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Saneamento_Apostila_Unibta_2024_521p_Part3

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ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/27032002pnsb. 
shtm> . Acesso em: 6 fev. 2009. 
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Abastecimento de água 
e esgotamento sanitário nas capitais brasileiras, em 2004: 
campanha de olho nos mananciais pela preservação das 
fontes de água de São Paulo. [São Paulo]: ISA, 2007. 
LAMPARELLI, M. C. Graus de trofia em corpos d'água do 
estado de São Paulo: avaliação dos métodos de monitora­
mento. 2004. Tese (Doutorado em Ecologia: Ecossistemas 
Terrestres e Aquáticos) - Instituto de Biociências, Univer­
sidade de São Paulo, São Paulo, 2004. 
LIBÂNIO, P. A. C.; CHERNICHARO, C. A. L.; NASCI­
MENTO, N. O. A dimensão da qualidade de água: avalia­
ção da relação entre indicadores sociais, de disponibili­
dade hídrica, de saneamento e de saúde pública. Engenha­
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1 MAGNONJ, D. Saneamento básico: triste cenário brasi­
o. Eco, v. 21, n . 132, 2007. Disponível em: < http://www. 
1 eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=l656>. Acesso em: 9 
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MARIANI, C. F.; POMPÊO, M. L. M. Potentially bio­
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zooplanctônica em um reservatório tropical urbano eutrofi­
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MOSCHINI-CARLOS, V.; FREITAS, L.G.; POMPÊO, M. 
Limnological evaluation of water in the Rio Grande and 
Taquacetuba branches of the Billings Complex (São 
1 Paulo, Brazil) and management implications. Revista 
1 Ambiente & Água, v. 5, n . 3, p. 47-59, 2010. 
OGERA, R. C.; PHILIPPI JUNIOR, A. Gestão dos servi­
ços de água e esgoto nos municípios de Campinas, Santo 
André, São José dos Campos e Santos, no período de 1996 
a 2000. Sanitária Ambiental, v. 10, n. 1, p. 72-81, 2005. 
PADIAL, P. R. Qualidade, heterogeneidade espacial e bio­
disponibilidade de metais no sedimento de um reservatório 
tropical urbano eutrofizado (reservatório Guarapiranga, 
SP). Dissertação (Mestrado em Ecologia: Ecossistemas 
Terrestres e Aquáticos) - Instituto de Biociências, Univer­
sidade de São Paulo, 2008. 
PADIAL, P. R.; POMPÊO, M.; MOSCHINI-CARWS, V. 
Spatial and temporal heterogeneity of water quality in 
Rio das Pedras Reservoir (Billings Complex, São Paulo 
State) . Ambiente & Água, v. 4, n. 3, p . 35-53, 2009. 
POMPÊO, M. L. M.; SILVA, S. C.; MOSCHINI-CARLOS, 
~A deterioração da qualidade das águas continentais 
Meio ambiente e sustentabilidade 
brasileiras: o processo de eutrofização. Saneas, v. 21, n . 2, 
p. 24-28, 2005. 
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESEN­
VOLVIMENTO. Relatório do desenvolvimento humano 
2006: a água para lá da escassez: poder, pobreza e a crise 
mundial da água. New York: PNUD, 2006. 
REBOUÇAS A. C.; BRAGA, B .. TUNDISI, J. G. Águas 
doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. 3. ed. 
São Paulo: Escrituras, 2006. 
REBOUÇAS, A. C. Água doce no mundo e no Brasil. ln: 
REBOUÇAS A. C.; BRAGA, B.; TUNDISl, J. G. Águas 
doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. São 
Paulo: Escrituras, 1999. cap. l,p. 1-37. 
REZENDE, S. et ai. Integrando oferta e demanda de ser­
viços de saneamento: análise hierárquica do panorama 
urbano brasileiro no ano 2000. Engenharia Sanitária 
Ambiental, v. 12, n. 1, p . 90-1 0 1, 2007. 
SANTOS, M . Espaço e método. 5. ed. São Paulo: EDUSP, 1 
2008. 
SÃO PAULO (Estado) . Companhia de Tecnologia~ 
Saneamento Ambiental. Relatório de qualidade das águas 
interiores do estado de São Paulo, 2001. São Paulo: 
CETESB, 2002. 
SCHAEFER, A. Fundamentos de ecologia e biogeografia 
das águas continentais. Porto Alegre: UFRGS, 1985. 
SILVA, S. C. Heterogeneidade espacial e a qualidade das 
águas superficiais do Reservatório Guarapiranga (São 
Paulo - SP -Brasil). 2008. Dissertação (Mestrado em Eco­
logia: Ecossistemas Terrestres e Aquáticos) - Instituto de 
Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. 
SIMÕES, C. C. S. Perfis de saúde e de mortalidade no Bra­
sil: uma análise de seus condicionantes em grupos popu­
lacionais específicos. Brasília: OPAS, 2002. 
SOUSA, J. T. et ai. Utilização de wetland construído no 
pós- tratamento de esgotos domésticos pré-tratados em 
reator UASB. Engenharia Sanitária Ambiental, v. 9, n. 4, p. 
285-290, 2004. 
SUGUIO, K. Água. Ribeirão Preto: Holos, 2006. _J 
TEIXEIRA, J. C.; GUILHERMINO, R. L. Análise da asso- 1 
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empregando dados secundários do banco de dados indi­
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Sanitária Ambiental, v. 11, n. 3, p. 277-282, 2006. 
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ed. New York: UNICEF, 2006. 
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water and sanitation target: a mid-term assessment of pro­
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THOMPSON, T. et ai. Chemical safety of drinking-water: 
assessing priorities for risk management. Geneva: WHO, 
2007. 
UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND 
1 
CULTURAL ORGANIZATION. Agua para todos, agua 
66 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.) 
para la vida: informe de las Naciones Unidas sobre e! 
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Paris: UNESCO; Madrid: Mundi-Prensa Libros, 2003. 
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www.epa.gov/bioindicato rs/aq uatic/carlson .html>. 
Acesso: 15 mar. 2011. 
CONGRESO INTERAMERTCANO DE INGENIERÍA 
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Atualização de 1 O dez. 2000. 
LEITURA COMPLEMENTAR 
UNITED STATES ENVTRONMENTAL PROTECTION INTERNATIONAL LAKE ENVTRONMENT COMMIT-
AGENCY. Constructed wetlands treatment of municipal TEE. Publications. Kusatsu-shi: ILEC, 200-. Disponível 
wastewaters. Cincinnati: EPA, 2000. d html> A 
em: <http://www.ilec.or.jp/eg/pubs/in ex. . cesso 
UNITED STATES ENVTRONMENTAL PROTECTION em: 17 abr. 2012. 
AGENCY. Guiding principies for constructed treatment SÃO PAULO (Estado). Companhia de Tecnologia de 
wetlands: providing for water quality and wildlife habitat. Saneamento Ambiental. CETES13 - Companhia de Tec-
Washington: EPA, 2000. nologia de Saneamento Ambiental- Relatórios de Quali-
VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e dade das Aguas Superficiais do Estado de São Paulo -
ao tratamento de esgotos. 3. ed. Belo Horizonte: UFMG, http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/aguas-superficiais/35-
2005. (Prindpios do tratamento biológico de águas resi- publicacoes-/-relatorios . 
duárias, v. 1). UNITED NATIONS ENVTRONMENT PROGRAMME. I 
VON SPERLIN G, M. Lagoas de estabiliz-a-çã_o ___ B_e-lo_H_ o_ri----Division ofTechnology, Tndustry and Economics. Water 
zonte: UFMG, 1996. (Princípios do tratamento biológico quality: the impact of eutrophication. Tsurwni-ku: 
de águas residuá rias, v. 3). UNEP, 2001.(Lakes and Reservoirs, v. 3). Disponível em: 
YASSUDA, E. R.; !UNI, R. Desarrollo y optimizacion de <http://www.unep.or.jp/ ietc/publications/short_series/ 
los servi cios de abastecimiento de agua y sanearniento. ln: Lakereservoirs-3/index.asp>. Acesso em: 17 abr. 2012. 
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Dica do professor
Por meio do vídeo a seguir, será possível obter informações gerais sobre autodepuração, assim 
como importância relacionada com atomada de decisão.
_2.2_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/
cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/5d9b5ef57001468a2c10a57f4ce7ba49
3min
elm = muito 
curto, pouco 
conteúdo...
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Exercícios
1) 
A autodepuração ocorre por processos físicos (diluição, sedimentação), químicos (oxidação) 
e biológicos. Quanto aos processos biológicos, assinale a alternativa correta.
A) a) Compreendem a decomposição da matéria orgânica.
B) b) Constituem o último estágio da autodepuração.
C) c) Estão associados ao nível de capacidade de suporte do local.
D) d) Devem ocorrer quando os processos físico e químico não alcançam resultado.
E) e) Compreendem o resultado do processo de autodepuração.
_2.2_
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2) 
Qual é o nome dado ao processo no qual os microrganismos decompõem matéria orgânica 
na presença de oxigênio?
A) a) Processo anaeróbio.
B) b) Processo aeróbio.
C) c) Processo químico.
D) d) Processo abiótico.
E) e) Processo de autodepuração,
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3) 
Quando uma indústria lança efluentes em um rio, formam-se diferentes zonas no corpo 
hídrico receptor. Uma destas zonas chama-se zona de autodepuração. Qual das opções a 
seguir apresenta um conceito que caracteriza esta zona da melhor maneira?
A) a) É a zona pós-lançamento da carga poluidora, onde não se encontram indícios de poluição.
B) b) É exatamente a zona onde ocorre o despejo da carga poluidora.
C) c) É o ponto anterior ao lançamento da carga poluidora.
D) d) É onde ocorre o equilíbrio por processo artificial.
E) e) É onde ocorre o equilíbrio da água por processo natural.
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4) 
Imaginando agora a dispersão do efluente sem tratamento no corpo hídrico, o processo de 
autodepuração possui os seguintes estágios:
A) a) Degradação, depuração ativa, recuperação e águas limpas.
B) b) Degradação, depuração ativa, reconfiguração e águas limpas.
C) c) Degradação e águas limpas.
D) d) Degradação, depuração ativa e águas limpas.
E) e) Depuração ativa e águas limpas.
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5) 
O processo de autodepuração cria zonas na água. Como é denominado o local onde ocorre o 
despejo do poluente?
A) a) Zona de águas limpas
B) b) Zona de degradação.
C) c) Zona alfa
D) d) Zona de decomposição ativa
E) e) Zona de recuperação
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Na prática
Imagine-se como gestor ambiental atuando na Secretaria de Meio Ambiente do seu Estado. Uma 
das suas atribuições compreende a definição de parâmetros e de níveis para lançamento de 
efluentes em rios de diferentes portes. Você já está envolvido nessa pesquisa há algum tempo e 
precisa terminar o relatório com essa definição.
_2.2_
Em reunião com a sua equipe técnica, você é informado que os resultados da 
zona de degradação estão alterados e, por isso, estavam atrasados. Você 
então solicita uma nova aplicação do método e estabelece o prazo para a 
entrega final dos resultados.
elm = e então...???
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997:
ANDRADE, Larice Nogueira de. A autodepuração de corpos 
d'água. Revista da Biologia, vol. 5 –dez. 2010:
_2.2_
http://www.mma.gov.br/legislacao/agua/category/116-recursos-hidricos
https://www.gov.br/mma/pt-br
elm = aqui a lei pode ser consultada: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm
Ementa = Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição 
Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 
7.990, de 28 de dezembro de 1989.
http://www.ib.usp.br/revista/node/45
elm = leva a pág do Instituto de Biociências da usp...
elm = alternativa ver: https://leaoeomeioambiente.wordpress.com/tag/corpos-hidricos/
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ROSA, André Henrique; FRACETO, Leonardo F.; MOSCHINI-Carlos, Viviane. Meio ambiente e 
sustentabilidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
Banco de imagens Shutterstock.
SAGAH, 2015.
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Vanessa de Souza Machado
Professor(a)
Daniel Araujo
Gerente Unidade de Negócios
Rodrigo Severo
Analista de Projetos
Fernanda Osório
elm = copiei artigo 4p no fim desta apostila do scribd...
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Rectangle
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REVISTA DA BIOLOGIA – www.ib.usp.br/revista – publicado no volume 5 – dezembro de 2010 16
AUTODEPURAÇÃO DOS CORPOS D’ÁGUA
Larice Nogueira de Andrade 
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, UFES – Vitória, ES, Brasil 
lariceandrade@gmail.com 
Editor responsável: 
Marcelo Luiz Martins Pompêo 
Recebido 22jul10 / Aceito 24nov10 / Publicação inicial 30dez10 
Resumo. A proteção dos recursos hídricos envolve o monitoramento e a avaliação de sua qualidade 
ao longo dos rios, estabelecendo metas e controlando as descargas de poluentes, de forma que um nível 
aceitável de qualidade da água seja mantido. A compreensão da autodepuração dos corpos d’ água 
constitui em elemento básico para a adoção destas medidas e ações. Desse modo, esta revisão tem como 
objetivo relatar alguns dos principais processos integrantes do fenômeno de autodepuração, dando 
merecido destaque para os processos biológicos, principais indutores das alterações ecológicas e do 
restabelecimento do equilíbrio no meio aquático. 
Palavras-chave. Autodepuração, matéria-orgânica, poluição. 
SELF - PURIFICATION OF WATER BODIES 
Abstract The protection of water resources involves monitoring and evaluating their quality along the rivers 
setting goals and controlling discharges of pollutants looking for to keep an acceptable level of water quality. 
The understanding of self-purification of water bodies constitutes a basic element for the adoption of these 
measures and actions. So this review objective to report some of the most important processes of the self-
purification phenomenon focusing on the biological processes, which are the main inducer of ecological 
changes and balance reinstatement in the aquatic environment. 
Keywords. Self - Purification, organic matter, pollution. 
Introdução 
Em virtude da crescente poluição de nossos 
rios, faz-se hoje imperativo a busca de maiores 
esforços para o controle dessa poluição. Uma das 
formas de se controlar essa poluição é 
justamente estudar e conhecer a capacidade de 
autodepuração de cada corpo hídrico, estimando 
a quantidade de efluentes que cada rio é capaz 
de receber sem que suas características naturais 
sejam prejudicadas. Dependendo do nível de 
poluição dos rios, o processo de autodepuração 
pode ser bastante eficiente na melhoria da 
qualidade d’água. 
A autodepuração é um processo natural, no 
qual cargas poluidoras, de origem orgânica, 
lançadas em um corpo d’água são neutralizadas. 
De acordo com Sperling (1996), a autodepuração 
pode ser entendida como um fenômeno de 
sucessão ecológica, em que o restabelecimento 
do equilíbrio no meio aquático, ou seja, a busca 
pelo estágio inicial encontrado antes do 
lançamento de efluentes, é realizada por 
mecanismos essencialmente naturais. 
Segundo Stehfest (1973), a decomposição 
da matéria orgânica por microorganismos 
aeróbios corresponde a um dos mais importantes 
processos integrantes do fenômeno da 
autodepuração. Esse processo é responsável 
pelo decréscimo nas concentrações de oxigênio 
dissolvido na água devido à respiração dos 
microorganismos, que por sua vez decompõem a 
matéria orgânica. 
A quantidade de oxigênio dissolvido na 
água necessária para a decomposição da matéria 
orgânica é denominada de Demanda Bioquímica 
de Oxigênio – DBO. Ou seja, a DBO não é 
propriamenteum poluente, mas sim o indicativo 
da quantidade de oxigênio molecular requerida 
pelas bactérias para a decomposição da matéria 
orgânica presente na água. Do mesmo modo, 
segundo Braga e col. (2002), a matéria orgânica 
em si não é um poluente, porém, seu despejo no 
meio aquático pode ocasionar um desequilíbrio 
entre a produção e o consumo de oxigênio. 
Com o intuito de fornecer um embasamento 
teórico a respeito da autodepuração dos corpos 
d’água, nas próximas seções são apresentados 
os principais fundamentos necessários à 
compreensão desse processo, tendo como 
principais referências os trabalhos desenvolvidos 
pelo pesquisador Von Sperling. 
Autodepuração dos corpos d’água 
A autodepuração é decorrente da 
associação de vários processos de natureza 
física (diluição, sedimentação e reaeração 
atmosférica), química e biológica (oxidação e 
decomposição) (Hynes, 1960; Sperling, 1996). 
No processo de autodepuração, há um 
balanço entre as fontes de consumo e de 
produção de oxigênio, conforme ilustrado na 
Figura 1 (Sperling, 2007). 
Os principais fenômenos interagentes no 
consumo de oxigênio são: 
• A oxidação da matéria orgânica;
• A nitrificação;
• A demanda bentônica.
Na produção de oxigênio são: 
• A reaeração atmosférica;
• A fotossíntese.
https://www.scribd.com/document/355472902/004-AUTODEPURACAO-DOS-CORPOS-D-AGUA-Larice-Nogueira-
de-Andrade-pdf
 
