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Enfermagem na medicina nuclear

Caderno de estudos sobre Enfermagem na Medicina Nuclear. Contém: Unidade I — conceitos gerais, indicações/contraindicações e radiofármacos; Unidade II — equipe multiprofissional e preparo de exames; Unidade III — PGRSS e gestão de rejeitos radioativos; recursos pedagógicos para EaD.

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Carolina

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Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
EnfErmagEm na mEdicina nuclEar
Elaboração
Chennyfer Dobbins Abi Rached
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APrESEntAção ................................................................................................................................. 4
orgAnizAção do CAdErno dE EStudoS E PESquiSA .................................................................... 5
introdução.................................................................................................................................... 7
unidAdE i
MEDICINA NUCLEAR .............................................................................................................................. 9
CAPítulo 1
CoNCEItos gERAIs ................................................................................................................. 9
CAPítulo 2
INDICAçõEs E CoNtRAINDICAçõEs ..................................................................................... 14
CAPítulo 3
RADIofáRMACos ................................................................................................................. 59
unidAdE ii
EQUIPE MULtIDIsCIPLINAR .................................................................................................................... 71
CAPítulo 1
AtRIbUIçõEs E CoMPosIção DA EQUIPE MULtIPRofIssIoNAL ............................................... 71
CAPítulo 2
PREPARo DE ExAMEs ............................................................................................................. 80
unidAdE iii
gEstão DA sAÚDE oCUPACIoNAL ..................................................................................................... 88
CAPítulo 1
PRogRAMA DE gERENCIAMENto DE REsíDUos DE sAÚDE (PgRss) ........................................ 88
CAPítulo 2
gEstão DE REjEItos RADIoAtIvos ...................................................................................... 101
PArA (não) FinAlizAr ................................................................................................................... 114
rEFErênCiAS ................................................................................................................................ 116
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém 
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a 
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para 
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos 
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
6
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
introdução
figura 1.
fonte: <http://playmagem.com.br/portal/wp-content/uploads/2015/08/mn-600x450.jpg>.
A Medicina Nuclear (MN) é uma especialidade que se utiliza de fontes de radiação 
ionizante não seladas (fontes abertas) para fins diagnósticos e terapêuticos. 
Dentre os métodos diagnósticos por imagem, essa especialidade é a única que propicia 
a avaliação da fisiopatologia de determinado órgão ou sistema. 
É a emissão de radiação ionizante dos radiofármacos que permite capturar sinais e 
depois eles são processados e convertidos em imagens ou contagens, cuja representação 
gráfica reflete a situação da parte do corpo que está sendo estudada.
A qualificação de imagem funcional propicia observar a perfusão sanguínea, a 
captação, a retenção e a excreção de marcadores radioativos por parte de determinado 
órgão-alvo. 
O uso dessas fontes, conhecidas como radioisótopos, consiste na associação de um 
radionuclídeo a um fármaco que tem afinidade específica a determinados órgãos e 
tecidos do corpo humano. 
As aplicações da medicina nuclear está aumentando através de avanços na obtenção 
de imagens digitais e de novos radiofármacos, avaliando órgãos, sistemas orgânicos e 
várias funções fisiológicas.
Na história da MN existem três cronologias de eventos, dentre elas uma referente 
ao desenvolvimento dos equipamentos, outra a geração de isótopos utilizáveis em 
diagnóstico e terapia e a última relata as investigações laboratoriais com traçadores. 
8
No diagnóstico, as imagens obtidas são “retratos internos” dos órgãos avaliados, de 
como e onde ocorrem as concentrações de radiofármacos em um indivíduo.
A imagem é adquirida de dentro para fora, essas que são conhecidas como cintilografias, 
cintigrafias e são formadas em telas de computadores após a detecção da radiação 
emitida pelo paciente em equipamentos chamados de Gama-Câmaras.
As técnicas SPECT e PET também fazem parte da área de diagnóstico em medicina 
nuclear.
objetivos
 » Conhecer o campo de atuação da Medicina Nuclear.
 » Entender como funciona e quais cuidados os profissionais de saúde 
devem se atentar na Medicina Nuclear.
 » Aprofundar conceitos sobre as indicações e contraindicações em Medicina 
Nuclear.
 » Aprender sobre o Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde, 
mas especificamente a gestão dos rejeitos radioativos.
9
unidAdE iMEdiCinA nuClEAr
CAPítulo 1
Conceitos gerais
figura 2.
fonte: <http://www3.gehealthcare.com.br/~/media/images/brazil/products/medicina%20nuclear/hospital-do-cancer-12.jpg>.
A Medicina Nuclear (MN) é uma especialidade derivada da Radiologia, que utiliza 
radionuclídeos (isótopos radioativos) para fins diagnósticos e terapêuticos. Estes 
radionuclídeos possuem características físicas e químicas.
A Organização Mundial da Saúde assim define a Medicina Nuclear: 
A Medicina Nuclear é a especialidadeque se ocupa do diagnóstico, 
tratamento e investigação médica mediante o uso de radioisótopos 
como fontes radioativas abertas. 
A Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear a define como:
A especialidade médica que emprega fontes abertas de radionuclídeos 
com finalidade de diagnóstico e de terapia. 
10
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Radioisótopos são elementos químicos instáveis que passam à forma estável, 
Gerador de Tecnécio, através da emissão de partículas energéticas ou energia 
pura (radioatividade, radiação ionizante). 
Quando emitida a partir do núcleo do átomo, esta radiação chama-se raio gama, 
enquanto raio X é a denominação da energia emitida pela eletrosfera. 
O radioisótopo mais frequentemente utilizado em MN é o tecnécio - 99m (99m 
Tc), o qual aproxima-se do ideal para a obtenção de imagens através da gama-
câmera, pois emite raios gama de 140 KeV (quiloelétron-volts). 
Outra característica vantajosa desse radioisótopo é a sua meia-vida física, que 
é de 6 horas, fazendo com que somente 6,25% da dose inicialmente injetada 
esteja presente 24 horas após. 
Além desse decaimento natural, há a excreção fisiológica do radioisótopo, o 
que torna a meia-vida efetiva (tempo necessário para o corpo eliminar 50% de 
qualquer dose radioativa) significativamente mais curta. 
A Medicina Nuclear é um meio seguro e eficiente, em geral indolor e não invasivo. 
A Medicina Nuclear (MN) é um método complementar que evidencia bem a função e 
metabolismo do órgão em estudo.
A radiologia convencional como o ultrassom (US), tomografia computadorizada (TC) e 
ressonância magnética (RM) destacam melhor o aspecto morfológico e anatômico. 
A RM, atualmente, tem aplicabilidade na avaliação da função de alguns órgãos. 
figura 3.
fonte: <http://www.doutormedicamentos.com.br/wm/admin/upload/0604144557radiofarmacia-logo.png>.
11
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
À semelhança da radiologia convencional (RC) e da tomografia computadorizada por 
transmissão (TC), os radioisótopos ou radionuclídeos utilizados em MN são emissores 
de radiações ionizantes, que em vez de serem geradas a partir de fonte externa ao 
paciente como na RC e na TC, são injetadas endovenosamente e em pequenas doses, de 
maneira a se concentrar em determinado órgão ou sistema.
Existe também a técnica cuja administração do radioisótopo pode ser feita via 
comprimido oral, como, por exemplo, o iodo 131 na avaliação funcional da tireoide.
Após a captação do radioisótopo pelo órgão-alvo, o paciente é posicionado sob detector 
(gama-câmera) e inicia-se a captação das imagens cintilográficas. 
figura 4. Especificação de um espectro gama.
Detector Pré-
ampli�cador Ampli�cador
Alta
Voltagem
Conversor
Analógico
Digital
(CAD)
fonte: <http://www.scielo.br/img/revistas/qn/v32n6/42f05.gif>.
É um conjunto de procedimentos de alta sensibilidade para encontrar anormalidades na 
estrutura e na função dos órgãos estudados, com a virtude de identificar, precocemente, 
numerosas alterações orgânicas e funcionais em relação a outros métodos diagnósticos. 
Além de seu uso no diagnóstico, o método permite avaliar recidivas, acompanhar a 
evolução, a remissão ou a progressão de certas enfermidades. 
figura 5. Evolução da doença.
fonte: <http://radiologia.blog.br/images/medicina-nuclear-2.jpg>.
12
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Os procedimentos utilizados em Medicina Nuclear têm a virtude de substituir testes com 
maior risco de exposição às radiações, além de propiciar melhor conforto ao paciente 
se comparado a outras técnicas diagnósticas e terapêuticas em determinadas doenças.
Hevesey, em 1923, usou chumbo radioativo para estudar o metabolismo do 
cálcio em plantas, empregando um contador Geiger-Muller.
Em 1950, surgiu o protótipo da imagem de tireoide com o uso de 131 Iodo e, em 
seguida, surgiu o primeiro cintilógrafo retilíneo e a primeira câmara de cintilação 
chamada de câmara Anger. Desde então, o desenvolvimento de computadores 
dedicados à imagem e de radiotraçadores tem ocorrido para a expansão da 
Medicina Nuclear, principalmente, aplicada às doenças cerebrais, cardíacas e 
oncológicas.
A câmara de cintilação consiste de: 
 » colimador: tem a função de guiar os raios emitidos pelo sistema em 
estudo até o cristal do detector; 
 » detector: pode ser um cristal de cintilação, por exemplo, o cristal de iodeto 
de sódio ativado com tálio – NaI (Tl) ou um detector semicondutor, como 
o de germano lítio – GeLi; 
 » sistemas eletrônicos para o processamento do sinal; 
 » sistemas de registros de imagem (atualmente câmaras são acopladas a 
computadores). 
O detector de cintilação, NaI (Tl), tem a propriedade de produzir cintilações (luz) devido 
à interação da energia da radiação com o cristal. 
figura 6.
fonte: <https://www.3bscientific.com.br/imagelibrary/U46000/U46000_01_NaI-tl-Detector-de-cintilacao.jpg>.
13
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
No interior do sistema, existem tubos de fotomultiplicadoras contendo vários dinodos 
internamente, que têm a função de produzir um número elevado de elétrons no final 
do evento. 
Estes são detectados por cada fotomultiplicadora que produz um pulso elétrico (sinal 
eletrônico) cuja altura é proporcional à energia da radiação incidente. 
Ele é processado e a informação registrada sob a forma de uma imagem ou dígitos.
Na Medicina Nuclear são utilizadas substâncias radioativas chamadas de traçadores. 
Existem diversos traçadores, cada um com sua especificação e precisamente designado 
para seu órgão alvo.
figura 7. traçadores.
fonte: <http://images.slideplayer.com.br/19/6065392/slides/slide_5.jpg>.
Além dos diagnósticos, ela também apresenta aplicações terapêuticas para certas 
doenças. 
14
CAPítulo 2
indicações e contraindicações
figura 8.
fonte: <http://climedi.com.br/site/wp-content/uploads/2015/10/gEHC-Nuclear-Medicine-xeleris_overview.jpg>.
Existem diversas indicações para a utilização da Medicina Nuclear, desde o diagnóstico 
até o tratamento.
Para melhor compreensão, serão divididas as indicações e contraindicações pelos 
sistemas do nosso organismo.
Sistema nervoso Central (SnC)
figura 9.
fonte: <http://imgsapp.sites.uai.com.br/app/noticia_133890394703/2013/12/24/146955/20131224100643937007u.jpg>.
Inicialmente, os estudos radionuclídicos no cérebro restringiam-se às cintilografias 
planares do SNC e aos estudos dos espaços liquóricos, realizadas no cintígrafo retilíneo. 
Com o surgimento das gama-câmaras planares associadas a computadores foi possível 
a realização de estudos dinâmicos cerebrais, o fluxo cerebral, que era semelhante à 
arteriografia cerebral. 
15
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Depois, em meados de 70, teve-se a tomografia computadorizada seguida da Ressonância 
Magnética.
Com o aperfeiçoamento de novos equipamentos juntamente com o desenvolvimento 
de radiofármacos contendo elementos com propriedades físicas adequadas, além das 
propriedades biológicas, a avaliação da perfusão com a técnica de obtenção de imagens 
por meio da cintilografia cerebral tomográfica (SPECT) foi lançada.
A tomografia computadorizada com emissão de foto única (SPECT) e tomografia por 
emissão de pósitron (PET) trouxeram um avanço nas aplicações da Medicina Nuclear 
nos estudos do Sistema Nervoso Central. 
o que são SPECt?
A obtenção de imagens funcionais tomográficas é conhecida pela sigla SPECT 
(single photon emission computed tomography) possibilitando a obtenção de 
imagens funcionais tridimensionais, evitando a sobreposição de estruturas que 
ocorre nas imagens bidimensionais.
Depois que o paciente é injetado com o radiofármaco e posicionado sob o 
detector da gama-câmera, podem ser obtidas imagens planares e imagens 
tomográficas. 
As primeiras são projeções bidimensionais do fluxo de fótons gerados a partir do 
órgão-alvo, sendo utilizadas, por exemplo, nos estudos de rastreamento ósseo 
de corpo inteiro (cintilografia óssea) ou para a avaliação de órgãos específicos 
como o fígado e a tireoide. 
O uso de SPECTpermite o estudo da distribuição do radiofármaco nos diversos 
planos anatômicos do órgão-alvo (transaxial, coronal e sagital), aumentando a 
sensibilidade do método.
figura 10.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-4w4Kj1ulZH0/vemltzH6bPI/AAAAAAAAD3w/EeM2bM4p8bU/s1600/Qualidade.jpg>.
16
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
O SPECT é utilizado principalmente na avaliação da perfusão miocárdica e 
cerebral, assim como na detecção de hemangiomas hepáticos e de doença da 
coluna vertebral. 
A Tomografia por Emissão de Fótons (SPECT) mede modificações de perfusão 
ao invés de parâmetros metabólicos, não consegue medir o fluxo do volume 
sanguíneo cerebral regional. 
tomografia por Emissão de Positron (Positron 
Emission Tomography – PEt) 
Esse método diagnóstico emprega radionuclídeos de curta meia-vida para avaliar 
o metabolismo de diversos órgãos pelo fluxo sanguíneo. Também pode captar o 
metabolismo através do índice de extração da glicose.
figura 11.
fonte: <http://static.hsw.com.br/gif/nuclear-medicine-brain.gif>.
lembre-se…
A curta meia-vida é o tempo em que a quantidade diminui pela metade por decaimento 
radioativo 
no PET, o radionucleotídeo mais comum é o Fludeoxyglucose F 18 (18FDG).
17
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
figura 12.
fonte: <http://images.rxlist.com/images/rxlist/fludeoxyglucose1.gif>.
Leia mais sobre essa droga em:
<http://www.rxlist.com/fludeoxyglucose-drug.htm>.
O PET auxilia no diagnóstico de questões muito específicas de relevância clínica e 
fisiológica.
Nos estudos cerebrais, o PET consegue mostrar imagens fisiológicas com cortes 
seccionais, obtêm imagens funcionais ou metabólicas de maneira quantitativa e 
qualitativa à fisiologia cerebral, bases bioquímicas para doenças clínicas também são 
apresentadas.
Vários radiotraçadores permitem entender a fisiopatologia e a bioquímica de várias 
doenças neurológicas, por exemplo.
figura 13.
fonte: <https://www.researchgate.net/profile/Dustin_osborne/publication/260432336/figure/fig1/As:271488922157059@144173
9411169/figure-4-A18fDg-PEtCt-showing-large-focal-lesion-from-metastatic-cholangiocarcinoma.png>.
Diversas áreas da medicina utilizam deste meio diagnóstico e acompanhamento de 
evoluções de doenças, como o Alzheimer e outras demências, epilepsia, na avaliação 
pré-sintomática de indivíduos com risco de ter a doença de Huntington, isquemia 
cerebral. 
18
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Na isquemia cerebral, em condições normais a circulação cerebral libera o excesso de 
oxigênio para o tecido cerebral, somente 35 a 40% do oxigênio suprido para o cérebro 
é extraído. 
figura 14.
fonte: <http://www.cirugianeurologica.com.mx/wp-content/uploads/2011/10/isquemia3.png>.
O cérebro, por meio de seus mecanismos autorreguláveis, pode aumentar o fluxo 
sanguíneo e extrair uma maior porcentagem de oxigênio quando a demanda de energia 
aumenta. 
Estes mecanismos particulares tentam manter uma taxa metabólica cerebral constante 
de consumo de oxigênio. 
Esta taxa é determinada através do requerimento de energia neuronal sináptica e 
atividade bioquímica. Essas complexas interações são variáveis importantes no estudo 
de pacientes com doença vascular cerebral. 
figura 15.
fonte: <http://www.epilepsia-cirurgia.com.br/Imagens/figura_86.jpg>.
19
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
O PET permite determinar quantitativamente a taxa metabólica de O2, o fluxo 
sanguíneo cerebral, a volemia cerebral e a fração de extração de oxigênio. Dessa forma, 
é possível com as técnicas de PET, investigar, totalmente, a hemodinâmica cerebral e o 
metabolismo energético em indivíduos com diversas formas de doença cerebrovascular. 
O PET pode medir parâmetros de perfusão, como fluxo e volume sanguíneo cerebral 
regional. 
Cintilografia
A cintilografia é a imagem formada a partir da cintilação, ou seja, da ocorrência 
de eventos luminosos quando da interação de um fóton com o cristal que faz 
parte da gama-câmera. Os termos cintilografia, cintigrafia, cintilograma e 
fotocintilografia são usados indistintamente e referem-se às imagens obtidas 
através da gama-câmera. 
figura 16.
fonte: <http://radiologia.blog.br/images/cintilografia-4.jpg>.
Exame cintilográfico cerebral
A Barreira hemato-encefálica (BHE) controla o movimento de substâncias do espaço 
vascular para o fluido extra celular cerebral, permite a passagem de nutrientes essenciais 
ao cérebro como: oxigênio, glicose e eletrólitos.
Para as imagens tomográficas, os radiotraçadores participam do metabolismo cerebral, 
por exemplo, a glicose (18F) informa sobre a sua perfusão e o metabolismo cerebral. 
Na rotina de obtenção de imagens planares obtém-se as incidências anterior, posterior, 
laterais e vértex do crânio. 
Avalia-se a região da face, pescoço e região externa do crânio.
20
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Normalmente, não se encontra atividade do radiofármaco no tecido cerebral normal, 
exceto quando houver ruptura da barreira hemato-encefálica e difusão da substância 
radiomarcada para os hemisférios cerebrais. 
Usam-se os radiofármacos para cintilografia cerebral planar:
 » 99mTc-DTPA (dietileno-triamina penta acético). 
 » 131I-Fluoresceína. 
 » 99mTc-GHP (glucoheptonato). 
Dose: 740 MBqVia de administração: IV 
Imagens: anterior, laterais, posterior e vértex. 
Radiofármacos usados na SPECT (Tomografia computadorizada por emissão de foto 
único): 
 » 133Xe e Aminas atravessam a BHE íntegra 123I-IMP (para iodo N 
isopropil anfetamina). 
 » 123I-HIPDM (hidroxil iodo propano diamino trimetil). 
 » 99mTc-HMPAO (hexametil propileno amino oxima). 
 » 99mTc-ECD (dimero do etil cisteinato). 
linfocintilografia
O linfedema é de diagnóstico clínico na grande maioria dos pacientes, porém a obtenção 
de imagens permite melhor compreensão dos fenômenos fisiopatológicos possibilitando 
o estabelecimento do diagnóstico em determinados casos. 
A linfocintilografia permite a avaliação funcional do sistema, pois as imagens obtidas 
dependerão da absorção da macromolécula pelos linfáticos iniciais e do seu transporte 
ativo pelos vasos coletores.
figura 17.
fonte: <http://www.rbcp.org.br/imagens/22-02-02-fig03.jpg>.
