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Curso 1 - Módulo 1.pdf
Brasília – DF
2022
Política 
Nacional 
de Regulação 
do SUS
MÓDULO 1
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Brasília – DF
2022
Política 
Nacional 
de Regulação 
do SUS
MÓDULO 1
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
__________________________________________________________________________________________________________
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Regulação Assistencial e Controle.
 Curso I : Regulação de Sistemas de Saúde do SUS : módulo 1 : Política Nacional de Regulação do SUS [recurso eletrônico] 
/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Regulação Assistencial e Controle. – 
1. ed. rev. –Brasília : Ministério da Saúde, 2022.
 30 p. : il.
 Modo de acesso: World Wide Web: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo1_politica_nacional_regulacao_sus.pdf
 ISBN 978-65-5993-081-4 
1. Sistema Único de Saúde (SUS). 2. Regulação. 3. Auditoria. 4. Avaliação institucional. I. Título.
CDU 614.2:351.77
__________________________________________________________________________________________________________
 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2022/0139
Título para indexação:
Course I: SUS Health System Regulation: module 1: SUS National Regulatory Policy
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, bloco G, 
Edifício Anexo B, 1º andar, ala sul
CEP: 70058-900 – Brasília, DF
Tel.: (61) 3315-5870 / 3315-5872
Direção:
Cleusa R. da Silveira Bernardo
Organização:
Edna Miyuki Hirano
Miriam Vieira
Elaboração de texto:
Clarisvan do Couto Gonçalves
Edna Miyuki Hirano
Maria Auri Gonçalves
Miriam Vieira
Vanderlei Soares Moya
Revisão técnica:
Claudio Lucio Brasil da Cunha
João Marcelo Barreto Silva
José Carlos de Moraes
Jozinélio Severino Teixeira
Cooperação técnica:
em Saúde – Fiotec
Parceria:
Escola Nacional de Administração Púbica /ENAP – Escola 
Virtual Governo/EV.G
Colaboração:
João Marcelo Barreto Silva
Luciano Gomes Marcelino
Marcos Elizeu Marinho de Oliveira
Otavio Augusto dos Santos
Tatiana Rodrigues Teles Araújo
Normalização:
Delano de Aquino Silva – Editora MS/CGDI
Diagramação:
Bruno Freitas de Paiva – Editora MS/CGDI
Gustavo Saraiva – Editora MS/CGDI
2021 Ministério da Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não 
Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução 
parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério 
da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br.
Tiragem: 1ª edição revisada – 2022 – versão eletrônica
 
ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
APAC – A u t o r i z a ç ã o d e P r o c e d i m e n t o d e A l t a 
Complexidade/Custo
APS – Atenção Primária à Saúde
ASPS – Ações e Serviços Públicos de Saúde
BPA – Boletim de Produção Ambulatorial
BPAI – Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado
CBO 
CERAC – C e n t r a l E s t a d u a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
CBR – Curso Básico de Regulação do SUS
CBRCAA – Curso Básico de Regulação, Controle, Avaliação e
CADSUS – Sistema de Cadastramento de Usuários do SUS
Complexidade
CES – Conselho Estadual de Saúde
CF – Constituição Federal
CGRA – Coordenação Geral de Regulação Assistencial
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CIH – Comunicação de Internação Hospitalar
CIR – Comissão Intergestores Regional
CIT – Comissão IntergestoresTripartite
CMD – Conjunto Mínimo de Dados
CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CNRAC – C e n t r a l N a c i o n a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
Complexidade
CNS – Cartão Nacional da Saúde
COAP – Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde
CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais 
de Saúde
CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde
COSEMS – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde
Siglas
A
B
C
Auditoria do SUS
E
F
G
I
L
M
N
D DATASUS – Departamento de Informática do SUS
DSEI – Distrito Sanitário Especial Indigena
DRAC – Departamento de Regulação Assistencial 
e Controle
EC – Emenda Constitucional
eSF – Equipe Saúde da Família
FAEC – Fundo de Ações Estratégicas e Compensação
FCES – Ficha de Cadastro de Estabelecimento de 
Saúde
FMS – Fundo Municipal de Saúde
FNS – Fundo Nacional de Saúde
FPO – Ficha de Programação Físico – Orçamentária
GM – Gabinete do Ministro
INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da 
Previdência Social 
INPS – Instituto Nacional de Previdência Social
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor 
Amplo
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social
MAC – Média e Alta Complexidade
MS – Ministério da Saúde
NOAS – Norma Operacional da Assistência à Saúde
NOB – Norma Operacional Básica
O
P
R
S
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde
OMS – Organização Mundial da Saúde
OPM – Órtese, Prótese e Materiais Especiais
PAB - Piso da Atenção Básica
PCCS – Plano de Carreira, Cargos e Salários
PAS – Programação Anual de Saúde
PDR – Plano Diretor de Regionalização
PDRI – Plano Diretor de Regionalização e Investimentos
PGASS – Programação Geral das Ações e Serviços de 
Saúde
PLANEJA SUS – Sistema de Planejamento do SUS
PNASH – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
Hospitalares
PNASS – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde
PPI – Programação Pactuada e Integrada
PPA – Plano Plurianual
PRI – Planejamento Regional e Integrado 
PS – Plano de Saúde
RAG – Relatório Anual de Gestão
RAS – Redes de Atenção à Saúde
RENAME – Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais
RENASES – Relação Nacional de Ações e Serviços de 
Saúde
RUE – Rede de Urgência e Emergência
RT – Rede Temática
SADT – Serviço Auxiliar de Diagnose e Terapia
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SARGSUS – Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão 
do SUS
SAES – Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SIH – Sistema de Informações Hospitalares
SIM – Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação
T
S
U
SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos 
Vivos
SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos 
Públicos em Saúde
SISAB – Sistema de Informação em Saúde para a 
Atenção Básica 
SISCNS – Sistema de Cadastro Nacional dos Usuários 
de Saúde
SISPRENATAL – Sistema de Informação do Pré-Natal
SISREG – Sistema de Regulação
SNA – Sistema Nacional de Auditoria
SUS – Sistema Único de Saúde
TCEP – Termo de Cooperação entre Entes Públicos
TCG – Termos de Compromisso de Gestão
TCU – Tribunal de Contas da União
TFD – Tratamento Fora do Domicílio
UBS – Unidade Básica de Saúde
UNASUS – Universidade Aberta do Sistema Único de 
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
UTI – Unidade de Terapia Intensiva 
Saúde
Apresentação ......................................................................9
Conteúdo Programático ......................................................10
A Regulação Pública ............................................................11
A Regulação no Setor Saúde ...............................................16
 
Estatal no Setor Saúde ........................................................ 18
A Política Nacional de Regulação do SUS ...........................20
Dimensões da Regulação
em Saúde ................................... 23
Referências .........................................................................29
Sumário
8
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
Olá!
Bem-vindo(a) ao módulo 1 . 
Política Nacional de Regulação do SUS.
Apresentamos subsídios teóricos sobre o papel do Estado na “Regulação do 
setor saúde”, para reflexão e melhor compreensão da Política Nacional de
Regulação. 
Existem vários artigos, teses acadêmicas e portarias a respeito do tema. Para 
auxiliar os seus estudos, disponibilizamos alguns desses materiais na Midiateca 
deste curso.
Esperamos que goste.
Bons estudos!
Apresentação
 Módulo 1 - Leia o texto base e realize as 
atividades sugeridas;
 Conheça a Política Nacional de Regula-
ção do SUS.
 Assista aos filmes sugeridos. 
9
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Conteúdo 
Programático
Objetivo
Conteúdos
Atividades
• Regulação Pública
• Regulação no Setor Saúde
• Política Nacional de Regulação do SUS
•
• 
• 
Apresentar e discutir os conceitos de regu-
lação como função do Estado e suas espe-
cificidades no setor saúde
10
 
O sistema de saúde, de matriz constitucional, tem como 
objetivo a busca da garantia do direito à saúde, expresso 
em diretrizes em defesa da prestação do cuidado efetivo; 
do eficiente uso dos recursos disponíveis; da qualidade 
na prestação dos serviços e da capacidade de resposta 
às necessidades de saúde da população.
 A participação do Estado nas políticas públicas de saúde 
foi desencadeada a partir do surgimento de sociedades 
com maior complexidade. Assim, o Estado passa a de-
sempenhar a função de grande mediador das relações 
sociais, controlando os conflitos e provendo necessidades.
O Estado assume as mais variadas formas de governo, de 
acordo com as particularidades de cada tempo e espaço; 
dos Estados teocráticos e centralizados da Antiguidade 
oriental aos Estados democráticos e até totalitários de 
nossos dias. 
O fato é que o Estado, tal qual conhecemos hoje, embora 
guarde profundas semelhanças com instituições políticas 
antigas, é fruto de um processo de formação que se inicia 
no final da Idade Média com a dissolução do Estado teo-
crático feudal e a organização do Estado Moderno atual.
 
Nesse contexto, é parte das funções do Estado, como 
mediador dos conflitos e provedor de necessidades so-
ciais, a Proteção Social. 
Embora haja certa convergência nos objetivos, os siste-
mas de saúde têm se organizado de formas distintas para 
alcançá-los.
A Regulação 
Pública
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
11
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
No Brasil, temos um Sistema Nacional de Saúde em que 
se observam duas lógicas distintas. 
Primeiramente temos o Sistema Público de Saúde, 
configurado no Sistema Único de Saúde (SUS) com sua 
lógica de acesso universal e com financiamento tripartite 
decorrente de tributos definidos em lei quanto à espécie 
e ao montante percentual. 
O outro componente do Sistema Nacional é o Suplemen-
tar, organizado e executado por meio da ofer ta 
de serviços de operadoras de planos de saúde e 
financiado pelo pagamento dos beneficiários dos 
planos.
Em resposta as evoluções e às novas condições sociais, 
surge um dilema inerente ao setor da saúde. Por um 
lado, as mudanças no perfil demográfico e epidemioló
gico da população, o aparecimento de novas doenças e a 
reincidência de doenças reconhecidas como erradicadas
A Proteção Social é a ação de proteger os indivíduos contra os riscos 
inerentes à vida e/ou assistir necessidades geradas em diferentes 
momentos históricos e relacionadas com múltiplas situações de 
dependência; riscos relacionados a fatores naturais e/ou ambientais 
(sociedades tradicionais) e riscos relacionados a fatores econômicos, 
2005, p. 17) .
 
Constituição de 1988
pois a partir dela o modelo de Seguridade Social foi adotado no 
 an sadinifed sezirterid sa uoicneulfni airátinaS amrofeR A .lisarB
8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986 e possibilitou que, na 
Constituição Federal de 1988, o Sistema Público de Saúde Brasileiro 
assumisse um modelo de seguridade social e de cidadania universal.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
12
 
pressionam a constante busca por novas técnicas de diagnose 
e terapêuticas. Isso decorre de um forte interesse e uma 
pressão da população e dos profissionais de saúde para 
a introdução de novas tecnologias e procedimentos que 
possam melhorar a capacidade de resposta às doenças 
prevalentes e atender às necessidades da população. Por 
outro lado, essas mesmas tecnologias e intervenções se 
inadequadamente testadas e avaliadas, quanto aos seus 
benefícios, além de não apresentarem os resultados es-
perados, podem despender recursos que, muitas vezes, 
são insuficientes para atender todas as necessidades de 
saúde de uma determinada população. 
Vale ressaltar que os gastos com a prestação de ser-
viços de saúde têm aumentado nas últimas décadas e 
consumido grande proporção de recursos, individual-
mente (saúde suplementar) ou dos governos (sistema 
público).
Os Sistemas de Saúde ao redor do mundo, independen-
temente de sua forma de organização, enfrentam várias 
crises. Identifica-se uma crise de financiamento, com 
incremento dos gastos em percentual progressivamente 
maior do que a capacidade de impostos da sociedade; 
uma crise do conhecimento que se dá por conta da fa-
lência do modelo de tratar a doença, por uma gama de 
especialistas, com profundo saber sobre área específica 
e pouca abrangência, e; uma crise de valores que diz 
respeito à crise moral que o mundo enfrenta, em que 
valores éticos, como a universalidade e a equidade no 
setor da saúde vêm sendo questionados no Brasil.
Porém, é na crise de regulação que os conflitos afloram. 
Esta crise deriva do confronto de quatro lógicas que per-
meiam o sistema de saúde:
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
13
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
A primeira é a lógica de mercado (produtores, 
fornecedores, distribuidores e usuários como consumi-
dores de um bem de mercado – a saúde) que pressiona 
a demanda por produtos e serviços de modo contínuo 
e progressivamente crescente.
 
Em segundo lugar, temos a lógica profissional, pela qual 
se dá, por motivos diversos (prestígio, lucro, interesse 
científico entre outros), a pressão pela incorporação de 
novas tecnologias muitas vezes de modo acrítico e sem a 
devida segurança técnico-científica. A lógica profissional, 
tanto pode ser conduzida pelos interesses do mercado 
(produtores e fornecedores) como conduzir à lógica de 
mercado (influência dos profissionais da saúde sobre 
os usuários). 
Em seguida, a lógica tecnocrática que tenta imprimir
racional idade ao setor da saúde, defendendo a 
utilização de critérios de eficácia, eficiência, efetividade 
e equidade à atenção à saúde e aos serviços prestados.
E por fim, a lógica política que, de forma tecnocrática 
(atuação do Judiciário, por exemplo) ou de forma partidá-
ria (atuação de representantes dos poderes constituídos 
em prol de seus apadrinhados) forçam a acomodação ou 
a mudança das políticas públicas legalmente vigentes e, 
também a execução dessas políticas fora dos critérios e 
parâmetros estabelecidos.
O cenário atual mostra a regulação do Estado sobre o 
complexo médico-industrial, as corporações de profissio-
nais, os seguros e os planos de saúde. No mercado da 
saúde suplementar, os prestadores de serviço, as empre-
sas que realizam intermediação financeira e os usuários 
são os principais agentes que atuam nesse mercado, 
onde podem ocorrer falhas como a seleção adversa, a 
assimetria de informação e o risco moral, ou seja, a in-
dução de comportamentos diferenciados em função da 
disponibilidade da oferta segurada.
14
Assim a Regulação Estatal, como mediador coletivo, 
utiliza um conjunto de estratégias distintas para direcionar 
os sistemas de serviços de saúde para o cumprimento de 
seus objetivos e para definir as regras do jogo destes sis-
temas de forma a regular o movimento de vários atores.
É importante considerar que o papel do Estado tem 
sofrido importantes transformações com a crise dos 
modernos sistemas de proteção social, processo de re-
definição das relações entre Estado, mercado e socie-
dade; delimitação do tamanho do Estado; redefinição 
do papel regulador do Estado; ênfase no fortalecimento 
da capacidade de implementar as políticas estatais e no 
aumento da capacidade na política de governar; além 
da substituição progressiva do Estado produtor por um 
Estado regulador da atividade econômica. A Regulação 
Estatal inclui todas as atividades governamentais que de 
alguma maneira afetam as operações da indústria privada 
ou a vida dos cidadãos.
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
15
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
A Regulação
no Setor Saúde
 
A Regulação em Saúde assume importância ampliada 
e se materializa em ações incidentes nas dimensões do 
sistema, da atenção e do acesso como elemento organi-
zador da saúde. Por outro turno, é fundamental a ação 
regulatória junto a Saúde Suplementar, nesse caso ope-
rando por meio de Agência Reguladora própria - Agência 
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Destaque-se ainda, 
a instituição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), que atua no mercado de produtos e serviços 
com foco na produção de saúde e redução de danos.
O setor de saúde suplementar no Brasil traduz fortemen-
te a lógica de mercado e traz um importante desafio na 
construção de processos regulatórios que garantam os 
interesses públicos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foi 
criada por meio da , com vistas a atuar em 
todos os setores relacionados a produtos e serviços que 
podem afetar a saúde da população brasileira. Uma das 
singularidades da agência é a sua competência, tanto na 
regulação econômica do mercado (definição de preços 
e monitoramento do mercado) quanto na regulação sa-
nitária (registros de medicamentos, por exemplo).
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi criada 
por meio da , com a finalidade de regula-
mentar os planos privados de saúde. Ela tem desenvolvido 
mecanismos tanto para as formulações de políticas públicas 
de saúde quanto para a busca de melhor atendimento do 
Midiateca 
do curso
 
(Filme produzido pela 
 UNA-SUS e MS). 
 
Midiateca 
do curso
Lei nº 9.782/1999
Clique no vídeo e 
assista a entrevista da 
Prof. Marília Louvison, 
da Faculdade de 
Saúde Pública da 
Universidade de São 
Paulo que dialoga 
sobre a saúde suple-
mentar no Brasil.
Clique no vídeo e 
assista a entrevista do 
ex-diretor presidente 
da ANVISA, que fala 
sobre o papel da 
vigilância sanitária.
Lei nº 9.961/2000
https://www.youtube.com/watch?v=nl4V59YGhu4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9782.htm
https://www.youtube.com/watch?v=z6x5JXT6uEQ
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9961.htm
16
 
beneficiário, com o intuito de procurar melhor balancea-
mento entre os procedimentos de mercado das operadoras 
e o direito da sociedade de receber melhor qualidade na 
assistência à saúde (DIAS, 2004).
Um dos argumentos contra a atuação do mercado no 
setor saúde é a sua incapacidade de produzir equidade. 
O mercado não se ocupa com o padrão de distribuição 
de renda, pelo contrário, reforça o padrão existente. O 
mercado exacerba as iniquidades, pela alocação de bens 
e serviços de acordo com a capacidade individual de 
pagar por eles.
Assim, a
Regulação, enquanto Ação Social, pode 
ser conceituada como um conjunto de 
ações mediatas (intermediadas) de su-
jeitos sociais sobre sujeitos sociais, que 
facilitam ou limitam os rumos da pro-
dução e distribuição de bens e servi-
ços em determinado setor da economia 
(BRASIL; OPAS, 2006, p. 34).
Abrange tanto o ato de regulamentar, quanto as ações 
que asseguram o cumprimento das regulamentações. 
Não é exclusiva do Estado, envolve outros sujeitos e 
está inserida em contextos históricos sociais concretos, 
dependentes da experiência histórica. O processo de 
construção da regulação insere-se num cenário de dis-
putas e de interesses conflitantes, que determinam o seu 
formato e alcance. 
 
Saiba 
mais
Clique para ler
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
SANTOS, F. P.; MERHY, E. E. 
A Regulação Pública da 
Saúde no Estado Brasileiro: 
uma revisão. Interface: 
Comunic., Saúde, Educ., v. 
10, n. 19, jan./jun. 2006.
O artigo objetiva anali-
sar a regulação públi-
ca da saúde no Brasil. 
O estudo se apóia em 
revisão sobre o tema, 
discutindo aspectos 
conceituais e ferra-
mentas utilizadas no 
processo regulatório 
em saúde, seus alcan-
ces e limites.
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5796631/mod_resource/content/1/Artigo%20Santos%20e%20Mehry%202006.pdf
17
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Saiba 
mais
Clique para ler
No setor Saúde, a Regulação compreende ações de re-
gulamentação, fiscalização, controle, auditoria e avalia-
ção de determinado sujeito social sobre a produção e a 
distribuição de bens e serviços de saúde. 
A Regulação no setor Saúde tem por finalidade contribuir 
para a produção de ações de saúde e, como objeto: os 
estabelecimentos (envolvendo estrutura física, equipa-
mentos, profissionais dentre outros); as relações con-
tratuais; o exercício das profissões de saúde; a oferta e 
a demanda por serviços; os protocolos assistenciais; os 
fluxos de atendimento; a produção, a venda, a incor-
poração e o uso de insumos, medicamentos e de outras 
tecnologias; condições de trabalho e ambientes relativos 
ao setor saúde; além do controle e da avaliação dos cus-
tos e gastos em saúde.
Portanto, o maior desafio é compreender a multiplicidade 
de cenários, sujeitos, ações e interesses, e implementar 
estratégias de regulação centradas no usuário, isto é, que 
o priorizem, garantindo-lhe os direitos constitucionais 
tratados no capítulo referente à saúde da Constituição 
Federal.
Fatores que justificam a necessidade 
de Regulação Estatal no Setor Saúde:
• Corrigir ou atenuar as falhas de mercado na produção 
e distribuição de bens e serviços de saúde;
• Resolver o problema do uso inadequado ou da intro-
dução de novas tecnologias, sem critério no sistema 
de saúde;
• Planejar a oferta de bens e serviços de saúde, de 
acordo com as necessidades da população, e não 
em função de interesses individuais ou pressões de 
determinados grupos;
OLIVEIRA, R. R.; ELIAS, P. E. M. 
Conceitos de Regulação em 
Saúde no Brasil. Rev. Saúde 
Pública, v. 46, n. 3, P. 571-576, 
2012.
No artigo os autores 
discutem os conceitos 
de regulação em 
saúde e o papel que o 
Estado exerce nesse 
setor.
https://www.scielo.br/j/rsp/a/r8dwQFYPyY4qpKssrK8Kpkg/
18
 
