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Direito Penal - Teoria das penas

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PRINCÍPIOS. 
Além do princípio da proporcionalidade (que é um princípio implícito, que vai dizer que as penas devem 
ser proporcionais a cada infração penal) é importante dominar alguns outros princípios para o estudo 
do tópico “Teoria das Penas”. 
 
Princípio da legalidade: Visa à segurança jurídica. Encontra-se previsto no art. 1°, do CP, e 
no art 5°, inciso XXXIX, da CF, que assim prevê: “Não há crime sem lei anterior que o defina, nem 
pena sem prévia cominação legal”. No latim “nullum crimen nulla poena sine praevia lege” (o que 
está em azul é o principio da reserva legal. O que está em verde é o da anterioridade.) 
Esse princípio é responsável por importantes desdobramentos: 
a – princípio da anterioridade da lei penal: Não há crime sem lei anterior que o defina. 
b – princípio da reserva legal: os crimes e as penas devem estar previstos em lei, ou seja, 
formalizados por escrito. O costume por si só não pode ensejar punição, pois não cria crimes. E tem 
que ser lei em sentido estrito, ou seja, aquela criada no Congresso Nacional. 
c – princípio da determinação: o crime deve ser definido de forma clara e precisa, pois, a norma 
penal deve ser estrita e certa. A incriminação não pode ser genérica, vaga, imprecisa ou 
indeterminada, sob pena de afronta ao princípio da reserva legal. 
d – princípio da taxatividade: Em Direito Penal é proibida a analogia in malam partem, que é a 
analogia em desfavor do réu. É permitida a analogia em Bonam partem, que é a analagia que favorece 
o réu. Da mesma maneira os costumes e os princípios gerais de direito não podem ser aplicados se for 
prejudicar o réu. Com isso, percebe-se que o rol incriminador de uma lei penal é 
fechado/taxativo/numerus clausus e não pode ser ampliado para alcançar fatos semelhantes aos 
expressamente previstos. 
 
O princípio da anterioridade da lei penal culmina no princípio da irretroatividade da lei penal. Pode-se 
dizer, inclusive, que são sinônimos. 
 
QUESTÃO: Em relação à lei penal no tempo e à irretroatividade da lei penal, é correto afirmar 
que à lei penal mais 
A) severa aplica-se o princípio da ultra-atividade. 
B) benigna aplica-se o princípio da extra-atividade. 
C) severa aplica-se o princípio da retroatividade mitigada. 
D) severa aplica-se o princípio da extra-atividade. 
E) benigna aplica-se o princípio da não ultra-atividade. 
COMENTÁRIO: Extra-atividade é a possibilidade de a lei mais benéfica retroagir ou agir na frente 
(ultra-atividade). É a possibilidade de a lei penal transitar pelo tempo. Não aplica – se o princípio 
da Extratividade para a lei penal mais grave. Gabarito B 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: O Artigo 5º, Inciso XL da Constituição da República prevê que “a lei 
penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Tal dispositivo constitucional refere-se ao 
princípio da: 
a) individualização da pena. 
b) legalidade estrita 
c) retroatividade benéfica da lei penal. 
d) irretroatividade total da lei penal. 
e) aplicação imediata da lei processual penal. 
COMENTÁRIOS: Tal dispositivo constitucional consagra o princípio da irretroatividade da lei 
penal mais gravosa, ou, por outro lado, da retroatividade da lei penal mais benígna. Portanto, a 
ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: Em razão do princípio da legalidade, a analogia não pode ser usada 
em matéria penal. 
COMENTÁRIOS: Questão errada, porque segundo o STF a analogia pode ser usada em matéria 
penal quando for benéfica ao réu (In Bonam Partem). 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: A regra do código Penal é a aplicação da lei do tempo do crime, 
podendo ocorrer em exceção a retroatividade de lei mais benéfica, a ultra atividade de lei mais 
benéfica, mas nunca a retroatividade de lei mais gravosa. 
CERTO. 
 
 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: Sobre a vigência da lei X, Mauro cometeu um delito. Em seguida 
passou a viger a lei Y, que além de ser mais gravosa, revogou a lei de trás. Depois de tal fato, 
Mauro foi levado a julgamento pelo cometimento do citado delito. Nessa situação o magistrado 
terá de se fundamentar no instituto da retroatividade do benefício do réu para aplicar a lei X, por 
ser essa menos rigorosa que a lei Y. 
COMENTÁRIO: Questão errada, porque a lei X realmente é a melhor, mas na prática teria que 
usar a ultra atividade (o poder que a lei benéfica tem de agir na frente do tempo) da lei e não a 
retroatividade de lei para aplicá – la. 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: No que diz respeito ao tema lei penal no tempo, a regra é a 
aplicação da lei apenas durante seu período de vigência, a exceção é a extra atividade de lei 
penal mais benígna, que comporta duas espécies: a retroatividade e a ultra atividade 
CERTO. 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: A revogação expressa de um tipo penal incriminador conduz ao 
abolitio criminis ainda que seus elementos passem a integrar outro tipo penal criado por norma 
revogadora. 
ERRADO. Na Continuidade Típica delitiva não existe abolitio criminis, porque as condutas que 
estão dentro de um artigo migraram para outro da mesma lei ou não. 
Abolitio Crimines é um termo usado pela doutrina, está previsto no Artigo segundo do CP (Lei 
Penal no Tempo): “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar 
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.” 
 
QUESTÃO: (CESPE — 2012 — PC/AL — AGENTE DE POLÍCIA). 
Em caso de urgência, a definição do que é crime pode ser realizada por meio de medida 
provisória. 
ERRADO. 
 
QUESTÃO (CESPE - 2013 - POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL — POLICIAL RODOVIÁRIO 
FEDERAL) 
A extra-atividade da lei penal constitui exceção à regra geral de aplicação da lei vigente à época 
dos fatos. 
COMENTÁRIOS: AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA. A regra é o princípio da Atividade – que é um 
termo usado pela doutrina, porém não está escrito expressamente no código penal. 
Extratividade é a capacidade que a lei tem em andar pelo tempo pra frente ou pra trás. 
 
QUESTÃO (CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL - ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL) 
Julgue os itens subsequentes, relativos à aplicação da lei penal e seus princípios. 
No que diz respeito ao tema lei penal no tempo, a regra é a aplicação da lei apenas durante o 
seu período de vigência; a exceção é a extra- atividade da lei penal mais benéfica, que comporta 
duas espécies: a retroatividade e a ultra-atividade. 
CERTO. 
 
QUESTÃO DE CONCURSO: Em tema de aplicação da lei penal, é INCORRETO afirmar: 
A) Na contagem do prazo pelo Código Penal, não se inclui no seu cômputo, o dia do começo, 
nem se desprezam na pena de multa, as frações de Real. (GABARITO. Código Penal: Inclui o 
dia do começo. Código de Processo Penal: Não inclui o dia do começo.) 
B) Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em 
parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. 
C) O princípio da legalidade compreende os princípios da reserva legal e da anterioridade. 
D) A regra da irretroatividade da lei penal somente se aplica à lei penal mais gravosa. 
E) As leis temporárias ou excepcionais são autorrevogáveis e ultrativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova de Exame de Ordem Unificado - XIX - 
Primeira Fase. 
Em razão do aumento do número de crimes de dano qualificado contra o patrimônio da União 
(pena: detenção de 6 meses a 3 anos e multa), foi editada uma lei que passou a prever que, 
entre 20 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2015, tal delito (Art. 163, parágrafo único, inciso 
III, do Código Penal) passaria a ter pena de 2 a 5 anos de detenção. João, em 20 de dezembro de 
2015, destrói dolosamente um bem de propriedade da União, razão pela qual foi denunciado, em 
8 de janeiro de 2016, como incurso nas sanções do Art. 163, parágrafo único, inciso III, do 
Código Penal. 
Considerando a hipótese narrada, no momento do julgamento, em março de 2016, deverá ser 
considerada, em caso de condenação, a pena de 
A) 6 meses a 3 anos de detenção, pois a Constituição prevê o princípio da retroatividade da lei 
penal mais benéficaao réu. 
B) 2 a 5 anos de detenção, pois a lei temporária tem ultratividade gravosa. (GABARITO) 
C) 6 meses a 3 anos de detenção, pois aplica-se o princípio do tempus regit actum (tempo rege 
o ato). 
D) 2 a 5 anos de detenção, pois a lei excepcional tem ultratividade gravosa. 
GABARITO B. 
COMENTÁRIO: Lei temporária: tem sua vigência predeterminada no tempo, seu termo final é 
explicitamente previsto. 
Lei excepcional: sua duração está relacionada a situações de anormalidade e seu termo final 
ocorre com a cessação da anormalidade. 
 Art. 3º, CP - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração 
ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua 
vigência. 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça 
(Adaptada). 
É correto afirmar que as leis penais excepcionais e temporárias, mesmo que incriminadoras, 
aplicam-se após sua autorrevogação, ainda que em momento posterior a conduta anteriormente 
tipificada não mais seja considerada crime. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XIV - Primeira Fase. 
O Presidente da República, diante da nova onda de protestos, decide, por meio de medida 
provisória, criar um novo tipo penal para coibir os atos de vandalismo. A medida provisória foi 
convertida em lei, sem impugnações. Com base nos dados fornecidos, assinale a opção correta. 
A) Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de medida 
provisória, quando convertida em lei. (ERRADO. Há ofensa ao princípio da reserva legal, porque 
legislar sobre matéria penal tem que ser lei em sentido formal, que é aquela que nasce no 
congresso nacional.) 
B) Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de medida 
provisória, pois houve avaliação prévia do Congresso Nacional. (ERRADO. Há ofensa ao 
princípio da reserva legal, porque legislar sobre matéria penal tem que ser lei em sentido formal, 
que é aquela que nasce no congresso nacional.) 
C) Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos penais por 
meio de medida provisória. (GABARITO. Só é possível por lei formal, aquela que nasce no 
congresso) 
D) Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não cabe ao Presidente da República a iniciativa 
de lei em matéria penal. (ERRADO. Cabe ao presidente da república a iniciativa de qualquer lei, 
mas se falou em LEI, tem que ser através do congresso nacional mesmo que por iniciativa do 
presidente da república) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da limitação das penas ou princípio da humanidade. 
Este princípio vai dizer quais penas o Brasil não pode aplicar. 
A Constituição Federal estabelece em seu art. 5º, XLVII, que: 
Art. 5º (...) XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento/desterro; (expulsar o cara do Brasil e banir ele de entrar no país) 
e) cruéis; 
 
*Descrição e resolução da situação problema: Pedro foi condenado à prisão, mas como esta estava 
lotada, o juiz determinou que ele seria preso em outra cidade. A Família de Pedro quis recorrer da 
decisão do juiz, mas o direito à assistência familiar não é absoluto. A superlotação do sistema 
penitenciário permitiu a transferência para outro município como medida para garantir a dignidade e a 
integridade física e psicológica dos condenados no cumprimento da pena, de modo que a decisão foi 
corretamente fundamentada no princípio da humanidade. 
 
QUESTÃO: (FCC - Defensor Público MA - 2015) A proscrição/proibição de penas cruéis e 
infamantes, a proibição de tortura e maus-tratos nos interrogatórios policiais e a obrigação 
imposta ao Estado de dotar sua infraestrutura carcerária de meios e recursos que impeçam a 
degradação e a dessocialização dos condenados são desdobramentos do Princípio da: 
Escolha uma: 
a. Humanidade. (GABARITO) 
b. Fragmentariedade do Direito Penal. 
c. Adequação Social. 
d. Intervenção Mínima do Estado. 
e. Proporcionalidade. 
 
QUESTÃO: (CESPE, 2018, JUIZ SUBSTITUTO.) A respeito dos princípios constitucionais penais 
e das escolas penais, assinale a opção correta. 
A) Legalidade ou reserva legal, anterioridade, retroatividade da lei penal benéfica, humanidade e 
in dubio pro reo são espécies de princípios constitucionais penais explícitos. 
B) O princípio da humanidade assegura o respeito à integridade física e moral do preso na 
medida em que motiva a vedação constitucional de pena de morte e de prisão perpétua. 
C) O princípio da responsabilidade pessoal impede que os familiares do condenado sofram os 
efeitos da condenação de ressarcimento de dano causado pela prática do crime. 
D) A posse de um único projétil de arma de fogo de uso permitido não configura crime se o 
agente não possuir arma que possa ser municiada, de acordo com o princípio da ofensividade. 
E) A Escola Clássica adotava a teoria mista, que entende a pena não apenas como retribuição 
ao infrator pelo mal causado, mas também como medida com finalidade preventiva. 
A) ESTÁ ERRADA, porque não estão todos no CP e na CF. O in dubio pro reu é de ordem 
processual penal. São princípios Constitucionais EXPLICÍCITOS do direito Penal: legalidade 
(reserva legal, anterioridade da lei penal e irretroatividade da lei penal mais severa – a 
taxatividade é implicito); humanidade; personalidade; individualizaçao da pena e o princípio da 
culpabilidade. 
B) CORRETÍSSIMO! 
C) ETÁ ERRADA, porque os familiares podem arcar com os efeitos civis. 
D) ESTÁ ERRADA, porque tendo uma bala apenas na gaveta da casa, mesmo sem a arma, já é 
crime (Projetil de arma = munição) 
E) ESTÁ ERRADA, porque para a Escola Clássica a pena é um mal imposto ao indivíduo 
merecedor de um castigo por motivo de uma falta considerada crime. (não tem a parte 
preventiva). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da individualização da pena. 
O princípio da individualização da pena vai dizer três coisas: 
A) A necessidade de análise na Dosimetria antes da sentença do juiz, que passará pelo 
legislativo, executivo e judiciário; 
B) A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a 
idade e o sexo do apenado (Art. 5º, XLVIII da CF/88); 
C) Vai dizer quais penas o Brasil pode aplicar; 
 
A Constituição Federal estabelece, em seu art. 5º, XLVI: 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
 
A) DOSIMETRIA: É a contagem da pena, levando em consideração as circunstâncias, em cada caso 
concreto. A individualização da pena é feita em três fases distintas: Legislativa, judicial e administrativa. 
Na fase legislativa você pode perceber que para cada crime existe uma base e um teto de quanto 
tempo o agente vai permanecer na cadeia, entre 4 a 8 anos por exemplo. 
Na fase judicial, o juiz deve observar se o réu é incidente ou não, e como foi a gravidade do crime, para 
poder analisar e aplicar a pena no caso concreto (parte administrativa). 
 
B) Art. 5º (...) XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a 
natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; 
 
C) Quais penas o Brasil pode aplicar. 
Artigo 5ª inciso XLVI da CF/88: 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
 a) privação ou restrição da liberdade; 
 b) perda de bens; 
 c) multa; 
 d) prestação social alternativa; 
 e) suspensão ou interdição de direitos 
 
Art. 32 do CP: As penas são: 
I - privativas de liberdade; 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PR. Prova para TCE-PR – 
Auditor. (Reduzida) A respeito dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção 
correta. 
Do princípio da individualização da pena decorre a exigência de que a dosimetria (a fase 
judicial) obedeça ao perfil do setenciado (o juiz tem que levar em consideraçãose o reú é 
incidente ou primário, e ver as circunstâncias do caso), não havendo correlação do referido 
princípio com a atividade legislativa incriminadora, isto é, com a feitura de normas penais 
incriminadoras 
ERRADO, porque este princípio envolve o Legislativo, o Judiciário e a parte Administrativa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CONSULPLAN. Órgão: SEJUC-RN. Prova para Agente 
Penitenciário. 
De acordo com a Constituição da República, a lei regulará a individualização da pena e adotará 
as penas de, EXCETO: 
A) Privação ou restrição da liberdade. 
B) Perda de bens. 
C) Multa. 
D) Prestação social alternativa. 
E) Caráter perpétuo GABARITO (Caráter perpétuo é proibído pelo princípio da humanidade) 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: UEPA. Órgão: PC-PA. Prova de Delegado de Polícia. 
Dispondo sobre os direitos e garantias fundamentais dos brasileiros e estrangeiros residentes 
no país, a Constituição de 1988, em seu art. 5º, XLVIII, determina que “a pena será cumprida em 
estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado”. 
Esta norma garante o princípio: 
A) da legalidade, porque não se pode impor ao apenado o cumprimento de pena em 
estabelecimento que não esteja regulamentado por lei específica. 
B) da culpabilidade, porque não se pode impor ao réu uma pena sem a comprovação de sua 
culpa, por sentença condenatória transitada em julgado. 
C) da humanidade, porque evita a imposição de penas proscritas do ordenamento jurídico 
brasileiro. 
D) da individualização da pena, porque impõe ao Estado o dever de classificar os apenados a 
partir de características pessoais concretas, prevenindo problemas como o da 
“contaminação carcerária”. (GABARITO) 
E) da pessoalidade ou intranscendência da pena, porque assegura aos familiares do apenado 
não sofrerem os constrangimentos do cárcere. 
 
QUESTÃO (PM-MG — 2013 — PM-MG — OFICIAL) 
O Direito Penal tem como fim específico a protecão dos bens jurídicos essenciais ao indivíduo e 
à sociedade. Embora de caráter coercitivo, busca limitar o poder de punir do Estado, 
procurando agir de acordo com os dispositivos constitucionais, sob pena de se tornar em um 
instrumento de opressão e violacão de direitos e garantias. Sua aplicação, quando necessário, 
deve ser coerente e utilizado como instrumento de ressocialização. Partindo desse 
entendimento, a Constituição Federal, em seu art. 5o, inciso XLVI, estabelece modalidades de 
“castigo” aos infratores da lei, dentre os quais, “privacão ou restrição da liberdade, perda de 
bens, multa e prestação social alternativa”. 
O dispositivo constitucional destacado expressa um princípio inerente ao direito penal, sendo 
CORRETA a afirmativa: 
a) princípio da limitação das penas. 
b) princípio da individualização da pena. (GABARITO) 
c) princípio da proporcionalidade. 
d) princípio da fragmentariedade. 
 
Ainda sobre o princípio da individualização da pena é importante saber que é possível a 
progressão de regime nos crimes hediondos. 
Além disso, segundo a lei dos crimes hediondos, o regime inicial é o fechado e depois tem 
progressão, mas segundo o STF, admite-se qualquer regime inicial para crime hediondo, 
inclusive o aberto. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: SUSAM. Prova para Advogado. 
A doutrina classifica os crimes, quanto à sua gravidade, como sendo de menor potencial 
ofensivo, de médio potencial ofensivo, de grave potencial ofensivo e hediondos. No tocante a 
estes de maior gravidade, de acordo com a Lei nº 8.072/90 e a Constituição Federal, atentando-
se à jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta. 
A) O crime de associação para o tráfico é equiparado aos hediondos. 
B) O crime de homicídio híbrido (qualificado e privilegiado) ostenta a natureza de crime de 
hediondo. 
C) O crime de homicídio simples, em hipótese alguma, é considerado hediondo. 
D) O condenado pela prática de crime hediondo ou assemelhado pode iniciar o cumprimento da 
pena privativa de liberdade em regime mais brando do que o fechado. (GABARITO) 
E) O apenado reincidente específico em crime hediondo deverá cumprir 2/3 da pena para ter 
direito ao livramento condicional e 3/5 da pena para ter direito à progressão de regime. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-ES. Prova: CESPE - 2011 - PC-ES 
- Delegado de Polícia. 
Quanto ao concurso de pessoas, o direito penal brasileiro acolhe a teoria monista, segundo a 
qual todos os indivíduos que colaboraram para a prática delitiva devem, como regra geral, 
responder pelo mesmo crime. Tal situação pode ser, todavia, afastada, por aplicação do 
princípio da intranscendência das penas, para a hipótese legal em que um dos colaboradores 
tenha desejado participar de delito menos grave, caso em que deverá ser aplicada a pena deste. 
ERRADO. Esse é o princípio da individualização da pena. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da intranscendência da pena (ou Princípio da Pessoalidade ou 
ainda Princípio da não transcendência da pena ou ainda princípio da 
personificação ou da personalidade). 
 