21
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Na linfocintilografia captam-se as imagens dos vasos linfáticos e linfonodos com uma 
câmara de cintilação após injeção subcutânea ou intradérmica de pequenas quantidades 
(de 0,1 a 0,5 ml) de macromoléculas acopladas a material radioativo.
Usa-se, normalmente, o Tecnécio (Tc 99m); partículas menores que 10 mm não 
devem ser utilizadas por atravessarem, livremente, tanto os linfáticos iniciais quanto 
os capilares sanguíneos, não demonstrando, portanto, imagens específicas dos vasos 
linfáticos; partículas com diâmetro acima de 100 mm apresentam transporte muito 
lento, por ser este o tamanho máximo das junções intercelulares dos linfáticos iniciais, 
impedindo imagens de boa qualidade dos vasos coletores. 
Na linfocintilografia normal observa-se o ponto de injeção com o acúmulo do 
radiofármaco e a progressão simétrica nos dois membros, contrastando os vasos 
coletores que acompanham a veia safena magna. 
O acúmulo na região inguinal corresponde aos linfonodos. 
Pode-se acompanhar o trajeto dos vasos linfáticos da cadeia ílio-lombar. 
No exame realizado em pacientes com linfedema de membro inferior ocorre um 
retardo de absorção e/ou condução do radiofármaco, refletindo a estase linfática 
do membro. É comum o aparecimento de refluxo dérmico em imagens mais 
tardias, ou seja, transporte extravascular da macromolécula injetada, denotando 
a destruição dos linfáticos nesta área. 
figura 18.
fonte: <http://4.bp.blogspot.com/-spICmv4f8bI/Uo05jLKwCsI/AAAAAAAAAZg/loCt-IxZ9f4/s1600/lymphedema.jpg>.
O conceito de Linfonodo Sentinela, na Medicina Nuclear, é quando o primeiro 
linfonodo a captar o radiofármaco após administração do mesmo ocorre em 
determinado órgão. 
22
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Conheça como funciona a pesquisa de linfonodo sentinela em melanoma 
cutâneo:
<http://www.rbcp.org.br/details/37/pesquisa-de-linfonodo-sentinela-em-pacientes-com-melanoma-cutaneo--correlacao-clinica-e-cintilografica>.
Aplicações clínicas da Medicina nuclear
figura 19.
fonte: <http://radiologia.blog.br/images/cintilografia-3.jpg>.
 » Estudo da Esquizofrenia. 
 » Doenças neuropsiquiátricas (demências). 
 » Doença Vascular - Isquemia transitória. 
 » Doença de Parkinson. 
 » Neoplasias. Epilepsia. 
 » Uso de drogas ilícitas. 
demência
figura 20.
fonte: <http://www.resumosetrabalhos.com.br/000747884.png>.
23
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Apresenta-se um declínio de várias das funções intelectuais interferindo na vida social 
e econômica.
Trata-se do distúrbio cognitivo progressivo de etiologia não definida. 
O diagnóstico é o exame clínico, físico, neurológico, laboratorial.
Pode apresentar afasia, amnésia circunscrita, deteriorização do humor, alterações de 
personalidade. 
PSEUDO-DEMÊNCIA - termo aplicado a estados reversíveis de funções cognitivas 
alteradas, na verdade produzidas por intoxicações por medicamentos; o quadro 
clínico é semelhante à demência, mas a conduta terapêutica é diferente. 
DEPRESSÃO IDOSO – manifestação decorrente das alterações da vida física 
e emocional do idoso; pode acompanhar a demência, especialmente aquela 
associada a acidentes vasculares cerebrais, traumatismo craniano ou a doença 
de Huntington. 
Alzheimer
Trata-se de um distúrbio cognitivo progressivo de início insidioso e etiologia ainda não 
definida. 
Sinais e sintomas
Perda da memória recente, da memória espacial, distúrbios da fala, perda do afeto, 
aumento da ansiedade, diminuição da noção espacial, dificuldade para aprender 
habilidades novas, perda da memória nominal simulando afasia mantém a aparência, 
hábitos de higiene e evitam a incontinência. 
No SPECT, observam-se áreas de hipoperfusão temporo parietal e quando apresentam-
se na área frontal, descreve-se piora do quadro.
Normalmente, o córtex sensório motor está preservado.
O diagnóstico desta doença é difícil, visto que, esta pode ser causada por mais de 50 
desordens. O uso de PET e 18FDG é uma opção diagnóstica, devido ocorrer diminuição 
do metabolismo da glicose cortical no córtex motor, sensorial e visual. 
O grau de demência acaba sendo inversamente proporcional à taxa total de glicose para 
o metabolismo cerebral. 
24
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Parkinson
No SPECT, a perfusão apresenta-se diminuída nos núcleos da base. 
figura 21. Doença de Parkinson.
fonte: <http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/PublishingImages/cintilografia-1.jpg>.
doença vascular
A tomografia mostra múltiplas áreas de hipoperfusão no córtex cerebral. 
figura 22. Acidentes vasculares Cerebrais.
fonte: <http://image.slidesharecdn.com/neuro-g-7816/95/neuro-g-9-728.jpg?cb=1173673781>.
Epilepsia
É uma síndrome caracterizada por crises epiléticas recorrentes, expressas por 
manifestações sensitivas, motoras, sensoriais, autonômicas, comportamentais e/ou 
emocionais.
25
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
O diagnóstico é fundamentado na anamnese, dependente de descrição, pormenorizada, 
das características clínicas das crises, da correlação eletroencefalográfica (EEG), e dos 
recursos de neuroimagem. 
No SPECT, observa-se a área hipofuncionante e/ou hipoperfundida (diminuição da 
perfusão no lobo frontal) na pré crise e área hiperfuncionante e/ou hiperperfundida 
nas crises. 
figura 23.
fonte: <http://4.bp.blogspot.com/-plHb-rpuN7U/thvEK9ur2UI/AAAAAAAAAe0/Djfvd5ssRh8/s1600/ictal-spect341a.jpeg>.
Indivíduos com uso de cocaína também apresentam diminuição da perfusão na região 
frontal e parietal (agudo), e pequenos e múltiplos defeitos na região cortical e subcortical 
(crônico). 
figura 24.
fonte: <http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/manuais/manual-de-neurodiagnosticos/PublishingImages/img-
medicina-nuclear-12.jpg>
26
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Em tumores há uma diminuição da perfusão na área tumoral.
Na morte cerebral, a medicina nuclear é utilizada pois trata-se de diagnóstico útil para 
o processo de transplante de órgãos.
figura 25. Morte cerebral.
fonte: <http://image.slidesharecdn.com/neuro-g-7816/95/neuro-g-34-728.jpg?cb=1173673781>.
Estudo dos espaços liquóricos
Cisternografia Radioisotópica ou Mielocintilografia ou Cisternografia Radioisotópica. 
O estudo dos espaços liquóricos consiste na administração do radiotraçador no espaço 
subaracnoide, a nível lombar ou na cisterna magna. 
O liquor é produzido pelo plexo coroide nos ventrículos laterais, migra para o terceiro 
e quarto ventrículo, desce pelo canal medular e ascende até as cisternas basais e daí 
progride pelos espaços inter-hemisféricos e pelas convexidades cerebrais até atingir os 
corpúsculos de Pacchione no nível do seio sagital, para ser reabsorvido. 
A imagem cintilográfica normal revela este trajeto em 24h. 
Quando há retardo o estudo prossegue até 48- 72h. 
Indicações clínicas: estudo das hidrocefalias e das fístulas liquóricas: 
 » Hidrocefalia obstrutiva: o obstáculo se encontra no sistema ventricular 
(hidrocefalias não comunicantes).
 » Hidrocefalia comunicante – há retorno do radiotraçador para os 
ventrículos laterais. 
27
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
 » Síndrome de ARNOLD-CHIARE – projeção do bulbo e cerebelo para o 
orifício occipital. 
 » Fístulas Liquóricas – Nasais ou Otológicas – há atividade em projeção 
nasal ou otológica; deve-se colocar tampões nas narinas para pesquisar a 
lateralidade da fístula. 
 » Síndrome de DANDY-WALKER – há acúmulo do radiotraçador no cisto, 
obstrução do orifício de Magendie. 
Padrão de normalidade
Na cisternografia normal, após a injeção no espaço subaracnoídeo, se observa a chegada 
de atividades na base do cérebro e cisterna magna antes das 2 horas da injeção. 
Entre 3 e 6 horas se visibiliza atividade na topografia de cisterna ambiens e calosa até 
a cisura de Silvio. 
Nas 24 horas, a maior atividade se encontra na convexidade cerebral e seio longitudinal. 
Resultados anormais mostram retardo na velocidade de circulação do liquor, e imagens 
de até 72 horas podem ser obtidas (hidrocefalias obstrutivas). 
No estudo das fístulas liquóricas o procedimento é o mesmo, devendo-se colocar 
tampões de algodão em cada narina ou ouvido para posterior contagem dos mesmos e 
complementação da informação sobre a fístula. 
As contraindicações geralmente são a gestação e amamentação. 
Sistema digestório
Indicações da MN: distúrbios motores do esôfago (DME), primários e secundários.
O esôfago é um canal muscular que mede aproximadamente 20 cm de comprimento. 
Sua principal função é conduzir o alimento da faringe até o estômago.
Do ponto de vista anatômico, identificam-se no esôfago três estruturas que desempenham 
papel importante na sua função: o esfíncter esofageano superior (EES), o corpo do 
esôfago e o esfíncter esofageano inferior (EEI). 
Os distúrbios da motilidade do esôfago (DME) surgem em decorrência de anormalidades 
de sua musculatura ou de sua inervação. Classificam-se em primários, nos quais o 
28
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
processo básico está relacionado com o próprio esôfago; e em secundários, como o 
nome diz são decorrentes de uma doença sistêmica comprometendo o esôfago. 
Entre os principais distúrbios motores primários do esôfago temos a acalásia, o 
espasmo esofagiano difuso, o esôfago em quebra nozes, o esfíncter inferior hipertenso 
e os distúrbios motores inespecíficos. 
Os distúrbios motores do esôfago (DME) se manifestam basicamente por dois sintomas 
principais: disfagia e dor torácica. 
A dor torácica pode ser devida ao DME ou ao refluxo gastroesofágico.
A suspeita diagnóstica da doença esofageana é feita inicialmente pela anamnese bem 
detalhada. O diagnóstico pode ser confirmado pelo exame radiológico contrastado, que, 
se associado a cine ou videofluoroscopia, além de afastar anormalidades anatômicas 
permite observar alterações motoras. 
O exame com radionuclídeo é considerado muito sensível na detecção de distúrbios 
motores do esôfago, chamado decintilografia dinâmica do esôfago. 
O radiotraçador empregado é o 99mTc – coloidal, a dose é de aproximadamente 18,5 
MBq ou 0,5 mCi em 10 ml de água, a via de administração é a oral. 
O aspecto normal da curva: pico único ou com discreto entalhe e entrada rápida no 
estômago. 
Os padrões cintilográficos anormais são os seguintes: retardo de trânsito, incoordenado 
e adinâmico.
O retardo de trânsito: quando a alteração encontrada é somente o aumento de tempo 
total de trânsito pelo esôfago (maior que 12 s); o aspecto incoordenado: pode mostrar 
o tempo de trânsito alargado, mas, sobretudo, presença de movimentos de subida e 
descida do líquido nos segmentos do esôfago (movimentos retrógrados); e o padrão 
adinâmico é caracterizado pela ausência de material no estômago durante o tempo do 
estudo (60 segundos). 
Tem importante retardo no trânsito e pode evidenciar movimentos retrógrados. 
Neste caso (adinâmico), faz-se a aquisição de imagens estáticas com o indivíduo em 
decúbito dorsal e, a seguir, em posição ortostática até o material marcado penetrar 
no estômago. 
29
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
doença do refluxo gastroesofágico (drgE)
Figura 26.
fonte: <http://www.imen.com.br/arqs/informativos/3.jpeg>.
O método radionuclídico para avaliação do refluxo gastroesofágico é a Cintilografia 
qualitativa dinâmica para a pesquisa de refluxo (CQDR). 
O refluxo gastroesofágico é conhecido como o retorno do conteúdo gástrico para o 
interior do esôfago, podendo gerar uma lesão na mucosa esofagiana, conhecida como 
esofagite de refluxo. Este retorno ocorre por mecanismo involuntário, no entanto, 
algumas pessoas conseguem fazê-lo voluntariamente. 
A DRGE é frequente na população em geral, tem etiologia multifatorial e caracteriza-se 
pelo movimento do ácido e de outras substâncias irritantes do estômago para o esôfago. 
Geralmente ocorre na ausência de outras doenças sistêmicas, entretanto certas afecções 
clínicas específicas como a esclerodermia, gravidez e cirurgias podem predispor o 
paciente a este processo patológico. 
O refluxo gastroesofágico (RGE) apesar de, aparentemente, ser um processo simples, 
e de fácil tratamento, possui questionamentos quanto à sua fisiologia, terapêutica e às 
múltiplas manifestações ainda não totalmente esclarecidas. 
Assista ao vídeo sobre DRGE:
<https://www.youtube.com/watch?v=Y2xTpPk5rAk>.
Em condições fisiológicas normais, a passagem do material gástrico para o esôfago é 
impedida pela ação de uma série de componentes anátomo-funcionais que constituem 
a chamada barreira antirrefluxo (BA) que se localiza na junção esofagogástrica (JEG).

A análise quantitativa é obtida ao processarmos as imagens delimitando áreas de 
interesse para o esôfago, o aparelho fornecerá curvas de atividade x tempo nos eixos 
das ordenadas e abscissas respectivamente. A curva do esôfago pode mostrar picos 
30
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
cuja altura é proporcional à quantidade de material que retornou do estômago para 
o esôfago; o número de picos é proporcional à frequência e a sua largura caracteriza a 
duração do refluxo. 
É considerado refluxo presente toda vez que a altura do pico for pelo menos igual ao 
dobro da radiação basal do esôfago. 
Esvaziamento gástrico
Indicações da Medicina Nuclear para esvaziamento gástrico são os
distúrbios causados 
por obstrução mecânica,
doença de refluxo gastroesofágica (DRGE), 
doenças 
neuropáticas (diabetes),
colagenoses (ESP) e
avaliação de terapêutica medicamentosa 
ou cirúrgica. 
O percentual de esvaziamento gástrico é outro parâmetro que pode ser determinado 
pela técnica radionuclídica. Atualmente, ela é considerada método de escolha para esta 
avaliação. 
O radiotraçador utilizado é 99mTc-coloidal. 
A dose empregada varia entre 200 e 500 μCi (7,4 a 18,5 MBq). 
divertículo de Meckel (dM)
figura 27.
fonte: <http://www.clinicasaocarlos.com.br/imagens/img06.jpg>.
É uma anomalia congênita do trato gastrintestinal, onde a mucosa gástrica ectópica 
(divertículo) pode estar presente em 60% dos casos sintomáticos e em cerca de 90% 
daqueles que têm sangramento. É frequente em crianças e raro em adultos. 
31
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Ao se visibilizar a imagem na topografia do estômago, observa-se, também, a atividade 
focal em qualquer local, sendo mais frequente no quadrante inferior direito do abdome, 
ao nível da válvula ileo-cecal. 
figura 28.
fonte: <http://www.scielo.br/pdf/rb/v44n4/v44n4a15.pdf>.
As células do fígado são de dois tipos: as poligonais ou hepatócitos, as quais 
estão em maior proporção, e as células do sistema retículo endotelial (SRE) 
chamadas de células de Kupffer. 
Para avaliar a função hepática em relação às propriedades fagocíticas das 
células de Kupffer deve-se utilizar a cintilografia hepática, cujo radiotraçador 
é o 99mTc-coloidal. Usam-se partículas de enxofre coloidal de 0,1 a 0,3 mμ de 
diâmetro. 
A fagocitose do enxofre coloidal pelas células de Kupffer é dependente da 
integridade das células do SRE, do volume do fluxo sanguíneo hepático e 
tamanho do diâmetro das partículas de coloide. Noventa por cento da atividade 
administrada é captada pelo fígado e o restante pelo baço. Quando a função das 
células do SRE do fígado está alterada as células da medula óssea captam maior 
quantidade. 
Após injeção intravenosa de 99mTc-coloidal numa dose de 37 a 185 MBq (1 a 
5 mCi), realiza-se o exame nas incidências: anterior, laterais, oblíquas anterior 
direita e oblíquas posteriores ou, atualmente, de forma mais adequada, 
emprega-se o SPECT que permite a análise das imagens com maior precisão. 
No exame normal observa-se, na incidência anterior e, principalmente, na 
posterior, as imagens do fígado e baço, simultaneamente. 
A radioatividade é maior na parte central do lobo direito do fígado, onde existem 
mais células mesenquimais, e vai diminuindo do centro para a periferia e para 
32
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
o lobo esquerdo. No entanto, observa-se, de um modo geral, uma distribuição 
homogênea do radiofármaco no órgão. No exame anormal encontram-se áreas 
múltiplas ou única de hipocaptação ou ausência de atividade do radiotraçador. 
indicações da cintilografia hepática com 99 
mtc-coloide 
 » Processos benignos: abscessos, cistos, adenomas, hiperplasia nodular 
focal (HNF), hemangioma cavernoso e doença parenquimatosa difusa 
(cirrose). 
 » Processos malignos (tumor e metástases). O hepatoma mostra área de 
hipocaptação com 99mTc-coloide, hipercaptação com o 67Gálio-citrato e 
com o 18FDG nas imagens com PET/CT. 
O hemangioma cavernoso é o tumor benigno mais comum do fígado. Na cintilografia 
com 99mTc-coloide aparece com área acaptante, devendo, logo em seguida, ser realizada 
a cintilografia com hemácias marcadas com 99m Tc. 
No hemangioma, como é um tumor muito vascularizado, a área que era não captante 
com o coloide-99mTc passa a ser hipercaptante com as hemácias marcadas. 
indicações clínicas da cintilografia de vias biliares
Pode ser usada para avaliar as diversas doenças hepatobiliares, colecistites aguda e 
crônica, fístula biliar, obstrução do ducto biliar comum, hepatopatia crônica (cirrose). 
Em pediatria, diagnóstico diferencial entre hepatite e atresia das vias biliares. 
figura 29.
fonte: <http://www.pedsurg.com.pe/base.h1.jpg>.
33
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Na avaliação da colecistite aguda, obtém-se imagens até 3h ou 4h. 
Para reduzir este tempo, caso a vesícula biliar não seja visibilizada até 60 minutos da 
injeção, há autores que recomendam injeção de 0,04 mg/kg de morfina IV lentamente. 
Este fármaco aumenta o tônus do esfíncter de Oddi promovendo um aumento de pressão 
intraductal, propulsionando o movimento retrógrado de bile e material marcado para 
a vesícula biliar, até 30 minutos após a morfina, caso não haja nenhum impedimento 
no cístico. 
Se a vesícula não foi visibilizada, o exame é sugestivo de colecistite aguda. 
figura 30.
fonte: <http://t1.uccdn.com/pt/images/1/5/9/img_como_se_manifesta_a_colecistite_aguda_5951_300.jpg>.O uso deste medicamento deve ser contraindicado quando houver suspeita de cálculo no 
ducto cístico ou dilatação do ducto biliar comum, além de alergia à droga e insuficiência 
respiratória. 
Em pediatria, o diagnóstico diferencial entre hepatite neonatal e atresia das vias biliares 
é importante devido à urgência terapêutica (cirurgia). 
Antes do exame é recomendado fenobarbital 5 mg/kg, duas vezes ao dia, durante sete 
dias, para promover a excreção nas crianças com árvore biliar acessível e não tem efeito 
nos casos de obstrução. 
