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EQUIPE SANGUE BOM HEMORRAGIA INTRODUÇÃO A Hemorragia é a perda de sangue, para o meio externo ou interno, por ruptura ou laceração de vasos sanguíneos. Pode ser classificada quanto à forma, ao tempo, anatomicamente e clinicamente. Pode apresentar diversas causas, o que determina a gravidade da lesão. As consequências também variam de acordo com tais lesões. A hemorragia é diagnosticada através de vários sinais e sintomas detectados no paciente, e a maneira de contê-la depende do seu nível. Dentre as técnicas, estão: compressão direta, indireta. Existem alguns procedimentos básicos para Pronto Socorro em hemorragias, que dependerá da profundidade do corte, da extensão dos ferimentos, da presença de corpos estranhos na ferida, se a hemorragia não parar e se houver sangramento de algum dos orifícios da face. Hemorragia é a saída de sangue dos vasos sanguíneos para o exterior. Classifica-se quanto à forma: Petéquias (1 a 2mm) Púrpura (>3mm) Sufusão hemorrágica Equimoses (1 a 2cm) Hematomas (>3cm) A hemorragia embaixo da pele pode ocorrer como resultado do rompimento de vasos sanguíneos que formam pequenos pontos vermelhos isolados chamados petéquias. O sangue também pode se juntar embaixo do tecido em áreas planas maiores doença chamada púrpura, ou em uma área contundida muito grande doença chamada equimose. Hematoma define-se como uma coleção ou seja acúmulo de sangue num órgão ou tecido, geralmente bem localizado e que pode dever-se a traumatismo. Sufusão Derrame de sangue que se espalha sob a pele. Tempo: aguda e crônica. Do ponto de vista anatômico pode ser classificada em: arterial, venosa e capilar. A hemorragia arterial: é ocasionada pelo rompimento de uma artéria, apresenta-se em jatos e com sangue de cor vermelho vivo, podendo conter bolhas, indicando que esse sangue é rico em oxigênio. A hemorragia venosa: é ocasionada pelo rompimento de uma veia, apresenta-se em filete e com a presença de sangue vermelho escuro. A hemorragia capilar: é a hemorragia causada pelo rompimento de capilares sanguíneos; o exemplo mais comum desse tipo de hemorragia é a escoriação. As hemorragias divididas do ponto de vista clínico em: Externas: caracteristiza-se pela perda de sangue visível. Internas: são mais difíceis de serem diagnosticadas pelo socorrista, porque se apresentam de forma mais subjetiva, não exteriorizando o sangue. São ocasionadas por rupturas internas, decorrentes de traumas, nos órgãos em seus respectivos sistemas. Classificação das Hemorragias Hemorragia Classe I Volume (em porcentagem) = até 15%. Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= até 400 mililitros. Sinais e sintomas: mínimos. Ocorre apenas um leve aumento da freqüência cardíaca. Exemplos: uma mulher pode apresentar uma hemorragia uterina, pouco frequente e muito perigosa, que é semelhante a uma menstruação comum. Hemorragia Classe II Volume (em porcentagem) = 15 a 30%. Volume (pessoa com 70 kg, em ml) = de 750 a 1.500 ml. Sinais e sintomas: Taquicardia (frequência cardíaca acima de 100), respiração rápida e diminuição da pressão do pulso (pulso fino) e leve diminuição da diurese. Reposição: Em geral a reposição com cristalóides resolve, mas alguns poucos casos podem necessitar de sangue. Hemorragia Classe III Volume (em porcentagem) = 30 a 40%. Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= de 1500 a 2000 ml. Sinais e sintomas: Além dos sintomas da hemorragia classe II, apresenta sinais clássicos de hipoperfusão. Existe diminuição do nível de consciência, palidez e sudorese fria. Reposição: É tentada primeiro a reanimação com cristalóides, mas muitos destes pacientes não responderão satisfatoriamente e provavelmente necessitarão de transfusões. Hemorragia Classe IV Volume ( em porcentagem) = mais de 40%. Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= mais de 2000 ml. Sinais e sintomas : Este é o grau de exsanguinação, isto é, o paciente fica sem sangue. Apresenta taquicardia extrema, marcada queda da pressão sistólica e dificuldade para perceber a pulsação. O débito urinário é próximo de zero. Há perda total da consciência. Reposição: estes pacientes sempre requerem, além dos cristalóides, transfusões sanguíneas e cirurgia urgente para sobreviver. Pacientes com uma classe limítrofe podem passar para a imediatamente superior caso após a reposição inicial de 2000 ml de Ringer persistam com os mesmos sinais. Hemostasia é o conjunto ou qualquer manobra que vise conter a hemorragia. A hemostasia temporária é a hemostasia para conter a hemorragia à nível de primeiros socorros. Técnicas para conter a hemorragia Compressão direta: é também conhecida como tamponamento. Funciona fazendo-se pressão em cima do ferimento, utilizando- se uma gaze ou pano limpo. É importante não se retirar a gaze, mesmo que essa fique encharcada de sangue, para permitir a cicatrização desse ferimento. Compressão indireta: para ser realizada depende da identificação correta do tipo de hemorragia (arterial, venosa ou capilar). Consiste em comprimir o vaso num local acima do ferimento a fim de impedir uma maior perda de sangue. Não é muito aconselhada porque o socorrista precisa identificar