No direito civil, a gente aprende que a responsabilidade civil pode ser passada de pessoa para pessoa. 
Isso acontece, por exemplo, quando os pais são responsáveis pelos danos causados pelos filhos. 
Entretanto no direito penal isso não é possível, pois, no direito penal, a responsabilidade é sempre 
pessoal. Se o menor de idade praticar crime, ele responderá de acordo com o ECA. 
 
Este princípio constitucional do Direito Penal (princípio da instranscendência da pena / pessoalidade) 
está previsto no art. 5º, XLV da Constituição Federal: 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano 
e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e 
contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. 
Esse princípio impede que a pena ultrapasse a pessoa do infrator. Se o infrator morrer, a pena também 
morre. 
 
CUIDADO! Existe obrigação de reparar o dano civil, mas isso não é MULTA. A multa é espécie de 
PENA, portanto, não pode ser executada em face dos herdeiros (a não ser o limite do valor do 
patrimônio transferido). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pirncípio da inderrogabilidade/inevitabilidade. 
Em regra, se praticou um crime, será inevitável a punição. Entretanto este princípio não é absoluto. 
Existe o perdão judicial, no caso, por exemplo, de algumas delações premiadas, chamadas de ponte 
de diamante. 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: TRF - 4ª REGIÃO. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova para Juiz 
Federal. 
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. 
I. A Lei 9.613/1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro) não admite perdão judicial em nenhuma 
hipótese. 
II. É admitido o perdão judicial nos casos dos artigos 168-A do Código Penal (apropriação 
indébita previdenciária) e 337-A do Código Penal (sonegação previdenciária), em certas 
circunstâncias. 
III. É admitido perdão judicial nos casos de homicídio culposo e lesão corporal culposa, em 
certas circunstâncias. 
IV. Admite-se, conforme as circunstâncias, o perdão judicial no caso do delito previsto no artigo 
176 do Código Penal, isto é, utilizar-se de serviço público de transporte sem dispor de recursos 
para efetuar o pagamento. 
V. Conforme as circunstâncias, a Lei 9.605/1998 (Lei dos Crimes Ambientais) admite perdão 
judicial no caso de guarda doméstica de animal silvestre não ameaçado de extinção. 
A) Está correta apenas a assertiva I. 
B) Estão corretas apenas as assertivas I, II, III e V. 
C) Estão corretas apenas as assertivas II, III, IV e V. (GABARITO) 
D) Estão corretas todas as assertivas. 
E) Nenhuma assertiva está correta. 
COMENTÁRIO: 
I – ERRADA. De acordo com Art.1°, § 5°, da lei 9.613/98, da DELAÇÃO PREMIADA prevista na lei 
de lavagem de capitais poderão resultarem três benefícios ao delator, quais sejam: 
1 - Diminuição de pena de um terço a dois terços e fixação de regime inicial aberto; 
2- Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito; 
3 - PERDÃO JUDICIAL com a consequente extinção da punibilidade. 
 
II – CERTA. CP art. 168-A § 3º (Apropriação indébita previdenciária) É facultado ao juiz deixar de 
aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, 
desde que: 
I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento 
da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou II - o valor das contribuições 
devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, 
administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. 
Art. 337-A § 2º (Sonegação de contribuição previdenciária) É facultado ao juiz deixar de aplicar a 
pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde 
que: 
II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele 
estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o 
ajuizamento de suas execuções fiscais. 
 
III – CERTA. Art. 121 § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a 
pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a 
sanção penal se torne desnecessária. 
Art. 129 § 8º Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. 
 
IV – CERTA. Art. 176 (Outras fraudes) - Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou 
utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento: 
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa. 
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme as 
circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
 
 
 
 
 
 
V – CERTA. Lei 9605, art. 29 - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna 
silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da 
autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: 
§ 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, 
pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
 
Além disso, cabe também perdão judicial em caso de receptção culposa e no caso de crime de 
injúria. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros – Provimento. 
A sentença que concede perdão judicial 
A) será considerada para efeitos de reincidência, vedada a reabilitação. 
B) não será considerada para efeitos de reincidência. (GABARITO) 
C) está sujeita ao reexame necessário pelo juízo ad quem. 
D) será considerada para efeito de reincidência, mas se sujeita às regras da reabilitação. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: TJ-DFT. Órgão: TJ-DFT. Prova para Juiz. 
Julgue os itens a seguir: 
I – De acordo com o Código Penal, o indulto, a perempção e a retroatividade de lei que não mais 
considera o fato como criminoso são causas extintivas da punibilidade. 
II – De acordo com o Código Penal e o entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de 
Justiça, o Juiz deve considerar a sentença que conceder perdão judicial exclusivamente para 
efeitos de reincidência. 
III – De acordo com o Código Penal, o Juiz poderá conceder perdão judicial em algumas 
hipóteses relacionadas aos crimes de injúria, outras fraudes e receptação culposa. 
IV – A Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei n. 3.688/41) não prevê qualquer hipótese de 
concessão de perdão judicial. 
I e a III estão certas. 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINALIDADE DAS PENAS. 
https://youtu.be/dlNCOGDUw3M 
 
Teoria absoluta / retributivista: É a ideia de RETRIBUIÇÃO. O agente praticou um mal, e em troca 
ele receberá um outro mal, que é a pena. Olho por olho, dente por dente. 
 
Teoria relativa / preventiva: A pena se presta a intimidar o infrator (prevenção especial) e a sociedade 
(prevenção geral), evitando com isso a prátia de novos crimes – PREVENÇÃO. 
A teoria relativa / preventiva divide-se em: 
a) Prevenção Geral Negativa (intima a sociedade mostrando as penas) e Prevenção Geral Positiva 
(consciência geral da sociedade – pena em abstrato). 
b) Prevenção Especial Negativa (separação do apenado por cárcere privado) e Prevenção Especial 
Positiva (ressocialização do apenado). 
 
Teoria mista / eclética / conciliadora: Retribuição e prevenção. É a fusão das duas teorias anteriores. 
É a adotada no Brasil. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-DFT. Prova para Titular de 
Serviços de Notas e de Registros – Provimento. 
As teorias da pena buscam explicar a finalidade a ser alcançada por meio das sanções penais. 
Acerca dessas teorias, assinale a opção correta. 
A) A teoria da prevenção especial negativa dispõe que a pena tem viés retributivo-preventivo, 
com vistas a combater a prática de crimes. 
B) Segundo a teoria absoluta, a pena tem a finalidade de prevenir o delito, por meio de medidas 
aflitivas e ressocializadoras, de modo a evitar o cometimento de novos crimes. 
C) A teoria unitária da pena define que a finalidade da pena é castigar o indivíduo infrator, 
desprezando-se sua reintegração à sociedade. 
D) Na teoria conciliadora, a pena tem viés vingativo e visa restringir direitos do apenado como 
forma de retribuir o mal injusto praticado, promovendo a pacificação social. 
E) De acordo com a teoria da prevenção geral positiva, a finalidade da pena é levar à 
comunidade os valores das normas e dos bens jurídicos tutelados pela lei penal. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-MA. Prova para Delegado de 
Polícia Civil. 
A respeito das teorias que tratam das funções da pena, assinale a opção correta. 
A) A teoria correcionalista considera que a pena se esgota na ideia da retribuição como 
resposta ao mal causado pelo autor do crime. (ERRADO. A teoria correcionalista, como pode se 
depreender por seu nome, acreditava que a pena possui a finalidade de corrigir o indivíduo, 
fazer com que o sujeito aprenda e não volte a reincidir na prática de crimes. Assim, não é um 
fim em si mesmo, mas um caminho para o aprendizado do infrator) 
B) A teoria preventiva geral positiva considera que a pena tem a função de inibir 
comportamentos antissociais e moldar comportamentos socialmente aceitos. (CERTO. A função 
de moldar comportamentos socialmente aceitos e inibir comportamentos antissociais é da lei. 
Desta forma, a prevenção geral busca afirmar a existência e a validade do ordenamento jurídico, 
das normas que regem a sociedade.) 
C) A teoria absoluta considera que a pena possui caráter retributivo, preventivo e 
ressocializador. (ERRADO. Para a teoria absoluta, a pena é um fim em si mesma, um castigo em 
retribuição à atitude do condenado.) 
D) A teoria preventiva geral considera a pena como um meio para prevenir a reincidência do 
indivíduo. (ERRADO. A teoria preventiva geral não se volta ao indivíduo, mas sim a toda a 
sociedade.) 
E) A teoria preventiva especial considera a pena como um meio para intimidar os potenciais 
praticantes de condutas delituosas (ERRADO. A teoria preventiva especial se volta à pessoa do 
condenado e não aos potenciais praticantes de condutas delituosas existentes em uma 
sociedade.) 
 
 
 
https://youtu.be/dlNCOGDUw3M
 
 
 
PENAS – INTRODUÇÃO. 
CONCEITO DE PENA: 
“É a retribuição imposta pelo Estado em razão da prática deum ilícito penal e consiste na privação ou 
restrição de bens jurídicos determinada pela lei, cuja finalidade é a readaptação do condenado ao 
convívio social e a prevenção em relação à prática de novas infrações penais” (André Estefam) 
 
“É a sanção imposta pelo Estado, através da ação penal, ao criminoso, cuja finalidade é a retribuição 
ao delito perpetrado e a prevenção a novos crimes” (Guilherme Nucci) 
 
“Destarte, pena é a espécie de sanção penal consistente na privação ou restrição de determinados 
bens jurídicos do condenado, aplicada pelo Estado em decorrência do cometimento de uma infração 
penal, com as finalidades de castigar seu responsável, readaptá-lo em comunidade e, mediante a 
intimidação endereçada à sociedade, evitar a prática de novos crimes ou contravenções penais” 
(Cleber Masson) 
 
Art. 32 do CP.: As penas são: 
I - privativas de liberdade; 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*O modelo adotado pelo Código Penal pode ser chamado de Teoria Dualista Alternativo, porque ou a 
pessoa está sujeita à medida de segurança ou à pena. 
 
*Lembrando que nós temos o gênero que é a INFRAÇÃO PENAL, e suas espécies, que são duas: 
Crime/delito (algo gravoso) (para o crime é aplicado a reclusão ou a detenção); 
Contravenção Penal (algo mais brando) (para as contravenções penais é aplicado a prisão simples); 
 
*LCP significa “lei de contravenção penal”. 
 
A multa pode ser aplicada cumulativamente em qualquer espécie de infração penal. 
 
*LER O TÓPICO “CONTRAVENÇÕES PENAIS” DO OUTRO ARQUIVO DE DIREITO PENAL. 
 
*Súmula 527 do STJ: “O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o 
limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: UDESC. Órgão: UDESC. Prova: para Técnico Universitário de 
Suporte. Assinale a alternativa correta em relação ao instituto da pena prevista na Constituição 
Federal Brasileira. 
A) Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra 
eles executadas, independentemente do valor do patrimônio transferido. (ERRADO. Principio da 
Intranscendência da pena/Pessoalidade Art. 5º XLV da CF/88: nenhuma pena passará da pessoa 
do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens 
ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor 
do patrimônio transferido) 
B) Não há, em nenhuma hipótese, pena de morte ou de trabalhos forçado. (ERRADO. Em guerra 
declarada poderá haver pena de morte ou de trabalho forçado.) 
C) A privação ou restrição de liberdade, a perda de bens, a multa, a prestação social alternativa 
e a suspensão ou interdição de direitos são espécies de penas constitucionalmente previstas. 
(GABARITO. Princípio da individualização da pena. Artigo 5ª inciso XLVI da CF/88: 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
 a) privação ou restrição da liberdade; 
 b) perda de bens; 
 c) multa; 
 d) prestação social alternativa; 
 e) suspensão ou interdição de direitos) 
D) Não há crime sem lei anterior que o defina, mas pode haver pena sem prévia cominação 
legal. (ERRADO. Princípio da legalidade. Art. 1º do CP.: Não há crime sem lei anterior que o 
defina. Não há pena sem prévia cominação legal.) 
E) A prática do racismo constitui crime afiançável e prescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei. (ERRADO.) 
Art. 5º XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática 
da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como 
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-
los, se omitirem; 
Art. 5º, XLII da CF/88: A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à 
pena de reclusão, nos termos da lei; 
Art. 5º, XLIV da CF/88: Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, 
civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
São prescritíveis, mas inafiançáveis: tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o 
terrorismo, os crimes definidos como hediondos (Tráfico não é hediondo) 
 
3TH (Tráfico, terrorismo e tortura): insuscetível de graça e anistia e inafiançável. 
Negão armado: imprescritível e inafiançável. 
 
Observação: Segundo o STF o crime de injúria racial é espécie de crime de racismo e, portanto, 
como o racismo, é imprescritível. O crime de injúria racial é um crime de ação penal pública 
condicionada à representação, embora a regra dos crimes contra a honra (calúnia, difamação e 
injuria) seja crime de ação penal privada. Lembrando que a representação é apenas uma 
condição de procedibilidade da propositura da ação penal, porque quem vai propô-la é o 
Ministério Público (O MP é o titular de toda e qualquer tipode ação penal pública) 
 
O crime de racismo é de ação pública incondicionada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: IBFC. Órgão: PC-RJ. Prova para Oficial de Cartório. 
O princípio da humanidade consubstancia-se na ideia de que o direito penal deve pautar-se na 
benevolência, de forma a tratar dignamente aquele que comete um fato delituoso, visto que, 
apesar de ter infringido a norma penal, é pessoa humana como qualquer outra. Sendo assim, 
podemos afirmar corretamente que: 
A) A pena de morte confronta o princípio da humanidade, sendo vedada no ordenamento 
jurídico brasileiro de forma absoluta. 
B) O cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado não atenta contra o 
princípio da humanidade, por isso é permitido no ordenamento jurídico brasileiro. (GABARITO) 
C) Ao condenado, durante a execução da pena, pode ser imposta a obrigação de realizar 
trabalhos forçados, desde que se garanta o benefício da remissão penal. 
D) A imposição de castigos corporais ao preso provisório não se caracteriza como ilicitude, 
visto que o princípio da humanidade aplica-se apenas aos definitivamente condenados. 
E) Constitui-se pena degradante, por violar o direito à liberdade de ir e vir do condenado, a 
imposição de penas restritivas de direitos consistentes na proibição de freqüentar 
determinados lugares e limitação de fim de semana. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FCC. Órgão: TRF - 3ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário. 
Dentre as ideias estruturantes ou princípios abaixo, todos especialmente importantes ao direito 
penal brasileiro, NÃO tem expressa e literal disposição constitucional o da 
A) legalidade. 
B) proporcionalidade. (GABARITO. Proporcionalidade e razoabilidade não estão previstos 
expressamente na CF/88.) 
C) individualização. 
D) pessoalidade. 
E) dignidade humana. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: IAPEN-AP. Prova: FCC. Prova para Agente 
Penitenciário. 
Segundo o Código Penal, são espécies de pena 
A) o regime disciplinar diferenciado e a multa. 
B) o livramento condicional e a remição. 
C) o indulto e a comutação. 
D) a progressão de regime e o concurso material. 
E) a privativa de liberdade e a restritiva de direitos. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: 
Art. 32: As penas são: 
I - privativas de liberdade; 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: IAPEN-AP. Prova para Educador Social Penitenciário 
- Nível Médio. 
São espécies de penas restritivas de direitos 
A) a prisão administrativa e limitação de fim de semana. 
B) a multa e prestação de serviço à comunidade. 
C) o regime aberto e remição. 
D) a prestação pecuniária e interdição temporária de direitos. (GABARITO) 
E) o livramento condicional e comutação. 
COMENTÁRIO: 
Art. 32 do CP: As penas são: 
I - privativas de liberdade; 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
Art. 43 do CP: Aspenas restritivas de direitos são: 
I - prestação pecuniária; 
II - perda de bens e valores; 
III - limitação de fim de semana. 
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
V - interdição temporária de direitos; 
 
 
 
DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE. 
Código Penal: 
Art. 32: As penas são: 
I - privativas de liberdade (As penas privativas de liberdade são: Reclusão; Detenção; Prisão 
Simples); 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
Reclusão é sempre mais grave que detenção independente do tempo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-ES. Prova para Analista 
Judiciário. 
A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto, enquanto a de 
detenção, em regime semiaberto ou aberto. 
CERTO. Art. 33: A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou 
aberto. 
A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime 
fechado. 
§ 1º - Considera-se: 
a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; 
b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento 
similar; 
c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
SÓ EXITEM ESSES REGIMES DESTE ARTIGO! 
 
Prisão Albergue Domiciliar (Não é um regime específico. Ele é basicamente uma modalidade de 
se cumprir o regime aberto. Só é cabível no regime aberto.) 
Art. 117 da LEP (Lei de execuções penais): 
Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular 
quando se tratar de: 
I - condenado maior de 70 (setenta) anos; 
II - condenado acometido de doença grave; 
III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
IV - condenada gestante. 
(Ele não precisa trabalhar aqui nesta modalidade de regime aberto) 
 
Regime Especial. (são especificidades dedicadas às mulheres) 
Art. 37 do CP.: As mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio, observando-se os 
deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal, bem como, no que couber, o disposto 
neste Capítulo. 
 