A detecção de pouca atividade na luz intestinal, nas imagens de 24h, sugere ausência de 
atresia e o tratamento clínico é indicado. 
Na atresia não se visibiliza radioatividade no intestino, mesmo nas imagens de 24h. 
34
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Sangramento digestivo 
figura 31.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-2xs_UoWRMjI/UYQbkhgvZ4I/AAAAAAAAAEM/xE7kpt7Kj5I/s1600/hemorragia_diverticulo_
diverticulosis.jpg>.
A orientação sobre a localização do sítio de sangramento digestivo também pode ser 
dada pela técnica radionuclídica. 
O radiotraçador empregado é o 99m Tc-hemácias pela técnica de marcação in vivo da 
mesma forma que a usada na avaliação dos hemangiomas. 
As imagens são obtidas desde o momento da injeção até 24 horas após. 
É usada para a pesquisa de sangramentos ativos e intermitentes. Sua sensibilidade e 
especificidade estão acima de 90%. 
Para os sangramentos ativos, pode-se usar o 99m Tc-coloidal numa dose de 370 MBq 
(10 mCi) EV. 
Imagens sequenciais são obtidas durante 2 minutos, com o paciente em decúbito dorsal, 
abdome sob o detector da câmara de cintilação. Imagens estáticas, em anterior, lateral, 
oblíqua e posterior podem ser obtidas, quando necessário, por até 20 a 30 minutos. 
Após a injeção, observa-se a atividade do radiotraçador no coração, grandes vasos, 
fígado e baço. Os rins, a bexiga e o estômago podem ser evidenciados, principalmente, 
se a marcação das hemácias não foi adequada. 
Os vasos mesentéricos podem mostrar atividade difusa no quadrante superior esquerdo 
do abdome.
O diagnóstico do sítio de sangramento pode ser feito pela observação do aumento 
progressivo de radioatividade no intestino, fora das estruturas que normalmente 
concentram hemácias. Notam-se, também, movimentos migratórios da atividade do 
radiofármaco devido às contrações peristálticas do órgão. 
35
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Avaliação de Comunicação Peritônio-Pleural por 
Método Cintilográfico 
Comunicação peritônio-pleural é uma complicação descrita em pacientes com ascite 
que predispõe a passagem deste líquido para o espaço pleural. Nos pacientes cirróticos 
ela é chamada hidrotórax de origem hepática, podendo ocorrer também naqueles em 
uso de diálise peritoneal ambulatorial contínua ou na síndrome de Meigs. 
Cinco a 10% dos cirróticos podem evoluir com derrame pleural secundário à fístula 
peritônio-pleural, que ocorre mais frequentemente à direita (65-80% dos casos), 
podendo ocorrer à esquerda ou, mais raramente, bilateral.
figura 32.
fonte: <https://cirugiadetorax.files.wordpress.com/2012/12/peritoneal-scan.jpg>.
A medicina nuclear é o método diagnóstico mais sensível que permite verificar 
a presença da comunicação peritônio-pleural demonstrada pela passagem de 
radiofármaco da cavidade abdominal para a pleural.
Administra-se 10MBq de 99mTc-fitato na cavidade peritoneal e adquirem-se 
imagens seriadas com 10 segundos de duração cada, durante os primeiros 5 minutos. 
Posteriormente, adquirem-se imagens estáticas do abdômen e do tórax, com 500 mil 
contagens, a cada uma hora e até 24 horas quando necessário. 
A migração do líquido ascítico marcado com o radiofármaco para o espaço pleural 
confirma o diagnóstico de fístula transdiafragmática. 
Os resultados mostram que a cintilografia é eficaz para investigação de fístula peritônio-
pleural e que deve ser recomendado como exame inicial naqueles pacientes com suspeita 
clínica de hidrotórax de origem ascítica.
36
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
figura 33.
fonte: <http://www.elsevier.es/ficheros/publicaciones//20132514/0000003100000001/v0_201502091643/x2013251411051144/
v0_201502091644/en/main.assets/10510_108_13106_en_10510_f1.jpg>.
Sistema respiratório
figura 34.
fonte: <http://interfisio.com.br/files/images/CintNormal.jpg>.
O pulmão possui duas circulações bem diferenciadas: a circulação nutritiva, procedente 
da aorta, através das artérias brônquicas, e a circulação funcional de caráter terminal, 
procedente da artéria pulmonar, e formando parte da pequena circulação. 
A Medicina Nuclear, na avaliação dos pulmões, iniciou-se para o diagnóstico do 
tromboembolismo pulmonar e posteriormente nas funções pulmonares. 
37
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
figura 35.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-sfD5zAKmeEI/tZr3wRuYHmI/AAAAAAAAAQ8/Wt6kocY9mKU/s1600/Imagem.jpg>.
Os exames em Medicina Nuclear para o diagnóstico de tromboembolia pulmonar são: 
 » Estudo da perfusão pulmonar. 
 » Estudo da ventilação pulmonar. 
Cintilografia de Perfusão Pulmonar 
A técnica consiste na administração de uma suspensão de partículas de albumina 
humana desnaturada, previamente, pelo calor, com diâmetro de 10 a 90μ, não devendo 
ser superior a 100μ para não obstruir vasos maiores. 
Em condições normais, a distribuição do radiofármaco é homogênea por todo o 
parênquima pulmonar. 
Os ápices podem mostrar discreta hipoperfusão por ter menos parênquima. 
A imagem da área cardíaca é vista na projeção anterior, lateral esquerda e, às vezes, na 
posterior. 
As imagens suspeitas de distúrbios pulmonares mostram-se como áreas de hipoatividade 
ou áreas frias que traduzem a menor ou nenhuma perfusão naquela região. 
38
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Estas alterações da perfusão não são indicativas de uma doença específica e podem 
estar relacionadas a várias afecções pulmonares. 
A principal indicação da cintilografia de perfusão pulmonar é na suspeita de 
tromboembolismo pulmonar. 
Também pode ser utilizada para avaliação quantitativa da função pulmonar de pacientes 
que irão submeter-se à cirurgia dos pulmões (BK, tumores e transplantes). 
Alterações na imagem de perfusão: 
 » DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), pois segmentos 
cronicamente hipoventilados tornam-se hipoperfundidos. 
 » Alargamento do mediastino. 
 » Aumento da área cardíaca. Atelectasia. 
 » Derrame pleural. 
 » Pneumonia.
 » Abscessos.
 » Tumores.
Faz-se necessário realizar o exame radiológico do tórax para afastar anormalidades 
parenquimatosas antes de submeter o paciente ao exame de Medicina Nuclear. Isto 
porque se a teleradiografia de tórax for normal e o exame cintilográfico de perfusão 
alterado, aumenta a probabilidade para processo tromboembólico. 
Cintilografia de Ventilação Pulmonar 
Este exame é realizado mediante a inalação de aerossóis ou gases radioativos, solúveis 
ou insolúveis, que irão se distribuir pela árvore brônquica até os alvéolos pulmonares. 
As imagens são obtidas nas mesmas projeções do exame perfusional: anterior, posterior, 
oblíquas e laterais. 
Pode-se observar alguma atividade na cavidade oral, traquéia e estômago. 
A distribuição do radioaerossol no pulmão ocorre de forma homogênea. 
39
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
O resultado de um exame anormal mostra imagens com áreas hipoativas, áreas com 
retenção do radiofármaco, evidenciando obstrução em árvore brônquica. 
Dos gases radioativos os mais utilizados são o 133Xenônio e o 81mKriptônio, os quais 
são de pouco uso em nosso meio devido as suas características físicas e alto preço. 
Cintilografia com 67gálio 
indicações em processos pulmonares infecciosos e/ou 
inflamatórios
Este radioisótopo deu início como marcador ósseo, posteriormente identificou-se que 
o seu uso diagnosticava atividade metabólica aumentada nos processos inflamatórios, 
infecciosos e tumorais, alterando-se, então, suas indicações clínicas. 
figura 36.
fonte: <http://www.mnuclear.com.br/nuc010a1.jpg>.
Injetado em veia periférica,sob a forma química de citrato de gálio, associa-se no 
plasma à ferritina e à transferritina, concentrando-se de forma intensa no fígado e 
menos acentuada no esqueleto. 
Observa-se, também, uma débil captação em campos pleuro-pulmonares. Muito 
lentamente, fixa-se, também, na topografia de tumores e de processos inflamatórios 
e/ou infecciosos Sua excreção é feita pelas vias biliares alcançando alças intestinais nas 
primeiras 24 horas. 
40
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Medicina nuclear nas doenças tumorais
Todos os tumores primários pulmonares captam 67Gálio em maior ou menor 
quantidade, segundo seus tamanhos e características histológicas. 
Os linfomas, sobretudo o de Hodgkin, possuem extrema avidez pelo 67Gálio, sendo 
pois facilmente detectados ao acometerem gânglios mediastinais ou de qualquer outra 
topografia. Melanomas malígnos podem ter suas metástases também identificadas, 
propiciando um fácil e seguro estadiamento da doença.
No entanto, sarcoma de Kaposi não capta 67Gálio-citrato. 
Na investigação de nódulo solitário de pulmão para diagnóstico diferencial entre 
malígno e benigno, o exame de escolha é o PET/CT com emprego de 18FDG como 
radiofármaco. 
Convém assinalar que o 67Gálio não consegue distinguir entre processo tumoral 
e infeccioso/inflamatório. Desta forma, sua especificidade deve ser aprimorada, 
correlacionando-se as imagens com todos os dados clínicos, laboratoriais e radiológicos. 
Sistema Cardiológico
A Medicina Nuclear oferece uma série de métodos diagnósticos que são utilizados, 
essencialmente, para três finalidades básicas: 
 » diagnóstico; 
 » prognóstico (estratificação de risco); 
 » avaliação terapêutica cardiológica. 
Podemos utilizar marcadores de necrose, perfusão, função e metabolismo. 
Atualmente, dois procedimentos predominam no estudo cintilográfico da função 
cardíaca: 
 » perfusão miocárdica e 
 » imagens sincronizadas das câmaras cardíacas. 
41
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Perfusão Miocárdica
figura 37.
fonte: <http://portaldocoracao.uol.com.br/media/k2/items/cache/d13785e874a9510d77578bae3ec532ff_xL.jpg>.
Os radiotraçadores mais indicados para o estudo da perfusão do miocárdio são: 
 » 201Tálio (201Tl); 
 » 2-metoxi-isobutil-isonitrila ou 99m Tecnécio (99mTc –SESTAMIBI ou 
MIBI); 
 » Teboroxina-99m Tc; 
 » Tetrosfosmim-99m Tc. 
O 201Tálio concentra-se nos miócitos na dependência de fluxo sanguíneo e integridade 
celular (bomba de Na-KATPase), porém suas características físicas não são as ideais 
para obtenção de imagens de boa qualidade em gama-câmaras e, é de disponibilidade 
mais difícil; apesar disso, o 201Tl ainda é bastante utilizado, devido, principalmente, 
à grande experiência acumulada durante todos esses anos e, também, por ser o 
radiotraçador de escolha para o diagnóstico de miocárdio hibernante ou atordoado. 
Com o aparecimento do 99m Tc-MIBI optou-se por usá-lo mais do que o 201Tl, pois 
o 99m Tc tem características físicas adequadas para obtenção de imagens de boa 
qualidade em gama-câmaras. 
O MIBI não é radioativo, podendo ser estocado e marcado com 99m Tc no momento 
que se deseja usá-lo, ao contrário do 201Tl, que decai com meia-vida de 73 horas. 
O 99m Tc -MIBI penetra na célula do miocárdio na dependência também de fluxo 
sanguíneo, porém por difusão, diferente do 201Tl, que utiliza transporte ativo. 
42
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Como ele penetra nas mitocôndrias e aí permanece, não percebe-se o fenômeno de 
redistribuição, observado com 201Tl. Com isso, duas doses de 99m Tc-MIBI deverão 
ser administradas ao paciente para a realização das duas etapas (repouso e exercício) 
do exame, ao contrário do 201Tl, que é administrado em uma única injeção no pico de 
esforço. 
técnica de obtenção das imagens com 201tl 
Logo após o teste ergométrico: nas proximidades da frequência cardíaca máxima, 
ou no momento em que surgem manifestações eletrocardiográficas ou clínicas de 
isquemia, injeta-se cerca de 1,6 mCi a 2,2 mCi de 201Tl para imagens planares e de 3 
mCi a 3,5 mCi para imagens tomográficas (SPECT, do inglês “Single Photon Emitem 
Computed Tomography”), devendo o paciente continuar o exercício pelo menos por 
mais um minuto, até atingir a frequência cardíaca máxima preconizada. 
Nessas condições, o 201T vai concentrar-se, rapidamente, nas células do miocárdio. 
Registrados os dados da fase de recuperação, coloca-se o paciente sob o detector da 
gama- câmara, para obtenção das imagens nas projeções anterior (ANT), oblíqua 
anterior esquerda (OAE), habitualmente, a 45 graus e lateral esquerda (LE), a 70 ou 90 
para imagens planas e, em órbita circular a partir da projeção oblíqua anterior direita, 
45 graus (OAD 45) até a projeção oblíqua posterior esquerda (OPE 45), completando 
180 graus de varredura para imagens topográficas (SPECT). 
Fase de redistribuição: decorridas três a quatro horas (ou, menos frequentemente, 
alguns minutos), há uma redistribuição do 201Tl pelo miocárdio, bem como por todo 
o organismo, em função da qual podem-se observar ou não mudanças nos padrões de 
distribuição do radiotraçador, pela obtenção de novas imagens. 
No miocárdio normal, o 201Tl alcança máxima atividade e a depuração cardíaca é lenta 
e uniforme em todo os segmentos. 
Quando existe uma oclusão parcial da artéria coronária, o fluxo sanguíneo pré e 
pós-oclusão é o mesmo, na frequência cardíaca basal. Submetendo-se o paciente ao 
exercício, o fluxo sanguíneo pré-obstrução aumenta sem correspondência com o fluxo 
pós-obstrução. 
Ao se injetar o 201Tl, durante o exercício, haverá menor captação no território adiante 
do ponto obstruído, já que a concentração do radiotraçador depende do fluxo sanguíneo. 
Quando o paciente cessa o exercício e o fluxo vai voltando ao estado basal; observa-se 
aumento relativo da concentração do 201Tl na região anteriormente hipocaptante. 
43
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
No caso de oclusão total da artéria coronária, haverá sempre uma região hipocaptante 
pós-oclusão, quer logo após o exercício quer no estado basal. 
A presença ou não de 201Tl no miocárdio isquêmico, durante a redistribuição, obedece 
a uma cinética complexa, que inclui concentração no sangue, fluxo sanguíneo regional 
e transporte na membrana celular. 
Ao se obter imagens normais na primeira etapa do exame, isto é, logo após o exercício, 
e após, no período de redistribuição, podemos dizer, nessas condições, que o exame é 
normal. 
Imagens hipocaptantes na primeira fase (logo após o exercício), que se tornaram 
homogeneamente captante na segunda, desaparecendo a hipocaptação sugestiva de 
isquemia transitória, isto é, induzida pelo exercício. Se a hipocaptação, inicial, persistir 
na fase de redistribuição, é bem provável tratar-se de uma zona de fibrose. 
Uma área hipocaptante observada logo após o exercício e que assim permaneça na fase 
de redistribuição, porém com menor dimensão, é compatível com fibrose concomitante 
com isquemia transitória adjacente. 
A imagem cintilográfica é formada predominantemente pela projeção das paredes do 
ventrículo esquerdo e do septo interventricular, por causa da maior massa muscular, 
em comparação com a do ventrículo direito. 
indicações para a realização de estresse 
farmacológico
figura 38.
fonte: <http://www.onlineijcs.org/content/imagebank/images/v24n4a02-fig02.jpg>.
44
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Quando o paciente não pode se submeter a teste ergométrico, deve ser submetido a 
estímulos farmacológicos como na:
 » doença vascular periférica ou cerebral; 
 » insuficiência cardíaca; 
 » distúrbios músculos-esqueléticos ou neurológicos; 
 » doença pulmonar obstrutiva crônica; 
 » baixa capacidade funcional; 
 » HAS moderada a grave; 
 » Estudos em vigência de medicamentos que limitam a resposta funcional 
ao esforço como os bloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio etc. 
 » Faz-se também provas farmacológicas para dipiridamol, adenosina e 
dobutamina substituindo o exercício físico: nesses casos a interpretaçãodas imagens é a mesma, pareando-se os cortes dipiridamol-estudo basal. 
As outras opções são o uso da administração da dobutamina ou adenosina 
em substituição ao exercício. 
Em resumo, indicações para o estudo da perfusão 
miocárdica
figura 39.
fonte: <http://4.bp.blogspot.com/-rynNqj3lmr8/tvzilbYx48I/AAAAAAAAAqk/RuEi3xg7of8/s320/Infarto+de+miocardio.PNg>.
 » Avaliação funcional de doença coronária conhecida com comprometimento 
multiarterial e de tronco de coronária esquerda. 
 » Disfunção do ventrículo esquerdo induzida pelo exercício; eficácia de 
circulação colateral; e isquemia residual em infartos. 
45
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
 » Detecção de doença coronária em indivíduos assintomáticos: com teste 
ergométrico convencional alterado; com múltiplos fatores de risco e 
antecedentes familiares de coronariopatias.
 » Diagnóstico diferencial de dor torácica com dor atípica, teste ergométrico 
alterado inconclusivo, dor com ECG alterado. 
 » Avaliação do infarto agudo do miocárdio recente com ou sem procedimento 
intervencionista. Avaliação pré e pós-terapêutica: medicamentosa. 
 » Cirurgia de revascularização do miocárdio e angioplastia coronária. 
 » Estratificação de risco e avaliação prognóstica com extensão e localização 
das anormalidades de perfusão (número de segmentos comprometidos) 
e após infarto do miocárdio não complicado. 
 » Doença não coronária: doença hipertensiva; miocardiopatias; e 
distúrbios da condução intraventricular. 
Medicina nuclear na nefrologia e urologia
figura 40.
fonte: <http://miltonmarchioli.com.br/blog/wp-content/uploads/nefrologia.jpg>.
A avaliação do sistema urinário tem por objetivo a pesquisa através da imagem de 
anormalidades estruturais, a determinação da capacidade de perfusão e filtração deste 
sistema.
A fisiologia renal consiste em dois mecanismos principais: 
 » secreção tubular ativa e
 » filtração passiva através do glomérulo. 
46
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
A escolha do radiofármaco a ser utilizado depende do conhecimento prévio das suas 
propriedades e, portanto, estas são divididas em duas categorias principais: 
 » Aqueles excretados por secreção tubular: aqueles que se mantém no 
túbulo renal em um período de tempo suficiente para permitir uma 
imagem cortical adequada. 
 » Aqueles excretados por filtração glomerular: para a rotina de avaliação 
renal e substitui com vantagem o contraste radiológico empregado na 
urografia excretora em pacientes alérgicos. 
Várias são as aplicações clínicas dos radiofármacos, as mais comuns são: 
 » Uropatias obstrutivas. 
 » Refluxo vésico-ureteral. 
 » Trauma renal. 
 » Avaliação do rim transplantado. 
 » Insuficiência renal aguda e crônica. 
 » Anormalidades vasculares. 
 » Hipertensão renovascular. 
 » Anomalias congênitas. 
 » Pielonefrite.Epididimite e torção testicular. 
figura 41.
fonte: <http://atualizacaofarmaceutica.com/wp-content/uploads/2013/01/tor%C3%A7%C3%A3o-do-test%C3%ADculo.jpg>.
47
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
investigação renal
Para avaliação do sistema urinário, com escolha adequada do radiofármaco, são 
relacionados quatro métodos principais:
 
 » Perfusão renal (imagem). 