REVISTA DA BIOLOGIA – www.ib.usp.br/revista – publicado no volume 5 – dezembro de 2010 
 
17
A oxidação é o processo nos quais elétrons 
são removidos de uma substância, aumentando o 
seu estado de oxidação. Ou seja, a oxidação é 
uma forma de transformar poluentes em 
compostos menos indesejáveis ao meio 
ambiente. 
 
 
Figura 1 – Fenômenos interagentes no balanço 
de OD (adaptado de Sperling, 2007). 
 
A oxidação total da matéria orgânica, 
também conhecida como mineralização, gera 
produtos finais, simples e estáveis (por exemplo, 
CO2, H2O, NO3
-). Os organismos decompositores, 
principalmente as bactérias heterotróficas 
aeróbias, são capazes de oxidar a matéria 
orgânica (MO), como representado na equação 
abaixo: 
 
MO + O2 + bactérias → CO2 + H2O + energia (1) 
 
A nitrificação é o processo pelo qual 
bactérias autotróficas (Nitrosomonas e 
Nitrobacter), utilizam o oxigênio dissolvido para 
transformar formas nitrogenadas de matéria 
orgânica em nitritos (NO2-) e nitratos (NO3). As 
Nitrosomonas são responsáveis pela oxidação da 
amônia a nitrito e as Nitrobacter pela oxidação do 
nitrito a nitrato. 
O consumo de oxigênio por estas reações é 
denominado demanda nitrogenada ou demanda 
de segundo estágio, por ocorrer numa fase 
posterior a das reações de oxidação da matéria 
orgânica carbonácea. Isso ocorre porque as 
bactérias nitrificantes, autotróficas, possuem uma 
taxa de crescimento menor que as bactérias 
heterotróficas (Sperling, 1996). 
A matéria orgânica decantada também 
pode consumir oxigênio dissolvido, e nesse caso, 
essa demanda é denominada demanda bentônica 
ou demanda de oxigênio pelo sedimento. Grande 
parte da conversão dessa matéria orgânica se dá 
em condições anaeróbias, em virtude da 
dificuldade de penetração do oxigênio na camada 
de lodo, como demonstrado na Figura 2. 
Esta forma de conversão, por ser 
anaeróbia, não implica, portanto, em consumo de 
oxigênio. Porém, a camada superficial do lodo em 
contato direto com a água geralmente sofre 
decomposição aeróbia, resultando no consumo 
de oxigênio (Sperling, 1996). Na maioria das 
vezes, a sedimentação dessa matéria orgânica 
implica na diminuição de DBO da massa líquida, 
porém, quando a massa decantada é 
ressuspendida, devido, por exemplo, a 
turbulências ou a altas velocidades de 
escoamento do líquido, ocorre o contrário. 
 
