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- É qualquer processo inflamatório intraocular que irá acometer o trato 
uveal de modo geral. 
- A úvea é a camada vascular do olho, composta pela íris, pelo corpo ciliar e 
pela coroide. Uveíte, por definição, significa uma inflamação do trato uveal. 
Contudo, o termo em geral é utilizado para várias formas de inflamações 
intraoculares, que afetam não somente a úvea, mas também a retina e seus 
vasos. 
 
- São classificadas em anterior, intermediária e posterior. 
- Se a lesão está acometendo a porção anterior da íris é uma uveíte 
anterior, se acometer a pars plicata do corpo ciliar é uma uveíte 
intermediária, se acometer a coroide é uveíte posterior. 
- A uveíte anterior pode ser subdividida em: Irite, na qual a inflamação 
afeta predominantemente a íris; Iridociclite, na qual tanto a íris quanto a 
pars plicata do corpo ciliar são afetadas. 
- A uveíte intermediária (UI) é definida como inflamação que envolve a pars 
plana, a retina periférica e o vítreo. 
- A uveíte posterior designa a inflamação do fundo posterior à base do 
vítreo: Retinite cujo foco primário é na retina; Coroidite cujo foco primário 
é na coroide; Vasculite que pode afetar veias, artérias ou ambas. 
Giovanna Lopes 
 
 
 
- É a mais comum das uveítes, com cerca de 75% dos casos. Isso se deve 
pelas manifestações do caso ser mais notória e o paciente se queixa mais do 
caso. 
- Sinais e Sintomas: 
o Dor ocular. 
o Hiperemia. 
o Lacrimejamento. 
o Fotofobia (contração da pupila vai causar dor, espasmo do corpo 
ciliar na presença de luz). 
o Diminuição da acuidade visual de maneira variada. 
o Congestão ciliar (pálpebra edemaciada, córnea pode ficar opaca). 
o Ptose palpebral. 
o Edema de córnea. 
o Presença de flare (é quando se altera a barreira hemodinâmica 
da câmara anterior e acaba tendo um extravasamento de 
proteínas, sendo visualizadas no humor aquoso), células 
inflamatórias na camada anterior (extravasadas), hipópio 
(precipitação de debris inflamatórios que se acumulam na parte 
anterior do olho, gerando uma condensação branca inferior), PKs 
(granulomatosos ou não) -> Precipitados Ceráticos são aglomerados 
celulares (depósito de fibrina e restos celulares) localizados na 
superfície posterior da córnea -> Achados na Lâmpada de Fenda. 
o Alteração da pressão intraocular (pode estar baixa ou alta) -> na 
fase inicial da inflamação que envolve o corpo ciliar, a tendência é que a 
pressão abaixe; já na fase tardia, ocorre obstrução de alguns locais da 
câmara anterior que realizam a drenagem do humor aquoso, 
aumentando a pressão intraocular. 
- Sinais e sintomas mais crônicos: 
o Ceratopatia em faixa (depósito de cálcio na córnea -> localizado na 
abertura palpebral, olho mais esbranquiçado). 
o Nódulos de Íris. 
o Sinéquias posteriores e anteriores (aderências que se formam entre 
a Íris e a cápsula anterior do cristalino). 
o Atrofia de Íris (infecções virais ou grandes alterações da pressão 
intraocular). 
o Catarata secundária (fase mais tardia). 
- O olho característico da Uveíte Anterior: 
o Não mostra muito edema conjuntival. 
o Mostra uma hiperemia concentrada principalmente ao redor da 
córnea (congestão ciliar). 
o Pálpebra com leve edema e ptose. 
o Mostra lacrimejamento reflexo. 
o Ausência de secreção amarelada ou esverdeada. 
Hipópio (precipitação de células inflamatórios e proteínas que se acumulam 
na parte anterior do olho, gerando uma condensação branca inferior) 
Precipitados Ceráticos (PKs) e edema de córnea (aspectos mais grosserios -> 
Gordura de Carneiro). Córnea mais opaca por conta do edema. 
PKs mutton fat 
Íris bombé (sinéquia em 360º que obstruiu o fluxo do humor aquoso. Íris 
abaulada, pressão intraocular elevada...). 
Sinéquia posterior (aderências). 
Nódulo de Koeppe – Sarcoidose (granulomas na borda da pupila). 
Nódulo de Busacca – Sarcoidose (granuloma no ângulo da câmara anterior). 
 
