Prévia do material em texto
CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 1 Medicina Legal Ponto 7 Toxicologia Médico-Legal CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 2 CURSO MEGE Site para cadastro: www.mege.com.br Celular / Whatsapp: (99) 982622200 (Tim) Turma: Clube Delta 2023.1 Material: Medicina Legal – Ponto 7 Medicina Legal Ponto 7 Toxicologia Médico-Legal CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 3 SUMÁRIO 1. TOXICOLOGIA MÉDICO-LEGAL ...................................................................................... 4 2. QUESTÕES ................................................................................................................... 18 3. GABARITO COMENTADO ............................................................................................ 21 CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 4 1. TOXICOLOGIA MÉDICO-LEGAL 1.1. APRESENTAÇÃO Prezados alunos e alunas e, agora ainda mais próximos, futuros Delegados e Delegadas de Polícia! É com satisfação ainda maior do que aquela experimentada ao iniciar nossos estudos em Medicina Legal, que entregamos o 7º e último ponto do Edital Mege da 2ª Turma Extensiva para Delegado de Polícia, em que iremos arrematar o tema Toxicologia Forense. Ressalto que o ponto 7 possui tópicos que correspondem a aproximadamente 6% das questões de Medicina Legal, nas provas de Delegado de Polícia nos últimos anos, conforme indicado no gráfico abaixo. 16% 6% 38% 24% 6% 8% 6% Perícia e Peritos Antropologia Forense Traumatologia Forense Tanatologia Forense Sexologia Forense Psicopatologia Forense Toxicologia Forense Desejamos a você excelente finalização de estudos e, lembre-se, MEDICINA LEGAL É UMA CIÊNCIA DE EXCEÇÕES! Professores Raphael Lima (no instagram @delegadoraphaellima) e Alexandre Castro (no instagram @alexandregbcastro) 1.2 . DOUTRINA (RESUMO) 1.2.1 TOXICOLOGIA FORENSE Trata-se de ramos da medicina legal que estuda energias de ordem química, seja através da análise de venenos, seja através da análise de substâncias tóxicas. Aqui iremos tratar de alguns assuntos que guardam relação com a imputabilidade penal, estudada acima, sobretudo o conceito de dependência. Temos então a toxicologia é “ciência que estuda os efeitos adversos de substâncias químicas como drogas, fármacos e toxicantes sobre os organismos vivos”. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 5 Da ciência que tem como objeto de estudo o efeito nocivo decorrente da interação entre um agente tóxico e um sistema biológico. Apesar de não haver na legislação uma definição do que seja venenoso, o parágrafo único do artigo 296 da Consolidação das Leis Penais reza que: “Veneno é toda substância mineral ou orgânica que, ingerida no organismo ou aplicada ao seu exterior, sendo absorvida, determine a morte, ponha em perigo a vida ou altere profundamente a saúde” Essa definição satisfaz as exigências médico-legais. Então, veneno é toda substância que absorvida e atuando, química ou bioquimicamente, sobre o organismo lesa a integridade corporal ou a saúde do indivíduo. Mortais ou não, às lesões provocadas por venenos se caracterizam como envenenamento. Por “tóxico” ou “droga” entende-se um grupo muito grande de substâncias naturais, sintéticas ou semissintéticas que podem causar tolerância, dependência e crise de abstinência. Chama-se tolerância a necessidade de doses cada vez mais elevadas. Dependência, uma interação que existe entre o metabolismo orgânico do viciado e o consumo de uma determinada droga. E de crise de abstinência uma síndrome caracterizada por tremores, inquietação, náuseas, vômitos, irritabilidade, anorexia e distúrbios do sono. Assim, esses estados toxicofílicos caracterizam-se pela compulsão irresistível e incontrolável que têm suas vítimas de continuar seu uso e obtê-los a todo custo, pela dependência psíquica, pela tendência a aumentar gradativamente a dosagem da droga e pelo efeito nocivo individual e coletivo. A dependência psicológica ocorre sempre que uma droga afeta o sistema de recompensa encefálico. As sensações agradáveis produzidas causam o desejo de continuar usando a droga. A dependência por substâncias pode ser física ou psíquica. Sendo que as duas poderão influenciar na análise da imputabilidade penal do sujeito ativo de uma infração penal. Uma pessoa pode, ainda, desenvolver tolerância a alguma droga à medida que seu organismo passa a trabalhar com certa porção de determinada substância de forma frequente. O que ocorre é que à medida que se coloca a droga no organismo serão criados receptores para aquele produto. Portanto, como a quantidade de receptores é cada vez maior, o organismo exige uma quantidade cada vez maior de droga, sendo que quando ela não chega de forma a alterar o sistema nervoso, o corpo passa a sentir falta da substância, o que leva o agente a usar uma quantidade maior, com isso a fabricação de receptores aumenta, e daí por diante. A tolerância leva à necessidade de doses cada vez maiores da substância para obter o mesmo efeito anterior. Isso ocorre com várias drogas, como bebida, cigarro, analgésico, antitérmico, dentre