Prévia do material em texto
11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Características agronômicas de autotetraploides desenvolvidos a partir da duplicação de cromossomos com agentes antimitóticos Renan Augusto Bedra¹; Tâmara Trindade de Carvalho Santos2; Lailla Rodrigues de Macedo3; Janay Almeida dos Santos Serejo4; Claudia Fortes Ferreira4; Edson Perito Amorim4 1Estudante de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, renanbedra@hotmail.com; 2 Estudante de doutorado da Universidade Estadual de Feira de Santana, tamara.microagro@gmail.com 3Bióloga pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, laillarmacedo@gmail.com 4Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, janay.serejo@embrapa.br; claudia.ferreira@embrapa.br; edson.amorim@embrapa.br. A bananicultura destaca-se como uma atividade de grande importância econômica e social, sendo cultivada em uma extensa região tropical e subtropical em todo mundo, principalmente por pequenos agricultores. O Brasil é o quarto produtor mundial da fruta, onde é cultivada em praticamente todas as regiões do país. No entanto, alguns fatores limitam sua expansão, em especial o ataque de algumas doenças e pragas, e fatores abióticos como temperaturas extremas e o déficit hídrico. A busca de cultivares de banana resistentes às pragas e doenças e tolerantes à seca, por meio do melhoramento genético, é a melhor alternativa para contornar os problemas enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro de banana. A duplicação de cromossomos é uma das estratégias de melhoramento utilizadas pela Embrapa para desenvolver cultivares de banana e tem como uma das vantagens a redução no tempo para o desenvolvimento de cultivares comerciais. Com isso, o objetivo do presente trabalho foi caracterizar agronomicamente autotetraploides duplicados a partir do uso de agentes antimitóticos, para futuro cruzamento com diploides melhorados, visando à geração de triploides secundários resistentes a pragas e doenças e com perfil sensorial alinhado com as demandas de mercado. O delineamento experimental utilizado foi de blocos aumentados com três tratamentos comuns (testemunhas) e 60 tratamentos regulares. Foram caracterizados autotetraploides desenvolvidos a partir dos diploides selvagens Malbut, Niyarma Yik, Ouro, NBA 14, Tong Dok Mak e Lidi. Cada tratamento foi representado por nove plantas, e o espaçamento utilizado foi de 2,4 m x 1,8 m. Entre as variáveis analisadas estão as seguintes características agronômicas mensuradas no primeiro ciclo de produção: altura da planta (ALT); diâmetro do pseudocaule (DPC); número de folhas vivas no florescimento (NFF); número de filhos (NFI). Conforme as médias ajustadas, a altura de planta (ALP) para os tratamentos regulares apresentou o menor valor, com média de 1,04 m, para o autotetraploide Lidi 1. A média geral para diâmetro do pseudocaule (DPC) foi de 12,87 cm, com variação de 10,3 cm (Malbut 1) a 15,6 cm (TDM 10). O diâmetro do pseudocaule está relacionado ao vigor, e reflete a capacidade de sustentação do cacho, sendo fundamental no melhoramento genético. O número de folhas vivas na floração (NFF) variou de 3,9 (TDM 4) a 12,1 (Lidi 9). A média geral foi de 7,54, um pouco menor do que o mínimo considerado para a cultura, que é de oito folhas. A média do número de filhos (NFI) foi de 3,77; porém não houve diferença estatística significativa nessa variável. Esses resultados parciais somados a dados de produção, além de auxilio de ferramentas moleculares e estudos citogenéticos, irão subsidiar a tomada de decisão quanto à seleção dos melhores autotetraploides para uso em cruzamentos com diploides elite visando desenvolver híbridos triploides secundários. Significado e impacto do trabalho: Autotetraploides de banana tem potencial para uso em cruzamentos com diploides elite, visando o desenvolvimento de cultivares triploides com características agronômicas e sensoriais alinhadas com as principais demandas de mercado, em um intervalo de tempo menor quando em comparação com as técnicas convencionais de melhoramento. 