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QUESTÕES MONITORIA – ATLS 1- A técnica de primeiros socorros que auxilia a desengasgar uma pessoa e evitar uma PCR por hipóxia, é denominada de: A) Manobra de Valsalva B) Manobra de Sellick C) Manobra de Westergaard D) Manobra de Heimlich E) Manobra de Friedenreich 2- Uma mulher de 62 anos de idade foi ejetada do veículo durante uma colisão automobilística. A caminho do serviço de emergência, a equipe de atendimento pré-hospitalar relata que a sua frequência cardíaca é de 130 batimentos/minuto, a pressão sanguínea é 83x46 mmHg e a frequência respiratória é de 30 incursões/minuto. A vítima encontra se confusa e seu re-enchimento capilar periférico está retardado. A via aérea está permeável, mas ela está em insuficiência respiratória, com distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e desvio da traqueia para a esquerda. Diante do quadro apresentado, qual é a melhor conduta a ser tomada? (A) Drenagem pleural à direita. (B) Toracocentese de alívio seguida de drenagem pleural à direita. (C) Apenas toracocentese de alívio à direita. (D) Intubação orotraqueal com pressão positiva. 3- Um motociclista de 67 anos de idade é levado ao serviço de emergência com trauma cranioencefálico isolado óbvio. O pessoal do atendimento pré-hospitalar relata que ele tem pupilas desiguais e que responde somente a estímulos dolorosos, com flexão anormal dos braços, abertura dos olhos ao estímulo doloroso e sons incompreensíveis. Considerando os dados apresentados, é correto afirmar que o paciente apresenta Glasgow escore de: (A) 07. (B) 13. (C) 05. (D) 10. 4- O tamponamento cardíaco é identificado pela presença da clássica tríade diagnóstica de Beck, composta de: (A) diminuição da pressão venosa, diminuição da pressão arterial e abafamento das bulhas cardíacas. (B) elevação da pressão venosa, diminuição da pressão arterial e abafamento das bulhas cardíacas. (C) diminuição da pressão venosa, aumento da pressão arterial e abafamento das bulhas cardíacas. (D) elevação da pressão venosa, diminuição da pressão arterial e dor torácica. Acho que é mais de ACLS - Prender a respiração e, em seguida, forçar a saída de ar, fazendo pressão - Pressão na cartilagem cricoide durante a intubação - se posicionar atrás da vítima, enlace-a com os braços ao redor do abdome, uma mão fechada na "boca do estômago" MV abolido em hemitórax direito + Desvio da traqueia para esquerda Logo, tem algo no hemitórax que está ocupando espaço ao ponto de empurrar a traqueia para a direita (provavelmente sangue, já que é uma paciente vítima de trauma) -> Devemos tirar o fator causador (sangue) fazendo uma toracocente + drenagem LEMBRAR: ABCDE -> Se tem problema no A, já trata! Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight 5- Ao tratar de múltiplas vítimas de um acidente de ônibus, deve ser dada maior prioridade aos doentes com: (A) Choque. (B) Grandes fraturas. (C) Lesões medulares. (D) Comprometimento da via aérea. 6- Um homem de 20 anos é levado ao pronto-socorro após queda de moto. Está alerta e reclamando de dor no pescoço. Primeiro passo no atendimento deste doente: (A) Cânula orofaríngea (Guedel). (B) Radiografias imediatas de coluna cervical. (C) Colar cervical semirrígido. (D) Intubação, mantendo o alinhamento da coluna cervical com estabilização bimanual. 7- Um doente traumatizado que chega ao pronto-socorro hipotérmico e sem sinais vitais deve (A) Ser desfibrilado. (B) Receber vasodilatadores. (C) Ser declarado morto. (D) Ser agressivamente reaquecido. 8- A frequência cardíaca de 80 batimentos por minuto após trauma pode ser considerada anormal (A) No idoso. (B) No atleta jovem. (C) Na gestante. (D) No doente com trauma craniano 9- Exame mais específico para avaliar o doente com trauma abdominal: (A) Urografia excretora. (B) Tomografia computadorizada. (C) Radiografia simples de abdome. (D) Lavagem peritoneal diagnóstica (LPD) 10- Um homem de 24 anos de idade foi ferido por uma arma branca no flanco Direito em um assalto a uma joalheria. Sua Pressão sanguínea é 85/45, pulso 120, FR 28 e está ansioso mas cooperativo. Ele responde inicialmente a 2 litros de reanimação com cristaloides com uma pressão sanguínea de 105/65, pulso de 100 e 150 cc de hematúria. Dez minutos mais tarde sua Pressão sanguínea é 85/60 com um pulso de 110. O passo seguinte mais apropriado é: (A) Transfusão de duas unidades de concentrado de hemácias (B) Administrar 250 cc de Coloide (C) Dois litros de Ringer lactato (D) Laparotomia exploradora 11- Uma criança de sete anos de idade tem um trauma abdominal. As indicações para laparotomia imediata incluem: (A) Um Blush (saída de contraste) na angiografia esplênica (B) Requerimento de transfusões em face de instabilidade hemodinâmica (C) Uma lesão Grau IV na TC (D) Grande volume de líquido intra-abdominal visto no FAST Lembrar do ABCDE A - Vias aéreas + colar cervical - fazer RX e deixar a cervical instável não faz sentido Mesmo raciocínio que na letra A não tem nada na questão que nos faça pensar que tem algo prejudicando a via aérea ao ponto de indicar um dispositivo de VA Acredito que é uma questão de ACLS A prioridade é manter a irrigação nos órgãos vitais, se fizéssemos vasodilatador, capaz de prejudicar a irrigação Dai a ambulância não iria levar pro pronto socorro né, o paciente já estaria no IML Teria que ter ritmo de desfibrilação A alternativa nos trouxe o "atleta jovem" pra nos mostrar que ele possui uma condição cardíaca melhor que uma boa parte da população, mas se ainda assim esta taquicardico, tem algo acontecendo. Demais exemplos é esperado apresentar taquicardia pós trauma - seria para avaliar rins, vias urinária e bexiga (não da pra ver baço, fígado.....) logo, não é o adequado - bom pra identificar pneumotórax hipertensivo, fratura de arcos costais, mas trauma abd não - é uma possibilidade, especialmente pra pacientes instáveis, mas ele é um exame invasivo, mais comum realizar a TC e, se necessário, o LPD Lembrar da classificação do grau da hemorragia Paciente está hipotenso (logo, NÃO É GRAU1) Está ansioso (já é grau 2) apresentando uma estabilidade momentânea a reposição mas apresentou piora em 10 minutos, ou seja, a estabilização não foi muito efetiva -> está indo para o grau 3 Devemos iniciar a transfusão de duas unidade de c. de hemácia e, logo em seguida, ir para a laparotomia exploradora (caso já tenha chegado no hospital) Quando o assunto é pediatria TUDO fica diferente e com outros critérios. FAST pode detectar pequenas quantidades de sangue, mas dificilmente está associado a lesões graves, mesmo se for uma grande quantidade. A indicação cirúrgica se baseia na instabilidade hemodinâmica e a resposta ao tratamento 12- Um homem de 20 anos, motociclista com capacete, acidentou-se batendo num poste de luz. Ele não tem lacerações ou fraturas óbvias, sem equimose Peri- orbital ou sinal de Battle. Ele está inconsciente e não responde a estímulos dolorosos. Ele está entubado, sua pressão é 90/72, pulso 130. Qual dos potenciais lesões é a de maior prioridade para tratar este paciente? (A) Hematoma subdural (B) Hematoma epidural (C) Hemorragia no tórax ou abdome (D) Fratura cervical alta 13- TC de Crânio é mandatória em qual dos seguintes pacientes: (A) Glasgow 15, acidente de automóvel, ejetado, olhos de guaxinim ao exame (B) Glasgow 14 após uma queda de altura, com um odor forte de álcool, sem perda de consciência (C) Glasgow 15, após acidente automobilístico, ocupante com cinto de segurança, sem história de perda de consciência (D) Glasgow 15, em um homem de 60 anos, queda de altura, sem perda de consciência ou vômito 14- Uma mulher de 25 anos de idade, usando cinto de segurança é envolvida numa colisão automobilística,está hemodinamicamente normal, com equimose linear no seu abdome inferior e dor abdominal forte com Blumberg positivo. A TC não é disponível. O próximo passo mais apropriado seria: (A) Laparotomia exploradora (B) Lavado peritonial diagnóstico (C) Ultrasonografia (FAST) (D) Amilase sérica 15- O objetivo da reanimação pode melhor definido como: (A) Frequência cardíaca menor que 100 e pressão sistólica maior que 90 (B) B- Saturação de oxigênio = 100% (C) C- Restauração da perfusão orgânica (D) D- Débito urinário maior que 50 ml/h 16- O atendimento inicial de um homem de 23 anos com uma fratura pélvica aberta deve incluir: (A) Laparotomia (B) Empacotamento pélvico (C) Angiografia de urgência (D) Imobilização pélvica 17- Um homem idoso bate sua Picape numa arvore. Ele estava confuso e combativo no local do acidente e o Escore de Glasgow era 7. Ele tinha crepitação no tórax, e ausência de murmúrio vesicular no lado Direito. Ele está entubado e é realizada descompressão com agulha sendo observada a saída de um fluxo de ar. Não há possibilidade de cirurgia no Hospital local, assim é providenciada a transferência para um local de nível maior que possa atender o paciente. Ele deteriora durante o transporte. A causa mais provável desse declínio é; (A) Hematoma epidural (B) Hemorragia abdominal (C) Lesão da coluna cervical com choque neurogênico (D) Pneumotórax hipertensivo ABCDE, sempre O enunciado já nos trouxe que não apresenta lacerações ou fraturas óbvias, e ele já está entubado, então o A já está ok. B - Breathing, respiração ATENÇÃO! Se fosse acima de 65 anos, seria indicação (mesmo sem alteração) Sinal de fratura de base de crânio é indicação de TC - realizada principalmente em: paciente instável ou alteração em exame de imagem ou ferimento penetrante grave - fácil acesso, beira do leito, da pra identificar a localização da lesão e realizar a cirurgia sabendo o que você espera encontrar (melhor para abordar e corrigir) A PA e a FC podem normalizar, apesar de ser um bom sinal, não fornece informações a respeito da perfusão orgânica e a oxigenação tecidual é um dos principais indicadores, mas o correto seria 0,5ml/kg/h, ou seja, se o paciente tem 50kg e em 1 hora o débito urinário estivesse 25, já seria uma resposta adequada Atendimento INICIAL, você não vai conseguir fazer nenhuma dessas opções ao receber o paciente O paciente está entubado (A ok) e já foi realizado a descompressão com agulha com saída de fluxo de ar (B ok) C - circulação. O paciente está com Glasgow de 7, vamos pensar que está ocorrendo um sangramento intracraniano (e não abdominal) 18- Num capotamento de um carro, envolvendo cinco pessoas, qual dos seguintes indivíduos terá maior chance de morrer? (A) O passageiro do banco traseiro, atrás do motorista, que não está usando cinto de segurança. (B) O motorista, que está usando o cinto de segurança de forma adequada. (C) O passageiro do banco da frente, que está usando o cinto de segurança de forma adequada. (D) O passageiro do banco traseiro, sem cinto de segurança, que foi jogado fora do carro. 19- Ao avaliar o paciente vítima de ferimento penetrante de baixa energia, é importante determinar todas as condições abaixo, EXCETO: (A) O momento exato da agressão (B) O tipo de arma usada (C) O sexo do agressor (masculino vs. Feminino) (D) A presença de outras lesões 20- Uma mulher de 45 anos de idade é esfaqueada na região pré-cordial em uma briga doméstica. Ela desce de um automóvel particular na entrada do Centro de Trauma, caminha dois degraus e cai no solo. Ela é imediatamente trazida para a sala de reanimação, gaspeando e tem parada respiratória. Os sinais vitais são ausentes. O monitor cardíaco mostra uma taquicardia. O FAST do coração mostra algum movimento cardíaco com líquido pericárdico. O próximo passo seria: (A) Entubar, acesso intravenoso, adrenalina. (B) Ventilação com máscara, pericardiocentese (C) Entubar, toracotomia ressuscitativa (D) Encerrar a reanimação 21- Num capotamento de um carro, envolvendo cinco pessoas, qual dos seguintes indivíduos terá maior chance de morrer? (A) O passageiro do banco traseiro, atrás do motorista, que não está usando cinto de segurança. (B) O motorista, que está usando o cinto de segurança de forma adequada. (C) O passageiro do banco da frente, que está usando o cinto de segurança de forma adequada. (D) O passageiro do banco traseiro, sem cinto de segurança, que foi jogado fora do carro. 