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Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda

Manual sobre desenvolvimento mediúnico na Umbanda que traz definição do que é (e o que não é) Umbanda, práticas de terreiro (banhos, vestimenta), colares/guias, egrégora, palmas e atabaques, curimba e funções de médiuns e sacerdote.

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20 
 
Desenvolvimento Mediúnico 
TU 21-5 - Vol 1 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Sumário 
PROPOSTA ........................................................................................................................... 4 
SOMOS UMBANDA ............................................................................................................. 5 
O QUE É UMBANDA? ......................................................................................................... 6 
O que é, e o que não é umbanda! ........................................................................................................... 19 
Umbanda eu sou... ...................................................................................................................................... 19 
Umbanda não sou.... .................................................................................................................................. 20 
Uma religião simples e complexa ao mesmo tempo: ....................................................................... 20 
AS UMBANDAS DENTRO DA UMBANDA ................................................................... 21 
O QUE NÃO É UMBANDA ............................................................................................... 33 
TERREIRO DE UMBANDA - OLHAR DE DENTRO .................................................... 40 
Banho de defesa ......................................................................................................................................... 40 
Firmeza de força ......................................................................................................................................... 40 
Preceito ......................................................................................................................................................... 41 
Chegar no Terreiro ..................................................................................................................................... 45 
Vestimenta - Qual o significado da roupa dos médiuns? ...................................................................... 45 
Elementos de trabalho; ............................................................................................................................. 48 
Os Colares de contas; ............................................................................................................................... 48 
Para que servem os Colares Contas ou Guias ................................................................................... 51 
As Cores de Colares ou Guias. ............................................................................................................... 52 
Na confecção dos colares, algumas regras devem ser seguidas: ................................................ 54 
Conservação do Colar de Contas ou Guia .......................................................................................... 55 
Fazendo o mesmo para Guia ou Colar de Esquerda. ....................................................................... 56 
Egrégora e Corrente................................................................................................................................... 56 
Palmas e cantos, atabaques e sons na umbanda .............................................................................. 60 
Bater palmas no Terreiro: conheça sua importância ........................................................................ 61 
Atabaques na Umbanda: função ritualística e importância ............................................................ 64 
O que é a Curimba na Umbanda ............................................................................................................. 66 
Trabalhadores da Curimba ....................................................................................................................... 67 
Mulheres na Curimba................................................................................................................................. 68 
Espiritualidade e Curimba ........................................................................................................................ 69 
Médiuns Auxiliares/ Cambonos .............................................................................................................. 70 
O sacerdote .................................................................................................................................................. 70 
Mãe pequena ou pai pequeno .................................................................................................................. 70 
Médiuns de incorporação ......................................................................................................................... 70 
Médiuns em desenvolvimento ................................................................................................................ 71 
Saudações Orixás ............................................................................................................................................ 71 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Oxalá .............................................................................................................................................................. 71 
Logunã ........................................................................................................................................................... 71 
Oxum .............................................................................................................................................................. 71 
Oxumaré ........................................................................................................................................................ 71 
Oxóssi ............................................................................................................................................................ 71 
Obá ................................................................................................................................................................. 71 
Xangô ............................................................................................................................................................. 71 
Egunitá .......................................................................................................................................................... 72 
Ogum.............................................................................................................................................................. 72 
Iansã ............................................................................................................................................................... 72 
Nanã Buroquê .............................................................................................................................................. 72 
Obaluaiê ........................................................................................................................................................ 72 
Iemanjá .......................................................................................................................................................... 72 
Omolu ............................................................................................................................................................ 73 
Exú .................................................................................................................................................................. 73 
Pombagira .................................................................................................................................................... 73 
Exú Mirim ......................................................................................................................................................73 
Saudações Linhas de Trabalho (Entidades) ............................................................................................. 73 
Caboclo ......................................................................................................................................................... 73 
Preto Velho ................................................................................................................................................... 74 
*Saudação só verbal .................................................................................................................................... 74 
Preceito, a questão não é proibir, mas compreender e conscientizar. ........................................ 74 
EQUIPE DE DESLIGAMENTO ........................................................................................ 78 
MEDIUNIDADE ................................................................................................................... 79 
Alguns tipos de mediunidade ....................................................................................................................... 85 
O médium inconsciente? ............................................................................................................................... 87 
Nunca está totalmente consciente .............................................................................................................. 89 
Aprendizado - consciência ou semiconsciência é oportunidade ....................................................... 90 
Será que estou realmente em um transe mediúnico? ................................................................................. 98 
Campo mediúnico do médium ..................................................................................................................... 98 
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO MEDIUNICO ..................................................... 104 
1 - A TEORIA: .................................................................................................................................................. 104 
2) QUESTIONAMENTOS ............................................................................................................................... 105 
3) PRIMEIROS CONTATOS: ......................................................................................................................... 105 
4) A INCORPORAÇÃO: .................................................................................................................................. 106 
5) A COMUNICAÇÃO: .................................................................................................................................... 106 
6) O MEDIUM PRONTO: ................................................................................................................................ 106 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
Às vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo, 
para que possamos aprender a viver de cabeça para 
cima. 
...O médium de Umbanda, ainda que muitos não o valorize, é o ponto chave do 
ritual de Umbanda no plano material. 
...E por sê-lo, deve merecer dos filhos de Fé já maduros (iniciados) toda 
atenção, carinho e respeito quando adentram no espaço interno das 
tendas, pois é mais um filho da Umbanda que é "dado" à luz. E tal como 
quando a generosa mãe dá à luz mais um filho, onde tanto o pai quanto 
os irmãos se acercam do recém-nascido e o cobrem de bênçãos, amor, 
carinho e... compreensão para com seus choros, o novo filho de Fé ainda 
é uma criança que veio à luz e precisa de amparo e todos os cuidados 
devido à sua ainda frágil constituição íntima e emocional. 
...Do lado espiritual, todo o apoio lhe é dado, pois nós, os espíritos guias 
deles, sabemos que este é o período em que mais frágil se sente um ser 
que traz a mediunidade. 
...Para um médium iniciante, este é um momento único em sua vida, e 
também um período de transição, onde todos os seus valores religiosos 
anteriores de nada lhe valem, pois outros valores lhe estão sendo 
apresentados. 
...Para todos os seres humanos este é um período extremamente delicado 
em suas vidas. E não são poucos os médiuns que se decepcionam com a 
falta de compreensão para com sua fragilidade diante do novo e do ainda 
desconhecido. 
...É tão comum uma pessoa dotada de forte mediunidade e de grandes 
medos, ser vista como "fraca" de cabeça pelos já "tarimbados" médiuns. 
Mas estes não param para pensar um pouco no que realmente incomoda 
o novo irmão e, com isto, o Ritual de Umbanda Sagrada vê mais um dos 
seus recém-nascidos filhos perecer na maior angustia, e socorre-se a 
outros rituais que primam pela ignorância do mundo espiritual e sufocam 
nos seus fieis, seus mais elementares dons naturais. 
Por Pai Rubens Saraceni 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
PROPOSTA 
A proposta do Curso Preparatório para Médiuns de Umbanda Sagrada, é sair da 
superfície e buscar profundidade onde só o conhecimento pode nos levar a construir 
uma cultura de umbanda em cada um de nós, em nosso sentir. 
Propomos descobrir que, Umbanda é muito mais que uma religião é um ideal. Sim 
um ideal, uma cultura, uma nova forma de você ver e interpretar você mesmo, a vida 
e o universo. Nós não estamos na Umbanda, a Umbanda está em nós, nós somos a 
Umbanda! 
Estudar e praticar mediunidade umbandista é de grande importância, necessário e 
pertinente! 
Este curso é o resultado de observações, da busca de conhecimento, estudos, 
vivência, aprendizados, e revelações dos guias que tem por objetivo a clareza e 
respeito desse sentido: a Mediunidade. 
Nesse tempo compreendemos que existe dois grandes grupos dentro da 
Umbanda: 
Um grupo que acredita no estudo umbandista e outro que não acredita no estudo. 
Para muitos o estudo na forma de curso é novidade, já que hoje tivemos uma 
grande popularização do conhecimento umbandista em forma de curso. 
Houve tempo em que nada se ensinava sobre a religião de Umbanda, muitos se 
justificavam dizendo que seus ensinamentos são um segredo (eró), o praticante 
(médium , “cavalo de umbanda”) permanecia aguardando o momento em que “O 
Segredo” poderia se abrir a ele. Ao questionar sobre os ensinamentos ou sobre 
algum fundamento era comum ouvir a frase: “Você ainda não está pronto ou ainda 
não é o momento de você saber sobre isso”. 
O fato é que muitos foram preparados (ou “despreparados”) desta forma dentro da 
Umbanda, muitos ouviram estas frases a vida inteira e hoje apenas fazem repetir a 
mesma frase, acompanhada de um ar de mistério e olhar inquisidor, para os que 
estão sob a sua orientação (ou “desorientação”). 
Ainda existem muitos médiuns que não sabem explicar a relação entre Santos 
Católicos e Orixás existente na Umbanda, seja ela de Sincretismo ou de Co-
participação no culto a Deus, suas divindades e seus mensageiros. 
Outros fazem confusão entre o que é um Orixá como Oxalá e Deus, que pode ser 
chamado de Zambi, Tupã, Olorum ou Olodumarê. Confunde-se ainda os conceitos e 
dogmas católicos com os fundamentos de Umbanda. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Muitos batem cabeça e não sabem porque estão fazendo isso, sacerdotes que não 
tem segurança ou não entendem mesmo o porquê se realizar rituais de batizado, 
casamento e encomenda fúnebre. Confunde-se Umbanda, Candomblé e Espiritismo 
(Kardecismo). 
 
Encontram-se ainda perdidos sem saber como se classificam ou se devem se 
classificar como Umbanda Branca, Umbanda Mista, Umbanda Trançada, Umbanda 
Esotérica, Umbanda Iniciática, Umbanda Carismática, Umbanda Popular, Umbanda 
de Raiz, Umbanda Omololô, Umbanda de Caboclo e Umbanda para todos os gostos. 
Portanto podemos e devemos preparar melhores médiuns, com cursos, sim 
senhor! 
No entanto não temos como evitar que um médium que tenha estudado e até se 
dedicado faça alguma besteira,pois isto é do ser humano, mas ainda assim aquele 
que estuda tem menos chance de errar. 
Outros ainda dizem que os cursos ou o conhecimento podem interferir durante os 
trabalhos mediúnicos, mas não pararam para pensar que quem se permite interferir 
com o conhecimento também se permitirá interferir com a ignorância, portanto o risco 
de interferir com novas informações é idêntico as interferências com velhas 
informações e distorcidas informações. 
“_ Há, mas é o meu guia que tem que saber das coisas (de umbanda) eu não 
preciso saber de nada”. 
Esta é uma verdade parcial, pois mesmo que não se tenha nenhuma informação, 
mas uma boa incorporação os guias realizam um bom trabalho. 
Mesmo no mais “ignorante” um sábio pode se manifestar, desde que tenham 
afinidades de objetivo, que pode ser o objetivo de ajudar ao próximo. Neste caso 
temos a umbanda como um fenômeno que “eu não sei de nada”, mas para tê-la como 
religião precisamos estudar e muito. 
SOMOS UMBANDA 
Algumas pessoas são Umbanda, outras pessoas estão na Umbanda. 
Nós não estamos na Umbanda, a Umbanda está em nós! 
A questão não é viver a Umbanda, é ser Umbanda. Umbanda não é uma coisa que 
você faz, Umbanda é algo que você é. 
Nossa forma de viver, de pensar, de agir é Umbanda. Umbanda é religião também, 
não apenas. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Umbanda é também uma cultura, um estilo de vida. Algumas pessoas são 
Umbanda, outras pessoas estão na Umbanda. 
Mas para aqueles que são Umbanda ela se amolda, a Umbanda amolda a sua 
maneira de ver, e isso acontece de tal maneira como incorporar um Caboclo. 
Quando você está incorporado, você não sabe se é você ou o Caboclo. Você se 
perde no Caboclo, o Caboclo se perde em você. E você não sabe mais onde você 
começa, onde termina, ou o Caboclo. 
Então, podemos responder como é nossa vida? “Ótima, somos felizes, Umbanda 
é um caminho para a felicidade. ” 
O QUE É UMBANDA? 
Dia 15 de Novembro de 1908, um jovem de 17 anos, Zélio de Moraes está diante 
de velhos senhores de cabeça branca. O rapaz, faz uma afirmação muito forte. Ele 
diz assim: “Falta uma flor”. 
Pense! Naquele universo espírita, Zélio diz falta uma flor. O que Zélio poderia dizer 
sobre o que estava faltando lá? Nada. 
O que Zélio tinha de formação espiritual, religiosa, mediúnica, cultural, para dizer 
que faltava uma flor naquele lugar? Nada. 
Quando Zélio disse que falta uma flor aqui, aquilo foi intuição, inspiração, insight. 
Alguém tem dúvida que antes de entrar ali dentro o Caboclo das Sete Encruzilhadas 
já estava acompanhando ele? 
Ao dizer: aqui falta uma flor, essa flor é a Umbanda. A Umbanda é a flor que faltava. 
Por isso que fala que a Umbanda é a flor do jardim dos Orixás. A flor representa a 
natureza e aquilo que não pode ser dito. 
Ao dizer: Aqui falta uma flor. Qual é significado? 
Essa flor é a Umbanda. A Umbanda é a flor que faltava. Por isso que fala que a 
Umbanda é a flor do jardim dos Orixás. A flor representa a natureza e aquilo que não 
pode ser dito. 
A Umbanda cria um universo cultural com sua simbologia, com seu altar, com seu 
Caboclo, com seu Preto Velho, com seu cachimbo, com seu charuto, com a pemba, 
com a vela, com o ponto riscado, a Umbanda cria um universo que vai além das 
palavras. É um universo mágico. 
Quando você entra nesse universo que é o Terreiro, o Centro, a Casa, o Templo, 
a Tenda, então, tudo ali transpira, transborda Umbanda além de qualquer discurso 
ou palavra. Isso tudo, essa mágica, essa magia, a flor. 
A Umbanda é a flor de Deus, a flor dos Orixás”. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Existe um simbolismo muito forte, aquele momento de fundação da Umbanda com 
o Zélio de Moraes. Zélio de Moraes teve ataques como a família fala, ele passou 
muito mal. 
Estava doente, vamos dizer assim. Uma doença do que, do corpo? Da alma? Uma 
doença espiritual? Mediúnica? 
Zélio de Moraes passou por um conjunto de sintomas antropológicos. Um conjunto 
de sintomas que fazem parte da história do ser humano no mundo, é existencial. 
Isso quer dizer que, aquilo pelo qual Zélio de Moraes passou, o homem, a mulher 
passa, desde que nós existimos nesse planeta, nesse mundo, nessa realidade. 
Zélio passou por essa situação e isso é um modelo para a Umbanda, falamos: 
Há aqueles que chegam pelo amor e aqueles que chegam pela dor. É 
antropológico, histórico, faz parte do ser humano. 
Não podemos esquecer. Zélio de Moraes passou por isso”. Assim afirma o caboclo 
das Sete Encruzilhas em um dos áudios da Lilian Ribeiro. 
Esse rapaz incorpora um espírito e esse espírito foi Frei Gabriel Malagrida, ainda 
queimado na Santa Inquisição, um intelectual. 
Quem era Frei Gabriel de Malagrida? Um intelectual, um filósofo, um sacerdote, 
um homem ilustre que tinha uma cabedal de conhecimento teórico, de informação, 
de tudo. 
Uma referência humana com relação a fé, amor e caridade. Ele foi em vida, mas 
ele pediu, me chame de Caboclo das Sete Encruzilhadas. 
Então, ele não queria que fosse exaltado a sua personalidade. Ele não queria ser 
exaltado pela sua identidade ilustre em uma de suas encarnações. 
Ele preferiu ser um anônimo. E toda vez que o Caboclo das Sete Encruzilhadas 
dava um discurso, no final ele dizia: “Eu sou o menor dos espíritos. Caboclo das Sete 
Encruzilhadas”. 
Esse é o modelo da Umbanda. O Caboclo é um anônimo, porque quando um 
espírito incorpora você não sabe quem ele é. Ele fala: “Eu sou o Caboclo Pena 
Dourada, Pena Verde, Pena Roxa. Eu sou o Caboclo Sete Flechas, Sete Montanhas. 
O Sete Folhas, o Folha Seca. Eu sou o Caboclo da Mata.” 
Você não sabe quem ele é. Ele é um anônimo. 
Esse nome: Caboclo Sete Flechas, esse nome é simbólico, é uma simbologia. E 
quando ele incorpora e fala: Me chame de Caboclo das Sete Encruzilhadas, Caboclo 
quer dizer homem simples. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
O Zélio não sabia nada cerca de Umbanda, 7 Linhas de Umbanda, 7 vibrações, de 
nada. Ele era um jovem de uma família Católica. Incorpora um espírito, que fala me 
chamo Caboclo das Sete Encruzilhadas. 
A semente das 7 Linhas da Umbanda está no nome do Caboclo fundador da 
religião. 
Poder ter esse olhar é algo que permite entender a grandeza dessa religião. 
A Umbanda é maior que o meu Terreiro, do que o seu terreiro. A Umbanda é maior 
do que todos os Terreiros, a Umbanda é maior do que todos os umbandistas juntos. 
No momento que entendermos essa transcendência, essa grandiosidade da 
religião de Umbanda, então, nós começamos a entender um pouquinho melhor, de 
fato, o que é Umbanda. 
Se você perguntar a um espírita o que é religião ele vai dizer que “religião é aquilo 
que tem um ritual, uma formalidade. Espiritismo é uma religião, afinal de contas se 
você pergunta “qual a sua religião” e a pessoa responde: “sou espírita”. 
Se antes você era Espírita e hoje você é Umbandista, para construir a identidade 
umbandista você precisa desconstruir a identidade espírita. 
Quantos de nós estudaram em Colégios de Padres, de Freiras, Católicos? Ou 
mesmo em Colégios do Estado que tinha uma aula de religião e a base toda era 
Católica. 
Se você quiser criar uma identidade Umbandista você precisa desconstruir a velha 
identidade Católica. Velha no sentido do que vinha antes. 
Se você era Ateu, desconstrua sua identidade para construir outra. 
Identidade católica ou valores católicos, são tão fortes e enraizados em toda a 
sociedade, que leva as pessoas a pensarem no que vem a ser religião, na maioria 
das vezes permeia os valores do catolicismo. 
Hoje quando você diz: eu sou Umbandista. 
As pessoas não fogem mais, elas estão morrendo de curiosidade para 
saber o que é isso. 
Onde você frequenta? Você é médium? Você incorpora? O que é isso? 
Umbanda é uma religião? Que religião é essa? Umbanda e Candomblé é a mesma 
coisa? Essa é uma religião brasileira?Isso é uma coisa do escravo? 
É aquele negócio de Orixá? De Santo? Minha vó incorporava um Preto Velho, será 
que isso é Umbanda? 
Nós já ouvimos, e você, está preparado para responder as perguntas? 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Porque é muito simples. Se Umbanda é a sua religião, o mínimo que se espera é 
que você saiba explicar alguma coisa sobre a Umbanda. 
Por isso, faz muita diferença a gente ter esse tipo de estudo teórico, do fundamento 
da religião, uma reflexão sobre a religião. 
São Tomás de Aquino diz assim: “Religião é religar a Deus”. Inclusive o termo 
religião passa a ser sinônimo de Religar, o Religare. 
Será que isso define o que é religião? Não. É muito bonito, é uma das formas de 
pensar religião. Eu posso dizer sim que religião é religar a Deus, no entanto, religião 
é muito mais, não apenas isso, nem exclusivamente isso. 
Vamos ao exemplo: Budismo. Em sua essência o Budismo é uma religião que não 
tem proposta de religar ninguém a nada. 
O Budismo não afirma que Deus existe e nem que Deus não existe. 
O Budismo não traz o conceito teológico sobre Deus, apenas pretende trazer uma 
filosofia para se livrar do sofrimento e alcançar iluminação. 
Quem é que vai negar que Budismo é religião!? Temos o Jainísmo com a mesma 
essência. 
Existem várias religiões que não tem livro sagrado, mandamentos, que não tem 
essa mesma estrutura de Templo Católico. 
A Sinagoga, que é muito mais uma casa de oração. A Mesquita que é uma casa 
de oração. A igreja Católica tem um Templo. Para o Judaísmo um Templo era o 
Templo de Jerusalém. 
E o que é religião afinal? É difícil de explicar o que é religião para outra pessoa. 
Por ter o conceito do que é sociologicamente, antropologicamente, 
psicologicamente, religiosamente, teologicamente, doutrinariamente. 
Afinal de contas, como definir o que é religião? 
Primeiro, religião é aquilo que você pratica em grupo. Aquilo que você pratica 
sozinho é espiritualidade. 
Quando o mesmo grupo possui uma mesma doutrina, que dá um sentido para a 
vida, ali já tem uma religião. E isso evidenciado, se torna mais forte e concreto no 
momento que o grupo cria um ritual, e estabelece por exemplo, um Templo. 
Não importa se tem livro sagrado, se existe mandamento, não importa se está 
religando ou não a Deus. 
Não importa se a cultura é africana, se é brasileira, europeia. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Se existe um grupo de pessoas com a mesma doutrina, ali já tem uma religião e 
ponto final. 
Religião é religar a Deus, também, mas não apenas isso. 
Religião é também uma instituição de abertura de sentido. 
Religião é o que dá sentido à vida. Isso é religião. 
Umbanda é religião! Porque é constituída de pessoas que tem uma mesma 
doutrina, uma mesma fé. 
É constituída por um grupo de pessoas que estabelece um ritual, Templo, altar, 
dirigente, aquele que naquele momento representa o sacerdote da religião. 
Umbanda tem todas as características de religião. 
O que é uma Seita? Essa palavra Seita é uma palavra que antigamente tinha uma 
conotação e hoje em dia tem outra conotação. 
Porque antigamente você tinha uma religião oficial, por exemplo, uma nação inteira 
era Católica. Todos eram obrigados a serem católicos. 
Esses grupos de pessoas que saiam do catolicismo, é chamado de Sectário, de 
Sectarismo, grupo separado. 
Eles se separavam de uma religião oficial, e criavam um culto paralelo. Isso era 
chamado de Seita. Todas as grandes religiões começaram como um Seita. 
Mestre Jesus criou uma Seita Cristã. Essa Seita cristã vai se tornar uma grande 
religião trezentos anos depois. O imperador de Roma, Constantino, cria, ou ele dá 
licença e autorização a base para criar o Catolicismo. 
Catolicismo é sincretismo? Sim. Por que? 
Porque você pega uma cultura Romana, mistura com uma cultura Judaica e então 
você tem Catolicismo. A Igreja Católica Apostólica Romana. Isso é sincretismo. 
Toda a estrutura sacerdotal do Catolicismo é uma estrutura romana, Templo 
Católico e imagens dos Santos são com base na estrutura romana, dos Deuses, das 
Divindades gregas, porque no Judaísmo não tem imagem. Isso é sincretismo. 
Assim nasce uma religião, assim nascem todas as religiões. Porque nada nasce 
do nada. 
No entanto, Jesus era tratado quase como um judeu marginal, porque o centro do 
Judaísmo está em Jerusalém capital, e Jesus vem da periferia, homem do povo, fala 
a língua do povo. 
E é muito engraçado ver quando as pessoas dizem, Jesus não era Cristão. Buda 
não era Budista, Maomé Mohamed não era Muçulmano, mas Jesus era Judeu. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Jesus conhece toda aquela cultura Judaica, não é um sacerdote. 
Dentro do judaísmo ele é um Mestre, pode ser considerado um Rabi, um profeta 
popular. 
Ele envolve a multidão com seu carisma. No entanto, Jesus rasga as páginas da 
Torá, que é o Livro Sagrado dos Judeus. 
Jesus rasga as páginas do Velho Testamento, o Pentateuco: Gênese, Êxodo, 
Levíticos, Números e Deuteronômio. 
Jesus rasgou metaforicamente no momento em que ele diz: “Atire a primeira pedra 
quem não tem pecado”. Ele rasgou a lei. Porque aquilo não era apenas uma questão 
religiosa, aquilo era a Lei. Era a constituição daquele povo. 
Quando diz: “Dê a outra face”, ele rasgou outra vez, porque no Velho Testamento 
está escrito: Olho por Olho, Dente por Dente. 
Alguém não entendeu essa parte? “Não vim contradizer a lei”, ele não veio 
contradizer a Lei Maior. Porque a lei que está escrita lá naquelas páginas ele rasgou. 
Ele trabalhou no sábado e alguém diz: “Jesus, você e seus discípulos estão 
trabalhando no sábado?”, e ele diz: “O homem não foi feito para o sábado, o sábado 
foi feito para o homem”. 
Então, há restrições no Judaísmo do que se pode comer, não se come carne de 
porco por exemplo, não se come peixe sem escama. 
E perguntam: “Jesus, o que você está comendo?”, e ele diz: “Mais vale o que sai 
pela boca do que o que entra”. 
Então, metaforicamente ele está rasgando a lei. Ele é um judeu e ali ele tem um 
grupo de pessoas seguindo-o. Jesus tem um grupo de judeus sectário. 
Quem era Moisés? 
Moisés é um Africano, Semita, que foi criado como Judeu. Moisés é alguém que 
fugiu da casa dos Egípcios e foi encontrar Séfora, a sua esposa, e encontra Jetro, o 
seu sogro que é um Sacerdote Africano, um Sacerdote Etíope. 
Moisés vai aprender religião com esse Sacerdote, vai voltar para o povo Semita, 
que é a origem do Judaísmo. Tendo como base de formação a cultura Egípcia. Isso 
não é sincretismo? 
Então, quando alguém lhe falar que Umbanda é Sincretismo, não diminua o que 
você pensa da sua religião. Apenas observe que todas as religiões nascem de outras 
religiões anteriores. Sincretismo é uma coisa muito natural. 
O que é Umbanda? A pergunta não é nova. Desde seu nascimento, umbandistas 
e não umbandista procuram responder a esta pergunta. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Ao longo destes 100 anos de Umbanda no Brasil, é possível colher diversas 
respostas, sob diferentes pontos de vistas, paradigmas e interesses. 
A História da Umbanda nos ajuda a entender que as diferentes interpretações, do 
que é Umbanda, também são influenciadas por questões regionais, sociais, políticas, 
econômicas e culturais. 
As respostas para esta pergunta ora se contradizem, ora se complementam. 
“A Umbanda é um ritual religioso tão grande que nem que mil mãos escrevessem 
por mil anos ininterruptos esgotariam seus mistérios” 
Rubens Saraceni. Umbanda o Ritual do Culto à Natureza, 1995. 
“Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade” Caboclo das Sete 
Encruzilhadas em seu médium Zélio de Moraes (15 de Novembro de 1908). 
“Umbanda é Amor e Caridade” Mãe Zilméia de Moraes em seus vários 
depoimentos para a Revista Espiritual de Umbanda, nas comemorações dos 97 
anos de Umbanda.“Umbanda é a Escola da Vida”; “Umbanda é coisa séria, para gente séria” 
Caboclo Mirim e seu médium Benjamim Figueiredo (Tenda Mirim, 1924). 
A antropóloga Patricia Birmam afirma que Umbanda possui unidade e 
diversidade, e que “há, pois, uma certa unidade na diversidade. ” 
O sociólogo Lísia Nogueira Negrão e a antropóloga Maria Helena Vilas Boas 
Concone concordam que a Umbanda é “um sistema religioso estruturalmente 
aberto” o que praticamente justifica esta diversidade de formas. 
É constante a busca para entender o Uno e o Diverso na Umbanda. 
O nosso olhar do Uno pode ser o UM e o diverso pode ser a BANDA; um não 
vive sem o outro, assim como são indispensáveis no Universo. A unidade é 
essência e a diversidade é a forma. 
A Umbanda está em constante construção, transformação e adaptação. 
Este entendimento é extremamente necessário para uma melhor compreensão 
da mesma. Não podemos, no entanto, fugir de sua unidade-essência há muito 
definida por seu fundador. 
Desta maneira em todas as diversas formas de explica-la deve ser possível 
identificar sua essência-una. Falar de Umbanda é falar da vida e do ser humano 
que é em si uno e diverso. 
UMBANDA É RELIGIÂO! Não deveriam existir dúvidas quando a isso, no entanto 
muitas pessoas não sabem o que é religião. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Então! Religião é um grupo de pessoas que tem uma mesma doutrina, uma 
mesma fé, que idealizaram um ritual e pratica aquele ritual. 
Você conseguiu entender do olhar da Umbanda o que é religião? 
Você consegue explicar que Umbanda é uma religião? 
Você consegue dizer que Umbanda não precisa de livro sagrado, de 
mandamento, que não precisa ter a estrutura da igreja católica? 
Você consegue entender também, que mesmo que haja uma manifestação do 
Caboclo das Sete Encruzilhadas dentro de uma sessão espírita, isso não faz com 
que a Umbanda seja uma Religião do Espiritismo? 
Perguntamos a vocês! 
Talvez, não devemos nós Umbandistas falarmos sobre nós mesmos? 
É muito comum ver um espírita explicando o que é Umbanda, um candomblecista 
explicando o que Umbanda. 
É muito comum ver um evangélico explicando o que ele acha que é Umbanda. 
Quem deve explicar a Umbanda é o umbandista. Somos os únicos que 
podemos. 
Ai! Você está na Umbanda, crê, que precisa ser batizado na Católica, ou você 
está na Umbanda, tem medo do pecado e do inferno Católico. 
Você está na Umbanda, mas pensa no Karma, com aquele peso que existe no 
Espiritismo. É um conceito do Espiritismo. 
Você está na Umbanda, mas batiza seus filhos na igreja católica. É um conceito 
Católico. Ou você está na Umbanda e tem medo da quizila do Orixá. É um conceito 
do Candomblé. 
Então! Se assim acontece, você está na Umbanda. Ser Umbanda é pensar com 
cabeça de Umbandista. Pense nisso! 
Umbanda de onde vem? Brotou do chão, nasceu, caiu? Reviveu, ressuscitou? De 
Atlântida, da Lemúria? Da terra, do céu? De onde vem a Umbanda afinal? Qual é a 
origem da Umbanda? 
Umbanda veio de Deus, do astral, dos anjos, dos espíritos, das entidades. 
Umbanda é o que? Religião. Religião é coisa de gente encarnada. 
Sempre, quando você falar de religião será possível buscar a história. 
Os fatos históricos de uma família que até hoje mantém os trabalhos espirituais 
ativos. Do primeiro Templo de Umbanda: Tenda Espírita Nossa Senhora da 
Piedade, existe até hoje. Tudo isso tem início em 1908. 
 
