http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/
perfil/gestor/homepage/programa-de-fortalecimento-
-da-gestao-da-saude-no-estado-de-sao-paulo/consul-
tas-publicas-manuais-da-linha-de-cuidado-da-gestante-
-parturiente-e-puerpera/manual_de_consulta_rapida.
pdf>. Acesso em: 7 mar. 2019. 
• CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAU-
LO. COREN-SP. Parecer COREN-SP 034/2014. Ementa: 
Realização da Consulta de Enfermagem para gestante de 
risco na Atenção Básica. 2014. Disponível em: <https://
portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_co-
ren_sp_2014_034.pdf>. Acesso em: 07 mar. 2019. 
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para 
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em re-
sponder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos 
estudados para sanar as suas dúvidas.
1) Assinale a alternativa correta em relação à gestação:
a) Durante a gestação, há uma diminuição do volume sanguíneo.
b) A pressão arterial aumenta no primeiro trimestre e diminui no restan-
te da gestação.
94 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
c) O coração sofre um deslocamento na gestação e uma hipotrofia.
d) Durante a gestação, há uma elevação do diafragma de 4 cm, o que 
diminui a expansibilidade dos pulmões.
2) Assinale a alternativa falsa em relação à gestação:
a) Cãibra, dor abdominal, cansaço, náusea, pirose e constipação são ma-
nifestações da gestação.
b) O útero cresce cerca de 4 cm por mês, e cresce até o apêndice xifoide.
c) A linha nigra e o cloasma ocorrem por diminuição da pigmentação da 
pele da gestante.
d) A leucorreia ocorre na gestação devido ao aumento da ação hormonal. 
3) Assinale a alternativa correta:
a) Gestantes com HIV positivo devem seguir o protocolo de pré-natal de 
alto risco, não importando a situação clínica delas.
b) A amamentação não é contraindicada para mães soropositivas.
c) Sempre que possível, o antirretroviral deve ser iniciado na 14ª semana 
de gestação.
d) Mães soropositivas só deverão realizar o parto cesárea.
4) Assinale a alternativa falsa:
a) Parto prematuro, aborto, lesões cutâneas e morte são complicações 
da sífilis.
b) O teste do VDRL é o que diagnostica a sífilis, que deve ser tratada com 
penicilina.
c) Curvatura anormal dos ossos, aumento abdominal, hepatoesplenome-
galia e obstrução intestinal são algumas das complicações que podem 
ocorrer com o feto.
d) O exame do VDRL deve ser feito no 1° trimestre da gestação e repetido 
no 3° trimestre da gestação.
5) A gestante pode apresentar contrações uterinas, chamadas de Braxton 
Hicks, que ficam mais evidentes após a 28ª semana. É correto afirmar que 
tais contrações são:
a) normais na gravidez.
b) sinais de alerta de parto prematuro.
c) muito dolorosas e incômodas para a gestante.
95© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
d) indicação para que a gestante permaneça em repouso.
Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au-
toavaliativas propostas:
1) d.
2) c.
3) a.
4) d.
5) a.
5. CONSIDERAÇÕES
Ao fim da Unidade 3, você foi apresentado aos conteúdos 
que explicam as transformações que acontecem na mulher du-
rante o período gravídico. Você pôde conhecer os sinais e sin-
tomas da gravidez e os métodos diagnósticos para sua confir-
mação, aprendeu sobre as medidas iniciais, após confirmada 
a gravidez, para acompanhamento da gestação e as principais 
doenças e intercorrências que oferecem riscos à gestação. 
Retome leituras do Conteúdo Digital Integrador, que am-
pliarão seu conhecimento sobre o assunto. Na próxima unida-
de, você será apresentado aos cuidados do enfermeiro quanto à 
saúde da mulher no parto e puerpério. 
96 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 3 – ENFERMAGEM EM OBSTETRÍCIA: A MULHER NA GESTAÇÃO
6. E-REFERÊNCIAS
Lista de figuras
Figura 1 Sonar Doppler. Disponível em: <https://www.centermedical.com.br/detector-
fetal-portatil-medpej-df4002-sonar/p>. Acesso em: 16 fev. 2019. 
Figura 2 Estetoscópio de Pinard. Disponível em: <https://birthinternational.com/product/pinard-stethoscope-small-17/>. Acesso em: 16 fev. 2019.
Site pesquisado
BRASIL, Ministério da Saúde. Manual do Planejamento Familiar. Ministério da Saúde, 
2002. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.
pdf>. Acesso em: 28 jul. 2018.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, S. M. O. de. Doenças infecciosas e infecciosas congênitas. In: ______. 
Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Rosa, 2009. Cap. 9, p. 132-142.
BARROS, S. M. O. de; SILVA, T. R. S. R. da. Saúde materna e fetal. In: BARROS, S. M. O. 
de. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Rosa, 2009. Cap. 6, p. 93-101.
LACAVA, R. M. V. B.; BARROS, S. M. O. de. Prática de enfermagem durante a gravidez. 
In: BARROS, S. M. O. de. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática 
assistencial. 2. ed. São Paulo: Rosa, 2009. Cap. 7, p. 102-130.