22- O ATLS foi criado a partir da constatação da aleatoriedade do antigo atendimento aos pacientes vítimas de trauma, o qual fornecia um atendimento pouco organizado e ineficiente. Tendo em vista isso, é correto afirmar: (A) O curso visa ensinar os médicos a atuarem na parada cardiorrespiratória de maneira organizada e integrada. (B) O ATLS enfatiza a rápida - e em sequência lógica - avaliação inicial do paciente traumatizado, com a identificação e o tratamento imediato de injúrias que ponham a vítima em risco iminente de vida. (C) O curso foi criado em meados de 1940, durante a II Guerra Mundial. (D) A criação do ATLS não reduziu a morbidade e a mortalidade ligadas a vítimas de traumas. O enunciado nos trouxe um capotamento já sugerindo que todos os passageiros seriam lesionados de forma "igualitária", sendo o principal diferencial o uso de cinto de segurança e ejeção. O momento EXATO da agressão não será importante para a avaliação Muda a força, a forma que segura a arma / faca A toracotomia é a abordagem cirúrgica do tórax, facilitando o acesso ao coração e os vasos, ou seja, solucionando a causa É util para tamponamento cardíaco, no caso dessa paciente, o coração sofreu um "corte", precisando de abordagem cirúrgica. Repetida A - Está falando do ACLS B - Correta C - O ATLS surgiu em 1976, depois de um acidente de avião D - Se não tivesse mudado em nada, não estaríamos estudando isso 23- Ao iniciar o tratamento de um paciente politraumatizado, o médico deve se basear em prioridades gerais de avaliação e tratamento. Marque a alternativa que contenha a sequência de avaliação indicada pelo ATLS 10ª edição: (A) Via Aérea e Coluna Vertebral, Respiração e Ventilação, Circulatório, Neurológico, Exposição. (B) Via Aérea e Coluna Cervical, Saturação de Oxigênio, Circulatório, Neurológico, Exposição. (C) Via Aérea e Coluna Cervical, Respiração e Ventilação, Circulatório, Neurológico, Exposição. (D) Ventilação e Frequência Respiratória, Nível de Consciência, Exame Abdominal, Exame Pupilar, Aspecto da pele. 24- Quanto às medidas auxiliares indicadas pelo ATLS 10ª edição, é correto afirmar: (A) O paciente com suspeita de pneumotórax hipertensivo necessita de exame de Raios-X de tórax imediatamente para diagnóstico e tratamento. (B) Após intubação orotraqueal, se presença de desaturação, é mandatória a realização de algum exame de imagem para identificar a causa. (C) Paciente vítima de trauma abdominal penetrante de alta cinemática necessita de tomografia computadorizada de abdome com contraste para identificar as possíveis lesões. (D) A sonda vesical de demora é importante auxiliar na interpretação da resposta hemodinâmica ao manejo inicial e fornece informação clínica para o ajuste do tratamento volêmico subsequente 25- Sobre o manejo de via aérea no paciente traumatizado, podemos afirmar: (A) Lesão de coluna cervical não interfere na dificuldade do tratamento da via aérea, seja por medidas simples ou avançadas. (B) Paciente com lesão maxilofacial ou mandibular graves é contraindicação absoluta de intubação orotraqueal. (C) A mneumônica “LEMON” auxilia na definição de preditores de dificuldade da via aérea difícil e auxilia a equipe a se preparar adequadamente para o manejo dessa via aérea. (D) “Mallampati”, em via aérea, significa a distância da comissura labial ao lobo da orelha do paciente,econfigura importante preditor independente de dificuldade de via aérea. 26- Configura indicação isolada de Via Aérea Definitiva: (A) Pneumotórax aberto. (B) Escala de coma de Glasgow 09. (C) Fratura bilateral de fêmur. (D) Lesão facial severa. Highlight diagnóstico é clínico LEMON -> N significa Neck Mobility, ou seja, interfere serve para medir o tamanho do tubo É necessário entubar para antecipar os riscos 1. Impossibilidade de manter a VA permeável de outra forma, com comprometimento iminente ou potencial 2. Incapacidade de manter a oxigenação adequada por suplementação de O2 por mascara facial ou presença de apneia 3. Obnubilação ou combatividade devido a hipoperfusão cerebral 4. Obnubilação indicando presença de TCE com ECG de 8 ou menos, atividade convulsiva sustentada e a necessidade de proteger a VA inferior de aspiração ou vômito Risco de aspiração Highlight 27- Paciente masculino, 17 anos, desconhecidas comorbidades, atleta de Mountain Bike, sofre queda de altura - cerca de 3 metros - sobre sua bicicleta. Estava de capacete, apresentava tórax estável e sem alterações na ausculta, sem sinais de sangramentos/hemorragias, Glasgow 13, pupilas isocóricas e isofotorreagentes, com sinais de fraturas de fêmur direito e clavícula esquerda. Sinais vitais: PA 110/80 FC 89 FR 20 Sat 89% em ar ambiente. Após a extricação do paciente, a melhor conduta inicial nessa situação é: (A) Redução das deformidades de membro e estabilização de possíveis fraturas, pois pode ocorrer sangramento oculto por lesão vascular adjacente às fraturas ósseas. (B) Colocação do paciente em maca rígida, estabilização pélvica e remoção para centro hospitalar referência em trauma. (C) Intubação orotraqueal, pois o paciente está apresentando baixa saturação. (D) Retirar o capacete com restrição cervical, avaliar permeabilidade da via aérea e fornecer oxigênio suplementar 28- Paciente feminina, 43 anos, sofreu atropelamento por caminhão, alta cinemática. Chega ao departamento de emergência já com via aérea definitiva, com colar cervical e em prancha rígida. O médico do APH informa que a paciente foi encontrada em Glasgow 08 e saturando 96% em ar ambiente, com auscultas cardíaca e pulmonar normais, sem desvio de traqueia e sem turgências jugulares, apresentava frequência cardíaca de 150 e pressão arterial inaudível. Paciente foi transferida rapidamente ao hospital e infundido no trajeto 1.000ml de soro fisiológico 0,9% aquecido sem melhora hemodinâmica. No departamento de emergência, o ideal a ser feito é: (A) Iniciar o protocolo de transfusão maciça enquanto procura pelo foco de sangramento. O melhor tratamento é encontrar e controlar a hemorragia. (B) Dispensar a avaliação pelo cirurgião, pois a paciente é considerada “respondedora transitória”. (C) Manter a paciente em hipotermia permissiva para reduzir a demanda energética basal e reduzir o dano secundário aos órgãos alvo. (D) Drenagem torácica deve ser considerada pelo alto risco de pneumotórax hipertensivo não diagnosticado. 29- Quanto às medidas auxiliares em identificação e tratamento de injúrias na avaliação primária do paciente traumatizado podemos citar as seguintes, EXCETO: (A) Sonda Vesical (B) Monitor Eletrocardiográfico (C) Tomografia Computadorizada (D) Gasometria Arterial 30- Masculino, 50 anos, cardiopata e hipertenso, vítima de trauma contuso abdominal durante briga de bar. Chegou à emergência por meios próprios, referindo ter ingerido bebida alcoólica e que após a briga teria iniciado com dor abdominal e um episódio de vômito. Na sua avaliação inicial do ABCDE, apenas chamava a atenção dor à palpação difusa em abdômen. Sobre essa situação, é correto afirmar: (A) O paciente tem mecanismo do trauma e queixas compatíveis com trauma abdominal, então, na presença de um trauma abdominal é mandatória a laparotomia exploratória. (B) Está indicada a realização do exame FAST para todo paciente traumatizado. (C) Se o paciente estiver estável hemodinamicamente, pode ser feita tomografia de abdome. Se estiver instável, é a laparotomia exploratória a melhor conduta. (D) Trauma abdominal sem taquicardia exclui a presença de sangramento intra-abdominal. ABCDE -> A é a primeira coisa que deve ser feita. A - ok | B - ok (exame físico não apresenta alteração) C - a paciente está taquicardica e a PA está tão baixa que está inaudível = provável hemorragia! Coagulopatia, hipotermia e acidose é a TRÍADE DA MORTE, não faz sentido o raciocínio Avaliação primária temos: - Monitorização eletrocardiográfica - Oximetria de pulso - FR - Capnografia - Gasometria arterial - Sondas urinárias e gástricas - RX - Estudos diagnósticos (FAST, LPD) O critério não é trauma abdominal = laparo Não exclui 31- Quanto ao grau de choque no trauma, marque verdadeiro (V) ou falso (F) para cada sentença e após marque a alternativa correta: ( ) Frequência cardíaca deve estar alterada para ser considerado choque hemorrágico. ( ) Paciente hipotérmico e taquicárdico pode ser considerado em choque, no trauma. ( ) O paciente sem alteração neurológica e sem queixa abdominal não está em risco de choque hemorrágico. ( ) A perda estimada de 1.500ml de sangue pode ter indicação de transfusão sanguínea. ( ) O protocolo de transfusão maciça deve ser considerado em pacientes com frequência cardíaca acima de 140 bpm (A) V – V – F – F – V (B) F – V – V – F – V (C) V – F – F – V – F (D) F – V – F – V – V 32- Feminina, 23 anos, foi esfaqueada em terceiro espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior, com “facão”. Na Unidade de Pronto Atendimento, onde buscou atendimento inicial por meios próprios e deambulando. Queixava- se de dor torácica em hipocôndrio esquerdo, chegou com pressão arterial de 84/53, frequência respiratória de 20 incursões por minutos, com frequência cardíaca de 104 e Glasgow 14. Ausculta cardíaca normal. Murmúrio vesicular abolido à esquerda. Sobre esse caso é correto afirmar: (A) ) A paciente tem indicação de intubação orotraqueal. (B) A paciente tem indicação de toracostomia de urgência, caso a drenagem torácica imediata atinja 1.500ml ou 200ml/h por 2 a 4h com necessidade de transfusão sanguínea. (C) Não se pode proceder à drenagem torácica esquerda pelo risco de instabilização hemodinâmica. (D) Deve ser realizada a tomografia computadorizada de tórax e abdome para definição de conduta. 33- Paciente masculino, 33 anos, sem comorbidades, sofreu queda de motocicleta ao perder a estabilidade do veículo, chegou por meios próprios à emergência queixando-se de dispneia e dor torácica. Apresentava frequência respiratória de 30 irpm e saturação de O2 de 91% em ar ambiente. Sobre o caso citado, é correto afirmar: (A) O paciente deve ser colocado em maca rígida para adequada avaliação, mesmo se não tiver queixas relacionadas. (B) O paciente necessita de raio x de tórax para avaliação e tratamento. (C) Visto que o paciente chegou caminhando, não há necessidade de avaliação da coluna cervical. (D) Se o paciente apresentar alteração da ausculta torácica, sugerindo pneumotórax, com achados sugestivos de aumento da pressão torácica – como turgência jugular e desvio de traqueia, deve se proceder à descompressão torácica. 34- Sobre o tórax instável, marque a alternativa FALSA: (A) O tratamento adequado é a estabilização das fraturas por cirurgião torácico competente. (B) Geralmente, o paciente apresenta contusão pulmonar associada. (C) Ocorre na presença de fraturas de 02 ou mais arcos costais em pelo menos 02 pontos distintos de cada arco costal. (D) O padrão respiratório comumente encontrado é a respiração paradoxal. 35- Sobre o trauma crânio encefálico, marque verdadeiro (V) ou falso (F) e marque a alternativa correta abaixo: ( ) O objetivo principal no tratamento é a prevenção da lesão cerebral secundária. F F Highlight () Sangramentos de couro cabeludo nunca são graves e podem ser tratados na avaliação secundária. ( ) O hematoma subdural tem apresentação côncava-convexa e a principal manifestação é o intervalo lúcido. ( ) O hematoma epidural pode ser relacionado a lesão da artéria meníngea média. ( ) A hipotensão e a hipercapnia são causas de lesão cerebral secundária. (A) V – F – F – V – V (B) V – V – F – V – V (C) F – F – V – V – F (D) V – F – F – F – V 36- Paciente masculino, 61 anos, morador da zona rural, sofreu queda de altura enquanto tentava reparar o telhado de um galpão e escorreu. Sua esposa disse “ele caiu do telhado e bateu direto com a cabeça no chão”. O paciente está de olhos fechados, abre ao chamado. Está agitado e proferindo palavras aleatórias. Ele aperta a mão do médico ao comando. A conduta adequada nesse momento: (A) Realizar intubação orotraqueal. (B) Realizar Tomografia Computadorizada de Crânio. (C) Manter paciente em observação. Se houver piora do quadro, realizar Tomografia Computadorizada de Crânio. (D) Se o paciente estiver com suspeita de fratura de crânio, realizar a Tomografia Computadorizada de Crânio 37- Paciente masculino, 22 anos, vítima de acidente veicular, colisão carro vs poste, em alta cinemática. Estava com cinto de segurança de 03 pontas. Na cena, suspeita de fratura fechada bilateral de fêmur com fratura de clavícula. Apresenta dor e crepitação à palpação pélvica. Marque a alternativa FALSA, dentre as corretas: (A) Considerando a confirmação de lesões ósseas citadas, o paciente pode estar em choque hemorrágico. (B) Não há suspeita de trauma torácico nesse caso. (C) O paciente deve receber a imobilização pélvica por cinta ou lençol na cena. (D) O exame físico pélvico deve ser feito da maneira mais sucinta possível. Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight 38- Sobre a Síndrome de Crush, é correto afirmar: (A) Refere-se aos efeitos clínicos da deformidade óssea e suas complicações em um trauma esquelético. (B) O tratamento é a hidratação endovenosa agressiva e precoce. (C) As mãos e os pés são os locais mais suscetíveis à sua ocorrência. (D) O aspecto da urina não influencia no diagnóstico 39- Paciente feminina, 39 anos, motorista de carro que sofreu colisão lateral por caminhão. Vítima encontrada em vigência de insuficiência respiratória aguda e queixando-se de perda de força e “formigamento” de todos os membros. Sobre esse trauma, assinale a alternativa correta: (A) A paciente tem mecanismo do trauma, cinemática do trauma, queixas e sinal físico de lesão de coluna cervical. (B) O trauma vertebromedular não gera alterações hemodinâmicas. Se presentes, um sangramento deve ser pesquisado. (C) Retirar o colar cervical é permitido apenas após a realização do raio x de cervical em qualquer trauma. (D) Se a paciente estivesse sem déficit motor ou queixa de formigamento, a lesão vertebromedular estaria descartada. 