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Pouquíssimos anos depois da Abolição da Escravatura, em uma recém 
constituída República. 
O país até então era oficialmente católico, apenas depois do Brasil República que 
você pode ter alguma manifestação que não seja católico. 
E ali, pontualmente, em 1908, esse rapaz de então 17 anos, praticamente um 
adolescente. 
Está certo que hoje em dia adolescência vai até quase os 30 anos né. 
Mas naquela época já poderíamos dizer que o menor de idade, Zélio de Moraes 
tinha dores pelo corpo, falava de uma maneira esquisita, acordava no meio da noite 
falando se comportando de uma maneira que a família não entendia. 
A família deu um termo técnico para isso: Zélio de Moraes tinha “ataques”. E o 
que fazer com esse menino? Que tinha ataques, que passava mal. 
O que ele tem? Será que está doente? Então Zélio foi levado ao seu tio Dr 
Epaminondas, que não por acaso tomava conta de um hospício, cuidava de loucos. 
Para lá Zélio Fernandino de Moraes foi levado e após receber o jovem rapaz, de 
avaliar, de estudar, observar, devolveu Zélio para a família. 
E disse que ele não estava doente, ele não tem nada que a medicina possa 
explicar. Então, se ele não está doente ele deve estar endemoniado. 
O próprio Zélio de Moraes é quem conta que então foi levado para um padre para 
ser exorcizado. 
E ali foi exorcizado uma, duas, três vezes. Isso ele conta com as próprias 
palavras na entrevista para o Atila Nunes, entrevista Gira de Umbanda. 
Isso também foi registrado por Pai Ronaldo de Linhares, conversando com Zélio 
de Moraes. Então, não é uma achologia, são fatos. 
Zélio foi exorcizado, e os padres também disseram que não tinha nada para 
exorcizar, e que ele não estava endemoniado. 
Sua mãe então o levou a uma benzedeira. A benzedeira incorporava um espírito. 
A benzedeira incorporou uma entidade chamada Tio Antônio, e este disse a esse 
rapaz que ele tinha uma missão. 
Mais ou menos isso, olhou, benzeu e disse que ele tinha uma missão, sem 
explicar qual era. E ele continuou tendo problemas, ataques, passando mal. 
No dia 15 de Novembro de 1908, data da Proclamação da República, então 
alguém, amigo da família frequentava o espiritismo de Kardec. 
Um dia antes, Zélio acordou no meio da noite: “Amanhã estarei curado”. 
 
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Levado ali no Centro Espírita, ainda com dor e dificuldades, o jovem que ninguém 
sabia mais o que fazer com ele. A família do Zélio era Católica, não era espírita. 
Porque se fosse espírita ele não teria sido levado para padre, para médico, depois 
para benzedeira. 
Então, esse foi o último recurso, levar ele para o Espiritismo. 
 Pensa comigo.... 
A benzedeira incorporava um espírito. Já tinha incorporações de 
espíritos, certo? A benzedeira incorporou uma entidade chamada Tio 
Antônio...., e este disse a esse rapaz que ele tinha uma missão. 
E ele continuou tendo problemas, ataques, passando mal. 
Veja! Porque se a família fosse espírita ele não teria sido levado para padre, para 
médico, depois para benzedeira. 
Quando chega lá, Zélio de Moraes não conhece ninguém, não conhece aquilo. 
O Caboclo das Sete Encruzilhadas em um desses áudios que foi gravado pela 
Lilian Ribeiro e que faz parte do nosso conteúdo aqui, o próprio Caboclo das Sete 
Encruzilhadas diz que: “Aquele ambiente era um ambiente de velhos senhores”. 
Pense, hoje em dia, diante de velhos senhores, alguém com 17 anos de idade já é 
visto como um moleque, imagina naquela época como era. 
Zélio chega, e deve ter se sentido muito mal naquele ambiente, com certeza ele 
não se sentiu bem. Zélio teve um insight, uma iluminação, teve um momento que 
ele saiu dele mesmo e precisava externar o que estava acontecendo. 
E não aguentando aquele ambiente sufocante, tem necessidade de sair para fora 
do salão, onde irá começar a sessão espírita. 
Busca uma flor e volta com a frase: “Aqui falta uma flor”. Onde ele coloca essa 
flor? Em cima da mesa. No espiritismo acontece diante de uma mesa, 
provavelmente tem uma água para fluidificar. 
Zélio deve ter colocado essa flor dentro da água. Zélio se sentiu mal e se ele foi 
buscar uma flor dizendo que faltava diante daqueles velhos senhores, 
provavelmente ele tenha sentido um mal estar. 
O ambiente é inóspito. A sessão espírita começa e os médiuns começam a 
receber espíritos. De negros que haviam sido escravizados no Brasil. 
Eles estavam incorporando ali. E alguémestá mandando eles embora. É nesse 
clima que Zélio de Moraes incorpora um espírito também, e esse espírito que 
incorpora em Zélio questiona: “Porque é que expulsam esses humildes? 
 
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Olha a construção da frase na boca de um adolescente naquele ambiente. Então, 
ele, o espírito que está incorporado no Zélio, e com certeza Zélio também concorda, 
que estão convidando a se retirar pessoas humildes. 
Por que mandam embora esses humildes? Por que eles não são filósofos, 
professores, europeus, não tem classe, são espíritos de negros, espíritos que eram 
escravos, ignorantes. 
Mas aquele que incorpora no Zélio, vê grande valor e qualidades neles, do ponto 
de vista da humildade. Olha que loucura.... os médiuns começam a receber 
espíritos. De negros que haviam sido escravizados no Brasil. Eles estavam 
incorporando ali. E alguém está mandando eles embora. 
Olha que loucura.... os médiuns começam a receber espíritos. De negros que 
haviam sido escravizados no Brasil. Eles estavam incorporando ali. E alguém está 
mandando eles embora. 
Há um médium clarividente na sessão. Então, o clarividente questiona: “Quem é 
você? ”. Mas imagina hoje em dia: Qual é a sua irmão? O que você está pensando 
em vir aqui colocar regra? O que você está falando? Quem é você? 
“Me chame Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos 
fechados para mim”. Perceba! Não é um nome de batismo. E o clarividente está 
olhando e diz: “Por que você está dizendo que é um Caboclo, se eu estou lhe 
vendo com vestes clericais? ”, ou seja, vendo ele vestido como um sacerdote 
católico. 
O Caboclo responde: “O que você vê são reminiscências de uma outra vida. ” 
Porque eu fui Frei Gabriel de Malagrida. Queimado na Santa Inquisição, por haver 
previsto o terremoto de Lisboa”. É muita informação. 
Está chegando agora na Umbanda? Começou a estudar Umbanda agora? Você 
veio do Catolicismo, do Espiritismo? Você que está na Umbanda a bastante tempo, 
já fez uma reflexão profunda sobre isso? 
Então, quando um espírito incorpora você não sabe quem ele é, você precisa 
perguntar para saber. Um clarividente viu que ele estava vestido como um 
sacerdote católico, mas ele falou: “eu sou espírito, tive várias encarnações. Você 
está vendo a forma que tive em uma das encarnações”, mas e daí. 
Eu sou um espírito. Em outra encarnação eu posso ter sido Egípcio, em outra 
Africano, Europeu e em uma das minhas encarnações eu fui índio. 
Você não está vendo minha forma de índio, mas fui índio. Sou espírito, e venho 
como quiser. Ele então, escolheu se manifestar como Caboclo diante dos negros 
que estavam sendo expulsos. 
 
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Muda tudo na Umbanda. Porque ele poderia ter escolhido vir como filósofo, 
professor, doutor, como Gabriel Malagrida, que era tudo isso junto. Mas ele 
escolheu ser índio, Caboclo. 
Ele escolheu também ser o menor dos espíritos, que assim que o Caboclo das 
Sete Encruzilhadas se referia a si mesmo: como o menor dos espíritos. 
E ele diz: “Amanhã na casa de aparelho, desse médium, desse jovem rapaz, vai 
haver uma mesa posta e nós vamos iniciar uma nova religião. 
E lá todo mundo pode vir. Com quem sabe mais nós vamos aprender, com quem 
sabe menos nós vamos ensinar. 
Mas não vamos bloquear ninguém, todo mundo vai ter a sua chance de se 
manifestar”. 
O chefe da sessão, seu José de Souza questiona: “E já não tem muita religião? 
Você não acha que será mais uma religião? Para que mais uma?” 
E o Caboclo diz: “Já não basta fazer diferença entre as pessoas aqui na Terra, 
vocês querem levar essa diferença para a além da vida, para além da Terra, para 
além da morte? Então é uma boa razão para uma nova religião”. 
Você ter essa liberdade. Liberdade, pense nisso. Então, ele anuncia: “Cada 
cume, cada montanha, cada canto, essa religião irá anunciar a chegada de uma 
nova religião”. 
E no dia seguinte, na família de Zélio de Moraes conta-se que tinha muita gente. 
Que o Caboclo das Sete Encruzilhadas deu a hora em que ia chegar e ele chega. 
Naquela data é dito que ele fez várias previsões sobre a Primeira Guerra 
Mundial, sobre a Segunda Guerra Mundial, de várias coisas. No meu ponto de vista 
não é o mais importante. 
Durante a vida de Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas há fatos 
e há feitos milagrosos, mas não é o ponto aqui. O ponto é, que no dia seguinte ele 
incorpora e dá as normas da nova religião. Diz como será a sessão, o ritual. 
E naquele dia também o Caboclo das Sete Encruzilhadas desincorpora e 
incorpora o Preto Velho que trabalharia para o resto da vida junto a Zélio de 
Moraes, até seu desencarne em 1975. 
O Pai Antônio estabelece o uso do cachimbo, das guias. Traz o Culto aos Orixás 
para a Umbanda. Todo mundo quer saber como chega o culto aos Orixás na 
Umbanda, chega pelo Pai Antônio. 
E logo em seguida o Caboclo das Sete Encruzilhadas também adota o uso de 
guias, a relação com os Orixás e com os Santos Católicos. 
 
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Não é a incorporação do Caboclo das Sete Encruzilhadas que marca a iniciação 
de uma nova religião. Não é porque ele falou que ia trazer uma nova religião, que 
tem uma nova religião. 
Há uma nova religião porque ele, o Caboclo, além de falar e se manifestar, ele 
construiu e idealizou como é o Templo e o ritual. 
Reflexão: você pode ir a uma roça de Candomblé e encontrar um Caboclo 
incorporado. Sim. Isso é Candomblé, Caboclo pode vir 
Ir a um trabalho de Catimbó e encontrar um Caboclo incorporado. Isso é 
Catimbó, Caboclo pode vir mas continua sendo Catimbó. 
Alguém diz: “Antes do Zélio alguém já incorporava Caboclo. Ótimo. Mas não era 
em um Terreiro de Umbanda. Provavelmente em uma Macumba Carioca. 
Macumba era o nome que realmente se dava a um ritual afro brasileiro que 
acontecia lá no Rio de Janeiro, com uma influência maior da cultura Banto. 
O nome Macumba é o nome de um tambor, tinha dança, despacho, entrega na 
encruzilhada ficou conhecida como macumba. Umbanda não é Macumba, virou 
título de livro. Ótimo, eu recomendo, muito boa a leitura. 
Está lá, isso é história, são fatos, a família está lá para quem quiser ver, para 
quem quiser conversar e conhecer. 
Umbanda é religião e tem fundamento. Umbanda é religião e só pratica única e 
exclusivamente o bem. Umbanda é religião, portanto tem história. 
Umbanda é Religião! Umbanda é a espiritualidade praticada por uma 
comunidade que possui os mesmos valores. Umbanda é onde esta comunidade 
deposita a sua fé, congregando-se em torno de uma mesma doutrina. 
Umbanda é um conjunto de valores, de teorias e práticas que dá um sentido para 
a vida de seus praticantes. Umbanda direciona e amolda o sentido para a vida e 
nos faz sentir vivos. 
Umbanda é um espelho da cultura e do universo brasileiro. Quanto mais a gente 
estuda a Umbanda, mais descobre que não sabe nada; quanto mais a gente 
estuda, mais ainda vê que tem a estudar. 
Umbanda tem matéria de conhecimento e autoconhecimento para muitas vidas 
de trabalho. 
E como diz Rubens Saraceni: "Umbanda é a religião dos mistérios de Deus, um 
culto à natureza. Umbanda é uma religião que prega as mesmas virtudes e busca a 
mesma paz de espírito que todas as outras religiões. 
 
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Em suas práticas, o bom senso, o respeito, a ética e a moral são conceitos tão 
válidos e importantes quanto em qualquer outro segmento. 
Embora não esteja codificada nem dogmatizada, a Umbanda acredita que somos 
conscientes do que é bom ou não para nós e para o outro, e assim a Umbanda 
prega a regra de ouro de todas as religiões: "Não faça ao outro o que não quer 
que façam a você". 
E mesmo não registrando mandamentos, é certo que tem a máxima de Cristo 
como princípio fundamental, o que muitos consideram como o grande mandamento:"Amar ao próximo como a si mesmo". 
No entanto, o amor não funciona por meio de ordens e mandamentos; antes de 
amar ao próximo é fundamental amar a si mesmo, caso contrário não há amor para 
o próximo. 
Os guias de Umbanda sabem disso e, por esta razão, não se baseiam em 
ordens, mandamentos e dogmas, mas sim na conscientização do ser. 
A grande base da Umbanda é nos tornar conscientes de nós mesmos, do outro e 
do mundo à nossa volta. 
Mesmo com toda esta flexibilidade e liberdade, é possível dar algumas diretrizes 
do que é, e do que não é Umbanda. 
O que é, e o que não é umbanda! 
Umbanda é para Minha Fé, 
Umbanda é para Meu Amor, 
Umbanda é para Meu Autoconhecimento, 
Umbanda é para Meu Equilíbrio, 
Umbanda é para Minha Disciplina, 
Umbanda é para Minha Evolução, 
Umbanda é para Minha Vida... 
 
Umbanda não é para o Meu Ego, 
Umbanda não é para a Minha Vaidade, 
Umbanda não é para Me Promover ... 
 
Umbanda eu sou... 
Sou a manifestação do espírito para a prática da caridade. 
Sou o aprender com os mais evoluídos e ensinar aos menos evoluídos. 
Sou religião, como qualquer outra, mas com fundamentos próprios. 
Sou o fluido que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz. 
Sou a Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração. 
Sou a gargalhada da Rosa caveira, o requebro da Maria Padilha, a seriedade do 
Seu Marabô. 
 
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Sou o carinho da Vó Maria; a meiguice de Aninha, Mariazinha, Joãozinho e a 
sabedoria do Caboclo Ventania, 7 Folhas, Tupinambá, Pena Verde. 
Sou maior que todos os terreiros, casas, aldeias, templos e umbandistas juntos. 
Eu sou UMBANDA! 
Umbanda não sou.... 
Trabalhos espirituais financeiramente cobrados. 
Assédio moral, sexual ou comportamento promiscuo. 
Falta de ética, índole ou desrespeito aos que procuram ajuda espiritual. 
Trabalho de amarração para o “amor” e outros similares. 
Promessas de milagres e soluções materiais mirabolantes. 
Atalhos para evolução e iluminação, sem trabalho e dedicação espiritual. 
Ignorância espiritual e malefícios de qualquer ordem que seja. 
Oráculo do futuro para que não assumir sua responsabilidade frente à vida, o 
destino ou suas próprias escolhas. 
Uma religião simples e complexa ao mesmo tempo: 
A Umbanda pode ser simples de praticar e complexa de compreender. 
Simples é o que está na superfície, visível a todos; complexa é a profundidade de 
cada um de seus elementos, símbolos e ritos. 
Simples é o que se vê, complexo é conhecer. 
Simples é sentir, complexo é saber. 
Simples é amar, complexo é estudar. 
Simples é a vida, complexo é viver. 
Simples é rezar, complexo é explicar. 
Simples é o que funciona, complexo é o que faz funcionar. 
Simples é Deus, complexa é sua perfeição. 
Simples é andar, complexo é onde pisar. 
Simples é a Umbanda, complexa é a Umbanda. 
 
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AS UMBANDAS DENTRO DA UMBANDA 
Minha Umbanda, sua Umbanda, nossa Umbanda, Umbanda de todos nós. 
Umbanda branca, Umbanda negra, Umbanda preta, Umbanda vermelha, Umbanda 
amarela. 
Umbanda de Caboclo, Umbanda de pé no chão, Umbanda asiática, Umbanda 
esotérica, Umbanda iniciática, Umbanda mista, Umbanda trançada. 
Quantas Umbandas tem? 
Qual é a sua? Qual é a minha? Qual é a nossa Umbanda? 
O que é isso afinal? 
Quanta confusão! 
Pode parecer Umbanda de mais, parece coisa de louco. 
A Umbanda pura? Qual a essência da Umbanda? 
O que é essência, o que é forma? 
E afinal de contas, pode ou não pode muitas Umbandas? 
É um fato. Você não se pergunta o que pode e o que não pode quando você está 
tratando de fatos. Não é uma questão de certo ou errado, é questão do que é, 
simplesmente é, simplesmente existe, é assim. 
 
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O mais importante é, quando você estudar Umbanda, enquanto religião, 
enquanto fenômeno religioso, você ter a oportunidade de olhar para as outras 
religiões e ver que muitas coisas que acontecem na Umbanda simplesmente são, o 
que é normal, o que é comum, e o que é fato em todas as religiões. 
O Cristianismo, existem várias vertentes do cristianismo como o catolicismo, o 
Protestantismo, Luteranismo, Metodista e mais recentemente, o pentecostalismo. 
Católica que é uma religião una, pode ser apresentada como Catolicismos: 
Catolicismo Mariano, Franciscano. 
Olha, o segmento de São Francisco de Assis é totalmente diferente dos outros 
tipos de Catolicismo. Você tem um Catolicismo carismático. 
Você tem o Judaísmo e tem os Judaísmos. O Islã e os Islãs. 
Budismo, tem o Budismo Japonês, Chinês, Tibetano, o Zen Budismo. 
Precisamos entender que algumas coisas simplesmente são o que acontece em 
todas as religiões. 
Quando falamos em Umbandas, ou seja, uma Umbanda que é um pouco mais 
afro, um pouco mais espírita, mais Xamânica, mais indígena, isso é normal. 
Isso é o que acontece em todas as religiões. 
Não tem a Umbanda melhor, nem a Umbanda certa ou correta, nem a errada. 
Agora, você pode falar em Umbanda, a unidade. 
Quando falarmos em Umbandas, falamos na diversidade. 
Quando falamos em Umbanda, falamos a unidade. 
Tem uma coisa que é a unidade. 
Unidade é fundamental na religião, é aquilo que está em todas as Umbandas. 
Boa parte do que é a unidade da Umbanda vamos ver na semente original, 
plantada por Zélio de Moraes. Porque ele, o Caboclo das Sete Encruzilhadas e o 
Pai Antônio deram a estrutura do primeiro Templo de Umbanda. 
 
