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REPARO TECIDUAL ESTÍMULO LESIVO INFLAMAÇÃO MORTE CELULAR APOPTOSE PREPARO PARA A REPLICAÇÃO REPARO QUAL É O PAPEL DA INFLAMAÇÃO? E O PAPEL DO REPARO TECIDUAL? TIPOS DE REPARO REGENERAÇÃO: Substituição pelo mesmo tipo de célula perdida CICATRIZAÇÃO: Substituição por tecido conjuntivo – Fibroplasia ou Fibrose (Exceção no cérebro – gliose) REGENERAÇÃO ➢O tecido que substitui o tecido morto é igual àquele antes da lesão; ➢Há reposição estrutural e funcional; ➢ Pode ocorrer em tecidos compostos por células lábeis e estáveis. CICATRIZAÇÃO ➢ O tecido que substitui o tecido morto é estromal, ou seja: de sustentação; ➢ Há alteração estrutural e funcional; ➢ Pode ocorrer em tecidos compostos por células lábeis, estáveis e permanentes. ➢ Grande parte dos tecidos , a cicatrização é a substituição por tecido conjuntivo, menos no tecido nervoso em que a substituição é feita pelas células da glia. Cicatrização ➢ Neovascularização ➢ Migração e proliferação de fibroblastos; ➢ Deposição de MEC (matriz extracelular); ➢ Remodelação do tecido fibroso. REPARO TECIDUAL NA PRÁTICA REGENERAÇÃO E FIBROPLASIA OCORREM JUNTOS, MAS PODE HAVER PREDOMINÂNCIA DE UM DESSES PROCESSOS!!!! DO QUE DEPENDE ESSA PREDOMINÂNCIA? ➢TIPO DE TECIDO QUANTO A CAPACIDADE REPLICATIVA ➢TIPO E INTENSIDADE DA LESÃO E DURAÇÃO DO PROCESSO INFLAMATÓRIO ➢INTEGRIDADE DA MEMBRANA BASAL TIPO DE TECIDO QUANTO A CAPACIDADE REPLICATIVA Tipos Celulares- quanto a capacidade replicativa CÉLULAS LÁBEIS CÉLULAS ESTÁVEIS CÉLULAS PERENES Epit. de Revestimento Mucosas Tecido Hematopoiético Hepatócitos Fibroblastos Endotélio Neurônios Miocárdio M. Esquelética D I F E R E N C I A Ç Ã O R E P L I C A Ç Ã O TIPO E INTENSIDADE DA LESÃO E DURAÇÃO DO PROCESSO INFLAMATÓRIO ➢INTEGRIDADE DA MEMBRANA BASAL CIRROSE HEPÁTICA – INFLAMAÇÃO CRÔNICA E TENTATIVA DE REPARO ARCABOUÇO ESTROMAL- MEMBRANA BASAL CIRROSE HEPÁTICA Regeneração e Fibrose em processo inflamatório crônico- coexistência de reparo por regeneração (nódulos de regeneração) e por cicatrização (pontes fibrosas) ETAPAS DA REPARAÇÃO TECIDUAL P. INFLAMATÓRIO AGUDO REGENERAÇÃO DO PARÊNQUIMA MIGRAÇÃO E PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS PARÊNQUIMATOSAS E ESTROMAIS SÍNTESE DE MATRIZ EXTRACELULAR (MEC) REMODELAÇÃO DO TECIDO CONJUNTIVO PROCESSOS BÁSICOS QUE OCORREM NA REPARAÇÃO TECIDUAL (na cicatrização ou na regeneração): MIGRAÇÃO PROLIFERAÇÃO DIFERENCIAÇÃO INTERAÇÃO CÉLULA-MATRIZ EXTRACELULAR QUAL É O PAPEL DA INFLAMAÇÃO? E O PAPEL DO REPARO TECIDUAL? QUAL É O PAPEL DA INFLAMAÇÃO? E O PAPEL DO REPARO TECIDUAL? QUAL É O PAPEL DA INFLAMAÇÃO? E O PAPEL DO REPARO TECIDUAL? CICATRIZAÇÃO: TIPOS 1º INTENÇÃO 2º INTENÇÃO Cicatrização: Primeira Intenção ➢ Incisão limpa. ➢ Linha de fechamento precisa de hemostasia. ➢Desidratação na superfície cria crosta. ➢ 24 h: neutrófilos, mitoses do epitélio basal. Cicatrização: Primeira Intenção ➢ 1 - 2 dias: céls epiteliais basais crescem ao longo da derme. ➢ 3 dias: neutrófilos saem, macrófagos entram, tecido de granulação se forma. ➢ 5 dias: espaço preenchido com tecido de granulação e por pontes de união de fibrilas colágenas. ➢ Espessamento da epiderme permanece normal. Cicatrização: Primeira Intenção ➢ 2a Semana: acúmulo de colágeno, fibroblastos (edema and inflamação reduzidos) ➢ Fim do 1o mês: tecido conjuntivo sem inflamação; epiderme intacta ➢ Força de tensão aumenta de 70 - 80% em relação à pele normal em 3 meses Cicatrização: Segunda Intenção ➢ Lesão tecidual maior ➢ Atividade inflamatória maior ➢Mais tecido de granulação ➢Contração cicatricial - miofibroblastos Resistência da cicatriz ➢ 1º semana – 10% ➢ 4 semanas – aumento rápido ➢ 3 meses – desaceleração ➢ 70 a 80% da força