• Promover padrões de qualidade dos serviços pres-
tados à população; e
• Organizar um modelo de atenção à saúde que seja 
mais eficiente e resolutivo.
Nesse sentido, a regulação no setor saúde é uma ação 
política de promoção de direitos e constitui-se no co-
tidiano em uma ação complexa, que compreende um 
considerável número de atividades, instrumentos e es-
tratégias, que incluem tanto ações individuais quanto 
coletivas e que requerem atenção a diferentes níveis de 
complexidade.
Cumpre ainda destacar a importância da regulação na 
produção e comercialização de serviços, produtos e 
substâncias de interesse para a saúde, incluindo os am-
bientes, os processos, os insumos e as tecnologias a 
eles relacionados, de modo a atuar como garantidora 
de qualidade de vida.
Por que a Regulação do 
Estado no Setor Saúde 
é uma necessidade do 
Sistema Único de Saúde? 
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do
SUS 
19
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
A Política 
Nacional de 
Regulação do SUS
A Política Nacional de Regulação vem se desenvolvendo 
em consonância com os princípios e as diretrizes do SUS, 
buscando viabilizar o acesso universal, integral, equânime 
e oportuno à atenção, como garantia de direitos funda-
mentais e sociais.
Para a implantação da Política Nacional de Regulação foi
previsto, em portarias específicas, recursos de investimentos
destinados à implantação de Complexos Reguladores. 
Além de dispor sobre o desenvolvimento de instrumentos
para operacionalizar as funções reguladoras, tais como: 
protocolos de regulação, contendo cr i tér ios de
encaminhamentos, f luxos de acesso aos serviços 
de saúde, classificação de risco e vulnerabilidade,
priorização e o desenvolvimento de programas de 
 capacitação permanente de trabalhadores da saúde.
O Ministério da Saúde com a publicação da Portaria 
GM/MS nº1559, em 1º de agosto de 2008, hoje contida 
na Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 
2017 – anexo 26, conforme sua ementa “Institui a Política 
Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde” , 
com redação precisa. A norma no artigo 1º fixa o espaço 
de Instituição da Política, e, por conseguinte seu espaço 
de atuação, o Sistema Único de Saúde, nas Unidades 
Federadas, seguindo com o destaque de observância das 
competências das esferas de gestão. Fica claro, portanto, 
com base na norma que a Regulação incumbe aos níveis 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html
21
 
de gestão e se configura em dever. A legislação, então, 
define o conceito de Regulação no SUS e normatiza a 
implantação de Complexos Reguladores.
Mas... O que 
é regulação 
mesmo?
Midiateca 
do curso
 
 
 
 
 
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
20
Clique e assista o vídeo 
sobre os “Conceitos de 
Regulação”. 
(Filme produzido pela UNA-SUS e 
MS). 
https://www.youtube.com/watch?v=2CdptaqDXbM
22
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Figura 1 
DIMENSÕES DA REGULAÇÃO EM SAÚDE
Fonte: DRAC/MS.
Portaria GM/MS nº 1.792/2012
Didaticamente, a Regulação nos termos do Anexo XXVI 
da Port. de Consolidação nº 02/2017 (origem Portaria 
GM/SAS nº 1.559, de 1º de agosto de 2008) em seu art. 
2°, se organiza em dimensões, cada qual com espaço e 
tempo próprio de ocorrência sendo composta por três 
dimensões necessariamente integradas entre si: Regu-
lação do Sistema de Saúde, Regulação da Atenção e 
Regulação do Acesso.
A Portaria GM/MS nº 1.571/2007 e Portaria GM/MS 
nº 2.923/2013 tratam do financiamento das Centrais de 
Regulação, referente ao investimento. 
A e Portaria GM/MS 
nº2.655/2012, tratam do financiamento do custeio des-
sas centrais.
21
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2007/prt1571_29_06_2007.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2923_28_11_2013.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2923_28_11_2013.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt1792_21_07_2020.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt2655_21_11_2012.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt2655_21_11_2012.html
22
 
Regulação de 
Sistemas de Saúde: 
São ações da Regulação 
do Sistema de Saúde:
• Elaboração de decretos, normas 
e portarias que dizem respeito às 
funções de Gestão;
• Planejamento, Financiamento 
e Fiscalização de Sistemas de 
Saúde;
• Controle Social e Ouvidoria em 
Saúde;
• Vigilância Sanitária e 
Epidemiológica;
• Regulação da Saúde 
Suplementar;
• Auditoria Assistencial ou Clínica; 
• Avaliação e Incorporação de 
Tecnologias em Saúde.
Dimensões da Regulação em Saúde
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
Tem como objeto os sistemas 
municipal, estadual e nacional 
de saúde, e como sujeitos seus 
respectivos gestores públicos, 
definindo a partir dos princí-
pios e das diretrizes do SUS, 
macro diretrizes para a Regula-
ção da Atenção à Saúde e exe-
cutando ações de monitora-
mento, controle, avaliação, 
auditoria e vigilância desses 
sistemas.
23
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Regulação da 
 Atenção à Saúde: 
São ações da Regulação 
da Atenção à Saúde:
• Cadastramento de estabelecimentos 
e profissionais de saúde no SCNES;
• Cadastramento de usuários do SUS 
no CNS;
• Contratação de serviços de saúde 
segundo as normas de licitações e 
contratos;
• Contratualização segundo as normas 
e políticas específicas do MS;
• Credenciamento/habilitação para 
a prestação de serviços de saúde;
• Elaboração e incorporação de 
protocolos de regulação que 
ordenam os fluxos assistenciais;
• Supervisão e processamento da 
produção ambulatorial e hospitalar;
• Programação Assistencial de Média 
e Alta Complexidade;
• Avaliação analítica da produção;
• Avaliação de desempenho dos 
serviços e da gestão e de satisfação 
dos usuários por meio do Programa 
Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde (PNASS);
• Avaliação das condições sanitárias 
dos estabelecimentos de saúde;
• Avaliação dos indicadores 
epidemiológicos e das ações 
e serviços de saúde nos 
estabelecimentos de saúde; 
• Utilização de sistemas de informação 
que subsidiam os cadastros, a 
produção e a regulação do acesso.
Exercida pelos Estados, Municí-
pios e Distrito Federal. Tem 
como objetivo garantir a ade-
quada prestação de serviços à 
população. Seu objeto é a pro-
dução das ações diretas e finais 
de atenção à saúde. Dirigida 
aos prestadores públicos e 
privados, e como sujeitos seus 
respectivos gestores públicos, 
definindo estratégias e macro 
diretrizes para a Regulação do 
Acesso à Assistência e Controle 
da Atenção à Saúde. Controla a 
oferta de serviços executando 
ações do monitoramento, con-
trole, avaliação, auditoria e 
vigilância da atenção e da assis-
tência à saúde no âmbito do 
SUS.
24
 
Regulação do 
Acesso à Assistência:
São atribuições da 
regulação do acesso:
• Procurar garantir o acesso aos 
serviços de saúde de forma 
adequada;
• Procurar garantir os princípios da 
eqüidade e da integralidade;
• Fomentar o uso e a qualificação 
das informações dos cadastros 
de usuários, estabelecimentos e 
profissionais de saúde;
• Elaborar, disseminar e implantar 
protocolos de regulação;
• Diagnosticar, adequar e orientar os 
fluxos da assistência;
• Construir e viabilizar as grades de 
referência e contrarreferência;
• Capacitar de forma permanente as 
equipes que atuarão nas unidades 
de saúde;
• Subsidiar as ações de planejamento, 
controle, avaliação e auditoria em 
saúde;
• Subsidiar o processamento das 
informações de produção; 
• Subsidiar a programação assistencial 
de média e alta complexidade.
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
Também denominada Regula-
ção do Acesso ou Regulação 
Assistencial, tem como objetos 
a organização, o controle, o 
gerenciamento e a priorização 
do acesso e dos fluxos assisten-
ciais no âmbito do SUS, e como 
sujeitos seus respectivos gesto-
res públicos, sendo estabeleci-
da pelo complexo regulador e 
suas unidades operacionais e 
esta dimensão abrange a regu-
lação médica, exercendo auto-
ridade sanitária para a garantia 
do acesso baseada em proto-
colos, classificação de risco e 
demais critérios de priorização.
25
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Uma política nacional consiste em um conjunto de pro-
espaços específicos, voltados para o cumprimento de 
objetivos expressos. A Política Nacional de Regulação 
não é diferente. Seus espaços são fixados no artigo 7º do 
anexo XXVI da Portaria de Consolidação nº. 2 de 2017 
(antiga Portaria GM/MS 1559/2008), que disciplina acerca 
do Complexo Regulador e suas unidades operacionais 
– Centrais de Regulação como instâncias que organizam 
a regulação do acesso.
I. Central de Regulação Ambulatorial: regula o 
acesso a todos os procedimentos ambulatoriais, in-
cluindo terapias e cirurgias ambulatoriais;
II. Central de Regulação Hospitalar: regula o acesso 
aos leitos e aos procedimentos hospitalares eletivos 
e, conforme organização local, o acesso aos leitos 
hospitalares de urgência;
III. Central de Regulação de Urgências: regula o 
atendimento pré-hospitalar de urgência e, conforme 
organização local, o acesso aos leitos hospitalares de 
urgência.
 
A Regulação, como as demais atividades administrati-
vas, requer constante aperfeiçoamento tanto de ordem 
técnica como de processos de trabalho. Nesse sentido, é 
necessária a reflexão para o alinhamento dos conceitos e 
reformulação dos processos de regulação considerando 
os avanços alcançados, em todo o território nacional, no 
que tange às ações de regulação do acesso.
 
A Capacitação Permanente, um dos três pilares da Política 
Nacional de Regulação, se materializou enquanto política 
por meio da criação e disponibilização do 1º Curso Bási-
co de Regulação — CBR — do SUS, em 2005, aos Estados, 
Municípios e Distrito Federal, pelo Ministério de Saúde, 
e agora com esta nova versão em formato de ensino à 
Saiba 
mais
Veja na íntegra a Porta-
ria que institui a Políti-
ca Nacional de Regula-
ção do Sistema Único 
de Saúde – SUS
“Anexo XXVI da Port. de Consoli-
dação nº 02/2017 (origem 
Portaria GM/SAS nº 1.559, de 1º 
de agosto de 2008)” 
Consolidação das 
normas sobre as políti-
cas nacionais de saúde 
do Sistema Único de 
Saúde.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html#ANEXOXXVI
26
 
distância mantendo o mesmo objetivo de formar multi-
plicadores em todos os estados brasileiros e atender às 
necessidades de gestão loco-regionais.
Faça uma reflexão sobre 
as dimensões da regulação 
contidas na Política Nacional 
de Regulação.
Midiateca 
do curso
Clique e assista a 
apresentação do 
Coordenador da 
CGRA/MS - João 
Marcelo Barreto Silva 
que fala dos múltiplos 
conceitos que estão 
expressos na Política 
Nacional de Regula-
ção do SUS possibili-
tando olhar a Regula-
ção para dentro do 
Sistema Único de 
Saúde (SUS).
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
https://www.youtube.com/watch?v=Si9SwvKx5X4
28
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
 
Vá para a próxima aula.
Parabéns!!! 
28
 
Referências 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Ministério da Saúde. Curso Básico de Regulação
do SUS. Brasília, DF: MS, 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação
nº 2, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das 
Normas sobre as Politicas Nacionais de Saúde do 
Sistema Único de Saúde. Anexo XXVI. Brasilia. DF: 
MS, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html. 
Acesso em: 8 jul. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.571, de 29 
de junho de 2007. Estabelece incentivo financeiro para 
implantação e/ou implementação de Complexos 
Reguladores. Brasília, DF: MS, 2007. Disponível em 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2007/
prt1571_29_06_2007.html. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.792, de 22 
de agosto de 2012. Institui incentivo financeiro de custeio 
destinado às Centrais de Regulação organizadas no 
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: 
MS, 2007. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/gm/2020/prt1792_21_07_2020.html. 
Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.655, de 19 
de novembro de 2012. Estabelece recursos a serem 
incorporados ao Teto Financeiro Anual de Média e Alta 
Complexidade do Estado de Alagoas. Brasília, DF: MS, 2007. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/
gm/2012/prt2655_21_11_2012.html. 
Acesso em: 11 ago. 2022.
Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.923, de 28 
de novembro de 2013. Institui incentivo financeiro de 
investimento para a aquisição de equipamentos e materiais 
permanentes e de custeio para reforma, destinados à 
implantação e/ou implementação de Centrais de Regulação 
de Consultas e Exames e Centrais de Regulação de 
Internações Hospitalares de que trata a Portaria nº 
1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008, e implementação 
de Unidade Solicitante no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS). Brasília, DF: MS, 2007. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/
prt2923_2. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 9.782, de 26 de 
janeiro de 1999. Define o Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 
e dá outras providências. Brasília, DF: MS, 1999. 
Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9782.htm. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 9.961, de 28 de 
janeiro de 2000. Cria a Agência Nacional de Saúde 
Suplementar – ANS e dá outras providências. Brasília, DF: 
MS, 2000. Disponível em https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/Leis/L9961.htm. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde; ORGANIZAÇÃO PAN-
CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE 
(Brasil). Política Nacional de Regulação: de 2006. 
Brasília, DF: CONASS, 26 maio 2006. 11 p. 
(CONASS Progestores). (Nota Técnica, 11).
AMERICANA DA SAÚDE. A Política de Regulação 
no Brasil. Brasília, DF: MS, 2006. (Série Técnica de 
Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde).
29
DIAS, R. D. M. A informação na regulação da saúde 
suplementar. 2004. 137 f. Dissertação (Mestrado 
em Saúde Pública) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de 
Janeiro, 2004.
 Módulo 1 Política Nacional de Regulação do SUS 
SCHILLING, C. M.; REIS, A. T.; MORAES, J. C. (org.). 
A Política de Regulação do Brasil. Brasília: OPAS, 2006. 
116 p.
VIANA, A. L. A.; LEVCOVITZ, E. Proteção Social: 
introduzindo o debate. In: VIANA, A. L. A.; ELIAS, E. 
M.; IBAÑEZ, N. (org.). Proteção Social: Dilemas e 
Desafios. São Paulo, SP: Hucitec, 2005. p. 15-55.
https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBYASKfH9fjZCq3Fst7lM-TVUM0xUMlk2NFlNR01XNjNHSUc1U0taQkpJUSQlQCN0PWcu
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
bvsms.saude.gov.br
Ouvidoria Geral do SUS 
www.saude.gov.br
Curso 1 - Módulo 2.pdf
Brasília – DF
2022
Gestão do SUS: 
Planejamento, 
Programação 
e Financiamento 
da Saúde
MÓDULO 2
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
Brasília – DF
2022
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
 Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Gestão do SUS: 
Planejamento, 
Programação 
e Financiamento 
da Saúde
MÓDULO 2
1ª edição revisada
__________________________________________________________________________________________________________
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Regulação Assistencial e Controle.
 Curso I : Regulação de Sistemas de Saúde do SUS : módulo 2 : Gestão do SUS : Planejamento, Programação e Financiamento da
Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Regulação 
Assistencial e Controle. – 1. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022.
 50 p. : il.
 Modo de acesso: World Wide Web: 
 ISBN 978-65-5993-082-1 
1. Sistema Único de Saúde (SUS). 2. Regulação. 3. Auditoria. 4. Avaliação institucional. I. Título.
CDU 614.2:351.77
__________________________________________________________________________________________________________
 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2022/0140
Título para indexação:
Course I: SUS Health System Regulation: module 2: SUS Management: Health System Planning, Programming and Financing
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, bloco G, 
Edifício Anexo B, 1º andar, ala sul
CEP: 70058-900 – Brasília, DF
Tel.: (61) 3315-5870 / 3315-5872
Direção:
Cleusa R. da Silveira Bernardo
Organização:
Edna Miyuki Hirano
Miriam Vieira
Elaboração de texto:
Clarisvan do Couto Gonçalves
Edna Miyuki Hirano
Maria Auri Gonçalves
Miriam Vieira
Vanderlei Soares Moya
Revisão técnica:
Claudio Lucio Brasil da Cunha
João Marcelo Barreto Silva
José Carlos de Moraes
Jozinélio Severino Teixeira
Cooperação técnica:
em Saúde – Fiotec
Parceria:
Escola Nacional de Administração Púbica /ENAP – Escola 
Virtual Governo/EV.G
Colaboração:
João Marcelo Barreto Silva
Luciano Gomes Marcelino
Marcos Elizeu Marinho de Oliveira
Otavio Augusto dos Santos
Tatiana Rodrigues Teles Araújo
Normalização:
Delano de Aquino Silva – Editora MS/CGDI
Diagramação:
Bruno Freitas de Paiva – Editora MS/CGDI
Gustavo Saraiva – Editora MS/CGDI
2021 Ministério da Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não 
Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução 
parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério 
da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br.
Tiragem: 1ª edição revisada – 2022 – versão eletrônica
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo2_gestao_planejamento_programacao_�nanciamento.pdf
ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
APAC – A u t o r i z a ç ã o d e P r o c e d i m e n t o d e A l t a 
Complexidade/Custo
APS – Atenção Primária à Saúde
ASPS – Ações e Serviços Públicos de Saúde
BPA – Boletim de Produção Ambulatorial
BPAI – Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado
CBO 
CERAC – C e n t r a l E s t a d u a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
CBR – Curso Básico de Regulação do SUS
CBRCAA – Curso Básico de Regulação, Controle, Avaliação e
CADSUS – Sistema de Cadastramento de Usuários do SUS
Complexidade
CES – Conselho Estadual de Saúde
CF – Constituição Federal
CGRA – Coordenação Geral de Regulação Assistencial
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CIH – Comunicação de Internação Hospitalar
CIR – Comissão Intergestores Regional
CIT – Comissão IntergestoresTripartite
CMD – Conjunto Mínimo de Dados
CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CNRAC – C e n t r a l N a c i o n a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
Complexidade
CNS – Cartão Nacional da Saúde
COAP – Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde
CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais 
de Saúde
CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde
COSEMS – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde
Siglas
A
B
C
Auditoria do SUS
E
F
G
I
L
M
N
D DATASUS – Departamento de Informática do SUS
DSEI – Distrito Sanitário Especial Indigena
DRAC – Departamento de Regulação Assistencial 
e Controle
EC – Emenda Constitucional
eSF – Equipe Saúde da Família
FAEC – Fundo de Ações Estratégicas e Compensação
FCES – Ficha de Cadastro de Estabelecimento de 
Saúde
FMS – Fundo Municipal de Saúde
FNS – Fundo Nacional de Saúde
FPO – Ficha de Programação Físico – Orçamentária
GM – Gabinete do Ministro
INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da 
Previdência Social 
INPS – Instituto Nacional de Previdência Social
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor 
Amplo
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social
MAC – Média e Alta Complexidade
MS – Ministério da Saúde
NOAS – Norma Operacional da Assistência à Saúde
NOB – Norma Operacional Básica
O
P
R
S
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde
OMS – Organização Mundial da Saúde
OPM – Órtese, Prótese e Materiais Especiais
PAB - Piso da Atenção Básica
PCCS – Plano de Carreira, Cargos e Salários
PAS – Programação Anual de Saúde
PDR – Plano Diretor de Regionalização
PDRI – Plano Diretor de Regionalização e Investimentos
PGASS – Programação Geral das Ações e Serviços de 
Saúde
PLANEJA SUS – Sistema de Planejamento do SUS
PNASH – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
Hospitalares
PNASS – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde
PPI – Programação Pactuada e Integrada
PPA – Plano Plurianual
PRI – Planejamento Regional e Integrado 
PS – Plano de Saúde
RAG – Relatório Anual de Gestão
RAS – Redes de Atenção à Saúde
RENAME – Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais
RENASES – Relação Nacional de Ações e Serviços de 
Saúde
RUE – Rede de Urgência e Emergência
RT – Rede Temática
SADT – Serviço Auxiliar de Diagnose e Terapia
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SARGSUS – Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão 
do SUS
SAES – Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SIH – Sistema de Informações Hospitalares
SIM – Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação
Lorem ipsum
T
S
U
SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos 
Vivos
SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos 
Públicos em Saúde
SISAB – Sistema de Informação em Saúde para a 
Atenção Básica 
SISCNS – Sistema de Cadastro Nacional dos Usuários 
de Saúde
SISPRENATAL – Sistema de Informação do Pré-Natal
SISREG – Sistema de Regulação
SNA – Sistema Nacional de Auditoria
SUS – Sistema Único de Saúde
TCEP – Termo de Cooperação entre Entes Públicos
TCG – Termos de Compromisso de Gestão
TCU – Tribunal de Contas da União
TFD – Tratamento Fora do Domicílio
UBS – Unidade Básica de Saúde
UNASUS – Universidade Aberta do Sistema Único de 
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
UTI – Unidade de Terapia Intensiva 
Saúde
Sumário
Apresentação ......................................................................8
Conteúdo Programático ......................................................
................................
..........
9
Gestão do SUS: Planejamento e Programação ...................10
O Planejamento Regional Integrado 
 
21
Instrumentos para Planejamento no âmbito do SUS 26
Gestão do SUS: Financiamento da Saúde do SUS ..............31
Referências ..........................................................................45
8
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Prezado (a) estudante,
Bem-vindo(a) ao módulo 2. Estamos iniciando uma nova unidade de 
aprendizagem (UA) e desejamos que possa utilizar o material da 
melhor maneira possível. 
O foco desta UA é a Gestão do SUS. Esperamos que os conteúdos 
aqui apresentados sejam transformados em ferramentas de uso no 
seu cotidiano. 
Bons estudos! 
Apresentação
9
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Conteúdo 
Programático
Objetivo
Conteúdos
Atividades
• 
• 
• 
• 
• 
Propiciar reflexão sobre a importância de estabe-
lecer uma cultura de planejamento que integre e 
qualifique as ações do SUS entre as três esferas 
de governo, e que subsidie a tomada de decisão 
dos gestores.
Conceitos básicos de planejamento em saúde 
e sua relevância; 
Inter-relação dos conceitos de planejamento, 
programação e financiamento da saúde; e
Instrumentos básicos de planejamento em 
saúde.
Módulo 2 – Leia o texto base e realize as ativi-
dades sugeridas;
Assista aos filmes sugeridos.
10
 
