Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

Dermatites e Eczemas
7 pág.
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Resumo sobre Dermatites e Eczema As dermatites, um termo abrangente que se refere a diversas formas de inflamação da pele, incluem o eczema, que é frequentemente considerado sinônimo de dermatite. A palavra "eczema" tem origem no grego "ekzein", que significa "ferver", refletindo a ideia de um estado de ebulição da pele. As dermatites podem ser classificadas de acordo com a sua etiologia e o tempo de evolução, sendo divididas em três categorias principais: aguda, subaguda e crônica. A forma aguda é caracterizada por eritema, vesículas e bolhas; a subaguda apresenta eritema e descamação; e a crônica é marcada por liquenificação. Existem vários tipos de dermatite, incluindo a dermatite atópica, dermatite de contato, dermatite seborreica, eczema numular, dermatite de estase e eczema disidrótico. É importante ressaltar que a alergia não deve ser considerada um diagnóstico isolado, pois pode manifestar-se de diversas formas, como urticária, dermatite alérgica, farmacodermia e reações adversas a medicamentos. A fisiopatologia das reações alérgicas é distinta, não envolvendo sensibilização, o que é crucial para o entendimento das diferentes manifestações cutâneas. Dermatite de Contato A dermatite de contato é uma condição inflamatória comum que resulta em prurido, eritema e vesículas na pele, podendo também apresentar descamação e liquenificação. Essa condição é responsável por milhões de consultas médicas anualmente e é classificada como uma dermatose de etiologia exógena, ou seja, causada por agentes externos. A dermatite de contato pode ser dividida em duas categorias principais: a dermatite de contato por irritante primário e a dermatite de contato alérgica. A primeira ocorre devido a uma reação imediata a substâncias que causam dano direto à pele, enquanto a segunda envolve uma resposta imune que se desenvolve após uma exposição prévia ao alérgeno. A dermatite de contato por irritante primário é a forma mais frequente e pode ocorrer após uma única ou repetida exposição a agentes agressivos, como solventes e detergentes. Os irritantes podem ser classificados em absolutos, que causam danos imediatos, e relativos, que provocam reações após um período de exposição. Fatores predisponentes incluem atopia, idade (crianças e idosos), sexo feminino e características da exposição, como o tamanho da molécula e o tempo de contato. O mecanismo de ação envolve a perda da integridade da epiderme, levando à produção de citocinas que amplificam a inflamação. Dermatite Alérgica e Fototóxica A dermatite alérgica é classificada de acordo com a Reação de Gel e Coombs, sendo predominantemente do tipo IV, mediada por células T. O processo se divide em três etapas: indução, elicitação e resolução. Na fase de indução, o hapteno (um antígeno incompleto) entra em contato com a pele e se liga a proteínas, formando um antígeno completo. A sensibilização requer que o hapteno permaneça em contato com a pele por 18-24 horas. A fase de elicitação ocorre quando um indivíduo previamente sensibilizado entra em contato novamente com o alérgeno, resultando em uma resposta inflamatória que se desenvolve em 24-48 horas. A dermatite fototóxica é mais comum que a fotoalérgica e ocorre quando um agente químico se torna irritante após ser modificado pela luz solar. Exemplos incluem a fitofotodermatose, que é uma queimadura causada pelo contato com limão e exposição ao sol. Por outro lado, a dermatite fotoalérgica ocorre quando a substância desencadeadora se transforma em um hapteno após a exposição à luz solar, levando a lesões em áreas expostas. O quadro clínico da dermatite pode variar, apresentando formas eritematosas, vesiculosas e infiltrativas, com prurido constante e localização regional que sugere o agente causador. Diagnóstico e Tratamento O diagnóstico das dermatites é clínico, baseado na história do paciente e nas lesões cutâneas observadas. Testes de contato são utilizados para confirmar a etiologia e evocar a via eferente da dermatite alérgica. O tratamento envolve a remoção do agente causador, uso de corticóides tópicos para controle da inflamação e anti-histamínicos sedativos para alívio do prurido. É importante notar que não há como realizar a dessensibilização em casos de dermatite alérgica. Os principais agentes alérgicos incluem níquel, formaldeído e tolueno, frequentemente encontrados em bijuterias e esmaltes. Os produtos cosméticos também podem conter substâncias irritantes, como fragrâncias e conservantes, que podem desencadear reações alérgicas. O tratamento das dermatites pode incluir corticóides tópicos de potência moderada a alta, dependendo da gravidade da condição, e anti-histamínicos orais em casos de prurido intenso. A abordagem terapêutica deve ser individualizada, considerando a gravidade da dermatite e a resposta do paciente ao tratamento. Destaques Dermatites são inflamações cutâneas, com o eczema sendo um tipo comum. A dermatite de contato é causada por agentes externos e pode ser irritativa ou alérgica. A dermatite alérgica envolve uma resposta imune e é classificada como tipo IV. O diagnóstico é clínico e pode incluir testes de contato para identificar alérgenos. O tratamento envolve a remoção do agente causador e uso de corticóides e anti-histamínicos.

Mais conteúdos dessa disciplina