MONTENEGRO, C. A. B.; REZENDE-FILHO, J. R. Doenças infecciosas. In: ______. 
Rezende: obstetrícia fundamental. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 
Cap. 39, p. 465.
SCHIRMER, J. et al. Cuidados especiais no ciclo gravídico-puerperal de alto risco. 
In: BARROS, S. M. O. de. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática 
assistencial. 2. ed. São Paulo: Rosa, 2009. Cap. 10, p. 131-163.
97
UNIDADE 4
ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER 
DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Objetivo
• Conhecer as políticas públicas para o parto e a assistên-
cia à parturiente.
• Entender o trabalho de parto e o parto.
• Conhecer a prática de enfermagem no parto.
• Entender o período puerperal.
• Conhecer a prática de enfermagem no período 
puerperal.
Conteúdos
• Assistência ao parto.
• Trabalho de parto: elementos e períodos.
• Assistência de enfermagem no período puerperal.
• Intercorrências no parto e no puerpério. 
Orientações para o estudo da unidade
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações 
a seguir: 
98 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referên-
cia de Conteúdo; busque outras informações em sites 
confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresen-
tadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na 
modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator 
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresenta-
dos e realize as revisões sugeridas no início de cada ca-
pítulo, especialmente sobre os tempos do mecanismo 
de parto (insinuação, descida e desprendimento), os 
quatro períodos do trabalho de parto (dilatação cer-
vical, expulsão fetal, dequitação ou secundamento e 
período de Greenberg – a primeira hora após a saída 
da placenta) e o processo de lactação.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares 
descritos no Conteúdo Digital Integrador. Neles se-
rão orientados os estudos sobre a atenção à saúde da 
mulher.
99© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
1. INTRODUÇÃO
Chegamos à última unidade de nossos estudos. A quar-
ta unidade contempla aspectos sobre o parto e puerpério e as 
práticas de enfermagem. Assim como nas demais unidades, su-
gerimos que você revise conteúdos iniciais sobre os tempos do 
mecanismo de parto (insinuação, descida e desprendimento), 
os quatro períodos do trabalho de parto (dilatação cervical, ex-
pulsão fetal, dequitação ou secundamento e período de Green-
berg – a primeira hora após a saída da placenta) e o processo 
de lactação, para que sua compreensão nesta unidade possa ser 
significativa.
Nesta unidade, devemos nos transportar para o significado 
da palavra obstetrícia, que significa “estar ao lado”. Você apren-
derá que o papel do enfermeiro e sua equipe deve ser o de zelar 
pela saúde materna e do bebê, caminhando por uma assistên-
cia humanizada que se iniciou no pré-natal e seguirá no parto e 
puerpério. 
Assim, os estudos nesta unidade objetivam contribuir para 
a formação de um enfermeiro capaz de constante avaliação críti-
ca a respeito de suas ações.
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-
cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão 
integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-
do Digital Integrador.
100 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
2.1. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O PARTO E ASSISTÊNCIA À 
PARTURIENTE
O parto pode ser descrito como uma sequência do desen-
volvimento humano, influenciado por fatores físicos, biológicos, 
psicológicos e sociais (SHIRMER et al., 2009a).
Inicialmente, as gestantes eram assistidas em seus domicí-
lios por parteiras, e foi somente após a Segunda Guerra Mundial 
que o parto foi institucionalizado, uma vez que a mortalidade 
materna e infantil era alta e os riscos à saúde necessitavam ser 
controlados pela medicina (SHIRMER et al., 2009b).
O aumento gradativo do número de médicos na assistên-
cia ao parto, além da incorporação e do manejo de novas tec-
nologias por esses profissionais, como a anestesia, antissepsia, 
antibioticoterapia e hemoterapia, tornaram o parto mais seguro 
e valorizado, pelos procedimentos invasivos e pela possibilidade 
de intervenções clínicas e cirúrgicas (SHIRMER et al., 2009b).
No Brasil, a institucionalização e a medicalização do parto 
aconteceram a partir da década de 1950, o que não foi acompa-
nhado por uma política de desenvolvimento social e de saúde 
pública para que houvesse avanços tecnológicos, garantia de lei-
tos hospitalares e de recursos humanos qualificados (SHIRMER 
et al., 2009b).
A população incorporou rapidamente a necessidade do 
parto institucional. No entanto, a ineficiência estrutural para o 
atendimento hospitalar à parturiente fez com que aquelas partu-
rientes que não eram associadas a institutos de previdência pe-
regrinassem em busca de uma assistência ao parto hospitalizado 
(SHIRMER et al., 2009b).
101© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Apesar da melhoria do acesso da parturiente ao hospital, 
gradativamente produziram-se a desqualificação e a mercantili-
zação da assistência ao parto e nascimento, uma vez que o parto 
passou a ser cobrado como mais um dos procedimentos hospita-
lares (SHIRMER et al., 2009b).
Nas últimas décadas, projetos e programas foram lançados 
pelo Ministério da Saúde visando incentivar o parto, especial-
mente o parto normal.