Gestão do SUS: 
Planejamento 
e Programação
Para efeito de entendimento das funções no SUS, Gestão é definida 
como “a atividade
e a responsabilidade de dirigir um sistema de 
saúde (municipal, estadual ou nacional), mediante o exercício de 
funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento, 
acompanhamento, controle, avaliação e auditoria” (Norma 
Operacional Básica-SUS -1996, p.8).
Desde a criação do SUS, os gestores têm despendido 
esforços na discussão do planejamento, enquanto 
componente fundamental da gestão. Entretanto, mesmo 
com os avanços, permanecem desafios importantes para 
a institucionalização do planejamento no SUS. 
Lei n° 8.080/1990, todos os entes 
federados devem elaborar o Plano de Saúde, que deve 
ser realizado a partir da observação das necessidades 
locais. Encontra-se aí o postulado de integração entre os 
planos de saúde elaborados por municípios e estados, 
para subsidiar a elaboração do instrumento na etapa 
nacional. 
Os Estados e a União precisam considerar os objetivos 
e metas, definidos pelos municípios para, a partir dessa 
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/NOB%2096.pdf
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm
11
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
leitura, fomentar e estabelecer novas iniciativas de acordo 
com a sua visão sobre a realidade local.
No ambiente interorganizacional, um 
dos grandes desafios é a articulação 
entre os entes federados, para que 
o planejamento em saúde, de fato, 
torne-se efetivo. 
Um aspecto que contribui para a maior 
efetividade das políticas é a conexão 
entre as programações de saúde e o 
orçamento de cada ente federado. 
Frequentemente, o orçamento costuma ser elaborado sem 
 .oriecnanif oicícrexe o arap sadinifed seõça sa raredisnoc
É preciso assumir que, embora exista certa dificuldade de 
articulação do planejamento entre os entes federados, é 
imprescindível, para a consolidação do SUS, a articulação 
do planejamento entre as instâncias de gestão, uma vez 
que o sistema consiste em uma rede de serviços de saúde 
única, regionalizada e hierarquizada.
O SUS é herdeiro de práticas institucionais marcadas pela 
compra de serviços da iniciativa privada e orientadas pelo 
interesse e pelo perfil da oferta. 
Uma reversão desse quadro implicará em redirecionar 
o sistema para as “reais necessidades de saúde da 
população”. 
Na prática institucional, essas proposições raramente se 
moldam em alternativas concretas. Restringem-se, na 
maior parte das vezes, à realização de coletânea de dados 
e informações demográficas e epidemiológicas que serão 
reunidas nos primeiros capítulos dos Planos Estaduais e 
Municipais de Saúde, sem a necessária correspondência 
ou ligação clara com as suas proposições. 
Programação
Orçamento
Ef
et
iv
id
ad
e
Estadual
Federal
Municipal
12
 
Reproduz-se, assim, a prática dos “diagnósticos de saúde”, 
tão típicos dos modelos de “planejamento normativo”.
No campo da programação, especificamente, prevalecem 
os enfoques centrados na otimização de oferta ou na 
estimativa de demanda com base em parâmetros pouco 
consistentes, em geral construídos a partir de pequenos 
ajustes nas séries históricas de produção de serviços 
realizados em períodos recentes.
É usual a distinção dos enfoques metodológicos em 
planejamento/programação em duas vertentes, que são: 
a partir da oferta/demanda e a partir das necessidades 
de saúde. 
No primeiro caso, a programação, centra-se na otimização 
das estruturas existentes, buscando a sua racionalização 
e maximização, aplicando-se parâmetros de rendimento 
(produtividade), tanto dos recursos físicos quanto humanos 
envolvidos, estimando-se então, a partir de normas 
técnicas, as coberturas e concentrações esperadas para 
os serviços. 
No caso da programação, exclusivamente, centrada na 
demanda, poderia ser formalmente isolada, realizada 
com a aplicação de uma taxa de demanda estimada sobre 
a população em causa e, a partir de normas técnicas, 
previstos os recursos necessários. 
No caso da programação por necessidades, aplicar-
se-iam normas e consensos técnicos (aproximações 
às necessidades) quanto aos parâmetros de cobertura, à 
concentração e ao rendimento dos profissionais (RIVERA, 1989).
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Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
As NECESSIDADES 
em saúde não são 
uma categoria ligada 
ao “status” econômi-
co, mas sim, inerentes 
ao indivíduo; e sua 
satisfação é imperati-
va, tanto para a sobre-
vivência da espécie, 
quanto para o perfei-
to funcionamento da 
sociedade.
O estudo da demanda e 
das necessidades e sua 
importância para o 
planejamento de saúde. 
Oswaldo Campos
https://www.scielo.br/j/rsp/a/VrMyT8fB37kW8Xw5LxF4y7N/?lang=pt
13
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
As “necessidades em saúde” são aqui consideradas 
como estimativas de demanda de ações e serviços de 
saúde, determinadas por pressões e consensos sociais 
provisórios, pelo estágio atual do desenvolvimento 
tecnológico do setor, pelo nível das disponibilidades 
materiais para sua realização, legitimadas pela população 
usuária do sistema, e pelos atores relevantes na sua 
definição e implementação (EGRY, 2008).
As aproximações às ditas necessidades só podem ser 
intentadas se adotadas várias abordagens e enfoques que 
integram diversas dimensões, sempre de caráter precário, 
e fruto de consensos sociais, entre epidemiologistas, 
planejadores, gestores e, ainda, por representantes das 
sociedades científicas e da sociedade civil.
13
Aula 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
“
Vocês já devem ter ouvido esta frase: 
“Se você não sabe para onde ir...Então 
não importa que caminho tome...”
Poderia me dizer, por favor, que 
caminho devo tomar para ir embora 
daqui? Depende bastante para 
onde você quer ir, respondeu 
 otium atropmi em oãN .otag o
para onde, disse Alice. Então não 
importa que caminho tome, disse 
o gato. Contanto que eu chegue a 
algum lugar, Alice acrescentou. Ah, 
isso você certamente vai conseguir, 
afirmou o gato, desde que ande 
bastante”.
“Alice no País das Maravilhas”. Lewis Carrol.
 
14
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
15
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Então.... O que é Planejar?
Você deve ter aprendido que planejar é a simples ação de 
elaborar um plano, ou definir normas para serem seguidas 
 uo ,oãçiutitsni adad amun mahlabart euq so sodot rop
 soriecnanif e sonamuh ,siairetam sosrucer so raluclac
necessários para que um determinado programa ou serviço 
funcione. Embora todas as atividades citadas possam (e 
devam) formar parte do processo de planejamento, ele é 
muito mais do que alguns de seus aspectos operacionais. 
Sucintamente, pode-se dizer que o planejamento é parte 
de uma determinada visão de como as coisas deveriam ser, 
e permite definir que caminhos seguir para se chegar até 
lá. Planejar consiste em decidir com antecedência o que 
fazer para mudar as condições atuais, de modo a alcançar 
os objetivos que nós estabelecemos. 
Planejar é responder:
Onde queremos chegar? Quais os objetivos a serem 
alcançados? Qual a situação que consideramos ideal? 
O planejamento nos acompanha em vários momentos 
e situações na nossa vida cotidiana, mas nem sempre 
nos damos conta de que estamos planejando algo. Isso 
acontece, por exemplo, ao se planejar uma viagem. Há 
que se pesquisar a melhor data, o destino, os custos, a 
hospedagem, a forma de pagamento entre outros. É claro 
que existem pessoas que não planejam nada e que deixam 
tudo ao acaso. Uma situação como ”Não planejar” pode 
não ser tranquila, principalmente, se envolver terceiros 
e se houver impacto financeiros. 
16
O Ministério da Saúde vem despendendo inúmeros 
esforços com a finalidade de normatizar a elaboração de 
um efetivo
Planejamento em Saúde. 
Em 1993, publica a Norma Operacional Básica 
(NOB-SUS/1993) que instituiu “Novo Modelo de pactuação 
federativa” com o objetivo de normalizar o processo de 
descentralização político-administrativa, estabelecendo 
parâmetros para sua garantia, responsabilidades e 
critérios de financiamento das ações e serviços de saúde. 
A NOB-SUS/1993 estabeleceu novo modelo de pactuação 
federativa a partir do qual consolidou o papel do
Conselho de Saúde. Para que o município recebesse 
recursos financeiros seria necessário comprovar a 
existência do respectivo conselho e de seu funcionamento.
A partir da necessidade de formulação de ajustes nos 
parâmetros de operação do sistema, em 1996, a Norma 
Operacional Básica do Sistema Único de Saúde (NOB-
SUS /1996
(PPI) que passou a integrar o processo de planejamento 
da saúde.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt0545_20_05_1993.html
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/NOB%2096.pdf
17
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
A PPI se tornou o instrumento que, em consonância 
com o processo de planejamento, visava definir e 
quantificar as ações de saúde (atividades de assistência 
ambulatorial e hospitalar, de vigilância sanitária e vigilância 
epidemiológica) para a população residente em cada 
território, além de nortear a alocação dos recursos 
financeiros, a partir de critérios e parâmetros pactuados 
entre os gestores, constituindo o instrumento proposto
para reorganização do modelo de atenção e da gestão do 
SUS. Devia, ainda, explicitar os pactos de referência entre 
municípios, e definir a parcela de recursos destinados 
à assistência da própria população e da população 
referenciada, por outros municípios (BRASIL, 2006b).
A PPI era o resultado da consolidação dos Planos de 
Saúde dos Municípios, apreciado e homologado na CIB, 
ou seja, os estados, tinham a incumbência de fazerem a 
harmonização entre as PPI’s pela incorporação de suas 
responsabilidades diretas, mediante negociações na 
Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
A Comissão Intergestores Bipartite, CIB, é o fórum de 
negociação entre o Estado e os Municípios na implantação 
e operacionalização do Sistema Único de Saúde, SUS. Como 
colegiado bipartite, a CIB é composta paritariamente
por dirigentes da Secretaria de Estado da Saúde e do órgão 
de representação dos Secretários Municipais de Saúde do 
Estado. Deve ser criada e formalizada através de portaria 
do Secretário Estadual de Saúde, sendo a instância de 
negociação e decisão quanto aos aspectos operacionais 
do SUS.
Saiba mais sobre 
as Comissões 
Intergestores:
DECRETO Nº 7.508, 
de 28 de JUNHO de 
2011 - CAPÍTULO V 
- DA ARTICULAÇÃO 
INTERFEDERATIVA 
- Seção I - Das 
Comissões 
Intergestores: CIT - 
CIB e CIR
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7508.htm
18
 
Em 2001, foi publicada a Norma Operacional da Assistência 
à Saúde (NOAS 01/2001), que ampliava o papel dos 
municípios na atenção básica à saúde e definia o processo 
de Regionalização da Assistência. A publicação permitiu
um grande avanço no que diz respeito ao processo de 
planejamento em saúde. Estabelece o Plano Diretor de 
Regionalização (PDR) como instrumento de ordenamento 
do processo de regionalização da assistência em cada 
Estado e no Distrito Federal, baseado nos objetivos de 
definição de prioridades de intervenção, de acordo com 
as necessidades de saúde da população e garantia de 
acesso dos cidadãos a todos os níveis de cuidado.
O s e s t a d o s a s s u m e m r e s p o n s a b i l i d a d e m a i o r
na gestão do SUS, na medida em que passou a ser 
de sua competência a elaboração do Plano Diretor de 
Regionalização, em consonância com o Plano Estadual 
de Saúde. Além disso, a submissão deste à aprovação 
da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e do Conselho 
Estadual de Saúde (CES) e seu envio ao Ministério da 
Saúde.
Segundo Matus, não há governo eficaz sem dispor de 
métodos poderosos de planejamento. A NOAS, para os 
gestores comprometidos, permitiu instrumentalizar o 
processo de planejamento na saúde, tendo como uma 
das diretrizes centrais a busca de forma consensuada e 
pactuada pela organização dos espaços microrregionais 
de saúde.
Conforme estabelecido na NOAS 01/2002, o PDR constitui 
instrumento de organização dos territórios estaduais em regiões/
microrregiões e módulos assistenciais; de conformação 
de redes hierarquizadas de serviços; de estabelecimentos 
de mecanismos e fluxos de referência e contra referência 
intermunicipais, com o objetivo de garantir a integralidade 
da assistência e o acesso da população aos serviços e 
ações de saúde de acordo com suas necessidades. A 
partir do PDR elaboram-se as PPIs anuais.
NOAS 01/2001 
instituída pela 
Port Nº 95, de 
26 de janeiro de 
2001 tinha como 
objetivo “promover 
maior equidade 
na alocação de 
recursos e no acesso 
da população às 
ações e serviços de 
saúde em todos os 
níveis de atenção”.
A NOAS 01/2001 foi 
aperfeiçoada em alguns 
aspectos e substituída 
pela NOAS 01/2002.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0095_26_01_2001.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0095_26_01_2001.html
18
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Decreto nº 7.508/2011
A partir da implementação do Pacto pela Saúde, 2006, 
com a redefinição das responsabilidades de cada gestor, 
em função das necessidades de saúde da população 
e da busca da equidade social, o MS revisou todos os 
instrumentos de gestão do SUS e criou o Sistema de 
Planejamento do SUS (PlanejaSUS), por meio da Portaria 
GM/MS nº 3.332/2006, que foi revogada pelo Decreto nº 
7.508/2011 que estabelece diretrizes para o processo de 
planejamento no âmbito do SUS. 
O e a trouxeram 
 ,SUS od otnemajenalp on saçnadum savitacifingis
induzindo a urgente reformulação dos processos de 
programação das ações e serviços de saúde. Nessa 
perspectiva, foi instituída a Programação Geral das Ações 
e Serviços de Saúde – PGASS em substituição a PPI, cujas 
Diretrizes e Proposições Metodológicas foram pactuadas 
pela CIT em 2012. 
Como principais diferenças em relação aos processos 
anteriores da Programação Pactuada Integrada (PPI), 
destaca-se a busca de coerência com os demais 
instrumentos do planejamento em saúde, caracterizando-
se como processo que lhes dá concretude, no âmbito da 
atenção à saúde. 
O modelo da Programação Assistencial possui como 
princípio a orientação para as necessidades de saúde da 
população. Como consequência, os critérios e parâmetros 
que refletem essas necessidades podem extrapolar, 
em muito, a atual oferta de serviços dos sistemas de 
saúde municipais e regionais, tendo em vista a forma de 
organização do Sistema de Saúde Brasileiro, caracterizado 
por grandes desigualdades na oferta e no acesso aos 
diversos serviços públicos de saúde. Dois tipos de 
restrições se colocam para o alcance dos patamares 
de oferta de serviços indicados pelos parâmetros:
capacidade de expansão e limitações de financiamento 
dos serviços de saúde.
Portaria Nº 399, 
de 22 de Fevereiro 
de 2006 
Divulga o Pacto 
pela Saúde 2006 – 
Consolidação do SUS 
e aprova as Diretrizes 
Operacionais do 
Referido Pacto.
LC 141/2012 dispõe 
sobre os valores 
mínimos a serem 
aplicados anualmente 
pela União, Estados, 
Distrito Federal e 
Municípios dentre 
outros.
Em 2015 o MS 
publica PORTARIA 
N° 1.631/2015 , 
que aprova critérios 
e parâmetros para 
o planejamento e 
programação de ações 
e serviços de saúde, no 
âmbito do SUS.
O Ministério da Saúde vem 
revendo as diretrizes e as 
proposições metodológicas 
da Programação das Ações e 
Serviços de Saúde.
Portaria Nº 1.097 
de 22 de maio de 2006.
Define o
processo da 
Programação Pactuada e 
Integrada da Assistência 
em Saúde seja um processo 
instituído no âmbito do 
Sistema Único de Saúde.
LC nº 141/2012
19
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0399_22_02_2006.html
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt1097_22_05_2006_comp.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt1631_01_10_2015.html
19
 
Portarias GM/MS nº 3.176/2008
Portaria GM/MS nº 3.085/2006
Em 2013, o Ministério da Saúde publica a Portaria GM/
MS nº 2.135 e estabelece diretrizes para o processo de 
planejamento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), 
revoga as que aprovava 
as orientações relativas ao Relatório Anual de Gestão 
(RAG), o processo de elaboração, aplicação e fluxo do 
RAG, a , que regulamentava 
o Sistema de Planejamento do SUS e a 
 que aprovava as orientações gerais relativas 
aos instrumentos do Sistema de Planejamento do SUS.
E em 2017, publica a Portaria de Consolidação GM/MS 
nº 1 que em seu Titulo IV Capitulo 1 - trata das Diretrizes 
do Processo de Planejamento no âmbito do SUS.
Portaria de Consolidação GM/MS nº 01 de 
2017 - Diretrizes do Planejamento no âmbito 
do SUS
 Estabelece como pressupostos que o planejamento como 
responsabilidade individual de cada um dos três entes 
federados:
- Ser desenvolvido de forma contínua, articulada e integrada 
e respeitar os resultados das pactuações entre os gestores 
nas CIR, CIB e CIT; 
- Se basear na necessidade da população com base no 
perfil epidemiológico, demográfico e socioeconômico, 
de forma a permitir aproximações à demanda esperada, 
superando a lógica dominante da programação baseada 
em série histórica; 
- Ter compatibilização entre os instrumentos de 
planejamento da saúde (Plano de Saúde e respectivas 
Programações Anuais, Relatório de Gestão) e os 
instrumentos de planejamento e orçamento de governo, 
quais sejam o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), 
em cada esfera de gestão; 
- Ter transparência e visibilidade da gestão da saúde, 
mediante incentivo à participação da comunidade. 
Portaria GMMS nº 
3.332/2006
20
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2135_25_09_2013.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.html
21
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Com o intento de aperfeiçoar o Sistema Único de Saúde 
(SUS) proporcionando maior concretude ao preceito 
constitucional que estabelece que as Ações e Serviços 
Públicos de Saúde (ASPS) integram uma rede regionalizada 
e hierarquizada e constituem um sistema único, foram 
discutidas e pactuadas, na Comissão Intergestores 
Tripartite (CIT), as seguintes normas:
• Resolução CIT n° 23 de 17 de agosto de 2017 
- estabelece diretrizes para os processos de 
regionalização, planejamento regional integrado, 
elaborado de forma ascendente, e governança das 
Redes de Atenção à Saúde do SUS.
• Resolução nº 37 de 22 de março de 2018 - dispõe 
sobre o processo de planejamento regional 
integrado e a organização de macrorregiões de 
saúde, que são espaços regionais ampliados que 
devem garantir a resolutividade das Redes de 
Atenção a Saúde (RAS) (artigo 3º - Resolução. CIT 
nº 37/2018). 
O documento otnemajenalP o arap etitrapirT seõçatneirO“
Regional Integrado” traz instruções relativas ao 
Planejamento Regional Integrado a ser realizado nas 
macrorregiões de saúde. Ele esclarece aos gestores e às 
equipes dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios 
e do Ministério da Saúde as principais questões e etapas, 
a fim de fortalecer a organização das ações e dos serviços 
de saúde.
Clique para ler
O Planejamento Regional Integrado.
(Portaria de Consolidação 
GM/MS no. 1/2017)
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2017/res0023_18_08_2017.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2018/res0037_26_03_2018.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/orientacoes_tripartite_planejamento_regional_integrado.pdf
21
 
O Planejamento Regional Integrado (PRI) é parte do 
processo de planejamento do Sistema Único de Saúde 
(SUS) a ser realizado no âmbito das Macrorregiões de 
Saúde, cujo produto resultante das pactuações entre as 
unidades federadas, com participação do Ministério da 
Saúde, será o Plano Regional. Ele servirá de base para a 
elaboração do Plano Estadual de Saúde, conforme § 2º, 
art. 30, da Lei Complementar nº 141/2012. Esse processo 
visa promover a equidade regional, bem como, colocar 
em prática, o planejamento ascendente do SUS.
O PRI expressará as responsabilidades dos gestores de 
saúde em relação à população do território quanto à 
integração da organização sistêmica do SUS, evidenciando 
o conjunto de diretrizes, objetivos, metas, ações e serviços 
para a garantia do acesso e da resolubilidade da atenção 
por meio da organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS). 
O PRI se constitui a partir das seguintes etapas:
a. Análise da situação de saúde:
• Identificação das necessidades de saúde;
• Identificação da capacidade instalada; e
• Identificação dos fluxos de acesso.
b. Definição de prioridades sanitárias: diretrizes, 
objetivos, metas, indicadores de saúde e prazos 
de execução;
c. Organização dos pontos de atenção da 
RAS, definição dos fluxos assistenciais e das 
responsabilidades dos entes federados;
d. Elaboração da Programação das Ações e 
Serviços de Saúde (PASS);
e. Definição dos investimentos necessários, 
considerando a necessidade de ampliação da 
capacidade instalada.
22
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
23
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Na identificação do espaço regional ampliado, é 
imprescindível caracterizar a macrorregião de saúde, 
apresentando a relação de municípios e de regiões de 
saúde que a compõem, bem como suas respectivas 
populações residentes.
No que se refere à identificação da situação de saúde no 
território, das necessidades de saúde da população e da 
capacidade instalada, sugere-se trabalhar a necessidade 
de saúde relacionada aos seguintes aspectos:
• Análise da situação de saúde da população quanto 
aos riscos de adoecimento, segundo critérios 
epidemiológicos, demográficos, socioeconômicos 
e culturais;
• Serviços de saúde, segundo critérios de 
infraestrutura, organização e produção de serviços 
no território regional;
• Análise alocativa de recursos econômicos.
As ações da Atenção Básica, da Vigilância em Saúde e 
da Assistência Farmacêutica de responsabilidade dos 
municípios, devem estar no planejamento de cada ente 
federado.
De posse da análise situacional da saúde, em seus diversos 
aspectos, é preciso identificar e definir as prioridades 
sanitárias que comporão o Plano Regional, bem como 
as diretrizes, os objetivos, as metas, os indicadores de 
saúde e os prazos de execução.
As diretrizes expressam ideais de realização e orientam 
escolhas estratégicas e prioritárias.
Os objetivos expressam resultados desejados, e refletem 
as situações a serem alteradas pela implementação de 
24
 
estratégias e ações. Declaram e comunicam os aspectos 
da realidade que serão submetidos a intervenções 
diretas, permitindo a agregação de um conjunto de 
iniciativas gestoras de formulação coordenada. Referem-
se à declaração “do que se quer” ao final do período 
considerado.
As metas expressam a medida de alcance do objetivo. Um 
mesmo objetivo pode apresentar mais de uma meta em 
função de sua relevância para o seu alcance, ao mesmo 
tempo em que é recomendável estabelecer metas que 
expressem os desafios a serem enfrentados.
Os indicadores retratam um conjunto de parâmetros 
que permitem identificar, mensurar, acompanhar e 
comunicar, de forma simples, a evolução de
determinado 
aspecto da intervenção proposta. Devem ser passíveis de 
apuração periódica, de forma a possibilitar a avaliação 
da intervenção.
Definidas as prioridades sanitárias, surge a necessidade 
de construção de consensos e a contratualização acerca 
das responsabilidades individuais e solidárias de cada ente 
federativo na Macrorregião de Saúde, para a organização 
da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e seus respectivos 
pontos de atenção. 
Responsabilidades essas que podem destacar melhorias 
de indicadores de saúde relacionados à Atenção Básica e 
à Vigilância em Saúde, pois, em parte, quanto mais efetivos 
forem esses resultados, menores serão os impactos nas 
necessidades de ações e serviços de saúde de interesse 
regional da média e alta complexidade.
No PRI deverão estar expressos os compromissos 
financeiros no custeio e investimento, de interesse regional, 
bem como as responsabilidades dos entes federados 
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
25
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
envolvidos nas RAS acerca de sua operacionalização, 
considerando sua estrutura operacional (sistemas logísticos 
e sistemas de apoio). 
Nesse processo, em cumprimento à legislação vigente, 
deve-se ressaltar o compromisso dos gestores, na 
contratualização de serviços de saúde públicos e privados 
integrantes do SUS, para garantia do atendimento da 
população na Macrorregião de Saúde.
Importante lembrar que a Programação das Ações e 
Serviços de Saúde é uma das etapas do PRI e consiste 
em um processo de negociação e pactuação entre os 
gestores, em que são definidos os quantitativos físicos e 
financeiros das ASPS a serem desenvolvidos no âmbito da 
Macrorregião de Saúde. Busca-se a otimização dos recursos 
físicos e financeiros e contribuindo para a conformação 
e organização da RAS.
26
 