outras. Quando o indivíduo resolve parar de usar a CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 6 droga, os receptores, agora sem a droga, começam a incomodar o agente, o que o leva a ter reações psíquicas e somáticas, como ansiedade, nervosismo, tremores, falta de apetite, alucinações auditivas e visuais, e outros sintomas e sinais comuns à abstinência. Por sua vez, a abstinência é uma reação gerada pelo organismo em decorrência da falta de determinada droga no sistema orgânico. Quando essas alterações psíquicas e somáticas se tornam intoleráveis o agente se vê obrigado a usar a droga. Já não está mais usando a droga porque quer ter prazer, mas apenas para evitar a sensação ruim que a falta da droga ocasiona. Nesse momento, está configurada a síndrome de abstinência, podendo-se afirmar que a pessoa está dependente da droga, uma vez que não usa a droga porque quer usar, usa para não sofrer os sintomas da síndrome de abstinência, o que é considerado um motivo de força maior. A dependência gera inúmeras alterações na vida pessoal e social da pessoa, como conflitos familiares, no trabalho, com a polícia, justiça, na vida cotidiana. Tudo causado pelo uso abusivo da droga, contudo, o agente não consegue deixa de usar, pois tem que fugir do mal-estar provocado pela abstinência da droga. Existem exames psiquiátricos destinados a atestar a dependência de uma pessoa, o qual, em um primeiro momento apenas indica a dependência e após esse exame inicial, investigará se a pessoa possui uma incapacidade relativa ou absolutaem razão da dependência química. Quando o agente chega ao estado de dependência não irá se perquirir como ele se tornou dependente, mas apenas o grau dessa dependência. Portanto, caso uma pessoa pratique uma infração penal sob efeito de drogas, ele responderá em âmbito penal. Todavia, se o agente, dependente químico, comete o crime, não importa como ele ficou dependente, mas apenas o nível de sua dependência. Analisando, para tanto, se a pessoa é inteira ou parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou determinar-se de acordo com esse entendimento. No art. 45 da lei 11343/06 há dois tipos de pessoas, o dependente químico e a pessoa que está sob os efeitos das drogas. Neste último caso a droga tem que ter entrado no organismo em decorrência de caso fortuito ou força maior. Diferente é o caso do dependente, quando não interessa saber como a dependência atingiu a pessoa. Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, por força pericial, que este apresentava, à época do fato previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste artigo, CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 7 poderá determinar o juiz, na sentença, o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. Note que dependente não se confunde com usuário. Se a pessoa for dependente, ele poderá ter sua pena diminuída, ou até ser absolvido, mas não há, na lei de drogas, medida de segurança, e sim tratamento médico adequado a ser indicado pelo magistrado. CAMINHO DA DROGA PELO CORPO: Toda substância possui um caminho natural no corpo e esse caminho passa por diversos estágios dentro do organismo. Desta forma, a droga é ingerida, seja via oral, seja por outra forma, após ela será absorvida pelo organismo, seguida da metabolização, encerrando-se com a sua fixação no corpo. A condição sine qua non para que uma substância ou substâncias possam atuar como terapêutica ou tóxica é que devem, primeiro, se infiltrarem no organismo por meio de alguma via de entrada e, só então, se disseminarem pelo corpo em busca do lugar em que irá agir. Figura 1 – Circulação sanguínea no corpo humano. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 8 Note que cada droga tem seu órgão de predileção, podemos citar, como exemplo, o remédio que vai para o coração, quando será chamado cardiotrópico. Há, ainda, a droga que vai para o fígado, denominada hepatotrópica. Além da droga nefrotrópica, que é aquela que atinge os rins. Por fim, a mais comum, aquela que vai para o cérebro, chamada de psicotrópica. Por essa dinâmica podemos afirmar que cada droga entra no corpo, circula e se aloja em determinado órgão de preferência. Em razão dessa relação da droga com determinado órgão de predileção é necessário realizar a coleta de material biológico para toxicologia sempre em frascos separados para que se possa estimar o percurso e a fixação das drogas nos diversos órgãos do corpo. Às vezes só se encontra a droga no estômago, e não no fígado, o que nos leva a concluir que a droga foi ingerida, mas não chegou a ser absorvida. Se a droga está no estômago, está no fígado e não chegou ao cérebro, ela não chegou a circular. É necessário separar os órgãos para que o toxicologista consiga separar o quanto de droga tem em cada órgão. Ai sim será realizado o cálculo do percurso da droga dentro do corpo. Os aspectos toxicocinéticos são considerados na escolha da amostra entre os materiais coletados que terão preferência na análise. Essa escolha se manifesta na matriz onde se espera encontrar analitos (componentes de uma amostra que é alvo de análise ou tem interesse para uma