 » A quantificação renal: taxa de filtração glomerular e fluxo plasmático 
renal efetivo (TFG, FPRE). 
 » Funcional (renograma). 
 » A imagem estática. 
A exploração funcional renal por estes métodos traz como vantagem a simplicidade e 
inocuidade, sendo necessário como preparo para o exame, apenas, hidratação adequada 
do paciente que deve ingerir líquidos na quantidade de 7ml/kg de peso, uma hora antes 
do exame. 
Uma anamnese cuidadosa deve ser efetuada voltada, principalmente, para a medicação 
em uso que pode interferir na interpretação do estudo. 
O paciente deve ser informado, previamente, sobre o tempo de duração do exame e a 
necessidade de permanecer imóvel durante a aquisição das imagens e esses cuidados 
são tomados especialmente com crianças, de forma que não haja um prejuízo no 
processamento das imagens, posteriormente. 
O estudo renal dinâmico (perfusão + função) deve ser realizado em projeção posterior 
com o paciente sentado ou deitado em decúbito dorsal, com o detector da Câmara de 
Cintilação colocado nas costas do paciente, de modo que no seu campo de visão sejam 
englobados os dois rins e a bexiga. 
A perfusão renal é baseada no transporte passivo dos radiofármacos pelo sangue. 
Corresponde à fase vascular representando visualmente o fluxo aórtico e renal, e tem a 
duração de 1 minuto. 
Ela depende da velocidade da injeção e reflete a integridade do sistema vascular que 
nutre o rim e estruturas vizinhas. Com efeito, cerca de apenas 60% da atividade são 
devidos à presença do radiofármaco no parênquima renal, o restante é devido a sua 
presença nos vasos do próprio rim e nos vasos e tecidos extra-renais, e devem, portanto, 
ser considerados como ruído de fundo corporal. 
48
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Durante este tempo, são obtidas 60 imagens de 1 segundo cada. Logo nas primeiras 
imagens, quando se vê a chegada do bolo radioativo na aorta abdominal e, em seguida 
nos rins, pode-se avaliar como está se processando a chegada deste bolo e se existe 
assimetria entre os rins. 
No entanto, é a quantificação das informações contidas nas imagens que nos permitirá 
explorar, ao máximo, o exame realizado. Para isto, é necessário traçar na tela do monitor 
de TV do computador as áreas de interesse. Áreas são desenhadas ao redor de ambos 
os rins, como também sobre a aorta abdominal e outra logo abaixo do rim direito, que 
corresponde à contagem da radiação de fundo, necessária para subtração das contagens 
sobre os rins. 
As contagens alcançadas desta forma são plotadas no eixo das ordenadas e o tempo de 
exame nas abscissas, construindo-se curvas de atividade x tempo dos rins e da aorta 
abdominal. 
No exame normal, observa-se um pico máximo de atividade simétrico e sincrônico, em 
cada curva, de ambos os rins, e um pico máximo precedido no tempo pelos picos das 
curvas dos rins, que corresponde à passagem do radiofármaco pela aorta abdominal. 
Quando existe diminuição do aporte vascular em um dos rins, os picos das curvas 
correspondentes dos rins deixam de ser simétricos. 
Estudo renal dinâmico – imagem funcional
Imagens de 1 minuto cada são obtidas durante os 29 minutos restantes do exame. 
Neste exame é possível avaliar o tempo e a quantidade de radiofármaco que atinge os 
rins. 
A curva nefrográfica ou renograma, atualmente, denominada estudo renal dinâmico, é 
a resultante de múltiplos fenômenos fisiológicos relacionados com a passagem de um 
determinado radiofármaco pelos rins. Ela se divide em três fases. 
 » 1a fase se caracteriza por uma subida abrupta da atividade durante um 
curto espaço de tempo e corresponde à chegada do bolo radioativo nas 
áreas de interesse renais. 
 » 2a fase apresenta um aumento contínuo, porém menos rápido da atividade 
radioativa e este comportamento se deve à retirada do radiofármaco do 
sangue por filtração glomerular, exclusivamente no caso do 99mTc-DTPA, 
49
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
ou pela combinação de filtração glomerular com secreção tubular no caso 
do 99mTc-MAG3. Nas imagens desta fase já há definição suficiente para 
se poder apreciar aspectos morfológicos, tais como: tamanho, forma, 
localização, existência de áreas no interior do órgão que não concentram 
o radiofármaco. 
A quantidade de radiofármaco extraída pelos rins se deslocará pelos túbulos até a pelve 
renal e será eliminada com a urina. 
<https://www.youtube.com/watch?v=1DsOfK_lZ-g>.
A subida mais lenta desta curva deve-se à chegada de mais e mais radiofármaco, devido 
à recirculação e ao fato de que não ocorreu ainda eliminação. 
A forma e duração desta fase dependem de diversos fatores: do ritmo de suprimento 
do radiofármaco e do fluxo sanguíneo; da eficiência da extração renal do radiofármaco 
utilizado e, consequentemente, da integridade do nefro; do transporte na luz tubular, 
que por suavez depende do fluxo urinário. 
Ao atingir o pico máximo, que está relacionado com o tempo de trânsito renal do 
radiofármaco, que nos indivíduos normais ocorre entre 2 e 1/2 e 5 minutos (para 
qualquer dos dois tipos de radiofármaco utilizado), ocorre uma queda acentuada da 
atividade, traduzindo o início da 3a fase. 
 » 3a fase é também resultante de diversos fenômenos fisiológicos que 
ocorrem simultaneamente. Ela depende da quantidade cada vez menor 
de radiofármaco disponível, do filtrado nos túbulos renais e do fluxo 
urinário através dos ureteres.
 » Na ausência de obstrução do trato urinário e na presença de fluxo urinário 
adequado, a 3a fase se caracteriza por uma queda, bastante acentuada, 
da radioatividade nos primeiros minutos, seguida de uma queda menos 
abrupta e mais prolongada. 
É durante esta fase que se pode observar a presença de estases e dilatações, ao nível da 
pelve renal ou dos ureteres, ou ainda, de refluxos anti-peristalse, como o refluxo vésico-
ureteral. 
50
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Provas funcionais renais 
teste do Captopril
figura 42.
fonte: <http://radiopiratininga.com.br/wp-content/uploads/2015/12/captopril-840x420.jpg>.
A urografia excretora, utilizada como técnica para o diagnóstico de identificação dos 
indivíduos com hipertensão arterial renovascular (HARV), acaba sendo indicada.
Essa técnica utiliza o Captopril, que é uma droga inibidora da enzima conversora de 
angiotensina (ECA) utilizada para tratamento da hipertensão arterial.
Durante o exame, se há estenose da artéria renal, ocorre vasoconstricção compensatória 
provocada pela ação da renina, se a origem não for renovascular não haverá a 
vasoconstricção desta arteríola devido ao bloqueio da ação da renina pelo Captopril e a 
Taxa de Filtração Glomerular diminuirá e a função renal se deteriorará. 
A ação da renina bloqueando a arteríola eferente do glomérulo é a maneira de atuação 
do captopril. 
A administração da droga é de 50mg de Captopril por via oral, uma hora antes do estudo 
renal dinâmico. 
A interpretação da curva do nefrograma mostrará um alargamento do pico e um 
aumento do tempo parenquimatoso e de excreção renal. 
Avaliação do fluxo sanguíneo do rim transplantado
figura 43.
fonte: <http://andreastrauch.especialista.med.br/wp-content/uploads/sites/12/2015/06/fluxo-sanguineo.jpg>.
51
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
O fluxo renal é bom para estabelecer o diagnóstico diferencial entre necrose tubular 
aguda e rejeição do rim transplantado, uma vez que o fluxo sanguíneo está geralmente 
mantido no primeiro caso, enquanto que na rejeição ele se encontra diminuído. 
Este método permite a obtenção de informações qualitativas e quantitativas. 
As informações qualitativas são obtidas pela inspeção visual das séries de imagens, 
onde, nos casos normais, observa-se primeiro a chegada do bolo radioativo na aorta 
abdominal, cerca de 4 a 6 segundos após começarmos a visualizar o rim transplantado.
A atividade renal aumenta, ultrapassando aquela da aorta, até atingir um máximo, após 
o qual diminui. 
Estudo com diurético
Na avaliação do paciente com dilatação do trato urinário alto é o estudo renal dinâmico 
que permite confirmar ou não a presença da obstrução, bem como, nos casos positivos, 
avaliar a sua repercussão sobre a função renal. 
O estudo consiste na realização do exame sob diurese, resultado da administração 
intravenosa de furosemida na dose de 0,5mg/kg de peso corporal, injetado por volta 
dos 15 minutos, durante a 3a fase da curva nefrográfica. 
A interpretação do exame baseia-se na modificação deste segmento da curva, induzida 
pelo aumento do fluxo urinário. 
Quando ocorre dilatação sem obstrução das vias excretoras, o aumento da quantidade de 
urina acarreta uma rápida eliminação do radiofármaco, traduzida por uma modificação 
brusca na curva. 
Pelo contrário, quando a dilatação ocorre em função de uma obstrução, a resposta ao 
diurético é inexistente nas obstruções completas, ou é pouco acentuada nos processos 
incompletos. 
52
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Sistema osteoarticular
figura 44.
fonte: <http://www.abc.med.br/fmfiles/index.asp/::places::/abcmed/saiba-mais-sobre-a-cintilografia-ossea-para-que-serve,-
quais-os-riscos-do-exame,-como-e-feito-2.jpg>.
A cintilografia óssea é um método de imagem útil para detectar lesões incipientes 
do esqueleto, monitorar sua evolução e avaliar a atividade metabólica das doenças 
ósseas em geral, tanto malignas quanto benignas, não sendo, entretanto capaz de 
discriminá- las. 
Tem capacidade de detectar a presença de metástases ósseas em torno de 6 meses antes 
do registro em radiografias simples e faz o diagnóstico da osteomielite ainda precoce, 
necrose avascular de cabeça de fêmur em fase inicial e fraturas ocultas em pélvis e colo 
do fêmur.
figura 45.
fonte: <http://www.quadrilcirurgia.com.br/uploads/2/1/6/4/21640990/3086926.png?808>.
A cintilografia óssea consegue detectar diversas alterações ósseas, pode apresentar 
elevada captação em lesões osteoblásticas e ser hipocaptante nas osteolíticas. 
Em crianças, desde o nascimento até a idade adulta, verifica-se uma intensa captação 
nas placas epifisárias devido ao contínuo processo de maturação do esqueleto.
53
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
figura 46.
fonte: <http://1.bp.blogspot.com/-iZgNvqu-iWs/Upeepb2vk1I/AAAAAAAAAuY/75RtURrsRnM/s1600/osso+infantil+e+adulto.png>.
Em crianças, as infecções piogênicas, chamadas de osteomielite, são muito comuns. 
Dentre os sinais e sintomas destacam-se: dor localizada, sem achados físicos ou 
toxicidade sistêmica. 
As infecções bacterianas podem afetar periósteo, córtex ou medula óssea. O osso pode 
ser atingido por disseminação direta de infecções vizinhas, por ferida penetrante ou via 
hematogênica; a maioria das infecções hematogênicas começa na metáfise, altamente 
vascularizada. 
figura 47.
fonte: <http://www.mskribeirao.com.br/media/upload/thumbs/upload/diagnosticoAmpliada/01_____jpg_600x480_q85.jpg>.
Dentre as indicações da cintilografia óssea com 99mTc-MDP destacam-se:
 » Localização de sítios para biópsia. 
 » Detecção e avaliação das artrites e outras doenças articulares, e de dor de 
origem obscura. 
54
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
 » Rastreio de metástases (malignas como no tecido ósseo, mama, pulmão, 
próstata e rins). Detecção da fratura de estresse e trauma oculto do 
esqueleto. 
 » Avaliação e acompanhamento das doenças metabólicas ósseas. 
 » Detecção precoce da osteomielite e da necrose avascular. 
 » Avaliação da viabilidade óssea através do estudo do suprimento sanguíneo. 
Faz-se a cintilografia com 67Gálio ou com leucócitos marcados com 99mTecnécio 
quando os achados da cintilografia com 99mTc-MDP ficam duvidosos ou normais, mas 
existe uma elevada suspeita clínica de infecção, outra indicação é a investigação das 
infecções do músculo esquelético como a artrite séptica, osteomielite e celulite 
Faz-se esse tipo de cintilografia também em crianças, buscando diagnosticar a 
osteomielite e infarto ósseo nas crianças com anemia falciforme.
Endocrinologia e Medicina nuclear
figura 48.
fonte: <http://www.clinicaunioralmed.com.br/wp-content/uploads/2014/11/unioralmed-medicina-endocrinologia-f.jpg>.
Nesta área o 131Iodo, 123Iodo e 99mTCO4 são radionuclídeos utilizados no diagnóstico e 
tratamento de bócios (hipertiroidismo, bócios pequenos e doença de difícil controle e 
bócio nodular tóxico), câncer de tireoide principalmente metastáticos, visto que trata-se 
de um elemento metabolizado pela tireoide que se converte em um marcador adequado 
de moléculas. São captados pela bomba de Iodeto (pelo TSH).
A terapia ablativa ou terapêutica com Iodo de Carcinoma diferenciado da tireoide está 
consagrada com vários trabalhos mostrando sua eficácia com altos índices de cura, de 
melhora significativa da sobrevida destes pacientes. 
55
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
As indicações para a terapia são: 
 » Metástases a distância. 
 » Recidiva tumoral.» Tumor primário inoperável. 
 » Invasão de cápsula nodular da tireoide. 
 » Doença cervical residual pós-operatória. 
 » Gânglios cervicais e mediastinais.
 » Dosagem de Tireoglobulina elevada mesmo com rastreamento com iodo 
radioativo negativo. 
Estes pacientes são internados em quarto especial, quando são administradas doses 
acima de 30 mCi para que o material seja eliminado em ambiente hospitalar. 
Leia mais sobre Terapia de Ablação em:
<http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340495795protocolo_ca_
tireoide_uel.pdf>.
O Cloreto de Tálio 201 é um análogo do íon potássio, estudado na detecção do carcinoma 
diferenciado de tireoide, especialmente nas metástases não captantes de iodo 131. Muitas 
vezes utilizado na detecção do tecido tireoideano suprimido, por não sofrer influência 
do TSH. Utilizado, também, na investigação do nódulo tireoideano. Sua retenção tardia 
(em torno de 4 horas) favorecia a hipótese de malignidade. 
figura 49.
fonte: <http://cartaoiop.com.br/wp-content/uploads/2015/07/simp%C3%b3sio-de-endocrinologia-imagem.jpg>.
56
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Ainda na endocrinologia, a medicina nuclear auxilia nas questões pré-operatórias dos 
adenomas, hiperplasias, carcinomas, recidivas de hipertiroidismo, enfim, nos estudos 
de paratireoide.
A Meta iodo benzilguanidina marcada com Iodo 131 (131MIBG) é utilizada no diagnóstico 
e tratamento de Feocromocitomas, neuroblastomas e paragangliomas. 
A MIBG entra na via de formação das catecolaminas e usa-se nos tumores de origem 
neuroendócrina. 
Para análise de hiperaldoteronismo e Síndrome de Cushing, usa-se o radioisótopo 
34SeColesterol. O mecanismo de ação é que ele é precursor da aldosterona e cortisol. 
figura 50.
fonte: <http://www.clinicadrjosealbino.com.br/wp-content/uploads/2015/02/endocrinologista-diabetes.jpg>.
Também são usados para tumores neuroendócrinos (tumor carcinoide, vipomas, 
insulinoma) que têm receptores de somastatina, o radioisótopo 111In-Pentetreotide 
(análogo da somatostatina).
oncologia e Medicina nuclear
Já foram discutidas várias indicações da medicina nuclear até o momento, entre 
tumores de tireoide e cerebrais.
Isso se dá ao fato de que uma vez que os tumores têm um metabolismo mais intermediário 
que os tecidos normais, o PET, por exemplo, detecta locais onde o metabolismo está 
reduzido quantitativa e qualitativamente.
Considera-se qualitativamente visto que o método pode diferenciar tecidos malignos 
de benignos através da quantidade de 18FDG acumulada em uma determinada massa, 
por exemplo. 
57
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
O grau de malignidade está relacionado com a quantidade de radioisótopo acumulada 
em um tumor. 
Áreas do tumor que apresentam um aumento de metabolismo são mais suscetíveis a 
um diagnóstico por meio de biópsia que áreas com metabolismo normal ou diminuído, 
o que pode representar cicatriz tecidual ou necrose. 
Deve-se avaliar que nesses casos existe a possibilidade de doenças inflamatórias como 
a tuberculose, mononucleose captarem 18FDG.
Usa-se também o método para diagnóstico de câncer de mama. 
A neoplasia mamária primária, bem como a metastática, é identificada visto que o 
18FDG obtém a imagem de receptores de estrogênio.
figura 51.
fonte: <http://seram2006.pulso.com/modules/posters/files/pet_mama_1.jpg>.
Imagens quantitativas demonstraram correlação entre a captação em tumores do 
derivado de estradiol e a medida da concentração de receptores de estrogênio seguindo 
a excisão tumoral. 
O 18FDG avalia recidivas e metástases ósseas de lesões líticas com cintilografia óssea 
negativa e consegue detectar metástases hepáticas precoces. 
58
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
figura 52.
fonte: <http://www.scielo.br/img/revistas/jbpneu/v41n3//1806-3713-jbpneu-41-03-00264-gf03-pt.jpg>.
Leia sobre PET e Câncer de Pulmão em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-37132015000300264&script=sci_
arttext&tlng=pt>.
O 18FDG PET faz a diferenciação da recidiva de cicatriz colorretal em pacientes com 
câncer nesta área. Ele se baseia no seu acúmulo no tumor e não na cicatriz. 
59
CAPítulo 3
radiofármacos
Radiofármacos são compostos orgânicos ou inorgânicos que contêm em sua fórmula 
átomos de elementos radioativos, utilizados na Medicina Nuclear para fins diagnósticos 
e terapêuticos. 
figura 53.
fonte: <http://rspress.com.br/userfiles/projetos/editorial_272/files/assets/basic-html/page24_images/0001.jpg>.
Noventa e cinco por cento dos radiofármacos têm propósito diagnóstico, enquanto que 
o restante é utilizado com fins terapêuticos. 
Devem ter os mesmos controles de qualidade de uma droga e ser compatíveis com a via 
de administração. 
figura 54.
fonte: <http://www.doutormedicamentos.com.br/wm/admin/upload/0604144557radiofarmacia-logo.png>.
60
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
A terapia com radiofármacos tem por objetivo a concentração destes produtos ao 
redor de um tecido ao qual se deseja concentrar doses, ele deposita as energias que as 
radiações emitem. 
Tanto no diagnóstico quanto na terapia com radiofármacos, não existe encapsulamento 
das fontes, de forma que o paciente permanece por um período, após o procedimento, 
contaminado com material radioativo.
O radiofármaco deve ser absorvida pelo sítio do órgão-alvo no momento do exame em 
medicina nuclear.
Essa absorção é condicionada pelo funcionamento do órgão alvo, por isso se descreve 
que a medicina nuclear é uma modalidade fisiológica, a distribuição do radiofármaco e 
a formação da imagem ocorrem por intermédio do metabolismo do paciente.
figura 55.
fonte: <http://radiologia.blog.br/images/cintilografia-renal-2.jpg>.
resgatando um pouco de história…
Em 1932, deu início a investigação clínica com radionuclídeos, sendo que, só foi 
possível a partir do advento dos reatores e aceleradores de partículas. 