Instrumentos para Planejamento 
no âmbito do SUS 
(Portaria de Consolidação no 1/2017)
O Plano de Saúde instrumento central de planejamento 
para definição e implementação de todas as iniciativas no 
âmbito da saúde de cada esfera da gestão do SUS para o 
período de 4 (quatro) anos, explicita os compromissos do 
governo para o setor saúde e reflete, a partir da análise 
situacional, as necessidades de saúde da população e as 
peculiaridades próprias de cada esfera; deverá considerar 
as diretrizes definidas pelos Conselhos e Conferências de 
Saúde e deve ser submetido à apreciação e aprovação 
do Conselho de Saúde respectivo e disponibilizado 
em meio eletrônico no sistema DigiSUS Gestor/Módulo 
Planejamento. (Redação dada pela Port. GM/MS n° 750 
de 29.04.2019)
A Programação Anual de Saúde (PAS) é o instrumento 
que operacionaliza as intenções expressas no Plano de 
Saúde e tem por objetivo anualizar as metas do Plano de 
Saúde e prever a alocação dos recursos orçamentários 
a serem executados. O seu prazo de vigência coincidirá 
com o ano calendário. A elaboração da PAS e envio para 
aprovação pelo respectivo Conselho de Saúde deve ser 
antes da data de encaminhamento da Lei de Diretrizes 
Orçamentária (LDO), do exercício correspondente e
execução no ano subsequente.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
https://digisusgmp.saude.gov.br/storage/conteudo/jrYytVDYmZPJfadMcTwkS474uskJNpD2swAWn46o.pdf
27
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
O Relatório Anual de Gestão (RAG) é o instrumento de 
gestão que permite ao gestor apresentar os resultados 
alcançados com a execução da Programação Anual de 
Saúde e orienta eventuais redirecionamentos que se 
fizerem necessários no Plano de Saúde.
Um dos grandes desafios para o planejamento eficiente 
no SUS é o enfrentamento da desarticulação entre os 
instrumentos de gestão do sistema e os instrumentos de 
planejamento e orçamento público. 
Como, geralmente, são elaborados de forma 
independente, ocorrem deficiências no financiamento 
das ações planejadas. 
Em virtude disso, considerando que os instrumentos de 
planejamento e orçamento, tais como o Plano Plurianual 
(PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei 
Orçamentária Anual (LOA) existem como leis de iniciativa 
do Poder Executivo e já tiveram seus prazos de elaboração 
definidos, no âmbito federal, no Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias (Constituição Federal), é 
importante estabelecer em um fluxo a vinculação entre 
todos eles. 
Você tem 
conhecimento 
de como é 
elaborado 
o planejamento 
do seu município 
ou estado? 
27
Aula 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Figura 1 
INTERLIGAÇÃO NECESSÁRIA ENTRE OS INSTRUMENTOS DE 
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DA GESTÃO PÚBLICA E 
INSTRUMENTOS DE GESTÃO DO SUS
Plano Plurianual - PPA - 4 anos
2º ano 2º ano
2º ano
2º ano 2º ano
LDO
LOA PAS
LDO
LOA PAS
LDO
LOA PAS
LDO
LOA PAS
3º ano 3º ano
3º ano
3º ano 3º ano
4º ano 4º ano
4º ano
4º ano 4º ano
1º ano 
do próximo
governo
1º ano 
do próximo
governo
1º ano 
do próximo
governo
1º ano 
do próximo
governo
1º ano 
do próximo
governo
Plano de Saúde - PS - 4 anos
Executivo
Governo Federal, Estados, Municípios
Saúde
Ministério, Secretarias
4
5
6
7
2
1
3
8
LDO = Lei de Diretrizes Orçamentárias; 
LOA = Lei Orçamentária Anual; 
PAS = Programação Anual de Saúde.
Legenda: 
A Figura 1 mostra a relação 
entre os instrumentos de gestão 
do SUS e os de planejamento e 
orçamento da gestão pública.
 
28
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
29
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Em um primeiro momento, as diretrizes do governo são 
formuladas (etapa 1) para orientar as atividades dos 
órgãos da administração pública, na formulação do Plano 
Plurianual (etapa 4). 
Considerando essas orientações, os órgãos competentes 
da área da saúde (Ministério ou Secretarias de Saúde 
estaduais ou municipais) elaboram o Plano de Saúde 
(etapa 2). Por sua vez, este plano deve subsidiar a 
formulação do PPA, o qual estabelece as diretrizes, os 
objetivos e as metas da administração pública federal 
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e, 
para as relativas aos programas de duração continuada 
(etapa 3).
Para cada ano de vigência do PPA, elaboram-se as Leis 
de Diretrizes Orçamentárias (LDO), com o objetivo de 
estabelecer as diretrizes, os objetivos e as metas da 
administração pública federal para as despesas de capital 
para um período de exercício financeiro de um ano 
(etapa 5). A LDO de cada ano tem o papel de orientar 
a formulação das Leis Orçamentárias Anuais (LOA) do 
ano correspondente, englobando toda a programação 
de gastos da administração pública, direta e indireta e 
os investimentos das empresas estatais (etapa 6). 
Voltando à perspectiva do setor saúde, o Plano de Saúde 
(PS) desdobra-se em Programação Anual de Saúde (PAS) 
para cada ano de sua vigência, com o propósito de que 
sejam detalhados, para cada exercício financeiro, os 
objetivos, as metas, as ações e, especialmente, os recursos 
necessários para realização das ações (etapa 7). Nesse 
sentido, as Programações Anuais de Saúde (PAS) devem 
orientar a formulação das LOA, para que haja vinculação 
entre ações e recursos necessários programados e o 
orçamento aprovado, para assegurar sua execução (etapa 8).
O funcionamento 
adequado desse fluxo 
é condição importante 
para a garantia 
de financiamento 
adequado para a 
realização das ações 
de saúde em tempo 
oportuno.
29
Aula 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Planejamento
Acompa-
nhamento
GESTÃO
Resultados 
 na política 
de saúde
Orçamento
Execução
Orçamentária
Avaliação
Controle 
Público
PPA, PS,
PAS, LDO
Acompanhamento
Controle Interno 
Prestação de contas 
Tribunal de contas
LOA compatível 
com
Planejamento
Fundo de Saúde
Cumprimento de metas
 
Ações do 
PPA | LDO
Relatório de 
Gestão Saúde 
RAG | SIOPS
Conselhos 
de Saúde
Fonte: Mendes (2013).
PPA – Plano Plurianual (a cada quatro anos)
PS – Plano de Saúde (a cada quatro anos)
PAS – Programação Anual de Saúde (a cada 
ano)
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias (a cada 
ano)
LOA – Lei Orçamentária Anual (a cada ano)
RAG – Relatório Anual de Gestão (a cada ano)
SARGSUS – Sistema de Apoio ao Relatório de 
Gestão do SUS
SIOPS – Sistema de Informações sobre 
Orçamentos Públicos em Saúde
Legenda: 
A Figura 2 mostra as funções 
integradas dessa gestão 
orçamentária-financeira, 
indicando a existência de 
um fluxo permanente do 
planejamento até a avaliação, 
produzindo o resultado em 
saúde esperado.
Assim, de forma sintética, 
a Gestão Orçamentária-
Financeira do SUS integra os 
três instrumentos do processo 
orçamentário PPA, LDO e 
LOA, relacionando de forma 
articulada as funções de 
planejamento, orçamento, 
execução orçamentária, 
acompanhamento, controle 
público e avaliação dos 
recursos aplicados em 
Saúde/SUS.
Figura 2 
FUNÇÕES INTEGRADAS DA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA-FINANCEIRA
 
30
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
31
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Gestão do SUS: 
Financiamento 
da Saúde do SUS
A frase, a seguir é largamente utilizada pelos operadores 
da saúde pública, até mesmo pela população: 
A saúde é direito de todos e dever do 
Estado, garantido mediante políticas sociais 
e econômicas que visem à redução do risco 
de doença e de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e serviços para 
sua promoção, proteção e recuperação. “
Tal enunciado se encontra no artigo 196 da Constituição 
Federal/88. Ocorre que na quase totalidade das vezes em 
que é citada termina onde não deve. Onde se utiliza um 
ponto final há na verdade uma vírgula, e a continuidade 
da frase é de suma importância. 
Portanto, a garantia do direito à saúde passa pelas 
condições econômicas, que tratam muito proximamente 
do financiamento do sistema de saúde.
“
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
32
 
executado pelas três esferas de governo (federal, estadual 
e municipal), em que se estabelecem as fontes de receita 
para custear as despesas com ações e serviços públicos de 
saúde. A definição legal do que, para fins de apuração da 
aplicação dos recursos mínimos, na realidade, são ações 
nº 141 de 13 de janeiro de 2012.
No Orçamento da Seguridade Social são definidas a 
combinação dos seguintes critérios para transferência 
• perfil demográfico da região e epidemiológico da 
população a ser coberta; 
• características quantitativas e qualitativas da rede 
de serviços de saúde na área; 
• desempenho técnico, econômico e financeiro no 
período anterior; 
• níveis de participação do setor saúde nos 
orçamentos estaduais e municipais; 
• previsão do plano quinquenal de investimentos 
da rede;
• ressarcimento do atendimento a serviços prestados 
para outras esferas de governo.
A prediz no seu art. 
34 parágrafo único e seguintes, que na distribuição dos 
recursos financeiros da Seguridade Social será observada 
a mesma proporção da despesa prevista de cada área.
Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/1990
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
33
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
estabelece que além dos critérios acima 
listados os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
para receberem os recursos, deverão contar com Fundo 
de Saúde e Conselho de Saúde, com composição paritária; 
Plano de Saúde; Relatório Anual de Gestão; contrapartida 
de recursos para a saúde no respectivo orçamento; 
comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e 
Salários (PCCS).
No financiamento da saúde, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios aplicarão recursos financeiros, 
anualmente, em ações e serviços públicos. Com a emenda 
(EC 95/2016), foi instituído o 
Novo Regime Fiscal, no âmbito dos Orçamentos Fiscal e 
da Seguridade Social da União, com vigência de 20 anos. 
Com isso, a regra de investimento em saúde pela União 
mudou novamente em 2018; sendo assim, a União aplicará 
o montante de execução financeira do exercício de 2017, 
corrigido apenas pela variação do Índice Nacional de 
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) durante o período 
dos próximos 20 anos.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8142.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc95.htm
34
 
Para os Estados e Distrito Federal, ficou definido o 
percentual de 12% do produto da arrecadação dos 
impostos e 15% para Municípios e Distrito Federal a que 
se refere os arts. 155,157, 158 e 159, da Constituição 
Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas 
Após a aprovação da Emenda Constitucional nº 95 – 
, pelo Congresso Nacional em 2016, que institui 
o Novo Regime Fiscal, os investimentos em saúde e 
educação ficarão congelados até 2036, corrigidos pela 
inflação medida pelo IPCA. A emenda foi responsável 
por transformar o “piso” (limite mínimo) de despesas em 
O piso mínimo em saúde pela Emenda Constitucional nº 
86, de 2015 seria de 15% das receitas correntes líquidas 
da União, cambiante conforme o crescimento do país. A 
não acresce recursos, tampouco os repõe por não ser 
coerente com a realidade dos custos da saúde no Brasil. 
O crescimento do país deixou de ser parâmetro para o 
piso da saúde, e a correção da inflação jamais contemplará 
o crescimento populacional, os índices de longevidade 
e sua epidemiologia, os custos dos insumos, matérias, 
medicamentos, novas (e velhas) tecnologias de saúde, 
dentre outras.
Ao congelar o piso por 20 anos, ocorrerá a diminuição 
gradual do percentual que deve incidir sobre as receitas 
correntes líquidas, pelo fato de não mais corresponder 
à arrecadação anual das receitas. Nesse sentido, o piso 
da saúde foi modificado pela EC 95, ainda que sem 
alteração nominal, na medida em que não irá acompanhar 
o crescimento anual da receita líquida conforme determina 
a EC 86.
Saiba 
mais
Clique para ler
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
EC 95
Saiba mais sobre 
financiamento do SUS 
em: 
Texto para discussão 
2015 - IPEA - VINCU-
LAÇÃO ORÇAMEN-
TÁRIA DO GASTO EM 
SAÚDE NO BRASIL: 
RESULTADOS E 
ARGUMENTOS A 
SEU FAVOR - Fabiola 
Sulpino Vieira
Sergio Francisco Piola
Rodrigo Pucci de Sá 
e Benevides
http://saudeamanha.fiocruz.br/wp-content/uploads/2019/10/td_2516.pdf
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc86.htm
34
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
35
Figura 3
LEGISLAÇÃO SOBRE O FINANCIAMENTO DO SUS
ADCT CF 1988
LC 141/2012
EC 29/2000
ADCT= Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias
CF= Constituição Federal
EC= Emenda Constitucional
LC= Lei Complementar
Legenda: 
Anos 90 
(Instabilidade do 
financiamento)
2013 A 2015 
(Vinculação da 
despesa ao PIB)
2000 A 2012 
(Vinculação da 
despesa ao PIB)
2016 
(Vinculação da 
despesa à RCL)
Altera a PC. nº 6/
GM/MS/2017, 
dispõe sobre o 
financiamento e a 
transferência dos 
recursos federais 
para as ações e os 
serviços públicos de 
saúde do SUS
EC 95/2016
2018 A 2036 
(Desvinculação das 
despesas com ASPS)
Fonte: Vieira & Benevides, 2016.
Congelar recursos é o mesmo que congelar serviços? 
Os serviços de saúde do SUS podem ser “congelados” 
(sem nenhum acréscimo real) nos níveis do ano de 2017 
sem que haja danos ao sistema e à saúde das pessoas?
EC 86/2015
Port. GM/MS 
nº 3.992/2017
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt3992_28_12_2017.html
36
 
A , institui, nos termos 
do art. 198 da Constituição Federal:
I - O valor mínimo e normas de cálculo do montante mínimo 
a ser aplicado, anualmente, pela União em ações e serviços 
II - Percentuais mínimos do produto da arrecadação de 
impostos a serem aplicados anualmente pelos Estados, pelo 
Distrito Federal e pelos Municípios em ações e serviços 
III - Critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde 
destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, 
e dos Estados destinados aos seus respectivos Municípios, 
IV - Normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas 
com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.
A referida lei considera, para fins de apuração da aplicação 
dos recursos mínimos nela estabelecidos, como despesas com 
ações e serviços públicos de saúde aquelas voltadas para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde que atendam, 
8.080, de 19 de setembro de 1990, bem como às seguintes 
diretrizes:
I - Sejam destinadas às ações e serviços públicos de saúde de 
II - Estejam em conformidade com objetivos e metas explicitados 
III - Sejam de responsabilidade específica do setor da 
saúde, não se aplicando as despesas relacionadas a outras 
políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e 
econômicos, ainda que, incidentes sobre as condições de 
saúde da população.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Lei Complementar nº 141/2012
37
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Recursos que podem ser aplicados nas despesas com 
ações e serviços públicos de saúde considerando art 3º 
I - Vigilância em saúde, que contempla a epidemiológica 
II - Atenção integral e universal à saúde em todos os 
níveis de atenção, incluindo, assistência terapêutica e 
III - Capacitação do pessoal de saúde do Sistema Único 
IV - Desenvolvimento científico e tecnológico e controle 
V - Produção, aquisição e distribuição de insumos 
específicos dos serviços de saúde do SUS, tais como: 
imunobiológicos, sangue e hemoderivados, medicamentos 
e equipamentos médico-odontológicos;
VI - Saneamento básico de domicílios ou de pequenas 
comunidades, desde que seja aprovado pelo Conselho de 
Saúde do ente da Federação financiador da ação e esteja 
de acordo com as diretrizes das demais determinações 
VII - Saneamento básico dos Distritos Sanitários Especiais 
Indígenas (DSEI) e de comunidades remanescentes de 
VIII - Manejo ambiental vinculado diretamente ao 
IX - Investimento na rede física do SUS, incluindo, a 
execução de obras de recuperação, reforma, ampliação 
$$
38
 
X - Remuneração do pessoal ativo da área de saúde em 
atividade nas ações de que trata este artigo, incluindo, 
XI - Ações de apoio administrativo realizadas pelas 
instituições públicas do SUS e imprescindíveis à execução 
XII - Gestão do sistema público de saúde e operação 
Não são consideradas despesas com ações e serviços 
públicos de saúde, para fins de apuração dos percentuais 
mínimos de que trata esta Lei Complementar em seu 
I - Pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive, 
II - Pessoal ativo da área de saúde quando em atividade 
III - Assistência à saúde que não atenda ao princípio de 
IV - Merenda escolar e outros programas de alimentação, 
ainda que executados em unidades do SUS, ressalvando-
V - Saneamento básico, inclusive, quanto às ações 
financiadas e mantidas com recursos provenientes de 
taxas, tarifas ou preços públicos instituídos para essa 
finalidade;
$$ xx
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
39
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
VI - Limpeza urbana 
VII - Preservação e correção do meio ambiente, 
realizadas pelos órgãos de meio ambiente dos entes da 
VIII - Ações de assistência social;
IX - Obras de infraestrutura, ainda que realizadas para 
X - Ações e serviços públicos de saúde custeados com 
recursos distintos dos especificados na base de cálculo 
definida nesta Lei Complementar ou vinculados a fundos 
40
 
As despesas com ações e serviços públicos de saúde 
realizados pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal 
e pelos Municípios, deverão ser movimentadas por meio 
dos respectivos fundos de saúde. 
Caso os órgãos de controle verifiquem que os recursos 
transferidos pelo Ministério da Saúde caracterizam desvio 
de finalidade, serão adotadas providências legais, no 
sentido de determinar ao Fundo de Saúde do ente da 
Federação beneficiário a imediata devolução dos referidos 
recursos devidamente atualizados por índice oficial 
adotado pelo ente transferidor, visando ao cumprimento 
do objetivo do repasse.
Os recursos da União, previstos nesta Lei Complementar, 
serão transferidos aos demais entes da Federação e 
movimentados até a sua destinação final em contas 
específicas mantidas em instituição financeira federal, 
observados os critérios e procedimentos definidos em 
ato próprio do Chefe do Poder Executivo da União. 
Sendo que, atualmente, os repasses podem ser feitos em 
duas modalidades: Custeio e Investimento.
6/2017, fazendo a fusão dos blocos de financiamento 
do SUS em custeio e investimento e separando o fluxo 
financeiro do fluxo orçamentário.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Portaria GM/MS nº 
3.992/2017
40
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
41
REORGANIZAÇÃO DOS BLOCOS DE FINANCIAMENTO 
 E PORTARIA GM/MS Nº828/2020
 
 
 
 
Principais
Mudanças
Organização e Transferência
de Recursos
Recursos federais destinados 
ao financiamento das Ações 
e Serviços Públicos de Saúde 
passam a ser organizados e 
transferidos, na modalidade 
fundo a fundo por meio de 
apenas 2 blocos
A transferência de recursos 
será em conta única e 
específica por Bloco
Para controle e transparência 
será mantida a informação 
dos repasses realizados 
por grupos de ASPS, 
relacionados ao nível de 
atenção ou área de atuação 
dentro de cada Bloco
Bloco 1 de Custeio das Ações e 
Serviços Públicos de Saúde (ASPS)
Bloco 2 de Investimento na Rede 
de Serviços Públicos de Saúde
Propostas de investimentos 
com parcelas pendentes de 
repasses ainda receberão 
recursos nas contas antigas
Fonte: Adaptado Brasil, 2017b.
!!
Unificação dos blocos de custeio:
Bloco de 
Custeio de 
Ações e Serviços 
Públicos 
de Saúde
Eliminação das chamadas “caixinhas”, esclarecendo que a vinculação dos 
recursos deve obedecer ao Orçamento Federal (art. 167 da CF e art. 8º da LRF).
Atenção Básica
MAC
Assistência Farmacêutica
Vigilância em Saúde
Gestão
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
PORTARIA GM/MS Nº 3.992/2017
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt0828_24_04_2020.html
42
 
