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A entrevista no Contexto da Avaliação Psicológica
RESOLUÇÃO CFP Nº 9/2018
Métodos, técnicas e instrumentos
Fontes fundamentais 
Testes psicológicos
Fontes complementares
Entrevistas
Protocolos ou registros de observação
Técnicas e instrumentos não psicológicos com respaldo científico
Documentos técnicos
2
Recurso fundamental que subsidia todo o processo de AP/Psicodiagnóstico;
Momento de coleta de informações significativas para o delineamento de um plano de avaliação;
O desafio técnico é encontrar como ajudar às pessoas a falar de si de uma forma que amplie a compreensão sobre elas mesmas;
Caracteriza-se por ser uma técnica diversa, na qual seu formato vai depender de qual objetivo específico orienta o entrevistador.
A entrevista em AP
É necessário abordar de forma direta experiências e temas que usualmente são íntimo e delicados;
A técnica e a habilidade em realizar entrevistas são atributos fundamentais do profissional;
A habilidade se revela pelas perguntas formuladas, pelas evitadas e pela decisão de quando e como falar ou apenas calar;
Capacidade de estabelecer uma relação ao mesmo tempo empática e tecnicamente útil para a prática clínica.
A entrevista em AP
Uma boa condução de entrevista depende:
01
02
03
04
Da personalidade 
e motivação do paciente
Do contexto 
institucional
Da personalidade e habilidade do entrevistador
Dos objetivos da entrevista
É relevante nortear a condução da entrevista a partir de um viés que atenda às demandas que motivaram o pedido de avaliação.
Para organização das informações, indica-se os marcadores temporais presente, passado e futuro.
A entrevista psicológica quando utilizada como instrumento de AP usualmente envolve mais elementos além da comunicação verbal.
A entrevista em AP
Modulação da entrevista
Qualquer método de entrevista requer preparos técnicos, principalmente para iniciantes.
A situação de entrevista é vulnerável a inúmeras variáveis relacionadas ao entrevistador, ao entrevistado, à interação entre eles e o ambiente em que o exame se realiza. 
O olhar e a escuta atenta são fundamentais. A fala espontânea sempre mostra-se mais rica.
A modulação da entrevista
Geralmente, com profissionais iniciantes, observa-se uma preocupação maior com o rigor técnico e no próprio desempenho, em detrimento da pessoa presente.
A preocupação excessiva com roteiro muitas vezes faz com que ocorra inclusão ou exclusão de perguntas desnecessárias.
A qualidade da relação entre entrevistador e entrevistado antecede a técnica, interferindo de maneira substancial na qualidade das respostas fornecidas.
A modulação da entrevista
Condução da entrevista
Recomenda-se uma leitura crítica do roteiro de entrevista, com vistas a compreender os objetivos de cada uma das questões (gerais, específicas ou disparadores);
Quando questionamos o paciente, é imprescindível que saibamos o objeto de investigação e os motivos avaliativos. Isso se integrará a composição da história clínica;
Se o entrevistador não tem clareza sobre as questões, dificilmente terá condições de avaliar a qualidade das respostas.
Condução da entrevista
Condução da entrevista
We live on Earth
Apresentação
do profissional
Obter dados
Sociodemográficos
Encerramento
“Fale-me sobre os problemas que fizeram você procirar ajuda hoje”
Queixa básica
Formas de lidar com silêncio:
fazer perguntas e colocações breves que assinalem sua presença efetiva e convoque a pessoa a falar.
evitar perguntas muito direcionadas, fechadas, que possam ser respondidas com um sim ou um não categóricos;
evitar perguntas muito longas e complexas.
Sobre o silêncio
A importância das 
perguntas
Produzem respostas úteis, tanto pelas informações que são trazidas, como também pelo efeito terapêutico que podem produzir no paciente ao promover a reflexão e o contato com aspectos da sua própria história de vida.
Benjamin (2004) tem muitas reservas quanto ao emprego de perguntas:
O modelo pergunta/resposta não cria uma atmosfera em que pode se desenvolver um relacionamento cordial, em que a pessoa possa descobrir mais sobre si mesmo, suas forças e fraquezas.
A pergunta que estou a ponto de fazer será útil para a pessoa que estou atendendo?
Sobre as perguntas
Perguntas abertas x Perguntas fechadas.