40- Sobre o Choque Neurogênico, assinale a alternativa INCORRETA: (A) Hipotensão e bradicardia são manifestações clínicas clássicas. (B) O nível da lesão deve ser T6 ou acima. (C) O tratamento adequado é a reposição volêmica, vasopressores e atropina, conforme indicações, e a pesquisa por sangramento ocultos/assintomáticos. (D) É equivalente a Choque Medular 41- Paciente feminina, 41 anos, sem comorbidades, trabalhava como Bombeira Militar em atendimento a incêndio do Mercado Público de Porto Alegre quando parede do prédio caiu sobre ela em meio às chamas. Removida do local pelos colegas de equipe e levada a local seguro. À avaliação na cena pelo médico do APH, apresentava-se com rouquidão e queimadura de pelos da face, queimaduras em ambas as coxas, todo tórax anterior e posterior e todo abdômen, apresentava significativa dispneia com frequência respiratória de 38 irpm, pressão arterial de 90/72 e frequência de pulso de 110 bpm. Sobre esse quadro citado, é correto afirmar: (A) A paciente está com sinais clínicos de comprometimento da via aérea por queimadura e deveria ter sido intubada antes de ser retirada do prédio em que trabalhava para reduzir o risco de complicações. (B) Independente das queimaduras pelo corpo, a paciente deve receber pelo menos 4.000ml de Ringer Lactato endovenoso nas primeiras 4h. (C) A intubação orotraqueal dessa paciente pode ser difícil e uma via aérea cirúrgica pode ser necessária. (D) A antibioticoterapia profilática é indicada em toda queimadura de pele. 42- Vítima de colisão automobilística, uma mulher de 76 anos tem Glasgow 14. Queixa-se de dor no pescoço e na parede torácica e de falta de ar. Frequência respiratória 38 incursões por minuto. A gasometria, respirando 02 a 100%, mostra pa02 de 52mm Hg paC02 de 56mmHg e pH de 7,28. Próximo passo mais adequado: (A) Cânula nasofaringea (B) Cânula orofaríngea (Guedel) (C) Radiografia de perfil de coluna cervical (D) Cricotireoidostomia cirúrgica (E) Intubação traqueal e ventilação Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Nem eu, nem a R1 sabia confirmar, achamos que é a C 43- Uma paciente sofreu lesões múltiplas numa colisão automobilística. Estabelecida uma via aérea definitiva e colocada em ventilação mecânica, iniciou-se a administração de solução cristalóide aquecida. Tem Glasgow 8. A gasometria mostra pa02 de 66mmHg, paC02 de 40mmHg e pH 7,21. Confirmando também a saturação de hemoglobina de 92%. Melhor maneira de corrigir a anormalidade deste equilíbrio acidobásico (A) Melhorar a perfusão orgânica (B) Aumentar a ventilação-minuto (C) Administrar bicarbonato de sódio (D) Reduzir a pressão intracraniana usando manitol (E) Aumentar a oxigenação da hemoglobina usando PEEP (Positive-Em-Expiratory Pressure, pressão positiva no final da expiração) 44- Uma jovem de 22 anos foi esfaqueada no terceiro espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior. Na chegada ao pronto socorro, 15 minutos após o incidente, ela está acordada e alerta. Frequência cardíaca: 100bpm, PA: 80/60mmHg FR: 20 incursões por minuto. O raio-x mostra um grande hemotórax a esquerda. Drenado o tórax, há saída imediata de 1.600mL de sangue, continua instável. Próximo passo no tratamento desta paciente. (A) Tomografia de tórax (B) Colocar um segundo dreno de tórax (C) Colocar em circulação extracorpórea (D) Toracotomia exploradora em centro cirúrgico (E) Arteriografia para embolizar os vasos intercostais 45- A colisão de um ônibus escolar deixou 17 crianças feridas. Devem ter prioridade máxima no tratamento as crianças com: (A) Tórax instável (B) Choque grave (C) Via aérea comprometida (D) Trauma grave de crânio (E) Ferimentos abertos com hemorragia intensa 46- Um homem de 32 anos ficou preso até a cintura debaixo do carro capotado, por mais de 3 horas. Na chegava ao pronto socorro, ambos os membros inferiores estão frios, arroxeados sem sensibilidade e sem movimento. Apesar dos sinais vitais normais, os membros inferiores têm perfusão ruim, estão doloridas, não se movimentam e não apresentam sensibilidade. Os pulsos femorais são palpáveis, mas os pulsos distais só são identificados pelo Doppler. As panturrilhas estão empastadas e endurecidas. Durante o atendimento inicial deste paciente, qual das medidas a seguir provavelmente aumentará a possibilidade de salvar os membros? (A) Tração esquelética (B) Drogas anticoagulantes (C) Drogas trombolíticas (D) Fasciotomia nos membros inferiores (E) Transferência imediata para um centro de trauma 47- Causa mais comum de óbito fetal em decorrência de trauma fechado na gestante que sobrevive ao trauma: (A) Placenta prévia (B) Trauma direto do feto (C) Descolamento de placenta (D) Ruptura uterina (E) Ruptura do cordão umbilical possível síndrome compartimental aguda, que é uma emergência médica que podelevar à necrose tecidual e perda permanente de função se não for tratada adequadamente. Não tenho certeza 48- Durante a avaliação primária de um doente traumatizado em choque, a melhor maneira de diferenciar o pneumotórax hipertensivo do tamponamento cardíaco é por meio de: (A) Drenagem de tórax (B) Pericardiocentese (C) Exame físico (D) Radiografia de tórax (E) Cateter venoso central 49- Um motociclista de 17 anos sem capacete sofreu lesões graves de face e de cabeça, ao colidir com uma arvore. Ao chegar a um pequeno hospital rural, tinha pressão arterial de 140/94mmHg, frequência cardíaca de 62bpm, FR de 18 incursões por minuto. Responde a estímulos dolorosos com flexões de ambos os braços sobre o tórax. Não responde a estímulos verbais, permanecendo de olhos fechados. As pupilas são simétricas de 3mm, reagindo lentamente a luz. Dos procedimentos a seguir, qual o mais importante que deva ser feita antes da transferência? (A) Tomografia de crânio (B) Radiografia de perfil de coluna cervical (C) Via aérea definitiva (D) Administração de manitol (E) Administração de metilprednisolona 50- Uma criança de 2 anos chegou ao pronto socorro depois de ter sido atropelada por um carro. Foi impossível obter acesso venoso periférico depois de 2 tentativas e a criança está muito grave. A administração de volume e de drogas deve então ser feita por: (A) Cateter intraperitoneal (B) Punção intra-óssea (C) Acesso venoso central (D) Novas tentativas de acesso venoso periférico (E) Dissecção da safena ao nível do tornozelo 51- Um jovem intoxicado foi agredido num bar. Chegou ao ponto socorro imobilizado em prancha longa, com colar cervical semirrígido. No exame inicial, os sinais vitais, são normal e Glasgow é 14. Quais são as indicações absolutas para tomografia imediata? (A) Presença de hemotímpano (B) Concentração sanguínea de álcool de 0,16% (160mg/100mL) (C) Presença de laceração de 10cm no couro cabeludo (D) Presença de fratura de mandíbula (E) Perda de consciência durante 3 minutos que tenha sido testemunhada 52- A imobilização de uma criança pequena numa prancha longa sem nenhum tipo de acolchoamento extra pode levar a: (A) Hiperextensão da cabeça e do pescoço. (B) Hiperflexão da cabeça e do pescoço. (C) Alinhamento adequado da pelve e da coluna. (D) Necessidade de mais correias para imobilização 53- Curativos úmidos e frios devem ser usados apenas para tratar queimaduras que: (A) Sejam de primeiro ou segundo grau. (B) Envolvam menos que 10% da superfície corpórea total do paciente. (C) Sejam apenas de primeiro grau. (D) Sejam dolorosas. Tema de ACLS 54- Durante a expiração, o diafragma e os músculos intercostais: (A) Contraem-se. (B) Trabalham em oposição um ao outro (isto é, um contrai e o outro relaxa). (C) Relaxam-se. (D) Afastam-se um do outro 55- Durante a sua avaliação de um paciente envolvido em acidente com veículo automotor, você descobre que ele não estava usando cinto de segurança no momento do acidente. O paciente está ale!a, apresenta respiração rápida e está inconformado com o acidente. Logo depois que o seu companheiro estabilizar manualmente a coluna cervical do paciente, você deve: (A) Dizer ao paciente que respire mais devagar. (B) Colocar um saco de plástico no nariz e na boca do paciente e segurá-lo assim. (C) Auscultar os pulmões. (D) Colocar um colar cervical e uma prancha curta. 56- Uma vítima de colisão de moto versus caminhão, socorrido por populares na via expressa, dá entrada no Pronto Socorro torporoso, respiração superficial e ruidosa, escala de coma de Glasgow 7, pupilas anisocóricas e midriática à direita. Assinale a alternativa correta quanto à conduta imediata para o caso. (A) Colar cervical, intubação orotraqueal imediata e TC de crânio (B) Solicitar avaliação neurocirúrgica imediata para descompressão do hematoma extradural. (C) Solicitar Rx cervical, tórax e pelve. (D) Acessos calibrosos periféricos e ressuscitação 57- Qual é o procedimento recomendado para o cuidado com partes amputadas do corpo? (A) Colocar a parte amputada num saco de plástico e conservá-la fria durante o transporte. (B) Resfriar a parte amputada logo que possível para retardar a morte dos tecidos (C) Embalar a parte amputada em gaze estéril úmida e colocá-la em saco de plástico. (D) Colocar a parte amputada em contato direto com o gelo. 58- A principal prioridade no atendimento de um paciente traumatizado com lesão de extremidades é: (A) O tratamento de qualquer condição que ponha em risco a vida. (B) O tratamento de qualquer condição que ponha em risco o membro. (C) O exame secundário completo (avaliação). (D) A imobilização e o transporte para um hospital apropriado 59- Podem ser sinais de choque neurogênico: (A) Um pulso fraco e rápido, associado a taquipnéia com respiração superfcial. (B) Um pulso rápido, com a pele fria e úmida. (C) Diaforese e diminuição da pressão de pulso. (D) Pele quente e seca, rosada e pulso lento 60- A instabilidade ou a lesão da coluna cervical no paciente traumatizado podem ser desca!adas por: (A) Ausência de defcit neurológico no exame físico. (B) Uma radiografa ou a falta completa de mecanismo de lesão. (C) O fato de o paciente estar andando no local do acidente. (D) Um bom exame físico 61- Os sintomas de um hemotórax estão diretamente relacionados com: (A) A quantidade de tecido pulmonar colabado e a dispneia. (B) A perda total de sangue. (C) O grau de submacicez. (D) A limitação da excursão torácica 62- Usando a "Regra dos Nove", a superfície corporal total do tronco de um adulto seria cerca de: (A) 9% (B) 13,5% (C) 18% (D) 36% 63- A frequência respiratória normal da maior parte dos lactentes e das crianças é: (A) A mesma que a do adulto. (B) Metade da do adulto. (C) Duas a três vezes a do adulto. (D) Quatro vezes a do adulto. 64- A reposição volêmica da criança traumatizada deve ser feita em bolos de: (A) 10 ml/Kg. (B) 20 ml/Kg. (C) 50 ml/Kg. (D) 100 ml/Kg 65- Os pacientes com insolação apresentam-se tipicamente com: (A) Pele fria e úmida. (B) Pele fria e seca. (C) Pele quente e rosada. (D) Pele quente e diaforética 66- A compressão da parede torácica num impacto frontal pode resultar em pneumotórax devido a um fenómeno conhecido como: (A) Excursão por pressão pneumática intratorácica. (B) Efeito de resistência ao impacto. (C) Golpe e contra-golpe. (D) Efeito do saquinho de papel 67- O tipo de choque mais frequentemente encontrado no pré-hospitalar é: (A) Psicogênico. (B) Neurogênico. (C) Cardiogênico. (D) Hipovolêmico. 68- Um paciente politraumatizado, com história de um impacto frontal, em um automóvel com grande deformação e destruição do painel e direção as seguintes lesões são as de maior probabilidade, e uma delas é a menos esperada: (A) TCE (B) Fratura de costela (C) Lesão aórtica (D) Fratura de calcâneo 69- Uma paciente feminina, 40 anos, previamente hígida, chega ao Serviço de Emergência, vítima de ferimento por arma branca (tesoura) na parede anterior do abdome, no hipocôndrio direito com aproximadamente 1,5 cm, sem sangramento externo. Após receber 3.000 ml de cristalóide, a vítima apresenta pressão a!erial 70×40 mm/Hg, FC 142 bpm. Ao exame físico, paciente hipocorada, o abdome é $ácido à palpação e os ruídos hidroaéreos são audíveis. A conduta mais adequada a ser realizada, no caso descrito, é: (A) Lavado peritoneal diagnóstico. (B) Laparotomia exploradora imediata (C) Ultrassonografa de abdome (D) Exploração digital do orifício sob anestesia local 70- A primeira consideração no tratamento de uma fratura exposta é: (A) Imobilizar o membro cm posição neutra. (B) Alinhar o membro para garantir a circulação distai à lesão. (C) Controlarqualquer hemorragia considerável c tratar o choque. (D) Tratar a dor do paciente oriunda da lesão. 71- Durante a avaliação de um paciente vítima de acidente, você descobre que ele está inconsciente com respirações superficiais e rápidas. Você não consegue palpar o pulso radial, mas acha um pulso carotídeo fraco e acelerado. Um exame rápido não mostrou nenhuma lesão evidente. O seu próximo passo seria: (A) Colocar um colar cervical, uma prancha curta e transportar rapidamente o paciente. (B) Preparar-se para extricação rápida e transporte rápido logo que possível. (C) Continuar a sua avaliação. (D) Iniciar a infusão intravenosa rápida de solução isotônica. 72- São fatores associados ao trauma que prejudicam, na avaliação primária, o diagnóstico de lesões intra- abdominais, exceto: (A) Paciente sem cinto de segurança (B) Intoxicação por drogas (C) Trauma craniano grave (D) Trauma raquimedular (E) Intoxicação aguda por álcool Highlight Highlight Fiquei entre A e B 73- Paciente vítima de trauma abdominal contuso em hipocôndrio direito. Ao exame físico apresenta-se com frequência de pulso 115bpm, frequência respiratória de 28rpm, PA 130x75mmHg com amplitude de pulso diminuída. Possui dor abdominal à palpação, principalmente em hipocôndrio direito. A respeito desse caso é correto afirmar: (A) Até o momento não há evidência de hemorragia, sendo os sinais e sintomas justificados pela dor do trauma, devendo permanecer em observação. (B) São sinais encontrados na hemorragia classe III e a reposição com cristaloides e hemoderivados deve ser iniciada. (C) São sinais encontrados na hemorragia classe I, com perda sanguínea estimada em menos de 750ml. (D) A presença de amplitude de pulso diminuída caracteriza hemorragia classe IV, sendo necessária a administração de cristaloide e sangue. (E) São sinais encontrados na hemorragia classe II com perda sanguínea estimada de 15 a 30% do volume sanguíneo 74- São indicações de via aérea definitiva, exceto: (A) TCE leve (B) Apneia (C) Fratura maxilar grave (D) Hematoma cervical em expansão (E) Convulsões persistentes 75- . Na avaliação do trauma abdominal penetrante podemos optar pela exploração local da ferida, a fim de determinar a profundidade de penetração. Tal procedimento não é usado quando o ferimento está acima do rebordo costa, pelo risco de: (A) Pneumotórax (B) Lesão hepática (C) Dor severa (D) Infecção (E) Embolia pulmonar 76- Os órgãos mais frequentemente afetados nos doentes que são submetidos a laparotomia por trauma abdominal contuso, são: (A) Fígado e baço (B) Intestino delgado e cólon (C) Diafragma e estomago (D) Fígado e cólon (E) Estômago e baço 77- Paciente com TCE grave, Glasgow menor que 8, suspeita de trauma abdominal associado, tendência a hipotensão. Conduta inicial para avaliar trauma abdominal: (A) Lavado ou USG abdominal (B) Tomografia de abdome (C) Laparotomia exploradora (D) Tomografia de crânio primeiro (E) Punção