Antes dos reatores, os radionuclídeos disponíveis eram os radionuclídeos naturais 
ou os encontrados na natureza, e estes não se prestam ao estudo in vivo, pois, 
geralmente, são elementos pesados (tóxicos), são emissores de radiação alfa e 
beta (que produzem danos no organismo), são muito energéticos, de meia vida 
longa e não fazem parte dos sistemas biológicos. 
Com os reatores foram introduzidos os radionuclídeos artificiais, elementos 
radioativos mais compatíveis com os sistemas biológicos, e a partir daí um 
intenso trabalho de pesquisa trouxe grande avanço na investigação clínica. 
61
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
Até 1960, as substâncias radioativas eram importadas prontas para uso, e só havia 
necessidade de fracioná-las de acordo com a dose para cada paciente. Isto trazia 
um alto custo devido os centros produtores serem distantes dos consumidores. 
No final da década de 60 e início de 70, a Medicina Nuclear expandiu-se, 
rapidamente, como uma especialidade, graças à engenharia eletrônica, que 
desenvolveu a gama câmara do tipo Anger e com o advento dos geradores, em 
especial, os de 99Mo/99mTecnécio. A partir daí criou-se a necessidade de um 
espaço para preparar e controlar os radiofármacos a serem injetados no paciente 
chamado de Radiofarmácia. 
A Radiofarmácia é uma área dentro da Medicina Nuclear, trata-se do local onde se 
preparam os radiofármacos para serem administrados em pacientes para diagnóstico 
ou terapia.
Trata-se do ramo da ciência que estuda os aspectos químicos, farmacológicos, 
bioquímicos, fisiológicos e disciplinas similares que se relacionam com o desenvolvimento 
de substância marcada com radioisótopo. 
figura 56.
fonte: <http://www.r2.far.br/wp-content/uploads/2013/03/slide2.jpg>.
Dentre os processos da radiofarmácia temos:
 » armazenamento; 
 » fracionamento; 
 » diluição; 
 » preparação; 
 » controle de qualidade; 
 » distribuição das substâncias radioativas, que podem ser radionuclídeos 
primários ou moléculas marcadas. 
62
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
figura 57.
fonte: <http://www.hc.unicamp.br/novaversao/sites/default/files/users/jornalista/noticias/not-130301/Miolo_radiofarmacia.jpg>.Leia a Cartilha da Radiofarmácia em:
<http://abrf.com.br/date/Cartilha_de_Radiofarmacia.pdf>.
Os radiofármacos são compostos de duas partes: 
 » Traçador (fármaco): tem a capacidade de se ligar a um órgão-alvo 
específico e ligar-se a um radionuclídeo, ou seja, o próprio radionuclídeo 
é incorporado ao meio biológico que se deseja estudar (radiotraçador). 
 » Radionuclídeo: elemento radioativo que, ao ser carreado pelo fármaco, 
terá a capacidade de evidenciar o órgão-alvo de acordo com sua 
assimilação pelo mesmo e ser identificado pela gama-câmara, ou seja, 
a fonte de irradiação que é quando o material biológico recebe apenas 
as radiações emitidas pelo radionuclídeo usado, não entra em contato 
íntimo com o meio. 
As características físico-químicas do radiofármaco determinam a sua farmacocinética, 
isto é, a sua fixação no órgão-alvo, metabolização e eliminação do organismo, enquanto 
que as características físicas do radionuclídeo determinam a aplicação do composto em 
diagnóstico ou terapia.
Quando a finalidade é diagnosticar patologias, utiliza-se na composição dos 
radiofármacos, radionuclídeos emissores de radiação gama. Quando a finalidade é 
terapêutica, o efeito deletério da radiação é utilizado para destruir células tumorais. 
Nesse caso, os radiofármacos são compostos por radionuclídeos emissores de radiação 
particulada β que possuem pequeno poder de penetração, mas são altamente energéticas, 
63
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
ionizando o meio que atravessam e causando uma série de efeitos que resultam na 
morte das células tumorais.
Radiofármacos de tecnécio metaestável 99mTc são os mais utilizados para a obtenção 
de imagens em medicina nuclear.
figura 58.
fonte: <http://www.radiofarmacia.org/wp-content/uploads/2013/05/serfa-slide-2.jpg>.
radionuclídeos e suas aplicações
Indústria: 
 » Indicação do conteúdo de um oleoduto. 
 » Controle de qualidade na espessura de papel. 
 » Gamagrafia para peças de avião, revólver, peças de arte, bolhas de ar em 
peças de material fundido, soldas.
 » Controle de volume de líquido. 
Área Biológica: 
 » Esterilização de agulhas, seringas, catgut (material que fica quebradiço 
quando autoclavados e mais resistentes quando irradiados). 
 » Irradiação de alimentos (cebola, batata, grãos, carne etc.). 
 » Radioterapia, teleterapia: a fonte radioativa é colocada a muitos 
centímetros do alvo a ser tratado. 
 » Braquiterapia: a fonte está em contato com o tecido a ser tratado ou 
nele implantado exemplo: 224Ra; 60Co; 137Cs; 192Y e 198Au podem ser 
usados selados, dentro de recipientes sob a forma de tubos, agulhas, fios 
64
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
metálicos e “sementes”. Esses recipientes podem absorver a radiação 
beta, caso exista. 
 » A braquiterapia possibilita irradiar o tumor com dose alta e os tecidos 
vizinhos normais com dose mínima, bem menor que na teleterapia. 
 » Entomologia: irradiação de machos, radioesterilização para extermínio 
de pragas. 
 » Medicina Legal: irradiação da amostra, em geral com nêutrons, a fim de 
tornar radioativo o elemento que se quer estudar. 
 » Criminologia: identificação de suspeitos pela análise de cabelos. O 
espectro de Raio γ do cabelo de um indivíduo permite identificá-lo tão 
perfeitamente quanto suas impressões digitais. 
radionuclídeos como radiotraçadores
figura 59.
fonte: <http://www.ufrgs.br/fismed/images/cintil.jpg>.
O radiotraçador ideal deve ter características: 
 » Não afetar o sistema onde está sendo introduzido. 
 » Possuir alta atividade específica (atividade radioatividade por unidade de 
massa).
 » Possuir idênticas características físico-química e biológica da substância 
em estudo. 
65
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
A sua radiação deve ser facilmente detectável e não deve causar danos ao sistema, por 
exemplo, a radiação γ permite uma análise não destrutiva, pode-se detectar a distância 
sem alterar o sistema em estudo.
geradores
Um dos métodos de obtenção de radionuclídeo é o gerador. 
O gerador é um método para produção de radionuclídeo de meia vida curta em lugares 
distantes do centro produtor, permite a contínua disponibilidade do radionuclídeo no 
laboratório. 
Radionuclídeos de meia vida curta ganharam grande aceitação, na Medicina Nuclear, 
pois doses altas do radiofármaco podem ser injetadas com baixas doses de irradiação 
no paciente ou no órgão de interesse. 
O princípio do gerador é a relação de decaimento entre um radionuclídeo de meia vida 
longa e seu filho de meia vida curta. 
A propriedade química do radionuclídeo filho deve ser diferente da do radionuclídeo 
pai, pois, só assim, eles podem ser prontamente separados. 
figura 60.
fonte: <http://alunosonline.uol.com.br/upload/conteudo/images/geradores-de-tecnecio.jpg>.
No gerador o radionuclídeo pai, de meia vida longa, decai para o radionuclídeo filho, de 
meia vida curta, que é então separado quimicamente. 
A importância dos geradores baseia-se no fato de que eles são facilmente transportáveis 
e servem como fontes de radionuclídeo com características físicas adequadas, em 
instituições que estão distantes dos centros produtores. 
66
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
Exemplo de Radiofármaco: Dietileno Triamino Pentacético Ácido (99mTc DTPA) 
A molécula (DTPA) não radioativa é escolhida com base na sua localização 
preferencial ou afinidade pelo órgão que se deseja estudar ou na sua participação 
na função deste órgão. 
Esta molécula é então marcada por um radionuclídeo, de tal modo que, após a 
sua administração, as radiações emitidas possam ser detectadas ou seguidas por 
um detetor de radiação externa, fornecendo imagens funcionais ou anatômicas. 
Assim, a função do órgão ou sua estrutura morfológica pode ser acessada. 
Os kits comerciais contêm frascos de soluções liofilizadas com uma quantidade 
apropriada da molécula a ser marcada, além de outros agentes tamponantes e 
estabilizantes. 
As soluções são mantidas em atmosfera de nitrogênio, ou com vácuo, para 
prevenir que o oxigênio prejudique a reação. 
figura 61.
fonte: <http://peadsaoleopoldo.pbworks.com/w/page/15342221/f/aten%C3%A7%C3%A3o%20bracon.jpg>.
O maior objetivo no desenvolvimento de um radiofármaco é assegurar que ele se 
acumule e/ou que seja excretado do órgão/tecido em estudo. 
O mecanismo de localização de um radiofármaco em um determinado órgão pode ser 
desde uma simples captura física de partículas radioativas, até uma sofisticada reação 
antígeno-anticorpo, utilizando o anticorpo radiomarcado. 
A imagem obtida em Medicina Nuclear é essencialmente independente da densidade 
do órgão em estudo, ou seja, baseia-se na detecção externa da radiação emitida pelo 
radiofármaco localizado na região de interesse. 
A meia vida efetiva do radionuclídeo deve ser 1,5 vezes maior que a duração do exame, 
para permitir uma boa imagem e não aumentar a dose de radiação no órgão alvo. 
67
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
figura 62.
fonte: <http://bkr-lopesmachado.com.br/wp-content/uploads/2016/03/img_entrevista_renata_int.jpg>.
O radiofármaco não pode ser tóxico.
Deve ser facilmente disponível e barato.

Deve ser de simples preparação e controle de qualidade.
A dose de radiação deve ser mínima para o paciente e para o pessoal da Medicina 
Nuclear. 
Deve ter uma alta relação órgão alvo/órgão não alvo, diminuir ao máximo a interferência 
de outras áreas sobre a área em estudo. 
Não deve ser metabolizado para evitar a produção de metabólitos radiomarcados com 
outra biodistribuição. 
Deve ser emissor de radiação gama e só de gama, sem alfa e beta que aumentam a dose 
de irradiação do paciente sem melhorar a qualidade da imagem. 
Não deve ter efeito farmacológico, para não alterar o sistema em estudo. 
A energia da gama deve estar entre 100 e 250 keV, o que é mais compatível com os 
equipamentos usados para a detecção da imagem. 
Biodistribuição dos radiofármacos
A concepção de um radiofármaco é baseada, unicamente, sobre a função do órgão que 
se deseja estudar. 
68
UNIDADEI │ MEDICINA NUCLEAR
figura 63. Radiofármacos.
fonte: <http://image.slidesharecdn.com/radiologiarevisoaula1-130805121215-phpapp01-150330101121-conversion-
gate01/95/radiologiarevisoaula1-130805121215phpapp01-10-638.jpg?cb=1427728363>.
O mecanismo de localização de um radiofármaco em um órgão específico depende 
de vários processos físico-químicos que desempenham um papel significativo no 
desenvolvimento destes compostos e do seu controle de qualidade. 
Mecanismos de localização dos radiofármacos
transporte ativo
Envolve o uso de uma via metabólica existente, normalmente no organismo, para 
introduzir o radiofármaco através da membrana celular para dentro da célula. 
Fagocitose
Captura física de partículas coloidais pelas células de Kupffer do sistema retículo 
endotelial após injeção intravenosa. 
Bloqueio de capilares
Uma microembolização intencional dos capilares por partículas permitindo visibilizar 
externamente a perfusão destes capilares. 
Sequestro celular
A injeção de hemácias danificadas produz imagens do baço sem visibilizar o fígado. 
69
MEDICINA NUCLEAR │ UNIDADE I
troca por simples difusão
Um mecanismo onde o radiofármaco difunde através da membrana celular e redistribui-
se no organismo. 
localização compartimental
Injeção do radiofármaco dentro de um espaço fluído e a manutenção dentro deste 
espaço por tempo suficiente para realizar a sua imagem. 
O fluído pode ser líquido ou gasoso. 
Absorção físico-química
Corresponde à ligação do radiofármaco à superfície de uma estrutura sólida. 
reação antígeno-anticorpo
figura 64.
fonte: <http://2.bp.blogspot.com/-dKPCxq07xls/t9tovnh_mkI/AAAAAAAAfrY/jrtoDs_P1pY/s1600/s-14-10-a.png>.
Ligação de um anticorpo específico a antígenos de superfície de um tumor. 
A imagem é obtida após a injeção de um anticorpo monoclonal radiomarcado com alta 
especificidade por um antígeno. 
ligação com receptor
São radiofármacos que se ligam, com alta afinidade, aos sítios de receptores. 
dose absorvida
Os radiofármacos, após a sua administração, distribuem-se e localizam-se seletivamente 
nos órgãos alvos do corpo. 
70
UNIDADE I │ MEDICINA NUCLEAR
De acordo com a sua via de eliminação, renal ou digestiva, as estruturas destes sistemas 
estão sujeitas a maior irradiação. 
A eliminação dos radiofármacos ocorre, em sua grande maioria, através do sistema 
urinário e digestivo; as glândulas salivares e sudoríparas podem contribuir com as 
excreção de pequenas quantidades. 
Recomenda-se a ingestão de bastante líquido e às vezes até laxativos para sua eliminação. 
É possível, através de modelos matemáticos, determinar o valor da dose de radiação 
absorvida em cada órgão. 
Cabe ressaltar que levando em consideração a relação risco e benefício, as doses 
utilizadas em Medicina Nuclear, para fins de diagnóstico, não acarretam grandes danos 
ao paciente e à população em geral. 
As contraindicações geralmente são a gestação e amamentação.
71
unidAdE iiEquiPE 
MultidiSCiPlinAr
CAPítulo 1
Atribuições e composição da equipe 
multiprofissional
figura 65.
fonte: <http://www.hc.unicamp.br/sites/default/files/users/Administrador/noticias/not-110418/interna_01.jpg>.
Atribuições da equipe em Medicina nuclear
Médico especialista em medicina nuclear
1. Prestar atendimento clínico ao paciente.
2. Decidir pela real relevância do exame quanto à elucidação do diagnóstico 
pretendido ou à eficácia do tratamento prescrito.
3. Prescrever o radiofármaco e determinar a rotina a ser seguida.
4. Avaliar a imagem obtida com descrição dos achados radiológicos.
5. Acompanhamento na realização do exame.
72
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
técnico em medicina nuclear
1. Preparar o paciente no aparelho, posicionando-o nas incidências 
desejadas.
2. Realizar os exames, sob orientação do médico especialista.
3. Providenciar o processamento dos filmes na câmara escura.
4. Proceder a operação, manutenção e limpeza de todos os equipamentos 
utilizados no exame.
5. Calibrar os aparelhos antes da realização do primeiro exame do dia.
Enfermeiro e técnico de enfermagem
1. Encaminhar o paciente à sala de exame. 
2. Administrar a dose recomendada e orientar o paciente quanto aos 
procedimentos a serem realizados. 
3. Controlar a liberação dos pacientes internados e ambulatoriais. 
4. Marcar os exames preliminares de medicina nuclear, coletar o sangue 
para dosagem hormonal, controlar a medicação prescrita, a internação 
e a alta. 
5. Atender, de imediato, as eventuais intercorrências clínicas.
Cabe ainda ao enfermeiro, monitorar e participar do controle de gerenciamento de 
resíduos de saúde, que será abordado na Unidade III.
Outra questão importante é o controle e monitoramento da utilizaçãos dos Equipamentos 
de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), que são 
padrão dentro da Radioproteção.
Vamos relembrar quais são os EPIs e EPCs utilizados para a radioproteção:
Equipamentos de Proteção individual (EPi) 
Existem diversos tipos de vestimentas destinadas a proteger as pessoas contra 
os efeitos das radiações ionizantes. 
Dentre as mais usadas, encontram-se os aventais de chumbo (longos ou curtos), 
os protetores de tireoide e de gônadas, os óculos plumbíferos, as luvas e as 
mangas protetoras. 
73
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
Estas vestimentas possuem especificações e equivalência em chumbo que 
devem ser adequadas ao tipo de radiação a qual se vai estar exposto. 
Devem também ser usadas pelos próprios pacientes a fim de evitar exposições 
desnecessárias de regiões do corpo que não estão sendo radiografadas. 
Os aventais de chumbo são especialmente frágeis e devem ser manipulados 
cuidadosamente. Após o uso, devem ser guardados em cabides apropriados ou 
sempre na posição horizontal sem dobras. 
Os maus tratos podem causar fissuras e até mesmo o rompimento do chumbo, 
reduzindo o poder de proteção do mesmo e, consequentemente, sua vida útil.
Aventais
 » Avental padrão: sem proteção nas costas, com alças cruzadas para 
maior conforto e segurança. Equivalência em chumbo de 0,25mm Pb 
ou 0,50mm Pb. 
 » Utilização: proteção para o técnico de raios-X, acompanhantes e 
auxiliares envolvidos nos exames onde o tempo de exposição não é 
prolongado.
 » Avental de Chumbo – proteção nas Costas (Tipo Casaco). O avental 
de chumbo tipo casaco é fabricado com borracha plumbífera flexível. 
 » Utilização: este avental é utilizado onde o tempo de exposição 
do profissional é muito prolongado, ou durante a utilização do 
intensificador de imagem.
figura 66.
fonte: <http://planideia.com.br/wp-content/uploads/2011/10/vantagens-protecao-radiologica-planideia.png>.
74
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
 » Avental Cirúrgico: para uso do profissional em centro cirúrgico, com 
tiras cruzadas e fecho em velcro ajustável de fácil remoção. Pode ser 
usado com a roupa cirúrgica sob o material. Equivalência em chumbo 
de 0,25mm Pb ou 0,50mm Pb. 
 » Utilização: esse avental foi desenvolvido especialmente para o médico 
cirurgião. Por ser de fácil remoção, pode ser retirado por um auxiliar 
sem interromper a cirurgia após o uso dos raios-X.
 » Avental odontológico: para paciente em radiografia periapical. 
Equivalência em chumbo de 0,25mm Pb ou 0,50mm Pb, com fecho 
em velcro na nuca. 
 » Utilização: para pacientes expostos à radiografia periapical, protegendo 
todo o tórax do usuário, bem como as partes genitais. Visando uma 
proteção total aos pacientes.
Vestimentas
 » Conjunto Saia e Blusa: saia em transpasse frontal com proteção em 
dobro para região genital e cinto em velcro ajustável na cintura. Blusa 
com fecho em velcro ajustável. Equivalência em chumbo de 0,50mm Pb. 
 » Utilização: esse conjunto foi desenvolvido com o objetivo de dividir 
o peso e proporcionar ao usuário maior conforto. Utilizado onde 
o profissional fica exposto por um tempo prolongado ou onde há 
utilização do intensificador de imagem. Indicado para exames como 
hemodinâmicos e angiografia.figura 67.
fonte: <http://excelenciasaude.com.br/Imagem/img-radiologia-avental-saia-odontologic.jpg>.
75
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
 » Luva Plumbífera: luvas de proteção para cirurgias e acompanhamentos. 
Fabricada em borracha com equivalência em chumbo de 0,50mm Pb, 
proporciona total movimento e conforto ao usuário. 
 » Utilização: para procedimentos cirúrgicos, proteção para acompanhantes 
e técnicos de raios-X e manuseio de isótopos radioativos.
figura 68.
fonte: <http://assets.lwsite.com.br/uploads/widget_image/image/290/041/290041/Luva.jpg>.
 » Óculos Plumbíferos: com lentes plumbíferas, com armação em acrílico, 
fabricado em dois modelos: proteção frontal e proteção lateral (180°), 
ambos com equivalência em chumbo de 0,50mm Pb. 