 
Figura 2 – Demanda bentônica (adaptado de 
Eckenfelder, 1980) 
 
Com relação à produção de oxigênio, a 
reaeração atmosférica pode ser considerada 
como o principal processo responsável pela 
introdução de oxigênio no corpo hídrico. Esse 
processo se dá por meio da transferência de 
gases, que é um fenômeno físico no qual 
moléculas de gases são trocadas entre o meio 
líquido e gasoso pela sua interface. Esse 
intercâmbio resulta num aumento da 
concentração do oxigênio na fase líquida, caso 
esta não esteja saturada com o gás. Esta 
transferência do meio gasoso para o meio líquido 
se dá basicamente por meio de dois mecanismos: 
a difusão molecular e a difusão turbulenta 
(Sperling, 1996). 
O processo de fotossíntese, apresentado 
na equação abaixo, pode representar a maior 
fonte de OD em lagos e rios de movimento lento. 
 
CO2 + H2O + energia luminosa → MO + O2 (2) 
 
A fotossíntese é o principal processo 
utilizado pelos seres autotróficos para a síntese 
da matéria orgânica (Equação 2), sendo 
característica dos organismos clorofilados, 
particularmente algas. De acordo com Sperling 
(1996), os seres autótrofos realizam muito mais 
síntese do que oxidação, gerando sempre um 
superávit de oxigênio. 
O processo de autodepuração se 
desenvolve ao longo do tempo e da direção 
longitudinal do curso d’água, e segundo Braga e 
col. (2002), os estágios de sucessão ecológica 
presentes nesse processo são fisicamente 
identificados por trechos (Figura 3). Braga e col. 
(2002) define esses trechos como zonas de 
autodepuração e os divide em: 
• Zona de águas limpas - localizada em região 
à montante do lançamento do efluente (caso não 
exista poluição anterior) e também após a zona 
de recuperação. Essa região é caracterizada pela 
elevada concentração de oxigênio dissolvido e 
vida aquática superior; 
 
REVISTA DA BIOLOGIA – www.ib.usp.br/revista – publicado no volume 5 – dezembro de 2010 
 
18
• Zona de degradação - localizada à jusante 
do ponto de lançamento, sendo caracterizada por 
uma diminuição inicial na concentração de 
oxigênio dissolvido e presença de organismos 
mais resistentes; 
• Zona de decomposição ativa - região onde a 
concentração de oxigênio dissolvido atinge o 
valor mínimo e a vida aquática é predominada por 
bactérias e fungos (anaeróbicos); 
• Zona de recuperação - região onde se inicia 
a etapa de restabelecimento do equilíbrio anterior 
à poluição, com presença de vida aquática 
superior. 
 
 
Figura 3 - Principais zonas de autodepuração 
(adaptado de Braga e col., 2002). 
 
A quantificação e a compreensão do 
fenômeno de autodepuração são de extrema 
importância, principalmente quando se busca 
controlar o lançamento de cargas de efluentes 
que estejam acima da capacidade de assimilação 
do corpo hídrico (Sperling, 1996). 
Os pesquisadores Streeter e Phelps 
desenvolveram um modelo em 1925, que 
propiciou grande impulso para o entendimento do 
fenômeno de autodepuração em águas 
receptoras de cargas poluentes. 
 
Modelo Streeter e Phelps 
 Uma das primeiras formulações 
matemáticas utilizadas para o cálculo do perfil de 
oxigênio dissolvido, após o lançamento de 
matéria orgânica no corpo hídrico, foi proposta 
por Streeter e Phelps (1925). Tal formulação 
passou a ser conhecida como o Modelo de 
Streeter - Phelps. 
A hipótese básica do modelo Streeter - 
Phelps é que a taxa de decomposição da matéria 
orgânica no meio aquático (ou taxa de 
desoxigenação dL/dt) é proporcional à 
concentração da matéria orgânica presente em 
um dado instante de tempo, que é dada por: 
 
LK
dt
dL
1−= (3) 
 
L é a DBO remanescente ao fim do tempo t, 
em mg/l e, K1 é o coeficiente de decaimento, ou 
constante de desoxigenação, dada por dia-1 e t é 
o tempo, em dias. Na literatura, o coeficiente de 
desoxigenação (K1) é também denominado 
coeficiente de decomposição (Kd). 
Integrando a equação 3, entre L0 e L, tem-
se: 
tKeLL 1
0
−= (4) 
 
Onde: L0 é a DBO inicial de mistura 
(efluente + corpo receptor), no ponto de 
lançamento, em mg/l. 
Em termos de consumo de oxigênio, é 
importante a quantificação da DBO exercida, que 
pode ser obtida pela equação abaixo: 
 
( )tKeLy 110
−−= (5) 
 
y é a DBO exercida em um tempo t (mg/l) 
Segundo Sperling (2005),o conceito de 
DBO pode ser representado tanto pela DBO 
remanescente quanto pela DBO exercida (Figura 
4). O primeiro termo significa a concentração de 
matéria orgânica remanescente na massa líquida 
em um dado instante. Já o segundo, é o oxigênio 
consumido para estabilizar a matéria orgânica até 
determinado instante, ambos tendo como unidade 
de massa o oxigênio por unidade de volume. 
 
 
Figura 4 – Progressão temporal da oxidação da 
matéria orgânica (adaptado de Sperling, 1996). 
 
O consumo de OD no meio líquido ocorre 
simultaneamente à reação de reoxigenação 
desse meio, na qual, por meio de reações 
exógenas, o oxigênio passa da atmosfera para a 
água. Esse processo é modelado pela seguinte 
equação: 
 
DK
dt
dL
2−= (5) 
 
Dessa forma, como o déficit de saturação 
de oxigênio dissolvido corresponde a resultante 
da soma dos efeitos de desoxigenação e 
reaeração, obtém-se a seguinte equação 
diferencial: 
 
DKLK
dt
dD
21 −= (6) 
 
 
REVISTA DA BIOLOGIA – www.ib.usp.br/revista – publicado no volume 5 – dezembro de 2010 
 
19
D é o déficit de oxigênio, ou seja, a 
diferença entre a concentração de saturação do 
oxigênio no meio líquido e a concentração de 
oxigênio dissolvido na água em um dado instante, 
e K2 é a constante de reoxigenação do corpo 
d’água. Com a integração da equação 6, tem-se: 
 
( ) tKtKtK
t eDee
KK
LK
D 221
0
12
01 −−− +−
−
= (7) 
 
Dt é o déficit de saturação de oxigênio no 
tempo t, em mg/l; D0 é o déficit inicial de oxigênio 
dissolvido no curso de água, em mg/l; L0 é a DBO 
no ponto de lançamento. A concentração de 
oxigênio no tempo C(t) é dada pela diferença 
entre a concentração de saturação nas condições 
do experimento (Cs) e o déficit de oxigênio 
dissolvido num tempo D(t). 
 
 ( ) ( )ts DCtC −= (8) 
 
( ) ( )
⎩
⎨
⎧
⎭
⎬
⎫
−+−
−
−= −−− tK
s
tKtK
st eCCee
KK
LK
CC 221
0
12
01 (9) 
 
A curva do perfil de OD em função do 
tempo é apresentada na figura 5. De acordo com 
Sperling (2007), nesse perfil são identificados os 
seguintes pontos: a concentração de OD no rio a 
montante (Cr), a concentração de OD na mistura 
(C0), a concentração crítica de OD (Cc). 
 
 
 Figura 5 – Pontos característicos da curva de 
depleção de OD (adaptado de Sperling, 2007). 
 
É importante ressaltar que as equações 
descritas são válidas apenas em condições 
aeróbias, ou seja, enquanto a disponibilidade de 
oxigênio igualar ou exceder ou seu consumo 
(Sperling, 2007). 
O modelo Streeter - Phelps considera, no 
balanço do oxigênio, apenas dois processos: o 
consumo de oxigênio, pela oxidação da matéria 
orgânica durante a respiração, e a produção de 
oxigênio, pela reaeração atmosférica. Além disso, 
o modelo adota as seguintes simplificações: 
• Sistema unidimensional; 
• Regime permanente com vazão e 
seção constante; 
• Lançamento do efluente pontual e 
constante. 
Atualmente, a maioria dos modelos de 
qualidade de água existentes, tais como QUAL2E 
(Brown e Barnwell, 1987), DoSag (Burke, 2004), 
WASP (Wool e col.,2001) e WEAP (Sieber e col., 
2005), simula uma maior quantidade de 
processos e parâmetros, mas, tem como princípio 
básico o modelo clássico de Streeter - Phelps. 
 
Considerações finais 
Nota-se que a grande maioria das reações, 
aqui descritas, é de origem biológica, tendo estas, 
participações mais diretas, a depreender pelo fato 
de que as atividades biológicas de respiração 
(aeróbia ou anaeróbia) e nutrição (heterotrófica 
ou autotrófica), responsáveis pela oxidação da 
matéria orgânica, são comuns a todos os 
organismos vivos que habitam as águas. 
As reações de oxidação aeróbia podem ser 
consideradas como principal processo 
responsável pelas alterações ecológicas sofridas 
pelo meio, por reduzirem substancialmente as 
concentrações de oxigênio dissolvido no meio 
líquido. Por outro lado, a oxidação também pode 
ser considerada como um processo fundamental 
na estabilização da matéria orgânica. 
Além disso, verifica-se que para se avaliar a 
influência de lançamento de efluentes na 
qualidade de determinado corpo hídrico, bem 
como propor medidas de controle, é necessário o 
uso de modelos, como o de Streeter - Phelps, que 
represente o comportamento de umas das 
características mais importantes de uma situação 
real, que é capacidade de autodepuração do 
corpo d’água. 
 