 
O que é fundamento na unidade da Umbanda? 
É aquilo que está em todas as Umbandas, ou seja, aquilo que é a Umbanda, 
exemplo: ponto cantado. A Umbanda é uma religião brasileira, fundada por um 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
brasileiro e isso fica evidenciado no momento que você observa que os pontos 
cantados são cantados em língua portuguesa. 
Boa parte dos pontos cantados de Umbanda, surgiram na Tenda Nossa Senhora 
da Piedade, alguns deles o próprio Zélio de Moraes foi compositor ou inspirado pelo 
Caboclo, pelo Preto Velho. 
O ritual. O que é o ritual da Umbanda? É a sessão da Umbanda com começo, 
meio e fim, é uma organização de pessoas dentro de uma Casa, de Templo, de 
Terreiro, de Tenda, de Aldeia, de Centro. 
Nesse espaço que chamamos de Templo, de Tenda, de Centro, de Terreiro, de 
casa você separa uma parte que se sentam os consulentes. 
Aquelas pessoas que vieram tomar um passe e receber uma orientação. 
A outra parte, onde estão os médiuns, em que na maioria dos Templos esses 
médiuns se vestem de branco. 
Entre esses médiuns estão aqueles que tem mediunidade de incorporação 
desenvolvida, que vão incorporar as Entidades para dar consulta, essa é a 
organização. 
Você pode ir em um terreiro de Umbanda esotérico, de Umbanda Omolokô, 
Umbanda popular, tradicional, Umbanda Eclética e Sagrada, e você verá essa 
mesma sequência. 
Reza, defuma, canta para as 7 linhas, abre a gira, louva os Orixás, saúda os 
chefes da casa, canta para bater cabeça. 
Tudo isso é feito cantado, com atabaque ou não. 
Então, isso define a unidade da Umbanda, o ritual. 
Agora, tecnicamente, teologicamente, doutrinariamente há nuances de 
diferenças, mas isso é muito peculiar de cada casa. 
Historicamente, falando a um contexto, 1908 Zélio de Moraes incorpora o 
Caboclo das Sete Encruzilhadas, o caboclo dá as normas do primeiro Templo de 
Umbanda, diz como será a sessão, irá se vestir de branco, o altar. 
Depois Pai Antônio traz o culto aos Orixás, isso também faz parte da unidade da 
Umbanda. O sincretismo, o culto de Orixás, tudo isso é estabelecido, montado o 
ritual em 1908. 
Até 1918 a Umbanda existia somente na Tenda Espírita Nossa Senhora da 
Piedade. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Em 1918 Zélio recebeu a incumbência de multiplicar, de abrir mais 7 Tendas de 
Umbanda, e de prepararoutras pessoas para ter mais Tendas além das 7 Tendas. 
Até 1918 somente tem a Umbanda de Zélio de Moraes, a maneira dele de 
praticar Umbanda, primeira, original. 
Essa, que deveria ser considerada a Umbanda tradicional, que é uma Umbanda 
que só existe ali praticamente, daquele jeito. 
E Zélio de Moraes costumava falar de Umbanda Branca, termo que vem desde 
os primórdios. O branco de alguma maneira simbolizava algo bom. 
Assim como falar Umbanda Sagrada, não é somente essa Umbanda que é 
sagrada, todas as Umbandas são sagradas. Para eles era a mesma coisa dizer 
Umbanda branca ou a Linha branca de Umbanda e demanda. Também é essa a 
referência. 
Ter identidade de umbandista, o pensar umbandista e ser umbandista é 
libertador. Porque a Umbanda não tem dogma, tabu, porque a Umbanda não crê 
em pecado. 
O que é pecado? Teologicamente é algo que ofende a Deus. 
E a Umbanda não tem esse conceito teológico do pecado. Tem aquilo que você 
fez que é bacana, aquilo que não é bacana. Aquilo que fez bem para o outro, aquilo 
que não fez bem para você. Nascemos para errar. 
Você não pode viver com culpa e peso de tudo o que você faz de errado porque 
você nasceu para errar. 
Então, quando você alivia a culpa, alivia o peso e entende que você errou e vai 
errar, fica muito mais fácil acertar. Quando não tem o peso do Karma, da culpa, 
dogma ou tabu, você é livre, é leve” 
Ter identidade de umbandista, o pensar umbandista e ser umbandista é 
libertador. Porque a Umbanda não tem dogma, tabu, porque a Umbanda não crê 
em pecado. 
O que é pecado? Teologicamente é algo que ofende a Deus. 
E a Umbanda não tem esse conceito teológico do pecado. Tem aquilo que você 
fez que é bacana, aquilo que não é bacana. Aquilo que fez bem para o outro, aquilo 
que não fez bem para você. Nascemos para errar. 
Você não pode viver com culpa e peso de tudo o que você faz de errado porque 
você nasceu para errar. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Então, quando você alivia a culpa, alivia o peso e entende que você errou e vai 
errar, fica muito mais fácil acertar. Quando não tem o peso do Karma, da culpa, 
dogma ou tabu, você é livre, é leve. 
Mais ou menos 1920, outro jovem chamado Benjamim Figueiredo incorpora o 
Caboclo Mirim. 
Procura Zélio de Moraes, passa a fazer parte da Tenda Nossa Senhora da 
Piedade, se desenvolve com o Zélio, com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, com 
os Orixás, faz o desenvolvimento de Benjamim Figueiredo, que incorpora o Caboclo 
Mirim. 
Então, em 1924 Benjamim devido ter sido desenvolvido por Zélio de Moraes ficou 
como apto como dirigente espiritual, Benjamim funda a Tenda Espírita Mirim, que 
existe até hoje. 
É um dos maiores Templos de Umbanda, fica no Rio de Janeiro, com uma 
construção magnífica, que hoje quem está a frente é o Pauline Figueiredo, 
mirinzinho, filho de Benjamim. 
Ali Benjamim com o Caboclo Mirim criou uma nova maneira de fazer a Umbanda. 
Historicamente em 1924 a partir da Tenda Mirim, começou a diversidade na 
Umbanda. 
Zélio de Moraes nunca criticou, vamos entender isso. 
Zélio de Moraes, fundador da Umbanda nunca criticou o fato que Benjamim 
Figueiredo começou a praticar Umbanda de uma maneira diferente, porque 
Benjamim era muito encantado pelo ocultismo, pelo esoterismo. 
De uma família militar assim como a família de Zélio, Benjamim também era 
militar e colocou algo que não exista: os graus de iniciação dentro da Umbanda. 
Em 1941 no primeiro Congresso de Umbanda, é a Tenda Mirim que vai 
apresentar os primeiros conceitos que se tornariam base para a leitura da Umbanda 
Esotérica. 
Na Tenda Espírita Mirim, lá nasce a base do que seria a Umbanda Esotérica, a 
Umbanda Iniciática, porque tem os graus de iniciação. 
Em 1941, nesse primeiro Congresso de Umbanda, que foi realizado pela 
Federação Espírita de Umbanda, que hoje é a UEUB, existe até hoje. 
Quem está a frente é o Pedro Miranda, ela funciona onde é a Tenda Espírita São 
Jorge, uma das sete Tendas fundadas pelo Zélio de Moraes. 
A Federação que foi responsável pelo primeiro Congresso de Umbanda, quem 
mais articulou esse Congresso de Umbanda foram os dirigentes das Tendas do 
Zélio e Benjamim Figueiredo, mais o seu corpo da Tenda Espírita Mirim. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
No primeiro Congresso de Umbanda surgiram várias teorias sobre a religião de 
Umbanda e havia uma preocupação, no Rio de Janeiro antes de existir a Umbanda, 
existia a Macumba Carioca, um tipo de culto afro brasileiro e que esse culto 
começou a se “umbantizar”. 
Um fenômeno histórico. A Umbanda nos primórdios, nas primeiras décadas 1910, 
20, 30, 40, a Umbanda não era muito bem aceita pela sociedade. 
O Espiritismo de Allan Kardec foi aceito muito antes do que a Umbanda. Aceito 
legalmente, para ter estatuto, documento, porta aberta, para dizer: aqui tem um 
Centro Espírita. 
O Espiritismo foi aceito antes da Umbanda, então houve um movimento dos 
Templos de Umbanda se aproximarem do espiritismo para serem aceitos. 
Nessa época muitos Terreiros de Umbanda com título Tenda Espírita de 
Umbanda tal. Para muitos terreiros, ser uma Tenda Espírita era a maneira de você 
ter caminho aberto para fazer a documentação. 
São fatos históricos. 
Acontece que em algum momento a Umbanda começou a ser aceita, em torno da 
década de 40, a umbanda começa a ser aceita, principalmente depois do primeiro 
Congresso de Umbanda. Porque em 1939 foi fundada a Primeira Federação de 
Umbanda, o objetivo dela primeiro foi fazer esse Congresso. 
O que quer dizer que foi Fundada uma Federação em 1939? Quer dizer que 
naquela época Zélio de Moraes, Benjamim Figueiredo, aquela cúpula toda, já 
tinham aberto o caminho para regularizar oficialmente, no cartório, um Templo de 
Umbanda e funcionar regular. 
As Macumbas Cariocas ainda não tinham conseguido isso. Então... 
Então, assim como houve os Templos de Umbanda se aproximando do 
Espiritismo para uma legitimidade, muitas Macumbas Cariocas se aproximaram da 
Umbanda para ter legitimidade. 
Houve uma umbantizacao das Macumbas Cariocas, onde já se manifestava 
Caboclo. Era fácil para essas Macumbas se aproximarem da Umbanda. Isso é 
fenômeno histórico. 
Ali estamos e 1940 e há uma preocupação de dizer isso não é Umbanda, então, 
você vê o primeiro Congresso de Umbanda e muitos chamaram de processo de 
“embranquecimento” da Umbanda. 
Porque havia uma preocupação em dizer: isso aqui não é uma coisa africana. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A preocupação era misturar a Umbanda com a Macumba Carioca, que seria 
misturar a Umbanda com o Candomblé, ou com aquele Candomblé com Caboclo 
também. 
O Candomblé de Caboclo seria um Candomblé Bantu, onde Caboclo também 
pode vir, e ele se aproxima mais dessa Macumba Carioca. 
Embora se falou em “embranquecimento”. Uma pesquisa carioca mostrou que 
“Não houve um embranquecimento, porque a Umbanda já nasceu naquele meio, 
onde não era praticado um culto afro brasileiro”. 
Então, pelo contrário, com o tempo que a Umbanda foi cada vez bebendo mais 
em uma cultura afro. Isso sim. 
Agora, são reflexões para a gente analisar, estudar, observar e ai a reflexão 
sociológica, antropológica, histórica, nem sempre é a coisa que mais atrai, mais 
agrada a todos. 
Nos importa aqui um fato: nessa época já há uma umbantizacao da Macumba e 
uma macumbalização da Umbanda. 
Ou seja, você tem a Umbanda tradicional, ou a Umbanda branca, Umbanda 
primeira de Zélio de Moraes e tem já uma Umbanda mais esotérica iniciática que é 
a Umbanda, que é a Umbanda do Benjamim Figueiredo. 
E agora, já é fato uma Umbanda mais afro. Essa Umbanda mais afro tem nome: 
Umbanda Omolokô. 
A Umbanda que vai se aproximar muito do culto afro, algo que as vezes você não 
sabe onde começa e termina a Umbanda e onde começa e termina o culto afro. 
É o que por exemplo no Sul, Florianópolis,Umbanda de Almas e Angola. A 
Umbanda de Almas e Angolase aproxima um pouco dessa Umbanda Omolokô e de 
uma Umbanda afro. Então, temos Umbandas. 
Na década de 1950 vai aparecer o primeiro livro de Umbanda Esotérica, de 
Oliveira Magno. Começa a ser pensada a Umbanda Esotérica. 
Você tem Aluísio Fontenelle que não defende uma Umbanda esotérica, mas a 
maneira dele pensar a Umbanda é muito próximo do conceito que irá se firmar na 
Umbanda esotérica e que depois terá o ápice na obra do da Matta, com Umbanda 
para todos nós de 1956 onde ele diz literalmente só que é Umbanda esotérica. 
Pelo fato que da Matta publicou 9 títulos de Umbanda, começando pelo Umbanda 
de todos nós. Então, ele se torna um grande defensor desse segmento: Umbanda 
esotérica e iniciática. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Na década de 50 também teremos o grande defensor da Umbanda afro no Rio de 
Janeiro, o grande mestre da Umbanda Omolokô: Tata Tancredo, que também 
escreveu muitos livros e títulos. 
Se falarmos em literatura, aquele que toma frente da Umbanda do Zélio de 
Moraes é Leal de Souza. 
Leal de Souza é o primeiro autor de livro de Umbanda: “O Espiritismo, a Magia e 
as Sete Linhas de Umbanda”. 
Esse livro que é o primeiro de Umbanda é leitura obrigatória dentro da Tenda 
Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque Leal de Souza foi desenvolvido 
também por Zélio de Moraes, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. 
Ele era um jornalista que chegou lá em 1918 para fazer uma reportagem. Em 
1924 Leal de Souza já está desenvolvido e já é dirigente espiritual. Leal de Souza 
é o responsável pela Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição. 
Dessa forma temos a diversidade da Umbanda e com o tempo vão surgindo 
muitas outras diversidades da Umbanda. Ainda temos Umbanda Popular, Umbanda 
Omolokô, depois surge a de Almas e Angola, Umbanda Esotérica, Iniciática. 
Até a década de 1950 quase todas essas variações de Umbanda já existiam e 
continuam existindo. 
Quando Pai Benedito de Aruanda pelas mãos de Rubens Saraceni, começa a 
falar sobre Umbanda Sagrada, Pai Benedito não tinha intenção de criar uma nova 
Umbanda. 
A ideia dele era apenas dizer que toda Umbanda é sagrada, gostava de enfatizar, 
Umbanda é Sagrada. Nunca houve essa intenção, alias, na obra do Rubens, no 
livro Umbanda Sagrada, ele diz: “o termo correto para a Umbanda deveria ser 
natural. 
Umbanda é natural”. Essa é nossa Umbanda, porque ela é natural ao ser 
humano. 
Umbandas, é um problema? 
Não, não é um problema. Porque você faz a sua Umbanda, como você achar 
melhor. 
Estudar Umbanda não é obrigar você a fazer a minha Umbanda. Estudar 
umbanda é aprender a sua Umbanda, e não importa qual é a sua Umbanda, porque 
no fundo tudo é Umbanda. Esse é o ponto. 
 
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E a cada dia que eu vou no Terreiro eu sou mais Umbanda, sou um pouco 
diferente. 
Umbanda não é uma religião que eu pratico, já é algo que habita em mim. Então 
há mesmo, dentro da Umbanda, aqueles que dizem Umbanda é um clube, o terreiro 
é um clube. 
Há aqueles em que a Umbanda é um passatempo, um entretenimento. Há 
aqueles que dizem que a Umbanda é uma coisa que ele faz, aqueles que a 
Umbanda é a religião que ele vai, e aqueles que é Umbanda. 
Todos estão em uma fase, de um processo que digo que é supernatural. Um dia 
a Umbanda foi algo que eu praticava, algo que eu fazia, a religião que eu ia. 
Então, quando eu passo a refletir sobre o que isso significa de fato e vou então 
fazer um mergulho reflexivo e dedicar muito tempo em reflexões, em colocar em 
pratica aquilo que aprendo no terreiro. 
 
#O censo demográfico brasileiro 2010 e os umbandistas 
Realizado no ano de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE), o censo demográfico brasileiro fez, entre outras coisas, o levantamento dos 
adeptos das religiões praticadas no país, calculado, estatisticamente, com base nas 
pessoas que se autodeclararam como adeptas de determinada religião, ao 
responderem o questionário da amostra ampla. 
Embora não seja possível se conhecer o real número de umbandistas do Brasil, 
já que foi contabilizado como adepto da Umbanda apenas aqueles que se auto 
intitularam assim (e, infelizmente, muitos do umbandistas preferem se dizer 
católicos ou espíritas), é interessante uma análise dos números obtidos, pois 
permite se identificar como está o senso de pertença e a autoafirmação das 
pessoas em relação à Umbanda. 
Olhando para o quadro (organizado com base no número absoluto de 
umbandistas autodeclarados em 2010), percebe-se que houve um pequeno 
aumento, de 2,49%, dos brasileiros que se auto intitulavam umbandistas, naquele 
ano. 
Embora esse crescimento seja bem inferior ao crescimento populacional do país 
no período (12,29%), o mesmo indica que houve uma inversão de tendência no que 
se refere ao número de pessoas que se auto intitulam umbandistas no país, uma 
vez que até o ano 2000 esta tendência era de queda. 
 
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Perceba que houve um ligeiro aumento da concentração de pessoas que se auto 
intitulavam umbandistas em apenas 03 Unidades da Federação (Rio Grande do 
Sul, São Paulo e Rio de Janeiro), passando de 80,21% do total, para 81,87% do 
total. Esse aumento de concentração só não foi expressivo porque o aumento de 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
pessoas que se auto intitulavam umbandistas no Rio Grande do Sul (de 28,21% 
para 34,45% do total) e em São Paulo (de 19,91% para 25,42% do total), foi 
contrabalanceado pela expressiva queda no número do Rio de Janeiro (de 32,09% 
para 22,00% do total). 
Isso mostra que embora continue existindo uma forte concentração de pessoas 
que se auto intitulavam umbandistas em poucos Estados, tem havido uma forte 
migração daquelas, das terras fluminenses para terras gaúchas e paulista. 
Quanto ao aumento e diminuição dos números de pessoas que se auto 
intitulavam umbandistas, percebemos que 03 Estados tiveram um crescimento de 
mais de 100% daquele número, entre 2000 e 2010: Roraima (176,32%), Amapá 
(153,00%) e Santa Catarina (106,10%). 
Além desses, os Estados que também apresentaram aumento naquele número 
foram: Sergipe (95,29%), Amazonas (70,12%), Ceará (46,17%), Paraná (35,83%), 
São Paulo (30,88%), Rio Grande do Sul (25,13%), Pará (24,02%), Maranhão 
(22,80%), Piauí (15,85%), Mato Grosso (13,88%), Distrito Federal (8,47%) e 
Rondônia (2,82%). 
No outro extremo os Estados que tiveram redução, foram: Tocantins (-76,07%), 
Acre (-58,11%), Alagoas (-51,80%), Pernambuco (-49,80%), Rio Grande do Norte (-
44,88%), Minas Gerais (-36,69%), Goiás (-36,54%), Espírito Santo (-34,47%), Rio 
de Janeiro (-29,72%), Paraíba (-15,46%), Mato Grosso do Sul (-13,75%) e Bahia (-
9,40%). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Chegamos ao final dessa aula e agora que já entendemos o que é Umbanda, um 
pouquinho da origem da Umbanda, sobre Umbanda e Umbandas. 
 
Na próxima aula vamos estudar o que não é Umbanda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
O QUE NÃO É UMBANDA 
O que não é Umbanda - Diferença da Umbanda com demais crenças, como o 
Espiritismo, Candomblé, Xamanismo, Catimbó e a Quimbanda. 
E aí veio o convite para entrar na Umbanda, para visitar, conhecer a Umbanda. É 
fascinante chegar na Umbanda ver e ter o acesso aos espíritos de uma maneira tão 
simples, natural e aberta. 
 
Existe uma cabeça católica pensando o espiritismo. Existe uma diversidade de 
preconceito com relação a várias coisas que transitam entre Catolicismo, 
Espiritismo, Umbanda e Candomblé. 
E essa cabeça Católica chega no espiritismo e muitas vezes essa cabeça espírita 
chega na Umbanda. E esse é um ponto fundamental na Preparação do Médium de 
Umbanda que é construir ou criar uma mente umbandista. Ou seja, ser Umbanda 
com cabeça de umbandista. 
Porque? Porque as pessoasvêm de outra religião para a Umbanda, como é o 
caso da maioria de nós, do Catolicismo para a Umbanda, do Espiritismo para a 
Umbanda, do Candomblé, e é comum não esvaziar. 
Então, é preciso esvaziar-se primeiro e depois absorver a Umbanda na sua alma, 
coração, na sua cabeça. 
A Umbanda possui elementos incomuns ao espiritismo. Sim. A mediunidade, a 
comunicação com os espíritos. A Umbanda possui várias outras questões diversas 
do espiritismo, que é a questão ritual. 
Porque as pessoas vêm de outra religião para a 
Umbanda, como é o caso da maioria de nós, do 
Catolicismo para a Umbanda, do Espiritismo para a 
Umbanda, do Candomblé, e é comum não esvaziar a 
mente. É preciso esvaziar-se primeiro e depois absorver 
a Umbanda na sua alma, coração, na sua cabeça. 
 
A Umbanda possui elementos incomuns ao 
espiritismo. Sim, a mediunidade, a comunicação 
com os espíritos. 
A Umbanda possui várias outras questões 
diversas do espiritismo ritual, mágica, manipulação 
de elementos, espíritos que se manifestam e 
falanges, a presença dos Orixás enquanto 
Divindades, o culto a essas 
 
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Divindades e a liberdade de trabalhar com tudo isso sem o ranço de achar que se 
o espírito bebe, fuma, ou usa um elemento, está com apego, ou que é atrasado por 
estar usando algum elemento no seu ritual. 
E entender que o ritual dentro da Umbanda 
tem uma razão de ser. 
O charuto do Caboclo, o cachimbo do Preto 
Velho, a defumação do incenso queimando no 
turíbulo, aquela magia de pontos riscados no 
chão. 
A construção daquele altar dirigido a sua 
frente com Jesus ou Oxalá no topo, a dança, o 
canto, a roupa branca, o atabaque. 
Isso tudo não existe por um apego, isso tudo existe por uma razão. De construir 
um ambiente mágico religioso. 
 
Por Allan Kardec ser extremamente científico e contra tudo 
que era formalmente religião e tudo que era formalmente 
magia, então o espiritismo nasce de uma maneira até um 
pouco fria. 
Porque é extremamente filosófico e pouco poético. 
A religião é extremamente poética, pode e deve ser 
filosófica na questão teológica e a poesia é aquilo que 
vai ao seu coração. 
E o que seria de Deus sem a poesia? 
Jesus Cristo, da 
Igreja Católica. 
Jesus Cristo da 
Igreja Batista é 
outro. Na Igreja 
Evangélica, no Espiritismo, na Umbanda é 
outro? Não, Jesus é um só, mas cada religião irá 
o tratar de uma forma diferente. 
Caboclo é Caboclo e ele pode se manifestar no Espiritismo, em uma roça de 
Candomblé, mas sempre haverá outro olhar pois é outra religião. 
Então, esse é o ponto em relação a um Orixá. Yemanjá da Umbanda é uma e do 
Candomblé é outra? Não, Iemanjá é uma só. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Na verdade, para refletirmos Iemanjá, ela é muito maior do que consigo ver na 
Umbanda, muito maior do que consigo ver no Candomblé, porque qualquer visão a 
cerca de uma Divindade, é uma visão limitada. 
Umbanda e Candomblé, o que há em comum? Mediunidade e Orixás. 
O que diferencia? Muitas coisas porque é outra religião. Yemanjá é uma só, o que 
muda é a religião. 
O Candomblé é uma religião, portanto se relaciona com os Orixás 
de uma maneira, a Umbanda é outra religião e se relaciona com os 
Orixás de outra maneira. 
É como nós entendemos os Orixás e isso não é uma apropriação 
pois ninguém é dono de Deus, da mesma forma, ninguém é dono 
dos Orixás. 
Você entenderá Olorum, que é Deus, de uma forma na Umbanda, 
de outra forma no Candomblé, de outra forma no Espiritismo, que lá não é Olorum, 
é Deus. Estamos falando da mesma coisa. 
O que é o Candomblé? 
É uma religião afro-brasileira, isso quer dizer que tem uma matriz africana, que faz 
o resgate de uma cultura africana, com um olhar brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
No Candomblé Xirê, na Umbanda é Gira ou Sessão, mas é outra religião. 
Candomblé tradicional é outra religião. A maneira como são tocados os 
atabaques, esse Candomblé, essa roça, esse terreiro, ele é de cultura Nagô 
Yorubá. Uma veia de Ketu, onde os atabaques são tocados com Aguidavi, aquelas 
varetinhas, então, o toque de atabaque é totalmente outro. 
Os Orixás são chamados em Terra para dançar, não fala e não vem para dar 
consulta. Então, as pessoas se sentam em volta, você tem uma cadeira que é do 
mais velho ou mais velha da casa e tem as autoridades que se sentam. 
 
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Em algum momento começa o ritual e os Orixás são chamados para dançar, e no 
momento em que estão dançando é uma dança circular, em roda e eles vem para 
trazer o axé para seu filho. 
Eventualmente as pessoas que estão assistindo, tem a liberdade de vir e dançar 
junto. 
Quando toca para Ogum, nessa estrutura mais tradicional Afro Brasileira 
Candomblé, somente os filhos de Ogum incorporam, quando toca para Iansã, 
somente as filhas dela incorporam. 
Então, os filhos dos outros Orixás quando toca para Ogum vão pedir a benção 
para aquele Ogum. Quando toca para Oxum, pedem a benção para ela”... 
O Candomblé resgata essa cultura africana. Mais uma vez, quando falar em 
cultura africana, de qual cultura africana estamos falando? Porque você tem a 
cultura daqueles que falam a língua Yorubá, essa é chamada Cultura Nagô. 
Entre os Nagôs, na África, você tinha diversos grupos de Nagôs, ou Nações, 
diferentes Nações. Uma grande Nação Nagô, ou uma grande Nação Yorubá, que 
corresponde hoje uma grande parte do que é a Nigéria, divididas em cidades. Cada 
uma dessas cidades era também uma Nação. 
Ali você tem a Nação ou cidade de Ketu, onde tinha o culto de Oxóssi. A Nação 
ou cidade de Oyó, onde tinha o culto de Xangô. 
A Nação ou cidade de Yrê onde tem o culto de Ogum. A Nação ou cidade onde 
está o culto de Oxum, de Oxalá e em cada cidade, Nação na cultura Nagô, Yorubá 
você tinha um culto diferente em um tronco linguístico Yorubá. 
A li você tinha uma etnia, uma cultura, totalmente distinta do que está 
acontecendo em Angola. Que é outra língua, em Angola se fala o quimbundo e as 
Divindades são Inquices. 
Na cultura Nagô se fala Yorubá e as Divindades são os Orixás, portanto, os 
orixás têm origem nessa cultura específica que corresponde a região da Nigéria. 
A cultura Jeje, de onde vem os Voduns, também são Divindades como os Orixás. 
Acontece que na Bahia predominou a cultura Nagô e Yorubá e o culto de Orixá. 
Daí a força dessas Divindades que irão se mostrar na Umbanda. Mas se você 
olhar no Haiti vamos pensar logo em Vodu. 
O que é Vodu? É um Candomblé Haitiano onde a presença da cultura Jeje e do 
culto de Vodun foi mais predominante que o culto de Orixá. Isso tem um contexto 
histórico. 
As vezes se fala como se o preconceito fosse algo que não existe. O olhar para a 
África, se você olha ou pensa na África como algo homogêneo já é um olhar 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
superficial, e um olhar superficial é um olhar preconceituoso, ou seja, você acha 
que conhece, mas não conhece. Vamos lembrar algumas coisas, Moisés é um 
africano, ele nasce em meio as Semitas, é criado como egípcio. 
Egito está na África. Ele foge dessa cultura egípcia e vai encontrar sua esposa 
Séfora, seu sogro Jetro em um Xamanismo africano. 
Olha o caldo cultural africano que sincretismo de valores Semitas, Egípcios e 
Xamânicos Africanos, que estão ali no berço do Judaísmo na figura de Moisés, um 
africano. 
E toda a visão a cerca dessa religiosidade mosaica do Judaísmo você encontra 
no Velho Testamento, onde há o sacrifício animal. Que é um calcanhar de Aquiles 
quando você fala de cultura afro brasileira. 
O sacrifício animal para uma cultura afro que vamos entender essa cultura Afro 
Nagô Yorubá, a cultura Afro Jeje, cultura Afro Bantu, Angolana, onde há sacrifício 
animal, ela é contemporânea, do mesmo período, do mesmo contexto de uma 
cultura Afro presente no Velho Testamento,onde também há sacrifício animal. 
Depois, com a figura de Cristo simbolizando o último cordeiro é que você irá 
entender que o Cristianismo não tem sacrifício animal porque o próprio Cristo é o 
último cordeiro. 
Então, a Umbanda é tão Cristã que ela também não vai adotar o sacrifício animal 
como um fundamento. 
Mas ela entende esse elemento Afro, assim como o Cristianismo entende o 
elemento Judaico, nas origens e nas raízes que dão formação a ela. 
Então há em comum a incorporação dos Orixás? Sim. 
Existem questões filosóficas, teológicas, doutrinarias em comum? Sim 
Mas são religiões totalmente diferentes. 
No final do período da escravidão haviam Guerras acontecendo na África onde 
uma Nação escravizava a outra e vendiam escravos para o europeu trazer para o 
novo mundo. 
Vender como, já que o dinheiro do europeu não valia nada na África? Então, 
pessoas eram trocadas por bugiganga, por pinga, por coisas, vendidas, 
negociadas, e o europeu instrumentalizou, armou os africanos, para que eles 
empreendessem cada vez mais essa guerra, esse comércio de pessoas, que foi o 
período da escravidão. 
O português, o espanhol, o holandês chegavam na África e compravam as 
pessoas na condição de escravos. Colocavam elas dentro de um navio chamado 
Tumbeiro, e as pessoas vinham em uma condição miserável da África para o Brasil, 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
atravessando esse oceano como um bicho, um animal, pior até de como se trata 
um animal. 
Para chegar no Brasil e ser vendido para a produção de cana, café, para 
trabalhar na casa grande, enfim, e junto com o africano, junto com o negro, com o 
escravo, veio sua cultura, sua religiosidade, sua religião. 
E lá na senzala, no terreiro, nesse espaço, houve o resgate das culturas de 
Orixás, de Vodun, de Inquices. 
Os cultos de Inquices vem de Angola, os cultos de Vodun vem da região mais 
Jeje, que fala Ufon, e que está principalmente na República Popular do Benin. 
O culto de Orixá vem do Nagô Iorubá que está mais na região da Nigéria. Aqui no 
Brasil, na Bahia vai predominar o culto de Orixá, porque tem mais quantidade de 
origem Nagô Iorubá. 
No Maranhão você terá uma predominância Jeje, nasce ali o Tambor de Mina, 
que é um culto também de Voduns. 
No Rio de Janeiro prevaleceu uma cultura Banto e ali nasceu algo chamado de 
Macumba, a Macumba carioca, essa que tem no Rio de Janeiro é um trabalho 
espiritual afro brasileiro com uma influência Banto, que é muito aberto, muito 
inclusivo. 
E que vai fornecer elementos que futuramente vão influenciar a Umbanda. 
De todas essas culturas afro brasileiras, que no Brasil tem características muito 
peculiares de região para região, de todas elas a que mais chama atenção é esse 
Candomblé baiano, esse Candomblé Nagô Iorubá, de influência Ketu, não é único, 
mas é o que chama mais atenção, que tem uma estrutura em que o Orixá não se 
mistura com espírito. 
O Orixá incorpora para dançar, para trazer seu axé, não dá consulta e se 
manifesta de maneira diferente a qual ele se manifesta na Umbanda. 
A manifestação de Iemanjá no Candomblé é diferente da manifestação na 
Umbanda, inclusive o olhar para ela no Candomblé é diferente do olhar para ela na 
Umbanda. 
O Candomblé tem uma estrutura própria de linguagem que muitas vezes você 
deve aprender a falar o Iorubá, deve rezar em Iorubá, as estruturas de oferendas 
onde se trabalha muito com comidas. 
Então, há sim muita coisa em comum, mas Umbanda é Umbanda e Candomblé é 
Candomblé. Há de se respeitar, há de se separar. 
O que cabe a nós é respeitar e admirar. Admirar o Candomblé, o Espiritismo, o 
Catimbó, e amar a Umbanda. Essa é a diferença. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Podemos admirar todas as religiões, mas no meu coração é o que eu sou: a 
Umbanda. 
Esperamos ter colaborado para entendermos um pouquinho das semelhanças e 
diferenças do que é e do que não é, Umbanda. 
 
