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História da Arte Medieval ao Romantismo Professora Rosemarie Moretti ( MARIE) A arte medieval está ligada a um período conhecido como Idade Média, que durou aproximadamente desde a queda do Império Romano em 476 d.C. até o inicio do Renascimento, em 1300. O trabalho produzido durante essa época surgiu da herança artística do Império Romano e do estilo iconográfico da igreja cristã primitiva, ligada com a cultura “bárbara” do norte da Europa. O que foi produzido ao longo desses dez séculos rendeu diversos estilos e períodos artísticos, entre eles os primeiros estilos cristãos e bizantinos, anglo-saxões e vikings, românico e gótico. Grandes monumentos e obras de arte arquitetônicas, como a Hagia Sophia em Constantinopla, incluindo mosaicos em Ravena e manuscritos como os Evangelhos Lindisfarne, foram criados no período medieval. Como o período produziu um alto volume de arte com significado histórico, continua sendo uma rica área de estudo para estudiosos e colecionadores, e é visto como uma conquista enorme que mais tarde influenciou o desenvolvimento de gêneros modernos da arte ocidental. História e características da Arte Medieval A arte medieval era predominante nas regiões europeias, no Oriente Médio e no norte da África, e alguns de seus exemplos mais simbólicos podem ser encontrados em igrejas, catedrais e outros locais com doutrinas religiosas. Na época se destacou, principalmente, o uso de materiais valiosos como ouro para objetos nas igrejas, jóias pessoais, fundos para mosaicos e aplicados como folhas de ouro em manuscritos. Embora a Idade Média não comece e nem termine em uma data específica, os historiadores da arte geralmente classificam a arte medieval nos seguintes períodos: Arte Medieval Inicial, Arte Românica e Arte Gótica. Arte Medieval Inicial – Arte Bizantina Uma grande parte da arte criada também estava relacionada ao trabalho bizantino do Mediterrâneo Oriental. Ela incluía uma variedade de mídias, como o mosaico de vidro, pintura de parede, trabalhos em metal e relevos esculpidos em materiais preciosos. A arte bizantina era de natureza conservadora, apresentando principalmente assuntos religiosos, e boa parte disso era caracterizado pela falta de realismo. As pinturas em particular eram planas, com pouca ou nenhuma sombra ou sinal de tridimensionalidade, e os assuntos eram tipicamente mais sérios e sombrios. Arte Românica A arte românica se desenvolveu no século XI, tendo origem na França e depois se espalhando pela Espanha, Inglaterra, Flandres, Alemanha, Itália e outras regiões. Simbolizou a crescente riqueza das cidades europeias e o poder dos mosteiros. A origem desse estilo artístico se deu pela grande expansão do monasticismo nos séculos X e XI, quando a Europa recuperou pela primeira vez uma certa estabilidade política após a queda do Império Romano. Várias grandes ordens monásticas, principalmente as cistercienses e cartuxas, surgiram nessa época e se expandiram rapidamente, estabelecendo igrejas em toda a Europa Ocidental. cisterciense 1.HISTÓRIA DA RELIGIÃO 2.relativo à ordem de Cister ou membro dessa ordem [Fundada no sXI, na Borgonha, expandiu-se pelo resto da França e por quase toda a Europa, no sec XII, com São Bernardo de Claraval. 3.HISTÓRIA DA ARTE 4.diz-se de ou estilo, extremamente estrutural, sóbrio e despojado, da arte e esp. da arquitetura desenvolvida pelos monges dessa ordem, em catedrais, igrejas e mosteiros, durante o Românico e o Gótico. cartuxa 1.1. ordem religiosa de grande austeridade, fundada por são Bruno em 1066. 2.2. convento dessa ordem. https://www.google.com/search?q=como+se+pronuncia+cartuxa&stick=H4sIAAAAAAAAAOMIfcRowy3w8sc9YSnjSWtOXmPU5eINKMrPK81LzkwsyczPExLmYglJLcoV4pbi5GJPTiwqKa1ItGJXYi0o0XUK4lnEKpmcn5uvUJyqUADTpgBVBQDdna5rXQAAAA&sa=X&ved=2ahUKEwiNzMK20rT1AhWKIbkGHQfLDXEQ3eEDegQIDxAH Mosteiro Sant Pere del Burgal | Espanha https://artout.com.br/arte-romanica/ https://artout.com.br/arte-romanica/ Por isso, suas igrejas tinham que ser maiores que as anteriores, para que fosse possível acomodar um número cada vez maior de padres e monges, e, com isso, permitir o acesso a peregrinos que desejavam ver as relíquias dos santos guardadas nas igrejas. Os edifícios românicos