Com as leituras e o vídeo indicados no Tópico 3.1, você 
conhecerá mais sobre as diretrizes nacionais para a assistência 
ao parto normal. Antes de prosseguir para o próximo assunto, 
acesse os materiais indicados, procurando assimilar o conteú-
do estudado.
Sabe-se que a atenção à saúde da gestante e a adequada 
assistência ao parto contribuíram para a promoção da saúde da 
mulher e do recém-nascido (GOLDMAN, 2009). 
É no momento do parto em que a mulher passa por ex-
periências e percepções afetivas que sofrem interferências do 
seu contexto socioeconômico e grau de informação (GOLDMAN, 
2009).
Com a institucionalização do parto, novos eventos foram 
adicionados a esse momento, como afastamento do companhei-
ro, de familiares e pertences pessoais, exigência da posição no 
momento do parto, da utilização de ocitócitos e do emprego de 
episiotomia em todas as primíparas (GOLDMAN, 2009). Ou seja, 
na hora do trabalho de parto e no parto, as mulheres continuam 
se submetendo a rotinas hospitalares rígidas (SCHIRMER et al., 
2009).
102 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
O propósito da institucionalização ao parto seria oferecer 
condições dignas paramãe e filho, assegurando os recursos ma-
teriais necessários e os recursos humanos treinados para assisti-
-los com qualidade, conforto e segurança. Nesse sentido, os pro-
fissionais envolvidos deveriam auxiliar a mulher a superar suas 
angústias, medos e ansiedades ou a encontrar soluções para 
esse momento tão singular (SCHIRMER et al., 2009). 
Segundo Schirmer et al. (2009, p. 186), a assistência ao 
parto pressupõe o estabelecimento de uma relação de respeito 
entre os profissionais de saúde e as mulheres, que compreende:
• Um processo natural e fisiológico que, quando bem condu-
zido, não precisa de condutas intervencionistas. 
• Respeito a sentimentos, emoções, necessidades e valores 
culturais. 
• Disposição dos profissionais para ajudar a mulher a di-
minuir ansiedades, inseguranças, solidão, dor, medo do 
ambiente hospitalar, de o bebê nascer com problemas e 
outros temores. 
• Promoção e manutenção do bem-estar físico e emocional 
ao longo do processo de gestação, parto e nascimento. 
• Informação e orientação permanente à parturiente sobre a 
evolução do trabalho de parto, reconhecendo o papel prin-
cipal da mulher nesse processo, inclusive aceitando a sua 
recusa a condutas que lhe causem constrangimento ou dor. 
• Espaço e apoio para a presença do acompanhante que a 
parturiente deseje. 
• Direito da mulher na escolha do local de nascimento e cor-
responsabilidade dos profissionais para garantir o acesso e 
a qualidade dos cuidados de saúde. 
103© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Já a assistência ao recém-nascido deve ser voltada para 
a aproximação precoce entre mãe e bebê, procurando auxiliar 
o estabelecimento de vínculos afetivos e garantir o alojamento 
conjunto e o estímulo do reflexo de sucção, levando o bebê ao 
peito precocemente e garantindo o acesso aos cuidados espe-
cializados necessários para a atenção ao recém-nascido em risco 
(SCHIRMER et al., 2009).
A construção de um modelo assistencial que envolve a mu-
lher e sua família como sujeitos do processo de nascimento pode 
representar um impacto favorável em relação aos indicadores de 
saúde materna (SCHIRMER et al., 2009).
Os autores citam que, para a prevenção da morte materna, 
são necessárias inúmeras medidas, tais como: dispor de conhe-
cimentos, tecnologia e incentivo governamental, com políticas 
públicas de saúde que promovam, por exemplo, planejamento 
familiar e qualidade da atenção pré-natal; reconhecer a presença 
de complicações durante o ciclo gravídico-puerperal; assegurar 
assistência obstétrica básica; proporcionar cuidado no pós-abor-
to e no pós-parto; e assegurar o direito à maternidade sem risco 
(SHIRMER et al., 2009b).
Além disso, ainda é preciso muitos avanços no setor de saú-
de para que a qualidade da assistência ao parto seja alcançada.
Por outro lado, o demasiado uso de tecnologias no parto, o 
aumento das intervenções cirúrgicas e a crescente medicalização 
não contribuíram para a redução da morbimortalidade materna 
e perinatal (GOLDMAN, 2009).
O parto cirúrgico, por sua vez, teve sua importância ao co-
laborar com a redução da mortalidade materna. Todavia, no Bra-
104 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
sil, as taxas de cesárea são muito acima dos 15% preconizados 
pela Organização Mundial da Saúde (SHIRMER et al., 2009b).
No Brasil, o Ministério da Saúde preconiza a humanização 
e a qualidade da assistência das mulheres que utilizam o SUS, 
como, por exemplo, na escolha do local de nascimento do filho, 
nas formas de assistência ao parto, com a preservação da integri-
dade corporal, o respeito ao parto como experiência altamente 
pessoal e familiar, o apoio emocional no ciclo gravídico-puerpe-
ral e contra abusos e negligências (GOLDMAN, 2009). 
Embora o parto seja um processo fisiológico e os cuidados 
de uma equipe de profissionais especializada e experiente se-
jam importantes, não se podem desprezar os fatores psíquicos e 
emocionais (GOLDMAN, 2009). 