Chegamos ao final. 
 
 
Na próxima aula vamos estudar - “Terreiro de Umbanda – Olhar 
de dentro”. 
 
 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
TERREIRO DE UMBANDA - OLHAR DE DENTRO 
Dentro de um terreiro, a Umbanda se estrutura de forma hierárquica, dividida 
entre sacerdote, mãe/pai pequeno (a), médiuns de incorporação, médiuns em 
desenvolvimento, médium auxiliares ou cambones e ogãs. Cada um com sua 
importância e atribuição. 
A casa geralmente é dividida em dois espaços físicos: o da corrente e o da 
assistência. Todas as pessoas que trabalham na casa e vestem o branco durante o 
culto são chamados de médiuns ou membros da corrente. Este local onde os 
médiuns membros da corrente ficam durante os trabalhos é o terreiro. 
Todos os outros, que devem ficar sentados aguardando sua consulta, são os 
chamados consulentes ou assistentes. Este local onde os consulentes aguardam a 
consulta é chamado de assistência. 
Dia de Trabalho 
Banho de defesa 
Nos dias de trabalho, os banhos podem ser apropriados para cada linha de 
trabalho (gira). 
Para preparar seu banho, você precisará ter as ervas frescas lavada ou ervas 
secas, água quente (um litro será suficiente) uma bacia (pode ser de ágata ou uma 
tigela de vidro) e uma vela palito (na cor usada para linha de trabalho). 
Coloque as ervas na bacia, acrescente a água quente, acenda a vela e faça sua 
firmeza. Deixe a vela iluminando seu banho, até acabar. 
Verifique a temperatura da água, se estiver na temperatura agradável (se for 
preciso aquecer, coloque em uma caneca e aqueça no fogão) tome seu banho de 
higiene e depois derrame a água preparada com as ervas do ombro para baixo ou 
segundo orientação do dirigente da casa. 
Firmeza de força 
Antes de sair de casa o médium deverá firmar velas, para direita e para 
esquerda. Caso não possa firmar velas na sua casa, poderá fazer no terreiro. 
Direita: Acender uma vela palito branca, na sua firmeza de direita, perto da sua 
vela de Anjo de Guarda e do copo com água e faça seu pedido de proteção para o 
trabalho (gira). 
Anjo de Guarda – atua irradiando luz de dentro para fora. 
Esquerda: Acenda uma vela palito vermelha e preta, na sua firmeza de esquerda 
e faça seu pedido de proteção para o trabalho (gira). 
Guardião – absorvendo as trevas de fora para dentro. 
 
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Preceito 
Compreender e conscientizar não é proibir. 
Abstinência de bebida alcoólica, 24 horas antes dos trabalhos espirituais é para 
garantir o envolvimento da consciência, antes e durante o trabalho espiritual. 
Referente a relação sexual é porque ninguém sabe que tipo de relação sexual 
que você tem, com quem, se ela é boa ou se é ruim. Na relação sexual há uma 
troca de energia, e se você teve relação sexual 24 horas antes, a energia da outra 
está em você e sua energia ficou nela. Você pode trazer a energia da pessoa ou 
ficar sem a sua energia, sentindo se exausto para o trabalho. 
O mais importante sobre a carne vermelha para o médium que vai incorporar é 
que a carne é de difícil digestão, podendo levar até três horas e meia 
para digerir um bife médio. 
Sabemos que existem vários estudos sobre a energia da carne vermelha e 
tambem sobre a consciência pelos animais, mais isso é uma opção de vida de cada 
um. 
Boas atitudes. 
O cuidado com os pensamentos, palavras e ações não só nas horas que 
antecedem o trabalho espiritual, mais no dia a dia de um médium, é a primeira boa 
atitude a ser repensada. 
Trabalhar a boa energia para irradiar um bem-estar, para si e para os próximos. 
Ingerir alimentos leves e beber bastante água no dia do trabalho, ajuda a ter uma 
circulação energética melhor na incorporação. 
 A questão não é proibir, mas compreender e conscientizar. 
Entrar no terreiro é algo que começa muito antes da sua presença física naquele 
lugar. Você já está entrando no terreiro, muito antes de chegar lá fisicamente, 
está se preparando para isso.Ao adentra no ritual é muito maior do que o espaço e o tempo. Ou seja, aquilo 
que você vai praticar, realizar, ir ao encontro é maior do que o endereço físico do 
terreiro e muito mais do que aqueles instantes, minutos ou horas em que você faz 
parte da gira. 
Principalmente ao médium, seja um médium de incorporação, cambones ou 
ogãs, geralmente há um pedido de que 24 horas antes você se abstenha de 
bebida alcoólica, de carne, principalmente de carne vermelha e relação sexual. 
Porque! 
A questão é compreender, não precisamos nos preocupar se você tomou 
somente uma taça de vinho, ou um copinho de cerveja. Ou se falarmos que você 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
só pode tomar um copo, se você não consegue tomar somente um, toma dois, 
três, e bebeu demais. 
Do que adianta você 24 horas antes não beber e todos os outros 6 dias da 
semana você encher a cara! Não funciona. A questão não é proibir, é 
compreender. 
O preparo 24 horas antes do trabalho espiritual é para garantir que o 
envolvimento da consciência no antes de ir ao terreiro, antes do trabalho 
espiritual, antes da gira de Umbanda. Não é como você ir a farmácia, padaria, 
cinema, shopping ou escola. 
A questão de não ter relação sexual é porque ninguém sabe que tipo de relação 
sexual que você tem, com quem, se ela é boa ou se é ruim. 
Na relação sexual há uma troca de energia, então, se você teve relação sexual 
24 horas antes, a energia da outra pessoa está em você e sua energia ficou nela. 
Trazendo para o terreiro a energia de outra pessoa, ou ficar sem sua energia, e 
dependendo do trabalho mediúnico que irá realizar, você também pode estar 
exausto, cansado, relaxado demais e com carência da sua própria energia que 
ficou com a outra pessoa. 
A carne vermelha é um ponto importantíssimo aos vegetarianos, existe toda uma 
teoria vegetariana a cerca da energia da carne. Existe toda uma teoria a cerca da 
vida dos animais, respeitamos que cada um viva segundo sua consciência. 
O mais importante sobre a carne para o médium que vai incorporar: a carne é de 
difícil digestão. 
As carnes vermelhas para digeri-las, o estômago precisa de quase o dobro de 
ácido que usa para a mesma quantidade de pão, por exemplo. Dependendo do 
metabolismo, uma pessoa pode levar até três horas e meia para digerir um bife 
médio. 
Esse é o ponto mais importante em relação a carne vermelha. 
Não adianta se abster da carne vermelha porque o faz ser melhor e 
espiritualizado serem pessoas vingativas, raivosas, nervosas, rancorosas, 
vaidoso, arrogante. Ninguém se torna mais espiritualizado por deixar de comer 
carne vermelha, carne branca ou qualquer outra carne. 
Veja! Hitler era vegetariano, então se abster de comer carne vermelha será 
porque não tem mais vontade de comer, mas não é se proibir de alguma coisa 
que faz de você uma pessoa melhor, espiritualizado. 
Para um trabalho de Umbanda o maior problema da carne é a digestão. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A quem duvida. Vamos dizer, coma a carne vermelha e venha para o trabalho 
mediúnico e nos diga. Você se sente bem, ou se sente mal? 
Também não adianta evitar a carne vermelha e você comer uma lasanha 4 
queijos inteira logo antes de ir para uma sessão mediúnica. 
Também experimente e diga como fica sua energia quando nos conscientizamos 
e aplicamos os preparos antes do trabalho. 
Então temos 3 preceitos com conscientização ou proibições, a carne, o sexo e a 
bebida alcoólica 
Por dentro do terreiro começa com esse preparo, você está na sua casa se 
preparando. Isso tem a ver com sua alimentação, com seu relacionamento, visão 
de mundo. 
Qual é a importância de um trabalho mediúnico? Se sua conclusão for “É muito 
importante”. Então cada coisa que você melhorar trará excelência para sua 
vivencia espiritual como médium. 
Agora você vai entrar fisicamente. Você já começou essa entrada no momento 
em que está em sua casa se preparando um dia antes. 
Você dormiu e acordou, é dia de gira, dia de sessão, dia de branco, dia de ir no 
terreiro, então é um dia em que você deve ter um cuidado especial. 
Do que adianta não comer carne, não beber, não ter relação, tomar banho de 
erva, acender vela para o anjo da guarda e acordar com o mau humor do “cão”, 
pisa no rabo do gato, discuti com a sogra, briga com a esposa, manda para 
aquele lugar em pensamentos o patrão, destrata o cliente ou vizinho. 
Vai de condução ou carro para o terreiro, xingando o trânsito e tudo o mais. 
Não adianta. Não adiantou nada. Não serve para nada se você não entender que 
aquele dia deve ser mais tranquilo. 
Sabe por que? Porque você não consegue estar tranquilo o tempo todo, nem 
todos os dias, então, ao menos no dia de ir ao terreiro você se esforce para ter 
um dia mais tranquilo, para chegar bem no terreiro, com uma energia boa. 
Para você estar pronto e preparado para levar o seu melhor para dentro do 
terreiro. 
O Templo é a casa do Divino. O Templo é a residência do Sagrado. O Templo é o 
local onde o Santo do Santo está assentado. 
O Templo é a casa de oração onde esta erigido o altar, do alto do Altíssimo, 
Deus. Santos, Anjos e Orixás. 
 
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O Templo é o local onde vamos ao encontro do que há de melhor em você, em 
mim, em todos nós, ao encontro de nós mesmos, ao encontro de Deus, dos 
Orixás, do Sagrado. 
O Templo é o local físico onde nos reunimos, nos encontramos para dar um 
sentido à vida. É o terreiro de Umbanda, não importa se é pequeno, no quintal de 
casa, um quarto ou uma sala em que você mexe nos cômodos, ou se é um 
grande Templo onde todos se reuniram e construíram. Importa a energia. Importa 
você entender que aquele lugar é sagrado. 
O Sagrado é sua vida consagrada e o espaço dedicado a vida consagrada para 
quem faz daquele lugar, um lugar sagrado. 
Aquele lugar passa por um ritual de consagração e faz desse lugar, o sagrado, é 
importante compreender isso. 
Quando você chega no endereço físico do Templo, então você pode entrar com 
sua matéria naquele endereço material, mas não é isso. 
Ir ao Templo é levar toda sua espiritualidade, mediunidade e ancestralidade e 
entrar pelo lado sagrado do Templo. É entrar em outro lugar que não é o lugar 
físico. 
Como é que se faz para entrar pelo lado sagrado do Templo? Você se ajoelha, 
faz o sinal da cruz no chão, que simboliza o pedido de licença as forças do alto, 
embaixo, da esquerda e da direita. 
Você verbaliza que está pedindo licença para entrar nesse Templo, pede licença 
a Oxalá, a Olorum. 
Em alguns Templos se pede licença a Olorum, Oxalá, Ifá, Zambi, Deus e aos 
Guias e mestres protetores dessa casa. Não importa, chegou no Templo você 
deve prestar uma reverência. 
Geralmente essa referência é feita com um ajoelhar, um abaixar. 
Você se abaixa demonstrando sua humildade, demonstrando gestualmente que 
está pedindo licença para entrar lá dentro. Isso é um gesto ritualístico. 
Aprende a ser humilde, a ter reverência, a pedir licença, a entender que antes de 
entrar no sagrado você deve abaixar-se, ajoelhar se, isso é um gesto de 
consciência, de atenção plena. 
Você não entra em um Terreiro como quem entra na padaria, na farmácia, em 
uma lanchonete. 
Precisa parar, precisa estar presente, pedir licença, aguçar sua percepção, tomar 
consciência: Onde estou? Estou no sagrado. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Então você está entrando em um lugar sagrado, e isso muda tudo, muda a sua 
relação com o Templo, com os Orixás, com os guias, sua relação com o sagrado. 
Chegar no Terreiro 
Saudar os pontos de força da Casa: 
Entrada (Zé Pelintra – Salve a Malandragem); 
Tronqueira (Exu, Pombagira e Mirins); 
Cruzeiro (Santas Almas Benditas e Omolu - Atotô); 
Porteira (Orixás da Casa); 
Congar (Olorum, Orixás e suas Entidades – Bater Cabeça); 
Tambores (Cabloco Ogã); 
Altar Cigano (Egunitá (Santa Sara Kali), Cigano e Cigana daCasa e seu Cigano 
e Cigana - Optchá) 
Vestimenta - Qual o significado da roupa dos médiuns? 
 
Umas das dúvidas que permeiam a consulência e as pessoas que visitam o terreiro 
de Umbanda é o traje do sacerdote e da corrente mediúnica. 
E é de se entender essa curiosidade, afinal, em toda gira lá estão sacerdote e 
corrente mediúnica trajados em um branco impecável e bem-apessoados em suas 
indumentárias. Mas, por que eles se vestem assim? Existe uma razão? Um 
fundamento? 
Para entender um pouco mais sobre isso elencamos alguns tópicos. 
GUARDA ROUPA DIFERENTE 
As vestes usadas nos trabalhos mediúnicos não devem em hipótese alguma ser 
usadas em outras ocasiões, ou seja, seu pano de cabeça, sua calça ou saia e etc 
não devem servir para um passeio no parque ou qualquer outra ocasião senão a de 
terreiro. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Portanto é comum que os médiuns cheguem a casa com roupas comuns e só no 
templo trocam-as para os trajes adequados. Isso faz parte do respeito e a 
distinção entre o sagrado e o profano com o qual cada casa precisa se atentar. 
Por isso se você for a casa de um médium de Umbanda (que se empenha em ter 
essa relação com a sua roupa ritualística) provavelmente verá suas vestes de 
terreiro separadas das do guarda-roupa comum. 
TUDO BEM LIMPINHO 
É premissa para todo mundo andar limpo, mas essencialmente as roupas usadas 
nos trabalhos mediúnicos devem ser higienizadas todas as vezes em que forem 
usadas. Desta forma um médium nunca vestirá algo que já tenha sido usado em 
outras giras sem que estas passem pela lavagem. 
A razão disso é que fazendo a assepsia da indumentária, o médium 
consegue eliminar energias e cargas negativas que podem ter se hospedado 
na roupa, é comum também que algumas pessoas as defumem antes de guarda-
las. Contudo, não descartamos que isso é também uma questão de higiene 
extremamente necessária já que o médium trabalha muito próximo dos 
consulentes. 
TODAS AS CORES EM UMA 
O branco é a cor oficial da Umbanda, não só por representar a paz, mas também 
pelo sentido que possui relacionado aos fundamentos da religião. Um deles é que o 
branco é o resultado da união de todas as cores refletidas, sugerindo assim o que 
são as premissas da Umbanda: a junção de influências em uma só crença, a união 
de todos os orixás em um só Deus e de todas as linhas de trabalho em um só 
objetivo o da caridade-amor. 
A cor também contribui terapeuticamente, auxiliando na concentração e inspirando 
bons fluidos, além de que o branco é a cor de Pai Oxalá, regente da fé, do sentido 
religioso e da criação deste mundo. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação para costura de uniforme Tenda Espírita Nossa 
Senhora da Piedade. Foto: TENSP 
 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TORÇO E FILÁ 
Tanto torço como o filá tem como função proteger a coroa ou ori (cabeça) da 
pessoa. O conceito de coroa possui interpretações diferentes dentro da umbanda e 
demais religiões, sendo o mais comum na Umbanda a explicação onde diz-se que a 
cabeça é um ponto de contato entre o astral e nós. Seria como se o médium 
recebesse a energia astral por meio da coroa para só depois emanar aos 
consulentes. 
 
Filá – homem/ Torço – mulher 
Para esses ornamentos também 
se atribui a filtração de formas 
de pensamento e projeções 
mentais ruins, além de que seu 
uso pode significar respeito as 
forças espirituais e divinas 
presentes no local. 
É importante lembrar que essas 
são algumas considerações que 
explicam parte do fundamento pelo qual os médiuns usam determinadas roupa, 
contudo há também as variações que vão acontecer de acordo com o que cada 
casa acredita e insere como significativo a seus filhos. 
Elementos de trabalho; 
Os Colares de contas; 
O uso de colares, pulseiras e talismãs é tão antigo quanto a própria humanidade. 
https://umbandaead.files.wordpress.com/2016/02/omolu-37.jpg
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Todos os povos antigos pesquisados adotavam o uso de colares confeccionados 
com sementes, pedras roladas, seixos, dentes de animais, pérolas, penas, pedaços 
de ossos ou de madeiras esculpidas, conchas, unhas de certos animais, cabelos 
humanos ou crinas de animais trançados, etc. 
São tantas as coisas usadas na confecção de colares que não nos é possível listar 
todas. O uso com respeito de colares confeccionados de forma rudimentar se perde 
no tempo, tendo começado em eras remotas, quando ainda vivíamos em cavernas 
ou éramos nômades, mas precisávamos de protetores contra o mundo sobrenatural 
inferior ou contra o perigo de animais e insetos venenosos ou os malefícios feitos 
por outras pessoas, etc. 
Então, que fique claro aos umbandistas que o uso de colares ou "guias de 
proteção" não é uma coisa só da Umbanda ou dos cultos afros aqui estabelecidos. 
Inclusive, os índios americanos também usavam e ainda usam colares, braceletes, 
pulseiras e talismãs, tal como fazia e faz o resto da humanidade. 
Os padres da Igreja Católica usam rosários, crucifixos pendurados no pescoço (um 
colar, certo?), escapulários, etc., assim como todos os sacerdotes da maioria das 
religiões atuais o fazem com seus colares consagrados. Enfim, não há nada de 
excepcional, incomum ou fetichista no fato de os médiuns umbandistas usarem 
colares de proteção ou de trabalhos espinituais quando incoporados pelos seus 
guias. 
O uso de colares era tão comum na Antiguidade que originou a ourivesaria e a 
joalheria como indústrias manufaturadoras de colares, pulseiras, Draceletes, 
talismãs, tiaras, etc., para atender aos sacerdotes e aos fiéis ais abastados que 
preferiam ter objetos de proteção confeccionados com Pedras e metais preciosos e 
de difícil aquisição pelo resto dos membros dos clas ou tribos do passado. 
Reis, rainhas, príncipes, imperadores, ministros, etc., que formavam a elite dos 
povos antigos, não usavam colares comuns ou de fácil confecção, mas recomiam a 
artesãos especializados para confeccioná-los, tomando a precaução de terem 
colares únicos e de mais ninguém. Cadáveres eram enterrados com colares, 
talismãs, etc., pois precisavam proteger seus espíritos no mundo dos "mortos", 
assim como haviam precisado deles aqui no mundo dos "vivos", e isso acontece até 
os dias de hoje na cultura ocidental crist, na qual o uso antigo de colares mágicos e 
protetores perdeu seus fundamentos, sendo substituídos por gravatas, lenços, 
cachecóis, fitas, etc. que envolvem o pescoço dos vivos e dos cadáveres, certo? 
Portanto umbandistas, não se sintam constrangidos (as) por usar em público 
colares ou "guias", pois não é em nada diferente do que todo mundo faz. 
O comentado até aqui é história e fato comprovável observando os sacerdotes e 
fiéis de todas as religiões que, sem se aperceberem disso, usam esse recurso 
mágico para se proteger do mundo sobrenatural. Logo, o uso c guias ou colares, 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
braceletes, pulseiras, tiaras (proteção à cabeça ou coroa), etc., tem fundamento 
mágico e deve ser entendido e aceito por todos os umbandistas como um dos 
fundamentos mágicos da nossa religião. 
Desde do seu início, fomos instruídos a usá-los pelos nossos guias espirituais, que 
os consagram e os usam durante os passes mágicos energéticos dados nos 
consulentes em dias de trabalho. 
Só que a maioria dos umbandistas compra colares, braceletes, pulseiras, talismãs, 
etc. sem saber ao certo quais são seus poderes ou usos mágicos. E vemos muitos 
médiuns com muitos colares belíssimos no pescoço, mas que, se perguntados 
sobre o porquê de usarem tantos de uma só vez, responderão que seus guias 
espirituais lhes pediram. 
E, se perguntados sobre os fundamentos de cada um deles, infelizmente não 
saberão dizer quais são, porqueisso não é ensinado regularmente na Umbanda e o 
pouco que sabem foi ensinado por seus guias espirituais. Na Umbanda não existem 
muitas pessoas preocupadas com os seus fundamentos divinos, espirituais, 
mágicos, litúrgicos, etc., e todos querem resultados" e ponto final. 
Só que isso, essa falta de preocupação com os fundamentos, está deixando de 
lado importantes conhecimentos e fazendo com que objetos mágicos sagrados 
sejam utilizados de forma profana e objetos profanos sejam usados como se 
fossem sagrados, pois já não há informações correntes e de fácil acesso aos 
médiuns umbandistas, ensinando-os corretamente e esclarecendo sobre quando e 
como usar colares, braceletes, pulseiras, talisms, etc. 
Recomendamos a leitura do livro “CONSAGRAÇÕES UMBANDISTAS” de Rubens 
Saraceni. 
Bem, vamos aos fundamentos ocultos dos mistérios dos colares, dos braceletes, 
das pulseiras, dos anéis, das tiaras e dos talismãs. 
1- Um colar, anel, bracelete, pulseira e tiara ou "coroa'" é em si um "círculo" 
2- Por círculo estável entendam aquele que tem forma imutável (anéis e 
coroas). 
3- Por círculo maleável entendam aquele que é flexível e movimenta-se, abre-se 
ou fecha-se segundo os movimentos do seu possuidor, (colares, braceletes e 
pulseiras). 
4- O círculo é um espaço mágico. E, porque é um, então pode ser consagrado e 
usado para uma ou mais funções pelo seu possuidor porque torna-se em si 
um espaço mágico ativo e funcional muito prático e fácil de ser usado. 
5- E certo que esse fundamento só era conhecido dos grandes magos da era 
cristalina e perdeu-se quando ela entrou em colapso, restando o conhecimento 
aberto ou popular de que eram poderosos protetores contra inveja, mau-
olhado, fluidos e vibrações negativos, encostos espirituais e magias negativas. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
Para que servem os Colares Contas ou Guias 
Um colar é em si um círculo e é um espaço mágico poderoso, se for consagrado 
corretamente. 
Então, supondo que os seus colares tenham sido consagrados corretamente, 
vamos aos comentários necessários para que você comece a usá-los com mais 
respeito e trate-os como objetos sacros de sua religião: a Umbanda. 
Bem, o fato é que o círculo é um espaço mágico, e um colar é um círculo, ainda 
que maleável, pois se movimenta ao redor do pescoço da pessoa que o está 
usando. Por isso, chamamos os colares de círculos maleáveis. 
E, por ser um espaço mágico fechado, se devidamente consagrado, é um espaço 
mágico permanente e que "trabalha'" o tempo todo recolhendo e enviando para 
outras dimensões ou faixas vibratórias as cargas energéticas projetadas contra o 
seu usuário. Como ele é um círculo, então o espaço mágico formado dentro dele é 
multidimensional e interage com todas as dimensões, planos e faixas vibratórias, 
enviando para eles as cargas energéticas projetadas contra seu usuário. 
E quando o seu usuário o coloca no pescoço, ele começa a puxar para dentro do 
espaço mágico (que é em si) as irradiações projetadas desde outras faixas 
vibratórias negativas, dimensões ou planos da vida. recolhendo-as e enviando-as 
de volta às suas origens. 
Consagrar uma guia, como são chamados os colares dentro da Umbanda, é um 
procedimento correto, pois somente ele estando consagrado poderá ser usado 
como protetor ou instrumento mágico nas mãos dos guias espirituais. 
O procedimento regular tem sido o de lavá-los (purificação), de iluminá-los com 
velas (energização) e de entregá-los nas mãos dos guias espirituais para que sejam 
cruzados (consagração). Eventualmente são deixados nos altares por determinado 
número de dias para receber uma imantação divina que aumenta o poder 
energético deles. 
Os guias espirituais sabem como consagrá-los espiritualmente, imantando-os de 
tal forma que, após cruzá-los, estão prontos para ser usados pelos médiuns como 
filtros protetores ou pelos seus guias como instrumentos mágicos, ainda que só 
uma minoria dos guias os utilize efetivamente com essa finalidade e a maioria os 
prefira como para-raios protetores ou descarregadores das cargas energéticas 
negativas trazidas para dentro dos locais de trabalhos espirituais pelos seus 
consulentes. 
Os procedimentos consagratórios dos colares usados pelos umbandistas têm 
sido estes e poucos têm mais alguns outros. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Eles têm ajudado os médiuns durante seus trabalhos e auxiliado os consulentes 
a se proteger das pesadas projeções fluídicas que recebem de pessoas ou espíritos 
no dia a dia. 
Mas esses cruzamentos ou consagrações, com finalidades especificas e com 
imantação espiritual, são apenas o lado aberto ou exotérico. Numa escala de 0 a 
100, só obtêm 10% do poder dos mesmos objetos que se forem consagrados 
internamente ou receberem uma consagração completa, terão 100% de poder. 
Os guias espirituais, quando consagram colares para os seus médiuns ou para 
os consulentes, para serem usados como protetores, imantam esses colares com 
uma vibração específica que os tornam repulsores ou anuladores de projeções 
energéticas negativas, mas não os tornam espaços mágicos em si porque, para 
fazerem isso, teriam de ir a locais específicos da natureza e, ali, abrir campos 
consagratórios também específicos, ou durante o ritual de consagração do amaci, 
imanta-los no momento de lavar o ori e as vibrações divinas dos seus Orixás 
correspondentes, dotando-os de poderes mágicos multidimensionais. 
Mas, como os fundamentos consagratórios internos estavam fecha dos ao plano 
material até agora, então eles faziam isso de forma velada quando seus médiuns 
iam oferendá-los, ou aos Orixás, nos campos vibratórios na natureza. 
Os guias espirituais sempre respeitaram o silêncio sobre a consagração interna e 
sempre fizeram o que tinham de fazer de forma que os seus médiuns não 
percebiam que, ao tirarem os colares do pescoço, trabalhando-os na verdade 
estavam imantando-os com as vibrações elementais e divinas existentes nos 
pontos de forças da natureza. 
Então, agora você já sabe que o seu colar de cascalho de pedra, cristais, 
porcelana, sementes, dentes, etc. não é só um adereço de enfeite ou identificador 
dos seus Orixás ou de seus guias espirituais, mas que, se corretamente 
consagrado, é um espaço mágico circular, certo? E também sabe que, se for 
confeccionado com elementos colhidos na natureza, ê mais poderoso que os feitos 
com elementos artificiais ou industrializados. 
As Cores de Colares ou Guias. 
POR RUBENS SARACENI 
Comentar sobre as cores do Orixás é o mesmo que tentar equilibrar-se e manter-se 
ereto na crista de uma onda ou parar todos os movimentos no meio de um ciclone, 
pois nenhum Orixá tem uma única cor. 
 