eram caracterizados por arcos semicirculares, paredes grossas feitas de pedra e construções robustas. As esculturas também foram predominantes durante esse tempo, onde a pedra era usada para representar o assunto bíblico e as doutrinas da igreja. Outros meios significativos durante esse período incluem vitrais e a tradição contínua de manuscritos iluminados, mais conhecidos como iluminuras. •Tanto os castelos como as Igrejas mostravam-se com um estilo de defesa, paredes grossas e pouca incidência de janelas, construções “pesadas”. Isto ocorria porque as igrejas deveriam servir como proteção contra as forças do mal e os castelos deveriam proteger o povo contra as constantes invasões territoriais que ocorriam na época. A Igreja Medieval é o nome dado à Igreja Católica durante a Idade Média. Ela exerceu grande influência sobre a população no que se refere aos aspectos culturais, sociais e políticos. Nem mesmo a monarquia estava livre de sua atuação. Usando disso, ela conseguiu muito poder, pois pregava às pessoas que era preciso doar os bens para ter a salvação na vida eterna. Assim, a vida terrena era menosprezada e o povo vivia sob o medo de não ir para o céu. Como os indivíduos consideravam o Papa e seus subordinados como representantes de Deus, não ousavam contestá-los. Outro fato interessante é que a Igreja Católica também era detentora de todo o conhecimento. Igreja medieval: resumo O cristianismo surgiu durante o Império Romano. Depois de sofrer perseguições, ele conquistou poder e muitos adeptos, se transformando na religião oficial do Império, em 380. Sua consolidação, no entanto, só veio com a conversão dos povos germânicos ao catolicismo, que era feita de forma violenta, muitas vezes. Foi graças a isso que a Igreja sobreviveu à queda do Império Romano do Ocidente — fato que demarcou o fim da Idade Antiga e o início da Idade Média. A partir daí, a Igreja se tornou a instituição mais poderosa da época por muito tempo, do século V ao XV. Com o Feudalismo — sistema político, econômico e social, em que o dono da propriedade cedia terras para que os servos produzissem em troca de parte da produção e de outros favores —, a Igreja, que ficava na cidade, foi obrigada a migrar para o campo. Foi assim que ela se tornou tão poderosa, já que era proprietária de vários feudos, acumulando bens por meio de doações de aristocratas e de alguns imperadores. Inclusive, foi por esse motivo que a exigência do celibato foi imposta, já que antes disso, os filhos dos padres herdavam os feudos. Se os padres não pudessem se casar ou ter herdeiros, os bens se mantinham na Igreja. https://www.stoodi.com.br/blog/2019/05/17/feudalismo-o-que-e/ Com o fim da Idade Média e o início do Protestantismo, a Igreja Católica se viu diante de diversas crises, o que levou à diminuição do seu poder. Inquisição A Inquisição foi o período em que houve perseguição às pessoas consideradas hereges. As heresias eram as seitas ou os dogmas contrários à Igreja Católica Medieval. Com a ascensão desse tipo de movimento, a Igreja se viu obrigada a tomar uma atitude para manter o controle e o poder. Para isso, os inquisidores condenavam os hereges a punições terríveis, como ficar preso sem comida, passar por instrumentos de tortura e queimarem vivos na fogueira. Em algum momento, a Igreja percebeu que isso poderia ser lucrativo e passou também a confiscar bens dos suspeitos. Cruzadas https://www.stoodi.com.br/blog/2019/09/09/a-inquisicao-o-que-foi/ Cruzadas As Cruzadas, retratadas em alguns filmes, eram jornadas com fins religiosos, econômicos e militares. Elas ocorreram entre os séculos XI e XIII,partindo da Europa Ocidental para a Terra Santa e Jerusalém. A intenção era conquistar esses locais, com o objetivo de ocupá-los e dominá-los. Se do ponto de vista da religião as cruzadas não foram bem-sucedidas, na parte econômica elas tiveram certo êxito e foram responsáveis pelo desenvolvimento comercial. https://www.stoodi.com.br/blog/2019/05/23/as-cruzadas/ https://www.stoodi.com.br/blog/2019/10/03/renascimento-comercial-e-urbano/ A Igreja Medieval exerceu grande influência em todos os âmbitos da vida das pessoas na Idade Média. Por meio da promessa de uma boa vida nos céus, ela conseguiu poderes que lhe permitiram acumular uma