Vamos explorar mais sobre os aspectos fisiológicos do tra-
balho de parto e do parto.
2.2. TRABALHO DE PARTO E PARTO 
Para Montenegro (2011, p. 203), considera-se trabalho de 
parto o conjunto dos seguintes elementos:
1. Contrações dolorosas, rítmicas (no mínimo duas em 10 
minutos), que se estendem a todo o útero e têm duração 
de 50 a 60 segundos. Doze contrações por hora (2 a cada 
10 minutos) é sinal valioso de trabalho de parto verdadeiro 
ou iminente. 
2. Colo apagado, nas primíparas, e dilatado em 2 cm; nas 
multíparas, semiapagado e com 3 cm de dilatação.
3. Formação da bolsa das águas.
4. Perda do tampão mucoso, denunciando o apagamento do 
colo.
105© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
O trabalho de parto, que envolve a expulsão do feto do 
útero para o meio externo, constitui-se em quatro períodos se-
quenciais: dilatação cervical, expulsão fetal, dequitação ou se-
cundamento e período de Greenberg (a primeira hora após a 
saída da placenta) (GOLDMAN, 2009).
Primeira fase do parto 
É na primeira fase em que ocorre a dilatação cervical, acon-
tecem as contrações uterinas dolorosas e se inicia a modificação 
da cérvice, cuja ampliação completa (10 cm) denuncia o término 
desse processo (MONTENEGRO, 2011).
Nessa fase, a assistência deve estar voltada para o moni-
toramento do bem-estar físico e emocional da mulher durante o 
trabalho de parto, sua alimentação e hidratação, a liberdade de 
posição e movimentação, o monitoramento fetal, a vigilância das 
contrações uterinas, a avaliação da dilatação cervicouterina e a 
coloração do líquido amniótico (GOLDMAN, 2009). Vamos explo-
rar mais a assistência nessa fase.
O monitoramento do bem-estar físico e emocional da mu-
lher é necessário tanto para evitar experiências negativas du-
rante o trabalho de parto, quanto para permitir a avaliação ade-
quada da temperatura, frequência cardíaca e pressão arterial da 
mulher, além da ingestão de líquidos e do débito urinário. Para 
propiciar o conforto materno e facilitar seu progresso, devem-
-se instaurar medidas para estimular e orientar a movimentação 
da mulher, por exemplo, permitindo sua deambulação frequente 
(GOLDMAN, 2009).
O monitoramento fetal permite avaliar a vitalidade fetal e 
detectar possíveis desacelerações por meio do Pinard ou do so-
106 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
nar Doppler. A frequência cardíaca fetal de base, entre as contra-
ções uterinas, varia de 112 a 160 batimentos por minuto (bpm). 
Valores acima de 160 bpm (taquicardia) podem indicar atividade 
uterina excessiva, hipotensão materna ou hipertermia e valores 
inferiores a 120 bpm (bradicardia) podem indicar bloqueio car-
diofetal ou doença cardíaca estrutural, e ambos os valores mere-
cem assistência (GOLDMAN, 2009).
Segundo Goldman (2009), indica-se a verificação dos ba-
timentos cardiofetais antes, durante e após as contrações uteri-
nas, no intervalo de uma hora ou a cada trinta minutos no perío-
do e a cada quinze minutos no período expulsivo. 
A avaliação da dinâmica uterina é um importante momen-
to, no qual o examinador analisa todo o processo de contração 
e relaxamento da musculatura uterina, uma vez que a atividade 
uterina aumenta progressivamente desde o início do trabalho de 
parto até a expulsão do feto. A duração de uma contração ute-
rina é o intervalo de tempo, em segundos, entre a sensação de 
endurecimento do músculo uterino e seu completo relaxamen-
to. A frequência varia de três a cinco contrações em 10 minutos, 
com duração de 40 a 60 segundos. Os intervalos das avaliações 
devem ser de até 40 minutos entre eles (GOLDMAN, 2009).
A dilatação cervicouterina é avaliada por meio do toque 
vaginal, por meio doqual se observa a dilatação do colo em cen-
tímetros. O toque vaginal deve ser realizado o menor número de 
vezes possível, pois pode induzir infecções e ruptura das mem-
branas ovulares (GOLDMAN, 2009).
Já na avaliação da coloração do líquido amniótico, observa-
-se se está claro, com presença de grumos. A eliminação de líqui-
do meconial, que tinge de verde o líquido amniótico, durante o 
107© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
trabalho de parto está relacionada a elevadas taxas de morbi-
mortalidade neonatal (GOLDMAN, 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3.2, am-
plie seu conhecimento com as leituras sobre o acompanha-
mento do trabalho de parto e do partograma, as posições no 
trabalho de parto, as técnicas de relaxamento e massagens 
como métodos não invasivos e não farmacológicos de alívio 
da dor e a prevenção do trabalho de parto prolongado. Antes 
de prosseguir para o próximo assunto, acesse os materiais in-
dicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.