 » Utilização: o óculo é um acessório de proteção imprescindível, 
considerando que a visão, por sensibilidade do cristalino, é uma das 
áreas mais afetadas pela radiação.
figura 69.
fonte: <http://www.rxnet.com.br/produtos_folder/imagens/oculos.jpg>.
 » Protetor de órgãos genitais: para regiões genitais, utilizadas por 
paciente em exames que impossibilitam o uso de outros protetores. 
Equivalência em chumbo de 0,50mm Pb, com cinto e fecho regulável 
para ajuste. 
 » Utilização: desenvolvido em tamanhos diferentes, este avental é 
utilizado em raios-X de tórax e outros exames como, por exemplo, 
mamografia.
76
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
figura 70.
fonte: <http://planideia.com.br/wp-content/uploads/2013/08/protetor-radiologico-de-gonadas-feminino.jpg>.
 » Protetor de Tireoide: fabricado em dois modelos; convencional e 
viseira. Ambos com equivalência em chumbo de 0,50mm Pb, com 
fecho em velcro ajustável na nuca. 
 » Utilização: o protetor de tireoide é um acessório de proteção utilizado 
em todos os tipos de exames, exceto para radiografia odontológica 
panorâmica. 
 » Cabe ressaltar que a região da tireoide é uma das partes do nosso 
corpo mais atingida pela radiação, por isso precisa de muita atenção.
figura 71.
fonte: <http://www.rxnet.com.br/produtos_folder/imagens/protetor_tireoide.jpg>.
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
 » Vidro Plumbífero: plumbífero importado, com espessura de 8mm, 
proporcionando total transparência e perfeita visualização. 
figura 72.
fonte: <http://www.designsp.com.br/imagens/produtos-vidros/thumbs/vidros-laminados-incolor-incolores-07.jpg>.
77
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
 » Visor Plumbífero: fabricado em chapa de aço pintado revestido com 
chumbo, para utilização em biombos de alvenaria. A moldura deve 
ser instalada na parede e o vidro pode ser removido para limpeza ou 
troca.
 » Divisória Plumbífera: com revestimento interno de chumbo, em 
diversas opções de cores. Utilização: salas de raios-X que necessitem 
de proteção radiológica. 
figura 73.
fonte: <http://www.konex.com.br/imagens/atuacao/atuacao1_18052013065408.jpg>.
 » Porta em Aço: porta em chapa de aço, com batente de aço, fechadura 
em inox, dobradiça em ferro polido com anéis reforçados, proteção 
interna em chumbo e acabamento para pintura. 
 » Utilização: Hospitais, clínicas e consultórios como barreira para raios-X.
figura 74.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-6EjnmN7dgdo/txDbwCt3mDI/AAAAAAAAADM/Rw32vfYAtjY/s1600/biombo.jpg>.
78
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
 » Argamassa Baritada: com a composição de sulfato de bário de alto 
teor, areia, ligas de agregação e outros elementos minerais.
 » Lençol Plumbífero: de chumbo para revestimento de portas, paredes 
ou divisórias de salas de raios-X, com espessura e dimensões de acordo 
com a necessidade do cliente.
figura 75. Lençol de chumbo.
fonte: <http://www.br.all.biz/img/br/catalog/103851.jpeg>.
 » Biombo Curvo: fabricado com chumbo laminado, acabamento em aço 
tratado e pintado, com rodízios para fácil locomoção e visor de vidro 
plumbífero de 7x13cm (Pb 1,92mm). 
 » Os biombos móveis só devem ser utilizados em equipamentos 
transportáveis, não sendo permitidos para aparelhos fixos.
radiofarmacêutico
1. Receber, registrar e armazenar, em local apropriado, todos os adquiridos 
pelo serviço. 
2. Eluir os geradores de tecnécio, marcar os kits de radiofármacos e fracionar 
as respectivas doses. 
3. Controlar a qualidade dos kits e dos radionuclídeos. 
4. Diluir o iodo. 
5. Controlar os rejeitos radioativos gerados no serviço. 
79
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
Físico
1. Fazer o levantamento radiométrico de todos os setores do serviço. 
2. Fazer o controle diário da qualidade da imagem. 
3. Gerenciar os rejeitos radioativos. 
4. Acompanhar mensalmente as doses individuais recebidas pelos 
trabalhadores. 
5. Treinar e reciclar periodicamente, em proteção radiológica, todo o pessoal 
do serviço. 
6. Implantar novas técnicas e testes regulares dos aparelhos.
80
CAPítulo 2
Preparo de exames
figura 76.
fonte: <http://www.misodor.com/images/9646.jpg>.
Na Medicina Nuclear, deve-se considerar três procedimentos básicos para o preparo do 
exame: 
1. Administração do traçador. 
2. Obtenção das imagens. 
3. Análises das imagens.
A administração dos traçadores pode ser:
 » intravenosa;
 » inalatória;
 » ingeridos via oral.
Cabe ao enfermeiro cuidar para que a prescrição versus a admnistração do medicamento 
seja respeitada.
Os cuidados na administração dos traçadores é a mesma que em qualquer outro 
medicamento.
81
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
Na aquisição de imagens, a enfermagem também tem um papel essencial.
Deve orientar o paciente sobre todo o exame, desde a troca de roupa, administração do 
medicamento e como será conduzido lá dentro.
Deve posicionar adequadamente o paciente
na câmara de cintilação, que será colocada 
o mais próximo possível da região do corpo a ser examinada.
figura 77.
fonte: <http://udi24horas.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Medicina-Nuclear.jpg>.
Após o término do exame, o médico especialista examinará e irá elaborar um laudo 
médico sobre a situação do paciente. 
Os riscos deste tipo de exame são poucos, quando ocorre, é devido a choque anafilático 
(reação alérgica ao medicamento)
Por ser injetado um elemento radioativo, mulheres grávidas não podem fazer o exame.
Caso esteja amamentando, deve-se suspender a amamentação e o contato íntimo com 
a criança por no mínimo 24 horas após o exame e, dependendo do radioisótopo, até 3 
semanas.
Cabe à enfermagem:
 » Indagar às pacientes em idade fértil a possibilidade de gravidez. 
 » Em situações terapêuticas, o radiofármaco somente pode ser administrado 
mediante resultado de exame Beta HCG.
Não é necessário preparo ou jejum antes do exame. 
82
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
Cintilografia Cerebral
Posicionamento do paciente e obtenção de 
imagem tomográfica 
Nas imagens tomográficas (SPECT), posiciona-se o paciente em decúbito dorsal com a 
cabeça sob o campo do detector e no computador é feita a programação para tomografia 
nuclear. É realizado um movimento de 360o em torno da região citada (crânio). 
Após o término do exame, mais ou menos 30 minutos, é feita a reconstrução de imagens, 
através dos cortes transaxiais, coronais e sagitais.
Nos achados normais de perfusão observa-se uma distribuição simétrica da atividade 
do radiotraçador em ambos os hemisférios cerebrais (córtex), cerebelo e parte central 
(região de núcleos da base, hipotálamo, cápsula interna).
Imagens anormais são visibilizadas como áreas de hipoatividade do material marcado 
no tecido cerebral. 
técnica para avaliação de refluxo 
gastroesofágico
Jejum de 4h.
Previamente, os pacientes são orientados sobre o exame e realização de manobras 
fisiológicas tais como: valsalva, elevação de membros inferiores, as duas simultaneamente 
e simulação de acesso de tosse no final. 
Elas têm duração de 30 a 60 s com o mesmo tempo de descanso nos seus intervalos. 
Logo após a ingestão dos líquidos, o paciente deve ser posicionado de pé em frente 
ao campo do colimador da câmara de cintilação e, em seguida,pesquisada a presença 
de resíduo radioativo no esôfago. Se presente, o paciente ingere adicionalmente um 
máximo de 50 ml de água. Persistindo ainda sinais de resíduo, o exame deve ser feito 
em outra oportunidade com auxílio de sonda nasogástrica. 
O computador é programado para aquisição de 36 imagens com intervalo de 10s cada, 
durante um tempo total de no mínimo 6 minutos. Este tempo pode ser aumentado 
dependendo da disponibilidade do equipamento. 
Finalizada a aquisição do exame, o paciente é liberado e observam-se as imagens 
adquiridas no vídeo do computador. 
83
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
A análise das imagens pode ser qualitativa e quantitativa. 
Na qualitativa observam-se visualmente as imagens no vídeo do computador. No exame 
normal não temos atividade no esôfago, apenas no estômago. 
No estudo anormal (positivo para refluxo) temos atividade ao nível do esôfago, além do 
estômago. Se for observado na topografia do esôfago, além do estômago é considerada 
presença de refluxo e a estas imagens chamamos de cintilografia qualitativa. 
Esvaziamento gástrico
O paciente necessita de jejum de no mínimo 4h. 
É orientado sobre o exame, e, a seguir, é posicionado ereto ou sentado (com inclinação 
de 45o) em frente ao colimador, de modo que a atividade radioativa gástrica e intestinal 
seja detectada pelo cristal do aparelho. 
Imagens sequenciais com intervalos de 15 s podem ser adquiridas desde o tempo zero 
até 120 s; ou estáticas com duração de 60 s a intervalo de 15 minutos e por um tempo 
total de 2 horas.
Os valores de normalidade variam de acordo com o alimento utilizado.
Alimento sólido: eliminação de 50% em 60 a 70 minutos.
Alimento líquido: eliminação de 50% em 10 a 20 minutos.
Cintilografia Hepatobiliar
O paciente deve estar em jejum de pelo menos 4h antes do exame. 
A intenção é prevenir a liberação de colecistoquinina (CCK) como resposta à entrada de 
alimento no duodeno, levando ao esvaziamento da vesícula biliar e prejudicando o seu 
enchimento com o radiofármaco. 
Podem-se obter imagens sequenciais, desde o momento da injeção, durante 120 
segundos e, a seguir, se obter as imagens estáticas aos 5, 10, 15, 20, 30, 45, 60, 120, 180 
segundos, e até 24h, quando necessário. 
Cintilografia de Perfusão Pulmonar
O método se fundamenta no microembolismo produzido no nível dos capilares 
pulmonares por essas partículas biodegradáveis e com diâmetro, geralmente, superior 
a destes pequenos vasos. 
84
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
O Radionuclídeo empregado é o 99mTecnécio ligado à molécula do macro agregado de 
albumina humana (99mTc-MAA). 
A injeção deve ser feita numa veia periférica, lentamente, e com o paciente em posição 
supina a fim de assegurar uma distribuição uniforme das partículas por ambos os 
pulmões. 
Desta forma se obtém uma imagem de perfusão capilar pulmonar, na qual a atividade 
de cada região é proporcional ao fluxo sanguíneo regional. 
Quando se deseja avaliar a chegada do material marcado aos pulmões no momento 
da injeção (fluxo sanguíneo pulmonar), programa-se o computador para aquisição de 
imagens seriadas a intervalo de 2s cada, durante 1 ou 2 minutos. 
Dez minutos após a injeção, obtêm-se imagens estáticas com cerca de 500 mil contagens, 
cada, nas projeções anterior, posterior, oblíquas e laterais, ou SPECT se necessário. 
O equipamento usado é uma câmara de cintilação (Gamacâmara) associada a um 
computador. 
Cintilografia Perfusão Miocárdica
Técnica de obtenção das imagens com 99mTc-MIBI 
Dois protocolos distintos podem ser utilizados dependendo da disponibilidade do 
paciente: 
 » Protocolo de dois dias. 
 » Protocolo de um só dia. 
a. Protocolo de dois dias – O paciente realiza a etapa de esforço, após injeção 
intravenosa de 10 mCi de 99mTc- MIBI no pico do esforço, obtendo-se 
as imagens planas ou tomográficas como no estudo com 201Tl. Em um 
outro dia após (num intervalo de tempo preferivelmente de 1 a 7 dias), 
com nova injeção de 10 mCi de 99mTc-MIBI novas imagens, agora 
em repouso, são obtidas e comparadas às da primeira etapa. Ambas as 
imagens são adquiridas uma hora após a injeção 
b. Protocolo de um dia – As duas etapas são realizadas com intervalo de 
três a quatro horas e, de preferência, na sequência repouso-exercício, 
com injeções de 10 mCi e 30 mCi, respectivamente, e também aqui, as 
imagens são adquiridas uma hora após cada injeção. 
85
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
Estresse farmacológico - protocolos de infusão 
a. Dipiridamol - recomenda-se a infusão venosa na dose de 0,14mg/kg/
min no máximo de 0,56mg/kg em 4min. Os efeitos máximos ocorrem ao 
redor de 2 a 7min após a administração, sendo injetado o radionuclídeo 
cerca de 2min após ser completada a infusão. 
b. Adenosina - infusão de l40g/kg/min durante 3min, seguida da injeção do 
radionuclídeo e infusão complementar por mais 3 min. 
c. Dobutamina - infusão de doses crescentes de dobutamina por 
3min, respectivamente, 5, 10, 20, 30, até o máximo de 40g/kg/ 
min, seguindo-se a injeção do radionuclídeo e complementação por 
mais um minuto de infusão do fármaco. Em casos de baixa resposta 
cronotrópica, pode-se usar atropina, nas doses de 25 a l00mg. 
Contraindicações - Dipiridamol ou adenosina - asma brônquica, doença pulmonar 
obstrutiva crônica dependente de derivados das xantinas, hipotensão arterial sistólica 
(níveis <90mmHg), bradicardia significativa, bloqueios atrioventriculares (maiores 
do que 1 grau) não protegidos por MP artificial, angina instável; Dobutamina - angina 
instável, fase aguda do infarto do miocárdio, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, 
arritmias complexas, hipertensão arterial não controlada. 
Cintilografia com 67gálio-citrato 
A dose é administrada por via intravenosa e imagens são obtidas 24, 48, 72 horas após 
a injeção. 
Recomenda-se o uso de laxativos antes das imagens de 48 e de 72 horas para evitar 
que a atividade em cólon interfira na interpretação do exame, por superposição nas 
estruturas ósseas da pelve. 
figura 78.
fonte: <http://playmagem.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/atencao.jpg>.
86
UNIDADE II │ EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
Procedimentos de preparo e administração de 
radiofármacos 
Radiofármacos somente podem ser administrados mediante pedido médico.
O Médico Nuclear e a radiofarmácia devem conferir o pedido médico para assegurar o 
radiofármaco e a dose corretos.
Os testes de Controle de Qualidade devem ser feitos antes da administração nos 
pacientes.
Inspecionar cada dose antes da administração para pesquisar partículas ou outros 
materiais estranhos, como fragmentos de borracha nas tampas dos frascos etc. 
O valor das doses podem variar somente 1% da dose prescrita.
Pacientes Pediátricos 
A dose administrada em crianças não deve seguir a mesma proporção da dose dos 
adultos.
Cálculos para doses pediátricas:
figura 79.
fonte: Próprio autor
Cuidados a serem tomados. Conferir: 
 » Paciente certo. 
 » Dose certa. 
 » Radiofármaco certo. 
 » Via de administração certa. 
 » Hora certa. 
87
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR │ UNIDADE II
Leia Mais sobre Segurança na Administração de Medicamentos em:
<http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/erros_de_medicacao-
definicoes_e_estrategias_de_prevencao.pdf>.
88
unidAdE iiigEStão dA SAÚdE 
oCuPACionAl
CAPítulo 1
Programa de gerenciamento de 
resíduos de Saúde (PgrSS)
A manutenção e proteção da saúde dos trabalhadores que lidam diretamente com 
doenças são necessárias, por isso a biossegurança em serviços de medicina nuclear é 
importante.
Lembra-se do acidente com o Césio-137, ocorrido em setembro de 1987, em Goiânia, 
quando um aparelho de radioterapia abandonado numa clínica desativada foi roubado 
e desmontado, expondo a população daquela capital à contaminação radioativa? 
figura 80.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-lLvLCh98AZg/UWnUkqELeQI/AAAAAAAAAlE/s6vp0whtC2Q/s1600/biologia3.png>.
A gestão da saúde do trabalhador envolve a biossegurança, que é um campo complexo, 
envolvendoa sociedade, órgãos governamentais, disciplina, equipe multiprofissional 
responsável e capacitada para atuar de maneira ética, em um contínuo de ações que 
sejam capazes de promover transformações nos serviços de saúde, além de instituições 
de ensino, pesquisa e indústrias.
89
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
figura 81.
fonte: <http://4.bp.blogspot.com/-g4jz4AMivUo/tj73Pxq1QdI/AAAAAAAAARw/R3ft1lgb4uI/s1600/Riscos+ocupacios+pre-
hospitalar.jpg>.
O foco da biossegurança é avaliar o dimensionamento dos riscos químicos, tóxicos, 
radioativos, biológicos, monitorando e prevenindo ou até incorporando tecnologias 
e insumos que reflitam em uma melhor segurança para a saúde dos trabalhadores, 
usuários do serviço e do meio ambiente. 
No caso da Medicina Nuclear, a biossegurança está nas questões radioativas, tóxicas e 
químicas.
A biossegurança é gerenciada juntamente com o Serviço de Saúde Ocupacional que 
envolve a parte da medicina e engenharia ocupacional.
figura 82.
fonte: <http://www.vozdoplanalto.com.br/wp-content/uploads/2012/08/saude.jpg>.
A engenharia ocupacional elabora o Mapa de Riscos, que é uma representação por meio 
de desenho gráfico referente aos riscos presentes no ambiente de trabalho. 
O nível dos riscos é determinado pelas cores e pelos tamanhos dos círculos nos desenhos 
dos mapas de risco.
90
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
figura 83.
fonte: <http://www.uff.br/enfermagemdotrabalho/tabolas.gif>.
O tamanho dos círculos varia de acordo com o tamanho do risco no local (pequeno, 
médio e grande). 
Veja, portanto, que o gerenciamento da biossegurança na saúde é feito classificando os 
riscos.
Classificação dos riscos
Risco biológico: probabilidade da exposição a agentes biológicos (microrganismos, 
geneticamente modificados ou não); as culturas de células; os parasitas; as toxinas 
encontradas em sangue, fluidos corpóreos, meios de culturas e espécimes clínicos.
figura 84.
fonte: <http://www.canalkids.com.br/cultura/ciencias/biologia/imagens/prod_trans.gif>.
91
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
Desde os anos de 1940, esse risco é gerenciado em instituições de saúde, visto 
que os primeiros relatos de doenças ocupacionais em trabalhos de saúde se 
deram pelas atividades exercidas em laboratórios.
Risco químico: probabilidade da exposição de substâncias químicas derivadas de 
produtos (higiene, limpeza, específicos para procedimentos hospitalares, substâncias 
medicamentosas dentre outros).
As reatividades, toxicidade, condições de manipulação, identificação do risco específico 
de cada produto, questões físico-químicas, vias de exposição e penetração do trabalhador 
e dos usuários de serviços de saúde são itens importantes no processo de avaliação e 
gerenciamento deste tipo de risco. 
Ao aceitar a manipulação de um produto químico no ambiente de trabalho, faz-se 
necessário que tenha uma ficha técnica especificando a necessidade de EPIs e EPCs, 
como: o produto deve ser acondicionado e a área física que deve ser armazenado e 
manuseado (especificando em detalhes onde pode ser estocado, tipo de ventilação, se 
tem alguma contraindicação com a proximidade de produtos não compatíveis); todas 
as atribuições do produto: função do uso, riscos percebidos e comprovados informado 
pelo fabricante, incluindo as especificações de dose de não dano, tempo e frequência do 
uso na legislação vigente.
figura 85.
fonte: <http://1.bp.blogspot.com/-Qjf20oMwgC0/t9dfC6eeNAI/AAAAAAAAAEM/MqvbIaMx5j4/s1600/perigos.jPg>.
Risco de natureza físico-química: neste caso, analisa-se a capacidade de o produto 
reagir com outra substância, produzindo fenômenos físicos como calor, combustão ou 
explosão e/ou outra substância tóxica. 