quantidade enorme de bens. Tudo isso causou o descontentamento que resultou no Protestantismo e na decadência da Igreja Católica. https://www.stoodi.com.br/blog/2018/05/24/reforma-e-contrarreforma/ Perseguição e crescimento Durante três séculos o Império Romano perseguiu os cristãos, porque a sua religião era vista como uma ofensa ao estado, pois representava outro universalismo e proibia os fiéis de prestarem culto religioso ao soberano imperial. Durante a perseguição, e apesar dela, o cristianismo propagou-se pelo império. Neste período os únicos lugares relativamente seguros em que se podiam reunir eram as catacumbas, cemitérios subterrâneos. O cristianismo teve de se converter numa espécie de sociedade secreta, com os seus sinais convencionais de reconhecimento. Para saber se outra pessoa era cristã, por exemplo, desenhava-se um peixe , pois a palavra grega ichtys (peixe) era o anagrama da frase Iesos Christos Theou Hyios Soter (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador) https://pt.wikipedia.org/wiki/Crist%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Universalismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Culto https://pt.wikipedia.org/wiki/Catacumba_romana Arte Gótica “Gótico” é o adjetivo que designa o que é proveniente dos Godos, povo germânico. O termo ganhou a conotação pejorativa de “bárbaro”, provavelmente por Giorgio Vasari (influenciado pela cultura renascentista, posterior à gótica). Desde o século XVIII, também é usado para se referir a coisas diferentes, excêntricas. No âmbito artístico, refere-se à produção dominante na Idade Média dos séculos XII ao XIV, como resposta ao estilo românico, em um contexto de transformações culturais e econômicas. Teve sua principal significação nas construções das monumentais catedrais, refletindo, secundariamente, nas esculturas e pinturas Arquitetura Gótica | Catedral em Milão, Itália https://allmadloja.com.br/caracteristicas-da-arquitetura-gotica/ https://allmadloja.com.br/caracteristicas-da-arquitetura-gotica/ Hagia Sophia | Basílica de Santa Sofia, em Istambul, Turquia https://www.metropoles.com/colunas-blogs/claudia-meireles/antiga-catedral-e-museu-hagia-sophia-volta-a-ser-uma-mesquita-em-istambul https://www.metropoles.com/colunas-blogs/claudia-meireles/antiga-catedral-e-museu-hagia-sophia-volta-a-ser-uma-mesquita-em-istambul Construída em 537 dC, início do período medieval, sob a direção do imperador bizantino Justiniano I, a Hagia Sophia simboliza a arquitetura bizantina. Embora tenha sido originalmente construída como uma catedral cristã ortodoxa grega, foi reaproveitada como mesquita após a conquista turca de Constantinopla em 1453, e hoje se destaca como um museu em Istambul, na Turquia. Na época em que foi construída, era o edifício mais alto do mundo, conhecida por sua cúpula maciça. Capela Palatina | Palermo, Itália https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Main_altar_-_Capela_Palatina_-_Palermo_-_Italy_2015_(3).JPG Catedral de Notre-Dame de Paris https://laparola.com.br/notre-dame-de-paris-de-victor-hugo-ajudou-a-salvar-a-catedral-da-demolicao Obra medieval de Jean Pucelle https://br.pinterest.com/pin/259519997249222537/ Jean Pucelle foi um dos mais influentes pintores de livros de arte gótica e miniaturistas em Paris do início do século XIV. Existem poucos detalhes de sua carreira, ele construiu uma oficina altamente respeitada, cujas obras de arte tinham preços altíssimos e dominavam o mercado de iluminuras, arte religiosa e pintura em miniatura. The Annunciation, with Saint Emidius – Carlo Crivelli – National Galleryhttps://arteref.com/movimentos/arte-medieval-conceito-contexto-e-diferentes-periodos/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlo_Crivelli#/media/Ficheiro:The_Annunciation,_with_Saint_Emidius_-_Carlo_Crivelli_-_National_Gallery.jpg https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlo_Crivelli#/media/Ficheiro:The_Annunciation,_with_Saint_Emidius_-_Carlo_Crivelli_-_National_Gallery.jpg https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlo_Crivelli#/media/Ficheiro:The_Annunciation,_with_Saint_Emidius_-_Carlo_Crivelli_-_National_Gallery.jpg Iconoclastia Iconoclastia ou Iconoclasmo (do grego εικών, transl. eikon, "ícone", imagem, e