Bibliografia 
Braga, B., Hespanhol,I., Lotufo, J.G., Conejo (2002). 
Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice 
Hall. 
Brown, L. C., Barnwell T. O. (1987). The enhanced stream 
water quality models QUAL2E and QUAL2E-UNCAS: 
documentation and user manual. Athens, Georgia: EPA; 
EPA/600/3-87/007. 
Burke, R. (2004). Personal Conversation. Atlanta, Ga.: 
Georgia mental Protection Division. 
Eckenfelder Jr., W.W. (1980). Principles of water quality 
management. Boston: CBI. 
Hynes, H.B.N (1960). The Ecology of Running Waters. 
University of Toronto Press. 
Stehfest, N. (1973). Modelltheoretische Untersuchungen zur 
Selbstreinigung von Fliessgewaessern. KFK 1654 UF. 
Sperling, V. M. (1996). Introdução à qualidade das águas e ao 
tratamento de esgotos. 2 ed. Belo Horizonte: 
Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - 
UFMG. 
Sperling, V. M. (2007). Estudos e modelagem da qualidade da 
água de rios. DESA/UFMG. Belo Horizonte- MG. 
Streeter, H.W.; Phelps E.B. (1925). A Study of the Pollution 
and Natural Purification of the Ohio River. Public Health 
Bulletin, 146. Washington D.C.: U.S. Public Health 
Service. 
Sieber, J., Swartz, C., Huber-Lee, A.H. (2005). Water 
Evaluation and Planning System (WEAP): User Guide. 
Stockholm Environment Institute, Boston. 
Wool, T. A., R. B. Ambrose, J. L. Martin, E. A. Comer. (2001). 
Water Quality Analysis Simulation Program (WASP) 
version 6.0: User’s manual. Atlanta, Ga.: U.S. 
Environmental Protection Agency, Region 4. 
Remoção de compostos orgânicos na água
Apresentação
É evidente que a sociedade passa por problemas na qualidade da água (no que se refere à alteração 
do odor e do sabor). As principais causas desses problemas estão associadas à falta de 
planejamento urbano, ao crescimento das áreas de agricultura e à falta de saneamento. O mau 
cheiro e o sabor característico de terra estão associados ao excesso de compostos orgânicos na 
água. Nesta Unidade de Aprendizagem, serão abordados conceitos, causas e possibilidades de 
remoção dos compostos, lembrando sempre que é preciso agir na fonte do problema
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Avaliar ações a serem tomadas para a remoção dos compostos orgânicos na água, no caso de 
uma estação de tratamento de água para o consumo humano.
•
Identificar características que indiquem a presença de compostos orgânicos a água.•
Indicar as principais causas do excesso de compostos orgânicos na água.•
Aula 3.1
1.1 - Saneamento Ambiental e sua importância socioambiental
1.2 - Padrões de qualidade e classificação das águas
2.1 - Características dos efluentes
2.2 - Autodepuração de recursos hídricos
3.1 - Remoção de compostos orgânicos na água
3.2 - Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
4.1 - Técnicas de tratamento para fins domésticos e industriais
4.2 - Redes coletoras
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 A importância dos reservatórios
__ C.2 Emissários submarinos de esgoto
__ C.3 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte I
__ C.4 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
_3.1_
elm = Avaliação da aula. Ruim. Assinalada opções: - Erros no conteúdo; - Precisei 
pesquisar mais. - Vídeo muito curto. - Conteúdo livro difícil. -Erros nos exercícios.
Adm
Rectangle
Adm
Pencil
Adm
Highlight
Adm
Highlight
Adm
Highlight
Adm
Highlight
Desafio
Você é consultor ambiental e é procurado por uma associação de agricultores da região. O órgão 
ambiental detectou alterações nos níveis de alguns metais pesados do arroio mais próximo, e 
solicitou, da associação, um projeto de monitoramento maisrigoroso do efluente gerado, tratado e 
despejado no arroio. Seu desafio, portanto, é elaborar um esboço desse projeto, indicando o local 
de coleta, as análises e a periodicidade do monitoramento.
_3.1_
elm = Para iniciar, procuraria caracterizar bem a situação e o objetivo a ser alcançado e 
seguir o guia da CETESB:
"Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Guia nacional de coleta e preservação de 
amostras: água, sedimento, comunidades aquáticas e efluentes líquidos / Companhia Ambiental 
do Estado de São Paulo; Organizadores: Carlos Jesus Brandão ... [et al.]. -- São Paulo: 
CETESB; Brasília: ANA, 2011. 326 p.: il."
[ https://cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Guia-nacional-de-coleta-e-preservacao-
de-amostras-2012.pdf ]
Segue trecho da apresentação do guia:
"... Os três primeiros capítulos, assim como no Guia de Coleta de 1988, trazem os conceitos 
básicos necessários ao planejameno de um programa de amostragem e organização do trabalho de 
campo. O capítulo quatro traz os requisitos do controle de qualidade analítica no processo 
de amostragem, essencial para a rastreabilidades dos resultados analíticos. O capítulo cinco 
traz de forma detalhada as especificações dos equipamentos requeridos para amostragem. Os 
capítulos seis, sete e oito trazem os procedimentos para coleta de águas superficiais, água 
de consumo humano, sedimento e efluentes industriais. O capítulo nove destaca os 
procedimentos para os ensaios de campo, bem como medidores e amostradores automáticos, cada 
vez mais importante nos programas de monitoramento. O capítulo dez aborda os métodos de 
medição de vazão, considerando a importância da interpretação conjunta dos dados de 
quantidade (vazão) e qualidade ambiental. O último capítulo traz a bibliografia consultada 
na elaboração desse Guia.
O Guia apresenta também três Anexos, o primeiro (Anexo I) traz informações relativas às 
frascarias empregadas na coleta e os procedimentos para armazenamento e preservação de 
amostras, detalhados por ensaio, o segundo (Anexo II) apresenta um glossário com as 
terminologias mais frequentemente empregadas na área e o terceiro (Anexo III) traz a 
Resolução ANA nº 724/2011 que aprova este Guia como documento de
referência nacional para o monitoramento da qualidade das águas.
Apensado a esta obra encontra-se um DVD com vídeos que demonstram os procedimentos de coleta 
e preservação de amostras de água destinadas à análise dos parâmetros que compõem a Rede 
Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas, integrante do Programa Nacional
de Avaliação da Qualidade das Águas – PNQA."
Padrão de resposta esperado
Esboço de projeto: Monitoramento de metais pesados dos resíduos da lagoa de 
fermentação da ETE de Agricultores. A utilização de produtos químicos na 
agricultura pode ser vista como um aspecto positivo, no que tange ao aumento 
da produção e economia do país. No entanto, muitos desses produtos possuem 
elementos químicos carcinogênicos, que causam câncer, que quando utilizados 
são liberados no meio ambiente e acabam carreadas para os corpos de água 
superficiais. Tendo em vista o solicitado pelo órgão ambiental, será 
aplicado semestralmente a análise dos teores totais de Cu, Zn, Ni e Pb e 
comparadas com os níveis estabelecidos pela Instrução Normativa 17/2014/
MAPA, ANEXO VI.
Infográfico
O infográfico a seguir contém uma síntese do conceito causa X efeito para facilitar o entendimento 
geral abordado nesta Unidade de Aprendizagem.
_3.1_
COMPOSTOS ORGÂNICOS NA ÁGUA
Conceito: A maioria deles é formada pela ligação entre átomos de carbono 
e hidrogênio.
Causas: Falta de saneamento, agricultura e crescimento populacional 
(núcleos urbanos) sem planejamento.
Consequências: Visivelmente observado - parâmetros físicos - alteração no 
odor e no sabor da água.
Conteúdo do livro
O livro "Meio ambiente e sustentabilidade" é a base teórica desta Unidade de Aprendizagem. No 
início do Capítulo 2, O abastecimento de água e o esgotamento sanitário: propostas para minimizar 
o Brasil há um trecho a respeito do que está sendo tratado nesta Unidade. Leia até o final do item
O saneamento no Brasil. 
_3.1_
elm = parte do livro usado em Aula 1.2 ; 2.2 ; 3.1 ; C.3
elm = O capítulo 2 inteiro encontra-se na Aula 2.2
Adm
Line
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Highlight
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Highlight
Adm
Polygon
Adm
Rectangle
2
O abastecimento de água 
e o esgotamento sanitário: 
propostas para minimizar 
os problemas no Brasil
MARCELO LUIZ MARTINS POMPÊO e VIVIANE MOSCHINI-CARLOS
Objetivos do capítulo
Grande parcela da população mundial não tem acesso à água potável e sofre com 
problemas sanitários. Como consequência da falta de acesso à água potável e da 
inadequação do esgotamento sanitário, um número alarmante de pessoas morre 
ou vive em níveis inadmissíveis de qualidade de vida. Na cidade de São Paulo (Brasil), 
esse fato não é diferente, cerca de 50% do esgoto gerado é lançado sem tratamen-
to. Este capítulo visa discutir a situação do saneamento básico no Brasil, em parti-
cular sobre a oferta de água potável e o esgotamento sanitário nas grandes metró-
poles, e contribuir com sugestões visando minimizar o problema.
INTRODUÇÃO
O volume total de água na Terra é estimado 
em 1.386 Mkm3, sendo 2,5% ou cerca de 
35,0 106 km3 constituídos de água doce e, 
destes, apenas 0,3% representa a água doce 
contida nos rios e lagos (Shiklomanov, 1998 
citado em Rebouças, 1999). Além do restrito 
volume de água doce disponível, sua distri-
buição é desigual do ponto de vista espacial 
e temporal (Rebouças, 1999).
A água é fundamental para a manu-
tenção da vida, e, desde os primórdios, o 
homem a utiliza como recurso para múlti-
plas finalidades. No entanto, apesar de sua 
importância, mesmo no século XXI, não 
está acessível a todos.
É estimada em 20% a população mun-
dial atual que não tem acesso à água potá-
vel, em 50% da população que sofre com 
problemas sanitários e, conforme relatório 
da ONU, 2,5 bilhões de pessoas do mundo 
vivem em regiões completamente desprovi-
das de saneamento básico (Suguio, 2006). 
Segundo esse autor, 8% da população urba-
na e 22% da população rural no Brasil não 
dispõem de água tratada para seu consumo. 
Já a FIESP (2008) apresenta que 110 mi-
lhões de brasileiros não têm esgoto tratado, 
70 milhões não têm esgoto coletado e 22 
elm = O capítulo 2 inteiro 
encontra-se na Aula 2.2
Adm
Polygon
48 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
milhões de habitantes não têm água trata-
da. Suguio (2006) complementa que a ca-
rência de saneamento atinge 22% da popu-
lação urbana e 50% dos moradores rurais 
na América Latina, onde 117 milhões de 
