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Fisiologia Vegetal
Atividade: Métodos para quebra de dormência em sementes. 
Adaptado 
Introdução 
 Muitas espécies possuem sementes que, apesar de apresentarem todas as condições 
viáveis consideradas adequadas, deixam de germinar, sendo tais sementes denominadas 
dormentes, precisando de tratamentos especiais para germinar (CARVALHO & 
NAKAGAWA, 2000). A obtenção de semente é a parte mais importante no processo de 
produção de mudas de essências nativas para reflorestamento. A germinação de uma 
semente é dada através de uma sequência de processos fisiológicos influenciada por 
fatores externos (ambientais) e internos (dormência, inibidores e promotores da 
germinação), de modo que cada fator pode atuar por si ou em interação com os demais, 
um fenômeno biológico que pode ser considerado como a retomada do crescimento do 
embrião, com o subsequente rompimento do tegumento pela radícula. Muitas sementes 
necessitam de preparo e tratamento especial antes da semeadura para aumentaram sua 
germinação (LORENZI, 2002). De modo geral, para potencializar a germinação de 
algumas sementes são dotados métodos para quebra de dormência tais como: 
escarificação química, mecânicas e estratificação térmica (choque de temperatura), para 
enfraquecer seu tegumento e permitir a absorção de água. Outros métodos utilizados 
envolvem substâncias inibidoras da germinação que precisam ser removidas para 
promover sua germinação (LORENZI, 2002). Nota-se que os fatores que causam a 
dormência das sementes são variados, e que para romper o repouso tem de se observar o 
fator determinante e, assim, excitar o embrião da forma mais adequada, quebrando a 
dormência. As causas da dormência podem ser: 
1) Impermeabilidade do tegumento à água. É um dos mecanismos de dormência mais
conhecidos entre as espécies, sendo mais comum em leguminosas.
2) Impermeabilidade do tegumento a gases, principalmente o oxigênio, é responsável
pela dormência de muitas espécies. Em sementes de maçã, a impermeabilidade ao
oxigênio se deve à presença de compostos fenólicos que fixam o oxigênio dissolvido
na água.
3) Resistência mecânica dos envoltórios da semente. Algumas sementes apresentam
tegumento permeável, mas são impedidas de germinar devido à resistência mecânica
ao crescimento do embrião.
4) Inibidores de germinação. A germinação é controlada pelas giberelinas e pela
interação entre citocininas e inibidores.
5) Imaturidade e dormência do embrião. Em certas espécies o embrião ainda se encontra
imatura por ocasião da dispersão.
6) Combinação de mecanismos de dormência. Quando ocorre vários tipos de dormência
simultânea.
 
Métodos de quebra de dormência: 
O método de quebra de dormência depende do tipo de dormência. Para dormência de 
tegumento, a escarificação é o método mais usual. Trata-se de um método abrasivo que 
rompe a casca dura da semente. Pode ser obtida quimicamente pelo uso de ácidos fortes 
que degradam a casca, ou pelo uso de água fervente por alguns segundos, que rompe a 
casca sem danificar o embrião; e fisicamente, com o uso de lixa ou uma ferramenta. 
Outros métodos como a estratificação, choques térmicos, uso de fitormônios promotores 
de crescimento (giberelinas e citocininas) e outras substâncias químicas são utilizados 
para os demais tipos de dormência. 
Objetivos: 
Testar dois tipos de escarificação para a quebra de dormência em sementes. 
 
Materiais: 
Para a semeadura, utilizar sementeira (Figura 1), caixa de ovos coberta (Figura 1) ou 
copos de plástico (café); sementes (exemplos: Erythrina velutina – mulungu; Leucaena 
leucocephala – leucina; Pterodon pubescens- sucupira branca; Ormosia arboreal – olho 
de boi; Hymenaea stigonocarpa – jatobá do cerrado; Bauhinia monandra – pata-de-vaca) 
água; lixa d’água; bandejas; béquer médio e grande; terra vegetal. 
 
Figura 1: Sementeira de plástico (esquerda) e sementeira de caixa de ovos (direita). 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento 
Separar 30 sementes em grupos de três e submeter cada um dos grupos aos seguintes 
tratamentos: 
a) Grupo 1: controle – colocar as sementes para germinar sem tratamento de quebra de 
dormência; 
b) Grupo 2: escarificação térmica – colocar água para ferver. Após ebulição, desligar o 
fogo e colocar as sementes na água fervida, por 24 horas. Coloque para germinar; 
c) Grupo 3: escarificação com abrasivo – lixe o envoltório da semente (cuidado para não 
danificar o embrião!) e coloque para germinar. 
 
A sementeira ou as placas devem ser irrigadas diariamente com água de torneira ou água 
destilada. 
Quando a primeira semente de qualquer das espécies germinar, iniciar as avaliações, que 
consiste na contagem e anotação diária do número de sementes germinadas. 
 
Registro dos Resultados 
Expresse os resultados em taxa de germinação (%) e tempo médio de germinação. 
 
Data após início da germinação 
Número sementes germinadas - 
 Grupo 1: Sem tratamento 
Grupo 2: Escarificação Mecânica 
 
Grupo 3: Escarificação Térmica 
 
 
Discuta seus resultados de acordo com o referencial teórico. Procure por artigos 
científicos que tratam do tema para apoiar a sua discussão. 
Você deve apresentar em seu documento para postagem, pelo menos, 3 fotos de etapas 
diferentes do desenvolvimento do trabalho, a Tabela preenchida e sua discussão a respeito 
dos resultados 
 
Referências: 
Carvalho, N.M. & Nakagawa, J. 2000. “Sementes: ciência, tecnologia e produção”. 4. ed. 
Jaboticabal, FUNEP. 
Lorenzi, H. “Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas 
do Brasil, vol. 1”. 4ª edição - Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum 2002.

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