κλαστειν, transl. klastein, "quebrar", portanto "quebrador de imagem") é uma rejeição de imagens religiosas (pinturas, ícones, estátuas). https://pt.wikipedia.org/wiki/Idioma_grego https://pt.wikipedia.org/wiki/Translitera%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcone Foi também um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino que começou no início do século VIII e perdurou até ao século IX. Os iconoclastas acreditavam que as imagens sacras seriam ídolos, e a veneração e o culto de ícones por consequência, idolatria. https://pt.wikipedia.org/wiki/Venera%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcone https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Bizantino https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_VIII https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Ddolo https://pt.wikipedia.org/wiki/Venera%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Idolatria Em oposição à iconoclastia existe a iconodulia ou iconofilia (do grego que significa "venerador de imagem"), ao qual defende o uso de imagens religiosas, "não por crer que lhes seja inerente alguma divindade ou poder que justifique tal culto, ou porque se deva pedir alguma coisa a essas imagens ou depositar confiança nelas como antigamente faziam os pagãos, que punham sua esperança nos ídolos mas porque a honra prestada a elas se refere aos protótipos que representam, de modo que, por meio das imagens que beijamos e diante das quais nos descobrimos e prostramos, adoramos a Cristo e veneramos os santos cuja semelhança apresentam. https://pt.wikipedia.org/wiki/Iconodulia https://pt.wikipedia.org/wiki/Idioma_grego Em 730, o imperador Leão III, o Isauro proibiu a veneração de ícones. O resultado foi a destruição de milhares de ícones pelos iconoclastas, bem como mosaicos, afrescos, estátuas de santos, pinturas, ornamentos nos altares de igrejas, livros com gravuras e inumeráveis obras de arte. https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_III,_o_Isauro https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_III,_o_Isauro https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosaico https://pt.wikipedia.org/wiki/Afresco O iconoclasmo foi oficialmente reconhecida pelo Concílio de Hieria de 754, apoiado pelo imperador Constantino V e os iconófilos severamente combatidos, especialmente os monges. O concílio não teve a participação da Igreja Ocidental e foi desaprovado pelos papas, provocando um novo cisma. Posteriormente a imperatriz Irene, viúva de Leão IV, o Cazar, em 787 convocou o Segundo Concílio de Niceia, que aprovou o dogma da veneração dos ícones, e recuperou a união com a Igreja Ocidental. https://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Hieria https://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Hieria https://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino_V https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa https://pt.wikipedia.org/wiki/Cisma https://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_de_Atenas https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_IV,_o_Cazar https://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_Conc%C3%ADlio_de_Niceia https://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_Conc%C3%ADlio_de_Niceia https://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma https://pt.wikipedia.org/wiki/Venera%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Venera%C3%A7%C3%A3oRegistros das comunidades cristãs primitivas, especialmente das catacumbas, indicam que estes representavam Jesus com imagens e iconografias, como um peixe, cenas bíblicas, e outros ícones representando santos e anjos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Primitiva https://pt.wikipedia.org/wiki/Catacumba_romana https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus https://pt.wikipedia.org/wiki/Iconografia https://pt.wikipedia.org/wiki/Ictus O símbolo do peixe (ICTYS), recorrente no início da iconografia cristã. O termo "peixe" em grego ἰχθύς (ichthýs) é o acrônimo de Ἰησοῦς Χριστὸς Θεοῦ Ὑιὸς Σωτήρ (Iēsõus Christòs Theõu Yiòs Sōtêr), Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. https://pt.wikipedia.org/wiki/ICTYS https://pt.wikipedia.org/wiki/Iconografia