QUESTÃO: A pena de prisão simples deve ser cumprida, sem rigor penitenciário, em 
estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum, em regime semiaberto ou aberto. 
CERTO. É a literalidade do artigo 6º da lei 3688/41 (Lei das Contravenções Penais). 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-ES. Prova para Analista 
Judiciário. 
A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado, enquanto que 
a casa do albergado destina-se ao cumprimento da pena privativa de liberdade, em regime 
aberto, e da pena de limitação de fim de semana. 
CERTO. Art. 93 da LEP (Lei de execução penal – Lei nº 7.210/1984): A Casa do Albergado 
destina-se ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime aberto, e da pena de 
limitação de fim de semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: IESES. Órgão: TJ-MA. (Reduzida) 
É certo afirmar: 
I. A pena de prisão simples deve ser cumprida, sem rigor penitenciário, em estabelecimento 
especial ou seção especial de prisão comum, em regime semiaberto ou aberto. (CERTO. As 
características da prisão simples como espécie de regime prisional são descritas no artigo 6º do 
decreto-lei 3688/41: A pena de prisão simples deve ser cumprida, sem rigor penitenciário, em 
estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum, em regime semi-aberto ou 
aberto.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2004. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Polícia 
Federal - Escrivão da Polícia Federal. 
As penitenciárias destinam-se a condenados a penas de reclusão ou de detenção, em regime 
fechado ou semi-aberto. 
ERRADO. As penas de reclusão, detenção e prisão simples são penas privativas de liberdade. A 
pena de reclusão admite o regime inicial fechado; A detenção não admite o regime inicial 
fechado; e a prisão simples não admite o regime fechado em hipótese alguma. As penitenciárias 
servem apenas para o cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado no caso 
de reclusão e aos que forem incluídos no regime disciplinar diferenciado (RDD). Art. 87 da LEP.: 
A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: IBADE. Órgão: SEJUDH – MT. Prova para Enfermeiro. 
Considerando a Lei de Execução Penal, assinale a alternativa correta. 
A) A penitenciária destina-se aos condenados de alta periculosidade e aos que forem incluídos 
no regime disciplinar diferenciado (RDD). (ERRADO. As penitenciárias servem apenas para o 
cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado no caso de reclusão e aos que 
forem incluídos no regime disciplinar diferenciado (RDD). Art. 87 da LEP.: A penitenciária 
destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado.) 
B) A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado e 
semiaberto. (ERRADO) 
C) A colônia agrícola, industrial ou similar destina-se ao cumprimento da pena em regime 
fechado. (ERRADO. colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar destina-se ao 
condenado em regime semi-aberto. As penitenciárias que se destinam ao regime fechado (em 
caso de reclusão e não de detenção) + RDD) 
D) A cadeia pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios. (GABARITO. Art. 102 da 
LEP.: A cadeia pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios.) 
E) A casa do albergado destina-se ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime 
semiaberto e aberto, bem como da pena de limitação de fim de semana. (ERRADO. A execução 
da pena em regime aberto será feita em casa de albergado ou estabelecimento adequado.) 
COMENTÁRIO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: MPE-SP. Órgão: MPE-SP. Prova para Promotor de Justiça. 
Assinale a afirmativa incorreta, em relação ao regime disciplinar diferenciado: 
A) aplica-se ao preso provisório ou condenado que pratica crime doloso e provoca subversão 
da ordem ou disciplina interna. (AFIRMAÇÃO CERTA. Art. 52, caput) 
B) aplica-se ao preso provisório ou condenado sobre o qual recaiam fundadas suspeitas de 
envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilha ou 
bando. (AFIRMAÇÃO CERTA. Art. 52 da LEP, §1º c/c o seu inciso II) 
C) somente o preso provisório ou condenado por crime hediondo ou assemelhado pode ser 
submetido ao regime disciplinar ou diferenciado. (AFIRMAÇÃO ERRADA. O RDD pode abrigar 
em seu sistema presos provisórios (suspeitos) ou condenados que participaram de 
organizações criminosas, quadrilha ou bando, esse concuso de pessoas não necessariamente 
tem por fim o comentimento de crimes hediondos.) 
D) tem como característica o recolhimento em cela individual. (AFIRMAÇÃO CERTA) 
E) pode ser aplicado a estrangeiros que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do 
estabelecimento penal ou da sociedade. (AFIRMAÇÃO CERTA. Art. 52, II da LEP) 
COMENTÁRIO: O que LEP diz sobre o RDD: Art. 52: A prática de fato previsto como crime 
doloso constitui falta grave e, quando ocasionar subversão da ordem ou disciplina internas, 
sujeitará o preso provisório, ou condenado, nacional ou estrangeiro, sem prejuízo da sanção 
penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características: 
I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta 
grave de mesma espécie; 
II - recolhimento em cela individual; 
III - visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por vez, a serem realizadas em instalações 
equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos, por pessoa da família ou, no 
caso de terceiro, autorizado judicialmente, com duração de 2 (duas) horas; 
IV - direito do preso à saída da cela por 2 (duas) horas diárias para banho de sol, em grupos de 
até 4 (quatro) presos, desde que não haja contato com presos do mesmo grupo criminoso; 
V - entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com seu defensor, em instalações 
equipadaspara impedir o contato físico e a passagem de objetos, salvo expressa autorização 
judicial em contrário; 
VI - fiscalização do conteúdo da correspondência; 
VII - participação em audiências judiciais preferencialmente por videoconferência, garantindo-se 
a participação do defensor no mesmo ambiente do preso. 
§ 1º O regime disciplinar diferenciado também será aplicado aos presos provisórios ou 
condenados, nacionais ou estrangeiros: 
I - que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da 
sociedade; 
II - sob os quais recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, 
em organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, independentemente da 
prática de falta grave. 
§ 2º (Revogado). 
§ 3º Existindo indícios de que o preso exerce liderança em organização criminosa, associação 
criminosa ou milícia privada, ou que tenha atuação criminosa em 2 (dois) ou mais Estados da 
Federação, o regime disciplinar diferenciado será obrigatoriamente cumprido em 
estabelecimento prisional federal. 
§ 4º Na hipótese dos parágrafos anteriores, o regime disciplinar diferenciado poderá ser 
prorrogado sucessivamente, por períodos de 1 (um) ano, existindo indícios de que o preso: 
I - continua apresentando alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal de 
origem ou da sociedade; 
II - mantém os vínculos com organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, 
considerados também o perfil criminal e a função desempenhada por ele no grupo criminoso, a 
operação duradoura do grupo, a superveniência de novos processos criminais e os resultados 
do tratamento penitenciário. 
§ 5º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo, o regime disciplinar diferenciado deverá contar 
com alta segurança interna e externa, principalmente no que diz respeito à necessidade de se 
evitar contato do preso com membros de sua organização criminosa, associação criminosa ou 
milícia privada, ou de grupos rivais. 
§ 6º A visita de que trata o inciso III do caput deste artigo será gravada em sistema de áudio ou 
de áudio e vídeo e, com autorização judicial, fiscalizada por agente penitenciário. 
 
 
 
 
§ 7º Após os primeiros 6 (seis) meses de regime disciplinar diferenciado, o preso que não 
receber a visita de que trata o inciso III do caput deste artigo poderá, após prévio agendamento, 
ter contato telefônico, que será gravado, com uma pessoa da família, 2 (duas) vezes por mês e 
por 10 (dez) minutos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROGRESSÃO DE REGIME. 
§2º do Art. 33: As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, 
segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses 
de transferência a regime mais rigoroso: 
a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; 
b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 
(oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; 
c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde 
o início, cumpri-la em regime aberto. 
§3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos 
critérios previstos no art. 59 deste Código. 
§4º O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do 
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do 
produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais. 
 
SÚMULAS: 
Súmula 269 do STJ (Superior Tribunal de Justiça): "É admissível a adoção do regime prisional 
semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as 
circunstâncias judiciais” Em regra o reincidente sempre começa no regime fechado. A ideia dessa 
súmula é evitar um pouco a chegada de pessoas reincidentes no regime fechado devido a 
superlotação dos presídios no Brasil, por isso deixaram a lei mais branda no caso da alínea ‘c’ do 
artigo 33, que é o caso mais brando de pena previsto neste artigo. 
 
Súmula 440 do STJ: "Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de 
regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas 
na gravidade abstrata do delito” 
 
O reincidente sempre vai sofrer as consequências mais gravosas possíveis, ou seja, sempre em 
regime fechado, desde que os crimes praticados por eles forem apenados com reclusão, porque 
somente a reclusão admite regime inicial fechado. Para os crimes apenados com detenção, na pior das 
hipóteses ele é colocado no regime semi-aberto (mesmo o reicindente) para iniciar o cumprimento de 
pena. 
 
PROGRESSÃO DE REGIME DEPOIS DO PACOTE ANTICRIME (Art. 112 da LEP) 
Crimes comuns: 
I – 16% para o primário em crime sem violência ou grave ameaça. 
II – 20% para o reincidente em crime sem violência ou grave ameaça. 
III – 25% para o primário em crime com violência ou grave ameaça. 
Crimes específicos: 
I – 40% para crime hediondo ou equiparado, se for primário. 
II – 50% para crime hediondo ou equiparado a hediondo, com resultado morte se for primário. 
É vedado o livramento condicional. 
III – 50% para quem exerce o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada 
para a prática de crime hediondo ou equiparado. 
IV – 50% para crime de constituição de milícia privada. 
V – 60% para o reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado. (nem benéfico nem maléfico, 
porque equivale a 3/5 prevista na lei antiga) 
VI – 70% para o reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte. 
É vedado o livramento condicional. 
 
§ 1º do artigo 112 da LEP.: Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime 
se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as 
normas que vedam a progressão. 
§ 2º do artigo 112 da LEP.: A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será 
sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor, 
procedimento que também será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e 
comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - IX - Primeira Fase. 
(Reduzida) 
O sistema punitivo brasileiro é progressivo. Por meio dele o condenado passa do regime inicial 
de cumprimento de pena mais severo para regime mais brando, até alcançar o livramento 
condicional ou a liberdade definitiva. A respeito da progressão de regime, assinale a afirmativa 
correta. 
A) O sistema progressivo brasileiro é compatível com a progressão “por saltos”, consistente na 
possibilidade da passagem direta do regime fechado para o aberto. (ERRADO. Súmula 491 do 
STJ - É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. Ou seja, do fechado 
tem que passar pelo semi fechado e só depois para o aberto, mas do aberto pode ir direto para 
o fechado) 
B) O cumprimento da pena privativa de liberdade nos crimes hediondos é uma exceção ao 
sistema progressivo. O condenado nesta modalidade criminosa deve iniciar e encerrar o 
cumprimento da pena no regime fechado, sem possibilidade de passagem para regime mais 
brando. (ERRADO. É possível a progressão de regime nos crimes hediondos. Além disso, 
segundo a lei dos crimes hediondos, o regime inicial é o fechado e depois tem progressão, mas 
o STF admite qualquer regime inicial para crime hediondo, inclusive o aberto) 
D) O pedido de progressão deve ser endereçado ao juízo sentenciante (errado, porque se o cara 
já está cumprindo pena, então o pedido de progressão deve ser endereçado ao juízo em 
execução), que decidirá independente de manifestação do Ministério Público. (Errado porque 
precisa da manifestação do MP) 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TJ-RR. Prova para Juiz Substituto. 
Em matériade penas privativas de liberdade, correto afirmar que 
A) possível a fixação do regime inicial fechado para o condenado a pena de detenção, se 
reincidente. (ERRADO. Nos termos do artigo 33 do Código Penal, as penas de detenção são 
cumpridas inicialmente no regime aberto ou no semi-aberto, salvo quando necessário ser 
transferido para o regime fechado, o que se dá nas hipóteses previstas no artigo 36, § 2º, do 
Código Penal, que diz: O condenado será transferido do regime aberto, se praticar fato definido 
como crime doloso, se frustrar os fins da execução ou se, podendo, não pagar a multa 
cumulativamente aplicada. Art. 33 do CP.: A pena de reclusão deve ser cumprida em regime 
fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo 
necessidade de transferência a regime fechado.) 
B) o condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão de regime do 
cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do 
produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais. (GABARITO) 
C) a determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos 
mesmos critérios previstos para a fixação da pena-base, mas nada impede a opção por regime 
mais gravoso do que o cabível em razão da pena imposta, se a gravidade abstrata do delito 
assim o justificar. (ERRADO. A fixação de um regime de cumprimento de pena mais gravoso 
não pode se embasar na gravidade abstrata do crime, mas nos critérios previstos no artigo 59 
do Código Penal, que tratam das circunstâncias judiciais que são observadas à luz do caso 
concreto. SÚMULA 718 STF: “A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não 
constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido 
segundo a pena aplicada.” Entretanto, cabe citar a Súmula 719 do STF: “A imposição do regime 
de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” No caso 
da assertiva não é uma motivação idônia, como diz a súmula 718 do STF.) 
D) inadmissível a adoção do regime inicial semiaberto para o condenado reincidente. (ERRADO. 
Súmula 269 do STJ.: “É admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes 
condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.”) 
E) os condenados por crimes hediondos ou assemelhados, independentemente da data em que 
praticado o delito, só poderão progredir de regime após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da 
pena, se primários, e de 3/5 (três quintos), se reincidentes. (ERRADO. Essa questão é antiga, por 
isso está desatualizada, mas o que você precisa saber aqui é que cai perguntas sobre 
progressão de regime de crimes hediondos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: ALESE. Prova para Analista Legislativo. 
Acerca das penas, suas espécies e sua cominação, o Código Penal dispõe que 
A) o condenado à pena privativa de liberdade superior a 7 anos deverá, obrigatoriamente, 
começar a cumpri-la em regime fechado. 
B) o condenado não reincidente, cuja pena privativa de liberdade seja superior a 6 anos e não 
exceda a 7, deverá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto. 
C) o condenado não reincidente, cuja pena privativa de liberdade seja superior a 5 anos e não 
exceda a 7, deverá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. 
D) as penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma regressiva, segundo o 
mérito do condenado. 
E) o condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão de regime do 
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do 
produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais. (GABARITO. §4º do artigo 33) 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros. (reduzida) 
A, primário, foi condenado por tentativa de roubo qualificado à pena de 2 anos e 8 meses de 
reclusão e multa. O juiz, ao aplicar a pena, 
A) deverá fixar o regime fechado para o cumprimento inicial por tratar-se de crime praticado 
com violência contra a pessoa. (ERRADO. O regime fechado será resguardado aos condenados 
a pena superior a 8 (oito) anos.) 
E) poderá fixar o regime aberto para o cumprimento inicial da pena privativa de liberdade. 
(GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IBFC. Órgão: SEAP-MG. Prova para Agente de Segurança 
Penitenciário. As penas privativas de liberdade devem ser executadas em forma progressiva, 
segundo o mérito do condenado, observados determinados critérios e ressalvadas as hipóteses 
de transferência a regime mais rigoroso. Nesse sentido, assinale a alternativa correta: 
A) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deve começar a cumpri-la em regime semi-
aberto 
B) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 
(oito), deve cumpri-la em regime fechado 
C) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, 
desde o início, cumpri-la em regime semi-aberto 
D) o condenado por crime contra a administração pública deve ter a progressão de regime do 
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do 
produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais (GABARITO) 
E) ao condenado transferido para o regime disciplinar diferenciado é vedada a realização de 
exame criminológico de classificação para individualização da execução 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Instituto Consulplan. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de 
Justiça. 
Nos termos da Lei de Execução Penal, no caso de mulher gestante ou que for mãe ou 
responsável por crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência, os requisitos para 
progressão de regime são, cumulativamente: não ter cometido crime com violência ou grave 
ameaça a pessoa; não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; ter cumprido ao 
menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; ser primária e ter bom comportamento 
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; e não ter integrado organização 
criminosa. 
ERRADO. Apenas o que está sublinhado está errado. Art. 112, §3º da LEP.: No caso de mulher 
gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, os requisitos 
para progressão de regime são, cumulativamente: 
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; 
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do 
estabelecimento; 
V - não ter integrado organização criminosa. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do 
condenado em regime prisional mais gravoso. 
CERTO. Súmula vinculante 56 do STF: A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza 
a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa 
hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGRESSÃO DE REGIME. 
Artigo 118 da LEP - Lei de Execução Penal (lei nº 7.210/84) 
Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a 
transferência para QUALQUER DOS REGIMES MAIS RIGOROSOS (ou seja, existe per saltum na 
regressão de regime. Admite-se per saltum do regime aberto para o fecado nos casos de 
detenção, que em tese não se admite regime fechado. Admite-se per saltum do regime aberto 
para o fechado em crimes em que o regime inicial do crime é semi-aberto ou aberto), quando o 
condenado: 
I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave (falta grave é o camarada ser achado 
com um celular; estar com instrumentos cortantes; fugir, etc. Falta grave está no rol taxativo do 
aritgo 50 da LEP.); 
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução,torne incabível o regime. 
§ 1° O condenado será transferido do regime aberto se, além das hipóteses referidas nos 
incisos anteriores, frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a multa 
cumulativamente imposta. 
§ 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior, deverá ser ouvido previamente o 
condenado. 
§ 2º do Art. 75 do CP.: Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da 
pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de pena já cumprido. 
Art. 111 da LEP (LEI 7.210/84).: Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo 
processo ou em processos distintos, a determinação do regime de cumprimento será feita pelo 
resultado da soma ou unificação das penas, observada, quando for o caso, a detração ou 
remição. Parágrafo único. Sobrevindo condenação no curso da execução, somar-se-á a pena ao 
restante da que está sendo cumprida, para determinação do regime. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para Exame de Ordem Unificado - VII - 
Primeira Fase. 
Pitágoras foi definitivamente condenado, com sentença penal condenatória transitada em 
julgado, à pena de 6 (seis) anos de reclusão a ser cumprida, inicialmente, em regime semi-
aberto. Cerca de quatro meses após o início do cumprimento da pena privativa de liberdade, 
sobreveio nova condenação definitiva, desta vez a 3 (três) anos de reclusão no regime inicial 
aberto, em virtude da prática de crime anterior. Atento ao caso narrado, bem como às 
disposições pertinentes ao tema presentes tanto no código penal quanto na lei de execuções 
penais, é correto afirmar que 
A) Pitágoras poderá continuar a cumprir a pena no regime semiaberto. 
B) Pitágoras deverá regredir para o regime fechado. (GABARITO) 
C) Pitágoras deverá regredir de regime porque a nova condenação significa cometimento de 
falta grave. 
D) prevalece o regime isolado de cada uma das condenações, devendo-se executar primeiro a 
pena mais grave. 
COMENTÁRIO: 
Art. 118 da LEP (LEI 7.210/84). A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma 
regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o 
condenado: II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena 
em execução, torne incabível o regime. 
O camarada conseguiu 9 anos de pena de privação de liberdade, o que o leva a regressão para o 
regime fechado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para Exame de Ordem Unificado - XV - 
Tipo 1 – Branca. 
Daniel foi condenado à pena privativa de liberdade de 06 anos de reclusão, em regime inicial 
fechado, pela prática do delito de estupro (Art. 213, do Código Penal). Tendo decorrido lapso 
temporal para progressão de regime prisional e ostentando o reeducando bom comportamento 
carcerário, sua defesa pleiteou a concessão do benefício. Em 26/07/2013, o Juízo das 
Execuções, tendo em vista a necessidade de melhor aferição do requisito subjetivo, determinou 
a realização de exame criminológico, em decisão devidamente fundamentada. Sobre o caso 
apresentado, segundo entendimento sumulado nos Tribunais Superiores, assinale a opção 
correta. 
A) Agiu corretamente o magistrado, eis que é possível a realização de exame criminológico 
pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão motivada. (GABARITO. Súmula 439 do 
STJ: “Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão 
motivada.” Além disso é uma regra do regime fechado. Art. 34 do CP.: O condenado será 
submetido, no início do cumprimento da pena (em regime fechado), a exame criminológico de 
classificação para individualização da execução. 
B) Agiu corretamente o magistrado, pois a realização de exame criminológico é sempre 
necessária. 
C) Não agiu corretamente o magistrado, uma vez que não é possível a realização de exame 
criminológico. 
D) Não agiu corretamente o magistrado, na medida em que o exame criminológico só poderá ser 
realizado no caso de crimes graves e hediondos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XIV - Primeira Fase. 
Washington foi condenado à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e ao pagamento de 10 dias-
multa pela prática do delito de roubo (Art. 157, do CP), em regime semiaberto, tendo iniciado o 
cumprimento da pena logo após a publicação da sentença condenatória. Decorrido certo lapso 
temporal, a defesa de Washington pleiteia a progressão de regime prisional ao argumento de 
que, com a remição de pena a que faz jus, já cumpriu a fração necessária para ser agraciado 
com o avanço prisional, estando, assim, presente o requisito objetivo. Washington ostentaria, 
ainda, bom comportamento carcerário, atestado pelo diretor do estabelecimento prisional. Na 
decisão, o juiz a quo concedeu a progressão para o regime aberto, mediante a condição 
especial de prestação de serviços à comunidade (Art. 43, IV, do CP). De acordo com 
entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, assinale a opção correta. 
A) O magistrado não agiu corretamente, eis que é inadmissível a fixação de prestação de 
serviços à comunidade (Art. 43, IV, do CP) como condição especial para o regime aberto. 
(GABARITO. Súmula 493 do STJ: “É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) 
como condição especial ao regime aberto.”) 
B) O magistrado agiu corretamente, uma vez que é admissível a fixação de prestação de 
serviços à comunidade (Art. 43, IV, do CP) como condição especial para o regime aberto. 
C) O magistrado não agiu corretamente, tendo em vista que deveria ter fixado mais de uma pena 
substitutiva prevista no Art. 44, do CP, como condição especial para a concessão do regime 
aberto. 
D) O magistrado agiu corretamente, pois poderia estabelecer qualquer condição como requisito 
para a concessão do regime aberto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. 
Código Penal: 
Art. 32: As penas são: 
I - privativas de liberdade (As penas privativas de liberdade são: Reclusão; Detenção; Prisão 
Simples); 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
As penas restritivas de direitos são penas alternativas às penas privativas de liberdade e têm como 
base a política criminal, devido a superlotação das penitenciárias e visando a resocialização. 
Obviamente não cabe aos casos mais “sérios”. As penas restritivas de direito são aplicadas como 
substituição da privativa de liberdade, uma verdadeira conversão desta para aquela, por isso é possível 
também a desconversão, se o agente descumprir os requisitos. Com isso, é correto afirmar que existe 
uma diferença no conceito de PENAS ALTERNATIVAS, que é quando ocorre essa 
conversão/substituição, e ALTERNATIVA À PENA, que é quando o CP traz como punição do crime 
uma restrição de direito desde logo, ao invés da prisão. Nesse último caso, é impossível que a pena 
restritiva de direito seja convertida em prisão. 
 