abdominal 78- Em relação a tomografia computadorizada na avaliação do trauma abdominal, assinale a incorreta: (A) Está indicada em pacientes hemodinamicamente instáveis (B) Pode ser utilizada para documentar uma lesão visceral (C) Comumente não diagnostica lesões no diafragma e intestino (D) Tem custo elevado e exige tempo (E) Elevada acurácia para definir uma lesão 79- São indicações de lavado peritoneal em adulto hemodinamicamente instáveis com trauma abdominal, exceto: (A) Evisceração (B) Achados duvidosos no exame físico (C) Previsão de longa perda de contato com o paciente (D) Lesão de medula (E) TCE grave 80- São indicações de laparotomia em adultos no trauma abdominal, exceto: (A) Ferimento com arma branca (B) Peritonite (C) Evisceração (D) Ferimento por arma de fogo que atravessa a cavidade peritoneal (E) Trauma contuso com LPD positivo 81- Qual deve ser a conduta mais eficaz no paciente vítima de acidente de moto, com história de perda de consciência, que chega ao pronto-socorro? (A) Observação e tomografia (B) Exame neurológico (C) Raio x de crânio (D) Comunicar neurocirurgião (E) Internação Highlight 82- Qual a primeira conduta em paciente vítima de trauma craniano grave que chega na sala de emergência? (A) Intubação orotraqueal (B) Raio X de crânio (C) TC de crânio (D) Transferir para UTI (E) Comunicar neurocirurgião 83- Ao solicitar ao neurocirurgião para avaliar um paciente com TCE, o médico assistente necessita saber: (A) Idade do paciente e mecanismo do trauma (B) Exame neurológico mínimo (C) Condição hemodinâmica e respiratória (D) Lesões associadas ao TCE (E) Todas as acima 84- Paciente com TCE grave, Glasgow menor que 8, submetido a intubação orotraqueal. Evidenciado hemotórax a direita e suspeita de trauma abdominal. Qual a conduta para o trauma: (A) TC de crânio primeiro (B) Laparotomia exploradora (C) TC de abdome (D) Drenagem pleural fechada (E) Lavado ou USG abdominal 85- Paciente com TCE grave, fratura de ossos da face, sangue em grande quantidade na cavidade oral após aspiração. Qual a melhor conduta do médico da emergência: (A) Cricotireoidostomia (B) Intubação nasotraqueal (C) TC de crânio primeiro (D) Traqueostomia (E) Intubação orotraqueal 86- Paciente de 22 anos, vítima de atropelamento, deu entrada no OS em coma, com pupila D>E, reagindo ao estímulo doloroso, com PA 70x40mmHg, FC 136, FR 28 e respiração ruidosa. Qual a melhor sequência de medidas: (A) TC de crânio, ventilação com Ambu, punção venosa (B) Intubação orotraqueal, TC de crânio, punção venosa (C) TC de crânio, intubação orotraqueal, punção venosa (D) Ventilação com ambu e máscara, TC de crânio, punção venosa (E) Intubação orotraqueal, punção venosa, TC crânio 87- Durante o seu treinamento como residente no Hospital São Paulo na Escola Paulista de Medicina, você analisou 100 pacientes atendidos na emergência com TCE leve. Quantos destes pacientes, aproximadamente, evoluirão para TCE grave: (A) 5 (B) 10 (C) 20 (D) 35 (E) 15 88- Em relação ao TCE moderado, é correto afirmar, exceto: (A) O paciente sempre deve ser internado (B) O Raio X de crânio não pode substituir a TC na avaliação do paciente (C) Cerca de 90% dos casos tem evolução favorável (D) Nem todos os pacientes tem indicação de cirurgia- craniotomia (E) A unidade de terapia intensiva é o local mais adequado para internação destes pacientes 89 – A respeito do “332”, assinale a alternativa correta: 1- A distância de abertura de boca tem que ser 3 dedos de distância entre os dentes. 2- A distãncia entre o queixo e o osso hióide tem que ser de 3 dedos. 3- A distância entre o assoalho bucal e a tireóide tem que ser de 2 dedos. 4- A distãncia entre o tragus auditivo e a comissura labial tem que ser de 3 dedos. 5- A distância entre a tireóide e o lábio inferior tem que ser de 3 dedos. (A) 1,2,3 (B) 2,3,4 (C) 2,3,5 (D) 1,2,5 90- Paciente traumatizado com otorragia, hematoma periocular e equimose mastóide. Glasgow 7. Última refeição há 30 minutos. O que fazer quando chega na emergência: (A) Colocação de dispositivo supraglótico e tomografia de urgência. (B) Intubação orotraqueal com indução de anestesia rápida. (C) Intubação nasotraqueal. (D) Sonda nasograstrica e depois indubação orotraqueal 91- Qual a FALSA, tendo a CRICO como base e comparando com a TRAQUEO (A) Execução mais rápida (B) Não necessita de extensão do pescoço (C) Uso hospitalar e pré-hospitalar. (D) Menos complicações a longo prazo 92- Mulher, 19, carro x moto, FC 120, FR 18, PA 150X90, Sat O2 97%. Qual avaliação inicial no Atendimento Hospitalar: (A) Garantir via aérea definitiva através da intubação orotraquealpois há risco de broncoaspiração (B) Expor paciente, alinhar fraturas, conter hemorragia. (C) O2 Suplementar, sendo retirado quando não tem mais suspeitas de hipóxemia. (D) Resposta verbal não apresentar valor clínico no atendimento. 93- Homem, 63 anos sofreu trauma de abdômen fechado por atropelamento. Na hora da avaliação foi constatada via aérea difícil acesso. Qual das alternativas abaixo são 2 manobras que podem ser realizadas para avaliar a via aérea difícil? (A) LEMON e Cormack-Lehane (B) Mallanpati e ASA (C) LEMON e Hinchey (D) MOAN e Cormack-Lehane 94- Paciente de 34 anos, vítima de trauma, preenchendo critérios para intubação, sendo a via aérea do paciente a foto abaixo. A respeito dos critérios de Mallanpati, assinale a correta: (A) O critério de Mallanpati não tem valor no trauma, servindo de apoio apenas no pré-hospitalar. (B) Existe preditor de via aérea difícil e no caso acima é recomendado o uso do dispositivo Bougie. (C) Embora a via aérea esteja fácil, sempre temos que ter os materiais da via aérea difícil preparado. (D) Ao exame físico está indicado o uso de lâmina laríngea reta. 95- A utilização de ultrassonografia na sala de atendimento inicial ao traumatizado tem sido cada vez mais frequente. Pode limitar ou contraindicar seu uso: (A) Instabilidade hemodinâmica (B) Ferimento penetrante no tórax (C) Presença de enfisema extenso de subcutâneo (D) Fraturas múltiplas de arcos costais 96- Paciente colidiu sua moto contra um caminhão e foi trazido ao atendimento. Na avaliação inicial ABCDE temos que: Highlight Highlight A – Vias aéreas pérvias, com colar cervical, máscara não reinalante a 100% B – Murmúrios vesiculares presentes, simétricos, sem ruídos adventícios. Sat O2 97%. Frequência respiratória 30. C – Presença de 2 acessos venosos calibrosos, PA 80x50mmHg, Frequência cardíaca de 126bpm, tempo de enchimento capilar de 5s. Sangramento ativo em membro inferior direito. Toque retal sem sangramento ou espículas ósseas, tônus normal. Sondagem vesical de demora sem hematúria, com saída de 10mL de urina na 1ª hora. Pelve estável. Abdome indolor. D – Glasgow 14 (4+4+6), pupilas isofotorreagentes. E – Trauma complexo de extremidades com sangramento ativo de grande monta em membro inferior direito a despeito de curativo simples. Escoriações em membros superiores. Assinale a alternativa correta e respeito do caso: (A) O paciente tem choque hemorrágico grau III, sendo a transfusão de cristaloide a melhor medida de ressuscitação (B) O paciente tem choque hemorrágico grau III ou IV, deve-se conter o sangramento antes de qualquer outra medida (C) Neste grau de choque espera-se uma pressão de pulso diminuída por aumento da pressão diastólica, em virtude da diminuição do retorno venoso (D) A confusão mental é esperada nesse caso, pois é um choque grau II em evolução 97- Homem, 43 anos, briga de bar, ferido por arma de fogo, orifício de entrada no 3º EIC paraesternal esquerdo. Orifício de saída posterior no 5º EIC esquerdo. Chega ao pronto socorro agitado, diaforético, frequência cardíaca de 135bpm, PA 78x56mmHg. O que a imagem mostra e qual é a conduta? (A) Hemopericárdio – toracotomia (B) Líquido livre perihepático – laparotomia exploradora (C) Ruptura esplênica – tomografia computadorizada (D) Hemopericárdio – punção de Marfan 98- Menina de 23 anos sofreu ferimento por arma branca no hipocôndrio direito. Chegando ao hospital sozinha caiu na entrada da emergência. Foi intubada e realizado o FAST abaixo. Qual a próxima conduta levando em consideração o FAST. (A) A linha hiperecoica analisada na imagem indica a presença de sangue na cavidade. (B) O FAST é negativo pois não há presença de líquido no espaço hepatorenal dessa forma deve ser investigado outro foco de sangramento. (C) O FAST é negativo, o que exclui definitivamente a presença de sangramento intra-abdominal.. (D) O paciente deve ser levado prontamente para laparotomia exploradora 99- Paciente de 25 anos, queda de moto seguido de atropelamento, no local esta consciente, foi atendido pelo SAV, no pronto socorro está intubado, ventilação mecânica, recebeu 1000 ml de SF, pulso 144, PA 70x40, o exame torácico é normal, pelve instável, toque retal sem alterações, o FAST é duvidoso pela distribuição gasosa, instabilidade da pelve, fratura de ambas as tíbias, pulsos distais presentes, iniciada transfusão com 2 bolsas de concentração de hemácias, não apresentou melhora hemodinâmica, radiografia confirmou a fratura de pelve e de membros inferiores, o que devemos fazer a seguir? (A) Administar ringer lactato para manter a diurese, (B) Repetir volume de ringer lactato (C) Iniciar 2l de cristaloide (D) Iniciar protocolo de transfusão maciça, ácido trenaxamico nas primeiras 3 horas, droga vasoativa, fixar a pelve e realizar tamponamento 100- Mulher de 37 anos, da entrada na unidade de trauma, após ferimento por queda de 5 metros, presença de MV+ a esquerda e abolido a direita, FR 36, sat 67% em ar ambiente, FC elevada e PA limítrofe. Paciente refere dor em linha media na coluna cervical, sem crepitação. Qual é a prioridade nesse caso? (A) Procurar sinais de hemorragia (B) Realizar drenagem de tórax (C) Colocar o colar cervical. (D) Intubar o paciente. 101 Homem de 38 anos vem por transporte aeromédico, com FAF abdômen. Estava estável com ECG 14, PA 160x140, FC: 140, fez 1000ml de ringer EV, analgesia. O transporte demorou 1h. No seu atendimento: colar cervical bem colocado, paciente comunicativo no momento, saturando bem, tórax normal, PA 70x50, FC 130. Orifício de entrada em abdômen anterior, pelve estável, FAST positivo, Glasgow 14, sem outras lesões. Qual a conduta? (A) Videolaparoscopia diagnóstica (B) Laparotomia exploratória (C) TC de abdome com contraste (D) Protocolo transfusão maciça, avaliar conduta conforme resposta hemodinâmica 102- Sobre o Choque Neurogênico, assinale a alternativa INCORRETA: (A) Hipotensão e bradicardia são manifestações clínicas clássicas. (B) O nível da lesão deve ser T6 ou acima. (C) O tratamento adequado é a reposição volêmica, vasopressores e atropina, conforme indicações, e a pesquisa por sangramento ocultos/assintomáticos. (D) É equivalente a Choque Medular 103- Paciente feminina, 41 anos, sem comorbidades, trabalhava como Bombeira Militar em atendimento a incêndio do Mercado Público de Porto Alegre quando parede do prédio caiu sobre ela em meio às chamas. Removida do local pelos colegas de equipe e levada a local seguro. À avaliação na cena pelo médico do APH, apresentava-se com rouquidão e queimadura de pelos da face, queimaduras em ambas as coxas, todo tórax anterior e posterior e todo abdômen, apresentava significativa dispneia com frequência respiratória de 38 irpm, pressão arterial de 90/72 e frequência de pulso de 110 bpm. Sobre esse quadro citado, assinale a alternativa INCORRETA: (A) A paciente está com sinais clínicos de comprometimento da via aérea por queimadura e deveria ter sido intubada antes de ser retirada do prédio em que trabalhava para reduzir o risco de complicações. (B) Falava sobre o protocolo de hidratação em pacientes queimados (C) A intubação orotraqueal dessa paciente pode ser difícil e uma via aérea cirúrgica pode ser necessária. (D) A antibioticoterapia profilática não é indicada em toda queimadura de pele. 104- Sobre o tórax instável, marque a alternativa FALSA, de acordo com o ATLS: (A) O tratamento adequado é a estabilização ventilatória com analgesia, hidratação adequada, manejo escalonado de via aérea. (B) Geralmente, o paciente apresenta contusão pulmonar associada. (C) Ocorre na presença de fraturas de 03 ou mais arcos costais em pelo menos 0 pontos distintos de cada arco costal. (D) Atelectasias pulmonaressão complicações comuns 105- Quanto às medidas auxiliares em identificação e tratamento de injúrias na avaliação primária do paciente traumatizado podemos citar as seguintes, EXCETO: (A) Sonda Gástrica (B) Monitor Eletrocardiográfico Tanto a endoscopia quanto a TC não fazem parte da avaliação primária, é possível fazer recurso com a questão, acredito que eu marcaria TC. (C) Endoscopia (D) Tomografia Computadorizada 106- Paciente 18 anos sofreu queda da própria altura. ABCDE do ATLS feito abaixo: A- Via aérea pérvia, sem cervicalgia, sat 80% B- Dispneico, assimetria de expansão torácica, MV ausente à direita, sem turgência jugular, FR 32 C- Ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas, tec 4 seg, PA 80/60mmHg, FC 120 e sem sangramentos externos D- ECG 14 E- Escoriação leve em dorso. Qual a conduta mais adequada? (A) Suporte de 02 e Raio X de tórax (B) Realizar ECG, oximetria, exames laboratoriais e analisar encaminhamento para cirurgia geral (C) Toracostomia à direita (D) Ringer lactato até 1000ml, se não responder realizar transfusão de sangue maciça 107-Ferimento por arma branca em hipocôndrio direito. Sem sinais de irritação abdominal, PA 130/82, sat 99 e tec2s (A) FAST (B) Drenagem torácica (C) Laparotomia exploradora (D) Videolaparoscopia e videotoracoscopia 108- Quanto a realização da intubação orotraqueal no paciente em trauma. (A) Hiperextensão cervical para alinhamento dos eixos de via aérea (B) A manobra de Sellick é eficiente para evitar broncoaspiração, sendo indispensável nesse paciente (C) É uma via aérea difícil até que se prove o contrário (D) O Bougie não pode ter contato com a traqueia por risco de lesão. 