https://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B4nimo Causas da iconoclastia Pesquisadores apontam as principais causas da iconoclastia em dois grupos: •Associação com o judaísmo e o Islã: Através da iconoclastia os imperadores bizantinos desejam destruir um dos principais obstáculos para a aproximação cristã com os judeus e muçulmanos, que possuem uma atitude negativa para com os ícones, assim facilitando a subordinação dos povos do império que professavam essas religiões. •A luta contra a influencia da igreja: Até o século VIII, a influência da Igreja no império cresceu substancialmente, havendo um aumento significativo na quantidade de propriedades da Igreja e dos mosteiros. Por esta razão, os imperadores iconoclastas desejavam desviar recursos humanos e dinheiro da igreja para o Estado. Uma vez que a influência econômica dos mosteiros provinha principalmente da confecção de imagens, foi proibida sua fabricação e veneração, bem como muitas propriedades e mosteiros foram confiscados. https://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3 Perseguição A destruição de ícones, mosaicos e afrescos Os iconoclastas em muitas regiões queimaram os ícones nas paredes dos templos, destruindo mosaicos e afrescos, bem como livros com temas cristãos. Um dos casos mais conhecidos de vandalismo foi a destruição da decoração da Igreja de Santa Maria de Blaquerna. Uma obra da época sobre o assunto dizia: "... os ícones foram jogados - uns no pântano, outros - no mar, e outros - no fogo (…)." https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Santa_Maria_de_Blaquerna https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Santa_Maria_de_Blaquerna Pintura do século XIII que mostra a execução de monges. Crônica de João Escilitzes, no manuscrito conhecido como "Escilitzes de Madrid". https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIII https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Escilitzes https://pt.wikipedia.org/wiki/Escilitzes_de_Madrid Arte dos Povos Bárbaros A Europa por volta dos séculos V a VII, tinha seu território invadido por povos vindos do Norte e Leste, chamados de “bárbaros” (mongóis, vândalos, francos, germânicos, entre outros), esta invasão deve-se a queda do Império Romano. Estes povos “bárbaros” eram povos nômades, que assimilaram a cultura e religião dos povos conquistados (cristianismo), fazendo uma mescla com sua própria cultura. Tinham grande habilidade na fundição e ourivesaria, confeccionando utensílios domésticos objetos e joias de luxo com também na confecção de armas. Foram encontrados grandes tesouros nas tumbas de reis e príncipes da época, como Sutton Hoo, na Inglaterra, o de Guarrazar, em Toledo, e o de Gummersark, em Copenhague. O Império de Carlos Magno O Império de Carlos Magno, também conhecido como o Império Carolíngio, foi o momento de maior esplendor do Reino Franco (ocupava a região central da Europa). Este período ocorreu durante o reinado do imperador Carlos Magno (768 – 814). Carlos Magno assumiu o trono em 768 e por suas realizações, é considerado o mais importante rei dos francos. Destacou-se por conquistas militares e pela organização administrativa implantada nos territórios sob seu domínio Nas regiões conquistadas, eram construídas fortalezas e igrejas em volta das quais organizaram-se vilas que, posteriormente, passaram a ser ligadas por estradas. Sendo cristão, Carlos Magno obrigava os povos conquistados a converterem-se ao cristianismo. Embora as conquistas militares tenham sido significativas, foi nas áreas cultural, educacional e administrativa que o Império Carolíngio demonstrou grande avanço. Carlos Magno preocupou-se em preservar a cultura greco-romana, investiu na construção de escolas, criou um novo sistema monetário e estimulou o desenvolvimento das artes. Graças a estes avanços, o período ficou conhecido como o Renascimento Carolíngio. Carlos Magno e a reforma educacional Carlos Magno tinha pouca instrução. Com idade avançada, aprendeu a ler e a escrever em latim. Valorizou o ensino, promovendo obras para a sua difusão em todo o império. Queria funcionários instruídos para ler os textos oficiais, que eram redigidos em latim. O monge inglês Alcuíno foi o responsável pelo desenvolvimento