- Classificação da Uveíte Anterior (tenta achar a provável etiologia): 
o Granulomatosas e não granulomatosas. 
o Agudas e Crônicas (maior que 3 meses). 
o Endógenas e Exógenas. 
 
- Na grande maioria das vezes, as uveítes anteriores são idiopáticas, são 
agudas e não granulomatosas. 
 
- Não Granulomatosas Agudas: 
o Espondilite anquilosante. 
o Síndrome de Reiter. 
o Êntero-uveítes. 
o Possner-Schlossman. 
o Facogênicas. 
- Não Granulomatosas Crônicas: 
o Artrite idiopática juvenil. 
o Fuchs (Iridociclite difusa). 
- Granulomatosas: 
o Tuberculose. 
o Sífilis. 
o Sarcoidose. 
o Herpes. 
o Hanseníase. 
 
 
- Homens jovens. 
- HLA-B27. 
- Lombalgia, limitação da movimentação da coluna. 
- Radiografia ou TC da articulação sacro-ilíaca. 
- “Coluna em Bambu”. 
- Crises agudas redicivantes de uveíte. 
- Quadro clínico ocular (uveíte anterior recorrente) + acometimento da 
coluna lombossacra. 
- A espondilite anquilosante (EA) caracteriza-se por inflamação, calcificação 
e, por fim, ossificação dos ligamentos e cápsulas das articulações, 
resultando em anquilose óssea do esqueleto axial. Afeta tipicamente 
homens, dos quais 90% são positivos para o HLA-B27; alguns pacientes 
também apresentam doença inflamatória intestinal (artrite enteropática). A 
UAA ocorre emcerca de 25% dos pacientes com EA; no entanto, somente 
25% dos homens com UAA terão EA. Cada um dos olhos é afetado com 
frequência em diferentes momentos, mas o acometimento bilateral 
simultâneo é raro. Não costuma haver correlação entre gravidade da 
atividade inflamatória ocular com a atividade inflamatória articular. Em 
alguns pacientes com muitos ataques recorrentes, a inflamação pode tornar-
se crônica. 
 
 
- Presença de uveíte anterior + Tríade Clássica de Conjuntivite, Uretrite e 
Artrite. 
- Diarreia também pode ocorrer. 
- Provavelmente é uma reação cruzada a um antígeno da Chlamydia ou da 
Yersinia, nesse caso o HLA B27 também está presente. 
- Lesões cutâneas (úlceras na mucosa, ceratoderma blenorrágico). 
- A síndrome de Reiter (SR), também conhecida como artrite reativa, 
caracteriza-se por uma tríade composta por (a) uretrite inespecífica (não 
gonocócica), (b) conjuntivite e (c) artrite. Cerca de 85% dos pacientes são 
positivos para o HLA-B27. A apresentação ocorre na terceira e quarta 
décadas de vida, com uretrite não específica, conjuntivite e artrite 
ocorrendo dentro de um curto período entre cada uma delas, classicamente 
um mês após a disenteria ou relação sexual. 
 
 
- Síndrome de Crohn e Retocolite ulcerativa. 
- A colite ulcerativa é uma doença inflamatória, idiopática, crônica e 
recidivante, que afeta o reto e pode se estender proximalmente, alcançando 
parte ou todo o intestino grosso. A apresentação é na segunda a terceira 
décadas de vida, com diarreia sanguinolenta, cólicas abdominais inferiores, 
urgência e tenesmo. Os sintomas constitucionais incluem cansaço, perda de 
peso, mal-estar e febre. A UAA ocorre em aproximadamente 5% dos 
pacientes e costuma coincidir com as crises de colite. Como esperado, a 
uveíte é mais comum em pacientes que também apresentam EA. 
 
 
- Uveíte recorrente + hipertensão ocular. 
- A história é de um paciente em princípio saudável que busca o 
oftalmologista com dor ocular sem nenhum outro fator associado apresenta 
somente pressão intraocular aumentada e uveíte. 
 