O Bloco de Custeio é composto pelos recursos oriundos 
dos programas, das estratégias e das ações que integravam 
os blocos de Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, 
Média e Alta complexidade ambulatorial e hospitalar 
(MAC), Vigilância em Saúde e Gestão e todos os incentivos 
O Bloco de Investimento é composto pelos recursos 
destinados a obras novas, reformas, ampliações e 
adequações de unidades já existentes, bem como os 
recursos destinados à aquisição de equipamentos e 
mobiliários. Os projetos que já possuem repasse financeiro 
permanecerão com suas contas próprias até a conclusão 
da execução e da prestação de contas.
Em 2020, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS 
nº 828 “Art. 2º As citações ao Bloco de Custeio das Ações 
e Serviços Públicos de Saúde e ao Bloco de Investimento 
na Rede de Serviços Públicos de Saúde, feitas nos atos 
normativos anteriores à data de publicação desta Portaria, 
devem ser interpretadas, no que couber, como referências 
ao Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos 
de Saúde e ao Bloco de Estruturação da Rede de Serviços 
Públicos de
Saúde, respectivamente, de que trata o art. 
3º da Portaria de Consolidação nº 6/2017/GM/MS.
Apesar das mudanças iniciais, vale destacar que os 
recursos federais permanecerão vinculados a objetos 
e compromissos pactuados e/ou estabelecidos em atos 
normativos específicos. Cita-se o Programa de Trabalho 
do Orçamento Geral da União que deu origem aos 
repasses realizados, em cada exercício financeiro e 
Plano de Saúde e a Programação Anual, submetidos ao 
respectivo Conselho de Saúde.
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/Matriz-6-Financiamento.html
43
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
O Ministério da Saúde monitora a aplicação dos recursos 
federais por meio do Sistema de Informações sobre 
Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), conforme 
sub-funções do orçamento (Atenção Básica, Vigilância 
em Saúde, Assistência Farmacêutica e Média e Alta 
A pasta tem acesso aos recursos utilizados no âmbito 
federal, estadual e recursos próprios dos municípios a 
partir do SIOPS.
Além disso, o Ministério da Saúde acompanha o 
planejamento de saúde dos estados e municípios por 
meio do sistema . 
O gestor, obrigatoriamente, fica responsável por 
apresentar, por meio de sistema de informação, o mínimo 
de dados dos planos de saúde, programações e previsão 
Essa ferramenta é mais uma medida de gestão, 
possibilitando a pasta certificar que as ações de saúde 
estão sendo cumpridas de acordo com planejamento e 
execução dos recursos financeiros. 
Clique para ler
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O gestor, ao final do exercício financeiro, deve prestar 
contas à União, respeitando os compromissos assumidos 
no Plano de Saúde e no orçamento federal. 
Caso o gestor não cumpra a execução orçamentária em 
todas as áreas de cobertura da saúde, o Ministério da Saúde 
tem autonomia para bloquear os repasses da União. 
(e-SUS GESTOR)
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/cartilha_2020.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/pse/guia_rapido_gestor_SISAB_e_SUS_AB.pdf
43
Aula 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
Siga em frente!
Parabéns!!! 
45
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Referências
 
BRASIL. Ministério da Saúde. 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República 
Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
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1996. Brasilia, DF: MS, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 95, de 26 de janeiro
de 2001. Norma Operacional da Assistência à Saúde do Sistema
Único de Saúde-SUS: NOAS -SUS 01/2001. Brasília, DF: MS, 2001. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/
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BRASIL. Ministério da Saúde. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação 
GM/MS nº 6 de 2017. Consolidação das normas sobre o 
financiamento e a transferência dos recursos federais para as 
ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. 
Brasília, DF: MS, 2017a. Disponível em: https://https://bvsms.
saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/
Matriz-6-Financiamento.html. Acesso em: 10 ago 2022.
Portaria de 
Consolidação GM/MS nº 1 de 2017 – origem Port.
MS/GM 2135/2013. Estabelece diretrizes para o 
processo de planejamento no âmbito do Sistema Único 
de Saúde (SUS). Brasília, DF: MS, 2017a. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/
prc0001_03_10_2017.html. Acesso em: 27 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 373, de 
27 de fevereiro de 2002. Norma Operacional da Assistência 
à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS): NOAS-SUS 01/2002. 
Brasília, DF: MS, 2002. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/
prt0373_27_02_2002.html. Acesso em: 8 jul. 2022.
46
 Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 545, de 20 
de maio de 1993. Estabelece normas e procedimentos 
reguladores do processo de descentralização da gestão das 
ações e serviços de saúde, através da Norma Operacional 
Básica – SUS 01/93. Disponível em: https://bvsms.saude.gov. 
br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt0545_20_05_1993.html. 
Acesso em: 8 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.097, 
de 22 de maio de 2006. Define que o processo da 
Programação Pactuada e Integrada da Assistência em Saúde 
seja um processo instituído no âmbito do SUS. Brasília, DF: 
MS, 2006b. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/gm/2006/prt1097_22_05_2006_comp.html. 
Acesso em: 8 ago. 2022
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.135, 
de 25 de setembro de 2013. Estabelece diretrizes para o 
processo de planejamento no âmbito do SUS. Brasília, DF: 
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para o planejamento e programação de ações e serviços 
de saúde no âmbito do SUS. Brasília, DF: MS, 2015. 
Disponível em: https://https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/gm/2015/prt1631_01_10_2015.html. 
Acesso em: 8 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.992, de 
28 de dezembro de 2017. Altera a Portaria de Consolidação 
nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre o 
financiamento e a transferência dos recursos federais para as 
ações e os serviços públicos de saúde do Sistema Único de 
Saúde. Brasília, DF: MS, 2017b. Disponível em: https://bvsms. 
saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt3992_28_12_2017. 
html. Acesso em: 27 jul. 2021.
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Estado de Saúde. 
Departamento de Apoio à Descentralização. Diretrizes 
Operacionais dos Pactos pela Vida, em Defesa do SUS 
e de Gestão. Brasília, DF: MS, 2006.
BRASIL. Presidência da Republica. Emenda Constitucional 
nº 95, de 15 de dezembro de 2016. Altera o Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo 
Regime Fiscal, e dá outras providências. Brasília. DF, 2016. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/emendas/emc/emc95.htm. Acesso em: 8 jul. 2022.
BRASIL. Presidência da República. Emenda Constitucional 
nº 86, de 17 de março de 2015. Altera os arts. 165, 166 e 
198 da Constituição Federal, para tornar obrigatória a 
execução da programação orçamentária que especifíca. 
Brasília. DF, 2015. 
Disponível em: http://www.https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc86.htm.
Acesso em: 8 ago. 2022.
à Saúde. Departamento de Regulação, Avaliação e 
Controle de Sistemas. Diretrizes para a programação 
pactuada e integrada da assistência à saúde. 
Brasília, DF: MS, 2006. (Série B. Textos Básicos de 
Saúde; Série Pactos pela saúde, v. 5).
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 
828, de 17 de abril de 2020. Altera a Portaria de 
Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 
2017, para dispor sobre o Grupos de Identificação 
Transferências federais de recursos da saúde. Brasília, 
DF: MS, 2017b. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.
br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt0828_24_04_2020.html. 
Acesso em: 27 jul. 2021.
47
Módulo 2 Gestão do SUS: Planejamento, Programação e Financiamento da Saúde
BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 7.508, de 28 
de junho de 2011. Regulamenta a Lei nº 8080 de 19 de 
setembro de 1990. Dispõe sobre a organização do Sistema 
Único de Saúde (SUS), o Planejamento da Saúde , Assistência à 
Saúde e a Articulação Interfederativa, e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm. 
Acesso em: 8 jul. 2022.
BRASIL. Presidência da República. Lei Complementar nº 141, 
de 13 de janeiro de 2012. Regulamenta o parágrafo 3º do art. 
198 da Constituição Federal. Brasília, DF, 2012. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm. 
Acesso em: 8 jul. 2022.
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 8.080, de 19 de 
setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, 
proteção e recuperação da saúde, a organização e o 
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras 
providências. Diário O�cial da União: seção 1, Brasília, DF, 
n. 180, p. 1, 20 set. 1990.
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 8.142, de 28 de 
dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da 
comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e 
sobre as transferências intergovernamentais de recursos 
financeiros na área da saúde e dá outras providências. Brasília. 
DF, 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/L8142.htm. Acesso em: 8 jul. 2022.
CAMPOS, O. O estudo da demanda e das
necessidades e sua importância para o planejamento
de saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 3,
n. 1, p. 79-81, jun. 1969.
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Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
 EGRY, E. Y. Instrumentos de avaliação de necessidades em 
saúde aplicáveis na estratégia de Saúde da Família. Revista da 
Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 43, n. especial 2, 
dez. 2009.
MENDES, A. Gestão orçamentária-�nanceira em saúde. 
São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP, 2013. Apostila 
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RIVERA, F. J. U. Planejamento e programação em saúde: 
um enfoque estratégico. São Paulo: Cortez, 1989.
VIEIRA, F. S. Avanços e desa�os do planejamento no 
Sistema Único de Saúde. Rio de Janeiro: ABRASCO, 1995. 
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VIEIRA, F. S.; BENEVIDES, R. P. S. O Direito à Saúde no Brasil 
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Américas, v. 10, n. 3, 2016. Disponível em: https://periodicos.
unb.br/index.php/repam/article/view/14896. 
Acesso em: 27 jul. 2021.
49
https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBYASKfH9fjZCq3Fst7lM-TVUM0xUMlk2NFlNR01XNjNHSUc1U0taQkpJUSQlQCN0PWcu
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
bvsms.saude.gov.br
Ouvidoria Geral do SUS 
www.saude.gov.br
Curso 1 - Módulo 3.pdf
Brasília – DF
2022
Regionalização 
da Saúde
MÓDULO 3
Curso I
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Brasília – DF
2022
Regionalização 
da Saúde
MÓDULO 3
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
__________________________________________________________________________________________________________
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Regulação Assistencial e Controle.
 Curso I : Regulação de Sistemas de Saúde do SUS : módulo 3 : Regionalização da Saúde [recurso eletrônico] / Ministério 
da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Regulação Assistencial e Controle. – 1. ed. rev. – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2022.
 26 p. : il.
 Modo de acesso: World Wide Web: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo3_regulacao_sus_regionalizacao_saude.pdf
 ISBN 978-65-5993-083-8
1. Sistema Único de Saúde (SUS). 2. Regulação. 3. Auditoria. 4. Avaliação institucional. I. Título.
CDU 614.2:351.77
__________________________________________________________________________________________________________
 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2022/0141
Título para indexação:
Course I: SUS Health System Regulation: module 3: Health System Regionalization
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, bloco G, 
Edifício Anexo B, 1º andar, ala sul
CEP: 70058-900 – Brasília, DF
Tel.: (61) 3315-5870 / 3315-5872
Direção:
Cleusa R. da Silveira Bernardo
Organização:
Edna Miyuki Hirano
Miriam Vieira
Elaboração de texto:
Clarisvan do Couto Gonçalves
Edna Miyuki Hirano
Maria Auri Gonçalves
Miriam Vieira
Vanderlei Soares Moya
Revisão técnica:
Claudio Lucio Brasil da Cunha
João Marcelo Barreto Silva
José Carlos de Moraes
Jozinélio Severino Teixeira
Cooperação técnica:
em Saúde – Fiotec
Parceria:
Escola Nacional de Administração Púbica /ENAP – Escola 
Virtual Governo/EV.G
Colaboração:
João Marcelo Barreto Silva
Luciano Gomes Marcelino
Marcos Elizeu Marinho de Oliveira
Otavio Augusto dos Santos
Tatiana Rodrigues Teles Araújo
Normalização:
Delano de Aquino Silva – Editora MS/CGDI
Diagramação:
Bruno Freitas de Paiva – Editora MS/CGDI
Gustavo Saraiva – Editora MS/CGDI
2021 Ministério da Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não 
Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução 
parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério 
da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br.
Tiragem: 1ª edição revisada – 2022 – versão eletrônica
ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
APAC – A u t o r i z a ç ã o d e P r o c e d i m e n t o d e A l t a 
Complexidade/Custo
APS – Atenção Primária à Saúde
ASPS – Ações e Serviços Públicos de Saúde
BPA – Boletim de Produção Ambulatorial
BPAI – Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado
CBO 
CERAC – C e n t r a l E s t a d u a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
CBR – Curso Básico de Regulação do SUS
CBRCAA – Curso Básico de Regulação, Controle, Avaliação e
CADSUS – Sistema de Cadastramento de Usuários do SUS
Complexidade
CES – Conselho Estadual de Saúde
CF – Constituição Federal
CGRA – Coordenação Geral de Regulação Assistencial
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CIH – Comunicação de Internação Hospitalar
CIR – Comissão Intergestores Regional
CIT – Comissão IntergestoresTripartite
CMD – Conjunto Mínimo de Dados
CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CNRAC – C e n t r a l N a c i o n a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
Complexidade
CNS – Cartão Nacional da Saúde
COAP – Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde
CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais 
de Saúde
CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde
COSEMS – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde
Siglas
A
B
C
Auditoria do SUS
E
F
G
I
L
M
N
D DATASUS – Departamento de Informática do SUS
DSEI – Distrito Sanitário Especial Indigena
DRAC – Departamento de Regulação Assistencial 
e Controle
EC – Emenda Constitucional
eSF – Equipe Saúde da Família
FAEC – Fundo de Ações Estratégicas e Compensação
FCES – Ficha de Cadastro de Estabelecimento de 
Saúde
FMS – Fundo Municipal de Saúde
FNS – Fundo Nacional de Saúde
FPO – Ficha de Programação Físico – Orçamentária
GM – Gabinete do Ministro
INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da 
Previdência Social 
INPS – Instituto Nacional de Previdência Social
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor 
Amplo
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social
MAC – Média e Alta Complexidade
MS – Ministério da Saúde
NOAS – Norma Operacional da Assistência à Saúde
NOB – Norma Operacional Básica
O
P
R
S
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde
OMS – Organização Mundial da Saúde
OPM – Órtese, Prótese e Materiais
Especiais
PAB - Piso da Atenção Básica
PCCS – Plano de Carreira, Cargos e Salários
PAS – Programação Anual de Saúde
PDR – Plano Diretor de Regionalização
PDRI – Plano Diretor de Regionalização e Investimentos
PGASS – Programação Geral das Ações e Serviços de 
Saúde
PLANEJA SUS – Sistema de Planejamento do SUS
PNASH – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
Hospitalares
PNASS – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde
PPI – Programação Pactuada e Integrada
PPA – Plano Plurianual
PRI – Planejamento Regional e Integrado 
PS – Plano de Saúde
RAG – Relatório Anual de Gestão
RAS – Redes de Atenção à Saúde
RENAME – Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais
RENASES – Relação Nacional de Ações e Serviços de 
Saúde
RUE – Rede de Urgência e Emergência
RT – Rede Temática
SADT – Serviço Auxiliar de Diagnose e Terapia
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SARGSUS – Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão 
do SUS
SAES – Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SIH – Sistema de Informações Hospitalares
SIM – Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação
Apresentação ......................................................................
Conteúdo Programático ......................................................
Redes de Atenção à Saúde no SUS (RAS) ...........................
Breve Histórico ....................................................................
Alguns Conceitos de Redes de Atenção à 
Saúde (RAS) ..........................................................................
Objetivos das Redes de Atenção à Saúde (RAS) .................
Diretrizes e Estratégias para a sua Implantação ..................
A Estrutura Operacional das Redes de Atenção à 
Saúde (RAS) .........................................................................
Principais Impactos da Implantação das RAS nos 
Sistemas de Saúde (OMS) ...................................................
Referências ..........................................................................
T
S
U
SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos 
Vivos
SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos 
Públicos em Saúde
SISAB – Sistema de Informação em Saúde para a 
Atenção Básica 
SISCNS – Sistema de Cadastro Nacional dos Usuários 
de Saúde
SISPRENATAL – Sistema de Informação do Pré-Natal
SISREG – Sistema de Regulação
SNA – Sistema Nacional de Auditoria
SUS – Sistema Único de Saúde
TCEP – Termo de Cooperação entre Entes Públicos
TCG – Termos de Compromisso de Gestão
TCU – Tribunal de Contas da União
TFD – Tratamento Fora do Domicílio
UBS – Unidade Básica de Saúde
UNASUS – Universidade Aberta do Sistema Único de 
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
UTI – Unidade de Terapia Intensiva 
Saúde
Sumário
Apresentação ......................................................................8
Conteúdo Programático ......................................................9
Regionalização da Saúde ....................................................10
Referências ..........................................................................24
 
7
8
9
9
8
Módulo 3 Regionalização da Saúde
Prezado (a) estudante,
Bem vindo (a) ao Módulo 3 - Regionalização da Saúde.
Esta unidade de aprendizagem (UA) é essencial para 
compreender como se organizam os serviços de saúde no 
território e sua importância para a gestão do SUS.
Desejamos bons estudos! 
Apresentação
9
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Conteúdo 
Programático
Objetivo
Conteúdos
Atividades
• 
•
 
• Módulo 3 – Leia o texto base e realize as 
atividades sugeridas;
• Assista aos filmes sugeridos.
Refletir sobre a relevância da Rede Regionali-
zada e Hierarquizada enquanto modelo de 
organização dos serviços de saúde que imple-
menta os Princípios e as Diretrizes do SUS.
Princípios Constitucionais Organizativos: 
Descentralização, Regionalização e Hierar-
quização;
A Regionalização da Saúde à luz das especi-
ficidades do federalismo brasileiro e das 
estratégias de gestão compartilhada e inter 
federada no SUS;
10
 
Etimologicamente, Regionalização tem o sentido de “Divisão 
em regiões; ação de regionalizar, de dividir um território 
em regiões, em áreas com características específicas e 
próprias” (FERREIRA, 2010).
Exatamente nesse sentido, em especial o 
que trata da organização em espaços com características 
específicas e próprias, o Sistema Único de Saúde (SUS) 
se organizou desde sua origem. 
Na Constituição Federal de 1988, o artigo 198 (CF) já 
evidenciava: “As ações e serviços públicos de saúde 
integram uma rede regionalizada e hierarquizada 
e constituem um sistema único, organizado de acordo 
com as seguintes diretrizes...” da leitura alguns elementos 
podem ser destacados, mas aqui merece especial atenção 
a afirmativa de que há um sistema de saúde que comporta 
ações e serviços e que tais integram uma rede, que será 
hierarquizada e regionalizada.
A noção de rede regionalizada e hierarquizada das 
ações e serviços públicos de saúde, prevista no texto 
constitucional, pressupõe a região como atributo 
fundamental para sua organização e funcionamento. 
Regionalização 
da Saúde
Módulo 3 Regionalização da Saúde
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
11
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Lei nº 8.080/1990A dispõe no seu artigo 7º: 
“As ações e serviços públicos de saúde e os serviços 
privados contratados ou conveniados que integram o 
Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos 
Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes 
princípios: 
X - descentralização político-administrativa, com direção 
única em cada esfera de governo:
a) ênfase na descentralização dos serviços para 
os municípios;
b) regionalização e hierarquização da rede de 
serviços de saúde.”
Da leitura da Constituição Federal/88 e da Lei nº 8.080/90 há 
uma sutil diferença no objeto da regionalização, enquanto 
a CF dispõe sobre a regionalização das ações e serviços 
de saúde, a Lei Orgânica da Saúde trata da regionalização 
da rede de serviços, sendo assim, importante consideração 
quando se trata da organização do Sistema Único de Saúde. 
O princípio da regionalização está ligado, diretamente, 
ao da descentralização que, juridicamente, em um país 
que adota o modelo federativo significa a distribuição de 
competências e responsabilidades entre as esferas de 
governo – União, Estados e Municípios -, esferas autônomas, 
com capacidade político-legislativa, priorizando os níveis 
regionais e locais. A Regionalização e a Hierarquização 
devem ser consideradas como legítimos instrumentos 
de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm
12
 
de gestão para que sejam alcançados os princípios 
fundamentais do SUS – a universalidade, a integralidade 
e a equidade.
Após as Leis Orgânicas da Saúde, foram implantadas as 
Normas Operacionais Básicas (NOB) que vieram normalizar 
o processo de descentralização e organização do SUS. 
A NOB 91 manteve a gestão muito central izada e 
colocava os municípios na condição de gerentes. Com 
a NOB 93 foi iniciado o processo de municipalização e 
a habilitação dos municípios em três tipos de gestão: 
incipiente, parcial e semiplena. Nesse período, foram 
constituídas as Comissões Intergestores Bipartites (CIB) 
em nível estadual e a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) 
em âmbito federal como instâncias colegiadas de decisão. 
Com a NOB 96 os municípios passaram a ter duas formas 
de gestão: Plena da Atenção Básica e Plena do Sistema 
Municipal de Saúde.
 A implantação das NOB-SUS, principalmente a 93 e 
96, promoveu uma integração de ações entre as três 
esferas de governo
e desencadeou um processo de 
descentralização intenso. 
Módulo 3 Regionalização da Saúde
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/Resolu%C3%A7%C3%A3o%20258_07_01_1991.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt0545_20_05_1993.html
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/NOB%2096.pdf
13
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
As Normas Operacionais do SUS representam um 
importante instrumento de regulamentação do processo de 
descentralização, à medida que estabeleceram, de forma 
negociada, mecanismos e critérios para a transferência 
de responsabilidades e recursos financeiros para estados 
e municípios.
As duas Normas (NOB 01/93 e NOB 01/96) foram 
resultantes de processos de negociação, progressivamente, 
mais intensos entre os atores setoriais, particularmente 
no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite e do 
Conselho Nacional de Saúde.
A descentralização impulsionada por essas normas 
apresentou resultados positivos relacionados, entre outros 
fatores, ao expressivo aumento de transferências diretas 
de recursos financeiros do nível federal para o estadual e 
de diversos estados e municípios na gestão da saúde e à 
expansão da rede de serviços municipais de saúde.
Com a edição da NOAS 2001, a descentralização 
dos serviços e recursos financeiros para os estados e 
municípios fortaleceu a gestão desses entes, que em 2001 
passaram a ser os principais operadores do sistema, na 
medida em que assumiram os serviços de atenção básica. 
Os municípios com gestão plena assumiram também a 
rede hospitalar, dependendo do pacto de gestão de 
cada localidade. 
 