Segunda fase do parto 
O segundo estágio do parto pode durar de minutos até 
duas horas e não deve exceder uma hora nas primíparas e 40 a 
45 minutos nas multíparas, pois pode ser danoso à vitalidade do 
concepto. É uma fase caracterizada pela cervicodilatação com-
pleta e que termina com o nascimento da criança (GOLDMAN, 
2009).
Na dilatação completa do colo uterino, a oxigenação fetal 
está gradualmente reduzida pela contração uterina e diminuição 
da circulação placentária, o que pode levar à compressão funicu-
lar e à diminuição da perfusão cerebral. Por isso, a ausculta fe-
tal a cada cinco minutos é uma importante medida (GOLDMAN, 
2009).
O feto executa movimentos que constituem o mecanismo 
do parto (insinuação, descida e flexão, rotação da cabeça e libe-
ração do ombro); veja na Figura 1. 
108 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Figura 1 Movimentos do feto no parto. 
A parturiente opta pela posição que melhor a acomode e, 
após isso, iniciam-se todos os cuidados assépticos para o nasci-
mento do feto, com antissepsia de mãos e antebraço, paramen-
tação necessária, antissepsia da região perineal e atendimento 
às necessidades da mulher (GOLDMAN, 2009).
No momento do desprendimento da cabeça fetal, realiza-
-se a proteção do períneo, ou seja, aplica-se de forma constante 
um apoio firme em direção ao ânus, com a finalidade de pro-
tegê-lo com uma das mãos aberta e coberta com compressa, 
ao mesmo tempo que a outra faz um leve apoio sobre a cabeça 
com a intenção de controlar a velocidade do desprendimento 
109© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
cefálico. Todo esse movimento ocorre depois do movimento de 
báscula, o aparecimento do couro cabeludo no introito vaginal 
(GOLDMAN, 2009).
O cordão umbilical, que apresenta em torno de 55 cm, 
após o desprendimento cefálico, pode ser notado em posição 
circular, habitualmente cervical, ao redor do tronco ou dos mem-
bros, podendo ser único, duplo, triplo ou quádruplo. É impor-
tante notar sua presença, pois ele pode desencadear brevidade 
relativa, distócias e anóxia, principalmente no período expulsivo 
(GOLDMAN, 2009).
Assim que o nascimento ocorre, o bebê deve ser colocado 
no ventre materno, enquanto o cordão umbilical é duplamente 
pinçado e seccionado a, aproximadamente, 3 cm da sua inserção 
no recém-nascido (GOLDMAN, 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 2. 2, co-
nheça mais sobre a episiotomia e os efeitos positivos do conta-
to íntimo entre mãe e filho logo após o parto. Antes de prosse-
guir para o próximo assunto, acesse os materiais indicados, 
procurando assimilar o conteúdo estudado.
Terceira fase do parto 
O terceiro período do parto, secundamento ou dequita-
ção, inicia-se após a expulsão do feto e termina com a expulsão 
da placenta. Nesse momento, a mulher experimenta sensação 
de alegria e bem-estar, porém há riscos de sangramento (GOLD-
MAN, 2009).
110 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Prosseguem os mecanismos de contração e retração mio-
metrial e considera-se o desprendimento da placenta como um 
processo fisiológico desencadeado pela contração uterina e re-
dução volumétrica do útero. O período constitui-se de três fases: 
descolamento, descida e expulsão (GOLDMAN, 2009).
Último período: Greenberg
O último período, Greenberg, é definido como a primeira 
hora após a saída da placenta, período susceptível a hemorragias 
na ocorrência de hipotonia ou atonia uterina. A palpação abdo-
minal para análise do tônus e volume uterino mostra um útero 
firme e arredondado na altura ou abaixo da cicatriz umbilical, o 
que assegura hemostasia uterina (GOLDMAN, 2009).
O exame clínico completo inclui: controle dos sinais vitais, 
avaliação das mamas, palpação abdominal, verificação de san-
gramento vaginal e anormalidade de membros inferiores (GOLD-
MAN, 2009).
2.3. PERÍODO PUERPERAL
Nessa fase especial da vida da mulher e de seu filho, várias 
emoções, mudanças físicas e alterações nos relacionamentos in-
terpessoal e familiar, por novos ajustamentos, são vivenciadas 
(ABRÃO et al., 2009).
Logo após o parto, a mulher deve ser cuidada e avaliada 
pela equipe de enfermagem, com vistas a proporcionar conforto 
e antecipar complicações, como hipotonia uterina, hemorragia, 
choque, eclâmpsia e efeitos adversos da anestesia, por meio de 
controle dos sinais vitais e exame físico (ABRÃO et al., 2009).
111© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
O exame físico obstétrico tem como objetivo verificar as-
pecto geral, sinais vitais, avaliação da contração uterina para ma-
nutenção do globo de segurança de Pinard e qualidade e quanti-
dade do sangramento (ABRÃO et al., 2009).
É muito importante que, nas primeiras horas após o parto, 
a mulher tenha condições de recuperar sua saúde física e psi-
coemocional em um ambiente calmo e tranquilo. Facilitar a per-
manência de familiares também se faz necessário (ABRÃO et al., 
2009).
Passado o momento de observação, a mulher é encaminha-
da ao alojamento conjunto ou quarto da maternidade (ABRÃO et 
al., 2009). 