Devem ser considerados os parâmetros de difusão e inflamabilidade na avaliação dos 
riscos devidos a esta natureza.
92
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
Risco tóxico: toxicidade é a capacidade de uma substância produzir efeitos nocivos a 
um organismo humano ou de animais e ao meio ambiente.
figura 86.
fonte: <http://iacom.s8.com.br/produtos/01/00/item/6973/7/6973749g1.jpg>.
Depende da dose, tempo e frequência de exposição das propriedades físico-químicas, 
vias de penetração e capacidade do organismo eliminar. 
Existem as drogas citotóxicas, que têm a dose terapêutica, porém devem ser autorizadas 
pela Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) e, em conjunto com o Serviço 
Técnico da Farmácia Oncológica da instituição, elaborar e monitorar as políticas de 
armazenamento, manuseio, administração, transporte, descarte e capacitação técnica 
dos profissionais que fazem a manipulação desse tipo de substância.
A manipulação deve ser em capela de fluxo laminar, em ambiente de acesso restrito e 
exclusivo para tal finalidade.
Risco ergonômico: decorrem da organização e gestão do trabalho. Por exemplo, o 
uso de equipamentos, máquinas e mobiliários inadequados pode levar a posturas e 
posições incorretas; locais adaptados com más condições de iluminações, ventilação e 
de conforto para os trabalhadores; trabalho em turnos e noturnos; monotonia ou ritmo 
de trabalho excessivo, exigências de produtividade, relações de trabalho autoritárias, 
falhas no treinamento e supervisão dos trabalhadores. 
figura 87.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/-3zd5UZqfv2o/UjhwdQWRvoI/AAAAAAAAAC0/Z1R-xxb2y4M/s1600/ergonomia.jpg>.
93
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
Definem-se por geradores de resíduos de serviço de saúde todos os serviços relacionados 
à assistência para a saúde humana ou animal, que inclui assistência domiciliar; hospitais, 
clínicas, laboratórios clínicos; laboratórios de anatomia patológica; diagnóstico por 
imagem; necrotérios; funerárias; serviços de atividades de embalsamento; medicina 
legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e 
pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos 
farmacêuticos, importadores, distribuidores e produtores de materiais; locais de 
diagnóstico in vitro; ambulâncias para transporte de pacientes; serviços ambulatoriais; 
serviços de tatuagem, salão de beleza, veterinário, dentre outros. 
Todos os estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde são obrigados 
a se enquadrar na legislação vigente da vigilância sanitária, Resolução da Diretoria 
Colegiada RDC no 306, de 7 de dezembro de 2004, que aprova o Regulamento Técnico 
para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.
O estabelecimento deve ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços 
de Saúde (PGRSS) descrito por meio de um documento (impresso e assinado pelo 
responsável legal da instituição e pelo o coordenador do PGRSS) integrante do processo 
de licenciamento ambiental de todo e qualquer estabelecimento que trabalhe com saúde 
humana ou animal. 
figura 88.
fonte: <http://www.hospitalsantarosa.com.br/website/images/pgrss.jpg>.
Portanto, o PGRSS é um conjunto de procedimentos planejados, organizados e 
implementados para a gestão de resíduos, de acordo com as normas técnicas e legais. 
É representado por um manual de normas e procedimentos que descreve as ações 
relativas a todas as etapas de manejo de resíduos desde a segregação da fonte, o 
acondicionamento, a coleta, o armazenamento, o transporte interno e externo, os reusos, 
94
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
as reciclagens, os tratamentos e as orientações gerais para a equipe e os trabalhadores, 
pois todos devem ser envolvidos, visto que todos os colaboradores participam destes 
processos, seja produzindo o resíduo ou manipulando-o em alguma das etapas deste 
gerenciamento. 
figura 89.
fonte: <http://www.cmqv.org/upload/imagem_portal_artigo/1461/15326.jPg>.
Esse plano trará a descrição dos processos que são utilizados para a não geração 
ou minimização de geração de resíduos, evitando, assim, riscos de infecção e/ou 
contaminação, bem como acidentes com trabalhadores, usuários do serviço e meio 
ambiente.
Deve ser previstasempre a melhoria contínua, por meio de medições, indicadores e 
monitoramento constante. Pode ser eleito um representante de cada área para ser o 
multiplicador e monitor do processo naquele local. A avaliação e os ajustes devem ser 
contínuos e baseados em eficientes indicadores.
O plano deve ser real, factível, respeitando a legislação vigente, por isso deve ser 
elaborado juntamente com todos os gestores e disseminado para todos os trabalhadores 
e usuários do estabelecimento, de maneira que se sintam responsáveis pelas ações dos 
vários processos sistêmicos. 
Todos os colaboradores devem ser envolvidos e conscientizados que fazem parte 
do plano, caso contrário, teremos insucesso na implantação e continuidade do 
programa. 
“Saúde e segurança para todos envolvidos direta e indiretamente”.
O PGRSS deve considerar as características e os riscos dos resíduos que são gerados pelos 
estabelecimentos para que o plano de ações de proteção à saúde e ao meio ambiente e 
os princípios da biossegurança sejam construídos conforme as especificações de cada 
tipo de resíduo produzido, visando o emprego de medidas técnicas, administrativas e 
normativas.
95
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
resolução da diretoria Colegiada da Agência 
nacional de Vigilância Sanitária – AnViSA – rdC no 
306, de 7 de dezembro de 2004
Indica as regulamentações técnicas para o gerenciamento de resíduos 
de serviços de saúde. Esta resolução substitui a Resolução RDC no 33, 
relativa ao gerenciamento dos resíduos gerados nos serviços de saúde. 
Os principais objetivos desta regulação são: preservar a saúde pública e a qualidade 
do meio ambiente, considerando os princípios da biossegurança; empregar medidas 
técnicas, administrativas e normativas para prevenir acidentes, preservando a saúde 
pública e o meio ambiente; considerar os serviços de saúde como responsáveis pelo 
correto gerenciamento de todos resíduos gerados, atendendo às normas e exigências 
legais, do momento de sua geração até a destinação final; estimular a segregação 
no momento e no local de sua geração; reduzir o volume de resíduos perigosos e a 
ocorrência de acidentes ocupacionais, dentre outros benefícios à saúde pública e ao 
meio ambiente; e disponibilizar informações técnicas aos estabelecimentos de saúde, 
assim como aos órgãos de vigilância sanitária, sobre as técnicas adequadas de manejo 
dos RSS, seu gerenciamento e sua fiscalização (ANVISA, 2004).
Os serviços de saúde geradores de resíduos têm o compromisso quanto à elaboração do 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS, obedecendo aos 
critérios técnicos, à legislação ambiental, às normas de coleta e transporte dos serviços 
locais de limpeza urbana.
Declara-se, então, que os estabelecimentos compostos por mais de um CNPJ (Cadastro 
Nacional de Pessoa Jurídica) deverão ter Alvarás Sanitários individualizados, 
entretanto, não se faz necessário um PGRSS para cada CNPJ. O PGRSS deverá ser 
único e contemplar todos os serviços existentes, sob a Responsabilidade Técnica do 
estabelecimento. 
Outra questão importante na legislação é manter cópia do PGRSS disponível para 
consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente, dos 
funcionários, dos pacientes e do público em geral. 
De acordo com a RDC no 306/2004, em seu artigo 2.1.3, “Os serviços novos ou 
submetidos a reformas ou ampliação devem encaminhar o PGRSS juntamente como 
Projeto Básico de Arquitetura para a vigilância sanitária local, quando da solicitação do 
alvará sanitário” (BRASIL, 2004). 
Deve-se também ser designado um profissional, com o devido registro do conselho de 
Classe (exemplo: engenheiro credenciado junto ao Conselho Regional de Engenharia 
96
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
Ambiental – CREA), com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – 
ART, ou Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar, para que possa 
exercer a função de Responsável pela elaboração e implantação do PGRSS. 
O responsável pode ser qualquer profissional de saúde com o seu conselho de classe 
ativo, entretanto, quando a formação profissional não abranger os conhecimentos 
necessários, este poderá ser assessorado por equipe de trabalho que detenha as 
qualificações correspondentes. 
No caso de serviços que geram resíduos de classe B (rejeitos radioativos), essa 
legislação (RDC/ANVISA No 306/2004) obriga o estabelecimento a contratar ou alocar 
um profissional devidamente registrado pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear – 
CNEN.
figura 90.
fonte: <http://www.alunosonline.com.br/fisica/radiacao.html>.
Esta legislação direciona para a questão da segurança ocupacional, deixando claro 
que todos os colaboradores envolvidos diretamente com os processos de higienização, 
coleta, transporte, tratamento e armazenamento de resíduos devem ser submetidos a 
exame médico admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função 
e demissional, conforme estabelecido no Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO da Portaria no 3.214, do Ministério do Trabalho), com foco nos 
riscos e possíveis agravos que o manuseio desta atividade pode ocasionar.
O que significa PCMSO?
A sigla PCMSO significa Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
Qual a norma que regulamenta o PCMSO?
A Norma Regulamentadora – NR 7, por meio da Portaria no 3.214/1978, 
regulamenta o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional.
97
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
Para que serve o PCMSO?
A NR 7 estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte 
de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como 
empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, 
com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus 
trabalhadores. Sendo, então, um programa que em conjunto com os demais 
somará forças em prol da saúde dos trabalhadores.
Tem caráter de prevenção, mapeamento precoce e diagnóstico dos agravos à 
saúde dos trabalhadores, além da constatação dos casos de doenças profissionais 
ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.
Quem tem que pagar pela elaboração do PCMSO?
A NR deixa claro, no item 7.1.1, que a elaboração e implantação do PCMSO é de 
responsabilidade do empregador. Cabe a ele custear o programa.
É importante 
guardar os recibos e comprovantes de pagamentos referentes aos exames 
médicos e complementares relativos ao PCMSO, a fiscalização do Ministério do 
Trabalho poderá solicitá-los algum dia.
Quem pode elaborar o PCMSO?
De acordo com a NR 7, item 7.3.1, o empregador deverá indicar um médico 
responsável pelo desenvolvimento do PCMSO. Estando a empresa desobrigada 
a contratar um Médico do Trabalho, de acordo com o dimensionamento previsto 
na NR 4, o empregado deverá contratar um serviço médico terceirizado para 
fazer o programa.
Como ocorre a elaboração do PCMSO?
O PCMSO normalmente é feito com base no Programa de Prevenção de 
Riscos Ambientais (PPRA). Ele usa os dados coletados na análise do ambiente, 
levantados no PPRA, para definir sua estratégia. Como ambos são programas 
de saúde, devem trabalhar em sintonia. E isso mostra a importância do PPRA ser 
bem elaborado.
Qual a validade do PCMSO?
Segundo o item 7.4.6 da Norma, o PCMSO deverá obedecer a um planejamento 
em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas durante o ano, 
devendo estas serem revisadas anualmente (validade um ano).
98
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
A partir de quantos funcionários devo ter o PCMSO?
Assim como o PPRA, o PCMSO deve ser elaborado para todos os tipos e tamanhos 
de empresas. Toda empresa que admite trabalhadores como empregados deve 
elaborar e implantar o PCMSO segundo a NR, item 7.1.1.
Os exames complementares do PCMSO podem ser feitos pelo SUS?
Não. Como já foi mostrado, a execução do programa é de total responsabilidade 
do empregador e ele deverá arcar com os gastos.
ConstituiçãoFederal:
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras 
atribuições, nos termos da lei:
II – executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem 
como as de saúde do trabalhador;
Porém, é preciso lembrar que a responsabilidade pela prestação de 
serviços é do empregador, e cabe a ele o ônus e o bônus advindos 
da prestação de serviços. O empregador é o responsável por tudo 
que acontece no ambiente (dentro do que reza a legislação, claro).
Na verdade, nem precisaria de tanta polêmica, uma vez que a NR 7 é clara quando 
delega os custos do PCMSO ao empregador.
Os exames complementares estão descritos no PCMSO e varia de acordo com a 
função/risco e a observação do médico do trabalho. Os exames complementares 
são exames que fogem à clínica como hemograma, Raio X, espirometria, exames 
toxicológicos etc.
implantação do PCMSo
O empregador deve colaborar para a implantação do PCMSO e zelar pela sua 
eficácia, de acordo com a NR, item 7.3.1, letra “a”.
Devo contratar Médico do Trabalho?
Se o empregador está desobrigado a contratar um Médico de acordo com o 
dimensionamento da NR 4, portanto, o empregador é obrigado a contratar o 
serviço de Médico externo para coordenar o programa. 
99
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
Por quanto tempo devo guardar o PCMSO?
Segundo a NR 7.4.5.1, os registros e tudo mais relacionado ao programa deverão 
ser mantidos em segurança por período mínimo de 20 (vinte) anos.
Fonte: <http://portal.mte.gov.br/data/files/FF8080814295F16D0142E2E773847819/NR-07%20
(atualizada%202013).pdf>
Outra legislação sobre os resíduos de saúde é a Resolução do Conselho Nacional do 
Meio Ambiente – CONAMA no 358, de 29 de abril de 2005, que indica como deve 
ser o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde, ou seja, 
como o resíduo após o cuidado dentro do estabelecimento de saúde deve ser tratado 
(externamente). Esta resolução substitui a Resolução CONAMA no 283 relativa ao 
tratamento e à disposição final dos resíduos dos serviços de saúde. 
figura 91.
fonte: <http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2011/08/logo_conama.jpg>.
O foco sempre é preservar a saúde pública e a qualidade do meio ambiente, 
regulamentando o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Buscar a 
minimização dos riscos ocupacionais e a proteção da saúde do trabalhador; o estímulo 
à minimização da geração dos resíduos, sua reutilização e reciclagem; a segregação dos 
resíduos no momento e no local de sua geração; o estímulo a soluções para tratamento 
e a adoção de ações preventivas para controle de infecção e/ou contaminação da 
população e meio ambiente.
Outras normas pertinentes: as resoluções citam normas da Associação Brasileira 
de Normas Técnicas – ABNT como:
 » NBR 9.191 – sacos plásticos para acondicionamento de lixo – requisitos 
e métodos de ensaio. 
100
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
 » NBR 7.500 – identificação para o transporte terrestre, manuseio, 
movimentação e armazenamento de produtos. 
 » NBR 12.235 – armazenamento de resíduos sólidos perigosos. 
 » NBR 12.810 – coleta de resíduos de serviços de saúde. 
 » NBR 10.004 – resíduos sólidos – classificação. 
 » NBR 14.652 – coletor-transportador rodoviário de resíduos de serviços 
de saúde – requisitos de construção e inspeção – resíduos do grupo A. 
 » NBR 14.725 – ficha de informações de segurança de produtos químicos. 
 » NBR 13.853 – coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes 
ou cortantes – requisitos e métodos de ensaio. 
Todas essas normas estão disponíveis em: <http://www.abnt.org.br/>.
As Secretarias municipais e estaduais de saúde e de meio ambiente e a Agência de 
Vigilância Sanitária (ANVISA) são os órgãos fiscalizadores do PGRSS. 
figura 92.
fonte: <http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/anvisa.jpg>.
As penalidades aplicadas pelo seu não cumprimento podem ser desde pequenas sanções 
administrativas a multas ou até interdição do estabelecimento. 
figura 93.
fonte: <https://c1.staticflickr.com/9/8643/16546642520_c485e30bac.jpg>. 
101
CAPítulo 2
gestão de rejeitos radioativos
O PGRSS deve prever todas as etapas de planejamento dos recursos físicos, dos materiais 
e da capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo dos resíduos. 
O primeiro passo é identificar a equipe que fará parte do manejo, os colaboradores que 
farão parte da construção e da implantação do PGRSS sendo também multiplicadores 
deste plano.
Os critérios e requisitos básicos relativos à gerência de rejeitos radioativos provenientes 
de instalações radiativas estão estabelecidos na norma CNEN-NE-6.05 “Gerência 
de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas” (CNEN-6.05, 1985). O PGRR de 
serviços de saúde deverá conter informações sobre a segregação dos rejeitos na origem, 
eliminação dos rejeitos, descrição de tanques de decaimento ou de sistemas de contenção 
dos rejeitos até o decaimento e os registros necessários, entre outras (CNEN, 1998). 

A gerência de rejeitos pode ser implementada apenas na instalação, onde o rejeito foi 
produzido. 
No entanto, em certas circunstâncias, algumas etapas da gerência podem ser realizadas 
em instalações centralizadas, como nos institutos da CNEN. No mínimo as etapas de 
segregação na origem, caracterização básica e de armazenamento devem ser realizadas 
na própria instalação geradora do rejeito. 

Os estabelecimentos prestadores de serviços de saúde são considerados pequenos 
geradores de rejeitos radioativos, quando comparados a outros setores da sociedade 
que utilizam a tecnologia nuclear. 
Por apresentarem, em sua maioria, radionuclídeos de meia-vida curta, esses rejeitos 
devem ser armazenados em local adequado e com segurança até que a atividade decaia 
ao nível dos limites de eliminação autorizados ou estabelecidos em norma, para que 
possam ser gerenciados como os outros resíduos não-radioativos de serviços de saúde. 
Com base nessas particularidades e na legislação atual (CNEN-6.05, 1985), 
Existem quatro pontos essenciais que devem ser previstos no PGRSS. Dentre eles, cabe 
a distinção dos cinco níveis de resíduos (A, B, C, D e E); as fases do manuseio (geração/
segregação, acondicionamento, coleta, transporte interno e externo, armazenamento); 
treinamento e monitoramento que será explicado adiante.
102
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
os cinco níveis de resíduos
figura 94.
fonte: <http://lh3.ggpht.com/-gConbCjmlY0/Uc5aHtwiE8I/AAAAAAAAjuc/m0E-dZP1xuY/clip_image004_
thumb%25255b4%25255D.jpg?imgmax=800>.
Cabe ao PGRSS descrever os tipos de resíduos produzidos em cada área do 
estabelecimento de acordo com a RDC no 306/2004, pois cada nível terá suas normas 
de identificação e descarte. Dentre os grupos tem-se:
Grupo A: resíduos de agentes biológicos que por suas características podem apresentar 
risco de infecção. Essa classe é a única que se divide em cinco subgrupos, de acordo com 
o tipo de resíduo de risco biológico. 
Grupo B: são os resíduos que apresentam substâncias químicas que podem apresentar 
risco à saúde pública ou ao meio ambiente. Riscos maiores ou menores dependendo de 
suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Neste 
grupo, destacam-se os produtos hormonais e produtos antimicrobianos, citostáticos, 
antineoplásicos, imunossupressores, digitálicos, imunomoduladores, antirretrovirais, 
quando descartados por serviços de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de 
medicamentos ou apreendidos e também os resíduos e insumos farmacêuticos dos 
medicamentos controlados pela Portaria MS no 344/1998 e suas atualizações; resíduos de 
saneantes, desinfetantes e resíduos contendo metais pesados reagentes para laboratório, 
inclusive os recipientes contaminados por estes; efluentes de processadores de imagem 
(reveladores e fixadores); efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em 
análises clínicas e demais produtos considerados perigosos, conforme classificação daNBR 10.004 da ABNT (tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos) (ANVISA, 2004).
Grupo C: grupo proveniente de materiais radioativos ou contaminados por ele. 
Quaisquer materiais resultantes de atividades que contenham radionuclídeos em 
103
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
quantidades superiores ao nível de isenção estabelecida pelas normas da Comissão 
Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Gerados em serviços de medicina nuclear, 
radioimunoensaio, pesquisa com radioisótopos e radioterapia.
figura 95.
fonte: <http://www.vidasustentavel.net/img/Res%C3%ADduos-Perfurocortantes.gif>.
Grupo D: equiparado a resíduo doméstico, passível de segregação para reciclagem. 
