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142 Contabilidade Tributária I 1.5.2.2 Alíquota do Pis Empresas optantes do Lucro Real, alíquota de 1,65% sobre o faturamento mensal; empresas optantes do lucro presumido, alíquota de 0,65% sobre o faturamento mensal e empresas/entidades sem fins lucrativos, alíquota de 1% sobre a folha de pagamento. 1.5.2.3 Modalidades de Contribuição do Pis A legislação em vigor prevê 4 (quatro) modalidades de cobrança doPis de forma semelhante à Cofins, além da contribuição de Entidades sem fins lucrativos e de Sociedades Cooperativas, que é de exclusividade da Pis, ou seja: • contribuições cumulativas para as empresas tributadas pelo lucro presumido; • contribuições não cumulativas, que dizem respeito às empresas tributadas pelo lucro real; • contribuições incidentes sobre a importação de bens estrangeiros e serviços, para qualquer das empresas, seja do lucro presumido ou real, basta efetuar operação de importação de produto/serviço de origem estrangeira; e • contribuição sobre a folha de pagamento em relação às entidade sem fins lucrativos. 1.5.3 Contribuição Cumulativa da Cofins e Pis A pessoa jurídica que optar por recolher o IR pelo lucro presumido necessariamente recolherá a contribuição para a Confis e Pis pelo regime cumulativo, ou seja, a empresa recolhe a contribuição da Cofins e Pis sem direito a crédito e o valor recolhido é considerado definitivo. 1.5.3.1Cálculo da Cofins e Pis Cumulativo A Cofins e o Pis cumulativos devem ser apurados mensalmente e recolhidos até o dia 25 do mês subsequente ao da apuração. Caso o dia do vencimento não seja útil, a contribuição deve ser recolhida no dia útil imediatamente anterior. As contribuições são recolhidas em DARF distintos, conforme código de receita definido pela RFB. 1.5.3.1.1 Alíquota no Regime Cumulativo Para as pessoas jurídicas em geral, tributadas pelo lucro presumido, as alíquotas da Cofins e Pis, incidentes sobre o faturamento e apurado pelo regime cumulativo, são de 3% e 0,65%, respectivamente. 143 João Vicente Costa Neto 1.5.3.1.2 Base de Cálculo no Regime Cumulativo As empresas tributadas pelo lucro presumido devem calcular Cofins e Pis com base na regra cumulativa, utilizando alíquotas de 3% e 0,65% sobre a Receita Bruta menos as exclusões permitidas, que são as vendas canceladas, os descontos incondicionais, o IPI e o ICMS-ST. São extraídas (retiradas) da base: • a receita com exportação de mercadorias para o exterior; • a receita com serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; • vendas e revendas de produtos com alíquota zero; • receita com vendas de produtos com tributação monofásica e ou concentrada. A partir de abril de 1997, as sociedades de profissão regulamentada foram incluídas entre as empresas contribuintes da Cofins(Art. 56 da Lei nº 9.430/96). Por força do Artigo 79 da Lei 11.941/2009, que revogou o parágrafo 1º do Art. 3º da Lei 9.718/98, a base de cálculo será a receita bruta da pessoa jurídica, e não mais a totalidade das receitas auferidas. Interpreta-se que as receitas tributáveis serão as decorrentes das operações normais do negócio (faturamento), e não mais todas as receitas auferidas. Assim, com relação à tributação do Cofins e Pis, a partir de 28 de maio de 2009, as empresas tributadas pelo regime cumulativo passaram a não tributar as receitas decorrentes de atividades alheias ao objeto social da pessoa jurídica, tais como receitas financeiras, receitas de aluguéis (quando não for o objetivo da empresa), entre outras. 1.5.3.2 Exemplo Numérico de Cálculo da Cofins e do Pis Cumulativo A Cia EAD é uma empresa que opera com parte de suas vendas de produtos monofásicos (20%) e incorreu nas seguintes movimentações em um mês de x1: • Receita com revenda de mercadoria, $500.000 • ICMS normal incluso na receita com revenda, $90.000 • ICMS substituição tributária incluso na receita com revenda, $20.000 • Devolução de vendas, $10.000