Isto tudo é apenas fruto da tentativa de individualizar o geral e generalizar o 
individual. 
 
 
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Como dar cor a uma energia? Desde Oxalá, no extremo positivo, até Omolu, no 
extremo negativo, todos trazem em si tantas cores que, por não serem visíveis aos 
olhos humanos e serem ainda desconhecidas, é-nos impossível comentá-las. 
Afinal todo Orixá é um mistério em si mesmo, e, por ser um mistério, por sua 
própria essência divina, assume a cor que lhe atribuem, além de todas as outras, 
pois um mistério é a Manifestação Divina do Divino Criador, tornada visível aos 
olhos humanos, os quais, por mais que estudem, jamais serão capazes de penetrar 
no interior de um mistério para desvendá-lo. 
Em verdade, um Orixá irradia todas as cores, pois irradia em todas as sete faixas 
ou padrões vibratórios, e cada tipo de vibração, ao graduar a velocidade do giro, 
pode ser para mais ou para menos, dá uma cor a cada um dos elementos 
irradiados na forma de energias. 
 
Por isso, uns dizem que Ogum é azul e outros dizem que é vermelho. Ou uns dizem 
que Xangô é vermelho e outros dizem que é marrom. 
Os Oguns individualizados assumem a cor vermelha,na Umbanda, porque o 
próprio astral aceitou essa classificação que fixaria a sua identificação e facilitaria 
seu entendimento. E o mesmo ocorreu com o marrom de Xangô. 
Mas nós sabemos que as cores dos Oguns variam de acordo com a faixa vibratória 
em que atuam. E o mesmo acontece com todos os Orixás, pois temos Iansãs que 
irradiam a cor amarela, a cor vermelha, a cor azul, a cor cobre, a cor dourada, etc. 
Logo, discutir a cor dos Orixás é um assunto ainda desconhecido no plano material. 
O comprimento de onda ou a velocidade da irradiação é que determina se uma 
energia irradiada é azul, verde ou vermelha. E o comprimento de onda ou 
velocidade obedece ao tipo de elemento e ao padrão vibratório da faixa por onde 
ele está sendo irradiado. 
Agora passaremos aos nossos amados filhos-de-santo e filhos-de-fé, as cores que 
temos permissão de revelar, e que, se estudarem um pouco acabarão descobrindo 
fundamentos profundos no campo das irradiações energéticas que começam a 
acontecer após nossos “pedidos” e orações, invocações e firmezas, irradiações e 
cantos. 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Portanto, fiquem com as cores que já se tornaram padrão, e está tudo certo para os 
nossos amados Orixás, uma vez que eles querem vê-los a partir de sua fé, que 
deve ser pura e imaculada. 
Normalmente, consagram-se ou cruzam-se colares a pedido dos guias espirituais e 
cada linha tem suas cores específicas, iguais aos dos seus Orixás regentes. 
Como algumas cores mudam conforme a região, então eventuais alterações de 
cores impedem a uniformização da identificação dos Orixás simbolizados nos 
colares usados pelos médiuns. 
Na confecção dos colares, algumas regras devem ser seguidas: 
Dependendo do ritual de cada terreiro deve ser feita uma firmeza (acendendo uma 
vela e/ou um copo com água, por exemplo) antes de montar a guia. 
Para montar uma guia, deve-se estar em silêncio, com respeito. 
As contas, miçangas, pedras, cascalho, etc. são enfiadas uma a uma no fio. 
Toda guia deve ser fechada, consagrada e cruzada pelo chefe de terreiro, seja pela 
Mãe/Pai Espiritual ou pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro. 
As guias têm que ser consagradas esotericamente e podem ser cruzadas com 
pemba, amaci com as ervas do Orixá, etc. 
Ter uma guia no pescoço, sem esta estar consagrada e imantada não representa 
nada, energeticamente falando. Seria apenas mais um colar. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Como na Umbanda não são cultuados regularmente, alguns orixas foram 
incorporados por nós, pois ocupam polos energo-magnéticos nas Sete Linhas de 
Umbanda. Então vamos dar as suas cores: 
Cores que usamos em nossa casa = “Casa de José E Maria” : 
 Oxalá = branca 
 Iemanjá = azul claro 
 Ogum = vermelho ou azulão 
 Xangô = marrom 
 Iansã = vermelho 
 Oxum = Amarelo 
 Obá = Magenta 
 Oxumaré = Cores do arco-íris 
 Logunã = Azul escuro e branco 
 Egunitá = Laranja 
 Omolu = Roxo ou Branco-Vermelho-Preto 
 Nana = lilás 
 Obaluaiê = Violeta ou branco-preto 
 Exu = preto e vermelho 
 Pombagira = vermelho ou Vermelho e preto 
 Oxóssi = verde 
 
As entidades chefes da Casa de José E Maria recomenda colares de pedras 
naturais, e os dirigentes da casa acataram plenamente a recomendação e usamos 
colares de cascalho de pedras naturais sempre que possível, porque só eles (e 
todos os elementos naturais) conseguem absorver e segurar as imantações divinas 
condensadas nas suas consagrações "internas". 
Contas e outros objetos artificiais ou sintéticos produzidos industrialmente, não 
são capazes de reter as imantações poderosas dessas consagrações internas 
comparado com elementos naturais. 
 
Então, aqui há uma relação das pedras dos Orixás: 
 
 
 
 
 
 
 
Conservação do Colar de Contas ou Guia 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
As guias devem ser tratadas pelos médiuns com todo carinho e o máximo de 
respeito, pois elas representam o Orixá e a segurança do médium. 
O ideal é que a mesma seja guardada sempre enrolada em um pano branco ou 
em um saco de tecido branco, próprio para ela. Não é recomendável colocar outras 
guias com outras energias no mesmo saco ou no próprio pano. Lembre-se que essa 
guia tem um propósito muito especifico. 
Com o tempo a energia da guia acaba ficando saturada, sendo necessário 
novamente carregar suas energias, repetindo o passo da Imantação. Não será 
necessário limpá-la, a não ser que você ache que o melhor é que ela seja “reiniciada” 
ou que esteja tão carregada que não é possível recuperá-la. 
Nesse último caso, você pode tentar novamente refazer a guia, limpando-a ou 
reimantando-a, mas não há extrema necessidade. O uso constante da guia também 
irá impregná-la com suas energias psíquicas, o que fará com que ela tenha uma 
maior afinidade com as suas práticas espirituais ou mágicas e acabe sendo mais 
efetiva. 
Fazendo o mesmo para Guia ou Colar de Esquerda. 
Você pode fazer o mesmo para guias de esquerdas, pretas e vermelhas (raramente 
só com contas pretas), com o mesmo propósito mágico de círculo de proteção 
mágico, mas que será usada para magias mais agressivas ou realmente magias de 
ataque usando de feitiços não-éticos ou de retorno energético violento. 
Guarde essa guia também enrolada ou em um pano preto ou em um saco com 
tecido vermelho por fora e no interior, forrado de tecido preto. 
 
Egrégora e Corrente 
-“Olha a corrente, gente! Vamos concentrar”! 
É muito comum ouvir essa frase durante as giras de Umbanda. 
 
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muitos (até as que falam) não sabe! 
O que é essa tal de “corrente”? Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma 
no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? 
 
Será? Será? 
 
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para 
a “corrente” é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente 
(EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de 
autopreservação. 
 
Essa questão da “corrente” ou egrégora é muito importante e fundamenta para 
todos que estão dentro da casa ou templo de Umbanda em dias de trabalho. 
 
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, vamos considerar um grupo de 
10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO 
IDEAL. Isso é à base de tudo! Assim criamos a egrégora como já vimos antes (pela 
união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de 
mesma sintonia são atraídas para o ambiente. 
 
Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em 
alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns “milagres”, desde que as 
pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por 
receberem um bem). 
 
As entidades ou guias afins penetram e até são atraídas para o interior. 
 
Espíritos perdidos, eguns, perturbadores, obsessores, larvas astrais, e outras 
afinidades de energia densa tendem a ser barradas por uma força invisível (a 
energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver 
“correndo bem”). 
 
Se um espirito inferior for atraída para dentro da egrégora, ele fica de certa forma 
subjugado pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor 
encaminhamento para outros planos espirituais. 
 
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na 
medida de suas possibilidades. 
 
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora 
inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de “abertura”. 
 
Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora. 
 
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente,deve 
ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. 
 
Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é 
uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de 
preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa. 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos 
trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo 
que pode acontecer é acontecer nada. 
 
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das “giras” não for suficiente, várias 
complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o (a) dirigente, 
por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades 
de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por 
assim dizer, as maiores consequências dos trabalhos realizados sem a devida 
segurança. 
 
Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão: 
 
1) Médium dirigente e/ou médiuns não conectados positivamente com suas 
entidades o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e 
insegurança – ANIMISMO. 
 
2) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram 
entrada fácil nesses casos. 
 
3) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade 
física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações 
turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem. 
 
4) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda 
energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os 
médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de 
descarga e desobsessão, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando 
chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia 
positiva da qual, todos poderão desfrutar. 
 
Existem mais consequências que podem acontecer, por exemplo: 
 
1) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium. 
2) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro. 
3) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos. 
4) Problemas começam a surgir na vida material de todos. 
5) Discórdias entre o grupo; começam a gerar desentendimentos maiores. 
6). Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la. 
7) Doenças e dificuldades começam a aparecer. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
8) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou 
impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente 
começam a se consultar em outros lugares). 
9) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e 
desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO 
– ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso). 
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que 
ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também 
é favorecida pelas “firmezas” ou “assentamentos” que devem ser tratados, reforçados 
e respeitados. 
Mais uma explicação importante. Se os assentamentos estiverem bem 
“sintonizados” com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo 
o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão 
meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e 
entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos. 
Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale). Pensamentos (que 
geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos 
Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias 
positivas. 
 
Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for 
maior será a ação dessa energia. 
 
Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se serão 
positivas ou negativas, dependerá de quem as criará. 
 
Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos 
mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar. 
 
Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só 
que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a 
formaram (a não ser em poucos casos), elas correm o risco de serem negativas. 
 
Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre 
a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício 
para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias. 
 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base 
que construirá o verdadeiro Templo ou Casa de Umbanda – aquele onde 
comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais. 
 
A idéia coletiva dessas pessoas é o resultado do nascimento no astral de um 
astrosoma, conhecido como egrégora. Este astrosoma, ou egrégora, protegerá e 
estimulará o plano material da coletividade, analisando os recursos físicos de seus 
membros para que possam vir a serem usados e serem úteis na realização da 
manifestação mediúnica para a pratica da caridade. 
 
A egrégora positivas estimula seus membros a trabalhar e a contribuir de todas as 
formas possíveis, no sentido de evolutivo de todos que frequentam a casa, além de 
atrair novos frequentadores médiuns novo ou consulentes novos. 
 
A lei de afinidade vibratória é plena na formação de egrégoras fazendo valer a lei 
“semelhante atrai semelhante”. 
 
O adepto umbandista deve ser forte e persistente na prática do bem, uma vez 
convicto do que é e do que pratica. VIGIEMOS NOSSOS PENSAMENTOS! 
 
Término do Trabalho 
Organização dos elementos de trabalho 
Saudar o Congar 
Saudar a Tronqueira 
Palmas e cantos, atabaques e sons na umbanda 
Palmas e cantos, assim como a presença de atabaques e dos Pontos Cantados 
dão vida à Umbanda. 
E todos podem auxiliar para que as Giras sejam cada vez mais fortalecidas e 
vibrantes! 
A importância de bater palmas e cantos para acompanhar o toque do atabaque 
junto com quem comanda os trabalhos é essencial na Umbanda. 
A energia gerada pela soma das ações de todos estimula, vibra e modifica os 
ambientes. 
E assim eles se tornam favoráveis à nossa prática religiosa 
São muitas as culturas que fazem uso da música como forma de se religar 
com o Divino. E não apenas com o som, mas com a dança também. 
https://umbandaeucurto.com/a-religiao/o-que-e-umbanda-fundamentos/
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A música, as palmas e cantos, os ritmos, etc, estão aí, desde os tempos mais 
remotos. 
Eles colaboram para criar um vínculo mágico e astral com o plano espiritual. 
E a Umbanda não só reconhece como também faz uso deste mesmo 
conhecimento primordial. 
Todo som produz frequência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e 
na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais. 
Daí a importância dos atabaques (tocado com as mãos dos atabaqueiros ou 
ogãs) 
Dos Pontos Cantados (orações na forma de cântico, com letra e melodia próprias 
a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda 
Dos umbandistas presentes nas Giras, que com suas palmas e cantos ritmados 
auxiliam na composição do ambiente. 
Assim, se um dia você estiver de visita a uma Casa de Umbanda e lá os 
trabalhos usarem ‘tambor’, palmas e cantos, participe! 
Doe seu próprio corpo, com palmas e cantos para ajudar a não apenas segurar a 
corrente espiritual que se sustenta o templo, como também para alcançar as 
diversas esferas do plano espiritual. E não tenha vergonha de soltar a voz! 
A harmonia das palmas e dos sons facilitam para que os médiuns se desliguem 
das distrações terrenas. Assim, podem se concentrar inteiramente no ritmo dos 
pontos. 
Dessa forma, facilitam a incorporaçãodo médium, que fica adormecido 
momentaneamente. 
Assim, todos podem ajudar para que o atendimento espiritual seja o melhor 
possível. 
Todos ajudam a manter os pensamentos focados na energia circundante e na 
alegria de pertencer a esta maravilhosa religião, onde a soma de todos é 
infinitamente maior quando a verdadeira fé nos une! 
Bater palmas no Terreiro: conheça sua importância 
Bater palmas no Terreiro é uma das práticas mais comuns de norte a sul no Brasil. 
A Umbanda é uma religião que, embora em seu início muitos Terreiros não tinham o 
som do atabaque, hoje destaca-se pelo uso dele. As casas que aderiram ao 
atabaque transformaram seus ritos praticamente em 100% musical (Ponto de 
chamada de Guia, de subida de Guias e Orixás, descarrego, Hino da Umbanda, 
http://www.aldeiadecaboclos.com.br/
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
defumação, Ponto de coroação, de Ogans, Ponto de abertura e fechamento), enfim, 
estes são apenas alguns dos exemplos mais comuns. 
Nossa reza é musical, nossa cura é musical, a quebra de demanda é musical, o 
casamento é musical, o batismo é musical, trazemos Orixás com música, os Guias 
com música e nos despedimos deles com música. 
Neste universo, bater palmas no Terreiro é algo tão importante quanto a Curimba. 
As palmas são a extensão do coro, do que está sendo cantado. 
Infelizmente muitos médiuns e frequentadores da assistência pensam que se bater 
ou não palmas, cantar ou não cantar não vai mudar nada. Mas estão enganados, 
pois muda tudo! 
Quando você entra em um Terreiro e vê a harmonia das pessoas cantando e 
batendo palmas em resposta ao coro, você percebe a diferença de energia 
presente. 
Pessoas que ajudam a cantar e bater palmas no Terreiro contribuem diretamente 
para fortalecer a Gira, contribuem para ajudar o Guia que está vindo ou está 
trabalhando. Contribui também para reprender as demandas e descarregos, assim 
como para o rito que está acontecendo. Somos todos em um único trabalho 
espiritual. 
Outra curiosidade sobre palmas é que, para alguns estudiosos, nossas mãos 
também têm chacras, ou seja, carregam nossa energia. Logo, se batemos palmas 
emanando boa energia com nossos movimentos de mãos e sons da boca, estamos 
emanando, irradiando, expandindo nossas intenções no ambiente. É sintonia de 
energia! São as pessoas doando suas energias para a Gira, para os Orixás e para 
os Guias. 
Esta troca de doação, na qual os Ogãs auxiliam os médiuns no trabalho de 
incorporação e os médiuns auxiliam os Ogãs resulta em uma explosão energética. 
Imagine 20 pessoas batendo palmas no mesmo ritmo; isso movimenta muita mais 
energia dentro da Gira do que um cantando para 19. 
Por isso nosso clamor: vamos bater palmas no Terreiro! 
Os Pontos Cantados são para os Orixás, são para os Guias! 
Bater palmas faz a musicalidade religiosa fluir, faz a energia ficar cada vez mais 
forte. Quem ainda não sabe os Pontos pode começar se interessando pelo ritmo 
das palmas. Não bata palmas só quando for seus Orixás ou seus Guias de 
afinidade: bata palmas para todos os Orixás e Guias da Casa, isso é muito 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
importante e fundamental para a força da Gira, além de dizer muito sobre a postura 
do médium. 
Bater palmas no Terreiro faz a musicalidade religiosa fluir, faz a energia ficar cada 
vez mais forte. Lembremos sempre que “tudo é energia”, portanto não se acanhe: 
se está na Umbanda, bata palmas sempre! 
Quanto mais cantamos, mais batemos palmas, mais rapidamente elevamos o 
nível de frequência vibratória das pessoas, fazendo com que, momentaneamente, 
os problemas, a baixa autoestima, as preocupações, sejam esquecidos, pois todos 
começam a prestar atenção no trabalho que está sendo realizado e isso ainda 
ajuda a absorver as informações que estão sendo passadas. 
Com a frequência vibratória estabilizada, os espíritos conseguem se aproximar 
mais facilmente de nós, permitindo assim que o trabalho transcorra com mais 
facilidade e de acordo com o pretendido pelos planos espiritual e material. 
Para acelerar mais ainda o processo, usa-se o atabaque, pois o som emitido pelo 
atabaque ajuda a igualar o ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, fazendo 
com que, por exemplo, para quem chega muito afobado, o ritmo cardíaco é 
normalizado, diminuindo a afobação, ou para quem chega muito para baixo, com o 
aumento do ritmo cardíaco, ajuda na elevação da autoestima. Com base nisso, por 
estarmos cantando e batendo palmas, além de estarmos mudando nossa 
frequência, também estamos praticando caridade, por já estar ajudando outras 
pessoas. 
Com todos participando, batendo palmas e cantando, o clima do terreiro já fica 
muito melhor, pois todos estão ajudando, focados num mesmo objetivo. 
No plano espiritual, os guias preparados para o trabalho, aguardam nossa 
vibração equilibrar-se com a vibração deles, e assim que nossas frequências 
vibratórias começam a se igualar, eles se aproximam e iniciam o processo de 
incorporação. 
Quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, 
estamos dizendo para os guias que já estamos prontos e podemos começar a 
incorporar. 
Normalmente, no processo de incorporação, os guias cantam, muitas vezes para 
si, para que seja mais fácil ainda, e no caso de um guia estar trabalhando no 
desenvolvimento de um cambono, o guia canta para o cambono ouvir o ponto e 
elevar sua frequência para facilitar a incorporação. 
Cantamos também pontos para ajudar a desincorporação, facilitando assim a 
“subida” dos guias que levam com eles todo e qualquer tipo de fluído ou influência 
que possa atrapalhar o médium. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Os pontos cantados trazem mais energia do que podemos imaginar. Por isso 
quando estiver no terreiro, mesmo que esteja fora da corrente, cante, bata palmas, 
eleve sua vibração, assim vc também está praticando a caridade com seus 
irmãos!!! 
Atabaques na Umbanda: função ritualística e importância 
Atabaques na Umbanda é sinônimo de alegria, mas também de respeito à 
ritualistica. 
Vindo da África, o atabaque é um instrumento musical largamente usado em 
quase todo ritual de Umbanda e também em muitas outras religiões de origem afro. 
Dentro de um Terreiro, os atabaques na Umbanda podem agregar energias de 
louvação e invocação dos Orixás e evocação dos Guias Espirituais. 
Além disso, devem ser manuseados e cuidados pelos responsáveis pelos toques. 
E estes são os curimbeiros que devem ser, de preferência, filhos da Casa. 
Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos 
sagrados dentro de um Terreiro de Umbanda. 
São eles que percutem os atabaques na Umbanda, assim como conhecem 
cantos para as partes de todo o ritual umbandista. 
O atabaque se torna um instrumento Sagrado através dos toques e cantos. 
São instrumentos de grande importância dentro da casa, pois são o segundo 
assentamento mais importantes da casa, fazendo parte da Curimba do terreiro e 
dão sustentação aos trabalhos, por isso devemos respeitá-los como se fossem 
Orixás. 
Normalmente em um terreiro, os atabaques são múltiplos de três, mas são os 
guias que definem o número correto a ser utilizado nos trabalhos. O maior dos 
atabaques é o Rum, o segundo, é o Rumpi, o terceiro, e o menor deles, é o Lé. 
 As ordens dos donos de cada atabaque são definidas pelos guias que regem o 
terreiro, podendo eles alterar essa disposição. 
O Rum é sempre tocado pelo ogan chefe e só poderá ser tocado por outro 
ogan desde que o ogan chefe permita. Ele, o Rum, serve para dar os primeiros 
toques nos pontos, repicar e conduzir os trabalhos. O Rumpi é tocado pelo 
segundo ogan, dando o ritmo do toque e mantendo a harmonia. O Lé é tocado 
pelo ogan iniciante, que ainda está em processo de aprendizado, seguindo 
sempre os toques do Rumpi. 
Se um ogan de outro terreiro visitar a casa, este deve pedir autorização ao 
guiachefe para poder tocar o atabaque, e deverá ter permissão do ogan chefe 
https://umbandaeucurto.com/a-religiao/orixas/orixas-quem-sao/
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
para tocar o atabaque, que lhe direcionará ao atabaque próprio para receber um 
convidado (normalmente não é permitido ao convidado tocar no Rum). 
 
 
Existem 3 tipos de atabaques: 
– Rum (grave); 
– Rumpi (médio); 
– Lê (agudo). 
 