do projeto escolar de Carlos Magno. A manutenção dos conhecimentos clássicos (gregos e romanos) tornou-se o objetivo principal desta reforma educacional. As escolas funcionavam junto aos mosteiros (escolas monacais), aos bispados (escolas catedrais) ou às cortes (escolas palatinas). Estas escolas eram frequentadas, sem distinção de tratamento, por meninos de famílias pobres e por filhos de nobres. Nelas eram ensinadas as sete artes liberais: aritmética, geometria, astronomia, música, gramática, retórica e dialética. Arte Muçulmana A expansão muçulmana, iniciada pouco depois de 632, conduziu os povos seus fiéis, nomeadamente os Árabes, até ao centro de França, a ocidente, às fronteiras da Índia e da China, a oriente. Foi nestes territórios reconquistados, muitos deles convertidos, que a arte muçulmana se desenvolveu, refletindo assim as tradições locais desses novos territórios. https://www.infopedia.pt/$franca?intlink=true https://www.infopedia.pt/$india?intlink=true https://www.infopedia.pt/$china?intlink=true As crenças, o modo de vida e a ideologia política e social bem como as suas tradições, foram assimilados pelos Muçulmanos, que os adaptaram à sua cultura e religião. É principalmente aqui que reside a originalidade da arte muçulmana nas suas primeiras manifestações. Só no século X, e graças ao incremento da dinastia Abássida (750-1000) no Egito e em Espanha, os elementos mais característicos desta simbiose apareciam dispersos por todo o lado. A rapidez com que o Islão se expandiu através do Próximo Oriente e do Norte de África é um dos fenomenos mais interessantes da história mundial. https://www.infopedia.pt/$egito?intlink=true https://www.infopedia.pt/$espanha?intlink=true https://www.infopedia.pt/$islao?intlink=true O que começou por ser uma vitória imposta pela vontade de vencer rapidamente se transformou numa vitória espiritual, quando milhões de pessoas se converteram ao Islão. No que diz respeito à arte, os Muçulmanos são, em certa medida, herdeiros do estilo paleocristão bizantino, com características helenísticas, romanas e persas. https://www.infopedia.pt/$islao?intlink=true No fim do século VII, os reis muçulmanos, agora solidamente estabelecidos, começaram a erguer grandes mesquitas e palácios como símbolos do seu poder. Dá-se, assim, no século VIII o grande boom da construção muçulmana. No Oriente é de destacar a Grande Mesquita de Damasco, mandada construir pelo califa Al-Walid, da dinastia Omíada, entre 706 e 715, da qual se salientam as paredes forradas a mosaicos, de origem bizantina, onde figuram paisagens e perspetivas arquiteturais, sobre um fundo de ouro, refletindo um certo ilusionismo tão característico da época romana (Pompeia). https://www.infopedia.pt/$pompeia?intlink=true Palácio de Mshatta https://www.infopedia.pt/$arte-muculmana Feudalismo Ao contrário da Idade Antiga, quando a mão de obra era escravizada, durante o período medieval, a mão de obra era servil.Os servos eram a maioria da população e originários daqueles que fugiram das invasões bárbaras e se abrigaram nos feudos. Em troca de moradia e proteção, os servos trabalhavam para os senhores feudais e para a sobrevivência deles mesmos e de suas famílias. A eles cabiam inúmeras exigências, cobranças sobre os usos dos utensílios pertencentes ao senhor feudal, a entrega de parte da produção, o dízimo para a Igreja. https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-antiga.htm Simbolismo romanico Da mesma forma que na arquitetura, as demais manifestações artísticas do Estilo Românico estão impregnadas de conotação simbólica, ou seja, onde o transcendental e o divino se revelam à alma humana mediante o símbolo. O templo representava uma imagem cósmica do universo, porque os trabalhadores que o construíam reproduziam a atividade criadora de Deus e porque a própria igreja era considerada um universo em miniatura onde se integravam, através dos elementos decorativos, as distintas criaturas que compunham as ordens humana, divina, vegetal e animal. Desta forma, o artista românico era o intérprete da natureza e, portanto, da atividade criadora de Deus Igreja Românica de San Millán – Segóvia A arte deveria ensinar e emocionar aqueles que a contemplavam pela simplicidade, claridade e expressividade