As penas restritivas de direitos são: 
- Prestação pecuniária; 
- Perda de bens e valores; 
- Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas; 
- Interdição temporária de direitos; 
- Limitação de final de semana. 
 
O Sursi não é uma pena restritiva de direito, porque ela não substitui a pena de prisão. O sursi mantém 
a pena privativa de liberdade, mas suspende ou modifica a sua execução. O sursi é uma MEDIDA 
ALTERNATIVA. 
 
Essas definições de PENAS ALTERNATIVAS; ALTERNATIVA À PENA e MEDIDA ALTERNATIVA 
estão no livro do Rogério Sanches Cunha, por isso pode ser uma pergunta na fase oral. 
 
Sobre as penas restritivas de direito, prevalece que o juiz não só pode como DEVE fazer a 
substituição/conversão da pena privativa de liberdade em pena restritiva de direito quando o réu estiver 
preenchido os requisitos, logo é um poder dever do Juiz. 
 
As penas restritivas de direito de natureza real são aquelas que atingem o patrimônio do réu (que são 
as prestações pecuniárias e perda de bens e valores), já as penas restritivas de direito de natureza 
pessoalsão aquelas que atingem a pessoa do condenado (que são as outras três). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO objetiva da prova da magistratura do TRT 3ª Região. 
Discorra sobre as características das penas restritivas de direito. 
O texto da lei descreve duas características das penas restritiva de direito: Elas são autônomas e 
substitutivas. Ser autônoma significa que o juiz aplica as restritivas de direito no lugar das privativas de 
liberdade e não como acessórias às privativas de liberdade. Isso significa que as penas restritivas de 
direito não podem ser cumuladas com a privativas de liberdade. Entretanto, excepcionalmente existe a 
possibilidade de a pena restritiva de liberdade ser aplicada cumulativamente à pena privativa de 
liberdade. Essas exceções encontram-se no Código de Trânsito Brasileiro e no artigo 78 do Código de 
Defesa do Consumidor. 
A segunda característica é um desdobramento lógico da primeira, é a característica da substitutividade. 
O juiz fixa a pena privativa de liberdade e na mesma sentença ele substitui pela restritiva de direito. 
Isso permite a desconversão, se descumprido os requisitos de maneira injustificada pelo réu. 
 
É importante saber que em regra as penas restritivas de direito terão a mesma duração das penas 
privativas de liberdade substituída. Existem algumas exceções a essa regra. 
1º exceção: Penas restritiva de direito de natureza real (Prestação pecuniária e Perda de bens e 
valores) 
2ª exceção: Prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. Art. 46, §4º do CP.: Se a 
pena substituída for superior a um ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva 
em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. 
3ª exceção: O estatudo do torcedor traz um caso em que o condenado que tem a pena privativa de 
liberdade substituída por uma restritiva de direito deverá cumprir a restritiva de direito por um tempo 
maior que aquela que foi substituída (é no caso do crime de provocar tumulto nos estádios).. 
4ª exceção: Lei de Abuso de Autoridade 13.869/2019. Essa lei traz penas alternativas (para alguns 
crimes), que são penas de suspensão do cargo, emprego ou função pública pelo prazo de 1 a 6 
meses. Esse prazo da suspensão é um prazo absolutamente distinto das penas impostas nos crimes 
de abuso de autoridade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Penas restritivas de direito no CP.: 
Art. 43 (Penas restritivas de direitos) - As penas restritivas de direitos são: 
I - prestação pecuniária; 
II - perda de bens e valores; 
III - limitação de fim de semana. 
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
V - interdição temporária de direitos; 
VI - limitação de fim de semana. 
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, 
quando: 
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido 
com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for 
culposo; 
II – o réu não for reincidente em crime doloso; (Há exceção. Ver o parágrafo 3º. Essa excessão 
não se aplica no sursi penal nem no sursi processual nem no livramento condicional. Ou seja, 
estará certa a afirmação da questão que falar que não se aplica o benefício dos sursis ou do 
livramento condicional ao reincidente em crime doloso. E estará errada a afirmação que falar 
que não se aplica a substituição/conversão de pena privativa de liberdade em restritiva de 
direitos ao reincidente em crime doloso) 
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem 
como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. 
§ 1º (VETADO) 
§ 2º Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por 
uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser 
substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 
§ 3º Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de 
condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha 
operado em virtude da prática do mesmo crime. 
§ 4º (Revogação da substituição obrigatória) A pena restritiva de direitos converte-se em 
privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento INJUSTIFICADO da restrição imposta. 
No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena 
restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. (É o 
único caso de revogação obrigatória da substituição de pena privativa de liberdade por 
restritiva de direitos) 
§ 5ª (revogação facultativa da substituição) Sobrevindo condenação a pena privativa de 
liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar 
de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior. (Se isso ocorrer 
durant o benefício de livramento condicional. O benefício deverá ser revogado, independente se 
o crime é doloso ou culposo. Se isso acontecer durante o benefício de suspensão condicional 
da pena, o benefício poderá ser revogado se o crime superveniente for culposo e deverá ser 
revogado se o crime superveniente for doloso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aquii - QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
Nos termos do Código Penal, a suspensão condicional da pena PODERÁ ser revogada se o 
condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por 
crime ou contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
ERRADO. SOBRE REVOGAÇÃO DOS BENEFÍCIOS: 
 
Art. 81, § 1º (revogação facultativa da suspensão condicional da pena) - A suspensão poderá ser 
revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente 
condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva 
de direitos. 
Art. 81 (Revogação obrigatória da suspensão condicional da pena) - A suspensão será revogada 
se, no curso do prazo, o beneficiário: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, 
a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código 
Art. 78, § 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 
46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48) 
 
Revogação obrigatória das penas restritivas de direitos: Art. 44, §4º - A pena restritiva de 
direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o DESCUMPRIMENTO 
INJUSTIFICADO da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será 
deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta 
dias de detenção ou reclusão. (no caso de revogação do livramento condicional, o prazo reinicia 
do 0) 
Revogação facultativa das penas restritivas de direitos: Art. 44, § 5º - Sobrevindo condenação a 
pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a 
conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena 
substitutiva anterior. 
 
Revogação obrigatória do livramento condicional da pena: Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o 
liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Revogação facultativa do livramento condicional da pena: Art. 87 - O juiz poderá, também, 
revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da 
sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a penaque não seja 
privativa de liberdade. 
Efeitos da revogação do livramento condicional da pena: Art. 88 - Revogado o livramento, não 
poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de condenação por outro 
crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o 
condenado. 
 
Revogação obrigatória da suspensão condicional do processo: Art. 89 a lei 9.099/95 (lei dos 
juizados especiais) § 3º - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a 
ser processado por outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano. 
Revogação facultativa da suspensão condicional do processo: Art. 89 a lei 9.099/95 (lei dos 
juizados especiais) § 4º - A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, 
no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO. 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FCC. Órgão: TJ-CE. Prova para Juiz Substituto. 
No tocante às penas restritivas de direitos, 
A) há conversão em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da 
restrição imposta, sem dedução do tempo cumprido da sanção substitutiva. (ERRADO. Art. 44, § 
4º do CP.: A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o 
descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a 
executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo 
mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.) 
B) é possível a imposição de interdição temporária de direitos consistente em proibição de 
inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos. (CERTO. Art. 47, V do CP. Art. 47 do 
CP.: As penas de interdição temporária de direitos são: 
I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo; 
II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que dependam de habilitação 
especial, de licença ou autorização do poder público; 
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. 
IV – proibição de freqüentar determinados lugares. 
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos.) 
C) é admissível a fixação de pena substitutiva (penas restritivas de direito) como condição 
especial ao regime aberto, conforme entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça. 
(ERRADO. O STJ entendeu que isso é proibido. Urge ressaltar que, segundo o STF, é possível a 
aplicação da pena de prestação pecuniária e prestação de serviços à comunidade ou entidades 
públicas (que são duas espécies de penas restritivas de direito) como condição para a aplicação 
da suspensão condicional da pena) 
D) é obrigatória a conversão, se sobrevier condenação à pena privativa de liberdade. (ERRADO. 
Art. 44, §5º do CP.: Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz 
da execução penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao 
condenado cumprir a pena substitutiva anterior. Isso significa que o juiz, em regra, tem o dever 
de fazer a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito quando o réu 
cumprir os requisitos, exceto quando sobrevier outra condenação por um outro crime ao 
mesmo réu. Caso em que o juiz terá a faculdade de fazer ou não a conversão.) 
E) a perda de bens e valores pertencentes ao condenado dar-se-á, preferencialmente, em favor 
da vítima ou de seus sucessores. (ERRADO. Art. 45, §3º do CP.: A perda de bens e valores 
pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em favor do Fundo 
Penitenciário NACIONAL (não pode ser estadual), e seu valor terá como teto – o que for maior – 
o montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em 
conseqüência da prática do crime.) (a pena de multa também será destinada ao Fundo 
Penitenciário, que poderá ser nacional ou estadual) (Somente a pena de prestação pecuniária 
(restritiva de direitos) será em favor da vítima, seus dependentes ou entidade pública ou privada 
com destinação social) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XXIV - Primeira 
Fase. 
Cássio foi denunciado pela prática de um crime de dano qualificado, por ter atingido bem 
municipal (Art. 163, parágrafo único, inciso III, do CP – pena: detenção de 6 meses a 3 anos e 
multa), merecendo destaque que, em sua Folha de Antecedentes Criminais, consta uma única 
condenação anterior, definitiva, oriunda de sentença publicada 4 anos antes, pela prática do 
crime de lesão corporal culposa praticada na direção de veículo automotor. Ao final da 
instrução, Cássio confessa integralmente os fatos, dizendo estar arrependido e esclarecendo 
que “perdeu a cabeça” no momento do crime, sendo certo que está trabalhando e tem 03 filhos 
com menos de 10 anos de idade que são por ele sustentados. Apenas com base nas 
informações constantes, o(a) advogado(a) de Cássio poderá pleitear, de acordo com as 
previsões do Código Penal, em sede de alegações finais, 
A) o reconhecimento do perdão judicial. (ERRADO) 
B) o reconhecimento da atenuante da confissão, mas nunca sua compensação com a 
reincidência. (ERRADO) 
C) a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, apesar de o agente ser 
reincidente. (GABARITO. Art. 44, §3º do CP.: Se o condenado for reincidente, o juiz poderá 
aplicar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, desde que, em face 
de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha 
operado em virtude da prática do mesmo crime.) 
D) o afastamento da agravante da reincidência, já que o crime pretérito foi praticado em sua 
modalidade culposa, e não dolosa. (ERRADO. Seja doloso, seja culposo, seja tentado, seja de 
crimes diferentes cabe a reincidência. Neste caso ele é reincidente, porque não se passou os 5 
anos do cumprimento da pena ou da extinção da pena de alguma outra maneira e a prática do 
novo crime. Veja o que o Código Penal fala sobre reincidência: 
Art. 63: Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em 
julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior. 
Art. 64: Para efeito de reincidência: 
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a 
infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o 
período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação; 
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos.) 
COMENTÁRIO: 
REQUISITOS DA SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR PENA RESTRITIVA 
DE DIREITOS: 
a) crime culposo: qualquer pena e qualquer crime; 
b) crime doloso: 1 - Pena não superior a 4 anos. 2 - Sem violência ou grave ameaça. 3 - Não 
reincidente em crimes dolosos específicos/repetidos (mesmos crimes dolosos). 
Art. 44, § 3º: Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em 
face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se 
tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. 
Em todos os casos, a substituição deve ser suficiente conforme: culpabilidade, antecedentes, 
conduta social, personalidade, motivos e circunstâncias. 
Ainda sobre esse assunto é preciso conhecer o §2º do artigo 44: Na condenação igual ou 
inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; 
se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva 
de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 
COMENTÁRIO 2: 
É importante saber que as penas restritivas de direitos são substitutivas das penas privativas 
de liberdade, e por isso autônomas e não acessórias. Isso quer dizerque as penas restritivas de 
direitos nunca poderão ser cumuladas com as privativas de liberdade nem poderão ser usadas 
como um requisito para se dar um regime semi-aberto ou aberto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XXI - Primeira 
Fase. 
Carlos, 21 anos, foi condenado a cumprir pena de prestação de serviços à comunidade pela 
prática de um crime de lesão corporal culposa no trânsito. Em 01/01/2014, seis meses após 
cumprir a pena restritiva de direitos aplicada, praticou novo crime de natureza culposa, vindo a 
ser denunciado. Carlos, após não aceitar qualquer benefício previsto na Lei nº 9.099/95 e ser 
realizada audiência de instrução e julgamento, é novamente condenado em 17/02/2016. O juiz 
aplica pena de 11 meses de detenção, não admitindo a substituição por restritiva de direitos em 
razão da reincidência. Considerando que os fatos são verdadeiros e que o Ministério Público 
não apelou, o(a) advogado(a) de Carlos, sob o ponto de vista técnico, deverá requerer, em 
recurso, 
A) a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. (GABARITO) 
B) a suspensão condicional da pena. 
C) o afastamento do reconhecimento da reincidência. 
D) a prescrição da pretensão punitiva. 
COMENTÁRIO: 
A alternativa B está INCORRETA, pois Carlos preenche os requisitos para a substituição da 
pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. A suspensão condicional da pena é 
inadimissívell quando “indicada ou cabível” a substituição da pena privativa de liberdade por 
restritiva de direito. 
A alternativa C está INCORRETA, pois Carlos realmente é reincidente (mas em crime culposo). 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-RJ. Prova para Juiz Substituto. 
No que concerne à aplicação das penas restritivas de direitos dos arts. 43 a 48 do CP, é correto 
afirmar que 
A) ao reincidente é vedada a substituição da privativa de liberdade. (ERRADO. Essa proibição de 
maneira taxativa se aplica somente à aplicação da suspensão condicional da suspensão 
condicional do processo. No caso da substituição/conversão de pena privativa de liberdade em 
restritiva de direito cabe a concessão ao reincidente, desde que preenchido alguns requisitos. 
Segundo o Código Penal, no artigo 44, II, é inadmissível a substituição de pena privativa de 
liberdade por pena restritva de direito para o reincidente desde que seja crime doloso, ou seja, 
cabe a substituição ao reincidente em crime culposo. 
Art. 44 do CP.: As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de 
liberdade, quando: 
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido 
com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for 
culposo; 
II – o réu não for reincidente em crime doloso; 
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem 
como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. 
Além disso: Art. 44, §3º do CP.: Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a 
substituição, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente 
recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime.) 
B) o benefício não pode ser aplicado mais de uma vez no interregno de 5 (cinco) anos ao 
mesmo réu. (ERRADO. Não existe essa previsão na lei) 
C) a pena restritiva de direitos se converte em privativa de liberdade sempre que ocorrer o 
descumprimento da restrição imposta. (ERRADO. Existe a possibilidade de o descumprimento 
ser injustificado ou ainda justificado. Somente no caso do descumprimento injustificado a 
conversão da pena restritiva de direito deverá ser convertida em privativa de liberdade. Art. 44, § 
4º do CP.: A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o 
descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a 
executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo 
mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.) 
D) os crimes culposos admitem sua aplicação em substituição às privativas de liberdade, 
independentemente da pena aplicada. (CERTO. Art. 44, I – parte final) 
E) penas privativas de até 2 (dois) anos em regime aberto podem ser substituídas por uma multa 
ou por uma pena restritiva de direitos. (ERRADO. Art. 44, § 2º do CP.: Na condenação igual ou 
inferior a um ano (ou seja, até 1 ano), a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena 
restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída 
por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos.) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CS-UFG. Órgão: TJ-GO. Prova para Escrevente Judiciário. 
Segundo o Código Penal, as penas restritivas de direitos serão aplicadas da seguinte maneira: 
A) a prestação pecuniária consistirá no pagamento em dinheiro à vítima, de importância fixada 
pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário-mínimo nem superior a 100 (cem) salários-mínimos. 
(ERRADO. O valor máximo é de 360 salários mínimos. Art. 45, §1º do CP.: A prestação 
pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade 
pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) 
salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago será 
deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os 
beneficiários.) 
B) a perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação 
especial, em favor do Fundo Penitenciário Estadual, e seu valor terá como teto o montante do 
prejuízo causado. (ERRADO. Art. 45, §3º do CP.: A perda de bens e valores pertencentes aos 
condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em favor do Fundo Penitenciário 
Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo causado ou do 
provento obtido pelo agente ou por terceiro, em conseqüência da prática do crime.) 
C) a prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas será aplicável às 
condenações superiores a 6 (seis) meses de privação da liberdade, e consistirá na atribuição de 
tarefas gratuitas ao condenado. (CERTO. Art. 46. Do CP.: A prestação de serviços à comunidade 
ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da 
liberdade. §1º A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na 
atribuição de tarefas gratuitas ao condenado.) 
D) a limitação de fim de semana consistirá na obrigação de permanecer, aos sábados, domingos 
e feriados, por 4 (quatro) horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento 
adequado. (ERRADO. Limitação de fim de semana: 5 (cinco) horas diárias. APENAS sábados e 
domingos (feriados, não!) Art. 48 do CP.: A limitação de fim de semana consiste na obrigação de 
permanecer, aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou 
outro estabelecimento adequado. Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser 
ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENA DE MULTA. 
Código Penal: 
Art. 32: As penas são: 
I - privativas de liberdade (As penas privativas de liberdade são: Reclusão; Detenção; Prisão 
Simples); 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
 