análise) em maior concentração. Para entender, imaginem uma droga que já está na urina, para que ela atinja esse ponto é necessário que ela já tenha passado pelo estômago, pelo intestino, fígado, foi para a circulação, deu a volta no corpo, foi para o rim e é excretada na urina. Dá para calcular até há quanto tempo a droga foi ingerida. Por isso os frascos são em ordem separada, para saber quanto a da droga em cada órgão e conseguir precisar seu caminho pelo corpo. Ponto interessante surge na análise de um cadáver no momento da realização de uma exumação, pois neste caso não basta pegar fragmentos do cadáver, sendo necessário, ainda, recolher fragmentos da terra que circunda o mortuário (caixão), uma vez que os líquidos do cadáver escorrem para baixo do caixão. Portanto, é necessário pegar esses fragmentos para saber se o cadáver não foi contaminado pelos tóxicos do solo, evitando um resultado falso-positivo, já que resíduos da terra podem ter contaminado o cadáver, igualmente, resíduos do cadáver podem ter contaminado a terra. Para o teste de alcoolemia no morto o sangue não pode ser colhido no coração, pois ele está muito próximo do estômago, o que poderá gerar um falso resultado. É necessário, portanto, colher da veia cava inferior ou femoral. Assim, evita-se a crítica de possível contaminação do sangue do coração em razão de alguma quantidade de álcool ainda presente no estômago. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 9 Após a morte, fenômenos cadavéricos podem ajudar a elucidar a causa mortis, como exemplo temos livores relacionados ao monóxido de carbono é róseo ou vermelho-carmin. Nos casos de intoxicação exógena por estricnina, observa-se um fenômeno denominado rigidez paradoxal, que se caracteriza por ser precoce, de grande intensidade e duradoura. TIPOS DE DROGAS E INTOXICAÇÕES: Cada tipo de substância que entra em contato com o organismo provoca reações próprias e possui características de reação igualmente próprias. Primeira importante espécie de intoxicação é o Hidrargirismo, que é a intoxicação pelo mercúrio, a qual pode apresentar complicações neurológicas, em razão da afetação do sistema nervoso, podendo alterar a pele e o pensamento, o controle total do sistema nervoso, e até levar a morte. A intoxicação pelo mercúrio é muito comum em áreas de garimpo, uma vez que tudo que é atingido pelo mercúrio morre. Quando acaba o garimpo mais nada nasce ali. Outro importante conceito é o de Mitridatismo, que é a intoxicação pelo arsênico. É mais perigoso do que o mercúrio, podendo matar até em doses mínimas. Esse tipo de substância era muito usado na época do reinado como meio de envenenamento. É um veneno inodoro, incolor e insípido, que age progressivamente no organismo. Existe um aspecto histórico interessante neste contexto, ligado ao rei Mitridates, o qual, com medo de ser assassinado, ingeria pequenas quantidades de arsênico diariamente no intuito de acostumar seu corpo com a droga, como que se quisesse criar tolerância à substância. Curiosamente, morreu a punhaladas. Essa ministração em doses progressivas, gradativas, em homenagem ao rei, recebeu o nome de Mitridatismo. Essa é a relação entre arsênico e Mitridatismo. Essa técnica de se envenenar em doses gradativas ganhou esse nome, embora possa ser adotada em qualquer veneno, mas, especificamente, surgiu no contexto do rei Mitrídates. A Mitridatizaçãopode ser entendida também como uma condição de imunidade a uma determinada substância alcançada através da habitualidade no consumo, devido à admissão de doses não letais constantes. Há, ainda, o saturnismo, que é a intoxicação pelo chumbo. Lembre-se que saturno é cinzento, sendo uma intoxicação pelo metal cinzento, como o chumbo, é saturnismo. Afeta muitas pessoas que trabalham em fábrica de vidros e cerâmicas. O chumbo cai na corrente sanguínea e afeta o cérebro, gerando um tipo de psicose, como uma doença mental. Os pesticidas são produzidos com organofosforado, que é um composto químico que mata insetos. Sua absorção pelo organismo poderá resultar em problemas neurológicos, perda do controle da musculatura, podendo gerar náuseas, CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 10 com vômitos e enjoos, além de salivação excessiva. Esses compostos organofosforados afetam as terminações nervosas. O organofosforato é classificado na farmacologia como um anticolinesterásico, ou seja, um colinérgico indireto, pois ele atua inibindo a ação da enzima acetilcolinesterase, enzima esta responsável por hidrolisar a Acetilcolina (Ach), portanto uma ação anticolinesterase. Note que o comando do corpo é do nervo para o músculo. Quando o nervo manda o comando para o músculo, ele faz isso através de um composto químico, chamado acetilcolina. A enzima chamada acetilcolinesterase retira a acetilcolina do local. Por sua vez, o organofosforado inibe a acetilcolinesterase, a qual tira a acetilcolina, e quando isso não ocorre a ordem dada pelo nervo fica mantida, o que vai gerar um estresse muscular e a pessoa começa a ter contrações, cólicas intensas, convulsões, prejudicando a diurese, além de salivações excessivas, ou seja, o corpo