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Prof. Sérgio Rabelo Máquinas Ferramentas Máquinas para Conformação Mecânica. Prensas mecânicas Prof. Sérgio Rabelo2 Introdução Existem 3 classes básicas de máquinas para conformação mecânica: Martelos: utilizam a energia cinética da ferramenta para realizar o trabalho necessário. Prensas Mecânicas: O cabeçote é conduzido através de um mecanismo até atingir a posição final do deslocamento. Prensas Hidráulicas: Atuadores hidráulicos movem o cabeçote e realizam a força necessária para realização do trabalho de conformação. 2 https://youtu.be/C4jxdDaoc3U https://youtu.be/x1tDW5kBVXE https://youtu.be/Egg2kJ3p3mI Prof. Sérgio Rabelo3 Esquemas Básicos Prof. Sérgio Rabelo4 Martelos O princípio dos martelos é baseado na geração de energia cinética do martelo, normalmente conectado a parte superior da matriz. Este pode ser acelerado por ação da gravidade ou por um atuador pneumático de alto impacto. Características: Classificados por peso (500 – 18000 kgf) Usados preferencialmente com matriz fechada Posição final não definida Trabalho realizado em golpes repetidos Prof. Sérgio Rabelo5 Esquemas de Martelos Ação gravitacional Ar pressurizado Contra-martelo P1 = 70 MPa P2 = 1500 MPa Alta energia (HERF) Prof. Sérgio Rabelo6 Prensas Mecânicas Nas prensas mecânicas, um mecanismo (parafuso de movimento, biela-manivela, pinhão-cremalheira, camos etc.) é responsável pelo movimento linear do cabeçote que contém a matriz. É comum o uso de volantes de inércia para minimizar o torque necessário no motor elétrico. São largamente utilizadas na indústria em peças de pequeno porte pela sua grande capacidade de produção. Características: Classificadas por força (3 – 80 MN) Várias capacidades de produção em golpes/min (30 – 100 gpm) Prof. Sérgio Rabelo7 Mecanismos para Prensas Mecânicas Prof. Sérgio Rabelo8 Prensas Hidráulicas Neste caso, a força necessária para o trabalho de conformação entre punção e matriz é produzida por um atuador hidráulico, montado na parte superior da máquina. A força é um parâmetro bem controlado no processo A estrutura deve ser rígida o suficiente para suportar as tensões derivadas do processo. Aplicação comum em processos de extrusão e embutimento. Características: Classificadas por força (2 – 500 MN) Prof. Sérgio Rabelo9 Esquema de uma Prensa Hidráulica Prof. Sérgio Rabelo10 Variação da Força com o deslocamento Forjamento livre: a força cresce com área da peça. Dependendo da relação h/D, um trabalho redudante (atrito) podem ter um papel relevante. O trabalho total pode ser calculado pela área sobre a curva F – x Forjamento em matriz fechada: A força cresce a medida que a matriz é preenchida e há um aumento súbito na formação da rebarba. Extrusão direta e indireta: A força é praticamente constante ao longo do deslocamento. O trabalho é feio por prensas hidráulicas. Prof. Sérgio Rabelo11 Variação da Força com o deslocamento Dobramento: A força cresce ao longo do curso, e especialmente ao final onde há forte contato. Corte: A força cresce repentinamente quando o deslocamento atinge o instante que o material cisalha, e então cai repentinamente, quando o material se destaca. Embutimento: A força cresce e decresce durante o curso. Prof. Sérgio Rabelo12 Forca x deslocamento Prof. Sérgio Rabelo13 Exemplo de Cálculo Trabalho realizado por um Martelo de Forjamento com Ar comprimido Dados: Diâmetro do êmbolo = d1 = 500 mm Curso do êmbolo = l0 = 300 mm Altura inicial da massa = l1 = 1200 mm Diâmetro do blank = d2 = 180 mm Altura do blank = h = 60 mm Massa do martelo = m = 2500 kg Pressão do ar = 700 KPa Tensão de escoamento do material = 200 MPa = 0.15 e k =1,4 Determine o valor h (redução de altura) para 1 golpe. Prof. Sérgio Rabelo14 Esquema 1200 mmd2 h l1 l0 d1 p0 Prof. Sérgio Rabelo15 Exemplo de Cálculo Dados adicionais p.Vk = cte Trabalho de expansão do gás: Energia potencial: Força no forjamento livre: = 1 0 V V a pdVE mghEp = += h d AF .. 