pessoas não têm acesso aos serviços essen-
ciais de saneamento. No mundo, mais de 
125 milhões de crianças de menos de 5 
anos vivem em casas sem acesso a uma 
fonte de água potável, e mais de 280 mi-
lhões vivem sem acesso a facilidades de es-
gotamento sanitário (UNICEF, 2006). Já 
na América Latina e Caribe, em 2004, cerca 
de 50 milhões e 127 milhões de pessoas, 
respectivamente, não tinham acesso à água 
potável e cobertura de saneamento. Em 
2002, 83% da população mundial, aproxi-
madamente 5,2 bilhões de pessoas, foi aten-
dida com água potável, no entanto, 1,1 bi-
lhão de pessoas não tinha fontes saudáveis 
de água potável, sendo que destes quase 
dois terços viviam na Ásia (WHO/UNICEF, 
2004). Como consequência da falta de aces-
so à água potável e da inexistência de qual-
quer forma de esgotamento sanitário, mor-
rem por volta de 8 milhões de pessoas por 
ano no mundo (Camdessus et al., 2005).
Países como Bahamas, Malta e Singa-
pura têm restrita oferta de água, com um 
volume potencial de menos de 500 m3/ha-
bitante/ano. Já os EUA (Baixo e Alto Colo-
rado), Azerbaijão e Suriname, são muito 
ricos, com mais de 100.000 m3/habitante/
ano. A oferta de menos de 500 m3/habitan-
te/ano implica escassez de água (Falkenma-
rk, 1986 citado em Rebouças, 1999). Além 
da pouca oferta de água, segundo Rebouças 
(1999), muitos países têm excessiva depen-
dência daágua gerada fora de seus territó-
rios. Há também que se preocupar com a 
má qualidade da água. Embora muitas regi-
ões tenham água em quantidade suficiente 
para o abastecimento, esta não é de boa 
qualidade para os usos desejados. Além 
disso, há necessidade de se investir em siste-
mas de tratamento de água cada vez mais 
sofisticados induzindo a cobrança pelo uso 
da água tratada em níveis impraticáveis 
pela maioria da população.
O saneamento básico constitui-se de 
um conjunto de ações que visam propor-
cionar níveis crescentes de salubridade am-
biental em determinado espaço geográfico, 
em beneficio da população que habita esse 
espaço. Essas ações, se adequadamente im-
plantadas, produzem efeitos positivos sobre 
o bem-estar e a saúde das populações bene-
ficiadas. Em consequência dos benefícios 
que proporciona, o saneamento básico ade-
quado é considerado parte constituinte do 
modo moderno de viver e um dos direitos 
fundamentais dos cidadãos das sociedades 
contemporâneas (Brasil, 2004). O bem-es-
tar das populações – apreendido pelos indi-
cadores sociais e de saúde – nos diversos pa-
íses, bem como no território brasileiro, é 
mais bem retratado pela abrangência dos 
serviços de água e de esgotamento sanitário, 
do que propriamente pelo potencial hídrico 
ou pela disponibilidade de água per capita 
(Libânio et al., 2005).
São efeitos positivos do saneamento 
básico (Esgoto é vida – Dossiê do sanea-
mento, 2006): melhoria da saúde da popu-
lação e redução dos recursos aplicados no 
tratamento de doenças; diminuição dos 
custos de tratamento da água para abaste-
cimento; melhoria do potencial produtivo 
das pessoas; dinamização da economia e 
geração de empregos; eliminação da po-
luição estético-visual e desenvolvimento do 
turismo; eliminação de barreiras não tari-
fárias para os produtos exportáveis das em-
presas locais; conservação ambiental; me-
lhoria da imagem institucional; reconhe-
cimento dos eleitores. Além disso, o 
investimento em esgoto sanitário tem um 
forte impacto positivo sobre a economia 
dos municípios com valorização dos imó-
veis residenciais e comerciais; viabilização 
a instalação de novos negócios nos bairros 
beneficiados e o crescimento dos já insta-
lados; crescimento da atividade de cons-
trução civil para atender o aumento da 
Meio ambiente e sustentabilidade 49
procura por imóveis residenciais e comer-
ciais; criação de novos empregos a partir 
da dinamização da construção civil, da 
abertura de novos negócios ou do cresci-
mento daqueles já existentes; aumento da 
arrecadação municipal de tributos.
Há tempos não é mais possível utilizar 
a água seguindo o modelo histórico, bas-
tando recorrer a novo manancial quando se 
quer mais água, seja pelo atual uso excessivo 
da água ou por redução da qualidade de-
corrente do uso dos mananciais como di-
luidores de esgotos, principalmente próxi-
mo aos grandes centros urbanos. O uso da 
água deve estar inserido no conceito de sus-
tentabilidade (a manutenção de um ecossis-
tema saudável, produtivo, com sua biodi-
versidade e processos ecológicos intactos, 
que gere emprego e renda compatíveis ao 
ecossistema explorado, garantindo a vida 
com qualidade para as gerações presentes e 
futuras, sempre).
Portanto, esses fatos sugerem que o 
planejamento e a implantação de sistemas 
de uso de água e o esgotamento sanitário 
envolvem uma complexidade de interesses e 
atores e que infelizmente não atingiu a uni-
versalidade desejada.
Este capítulo visa discutir a situação 
do saneamento ambiental no Brasil, em 
particular sobre a oferta de água potável e o 
esgotamento sanitário na Região Metropo-
litana de São Paulo (RMSP), e contribuir 
com sugestões visando minimizar os im-
pactos negativos sobre o meio e a saúde hu-
mana.
Os sistemas de 
abastecimento de água 
e de esgotamento sanitário
A implantação de sistema de abastecimento 
de água e do sistema de esgotamento sanitá-
rio, em municípios e localidades urbanas e 
rurais, constitui-se em importantes ações 
de saneamento ambiental. O fornecimento 
de água em quantidade e qualidade, neces-
sária aos diversos usos propostos pelo 
homem, há muito tempo é um dos grandes 
desafios dos administradores públicos. O 
acesso restrito não só constitui entrave ao 
crescimento econômico, como gera desi-
gualdades e se torna barreira ao rápido pro-
gresso (PNUD, 2006). Da mesma forma, a 
não coleta e tratamento sistemático dos es-
gotos gerados e o seu contínuo e indiscri-
minado lançamento nos corpos de água 
também constituem entrave ao desenvolvi-
mento e à melhoria da saúde da população, 
comprometendo ações futuras.
Há que se levar em consideração, que o 
planejamento e o investimento em abasteci-
mento de água e esgotamento sanitário, devi-
do à abrangência de tais propostas, por si só é 
tarefa árdua. No presente momento, iniciati-
vas em saneamento básico se tornam parti-
cularmente desafiadoras para algumas regi-
ões, por exemplo, como nas regiões costeiras 
da Baixada Santista (Estado de São Paulo) e 
na costa catarinense (Estado de Santa Catari-
na), ambos no Brasil, com os grandes afluxos 
de turistas que ocorrem em feriados prolon-
gados, em festas de final de ano e no Carna-
val, trazendo transtorno de toda sorte tanto 
para a população local quanto aos próprios 
turistas, em particular incluindo restrições 
ao acesso à água e ampliando a geração de es-
goto e os problemas decorrentes do seu lan-
çamento sem tratamento.
Saúde pública
Há duas posturas, em alguns casos antagô-
nicas, sobre as verdadeiras causas associa-
das à mortalidade em geral e à infantil, em 
particular: os “modelos sociais” e os “mode-
los médicos” (Simões, 2002). Os modelos 
sociais enfatizam o poder das variáveis so-
ciais na determinação da sobrevivência in-
fantil e a importância das mudanças estru-
turais na superação dos elevados índices de 
mortalidade, tais como o status ocupacio-
50 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
nal e o nível educacional da mãe, a desigual-
dade na distribuição social e regional dos 
recursos, entre outros. Já os modelos médi-
cos enfatizam o caráter fisiológico da doen-
ça e seu potencial de interrupção por inter-
médio de intervenções clínicas, tais como 
maior abrangência dos exames pré-natal. 
Também no contexto médico, a contamina-
ção do ambiente é uma das variáveis inter-
mediárias da mortalidade na infância. A 
água contaminada seria a porta de entrada 
de agentes infecciosos no organismo afe-
tando a qualidade de vida. Simões (2002) 
enfatiza ainda, que a não disponibilidade de 
água e de esgoto adequado está associada a 
menores valores de esperança de vida ao 
nascer, independentemente de renda fami-
liar. Segundo dados da Fundação Nacional 
de Saúde, para o período compreendido 
entre os anos de 1995 a 1999, 3,4 milhões de 
brasileiros foram internados em hospitais 
por doenças transmitidas pela água (Costa 
e Silva, 2007). Para Magnoni (2007), a falta 
de saneamento básico é a principal causa da 
mortalidade na infância por doenças para-
sitárias (dengue, malária, cólera, febre ama-
rela, teníase, cisticercose, esquistossomose, 
diarreia, etc.), e doenças infecciosas (hepa-
tite A, amebíase, leptospirose, etc.), males 
que proliferam em áreas sem coleta e trata-
mento de esgoto, o que também é sugerido 
por Teixeira e Guilhermino (2006). Para 
Ghosh (2004), a falta de acesso à água e ao 
esgotamento sanitário são algumas das 
principais causas do ciclo da pobreza. Os 
pobres não são contemplados por serem 
pobres e, por não terem acesso, continuam 
sendo pobres, refletindo a péssima qualida-
de de vida, com mais enfermidades, menos 
educação para seus filhos e vivendo em 
condições anti-higiênicas e ambientalmen-
te degradantes. Segundo a UNESCO (2003), 
o simples ato de lavar as mãos melhoraria a 
saúde e aumentaria a taxa de sobrevivência 
de crianças, reduzindo a mortalidade rela-
cionada à diarreia, pneumonia e outras 
doen ças contagiosas.
Além do meio aquático veicular eleva-
do número de enfermidades,a quantidade 
insuficiente de água gera hábitos higiênicos 
insatisfatórios e doenças relacionadas à ina-
dequada higiene dos utensílios de cozinha, 
do corpo e do ambiente domiciliar. Outro 
mecanismo compreende a situação da água 
no ambiente físico, proporcionando condi-
ções propícias à vida e à reprodução de ve-
tores ou reservatórios de doenças, como 
exemplo a água é hábitat de larvas de mos-
quitos vetores de doenças, como o mosquito 
Aedes aegypti transmissor da dengue (Brasil, 
2006b).
Oferecer água em quantidade e quali-
dade adequadas é condição sine qua non 
tanto para garantir melhores condições de 
vida como para garantir a própria manu-
tenção da vida. Assim, visando contribuir 
para a melhoria das condições de vida e da 
saúde da população, deveriam ser empre-
endidos esforços tanto para melhorar os 
indicadores sociais, bem como para am-
pliar os serviços de saúde ofertados à po-
pulação.