Os estados assumiram o papel de coordenação e 
orientação dessa pactuação de oferta de serviços de média 
e alta complexidade entre municípios de uma região de 
saúde, tendo uma função fundamental na regionalização, 
pois conseguiam fazer o ordenamento institucional e a 
mediação da pactuação necessária para que os serviços 
fossem regionalizados. 
Saiba 
mais
Clique para ler
Port GM/MS nº 373/02
NOAS-SUS 01/02
SCATENA, J. H. G; TANAKA, O. Y. 
Os Instrumentos nomarlizadores 
(NOB) no processo de descentrali-
zação da saúde. Saúde e Socieda-
de, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 47-74, 
2001. 
Os autores discutem de 
1991 a 1996, como os 
principais instrumentos 
normalizadores do 
processo de descentrali-
zação das ações e servi-
ços de saúde no Brasil, 
um dos pilares de 
sustentação do SUS. 
https://www.scielosp.org/pdf/sausoc/2001.v10n2/47-74
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0095_26_01_2001.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0373_27_02_2002.html
14
 
A descentralização, de forma regionalizada e hierarquizada, 
foi importante para a expansão da cobertura de serviços 
e recursos públicos provenientes das três esferas de 
governos. 
Entretanto, não foi capaz de resolver as imensas 
desigualdades regionais presentes no acesso, de adotar 
um critério transparente na distribuição de recursos e 
gasto público em saúde, além de não ter conduzido à 
integração de serviços, instituições e práticas no território.
Há críticas em relação à própria forma como foi moldada 
a descentralização no SUS. Foram estabelecidos acordos 
diferentes entre estados e municípios no âmbito das 
Comissões Bipartites (CIB), inclusive, quanto a definição 
das responsabilidades de gestão das unidades prestadoras 
de serviços.
Em muitos casos, a divisão de funções respeitou a 
densidade tecnológica dos estabelecimentos de saúde, em 
outros, a natureza dos serviços oferecidos (se ambulatorial 
ou hospitalares) ou sua abrangência (local, regional ou 
estadual).
Módulo 3 Regionalização da Saúde
14
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Em 2006, o Ministério da Saúde, em conjunto com o 
CONASS e CONASEMS, firmou o Pacto pela Saúde. 
 
Não há dúvida que o artigo 198 da Constituição Federal 
é suficientemente preciso quanto às ações e serviços de 
saúde integrarem “uma rede regionalizada e hierarquizada 
e constituem um sistema único”; a regionalização e 
a hierarquização desse sistema avançaram, mas, a 
ideia de rede - base de qualquer sistema operacional 
descentralizado, não só de saúde praticamente não 
avançou.
Esse conjunto de dificuldades operacionais para efetiva 
descentralização da saúde demanda por um “pacto de 
gestão”. Este processo de regionalização, complexo, 
depende de estritos limites de delegação de poder bem 
definidos e respeitados. O nome dessa arquitetura de 
distribuição de poder, em nome do resultado final, foi a 
aposta do MS no “Pacto de Gestão”.
Os determinantes sociais e a visão positiva da saúde 
emergem com mais eficácia na lógica de um “pacto” e não 
 .sadargetni euq adnia ,redop ed aicnâtsni rop oãtseg ad
15
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0399_22_02_2006.html
16
 
 
Saiba 
mais
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regras anteriores com vistas a reforçar a estratégia da 
regionalização, contribuindo para o fortalecimento da 
gestão compartilhada e solidária do SUS.
Extinguiam-se as formas de habilitação estabelecidas 
na NOB, e modificadas na NOAS, que davam ao MS um 
no âmbito do SUS, por meio da verificação de critérios 
que os qualificasse. O instrumento para formalização dos 
compromissos entre gestores, definindo metas do Pacto 
pela Vida e do Pacto pela Gestão do SUS, seria o Termo 
de Compromisso de Gestão. (TCG).
O Pacto não modificou a dinâmica das 
relações federativas quanto à conformação 
das redes regionais de atenção à saúde. O 
Pacto teria deixado a finalidade de construir 
uma rede, um sistema, passando a priorizar 
o impacto dos indicadores e a preocupação 
com as metas, particularmente no Pacto 
pela Vida.” 
(MENICUCCI, 2018) 
“
Módulo 3 Regionalização da Saúde
MENICUCCI, T. M. G. et al. O 
desempenho dos municípios no 
Pacto pela Saúde no âmbito das 
relações federativas do SUS. 
Saude soc., v. 26, n. 2,abr./jun. 
2017.
O artigo avalia os 
resultados do Pacto 
pela Saúde (que busca 
regular as relações 
federativas do SUS) 
em relação ao alcance 
das metas e ao cum-
primento das pactua-
ções feitas pelos entes 
federados a partir de 
prioridades nacionais, 
além do desempenho 
efetivo termos compa-
rativos.
https://www.scielosp.org/pdf/sausoc/2017.v26n2/348-366/pt
17
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Em 28 de junho de 2011, foi assinado o Decreto 
Presidencial nº 7.508, que regulamenta a Lei nº 8.080, de 
1990, e aborda a organização do SUS, o planejamento da 
saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. 
Em seu texto, o documento traz um conjunto de conceitos 
que auxiliam na implantação de desenhos assistenciais 
para pensarmos na regionalização da assistência, tais 
como:
Região de saúde: 
“Espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos 
de municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades 
culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação 
e infraestrutura de transportes compartilhados, com a 
finalidade de integrar a organização, o planejamento e 
a execução de ações e serviços de saúde. “
A Região de Saúde deve conter, no mínimo:
• ações e serviços de atenção primária; 
• de urgência e emergência; 
• de atenção psicossocial; 
• de atenção ambulatorial especializada e hospitalar; 
• e vigilância em saúde. 
Mapa da Saúde:
Descrição geográfica da distribuição de recursos humanos 
e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela 
iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada 
existente, os investimentos e o desempenho aferido a 
partir dos indicadores de saúde do sistema;
As diretrizes expressas no Decreto ressaltam a necessidade 
do fortalecimento do enfoque territorial e da capacidade 
de planejamento e gestão intergovernamental em suas 
múltiplas escalas (nacional, estadual, regional).
Midiateca
do curso
 Esse é um vídeo, reali-
zado pelo MS, que 
apresenta o Decreto nº 
7.508, de 28 de Julho 
de 2011 e as mudanças 
que esse decreto traz 
ao Sistema Único de 
Saúde Brasileiro - SUS
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7508.htm
https://youtu.be/RQwKfSgrZ3Q
18
 
Define também que todo serviço público deve ter um 
Planejamento e este, conforme a Lei nº 8.080/1990 deve 
ser realizado de forma ascendente e integrado, ou seja, 
do nível local até às demais esferas de governo; devem-
se compatibilizar as necessidades das políticas de saúde 
com a disponibilidade de recursos financeiros, e o mapa 
da saúde será utilizado na identificação das necessidades 
de saúde da população e orientará o planejamento 
integrado dos entes federativos, contribuindo para o 
estabelecimento de metas de saúde.
Um dos principais focos do Decreto nº 7.508/11 são as 
regiões de saúde. O objetivo, com relação às regiões 
de saúde, é promover ações integradas na saúde. Por 
exemplo, consultas e procedimentos organizados numa 
rede de serviços de forma hierarquizada, tendo a atenção 
básica como porta de entrada preferencial (lembrando 
que não é única) e ordenadora da rede. 
Cabe ressaltar que a universalidade do acesso, 
integralidade e equidade na saúde, princípios 
constitucionais, só podem ser viabilizados por meio do 
estabelecimento de relações interfederativas, compondo 
um sistema de saúde com comandos nos âmbitos nacional, 
estadual e municipal, articulados de forma regionalizada.
Módulo 3 Regionalização da Saúde
19
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
As instâncias colegiadas de gestão institucional do SUS 
que asseguram a participação dos três entes federados 
são as seguintes:
1. Comissão Intergestores Tripartite (CIT): fórum de 
negociação e pactuação entre gestores federal, 
estadual e municipal;
2. Comissão Intergestores Bipartite (CIB) - fórum de 
negociação e pactuação entre gestores estadual 
e municipais;
3. Conselho Nacional de Secretários de Saúde 
(CONASS): entidade representativa dos entes 
estaduais e do Distrito Federal na CIT;
4. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de 
Saúde (CONASEMS): entidade representativa dos 
entes municipais na CIT;
5. Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde 
(COSEMS): reconhecidos como entidades que 
representam os entes municipais, no âmbito 
estadual, para tratar de matérias referentes à 
saúde, desde que vinculados institucionalmente 
ao CONASEMS, na forma que dispuserem seus 
estatutos.
A publicação do 
instituiu como instância regional de governança federativa 
do SUS, as comissões intergestores regionais (CIR), onde 
os gestores municipais e o gestor estadual tomam as 
decisões relativas ao planejamento e à gestão do SUS no 
âmbito das regiões de saúde. As CIR estão vinculadas às 
respectivas secretarias estaduais de saúde para efeitos 
operacionais e administrativos, devendo observar as 
diretrizes definidas na respectiva CIB.
 
CAPÍTULO V
DA ARTICULAÇÃO 
INTERFEDERATIVA
Seção I Das Comissões 
Inter gestores
Decreto nº 7.508 /2011
20
 
Apesar do Decreto nº 7.508/11, regulamentar a organização 
dos serviços do SUS no território em Regiões de Saúde 
pelos estados e seus municípios comporem a gestão 
compartilhada da rede de saúde existem tensões entre 
as distintas lógicas que orientam a organização dos 
serviços, que muitas vezes não se coadunam no território 
ou conformam redes específicas, pouco articuladas entre 
si. Tais problemas expressam propostas de planejamento 
e de financiamento conduzidas de forma fragmentada, 
seja por uma mesma esfera de gestão ou pelos vários 
entes governamentais que exercem influência político-
administrativa sobre determinada região.
Fator relevante a ser ponderado diz respeito à própria 
abrangência e à natureza das ações desenvolvidas, que 
ensejam a possibilidade de se considerar e se utilizar 
diferentes critérios para a organização regional dos serviços 
de saúde:
• por tipo de assistência prestada (ambulatoriais, 
hospitalares de diversos tipos, domiciliares, urgência 
e emergência); 
• por nível de complexidade da atenção à saúde 
(atenção básica, média e alta complexidade); 
• pela direcionalidade das ações (agravos, grupos 
populacionais e áreas específicas da atenção à 
saúde); 
• e, ainda, por modelos de gestão do cuidado. 
Apesar dos problemas citados na página anterior, a 
regionalização em saúde é vista como uma das alternativas 
para buscar a redução das desigualdades no acesso ao 
SUS, sendo caracterizada como uma integração entre os 
diversos níveis do cuidado à saúde, consorciada às políticas 
econômicas e sociais voltadas para a inclusão social e para 
Midiateca 
do curso
Módulo 3 Regionalização da Saúde
“A regionalização no 
Decreto nº 7.508. Os 
avanços desde a Lei nº 
8.080” - Entrevista com 
a Dra. Lenir Santos no 
2º Congresso Brasileiro 
de Politica, Planeja-
mento e Gestão em 
Saúde, 2013
Vídeo produzido pela TV 
Abrasco. 
https://www.youtube.com/watch?v=HPI2BbilU48
21
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
um modelo de desenvolvimento comprometido com a 
redução das desigualdades regionais.
No âmbito nacional e estadual, a regionalização busca 
promover a equidade, a integralidade na atenção à saúde, 
a racionalização dos gastos e otimização dos recursos, com 
ganho de escala, o estabelecimento de mecanismos de 
governança e a atuação do Estado orientada pela lógica 
dos interesses coletivos e do SUS no espaço regional.
O processo de regionalização vem se associando, em 
cada ente, às dinâmicas socioeconômicas, às políticas 
de saúde instituídas, ao grau de articulação existente 
entre as Secretarias Municipais de Saúde e a Secretaria 
Estadual de Saúde e sua capacidade de gerar consensos 
sobre a divisão de responsabilidades gestoras e desenhos 
regionais adotados em cada estado.
A regionalização deve estabelecer portas de entrada 
e hierarquia tecnológica, com base em parâmetros de 
necessidade e utilização dos recursos disponíveis; utilizar 
melhor os recursos humanos e tecnológicos disponíveis 
na região de forma a qualificar os fluxos e promover 
acesso e resolutividade na atenção; disponibilizar recursos 
sociais e políticos que incentivem o compartilhamento de 
responsabilidades entre os governos e a participação da 
sociedade nesse processo. 
Para enfrentar os desafios da integralidade da assistência 
à saúde e do acesso às ações e serviços de saúde, é 
preciso reduzir as distâncias e o tempo de resposta do 
atendimento, às necessidades da assistência à saúde 
do cidadão, com a implantação das Redes de Atenção 
 .lanoigerrorcam oçapse on sadazinagro )SAR( edúaS à
Obedecer a uma lógica que busque elementos suficientes 
para justificar e garantir ações e serviços de saúde, do nível 
mais básico até a alta complexidade, em espaço territorial 
coerente com as necessidades e fluxos da população de 
forma regionalizada.
Midiateca 
do curso
 
“Princípios do SUS - 2ª 
parte - Pricípios Organi-
zativos:
D e s c e n t r a l i z a ç ã o , 
Hierarquização, Regio-
nalização e Participa-
ção Social.” Série Cone-
xão SUS - produzido 
pela Universidade 
Federal do Ceará - 
Curso de odontologia.
https://www.youtube.com/watch?v=FY06FRCNYgk
22
 
O território agrega a perspectiva da diversidade regional 
- que se traduz em dinâmicas territoriais específicas, do 
desenvolvimento, da integração de políticas sociais e 
econômicas e da articulação dos diversos campos da 
atenção à saúde (assistência, vigilâncias, desenvolvimento 
e provisão de recursos humanos, tecnologias, insumos 
para a saúde).
O processo de regionalização pode interferir positivamente 
no acesso à saúde, pois:
• Permite observar os determinantes sociais de saúde 
no modo como estes se expressam no território; 
• Estabelece portas de entrada e hierarquia 
tecnológica com base em parâmetros de 
necessidade
e utilização dos recursos disponíveis; 
• Disponibiliza recursos sociais e políticos 
que incentivem o compartilhamento de 
responsabilidades entre os governos e a 
participação da sociedade nesse processo, entre 
muitos outros benefícios.
Midiateca 
do curso
Faça uma reflexão! 
O principal objetivo da Regionalização 
é otimizar os serviços de saúde de uma 
região e melhorar o fluxo de usuários 
nesses serviços, na busca pelos recursos 
para atendimento às suas necessidades, e 
na busca da integralidade da assistência 
a todos os munícipes de uma dada região 
de saúde.”
“
Saiba 
mais
Módulo 3 Regionalização da Saúde
Regionalização da 
Saúde: este vídeo 
produzido pela Unidi-
versidade fala sobre a 
regionalização da 
saúde, que está em 
consonância com o 
princípio da Descen-
tralização do Sistema 
Único de Saúde 
(SUS).
Saiba mais sobre os 
Objetivos da Regio-
nalização in Regiona-
lização Solidária e 
Cooperativa (Série 
Pactos pela Saúde 
2006, v. 3)
https://www.youtube.com/watch?v=_K2XEXpLfCE
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/regionalizacao2006.pdf
22
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
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24
Referências
 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
, 
,
 
Módulo 3 Regionalização da Saúde
BRASIL. Ministério da Saúde. Regionalização solidária e 
cooperativa: orientações para sua implementação no SUS. 
Brasília, DF: MS, 2006. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) 
(Pactos pela Saúde 2006, 3). Disponível em: https://bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/regionalizacao2006.pdf. 
Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 545, de 20 de 
maio de 1993. Estabelece normas e procedimentos 
reguladores do processo de descentralização da gestão 
das ações e serviços de saúde, através da Norma 
Operacional Básica – SUS 01/93. Brasília, DF: MS, 1993. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/
gm/1993/prt0545_20_05_1993.html. 
Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.203, de 5 
de novembro de 1996. Aprova, nos termos do texto a esta 
portaria, a NOB 1/96, a qual redefine o modelo de gestão 
do SUS, constituindo, por conseguinte, instrumento 
imprescindível à viabilização da atenção integral à saúde 
da população e ao disciplinamento das relações entre as 
três esferas de gestão do sistema. Brasília, DF: MS, 1996.
 Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/
gm/1996/prt2203_05_11_1996.html. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 258, de 7 de 
janeiro de 1991. Aprova a Norma Operacional Básica/SUS
 01/91, constante do Anexo I, da presente Resolução, 
que trata da nova política de financiamento do SUS (Ementa 
elaborada pela CDI/MS). Brasília, DF: MS, 1991.
Disponível em: http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/
Resolução20258_07_01_1991.pdf. Acesso em: 11 ago. 2022.
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 8.080, de 19 de 
setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o 
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras 
providências. Brasília, DF, 1990. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm. 
Acesso em: 8 jul. 2022.
MENICUCCI, T. M. G. 
FERREIRA, A. B. de H. Dicionário da Língua Portuguesa. 
5. ed. Curitiba: Positivo, 2010.
et al. O desempenho dos 
municípios no Pacto pela Saúde no âmbito das 
relações federativas do SUS. Saúde e Sociedade
São Paulo, v. 26, n. 2, abr./jun. 2017.
25
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria da Assistência à 
Saúde. Regionalização da assistência à saúde: 
aprofundando a descentralização com equidade no acesso: 
Norma Operacional da Assistência à saúde: NOAS-SUS-01/01
e Portaria MS/GM nº 95, de 26 de janeiro de 2001 e 
regulamentação complementar. Brasília, DF: MS, 2001.
BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 7.508, de 28 de 
junho de 2011. Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro 
de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de 
Saúde – SUS, o Planejamento da Saúde, a Assistência à Saúde e
 a Articulação Interfederativa, e dá outras providências.
Brasília, DF: MS, 2011.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm. 
Acesso em: 27 jul. 2021.
https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBYASKfH9fjZCq3Fst7lM-TVUM0xUMlk2NFlNR01XNjNHSUc1U0taQkpJUSQlQCN0PWcu
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
bvsms.saude.gov.br
Ouvidoria Geral do SUS 
www.saude.gov.br
Curso 1 - Módulo 4.pdf
Brasília – DF
2022
Redes de
Atenção 
à Saúde
MÓDULO 4
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
Brasília – DF
2022
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Redes de
Atenção 
à Saúde
MÓDULO 4
Curso I 
Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
1ª edição revisada
__________________________________________________________________________________________________________
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Regulação Assistencial e Controle.
 Curso I : Regulação de Sistemas de Saúde do SUS : módulo 4 : Redes de Atenção à Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da 
Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Regulação Assistencial e Controle. – 1. ed. rev. – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2022.
 38 p. : il.
 Modo de acesso: World Wide Web: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo4_regulacao_redes_atencao_saude.pdf
 ISBN 978-65-5993-084-5 
1. Sistema Único de Saúde (SUS). 2. Regulação. 3. Auditoria. 4. Avaliação institucional. I. Título.
CDU 614.2:351.77
__________________________________________________________________________________________________________
 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2022/0142
Título para indexação:
Course I: SUS Health System Regulation: module 4: Health Care Network
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
Departamento de Regulação Assistencial e Controle
Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, bloco G, 
Edifício Anexo B, 1º andar, ala sul
CEP: 70058-900 – Brasília, DF
Tel.: (61) 3315-5870 / 3315-5872
Direção:
Cleusa R. da Silveira Bernardo
Organização:
Edna Miyuki Hirano
Miriam Vieira
Elaboração de texto:
Clarisvan do Couto Gonçalves
Edna Miyuki Hirano
Maria Auri Gonçalves
Miriam Vieira
Vanderlei Soares Moya
Revisão técnica:
Claudio Lucio Brasil da Cunha
João Marcelo Barreto Silva
José Carlos de Moraes
Jozinélio Severino Teixeira
Cooperação técnica:
em Saúde – Fiotec
Parceria:
Escola Nacional de Administração Púbica /ENAP – Escola 
Virtual Governo/EV.G
Colaboração:
João Marcelo Barreto Silva
Luciano Gomes Marcelino
Marcos Elizeu Marinho de Oliveira
Otavio Augusto dos Santos
Tatiana Rodrigues Teles Araújo
Normalização:
Delano de Aquino Silva – Editora MS/CGDI
Diagramação:
Bruno Freitas de Paiva – Editora MS/CGDI
Gustavo Saraiva – Editora MS/CGDI
2021 Ministério da Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial 
– Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou 
total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério 
da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br.
Tiragem: 1ª edição revisada – 2022 – versão eletrônica
ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
APAC – A
u t o r i z a ç ã o d e P r o c e d i m e n t o d e A l t a 
Complexidade/Custo
APS – Atenção Primária à Saúde
ASPS – Ações e Serviços Públicos de Saúde
BPA – Boletim de Produção Ambulatorial
BPAI – Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado
CBO 
CERAC – C e n t r a l E s t a d u a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
CBR – Curso Básico de Regulação do SUS
CBRCAA – Curso Básico de Regulação, Controle, Avaliação e
CADSUS – Sistema de Cadastramento de Usuários do SUS
Complexidade
CES – Conselho Estadual de Saúde
CF – Constituição Federal
CGRA – Coordenação Geral de Regulação Assistencial
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CIH – Comunicação de Internação Hospitalar
CIR – Comissão Intergestores Regional
CIT – Comissão IntergestoresTripartite
CMD – Conjunto Mínimo de Dados
CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CNRAC – C e n t r a l N a c i o n a l d e R e g u l a ç ã o d e A l t a 
Complexidade
CNS – Cartão Nacional da Saúde
COAP – Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde
CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais 
de Saúde
CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde
COSEMS – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde
Siglas
A
B
C
Auditoria do SUS
E
F
G
I
L
M
N
D DATASUS – Departamento de Informática do SUS
DSEI – Distrito Sanitário Especial Indigena
DRAC – Departamento de Regulação Assistencial 
e Controle
EC – Emenda Constitucional
eSF – Equipe Saúde da Família
FAEC – Fundo de Ações Estratégicas e Compensação
FCES – Ficha de Cadastro de Estabelecimento de 
Saúde
FMS – Fundo Municipal de Saúde
FNS – Fundo Nacional de Saúde
FPO – Ficha de Programação Físico – Orçamentária
GM – Gabinete do Ministro
INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da 
Previdência Social 
INPS – Instituto Nacional de Previdência Social
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor 
Amplo
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social
MAC – Média e Alta Complexidade
MS – Ministério da Saúde
NOAS – Norma Operacional da Assistência à Saúde
NOB – Norma Operacional Básica
O
P
R
S
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde
OMS – Organização Mundial da Saúde
OPM – Órtese, Prótese e Materiais Especiais
PAB - Piso da Atenção Básica
PCCS – Plano de Carreira, Cargos e Salários
PAS – Programação Anual de Saúde
PDR – Plano Diretor de Regionalização
PDRI – Plano Diretor de Regionalização e Investimentos
PGASS – Programação Geral das Ações e Serviços de 
Saúde
PLANEJA SUS – Sistema de Planejamento do SUS
PNASH – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
Hospitalares
PNASS – Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde
PPI – Programação Pactuada e Integrada
PPA – Plano Plurianual
PRI – Planejamento Regional e Integrado 
PS – Plano de Saúde
RAG – Relatório Anual de Gestão
RAS – Redes de Atenção à Saúde
RENAME – Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais
RENASES – Relação Nacional de Ações e Serviços de 
Saúde
RUE – Rede de Urgência e Emergência
RT – Rede Temática
SADT – Serviço Auxiliar de Diagnose e Terapia
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SARGSUS – Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão 
do SUS
SAES – Secretaria de Atenção Especializada à Saúde
SIA – Sistema de Informações Ambulatoriais
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SIH – Sistema de Informações Hospitalares
SIM – Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação
T
S
U
SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos 
Vivos
SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos 
Públicos em Saúde
SISAB – Sistema de Informação em Saúde para a 
Atenção Básica 
SISCNS – Sistema de Cadastro Nacional dos Usuários 
de Saúde
SISPRENATAL – Sistema de Informação do Pré-Natal
SISREG – Sistema de Regulação
SNA – Sistema Nacional de Auditoria
SUS – Sistema Único de Saúde
TCEP – Termo de Cooperação entre Entes Públicos
TCG – Termos de Compromisso de Gestão
TCU – Tribunal de Contas da União
TFD – Tratamento Fora do Domicílio
UBS – Unidade Básica de Saúde
UNASUS – Universidade Aberta do Sistema Único de 
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
UTI – Unidade de Terapia Intensiva 
Saúde
Sumário
Apresentação ................................................................. 8
Conteúdo Programático ................................................. 9
Redes de Atenção à Saúde no SUS (RAS) ...................... 10
Breve Histórico ..............................................................10
Alguns Conceitos de Redes de Atenção à 
Saúde (RAS) ....................................................................11
Objetivos das Redes de Atenção à Saúde (RAS) .............14
Diretrizes e Estratégias para a sua Implantação ............16
A Estrutura Operacional das Redes de Atenção à 
Saúde (RAS) ...................................................................21
Principais Impactos da Implantação das RAS nos 
Sistemas de Saúde (OMS) ..............................................33
Referências .................................................................... 36
 