A pena de multa pode ser: 
- Cumulada com pena privativa de liberdade; 
- Restritiva de direito (e nesse caso cumulada ou não com outra restritiva de direito) (Art. 44, § 2º do 
CP.: Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por 
uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser 
substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos.)(mas 
se aparecer na prova, não é correto afirmar que multa é uma espécie de pena restritiva de direito); 
- Isolada em seu preceito primário, como acontece em vários casos de contravenções penais, por 
exemplo, que é punido somente com multa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-DFT. Prova para Analista 
Judiciário - Área Judiciária. 
O pagamento da pena de multa deverá ser revertido à instituição financeira lesada pelo delito. 
ERRADO. Será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional, em regra, exceto quando o Estado 
tem o Fundo Penitenciário Estadual. 
A pena de perda de bens e valores será destinada ao Fundo Penitenciário Nacional (nunca 
estadual). 
Somente a pena de prestação pecuniária que será destinada à vítima. 
Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na 
sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 
(trezentos e sessenta) dias-multa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: DPE-RJ. Prova para Defensor Público. 
Sobre a execução da pena de multa, considerando a legislação e o entendimento atualizado das 
Cortes Superiores, é correto afirmar que: 
A) o réu preso, cumprindo pena privativa de liberdade, poderá impugnar o valor da pena de 
multa pela via do habeas corpus; (ERRADO: Súmula 693/STF: “Não cabe habeas corpus contra 
decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que 
a pena pecuniária seja a única cominada.”) 
B) na hipótese de condenação concomitante à pena privativa de liberdade e multa, o 
inadimplemento da sanção pecuniária obsta o reconhecimento da extinção de punibilidade; 
(CERTO: O STF, ao julgar a ADI 3.150/DF, declarou que, à luz do preceito estabelecido pelo art. 
5º, XLVI, da Constituição Federal, a multa é uma espécie de pena como as outras, ou seja, é 
aplicável em retribuição e em prevenção à prática de crimes, não perdendo ela sua natureza de 
sanção penal. Por isso, diante da eficácia erga omnes e do vinculante dessa decisão, o STJ 
adequou sua jurisprudência a do STF, passando a entender que não se pode mais declarar a 
extinção da punibilidade pelo cumprimento integral da pena privativa de liberdade quando 
pendente o pagamento da multa criminal.) 
C) o prazo prescricional da pena de multa aplicada cumulativamente à pena privativa de 
liberdade é de 2 anos; (ERRADO. Segundo o art. 114 do CP, a prescrição da pena de multa 
ocorrerá em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada. Todavia, a 
prescrição correrá no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, 
quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada à pena aplicada.) 
D) a legitimidade prioritária para executar a pena de multa, considerando ser dívida de valor, é 
da Fazenda Pública; (ERRADO. O plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 
3150/DF, reconheceu que a execução da pena de multa deve ser feita prioritariamente pelo MP, 
na vara de execução penal, aplicando-se a LEP. Na ocasião, reconheceu-se, ainda, que somente 
na hipótese de o MP se quedar inerte por mais de 90 dias após ser devidamente intimado, 
caberá à Fazenda Pública executá-la na vara de execuções fiscais. A Lei n° 13.964/19, conhecida 
como Pacote Anticrime, positivou tal entendimento, pois reconheceu que a multa será 
executada perante o juiz da execução penal e, por ser considerada dívida de valor, serão 
aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da Fazenda Pública inclusive no que concerne às 
causas interruptivas e suspensivas da prescrição) 
E) ao apenado comprovadamente hipossuficiente é dada a possibilidade de requerer a isenção 
do pagamento da pena de multa. (ERRADO: Não há previsão neste sentido.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE PENA. 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Analista 
Judiciário – Direito. 
No que concerne às penas previstas no Código Penal brasileiro, assinale a opção correta. 
A) O trabalho externo não é admissível para os condenados em regime fechado. (ERRADO. Isso 
é uma regra, mas que comporta uma exceção: Art. 34 (regras do regime fechado), §3º do CP.: O 
trabalho externo é admissível, no regime fechado, em serviços ou obras públicas.) 
B) A pena de multa deve ser paga no prazo máximo de um mês após o trânsito em julgado da 
sentença. (ERRADO. O prazo em regra é de dez dias. Art. 50 do CP.: A multa deve ser paga 
dentro de 10 (dez) dias depois de transitada em julgado a sentença. A requerimento do 
condenado e conforme as circunstâncias, o juiz pode permitir que o pagamento se realize em 
parcelas mensais.) 
C) São espécies de penas restritivas de direitos: interdição temporária de direitos, prestação de 
serviço à comunidade e pagamento de multa. (ERRADO. As duas primeiras são espécies de 
penas restritivas de direitos, mas a multa é uma outra modalidade de pena. 
Art. 43 (Penas restritivas de direitos) - As penas restritivas de direitos são: 
I - prestação pecuniária; 
II - perda de bens e valores; 
III - limitação de fim de semana. 
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
V - interdição temporária de direitos; 
VI - limitação de fim de semana.) 
D) As penas restritivas de direitos apenas serão aplicáveis em substituição à pena privativa de 
liberdade fixada em quantidade inferior a dois anos. (ERRADO. Art. 44. As penas restritivas de 
direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: 
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido 
com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for 
culposo) 
E) A limitação de final de semana é uma das penas restritivas de direitos, devendo o condenado 
permanecer em casa de albergado por cinco horas diárias aos finais de semana. (CERTO. 
Art. 48 - A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer, aos sábados e 
domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento 
adequado. Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser ministrados ao condenado 
cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Delegado 
de Polícia Federal. 
Acerca da teoria da pena, julgue o item que se segue. O inadimplemento da pena de multa não 
obsta a extinção da punibilidade do apenado. 
ERRADO. Porque Obsta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA X SUSPENSÃO CONDICIONAL 
DO PROCESSO X LIVRAMENTO CONDICIONAL. 
https://youtu.be/Y6y31MyYihE (vídeo de Rogério Sanches) 
Antes de estudar a suspensção condicional da pena é necessário relembrar os REQUISITOS DA 
SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR PENA RESTRITIVA DE DIREITOS: 
a) crime culposo: qualquer pena e qualquer crime; 
b) crime doloso: 1º requisito: Pena não superior a 4 anos; 2º requisito: Sem violência ou grave 
ameaça. 3º requisito: Não reincidente em crimes dolosos específicos/repetidos (mesmos crimes 
dolosos). 
Art. 44, § 3º: Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em 
face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se 
tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. 
Em todos os casos, a substituição deve ser suficiente conforme: culpabilidade, antecedentes, 
conduta social, personalidade, motivos e circunstâncias. 
Ainda sobre esse assunto é preciso conhecer o §2º do artigo 44: Na condenação igual ou 
inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; 
se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva 
de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 
 
Pena restritiva de direitos na lei: 
Art. 43. As penas restritivas de direitos são: 
I - prestação pecuniária; 
II -perda de bens e valores; 
III - limitação de fim de semana. 
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
V - interdição temporária de direitos; 
VI - limitação de fim de semana. 
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, 
quando: 
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido 
com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for 
culposo; 
II – o réu não for reincidente em crime doloso; 
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem 
como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. 
§ 1º (VETADO) 
§ 2º Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por 
uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser 
substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 
§ 3º Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de 
condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha 
operado em virtude da prática do mesmo crime. 
§ 4º A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o 
descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a 
executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo 
mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. 
§ 5º Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução 
penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado 
cumprir a pena substitutiva anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/Y6y31MyYihE
 
 
 
Agora sim vamos estudar SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA E SUSPENSÃO CONDICIONAL 
DO PROESSO: https://youtu.be/SysJXghJrms 
A suspenção condicional da pena é um benefício que pode ser concedido àquele condenado a uma 
pena não superior a 2 anos (igual a dois anos pode) de pena privativa de liberdade no caso concreto 
(não importando a pena em abstrato e sim a pena em concreto). 
O objetivo é evitar o encarceramento em massa ao suspender e extinguir o cumprimento da pena 
privativa de liberdade, preenchido determinados requisitos e obedecidas determinadas condições. 
Segundo o entendimento majoritário a sua natureza jurídica trata-se de um instituto de política criminal 
– benefício concedido ao condenado. Esse benefício é concedido antes do cumprimento da pena – no 
momento da sentença da pena pelo juiz (excepcionalmente pode ser aplicado pelo juiz da execução). 
É importante saber isso, porque o livramento condicional se dá depois de iniciado o cumprimento da 
pena. A suspensão condicional da pena depende da aceitação do condenado, sendo, portanto, um ato 
bilateral, enquanto a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva e direito é um dever que o 
magistrado tem. 
 
Atenção! 
- Sursis penal / Sursis – Suspensão condicional da pena. É diferente do: 
- Sursis processual – Suspensão condicional do processo (art. 89 da lei nº 9.099/95). 
 
No sursis penal, já existe uma condenação. No sursis processual não. Por isso é muito mais vantajoso 
para o agente o sursis processual e exatamente por isso que ele possui requisitos mais rígidos para 
que se dê ao agente. Sobre o sursis penal, quem a concede são os juizados especiais. Os juizados 
especiais julgam os crimes de menor potencial ofensivo. Art. 61 da lei 9.099/95 (lei dos juizados 
especiais civis e criminais) dispõe que: Consideram-se infrações penais de menor potencial 
ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine 
pena MÁXIMA não superior a 2 (dois) anos (igual a dois anos pode), cumulada ou não com 
multa. Entretanto, para que se dê a suspensão condicional da pena, deve-se olhar para a pena em 
concreto e não a em abstrato. Se a pena em concreto for igual a uma pena de menor portencial 
ofensivo (pena máxima igual ou inferior a 2 anos), caberá a suspensão condicional da pena. Nesse 
sentido, é correto afirmar que cabe suspensão condicional da pena em crime de furto qualificado (pena 
em abstrato de 8 anos de privação de liberdade), desde que seja tentado, porque a pena em concreto 
poderá ser diminuída para dois anos ou menos. 
 
Já o sursis processual se aplica a crimes cuja pena MÍNIMA em abstrato não ultrapasse 1 ano – que 
são os crimes de médio potencial ofensivo. O sursis processual pode ser concedido apenas pela 
Justiça Comum (e não pelos juizados especiais), já que sua pena máxima é superior a dois anos. Exs: 
furto simples. 
 
Regra da suspensão condicional da pena: Art. 77 do CP.: A execução da pena privativa de 
liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos (...) 
 
Caso específico 1: Art. 77, § 2º - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 
quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior 
de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão. (Sursis etário e 
humanitário) 
 
Caso específico 2: Nos crimes ambientais a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos 
casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a 3 anos (ficará suspensa entre 2 a 4 
anos, como na regra) 
 
Caso específico 3: Nos casos de contravenção penal a suspenção condicional da pena segue a regra, 
sendo aplicável a crimes com pena não superior a 2 anos, mas o que foge a regra é o tempo que a 
pena ficará suspensa, que será de 1 a 3 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/SysJXghJrms
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos). Órgão: TJ-MG. Prova para 
Psicólogo Judicial. 
Tomando por base a Lei 9.099/95, que prevê a constituição dos Juizados Especiais Criminais, 
analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA. 
A) Os atos realizados em audiência de instrução e julgamento nos Juizados Especiais Criminais 
poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente. (CERTO) 
B) O Juizado Especial Criminal tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução 
das infrações penais de médio potencial ofensivo, independentemente das regras de conexão e 
continência. (ERRADO. Art. 60 da lei 9.099/95: O Juizado Especial Criminal, provido por juízes 
togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução 
das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e 
continência.) 
C) As infrações penais que o Juizado Especial Criminal tem competência para julgar são apenas 
os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 1 (um) ano, cumulada ou não com 
multa. (ERRADO. Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os 
efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não 
superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. Essa é a regra, mas cuidado que existem 
os casos específicos) 
D) Os conciliadores que atuam nos Juizados Especiais Criminais são auxiliares da Justiça, 
recrutados sempre entre bacharéis em Direito que possuam experiência mínima de dois anos no 
exercício da advocacia. (Art. 73 Parágrafo único. Os conciliadores são auxiliares da Justiça, 
recrutados, na forma da lei local, preferentemente entre bacharéis em Direito, excluídos os que 
exerçam funções na administração da Justiça Criminal.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: APICE. Órgão: DPE-PB. Prova para Assistente Jurídico 
(Reduzida). 
Quanto ao direito penal assinale a alternativa incorreta: 
B) No que tange à gradação das penas temos as infrações penais de menor potencial ofensivo 
cuja pena máxima não pode ser superior a 2 anos, cumulada ou não com multa, Infrações 
penais de médio potencial ofensivo com pena máxima superior a 2 anos, mas cuja pena mínima 
seja igual ou inferior a um anoe infrações penais de maior potencial ofensivo com pena máxima 
superior a 2 anos e pena mínima superior a um ano. (AFIRMAÇÃO CORRETA, portanto não é o 
gabarito) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA NO CP.: 
Art. 77 (Requisitos da suspensão da pena) - A execução da PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE 
(art. 80), não superior a 2 (dois) anos (pode ser igual a dois anos), poderá ser suspensa, por 2 
(dois) a 4 (quatro) anos desde que: 
I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; (Esse artigo é muito importante porque 
ele cabe unicamente à suspensão condicional da pena. Os outros benefícios são aplicáveis aos 
reincidentes em crimes dolosos, desde que cumprido alguns requisitos) 
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os 
motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício; (ou seja, as circunstâncias 
judiciais do artigo 59 devem ser favoráveis) 
III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. (O art. 44 fala 
da substituição das penas privativas de liberdade por penas restritivas de direito. Isso significa 
que só será possível aplicar a suspensão condicional da pena quando não for possível aplicar 
as penas restritivas de direito. Ou seja, a suspensão condicional da pena é subsidiária às penas 
restritivas de direito. Nós vimos que é possível a substituição de uma pena privativa de 
liberdade por uma restritiva de direito em crimes cuja pena máxima não ultrapasse 4 anos, e que 
é possível a suspensão condicional da pena em crimes não superiores a 2 anos. Nesse sentido 
a aplicação da substituição das penas privativas de liberdade por restritiva de direitos engloba 
todos os casos da aplicação da suspensão condicional da pena, exceto um caso, que é em caso 
de réu não reincidente em crime doloso que venha a ser condenado a uma pena igual ou inferior 
a dois anos por crime cometido com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa.) 
§ 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício. (Isso é uma 
ressalva ao inciso primeiro desse mesmo artigo. Ou seja, cabe a aplicação da suspensão 
condicional da pena ao condenado reincidente em crime doloso, desde que no crime anterior 
ele tenha sido condenado por pena de multa) (Súmula 499 do STF.: “Não obsta à concessão do 
"sursis" condenação anterior à pena de multa.” 
§ 2º - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser 
suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, 
ou razões de saúde justifiquem a suspensão. (Sursis etário e humanitário) 
Art. 78 - Durante o prazo da suspensão, o condenado ficará sujeito à observação e ao 
cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz. 
§ 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 46) ou 
submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48). 
§ 2° Se o condenado houver reparado o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo, e se as 
circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem inteiramente favoráveis, o juiz poderá 
substituir a exigência do parágrafo anterior pelas seguintes condições, aplicadas 
cumulativamente: 
a) proibição de freqüentar determinados lugares; 
b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; 
c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas 
atividades. 
Art. 79 - A sentença poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, 
desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. 
Art. 80 - A suspensão não se estende às penas restritivas de direitos nem à multa. (Não existe 
suspensão condicional da pena de multa nem da pena restritiva de direito. Existe apenas a 
suspensão condicional da pena privativa de liberdade) 
Art. 81 (Revogação obrigatória) - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o 
beneficiário: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, 
a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código. 
§ 1º (Revogação facultativa) - A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre 
qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por 
contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
§ 2º (Prorrogação do período de prova) - Se o beneficiário está sendo processado por outro 
crime ou contravenção, considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento 
definitivo. 
§ 3º - Quando facultativa a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o período de 
prova até o máximo, se este não foi o fixado. 
 
 
 
Art. 82 (Cumprimento das condições) - Expirado o prazo sem que tenha havido revogação, 
considera-se extinta a pena privativa de liberdade. (que é diferente de extinta a punibilidade. A 
extinção da punibilidade ocorrerá depois de cumprido o prazo de suspensão condicional do 
processo apenas, quando não revogado) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-BA. Prova para Juiz de Direito 
Substituto. 
O benefício da suspensão condicional da pena — sursis penal — 
A) pode ser concedido a condenado a pena privativa de liberdade, desde que esta não seja 
superior a quatro anos e que aquele não seja reincidente em crime doloso. (ERRADO. Pode 
conceder suspensão condicional da pena desde que a pena privativa de liberdade não seja 
superior a 2 anos. Aos reincidentes em crime doloso realmente não pode) 
B) é cabível nos casos de crimes praticados com violência ou grave ameaça, desde que a pena 
privativa de liberdade aplicada não seja superior a dois anos. (GABARITO) 
C) pode estender-se às penas restritivas de direitos e à de multa, casos em que se suspenderá, 
também, a execução dessas penas. (ERRADO. Não existe suspensão condicional da pena de 
multa nem de penas restritivas de direito, apenas da privativa de liberdade) 
D) deverá ser, obrigatoriamente, revogado no caso da superveniência de sentença condenatória 
irrecorrível por crime doloso, culposo ou contravenção contra o beneficiário. (ERRADO. Deverá 
ser revogado apenas se o beneficiário for condenado, durante a suspenção, em sentença 
irrecorrível, por crime doloso e nos casos escritos no artigo 81 do CP) 
E) impõe que, após o cumprimento das condições impostas ao beneficiário, seja proferida 
sentença para declarar a extinção da punibilidade do agente. (ERRADO. Conforme dispõe o art. 
82 do CP: Expirado o prazo sem que tenha havido revogação, considera-se extinta a pena 
privativa de liberdade.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IADES. Órgão: METRÔ-DF. Prova para Segurança 
Metroferroviário. 
Em relação ao conceito de infração penal de menor potencial ofensivo, é correto afirmar que 
são os crimes e as contravenções penais a que a lei comina pena 
A) máxima inferior ou igual a dois anos, cumulada ou não com multa. (GABARITO) 
B) máxima superior a dois anos. 
C) máxima não superior a dois anos, cumulada necessariamente com multa. 
D) mínima de dois anos. E máxima inferior a dois anos, necessariamente. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
Nos termos do Código Penal, a suspensão condicional da pena poderá ser revogada se o 
condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por 
crime ou contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
ERRADO. Art. 81, § 1º (revogação facultativa da suspensão condicional da pena) - A suspensão 
poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é 
irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de 
liberdade ou restritiva de direitos. 
Só pra saber: Art. 81 (Revogação obrigatória da suspensão condicional da pena) - A suspensão 
será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário:I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, 
a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código 
Art. 78, § 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 
46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48) 
Só pra saber 2: Revogação obrigatória das penas restritivas de direitos: Art. 44, §4º - A pena 
restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o 
DESCUMPRIMENTO INJUSTIFICADO da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de 
liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado 
o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. 
Revogação facultativa das penas restritivas de direitos: Art. 44, § 5º - Sobrevindo condenação a 
pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a 
conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena 
substitutiva anterior. 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros. (Reduzida) 
A, primário, foi condenado por tentativa de roubo qualificado à pena de 2 anos e 8 meses de 
reclusão e multa. O juiz, ao aplicar a pena, 
B) poderá substituir a pena privativa de liberdade por uma pena restritiva de direitos. (ERRADO. 
Essa substituição não é possível nos crimes com violência ou grave ameaça à pessoa) 
C) poderá substituir a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos. 
(ERRADO. É a mesma justificativa da B) 
D) poderá conceder a suspensão condicional da pena privativa de liberdade por até 4 anos. 
(ERRADO. Segundo o CP, art. 77, um dos requisitos para aplicação do sursi é a pena MÁXIMA 
da pena privativa de liberdade não ser superior a dois anos. Nada obstante, o enunciado fala 
que A, primário, foi condenado à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão.) (Só pra saber: para a 
aplicação da suspenção condicional do processo é necessário que a pena MÍNIMA da pena 
privativa de liberdade seja de até 1 ano) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 
https://youtu.be/xo0NGo8oNUw 
A suspensão condicional do processo é medida despenalizadora que possui seus requisitos previstos 
no artig 89 da lei 9.099/95 (lei dos juizados especiais) 
 