Nesse sistema, mãe e filho são assistidos em suas neces-
sidades fisiológicas e psicossocioculturais (ABRÃO et al., 2009).
A consulta de enfermagem que irá subsidiar a assistência à 
puérpera engloba dados da entrevista, exame físico geral e obs-
tétrico (ABRÃO et al., 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 2. 2, en-
tenda melhor a proposta do sistema de alojamento conjunto 
e, também, explore informações sobre o exame físico obstétri-
co. Antes de prosseguir para o próximo assunto, acesse os ma-
teriais indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.
Logo após o parto, a mulher passa por uma fase de muitas 
transformações e adaptações. Escutar as dificuldades, os desejos 
e as necessidades dessa mulher, podendo ajudá-la a desenvolver 
sua autonomia e segurança na maternidade, é a melhor forma 
de educá-la nessa nova fase (ABRÃO et al., 2009). 
112 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Muitas dúvidas surgem: sobre a volta da menstruação, 
sexualidade e contracepção, cuidados com as mamas e a ama-
mentação, prática de exercícios físicos, cuidados com a ferida, 
retorno e consultas com o recém-nascido (ABRÃO et al., 2009).
Com as leituras e o vídeo sugeridos no Tópico 3. 3, am-
plie seu conhecimento a respeito da assistência à mulher no 
puerpério e as orientações pós-alta hospitalar. 
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR
O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in-dispensável para você compreender integralmente os conteúdos 
apresentados nesta unidade.
3.1. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O PARTO E ASSISTÊNCIA À 
PARTURIENTE
Os textos a seguir fundamentam a assistência da mulher 
durante o parto no Brasil.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tec-
nologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Ges-
tão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes 
nacionais de assistência ao parto normal: versão resu-
mida [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 
2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_
normal.pdf>. Acesso em: 27 abr. 2019.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.067, de 4 
de julho de 2005. Institui a Política Nacional de Aten-
113© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
ção Obstétrica e Neonatal, e dá outra providências. Dis-
ponível em: <https://www.mpac.mp.br/wp-content/
uploads/portaria-n-1067-2005-institui-a-poltica-nacio-
nal-de-ateno-obsttrica-e-neonatal-2.pdf>. Acesso em: 
27 abr. 2019. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 569, de 1º de 
junho de 2000. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.
br/bvs/saudelegis/gm/2000/prt0569_01_06_2000_
rep.html>. Acesso em: 27 abr. 2019. 
• SERRUYA, S. J.; CECATTI, J. G.; LAGO, T. D. G. O Programa 
de Humanização no Pré-natal e Nascimento do Ministé-
rio da Saúde no Brasil: resultados iniciais. Caderno Saú-
de Pública, v. 20, n. 5, p. 1281-1289, set-out, 2004. Dis-
ponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v20n5/22.
pdf>. Acesso em: 27 abr. 2019.
3.2. TRABALHO DE PARTO E PARTO 
Na primeira etapa do trabalho de parto, foram apresenta-
dos dois estudos sobre o partograma, que é um gráfico no qual 
são anotadas a progressão do trabalho de parto e as condições 
da mãe e do feto, segundo recomendações internacionais da 
saúde. O terceiro artigo aborda a movimentação e deambulação 
no trabalho de parto. Em seguida, há duas revisões integrativas 
sobre as técnicas de relaxamento e massagens como métodos 
não invasivos e não farmacológicos de alívio da dor no trabalho 
de parto. São apresentados alguns textos a respeito da preven-
ção do trabalho de parto prolongado. Um vídeo mostra desde a 
reprodução até o parto normal.
114 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Na segunda etapa, dois artigos explicam a episiotomia e 
os desafios para a enfermagem. Além destes, outro artigo faz 
referências ao contato com a pele ao nascer para a promoção do 
aleitamento materno. 
• FIOCRUZ. Fundação Oswaldo Cruz. Portal de boas práti-
cas. Eixo: atenção às mulheres. Preenchimento de par-
tograma: aplicação prática do gráfico de evolução do 
trabalho de parto. Disponível em: <https://www.arca.
fiocruz.br/bitstream/icict/29761/2/PREENCHIMEN-
TO%20DE%20PARTOGRAMA.pdf>. Acesso em: 1 maio 
2019.
• ROCHA, I. M. S. et al. O partograma como instrumento 
de análise da assistência ao parto. Rev. Esc. Enferm. USP, 
v. 43, v. 4, p. 880-8, 2009. Disponível em: <http://www.
scielo.br/pdf/reeusp/v43n4/a20v43n4.pdf>. Acesso 
em: 1 maio 2019.
• MAMEDE, F. V.; ALMEIDA, A. M.; CLAPIS, M. J. Movi-
mentação/deambulação no trabalho de parto: uma 
revisão. Maringá, v. 26, n. 2, p. 295-302, 2004. Dispo-
nível em: <http://eduem.uem.br/ojs/index.php/ActaS-
ciHealthSci/article/view/1580/932>. Acesso em: 1 maio 
2019.