8
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
Prezados Alunos (as),
Estamos chegando ao final do Curso I. 
No módulo 3 você se apropriou dos conceitos sobre Descentralização, 
Regionalização e Hierarquização do Sistema Único de Saúde (SUS) 
enquanto Diretrizes Constitucionais. 
Neste módulo 4 você conhecerá a importância do papel das Redes
de Atenção à Saúde (RAS) no SUS enquanto mecanismos que 
qualificam as demandas em níveis de atenção, otimizam e organizam 
o sistema frente às necessidades de saúde da população. 
Desejamos bons estudos!
Apresentação
9
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Conteúdo 
Programático
Objetivo
Conteúdos
Atividades
Promover a reflexão sobre os mecanismos em que 
as Redes de Atenção à Saúde no SUS (RAS) 
f a v o r e c e m a i n t e g r a l i d a d e d a a t e n ç ã o , a 
continuidade do cuidado e a efetividade clínica 
para o alcance da eficiência do sistema de saúde.
• Breve histórico sobre as Redes de Atenção à 
Saúde no SUS (RAS); 
• Bases conceituais e teóricas das Redes de 
Atenção à Saúde no SUS (RAS);
• Diretrizes e estratégias necessárias para a 
adequada implantação das Redes de Atenção 
à Saúde no SUS (RAS) no nível local; 
• Potencial idades de um sistema de saúde 
organizado em redes de atenção que favorecem 
o cuidado integral à saúde da população e a 
melhoria do acesso aos serviços de saúde.
• Módulo 4 – Leia o texto base e realize as atividades
sugeridas;
• Assista aos filmes sugeridos
10
 
Redes de Atenção 
à Saúde no SUS (RAS)
Breve Histórico 
As Redes de Atenção à Saúde (RAS) tem sua origem no 
Reino Unido na década de 20, quando foi elaborado o 
Relatório Dawson, como resultado de um debate acerca 
de mudanças no sistema de proteção social após a 1ª 
Guerra Mundial (DAWSON, 1964).
Assim é apresentada a primeira proposta de organização 
de sistemas regionalizados de saúde, onde os serviços de 
saúde deveriam se organizar para atender às necessidades 
da população de forma eficaz, serem acessíveis a toda 
população, oferecer cuidados preventivos e curativos, 
atendimento domiciliar, além dos serviços secundários.
Na década de 90, os EUA, o Canadá e alguns países da 
Europa, iniciam um esforço para superar a fragmentação do 
sistema de saúde. Propõem organizar uma oferta contínua 
de serviços a uma população específica, territorialmente 
delimitada, com foco na Atenção Primária à Saúde 
(APS), desenvolvida de forma interdisciplinar e com a 
integração entre os serviços de saúde, bem como com 
sistemas de informação. 
Nos países da América Latina, o Chile é o país com maior 
experiência na área (MENDES, 2001; KUCHNIR; CHORNY; 
LIRA, 2010).
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
11
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação
de Sistemas de Saúde do SUS
A Conferência de Alma-Ata, 1978
que abordou o tema “Cuidados Primários de Saúde”, se 
consolida como um marco ao trazer a discussão sobre a 
reestruturação dos sistemas de saúde segundo a lógica 
de Redes de Atenção à Saúde.
 
Alguns Conceitos de Redes de Atenção 
à Saúde (RAS)
Shortell et al. (1996): “Redes de organizações que 
prestam um contínuo de serviços a uma população 
definida, e que se responsabilizam pelos resultados 
clínicos, financeiros e sanitários relativos a essa população”. 
Castells (2000): “São novas formas de organização social, 
do Estado ou da sociedade, intensivas em tecnologia de 
informação e baseadas na cooperação entre unidades 
dotadas de autonomia”. 
OMS (2008): “É a gestão e a oferta de serviços de saúde 
de forma a que as pessoas recebam um contínuo de 
serviços preventivos e curativos, de acordo com as suas 
necessidades, ao longo do tempo e por meio de diferentes 
níveis de atenção à saúde”. 
OPAS (2010): “Redes integradas de serviços de saúde, ou 
sistemas organizados de serviços de saúde, ou sistemas 
clinicamente integrados ou organizações sanitárias 
integradas podem ser definidas como uma rede de 
organizações que presta ou provê os arranjos para a 
prestação de serviços de saúde equitativos e integrais a 
uma população definida, e que se dispõe a prestar contas 
pelos seus resultados clínicos e econômicos, e pelo estado 
de saúde da população à qual ela serve”. 
Saiba 
mais
Clique para ler
GIOVANELLA, L. Atenção básica 
ou atenção primária à saúde? 
Cad. Saúde Pública, v. 34, n. 8, p. 
e00029818, 2018. 
Atenção básica ou 
atenção primária à 
saúde? 
No artigo os autores 
apresentam um debate 
conceitual sobre aten-
ção primária/atenção 
básica à saúde. Uma 
discussão atual e opor-
tuna.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_alma_ata.pdf
https://www.scielosp.org/article/csp/2018.v34n8/e00029818/
12
 
Apresentamos somente algumas definições de RAS, 
dentre várias existentes na literatura, cada uma com sua 
especificidade, porém, na essência, focam na integração 
do cuidado mediante um continuum; ligando usuários, 
prestadores e pagadores de serviços por intermédio 
do continuum de cuidados; propõem estruturas 
organizacionais para alinhar governança, gestores, 
profissionais de saúde para alcançarem objetivos; e 
contínua melhoria dos serviços prestados de acordo com 
as necessidades de saúde da população; 
A Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda que não 
mencione especificamente a palavra rede, observa que 
quando as unidades de saúde de um sistema tornam-se 
mais autônomas, há o risco da desintegração justificando 
que a fragmentação apresenta consequências negativas 
para a eficiência e a equidade dos sistemas de saúde. Além 
disso, os sistemas fragmentados determinam ineficiências 
alocativas significativas.
Em termos conceituais, a definição utilizada para atenção 
integrada é a de um conceito que agrega insumos, gestão 
e organização dos serviços relacionados ao diagnóstico, 
ao tratamento, ao cuidado, à reabilitação e à promoção 
da saúde. A atenção integrada é um meio para melhorar 
os serviços em relação ao acesso, qualidade, satisfação 
do usuário e eficiência. Nesse sentido, a coordenação, a 
articulação de diferentes partes em relações apropriadas 
para assegurar a efetividade, é diferente da integração, 
a combinação das partes formando um todo.
Eugênio V. Mendes (1998), um dos pioneiro no país nos 
estudos de redes de atenção à saúde, apresenta uma 
proposta sistemática de redes de atenção à saúde, sob 
a forma dos sistemas integrados de saúde, colocada 
como o dilema microeconômico entre a fragmentação 
e a integração do SUS. Os sistemas fragmentados são 
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
13
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
caracterizados por uma atenção descontínua, com forte 
polarização entre o hospital e o ambulatório, sob a 
hegemonia da atenção hospitalar, e pela ausência de 
uma coordenação dos pontos de atenção à saúde, de 
um sistema de inteligência que confira organicidade ao 
sistema e, normalmente, sem uma população adscrita.
Mendes (2011) 
Define RAS como “organizações poliárquicas de conjuntos 
de serviços de saúde, vinculados entre si por uma missão 
única, por objetivos comuns e por uma ação cooperativa 
e interdependente, que permitem ofertar uma atenção 
contínua e integral a determinada população, coordenada 
pela atenção primária à saúde – prestada no tempo 
certo, no lugar certo, com o custo certo, com a qualidade 
certa, de forma humanizada e com equidade – com 
responsabilidades sanitária e econômica e gerando valor 
para a população”, essa definição largamente difundida 
pelos estudiosos brasileiros. 
Midiateca 
do curso
 
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O livro proporciona uma 
reflexão sobre a necessidade 
de superarmos a fragmenta-
ção do sistema, de nos organi-
zarmos corretamente diante 
da presença hegemônica das 
condições crônicas, de defini-
tivamente priorizarmos a 
qualificação da atenção 
primária à saúde como base e 
centro organizador das redes 
de atenção integral à saúde.
MENDES, Eugênio Vilaça.As 
Redes de Atenção à Saúde. 
Brasília: Organização Pan-Ameri-
cana da Saúde, 2011. 
Assista ao filme 
produzido pela 
FOP – UNICAMP 
sobre Redes de 
Atenção à Saúde.
https://www.youtube.com/watch?v=0N_9KKu15oM
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_de_atencao_saude.pdf
14
 
Objetivos das Redes de Atenção à Saúde (RAS)
 
A Portaria de Consolidação GM/MS nº 3 de 2017 (origem 
Portaria GM/MS nº 4279/2010) estabelece diretrizes para a 
organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS). Define Redes de Atenção 
à Saúde (RAS) como sendo arranjos organizativos de 
ações e serviços de saúde, de diferentes densidades 
tecnológicas que, integradas por meio de sistemas de 
apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a 
integralidade do cuidado. 
O objetivo da RAS, apresentado no anexo da Portaria 
de Consolidação nº 3/2017, é promover a integração 
sistêmica de ações e serviços de saúde com provisão de 
atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e 
humanizada, bem como, incrementar o desempenho do 
Sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica 
e sanitária; e eficiência econômica. 
O objetivo se caracteriza pela formação de relações 
horizontais entre os pontos de atenção com o centro 
de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), 
pela centralidade nas necessidades em saúde de 
uma população, pela responsabilização na atenção 
contínua e integral, pelo cuidado multiprofissional, pelo 
compartilhamento de objetivos e compromissos com os 
resultados sanitários e econômicos. Fundamenta-se na 
compreensão da APS como primeiro nível de atenção, 
enfatizando a função resolutiva dos cuidados primários 
sobre os problemas mais comuns de saúde e a partir do 
qual se realiza e coordena o cuidado em todos os pontos 
de atenção.
As RAS têm sido uma proposta para gerir políticas e 
projetos, onde os recursos são escassos e os problemas 
complexos, e onde os agentes públicos e privados passam 
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0003_03_10_2017.html
15
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
a compor uma rede de serviços como 
uma malha que interconecta e, ainda 
integram os chamados Pontos de 
Atenção à Saúde de determinado território.
 
As RAS se organizam, sistematicamente, 
nos diferentes níveis e densidades 
tecnológicas de atenção à saúde. Tem 
como objetivo articular e adequar as 
ofertas para o atendimento ao usuário, 
procurando melhorar a qualidade de 
vida das pessoas usuárias e os resultados 
sanitários do sistema de atenção à 
saúde. Busca a eficiência na utilização 
de recursos de saúde. Assim, para a 
lógica das RAS, um pronto-socorro e um 
centro de especialidades,
por exemplo, 
são igualmente importantes na garantia 
da atenção à saúde do usuário, pois 
ambos cumprem papéis específicos 
para necessidades específicas.
Pontos de atenção: 
Espaços em que são ofertados 
serviços de saúde, sendo todos 
igualmente importantes para 
o cumprimento dos objetivos 
da rede de atenção. Ex: 
domicílios, Unidades Básicas 
de Saúde, Ambulatórios de 
Especialidades, Serviços de 
Hemoterapia, Hematologia, 
os Centros de Atenção 
Psicossocial, as Residências 
Terapêuticas, entre outros. 
Os hospitais podem abrigar 
distintos Pontos de Atenção
à Saúde: o Pronto Atendimento,
a U n i d a d e d e C i r u r g i a 
Ambulatorial, o Centro Cirúrgico,
a Maternidade, a UTI, a Unidade
 de Hospital dia, entre outros.
Do ponto de vista clínico, a continuidade do cuidado 
associa-se a melhora na efetividade clínica, na capacidade 
da resposta dos serviços, na aceitabilidade e na eficiência 
do sistema de saúde. 
Do ponto de vista do usuário, as RAS melhoram o acesso 
aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS), aos outros 
níveis assistenciais quando requeridos, evita duplicação 
desnecessárias de histórias clínicas, procedimentos 
diagnósticos e de trâmites burocráticos: melhoram os 
processos de decisão compartilhada entre os profissionais 
e os usuários, facilitam a implementação de estratégias 
de autocuidado e seguimento de condições crônicas. 
(BRASIL, 2011).
16
 
Diretrizes e Estratégias para a sua 
Implantação 
A Portaria de Consolidação GM/MS nº 3/2017 apresenta 
os Fundamentos para que as Redes de Atenção à Saúde 
sejam efetivadas de forma eficiente e com qualidade. 
a. Economia de escala: É a diminuição dos custos 
médios de longo prazo à medida que aumenta 
o volume das atividades, assim os custos fixos 
são distribuídos por um maior número dessas 
atividades. Na prática, os serviços de menor 
densidade tecnológica, como os das Unidades 
Básicas de Saúde (UBS), são ofertados de forma 
dispersa, uma vez que se beneficiam menos da 
economia de escala, enquanto os serviços com 
maior densidade tecnológica, que se beneficiam 
mais da economia de escala, tendem a ser mais 
concentrados. Por exemplo: um Hospital Regional 
localizado em um município de maior porte que 
atenda a um conjunto de pequenos municípios 
da região.
b. Suficiência e Qualidade: Os recursos 
financeiros, humanos e tecnológicos devem 
estar presentes em quantidade suficiente para 
atender à determinada demanda e a expectativa 
da população. A qualidade desses serviços deve 
atingir os níveis e parâmetros preconizados pelo 
Ministério da Saúde. 
c. Acesso: Ausência de barreiras no momento 
em que o usuário ‘entra’ no sistema e quando 
se faz necessária a continuidade da atenção. As 
barreiras podem englobar várias dimensões, como: 
acessibilidade geográfica, disponibilidade de 
serviços e/ou profissionais, grau de acolhimento 
e vínculo, condição socioeconômica do usuário 
e outras. 
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
17
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
d. Disponibilidade de recursos: Engloba recursos 
físicos, financeiros, humanos e tecnológicos. 
Quanto mais escasso o recurso, mais ele deve ser 
concentrado; quanto mais disponível, mais deve 
ser disperso na rede de atenção à saúde. Exemplo: 
um neurocirurgião pediatra ou um tomógrafo, 
que são recursos escassos, seja pelo alto valor de 
aquisição ou por serem menos numerosos, devem 
estar concentrados. Ao contrário de um aparelho 
para aferir pressão arterial (esfignomanômetro) 
que é um recurso amplamente disponível, e por 
esta razão deve estar disperso na rede de atenção.
e. Integração Vertical: Tem como objetivo 
tornar o serviço integrado e integral do ponto de 
vista da atenção e das tecnologias disponíveis, 
concretizando um dos objetivos centrais do SUS. 
Integração vertical é a articulação de serviços de 
diferentes níveis de atenção, de qualquer ente 
federativo (municipal, estadual e federal), com 
fins lucrativos ou não, por meio de gestão única. 
Exemplo: o Programa Hiperdia de uma “Unidade 
A” encaminha um paciente diabético para o 
Programa especializado em diabetes do “Hospital 
B (público)”, que por sua vez resolve indicá-lo 
para terapia renal em um “Hospital C (privado), 
vinculado ao SUS”, que é o único no município que 
dispõe de tecnologia adequada. Essa integração 
vertical entre os diferentes serviços é feita mediante 
gestão municipal.
f. Integração Horizontal: É a junção de serviços 
semelhantes ou iguais para que os custos médios, 
de longo prazo, dos serviços diminuam com o 
aumento do volume das atividades oferecidas. 
Exemplo: O “Hospital A” uniu-se ao “Hospital B” 
(fusão ou aliança) para aumentar a produtividade, 
o que ocorrerá ou pelo aumento do número de 
18
 
leitos ou pela coordenação dos serviços oferecidos, 
de modo a eliminar a concorrência entre eles. 
g. Processos de substituição: definidos como 
o reagrupamento contínuo de recursos entre e 
dentro dos serviços de saúde. Tanto profissionais 
quanto processos e atividades são passíveis de 
substituição, reorganização ou aprimoramento. 
Exemplo: Os pacientes com uma condição crônica 
de saúde, embora estáveis, que permanecem 
longos períodos internados nos hospitais, no 
processo de substituição, a atenção a esses 
pacientes, quando possível, passa a ocorrer pelo 
acompanhamento de uma equipe da Atenção 
Domiciliar, e não mais pela equipe hospitalar. 
h. Região de Saúde ou Abrangência: é a área 
geográfica de abrangência para a cobertura 
de uma determinada RAS. São normalmente 
denominados distritos, territórios ou regiões 
sanitárias. Dependendo da situação específica, 
uma rede pode abarcar bairros, regiões, cidades. 
Para delimitação desses territórios, pode ser 
considerado exclusivamente o critério geográfico, 
ou agregar a ele aspectos socioculturais ou 
epidemiológicos. Assim, os territórios são espaços 
de responsabilização sanitária de uma determinada 
equipe e serviços de saúde. Podem ser territórios 
macrorregionais, microrregionais, municipais ou 
micro-área. 
i. Níveis de atenção: são arranjos produtivos 
conformados segundo as densidades tecnológicas 
singulares, variando do nível de menor densidade 
(APS), ao de densidade tecnológica intermediária 
(atenção secundária à saúde), até o de maior 
densidade tecnológica (atenção terciária à saúde). 
São fundamentais para o uso racional de recursos 
e economia de escala.
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
19
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Além desses fundamentos, as RAS também apresentam 
atributos importantes a serem considerados durante seu 
processo de planejamento e implementação. 
Atributos são qualidades e características inerentes 
àquilo a que se referem.
• População e território definidos com amplo 
conhecimento de suas necessidades e preferências 
que determinam a oferta de serviços de saúde; 
• Estabelecimentos de saúde que prestam serviços 
de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, 
gestão de casos, reabilitação e cuidados paliativos; 
• Serviços especializados com prestação 
de serviços em lugar adequado; 
• Mecanismos de coordenação – continuidade 
do cuidado e integração assistencial por 
todo o contínuo da atenção à saúde; 
• Saúde centrada no indivíduo, na família 
e na comunidade, levando em conta 
as particularidades culturais, gênero, 
assim como a diversidade da população; 
• Sistema de governança único para toda a 
rede com propósito de criar missão, visão 
e estratégias; definir objetivos e metas 
cumpridos no curto, médio e longo prazo; 
• Participação social de maneira ampla; 
• Gestão integrada dos sistemas, de 
apoio administrativo, clínico e logístico; 
• Recursos humanos suficientes: competentes, 
comprometidos e com incentivos pelo alcance de 
metas da rede;
20
 