109 - Um paciente com 45 anos, vítima de colisão automobilística do tipo auto vs anteparo (muro) com velocidade aproximada de 60 km/h, foi trazido à unidade de emergência pelo serviço de resgate préhospitalar em prancha rígida e com colar cervical. Relata que estava utilizando cinto de segurança e que o air-bag foi acionado. Nega qualquer sintomatologia no momento. Na avaliação primária, feita na chegada do paciente à sala de emergência, registram-se: vias aéreas pérvias, exame respiratório normal, frequência respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 × 90 mmHg. Além disso, apresentou exame neurológico sumário normal, Escala de Coma de Glasgow de 15 e ausência de lesões externas aparentes. Em relação à imobilização da coluna desse paciente, a conduta mais adequada é: (A) Solicitar radiografias de coluna cervical AP e perfil, com visualização até C7; caso as radiografias demonstrem normalidade, autorizar a retirada do colar cervical e da prancha rígida. (B) Retirar o colar cervical e manter o paciente em observação, com imobilização na prancha rígida por mais seis horas, e retirar a prancha caso o exame físico da coluna e o exame neurológico estejam normais. (C) Manter o paciente com colar cervical e em prancha rígida em observação por doze horas e, após esse período, repetir exame neurológico, retirando o colar e a prancha rígida caso o exame indique normalidade. (D) Executar o rolamento "do corpo em bloco" mantendo a cabeça do paciente em posição neutra, e proceder ao exame físico da coluna e exame neurológico, retirando o colar e a prancha rígida caso os exames indiquem normalidade 110- Um paciente, vítima de acidente de moto contra anteparo fixo a 60 km/h, com capacete, foi levado pelos bombeiros à sala de trauma, em prancha longa e com colar cervical. Ao exame físico, apresentava frequência cardíaca (FC) de 110 bpm, pressão arterial (PA) de 100 mmHg × 70 mmHg, bacia estável, fratura exposta em coxa direita, com sangramento e pulsos distais de membro inferior direito diminuídos; havia presença de sangue em orofaringe. Chegou com olhos fechados, porém os abre ao ser chamado pelo nome. Localiza dor quando avaliada sua movimentação e expressa palavras desconexas e confusão mental. Tem equimose palpebral bilateral. À ausculta respiratória, os murmúrios vesiculares são presentes; sem ruídos adventícios. Nesse caso hipotético, a sequência mais adequada para identificação e resolução dos problemas desse paciente, segundo os preceitos da avaliação primaria do ATLS, é: (A) Intubação orotraqueal, uma vez que o Glasgow é 8, acesso venoso periférico em membros superiores com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, ligadura dos vasos que apresentam sangramento na fratura exposta. (B) Intubação nasotraqueal, uma vez que tem sangue na orofaringe, acesso venoso central com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, tamponamento com curativo de sangramento da fratura exposta. (C) Aspirar sangue da orofaringe e aporte de oxigênio sob máscara a 12 L/min, acessos venosos periféricos em membros superiores com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, alinhamento de membro inferior direito fraturado na tentativa de melhorar sua perfusão e tamponamento do sangramento da fratura exposta com curativo. (D) Intubação orotraqueal, uma vez que Glasgow é 10, dissecção de veia safena do membro não fraturado (esquerdo) e início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, ligadura dos vasos com sangramento da fratura exposta. (E) Aspirar sangue de orofaringe e aporte de oxigênio sob máscara a 12 L/min, acesso venoso central com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, tamponamento do sangramento dos vasos da fratura exposta com curativo. 111- No manejo do paciente que sofreu um trauma físico, utiliza-se as diretrizes preconizadas pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS). Com base nisso, considere hipoteticamente que um paciente de 38 anos de idade chegou ao pronto-socorro com história de ter sido atropelado por um automóvel. Ao exame físico, encontrava-se visivelmente agitado e com hemorragia moderada oriunda de ferida extensa na perna direita. Quanto à prioridade no atendimento a esse paciente, é correto afirmar que se deve: (A) Realizar radiografia do tórax e da perna direita. (B) Garantir uma via aérea pérvia. (C) Infundir líquido venoso para repor a perda sanguínea. (D) Controlar a hemorragia da perna direita. (E) Infundir antibiótico para prevenir infecção na ferida da perna direita. 112- Um homem de 35 anos de idade foi levado ao pronto-socorro após ter sido atropelado por uma moto. Seus dados de avaliação inicial eram os seguintes: vias aéreas pérvias; colar cervical colocado adequadamente; paciente eupneico; expansibilidade torácica preservada e simétrica; murmúrio vesicular presente bilateralmente; paciente consciente e corado; frequência cardíaca de 88 bpm; pulso radial amplo e cheio; tempo de enchimento capilar de 2 segundos; escala de coma de Glasgow 15; pupilas isocóricas e fotorreagentes; fratura exposta imobilizada e alinhada na perna esquerda. A avaliação secundária não mostrou nenhuma outra alteração, exceto a do membro inferior esquerdo e escoriações superficiais pelo corpo. Considerando-se esse caso hipotético, é correto afirmar que o colar cervical (A) Pode ser retirado do paciente independentemente da realização de outro exame, por se tratar de trauma exclusivo no membro inferior. (B) Pode ser retirado do paciente, desde que ele não tenha dor à palpação nem à movimentação da coluna cervical, não havendo necessidade de realizar outro exame. (C) Somente pode ser retirado desse paciente após a realização de exame de imagem que exclua lesão cervical. (D) Somente pode ser retirado desse paciente após a realização de exame clínico de ortopedista. (E) Somente pode ser retirado desse paciente após a realização de exame clínico de neurocirurgião. 113- Sobre a avaliação primária de adultos vítimas de politrauma, analisar os itens abaixo: I. Pacientes com escala de comade Glasgow menor ou igual a 8 na admissão irão necessitar de intubação orotraqueal para proteção de via aérea. II. A reposição volêmica inicial deve ser feita com 1L de solução cristaloide aquecida. Infusões maiores do que 1,5L de cristaloide isolado devem ser evitadas quando há evidência de hemorragia ativa. III. O maior benefício do uso de ácido tranexâmico dá-se naqueles pacientes que foram previamente transfundidos e que receberam o tratamento na primeira hora do trauma. Está(ão) CORRETO(S): (A) Somente o item II. (B) Somente os itens I e II. (C) Somente os itens I e III. (D) Todos os itens. 114- São preditores de via aérea difícil: (A) Mallampati II. (B) Distância interincisivos >6cm. (C) Pescoço longo e com circunferência pequena. (D) Aumento da extensão atlanto-occiptal. (E) Distância esternomentoniana 115- A respeito da correta exposição do paciente na avaliação primária do atendimento ao politraumatizado, assinale a alternativa incorreta. (A) Deve-se retirar toda a roupa do paciente. (B) Deve-se rodá-lo em bloco, idealmente com dois auxiliares, e prestar atenção em seu dorso, procurando outras lesões. (C) Nos ferimentos penetrantes por arma de fogo, deve-se sempre se preocupar com orifícios de entrada e saída que possam ajudar a entender os trajetos. (D) Em pacientes queimados, a retirada das roupas ajuda a cessar o processo de queimadura. (E) A prevenção de hipotermia só tem valor nos locais de clima frio caso a sala de trauma não seja aquecida adequadamente. 116- Homem de 21 anos, vítima de acidente com motocicleta, dirigia sem capacete. Exame físico: múltiplas escoriações e lacerações em crânio, face e tórax, abertura ocular ausente, emissão de sons incompreensíveis e flexão dos membros superiores ao estímulo de dor, murmúrio vesicular abolido em hemitórax direito, pulso fino, FC 130 bpm, PA 70/40 mmHg. As hipóteses diagnósticas e a conduta inicial são: (A) Choque hemorrágico, hemotórax e/ou pneumotórax, trauma cranioencefálico grave; garantir via aérea definitiva. (B) Choque hemorrágico, hemotórax e/ou pneumotórax, trauma cranioencefálico moderado; drenagem torácica à direita. (C) Choque neurogênico, atelectasia do pulmão direito, trauma cranioencefálico grave; garantir via aérea definitiva. (D) Choque neurogênico, atelectasia do pulmão direito, trauma cranioencefálico moderado; drenagem torácica à direita 117- Ao presenciar uma colisão de automóvel de passeio x traseira de caminhão numa via movimentada (velocidade máxima 70km/h), um médico socorrista decide parar para ajudar. Ao chegar à cena do acidente, nota que o motorista do automóvel apresenta pulsa central, não abre os olhos ao chamado, balbucia palavras inapropriadas e retira o membro ao estímulo doloroso, além de apresentar movimento paradoxal do tórax. A conduta inicial deve ser: (A) lntubar o paciente já que apresenta um Glasgow <8 (B) Administrar 02 suplementar pela presença de tórax instável; (C) Colocar colar cervical e realizar intubação nasofaríngea; (D) Puncionar dois acessos venosos calibrosos periféricos e iniciar cristaloide; (E) Sinalizar a via de tráfego. 118- Um paciente de 22 anos de idade foi levado ao pronto-socorro pelo resgate, por trauma. O paciente foi vítima de agressão, com múltiplos golpes pelo corpo. Em sua avaliação inicial: grande quantidade de sangue em nariz e boca; desvio da mandíbula à abertura da boca; murmúrio vesicular diminuído à esquerda, com hipertimpanismo; FR de 24 irpm; sat. de O₂ de 93%; FC de 110 bpm; PA de 110 x 70 mmHg; sangramento ativo em ferimento cortocontuso em membro superior direito; pupilas isofotorreagentes; escala de coma de Glasgow igual a 14; e escoriações em membro superior esquerdo, membros inferiores, tórax e dorso. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a primeira conduta a ser adotada. (A) Drenagem do hemitórax à esquerda (B) Punção de alívio em hemitórax, à esquerda (C) Colocação de colar cervical e intubação orotraqueal (D) Transfusão de concentrado de hemácias (E) Radiografia de tórax e pelve 119- Mulher, 21 anos, vítima de atropelamento em via pública, chega ao pronto-socorro em prancha longa e com colar cervical e já entubada na cena, pelo socorrista, devido à alteração do nível de consciência (escala de coma de Glasgow 6). Na sala de emergência, os parâmetros da paciente são: pressão arterial 90 x 60 mmHg, saturação de 89% em ar ambiente e pulso de 128 bpm. A ausculta pulmonar mostra murmúrio vesicular diminuído em todo hemitórax esquerdo. Não há desvio de traqueia e estase jugular. Em relação à via aérea, o próximo passo deverá ser: (A) Punção torácica no 2º espaço intercostal esquerdo, altura da linha hemiclavicular. (B) Drenagem torácica no 4º espaço intercostal esquerdo. (C) Realização de radiografia de tórax em PA na sala de emergência. (D) Aumentar a oferta de O₂ e o PEEP (pressão positiva expiratória final. (E) Checar intubação orotraqueal. 120- Na avaliação primária pré-hospitalar de um homem de 32 anos, que sofreu colisão de moto e encontra-se caído em via pública, observa-se que ele apresenta respiração paradoxal à direita, dificuldade respiratória, escoriações de membro superior esquerdo e deformidade no terço médio do fêmur esquerdo. Das alternativas a seguir, qual deverá ser a primeira medida no atendimento ao paciente? (A) Realizar a ausculta torácica, para diagnosticar precocemente pneumotórax hipertensivo. (B) Garantir permeabilidade das vias aéreas e administrar oxigênio por máscara facial a 10 L/min. (C) Alinhar e tracionar o membro inferior esquerdo e aplicar o tracionador de fêmur para estabilizar a fratura. (D) Proceder semiologia torácica e drenagem imediata do hemitórax direito sob selo d’água. (E) Instalar dois acessos venosos em veias do antebraço e administrar 1000 mL de solução cristaloide 121- Em relação à avaliação de um paciente politraumatizado, podemos afirmar que: (A) A ultrassonografia não é utilizada na sala de trauma, uma vez que se trata de exame pouco sensível e pouco específico. (B) Murmúrio vesicular abolido e percussão hipertimpânica, a principal hipótese é de hemotórax. (C) A alteração do nível de consciência é bastante prevalente. Se pontuação na escala de Glasgow < 10, indica-se intubação orotraqueal. (D) A avaliação se inicia pela inspeção de vias aéreas, de sua perviedade e da capacidade de oxigenação. 