 
- Associadas ao cristalino. O cristalino pode ser tanto causa, como 
consequência do processo inflamatório intraocular (opacidade do cristalino). 
- Ocorre exposição do material reticular que fica protegido pela cápsula do 
cristalino. Se ocorre uma ruptura dessa cápsula ou por trauma ou por 
cirurgia é desencadeado uma reação inflamatória do globo ocular, tanto no 
segmento anterior como no posterior. 
- Endoftalmite facoanafilática (células epitelioides e células gigantes) -> 
trauma que rompe a cápsula do cristalino. 
- Uveíte facotóxica (pós facectomia) -> resíduos de cristalino após a 
cirurgia de catarata. 
- Glaucoma facolítico (catarata hipermadura) -> bloqueio do ângulo da 
câmara anterior pelas partículas de proteínase pelas células inflamatórias. 
- A uveíte induzida pelo cristalino é desencadeada por uma resposta imune 
às proteínas do cristalino após a ruptura da cápsula deste, que pode ser 
devido a trauma ou extração incompleta de catarata. 
 
 
- Uveíte bilateral. 
- Positividade de FR e FAN variável. 
- Uveíte com tendência a complicações de cronicidade. 
- Pauciarticular é mais frequente. 
- Refratária aos esteroides. 
- Crianças mais jovens com acometimento de poucas articulações e com 
positividade do anticorpo antinuclear -> mais prováveis de ter uveíte. 
- Crianças mais velhas com o acometimento sistêmico mais proeminente -> 
menor chance de ter uveíte. 
- É bastante comum em crianças que devem fazer acompanhamento regular 
com o oftalmologista com finalidade de acompanhar a evolução da uveíte. 
- Inicialmente é assintomática, sem queixas de dor ou diminuição da 
acuidade visual, se apresentar sintomas é porque a visão já está bem 
comprometida. 
- Quando menor o acometimento sistêmico maior a probabilidade da criança 
ter uveíte. 
- O acompanhamento de crianças com poucos sintomas pode ser de 12 em 12 
meses. Mas se já apresenta acometimento pauciarticular, com FAN positivo 
em crianças novas deve-se fazer o acompanhamento em média de 3 a 4 
meses. 
- A artrite idiopática juvenil (AIJ) é uma artrite inflamatória, com, no 
mínimo, seis semanas de duração, que se apresentam até os 16 anos de idade 
quando todas as outras causas como infecção, doenças metabólicas ou 
neoplasmas, tiverem sido excluídas. As mulheres são mais comumente 
afetadas a uma razão de 3:2. Deve-se enfatizar que AIJ não é igual à 
artrite reumatoide juvenil (ARJ), pois é negativa para o fator reumatoide, 
enquanto a ARJ é positiva. AIJ de manifestação pauciarticular compromete 
quatro ou menos articulações e é responsável por cerca de 60% dos casos. 
- A apresentação é invariavelmente assintomática; a uveíte é com 
frequência detectada no exame de rotina coma lâmpada de fenda. A 
inflamação é crônica e não granulomatosa. Ambos os olhos são afetados em 
70% dos casos. 
 
- É assintomática. 
- Achado ocasional no exame (é mais insidioso). 
- Pequena reação de câmara anterior com pouca resposta aos esteroides. 
- Catarata subcapsular posterior, glaucoma secundário. 
- Heterocromia de íris. 
- O olho que tem uveíte acaba sofrendo o processo de despigmentação da 
íris. No caso da foto também houve desenvolvimento de catarata pelo 
processo inflamatório crônico. 
- A síndrome uveítica de Fuchs (SUF) ou iridociclite heterocrômica de 
Fuchs é uma uveíte específica não granulomatosa crônica normalmente 
unilateral. Ela tem um início insidioso, ocorre principalmente na terceira e 
quarta décadas de vida e afeta ambos os sexos igualmente. 
- Apresentação: Crônica: floaters vítreos persistentes são o sintoma de 
apresentação. Embaçamento gradual da visão, secundária à formação de 
catarata, é normal. Diferença de cor entre os dois olhos. 
 