das imagens. Profundamente antinaturalista, a Arte Românica tratava de captar a ideia imanente das coisas, para que o invisível pudesse ser revelado. Um dos conceitos herdados do Neoplatonismo, que contribuiu para o desenvolvimento do Românico, afirmava que a forma de se conhecer a Deus é através do intelecto. Por isso, as imagens românicas deveriam distanciar-se do natural, para permitir a contemplação da essência ou espírito invisível das coisas e seres. Porta Principal Românica – Avilés (Principado de Astúrias). No mundo medieval, cada imagem, cada figura, possuía seu lugar dentro do sistema geral do simbolismo, dotando as imagens de seu sentido pleno. Nele, encontramos a concepção estética e a ideia de beleza, sempre associada ao bem. As representações do belo constituem o símbolo de sua realidade superior, de maneira que sua beleza visível (microcosmo) é um reflexo da beleza invisível ou espiritual, integrante da beleza absoluta ou divina (macrocosmo). Aqui temos o conceito do templo como uma imagem cósmica do universo. Igreja de San Vicente de Cardona (Catalunha) Por outro lado, o mal está sempre relacionado à feiura e ao grotesco, como em muitas imagens que podemos observar em várias esculturas representativas do diabólico, como nestes canecillos existentes na Catedral de Lérida (Catalunha). O bem e o mal também estavam presentes nos códigos de condutas estabelecidos para o convívio humano, a exaltação do amor e a superação ao ódio, como vemos nestes capitéis abaixo, com cenas de luta e abraço fraternal. Os pecados capitais aparecem frequentemente representados na escultura, sempre vinculados ao mal e ao poder das trevas. Um dos mais presentes é o pecado da luxúria, como vemos na imagem- Museu Arqueológico Nacional de Madrid. Tanto na pintura quanto na escultura, quando existem cenas representadas em diversos níveis, encontram-se submetidas a uma hierarquia simbólica. A cena superior representa o mundo celestial, a cena intermediária, o mundo humano, e a inferior, o infernal. A denominada graduação hierárquica é uma fórmula herdada da Arte Bizantina, em que a divindade sempre é representada maior em relação aos seres humanos. Basílica de San Prudencio de Armentia (País Vasco) Outro simbolismo escultórico relaciona-se com as Pias Batismais, associadas simbólicamente com o Cálice de Cristo (água benta que salva pela limpeza e eliminação do pecado, da mesma forma que o sangue de Cristo). Sua colocação no interior da igreja, durante a Idade Média, não era arbitrária, sendo colocada na parte mais escura do templo, normalmente na lateral, junto à entrada. Este fato expressava que o bebê, antes de receber o sacramento do Batismo, se encontrava nas sombras do pecado original, mas que recebia a luz de Cristo depois de batizado. A escultura românica não era somente religiosa, abordava igualmente temas profanos e o mundo cotidiano da sociedade medieval. Os ofícios tradicionais são um exemplo. Conjunto de músicos – Colegiata de Santa Maria de Toro (Castilla y León). Bailarinos e artistas diversos também possuem seu lugar na escultura românica. Curiosamente, os contorcionistas são frequentemente representados, Igreja de San Martín de Fromista (Castilla y León). A Arquitetura Gótica é tida como um marco na história do continente europeu e das artes em geral, uma vez que rompeu com o modelo de construção vigente e se tornou uma vertente inovadora. O estilo surgiu em meados do século XII e foi padrão para as construções até o século XV. O gótico trouxe as famosas abóbadas ogivais. Elas permitiam a ampliação das dimensões laterais e possibilitavam que as construções fossem mais altas e, consequentemente, maiores. O estilo é conectado às práticas religiosas mais fortes da época, em especial o catolicismo — o que faz com que suas características estejam muito presentes em igrejas, catedrais e edifícios públicos. Em geral, as plantas dos projetos tinham formato de crucifixo, por isso a iluminação do interior era tão importante. Consideradas símbolos religiosos, as obras arquitetônicas e seus aspectos construtivos eram baseados no comportamento da sociedade e nas influências que comandavam as relações. https://archtrends.com/blog/arquitetura-religiosa/ CATEDRAL DE AMIENS Muito Obrigada !