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388 U n id a d e F • O n d a s 388 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Objetivos Relacionar o MHS e o MCU. Definir as funções cinemáticas (função horária, função da velocidade, função da aceleração) no MHS a partir da sua relação com o MCU. Analisar os gráficos das funções cinemáticas do MHS. Compreender o que é fase inicial no MHS. Termos e conceitos • pulsação • elongação • fase inicial Seção 16.3 1 O MHS e o movimento circular uniforme O MHS e o movimento circular uniforme (MCU) estão relacionados, de modo que um pode ser estudado por meio do outro. Esse estudo possibilita-nos chegar às equações cinemáticas do MHS. Assim, seja o ponto P em MCU na circunferência de raio R. Os espaços s são me didos na própria circunferência (fig. 7) e os espaços angulares A são os ângulos centrais que de ter minam os arcos s. O ponto descreve a circun- ferência com velocidade escalar v e velocidade angular h; a aceleração centrípeta acp é orientada para o centro. Se os ângulos A estão em radia- nos (reveja Volume 1, Capítulo 10), temos: s AR v hR acp v2 __ R h2R Considere que, no instante inicial t 0, o espaço inicial seja s0 (e A0, o espaço angular inicial), conforme a figura 8. A função horária do MCU é: s s0 vt ou A A0 ht (na forma angular) Funções horárias e gráficos do MHS x ϕ s + P acp ω O R v Figura 7. ϕ0 s0 P0 (t = 0) ω O P (t ) ϕ x Figura 8. No endereço eletrônico http://www.phy.ntnu.edu.tw/oldjava/portuguese/ mecanica/shm/shm.html (acesso em agosto/2009) você encontra animações que ilustram a relação entre o MHS e o MCU. Entre na redeEntre na rede Quando observamos frontalmente uma pessoa na bicicleta ergométrica, vemos que seus pés parecem apenas subir e descer, fato que nos leva a perceber a relação entre o MCU e o MHS. V2_P3_UN_F_CAP_16a.indd 388 02.09.09 09:14:10 389 C a p ít u lo 1 6 • M o vi m e n to h a rm ô n ic o s im p le s (M H S ) 389 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 2 Função horária do MHS Seja, agora, o ponto Q projeção ortogonal de P no eixo orientado Ox (fig. 9). Enquanto o ponto P descreve a circunferência em MCU, o ponto Q se move num e noutro sentido no diâ me tro horizon- tal orien tado Ox. A posição de Q no eixo Ox é dada pela abscissa x, que pode ser obtida no triân gulo destacado OPQ pela de finição do cosseno: x R 3 cos A A abscissa x, que define a posição do ponto Q, é chamada elongação. Enquanto P descreve um MCU, o ponto Q oscila no diâmetro com um movimento não uni- for me, cuja função horária é cossenoidal. Movimentos com fun ção horária idêntica à anterior são movimentos harmônicos simples, como iremos demonstrar no item 4, ao analisarmos a ace le ra ção e o tipo de força que gera o movimento. Assim, P descreve a circunferência com MCU e Q oscila em torno de O com MHS. A velo- cidade angular h do MCU é, no MHS, denominada pulsação ou frequência angular e ex pres sa em radianos por segundo (rad/s). O período T do MCU é o mesmo do MHS, pois a cada volta completa de P na circunferência corresponde uma oscilação completa de Q no diâmetro ho- rizontal. Po de mos, então, escrever: h 2s ___ T ou T 2s ___ h 3 Função da velocidade escalar do MHS A velocidade de Q em MHS pode ser obtida a partir da velocidade de P em MCU (fig. 10). No tri- ângulo destacado ABP da figura 10, a velocidade v de Q é a projeção da velocidade do ponto P (vP) no eixo Ox. Como o sentido dessa velocidade é con- trário ao sentido positivo de Ox, acrescentamos o sinal menos (): v vP 3 sen A v ha 3 sen (A0 ht) ] v ha 3 sen (ht A0) Figura 9. ϕ ω O P x Q R = a R x x a 3 cos A a 3 cos (A0 ht) ] x a 3 cos (ht A0) Figura 10. x ϕ O P v Q vp = ωR x ϕ vB A Sendo R a, isto é, o raio da circunferência igual à amplitude a, temos: x a 3 cos A. O ângulo A é o espaço angular do ponto P que rea liza MCU. Sendo A A0 ht, resulta: Como vP hR ou vP ha e A A0 ht, obtemos: V2_P3_UN_F_CAP_16a.indd 389 02.09.09 09:14:11 390 U n id a d e F • O n d a s 390 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 4 Função da aceleração escalar do MHS A aceleração de Q em MHS pode ser obtida a partir da aceleração centrípeta de P em MCU (fig. 12). No triângulo des- tacado da figura 12, a aceleração a de Q é a projeção de acp no eixo Ox. Como o sentido dessa aceleração é contrário ao sentido positivo de Ox, acrescentamos o sinal menos (): a acp 3 cos A Como acp h2R ou acp h2a e A A0 ht, obtemos: A fórmula , x a 3 cos (ht A0), substituída em nos conduz a: a h2x Como a velocidade angular h é constante, podemos afirmar: A aceleração no MHS é proporcional à abscissa que define a posição e tem sinal contrário ao desta abscissa. Sendo assim, quando x é positivo, a é negativo (ponto Q na figura 12) e, quando xe é negativo, ae é positivo (ponto Qe na figura 12). Na posição de equilíbrio, temos: • x 0 e a 0 Nos pontos de inversão do movimento: Nesses dois pontos a aceleração assume módulo máximo, ou seja: OaOmáx. h2a Figura 12. xO acp = ω2R acp Q' Qα' ϕ α xx' PP' A B xO P v ϕ = — radπ 2 vp O P v vp ϕ = –— rad3π 2 x Quando o ponto Q passa pela posição de equilíbrio O, podemos ter: • A s __ 2 rad (fig. 11A); como @ sen s __ 2 1 # , vem: v ha • A 3s ___ 2 rad (fig. 11B); como @ sen 3s ___ 2 1 # , vem: v ha Portanto, em O, a velocidade escalar assume os valores: Na posição O, o módulo da velocidade é máximo: OvOmáx. ha v ! ha A Figura 11. B a h2a 3 cos (A0 ht) ] a h2a 3 cos (ht A0) • x a e a h2a (valor mínimo) • x a e a h2a (valor máximo) V2_P3_UN_F_CAP_16a.indd 390 02.09.09 09:14:12