94 mailto:renanbedra@hotmail.com mailto:tamara.microagro@gmail.com 11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Caracterização de acessos de citros a partir do uso de descritores qualitativos e quantitativos relacionados ao fruto José Alécio Matos Machado1; Maria Clarice Gomes da Silva Mota1, Cristina de Fátima Machado2; Carlos Alberto da Silva Ledo2; Orlando Sampaio Passos2 1Estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Luciano Passos, mclarice01@outlook.com; 2Pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, cristina.fatima-machado@embrapa.br, carlos.ledo@embrapa.br, orlando.passos@embrapa.br Objetivou-se caracterizar acessos conservados no Banco Ativo (BAG) de citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura, com base em descritores quantitativos e qualitativos, e selecionar os genótipos superiores para qualidade de frutos. No trabalho foram utilizados 68 acessos de citros, dos quais 48 são laranjeiras (Citrus sinensis), 16 tangerineiras (C. reticulata), um limão rugoso (C. jambhiri) e um limão cravo (C. limonia), representados por duas plantas, provenientes do BAG-Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura. O estudo biométrico dos frutos foi realizado no Laboratório de Pós-Colheita da Embrapa – CNPMF, no período de agosto de 2016 a julho de 2017, sendo mensuradas 11 variáveis quantitativas e cinco qualitativas em relação ao fruto. Cinco análises químicas, sendo cada uma obtida a partir de uma amostra composta de seis frutos, foram realizadas. Os frutos foram avaliados com relação às características físicas: massa do fruto (MTF); massa do suco (MS); diâmetro longitudinal do fruto (DLF); diâmetro transversal do fruto (DTF); espessura da casca (EC); coloração da casca (CC); presença de umbigo (PU); Massa da Polpa (MP); aderência da casca (AC); rendimento da polpa (REND); cor da polpa (CP); cor da casca (CC); forma do fruto (FF); e químicas: acidez titulável (AT); sólidos solúveis (SS); relação AT/SS; e pH. Os dados obtidos foram analisados por meio de estatística descritiva, utilizando-se medidas de tendência central (média) e de variabilidade dos dados (desvio padrão), com o uso do programa Sisvar 4.3. Observou-se variabilidade em todas as variáveis estudadas, contudo, as características que obtiveram os maiores valores de desvio padrão entre os acessos analisados foram MTF (534,33 g) e MS (839,26 g). Verificou-se que o acesso ‘tangerina Early’, apresentou menor EC (1,85 mm), já o acesso ‘laranja folha verde’, o maior (6,24 mm). Em relação ao REND, o maior valor (129,21%) foi observado para o acesso ‘laranja hamilin (teste IP)’ e o menor (28%) para o acesso ‘tangerina kinnowl’. A maioria dos acessos apresentou CP amarela, seguido de alaranjada, enquanto uma menor fração apresentou CP correspondendo às seguintes categorias: verde (‘toranja hybrid”); amarela (48 acessos de laranjas); e alaranjada (16 acessos de tangerinas); em relação à FF, observou-se que a maioria dos acessos avaliados é esferóide, seguido de elipsoide e oblóide; a maioria dos acessos apresentou AC firme e PC sem umbigo; em relação à CC, a maioria dos acessos apresenta casca de cor amarela. No que tange à relação SS/AT, se aferiu na tangerina tankan CN1 o menor valor (8,73) e o maior na tangerina Clementina de Nules (17,14); quanto ao pH, os valores variaram de 2,49 mg de ácido ascórbico/100g (‘Limão cravo comum’) a 4,93 (tangerina tankan CN1). Os acessos avaliados diferiram com relação a todos os caracteres avaliados, indicando a presença de variabilidade genética e, consequentemente, a possibilidade de obtenção de ganho genético com a seleção de genótipos superiores. Significado e impacto do trabalho: A caracterização e avaliação dos acessos presentes na coleção de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura é de fundamental importância, pois permitirá diferenciar genótipos de acordo com uma série de características,algumas com maior e outras com menor grau de variabilidade, o que possibilitará o planejamento de estratégias eficientes, visando maximizar os ganhos com a seleção, o que significa economia de tempo e de recursos humanos. 95 mailto:mclarice01@outlook.com 1_RG.pdf RG-C0-076_17_V01_RV1-Aprovado RG-C1-123_17_V01_RV1-Aprovado