O saneamento no Brasil
Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamen-
to Básico 2000 (IBGE, 2000), quase todos 
os municípios brasileiros têm rede de abas-
tecimento de água. Em 2000, o serviço de 
abastecimento alcançou uma proporção de 
97,9% dos municípios do país, enquanto 
em 1989 abrangia 95,9%. A pesquisa reve-
lou que 116 municípios brasileiros, ou 2% 
do total, não têm abastecimento de água 
por rede geral; a maior parte deles situada 
nas regiões Norte e Nordeste. No que se re-
fere aos domicílios brasileiros, a cobertura é 
mais restrita, de 63,9%, e se caracteriza por 
um desequilíbrio regional. Na região Sudes-
te, a proporção de domicílios atendidos é de 
70,5%, nas regiões Norte e Nordeste, o ser-
viço alcança 44,3% e 52,9% dos domicílios, 
respectivamente. A abrangência do abaste-
Meio ambiente e sustentabilidade 51
cimento de água também varia de acordo 
com o tamanho populacional dos municí-
pios: quanto mais populosos forem, maio-
res as proporções de domicílios abastecidos. 
Os menores municípios apresentam maior 
deficiência nos serviços e apenas 46% dos 
domicílios situados em municípios com até 
20.000 habitantes contam com abasteci-
mento de água por rede geral.
O esgotamento sanitário é o serviço 
de saneamento básico com menor cobertu-
ra no Brasil (IBGE, 2000). Em 2000, dos 
5.507 municípios, 52,2% tinham esgota-
mento sanitário, portanto, 2.630 (47,8%) 
municípios não eram atendidos por rede 
coletora, utilizando soluções alternativas 
(fossas sépticas e sumidouros, fossas secas, 
valas abertas e lançamentos em cursos 
d’água). Em relação aos domicílios, a situa-
ção é mais crítica, apenas 33,5% são atendi-
dos por rede geral de esgoto, chegando ao 
nível mais baixo na região Norte (2,4%), se-
guidos da região nordeste (14,7%), Centro-
-Oeste (28,1%), Sul (22,5%) e Sudeste 
(53,0%). Nos municípios, a desigualdade 
dos serviços prestados se repete: quanto 
maior a população do município, maior a 
proporção de domicílios com serviço de es-
goto. O Norte é a região com a maior pro-
porção de municípios sem coleta (92,9%), 
seguido do Centro-Oeste (82,1%), do Sul 
(61,1%), do Nordeste (57,1%) e do Sudeste 
(7,1%). Nesses casos, os principais recepto-
res do esgoto in natura não tratado são os 
rios e mares. No Brasil, dos 52,2% municí-
pios que têm esgotamento sanitário, 32,0% 
têm serviço de coleta e 20,2% coletam e tra-
tam o esgoto. Em volume, no país, diaria-
mente, 14,5 milhões m3 de esgoto são coleta-
dos, sendo que 5,1 milhões m3 são tratados. 
O Sudeste é a região que tem a maior pro-
porção de municípios com esgoto coletado e 
tratado (33,1%), seguida do Sul (21,7%), 
Nordeste (13,3%), Centro-Oeste (12,3%) e 
Norte (3,6%). Cerca de 1 milhão de m3 de 
esgoto são tratados diariamente na Região 
Metropolitana de São Paulo (RMSP) (Brasil) 
(www.sabesp.com.br, acessado em fevereiro 
de 2009).
IBGE (2000) considerou que o muni-
cípio tivesse rede geral de distribuição de 
água quando este atendesse pelo menos um 
distrito, ou parte dele, independentemente 
da extensão de rede, número de ligações ou 
de economias abastecidas. Relativo à rede 
coletora, considerou que tivesse rede cole-
tora quando atendesse pelo menos um dis-
trito, ou parte dele, independentemente da 
extensão da rede, número de ligações ou de 
economias esgotadas.
É relevante constatar que, além das es-
tatísticas relacionadas ao abastecimento de 
água e à coleta e tratamento dos esgotos 
apresentadas pelo IGBE (2000) IBGE (2004), 
de um total de 5560 municípios brasileiros, 
existiam 1.791 municípios sem órgão de 
meio ambiente na estrutura da prefeitura 
em 2002 e 1.607 municípios em 2004. Isso 
implica que, apesar do avanço, em 2004 
ainda havia muitos municípios sem estru-
tura formal em gestão ambiental, aí consi-
derados os que têm secretaria municipal – 
exclusivamente tratando da gestão ambien-
tal ou dela cuidando de forma conjugada à 
outra área da administração do município 
– e os que possuem algum órgão de meio 
ambiente na estrutura da prefeitura, ainda 
que subordinado à secretaria de outra área. 
Essa falta de preocupação local de ter na 
prefeitura setor responsável pelo meio am-
biente, em parte reflete a carência de sanea-
mento básico no Brasil.
Também são preocupantes algumas 
constatações de Rezende e colaboradores 
(2007). Segundo esses pesquisadores, no 
Brasil, chefes de domicílios do sexo mascu-
lino, com idades superiores a 35 anos, de 
cor branca ou amarela, casados e com alta 
escolaridade, levam vantagem na cobertura 
de rede de abastecimento de água e de esgo-
tamento sanitário; essa vantagem é ainda 
maior se o domicílio possuir renda agrega-
da superior a cinco salários mínimos (para 
o ano de 2007, o salário mínimo foi de R$ 
52 Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (Orgs.)
380,00 – http://www.portalbrasil.net/sala-
riominimo.htm, acessado em fevereiro de 
2009) e for habitado por até três moradores. 
No que diz respeito à cor, negros e pardos 
estão mais sujeitos à exclusão sanitária, por-
que são, em média, mais pobres e menos es-
colarizados do que brancos e amarelos.
Os sistemas de abastecimento de água 
de todo o conjunto de prestadores de servi-
ços participantes do Sistema Nacional de 
Informações sobre Saneamento – SNIS, do 
Ministério das Cidades (Brasil), que inclui 
4.516 municípios, para o ano de 2006 apre-
senta como 34,1 milhões de ligações ativas, 
representando 443,1 mil quilômetros de 
rede e um volume de 13,9 bilhões de m3 de 
água tratada (Brasil, 2006a). Com base na 
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicí-
lios de 2006 (http://www.ipea.gov.br/sites/ 
000/2/pdf_release/19SaneamentoeHabitacao. 
pdf, acessado em 12 de fevereiro de 2009), 
apesar do avanço ao acesso a serviços de sa-
neamento entre os anos de 2001 e 2006, 
34,5 milhões de pessoas nas áreas urbanas 
do Brasil estão desprovidas da coleta de es-
goto.
O saneamento na Região 
Metropolitana de São Paulo
Com base nas informações disponibilizadas 
pela SABESP – Companhia de Saneamento 
Básico do Estado de São Paulo (www.sa-
besp.com.br, acessada em fevereiro de 
2009), pode-se verificar que na RMSP há 
oito estações de tratamento de água (ETA) 
(Quadro 2.1). Essas ETAs em conjunto 
ofertam 67,8 m3/s de água potável para um 
total de 18,7 milhões de habitantes. Consi-
derando que cerca de 30% dessa água potá-
vel é perdida no trajeto até as residências 
(ISA, 2007), culmina em 47,46 m3/s de água 
potável efetivamente ofertada. Consideran-
do ainda que, nos diversos usos residen-
ciais, cerca de 10m3/s de água saem do siste-
ma, restam 37,46 m3/s descartados como 
água servida. Em contrapartida, as cinco es-
tações de tratamento de esgoto (fase líquida 
e sólida) (ETE) da RMSP, apresentam 18 
m3/s de vazão média de projeto como capa-
cidade máxima de tratamento de esgotos, 
mas atualmente operando no tratamento 
de 11 m3/s de esgoto (Quadro 2.2). Portan-
to, pode-se concluir que são lançados indis-
criminadamente nos corpos de água da 
RMSP por volta de 26,46 m3/s de águas ser-
vidas. Ou seja, são descartados na forma de 
esgoto não tratado quase 71% da água po-
távelque chega às residências da RMSP. 
Considerando que 18,7 milhões de habitan-
tes são contemplados com água tratada e 
que a população equivalente à quantidade 
de esgoto tratado seja de 8,44 milhões de 
habitantes (Quadros 2.1 e 2.2), em popula-
ção equivalente, o esgoto lançado sem tra-
tamento representa 10 milhões de habitan-
tes, ou aproximadamente 53% dos habitan-
tes da RMSP. Esses fatos demonstram que o 
sistema de tratamento de esgoto da RMSP, 
trabalhando com a vazão máxima de proje-
to, ao menos deve ser duplicado, unicamen-
te permitindo atender a atual demanda.
Particularmente para a RMSP, a uni-
versalidade do serviço de coleta e tratamen-
to de esgoto, em médio prazo, melhorará a 
qualidade das águas dos rios. Esse fato tam-
bém permitirá seguir com o empreendi-
mento idealizado pelo Engenheiro Asa 
Billings, a transposição das águas do rio Pi-
nheiros para a represa Billings, através da 
estação de recalque de Pedreira, passando 
suas águas posteriormente pelo Summit 
Control e seguindo para a represa Rio das 
Pedras. Dessa represa, construída no topo 
da escarpa da Serra do Mar, a água segue em 
desnível de cerca de 750m até a Usina Henry 
Boarden, em Cubatão. Na atualidade, essa 
usina hidrelétrica gera no horário de pico 
no máximo 150 MW, quando poderia inte-
grar a rede elétrica nacional produzindo 
continuamente na potência máxima de 880 
MW. Como benefício excepcional e com-
plementar da melhoria da qualidade da 
Meio ambiente e sustentabilidade 53
água, a ampliação na oferta de energia elé-
trica de uma instalação subutilizada gerará 
recurso financeiro que abaterá parte do in-
vestimento da ampliação da rede coletora e 
das novas e necessárias estações de trata-
mento de esgoto e de descarte de lodo.
O ambiente aquático – 
autodepuração e eutrofização
O emprego das massas de água como dilui-
doras de águas residuárias doméstica e in-
dustrial, isto é, o deliberado descarte de es-
QUADRO 2.1
Estação de tratamento de água (ETA) para abastecimento integrado na Região 
Metropolitana de São Paulo (RMSP), produção de água tratada e população atendida
POPULAÇÃO 
PRODUÇÃO ATENDIDA LOCAIS 
ETA (M3/S) (MILHÕES) ATENDIDOS
Alto Cotia 1 0,40 Cotia, Embu, Itapecerica da Serra, 
Embu-Guaçu e Vargem Grande
Baixo Cotia 0,9 0,46 zona Oeste da RMSP (Barueri, Jandira 
e Itapevi)
Alto Tietê 10 3,10 zona leste da capital e Arujá, 
Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos 
e Suzano. Mauá, Santo André (parte), Mogi 
das Cruzes e Guarulhos (bairro dos 
Pimentas e Bonsucesso) abastecem suas 
regiões e compram água do Sistema 
Alto Tietê
Cantareira 33 8,10 zonas Norte, Central e parte das zonas 
Leste e Oeste da capital e os municípios de 
Franco da Rocha, Francisco Morato, 
Caieiras, Guarulhos (parte), Osasco, 
Carapicuíba, e parte de Barueri, Taboão da 
Serra, Santo André e São Caetano do Sul
Guarapiranga 14 3,80 zona sul e sudoeste da Capital
Ribeirão da Estiva 0,1 0,04 Rio Grande da Serra
Rio Claro 4 1,20 Sapopemba (parte), na Capital e parte de 
Ribeirão Pires, Mauá e Santo André
Rio Grande 4,8 1,60 Diadema, São Bernardo do Campo e 
parte de Santo André
Total 67,8 18,7(**)
* No site da Sabesp, há também outros números, de 65 mil litros de água por segundo e