O canto e o toque do atabaque fazem parte do ritual de Umbanda, enriquecendo 
e criando condições para os trabalhos práticos. 
Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são essenciais nas 
Giras. 
E é por isso que devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por 
todos. 
O som dos atabaques aguça, prepara e estimula todos para a captação de 
energias. 
Os atabaques na Umbanda acionam vibrações dos planos material e espiritual. 
Com a produção de energia calorífica, através do toque no couro, o atabaqueiro 
fará a mistura com as vibrações das entidades e as vibrações naturais dos 
médiuns. 
Assim, a sua energia e a do Guia irão circular na corrente mediúnica começando 
dos médiuns mais preparados e passando para os iniciantes. 
Em geral, os atabaques na Umbanda são compostos por três partes distintas: 
 Couro animal 
 Madeiramento 
 Ferragens 
Os atabaques devem ter sua afirmação feita por cordas e tranças e devem usar 
couro animal. 
São um dos principais pontos de atração de vibrações de um Terreiro. 
https://tendadesantoanonio.files.wordpress.com/2015/08/atabaque02.gif
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A energia do Orixá/Entidade chamada é captada pelos assentamentos e 
direcionada para o Zelador onde é concentrada e depois lançada para os 
atabaques onde é modulada e distribuída para os médiuns da corrente. 
O responsável pelos atabaques na Umbanda é normalmente uma pessoa 
escolhida no Terreiro que conhece os ritmos aplicados para cada Linha dentro da 
Umbanda. 
Estes instrumentos devem ser tratados com o máximo de respeito e nenhuma 
pessoa desautorizada deverá tocá-los. 
Isso poderia colocar em risco o equilíbrio da Gira e a faixa mediúnica dos 
médiuns da corrente. 
Quando fora de uso, os atabaques devem ser cobertos com pano próprio. 
É importante observar que o toque (volume) dos atabaques na Umbanda 
nunca deve exceder as vozes da corrente. 
Quando o atabaque excede as vozes, a corrente pode se desorganizar e o 
médium pode perder a concentração. 
E isso pode atrapalhar e muito o desenvolvimento dos médiuns e o bom 
andamento do trabalho. 
Com a junção do atabaque e a corrente cantando vibrante os pontos cantados 
faz-se a festa de Umbanda. Esta é que mantém a vibração do Terreiro! 
O que é a Curimba na Umbanda 
Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos 
sagrados dentro de um Terreiro de Umbanda. 
São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), 
assim como conhecem cantos para as muitas partes de todo o ritual umbandista. 
Esses Pontos Cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância 
no decorrer da Gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e 
entendidos por todos nós. 
Funções 
Muitas são as funções que os Pontos Cantados têm. Primeiramente uma função 
ritualística, onde os “marcam” todas as partes do ritual da Casa. Assim 
temos Pontos para a defumação, abertura das Giras, bater cabeça, etc. 
Há também a função de ajudar na concentração dos médiuns. 
Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando 
se desviar do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe 
mediúnico.Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do 
mundo afora. 
Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam 
diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, 
ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior. 
Atuam também nos chacras inferiores (básico, esplênico e umbilical), criando 
condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação. 
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o 
Centro de Umbanda e vão dissolvendo formas/pensamentos negativas, energias 
pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, 
limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a 
realização das práticas espirituais. 
A curimba transforma-se em um verdadeiro polo irradiador de energia dentro do 
Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás. Os Pontos 
transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de 
magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e 
divino. Poderíamos até chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda. 
A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos 
trabalhos espirituais, com os seus Pontos de “chamada das Linhas”, “subidas”, 
“firmezas”, “saudação”, etc. 
Entendam bem, os Guias não são chamados pelos atabaques como muitos 
dizem. Todos já se encontram no espaço físico/espiritual do Terreiro antes mesmo 
do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, 
mas sim como uma sustentadora da manifestação dos Guias. O que realmente 
invoca os Guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos 
vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esses 
sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda. 
Trabalhadores da Curimba 
O que é a Curimba começa a ficar claro, certo? 
Falando agora da função de atabaqueiro e curimbeiro, ou simplesmente da 
função de Ogã como popularmente as pessoas chamam na Umbanda, enfatizamos 
a importância deles serem bem preparados para exercerem tal função. 
Infelizmente ainda hoje a mentalidade de que o Ogã é “qualquer um que não 
incorpore” persiste. Mas afirmamos que o Ogã é peça fundamental dentro do ritual 
e é também um médium intuitivo que tem como função comandar todo o “setor” da 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Curimba. Por isso faz-se necessário que seja escolhido uma pessoa séria, 
estudada, conhecedora dos fundamentos da religião. 
Além disso, o ideal é que o “neófito” que busca ser um novo Ogã procure uma 
escola de Curimba, onde aprenderá os fundamentos, os toques de Nação e “como”, 
“o quê” e “quando” cantar. 
Dessa forma, a Curimba geralmente é composta de: Ogãs Curimbeiros (somente 
canto), Ogãs Atabaqueiros (somente percussão) e Ogãs Curimbeiros e 
Atabaqueiros (canta e toca percussão). 
Analogamente, a Curimba de um Terreiro exerce uma função de suma 
importância. Pois todo o andamento dos trabalhos (Gira) é ligado diretamente a 
Curimba. 
Entretanto, vale também lembrar que a palavra “Ogã”, é de origem Iorubá. 
Aliás, significa em nossa língua “Senhor da minha Casa”. 
Portanto, a Curimba deve ser encarada como uma função de grande honra e 
importância. 
Certamente é obrigação de todo Ogã conhecer os diversos ritmos dos 
Pontos e o momento certo de cantá-los. 
Acima de tudo, devem também saber o nome de todas as entidades espirituais 
que trabalham em seu Terreiro. 
Igualmente, devem saber distinguir rapidamente uma entidade de outra, e saber 
sempre, na ponta da língua, todas as saudações destinadas aos Guias, protetores 
e Orixás. 
Todavia, é muito importante que o Ponto seja cantado de forma correta. 
Nem todos os instrumentos são utilizados nos Terreiros e Centros; o mais comum 
é a utilização somente dos atabaques. 
Mulheres na Curimba 
Dizer o que é a Curimba passa pelas mulheres. Sim, porque as mulheres 
também podem ser atabaqueiras e curimbeiras, SIM! 
O “cargo” de Ogã vem do Candomblé e apenas é dado apessoas do sexo 
masculino. A mulher no Candomblé não toca atabaque, em razão de alguns 
dogmas da religião, principalmente em relação à menstruação. 
Na Umbanda não nos importam dogmas e conceitos do Candomblé, mas sim 
seguimos os nossos, passados diretamente pelos nossos Guias e mentores. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Nunca vimos um Caboclo ou Preto Velho proibindo mulher de tocar atabaque. 
Por isso afirmamos que na Umbanda mulher toca e canta sim e, diga-se de 
passagem, muitas vezes melhor do que os próprios homens! 
Espiritualidade e Curimba 
Por fim, para entendermos o que é a curimba em sua totalidade, queremos fazer 
alguns comentários acerca da espiritualidade que guia os trabalhos da Curimba. 
Muitas Linhas de Umbanda existem no astral e trabalham ativamente nele. 
Existem muitas Linhas de Caboclos, Exus, Pombagiras, etc, que por motivos 
próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de 
frente” dos trabalhos espirituais. 
Também existe uma corrente de espíritos que auxilia nos toques e cantos da 
Curimba. São mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos 
mistérios do “som”. Normalmente apresentam-se com a aparência de homens e 
mulheres negras, com forte complexão física para os homens, e bela, mas 
igualmente forte para as mulheres. Seus trajes variam muito, indo desde a 
roupagem mais simples como um “escravo” da época colonial, como até mesmo o 
terno e o vestido branco. 
São espíritos bondosos, muito alegres e divertidos, que com o cantar encantam a 
muitos no astral. Alguns se fazem presentes auxiliando o toque, outros o canto e 
outros ainda auxiliam a manutenção da energia e sua dissipação dentro do Terreiro. 
Muitas vezes chega a acontecer uma espécie de “incorporação” desses Guias 
com os Ogãs, inspirando-os a determinados toques e cantos. Qualquer pessoa com 
experiência em Curimba pode relatar casos aonde um Ponto vem na hora que ele é 
necessário e depois você simplesmente o esquece. Isso acontece sobre inspiração 
desses mentores. 
Algumas vezes também, em festas de Umbanda e dos Orixás, onde muitos se 
reúnem, percebemos que diversos espíritos chegam portando seus “tambores 
astrais”, percutindo-os a partir do astral, ajudando na sustentação e na energia das 
festividades, potencializando ainda mais os toques dos atabaques e as energias 
movimentadas. Isso é muito comum, por exemplo, nas festividades de Iemanjá, no 
fim do ano. 
Quando os Guias incorporados fazem sua saudação à frente dos atabaques, 
estão saudando as pessoas que tocam, estão pedindo para que as forças 
movimentadas pela Curimba sejam benéficas a todos, mas estão também 
saudando e agradecendo a toda essa corrente de trabalhadores “anônimos” do 
astral. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Estão percebendo como muita coisa foge aos nossos sentidos em uma 
“simples” e humilde Gira de Umbanda? 
Curimba e desenvolvimento 
Compreender o que é a curimba também está ligado a entender sua função no 
desenvolvimento mediúnico. 
Sabemos que esse universo sobre o que é a Curimba muitas vezes é pouco 
explicado, e muitos chegam a defender a abolição dos atabaques dos Centros de 
Umbanda. A isso os próprios Guias e mentores de Umbanda respondem, tanto 
incentivando os toques e trazendo mentores nesse “campo”, como também abrindo 
turmas de estudo de Umbanda e desenvolvimento mediúnico, onde percebemos 
claramente que o “animismo” acontece por despreparo do médium, falta de estudo 
ou orientação e não pelo uso de atabaques. 
Colocar a culpa nos atabaques é como “tampar o sol com a peneira”. Afinal, 
como explicado aqui, o atabaque quando bem utilizado é ótima ferramenta para o 
desenvolvimento mediúnico. 
Médiuns Auxiliares/ Cambonos 
São médiuns de firmeza encarregado de, dentre várias funções, auxiliar os 
médiuns e a Espiritualidade incorporada, bem como fazer anotações, cuidar de 
detalhes da organização do terreiro, dar explicações e assistência aos consulentes. 
Pode ou não incorporar. Alguns são médiuns de desenvolvimento que auxiliam nos 
cuidados da gira. 
O sacerdote 
 Também chamado de pai de santo ou mãe de santo, provedor ou provedora, 
dirigente ou zelador ou zeladora, é o responsável por cuidar de todo o 
funcionamento do culto e da casa, especialmente no cuidado espiritual dos demais 
membros do terreiro. É ele ou ela quem delimita as regras da casa e impõe a 
disciplina. 
Mãe pequena ou pai pequeno 
È aquele que responde em caso de indisponibilidade dos sacerdotes principal. É 
o segundo posto mais importante numa casa de Umbanda, pois na ausência do 
dirigente, seja temporário ou permanente (como no caso de morte) este passa a 
assumir toda a sua responsabilidade. 
Médiuns de incorporação 
São aqueles que trabalham dando passes e consultas para aqueles que visitam 
ou frequentam a casa através de seus guias espirituais. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Médiuns em desenvolvimento 
São aqueles que, como o nome já diz, estão desenvolvendo, se preparando para 
se tornarem médiuns de incorporação e cumprir a função. 
Saudações Orixás 
Oxalá 
Termo: Epá Babá - Exê Babá 
Significado: O senhor realiza - Obrigado Pai 
Expressão Corporal: braços abertos com as mãos espalmadas para o alto. 
Logunã 
Termo: Oiá Tempo 
Significado: Olha o tempo, minha mãe 
Expressão Corporal: movimento circular de uma das mãos apontando para o alto 
com o dedo indicador. 
Oxum 
Termo: Ora ie iê ô 
Significado: Olha por nós mãezinha 
Expressão Corporal: mãos espalmadas e na altura da cintura fazendo 
movimentos circulares simultaneamente. 
Oxumaré 
Termo: Arroboboi 
Significado: Salve o Senhor das águas supremas 
Expressão Corporal: juntar de mãos (não cruzar os dedos) à frente do peito e 
dando uma pequena distância do corpo. 
Oxóssi 
Termo: Okê Arô 
Significado: Dê seu brado, Majestade 
Expressão Corporal: punhos cruzados com o dedo indicador extendido, mãos na 
altura da cintura. 
Obá 
Termo: Akiro Obá Yê 
Significado: Eu saúdo o seu conhecimento, Senhora da Terra 
Expressão Corporal: tocar o chão três vezes com as mãos. 
Xangô 
Termo: Kaô Kabecilê 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Significado: Permita-me vê-lo, Majestade 
Expressão Corporal: tocar a testa com a mão direita, ao mesmo tempo que a 
esquerda toca a nuca. Fazer esse movimento, alternando entre mão direita/testa, 
mão esquerda/nuca e mão direita/ nuca, mão esquerda/ testa. 
Egunitá 
Termo: Kali Yê, minha Mãe 
Significado: Salve a Senhora Negra, Minha Mãe 
Expressão Corporal: com uma das mãos para cima fazer os movimentos para 
frente e para trás três vezes. 
Ogum 
Termo: Patakori Ogum - Ogum Yê 
Significado: Salve o cortador de cabeças - Salve Ogum 
Expressão Corporal: braços cruzados a frente do peito, com os dedos mindinho, 
anelar e do meio encolhidos e os indicadores e polegares estendidos. 
 
Iansã 
Termo: Eparrei 
Significado: Salve o raio, Iansã 
Expressão Corporal: faça o movimento de “mais ou menos” com uma das mãos 
para o alto e rápido ou também com as mãos espalmadas acima da cabeça, com 
movimentos de “mãos trêmulas” e fazendo movimentos circulares. 
Nanã Buroquê 
Termo: Saluba Nanã 
Significado: Salve a Mãe das águas pantaneiras 
Expressão Corporal: braços abertos e mãos espalmadas para baixo, fazendo 
movimento circulares. 
Obaluaiê 
Termo: Atotô 
Significado: Peço quietude meu Pai 
Expressão Corporal: fazer uma cruz no chão com a mão direita. 
Iemanjá 
Termo: Odoyá - Odocyabá 
Significado: Salve a Senhora das águas 
Expressão Corporal: mãos espalmadas para cima na altura da cintura fazendo 
movimentos circulares ou apenas braços abertos com as mãos para o alto. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Omolu 
Termo: Atotô 
Significado: Peço quietude meu Pai 
Expressão Corporal: fazer uma cruz no chão com a mão esquerda. 
Exú 
Termo: LaroyêExú! Exú Mojubá 
Significado: Eu me curvo a Ti, grande mensageiro 
Expressões Corporais: 
1 – Dedos cruzados com as mãos voltadas para o solo, dedão esticados para o 
solo, fazendo movimentos circulares. 
2 – Mãos parcialmente fechadas (encolhidas) apontada para o solo, dedos 
retraídos. Encosta-se as costas das mãos ou os punhos um no outro, três vezes. 
 
 
 
Pombagira 
Termo: Laroyê - Salve as moças 
Significado: Salve Pombagira 
Expressão Corporal: dedos cruzados com as mãos voltadas para o solo, fazendo 
movimentos circulares. 
Exú Mirim 
Termo: Laroyê, Exú Mirim 
Significado: Olhe por mim, Exú Mirim 
Expressão Corporal: 
1 – Dedos cruzados com as mãos voltadas para o solo, dedão esticados para o 
solo, fazendo movimentos circulares. 
2 – Mãos parcialmente fechadas (encolhidas) apontada para o solo, dedos 
retraídos. Encosta-se as costas das mãos ou os punhos um no outro, três vezes. 
Saudações Linhas de Trabalho (Entidades) 
Caboclo 
Termo: Okê Caboclo 
Significado: Dê seu brado, Caboclo 
Expressão Corporal: braços direito a frente do peito, com os dedos mindinho e 
anelar encolhidos e os do meio, indicadores e polegares estendidos e braço 
esquerdo para trás, com os dedos na mesma posição dos da frente. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Preto Velho 
Termo: Adorei as Almas 
Significado: Salve as almas 
Expressão Corporal: fazer uma cruz com as pontas dos dedos no chão com a 
mão direita. 
*Saudação só verbal 
Erê 
Termo: Oni Beijada (Salve as crianças) 
Baianos 
Termo: Salve Nosso Senhor do Bonfim 
Boiadeiros 
Termo: Xetruá (Salve aquele que tem braço forte) 
Marinheiros 
Termo: Salve a Marujada 
Malandros 
Termo: Salve a Malandragem 
Ciganos 
Termo: Optchá (Salve o belo) 
Preceito, a questão não é proibir, mas compreender e 
conscientizar. 
Entrar no terreiro é algo que começa muito antes da sua presença física naquele 
lugar. Você já está entrando no terreiro, muito antes de chegar lá fisicamente, 
está se preparando para isso. 
Ao adentra no ritual é muito maior do que o espaço e o tempo. Ou seja, aquilo 
que você vai praticar, realizar, ir ao encontro é maior do que o endereço físico do 
terreiro e muito mais do que aqueles instantes, minutos ou horas em que você faz 
parte da gira. 
Principalmente ao médium, seja um médium de incorporação, cambones ou 
ogãs, geralmente há um pedido de que 24 horas antes você se abstenha de 
bebida alcoólica, de carne, principalmente de carne vermelha e relação sexual. 
Porque! 
A questão é compreender, não precisamos nos preocupar se você tomou 
somente uma taça de vinho, ou um copinho de cerveja. Ou se falarmos que você 
só pode tomar um copo, se você não consegue tomar somente um, toma dois, 
três, e bebeu demais. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Do que adianta você 24 horas antes não beber e todos os outros 6 dias da 
semana você encher a cara! Não funciona. A questão não é proibir, é 
compreender. 
O preparo 24 horas antes do trabalho espiritual é para garantir que o 
envolvimento da consciência no antes de ir ao terreiro, antes do trabalho 
espiritual, antes da gira de Umbanda. Não é como você ir a farmácia, padaria, 
cinema, shopping ou escola. 
A questão de não ter relação sexual é porque ninguém sabe que tipo de relação 
sexual que você tem, com quem, se ela é boa ou se é ruim. 
Na relação sexual há uma troca de energia, então, se você teve relação sexual 
24 horas antes, a energia da outra pessoa está em você e sua energia ficou nela. 
Trazendo para o terreiro a energia de outra pessoa, ou ficar sem sua energia, e 
dependendo do trabalho mediúnico que irá realizar, você também pode estar 
exausto, cansado, relaxado demais e com carência da sua própria energia que 
ficou com a outra pessoa. 
A carne vermelha é um ponto importantíssimo aos vegetarianos, existe toda uma 
teoria vegetariana a cerca da energia da carne. Existe toda uma teoria a cerca da 
vida dos animais, respeitamos que cada um viva segundo sua consciência. 
O mais importante sobre a carne para o médium que vai incorporar: a carne é de 
difícil digestão. 
As carnes vermelhas para digeri-las, o estômago precisa de quase o dobro de 
ácido que usa para a mesma quantidade de pão, por exemplo. Dependendo do 
metabolismo, uma pessoa pode levar até três horas e meia para digerir um bife 
médio. 
Esse é o ponto mais importante em relação a carne vermelha. 
Não adianta se abster da carne vermelha porque o faz ser melhor e 
espiritualizado serem pessoas vingativas, raivosas, nervosas, rancorosas, 
vaidoso, arrogante. Ninguém se torna mais espiritualizado por deixar de comer 
carne vermelha, carne branca ou qualquer outra carne. 
Veja! Hitler era vegetariano, então se abster de comer carne vermelha será 
porque não tem mais vontade de comer, mas não é se proibir de alguma coisa 
que faz de você uma pessoa melhor, espiritualizado. 
Para um trabalho de Umbanda o maior problema da carne é a digestão. 
A quem duvida. Vamos dizer, coma a carne vermelha e venha para o trabalho 
mediúnico e nos diga. Você se sente bem, ou se sente mal? 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Também não adianta evitar a carne vermelha e você comer uma lasanha 4 
queijos inteira logo antes de ir para uma sessão mediúnica. 
Também experimente e diga como fica sua energia quando nos conscientizamos 
e aplicamos os preparos antes do trabalho. 
Então temos 3 preceitos com conscientização ou proibições, a carne, o sexo e a 
bebida alcoólica 
Por dentro do terreiro começa com esse preparo, você está na sua casa se 
preparando. Isso tem a ver com sua alimentação, com seu relacionamento, visão 
de mundo. 
Qual é a importância de um trabalho mediúnico? Se sua conclusão for “É muito 
importante”. Então cada coisa que você melhorar trará excelência para sua 
vivencia espiritual como médium. 
Agora você vai entrar fisicamente. Você já começou essa entrada no momento 
em que está em sua casa se preparando um dia antes. 
Você dormiu e acordou, é dia de gira, dia de sessão, dia de branco, dia de ir no 
terreiro, então é um dia em que você deve ter um cuidado especial. 
Do que adianta não comer carne, não beber, não ter relação, tomar banho de 
erva, acender vela para o anjo da guarda e acordar com o mau humor do “cão”, 
pisa no rabo do gato, discuti com a sogra, briga com a esposa, manda para 
aquele lugar em pensamentos o patrão, destrata o cliente ou vizinho. 
Vai de condução ou carro para o terreiro, xingando o trânsito e tudo o mais. 
Não adianta. Não adiantou nada. Não serve para nada se você não entender que 
aquele dia deve ser mais tranquilo. 
Sabe por que? Porque você não consegue estar tranquilo o tempo todo, nem 
todos os dias, então, ao menos no dia de ir ao terreiro você se esforce para ter 
um dia mais tranquilo, para chegar bem no terreiro, com uma energia boa. 
Para você estar pronto e preparado para levar o seu melhor para dentro do 
terreiro. 
O Templo é a casa do Divino. O Templo é a residência do Sagrado. O Templo é o 
local onde o Santo do Santo está assentado. 
O Templo é a casa de oração onde esta erigido o altar, do alto do Altíssimo, 
Deus. Santos, Anjos e Orixás. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
O Templo é o local onde vamos ao encontro do que há de melhor em você, em 
mim, em todos nós, ao encontro de nós mesmos, ao encontro de Deus, dos 
Orixás, do Sagrado. 
O Templo é o local físico onde nos reunimos, nos encontramos para dar um 
sentido à vida. É o terreiro de Umbanda, não importa se é pequeno, no quintal de 
casa, um quarto ou uma sala em que você mexe nos cômodos, ou se é um 
grande Templo onde todos se reuniram e construíram. Importa a energia. Importa 
você entender que aquele lugar é sagrado. 
O Sagrado é sua vida consagrada e o espaço dedicado a vida consagrada para 
quem faz daquele lugar, um lugar sagrado. 
Aquele lugar passa por um ritual de consagração e faz desse lugar, o sagrado,é 
importante compreender isso. 
Quando você chega no endereço físico do Templo, então você pode entrar com 
sua matéria naquele endereço material, mas não é isso. 
Ir ao Templo é levar toda sua espiritualidade, mediunidade e ancestralidade e 
entrar pelo lado sagrado do Templo. É entrar em outro lugar que não é o lugar 
físico. 
Como é que se faz para entrar pelo lado sagrado do Templo? Você se ajoelha, 
faz o sinal da cruz no chão, que simboliza o pedido de licença as forças do alto, 
embaixo, da esquerda e da direita. 
Você verbaliza que está pedindo licença para entrar nesse Templo, pede licença 
a Oxalá, a Olorum. 
Em alguns Templos se pede licença a Olorum, Oxalá, Ifá, Zambi, Deus e aos 
Guias e mestres protetores dessa casa. Não importa, chegou no Templo você 
deve prestar uma reverência. 
Geralmente essa referência é feita com um ajoelhar, um abaixar. 
Você se abaixa demonstrando sua humildade, demonstrando gestualmente que 
está pedindo licença para entrar lá dentro. Isso é um gesto ritualístico. 
Aprende a ser humilde, a ter reverência, a pedir licença, a entender que antes de 
entrar no sagrado você deve abaixar-se, ajoelhar se, isso é um gesto de 
consciência, de atenção plena. 
Você não entra em um Terreiro como quem entra na padaria, na farmácia, em 
uma lanchonete. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Precisa parar, precisa estar presente, pedir licença, aguçar sua percepção, tomar 
consciência: Onde estou? Estou no sagrado. 
Então você está entrando em um lugar sagrado, e isso muda tudo, muda a sua 
relação com o Templo, com os Orixás, com os guias, sua relação com o sagrado. 
EQUIPE DE DESLIGAMENTO 
As cinco tarefas da equipe de desligamento 
Somente alguns espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou 
seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. 
A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é 
difícil para nós, que ainda estamos ligados "vibratoriamente" ao planeta. 
Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. 
Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão 
desencarnando. 
Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de completo, eles 
realizam as seguintes tarefas: 
1- Preparação 
O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espirito que desencarnará em 
breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. 
Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das suas últimas tarefas 
e para o último Contato com os que lhe são queridos. 
2- Proteção 
Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em 
"vampirizar" os recém desencarnados. 
A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o 
desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas. 
3- Encaminhamento 
Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local 
onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, 
infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, 
devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. 
Ninguém pode ser levado para planos superiores do Astral sem estar preparado. 
4- Cortando os laços 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
E comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante 
O desligamento. 
A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou 
menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e 
evolução). 
Por isso a presença da mãe, filho(a), irmão, etc, tranquiliza o espírito em processo 
de desencarnação. 
5 – O rompimento do cordão de prata 
A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligada 
de alguma forma à matéria física, seja por amor à família, aos bens, preocupações 
com os que vão deixar, etc. 
Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão 
de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos 
casos) após algum tempo. 
No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Cândido Xavier) os 
espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente. 
O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos 
de espíritos que desencarnarão em um período específico. 
Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de 
outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), 
etc. 
Não tenha medo de morrer e voltar pra casa. Muita paz a todos! 
Fonte: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro. 
MEDIUNIDADE 
Quando um sofre, todos sofrem. Quando um é feliz, todos são. Tudo é UM, tudo é 
BANDA, tudo é UMBANDA. 
Quando conseguirmos unificar, religar, unir UM e BANDA, alcançaremos o ideal 
maior da UMBANDA. 
Dessa união, da percepção de que somos UM com Tudo e Todos, nasce a mais 
bela de todas as doutrinas. 
A maioria vem para Umbanda por causa da mediunidade. Afinal existe o comentário 
muito usado de quem vem pelo amor e quem vem pela dor. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Se você não desenvolver a sua mediunidade, sua vida não vai melhorar. Sua vida 
não vai para frente se você não vier para o terreiro. 
Sua vida não vai sair de onde está se você não incorporar seus guias. Você precisa 
trabalhar para seu guia evoluir. 
É um peso, um carma! A mediunidade é seu carma, porque na vida passada você 
foi ruim, safado, sem vergonha, pilantra. 
A palavra carma aí cada vez mais desgastada. 
Você fez mal para muita gente, agora veio com mediunidade para pagar seus 
pecados de outra vida, uma missão. 
Antes de encarnar você assinou um contrato que você seria um médium. Será? 
Será que é isso mesmo? Será que a mediunidade é um peso, um carma, algo que 
você assinou um documento. 
Será que você veio médium porque era ruim na outra vida? Então todo mundo que 
é médium aqui é porque fez mal a alguém na outra vida? 
E agora temos que fazer o bem? Fazer o bem é uma obrigação? 
Você está fazendo o bem por obrigação? 
Já parou para pensar que a virtude não espera recompensa? 
Já parou para pensar que se você faz o bem esperando algo em troca isso não é 
intrínseco. Sabe o que quer dizer a palavra intrínseco? Isso não é algo seu, não é 
algo que flui, algo que é natural. 
Mediunidade é uma oportunidade de se conhecer, uma oportunidade de ir além, 
oportunidade de querer mais. Todo mundo é médium? 
Quantas dúvidas de mediunidade nós temos? O que você vê, o que enxerga? Qual 
é nossa percepção? 
Será que vemos tudo o que é possível ver? Será que ouvimos tudo o que é 
possível ouvir? Será que falamos tudo o que é possível falar? 
Será que pensamos e sentimos tudo o que é possível? O que é afinal ter olhos para 
ver, boca para falar e ouvido para ouvir? 
Ver o que muito não veem, ouvir o que muitos não ouvem, falar além daquilo que 
você acredita que é possível dizer. 
Isso também é mediunidade, quando você vai além de você mesmo. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Quando teu olhar, sua audição, sua sensibilidade, até seu olfato, transcende, vai 
além de si, é mediunidade. 
Todo mundo pode ir um pouquinho mais, pode ir um pouquinho além. Se você se 
dedicar a isso, já estará fazendo desenvolvimento mediúnico. 
Para o espiritismo, mediunidade é a capacidade de falar com o espírito, ouvir, se 
relacionar, ter algum contato. 
A Umbanda vai além do espiritismo, Umbanda vai além do espírito, além de uma 
realidade unicamente espiritual. Nós somos corpo, mente, espírito, emoção e muito 
mais. Mediunidade é ir além, além da matéria, além do que é palpável, além desse 
mundo. 
É a capacidade de intermediar com qualquer outra realidade além dessa nossa, 
não apenas a realidade dos espíritos, mas das Divindades, Orixás,Encantados, 
Seres dos Reinos da Natureza. 
Tudo isso é mediunidade, de interagir, de intermediar, de fazer qualquer tipo de 
contato além do mundo material, é mediunidade. 
A mediunidade não é um peso, mas quando não sabemos como trabalhar com ela, 
pode se tornar um fardo. 
Muitos se sentem reféns de dores e sentimentos que se manifestam em seu corpo 
sem explicação cientifica, biológica, psicológica ou racional. 
Em muitos momentos da vida, sentimos que há algo de errado em nós, sentimo-nos 
deslocados do mundo, sentimos que falta um sentido ou uma razão para nossas 
vidas. 
Sentimos “coisas” que não conseguimos explicar e, as vezes parece que estamos 
ficando loucos. 
Muitas vezes parece que temos distúrbios bipolares, tripolares, multipolares... 
apenas porque vemos, ouvimos ou sentimos o mundo espiritual. 
Como diria Pai Ronaldo Linares: “Não estamos loucos, apenas descobrimos que 
somos médiuns”. 
Se você dorme e sonha com alguém que já se foi, avó, avô, bisavô, com seu 
mentor, com seu guia e ele te dá em sonho uma informação real de outro mundo, 
outra vida, outro ano, outra realidade. É mediunidade! 
Mediunidade não é apenas incorporar no terreiro, isso é um tipo de mediunidade, 
existem muitos outros tipos. 
O que é esse negócio que acontece na Umbanda que chamamos de incorporação? 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Veja! Kardec catalogou, identificou, mas a incorporação é uma dessas coisas que 
você não consegue rotular, encaixotar e colocar no seu quadrado. 
E a primeira coisa e mais importante é que tudo o que dissermos aqui não será 
suficiente para explicar o que é a incorporação. 
A experiência de incorporação é tão antiga e tão ancestral. 
A incorporação por si só é um fenômeno místico, por meio dela você vai ao 
encontro daquilo que lhe é sagrado. Existem muitos tipos diferentes de 
experiências. 
A incorporação é uma experiência religiosa que transcende todas as explicações. 
Podemos dar uma explicação técnica, que no momento da 
incorporação há um acoplamento áurico, um acoplamento 
energético. 
É um ser vivo que se permitirá ser guiado por um outro ser 
vivo e isso é o processo da mediunidade, o processo da 
incorporação. 
Cavalo é uma maneira de identificar o médium. No espiritismo costuma-se falar 
muito em aparelho, mas aparelho é algo frio e sem vida. Cavalo é vivo, pronto para 
ser domado, domesticado, adestrado, doutrinado, isso é desenvolvimento 
mediúnico. 
O espírito que incorpora não entra, fica aqui do lado, fica junto acoplado. No 
momento do transe o espírito do Caboclo está aqui, e o seu também. 
Os dois estão ao mesmo tempo. Você e o Preto Velho, o Marinheiro, o Baiano, Exu, 
você e a Pombagira ao mesmo tempo compartilhando essa experiência. 
Isso é chocante para o médium em desenvolvimento, é o maior conflito dentro da 
religião, é quando você começa a se questionar: será que sou eu, ou será que é o 
Guia? Quem não passou por esse questionamento? 
Perca-se de si mesmo e se entregue em amor e confiança naquele que irá te guiar 
a lugares onde você não iria sozinho. Ele toma a frente. 
Agora, esse carro, esse veículo mediúnico, tem um condutor e você vai aprender a 
deixar que ele conduza. Vai aprender a ficar quietinho. 
Você rezou, evocou, chamou, a Divindade, o Orixá, o Caboclo veio e agora ele está 
aqui. É místico, o encontro do homem com o Sagrado, de tal forma que ele não 
sabe mais se é ele o Sagrado ou o Divino que está aqui. 
É uma experiência que não pode ser reproduzida por palavras, você não consegue 
explicar. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Muitas pessoas têm mediunidade de incorporação passam por essa experiência, 
mas cada pessoa sente de uma maneira diferente esse tipo de experiência. 
É incrível, você está em contato com o seu Mestre pessoal. 
 
