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1)Características gerais 
Eucariontes e heterotróficos não-fotossintéticos 
- Produtores de exoenzimas e obtêm nutrientes através de 
absorção 
Uni (leveduras) ou multicelulares (filamentosas) 
Não possuem tecidos verdadeiros 
Maioria dos fungos são deuteromicetos (forma sexual não foi 
encontrada) – fungos imperfeitos 
Saprófitos, parasitários e mutualistas 
Reproduzem-se sexuada e assexuadamente com a produção 
de esporos 
Crescem aerobiamente a 25°C - alguns bolores são aeróbios estritos 
Toleram pressão osmótica alta e pH baixo - crescem em ágar 
dextrose Sabouraud de pH 5,5 
 
2)Estrutura 
Parede celular: rigidez e estabilidade osmótica – quitina 
Membrana celular: esterol predominante é o ergosterol, não o 
colesterol 
Septos (paredes transversais) presentes ou não nas hifas – hifa 
septada e hifa cenocítica 
 
3)Morfologia 
3.1) Fungos leveduriformes 
Forma oval/esférica (3 a 5 μm de diâmetro) 
Reprodução assexuada por brotamento – células-filhas separam-se da célula de origem após 
a formação de um septo no ponto de brotamento 
Colônias moles, lisas e redondas 
Candida spp., Cryptococcus spp. e dermatófitos 
 
3.2) Fungos filamentosos – bolores e mofos 
Os bolores crescem como filamentos ramificados chamados hifas (2 a 10 μm de diâmetro) 
Formam colônias grandes, com crescimento e alongamento de hifas em sua periferia 
Reprodução assexuada: conídios e esporangiósporos 
 - Conídios são formados nos conidióforos 
 - Esporangiósporos o são dentro do esporângio, estrutura semelhante a um saco que 
sustenta uma hifa aérea chamada esporangióforo - esporangiósporos são formados somente 
pelos fungos no filo Zygomycota 
Aspergillus spp. 
 
3.3) Fungos dimórficos 
Ocorrem em ambas as formas, bolores e leveduras 
Sporothrix spp., Histoplasma spp. 
 
4)Espécies 
 Saprofíticos/oportunistas: amplamente distribuídos no ambiente, decompositores de 
matéria orgânica, algumas vezes causam infecções oportunistas 
 Parasitários: os dermatófitos patógenos, causam infecções cutâneas denominadas tinha. O 
crescimento excessivo de leveduras, que frequentemente são comensais na pele e nas 
membranas mucosas, pode causar lesões localizadas 
 Mutualistas: associação obrigatória com outros microrganismos e não são patogênicos - 
liquens 
 
5)Crescimento e formação de colônias 
Os esporos fúngicos transportados pelo ar germinam em locais nos quais as condições 
ambientais são favoráveis. Os esporos incham, e sua atividade metabólica aumenta antes da 
produção de projeções tubulares que os transformam em hifas ramificadas. Ramificações 
laterais desenvolvem-se a partir de hifas em áreas localizadas de plasticidade que permitem 
crescimento a partir da parede celular madura e rígida. Os septos, formados por crescimentos 
internos da parede celular, têm poros centrais pelos quais nutrientes e organelas podem passar. 
A extensão das hifas e suas ramificações laterais resultam na formação de micélios, uma rede 
entrelaçada de hifas 
- Nos dermatófitos, estruturas multicelulares chamadas macroconídios e estruturas 
únicas chamadas microconídios são formadas em culturas nas ramificações laterais de hifas, 
enquanto artroconídios são formados a partir da desintegração de hifas dentro de estruturas 
queratinizadas 
 
6) Tipos de esporos assexuados 
Artroconídios (artrosporos): esporos que são formados e subsequentemente liberados 
durante o processo de fragmentação de hifas. Os esporos podem ser formados sucessivamente 
como em dermatófitos (A), ou interpostos a células vazias como Coccidioides immitis (B) 
Blastoconídios (blastósporos):conídios que são produzidos por brotamento, como em 
Candida albicans, a partir da célula-mãe, de hifas ou pseudo-hifas 
Clamidoconídios (clamidósporos): esporos resistentes om parede espessa que contêm 
produtos de armazenamento. Essas estruturas são formadas por alguns fungos em condições 
ambientais desfavoráveis 
Macroconídios: conídios grandes e multisseptados que são produzidos por dermatófitos em 
cultura 
Microconídios: conídios pequenos que são produzidos por dermatófitos 
Fialoconídios: 
conídios produzidos por fiálides, de espécie 
Aspergillus 
Esporangiósporo: esporos formados por zigomicetos como espécies de Rhizopus são 
liberados quando um esporângio maduro se rompe 
 