Iridociclite Heterocrômica de Fuchs 
 
- Episclerite, esclerite, ceratite, uveíte anterior, coroidite, vasculite 
retiniana -> pode acometer qualquer estrutura intraocular. 
- Nódulos de Íris. 
- PPD, Radiografia de Tórax positivos. 
- Tratamento sistêmico e tópico. 
- É comum no nosso meio independente de questões de imunidade ou 
relacionadas ao HIV. A tuberculose pode acometer qualquer estrutura 
ocular, desde a epiesclera até a retina podem estar acometidas. 
- O diagnóstico é auxiliado com o PPD que demonstra que o paciente teve 
contato com o agente. Isso auxilia no início do tratamento específico para 
tuberculose, quando na ausência de sinais claros ou lesões evidentes, e 
também para o tratamento da uveíte propriamente dita de forma empírica. 
- A presença dos nódulos indicam o diagnóstico de uma uveíte 
granulomatosa. Os nódulos irianos, ao redor da pupila, na íris, mostram que o 
paciente tem um processo inflamatório granulomatoso. Devendo-se buscar 
se é infeccioso ou não para o início da investigação. 
- A uveíte tuberculosa pode ser de difícil diagnóstico, pois pode ocorrer em 
pacientes sem manifestações sistêmicas de Tuberculose. O diagnóstico, 
portanto, é frequentemente presuntivo, com base em evidências indiretas, 
tais como uma uveíte que não responde ao tratamento com esteroides, uma 
história positiva de contato, um teste cutâneo positivo e achados negativos 
para outras causas de uveítes. A uveíte anterior, em geral granulomatosa, é 
o achado mais comum. 
 
 
- Congênita de aparecimento tardio (ceratite estromal), sífilis secundária ou 
terciária (coriorretinite). 
- VDRI, FTA-ABS. 
- A sífilis pode acometer diversas estruturas oculares. Têm-se a sífilis 
congênita que pode acometer a córnea e a sífilis adquirida na fase adulta 
que pode acometer tanto o trato uveal, no seguimento anterior, como 
propriamente a retina. Mas as manifestações ocorrem principalmente 
quando em uveíte anterior. 
- Deve-se diagnosticar a sífilis com VDRL e FTA-ABS, tratá-la com o 
esquema adequado e administrar sintomáticos para a uveíte ao paciente. 
- A UAA afeta cerca de 4% dos pacientes com sífilis secundária e é 
bilateral em 50% dos casos. Em alguns casos, a irite está primariamente 
associada à dilatação dos capilares irianos, que pode progredir para pápulas 
mais localizadas e subsequentemente evoluir para grandes nódulos 
amarelados. Vários tipos de atrofia iriana pós-inflamatória podem ocorrer. 
 
- Negros. 
- Radiografia, RNM de Tórax, lavado brônquio-alveolar, scan de gálio, 
dosagem de ECA, biópsia. 
- Esteroides. 
- É uma uveíte anterior granulomatosa não infecciosa comum que pode 
acometer vários níveis oculares. Na imagem tem-se uma vasculite retiniana, 
lesões exsudativas, edema de nervo óptico. O que ajuda a diferenciar se é 
uveíte anterior, intermediária e posterior é a dosagem da enzima 
conversora da angiotensina (ECA) e a relação do cálcio sérico com o cálcio 
urinário. 
 
 
- Herpes simples e Herpes-Zóster. 
- Muito comum e se manifesta como uma ceratite, ou seja, uma doença da 
córnea. Não é raro encontrar um paciente com uma ceratite e uma cerato-
uveíte. Tudo isso causado por reações imunológicas causadas pela latência 
após infecção do vírus, não sendo propriamente relacionada a infecção ativa 
do vírus. 
- Uveíte anterior, que pode estar associada à trabeculite e PIO elevada 
(uveíte hipertensiva), pode aparecer com ou sem doença corneana ativa. É 
comum haver atrofia da íris, geralmente irregular e por vezes setorial, em 
algumas ocasiões associada a hifema espontâneo. 
 