entra em um desarranjo total, podendo levar a morte. O pesticida é um bloqueador enzimático. Por fim, cumpre indicar outra letal substância, que é o chumbinho, produzido com base em um composto químico chamado carbamato. Sua função, assim como os demais pesticidas, é de inibir a acetilcolinesterase. Igualmente, poderá causar a morte exatamente como a pessoa que está envenenada pelo pesticida. a. Drogas psicoativas ou psicotrópicas: Como exposto acima, cada droga possui seu órgão de predileção, sendo que no caso das drogas psicoativas se atraem justamente pelo psíquico, atingindo a mente. Note que tropismo é atração. As drogas psicoativas são as mais comuns no dia a dia, exemplo é a cocaína, maconha, LSD, dentre outras. Note que o crack, oxi, merla, tudo isso é cocaína, diferenciando-se no grau de pureza, a qual resulta de uma análise da concentração e contaminação. Tabela 1 - Principais drogas psicoanaléticas e psicodislépticas: Cocaína Erythroxylon coca psicoanaléptico Inalação, injetável, via oral. Crack Erythroxylon coca psicoanaléptico Fumado, inalação. Merla Erythroxylon coca psicoanaléptico Fumado, inalação, CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 11 Por sua vez, as drogas psicoanalépticas são as estimulantes, como cocaína e seus derivados (crack, oxi, merla) e a anfetamina. Note que a anfetamina foi usada durante um tempo como droga para emagrecer e hoje é proibida. A droga psicodisléptica significa deficiente, altera, muda. Agarram na mente e distorcem a mente. Altera o curso do pensamento, distorcendo-o. São drogas alucinógenas. A droga que não é analéptica (estimulante) e nem disléptica (alucinante) é a droga psicolépica. São as drogas tranquilizantes. Tudo que for sedativo, anestésico, morfina e derivados (heroína), ópio, papoula, álcool, analgésico, é psicolépticas ou psicocataléptica. É uma droga depressora. injetável, via oral. LSD-25 (Lisergic Saure Dietilamine) Sintético psicodisléptico Via oral. Psilocibina Psylocybe heim psicodisléptico Fumado, inalação, via oral. Mescalina Lophophora willianse Psicodisléptico Fumado, inalação, via oral. Cogumelos Várias espécies Psicodisléptico Fumado, inalação, via oral. Maconha Cannabis sativa Psicodisléptico cataléptico Fumado. Haxixe Cannabis sativa Psicodisléptico cataléptico Fumado. Anfetamina Sintético psicoanaléptico Inalação, injetável, via oral. Ecstasy, tipo de anfetamina. Soma de sintéticos: varia segundo o produto Psicoanaléptico Via oral. Oxi Erythroxylon coca Psicoanaléptico Inalação, injetável, via oral CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 12 Tabela 2 - Exemplos de psicocatalépticas ou psicolépticas: Ópio Papaver sonniferium Cataléptico Fumado, via oral. Morfina Papaver sonniferium Cataléptico Injetado, via oral. Codeína Papaver sonniferium Cataléptico Via oral. Heroína Papaver sonniferium Cataléptico Injetável (parenteral). Papaverina Papaver sonniferium Cataléptico Injetável, via oral. Dernerol Sintético Cataléptico Injetável. Barbitúricos Sintéticos Cataléptico Injetável, via oral. Álcool, etanol. Fermentação sacarose Cataléptico Via oral, injetável. O álcool começa deprimindo a censura, sendo uma falsa impressão que que o álcool é estimulante, mas na verdade é depressor do sistema nervosos central. Quando ele mata, faz isso por depressão dos centros cardiorrespiratórios que ficam no bulbo, é uma parada cardiorrespiratória de origem bulbar. Note que só existe THC (tetraidrocanabinol) na maconha feminina. Só tem na flor, não tem na raiz, não tem no caule. SA folha, semente e o caule da cannabis sativa não são drogas para os fins da lei 11343/06, pois não há THC, portanto, não há crime em sua posse ou comercialização. Só há crime previsto na lei de drogas no caso da maconha se o agente portar folhas femininas. Note que o que vai determinar se o produto derivado da maconha é ou não droga para fins de incidência da lei de drogas é a presença do princípio ativo indicado na lista constante na portaria 344/98 da ANVISA, que é o Tetraidrocanabinol. Tal análise é importante porque, atualmente, há produtores de sementes de maconha geneticamente modificadas que possuem em sua composição o THC. Em sua mistura pura não há THC na semente. Portanto, cada caso deverá ser analisado separadamente, sendo de rigor a realização de exame toxicológico. Importante esclarecer que boa parte da comunidade cientifica considera a maconha uma droga tranquilizante. Mas para prova de Delegado a maconha é droga disléptica, é alucinógena. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 13 TOXICOSES EXÓGENAS: São produtos que, embora não ingeridos pela pessoa, portanto, de origem externa ao organismo, podem causar intoxicações. Note que exógena indica justamente o fato de a substância vir de fora. O agente não está usando drogas, não quer se inibir ou gerar alucinação, mas está em contato com uma substância que, se inalada, mata. É o caso de alguns produtos de limpeza, produtos para cabelo, para pele, os quais podem penetrar através dos poros. LEGAL HIGHS: São drogas legais, produzidas de forma sintética em laboratórios, possuindo a capacidade de gerar os mesmos efeitos das drogas ilícitas. Trata-se, justamente, de forma de burlar a proibição legal de determinadas substâncias, através da produção de elementos químicos que mimetizam os efeitos dasdrogas ilícitas, através da utilização de compostos químicos que não estão elencados na portaria 344/98, da ANVISA, portanto, seu uso é livre, podendo ser livremente vendidas. Portanto, são substâncias que, embora tenham outro nome e outra composição química, possui efeitos idênticos àqueles produzidos pelas drogas tradicionais. A legal highs, pode ser psicolépticas (psicocataléptico), psicoanalépticas ou psicodislépticas. Portanto, a legal highs, possuem efeitos múltiplos, de acordo com seu composto. b. Embriaguez: i. Conceito O álcool é o responsável, entre os principais, pelos óbitos ocorridos no mundo, seja pelas doenças vinculadas ou indiretamente (acidentes), concorrendo, ainda, para a metade das internações em instituições psiquiátricas, em quantidade maior que as demais drogas (estima-se uma proporção de 20:1 com relação a outras drogas). Embriaguez alcoólica é a "intoxicação, segundo Pedro Nunes, aguda ou crônica, pelas libações imoderadas, ou discretas, das bebidas alcoólicas, que produzem, por sua ação rápida ou lenta, perturbações somatopsíquicas do paciente". Aqui nos ocuparemos somente com a embriaguez aguda, porque a crônica é estudada no Cap. 16. Para os psiquiatras, tudo é alcoolismo-palavra introduzida em 1852 por Magnus Huss. Emil Kraepelin disse, no começo do século, que há "alcoolismo crônico em perspectiva toda vez que alguém venha a ingerir uma nova dose de bebida alco6lica (qualquer que seja), sem que a anterior tenha sido devidamente eliminada ... " O Subcomitê de Alcoolismo da OMS, em 1950, definiu como alcoolismo "toda e CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 14 qualquer forma de absorção de álcool, que exceda o consumo alimentar diário, tradicional e comum, em cada região, ou que ultrapasse o quadro dos hábitos sociais, próprios do conjunto de cada comunidade". Para A. L. Nobre de Melo, alcoolismo agudo é a mesma coisa que "embriaguez etílica, fenômeno agudo, transitório, decorrente da ingestão mais ou menos copiosa de bebidas alcoólicas, ou, mais precisamente, de sua ação tóxica maciça, instantânea, sobre o organismo, podendo fazer-se acompanhar ou não de turvação ou mesmo de obscurecimento completo da consciência". França (Medicina Lesai, 7ª edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004), diz que "embriaguez alcoólica é o conjunto de manifestações neuropsicossomáticas resultantes da intoxicação etílica aguda, de caráter episódico e passageiro. E alcoolismo uma síndrome psicoorgânica, caracterizada por um elenco de perturbações orgânicas e psíquicas resultante do uso imoderado e contínuo de álcool ou etanol, iodependendo, no momento do exame, de um maior ou menor consumo de bebida. Ou seja, a embriaguez é um estáoio e o alcoolismo um estado". Toxicocinética: A absorção do etanol após a ingestão é rápida, mas limitada devido à irritação da mucosa gástrica, que irá variar conforme a plenitude estomacal, a natureza da alimentação ingerida concomitantemente, a velocidade com que foi ingerido e o tipo da bebida. A passagem do álcool para a corrente sanguínea inicia-se 5 minutos após sua ingestão e atingirá um pico de concentração em cerca de 30 a 90 minutos, sendo absorvidos 20% no estômago e 80% no intestino. Toxicodinâmica: De início, ao inibir os mecanismos neuronais, ocorre a estimulação, conforme descrito. Os efeitos provocados pelo álcool estão relacionados, diretamente, com a alcoolemia em ascensão. Intoxicação aguda: » período de euforia; » período médico-legal (falta de coordenação etc.); » período comatoso, que começa com arrefecia, atonia, midríase, pulso lento, hipotensão, hipotermia, exaltação das funções digestivas (vômitos), culminando em óbito por parada cardíaca. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 15 ii. Tipos de embriaguez Quanto à maior ou menor participação da volição no início ou no prosseguimento da ingestão da bebida alcoólica, podemos classificar a embriaguez etílica, com manifestações fisiológicas ou patológicas, em: Embriaguez culposa. Decorrente da imprudência ou negligência de beber exageradamente e de não conhecer os efeitos reais do álcool. Também não isenta de responsabilidade. Segundo FRANÇA, os tipos de embriaguez são: ▶ Embriaguez preterdolosa. O agente não quer o resultado, mas sabe que, em estado de embriaguez, poderá vir a cometê-lo, assumindo, mesmo assim, o risco de produzi- lo. Não isenta de responsabilidade; ▶ Embriaguez fortuita. É a embriaguez ocasional, rara, em momentos especiais, tendo origem em um erro compreensível e não em uma ação predeterminada ou imprudente, por isso, pode isentar o agente de pena; ▶ Embriaguez acidental. Seria o exemplo de um indivíduo que, por engano, tomasse uma bebida como inócua e se tratasse de uma de grande teor alcoólico, ou ingerisse remédio que potencializasse os efeitos de pequenas doses de bebida considerada inócua; quando caracterizada, o agente pode gozar o benefício da isenção de responsabilidade; ▶ Embriaguez por