** 18,6 milhões de habitantes atendidos.
Fonte: www.sabesp.com.br, acessado em fevereiro de 2009.
elm = O capítulo 2 inteiro encontra-se na Aula 2.2
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Dica do professor
O vídeo a seguir apresenta um breve resumo de conceitos e causas de quantidades acima no 
normal de compostos orgânicos.
_3.1_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/
cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/4de1bf8db4878c4f5ce2144f872b2cb4
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Exercícios
1) 
A cor é um parâmetro físico a ser analisado no tratamento da água, indicando a presença de 
metias, húmus, plânctons e de outras substâncias dissolvidas na água. Para que se possa 
entender melhor a diferença entre cor e turbidez, marque a alternativa a seguir que define 
corretamente o conceito de turbidez.
A) É uma unidade de medida para representar nível de componentes biológicos em suspensão.
B) Mede o espalhamento de luz pela presença de sólidos em suspensão.
C) É um parâmetro químico a ser analisado para a qualidade da água.
D) Mede a presença de metais dissolvidos na água.
E) Mede a quantidade de húmus presente na água.
_3.1_
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2) 
Das causas listadas a seguir, qual está associada com a alteração na cor de uma amostra de 
água?
A) Óxido de ferro
B) Presença de sólidos dissolvidos
C) Oxigênio dissolvido
D) Efluentes industriais contendo taninos (efluentes de curtumes)
E) Efluentes industriais contendo anilinas (efluentes de indústrias têxteis, indústrias de
pigmentos)
De https://bd.camara.leg.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1281/curtumes_aspectos_senna.pdf?
sequence=1&isAllowed=y
elm = parece que tanino deixa água escura, mas não altera a cor...
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3) 
Compostos orgânicos são substâncias químicas que contêm dois elementos essenciais na 
estrutura. Um deles é o carbono, qual entre os listados a seguir é o outro?
A) Cianetos
B) Carbonatos
C) Hidrogênio
D) Boro
E) Fósforo
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4) 
Um dos problemas que ocasionam alteração na água, pela presença de compostos orgânicos, 
é agricultura, por causa da utilização de produtos utilizados. Marque a resposta que contém 
um desses produtos que pode ser associado a esta atividade.
A) Carbonatos
B) Fenóis
C) Gordura
D) Bifenilas policloradas
E) Ácidos húmicos
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5) 
Dentre os efeitos dos compostos orgânicos à saúde pública, qual pode ser classificado como 
mais preocupante, entre os listados a seguir?
A) Carcinogenicidade
B) Febre amarela
C) Contaminação por vermes
D) Meningite
E) Cálculos renais
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/13475809042012Quimica_Ambiental_Aula_10.pdf 
Resumo
A maioria dos produtos químicos sintéticos comerciais é composto orgânico e, em geral, 
derivados do petróleo ou gás natural. Dentre os compostos orgânicos destacam-se os 
pesticidas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, bifenilas policloradas e produtos 
orgânicos persistentes. Os pesticidas são substâncias que podem matar diretamente ou 
controlar um organismo indesejável. Todos os pesticidas têm a propriedade comum de bloquear 
um processo metabólico vital dos organismos para os quais são tóxicos. O pesticida mais 
conhecido é o DDT. Os HPAs constituem uma família de compostos caracterizada por possuírem 
dois ou mais anéis aromáticos condensados. Seus derivados podem ser absorvidos pela pele, por 
ingestão ou por inalação, sendo rapidamente distribuídos pelo organismo. Os PCBs são 
compostos hidrocarbonetos clorados que consistem de dois anéis de benzeno unidos por uma 
ligação simples de carbono-carbono, com até 10 átomos de cloro. Estes compostos apresentam 
alta resistência à degradação, capacidade de bioacum lar e biomagnificar na cadeia trófica. 
Constituem os doze POPs: oito pesticidas (Aldrin, clordano, mirex, dieldrin, endrin, 
heptacloro, BCH e o toxafeno), dois produtos de uso geral (DDT e PCBs)
e dois produtos não intencionais (dioxinas efuranos). Os POPs provocam doenças graves, em 
especial o câncer, além de má-formação em seres vivos.
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Na prática
Você, como gestor ambiental, está atuando junto aos serviços de saneamento municipal. Veja:
_3.1_
Você percebe que a água, mesmo após tratamento, apresenta alteração no 
odor e no sabor.
Frente a essa percepção, imediatamente você associa a uma provável 
presença de compostos orgânicos na água. Você então busca alternativas 
para o tratamento convencional que vem sendo utilizado e apresenta um 
projeto a ser incorporadono final do tratamento, utilizando carvão 
ativado.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
FERREIRA, Maira; MORAIS, Lavínia B.; NICHELE, Tatiana Z.; 
DEL PINO, José Cláudio. Química orgânica. Porto Alegre: 
Bookman, 2007.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
ROCHA, Julio Cesar; ROSA, André Henrique. Introdução à 
BAIRD,Colin;CANN, Michael. Química ambiental. 4. ed. 
Bookman, 2011. Pág. 623-628.
_3.1_
química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2009. Pág. 53-62.!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
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Processos gerais e 
estações de tratamento de esgoto
Apresentação
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão abordados os conceitos e o processo de tratamento de 
esgoto. O tratamento, basicamente, reproduz um processo natural, porém de maneira mais rápida e 
eficaz, considerando a capacidade de suporte e os resultados alcançados.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir tratamento de esgoto.•
Descrever quais são os processos usualmente utilizados.•
Indicar as funções de cada nível dentro do processo de tratamento.•
Aula 3.2
1.1 - Saneamento Ambiental e sua importância socioambiental
1.2 - Padrões de qualidade e classificação das águas
2.1 - Características dos efluentes
2.2 - Autodepuração de recursos hídricos
3.1 - Remoção de compostos orgânicos na água
3.2 - Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
4.1 - Técnicas de tratamento para fins domésticos e industriais
4.2 - Redes coletoras
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 A importância dos reservatórios
__ C.2 Emissários submarinos de esgoto
__ C.3 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte I
__ C.4 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
elm = Avaliação da aula. Ruim. Assinalada opções: - Erros no conteúdo; - Precisei 
pesquisar mais. - Vídeo muito curto. - Conteúdo livro difícil. -Erros nos exercícios. - 
Links nao abrem
_3.2_
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Desafio
Imagine-se atuando como gestor ambiental em uma estação de tratamento de esgoto de um 
município no Norte do Estado. O processo contemplado no tratamento é o de lodo ativado e você 
foi solicitado pelo prefeito para apresentar um relatório a respeito das vantagens e das 
desvantagens da aplicação desse método de tratamento.
_3.2_
elm = Excerto de: [ https://logicambiental.com.br/lodo-ativado/ ]
Principais vantagens e desvantagens do sistema de lodos ativados em comparação a outros 
sistemas de tratamento de esgotos.
==============
Vantagens
Baixos requisitos de área para instalação e operação
Reutilização de parte da biomassa ativa
Alta eficiência na remoção da DBO
Controle operacional preciso e flexível
Seus resultados dependem pouco de condição climática 
Oportunidade para remoção de nutrientes e estabilização do lodo 
==============
Desvantagens
Altos custos operacionais
Alto consumo de energia
Complexidade operacional
Grande produção de lodo excedente
Baixa eficiência na remoção de patógenos
Padrão de resposta esperado
O aluno deverá comentar que o lodo ativado provoca a destruição de poluentes 
orgânicos biodegradáveis presentes nos esgotos. O processo se baseia na 
oxidação da matéria orgânica, por bactérias aeróbias, controlada pelo 
excesso de oxigênio em tanques de aeração e, posteriormente, direcionado aos 
decantadores. O processo se baseia na oxidação da matéria orgânica por 
bactérias aeróbias, controlada pelo excesso de oxigênio em tanques de 
aeração e, posteriormente, direcionado aos decantadores.
Vantagens:
- Necessidade de pequeno espaço físico para implantação.
- Baixo custo de investimento e elevado grau de eficiência de remoção de 
matéria orgânica.
- Flexibilidade de operação.
Desvantagens:
- Alto custo operacional (grande consumo de energia elétrica).
- Necessidade de análises físico-químicas e bacteriológicas periódicas para 
monitoramento do processo desse método de tratamento.
Infográfico
O infográfico a seguir demonstra os principais níveis dos processos de tratamento de esgoto 
apresentados nesta Unidade de Aprendizagem.
_3.2_
elm = imagem não identifica nenhuma das fases na planta de uma ETE (copiado só texto).
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO
Preliminar
> Remove sólidos grosseiros ou areia (processo físico)
Primário
> Remove sólidos flutuantes e/ou sólidos em suspensão sedimentáveis.
Secundário
> Remove matéria orgânica, eventualmente nutrientes (nitrogênio e 
fósforo).
Terciário
> Remove poluentes específicos
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Conteúdo do livro
O capítulo indicado para leitura, Processos gerais e estações de tratamento de esgoto da obra 
Saneamento, proporcionará um enriquecimento técnico sobre o assunto, colaborando para 
formação e garantindo melhor atuação como gestor ambiental.
_3.2_
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Highlight
SUMÁRIO 
junidade 1 
Introdução à ecologia .............................................................................. 15 
Ronei Tiago Stein 
Ecologia definições gera is .......... ................................................................................................. 15 
Níveis de organiLação biológica ....................................................................................................... 19 
Ecologia e acontecimentos atuais ................................................................................................... 23 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente 