3 1 1.. Prof. Sérgio Rabelo1616 Introdução ao volantes O volante é um elemento de máquina utilizado para suavizar as variações de velocidade de um eixo, causadas por variações de torque. Tais variações são típicas em máquinas de conformação. O volante pode então armazenar energia cinética, quando acelerado e retorna energia ao sistema, quando necessário, reduzindo sua rotação. Prof. Sérgio Rabelo17 Aspectos Construtivos Prof. Sérgio Rabelo18 Cálculo do Momento de Inércia Disco cilíndrico vazado Mas: Logo: r i r o t )( 2 22 iom rr m I += g trr g V g W m i ).( 22 0 − === trr g I iom )( 2 44 −= Prof. Sérgio Rabelo19 Variação de Energia num Sistema 2. lei de Newton para sistemas em rotação: Mas: Integrando-se: Motor Volante = mIT TL Tm mmL ITT =− .. d d dt d d d dt d === )( 2 )( 2 min 2 −=− máx m mL I dTT Im Prof. Sérgio Rabelo20 Determinação da Inércia do Volante Fator de flutuação ou grau de irregularidade (Cf) m = velocidade angular média Para uma função harmônica, podemos escrever: − = m máx fC min 2 min + = máx m Cf varia de 1 a 5 % em máquinas de precisão e até 20% em Máquinas de conformação Determinação da Inércia do Volante Energia cinética armazenada no volante: )( 2 2 min 2 −= máx m c I E ))(( 2 minmin +−= máxmáx m c I E )2)(( 2 mmf m c C I E = 2 mf c m C E I = Prof. Sérgio Rabelo21 Tensões em volantes Tensão tangencial (t): Tensão radial (r): + + −++ + = 2 2 22 22 2 3 31 . 8 3 )( r r rr rr g r oi oit −−+ + = 2 2 22 22 2 . 8 3 )( r r rr rr g r oi oir oi rrr t r Prof. Sérgio Rabelo22 Exercício Uma volante é utilizado numa transmissão de uma prensa excêntrica conforme mostrado no esquema. Dado o ciclo de carga, pede-se: Calcule o coeficiente de flutuação do equipamento. Este valor é adequado ? Caso fosse muito elevado, qual seria sua recomendação ? Determine a tensão tangencial que age no ponto crítico do volante. Qual sua opinião sobre a segurança do projeto, quanto as tensões inerciais ? Estas são relevantes neste caso ? Prof. Sérgio Rabelo23 Esquema F(kN) E=2520 J 300 embreagem motor Transmissão por polias e correias volante Di Do z t Prof. Sérgio Rabelo24 Dados Máquina: Prensa excêntrica nm = rotação do motor = 1200 rpm Diâmetro da polia menor = 180 mm Volante: Material: aço = massa específica = 7,8 g/cm3 = coeficiente de Poisson = 0,28 Do = Diâmetro externo = 720 mm Di = Diâmetro interno = 480 mm t = espessura = 125 mm Prof. Sérgio Rabelo25 Arquitetura da prensa 26 Prof. Sérgio Rabelo 1 – estrutura 2 – válvula 3 e 5 - Embreagem e Freio 6 – eixo excêntrico 7 – ajuste de curso 8 – ajuste de posição 9 – dispositivo limitador de força 10 – cabeçote 11 – Fixador Sistema de transmissão 27 Prof. Sérgio Rabelo Mecanismo de ajuste de curso 28 Prof. Sérgio Rabelo 1 – porca 2 – anel de grampo 3 – bucha excêntrica 4 – Pino elástico Mecanismo de barras do cabeçote Sistema de oito barras Dupla ação Prof. Sérgio Rabelo29 Calculo do deslocamento da guia Esquema básico AB L r x L+r L-r B = ponto morto inferior A = ponto morto superior = r/L = relação biela manivela u 30 Prof. Sérgio Rabelo Calculo do deslocamento da guia )11()cos1( 11cos :Como )cos1(cos :Logo Então Mas )(coscos 2 2 2 2 2 −−−−= −=−= −−−= == == −−−= sen L r Lrx sen L r sen Lrrx sensen L r sen Lsenrsenu rLrLx 31Prof. Sérgio Rabelo Cálculo da velocidade da guia Fazendo-se: Obtém-se a velocidade da guia, calculando-se sua derivada: dt dx v x= 60 2 n = n = rotação em rpm t = 2 2 2 1 cos.. sen L r sen L r senrv x − −= 32 Prof. Sérgio Rabelo Exemplo Assumindo r = 1 m, = 1 e r/L = 0.3 33 Prof. Sérgio Rabelo Forças e Torques na prensa Relação de transmissão no mecanismo (i): Supondo que não há perdas: 34 Prof. Sérgio Rabelo r v i x = x x v T FFvT FdxdT == = . : tem se-ndoDiferencia . Observe que no PMI, a força tende a valor infinito, portanto a força nominal não deve ser excedida Exemplo Prensa excêntrica: Curso = 100 mm Capacidade de 600 kN = 0.3 Máxima força pode ser utilizada até 6 mm antes do PMI x = 94 mm →T = 1.612 .104 N.m x = 90 mm → F = 477 kN x = 97 mm → F = 832 kN Observe que a capacidade nominal da prensa é excedida Prof. Sérgio Rabelo35 Exercício Para uma prensa mecânica, cujo mecanismo biela manivela é dado a seguir, pede-se: r = 250 mm L = 900 mm n = 100 rpm A posição x do mecanismo quando =170 A velocidade do punção neste instante. O torque necessário na manivela quando o mecanismo está cortando um disco de aço de 1,5 mm de espessura e 40 mm de diâmetro. Sut = 550 MPa Prof. Sérgio Rabelo36