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MICOSES SUPERFICIAIS E CUTÂNEAS Prof. Benedito Corrêa ICB/USP : A – ALERGIAS OU REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE; B – INFECÇÕES OU DOENÇAS DECORRENTES DA INVASÃO DE UM TECIDO VIVO; C – TOXICOSES: MICETISMOS E MICOTOXICOSES OS FUNGOS PODEM PRODUZIR TRÊS TIPOS DE MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS NO HOMEM E NOS ANIMAIS CLASSIFICAÇÃO DAS MICOSES 1.MICOSES SUPERFICIAIS Pitiriase versicolor - Malassezia spp. 2. MICOSES CUTÂNEAS Dermatófitos: Trichophyton –Microsporum - Epidermophyton Candidose Candida albicans CLASSIFICAÇÃO DAS MICOSES 3. MICOSES SUBCUTÂNEAS Esporotricose: Sporothrix spp. 4.MICOSES SISTÊMICAS Histoplasmose Histoplasma capsulatum Paracoccidioidomicose Paracoccidioides brasiliensis Criptococose Cryptococcus neoformans Candidose Candida albicans DERMATOFITOSES: IMPORTÂNCIA DERMATÓFITOS AFETAM 25% DA POPULAÇLÃO MUNDIAL (OMS) 30 A 70% DOS ADULTOS SÃO PORTADORES ASSINTOMÁTICOS DERMATÓFITOS ♦ Mais de 45 espécies pertencentes a 3 gêneros: - Microsporum spp. (18 especies) - Trichophyton (26 espécies) - Epidermophyton floccosum ♦ Somente 6 a 7 espécies são responsáveis por 95% das micoses causadas nos homens Principais espécies: M. canis, M.gypseun, T.mentagrophytes, T. rubrum, T. tonsurans, T. schoenleinii, Epidermophyton floccosum Distribuição Geográfica Nas regiões sul e sudeste do Brasil, T. rubrum, M. canis e T. mentagrophytes encontram-se entre as espécies mais prevalentes, respectivamente. Na região norte tem sido observados como espécies mais prevalentes T. tonsurans, seguido por T. rubrum e M. canis. Epidemiologia Habitat. Geofílicos Zoofílicos Antropofílicos Os fungos geofílicos : solos geralmente ricos em resíduos de queratina humana e/ou animal. Os fungos zoofílicos: solo ciclo evolutivo inicIial Os fungos antropofílicos: foram galgando andares superiores da escala filogenética, saindo do solo para animais e por último nos humanos. FONTES DE INFECÇÃO HOMEM ANIMAIS SOLO TRANSMISSÃO DIRETA TRANSMISSÃO INDIRETA PRINCIPAIS LOCALIZAÇÕES DOS DERMATÓFITOS, SEGUNDO O GÊNERO Localizações ___________________________________ Gênero Pele Pêlo Unhas ___________________________________________________ Trichophyton + + + Microsporum + + - Epidermophyton + - - ___________________________________________________ FATORES DE VIRULÊNCIA QUERATINASES ELASTASES COLAGENASE DESOXIRRIBONUCLEASE A instalação de uma dermatofitose inicia-se pela inoculação de artroconídios ou fragmentos de hifas depositados sobre a pele, favorecido por uma lesão cutânea ou escoriações preexistente. Filamento fúngico penetra na camada córnea da epiderme crescendo de maneira circular e centrífuga. A colonização por dermatófitos é caracteristicamente limitada ao extrato córneo resultando clinicamente em uma reação inflamatória. Falta ao extrato córneo um sistema imune específico para reconhecer e liminar a infecção fúngica. Patogenia e Imunidade PATOGÊNESE 1- Contágio 2- Colonização da camada córnea da pele, pelo ou unha 3- Fatores inerentes aos dermatófitos -Predileção pele-pelo ou unha -Fatores de virulência -Adaptação ao hospedeiro -Dermatófitos fazendo parte da flora Normal da pele 4-Fatores inerentes ao hospedeiro -Integridade da epiderme -Umidade local -Fatores sérico com ação antifúngica -Transferrina Insaturada ligada ao ferro -Alfa 2 macroglobulina inibe a queratinase -Higiene, tipo de calçado, populações fechadas, fatores imunológicos. Tinea corporis Tinea corporis Tinea imbricata – Trichophyton concentricum Tinea pedis Tinea cruris Tinea cruris Tinea unguium A invasão começa preferencialmente da parte distal em direção à parte proximal. • Esta característica é importante na diferenciação das onicomicoses por leveduras, que compromentem primariamente a prega ungueal proximal. Patogenia Onicomicose por Candida Mucosa oral C. albicans: estomatite cremosa ou sapinho Cutânea C. albicans: Ao redor da boca