• ARAGÃO, H. T. et al. Trabalho de parto e os métodos 
não farmacológico para alívio da dor: revisão integra-
tiva. Congresso Internacional de Enfermagem, v. 1, n. 
1, 2017. Disponível em: <https://eventos.set.edu.br/
index.php/cie/article/view/6204>. Acesso em: 1 maio 
2019.
• MOREIRA, K. A. P. et al. Estratégias não farmacológicas 
utilizadas no parto: uma revisão integrativa. Revista 
115© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
Diálogos Acadêmicos, v. 1, n. 1, 2012. Disponível em: 
<http://revista.fametro.com.br/index.php/RDA/article/
view/8>. Acesso em: 1 maio 2019.
• ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. OPAS 
– BRASIL. OMS emite recomendações para estabe-
lecer padrão de cuidado para mulheres grávidas e 
reduzir intervenções médicas desnecessárias. Dis-
ponível em: <https://www.paho.org/bra.../index.
php?option=com_content&view=article&id=5596:oms-
-emite-recomendacoes-para-estabelecer-padrao-de-
-cuidado-para-mulheres-gravidas-e-reduzir-interven-
coes-medicas-desnecessarias&Itemid=820>. Acesso 
em: 1 maio 2019.
• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. OMS. Recomen-
dações para o aumento do trabalho de parto: desta-
ques e principais mensagens das recomendações glo-
bais de 2014 da Organização Mundial da Saúde. 2015. 
Disponível em: <https://apps.who.int/iris/bitstream/
handle/10665/174001/WHO_RHR_15.05_por.pdf;jsess
ionid=DB0305F919128FD82F31207520D37AD0?seque
nce=5>. Acesso em: 1 maio 2019.
• BABYCENTER. 2013. Reprodução humana: gravidez, de-
senvolvimento fetal e parto. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=CSdvy7Z2WbU>. Acesso 
em: 1 maio 2019.
• COSTA, M. L. et al. Episiotomia no parto normal: inci-
dência e complicações. Carpe Diem: Revista Cultural e 
Científica do UNIFACEX, v. 13, n. 1, 2015. Disponível em: 
<https://periodicos.unifacex.com.br/Revista/article/
view/655/pdf>. Acesso em: 1 maio 2019.
116 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
• POMPEU, K. C. et al. Prática da episiotomia no parto: 
desafios para a enfermagem. Revista de Enfermagem 
do Centro Oeste Mineiro, v. 7, 2017. Disponível em: 
<http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/arti-
cle/view/1142/1302>. Acesso em: 1 maio 2019. 
• SAMPAIO, A. R. R.; BOUSQUAT, A.; BARROS, C. Conta-
to pele a pele ao nascer: um desafio para a promoção 
do aleitamento materno em maternidade pública no 
Nordeste brasileiro com o título de Hospital Amigo da 
Criança. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 25, n. 2, p. 
281-290, abr-jun, 2016. Disponível em: <https://www.
scielosp.org/pdf/ress/2016.v25n2/281-290/pt>. Acesso 
em: 1 maio 2019. 
3.3. PERÍODO PUERPERAL
O puerpério é marcado por muitas transformações e dú-
vidas. Os materiais indicados a seguir para leitura ampliam o 
conhecimento para orientar as mulheres nesse período. O as-
pecto emocional no puerpério é tratado pelo manual técnico do 
Ministério da Saúde. Em seguida, os três guias e manuais cita-
dos trazem valiosas contribuições para a assistência à mulher 
no parto, aborto e puerpério. Há também alguns vídeos sobre a 
amamentação. 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estra-
tégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e 
Puerpério: atenção qualificada e humanizada. Brasí-
lia: Ministério da Saúde, 2005. Disponível em: <http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pre_na-
tal_puerperio_3ed.pdf>. Acesso em: 2 maio 2019. 
117© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticos de 
Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Parto, abor-
to e puerpério: assistência humanizada à mulher. Brasí-
lia: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: <http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf>. 
Acesso em: 2 maio 2019.
• SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Saúde. Coordenado-
ria de Planejamento em Saúde. Assessoria Técnica em 
Saúde da Mulher. Atenção à gestante e à puérpera no 
SUS – SP: manual técnico do pré-natal e puerpério. São 
Paulo: SES/SP, 2010. Disponível em: <http://www.sau-
de.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/
atencao-a-gestante-e-a-puerpera-no-sus-sp/manual-
-tecnico-do-pre-natal-e-puerperio/manual_tecnicoii.
pdf>. Acesso em: 2 maio 2019.
•	 TOCANTINS. Secretaria de Estado da Saúde. AtençãoIntegral à Saúde da Mulher Tocantinense. Caderno 
1: Protocolo de Atenção à Mulher no Pré-natal e 
Puerpério. Palmas, Secretaria de Estado da Saúde, 
2012. 169p. Disponível em: <https://central3.to.gov.br/
arquivo/376857/>. Acesso em: 2 maio 2019.
• CORRÊA, M. S. M. et al. Acolhimento no cuidado à saú-
de da mulher no puerpério. Cad. Saúde Pública, v. 33, n. 
3, 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/
v33n3/1678-4464-csp-33-03-e00136215.pdf>. Acesso 
em: 2 maio 2019.