- Geralmente com manifestações sistêmicas já evidentes na forma 
Virchowiana. 
- Uveíte bilateral. 
- Espessamento dos nervos corneais, perólas irídicas, atrofia de íris, 
sinequias posteriores, ceratopatia. 
- Tratamento sistêmico e tópico. 
- Hoje se tem um controle melhor e as que causam alterações graves são 
aquelas de hanseníases não diagnosticadas, podendo acometer várias 
estruturas oculares. Um dos achados patognomônicos do acometimento 
ocular pela hanseníase ocorre na córnea pelo espessamento do nervo. 
- CAU pode ocorrer na lepra lepromatosa em consequência da invasão direta 
da íris pelo bacilo. Os sinais são: Inflamação leve associada à formação de 
sinequias. Um sinal patognomônico, que consiste na presença de pérolas 
irianas formadas a partir de bactérias mortas. Elas crescem lentamente e 
coalescem, tornam-se pedunculadas e caem na câmara anterior, das quais 
eventualmente desaparecem. Algumas vezes, a pupila torna-se miótica e a 
íris atrófica em consequência da lesão da inervação simpática do dilatador 
da pupila. 
 
- Esteroides tópicos (colírios). 
- Cicloplégicos e midriáticos (tratar desconforto do paciente e evitar 
complicações). 
- Esteroides via oral em casos mais graves. 
- Tratamento da doença associada. 
- O tratamento das uveítes anteriores é comum, independe da causa. 
- Se tiver uma doença associada, como tuberculose, sarcoidose ou sífilis, se 
faz o tratamento para aquela causa. 
- Em relaçãoao olho se utiliza esteroides, geralmente, na forma de colírios. 
Os cicloplégicos e midriáticos em colírios servem para evitar complicações e 
melhoraro desconforto do paciente. Caso o paciente não tenha bons 
resultados por tratamento tópico, lança-se mão de outros medicamentos 
sistêmicos mesmo os esteroides e outros medicamentos imunomoduladores. 
 
- De 4 a 16% dos casos de Uveíte. 
- Pegam a parte que fica atrás da Íris. 
- São manifestações mais indolentes do que a Uveíte Anterior. 
- Elas não correspondem a maioria dos casos, mas são uveítes de difícil 
diagnóstico, para diagnosticar é necessário realizar um exame bem 
detalhado, pois a parte afetada está atrás da íris. Às vezes, o paciente pode 
ter uma uveíte, ficar assintomático por um bom tempo e acaba não se tendo 
uma conclusão. Por outro lado, na prática, os casos que não tem solução 
acabam sendo direcionados para o oftalmologista para correta verificação. 
- Etiologias: 
o Idiopática. 
o Sarcoidose. 
o Esclerose Múltipla. 
o Doença de Lyme. 
o Sífilis. 
o Tuberculose. 
o Síndrome de Sjogren Primária. 
o HTLV-1. 
o Doença intestinal inflamatória. 
o Toxocaríase. 
o Associação com HLA-B51. 
o Bilateral em 80%. 
o Moscas volantes e BAV (baixa acuidade visual). 
o Snowballs e Snowbaking. 
o Vasculite. 
o Edema macular cistoide. 
 
 
- A uveíte intermediária (UI) é uma doença insidiosa, crônica e recidivante, 
na qual o vítreo é o principal local de sinais inflamatórios. A afecção pode 
ser idiopática ou estar associada a uma doença sistêmica. O diagnóstico é 
essencialmente clínico e as investigações são feitas para excluir uma 
associação sistêmica, especialmente na presença de achados sugestivos e 
em indivíduos mais velhos. Pode ser difícil determinar a idade exata do 
surgimento da UI, uma vez que pode haver um extenso período de tempo 
até que os pacientes manifestem os sintomas. 
- A apresentação se dá como surgimento insidioso de visão embaçada, 
geralmente acompanhada por “moscas volantes” (floaters). Com frequência, 
os sintomas iniciais são unilaterais, mas a afecção é tipicamente bilateral e 
muitas vezes assimétrica. O exame cuidadoso de olhos aparentemente 
normais pode revelar anormalidades da retina periférica, tais como 
embainhamento vascular ou condensações vítreas localizadas. 
 