 
 
 
QUANDO O CORPO É O TEMPLO 
 
 
 
 
 
 
Incorporação, esse tipo de experiência religiosa é a mais forte de todas as outras 
experiências religiosas, porque você está em transe 
mediúnico, você está em estado alterado de consciência, 
está em outra realidade. 
Na maioria das religiões o adepto fiel, o religioso deve se 
abstrair de si mesmo e deve ele alcançar a Divindade que 
está lá no céu. 
Divindade está longe e o religioso precisa alcançar a 
Divindade. 
Mediunidade é a capacidade de intermediar entre duas 
realidades ou mais especificamente entre o plano material e o espiritual, mas não 
apenas (como é possível observar no texto Médium: Uma Pessoa interexistente, de 
Chico Xavier). 
Na umbanda também intermediamos com realidades da natureza e outras 
dimensões paralelas à humana. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Reconhecer nossa mediunidade é reconhecer que de alguma forma podemos 
sentir, ver ou interagir com o que está no plano astral ou espiritual. 
Todos são médiuns! Nem todos são médiuns de incorporação ou psicografia, mas 
todos sentem de alguma forma o que é do mundo astral. 
Alguns em sonho, outros por uma percepção ou ainda aquela “intuição”. 
Sentir uma presença indesejada, uma energia ruim ou boa, por exemplo, é uma 
experiência mediúnica. 
Quantas vezes acordamos muito bem e durante o dia nós encontramos “aquele” 
amigo que só faz reclamar da vida, o Hard, (Quem se lembra do desenho animado 
da dupla Lippy e Hard? “Eu sei que não vai dar certo... Oh... Vida... Oh... céus... 
Oh... azar...! ”). 
Após o encontro nos sentimos energeticamente pesados, com cargas negativas 
(“carregados”) que foram absorvidas mediunicamente e ainda ouvimos a afirmação: 
“- Que bom encontrá-lo (a), estou até me sentindo melhor. ” 
Você é que não pode dizer o mesmo. 
Isso é uma transferência de energia que acontece entre nossos campos 
magnéticos de energia (campo áurico), se dá naturalmente, e uns tem maior 
capacidade de absorção, são verdadeiras esponjas de energia, ficando depois a 
necessidade de descarregá-las, o que pode se fazer por um passe, um banho de 
ervas, uma defumação, uma visita à natureza etc. 
O Hard do desenho animado é uma hiena, que como todas as outras se alimentam 
de “carcaça”, procuram carcaças e as vampirizam. 
Há nesta situação um prazer mórbido em reclamar de tudo, um prazer mórbido no 
negativismo, um vício comportamental que se sustenta por dependência química 
nas substâncias que o cérebro produz aliada a obsessões espirituais com entidades 
afins ao comportamento do “cidadão”. 
 Vir pelo amor é dar vazão ao encantamento pela religião, é se identificar de 
imediato e sem a necessidade de nenhuma explicação racional: simplesmente 
querer ser e estar na Umbanda. 
“Vir pela dor” pode significar suprir a necessidade de um sentido para a vida, ou a 
cura para as dores físicas, morais, emocionais e espirituais. 
A Umbanda, através dos seus guias e mentores abrem fazem o médium despertar 
para uma nova consciência, onde descobrirá maneiras de viver melhor, com mais 
qualidade de vida em qualquer circunstância. Isso implica no aprendizado constante 
de valores maiores que tudo aquilo que pode ser passageiro nesta vida. 
 
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Alguns tipos de mediunidade 
Incorporação – também chamada de 
“psicofonia”, é o ato de dar a passividade para 
que espíritos se comuniquem com os demais 
através de seu corpo e principalmente que 
possa se manifestar verbalmente através do 
médium. É a mediunidade mais comum dentro 
dos centros de Umbanda. 
A grande diferença entre psicofonia e 
incorporação é que esta última vai além da 
“fala mediúnica” para afirmar-se como uma caracterização total da 
entidade com a matéria de seu médium. 
A entidade incorporada se comporta como se estivesse encarnada no 
corpo de tal médium. 
O que é preciso para incorporar? 
Em primeiro lugar é preciso manter a mente aberta e querer viver 
plenamente esta experiência. Trata-se de um processo em que poderá 
haver a necessidade de lidar com seus próprios bloqueios e dificuldades.Desenvolver a mediunidade é descobrir esta parceria e descobrir como 
se relacionar de uma forma tranquila com algo tão complexo, louco ou 
quase surreal como a incorporação de um outro ser em seu corpo e 
ainda compartilhar seus sentimentos e pensamentos com os sentimentos 
e pensamentos deste outro, que na verdade é um mestre para a vida. 
Psicografia –é a escrita mediúnica, em que os espíritos escrevem 
através do médium. 
Que consagrou o médium Chico Xavier, 
apesar de ele ter manifestado em vida quase 
todos os tipos de mediunidade (com mais de 
460 livros psicografados pelos espíritos), 
característica dos nossos irmãos Kardecistas 
e que hoje tem aparecido na Umbanda através 
de nosso irmão Rubens Saraceni (mais de 70 
livros psicografados e algo em torno de trinta 
editados). 
 
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Pictografia – pintura mediúnica. Muito bem apresentada por Gaspareto. 
Pintura mediúnica, na qual um espirito toma a função motora do médium, 
de forma mecânica para pintar uma tela que demonstre a imortalidade da 
alma daquele artista que se manifesta. 
Clariaudiência – audição mediúnica, dom de ouvir a voz dos espíritos. 
Clarividência – é a visão mediúnica, quando se vê o “mundo astral”. 
Vidência – visão mediúnica com imagens que se formam mentalmente e 
que têm algum contexto com a realidade ou o mundo astral. 
Inspiração ou irradiação – quando sutilmente e conscientemente o 
médium recebe comunicações do astral. 
Desdobramento ou projeção astral – ainda conhecido como viagem 
astral, é o ato de sair do corpo material com seu corpo perispiritual para 
realizar tarefa no astral, a maioria de nós a realiza naturalmente 
enquanto dorme, tem ainda pequena diferença da projeção mental em 
que apenas a mente, sem o invólucro perispiritual, vai até certo local 
buscar informações e viver certa experiência. 
Muito estudada e difundida por Wagner Borges (www.ippb.org.br), que 
faz “viagem astral” espontaneamente desde criança e ensina as pessoas 
a fazerem também. 
Psicometria – é uma leitura do registro astral e temporal que fica em 
cada objeto revelando seu histórico. 
Psicofonia – é a fala mediúnica, a comunicação por meio do aparelho 
vocal do médium. 
Xenoglossia – é o ato de falar em outras línguas, como na noite de 
pentecostes. 
Clariolfativo – capacidade de sentir aromas do mundo espiritual. 
Clarigustativo – capacidade de sentir o gosto de algo não material. 
Materialização – De pessoas ou objetos, acontece com médiuns que 
tem o dom de doar muito plasma de si e este vai recobrindo o corpo 
perispiritual até que se veja nitidamente sua presença no mundo físico 
material (ficou muito conhecida por médium Peixotinho, de Macaé, RJ, 
 
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que a realizou na década de 1950: Chico Xavier também realizou 
sessões com seu grupo e outras junto com o próprio Peixotinho). 
Existe ainda a materialização por transporte de objetos, um pouco 
diferente de plasmar, quando o médium tem o dom de desmaterializar 
algo em algum local físico e materializar em outro local. Muito conhecida 
através da médium Adelarzil (faz materializações no algodão). 
Telecinesia – é o dom de realizar efeitos físicos, como mover objetos ou 
apagar luzes. 
Podemos considerar ainda o benzimento como um fenômeno mediúnico, 
já que envolve entidades do astral e movimentação de forças espirituais. 
Esses dons não deixam de ser metafísicos; aqui são colocados todos 
como mediúnicos por estarem sob orientação e direção de entidades 
guias no astral. 
O médium inconsciente? 
E aí todo mundo quer ser médium inconsciente e tem uma aura que o médium 
inconsciente é o médium infalível, aquele médium forte e o médium consciente não, 
é mais café com leite, mas fraquinho. 
Onde iremos chegar com isso? O que é afinal, o médium inconsciente? Você 
somente sabe uma única coisa, o médium inconsciente é aquele que quando 
desincorpora ele fala: Não lembro. Só isso. 
No momento em que ele está incorporado você não sabe como está acontecendo, 
você não sabe qual a mecânica da incorporação. 
Porque ele pode ter uma mesma mecânica, uma mesma estrutura, mesma 
fisiologia mediúnica de incorporação, igual ao médium semiconsciente e quando 
desincorpora ele diz: não lembro de nada. 
Então, isso basta para dizer que ele é inconsciente, quer dizer, ele não se lembra. 
Existe um mito de que o médium inconsciente não atrapalha o trabalho do guia e o 
médium inconsciente atrapalha. 
É como se o médium inconsciente fosse alguém que você tira totalmente dali, como 
se a manifestação fosse pura, sem ele. Não há manifestação pura. Você sempre 
está ali, mesmo inconsciente, inconscientemente você está ali. Você é um filtro, não 
tem o Guia sem você. 
A Entidade incorporada está usando o seu mundo, a sua realidade, sua linguagem. 
Se esse espírito é um Caboclo, ele fala que é o Caboclo Tupinambá, Aimoré, Pena 
 
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Branca, Ubirajara, Urubatão. Cabocla Jandira, Jacira, Indaiá. Você não sabe, as 
Entidades de Umbanda são anônimas. 
Ele diz: Eu fui Gabriel de Malagrida, mas me chame Caboclo das Sete 
Encruzilhadas. Não é nome, isso é apenas uma identidade de energia, de vibração, 
Pena Verde, Pena Amarela, Roxa, é anônimo, você não sabe quem ele é. 
Eles tiveram muitas vidas, e as vidas que eles tiveram não é a sua vida. Então, a 
Entidade que chega para incorporar toma ciência do seu mundo, da sua realidade, 
do seu universo e geralmente o seu Guia é seu Mestre pessoal, ele acompanha sua 
encarnação. 
Ele utiliza sua garganta, sua voz, para falar, seus olhos para ver, suas mãos. Não 
tem uma pureza na manifestação, o que tem é um aprendizado. Aprender a ficar 
quietinho observando. 
É como se fosse uma terceira Entidade. Eu sou uma, o Guia é outra e a 
incorporação, o resultado final é uma terceira. 
Médium seja inconsciente 
No caso o médium seja inconsciente, inconscientemente ele está presente. Não 
tem como ele não estar de jeito nenhum. Inconscientemente você não tem 
consciência, mas você está lá, sua memória, suas palavras, suas ações, seu 
mundo. 
O Guia está falando a partir do seu mundo, mesmo que você esteja dormindo. Tem 
algo em você que dorme, mas tem algo em você que não está dormindo porque 
quando você dorme você sonha, e no sonho quer dizer que há uma atividade 
acontecendo. Mas você é inconsciente, mas tem uma atividade. 
O inconsciente diz respeito a uma função cerebral, então no córtex superior você 
não está atento, mas em uma função cerebral mais límbica você está ali. 
Esse inconsciente também é algo questionável. Inconsciente é o que? O que eu 
não lembro. Você está lá, sempre você está lá. Não existe manifestação pura, o 
espírito nunca é ele mesmo porque tem um filtro entre ele. 
Houve experiências de materialização aqui no Brasil desse médium Peixotinho, que 
fez várias experiências com Chico Xavier, onde os espíritos se materializavam, 
você podia ver eles. 
Há casos com o da médium francesa, o livro é “No mundo das Ilusões”, em que 
os espíritos se materializavam e iam conversar. Iam até apertar as mãos. 
Isso está registrado, tem livro, tem fotos, depois posso enviar para engrossar a 
bibliografia. Da Editora Lake, tem o livro Materializações Luminosas, no Youtube, 
 
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Google, você encontrará as fotos das materializações desse médium Peixotinho, e 
vai encontrar várias outras. 
Você precisa ter um médium doador de plasma, aí ele fica todo branquinho e 
algumas vezes esse fluído que materializa ele, é como se escorresse de tal forma 
que dá a impressão de que o espírito está com um véu ou com um lençol. 
E daí você entende aqueles desenhos animados de filme de terror em que o morto 
aparece coberto de um lençol. Isso é um efeito, um fato. 
Enfim, por isso esse livro foi escrito, pois são as dúvidas de todos nós, como um 
livro em que eu gostaria de ter lido quandocheguei na Umbanda e é um livro que 
deveria se torna leitura obrigatória para quem está em desenvolvimento mediúnico 
na Casa de José e Maria e hoje já é leitura obrigatória no desenvolvimento 
mediúnico e um monte de Templos, Tendas e Centros porque aqui estão todas as 
dúvidas básicas em que todo mundo passará. 
Então, esse livro constitui um estudo e uma parte teórica do desenvolvimento 
mediúnico”. 
Nunca está totalmente consciente 
Você está em transe, em estado alterado de consciência. Você não está em si, você 
nunca está totalmente consciente do que está acontecendo, cada um descreve de 
uma maneira diferente. 
Para mim, quando incorporo, tenho mediunidade semiconsciente, é como se eu 
estivesse sonhando ou embriagado, então estou vendo o que está acontecendo, 
mas não estou vendo tudo. As vezes, quando estou incorporado tenho a impressão 
de que estou vendo tudo, mas depois que desincorporo eu não lembro de tudo. 
Por que? Porque eu estava alterado. Estar incorporado é estar em transe, é estar 
em estado de consciência alterada. Então, jamais você será totalmente consciente. 
Para você ser totalmente consciente deveria ser apenas uma psicofonia: “Olha, o 
Caboclo 7 Pedreira está aqui e dará uma mensagem para vocês”. “Meus filhos, eu 
sou o Caboclo 7 Pedreira e vim aqui para dar uma mensagem para vocês de o 
quão rico é a oportunidade desse encontro. 
O quanto deve-se acordar, despertar, abrir os olhos e enxergar a Umbanda como 
ela é”. 
Só se for assim, apenas a fala. No momento que tem o transe, uma caracterização, 
você não é mais você, não sei se sou eu ou se é o guia, é transe, você está 
semiconsciente. 
 
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 Ao desincorporar você se lembra de algumas coisas. É como alguém que acorda 
de uma noite de sonho e diz: “Sonhei que estava na Aruanda e o Caboclo me dizia 
tal coisa”. Você não se lembra exatamente de tudo. 
As vezes você acorda e sabe que sonhou mas não lembra o que. É desesperador. 
Você sabe, eu sonhei, eu sei que tive uma sonho muito doido mas não lembro. 
O que faz você esquecer? É aquele choque anímico do acordar, quando você 
acorda é como se sua mente entrasse em conflito e aí ela joga toda aquela 
informação para seu inconsciente, porque como é possível você ter vivido algo se 
estava dormindo. 
Há médium que o momento de desincorporar gera um choque anímico e isso faz 
com que ele esqueça o que aconteceu quando estava incorporado. 
É fácil você entender isso, que no momento em que você desincorpora, enquanto 
está incorporado naquela viagem do eu, o guia, o guia está lá, parece que estou 
sonhando, embriagado, tem a impressão de que vê tudo, mas quando 
desincorpora, imediatamente parte daquilo vai embora. 
Aprendizado - consciência ou semiconsciência é oportunidade 
O médium confirmado, coroado, aquele médium que no mínimo dentro de uma 
corrente mediúnica de um Terreiro, ele está incorporado, atendendo, uma, duas, 
três, quatro, cinco pessoas, quando ele desincorpora ele não sabe mais se ele 
atendeu cinco, seis, ele pode lembrar uma coisa ou outra, mas não lembra de tudo. 
Ele não deve levar para casa o problema das pessoas, porque elas vieram ali 
entregar os problemas para o Caboclo e não para o médium. 
Então, há um código de ética não escrito, ninguém escreveu, mas durante o 
desenvolvimento mediúnico seu Guia vai passando valores e você vai entendendo 
que aquilo que um consulente fala para um Guia é confidencial, é entre eles. 
Jamais você desincorporado vai procurar o consulente para discutir um assunto que 
ele contou para seu Caboclo. 
Ele não contou para você! Se você incorporado viu alguma coisa agradeça ao seu 
Guia, ele deixou você ver porque isso é um aprendizado. 
Então, ter consciência ou semiconsciência é a oportunidade de um aprendizado, é 
a oportunidade de ver um Mestre trabalhando. E pasmem, a Umbanda é incrível, 
quando incorporado a coisa que mais acontece é chegar um consulente que tem 
problemas iguais aos seus. Você não sabe resolver os seus problemas, mas 
quando você vê o Caboclo resolvendo os problemas dos outros, os seus problemas 
irão ficando menores. 
 
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Quando o Guia está incorporado e vê que as pessoas tem problemas muito 
maiores que os seus, os seus problemas vão perdendo o sentido. Você deixa de 
fazer tempestade em uma copo de água, vai se tornando uma pessoa mais calma, 
mais tranquila. 
Os ensinamentos que as Entidades dão para cada consulente, começam a ser para 
você. Nesse momento você tem a oportunidade de transformar sua vida, a 
oportunidade de renascer, de compreender que aquela Entidade é o seu Mestre 
pessoal. 
Tudo o que ele fala, tudo o que faz para ajudar o outro, na verdade está sendo feito 
para ajudar você. Você é o primeiro beneficiado. Por mais que se diga que a 
Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade, o primeiro a 
receber a caridade é o médium. 
Para o meu Caboclo ajudar a alguém, primeiro ele incorpora em mim. Nesse 
momento a incorporação do Caboclo já é uma caridade, a maior caridade. 
A maior caridade que alguém pode fazer por você é despertar, acordar. O Caboclo 
é um despertador, ele vem para te acordar e essa é a função de um Mestre na sua 
vida, ele faz isso por você. 
Nada pode ser mais lindo, mais rico, nem mais encantador. Você está diante da 
maior oportunidade da sua vida, olhar o mundo pelos olhos do Caboclo. 
A Umbanda permite isso, que você veja o mundo com os olhos de um Preto Velho, 
pelos olhos de um Caboclo, pelos olhos de um Erê, da criança. 
Para o meu Caboclo ajudar a alguém, primeiro ele incorpora em mim. Nesse 
momento a incorporação do Caboclo já é uma caridade, a maior caridade. 
A maior caridade que alguém pode fazer por você é despertar, acordar. O Caboclo 
é um despertador, ele vem para te acordar e essa é a função de um Mestre na sua 
vida, ele faz isso por você. 
Nada pode ser mais lindo, mais rico, nem mais encantador. Você está diante da 
maior oportunidade da sua vida, olhar o mundo pelos olhos do Caboclo. 
A Umbanda permite isso, que você veja o mundo com os olhos de um Preto Velho, 
pelos olhos de um Caboclo, pelos olhos de um Erê, da criança. 
E a Umbanda permite que você sinta com o coração de criança, e aí nesse 
momento, aquela inocência também passa a ser um pouco sua. Agora, que o Preto 
Velho incorporou, você tem a oportunidade de incorporar no seu ser a sabedoria do 
Preto Velho. 
 
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Agora que o Caboclo veio, você tem a oportunidade de ser também um pouco 
Caboclo, de ser como um herói, um guerreiro, de ser um caçador, porque você está 
de encaboclando, você está recebendo o axé. 
Não incorpore apenas o Caboclo, incorpore os valores das Entidades. Não 
incorpore Umbanda, seja a Umbanda. 
Acorde, desperte, ouça o canto da sereia que te leva, que te encanta, que te mostra 
um outro mundo, um outro olhar. Quando isso acontece há um brilho no seu olhar. 
E quando alguém lhe perguntar qual é sua religião, você diz Umbanda, e esse 
brilho no teu olhar não deixa dúvida, esse negócio é muito bom. 
E todos aqueles que ouvirem dizer que você é Umbanda, todos, sem exceção, vão 
querer saber o que é isso. Ninguém irá se afastar, as pessoas terão é muita 
curiosidade. 
O que acontece nessa Umbanda, de tão rico, de tão transformador? Acontece em 
você, corpo, alma, no seu olhar, sua respiração. 
Umbanda é alguma coisa inexplicável e inexplicavelmente linda, bela e 
encantadora. 
 
 
 
O MÉDIUM 
O médium é o elo mais frágil de uma 
corrente espiritual porque muitas das 
suas dificuldades materiais ou 
desequilíbrios emocionais interferem 
no seu desenvolvimento mediúnico ou 
suas práticas espirituais. 
As dificuldades materiais são: o 
desemprego, dívidas, insatisfação com 
o atual emprego, dificuldades nos 
negócios, empreitadas que não dão 
certo, prejuízos inesperados, doenças 
familiares etc.Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Os desequilíbrios emocionais são: discórdias familiares insolúveis, 
rebeldia, imaturidade para entender sua mediunidade, incapacidade em 
lidar com os aspectos mediúnicos de sua religiosidade, gênio agressivo, 
não atenção ao seu mediunismo que afeta seu sistema nervoso, 
impetuosidade, desarmonias domésticas, incapacidade de assumir uma 
postura “íntima” de respeito às normas dos templos, não assimilação 
natural das orientações doutrinárias, fobias etc. 
Saibam que as dificuldades materiais são temporárias, e assim que o 
médium superá-las recuperará seu entusiasmo e desejo de ser útil aos 
seus semelhantes. Já os desequilíbrios emocionais são de difícil solução 
porque, em certos aspectos, as pessoas não se apercebem da existência 
deles, e até acham que é implicância dos outros, quando os alertam para 
que se trabalhem e aperfeiçoem-se nos campos onde mais eles são 
visíveis. 
Até tem aqueles que, caso insistamos nos alertas, revoltam-se e 
começam a vibrar ódio ou antipatia por quem só os está alertando 
porque quer vê-los bem e em harmonia com a vibração da corrente 
sustentadora dos trabalhos espirituais. 
Normalmente, o médium novo vai sendo modelado pelo comportamento 
dos mais velhos. Mas, por possuir sua natureza íntima, também vai 
modelando-a segundo o novo em sua vida que lhe está sendo mostrado. 
A partir destas duas “modelagens” aflorará um médium equilibrado 
e capaz de manter sua individualidade e integrá-la naturalmente à 
corrente a que pertence. 
Mas em muitos casos a formação religiosa anterior do médium trabalha 
contra ele, já que ele internalizou comportamentos dissonantes com a 
doutrina que está sendo passada nesse novo estágio de sua evolução 
espiritual. 
Ele nada faz para assumir uma postura mais afinizada com sua nova 
condição religiosa, pouco contemplativa e bastante ativa, pois não está 
indo ao seu centro só para rezar e sim para “trabalhar”. 
O médium tem dificuldade em entender que todo o seu psiquismo precisa 
ser trabalhado lentamente e ir sendo adaptado à sua nova condição: a de 
membro ativo de uma corrente espiritual. 
 