o tipo de vaso lesado e, do ponto de vista anatômico, o tipo de hemorragia. Procedimentos básicos para pronto socorro em hemorragia: Se o corte for profundo: deitar a vítima. Se possível afastar sem perda de tempo a roupa das proximidades da ferida. Se não vir qualquer corpo estranho no interior da ferida, exercer uma forte pressão sobre esta com um pano limpo e absorvente ou com as próprias mãos. Se possível, erguer a zona do ferimento acima do nível do coração para reduzir a hemorragia. manter a pressão durante 5 a 15 minutos. Entretanto, aplicar na ferida um penso absorvente, como, por exemplo, um lenço limpo dobrado pelo avesso, e ligar firmemente com um lenço de pescoço ou um pano limpo. se o sangue repassar o penso, não retirar. Por outro em cima do primeiro. chamar uma ambulância ou transportar a vítima para o serviço de urgência do hospital. Se o ferimento for extenso: apertar com cuidado mas firmemente as bordas da ferida para as juntar e manter a pressão durante 5 a 15 minutos. Se possível, erguer a parte da ferida acima do nível do coração. Prosseguir como no caso de um corte profundo. Se houver um corpo estranho volumoso na ferida: apertar as bordas da ferida em volta do corpo estranho. Não tentar retirar o corpo estranho, que pode funcionar como um tampão. colocar um pano limpo sobre a ferida. Depois, aplicar um espesso penso circular de tecido limpo em volta da ferida, de preferência mais alto que o corpo estranho, para que a pressão não se exerça sobre este. ligar a ferida em diagonal com tiras de pano sem cobrir o corpo estranho. Chamar uma ambulância ou transporte a vítima ao serviço de urgência do hospital. Se a hemorragia não parar: Hemorragia num braço: como num último recurso, exercer pressão com os dedos entre os músculos do braço já perto da axila,esta pressão comprime a artéria braquial. A pressão deve ser exercida para cima e para dentro, comprimindo a artéria contra o osso. Não manter a pressão mais de 15 minutos para não causar danos irreparáveis no braço. Não aplicar um torniquete. hemorragia numa perna: deitar a vítima com a perna ferida fletida. Com os polegares sobrepostos, exercer pressão no centro da virilha contra a coxa. Esta pressão atua sobre a artéria femoral. pedir que alguém chame a ambulância. Se a vítima sangrarde um ouvido, do nariz ou da boca: a hemorragia pode significar uma lesão grave na cabeça ou no tórax. Colocar a vítima em posição reclinada, com a cabeça inclinada para o lado do ferimento para que o sangue escorra. Cobrir o local da hemorragia, mas sem exercer pressão; chamar uma ambulância; se a vítima desmaiar, coloca-la na posição lateral de segurança. Tipos especiais de hemorragias: Hemotórax Hemoperitônio (ovário) Hematocolpo (vagina) Hemossalpinge (tuba uterina) Enterorragia (paredes intestinais) Otorragia (ouvido) Epistaxe (mucosa nasal) Hemopericárdio hemartrose (cavidade articular) Hemencéfalo (parênquima cerebral) Menstruação Gastrorragia (estômago) Hemoptise (trato respiratório) Hematêmese (vômito) Melena (fezes) Hematúria (urina) Apoplexia (hemorragia na intimidade de um órgão (cérebro, pâncreas, Supra-renais) com destruição parcial deste e manifestações gerais Súbitas e graves). CHOQUE HIPOVOLÊMICO É o tipo mais comum de choque, e deve-se a redução absoluta e geralmente súbita do volume sanguíneo circulante em relação à capacidade do sistema vascular. A hipovolemia pode ocorrer como resultado da perda sanguínea secundária a hemorragia (interna ou externa) ou pode advir da perda de líquidos e eletrólitos. Esta última forma de hipovolemia pode seguir-se a perda significativa de líquidos gastrintestinais (por exemplo, diarreia, vômito), perdas renais (por exemplo, poliúria), que pode ocorrer em Diabetes mellitus e insípidus, perdas externas secundárias ou quebra da integridade da superfície tecidual (por exemplo, queimaduras), ou perdas internas de líquidos sem alteração na água corporal total (por exemplo, sequestro de líquidos para o terceiro espaço-as cite). Progressão e sintomas: Inicialmente, e até perdas de 20% do volume sanguíneo, há escassos sintomas devido aos mecanismos compensatórios taquicardia e vasoconstrição com palidez. O sistema nervoso simpático é ativado com libertação de adrenalina, que provoca alguma ansiedade nesta fase. Outros sinais importantes nesta fase é a hipotensão postural: baixa da pressão do sangue quando o indivíduo está de pé, podendo sentir tonturas; o escurecimento da urina tentativa dos rins de poupar fluido; e descida do hematócrito nas análises sanguíneas. O doente está consciente e sente-se quase normal mas queixa-se de frio, mesmo com temperatura ambiente adequada. Se a perda de fluidos continuar é frequente o doente tornar-se mais excitado e queixar-se de sede intensa. A taquicardia e palidez cutânea aumentam continuamente. Após uma fase de possível hipertensão, diminui a tensão arterial de forma também contínua. Na fase de choque hipovolêmico profundo a excitação cresce até ao delírio e depois começa a fase de sedação, em que já há insuficiências significativas da função cerebral e cardíaca, que, se os níveis de volemia não forem repostos progride até aos danos irreversíveis e depois à morte.