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Pedido de busca e penhora de depósito recursal feito pelo devedor em ação trabalhista EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA __________________. Processo n. º ___________________________ NOME DO EXEQUENTE, já qualificado nos autos, vem, respeitosamente, à presença de V. Exª., por intermédio do seu advogado ao final subscrito, requerer que seja efetuada a penhora no rosto dos autos da Ação Trabalhista n. º XXX, em que figura como parte o(a) executado(a), no valor atualizado da dívida de R$ XX,XX (valor por extenso), conforme cálculo atualizado anexo. De acordo com o artigo 899, § 1º da CLT, o depósito recursal na Justiça do Trabalho não se trata de custa ou taxa judicial, mas de mera garantia do juízo. Dessa forma, a depender do resultado da ação, referido valor é restituído a quem vencer o processo. Assim, em pesquisa realizada junto ao site do Tribunal Regional do Trabalho da XX Região, foi encontrado a Ação Trabalhista de nº XXX, em trâmite, na qual a empresa executada é ré e realizou o depósito recursal no valor de R$ XXX (valor por extenso), conforme cópia dos autos e comprovante de pagamento em anexo. Portanto, sendo a empresa executada nestes autos uma das partes a ser beneficiada pelo resultado da ação trabalhista, ela poderá ser restituída do depósito recursal que efetuou caso vença em sede recursal, o que caracteriza referido depósito como crédito do(a) ora devedor(a), restando possível a sua penhora para garantir essa execução. Frisa-se que tal medida é plenamente possível, uma vez que todas as outras tentativas de localização de bens passíveis de penhora (sisbajud, renajud, infojud, etc) restaram infrutíferas e, diante disto, o Código de Processo Civil, em seu art. 835, XIII, possibilita a penhora de “outros direitos”. Ainda, esta modalidade de constrição vem sendo amplamente admitida pela jurisprudência. Colhe-se: RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. SOLICITAÇÃO DE REGISTRO DE PENHORA NO ROSTO DOS AUTOS. PENHORA DE DEPÓSITO RECURSAL. TRANSFERÊNCIA PARA SALDAR EXECUÇÃO EM OUTRO PROCESSO. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. NÃO CONFIGURAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Não há ilegalidade em ato judicial que, atendendo solicitação de registro de penhora no rosto dos autos, determina a transferência do depósito recursal para prover execução em outro processo em que a ora recorrente figura como executada. Situação em que a finalidade do ato foi garantir dívida da recorrente em outro processo, observando os princípios da execução menos gravosa, da economia e celeridade processuais e assegurando efetividade à execução daqueles autos e à coisa julgada. 2. A penhora do depósito recursal levada a efeito no caso em análise não ofende qualquer direito da recorrente, antes denotando observância da gradação legal estabelecida no artigo 655 do CPC. 3. Assim, não há que se cogitar de desrespeito ao devido processo legal e à garantia da segurança jurídica, restando incólumes os artigos 5º, II, XXXVI e LIV, da Constituição Federal e 467 do Código de Processo Civil. 4. Precedentes da SBDI-II/TST (ROMS-6703- 82.2011.5.02.0000, Rel Min Douglas Alencar Rodrigues, Julg. 3.6.2014; ROMS-117600-34.2003.5.03.0000, Red Min Renato de Lacerda Paiva, Julg. 18.12.2007). 5. Recurso ordinário conhecido e desprovido. (RO - 1000989-22.2014.5.02.0000, Relator Ministro: Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, Data de Julgamento: 15/12/2015, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 18/12/2015). (Grifo nosso). RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA DO DEPÓSITO RECURSAL. TRANSFERÊNCIA PARA SALDAR EXECUÇÃO MOVIDA EM OUTRO FEITO. LEGALIDADE. Não se reveste de ilegalidade o ato de juiz que determina a transferência do depósito recursal, na iminência de ser liberado em razão da improcedência do pedido deduzido em ação trabalhista, para outro processo, já em execução, no qual figure como executado o Impetrante. De acordo com os arts. 655 e 671 a 676 do CPC, c/c arts. 882 e 889 da CLT, bem como art. 1º da Lei 6.830/1980, não é ilegal a penhora do depósito recursal realizado em outro feito, não havendo, portanto, quando efetivada essa espécie de apreensão, maltrato ao postulado da reserva legal (Constituição Federal, art. 5º, II). Precedentes da SBDI-II/TST. Recurso ordinário conhecido e não provido. (RO - 6703-82.2011.5.02.0000, Relator Ministro: Douglas Alencar Rodrigues, Data de Julgamento: 03/06/2014, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 15/08/2014). (Grifo nosso). Ante o exposto e frente aos princípios que norteiam o processo executivo, mormente ao fato de que o exequente move esta ação para a satisfação de seus interesses, qual seja, o recebimento do crédito ora executado a que tem direito, nos termos do artigo 835, XIII, do CPC, requer à V. Exª. que proceda à penhora no rostos dos Autos da Ação Trabalhista n. º XXX, em trâmite perante a Vara XXXX da comarca de CIDADE/UF, do depósito recursal efetuado pelo(a) lá recorrente NOME DO(A) EXECUTADO(A). Pede deferimento.