força maior. É aquela que a capacidade humana é incapaz de prever ou resistir. Por exemplo, no carnaval, em que todos bebem, alguém se entrega a tal procedimento a fim de não ficar em desacordo com o meio e não contrariar os circunstantes, ou, em razão do trabalho, é obrigado a permanecer em local saturado de vapores etílicos. É possível a redução da pena; ▶ Embriaguez preordenada. É a forma de embriaguez em que o agente se embriaga com o propósito de adquirir condições psíquicas que favoreçam a prática criminosa. Nesses casos, a lei considera circunstância agravante da pena. No entanto, se o agente já se achava embriagado antes dos fatos e tão somente se aproveita de suas condições para a prática do crime, afasta-se a agravante (JCAT 79/727); ▶ Embriaguez habitual. Há indivíduos que vivem sob a dependência do álcool. Assumem um estado de “normalidade” sob o efeito da bebida, equilibrando suas reações e escondendo suas inibições em condições de frequente embriaguez; A tolerância, como visto, é a necessidade de usar doses cada vez maiores de determinada substância psicoativa para obter os mesmos efeitos produzidos anteriormente, por isso é muito difícil determinar a embriaguez com base na dose da CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 16 droga presente no sangue. Não se confunde a embriaguez com quantidade de álcool no sangue. Surge o conceito de Flashback, que é uma manifestação de repetição dos sintomas, mesmo sem o uso da droga. Tempos depois que o agente já não usa a droga, o cérebro busca as informações antigas e as levanta em um dado momento. A pessoa sente tudo que sentia, embora sem usar droga alguma. Essa situação se manifesta no dependente químico de droga, sobretudo do álcool. Todo esse contexto remete à teoria da “actio libera in causa” (ação livre na causa), a qual não impõe a análise da imputabilidade no momento em que o fato ocorre, mas no momento em que o agente resolveu se embriagar sabendo que tinha uma responsabilidade. Essa situação não gera qualquer reflexo em relação à responsabilidade penal, já que o agente só terá diminuição de pena ou isenção se a embriaguez for por caso fortuito ou força maior. Conforme leciona Cirino dos Santos "'a actio libera in causa” tem por objeto situações de auto-incapacitação temporária, nas quais o autor, no estado anterior de capacidade de culpabilidade, determinaa cadeia causal do fato punível, realizado no estado posterior de incapacidade de culpabilidade". Existem seis tipos de embriaguez, sendo que cinco estão previstas no CPB, que são a voluntária, culposa, pré-ordenada, decorrente de caso fortuito e decorrente de força maior. Uma sexta que não está no Código Penal brasileiro é a embriaguez patológica, a qual pode admitir duas explicações, uma na medicina legal e outra no direito penal. É comum no direito penal que se fale que a embriaguez patológica é aquela que atinge o dependente químico de álcool, cujo fígado não suporta mais a metabolização do álcool, se embriaga com uma pequena dose de álcool, atingindo níveis de embriaguez. É uma pequena dose que resulta em um efeito porque o agente não aguenta mais a droga. No entanto, para a medicina legal o agente não bebe, nunca bebeu e não gosta de beber, mas excepcionalmente bebe uma pequena quantidade de bebida e, ao ingerir essa pequenina dose, que não colocaria ninguém bêbado, surge uma idiossincrasia enorme, com uma agressividade imensa, violenta e incompreensível. A pessoa toma atitudes de quem está embriagado, sem que esteja nessa condição. O agente se comporta como se estivesse embriagado depois que tomou uma pequena dose de álcool. Algumas horas depois desaparece tudo, e ele não se lembra de nada. É uma pequena dose que resulta em um efeito inesperado. Síndrome de Korsakoff: CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 17 A síndrome de Korsakoff ou síndrome de Wernicke-Korsakoff manifesta-se quando a pessoa já bebeu muito, tornando-se dependente químico do álcool, com uso crônico. Dentre os vários efeitos nefastos surge a complicação na memória. A síndrome de Korsakoff decorre da ação lesiva do álcool no sistema nervoso central, o que leva a um quadro de amnésia grave, chamado de blackout. A síndrome de Korsakoff pode aparecer na prova com a expressão de efeito palimpsesto. Papiro era um tipo de papel usado na antiguidade, onde era grafada a mensagem, e enviada ao destinatário, que apagava o escrito e enviava de volta, com nova mensagem, resultando em esquecimento. Outro efeito é a alucinose alcoólica, como manifestação de psicoses. A síndrome de Korsakoff faz com que a pessoa fantasie as lembranças apagadas. Ele não fala que esqueceu determinada informação. A pessoa preenche uma lacuna com alguma informação fabulada, mas acredita que realmente é verdade. Essa história lacunar é típica no dependente de álcool. É o Korsakoff, palimpsesto, blackout, alucinose alcoólica, os quais são distúrbios de memória que geram esquecimento. Não é má-fé ou mentira, realmente o indivíduo não sabe o que se passou. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 18 2. QUESTÕES 1 - Sobre a perícia médico-legal nos casos de envenenamento, é correto afirmar que: a) Livores hipostáticos podem indicar envenenamento por monóxido de carbono se apresentarem tonalidade violácea. b) O exame interno das cavidades tem pouca importância, limitando-se à coleta de tecidos para perícia laboratorial. c) A estricnina e seus análogos causam uma antecipação da rigidez muscular. d) A coleta de sangue extravasado para as cavidades abdominal ou torácica deve ser preferida para realização de perícia toxicológica. e) Substâncias como o fósforo e alguns compostos de arsênio causam lesão hepática centrolobular mais frequentemente. 2 - A ação potencializadora dos efeitos tóxicos determinados pela ingestão simultânea de várias substâncias venenosas é denominada a) Fixação. b) Sinergismo. c) Toxicidade. d) Transformação. 3 - Se um indivíduo em uso de medicamentos que são potencializadores do efeito alcoólico sobre o sistema nervoso, desconhecendo essa informação, ingere bebida alcoólica e passa a apresentar sinais inequívocos de embriaguez, tal fato pode ser considerado embriaguez a) preordenada. b) habitual. c) culposa. d) acidental. e) fortuita. 4 - O princípio do Actio Libera in Causa poderá ser aplicado nas seguintes situações que resultaram em crime, EXCETO: a) embriaguez voluntária ou culposa em que o indivíduo sabe que exercerá a função de garantidor. b) no caso de embriaguez preordenada. c) no caso de embriaguez patológica, conhecida previamente pelo indivíduo, que ainda assim se embriaga. d) no caso de paciente epiléptico adulto, devidamente tratado desde a infância e que se embriaga. e) no caso de alcoólatra que se embriaga, sabendo que deverá comparecer ao trabalho. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 19 5 - Em relação às bases conceituais da Toxicologia, assinale a afirmativa correta. a) A Toxicologia investiga aspectos legais decorrentes dos danos orgânicos causados por agentes biológicos. b) A Toxicologia estuda a relação entre o agente químico e a reação tóxica causada por este agente no organismo. c) A Toxicologia não estuda possíveis interações tóxicas dos medicamentos com o organismo vivo. d) A Toxicologia estabelece qual a dose letal média (DL50) elevada de um agente químico é indício de alta toxicidade, portanto, insegura para o organismo. e) A Toxicologia estabelece que o antídoto é necessariamente provido de atividade biológica intrínseca. 6 - Em relação à embriaguez, é correto afirmar que a) o álcool é um estimulante do Sistema Nervoso Central, visto a fase de euforia que ocorre nas etapas iniciais da intoxicação. b) a mortalidade e a morbidade por consumo de álcool não são relevantes em números absolutos, embora o alcoolismo possa atingir um percentual aproximado de 10% da população. c) os elementos de uma avaliação que levem ao diagnóstico de presunção de embriaguez são suficientes para elaborar e concluir o laudo pericial. d) o diagnóstico de embriaguez alcoólica deve ser preferencialmente clínico. e) o indivíduo que bebe sem o intuito de embriagar-se, mas o faz inadvertidamente, está isento de responsabilidade. 7 - Sobre embriaguez alcoólica e perícia médico-legal, assinale a alternativa correta. a) Embriaguez alcoólica, alcoolismo e alcoolemia são sinônimos na prática médico-legal. b) O valor numérico referente a uma taxa de concentração de álcool no sangue tem valor absoluto em relação à caracterização médico-legal da embriaguez. c) A dosagem de álcool no sangue de veia femoral do cadáver é útil, desde que os fenômenos putrefativos ainda não estejam presentes. d) Segundo a literatura médico-legal, a determinação da concentração de álcool no ar expirado através do etilômetro (bafômetro) praticamente não tem resultados falso-positivos. e) A absorção do álcool no organismo inicia-se no estômago. 8 - A intoxicação alcoólica patológica é caracterizada por a) rebaixamento do nível de consciência após a ingestão de qualquer quantidade de bebida alcoólica. b) carência emocional exacerbada com necessidade de toque interpessoal, inclusive com pessoas desconhecidas c) apego demasiado em relação às próprias vestes e de terceiros. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 20 d) desproporção entre a quantidade de álcool ingerida e a magnitude da reação apresentada pela pessoa. e) memória e atenção preservadasem relação a todos os atos efetuados durante a intoxicação. 9 - No que se refere ao uso compulsivo de drogas, pode-se afirmar que I – tolerância é a diminuição do efeito da mesma dose de uma droga quando administrada de forma repetida por um determinado período de tempo. II – dependência física é o desejo incontido de obter e administrar a droga para alcançar prazer ou alívio do desconforto. III – síndrome de abstinência é o conjunto de sinais e sintomas em maior intensidade dos habitualmente produzidos pela droga, que surgem com a brusca queda do teor da droga no sangue. Quais afirmações estão corretas? a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a III. d) Apenas a I e a III. e) A I, a II e a III. 10 - Agentes anticolinesterásicos são extremamente tóxicos. A alternativa que apresenta a classe de compostos com atividade anticolinesterásica é: a) betalactâmicos. b) triazinas. c) tetraciclinas. d) organofosforados. e) opiáceos. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 21 3. GABARITO COMENTADO 1 - Livores relacionados ao monóxido de carbono é róseo ou vermelho-carmin, e não violáceo. Nos casos de intoxicação exógena por estricnina, observa-se um fenômeno denominado rigidez paradoxal, que se caracteriza por ser precoce, de grande intensidade e duradoura. RESPOSTA: C 2 - Fixação: é a etapa do envenenamento em que a substância tóxica se localiza em certos órgãos de acordo com o seu grau de afinidade. Sinergismo: é a ação potencializadora dos efeitos tóxicos decorrentes da ingestão simultânea de várias substâncias venenosas. Toxicidade: a propriedade que tem determinada substância de causar internamente, por efeito químico, um dano a um organismo vivo. Transformação: é processo pelo qual o organismo tenta se defender da ação tóxica do veneno. RESPOSTA: B 3 - Segundo FRANÇA, ▶ Embriaguez acidental. Seria o exemplo de um indivíduo que, por engano, tomasse uma bebida como inócua e se tratasse de uma de grande teor alcoólico, ou ingerisse remédio que potencializasse os efeitos de pequenas doses de bebida considerada inócua; quando caracterizada, o agente pode gozar o benefício da isenção de responsabilidade; RESPOSTA: D 4 - Lembrando; a teoria da “actio libera in causa” é aquela em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento de uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não se podendo alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico, visto que a consciência do agente existia antes de se colocar em estado de inimputabilidade. A única hipótese é a de alcoolismo, que é a condição de dependente de droga prevista no art. 45 da lei 11.343/06 em que o agente é incapaz de não interromper o uso da substancia que lhe prejudica a consciência, não havendo, pois, o dolo/culpa no ato do alcoólatra que se embriaga antes do serviço, pois desde antes ele já não estava no pleno exercício das faculdades mentais em virtude da dependência. Em todas as outras assertivas o agente estava prévia e absolutamente CONSCIENTE, e agiu com dolo ou com culpa por imprudência quando ingeriu a substancia. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 22 RESPOSTA: E 5 - A área da toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos causados pelas substâncias químicas ao interagirem com organismos vivos. O objetivo da toxicologia é a avaliação do risco, o que constitui condição indispensável para o estabelecimento de medidas de segurança na utilização dos compostos químicos e, por conseguinte a proteção dos indivíduos expostos. REPOSTA: B 6 - Segundo FRANÇA, O diagnóstico da embriaguez baseia-se em manifestações clínicas (ex: odor etílico, alteração da marcha). RESPOSTA: D 7 - A) INCORRETA. Embriaguez é a curva metabólica do álcool, ou seja, o tempo de permanência do álcool no organismo e intoxicação resultante da ingestão do álcool (exceto em casos crônicos); Alcoolismo é uma doença crônica caracterizada pelo consumo incontrolável de álcool, condicionado pela dependência; e Alcoolemia consiste na presença ou concentração de álcool no sangue. B) INCORRETA. Pessoas que tenham ingerido a mesma quantidade de álcool podem apresentar alteração na sua capacidade psíquica de maneira diferente, em razão da tolerância por exemplo ou da massa corporal. C) CORRETA. A coleta do sangue de um coração intacto é conveniente para a dosagem alcoólica, enquanto que outros recomendam usar uma amostra periférica, como a veia femural, que é menos suscetível às mudanças pós-morte, por causa da distância do estômago. Entretanto, a coleta do sangue cardíaco é considerada importante quando o volume da veia femural é limitado, como acontece nos traumas dos membros inferiores. D) INCORRETA. Alguns fatores podem acusar um falso positivo, como exemplo: prolongado jejum, dietas específicas e diabéticos metabolicamente descompensados. E) INCORRETA. Começa já na mucosa oral, mas é no estômago que se intensifica, para se tornar máxima no intestino delgado. 8 - A Intoxicação Patológica (Idiossincrática) causada pelo Álcool caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de álcool. RESPOSTA: D 9 - Chama-se tolerância a necessidade de doses cada vez mais elevadas. Dependência, uma interação que existe entre o metabolismo orgânico do viciado e o consumo de CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 23 uma determinada droga, sendo a dependência psicológica a que ocorre sempre que uma droga afeta o sistema de recompensa encefálico. As sensações agradáveis produzidas causam o desejo de continuar usando a droga. E de crise de abstinência uma síndrome caracterizada por tremores, inquietação, náuseas, vômitos, irritabilidade, anorexia e distúrbios do sono, exacerbados pela falta da droga. RESPOSTA: D 10 - O organofosforato é classificado na farmacologia como um anticolinesterásico, ou seja, um colinérgico indireto, pois ele atua inibindo a ação da enzima acetilcolinesterase, enzima esta responsável por hidrolisar a Acetilcolina (Ach), portanto uma ação anticolinesterase. RESPOSTA: D