Art. 89 da lei dos juizados especiais (Lei 9.099/95): 
Nos crimes em que a pena MÍNIMA cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não 
por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do 
processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não 
tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a 
suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal). 
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a 
denúncia, poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as 
seguintes condições: 
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo; 
II - proibição de freqüentar determinados lugares; 
III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz; 
IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas 
atividades. 
§ 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que 
adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado. 
§ 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por 
outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano. 
§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, 
por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 
§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade. (na suspensão 
condicional da pena e no livramento condicional, mesmo com o cumprimento do prazo e dos 
requisitos não há a extinção da punibilidade, há a extinção da pena privativa de liberdade) 
§ 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo. 
§ 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o processo prosseguirá em seus 
ulteriores termos. 
Art. 90. As disposições desta Lei não se aplicam aos processos penais cuja instrução já estiver 
iniciada. 
Art. 90-A. As disposições desta Lei não se aplicam no âmbito da Justiça Militar. 
Art. 91. Nos casos em que esta Lei passa a exigir representação para a propositura da ação 
penal pública, o ofendido ou seu representante legal será intimado para oferecê-la no prazo de 
trinta dias, sob pena de decadência. 
Art. 92. Aplicam-se subsidiariamente as disposições dos Códigos Penal e de Processo Penal, no 
que não forem incompatíveis com esta Lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPU. Prova para Defensor Público 
Federal. 
A prática de conduta delituosa, com causa de aumento de pena, deve ser considerado o 
acréscimo, em adição a pena em abstrato, para efeito da concessão da suspensão condicional 
do processo. 
CERTO. Já no caso da suspensão condicional da pena deve-se olhar para a pena em concreto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/xo0NGo8oNUw
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-PI. Prova para Analista 
Ministerial - Área Processual. 
Em relação à suspensão condicional do processo, o Supremo Tribunal Federal entende ser 
impossível, como condição à suspensão do processo, a cominação da prestação de serviço à 
comunidade, uma vez que a cominação se traduziria em pena, e a suspensão condicional do 
processo não significa condenação. 
ERRADO. Embora a suspensão condicional do processo signifique em não punição enquanto a 
prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas signifique punição, o STF entendeu 
que é possível a aplicação da prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas e a 
aplicação de serviço pecuniário (que são duas espécies de penas restritivas de direito) como 
condição para a aplicação da suspensão condicional do processo. 
"É válida e constitucional a imposição, como pressuposto para a suspensão condicional do 
processo, de prestação de serviços ou de prestação pecuniária, desde que adequadas ao fato e 
à situação pessoal do acusado e fixadas em patamares distantes das penas decorrentes de 
eventual condenação" (STF, 1° Turma, HC 108.914/RS - Min. Rosa Weber, j. 29/05/12). 
CUIDADO que é inadmissível a fixação de pena restritiva de direito em substituição `privativa de 
liberdade como condição especial ao regime aberto, conforme entendimento sumulado do 
Superior Tribunal de Justiça. 
Lembrando quais são as penas restritivas de direitos: 
- Prestação pecuniária (natureza real); 
- Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas (natureza pessoal); 
- Perda de bens e valores (natureza real); 
- Interdição temporária de direitos (natureza pessoal); 
- Limitaçao de final de semana (natureza pessoal) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XXIV - Primeira Fase. 
Bárbara, nascida em 23 de janeiro de 1999, no dia 15 de janeiro de 2017, decide sequestrar 
Felipe, por dez dias, para puni-lo pelo fim do relacionamento amoroso. No dia 16 de janeiro de 
2017, efetivamente restringe a liberdade do ex-namorado, trancando-o em uma casa e mantendo 
consigo a única chave do imóvel. Nove dias após a restrição da liberdade, a polícia toma 
conhecimento dos fatos e consegue libertar Felipe, não tendo, assim, se realizado, em razão de 
circunstâncias alheias, a restrição da liberdade por dez dias pretendida por Bárbara. 
Considerando que, no dia 23 de janeiro de 2017, entrou em vigor nova lei, mais gravosa, 
alterando a sanção penal prevista para o delito de sequestro simples, passando a pena a ser de01 a 05 anos de reclusão e não mais de 01 a 03 anos, o Ministério Público ofereceu denúncia em 
face de Bárbara, imputando-lhe a prática do crime do Art. 148 do Código Penal (Sequestro e 
Cárcere Privado), na forma da legislação mais recente, ou seja, aplicando-se, em caso de 
condenação, pena de 01 a 05 anos de reclusão. Diante da situação hipotética narrada, é correto 
afirmar que o advogado de Bárbara, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal, deverá pleitear 
A) a aplicação do instituto da suspensão condicional do processo. (GABARITO. A suspensão 
condicional do processo é um instituto do direito processual penal. A suspensão condicional do 
processo é aplicável a crimes que tenha pena MÍNIMA abstrata de até um ano) 
B) a aplicação da lei anterior mais benéfica, ou seja, a aplicação da pena entre o patamar de 01 a 
03 anos de reclusão. (ERRADO, porque apesar de que quando ela iniciou o crime, era a lei mais 
benéfica que estava em vigor, como o crime tem natureza permanente, aplica-se a súmula 711 
do STF: “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua 
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência” A súmula desconsidera a lei 
que estava em vigor quando foi o início do crime e considera a lei que estava em vigor no exato 
momento antes em que o crime permanente ou continuado acabou. Nesse sentido a lei a ser 
aplicada neste caso é a lei mais severa (a de 1 a 5 anos) 
C) o reconhecimento da inimputabilidade da acusada, em razão da idade. (ERRADO. Quando ela 
inicia o crime ela ainda é menor de idade, mas durante a sua vigência ela se torna maior de 
idade. Não pode ser esse item, porque esse crime é de natureza permanente, ele se propaga 
durante o tempo de sua vigência.) 
D) o reconhecimento do crime em sua modalidade tentada. (ERRADO. Ela queria mantê-lo refém 
por 10 dias, mas só conseguiu por 9, mas isso não faz com que o crime seja tentado, porque ela 
conseguiu privar Felipe de liberdade.) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: TRF - 2ª Região. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova para Juiz Federal 
Substituto. (Reduzida) 
Assinale a afirmação certa: 
A) Para o Supremo Tribunal Federal, é possível a suspensão condicional do processo em crime 
continuado, sendo irrelevante o somatório da pena mínima da infração mais grave com o 
aumento de um sexto a dois terços, considerando-se a pena de cada crime para a suspensão. 
(ERRADO. O STF pacificou entendimento quanto ao tema, assentando-o na súmula de nº 723 
que disõe: "Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a 
soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a 
um ano") 
B) Para o Superior Tribunal de Justiça, não cabe a suspensão condicional do processo para as 
infrações penais cometidas em concurso material ou em concurso formal, quando a pena 
mínima cominada ultrapassar um ano em razão do somatório ou da fração incidente. 
(GABARITO. Súmula nº 243 do STJ: "O benefício da suspensão do processo não é aplicável em 
relação às infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade 
delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da 
majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano") 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Estágio Forense. 
Pela prática do crime de estelionato (artigo 171, caput, do CP), em continuidade delitiva (artigo 
71, do CP), Valfrido é denunciado pelo Ministério Público Estadual. Quando do oferecimento da 
denúncia, o Promotor de Justiça deixa de oferecer a proposta de suspensão condicional do 
processo, ao argumento do descabimento da medida. No caso: 
A) o Promotor de Justiça não pode oferecer a suspensão condicional do processo porque tal 
medida não tem cabimento em crimes contra o patrimônio; (ERRADO. Não há qualquer vedação 
à aplicação do instituto em delitos patrimoniais.) 
B) o Promotor de Justiça não pode oferecer a suspensão condicional do processo porque tal 
medida não tem cabimento à hipótese de estelionato; (ERRADO. O crime de estelionato tem pela 
mínima de 1 ano, permitindo, em tese a aplicação do instituto.) 
C) a suspensão condicional do processo não tem cabimento, já que a continuidade delitiva 
impõe somatório que eleva de um ano a pena base; (CERTO. Enunciado 243 da súmula do STJ: 
“O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais 
cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena 
mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de 
um (01) ano.”) 
D) a suspensão condicional do processo somente pode ser oferecida em hipótese de infrações 
de menor potencial ofensivo; (ERRADO. Somente pode ser oferecida aos crimes de médio 
potencial ofensivo) 
E) a suspensão condicional do processo é de iniciativa reservada ao juiz, sendo certo dizer que 
somente poderá advir ao momento da sentença. (ERRADO. Como o nome já diz, ele suspende o 
processo) 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-DFT. Prova para Analista 
Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal. 
Em caso de descaminho, uma espécie de crime tributário, admite-se a suspensão condicional 
do processo. Esse crime difere do contrabando pela natureza da infração, sendo maior a pena 
prevista para o crime de contrabando. 
CERTO. Pode-se aplicar o princípio da insignificância ao crime de descaminho, mas no de crime 
de contrabando não. Além disso, pode-se apicar a suspensão condicional do processo ao crime 
de descaminho, mas no crime de contrabando não. 
 
Art. 334 (Descaminho) - Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido 
pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
 
Art. 334-A. (Contrabando) - Importar ou exportar mercadoria proibida (Lei penal m branco 
heterogênea. É complementada por uma portaria): 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos. 
 
 
 
 
LIVRAMENTO CONDICIONAL. 
https://youtu.be/ktntbeyidXU 
Uma grande diferença entre livramento condicional e suspensão condicional da pena é que o a 
suspensão condicional da pena se dá antes do início do cumprimento da pena (é dado na sentença 
pelo juiz, suspendendo a pena privativa de liberdade), já o livramento condicional é concedido após o 
início do cumprimento da pena. 
 
Art. 83 (Requisitos do livramento condicional) - O juiz poderá conceder livramento condicional 
ao condenado a pena privativa de liberdade IGUAL OU SUPERIOR A 2 (DOIS) ANOS, desde que: 
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e 
tiver bons antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III - comprovado: 
a) bom comportamento durante a execução da pena; 
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e 
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; 
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, 
prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e 
terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça 
à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições 
pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. 
Art. 84 do CP (Soma de penas): As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-
se para efeito do livramento. 
Art. 85 do CP (Especificações das condições): A sentença especificará as condições a que fica 
subordinado o livramento. 
Art. 86 do CP (Revogação obrigatória do livramento): Revoga-se o livramento, se o liberado vema ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Art. 87 do CP (Revogação facultativa do livramento): O juiz poderá, também, revogar o 
livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou 
for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de 
liberdade. 
Art. 90 do CP.: Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena 
privativa de liberdade (mas não extinta a punibilidade. Extinção da punibilidade ocorre somente 
com o fim/cumprimento do prazo da suspensão condicional do processo, quando não 
revogado). 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FCC. Órgão: TJ-PE. Prova para Titular de Serviços de Notas e de 
Registros – Remoção. 
O livramento condicional pressupõe 
A) a inexistência de reincidência específica em crimes hediondos ou assemelhados. 
(GABARITO. Art. 83, V) 
B) proposta concreta de trabalho honesto. 
C) que o condenado esteja em regime prisional semi- aberto ou aberto. 
D) a inexistência de falta disciplinar. 
E) que a pena não tenha sido aplicada por crime doloso cometido com violência ou grave 
ameaça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/ktntbeyidXU
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: DPE-RS. Prova para Defensor Público. 
Sobre a prática de falta grave e considerando a atual jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça, analise as assertivas abaixo. 
I. A prática de falta grave interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. 
(ERRADO. Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena 
privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: III - comprovado: b) não 
cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses. Súmula 441, STJ – “A falta grave não 
interrompe o prazo para a obtenção de livramento condicional” Isso significa que se a falta 
grave for cometida antes de 12 meses, ela não interrompe o prazo para a obtenção do 
livramento condicional. Isso é possível porque é possível a aplicação do livramento condicional 
para crimes com penas muito grandes, já que é para todos superiores a dois anos) 
II. Para o reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato definido como crime 
doloso no cumprimento da pena, é necessária a ocorrência do trânsito em julgado de sentença 
penal condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato. (ERRADO. Súmula 526 
do STJ.: “O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato definido como 
crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato.”) 
III. A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. (CERTO. 
Súmula 534 do STJ.: “A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a 
progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa 
infração.”) 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PR. Prova para Juiz Substituto. 
De acordo com o STJ, a prática de falta grave pelo condenado durante o cumprimento da pena 
A) não interrompe a contagem do prazo para obtenção de livramento condicional. (CERTO) 
B) não interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena. 
C) interrompe a contagem do prazo para obtenção de comutação de pena. 
D) interrompe a contagem do prazo para obtenção de indulto e saída temporária. 
COMENTÁRIO: 
Para ficar fácil de ler e decorar: 
Falta grave não interrompe: 
- a contagem do prazo para obtenção de livramento condicional. 
- a contagem do prazo para obtenção de comutação de pena. 
- a contagem do prazo para obtenção de indulto e saída temporária. 
 
Falta grave interrompe: 
- a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-ES. Prova para Analista 
Judiciário. 
O condenado por crime hediondo, prática de tortura, terrorismo ou tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins poderá obter livramento condicional, desde que cumpridos mais 
de dois terços da pena e desde que não seja reincidente específico em crimes dessa natureza. 
CERTO. Art. 83, V do CP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Exame de Ordem Unificado - XXV - Primeira Fase. 
Em 2014, Túlio foi condenado definitivamente pela prática de um crime de estupro ao 
cumprimento de pena de 6 anos. Após preencher todos os requisitos legais, foi a ele deferido 
livramento condicional. No curso do livramento, Túlio vem novamente a ser condenado 
definitivamente por outro crime de estupro praticado durante o período de prova. Preocupada 
com as consequências dessa nova condenação, a família de Túlio procura o advogado para 
esclarecimentos. Considerando as informações narradas, o advogado de Túlio deverá 
esclarecer à família que a nova condenação funciona, na revogação do livramento, como causa 
A) (de revogação) obrigatória, não sendo possível a obtenção de livramento condicional em 
relação ao novo delito. (GABARITO. Art. 86, I c/c Art. 88 do CP. Estupro é crime hediondo) 
B) obrigatória, sendo possível a obtenção de livramento condicional após cumprimento de mais 
de 2/3 das penas somadas. (ERRADO. Art. 88 do CP. (Efeitos da revogação): Revogado o 
livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de 
condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que 
esteve solto o condenado.) 
C) facultativa, não sendo possível a obtenção de livramento condicional em relação ao novo 
delito. (ERRADO, porque é obrigatória) 
D) facultativa, sendo possível a obtenção de livramento condicional após cumprimento de mais 
de 2/3 das penas somadas. (ERRADO, porque é obrigatória) 
COMENTÁRIO: https://youtu.be/iX3IYzx_hew (Vídeo da professora Maria Cristina do Q 
Concursos) 
O instituto do livramento condicional é benefício concedido a um apenado que permite o 
cumprimento da punição em liberdade até a extinção da pena. 
O livramento condicional vai aparecer no CP a partir do Art. 83 
Requisitos do livramento condicional Art. 83 do CP.: O juiz poderá conceder livramento 
condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde 
que: 
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e 
tiver bons antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III - comprovado: 
a) bom comportamento durante a execução da pena; 
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; 
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; 
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, 
prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e 
terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça 
à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições 
pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. 
Soma de penas Art. 84 do CP.: As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-
se para efeito do livramento. 
Especificações das condições Art. 85 do CP.: A sentença especificará as condições a que fica 
subordinado o livramento. 
Revogação obrigatória do livramento: Art. 86 do CP.: Revoga-se o livramento, se o liberado vem 
a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível: 
I - por crimecometido durante a vigência do benefício; (é o que aconteceu aqui) 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Revogação facultativa do livramento: Art. 87 do CP.: O juiz poderá, também, revogar o 
livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou 
for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de 
liberdade. 
Art. 90 do CP.: Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena 
privativa de liberdade (mas não extinta a punibilidade. Extinção da punibilidade ocorre somente 
com o fim/cumprimento do prazo da suspensão condicional do processo, quando não 
revogado). 
 
 
https://youtu.be/iX3IYzx_hew
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
Nos termos do Código Penal, a suspensão condicional da pena PODERÁ ser revogada se o 
condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por 
crime ou contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
ERRADO. SOBRE REVOGAÇÃO DOS BENEFÍCIOS: 
 
Art. 81, § 1º (revogação facultativa da suspensão condicional da pena) - A suspensão poderá ser 
revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente 
condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva 
de direitos. 
Art. 81 (Revogação obrigatória da suspensão condicional da pena) - A suspensão será revogada 
se, no curso do prazo, o beneficiário: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, 
a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código 
Art. 78, § 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 
46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48) 
 
Revogação obrigatória das penas restritivas de direitos: Art. 44, §4º - A pena restritiva de 
direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o DESCUMPRIMENTO 
INJUSTIFICADO da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será 
deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta 
dias de detenção ou reclusão. (no caso de revogação do livramento condicional, o prazo reinicia 
do 0) 
Revogação facultativa das penas restritivas de direitos: Art. 44, § 5º - Sobrevindo condenação a 
pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a 
conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena 
substitutiva anterior. 
 
Revogação obrigatória do livramento condicional da pena: Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o 
liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Revogação facultativa do livramento condicional da pena: Art. 87 - O juiz poderá, também, 
revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da 
sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja 
privativa de liberdade. 
Efeitos da revogação do livramento condicional da pena: Art. 88 - Revogado o livramento, não 
poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de condenação por outro 
crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o 
condenado. 
 
Revogação obrigatória da suspensão condicional do processo: Art. 89 a lei 9.099/95 (lei dos 
juizados especiais) § 3º - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a 
ser processado por outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano. 
Revogação facultativa da suspensão condicional do processo: Art. 89 a lei 9.099/95 (lei dos 
juizados especiais) § 4º - A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, 
no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS SOBRE SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA, SUSPENSÃO 
CONDICIONAL DO PROCESSO, LIVRAMENTO CONDICIONAL, SUBSTITUIÇÃO DE 
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: DPE-RO. Prova para Defensor Público 
Substituto. 
Considere as duas descrições fáticas que seguem: “induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso 
indevido de droga” e “oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu 
relacionamento, para juntos a consumirem”. É correto afirmar que 
A) apesar de serem ambas criminalmente tipificadas, as respectivas penas poderão ser 
reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário e não integre 
organização criminosa. 
B) ambas são condutas criminalmente tipificadas, às quais não se cominam penas restritivas de 
liberdade. 
C) ambas são condutas criminalmente tipificadas e a primeira é mais gravemente apenada que a 
segunda. (GABARITO) 
D) a primeira delas é conduta criminalmente tipificada, mas a segunda não. 
E) ambas são condutas equiparadas ao tráfico ilícito de entorpecentes, inclusive no que 
concerne às penas. 
COMENTÁRIO: O crime de “induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga” não é 
crime de tráfico de drogas. Tem uma pena de detenção de 1 a 3 anos e multa de 100 a 300 dias-
multa (parágrafo 2º do artigo 33 da lei 11.343/06). Não é um crime de menor potencial ofensivo 
porque a pena máxima passa de 2 anos. Tem direito a suspensão condicional do processo 
(artigo 89 da lei 9.099/95: “Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um 
ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor 
a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo 
processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que 
autorizariam a suspensão condicional da pena”) 
COMENTÁRIO 2: O crime de “oferecer droga, eventualmente e SEM OBJETIVO DE LUCRO, a 
pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem” não é crime de tráfico e tem pena de 
detenção de 6 meses a 1 ano, e pagamento de 700 a 1.500 dias-multa, sem prejuízo das penas 
previstas no art. 28 (advertência sobre os efeitos das drogas; prestação de serviços à 
comunidade e encaminhamento a curso). É correto afirmar que se tiver o objetivo de lucro, 
então configurar-se-á o crime de tráfico de drogas. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: DPE-RS. Prova para Analista – Processual. 
Em relação ao chamado tráfico privilegiado, previsto no artigo 33, § 4° , da Lei n°11.343/2006, 
considerando-se também o entendimento dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que 
A) não admite a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. 
B) não admite suspensão condicional do processo. (GABARITO) 
C) admite transação penal. 
D) não admite fiança. 
E) exige cumprimento da pena em regime inicial fechado. 
COMENTÁRIO EM VÍDEO. 
COMENTÁRIO: 3TH: insuscetível de graça e anistia e inafiançável. 
Negão armado: imprescritível e inafiançável. 
 