• TELESSAUDESC. Aleitamento materno. 2018. Disponí-
vel em: <https://www.youtube.com/watch?v=u9dA4_
uJ7C4>. Acesso em: 2 maio 2019.
118 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
• TELESSAUDEES. Alimentação saudável. Aleitamento 
materno. 2017. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=1GAqXyDzohI>. Acesso em: 2 maio 2019.
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para 
você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em re-
sponder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos 
estudados para sanar as suas dúvidas.
1) (Questão adaptada da UFU, 2016) Assinale a alternativa que não apresen-
ta sinal(is) de desencadeamento do trabalho de parto. 
a) Contrações regulares.
b) Perda de tampão mucoso.
c) Discreto sangramento.
d) Alterações da cérvice, amolecimento, apagamento e dilatação 
progressiva.
2) (Questão adaptada do Consulplan, 2014) A gestante pode apresentar con-
trações uterinas, chamadas Braxton Hicks, que ficam mais evidentes após 
a 28ª semana. É correto afirmar que tais contrações são: 
a) Sinais de alerta de parto prematuro.
b) Normais na gravidez.
c) Muito dolorosas e incômodas para a gestante.
d) Indicação para que a gestante permaneça em repouso.
3) (Questão adaptada da UFU, 2017) No puerpério, ocorre risco de deficit de 
volume de líquidos, devido à subinvolução uterina e aos procedimentos 
cirúrgicos realizados em casos de cesárea ou de episiorrafia. Nesses casos, 
a conduta do profissional de enfermagem inclui:
a) Orientar a puérpera para que permaneça em repouso e não realize os 
cuidados com o recém-nascido.
b) Avaliar a pressão arterial, apesar de esta não apresentar relação com 
a perda sanguínea.
119© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
c) Manter os membros inferiores abaixados para que ocorra diminuição 
do retorno venoso e melhora do sangramento vaginal.
d) Observar e descrever as características da loquiação.
4) (Questão adaptada da USP, 2015) Assinale a alternativa correta: 
a) A secreção eliminada pela vagina tem aspecto purulento nos primeiros 
dias após o parto, devendo-se observar seu volume e suas característi-
cas, como aspecto e odor.
b) Para que a paciente possa conseguir deambular sem restrições, deve-
-se orientá-la a permanecer no leito, independentemente do tipo de 
parto, até que as dores cessem.
c) A humanização do parto e do nascimento pode ser entendida como 
o conjunto de condutas e procedimentos que visam à promoção do 
parto e nascimento saudáveis e à prevenção da morbimortalidade ma-
terna, fetal e perinatal, com a utilização de tecnologia apropriada.
d) A imersão em água no primeiro estágio do trabalho de parto não pode 
aumentar o conforto da parturiente, favorecendo maior relaxamento e 
maior capacidade para suportar o estresse e as contrações.
5) (Questão adaptada do Consulplan, 2014) Quanto ao manejo clínico da 
amamentação, assinale a alternativa correta. 
a) A primeira mamada só deve acontecer 4 horas após o nascimento do 
bebê.
b) A posição e a pega adequada da região mamiloareolar é fundamental 
para o sucesso da amamentação.
c) Para que o recém-nascido receba o benefício máximo do colostro, 
deve ser amamentado de 3 em 3 horas.
d) Na pega adequada, as bochechas do bebê apresentam-se encovadas e 
observa-se mais aréola abaixo do que acima da sua boca.
Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au-
toavaliativas propostas:
120 © ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
1) c.
2) b.
3) d.
4) c.
5) b.
5. CONSIDERAÇÕES
Finalizamos os conteúdos propostos para a Unidade 4, mas 
não esgotamos o assunto. Temas como as políticas públicas para 
o parto e assistência à parturiente, o conhecimento do trabalho 
de parto, do parto e do puerpério e a prática de enfermagem 
foram introduzidos para que, posteriormente, sua leitura fosse 
complementada com os manuais, guias e vídeos relacionados a 
cada tema. 
Cada vez mais a enfermagem tem protagonizado a evolu-
ção nos cuidados no parto e puerpério, com assistência humani-
zada, científica e segura. Mantenha-se atualizado para acompa-
nhar essa evolução.
6. E-REFERÊNCIA
Figura 1 Movimentos do feto no parto. Disponível em: <https://saude.grancursosonline.
com.br/periodo-expulsivo-trabalho-parto/>. Acesso em: 1 maio 2019. 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABRÃO, A. C. F. V. et al. Cuidados com a puérpera e o recém-nascido. In: BARROS, S. M. 
O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Roca, 2009. Cap. 15.
121© ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA, OBSTETRÍCIA E SAÚDE DA MULHER
UNIDADE 4 – ENFERMAGEM OBSTETRÍCA: A MULHER DURANTE O PARTO E PUERPÉRIO 
GOLDMAN, R. E. Prática de enfermagem durante o parto. In: BARROS, S. M. O. 
Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São 
Paulo: Roca, 2009. Cap. 12.
SHIRMER, J. et al. Incentivando o parto normal. In: BARROS, S. M. O. Enfermagem 
obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2. ed. São Paulo: Roca, 2009. 
Cap. 11.

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