122- Paciente vítima de queda de moto há instantes, apresenta à admissão, no pronto atendimento, deformidade na perna esquerda, com laceração profunda de mais de 1cm na mesma região, sem sangramento importante. Ao exame, PA: 120x80mmHg e FC: 80bpm. Dentre as opções abaixo, assinale a alternativa ERRADA: (A) Avaliação do estado neurovascular do membro deve ser realizada também após a utilização de talas ou o realinhamento do membro (B) Deve-se fazer profilaxia para tétano, uma vez que o paciente tem risco aumentado (C) Durante a avaliação secundária, deve se realizar a imobilização da perna incluindo as articulações acima e abaixo da área suspeita de fratura (D) O exame radiográfico do membro inferior esquerdo deve ser realizado durante a avaliação primária 123- Um jovem de 17 anos deu entrada na UPA 24h levado por populares, após ser atingido por um projétil de arma de fogo na região do hipocôndrio esquerdo, acerca de 40 minutos. Os achados da avaliação primária mostram que ele está com fala confusa, ansioso, respiração rápida (FR = 27 irpm) e superficial, murmúrio vesicular presente bilateral, pele pálida, fria e úmida. O pulso radial não é palpável e há sangramento mínimo pela lesão abdominal, sem evidência de outro ferimento. Tem dor abdominal importante a palpação e o glasgow é 13 (3+4+6). O Hospital de referência em Trauma fica há 18 minutos de distânciae o SAMU 192 já foi acionado. Considerando o mecanismo do trauma e os achados da avaliação, qual a conduta inicial mais adequada para ser realizada na UPA para esse caso? (A) Estabelecer uma reanimação de controle de danos, ofertar oxigênio suplementar, reposição titulada de ringer lactato, dose inicial de ácido tranexâmico e aquecer o doente. (B) Realizar intubação orotraqueal, aplicar colar cervical, reposição volêmica de 2 litros de soro fisiológico aquecido, considerar drogas vasoativas e curativo oclusivo do ferimento. (C) Solicitar radiografia do tórax, abdome e pelve, uso do ultrassom à beira do leito, iniciar infusão de noradrenalina, iniciar reposição volêmica vigorosa de cristaloides e realizar ventilação assistida. (D) Verificar a resposta após infusão rápida de 1500 ml de cristaloide, ofertar oxigênio em alto fluxo, não realizar o ácido tranexâmico pelo tempo da lesão, curativo compressivo da lesão e agilizar a remoção pelo SAMU. 124- Vítima de queda de moto após colisão com auto, um rapaz de 23 anos é submetido a drenagem torácica à direita, por pneumotórax. Tem tórax instável, com contusão pulmonar. Não são achadas outras lesões. Após a drenagem, está lúcido, queixando-se de dor em hemitórax direito. Saturação de O2 com máscara: 92%; FR: 32 irpm; FC: 110 bpm; PA: 110 / 78 mmHg. Conduta, neste momento: (A) Intubação traqueal para ventilação com pressão positiva, após sedação (B) Analgesia, ventilação com pressão positiva não invasiva e antibioticoterapia. (C) Analgesia, fisioterapia respiratória e ventilação com pressão positiva não invasiva; evitar sobrecarga hídrica. (D) Intubação traqueal, fixação cirúrgica das costelas e hidratação venosa vigorosa. (E) Aumento do fluxo de oxigênio inspiratório, analgesia, hidratação venosa vigorosa e fisioterapia respiratória 125- Um jovem de 18 anos foi vítima de facada no epigástrio. Deu entrada no centro de trauma hipotenso e com veias distendidas no pescoço. A ausculta pulmonar mostrou murmúrio vesicular presente bilateralmente, ainda que a ventilação fosse superficial. Sequência mais apropriada de atendimento e tratamento: (A) Acesso venoso central – radiografia de tórax – FAST (focused assessment with sonography for trauma) – tipagem e prova cruzada para transfusão sanguínea. (B) Intubação traqueal – acesso venoso – FAST (focused assessment with sonography for trauma) – toracotomia. (C) Intubação traqueal – FAST (focused assessment with sonography for trauma) – janela pericárdica. (D) Acesso venoso – transfusão sanguínea – pericardiocentese. (E) Intubação traqueal – radiografia de tórax – FAST (focused assessment with sonography for trauma) – esternotomia mediana 126- No trauma de tórax, as condições de imediato risco de morte que devem ser identificadas e tratadas na fase de avaliação inicial são causadas, dentre outras por: (A) Pneumotórax hipertensivo. (B) Lesão esofágica. (C) Ruptura diafragmática. (D) Contusão pulmonar não associada a tórax instável 127- No atendimento ao traumatizado, além de todas as medidas que devem ser realizadas, é importante se evitar a ""triade letal"", formada por: (A) Hipotensão, taquicardia, e diminuição do débito urinário (B) Acidose, hipotermia e coagulopatia (C) Hipoxemia, hipóxia cerebral e hipoventilação (D) Coma, sangramento abdominal e alcalose respiratória 128- Homem, 20 anos de idade, vítima de trauma automóvel versus caminhão em via de alta velocidade, deu entrada no pronto-socorro trazido pelo resgate, com colar cervical e prancha rígida. Sinais vitais: frequência respiratória = 24 movimentos/minuto; saturação de O₂ = 88%, ar ambiente; pressão arterial = 100 x 80 mmHg e frequência cardíaca = 110 batimentos/minuto. Exame físico pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos à direita, percussão timpânica no mesmo local. Abdome com dor difusa à palpação profunda, sem sinais de peritonite. Exame neurológico com pupilas isocóricas e fotorreagentes, pontuação na escala de coma Glasgow = 8. Assinale a alternativa correta: (A) Exame de imagem com tomografia é fundamental e deve ser solicitado na avaliação primária do paciente. (B) Deve-se proceder imediatamente à drenagem de tórax com dreno tubular nº32 pela hipótese de hemotórax. (C) Considerando trauma de baixa energia, a investigação de possível fratura de pelve é desnecessária. (D) A prioridade inicial do atendimento deve ser garantir via aérea segura 129- Paciente de 22 anos, vítima de agressão, é trazido ao pronto socorro com múltiplas lacerações em face e crânio, um rebaixamento do nível de consciência e instável hemodinamicamente. Em relação ao manejo inicial deste paciente, assinale a assertiva que contenha a conduta inicial mais adequada para este paciente. (A) Intubação orotraqueal. (B) Via aérea cirúrgica – traqueostomia. (C) Iniciar protocolo de reanimação maciça. (D) Tomografia computadorizada de crânio. (E) Via aérea cirúrgica – cricotireoidostomia. 130- Considere o seguinte caso clínico: Paciente, sexo masculino, 30 anos, vítima de colisão auto x auto, frontal, de alta energia, chega ao pronto-socorro trazido por populares. O exame inicial indica: a) vias aéreas não pérvias, dificuldade de fala, sem colar cervical e sem tábua rígida; b) expansibilidade torácica diminuída à esquerda, MV diminuído à esquerda, maciço à percussão em hemitórax esquerdo e presença de enfisema subcutâneo abaixo da linha mamilar esquerda, saturação de 88%, O₂ em 5 L/min; c) bulhas cardíacas rítmicas normofonéticas sem sopros, FC de 133 bpm, PA inaferível, pulsos periféricos ausentes e entrais cheios, abdome flácido globoso com equimose horizontal abaixo da cicatriz umbilical, pelve estável; d) Glasgow 10 (4 + 1 + 5), pupilas isocóricas e foto-reagentes; e) múltiplos ferimentos cortocontusos em face; fratura nasal com exposição de cartilagem e sangramento ativo, equimose horizontal abaixo da cicatriz umbilical, em todo abdome e diagnonal no ombro esquerdo até crista ilíaca direita. Em relação ao paciente, considere as seguintes afirmativas: 1. A primeira medida a ser tomada deve ser a intubação orotraqueal. 2. Após a intubação orotraqueal, o paciente deve ser submetido à drenagem torácica fechada à esquerda. 3. Deve-se administrar de 1-2 litros de cristaloides em acesso venoso periférico calibroso e avaliar a resposta hemodinâmica; caso não apresente melhora, deverá ser submetido a transfusão sanguínea de sangue não- tipado. 4. Devido à instabilidade hemodinâmica, o FAST (Focused Abdominal Ultrassonography in Trauma) não é indicado. Assinale a alternativa correta. (A) Somente a afirmativa 4 é verdadeira. (B) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. (C) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. (D) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. (E) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 131- Judite, 63 anos, foi vítima de um atropelamento, sendo atingida na cabeça, no tronco e pernas. Ao exame, Judite encontrava-se confusa, porém capaz de localizar as regiões dolorosas, e com abertura ocular apenas ao chamado (Glasgow = 12 pontos). Apresenta-se taquipneica, com cefaleia e irritabilidade. A conduta inicial mais adequada, nesse caso, é: (A) Imobilizar a paciente com colar cervical e observá-la, aguardando a evolução do quadro clínico para avaliar a conduta (B) Imobilizar a paciente com colar cervical; garantir a manutenção das vias aéreas; e proceder à entubação orotraqueal imediatamente, pois, trata-se de uma paciente com TCE grave (C) Imobilizar a paciente com colar cervical; garantir a manutenção das vias aéreas; realizar punção venosa periférica; e infundir solução fisiológica EV, além de realizar analgesia e observação da paciente (D) Imobilizar a paciente com colar cervical; garantir a manutenção das vias aéreas; realizar analgesia, se necessário; e solicitar transferência imediatada paciente a um serviço de urgência/emergência para avaliação complementar com exame de imagem e da neurocirurgia 132- A sistematização no atendimento pré-hospitalar e hospitalar são capazes de reduzir a morbiletalidade associada aos pacientes vítimas de traumatismos, nesse contexto, a avaliação e atendimento iniciais padronizados são essenciais para otimização de resultados. Conforme as recomendações do Suporte de Vida Avançado no Trauma (ATLS®) uma sequência lógica de avaliações, condutas e procedimentos têm prioridades no atendimento hospitalar inicial dos politraumatizados. Assinale a alternativa CORRETA que contempla essas recomendações: (A) A permeabilidade das vias aéreas é garantia de uma ventilação e respiração adequadas e dispensa a ausculta respiratória na avaliação inicial do paciente politraumatizado. (B) A avaliação da permeabilidade das vias aéreas e o controle da coluna cervical têm prioridade em relação à análise do status neurológico em pacientes com trauma cranioencefálico contuso nas vítimas de acidentes com motocicletas. (C) O choque cardiogênico destaca-se como a principal causa de mortalidade imediata nos pacientes vítimas de trauma torácico, portanto, a avaliação do status cardiovascular tem prioridade em relação à permeabilidade das vias aéreas nesses pacientes. (D) A traqueostomia cervical é preferível à cricotiroideostomia para a maioria dos pacientes politraumatizados que demandam uma via aérea cirúrgica, pois é um procedimento mais rápido e com menor risco de hemorragia que a cricotiroideostomia. 133- Um homem de 40 anos é levado à Emergência após acidente de trânsito. Apresenta Glasgow 11, escoriações no flanco direito e fratura exposta na perna direita com sangramento ativo. Ao exame: PA: 80 x 60 mmHg, FC: 135 bpm e FR: 30 irpm. Não se palpam pulsos distalmente à fratura. No atendimento deste paciente, qual a primeira medida a ser adotada? (A) Reposição volêmica com 1.000 mL de solução cristaloide. (B) Expor completamente o paciente. (C) Alinhar fratura para controle de sangramento. (D) Realização intubação orotraqueal para garantir via aérea pérvia. (E) Compressão do sangramento 134- Assinale a alternativa correta, com relação ao atendimento inicial do paciente traumatizado: (A) Pneumotórax hipertensivo deve ser reconhecido na observação primária, e a confirmação radiográfica é necessária para o tratamento prioritário (B) São indicadores de choque no paciente traumatizado, dentre outros, bradicardia, agitação e pulsos distais fracos (C) Sangramento intra-abdominal em paciente hemodinamicamente estável justifica a laparotomia de emergência (D) A ultrassonografia abdominal focada no trauma (FAST e o Lavado Peritoneal Diagnóstico 135- Paciente de 45 anos, sexo masculino, vítima de atropelamento por carro há uma hora, é conduzida por familiares, a unidade hospitalar com suporte para atendimento ao paciente politraumatizado. No momento da admissão apresenta-se consciente, taquipneico, com sinais visíveis de lesões contusas e hematomas em hemitórax esquerdo, sem sangramento ativo. De acordo com o Advanced Trauma Life Suport, qual é a primeira conduta que será realizada no atendimento desse paciente? (A) Toracocentese de alívio em segundo espaço intercostal esquerdo. (B) Toracostomia com drenagem em selo d'água no quinto espaço intercostal direito. (C) Avaliação da via aérea com restrição do movimento da coluna cervical. (D) Pericardiocentese com abordagem subxifoide 136- Um jovem motociclista de 19 anos se envolve em uma colisão com um ônibus no cruzamento que fica cerca de 20 minutos do Hospital de Emergência Terciário de referência às vítimas de trauma. Ele usava corretamente o capacete e estava confuso, agitado, expressando muita dor, com pele pálida, fria e úmida na cena. O que chama atenção é uma grave lesão de amputação traumática da perna esquerda ao nível do joelho com muito sangue no asfalto. Populares aplicaram um torniquete improvisado pouco tempo depois e chamaram o SAMU 192. De acordo com a nona edição do Prehospital Trauma Life Support (PHTLS), qual a primeira ação da equipe de Suporte Avançado de Vida do SAMU 192 na avaliação primária do atendimento inicial à essa vítima? (A) Colocar curativo compressivo. (B) Iniciar analgesia endovenosa com opioides. (C) Confirmar se o torniquete foi aplicado corretamente. (D) Verificar a permeabilidade da via aérea e controle cervical 137- Motociclista, 24 anos de idade, sem capacete, sofre traumatismo cranioencefálico ao ser atingido por um carro. Chega ao HUSE em protocolo de imobilização. Inconsciente, não responde a estímulos verbais ou dolorosos e não mexe os membros. A PA é de 70 X 60 mmHg, a FC de 40 batimentos por minuto e com SatO2: 95% com suplementação de O2 por máscara. O primeiro passo no tratamento deste paciente é: (A) Obter via aérea definitiva. (B) Fazer tomografia computadorizada de crânio. (C) Fazer raio X de perfil de coluna cervical. (D) Iniciar a administração de cristaloide aquecido através de duas veias calibrosas. (E) Iniciar drogas vasoativas pois parece ser um choque neurogênico por TRM 138- Paciente do sexo feminino, 19 anos de idade, deu entrada no serviço de emergência, após um acidente automobilístico, com múltiplas fraturas ósseas, dor abdominal e dor torácica. A paciente está lúcida, mucosas hipocoradas +/4+, PA de 120/70 mmHg e apresentando dispneia intensa associada com cianose de lábios e ungueal. A oximetria digital revelou saturação de O₂ de 70 mmHg. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA. (A) Tomografia de tórax e abdome imediata. (B) Intubação traqueal e ventilação. (C) Drenagem torácica imediata com aspiração. (D) Heparinização terapêutica e encaminhamento ao CTI. 139- Uma equipe de resgate do SAMU é acionada para atender uma vítima de acidente de Jet Ski que, após colisão frontal, apresenta trauma facial grave. O paciente apresenta-se com rosto desfigurado e há grande quantidade de sangue saindo pelos ferimentos da face. Ele emite sons de difícil compreensão devido à dificuldade de respirar, por aspiração constante de sangue. O paciente é colocado na maca com proteção cervical. Apesar da grande deformidade da mandíbula, é possível observar afundamento do palato, sangue e fragmentos ósseos na cavidade oral e edema de glote. Há líquido claro e sangue que se exterioriza através do nariz. O paciente está pálido e com extremidades cianóticas. Que medida deve ser tomada imediatamente para esse paciente? (A) Traqueostomia. (B) Cricotireoidostomia. (C) Intubação nasotraqueal. (D) Intubação orotraqueal com Bougie. 140- Mulher de 77 anos, vítima de queda de escada, deu entrada do pronto-socorro (trazida por familiares) inconsciente. PA = 130 95 mmHg, FC = 72, FR = 16, Sat. O₂ de 88%, com sinal de fratura mandibular e trauma contuso em calota craniana (região parietal direita). Sinal de Guaxinim e da Batalha presentes. A sequência mais indicada de técnicas para uma via aérea definitiva nesse caso é: (A) Após aspiração de secreções e remoção de corpos estranhos, indicar máscara laríngea de alto fluxo. (B) Manobra de Jaw Thrust, remoção de corpos estranhos, seguida de cricotireoidostomia por punção. (C) Ventilação inicial com ambu-máscara e O₂ 15 L/min, seguida de intubação nasotraqueal. (D) Indicar intubação orotraqueal com uso de fio guia, com flexão da coluna cervical para facilitar o acesso. (E) Pela dificuldade de obter via aérea pela intubação orotraqueal, indicar via aérea cirúrgica por cricotireoidostomia. 141- Paciente de 32 anos, masculino, foi vítima de ferimento por arma de fogo de grande calibre em face. Apresenta-se na urgência com quadro de franca dispneia, e sangramento facial volumoso, com evidentes fraturasde maxila e mandíbula e grande avulsão tecidual da face. Qual deve ser a conduta nesse momento? (A) Intubação nasotraqueal. (B) Intubação orotraqueal. (C) Traqueostomia. (D) Cricotireoidostomia cirúrgica. (E) Máscara laríngea 142- Um jovem de 20 anos, vítima de acidente de trânsito com colisão frontal, foi arremessado com a região cervical em direção ao volante do carro. Na admissão, apresenta franca insuficiência respiratória, rouquidão, enfisema subcutâneo, dor e crepitação em região cervical anterior. Na avaliação inicial deste paciente, após o insucesso na tentativa de intubação orotraqueal, a melhor maneira de manter e garantir uma via aérea pérvia é através de: (A) Combitube. (B) Traqueostomia. (C) Cricotireoidostomia cirúrgica. (D) Cricotireoidostomia por punção 143- Paciente vítima de colisão moto anteparo fixo, sem capacete, há cerca de 30 minutos, trazido pelo Samu para a emergência do hospital metropolitano, imobilizado em prancha longa e com colar cervical, inconsciente, ventilando com ambu e guedel, com bastante sangue em face e boca, restos de vômito na boca, PA= 100x60 mmhg, FC=115 bpm, FR=28Rpm. O próximo passo é: (A) colocação de máscara laringea. (B) Intubação orotraqueal. (C) Traqueostomia. (D) Cricotiroidostomia. (E) Ventilação com máscara facial com reservatório a 12 litros/min. 144- A Intubação Orotraqueal (IOT) é um procedimento médico que visa estabelecer o controle definitivo da via aérea. A IOT NÃO é indicada em: (A) Insuficiência respiratória aguda grave e refratária. (B) Escala de Coma de Glasgow (GCS ≤ 8) (C) Transecção de traqueia. (D) Instabilidade hemodinâmica grave ou parada cardiorrespiratória 145- Um paciente foi levado pelo resgate ao pronto-socorro, com colar cervical e em prancha rígida, após colidir com o seu carro contra um poste. Estava alcoolizado e não usava cinto de segurança. No local, foi visto o sinal do alvo no vidro dianteiro do carro. Ao exame físico de entrada, encontrava-se arresponsivo, com respiração ruidosa e oximetria de pulso marcando 85% de saturação de oxigênio. Tinha equimose periorbitária bilateral, lacerações na face e provável fratura de ramo direito da mandíbula. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta imediata. (A) Intubação orotraqueal (B) Intubação nasotraqueal (C) Cricotireoidostomia por punção (D) Cricotireoidostomia cirúrgica (E) Traqueostomia Highlight 146- A cricotireoidostomia tem sido aceita como via aérea de emergência cirúrgica preferida no cenário ""não consegue intubar, não consegue ventilar"" por sua simplicidade técnica e rapidez de execução. Qual a principal complicação da cricotireoidostomia? (A) Estenose subglótica (B) Lesão aguda de esôfago. (C) Sangramento intenso. (D) Pneumomediatisno. 147- A entrega inadequada de sangue oxigenado para o cérebro e outras estruturas vitais é a causa mais rápida de óbito de pacientes politraumatizados. Existem muitas estratégias e opções de equipamentos para o manejo das vias aéreas nestes pacientes. Em relação a estas estratégias, analise as assertivas abaixo: I) Uma via aérea definitiva é definida como colocação de tubo na traquéia, com o balonete insuflado, conectado a uma forma de ventilação assistida enriquecida com oxigênio. II) Lesões cervicais penetrantes podem causar lesão vascular com hematoma significativo, que pode resultar em deslocamento e obstrução das vias aéreas III) A presença de sinais significativos de queimaduras de vias aéreas indica para o estabelecimento de uma traqueostomia para ventilação e toalete brônquica. IV) A cricotireoidostomia por punção permite a ventilação adequada do paciente por longos períodos, porém não previne a broncoaspiração. Estão corretas as assertivas (A) I apenas. (B) I e II apenas. (C) III e IV apenas. (D) II, III e IV apenas (E) Todas assertivas estão corretas 148- ) No atendimento ao politraumatizado, a intubação orotraqueal precoce deve ser realizada: (A) Somente na presença dos sinais clínicos de estridor e desconforto respiratório. (B) Na fratura maxilo-facial grave para prevenir aspiração por hemorragia. (C) Somente com oximetria anormal. (D) Nunca, pois a cricotireoídectomia é mais rápida e deve ser sempre feita antes da intubação orotraqueal 149- Um jovem de 30 anos de idade foi ejetado do veículo durante uma colisão automobilística. A caminho do serviço de emergência, a equipe do SAMU relata que a sua frequência cardíaca é de 125 batimentos/minuto, a pressão sanguínea é 85x45 mmHg, e a frequência respiratória é de 28 incursões/minuto. A vítima encontra-se confusa e seu re-enchimento capilar periférico está retardado. A via aérea está permeável, mas ela está em insuficiência respiratória, com distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e desvio da traqueia para a esquerda. Diante do quadro apresentado, qual é a melhor conduta a ser tomada de acordo com novos protocolos? (A) Hidratação vigorosa (B) Toracocentese de alívio no 2º EIC direito anterior (C) Intubação orotraqueal com pressão positiva (D) Toracocentese de alívio no 5º EIC lateral seguida de drenagem pleural à direita. (E) Toracocentese de alívio no 2º EIC anterior seguida de drenagem pleural à direita 150- Mulher, 27a, trazida para Unidade de Pronto Atendimento, vítima de incêndio, resgatada de ambiente fechado com muita fumaça, queixando-se de náusea e dor de cabeça. Exame físico: PA= 125x85 mmHg, FC= 94bpm, FR= 18irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 99%; neurológico: Escala de Coma de Glasgow= 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes. A CONDUTA É: (A) Oxigênio 100% em máscara sem reinalação. (B) Tratamento sintomático; hidratação. (C) Radiograma de tórax. (D) Hemograma, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina ativada 151- Um paciente está em atendimento na emergência de uma UPA após ter sido vítima de queda de andaime (6 metros). Após a estabilização hemodinâmica, o médico plantonista avalia o estado neurológico, verificando que o paciente abre os olhos apenas ao estimulo doloroso, emite sons incompreensíveis e apresenta rotação interna de MMSS e extensão de MMII ao estímulo doloroso. Em relação à escala de coma de Glasgow (ECG), assistência ventilatória e a conduta definitiva, assinale a alternativa correta: (A) ECG: 8, cânula orofaríngea e observação. (B) ECG: 6, intubação orotraqueal e transferência para um centro de trauma. (C) ECG: 3, oxigênio suplementar por máscara facial e transferência para um centro de trauma. (D) ECG: 7, intubação orotraqueal e transferência para um centro de trauma. 152- Jovem, 20 anos, chega a emergência trazido pelo corpo de bombeiros com sangramento nasal e oral profuso, fratura de mandíbula bilateral e apresentando insuficiência respiratória aguda pós acidente automobilístico com colisão frontal. O acesso à via aérea deve ser feito rapidamente com: (A) Intubação orotraqueal ESSA OU (B) Intubação Nasotraqueal (C) Cricotireoidostomia ESSA (Pelo sangramento) (D) Traqueostomia 153- São indicações de via aérea definitiva no trauma, EXCETO: (A) Oximetria de pulso abaixo de 90%. (B) Risco de bronco aspiração. (C) Queimadura de via aérea. (D) Escala de coma de Glasgow abaixo de 9. (E) Apneia 154- Homem de 50 anos, após queda de andaime de aproxidamente 9 metros de altura, chega em sala de emergência com trauma torácico importante, em franca insuficiência respiratória. A conduta imediata é: (A) Traqueostomia de urgência. (B) Cricotireoidostomia. (C) Intubação orotraqueal. (D) Drenagem de tórax fechada 155- Paciente feminina, 27 anos, vítima de espancamento há 30 minutos é trazida pelo resgate em prancha rígida, com colar cervical e cateter de oxigênio com 2 l/min. Apresentatrauma facial importante, hematoma periorbital bilateral e grande quantidade de secreções e sangue em orofaringe. Na ausculta pulmonar apresenta redução de murmúrio a direita, sem macicez, sem hipertimpanismo, com roncos de transmissão e hematomas em toda parede torácica anterior. Sinais vitais da admissão: PA: 110x50 mmHg, FC: 110bpm, Sat 85%, T: 34,9º. Mantém-se com abertura ocular ao estímulo de pressão/dor, confusa, localizando a dor aos estímulos dolorosos. Assinale a alternativa correta: (A) A paciente tem indicação de via aérea definitiva, pois apresenta quadro clássico de hematoma epidural com intervalo lúcido. (B) A paciente tem indicação de via aérea definitiva, pois se encontra comatosa (Glasgow score de 08). (C) A paciente necessita de via aérea definitiva, pois apresenta risco de aspiração de secreções da orofaringe. (D) A paciente deve, primeiro, ser expandida hemodinamicamente, com cristaloides, para posteriormente ser avaliada necessidade de via aérea definitiva 156- Um paciente com 25 anos, vítima de acidente motociclístico, apresenta trauma contuso toracoabdominal. No local do acidente, encontrava-se com pressão arterial sistólica de 90 mmHg e com frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto. Durante o transporte para o hospital, evoluiu com inconsciência, queda da pressão arterial sistólica para 60 mmHg e aumento da frequência cardíaca para 140 batimentos por minuto. Apresenta distensão de veias cervicais e murmúrio vesicular presente bilateralmente. Nesse caso, o manejo mais adequado para o paciente é: (A) Toracocentese e drenagem pleural fechada. (B) Manutenção de vias aéreas e pericardiocentese. (C) Intubação orotraqueal e ultrassonografia de tórax. (D) Cricotireoidostomia e toracotomia anterolateral esquerda. 157- Uma paciente com 26 anos, vítima de atropelamento em via pública, chega ao pronto-socorro com colar cervical, imobilizada em prancha longa. Foi entubada, no local do acidente, pelo médico socorrista, devido à alteração do nível de consciência (escala de coma de Glasgow: 6). Na sala de emergência, encontra-se com: pulso de 128 batimentos por minuto, pressão arterial de 90 × 60 mmHg, saturação de O2 de 89%, ventilada manualmente. A ausculta pulmonar está normal à direita, mas o murmúrio vesicular está muito diminuído em todo o hemitórax esquerdo. A paciente não apresenta desvio de traqueia nem estase jugular. Diante desse quadro, a primeira medida a ser tomada é: (A) Solicitar radiografia de tórax. (B) Checar a intubação traqueal. (C) Realizar toracocentese à esquerda. (D) Proceder a drenagem fechada de tórax à esquerda 158- Paciente politraumatizado após acidente motociclístico deu entrada gravíssimo à unidade de emergência, já intubado e apresentando enfisema subcutâneo em tórax, desvio traqueal para a esquerda, turgência jugular e murmurio vesicular abolido em hemitórax direito. Frequência cardíaca de 158 bpm, pressão arterial de 88/56 mmHg, saturação periférica de oxigênio de 89%, mesmo com alto fluxo de oxigênio. Observe as alternativas relacionadas ao quadro clínico do paciente e assinale a correta: (A) A radiografia de tórax é imprescindível para determinar o tratamento adequado. (B) O tratamento definitivo adquado para este paciente deve ser a punção com agulha no 5º espaço intercostal à esquerda. (C) O paciente apresenta choque grau IV e o tratamento a ser instituído de imediato consiste em hemotransfusão maciça. (D) A ventilação com pressão positiva é um fator de piora clínica deste paciente na presença de lesão da pleura visceral. 159- O trauma torácico é responsável por 25% das mortes dos politraumatizados. Embora o tratamento destes doentes seja realizado de maneira relativamente simples, ainda assim a mortalidade continua sendo alta. Em relação ao trauma torácico é correto afirmar: (A) Os doentes estáveis em que a drenagem de tórax é o tratamento definitivo são a minoria, perfazendo apenas 15% dos pacientes atendidos nessa condição. (B) A imensa maioria dos pacientes, em torno de 60% dos casos, chegam numa condição instável, com morte iminente e os recursos a serem utilizados são de alta complexidade como a toracotomia na sala de emergência. (C) Dentre as condições com risco imediato de vida estão os doentes ruptura diafragmática traumática, com herniação gástrica, laceração esofágica e contusão pulmonar. (D) Dentre as condições de potencial risco de vida estão os pacientes com pneumotórax hipertensivo e tórax instável com contusão pulmonar. (E) O Hemotórax traumático é uma condição de fácil diagnóstico, exercido através de um exame clínico cuidadoso e uma radiografia simples de tórax e tratado definitivamente, em sua imensa maioria, apenas com a drenagem intercostal. 