Também chamado lixo comum ou domiciliar. Embora seja comum, deve entrar no 
PGRSS pois corre o risco de involuntariamente ser misturado a resíduos de outras 
classes. Caso isso ocorra, o plano deve prever o gerenciamento de acordo com a classe 
a qual ele se associou e assim deve ser tratado como tal. Esse tipo de resíduo é gerado 
no setor administrativo, papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças 
descartáveis de vestuário, material utilizado em antissepsia e hemostasia de venóclises, 
equipamento de soro, caixas de materiais médico hospitalares, plásticos em geral; 
sobras de alimentos e do preparo de alimentos; resto alimentar de refeitório; resíduos 
de gesso provenientes de assistência à saúde.
Grupo E: resíduos especiais, que têm em sua utilidade a perfuração ou o corte, 
chamados perfurocortantes. Bisturi, dispositivos para punção venosa (cateteres 
intravenosos); agulhas; lâminas de barbear; ampolas de vidros etc. Esses materiais 
devem ser descartados em recipientes rígidos, resistentes à perfuração, ruptura e 
vazamento, devidamente identificados e autoclavados antes do descarte.
Os rejeitos radioativos estão na classe C.
Abaixo, iremos descrever o fluxo básico de Gestão dos Rejeitos Radioativos.
104
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
figura 96. fluxo básico de Rejeitos Radioativos.
fonte: Próprio Autor. 
Fases do manuseio
geração/segregação
Esta fase faz-se a quantificação, separação e identificação por meio de símbolos dos 
resíduos na área de sua geração, de acordo com o nível de classificação (A, B, C, D, E). Na 
segregação, coloca-se o resíduo no local designado preparando o tipo de armazenamento 
que será feito para evitar o manuseio indevido. Todos os resíduos são segregados por 
meio de sacos plásticos por cor e símbolo, exceto o material perfuro-cortante que tem 
caixa específica. Quanto aos resíduos líquidos, esses devem ser acondicionados em 
recipientes rígidos.
105
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
figura 97.
fonte: <http://www.hsjd.com.br/Userfiles/image/hsjd/v65/Image/simbolos.jpg>.
A classificação consiste no agrupamento dos rejeitos em classes, em função dos riscos 
potenciais ao meio ambiente e à saúde pública. 
A classificação tem como objetivos principais: conhecer as especificidades dos 
rejeitos; possibilitar a implementação da segregação dos rejeitos na origem visando 
os processos/instalações disponíveis para tratamento e as possíveis vias de eliminação 
e de disposição final; facilitar a comunicação entre os diversos setores envolvidos na 
gerência dos rejeitos (CNEN-6.05, 1985). 
Não existe uma classificação universal para os rejeitos radioativos. De acordo com a 
norma CNEN-NE-6.05, os rejeitos radioativos são classificados em categorias segundo 
o estado físico (sólidos, líquidos, gasosos); a natureza da radiação que emite (rejeitos 
contendo emissores beta e/ou gama e rejeitos contendo emissores alfa); a concentração 
de atividade e taxa de exposição na superfície dos rejeitos (rejeitos de baixo, médio ou 
alto nível de radiação) 
Acondicionamento 
É a ação de embalar os resíduos segregados em sacos ou recipientes que evitem 
vazamentos, rupturas e perfurações. 
106
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
As lixeiras existentes nos setores já devem contemplar os sacos plásticos de acordo com 
as classes dos resíduos.
figura 98.
fonte: <https://portal.tjsc.jus.br/documents/218239/218872/coletores.png/9797e4dd-cb4f-4a09-812c-
915004874924?t=1386267306681>.
Coleta, transporte interno e externo
A coleta e/ou transporte interno consiste na movimentação do resíduo dentro do 
estabelecimento (entre as áreas) até o local destinado ao armazenamento temporário.
figura 99.
fonte: <http://3.bp.blogspot.com/_150fxks4a60/tCzxWu1yWqI/AAAAAAAAAxg/vrsy8QtysE4/s200/P1000907.jPg>.
Deve atender um roteiro com definição de horários para que não coincida com 
cruzamento de fluxos como, por exemplo, a distribuição de roupas, alimentos e 
medicamentos, períodos de visitação ao paciente ou de maior fluxo de pessoas ou de 
atividades. 
Deve ser feito separadamente, de acordo com o grupo de resíduos e em recipientes 
específicos para cada grupo. 
107
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
A coleta e o transporte externo consistem na remoção (transporte) dos resíduos do abrigo 
(armazenamento externo) do serviço de saúde até o local de tratamento utilizando-se 
de técnicas que venham a garantir a preservação das condições do acondicionamento, 
da integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente. 
A coleta e o transporte externo deverão ocorrer (pelo caminhão) em ambiente exclusivo 
com acesso facilitado para esses veículos coletores. 
Armazenamento
figura 100.
fonte: <http://cdn.agroevento.com/wp-content/uploads/2013/10/Curso-02.jpg>.
Depois de devidamente ensacados, os resíduos deverão ser transportados para um local 
designado (armazenamento), esse deve ser construído em área de fácil acesso para o 
sistema de coleta, possuir pisos e paredes laváveis com cantos e bordas arredondadas, 
ralo sifonado e lavatório para as mãos. 
Os sacos devem ser dispostos ordenadamente e nunca diretamente no chão, sendo 
obrigatória a conservação em recipientes. 
O armazenamento dos rejeitos radioativos de meia-vida curta (inferior a 60 dias, por 
exemplo), para decaimento pelas vias convencionais (sistema de coleta de lixo urbano, 
esgotos sanitários ou atmosfera), caso sejam classificados como resíduos comuns. 
Entrega de rejeitos radioativos de meia-vida longa (superior a 60 dias, por 
exemplo) aos institutos da CNEN ou empresas autorizadas, para tratamento e 
futura deposição. 
108
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
figura 101. fluxo de gestão Resíduo Radioativo.
fonte: Próprio Autor. 
treinamento
Deve ser feito para todos os colaboradores envolvidos direta ou indiretamente no 
PGRSS.
É importante orientar todas as fases do plano, bem como a maneira de descarte dos 
resíduos por nível de grupo.
figura 102.
fonte: <http://servioeste.com.br/img/site/570/t/626628.jpg>.
109
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
Monitoramento
É realizado constantemente, por meio de indicadores e pessoas que serão consideradas 
multiplicadoras em cada setor do serviço de saúde.
Dentre os indicadores, pode-se incluir: taxa de acidentes com resíduos perfurocortantes; 
variação da geração de resíduos; variação da proporção de resíduos por Grupo A, B, C, 
D e E e variação do percentual de reciclagem. 
É importante salientar que os resultados devem ser analisados sempre de maneira 
crítica, propondo melhorias nos processos. 
figura 103.
fonte: <http://www.hsjd.com.br/Userfiles/Image/lixo.jpg>.
Em resumo...
Procedimentos de Gerência de Rejeitos Radioativos (CNEN-6.05, 1985) 

 » selecionar os recipientes/embalagens de coleta apropriados para cada 
tipo de rejeito caracterizado;
 » identificar cada um dos recipientes/embalagens, indicando o radioisótopo 
que irá conter; 
 » sinalizar os recipientes/embalagens com o símbolo internacional de 
presença de radiação;
 » fechar, selar e etiquetar as embalagens quando estas atingirem 2/3 de sua 
capacidade. A etiqueta deverá conter informações sobre os radioisótopos 
110
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
presentes e as atividades destes;transferir as embalagens para o local de 
armazenamento, destinado ao decaimento radioativo. Tal local deverá ter 
a blindagem necessária para garantir que os limites de doses não sejam 
superados nas áreas adjacentes;
 » medir a taxa de dose e contaminação no local de armazenamento e áreas 
adjacentes;
 » manter os rejeitos no local de armazenamento durante o tempo necessário 
para que a atividade decaia a níveis de eliminação. Na prática, calcular o 
tempo que levará para decair 10 meias-vidas do radioisótopo;
 » decorrido o tempo de decaimento, medir a atividade do rejeito para 
certificar-se se este encontra-se abaixo do limite de eliminação;
 » alcançado o limite de eliminação, remover qualquer etiqueta e o símbolo 
ou indicativo de material radioativo;
 » os rejeitos que estiverem abaixo do limite de eliminação, e não 
apresentarem outro tipo de risco associado, dar o mesmo destino que os 
resíduos comuns do estabelecimento;
 » o descarte dos rejeitos que estão abaixo do limite de eliminação, mas 
apresentam outros riscos associados, deverá ser feito o procedimento 
segundo metodologia específica para cada tipo de resíduo (biológicos, 
químicos etc), obedecendo sempre os princípios de segurança ocupacional, 
de saúde pública e do meio ambiente;
 » materiais ou equipamentos ainda úteis, devem ser descontaminados 
para reutilização ou reciclagem, tendo-se sempre o cuidado de procurar 
reduzir ao máximo o volume de rejeitos radioativos gerados.
Institutos da CNEN que recebem Rejeitos Radioativos:
 » Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN–MG). 
 » Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN–RJ). 
 » Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN–SP). 
As responsabilidades de todos os envolvidos (setores, trabalhadores, etc) na gerência de 
rejeitos radioativos de uma instalação devem estar claramente definidas e documentadas 
(CNEN-6.05, 1985). 
111
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
É de responsabilidade da Direção do estabelecimento prestador de serviços de saúde: 
 » Estabelecer e submeter à autoridade competente um Programa de 
Gerência de Rejeitos (PGRR) para sua instalação. 
 » Manter um supervisor de radioproteção, devidamente qualificado e 
capacitado nas atividades próximas à gerência. 
 » Estimular e viabilizar a capacitação e a reciclagem dos profissionais do 
estabelecimento envolvidos na gerência. 
 » Manter à disposição das autoridades competentes todos os registros 
sobre os rejeitos e as instruções e procedimentos técnico-administrativos 
próximas à gerência. 
 » Prover recursos financeiros e humanos necessários à gerência. 
Constituem obrigações básicas do responsável técnico pela gerência de rejeitos 
radioativos da instalação: 
 » Elaborar o PGRR, que é parte integrante do plano de radioproteção da 
instalação.
 » Implementar e fazer cumprir o PGRR aprovado para a instalação. 
 » Assessorar e informar à direção do estabelecimento sobre todos os 
assuntos relativos à gerência. 
 » Capacitar, reciclar e orientar os profissionais envolvidos na gerência. 
Para o desenvolvimento das atividades de gerência de rejeitos radioativos de uma 
instalação, deve-se dispor, além do supervisor de radioproteção, de um número 
apropriado de técnicos de nível superior e/ou médio e por auxiliares devidamente 
qualificados e capacitados para o exercício de suas funções (CNEN-6.02, 1984). 
Minimização da geração de rejeitos 
radioativos
Um dos princípios fundamentais da gerência de rejeitos é que sua geração deve ser 
mantida a níveis mínimos praticáveis em termos de atividade e volume, pois além 
de minimizar os efeitos danosos da radiação, há redução dos custos para o seu 
gerenciamento.
112
UNIDADE III │ GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL
A minimização da geração de rejeitos radioativos em serviços de saúde pode ser 
alcançada por meio de projetos e de práticas adequadas, incluindo a seleção e controle de 
materiais, a reciclagem/reutilização e a implementação de procedimentos operacionais 
apropriados. 
Ênfase deve ser dada na segregação dos diferentes tipos de rejeitos e materiais para 
reduzir o volume e facilitar a gerência (CNEN-6.05, 1985). 
reduzindo a geração de rejeitos
Deve-se planejar os trabalhos com material radioativo, o que envolve a elaboração de 
procedimentos. 
Para isso, devem-se conhecer exatamente os trabalhos a serem executados e os possíveis 
incidentes no curso destes (derramamentos, por exemplo).
As medidas para descontaminação e as formas de atuação para minimizar a geração de 
rejeito devem ser descritas.
Informar e capacitar o trabalhador para os trabalhos que irá realizar; 
controlar 
efetivamente o material radioativo existente, em todas as etapas pelas quais 
passa: 
aquisição, recepção, distribuição, uso e eliminação; 
manusear com cuidado o material 
radioativo, para evitar a ocorrência de incidentes 
como derramamentos, minimizando 
a dispersão da contaminação e a quantidade de 
rejeitos gerados como consequência 
das tarefas de descontaminação e de limpeza; 
segregar os rejeitos na origem é parte 
integrante dos processos de todos os profissionais envolvidos.
A separação dos materiais com conteúdo radioativo daqueles sabidamente inativos é de 
fundamental importância para reduzir a geração de rejeitos radioativos, é outro item a 
ser considerado.
Racionalizar o consumo de papéis utilizados na limpeza e na forração de bancadas e 
monitorar os materiais de forração, descartando como rejeito radioativo apenas as partes 
efetivamente contaminadas; minimizar o volume de soluções utilizadas na limpeza de 
materiais e áreas contaminadas são itens que devem estar na lista de cuidados.
113
GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL │ UNIDADE III
figura 104.
fonte: <http://alunosonline.uol.com.br/upload/conteudo_legenda/a155172563598f9d68dcb6fd191d17ba.jpg>.
Substituir os solventes perigosos por outros de menor periculosidade, onde 
for tecnicamente praticável; 
usar, sempre que possível, líquidos de cintilação 
biodegradáveis em substituição aos 
coquetéis de cintilação à base de solventes 
orgânicos tóxicos (tolueno, xileno) é algo importante.
Para os rejeitos biológicos, otimizar a atividade administrativa e considerar 
a 
substituição de radionuclídeos; 
evitar, sempre que possível, o uso de isótopos de 
meia-vida longa; 
 evitar a geração de rejeitos mistos (mistura de rejeitos químicos, 
radioativos e biológicos/infectantes). 
114
Para (não) Finalizar
tratamento Actínico do Hipertireoidismo 
Histórico
Os primeiros estudos terapêuticos com radioisótopos do iodo tiveram início ao final da 
década de trinta. No entanto, a terapêutica actínica com o 131 só se iniciou em 1941, 
com os trabalhos publicados quase que simultaneamente por Hertz et al e Hamilton et 
al., estudos estes que foram interrompidos pela eclosão da 2a Grande Guerra Mundial. 
Em maio de 1946, temos, então, a publicação simultânea dos artigos de Hertz e Robert 
e Chapman e Evans no JAMA, anunciando a radioiodoterapia como uma nova e efetiva 
modalidade no tratamento do hipertireoidismo. Desde então, este tratamento vem 
sendo usado em larga escala assumindo posição de destaque no tratamento deste tipo 
de patologia. 
definição
O Hipertireoidismo é a condição clínica que se caracteriza pela hiperatividade 
glandular com consequente produção exacerbada dos hormônios tireoideos (tiroxina 
e triiodotironina). 
Tireotoxicose é a consequência da exposição tecidual excessiva a esses hormônios 
cujas manifestações clínicas são: emagrecimento (a despeito do aumento da ingestão 
calórica), astenia, tremores de extremidades, insônia, irritabilidade, aumento da 
temperatura cutânea, palpitação e descompensação da função cardíaca. 
Causas de hipertireoidismo 
A Doença de Graves ou Basedow, como é denominada na Europa, é a mais prevalente 
causa de hipertireoidismo, seguida dos Adenomas Tóxicos: Nódulos Múltiplos (Bócio 
Multinodular Tóxico) e Nódulo Único (Bócio Nodular Tóxico- Doença de Plummer). 
Mais, raramente,temos a Tireoidite sub-aguda, Doença de Jodbasedow, Tireotoxicosis 
Factícia, Struma Ovarii, Tumor Hipofisário, Tireoidite de Hashimoto (Hashitoxicose), 
115
para (não) finalizar
Gravidez, Tumor Trofoblástico, Carcinoma da Tireoide e Tireotoxicose induzida pela 
Amiodarona. 
tratamento
Abordaremos o tratamento actínico das apresentações de hipertireoidismo em que esta 
modalidade terapêutica se faz indicada: Doença de Graves, Bócio Multinodular Tóxico 
e Doença de Plummer (Bócio Nodular Tóxico). 
radioiodoterapia
Este tratamento se fundamenta na destruição progressiva das células do parênquima 
glandular pela ação da radiação Beta do 131Iodo. 
Na doença de Graves, esta modalidade vem sendo utilizada desde a década de quarenta.
O 131I utilizado como modalidade terapêutica apresenta vantagens explícitas: 
segurança, baixa morbidade e baixo custo. 
As bases iniciais para consecução da radioiodoterapia tiveram início em 1989, sendo 
previamente estabelecido protocolo objetivando iniciarmos esta modalidade terapêutica 
segundo as normas de consenso internacional já, previamente, adotadas pela Comissão 
Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
Inicialmente, estabeleceu-se que o objetivo terapêutico no tratamento do hipertireoidismo 
da Doença de Basedow-Graves, em nosso meio, era de que a dose de iodo administrada 
devesse ter como objetivo fazer com que o paciente fosse reconduzido ao estado de 
eutireoidismo. 
Esta tática terapêutica tinha por objetivo evitar gasto dos pacientes com aquisição 
continuada de medicação e, também, fazendo-se acompanhamento ambulatorial 
prevenindo-se o hipotireoidismo pós-dose, assim como, trazendo informações aos 
pacientes para que tivessem um melhor entendimento de sua doença, sabendo qual o 
objetivo do tratamento e as consequências deste. 
Fonte: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-2730200700 
0700002>.
116
referências
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da equipe de enfermagem de Unidades de Tratamento Intensivo. Rev. bras. 
enferm., Brasília, v. 67, no 1, Feb. 2014. Available from <http://www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672014000100078&lng=en&nrm=iso>. Acesso 
em: 12/4/2015.. 
BRASIL. Lei no 11.105, de 24 de março de 2005. Regulamenta os incisos II, IV e V do § 
1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos 
de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – 
OGM e seus derivados, cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, reestrutura 
a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a Política 
Nacional de Biossegurança – PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, e a 
Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 
da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras providências. Diário Oficial 
da União [da] República Federativa do Brasil. Brasília, 28 mar. 2005.
BRASIL. Lei no 8.974, de 5 de Janeiro de 1995. Regulamenta os incisos II e V do parágrafo 
1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas para o uso das técnicas 
de engenharia genética e liberação no meio ambiente de organismos geneticamente 
modificados, autoriza o Poder Executivo a criar, no âmbito da Presidência da República, 
a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, e dá outras providências. Diário 
Oficial da União [da] República Federativa do Brasil. Brasília, 6 jan.1995.
BRASIL. Ministério da Saúde. Anvisa. RDC no 306, de 7 de dezembro de 2004. 
Regulamento Técnico para Gerenciamento de Resíduos de Saúde. 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Manual 
de Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica para o Controle de 
Infecção Hospitalar. 1991
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conama. Resolução no 358, de 29 de abril de 
2005. Tratamento e Disposição Final dos Resíduos dos Serviços de Saúde. 2005.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM/MTE no 485, de 11 de 
novembro de 2005, Aprova a Norma Regulamentadora no 32, que versa sobre a 
Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde. Diário Oficial da 
União, [da] República Federativa do Brasil. Brasília, 16 nov. 2005.
117
RefeRências
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Care Guide in a Nutshell. Springer Publishing Company, 2014.
METTLER, F. E.; GUILBERTEAU, M. Essentials of Nuclear Medicine Imaging: 
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O’MALLEY, J. Medicina Nuclear. Editora Elsevier, 2014.
REIS, J. V. O. Técnicas usadas para avaliar a exposição interna de pacientes 
devido à incorporação de Molibdênio como impureza em eluatos de 
Tecnécio em Medicina Nuclear. Brasília, 2012. 
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THRALL, J. H.; ZIESSMAN, H. A. Medicina Nuclear. 2a ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
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<www.google.com/scholar>.
<www.capes.gov.br/periodicos>.

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