• Sistema de informação integrado que 
vincula todos à rede, com identificação de 
dados por sexo, idade, lugar de
residência, 
origem étnica e outras variáveis pertinentes; 
• Financiamento tripartite garantido 
e suficiente, alinhado com as metas; 
• Ação Intersetorial e abordagem dos 
determinantes da saúde e da equidade em saúde; 
• Gestão baseada em resultados.
Os fundamentos e atributos , na prática, são essenciais 
para efetividade das ações quando da constituição das 
RAS, já que, juntos, contribuirão para o alcance dos 
princípios e diretrizes do SUS. 
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
21
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
A Estrutura Operacional das 
Redes de Atenção à Saúde (RAS) 
As mudanças demográficas com a queda das taxas 
de fertilidade, o aumento da expectativa de vida e o 
envelhecimento da população incidem fortemente sobre 
o perfil epidemiológico da população e sobre a demanda 
aos serviços de saúde. 
O aumento das condições crônicas, responsáveis por 
66% da carga de doenças no Brasil, as comorbidades, 
com os estilos de vida pouco saudáveis, o incremento da 
violência, sofrimento psíquico e drogadição e o convívio 
com problemas associados à pobreza e à exclusão social, 
exigem Redes de Atenção à Saúde (RAS) coordenadas 
pela APS. 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), 
um sistema de saúde baseado na atenção primária supõe 
um enfoque amplo de organização e operação dos 
sistemas de saúde, que faz do direito a alcançar o maior 
nível de saúde possível seu principal objetivo, ao mesmo 
tempo em que maximiza a equidade e a solidariedade 
do sistema. 
Um sistema baseado na atenção primária será conformado 
por um conjunto de elementos estruturais e funcionais 
que garantam cobertura e acesso universal aos serviços, 
os quais são aceitáveis para a população, e promovem 
a equidade. Proporciona atenção integral, integrada e 
apropriada ao longo do tempo, com ênfase na prevenção 
e na promoção e garantia do primeiro contato do usuário 
com o sistema, elegendo as famílias e comunidades como 
base para a planificação e ação.
A construção de redes temáticas de atenção à saúde, 
como as redes de atenção às mulheres e às crianças, as 
redes de atenção às urgências, e outras é uma opção para 
estruturar e operacionalizar as RAS, onde se verifica na 
Figura 1, que os sistemas de apoio, os sistemas logísticos 
 
 
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Capítulo 3 – 
Processo de 
Implantação das 
Redes Temáticas 
Pactuadas no 
SUS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/implantacao_redes_atencao_saude_sas.pdf
G
ov
er
n
an
ça
21
 
Figura 1
ESTRUTURA OPERACIONAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE
Atenção Primária à Saúde
Fonte: Mendes (2011).
RT1 RT2 RT3 RT4 RT5
Sistemas de Transporte 
Sanitário
Sistemas de Apoio
Diagnóstico
Sistemas de Assistência
Farmacêutica
Sistemas de Informação 
em Saúde
Central de Regulação
Prontuário Único
Cartão SUS
Sistemas logísticos: Oferecem soluções 
em saúde baseadas nas tecnologias de 
informação, voltadas para promover 
a eficaz integração e comunicação 
entre pontos de atenção à saúde e os 
sistemas de apoio. Podem referir-se a 
pessoas, produtos ou informações, e 
estão fortemente ligados ao conceito de 
integração vertical. Os sistemas logísticos 
são: identificação do usuário por meio 
do Cartão Nacional do SUS; prontuário 
clínico; sistema de acesso regulado à 
atenção e sistemas de transporte.
Sistemas de apoio: Locais onde são 
prestados serviços de saúde comuns 
a todos os pontos de atenção. São 
constituídos por 3 sistemas principais: 
sistemas de apoio diagnóstico e 
terapêutico; sistema de assistência 
farmacêutica e sistemas de informação 
em saúde. 
22
 
A governança das Redes de Atenção à Saúde, no SUS, 
deve ser feita pelas Comissões Intergestores; Comissões 
Intergestores Tripartite, no âmbito federal; Comissões 
Intergestores Bipartite, no âmbito estadual e nas regiões 
de saúde, Comissões Intergestores Regionais.
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
23
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
e o sistema de governança são comuns a todas as redes 
temáticas e organizam-se de forma transversal nas RASs.
No Brasil, é possível identificar um esforço para a 
implantação de diversas RAS nos sistemas municipais e 
estaduais de saúde. 
O Ministério da Saúde definiu como compromissos 
prioritários de governo a organização das redes temáticas: 
materno-infantil (Rede Cegonha), a Rede de Atenção às 
Urgências e Emergências e a Rede de Atenção Psicossocial 
com ênfase no enfrentamento do crack e outras drogas, 
Rede Viver sem limites e Redes de Condições Crônicas 
(obesidade, doenças pulmonares, oncologia).
As Portarias que instituem as Redes Temáticas acima 
citadas foram revogadas pela Portaria de Consolidação 
GM/MS nº 3 de 2017.
As redes temáticas têm normatizações específicas para a 
sua organização nos territórios e contam com incentivos 
financeiros. 
Todas elas se inserem nas redes regionais, por 
exemplo: a Rede de Urgência e Emergência (RUE) 
indica, transversalmente, os vários pontos de atenção, 
a importância da organização de processos de trabalho 
de acolhimento, educação permanente, informação e 
regulação. Insere instrumentos de gestão do cuidado, 
como no caso da importância e centralidade que tem na 
RUE o acolhimento com classificação de risco, baseado 
 omixám opmet o enifed euq ,retsehcnaM ed olocotorP on
de atendimento por escala de cores, identificadas em 
pulseiras recebidas pelo paciente, após aplicação de 
algoritmo de risco aplicado por enfermeiros. 
24
 
Figura 2 
COMPONENTES E INTERFACES DA REDE DE ATENÇÃO 
ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS
Acolhimento
Qualificação Profissional
Informação
Regulação
Atenção Básica
ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO
DE RISCO E MAIOR RESOLUTIVIDADE
Pr
om
oç
ão
 e
 P
re
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nç
ão
Sa
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Es
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SU
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A
te
nç
ão
 D
om
ic
ili
ar
Fonte: SAES/MS, 2011.
É o que se observa na Figura 2.
Independentemente do tipo ou quantidade de Redes 
Temáticas (RT) de atenção à saúde, elas sempre terão 
como centro coordenador unidades e equipes da APS, 
que por sua vez ordenarão os fluxos e contrafluxos, junto 
aos pontos de atenção secundários e terciários que 
pertencem a esta RT, por meio dos sistemas logísticos, 
e contando com o auxílio dos sistemas de apoio. Todo 
esse conjunto será gerido por um sistema de governança 
Inter federativo e transversal.
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
25
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Então, para que se desenvolva Atenção Primária em Saúde 
forte e sustentável, capaz de impactar nos indicadores de 
saúde, proporcionando qualidade, equidade, relevância 
e melhor custo efetividade, deve estar integrada à rede 
de serviços de saúde. Essa rede, centrada na Atenção 
Primária à Saúde, deve permitir a prestação de assistência 
contínua a determinada população, no tempo certo, no 
lugar certo, com o custo certo e com a qualidade certa. 
Seguindo as características que lhe são atribuídas, deve 
compartilhar seus encaminhamentos com os demais 
níveis de atenção, por meio de transferências temporais 
do cuidado, e, na maior parte das vezes, por uma atenção 
compartilhada de curto ou longo prazo, dependendo da 
gravidade, das habilidades especializadas, da recorrência 
dos agravos, enfim, da estratégia do cuidado utilizada.
Reflita:
 a ednetne êcov omoC
Regulação fazendo parte do 
Sistema Logístico na estrutura 
Operacional das Redes de 
Atenção à Saúde, conforme 
apresentado na Figura 1.
Página 448: 
“O sistema de acesso 
regulado à atenção à 
saúde”
MENDES, E. V. As Redes 
de atenção à Saúde. 
Brasilita, DF: Organização 
Pan-Americana da Saúde,
2011.
Saiba 
mais
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https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_de_atencao_saude.pdf
26
 
A clássica figura de uma pirâmide, representando um 
modelo de saúde,
em cuja base estariam as unidades 
básicas de saúde, cobrindo grupos populacionais 
definidos (área adstrita), na parte intermediária a atenção 
secundária, com as especialidades clínicas e cirúrgicas e 
o apoio diagnóstico e terapêutico, serviços de urgência 
e emergência e hospitais gerais, e no topo os hospitais 
com alta densidade tecnológica, tenta traduzir a proposta 
de regionalização e hierarquização dos serviços, em que 
o espaço da rede básica seria o local privilegiado para 
superar o modelo hegemônico do pronto atendimento, 
da queixa-conduta, que além de caro e pouco efetivo, 
é pouco resolutivo, impessoal, deseducador, não cria 
vínculos e banaliza a assistência.
Com base no 
que você viu até 
agora, reflita:
“A integração dos serviços de 
saúde melhora o acesso, reduz 
a fragmentação do cuidado 
assistencial, melhora a eficiência 
global do sistema de saúde, evita 
a duplicação de infraestrutura e 
serviços, diminuem os custos de 
produção e respondem melhor às 
necessidades e expectativas das 
pessoas.” (MENDES, 2010)
“A redução de custos de produção 
se obtém pela melhora do 
custo-efetividade dos serviços, 
redução de hospitalizações 
desnecessárias, diminuição da 
utilização excessiva de serviços e 
exames diagnósticos, diminuição 
da permanência hospitalar, 
melhorias nas economias de 
escala e de produção conjunta 
e nos volumes de produção e de 
produtividade, que se associam 
a melhorias na qualidade da 
atenção.” (MENDES, 2010)
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
27
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Portando, a proposta de rede, supera a concepção da 
conformação geográfica da pirâmide, cuja armadilha é a 
tradução do fluxo hierarquizado das pessoas no sistema, 
e orienta-se para um desenho circular, ficando abertas 
as possibilidades de entrada dos usuários, por meio da 
creche, escola, culto religioso, quartel, pronto-socorro 
ou clínica especializada, desde que qualificadas para o 
acolhimento e o reconhecimento dos grupos vulneráveis e 
capazes de organizar as demandas ao tipo de atendimento 
mais adequado ao seu caso, coordenadas por uma equipe/
profissional autora do “projeto terapêutico” de cada 
indivíduo, respeitando sua maneira individual de caminhar 
na vida com certa qualidade. 
Se a prática da Atenção Primária em Saúde não tiver a 
resolubilidade esperada, a porta de entrada permanecerá 
sendo as emergências dos hospitais e das unidades de 
pronto atendimento, e os ambulatórios de especialidades 
manterão sua clientela, não “as devolvendo” à rede básica, 
enfim, cria-se uma instabilidade da pirâmide que nos 
remete a outros “desenhos” de rede.
28
 
Agora você já conhece o processo histórico, a evolução 
conceitual das RAS, os fundamentos e atributos que 
as constitui, apresentaremos a seguir três elementos 
principais e as ferramentas necessárias para sua adequada 
operacionalização. 
Os três elementos constitutivos, juntos, compõem as 
RAS: população, estrutura operacional e modelo de 
atenção à saúde. Sem a presença de qualquer um desses 
elementos, é impossível implantar uma RAS capaz de 
cumprir com seu papel.
1. A população e a área geográfica ficam sob 
responsabilidade de uma RAS, que ocupa a 
região de saúde definida pelo Plano Diretor 
de Regionalização e Investimentos (PDRI). 
 
2. A estrutura operacional é formada pelos 
pontos de atenção das redes e pelas ligações 
materiais e imateriais que integram esses 
diferentes serviços, como vimos os pontos de 
atenção, sistemas de apoio e logísticos, e outros. 
 
3. O Modelo de atenção à saúde. Pode ser 
definido como: “um sistema lógico que organiza 
o funcionamento das RAS, articulando, de 
forma singular, as relações entre a população 
e suas subpopulações (grupos) estratificadas 
por riscos, os focos das intervenções do 
sistema de atenção à saúde e os diferentes 
tipos de intervenções sanitárias, definido em 
função da visão prevalecente da saúde, das 
situações demográfica e epidemiológica e 
dos determinantes sociais da saúde, vigentes 
em determinado tempo e em determinada 
sociedade ”. (MENDES, 2011)
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
29
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Os modelos de atenção à saúde devem subsidiar a 
formação e implantação das RAS, e também ter as 
condições crônicas, como foco prioritário, e não somente 
as condições agudas.
Assim: 
a. Modelos de atenção às condições agudas. 
São modelos que atendem às condições agudas 
e aos eventos agudos de doença crônica, e 
têm como objetivo identificar, no menor tempo 
possível, a gravidade de uma pessoa em situação 
de urgência ou emergência e definir o ponto 
de atenção adequado à situação. É o modelo 
que hegemonicamente tem sido adotado pelos 
gestores do SUS. 
b. Modelo de atenção às condições crônicas. 
Desenvolvido pela equipe do MacColl Institute 
for Healthcare Innovation, nos Estados Unidos, 
o Modelo de Atenção Crônica, ou Chronic Care 
Model (CCM) na tradução literal, constitui-se em 
uma solução complexa e sistêmica para o problema 
da atenção às condições crônicas. 
O Modelo de Atenção às condições crônicas é composto 
por seis elementos, que inter-relacionados, permitem 
aos usuários estarem informados e serem ativos, bem 
como permitem à equipe produzir melhores resultados 
funcionais e sanitários para a população. 
Entre os elementos, estão mudanças relacionadas: 
1. à organização da atenção à saúde, 
2. ao desenho do sistema de prestação de serviços, 
3. ao apoio às decisões técnicas, 
4. ao sistema de informação clínica,
5. ao apoio ao autocuidado, e
6. à articulação dos serviços de saúde com os recursos 
da comunidade.
Midiateca 
do curso
 Assista ao vídeo do 
Eugênio V. Mendes 
sobre a APS nas 
Redes de Atenção 
à Saúde.
https://www.youtube.com/watch?v=_U9Yx02xwgA
30
 
As diferenças entre as redes de atenção às condições 
crônicas e às condições agudas estão relacionadas ao papel 
da APS. Nas redes de atenção às doenças crônicas, a APS 
é o centro de comunicação das RAS, tendo como função 
a coordenação dos fluxos dentro de toda a rede. Já nas 
redes de atenção às condições agudas, a APS não faz parte 
do centro de comunicação, tornando-se um importante 
ponto de atenção à saúde (“nó”), sem cumprir a função 
central de coordenação de fluxos e contrafluxos da rede.
Agora vocês vão conhecer 6 ferramentas que conduzem 
a padrões clínicos ótimos; a diminuição de riscos para 
os usuários e profissionais; ao aumento da eficiência; a 
prestação de serviços efetivos e melhoria na qualidade 
da atenção à saúde (MENDES, 2010).
a) Diretrizes clínicas: São recomendações desenvolvidas 
de modo sistemático, baseadas em evidências, que 
orientam decisões dos profissionais de saúde em um 
caso clínico: envolve ações de prevenção, promoção e 
assistência. São conhecidas como protocolos ou linhas-
guia, pois viabilizam a comunicação entre as equipes e 
serviços, e orientam as Linhas de Cuidado. 
Exemplo: diretriz clínica para diagnóstico/ tratamento da 
fibrose cística. 
b) Linhas de Cuidado: forma de articulação de recursos 
e práticas de saúde entre as unidades de atenção de 
uma região (primária, secundária ou terciária), com 
acolhimento e condução dos usuários pelas possíveis 
vias de diagnóstico e tratamento dentro da rede de saúde. 
Exemplo: linha de cuidado do parto e puerpério; linha 
de cuidado do diabetes e hipertensão arterial; linha de 
cuidado da obesidade.
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
31
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
c) Gestão da condição de saúde: processo que envolve 
a superação do modelo de atenção focado no indivíduo, 
utilizando procedimentos curativos e reabilitadores, 
para uma abordagem baseada na população local, que 
identifica indivíduos em risco e tem foco na promoção 
da saúde e/ou na ação preventiva, com intervenção 
precoce, a fim de alcançar resultados satisfatórios com 
custos reduzidos.
d) Gestão de caso: processo que se desenvolve entre o 
profissional de saúde e o usuário, visando ao planejamento, 
monitoramento e avaliação das ações e serviços de saúde, 
de acordo com as necessidades do indivíduo. É o plano 
de cuidado que será posto em prática pelo profissional de 
saúde para responder à demanda de saúde do usuário. 
e) Auditoria clínica: análise crítica e sistemática da 
qualidade da atenção à saúde. Não pode ser confundida 
com a auditoria realizada pelo Sistema Nacional de 
Auditoria (SNA). Tem como foco os usuários dos serviços 
de saúde, em um contexto favorável à melhoria da eficácia 
clínica, objetivando maximizar os resultados clínicos. 
Exemplo: quando o gerente quer conhecer e melhorar os 
serviços da Pediatria, ele pode reter, por amostragem ou 
não, certa quantidade de prontuários clínicos para analisar 
os procedimentos que foram realizados pela equipe e 
como foram registrados os dados em prontuário. 
f) Lista de espera: o ordenamento dos usuários dos 
serviços em determinados pontos de atenção à saúde, 
partindo de critérios claros de necessidades e riscos, 
de modo a garantir a transparência deste processo 
nos sistemas de saúde. Estas ferramentas de micro 
gestão possibilitarão não só a integração dos pontos de 
atenção, mas também permitirão uma reestruturação 
dos processos e trabalhos em equipe multiprofissional, 
32
 
com vistas à melhoria das ações interdisciplinares. O uso 
de ferramentas de micro gestão qualificadas permitirá 
a adequada implantação e funcionamento das RAS em 
nível local. 
Listas de espera longas e demoradas indicam uma 
disparidade entre oferta e demanda por serviços de 
saúde, e hoje constituem um grande obstáculo a ser 
superado pelo SUS. 
Essas ferramentas de “micro gestão” possibilitam não 
só a integração dos pontos de atenção, mas também 
permitem uma reestruturação dos processos e trabalhos 
em equipe multiprofissional, com vistas à melhoria das 
ações interdisciplinares.
O uso dessas ferramentas permitirão a adequada 
implantação e funcionamento das RAS em nível local. 
Midiateca 
do curso
Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
Assista à palestra 
online que apresenta 
o conceito de Rede 
de Atenção à Saúde, 
bem como as regula-
mentações, funda-
mentos, atributos e 
elementos constituti-
vos de cada rede 
temática. Com foco 
na discussão sobre o 
papel da Atenção 
Básica à Saúde na 
Rede de Atenção e 
seus desafios para a 
sua implementação.
Uma experiência do 
Estado de Santa Cata-
rina.
https://www.youtube.com/watch?v=8SP76KUXpCo
33
Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
Você viu até agora que as Redes de Atenção à Saúde no SUS 
são caracterizadas pela formação de relações horizontais 
entre todos os pontos de atenção tendo como o centro de 
comunicação a APS pela centralidade nas necessidades em 
saúde de uma população; pela responsabilização com a 
atenção contínua e integral; pelo cuidado multiprofissional; 
e pelo compartilhamento de objetivos e compromissos 
com os resultados sanitários e econômicos.
Principais Impactos da Implantação 
das RAS nos Sistemas de Saúde (OMS) 
Para finalizar este módulo, veja os principais impactos 
identificados pela Organização Pan-Americana da Saúde 
(OPAS) quando da implementação de Redes de Atenção 
nos Sistemas de Saúde.
• Redução da fragmentação da atenção;
• Melhora da eficiência global do sistema; 
• Impedimento da multiplicação de infraestrutura e 
serviços de forma desordenada e desorganizada; 
• Melhor atendimento às necessidades e expectativas 
dos indivíduos; 
• Melhora no custo efetividade dos serviços de 
saúde; 
• Redução de hospitalizações desnecessárias; 
• Redução da utilização excessiva de serviços e 
redução do quantitativo de exames realizados;
• Redução no tempo de permanência hospitalar; 
• Aumento de produtividade; 
• Melhora na qualidade da atenção; 
• Produção de uma oferta balanceada de atenção 
geral e especializada;
• Continuidade da atenção, gerando uma maior 
efetividade clínica; 
34
 
• A utilização de diferentes níveis de atenção pelos 
indivíduos é facilitada; 
• Aumento na satisfação dos usuários; 
• Melhora no autocuidado.
Leia a afirmação da OMS e faça uma reflexão sobre as 
ações da Regulação no enfrentamento dos problemas 
de saúde nos Modelos de Rede de Atenção às condições 
agudas e crônicas.
“Os sistemas de saúde predominantes em 
todo mundo estão falhando, pois não estão 
conseguindo acompanhar a tendência 
de declínio dos problemas agudos e de 
ascensão das condições crônicas. Quando 
os problemas de saúde são crônicos, o 
modelo de atenção às condições agudas 
não funciona”. 
Mendes (2011).
“
Reflita:
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34
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36
 
Referências
 
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República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado 
Federal, 1988.
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saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/Matriz-3-
Redes.html. Acesso em: 28 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. 
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https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/implantacao_
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Controle de Sistemas. Curso básico de regulação, 
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A sociedade em rede. 4. ed. São 
Paulo: Paz e Terra, 2000. v. 1.
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Módulo 4 Redes de Atenção à Saúde
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Ministério da Saúde Curso 1: Regulação de Sistemas de Saúde do SUS
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26, n. 2, abr./jun. 2017.
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MENDES, E. V. As Redes de Atenção à Saúde. 
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https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBYASKfH9fjZCq3Fst7lM-TVUM0xUMlk2NFlNR01XNjNHSUc1U0taQkpJUSQlQCN0PWcu
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