- Lesões focais ou difusas. 
- As uveítes posteriores podem se apresentar como uma única lesão isolada 
ou várias lesões focais dispersas, chamadas de multifocais. Ainda se pode 
ter uma placa grande de lesão acometendo um quadrante da retina ou toda a 
periferia da retina. Então identificando o padrão, se única, multifocal ou 
difusa, é possível pensar melhor na etiologia. 
- Coriorretinopatias não infecciosas: 
o Síndrome dos Pontos Brancos. 
o Doenças Imunológicas e Granulomatosas: 
 Oftalmia simpática. 
 Sarcoidose. 
 Doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH). 
 Doença de Behçet. 
- Coriorretinopatias Infecciosas: 
o Tuberculose. 
o Renitite necrotizante aguda. 
o Toxoplasmose. 
o Neurorrinite subaguda unilateral (DUSN) 
o Toxoplasmose. 
o Sífilis. 
o Toxacaríse. 
o CMV. 
o Fungos. 
Uveíte Multifocal -> 4 focos (pontos brancos) 
 
- Congênita ou Adquirida. 
- Toxoplasma gondii (ingestão de alimentos contaminados). 
- Retinocoroidite focal ou multifocal (acomete a retina e o coroide). 
- Lesão satélite. 
- Sorologia IgM e IgG. 
- Tratamento: Sulfadiazina + Pirimetamina. 
 
- Difusa; 
- Crônica; 
- Bilateral; 
- Manifestações neurológicas, auditivas e cutâneas; 
- Descolamento de retina exsudativo bilateral; 
- Nódulos de Dalen-Fuchs; 
- Alterações pigamentares; 
- Tratamento: corticoide sistêmico. 
- Causa uma uveíte bilateral, tende a cronicidade e o que ajuda no 
diagnóstico com manifestações neurológicas, auditivas, como zumbido, e 
cutâneas, como vitiligo. 
- Manifestações associadas: zumbido, vitiligo, escoliose. 
- No fundo de olho é comum encontrar o descolamento de retina bilateral 
em que não se vê rotura, é provável que seja VKH. É comum ver nódulos de 
Dalen-Fuchs que são nódulos inflamatórios na média periferia. Com a 
progressão da doença, colamento e descolamento da retina em meio ao 
processo inflamatório, ela acaba perdendo a pigmentação. 
- Como se trata de uma doença sistêmica o tratamento é feito de forma 
sistêmica, com corticoesteroides ou outros imunomoduladores dependendo 
da resposta do paciente. 
- Exemplo: Em casos crônicos o aspecto da coloração da retina é 
aparentemente normal, mas existem áreas mais elevadas que é onde ocorre 
o descolamento exsudativo da retina. Com a cronicidade a retina perde um 
pouco da sua pigmentação e fica mais clara. Ainda se tem os nódulos de 
Dalen-Fuchs que são cicatriciais de atrofia focal da retina e da coroide na 
média periferia. A alteração da coloração da pele associada que não sempre 
está presente no momento diagnóstico, mas pode aparecer tardiamente 
 
- Crônica. 
- Multissitêmica. 
- Ulcerações da mucosa oral e genital; 
- Manifestações vasculares, neuropsiquiátricas, articulares, 
gastrointestinais, epididimite; 
- Tratamento: imunossupressores; 
- Outra doença sistêmica que pode acometer os olhos é a doença de Behçet. 
Ela acomete a microvasculatura de diversos órgãos, como o SNC, com 
alterações neuropsiquiátricas; gastrointestinais; e oculares. 
- Geralmente, ela ocorre bilateralmente. 
- O que chama muita atenção é uma reação inflamatória muito intensa no 
segmento ocular anterior. Ao exame existe sinais de vasculite, devendo-se 
procurar as condições associadas. Existem vários critérios diagnósticos 
específicos para realizar o correto diagnóstico da doença. 
Exemplo: Em um paciente com doença de Behçet além de uma alteração 
ocular no segmento anterior, quando se examina o fundo de olho é possível 
observar sinais de vasculite, se tem um infiltrado perivascular pensa-se em 
vasculite acometendo esse paciente e não somente uma reação inflamatória 
do segmento ocular anterior. Em se tratando de uveíte, o importante é 
fazer o diferencial com outras urgências. Geralmente é uma condição que se 
não for bem tratada gera sequelas. É importante também identificar quando 
o paciente está tendo uma uveíte e não uma conjuntivite ou olho vermelho 
comum e encaminhá-lo para o oftalmologista. Do mesmo modo que o 
oftalmologista também pode encaminhar pedindo uma avaliação, devemos 
lembrar dessas doenças que cursam com acometimento sistêmico. Excluir 
primariamente causas infecciosas e em seguida pensar nas causas 
autoimunes que demandam exames mais específicos.

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