Obs: O tráfico privilegiado é afiançável! 
 
Art. 5º, XLIV da CF/88: Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, 
civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/z8o2mqyuLDM
 
 
 
DOSIMETRIA DA PENA. 
Art. 68 (Cálculo da pena) - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste 
Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, 
as causas de diminuição e de aumento. 
Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte 
especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, 
a causa que maisaumente ou diminua. 
 
É a fixação da pena, adequando-a ao crime e à personalidade do criminoso, mesmo que praticado em 
concurso de pessoas, para que seja cumprido o princípio da individualização da pena. 
O cálculo da pena deve operar-se em três fases distintas (sistema trifásico): 
1) A PENA BASE: deve ser encontrada analisando-se as circunstâncias judiciais do artigo 59; 
2) A PENA PROVISÓRIA: deve analisar as circunstâncias legais, que são as agravantes genéricas 
(artigos 61 e 62 do CP) e as atenuantes genéricas (artigos 65 e 66 do CP) (“genéricas” porque 
serve para todo crime); 
3) A PENA DEFINITIVA: analisa-se as causas de diminuição e de aumento de pena. As causas de 
diminuição de penas são sinônimos de privilegiadoras/minorantes, mas as causas de aumento de 
pena/majorantes não são sinônimo de qualificadora. 
 
* "É importante notar que as qualificadoras não fazem parte das etapas de fixação da pena, pois 
integram o preceito secundário do tipo penal e, deste modo, são consideradas como ponto de partida 
para a dosimetria da pena." (CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal: Parte Geral (arts. 1º 
a 120). 7. ed. Salvador: Juspodivm, 2019. Volume único. p. 476). 
Causas de aumento (majorantes) Portanto, em resumo, se verificar que o texto da lei fala em aumentar 
a pena com uma fração, será uma causa de aumento (majorante); se trouxer novos elementos para o 
tipo e aumentar as penas mínima e máxima, será uma qualificadora. 
 
*Ao começar a dosimetria da pena, deve-se começar com a pena base. A pena de homicídio, por 
exemplo, é de 6 a 20 anos, logo, deve-se levar em conta 6 anos para começar a analisar as 
circunstâncias judiciais do artigo 59. 
 
*Na primeira e na segunda fase, não se pode determinar pena maior que a prevista em lei. Isso é 
possível apenas na terceira fase. 
 
*É importante saber que o sistema penal proíbe o bis in idem, essa proibição é chamada de princípio 
do ne bis in idem. 
Então uma agravante (2ª fase), que tem o mesmo motivo de uma causa de aumento da pena (3ª fase) 
não vai ser aplicada. Será aplicada apenas o motivo de aumento da pena por ser mais específico. 
Por exemplo o artigo 61 do Código Penal, inciso II, alínea “a” diz que cometer o crime por motivo fútil 
ou torpe é uma causa agravante de pena. Mas no artigo 121, inciso II fala que se a pessoa matar 
alguém por motivo fútil será uma circunstância que agrava a pena (homicídio qualificado). Neste caso, 
a pena base não será de 6 anos (homicídio simples), mas sim de 12 anos (homicídio qualificado) 
O mesmo serve para as atenuantes (2ª fase) que possuem o mesmo motivo de um caso de diminuição 
de pena (3º fase). Isso acontece, porque as regras especiais prevalecem sobre as gerais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRIMEIRA FASE: 
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade 
do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao 
comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação 
e prevenção do crime: 
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; 
II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; 
III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; 
IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. 
 
Há jurisprudência dizendo que é possível a valoração negativa dos motivos do crime na primeira fase 
da doisimetria quando o réu alega que praticou o roubo para comprar drogas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEGUNDA FASE: 
AGRAVANTES GENÉRICAS: 
Art. 61 (Circunstâncias agravantes) - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando 
não constituem ou qualificam o crime: 
I - a reincidência; 
II - ter o agente cometido o crime: 
a) por motivo fútil ou torpe; 
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro 
crime; 
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou 
tornou impossível a defesa do ofendido; 
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que 
podia resultar perigo comum; 
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; 
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de 
hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; 
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; 
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida; 
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; 
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de 
desgraça particular do ofendido; 
l) em estado de embriaguez preordenada. 
Art. 62 (Agravantes no caso de concurso de pessoas) - A pena será ainda agravada em relação 
ao agente que: 
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes; 
II - coage ou induz outrem à execução material do crime; 
III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em 
virtude de condição ou qualidade pessoal; 
IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa. 
 
ATENUANTES GENÉRICAS: 
Art. 65 (São circunstâncias que sempre atenuam a pena): 
I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data 
da sentença; 
II - o desconhecimento da lei; 
III - ter o agente: 
a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral; 
b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou 
minorar-lhe as conseqüências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano; 
c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de 
autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da 
vítima; 
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; 
e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou. 
Art. 66 - A pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou 
posterior ao crime, embora não prevista expressamente em lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERCEIRA FASE: 
Casos de diminuição de pena: 
a) Art. 16 (arrependimento posterior – ponte de prata): Nos crimes cometidos sem violência ou 
grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia 
ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. 
b) Art. 14: Diz-se o crime: II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por 
circunstâncias alheias à vontade do agente. 
Parágrafo único (Pena de tentativa) - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a 
pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 
c) Art. 28, §2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a 
plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
d) Art 26, Parágrafo único (semi imputáveis/semi inimputáveis) - A pena pode ser reduzida de 
um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
e) Casos específicos de alguns crimes esritos nos parágrafos do crime (se houver). 
Por exemplo: Art. 121, § 1º (Caso de diminuição de pena) - Se o agente comete o crime impelido 
por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em 
seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. 
(homicídio privilegiado)Casos de aumento de pena: 
a) Embriaguez pré-ordenada (é aquela que o agente bebe para criar coragem de cometer o crime) 
b) Casos específicos de alguns crimes esritos nos parágrafos do crime (se houver). 
Por exemplo: Art. 121, §4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o 
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente 
deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, 
ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 
(um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 
(sessenta) anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASO: José, brasileiro, estudante de 19 anos de idade, réu primário e com bons antecedentes, 
religioso, pai de família e envolvido com questões comunitárias de seu bairro, estava fazendo o almoço 
quando sua esposa, Maria, chegou em casa chorando alegando que Pedro, conhecido no bairro por 
ser muito “folgado” por jogar charme nas mulheres, teria “abusado sexualmente da mesma”. Algumas 
horas depois, José ainda revoltado e transtornado com tal ato, pegou uma faca e saiu ao encalço de 
Pedro em uma obra que trabalhava. Pedro, de longe viu José com uma faca e saiu correndo, acabando 
por entregar sua atitude contra a esposa do mesmo. José saiu correndo atrás de Pedro, sendo que 
quando conseguiu se aproximar, aplicou uma facada que atingiu a vítima, matando-a. Uma viatura da 
polícia que estava próxima do local, prendeu José em flagrante por homicídio contra Pedro. Uma 
equipe de televisão local, denominada “polícia 24 horas” apareceu de repente questionando José sobre 
o acontecimento, momento em que José disse estar arrependido e chorando, afirmou que não era 
criminoso, demonstrando uma boa personalidade. Pedro morava sozinho, não tinha familiares, e havia 
se mudado de outra cidade por problemas com os maridos de outras mulheres. Perante o Delegado, 
em fase de inquérito, José confessou o crime, bem como perante o Juiz em na primeira fase do júri. 
José foi denunciado pelo Ministério Público pelos artigos 121, §2°, IV c/c art. 121, §1 ambos do Código 
Penal. Ao ser julgado no plenário do Tribunal do Júri, acabou sendo condenado pelos jurados, que 
reconheceram autoria do homicídio qualificado privilegiado. Na condição de juiz, aplique a pena à José. 
RESOLUÇÃO: A primeira coisa que a gente faz é achar a espécie do crime e sua pena, que no caso é 
homicídio qualificado, que é mais grave que o homicídio simples (pena de reclusão de 12 a 30 anos) 
Art. 121, § 2° (homicídio qualificado) - Se o homicídio é cometido: IV - à traição, de emboscada, 
ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do 
ofendido; 
Art. 121, § 1º (Caso de diminuição de pena) - Se o agente comete o crime impelido por motivo de 
relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta 
provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. (homicídio 
privilegiado) 
 
Ao final da analise das circunstâncias judiciais da primeira fase, a pena mínima será de 12 anos, mas 
pode ser maior, se houver circunstâncias prejudiciais ao réu. Lembrando que no final da análise da 
primeira e da segunda fase, a pena mínima não pode ser maior do que a prevista em lei para o crime 
específico, nem a pena máxima pode ser maior do que a prevista em lei para o crime específico. 
 
PRIMEIRA FASE: 
a) Culpabilidade: Nós não podemos ter uma reprovação excessiva sobre José, pois ele agiu sob 
relevante valor moral, mas isso será analisado na terceira fase por ter essa previsão de diminuição de 
pena (embora a regra seja analisar este motivo na segunda fase – motivo atenuante). Logo, até aqui a 
pena continua em 12 anos de reclusão. 
b) Antecedentes: Ele tem bons antecedentes. Pena até aqui: 12 anos de reclusão. 
c) Conduta social: Ele é religioso, pai de família e ajuda em questões comunitárias. Pena até aqui: 12 
anos de reclusão. 
d) Personalidade: Demonstrou arrependimento, chorou na tv e disse que não era criminoso e que 
nunca mais fará isso. Mostrou uma boa personalidade. Pena até aqui: 12 anos de reclusão. 
e) Circunstâncias: Como foi uma só facada, não foi excessivamente violento, pode-se dizer que as 
circunstâncias foram comuns. Pena até aqui: 12 anos de reclusão. 
f) Consequências do crime: Pedro (a pessoa que morreu), não tinha parentes e não fazia bem a 
ninguém. Já tinha fugido de outros lugares por agir erradamente com mulheres de outras pessoas. 
Pena até aqui: 12 anos de reclusão. 
g) Comportamento da vítima: Péssimo comportamento da vítima, o que provocou o resultado. Pena 
final da primeira fase: 12 anos de reclusão. 
 
SEGUNDA FASE: 
a) Agravantes: Não há. 
b) Atenuantes: O réu era menor de 21 anos na data dos fatos; praticou crime por relevante valor moral 
(mas isso será levado em consideração apenas na terceira fase como uma causa de diminuição de 
pena devido o princípio do ne bis in idem). 
 
Pena ao final da análise da 2ª fase: 12 anos de reclusão. 
 
 
 
 
 
 
TERCEIRA FASE: 
Não existe nenhum caso de aumento de pena, mas existe um caso de diminuição de pena. 
Art. 121, § 1º (Caso de diminuição de pena) - Se o agente comete o crime impelido por motivo de 
relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta 
provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. (homicídio 
privilegiado) 
 
Diminuindo a pena em um terço, que é o máximo que conseguimos diminuir, a pena iria para 8 anos de 
reclusão, cabendo regime semi-aberto, porque regime fechado é para superiores a 8 anos. 
Não cabe substituição por pena restritiva de direitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova: para OAB - Exame de Ordem Unificado - 
IV - Primeira Fase. 
Em relação ao cálculo da pena, é correto afirmar que 
A) a análise da reincidência precede à verificação dos maus antecedentes, e eventual acréscimo 
de pena com base na reincidência deve ser posterior à redução pela participação de menor 
importância. 
B) é defeso ao juiz fixar a pena intermediária em patamar acima do máximo previsto, ainda que 
haja circunstância agravante a ser considerada. (GABARITO) 
C) o acréscimo de pena pela embriaguez preordenada deve se feito posteriormente à redução 
pela confissão espontânea. 
D) é possível que o juiz, analisando as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, fixe 
pena-base em patamar acima do máximo previsto. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova: para OAB - Exame de Ordem Unificado - 
XI - Primeira Fase. 
Débora estava em uma festa com seu namorado Eduardo e algumas amigas quando percebeu 
que Camila, colega de faculdade, insinuava-se para Eduardo. Cega de raiva, Débora esperou 
que Camila fosse ao banheiro e a seguiu. Chegando lá e percebendo que estavam sozinhas no 
recinto, Débora desferiu vários tapas no rosto de Camila, causando-lhe lesões corporais de 
natureza leve. Camila, por sua vez, atordoada com o acontecido, somente deu por si quando 
Débora já estava saindo do banheiro, vangloriando-se da surra dada. Neste momento, com ódio 
de sua colega, Camila levanta-se do chão, agarra Débora pelos cabelos e a golpeia com uma 
tesourinha de unha que carregava na bolsa, causando-lhe lesões de natureza grave. Com 
relação à conduta de Camila, assinale a afirmativa correta. 
A) Agiu em legítima defesa. (ERRADO. A legítima defesa só cabe em caso de perigo atual ou 
iminente. Quando a moça agrediu a outra, a agressão já tinha passado) 
B) Agiu em legítima defesa, mas deverá responder pelo excesso doloso. (ERRADO.) 
C) Ficará isenta de pena por inexigibilidade de conduta diversa. (ERRADO. Apesar de 
inexigibilidade de conduta adversa ser uma causa de exclusão de culpabilidade, isentando de 
pena,a inexigibilidade de conduta adversa no CP, em regra, só é aplicável de acordo com o Art. 
22, que é a coação moral irresistível e a obediência hierárquica.) 
D) Praticou crime de lesão corporal de natureza grave, mas poderá ter a pena diminuída. 
GABARITO D. Ela poderá ter a pena diminuída, porque estava agindo sob violenta agressão 
logo após a injusta provocação da vítima (Art. 65, III, c) 
Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam/diminuem a pena: 
III - ter o agente: 
c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de 
autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da 
vítima; 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: DPE-RJ. Prova para Técnico Superior Jurídico. 
(Reduzida) 
Na aplicação da pena privativa de liberdade, o aumento decorrente de concurso formal ou de 
crime continuado não incide sobre a pena-base, mas sobre a pena acrescida por circunstância 
qualificadora ou causa especial de aumento. 
CERTO. A pena base é na primeira fase, ou seja, as circunstâncias judiciai. As causas especiais 
de aumento são as majorantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRESCRIÇÃO X DECADÊNCIA X PEREMPÇÃO. 
DECADÊNCIA: Atinge o direito de ação. Só ocorre nos crimes de ação penal de iniciativa privada e 
nos crimes de ação penal pública condicionada à representação do ofendido. 
Sempre ocorre antes da ação penal. Os pazos de decadência nunca podem ser suspensos nem 
interrompidos. 
 
PEREMPÇÃO: Atinge o direito de prosseguir na ação. Só ocorre nos crimes de ação penal privada. Só 
é possível após o início do processo. 
 
PRESCRIÇÃO: A prescrição é uma garantia do indivíduo contra a eternização do direito de punir do 
Estado (prescrição da pretensão punitiva) OU ao direito de o Estado executar a punição já imposta 
(prescrição da pretensão executória). 
 
Os fundamentos da prescrição, para Cezar Roberto Bitencourt são 4: 
1 – O decurso do tempo leva ao esquecimento do fato; 
2 – O decurso do tempo leva à recuperação natural do criminoso, que não volta a delinquir; 
3 – A prescrição serve como uma sanção ao Estado inerte; 
4 – O decurso do tempo enfraquece o suporte probatório. Querer condenar alguém depois de anos luz 
do crime, é querer condenar com provas frágeis – provas que se escondem sob a espesas cinzas do 
tempo e do esquecimento (Rogério Sanches). 
Com base nestes fundamentos, pode-se concluir que o tempo faz desaparecer o interesse social de 
punir. 
 
A prescrição da pretensão punitiva tem 4 subspécies: 
1 – Prescrição da pretensão punitiva propriamente dita ou em abstrato (Art. 109); 
2 – Prescrição da pretensão punitiva superveniente (Art. 110, §1º c/c); 
3 – Prescrição da pretensão punitiva retroativa; (Art. 110, §1º) 
4 – Prescrição da pretensão punitiva virtual. (Não possui previsão legal) 
 
1 - A prescrição da pretensão punitiva propriamente dita ou em abstrato impede os efeitos penais e 
extra penais. Ocorre antes do trânsito em julgado. Já a prescrição da pretensão executória possui um 
único efeito: impedimento do cumprimento da pena. Todos os demais efeitos (penais e extra penais) 
são mantidos na execução executória. 
O pacote anticrime trouxe duas novas hipóteses de suspensão (e não interrupção, que é a regra) do 
prazo prescricional: 
1 - Na pendência de embargos de declaração ou recursos aos tribunais superiores quando 
inadmissíveis; 
2 – Se está em curso acordo de não persecução penal, enquanto não cumprido ou rescindido a ANPP. 
 
4 - A prescrição da pretensão punitiva virtual é nada mais que a retroativa reconhecida 
antecipadamente. Não tem previsão legal e não é aceita pelo STF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE PRESCRIÇÃO: Ano: 2012. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
VI - Primeira Fase. 
No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa em transação comercial 
internacional (Art. 337-B do CP), cuja pena é de 1 a 8 anos e multa. Devidamente investigado, 
Eratóstenes foi denunciado e, em 20/1/2006, a inicial acusatória foi recebida. O processo teve 
regular seguimento e, ao final, o magistrado sentenciou Eratóstenes, condenando-o à pena de 1 
ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. A sentença foi publicada em 7/4/2007. O 
Ministério Público não interpôs recurso, tendo, tal sentença, transitado em julgado para a 
acusação. A defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava sua absolvição, interpôs 
sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o processo ainda não havia tido seu definitivo 
julgamento, ou seja, não houve trânsito em julgado final. Levando-se em conta as datas 
descritas e sabendo-se que, de acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código Penal, a 
prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, verifica-se em 12 (doze) anos se o 
máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o máximo 
da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois, com base na situação 
apresentada, é correto afirmar que 
A) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da pretensão executória, pois 
desde a publicação da sentença não transcorreu lapso de tempo superior a doze anos. 
B) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após a data da publicação da 
sentença e a última data apresentada no enunciado, transcorreu lapso de tempo superior a 4 
anos. 
C) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que pressupõe o trânsito em 
julgado para a acusação e leva em conta a pena concretamente imposta na sentença. 
(GABARITO. Da data do recebimento da denúncia até do trânsito em julgado da sentença deu 
mais de 4 anos. Só pra saber, tanto a prscrição superveniente quanto a retroativa necessita de 
sentença penal transitada em julgado, mas a ordinária não) 
D) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda não ocorreu o trânsito em 
julgado final, deve-se levar em conta a teoria da pior hipótese, de modo que a prescrição, se 
houvesse, somente ocorreria doze anos após a data do fato. 
COMENTÁRIO: A prescrição vai funcionar de duas maneiras. Ela vai levar em conta a pena 
máxima abstrata prevista no artigo 109 para aquele crime quando: do momento da consumação 
do crime até o momento do recebimento da denúncia. Se, neste lapso, houver prescrição, então 
não acontecerá o recebimento da denúncia. É o que é chamado de prescrição da pretensão 
punitiva pela pena em abstrato. Agora, se a pretensão punitiva em abstrato não ocorreu, e 
houve o recebimento da denúncia e a sentença condenatória com a pena em concreto, na 
primeira instância, esta passa a ser a pena que vai reger, a partir de agora, o prazo prescricional 
(no artigo 109) contando-se desde o início (porque interrupção zera a contagem). Com esse 
valor (4 anos para prescrição, no caso da questão, porque o crime tem condenação de privação 
de liberdade de 1 ano) você vai trabalhar os dois próximos intervalos: do recebimento da 
denúncia até o acórdão de segunda instância; e depois: do acórdão de segunda instância até a 
sentença transitada em julgado na terceira instância. Lembrando que o processo pode transitar 
em julgado antes de chegar na terceira instância. 
Lembrando também que se não houver trânsito em julgado, a única prescrição que pode 
acontecer é a em abstrato, porque a superveniente e a retroativa precisam do trânsito em 
julgado para a acusação, devido a segurança jurídica. 
Vai ser chamado de superveniente a prescrição que se der após o recebimento da denúncia, em 
que ocorrerá a sentença condenatória em primeira instância. Agora a base de contagem 
prescricional será feita com base na sentença dada pelo juiz (pena em concreto) e não mais a 
maior em abstrato. 
 