160- Paciente, sexo masculino, 20 anos de idade, é trazido por populares, após ser vítima de trauma moto x anteparo, em via expressa, há 45 minutos. Dá entrada no Pronto-Socorro com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame, A. via aérea pérvia, colocado colar cervical, SatO₂:92%; B. murmúrios vesiculares bem distribuídos com diminuição em base esquerda, FR: 22ipm; C. bulhas rítmicas e normofonéticas, FC:112bpm, PA: 86x54mmHg, pulsos radiais assimétricos, abdome indolor à palpação, pelve estável e toque retal sem alterações; D. escala de coma de Glasgow: 7, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E. escoriações e dor à palpação em hemitórax esquerdo. Foi realizado radiografia de tórax na sala de emergência. De acordo com o caso e com o exame da imagem, indique a principal suspeita diagnóstica que justifique o quadro clínico. (A) Hemotórax. (B) Pneumotórax. (C) Tamponamento cardíaco. (D) Ruptura de aorta. 161- Um paciente, vítima de acidente de moto contra anteparo fixo a 60 km/h, com capacete, foi levado pelos bombeiros à sala de trauma, em prancha longa e com colar cervical. Ao exame físico, apresentava frequência cardíaca (FC) de 110 bpm, pressão arterial (PA) de 100 mmHg × 70 mmHg, bacia estável, fratura exposta em coxa direita, com sangramento e pulsos distais de membro inferior direito diminuídos; havia presença de sangue em orofaringe. Chegou com olhos fechados, porém os abre ao ser chamado pelo nome. Localiza dor quando avaliada sua movimentação e expressa palavras desconexas e confusão mental. Tem equimose palpebral bilateral. À ausculta respiratória, os murmúrios vesiculares são presentes; sem ruídos adventícios. Nesse caso hipotético, a sequência mais adequada para identificação e resolução dos problemas desse paciente, segundo os preceitos da avaliação primaria do ATLS, é: (A) Intubação orotraqueal, uma vez que o Glasgow é 8, acesso venoso periférico em membros superiores com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, ligadura dos vasos que apresentam sangramento na fratura exposta. (B) Intubação nasotraqueal, uma vez que tem sangue na orofaringe, acesso venoso central com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, tamponamento com curativo de sangramento da fratura exposta. (C) Aspirar sangue da orofaringe e aporte de oxigênio sob máscara a 12 L/min, acessos venosos periféricos em membros superiores com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, alinhamento de membro inferior direito fraturado na tentativa de melhorar sua perfusão e tamponamento do sangramento da fratura exposta com curativo. (D) Intubação orotraqueal, uma vez que Glasgow é 10, dissecção de veia safena do membro não fraturado (esquerdo) e início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, ligadura dos vasos com sangramento da fratura exposta. (E) Aspirar sangue de orofaringe e aporte de oxigênio sob máscara a 12 L/min, acesso venoso central com início de infusão de solução de ringer lactato aquecido, tamponamento do sangramento dosvasos da fratura exposta com curativo. 162- Um senhor de 62 anos, vítima de queda da própria altura apresenta fratura do terceiro e quarto arco costal, com hemo-pneumotórax a direita. Está no quinto dia de internação com drenagem tóracica e mantém a queixa de dor em arcos costais, principalmente durante a inspiração. Nas últimas 24 horas de internação, o débito do dreno foi de 65 ml e não há mais escape de ar no frasco. A conduta mais adequada seria: (A) Indicar videotoracoscopia para limpeza da cavidade tóracica (B) Retirar o dreno torácico e realizar radiografia tóracica de controle (C) Manter o dreno torácico e iniciar aspiração contínua do selo d água (D) Realizar nova drenagem torácica guiada com tomografia computadorizada 163- Homem, vítima de acidente automobilístico, é trazido ao Pronto Socorro de referência. Na admissão, apresenta insuficiência respiratória aguda súbita. Exame físico: PA=82x54mmHg; FC=133bpm; FR=34irpm; oximetria de pulso=88% (ar ambiente); presença de enfisema subcutâneo; turgência jugular; desvio de traqueia para a esquerda e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito. A CONDUTA É: (A) Solicitar radiograma de tórax. (B) Administrar 1.000mL de Ringer com lactato aquecido. (C) Solicitar tomografia computadorizada de tórax. (D) Realizar punção do espaço pleural. 164- No manejo do paciente que sofreu um trauma físico, utiliza-se as diretrizes preconizadas pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS). Com base nisso, considere hipoteticamente que um paciente de 38 anos de idade chegou ao pronto-socorro com história de ter sido atropelado por um automóvel. Ao exame físico, encontrava-se visivelmente agitado e com hemorragia moderada oriunda de ferida extensa na perna direita. Quanto à prioridade no atendimento a esse paciente, é correto afirmar que se deve (A) Realizar radiografia do tórax e da perna direita. (B) Garantir uma via aérea pérvia. (C) Infundir líquido venoso para repor a perda sanguínea. (D) Controlar a hemorragia da perna direita. (E) Infundir antibiótico para prevenir infecção na ferida da perna direita 165- O SAMU acaba de trazer um paciente vítima de atropelamento por caminhão. Paciente tem 21 anos e apresenta quadro de hipotensão, bradiarritmia e desregulação da temperatura. Diante desse quadro foi considerada a hipótese de choque neurogênico. A propósito do diagnóstico estabelecido, assinale a opção correta: (A) É uma consequência devastadora da lesão da medula espinhal, principalmente associada a lesão da coluna torácica baixa e lombar alta. (B) É clinicamente similar ao choque hipovolêmico. (C) Ocorre devido a perda súbita do tônus simpático, com função parassimpática preservada. (D) O choque neurogênico, caracteriza-se por perda de todos os controles neurais abaixo da lesão. 166- Homem, 21a, vítima de ferimento por projétil de arma de fogo em região toracoabdominal, é trazido ao hospital terciário por familiares. Exame físico: escala de coma de Glasgow=8; pupilas isofotorreagentes; PA=69x41mmHg; FC=142bpm; FR=24irpm; presença de orifício de entrada no 11° espaço intercostal na linha axilar anterior direita e orifício de saída no mesmo nível na região paravertebral direita. Restante sem alterações. Foram realizados: obtenção de via aérea definitiva e administração de 1.000mL de solução de Ringer com lactato aquecido. CONFORME O ATLS 10ª. EDIÇÃO A CONDUTA A SEGUIR É: (A) Toracotomia de reanimação. (B) Laparotomia exploradora. (C) Protocolo de transfusão maciça. (D) Administrar droga vasoativa. 167- Homem, 20 anos, vítima de acidente automobilístico em rodovia há 40 minutos, com trauma de crânio evidente, trazido pelo SAMU; chega à sala de trauma de um hospital terciário com intubação traqueal em razão do rebaixamento do nível de consciência. A equipe de atendimento pré-hospitalar informou que o paciente apresentava sinais de choque hipovolêmico e infundiu até a chegada ao hospital 1 litro de solução cristaloide. Exame físico: saturação de O₂ = 95%, FC= 140 bpm, PA = 80 x 60 mmHg, ECG = 3. Qual a melhor forma de tratar o choque hemorrágico deste paciente? (A) Infundir hemácias e plasma fresco em proporções altas, sem necessidade de aguardar exames laboratoriais e buscar foco de sangramento. (B) Infundir 1 litro de cristaloide, aguardar exames laboratoriais para iniciar transfusão hemácias e buscar foco de sangramento. (C) Infundir 1 litro de cristaloide, realizar hipotensão permissiva, iniciar transfusão de hemácias e buscar foco de sangramento. (D) Infundir hemácias, realizar hipotensão permissiva, aguardar exames laboratoriais para infundir plasma fresco e buscar foco de sangramento 168- Homem, 36 anos, dá entrada em unidade de pronto-socorro por ferimento de arma de fogo, sendo orifício de entrada em 8º espaço intercostal esquerdo na parte anterior e orifício de saída em linha quase reta na parte posterior. Sinais vitais: FR = 14 irpm; Sat. O2 : 90 %; PA = 85 x 65 mmHg; P = 120 bpm; Perf. > 2 seg. FAST: coleção líquida em grande quantidade no espaço de Traube. Após medidas iniciais da avaliação primária, o paciente permanece em choque hipovolêmico. A conduta mais indicada neste momento do atendimento, para diagnosticar e coibir a causa da instabilidade hemodinâmica, é: (A) Angiorressonância. (B) Tomografia toracoabdominal. (C) Lavado peritoneal diagnóstico. (D) Videolaparoscopia. (E) Laparotomia exploradora. 169- Um homem de 32 anos chega á sala do trauma após um acidente de moto em alta velocidade. Confuso, com palidez cutâneo mucosa e perfusão periférica lenta, encontra se instável hemodinamicamente. Iniciado reposição volêmica com Ringer Lactato e solicitado transfusão sanguínea de emergência. O FAST ( ultrassom abdominal na sala do trauma) é positivo no espaço hepato-renal e espleno-renal. A radiografia de tórax na sala do trauma evidencia um alargamento de mediastino e apagamento do botão aórtico. A radiografia de quadril é normal. Neste momento, a melhor decisão do líder da equipe cirúrgica seria: (A) Indicar Laparotomia exploradora (B) Encaminhar o paciente para Aortografia (C) Indicar Tomografia Computadorizada de corpo inteiro (D) Manter o paciente na sala do trauma com Protocolo de Transfusão Maciça. 170- No trauma cervical, a área de maior dificuldade de exploração cirúrgica delimitada pela base do crânio e o ângulo da mandíbula é denominada de: (A) Zona 1 (B) Zona 2 (C) Zona 3 (D) Zona 4 171- Homem, 23 anos de idade, dá entrada no PS após sofrer acidente motociclístico há 25 minutos. Exame físico: hematoma subgaleal frontoparietal esquerdo, agitação psicomotora, pupilas isocóricas e fotorreagentes, presença de clônus patelar inesgotável e hemiplegia esquerda. Escala de Coma de Glasgow: melhor resposta motora- 6; melhor resposta ocular-4 e melhor resposta verbal-3. Tomografia axial de crânio: lesão hiperdensa com 20 mm de diâmetro, na topografia do ramo posterior direito da cápsula interna. Qual é o diagnóstico mais provável? (A) Lesão axonal difusa. (B) Hemorragia subaracnóidea traumática. (C) Contusão cerebral à contragolpe. (D) Hemorragia perimesencefálica não-aneurismática 172- Trabalhador da construção civil sem capacete sofreu queda do telhado de uma casa de cerca de 4 metros de altura, socorrido pelo Samu que transportou o paciente com colar cervical, imobilizado em prancha longa, com máscara facial com oxigênio 12 litros/min. Na emergência estava com pupilas isocóricas, fotorreagentes, apresentava abertura ocular somente ao estímulo doloroso. Quando perguntado, falava palavras inapropriadas e quando estimulado localizava a dor. O glasgow deste paciente é (A) 9. (B) 11. (C) 10. (D) 8. (E) 12. 173- No tratamento da hipertensão intracraniana, a monitorização da pressão de perfusão cerebral (PPC) é fundamental para otratamento do paciente. Sobre a pressão de perfusão cerebral, assinale a alternativa correta. (A) A pressão de perfusão cerebral é calculada pela diferença entre a pressão arterial média e a pressão intracraniana (PPC = PAM – PIC). (B) A pressão de perfusão cerebral é calculada pela diferença entre a pressão arterial diastólica e a pressão venosa central (PPC = PAD – PVC). (C) A pressão de perfusão cerebral é calculada pela soma da pressão intracraniana e da pressão venosa central (PPC = PIC + PVC). (D) A pressão de perfusão cerebral é calculada pela soma da pressão intracraniana e da pressão arterial diastólica (PPC = PIC + PAD). (E) A pressão de perfusão cerebral é calculada pela diferença entre a pressão arterial sistólica e a pressão arterial média (PPC = PAS – PAM). 174- Paciente masculino, 32 anos, dá entrada no pronto socorro vítima de ferimento por arma de fogo na face inferior da coxa esquerda. Não apresenta orifício de saída. Equipe do atendimento pré- - hospitalar relata que na cena havia sangramento em grande quantidade pelo orifício do projétil que cessou após colocação de torniquete e realização de curativo compressivo. Foi intubado orotraqueal no local devido ao rebaixamento do nível de consciência. Na admissão encontra-se taquicárdico e hipotenso e com 15 minutos de uso do torniquete. Em relação a este caso clínico assinale a conduta mais adequada. (A) O paciente deve ser encaminhado ao centro cirúrgico para controle cirúrgico do sangramento e, simultaneamente, deve ser iniciado o protocolo de reanimação maciça. (B) Deve-se iniciar reposição volêmica vigorosa, com soluções cristalóides e hemoderivados até a estabilização hemodinâmica e, somente após, deve-se retirar o torniquete. (C) O torniquete deve ser solto imediatamente na admissão do paciente e se houver recidiva do sangramento deve-se encaminhar o paciente ao centro cirúrgico com plano de amputação segmentar. (D) Após a soltura do torniquete pode ocorre síndrome da reperfusão que ocorre em decorrência de lesão celular isquêmica e extensa, com ocorrência de hipernatremia e distúrbios de condução miocárdica. (E) Este paciente deve permanecer com o torniquete até o momento em que realizar uma tomografia computadorizada do abdome, da pelve e da coxa esquerda, com o objetivo de se localizar o projétil e planejar o tratamento. 175- Paciente idoso, vitima de acidente automobilístico em alta velocidade foi atendido no PS com quadro de hipotensão arterial, confusão mental, paraplegia com nível sensitivo na altura do umbigo. A radiografia de tórax não apresentava alterações; o FAST foi negativo e a radiografia de bacia mostrava fratura com cisalhamento vertical. Qual é a causa, MAIS PROVÁVEL, da instabilidade hemodinâmica: (A) Choque cardiogênico (B) Choque hipovolêmico (C) Choque neurogênico (D) Choque traumático