de estiramento da pele normal FATORES QUE PREJUDICAM O REPARO NUTRIÇÃO INADEQUADA – FALTA DE ZINCO, VITAMINA C E PROTEÍNAS DIFICULTAM A SÍNTESE DE COLÁGENO TECIDOS EM ISQUEMIA INFECÇÃO PERSISTENTE- INFLAMAÇÃO CONTÍNUA PRESENÇA DE MATERIAL ESTRANHO (INCLUINDO MATERIAL NECRÓTICO) RETIDO EM ÁREA DE TECIDO LESADO FATORES QUE PREJUDICAM O REPARO ESTERÓIDES PREJUDICAM A FORMAÇÃO DE TECIDO DE GRANULAÇÃO E PREDISPÕE A INFECÇÕES (IMUNOSSUPRESSÃO) RADIAÇÃO INIBE O REPARO DA ÁREA DANIFICADA DABETE DIFICULTA A CICATRIZAÇÃO – ISQUEMIA, VASCULOPATIA, PREDISPOSIÇÃO A INFECÇÕES DENERVAÇÃO PREJUDICA O REPARO Distúrbios do Reparo ➢ Formação inadequada da cicatriz Deiscência da ferida Ulceração ➢Cicatriz hipertrófica/Quelóide ➢ Tecido de granulação exuberante - “carne esponjosa” ➢Retração da cicatriz Quelóide ➢ Cicatriz exuberante ➢ Abundante deposição de colágeno tipo III. ➢ Predisposição genética: humanos – negros animais – eqüinos http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/fpAnimswapImgFP3 SLIDES COMPLEMENTARES A PARTE DA AULA EXPOSITIVA. Fatores de Crescimento ➢ Fator de Crescimento Epidermal (EGF) Ceratinócitos, fibroblastos ➢ Fator de Crescimento Vascular Endotelial (VEGF) Angiogênese ➢ Fator de Crescimento Transformante- (TGF-) Fibrogênese ➢ Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PDGF) Migração e proliferação de fibroblastos, musculatura lisa e monócitos. ➢ - Colagenização no Desenvolvimento da Cicatriz : ➢ ➢ deposição em 3 a 5 dias com duração de semanas ➢ ➢ PDGF, FGF, TGFβ, IL1 e IL4 – produzidos por fibroblastos ➢ ➢ degradação de colágeno e outras proteínas da MEC - metaloproteinases Metaloproteinases ➢ Produção : fibroblastos, macrófagos, neutrófilos, cels epiteliais ➢ Estímulo : PDGF, FGF, ILI, TNFα ➢ Inibição : Inibidor tecidual de metaloproteinase, TGFβ ➢ Exemplos : ➢ Colagenases intersticiais – colágeno I,II e III ➢ Gelatinases – Colágeno IV e fibronectina ➢ Estromelisinas – proteoglicanos, fibronectina, colágeno amorfo e laminina Fatores de Crescimento na cicatrização ➢ Quimiotaxia de monócitos: PDGF, FGF, TGFβ ➢ Migração de firoblastos : PDGF, FGF, TGFβ,TNF,EGF ➢ Proliferação de fibroblastos : PDGF, EGF, FGF, TNF ➢ Angiogênese : VEGF, FGF ➢ Síntese de colágeno : PDGF, TNF, TGFβ ➢ Secreção de colágeno : PDGF, FGF, TGFβ,TNF,EGF ➢ As fases da cicatrização referem-se às cicatrizações de primeira intenção, ou seja, que se desenvolveram dentro dos limites normais de intensidade e duração. Esses itens, se alterados, determinam o desenvolvimento da cicatriz por segunda intenção, cujas fases acontecem mais lentamente e cujo tecido de granulação é hipermétrico. Acontece em tecidos com perdas muito grandes, exsudato abundante e feridas com margens traumatizadas. http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarterepa3.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarterepa3.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecom2.htm ➢ Segundo Guidugli-Neto (1997), os fatores que alteram a reparação, tornando-a patológica, podem ser locais ou gerais. Até certo ponto, esses fatores coincidem com os interferentes no processo inflamatório. ➢ FATORES LOCAIS ➢ 1. Tipo de agente: nesse fator, devem ser considerados os mesmos aspectos envolvidos nas inflamações. De modo geral, agentes agressores de curta duração, de baixa patogenicidade etc., permitem que se desenvolva um processo regenerativo ou uma cicatrização por primeira intenção. Assim, incisões cirúrgicas realizadas com técnica e instrumental adequados provocam um processo reparativo ideal; o contrário, por outro lado, também é verdadeiro. Os mesmos princípios são aplicados para os demais agentes agressores. http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartebibl.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarteinfl8.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarteinfl8.htm ➢ 2. Contaminação: as contaminações constituem um fator de retardoda reparação. Em geral, as feridas não expostas ao meio externo não possuem resistência alguma às infecções nas primeiras seis horas, havendo acréscimo da resistência com o passar do tempo; já as feridas expostas são mais resistentes. Deve-se abordar também a origem da infecção; as infecções de origem externa devem ser consideradas com cuidado nos atos operatórios, dada a sua alta probabilidade de ocorrência; as endógenas (de origem interna), por sua vez, podem ser de difícil resolução, pois são resultado de bacteremias transitórias (grande quantidade de bactérias circulantes no sangue), a qual tem grande afinidade pela coleção protéica local (necrose, hematomas, tecido de granulação) propiciada pelos processos reparativos. http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartenec.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecir7.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarterepa3.htm#granulação http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarterepa3.htm#granulação ➢ 3. Características da ferida: feridas maiores demoram mais tempo para cicatrizar do que feridas menores, estando susceptíveis às infecções. O local da ferida também constitui um fator interferente; as diferenças de tensividade que existem entre os tecidos pode ser um fator complicador, pois, faz parte do processo de cicatrização a contração do tecido fibroso; em tecidos com alta tensividade, essa contração fica dificultada. Além disso, a cicatriz final não consegue adquirir o mesmo grau de elasticidade inicial. ➢ 4. Outros fatores: a manutenção da irrigação sangüínea é fundamental para a reparação; tecidos pouco vascularizados ou com isquemia tendem a ter reparação mais lenta. As bordas dos tecido submetido a ato cirúrgico devem ser mantidas imóveis, para o bom andamento da reparação. Por fim, traumas na região com processo reparativo praticamente não interferem neste; ao contrário, em algumas situações, facilitam a reparação, pois praticamente se elimina a fase de demolição. http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecir5.htm http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoarterepa3.htm#fases da cicatrização ➢ FATORES GERAIS ➢ Incluem o estado fisiológico (principalmente idade) e estado nutricional do paciente, temperatura do local e terapêutica com medicamentos. Pacientes com mais idade têm uma tendência a reparar mais lentamente, devido às deficiências de circulação. A ausência de vitamina C (denominada "escorbuto") e a deficiência de proteínas também impedem a cicatrização. Hormônios em excesso, como os corticosteróides da adrenal, também podem prejudicar a cicatrização. Por fim, a utilização de medicamentos contendo zinco facilita o processo reparativo; já drogas antineoplásicas, ao contrário, são contra-indicadas em pacientes com cicatrizações em andamento. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5: REGENERAÇÃO Slide 6 Slide 7: CICATRIZAÇÃO Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50: Cicatrização: Primeira Intenção Slide 51: Cicatrização: Primeira Intenção Slide 52 Slide 53 Slide 54: Cicatrização: Primeira Intenção Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58: Cicatrização: Segunda Intenção Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62: FATORES QUE PREJUDICAM O REPARO Slide 63: FATORES QUE PREJUDICAM O REPARO Slide 64: Distúrbios do Reparo Slide 65: Quelóide Slide 66: SLIDES COMPLEMENTARES A PARTE DA AULA EXPOSITIVA. Slide 67: Fatores de Crescimento Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78