como bem jurídico .................................................................................... 31 
Magnum Koury de Figueiredo Eltz 
L
Conceito de meio ambiente .............................................................................................................. 32 
Meio ambiente natural, artificial e cultural. ............................................................................... .34 
Meio ambiente como bem jurídico ................................................................................................ 37 
Gerenciamento de resíduos sólidos .................................................. .43 
Ronei Tiago Stein 
Resíduos sólidos - definições gerais ........................................................................................... 43 
Gestão dos resíduos sólidos urbanos ............................................................................................ 47 
Tratamento dos resíduos sólidos urbanos .................................................................................. 52 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos 
industriais .................................................................................................... 61 
Ronei Tiago Stein 
Classificação dos resíduos gerados na indústria .................................................................... 61 
Etapas para a elaboração de um Plano de Gerenciamento 
de Resíduos Sólidos (PGRS) ............................................................................................................. 66 
Vantagens do gerenciamento ambiental em indústrias ................................................. 74 
1Unidade2 
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico - Parte 11 ................. 81 
Ronei Tiago Stein 
Importância da Lei n°. 11.445/2007 para o saneamento ................................................... 81 
Diretrizes nacionais para o saneamento básico ...................................................................... 85 
Atividades e estruturas contempladas no saneamento básico .................................... 89 
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo .............. 97 
Ronei Tiago Stein 
Importância da qualidade da água e do solo .......................................................................... 98 
Legislação aplicada para garantir a qualidade da água edo solo ........................... 103 
Fatores importantes na escolha de bioindicadores para água e solo ................... 10 5 
Dimensionamento de redes de distribuição de água ................ 115 
Lélis Espartel 
Associação de condutas ...................................................................................................................... 116 
VaLão de distribuição ............................................................................................................................. 119 
L Redes de abastecimento ..................................................................................................................... 1..:.2.J 
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Unidade 3 
Redes coletaras ........................................................................................ 129 
Eliane Conterato 
Definições básicas e órgãos acessórios ..................... ................................................................. 129 
Unidades do sistema ................................................................................... ........................................... 133 
Noções de dimensionamento e manutenção de um 
sistema de esgotamento sanitário ................................................................................ ........... 13 7 
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental. ... 145 
Eliane Conterato 
Saneamento ambiental .................................................................................... ................................... 146 
Saneamento e desenvolvimento ..................................... ............................................................. 148 
Ações voltadas para o saneamento ....................................................... ....................................... 150 
Qualidade da água para consumo humano .................................. 157 
Eliane Conterato 
A água e sua classificação .................................................................................................................. 158 
Tra tamento da água ................................................................................................................................ 161 
Unidade 4 
Processos gerais e estações de t ratamento de esgoto .............. 175 
Eliane Conterato 
O tratamento de esgoto e sua importância ............................................................................ 175 
Processos de tratamento de esgoto ................................................................... ......................... 179 
Esgotos: t ratamento .............................................................................. 195 
Eliane Conterato 
O esgoto sanitário ................................................................................................................................... 195 
Tratamento de esgoto sanitário ...................................................................................................... 197 
Dimensionamento dos elementos de um sistema de tra tamento 
de esgoto individual ............................................................... .......................................................... 20 O 
Gabarito ..................................................................... 212 
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1. c
2. d
3. c
4. a
5. b
Conceito de meio ambiente e meio 
ambiente como bem jurídico
1. a
2. e
3. e
4. e
5. d
Gerenciamento de Resíduos Sólidos
1. d
2. e
3. e
4. d
5. c
Gerenciamento e Tratamento de 
Resíduos Sólidos Industriais
1. e
2. d
3. e
4. e
Gabaritos 
Introdução à Ecologia
5. e
Diretrizes Nacionais de 
Saneamento Básico – Parte II
1. b
2. a
3. a
4. e
5. b
Indicadores microbianos: 
qualidade da água e do solo
1. b
2. a
3. d
4. a
5. c
Dimensionamento de redes de 
distribuição de água
1. d
2. b
3. e
4. a
5. e
Redes coletoras
1. e
2. a
3. a
4. a
5. c
Saneamento ambiental e sua 
importância socioambiental
1. c
2. d
3. a
4. e
5. c
Qualidade da água para 
consumo humano
1. c
2. e
3. d
4. b
5. a
Processos gerais e estações de 
tratamento de esgoto
1. b
2. e
3. c
4. a
5. c
Esgotos: Tratamento
1. d
2. c
3. b
4. c
5. b
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Processos gerais e estações 
de tratamento de esgoto
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Definir tratamento de esgoto.
 � Descrever quais são os processos usualmente utilizados.
 � Indicar as funções de cada nível dentro do processo de tratamento.
Introdução
Todos os dias, milhões de litros de esgoto são gerados no Brasil, e grande 
parte desse esgoto ainda é jogado na natureza sem tratamento. O esgoto 
não tratado tem uma grande quantidade de sólidos e organismos como 
vermes, bactérias, vírus e protozoários, que contaminam os recursos 
hídricos e prejudicam o desenvolvimento da vida aquática e da vida no 
seu entorno, inclusive transmitindo inúmeras doenças. As impurezas 
presentes no esgoto podem e devem ser removidas em grande parte 
pelos processos de tratamento, antes do efluente ser lançado na natureza, 
em córregos e rios.
Neste capítulo, você estudará os principais métodos utilizados no 
tratamento de esgoto, que são capazes de tornar o efluente adequado 
para posterior lançamento na natureza.
O tratamento de esgoto e sua importância
Esgoto nada mais é do que a água transportando sólidos que são despejados 
de residências e indústrias todos os dias. Esses sólidos presentes no esgoto 
são responsáveis pela deterioração da qualidade de um corpo d’água quando 
lançados nele sem um tratamento adequado. 
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Quando o esgoto é lançado sem tratamento, acaba consumindo grande 
parte do oxigênio dissolvido na água nos processos de degradação da matéria 
orgânica. Conforme Von Sperling (2005), o consumo se deve aos processos de 
estabilização da matéria orgânica realizados pelas bactérias decompositoras, 
que utilizam o oxigênio disponível no meio líquido para sua respiração. Essa 
redução de oxigênio dissolvido tem diversas implicações do ponto de vista 
ambiental, sendo um dos principais problemas de poluição das águas. 
Conforme menciona o autor, a autodepuração é a capacidade de um curso 
d’água se recuperar por meio de mecanismos puramente naturais. O tempo 
necessário para a autodepuração depende do corpo receptor: em um rio ou 
mar, o fenômeno pode durar menos que em lagos, pois a agitação favorece a 
aeração do escoamento, acelerando o processo. Um fator importante a con-
siderar na autodepuração é a capacidade de assimilação do corpo d’água. O 
autor coloca que, sob uma visão prática, a capacidade de um corpo d’água 
de assimilar despejos é um recurso a ser explorado, desde que não apresente 
problemas do ponto de vista ambiental. Esse lançamento de cargas poluidoras 
não pode ser admitido acima do limite aceitável, ou seja, acima da capacidade 
de assimilação do corpo d’água.
Durante o processo de autodepuração, pode-se distinguir duas etapas 
principais: decomposição e recuperação do oxigênio dissolvido (OD). 
Durante a decomposição, existe uma demanda por oxigênio. Conforme 
Braga et al. (2005), essa quantidade de oxigênio dissolvido na água, necessária 
para a decomposição da matéria orgânica, é chamada de demanda bioquímica 
de oxigênio (DBO); ela é a quantidade de oxigênio que vai ser respirado pelos 
decompositores aeróbios para a decomposição completa da matéria orgânica 
lançada na água. A DBO varia conforme o tipo de despejo e serve como pa-
râmetro indicador do potencial poluidor de certas substâncias biodegradáveis 
em relação ao consumo de OD.
A segunda etapa, recuperação do OD, representa o período em que o 
consumo de oxigênio torna-se menor que a reposição, então, o oxigênio volta 
a aumentar no corpo hídrico. Essa reposição, segundo Braga et al. (2005), 
acontece pelas trocas atmosféricas, devido à turbulência

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