 
7)Características de doenças fúngicas 
As doenças fúngicas que resultam da invasão dos tecidos (micoses) podem ser 
convenientemente classificadas de acordo com os locais de lesão 
Micoses superficiais: são classificadas tanto em dermatomicoses como em dermatofitoses 
 - Nas dermatomicoses, infecções oportunísticas da pele ou das junções mucocutâneas 
resultam do crescimento excessivo de fungos, tais como espécies de Cândida ou Malassezia 
pachydermatis 
 - As dermatofitoses, que são clinicamente mais importantes pela contagiosidade e pelo 
potencial zoonótico, estão associadas à invasão e à destruição de estruturas queratinizadas por 
dermatófitos como as espécies de Microsporum e as de Trichophytum 
Micoses subcutâneas: invasão fúngica localizada na derme e no tecido subcutâneo, 
frequentemente após a penetração através de um corpo estranho 
 - Lesões granulomatosas: semelhantes a tumores, denominadas micetomas quando 
causadas por fungos saprofíticos e pseudomicetomas quando associadas à invasão por 
dermatófitos 
Micoses sistêmicas: frequentemente se originam no trato respiratório ou no digestivo, 
geralmente ocorrem após infecções oportunísticas, por fungos saprofíticos 
 - Os fatores que predispõem a infecções incluem alterações na microbiota normal como 
resultado de terapia antimicrobiana prolongada, imunossupressão após terapia com 
corticosteróide ou após infecção viral, e exposição a altas doses infectantes de esporos em 
espaços confinados 
Micotoxicoses: doenças resultantes da ingestão de toxinas fúngicas pré-formadas em 
alimentos ou com grãos armazenados 
 
OBS: os fatores que predispõem a invasão tecidual por fungos são imunossupressão, terapia 
antibiótica prolongada, defeitos imunológicos, imaturidade, envelhecimento e desnutrição, 
exposição a uma grande quantidade de esporos fúngicos, tecidos traumatizados, umidade 
persistente na superfície da pele e algumas doenças neoplásicas 
 
8)Diagnósticos de doenças fúngicas 
Sinais clínicos e histórico podem indicar um diagnóstico presuntivo, principalmente na 
dermatofitose 
Os espécimes para diagnóstico incluem pêlos e raspas cutâneas de micoses superficiais e 
biópsias ou espécimes post-mortem de micoses subcutâneas e sistêmicas 
Isolamento em ágar dextrose Sabouraud (pH 5,5) - inibe o crescimento da maioria das 
bactérias 
A demonstração histopatológica de hifas fúngicas ou de formas de leveduras geralmente é 
necessária para confirmar o significado dos isolados de infecções micóticas profundas 
 
9)Diferenciação das espécies fúngicas 
A forma do estágio sexuado (teleomorfo) é usada para classificar um fungo em um filo 
O exame de cabeças de esporos para o arranjo dos conídios e o tipo e morfologia dos esporos 
podem permitir a diferenciação inicial. A presença de um esporângio maduro identifica o fungo 
como sendo um zigomiceto 
 As características de hifas vegetativas que podem ser usadas para diferenciação incluem: 
 - Presença/ausência de septo 
 - Hialinas (incolores) ou dematiáciais (pigmentadas) 
 - Estrutura específica das hifas, como hifas em forma de raquete ou espirais 
Características coloniais: 
- Tamanho e aparência após tempo de incubação especificado 
- Cor do anverso e do reverso 
- Superfície com elevação ou depressão 
As leveduras podem ser diferenciadas pela aparência colonial, pelo tamanho e pela forma de 
células individuais. Reações bioquímicas também são usadas para diferenciação 
Os fungos dimórficos crescem como bolores quando cultivados em ágar dextrose Sabouraud 
a 25°C e como leveduras quando cultivados em meios enriquecidos a 37°C 
 
10)Terapia antifúngica 
Membrana celular fúngica difere das células animais pela presença de ergosterol, comoprincipal componente esterol, e são alvos primários dos agentes terapêuticos fúngicos 
 - Antifúngico poliênico: ligam-se seletivamente ao ergosterol – anfotericina B e 
nistanina 
 - Antifúngico azólicos: inibem a biossíntese de ergosterol – cetoconazol e itraconazol 
 - Griseofulvina: a interação com os microtúbulos fúngicos e a ruptura de fusos mitóticos 
inibem o crescimento de dermatófitos

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