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APG 18 – Mariana Bleza 
OBJETIVO 01: COMPREENDER O DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO (DESCREVER A 
FORMAÇÃO DAS ESTRUTURAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO COMO UM TODO, DESTACANDO OS ESTÁGIOS DE 
MATURAÇÃO PULMONAR). 
 
- O início se dá na 4ª semana; 
- O desenvolvimento do sistema respiratório está intimamente relacionado ao do sistema digestivo desde o princípio. 
- O sistema respiratório começa a partir do sulco laringotraqueal (SLT), caudal ao 4º par de bolsas faríngeas; 
- O epitélio pulmonar e as glândulas presentes na laringe, traqueia e brônquios desenvolvem-se a partir do endoderma do 
sulco laringotraqueal, enquanto o tecido conjuntivo, cartilagem e músculos vem do mesoderma esplâncnico. 
 
 
- Até o final da 4ª semana, o SLT evagina para formar o divertículo laringotraqueal (DLT) ou BROTO PULMONAR; 
- O broto pulmonar se alonga e vai sendo revestido pelo mesoderma esplâncnico; 
- A extremidade do broto se dilata para formar um BROTO RESPIRATÓRIO (origem da árvore respiratória). 
 
 
- Quando o DLT se separa da faringe primitiva, eles mantêm comunicação pelo canal laríngeo primitivo; 
- As pregas traqueoesofágicas se unem para formar o septo traqueoesofágico, ATÉ O FINAL DA 5ª SEMANA; 
 
 
DESENVOLVIMENTO DA LARINGE: 
- Seu epitélio vem do endoderma da parte cranial do TLT (tubo laringotraquela); 
- As cartilagens vêm do 4º e 6º arcos faríngeos; 
• Quando o mesênquima dos dois arcos se transforma nas cartilagens tireóidea, cricóidea e aritenóidea, o formato 
característico do orifício laríngeo no adulto pode ser reconhecido. 
- Rápida proliferação d mesênquima do TLT → Produção de dois brotos aritenoides → crescimento → formação da glote 
primitiva. 
 
- Há um momento que a luz da laringe fica muito pequena pois o seu epitélio se prolifera rapidamente, mas a recanalização 
ocorre perto da 10ª semana, e o processo forma os ventrículos da laringe, delimitados pelas pregas vocais e vestibulares; 
- A epiglote se desenvolve da parte caudal da eminência hipofaríngea; 
- Os músculos da laringe vem dos mioblastos do 4º e 6º arcos faríngeos → Inervados pelo nervo vago (o nervo laríngeo 
superior inerva os derivados do quarto arco faríngeo, e o nervo laríngeo recorrente, os derivados do sexto arco faríngeo.); 
 
“A laringe é encontrada em uma posição alta no pescoço de neonatos; esse posicionamento permite a epiglote entrar em contato 
com o palato mole. Isso proporciona uma separação quase completa dos tratos respiratório e digestório, facilitando a 
amamentação, entretanto, significa também que neonatos respirem pelo nariz quase obrigatoriamente. A descida estrutural da 
laringe ocorre em torno dos primeiros 2 anos de vida.” 
 
DESENVOLVIMENTO DA TRAQUEIA: 
- A traqueia vem do DLT com a separação do intestino anterior; 
- O seu epitélio também vêm do endoderma do TLT, porém da parte distal. 
 
- Fístula traqueoesofágica: 
• Quando ocorre uma divisão incompleta do intestino nas partes respiratórias e esofágicas na 4ª semana; 
• Septo traqueoesofágico defeituoso; 
• Comunicação anormal entre traqueia e esôfago. 
 
 
DESENVOLVIMENTO DOS BRÔNQUIOS 
- O broto respiratório se divide em brotos brônquicos primários, que crescem lateralmente dentro dos canais 
pericardioperitoneais (primórdio da cavidade pleural), originando os brotos brônquicos secundários e terciários. 
- A pleura visceral vem do mesoderma esplâncnico e a pleura parietal do mesoderma somático; 
 
- No início da 5ª semana já existe o primórdio de cada brônquio principal (direito e esquerdo): 
• O direito é maior e mais vertical que o esquerdo (até a vida adulta), o que o torna mais suscetível a entrada de corpos 
estranhos. 
- Brônquio principal → Ramos lobares → Segmentares (7ª semana) → Intrassegmentares. 
- Na 24ª semana, aproximadamente 17 ordens de segmentos estão formados e os bronquíolos respiratórios se desenvolveram. 
 
DESENVOLVIMENTO DOS PULMÕES: 
ESTÁGIO PSEUDOGLANDULAR (5ª À 17ª SEMANA): 
- Recebe esse nome pois, histologicamente, o pulmão se parece com glândulas exócrinas; 
- Com 16 semanas todos os principais componentes já estão formados, menos os envolvidos com trocas gasosas: a 
respiração não é possível e o feto nascido é incapaz de sobreviver. 
 