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E mesmo os espíritos que irão atuar através do novo médium terão que 
adaptar-se à corrente que os recebeu e os aceitou como seus novos 
membros. 
Então é comum surgirem insatisfações de ambos os lados, tanto a 
corrente espiritual quanto os doutrinadores, o novo médium e seus guias 
costumam chocar-se, pois o novo tem dificuldade em submeter-se ao 
mais velho tanto quanto este tem dificuldade em lidar com quem não se 
“enquadra” automaticamente numa postura e comportamento já 
sedimentado no tempo e tido como norma de conduta dentro do espaço 
religioso construído a duras penas e sustentado com muito esforço pela 
corrente espiritual e pelos médiuns mais antigos, que há anos estão 
sustentando com amor e dedicação integral todo um trabalho em 
benefício da coletividade. 
O médium novo, ou se intimida e bloqueia seu próprio desenvolvimento mediúnico 
e sua efetiva integração ao corpo mediúnico da casa, ou tenta impor dentro dela 
seus distúrbios comportamentais e seus vícios emocionais, também se 
desarmonizando e bloqueando o aflorar natural de duas faculdades mediúnicas. 
Temos também o caso de médiuns experientes, mas que não adquiriram 
maturidade, e que por isso mesmo tentam impor aos mais novos sua vasta 
experiência, esquecendo-se de que ela é sua e só sua, e não pode ser passada 
integralmente ao médium novo, pois este só conseguirá internalizar e incorporar as 
experiências espirituais que vier a vivenciar em si ou através de si. 
Temos também o caso dos médiuns que já realizaram outras práticas místicas, 
iniciáticas ou espiritualistas, e, ao invés de guardá-las para si até incorporarem 
novas práticas, já aprovadas e comprovadamente eficazes pelo espiritismo de 
Umbanda, tentam remodelá-las, ou seja, tentam adaptar as práticas de Umbanda 
às suas práticas espiritualistas anteriores. 
Com isso, criam uma miscelânea que só na cabeça deles está ordenada, se é que 
está, mas para os que o acolhem tudo parece confuso. Mas, se isto acontece, é 
porque temos dificuldades em entender o universo religioso como muito parecido 
com o de um estudante universitário que deixou de estudar química e começou a 
estudar matemática pura. 
Então o médium já desenvolvido, que por alguma razão trocou de centro, tem de 
entender que mudou o campo onde aplicava seus valores e entrou em outro onde 
eles não têm a mesma grandeza ou aplicação, pois no novo centro eles têm a 
grandeza e as aplicações que hes deu quem os desenvolveu. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
O correto, neste caso, é o médium incorporar os novos valores e suas aplicações, e 
enriquecer ainda mais suas práticas espirituais, pois sempre terá em si mesmo os 
seus antigos valores espirituais. O errado é não só não absorver os novos valores 
da casa que o acolheu, adaptando-se às suas normas comportamentais, como 
ainda tentar impor os seus a quem já está com seus valores “assentados”. 
Recomendamos a quem está entrando em uma casa que primeiro a conheça e às 
suas práticas espirituais, assim como as absorva e integre às suas, e só depois de 
aceito e integrado plenamente às correntes mediúnica e espiritual, aí sim, ofereça 
seus valores para apreciação. 
E caso sejam aceitos como positivos e fortalecedores das práticas aí já realizadas 
antes de sua chegada, então serão absorvidos e integrados naturalmente às 
práticas da casa que o acolheu. 
Uma outra recomendação que fazemos aos médiuns, tanto aos novos quanto aos 
mais antigos, é que vigiem seus pensamentos em relação a tudo e a todos, pois a 
espiritualidade os ouve. 
E caso o médium vibre antipatia por seus irmãos, caso fique “fuxicando” pelas 
costas de alguém, caso fique vaidoso, soberbo etc., esse sentimento de baixa 
vibração está intimamente ligado ao progresso do desenvolvimento mediúnico. 
Se um mentor, que é um espírito de alta evolução, se digna incorporar num corpo 
físico, às vezes cheio de toxinas nocivas ao seu sutilíssimo corpo energético, com 
certeza não aceitará incorporar em um médium cujo mental é um depósito de 
pensamentos negativos. 
E aí, a solução é o mentor lançar mão de um recurso extremo, que é confiar seu 
médium a um espírito pouco evoluído, para que este cuide dele, pois ainda suporta 
a vibração de pensamentos negativos. Mas, em último caso, o mentor recolhe-se à 
sua faixa vibratória na Luz e confia o seu médium à Lei Maior e à Justiça Divina, 
que o assumirá efetivamente, e daí em diante o médium só irá incorporar espíritos 
afins com seu padrão vibratório e moral. 
E quase sempre são “eguns” fora da Lei que atuam nesses médiuns ou são 
quiumbas, obsessores, zombeteiros, perseguidores, vingativos etc., que levarão o 
médium a um tormento ou ao descrédito. 
E não raro, após este recolhimento do mentor, o médium que foi reprovado entra 
numa fase de descrença e desencanto com sua mediunidade, afastando-se dos 
centros. Então vai procurar auxílio em alguma outra religião onde qualquer contato 
com o mundo espiritual é condenado. 
Sim, é um amparo divino e ajuda o médium no sentido de “reeducar-se”. Assim ele 
voltará a manifestar o êxtase mediúnico e a ficar mediunizado, mas sob uma nova 
 
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explicação para o fenômeno da sua mediunidade: fica possuído pelo “Espírito Santo 
de Deus”. 
O fato é que continuam incorporando ou ficando mediunizados, mas o processo 
tem uma nova explicação, e não raro são ótimos médiuns de apoio aos seus 
sacerdotes, que também são médiuns fugitivos ou inconscientes de sua 
mediunidade. 
Portanto, recomendamos isto a você, médium novo ou médium já amadurecido: 
vigie-se e procure conhecer-se. Descubra se está integrado à corrente mediúnica 
que o acolheu e se foi aceito pela corrente espiritual do terreiro que frequenta. 
Sejaum médium consciente dos seus deveres, pois mediunidade é sinônimo de 
sacerdócio e trabalho espiritual é sinônimo de atuação dos espíritos santificados no 
respeito e fé em Deus e no amor à humanidade, pela qual continuam a trabalhar 
mesmo vivendo no mundo dos espíritos. 
Médium, saiba que você, inconscientemente, pode ser o elemento de 
desagregação de correntes de trabalhos espirituais, caso não domine seus 
instintos, sua intolerância para com a deficiência alheia, sua incapacidade de 
entender como um sacerdócio essa sua mediunidade, e insista num 
comportamento desrespeitoso e numa postura antirreligiosa. 
Lembre-se de que seus irmãos encarnados não têm como ver seu íntimo e nem 
podem ouvir seus pensamentos. Mas, tanto Deus quanto seus mentores podem, e 
tudo farão para auxiliá-lo neste seu sacerdócio. 
Mas, caso você insista em um comportamento “mundano” e numa postura 
antirreligiosa dentro de uma corrente espiritual, com certeza só incorporará espíritos 
“imundos” e movidos pelo desejo de desagregarem os terreiros, pelo ódio que 
sentem da Luz por terem se coberto com o sombrio manto da ignorância acerca 
das formas de Deus atuar em nossa vida religiosa. 
Médium novo ou já amadurecido lembre-se de que mediunidade é sacerdócio, e 
caso não consiga ser um “grande” médium, ao menos tente ser um ótimo exemplo 
de religioso, pois Deus o recompensará com Seu divino e amoroso amparo 
religioso. 
Quanto aos médiuns que só têm voz para criticar os trabalhos espirituais ou seus 
irmãos na corrente mediúnica, estes estão perdendo seu tempo, porque a luz que 
conquistam durante os trabalhos perdem-na com o desserviço que prestam às 
trevas da discórdia. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Quanto aos que acham que já fazem muito, indo só aos trabalhos espirituais e não 
se preocupando com as necessidades da casa ou dos seus irmãos, na mesma 
medida receberão da espiritualidade em geral, e dos seus mentores, quando suas 
provações os assoberbarem. 
Médium, reflita porque a harmonia da casa que 
você frequenta depende do seu equilíbrio 
emocional e mental e também de muito bom 
senso, porque mediunidade é um sacerdócio 
espiritual. 
A mediunidade é a qualidade de toda pessoa 
que é médium. 
As faculdades mediúnicas têm muitas formas 
de aflorarem e costumam processar-se em 
diferentes níveis consciências, e até níveis sub 
ou hiperconscientes. 
Já pensou nisso! Um médium de incorporação não é 
só um manifestador do seu dom. 
Não! Ele, por ter o dom de incorporar espíritos 
manifestadores de seus dons, então é um portador da 
faculdade de manifestar “os dons dos espíritos”... que o 
procuram e através dele ajudam muitas pessoas. 
Sim, os espíritos também têm seus dons pessoais, aos 
quais manifestam quando incorporam em seus médiuns. 
 
Portanto, você que é um médium consciente de suas 
faculdades mediúnicas, vigie-se, porque a falta de bom senso tem posto a perder 
pessoas manifestadoras de dons maravilhosos, mas que os desvirtuaram porque se 
acreditavam ungidos muito especiais, assoberbaram-se. 
E hoje amargam uma mágoa contra a espiritualidade ou até mesmo contra os 
Orixás, que continuam a ampará- -los, pois assim que se desemocionarem e 
retornarem à linha reta da evolução, voltarão a ser bons médiuns. 
Mas só depois de serem lapidados e preparados para lidarem com forças 
poderosíssimas e poderes emanados por Deus, mas confiados às Divindades. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
A questão é se deixar levar. Durante a consulta mediúnica, o médium deve priorizar 
o transe, esquecendo-se dos problemas ao seu redor e da manifestação dos 
outros. 
Preocupando-se totalmente com a sua mente – casa do espírito – para que ela seja 
um local propício para a manifestação de uma entidade superior, mesmo que 
através de uma incorporação inspirada. 
A entidade e o médium usaram do conhecimentos de ambos, e não há malefícios 
nessa feita, desde que o médium esteja respeitando o consulente e a entidade 
incorporada. 
Quando incorporados, lembre-se é criado uma terceira entidade (consciência). 
Entidade sugestionando ao mental do médium, assim como no físico impele o 
arquétipo, gerando divinamente a terceira consciência . 
Não é o médium e não é o Guia, mas sim um conjunto médium-entidade, que dá o 
atendimento espiritual. 
Por isso é de extrema importância para o médium aprimorar através do estudo suas 
caraterísticas MORAL e fundamentos de Umbanda. 
Elevar o conhecimento e vigiar a MORAL expande a consciência mediúnica, faz 
você ir além, transcender, se relacionar com o Alto, Meio e o Embaixo, te amolda 
no sentir do UM e na BANDA. 
Será que estou realmente em um transe mediúnico? 
Pense! A princípio podemos destacar a total ausência de algumas manifestações 
biológicas. 
Exemplo: vontade de ir ao banheiro, sensibilidade à temperatura ambiente (não se 
sente calor e não se sente frio, a ponto de incomodar), ausência de dor ou cansaço 
durante o transe e outras coisas mais. 
Geralmente os médiuns citam que sentem uma força movendo seus membros, 
como a resistência que há na água ao tentarmos nos mover, porém nem todos 
possuem a mesma sensação. 
Isso se deve prioritariamente ao estilo de incorporação que ocorre. 
 
Campo mediúnico do médium 
Um ser humano, uma planta, um mineral e os animais não racionais possuem uma 
aura que os envolvem protegendo-os do meio exterior. 
Esta aura também é refletora da energia interior dos corpos. Nos seres vivos, é a 
refletora dos sentimentos e dos padrões energéticos e magnéticos e esta 
intimamente relacionada com o campo emocional. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
O campo mediúnico inicia-se no corpo elementar básico e expande-se 
uniformemente ao redor dele por 
aproximadamente uns trinta centímetros, e até 
uns setenta, no máximo. 
Este campo mediúnico é comum a todos os 
seres humanos, independente de sua formação 
cultural ou religiosa. 
O fato é que este campo médiúnico tem sua 
sede no mental, que é a “coroa” ou chacra 
coronário, iniciando-se ao seu redor e 
derramando-se em torno do corpo elemental 
básico. 
“Elemental” porque é elemento puro, e básico 
porque é o primeiro “corpo” que o ser humano teve formado num estágio virginal 
onde evoluiu. 
O campo mediúnico abre-se para o plano espiritual e é através dele que são 
estabelecidas ligações magnéticas com o mundo espiritual. Este campo 
interpenetra outras dimensões, mas não as sente ou é sentido por quem vive 
nelas. 
O mesmo acontece com os espíritos em relação ao plano material: atravessam 
paredes, corpos, etc., sem alterar suas estruturas espirituais ou as estruturas físicas 
dos objetos tocados por eles. 
“No universo, tudo vibra e tudo é vibração.” 
 Logo, se tudo o que existe no plano material obedece ao padrão vibratório 
“atômico”, no plano espiritual o padrão vibratório é o “etérico”. “Etérico”, de éter ou 
energia sutilizada a níveis suprafísicos. 
Na dimensão onde vivem os espíritos, um magnetismo semelhante ao existente no 
plano material também existe, e sustenta tudo o que nela possa existir. A única 
diferença está no 
relacionamento energético e na mudança do padrão vibratório, tanto dos seres 
quanto das formas, que são plasmadas a partir do éter. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Assim explicado, então saibam que todos nós temos um campo mediúnico que se 
abre para muitas dimensões da vida, e que as interpenetram, ainda que disto não 
nos apercebamos, pois 
nosso campo percepcional espiritual (Sentir > Percepção) está graduado no mínimo 
para captar as vibrações exclusivas 
da dimensão humana e no máximo 
para captar vibrações espirituais. 
O campo mediúnico interpenetra as 
dimensões ígneas, aquáticas, 
terrosas, eólicas, mistas, cristalinas, 
minerais, vegetais, etc. 
Se desenvolvermos 
conscientemente nosso rústico 
percepcional, então podemos captar 
as energiascirculantes que existem 
nelas e nos chegam de forma sutil. 
Este campo mediúnico é justamente 
a nossa tela refletora onde as ligações invisíveis costumam acontecer. 
É neste campo pessoal dos seres humanos que se alojam focos vibratórios ou 
acúmulos energéticos que refletem na aura e a rompem, alcançando o corpo 
energético ou mesmo o físico, 
afetando a saúde. 
Se em um primeiro momento os são diferentes, no entanto, tudo o que nele se 
alojou vai pouco a pouco sendo induzido pelo nosso magnetismo a adequar-se ao 
nosso padrão pessoal. 
Aí começa a ser internalizado por magnetismo. 
Isto é comum nos casos de obsessão espiritual, quando um ser não afim conosco 
aloja-se em nosso campo mediúnico. 
O padrão vibratório do intruso é outro, só passamos a ser incomodados quando ele 
adequa seu padrão ao nosso. 
Então suas vibrações mentais, conscientes ou não, interferem no nosso mental 
através de nosso emocional conduzindo-nos a desequilíbrios energéticos 
profundos. 
Estas interferências, se muito duradouras ou intensas, costumam nos desequilibrar 
de tal forma que passamos a ter duas personalidades antagônicas num mesmo ser 
e um mesmo espaço mediúnico. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
E, como nosso corpo físico reage a estes estímulos vibrados pelo intruso alojado 
em nosso mediúnico, então começamos a sentir desequilíbrios (dores) no próprio 
corpo físico, chegando a gerar doenças não diagnosticadas pelos médicos. 
As entidades por conhecerem os nossos corpo energético no inicio do passes já 
aplicam a limpeza desse campo. 
E após atuam no corpo físico realizando cirurgias, correções ou desobstruções, 
chegando a retirarem energias negativas internalizadas pelo corpo. 
Na Umbanda as Entidades ou Guias, médiuns experientes, sacerdotes e 
sacerdotisas recorre de forma magica usando diversos materiais ( fumo, água, 
ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados 
nesses campo mediúnico. 
O uso de guias ou colares pelos médiuns tem esta função durante os trabalhos 
práticos: as energias que vão sendo captadas, vão se condensando (agregando) às 
guias e não são absorvidas pelos seus corpos energéticos, não os sobrecarregando 
e não os desarmonizando durante os trabalhos espirituais. 
Enfim, existe toda uma ciência por trás de tais procedimentos dos espíritos que 
atuam no Ritual de Umbanda Sagrada. 
Há também um outro aspecto que todos deveriam conhecer: quando alguém realiza 
uma magia contra ou em favor de alguém, ela primeiro reflete no campo mediúnico, 
para depois fixar-se nele e ser internalizada. 
Se a magia é positiva, ela é imediatamente absorvida e alcança tanto o emocional 
quanto o corpo físico, melhorando o estado geral do ser. Se a magia é negativa, 
então surge uma reação de defesa, física, energética, magnética, emocional e 
mental por parte do ser-alvo, visando repeli-la. 
Nem sempre isto é conseguido. Então as defesas do ser enfraquecem-se e ele 
começa a internalizar os fluxos negativos direcionados que estão inundando seu 
campo mediúnico com energias que, pouco a pouco ou rapidamente, o atingirão, o 
enfraquecerão, o adoecerão, ou o desequilibrarão emocionalmente, abrindo todo 
um amplo campo onde atuações diretas começarão a acontecer. 
Essa é a mecânica de funcionamento das magias negras. 
Nas magias positivas, o campo mediúnico absorve de imediato as energias que lhe 
chegam através de sua tela coletora de vibrações positivas e as internalizam, 
anulando parcialmente os efeitos das doenças físicas, psíquicas ou espirituais. 
O campo mediúnico não é a aura. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Esta é tão somente composta por irradiações do corpo energético, que é um 
gerador energético por excelência. 
A aura é um espelho etérico do estado geral do ser e mostra, através de suas 
cores, os tipos de sentimentos vibrados e o padrão vibratório estabelecido no 
mental, que é o centro magnético do espírito. 
Nos processos de desenvolvimento, o campo mediúnico tem seu padrão reajustado 
para que as incorporações se realizem da forma mais natural possível. 
No principio desenvolvimento mediúnico, quando os espíritos adentram neste 
campo, por estarem vibrando num outro padrão, o médium sente-se zonzo, 
dormente, desequilibrado, etc., pois seu equilíbrio gravitacional mental sofre uma 
interferência poderosa. 
Mas à medida que os mentores vão reajustando o padrão vibratório de seus 
médiuns, os choques vibratórios vão desaparecendo e as incorporações acontecem 
de modo quase imperceptível a quem está assistindo o processo. 
Neste ponto do desenvolvimento, o campo mediúnico do médium já foi totalmente 
reajustado e foi afinizado com o padrão vibratório espiritual, pois antes quem o 
graduava era o padrão vibratório atômico (físico). 
Na Umbanda, recorre-se às giras de desenvolvimento, quando vários recursos são 
usados ao mesmo tempo: defumações, palmas, cantos, danças, atabaques e 
outros instrumentos. 
Vamos comentar rapidamente estes recursos: 
Defumações: descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, 
tornando-o receptivo às energias de ordem positiva. 
Palmas: se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas 
vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizado no mental dos 
médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o 
trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos. 
Cantos: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, 
que reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais 
energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a 
incorporação. 
Atabaques e outros Instrumentos: as vibrações sonoras têm o poder de 
adormecer o emocional, estimular o percepcional ou sentir, alterar as irradiações 
energéticas e atuar sobre o padrão vibratório do médium. 
 
Desenvolvimento Mediúnico – Umbanda Sagrada 
 
 
 
Ao desestabilizar o padrão vibratório, o mentor aproveita esta facilidade e adentra 
no campo mediúnico, adequando-o ao seu próprio padrão e fixando-o no mental 
deseu médium através de vibrações mentais direcionadas. 
Em pouco tempo o médium adequa-se e torna-se, magneticamente, tão etérico em 
seu padrão vibratório, que já não precisa do recurso de instrumentos para 
incorporar. 
Basta se colocar em sintonia mental com quem irá incorporá-lo para que o 
fenômeno ocorra. 
Danças: a Umbanda e o Candomblé recorrem às “danças rituais”, pois, durante seu 
transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e concentram-se intensamente numa 
ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico. 
Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se interpenetram de tal 
forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado 
momentaneamente. 
Os médiuns, em princípio, sentem tonturas ou enjoos. Mas estas reações cessam 
se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movimentos, já que 
será seu mentor quem o comandará. 
Um médium plenamente desenvolvido pode “dançar”durante horas seguidas que 
não se sentirá cansado após a desincorporação. 
E se assim é, isto se deve ao fato de não ter gasto suas energias espirituais. 
Não raro, sente-se leve, enlevado, etc., pois seu corpo energético, influenciado pelo 
corpo etérico do mentor, sobrecarregou-se de energias sutis e benéficas. 
Não entendemos algumas críticas infundadas ou conceitos errôneos a respeito do 
desenvolvimento da mediunidade com recursos sonoros como os que acabamos de 
descrever. 
São ótimos e foram aperfeiçoados por mentores de “elite” que ordenaram todo o 
Ritual de Umbanda sagrada a partir do astral. 
Se tais recursos fossem nocivos ou não proporcionassem facilidades ao ato de 
incorporação, com certeza já teriam sido banidos das tendas de Umbanda. 
Nada é por acaso. Se o Ritual de Umbanda optou pelo uso deatabaques, cantos e 
danças rituais, não tenham dúvidas: as incorporações acontecem ou não, mas 
ninguém fica na dúvida se incorporou ou se o guia só encostou. 
Nos processos de desenvolvimento mediúnico, todo este campo mediúnico tem seu 
padrão reajustado para que as incorporações se realizem da forma mais natural 
possível. 
 
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No princípio, quando os espíritos adentram neste campo, por estarem vibrando num 
outro padrão, o médium sente-se zonzo, dormente, desequilibrado, etc., pois seu 
equilíbrio gravitacional mental sofre uma interferência poderosa. 
Mas à medida que os mentores vão reajustando o padrão vibratório de seus 
médiuns, os choques vibratórios vão desaparecendo e as incorporações acontecem 
de modo quase imperceptível a quem está assistindo o processo. 
Mito: Os mitos sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia. É 
comum dizer que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que 
quem não a desenvolve. 
Isso é verdade seu quem a desenvolveu também compreendeu os compromissos 
que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu, uma vez que ele adquiriu 
um poder relativo; no entanto começa a se chocar com um poder absoluto, que é a 
Lei de Ação e Reação. 
Em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda preocupação não é 
suficiente, se não tiver forte presença de humidade e compreensão. E dever 
entender que a sua mediunidade não é um fim em si mesmo, mas somente um 
meio de evoluir espiritualmente. 
Preconceito: A mediunidade escraviza os médiuns. 
Não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta de acordo com o que 
esperam os espíritos que pode meio dele atuam no plano material, nada adianta 
alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade e suas 
responsabilidades. 
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO MEDIUNICO 
O processo do desenvolvimento mediúnico deve ocorrer de forma gradual, 
assistida, compassada. 
Aos poucos, o indivíduo começa a assimilar O que ocorre consigo e como sua 
mediunidade responde aos "estímulos" gerados pela sua dedicação e envolvimento 
comamediunidade. 
Para isso, compreendemos que o desenvolver da mediunidade, no caso a 
incorporação, ocorre por etapas. 
1 - A TEORIA: 
Por mais que o desenvolvimento esteja direcionado à prática da incorporação, o 
primeiro ato é entender o que é Umbanda, o que não é Umbanda, o que é 
mediunidade e todos os assuntos que a envolvem. 
 
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Comumente, indivíduos que estão nesta etapa, cultivam consigo um repertório de 
dogmas, tabus e crenças limitantes provenientes de outras culturas e religiões. 
Este é o momento ideal para desconstruir todas as convicções e edificar as 
primeiras impressões tanto aos recém-chegados quanto aqueles que já 
participaram de outros Terreiros. 
E nesta fase que o indivíduo se depara com um conjunto. e informações visuais e 
verbais presentes no Terreiro e estabelece interações com o coletivo Com o qual 
faz parte. 
2) QUESTIONAMENTOS 
A máxima para o desenvolvimento: "Para desenvolver é preciso se envolver". 
Nesta etapa, a entrega de si mesmo é imprescindível. Dar permissividade e estar 
aberto para todos os sentidos que o cercam, sem expectativas. 
Estar desperto a qualquer sinal que lhe será indicado à percepção extra-sensorial. 
Vale ressaltar que, neste momento, a intenção não é sentir a manifestação do Guia 
e sim, estar entregue, sem bloqueios. Logo, o contato é a consequência. 
E neste momento que os primeiros questionamentos práticos começam a surgir, 
como: "O que estou sentindo é o Guia?" "Será que é coisa da minha cabeça?" "Sou 
eu ou é o Guia?" e "Será que já estou incorporado?". 
E comum, nesta fase, o individuo julgar-se impaciente e incapaz de incorporar e até 
buscar recursos para agilizar a incorporação. 
Desenvolver a resiliência é imprescindível para vencer esta etapa. 
Entregar-se de mente, corpo e alma é a premissa. 
3) PRIMEIROS CONTATOS: 
E no inesperado que moram os primeiros contatos com os Guias espirituais. 
Por meio de sonhos, intuições, pontos cantados, evocações e outros meios, os uias 
começam a dar seus primeiros sinais. 
Na prática do desenvolvimento, arrepios, movimentos singelos e alguns passos 
começam a fazer parte da dinâmica. 
É importante não rejeitar nenhuma intuição ou suposta 'vontade' de realizar algum 
tipo de movimento. 
Pode ser este o primeiro passo dado pelo Guia em contato como médium. 
 
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4) A INCORPORAÇÃO: 
Eis o ápice do processo do desenvolvimento: a incorporação, momento em que a 
manifestação ocorre e o espírito incorpora. 
As dúvidas ainda são frequentes, visto que agora o indivíduo percebe que, mesmo 
incorporado, ele continua em contato com mundo. 
Julgamentos como "incorporação forte e fraca" começam a fazer parte do critério de 
auto avaliação. 
5) A COMUNICAÇÃO: 
Após a incorporação dada de forma completa, ou seja, além da presença há 
movimentos, danças, brados e outras características individualizadas em cada linha 
de trabalho, o Guia começa a projetar suas primeiras mensagens. 
Este é o momento em que cessam as buscas por evidências e nos deparamos com 
falas e pensamentos nunca antes passados pela nossa mente. 
6) O MEDIUM PRONTO: 
Os termos "médium firme", "médium pronto" ou ainda "incorporação firme" fazem 
menção ao indivíduo que já recebe seus guias e Orixás de modo natural. 
Os Guias já se identificam e se comunicam naturalmente; suas mensagens são 
completamente compreensíveis e o médium tem autonomia para incorporar seus e 
desenvolver atendimentos aos consulentes. 
Por mais que haja um momento que se entenda o médium como "pronto", jamais 
haverá qualquer conclusão deste processo. 
O desenvolvimento é uma prática continua, pois sempre haverá o que aprender e 
vivenciar com as manifestações dos Guias e Orixás. 
Com o passar do tempo, o médium conclui que o aprendizado se renova a cada 
manifestação espiritual e percebe necessidade do estudo teórico e prático continuo. 
 
Chegamos ao final desse modulo! 
 
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