Abertas: permite alargar o campo perceptivo. É um convite às suas emoções, sentimentos e pensamentos. Pode ampliar e aprofundar o contato. Ex: Como você se sentiu depois do jogo?
Fechadas: são restritas, reduzindo o campo perceptivo; Exigem apenas fatos objetivos; Limita o contato. Você se sentiu muito bem depois do jogo, não foi? 
Sobre as perguntas
É sempre melhor fazer intervenções 
do tipo:
“Como foi isso?”
“Explique melhor”
“Conte um pouco mais sobre isso”
“Por quê?”
EVITAR
“Qual a causa?”
Que perguntas devemos evitar?
E como aconteceu isso? E aquilo? E acolá?
Por que?
Inicialmente empregada na busca de informação, investigação de causa ou razão. Geralmente não é utilizada assim.
Conota desaprovação, desconforto. Comunica que a pessoa agiu “errado”. 
A pessoa sente necessidade de defender-se, recuar e evitar a situação. Não se sentirá livre para explorar e examinar. 
Empregá-la o mínimo possível. 
Evitar perguntas duplas e bombardeio.
Melhor preencher os formulários necessários durante e como parte integrante do processo da entrevista. 
Caso o formulário seja longo ou complicado, talvez seja interessante agendar um horário para preencherem juntos.
Tempo: varia muito - média de 30 a 45 minutos.
Caso precise entrevistar várias pessoas no mesmo dia, reserve alguns minutos entre as entrevistas para escrever/fazer anotações ou para descansar.
Emprego do tempo/ formulários
O psicólogo precisa ter habilidades para perguntar, escutar, prestar atenção no informante e anotar o que ele diz. 
As respostas devem ser anotadas com exatidão, nas palavras dele, a fim de se evitar interferências da interpretação no registro.
Em caso de confusões, informações divergentes ou incompletas: perguntar a mesma questão de diferentes formas e em momentos diferentes da entrevista. 
Emprego do tempo/ formulários!
Entrevistado e entrevistador devem saber e aceitar que o encerramento está ocorrendo.
Nenhum assunto novo deve ser inserido ou discutido. Caso surjam novos conteúdos deve ser agendada nova entrevista.
As frases de encerramento devem ser curtas e diretas. 
Encerramento
Referir-se a um assunto que foi discutido antes com uma declaração conclusiva, uma reafirmação efetiva daquilo que ambos concordaram;
Resumo final mais explícito é necessário para verificar se você e o entrevistado se entenderam;
Indicar assuntos que foram mencionados, porém não discutidos por falta de tempo;
Quando foram feitos planos, recapitulá-los rapidamente durante o encerramento.
Encerramento
Tipos de entrevista
Triagem
Anamense
Lúdica
Devolutiva
Paciente adulto: a primeira entrevista geralmente é realizada com o próprio paciente;
Paciente adolescente: a primeira entrevista pode ser realizada com o próprio paciente, seguida por entrevista com os responsáveis;
Paciente criança: a primeira entrevista é realizada com os responsáveis. Posteriormente marca-se com a criança;
Entrevistas com outras fontes de informação sempre com a autorização do paciente e de seus responsáveis.
A entrevista com diferentes grupos etários
Benjamin, A. (2004). A entrevista de ajuda. São Paulo: Martins Fontes. 
Conselho Federal de Psicologia. (2018). Resolução CFP nº 009/2018. Brasília, DF, Brasil.
Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artemed.
Nunes, M. L. T., Lourenço, L. J., & Teixeira,R. C. P. (2017). Avaliação psicológica: o papel da observação e da entrevista. In Lins, M. R. C., & Borsa, J. C. Avaliação psicológica: Aspectos teóricos e práticos (pp. 23-37). Editora Vozes Limitada.
Referências
Serafini, A. J. (2016). Entrevista psicológica no psicodiagnóstico. In Hutz, C. S., Bandeira, D. R., Trentini, C. M., & Krug, J. S. (Eds.). Psicodiagnóstico (pp. 45-51). Porto Alegre: Artmed.
Silva, M. A. & Bandeira, D. R. (2016). A entrevista de anamnese. In Hutz, C. S., Bandeira, D. R., Trentini, C. M., & Krug, J. S. (Eds.). Psicodiagnóstico (pp. 52-67). Porto Alegre: Artmed.
Tavares, E. (2000). A entrevista clínica. In Cunha, J.A. Psicodiagnóstico V. (p.57-66). Porto Alegre: Artes médicas.
Referências
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