interdigital Tinea capitis Microsporum canis Trichophyton tonsurans Tinea capitis favosa - Trichophyton schoenleinii Dermatofitose por M. canis http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=dermatofitose+canina&source=images&cd=&cad=rja&docid=9NszrizNOZTTLM&tbnid=J7aDWWBmXYWYDM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fcanilavalonland.blogspot.com%2F2010%2F05%2Fdermatofitoses.html&ei=BHNjUbOmD5S88wSV5oDoCQ&bvm=bv.44770516,d.eWU&psig=AFQjCNGdWZXsA-GIloW3Pi6XTLwqHRtuFg&ust=1365558400040554 Dermatofitose por Microsporum canis http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&docid=aTthRmMUpJDO-M&tbnid=EDoo5CIHUOdLPM:&ved=0CAgQjRwwAA&url=http%3A%2F%2Fcuriosidades-felinas.blogspot.com%2F2011%2F02%2Ftinha-dermatofitose.html&ei=13NjUZqlBou89gTH5oHoAQ&psig=AFQjCNHaLWFkLLEa_VVytp66YABfiG0t8A&ust=1365558615143218 Dermatofitose por M. canis fotografada sob luz natural Dermatofitose por M. canis fotografada sob luz de Wood (radiação ultravioleta) Diagnóstico e identificação das micoses Exame direto (a fresco) / Histopatológico Cultura em meios específicos Identificação do fungo Análise macroscópica da colônia Análise microscópica da colônia Biologia Molecular (sequenciamento das regiões ITS1 do DNA ribossomico) Testes complementares Sorologia Testes intradérmicos -MEIOS PARA ISOLAMENTO PRIMÁRIO Ágar Sabouraud-Dextrose (ASD) ASD com adição de antibióticos (cloranfenicol) ASD com adição de cicloheximida e cloranfenicol (Agar Mycosel ou Mycobiotic) DTM (Dermatophyte Test Medium) - CONDIÇÕES DE CULTIVO 25º C por 1 a 2 semanas Cultura para dermatófitos Técnica do carpete Coleta de amostras clínicas Micológico direto: Filamentos de dermatófitos Exame direto Exame direto: solução de hidróxido de potássio 10 a 40% presença de hifas septadas hialinas Microsporia: Pêlo parasitado por Microsporum canis Tricofícia: pêlo parasitado por Trichophyton Tipos de conídios observados nos dermatófitos Microsporum canis CULTIVO Microscopia Microsporum gypseum Cultivo Microscopia Trichophyton mentagrophytes CULTIVO MICROSCOPIA Trichophyton rubrum CULTIVO MICROSCOPIA Epidermophyton floccosum Cultivo Microscopia PROVA DA UREASE T. mentagrophuytes T. rubrum MICOSES SUPERFICIAIS: Micose Agente PITIRÍASE VERSICOLOR Malassezia spp (11 espécies) M. furfur M.globosa M.restricta M. obtusa Ptiríase versicolor Malassezia furfur Malassezia spp http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=malassezia+furfur+morfologia&source=images&cd=&cad=rja&docid=g4JYEubEWOFktM&tbnid=NUZqjmkn36zoQM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.higiene.edu.uy%2Fciclipa%2Fparasito%2FOPORTUNISTAS.htm&ei=jHRjUaPyJISc9QS1pIGYBw&bvm=bv.44770516,d.eWU&psig=AFQjCNEVcqmPLCGbJGLovD1mPnNQgOSRlA&ust=1365558755917901 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=malassezia+furfur+cultivo&source=images&cd=&cad=rja&docid=GjHurBqhK33EQM&tbnid=N0oXzszipPZJkM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.gefor.4t.com%2Fhongos%2Fmalasseziafurfur.html&ei=BnVjUbPkO4-C8ATXzYGgCA&bvm=bv.44770516,d.eWU&psig=AFQjCNHtKak6ThiPTBBDAbuc4Rdi7gR_VA&ust=1365558909894917 Slide Number 1 Slide Number 2 Slide Number 3 Slide Number 4 Slide Number 5 Slide Number 6 Distribuição Geográfica Epidemiologia Slide Number 9 Slide Number 10 Slide Number 11 Slide Number 12 Slide Number 13 Tinea corporis Slide Number 15 Slide Number 16 Slide Number 17 Slide Number 18 Slide Number 19 Tinea cruris Slide Number 21 Slide Number 22 Slide Number 23 Patogenia Onicomicose por Candida Mucosa oral Cutânea Tinea capitis Slide Number 29 Slide Number 30 Slide Number 31 Slide Number 32 Slide Number 33 Diagnóstico e identificação das micoses Slide Number 35 Slide Number 36 Coleta de amostras clínicas Slide Number 38 Exame direto Slide Number 40 Slide Number 41 Slide Number 42 Slide Number 43 Slide Number 44 Slide Number 45 Slide Number 46 Slide Number 47 Slide Number 48 Slide Number 49 Slide Number 50 Slide Number51 Slide Number 52 Slide Number 53