 ESTÁGIO CANALICULAR (16ª À 26ª SEMANA): 
- Sobrepõe-se ao pseudoglandular pois a parte cranial amadurece mais rápido que a caudal; 
- A luz dos brônquios e bronquíolos terminais se torna maior; 
- O pulmão se torna muito vascularizado; 
- Na 24ª semana, cada bronquíolo terminal forma 2 ou + bronquíolos respiratórios, que formam os ductos alveolares 
primitivos; 
- Com 26 semanas a respiração já é possível, pois alguns sacos terminais (alvéolos primitivos) já se formam, mas é muito 
difícil um prematuro sobreviver, pois nem o sistema respiratório nem outros sistemas estão completamente desenvolvidos. 
 
 ESTÁGIO DE SACO TERMINAL (24ª SEMANA AO FINAL DO PERÍODO FETAL): 
- Formação de mais sacos terminais (alvéolos primitivos), e seu epitélio torna-se cada vez mais fino; 
- Estabelecimento da barreira hematoaérea → troca adequada de gases; 
- 26ª semana: revestidos principalmente pelos pneumócitos tipo I (célula epitelial pavimentosa), responsável pela troca gasosa 
- Dispersos entre eles estão os pneumócitos tipos II, que secretam o SURFACTANTE: 
• Mistura de fosfolipídios e proteínas; 
• Forma uma película nos alvéolos que facilita a expansão dos sacos terminais e previne a atelectasia (colapso durante 
a expiração); 
• A sua produção aumenta no final da gestação, principalmente nas últimas 2 semanas, mas começa entre a 20ª e 22ª 
semana; 
• Por volta da 26ª a 28ª, já há quantidade suficiente para sobrevivência do prematuro; 
ESTÁGIO ALVEOLAR (FINAL DO PERÍODO FETAL AOS 8 ANOS): 
- Os sacos terminais análogos aos alvéolos estão presentes na 32ª semana; 
- O epitélio de revestimento atenua-se para uma fina camada epitelial pavimentosa; 
- Ao final do período fetal (38 semanas), a membrana alveolocapilar é delgada o suficiente para realizar as trocas gasosas; 
- A transição da respiração placentária para a pulmonar depende de: 
1. Produção de surfactante; 
2. Transformação dos pulmões de órgãos secretores para órgãos capazes de realizar a troca gasosa; 
3. Estabelecimento das circulações pulmonar e sistêmica em paralelo. 
- Período pós-natal: 
• 95% dos alvéolos maduros desenvolvem-se no período pós-natal → vão se ampliando conforme a expansão do pulmão; 
• O desenvolvimento está quase completo aos 3 anos, mas novos alvéolos são produzidos até os 8 anos; 
• O desenvolvimento dos pulmões durante os primeiros meses após o nascimento ocorre pelo aumento na superfície 
da barreira hematoaérea pela multiplicação de alvéolos e capilares. 
- Movimentos respiratórios fetais (MRFs): 
• Ocorrem antes mesmo do nascimento, podendo causar aspiração do líquido amniótico; 
• São essenciais para o desenvolvimento dos pulmões; 
• O feto adquire vários meses de exercício respiratório; 
• Aumentam à medida que o parto se aproxima; 
• Condicionam os músculos respiratórios; 
• Estimulam o pulmão a se desenvolver; 
- Ao nascimento, os pulmões estão com metade de seu volume preenchido com líquido amniótico, que é retirado por três 
rotas: 
1. Através da boca e nariz pela pressão do parto vaginal; 
2. Pelos capilares, artérias e veias pulmonares; 
3. Pelos vasos linfáticos (nos quais o fluxo é rápido durante as primeiras horas após o nascimento e depois diminui). 
 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO DA BARREIRA HEMATOAÉREA: 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
• MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008 
• SADLER, T.W. Langman Embriologia Médica. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 
• LIMA, A.B. Embriologia do Sistema Respiratório. FAMEP, disponível em: 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5570178/mod_resource/content/1/EMBRIOLOGIA%20DO%20SISTEMA%20
RESPIRAT%C3%93RIO%20Alba.ppt.pdf 
• Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=oUqhRq9jajohttps://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5570178/mod_resource/content/1/EMBRIOLOGIA%20DO%20SISTEMA%20RESPIRAT%C3%93RIO%20Alba.ppt.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5570178/mod_resource/content/1/EMBRIOLOGIA%20DO%20SISTEMA%20RESPIRAT%C3%93RIO%20Alba.ppt.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=oUqhRq9jajo

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