 
 
 
QUESTÃO DE PRESCRIÇÃO: Ano: 2010. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
Primeira Fase. 
A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base ocorrência do fato na 
data de hoje, assinale a alternativa correta. 
A) A prescrição, depois da sentença condenatóriacom trânsito em julgado para a acusação, 
regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data 
anterior à da denúncia ou queixa. (GABARITO. A prescrição superveniente e a retroativa são 
aquelas que acontecem depois do trânsito em julgado e nunca terão como termo inicial a data 
anterior à da denúncia ou da queixa) 
B) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos, independentemente do prazo 
estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente 
C) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado, fica suspenso o 
processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional, que passa a ser computado pelo dobro 
da pena máxima cominada ao crime. 
D) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal, dentre outras, o 
recebimento da denúncia ou da queixa, a pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou 
absolutória recorrível. 
COMENTÁRIO: Será chamado de retroativa a prescrição que, tendo sentença condenatória 
transitada em julgado para a acusação, retroagir até no máximo o momento do recebimento da 
denuncia (não pode retroagir até o momento que o crime ocorreu) 
Art. 109, § 1o: A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a 
acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em 
nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa (prescrição 
superveniente e a retroativa) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE PRESCRIÇÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado – 
XV. 
Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121 do Código Penal, devendo 
cumprir pena de seis anos de reclusão. A sentença penal condenatória transitou em julgado no 
dia 10 de agosto de 1984. Dias depois, Francisco foge para o interior do Estado, onde residia, 
ficando isolado num sítio. Após a fuga, as autoridades públicas nunca conseguiram capturá-lo. 
Francisco procura você como advogado(a) em 10 de janeiro de 2014. Com relação ao caso 
narrado, assinale a afirmativa correta 
A) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda não foi ultrapassado o 
prazo de trinta anos requerido pelo Código Penal. 
B) Houve prescrição da pretensão executória (GABARITO) 
C) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é imprescritível. 
D) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato, pois Francisco nunca foi 
capturado 
COMENTÁRIO: Se passaram 30 anos e o pior crime do mundo (exceto os imprescritíveis) 
prescrevem em no máximo 20 anos. 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o 
do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao 
crime, verificando-se: 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a 
dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela 
pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um 
terço, se o condenado é reincidente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE PRESCRIÇÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
XXIV - Primeira Fase. 
No dia 28 de agosto de 2011, após uma discussão no trabalho quando todos comemoravam os 
20 anos de João, este desfere uma facada no braço de Paulo, que fica revoltado e liga para a 
Polícia, sendo João preso em flagrante pela prática do injusto de homicídio tentado, obtendo 
liberdade provisória logo em seguida. O laudo de exame de delito constatou a existência de 
lesão leve. A denúncia foi oferecida em 23 de agosto de 2013 e recebida pelo juiz em 28 de 
agosto de 2013. Finda a primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, ocasião em que a 
vítima compareceu, confirmou os fatos, inclusive dizendo acreditar que a intenção do agente 
era efetivamente matá-la, e demonstrou todo seu inconformismo com a conduta do réu, João foi 
pronunciado, sendo a decisão publicada em 23 de agosto de 2015, não havendo impugnação 
pelas partes. Submetido a julgamento em sessão plenária em 18 de julho de 2017, os jurados 
afastaram a intenção de matar, ocorrendo em sentença, então, a desclassificação para o crime 
de lesão corporal simples, que tem a pena máxima prevista de 01 ano, sendo certo que o Código 
Penal prevê que a pena de 01 a 02 anos (que é o caso – lesão corporal) prescreve em 04 anos. 
Na ocasião, você, como advogado(a) de João, considerando apenas as informações narradas, 
deverá requerer que seja declarada a extinção da punibilidade pela 
A) decadência, por ausência de representação da vítima. 
B) prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo prescricional entre a 
data do fato (28 de agosto de 2011) e a do recebimento da denúncia (28 de agosto de 2013). 
(GABARITO.) 
C) (prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo prescricional entre a 
data do oferecimento da denúncia e a da publicação da decisão de pronúncia. 
D) prescrição da pretensão punitiva, porque entre a data do recebimento da denúncia e a do 
julgamento pelo júri decorreu o prazo prescricional. 
COMENTÁRIO: 
Extinção da punibilidade (Art. 107) - Extingue-se a punibilidade: 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
VII e VIII - Revogados 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia (pronúncia se dá em caso de júri); 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa 
a correr, novamente, do dia da interrupção. 
O joão, por ter 20 anos na data do fato, aplica-se o artigo 115 do Código Penal, reduzindo o 
prazo prescricional de 4 para 2 anos.: São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando 
o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, 
maior de 70 (setenta) anos. (ou seja, não foi possível o recebimento da denúncia pelo juiz (fato 
que interromperia o prazo prescricional), porque antes disso já havia ocorrido a prescrição da 
pretensão punitiva devido a idade de João na época do fato) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros – Provimento. 
É causa impeditiva da prescrição 
A) o início ou continuação do cumprimento da pena. 
B) a reincidência. 
C) o recebimento da denúncia ou da queixa. 
D) o cumprimento da pena, pelo agente, no estrangeiro. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Art. 116 (Causas impeditivas da prescrição) - Antes de passar em julgado a 
sentença final, a prescrição não corre: 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não 
corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-RN. Prova para Delegado de 
Polícia. 
A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas. 
CERTO. Súmula 338 do STJ – “A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE TODA A MATÉRIA. 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - VIII - Primeira 
Fase. 
Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na exclusão, por lei ordinária com 
efeitos retroativos, de um ou mais fatos criminosos do campo de incidência do Direito Penal, 
A) o indulto individual. 
B) a anistia. (GABARITO) 
C) o indulto coletivo. 
D) a graça. 
COMENTÁRIO: 
Todas as alternativas são causas de extinção de punibilidade. 
A anistia é ato do congresso nacional, ou seja, por lei. Tem por objeto os crimes políticos, mas, 
de modo excepcional, pode ser aplicada aos crimes comuns. Possui efeitos retroativos. 
O indulto individual e coletivo e a graça são atos privativos do presidente da República. A graça 
é chamada pela doutrina de indulto individual. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XXVI - Primeira 
Fase. 
Mário foi denunciado pela prática de crime contra a Administração Pública, sendo imputada a 
ele a responsabilidade pelo desvio de R$ 500.000,00 dos cofres públicos. Após a instrução e 
confirmação dos fatos, foi proferida sentença condenatória aplicando a pena privativa de 
liberdade de 3 anos de reclusão, que transitou em julgado. Na decisão, nada consta sobre a 
perda do cargo público por Mário. Diante disso, ele procura um advogado para esclarecimentos 
em relação aos efeitos de sua condenação. Considerando as informações narradas, o advogado 
de Mário deverá esclarecer que 
A) a perda do cargo, nos crimes praticados por funcionário público contra a Administração, é 
efeito automático da condenação, sendo irrelevante sua não previsão em sentença, desde que a 
pena aplicada seja superior a 04 anos. 
B) a perda do cargo, nos crimes praticados por funcionário público contra a Administração, é 
efeito automático da condenação, desde que a pena aplicada seja superior a 01 ano. 
C) a perda do cargo não é efeito automático da condenação, devendo ser declarada em 
sentença, mas não poderia ser aplicada a Mário diante da pena aplicada ser inferior a 04 anos. 
D) a perda do cargo não é efeito automático da condenação, devendo ser declarada em 
sentença, mas poderia ter sido aplicada, no caso de Mário, mesmo sendo a pena inferior a 04 
anos. (GABARITO. Art. 92, I, a c/c seu parágrafo único do CP.) 
COMENTÁRIO: Os efeitos da condenação estão nos artigos 91 e 92 do CP.: 
Art. 92 - São também efeitos da condenação: 
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: 
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos 
crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; 
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos 
demais casos. 
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser 
motivadamente declarados na sentença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE REICIDÊNCIA: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado – 
XV. 
José cometeu, em 10/11/2008, delito de roubo. Foi denunciado, processado e condenado, com 
sentença condenatória publicada em 18/10/2009. A referida sentença transitou definitivamente 
em julgado no dia 29/08/2010. No dia 15/05/2010, José cometeu novo delito, de furto, tendo sido 
condenado, por tal conduta, no dia 07/04/2012. Nesse sentido, levando em conta a situação 
narrada e a disciplina acerca da reincidência, assinale a afirmativa correta. 
A) Na sentença relativa ao delito de roubo, José deveria ser considerado reincidente. 
B) Na sentença relativa ao delito de furto, José deveria ser considerado reincidente. 
C) Na sentença relativa ao delito de furto, José deveria ser considerado primário. (GABARITO) 
D) Considera-se reincidente aquele que pratica crime após publicação de sentença que, no 
Brasil ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior 
COMENTÁRIO: Em questão de reincidência, é preciso ficar atento a duas datas em relação aos 
crimes: A data de trânsito em julgado do primeiro crime; a data da prática do segundo crime. 
A data da prática do segundo crime tem que ser após o trânsito em julgado do primeiro crime 
para ser considerado reicidente (artigo 63 e 64 do CP.) 
 
QUESTÃO DE REICIDÊNCIA: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
XXIII - Primeira Fase. 
Caio, Mário e João são denunciados pela prática de um mesmo crime de estupro (Art. 213 do 
CP). Caio possuía uma condenação anterior definitiva pela prática de crime de deserção (crime 
de deserção é crime militar. Crime militar não induz reincidência), delito militar próprio, ao 
cumprimento de pena privativa de liberdade. Já Mário possuía uma condenação anterior, com 
trânsito em julgado, pela prática de crime comum, com aplicação exclusiva de pena de multa. 
Por fim, João possuía condenação definitiva pela prática de contravenção penal (contravenção 
penal também não induz em reincidência, desde que cometida antes do crime. Se a 
contravenção for praticada depois do crime, então será reincidente. Contravenção antes e 
contravenção depois também gera reicidência) à pena privativa de liberdade. No momento da 
sentença, o juiz reconhece agravante da reincidência em relação aos três denunciados. 
Considerando apenas as informações narradas, de acordo com o Código Penal, o advogado dos 
réus 
A) não poderá buscar o afastamento da agravante, já que todos são reincidentes. 
B) poderá buscar o afastamento da agravante em relação a Mário, já que somente Caio e João 
são reincidentes. 
C) poderá buscar o afastamento da agravante em relação a João, já que somente Caio e Mário 
são reincidentes. 
D) poderá buscar o afastamento da agravante em relação a Caio e João, já que somente Mário é 
reincidente. (GABARITO, porque Caio e João não são reincidentes. Respaudo: Art. 64, II do 
Código Penal. E Art. 7º da lei das contravenções penais) 
COMENTÁRIO: A reicindência, que é o tema da questão, encontra-se no aritgo 63 e 64 do 
Código Penal mais o artigo sétimo da lei de contravenções penais (LCP) 
Art. 63 do Código Penal (Reicidência): Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo 
crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha 
condenado por crime anterior. 
Art. 64 do CP.: Para efeito de reincidência: 
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a 
infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o 
período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação; 
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos. 
 
CRIME + CRIME = REICIDÊNCIA; 
CONTRAVENÇÃO + CONTRAVENÇÃO = REICIDÊNCIA; 
CRIME + CONTRAVENÇÃO = REICIDÊNCIA; 
PENA DE MULTA + CRIME = REICIDÊNCIA 
CONTRAVENÇÃO + CRIME = NÃO É REICIDÊNCIA; 
Observação: contravenção é sinônimo de crime anão. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE REICIDÊNCIA: Ano: 2012. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
IX - Primeira Fase. 
Guilherme praticou, em 18/02/2009, contravenção penal de vias de fato (Art. 21 do Decreto Lei n. 
3.688/41), tendo sido condenado à pena de multa. A sentença transitou definitivamente em 
julgado no dia 15/03/2010, mas Guilherme não pagou a multa (indiferente essa informação). No 
dia 10/07/2010, Guilherme praticou crime de ato obsceno (Art. 233 do CP). Com base na situação 
descrita e na legislação, assinale a afirmativa correta. 
A) Guilherme não pode ser considerado reincidente por conta de umaomissão legislativa. 
(GABARITO) 
B) Guilherme deve ter a pena de multa não paga da primeira condenação convertida em pena 
privativa de liberdade. 
C) Guilherme é reincidente, pois praticou novo crime após condenação transitada em julgado. 
D) A pena de multa não gera reincidência. 
COMENTÁRIO: CONTRAVENÇÃO + CRIME não gera reincidência. 
 
QUESTÃO DE REICIDÊNCIA: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - 
XX - Primeira Fase. 
Rafael foi condenado pela prática de crime a pena privativa de liberdade de 04 anos e 06 meses, 
tendo a sentença transitado em julgado em 10/02/2008. Após cumprir 02 anos e 06 meses de 
pena, obteve livramento condicional em 10/08/2010, sendo o mesmo cumprido com correção e a 
pena extinta em 10/08/2012. Em 15/09/2015, Rafael pratica novo crime, dessa vez de roubo, 
tendo como vítima senhora de 60 anos de idade, circunstância que era do seu conhecimento. 
Dois dias depois, arrependido, antes da denúncia, reparou integralmente o dano causado. Na 
sentença, o magistrado condenou o acusado, reconhecendo a existência de duas agravantes 
pela reincidência e idade da vítima, além de não reconhecer o arrependimento posterior. O 
advogado de Rafael deve pleitear 
A) reconhecimento do arrependimento posterior. (ERRADO, porque teve violência e grave 
ameaça no crime) 
B) reconhecimento da tentativa. (ERRADO. Não foi tentativa. Foi crime consumado) 
C) afastamento da agravante pela idade da vítima. (ERRADO. Incide a agravante da idade da 
vítima no caso, prevista no artigo 61, inciso II, alínea "h", do Código Penal: Art. 61 
(Circunstâncias agravantes) - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não 
constituem ou qualificam o crime: h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou 
mulher grávida) 
D) afastamento da agravante da reincidência. (GABARITO, porque se passou mais de 5 anos 
desde a concessão do livramento condicional (sem revogação) até a prática do segundo crime. 
Art. 64 - Para efeito de reincidência: 
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do fim do cumprimento ou extinção da 
pena (cumprimento da pena também gera a extinção da pena) e a infração posterior tiver 
decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o período de prova da 
suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação) 
COMENTÁRIO: A pegadinha dessa questão é colocar a data da extinção da pena (10/08/2012), 
que é a regra para contar os 5 anos, mas quando há suspensão condicional da pena ou 
livramento condicional (sem revogação) a contagem de 5 anos começa a contar a partir de o 
momento em que se o obtém o benefício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: FCC. Órgão: TJ-MS. Prova para Juiz Substituto. (Reduzida) 
Na aplicação da pena, 
D) se concorrerem duas qualificadoras em um mesmo crime, aceita a jurisprudência que só uma 
delas incida como tal, podendo a outra servir como circunstância agravante, se cabível. 
(GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Promotor de 
Justiça de Entrância Inicial. 
Cada um dos itens a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser 
julgada, acerca da aplicação de pena e do livramento condicional, considerando-se o 
entendimento dos tribunais superiores. 
I Flávio, processado e condenado pela prática de delito de tráfico ilícito de entorpecentes, 
confessou, em interrogatório judicial, que possuía a droga para consumo próprio. Nesse caso, a 
confissão feita por Flávio em juízo, ainda que parcial, não deve servir como circunstância 
atenuante da confissão espontânea para fins de diminuição de pena. (CERTO. Súmula 630 do 
STJ: “A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de 
entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera 
admissão da posse ou propriedade para uso próprio”.) 
II Pela prática de delitos de vias de fato e ameaça em contexto de violência doméstica e familiar 
contra sua ex-esposa, Joana, José foi condenado às penas de vinte dias de prisão simples e um 
mês e cinco dias de detenção, ambas em regime aberto. Nesse caso, é cabível a substituição da 
pena restritiva de liberdade por restritiva de direitos apenas em relação à contravenção penal de 
vias de fato. (ERRADO. Súmula 588 do STJ "A prática de crime ou contravenção penal contra a 
mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos".) 
III Pela prática de delito de homicídio culposo no trânsito, na forma qualificada, por conduzir 
veículo sob influência de bebida alcoólica, Marcos foi condenado à pena de cinco anos de 
reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. Nesse caso, em que pese o 
quantum da pena, é cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos. (ERRADO, porque nos crimes no trânsito, mesmo que culposo, não cabe substituição 
de pena) 
IV Pela prática de delito de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, Pedro, reincidente por 
crime de roubo simples, foi condenado à pena privativa de liberdade de quatro anos de 
reclusão, em regime fechado. Nesse caso, ante a prática de crime hediondo e a reincidência, 
Pedro não fará jus ao livramento condicional. (ERRADO, porque porte ilegal de arma de fogo de 
uso restrito não é crime hediondo. Só o porte ilegal de arma de fogo de uso proibido é crime 
hediondo) 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros. A, primário, foi condenado por tentativa de roubo qualificado à pena de 2 anos e 8 
meses de reclusão e multa. O juiz, ao aplicar a pena, 
A) deverá fixar o regime fechado para o cumprimento inicial por tratar-se de crime praticado 
com violência contra a pessoa. (ERRADO. O regime fechado será resguardado aos condenados 
a pena superior a 8 (oito) anos.) 
B) poderá substituir a pena privativa de liberdade por uma pena restritiva de direitos. (ERRADO. 
Essa substituição não é possível nos crimes com violência ou grave ameaça à pessoa) 
C) poderá substituir a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos. 
(ERRADO. É a mesma justificativa da B) 
D) poderá conceder a suspensão condicional da pena privativa de liberdade por até 4 anos. 
(ERRADO. Segundo o CP, art. 77, um dos requisitos para aplicação do sursi é a pena privativa 
de liberdade não ser superior a dois anos. Nada obstante, o enunciado fala que A, primário, foi 
condenado à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão.) (na suspensão condicional do processo a 
pena privativa de liberdade não pode ser superior a 1 ano) 
E) poderá fixar o regime aberto para o cumprimento inicial da pena privativa de liberdade. 
(GABARITO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: DPE-RJ. Prova para Técnico Superior Jurídico. 
Quanto ao âmbito de incidência do crime continuado e sua caracterização, é correto afirmar 
que: 
C) na aplicação da pena privativa de liberdade, o aumento decorrente de concurso formal ou de 
crime continuado não incide sobre a pena-base, mas sobre a pena acrescida por circunstância 
qualificadora ou causa especial de aumento. 
CERTO.

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