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Dor Pélvica 
A dor pélvica é uma dor não menstrual, podendo ser contínua ou intermitente com duração de seis meses ou mais, de localização na parede abdominal inferior ou pélvica. A intensidade da dor interfere nas atividades diárias e reduz a qualidade de vida dessas mulheres acometidas.
A dor pélvica se apresenta como uma das principais causas de encaminhamento de mulheres aos serviços de saúde. Não se trata de uma doença, mas de um quadro clínico que pode ser desencadeado por diferentes afecções e frequentemente está associado a outros problemas, como disfunção sexual, ansiedade e depressão.
A dor pélvica pode ser aguda ou crônica; considera-se crônica a dor que persiste por 3 a 6 meses
A dor aguda pode ter origem a partir de um processo identificável e sua evolução pode ser evitada, porém a dor crônica não apresenta origem identificável e suas características são peculiares. Podendo a DPC relacionar-se a diversos sistemas corporais.
A dor pélvica geralmente é associada a problemas ginecológicos, urológicos, intestinais ou a gravidez. Trata-se de um sintoma mais comum na mulher, mas pode também acometer homens, relacionando-se a problemas intestinais e na próstata, por exemplo.
Geralmente, a dor pélvica crônica pode ser ocasionada em decorrência de alguma lesão na parede intestinal, alguma síndrome do cólon irritável, ou ainda por problemas de bexiga, ou até mesmo em virtude de algum problema nos ossos ou nervos localizados na região.
A dor pélvica crônica também pode ser ocasionada devido a problemas específicos masculinos, como:
Epididimite, que é a inflamação do epidídimo, 
Lesões nos testículos.
A prevalência estimada de dor pélvica crônica é de 3,8% em mulheres de 15 a 73 anos (superior à enxaqueca, asma e dor nas costas), variando de 14 a 24% em mulheres na idade reprodutiva, com impacto direto na sua vida conjugal, social e profissional, o que transforma a dor pélvica crônica em um sério problema de saúde pública. 
ETIOLOGIA A DPC tem natureza multifatorial e, em decorrência da complexa inervação da pelve, o acometimento de diferentes órgãos e sistemas pode levar a uma mesma manifestação clínica. No que se refere às etiologias primárias, didaticamente, são divididas em causas ginecológicas e não ginecológicas. Dentre as causas ginecológicas e não ginecológicas destacam-se:
Ginecológicas: 
Aderências peritoniais; 
Cistos anexiais; 
Síndrome do ovário residual;
Síndrome do ovário remanescente;
Síndrome de congestão pélvica; 
Cistos peritoneais pós-operatórios; 
Adenomiose; 
Endometriose; 
Leiomioma; 
Distopias genitais.
Não-ginecológicas
Síndrome do intestino irritável 
Constipação crônica
Urológicas
Neoplasia de bexiga; 
Infecção urinária de repetição; 
Cistite intersticial; 
Síndrome uretral
Fisiopatologia
Uma das principais hipóteses da fisiopatologia é a inflamação neurogênica. Os estímulos nocivos provocam dano tecidual, aumentam a produção de substâncias que geram dor e que estão presentes nas terminações de nociceptores aferentes primários que são liberados a partir de estímulos. Esses estímulos podem ter várias direções, para amedula-espinhal (sentido ortodrômico) ou para a periferia (sentido anti-drômico) gerando mais lesão tecidual e fazendo com que o ciclo se feche e o estímulo doloroso se torne crônico.
* Quais os sintomas da dor pélvica crônica?
A dor pélvica crônica pode apresentar sintomas sistemáticos, ou seja, sentidos tanto pelos homens quanto pelas mulheres, entre eles destacamos:
Disfunção sexual, 
Mialgia ou a conhecida dor muscular,
Dor articular,
Desconforto na bexiga,
Fadiga sem motivos aparentes.
As mulheres podem sofrer problemas urinários obstrutivos e ter um fluxo lento, intermitente ou irritante. Pode também aumentar a frequência urinária, ou seja, ela irá mais vezes ao banheiro.
A dor pélvica nos homens pode provocar também desconforto no períneo, a região que fica entre a raiz do pênis e o anus, no púbis, pênis e testículos, além de dificuldade ao urinar.
Diagnóstico:
O diagnóstico da Dor Pélvica Crônica pode ser desafiador, pois muitas vezes envolve uma abordagem multidisciplinar com diferentes especialistas, visto que muitas condições diferentes podem causar essa dor. Entre os profissionais envolvidos no diagnóstico, podemos mencionar ginecologistas, urologistas, proctologistas e fisioterapeutas especializados em fisioterapia pélvica.
Para se chegar a um diagnóstico é realizada uma avaliação cuidadosa da história clínica, com atenção e consideração aos sintomas da pessoa e um exame físico completo. Exames adicionais também podem ser solicitados, como a ultrassonografia pélvica, a ressonância magnética, exames de sangue para verificar se há sinais de infecção ou inflamação, exames de urina e fezes, e até mesmo eventualmente a laparoscopia para visualizar os órgãos internos.
Caso clínico
Nome paciente: Paloma Ap da rocha
Diagnóstico clínico: Dor pélvica
Moléstias Associadas-Talassemia Major (Faz transfusão á cada 20 dias)
Intervenções cirúrgicas-Não
Gestação e Partos – 1 gestação, parto normal 
Medicamentos- Desferal (Acúmulo crônico de ferro, por exemplo, devido a transfusões de sangue frequentes em talassemia maior.) e Deferiprona - é indicado para o tratamento de sobrecarga de ferro.
Queixa Atual- Dor abdominal , e dores na relações sexual
Inicio dos Sintomas- Pós parto 
Dor na região Pélvica- Não
Dor no Ato Sexual- Sim
Ressecamento vaginal- Sim
Vida sexual ativa- Sim 
Diminuição Libido- Sim 
Especificamente IU
Urgência – Sim ( Não consegue segurar )
Impacto na vida amorosa- sim; por conta da dor no ato sexual
Como tem lidado com a situação- Vai levando como pode 
Avaliação Física
Postura- tem a cabeça um pouco inclinada a esquerda 
Força – grau 3 Diástase- Sim ( Supra umbilical )
Dor- não
Plano de tratamento 
Objetivo 
aliviar a dor, aumentar resistência e força muscular do abdômen e assoalho pélvico.
Conduta
Ginástica hipopressiva associada a exercício físico para o assoalho pélvico e abdômen 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/05/1224068/femina-2021-492-p115-120-principais-causas-ginecologicas-de-do_JZQSAGD.pdf
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/fKQjFhfJ4RvdQMgbMbsJHSj/
https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/Andressa%20Felipe%20Pamplona.pdf
https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/FEMINAZ5ZATUALIZADA.pdf
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