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Eixo: Inovação e Sustentabilidade Modalidade: Ensino Técnico CHOCADEIRA ARTESANAL Alisson Flores São João¹, Adroaldo Moreira Duarte¹, Felipe Honorio Pereira¹, Graziela Leandra Gomes Rodrigues ¹ , Rosele Fialho Abreu², José Otávio Pinto Castilho³ 1- Aluno da Escola Estadual de Educação Profissional Dom Pedrito 2- Professor da Escola Estadual de Educação Profissional Dom Pedrito Médica Veterinário 3- Professor da Escola Estadual de Educação Profissional Dom Pedrito M.Sc Zootecnista 1- Introdução Uma incubadora é uma máquina que tem como função principal proporcionar calor e umidade estável e constante, permitindo assim o desenvolvimento do embrião, e assim, o seu nascimento. Há várias razões pelas quais uma chocadeira pode ser usada. Uma delas é que o criador de aves pode querer chocar alguns pássaros, mas nenhuma das fêmeas estarem prontas para pôr ou chocar os ovos. Chocadeiras podem ser usadas também por avicultores de larga escala para produção comercial. A possibilidade de construir uma chocadeira visa economia com o aumento da produção não interferindo na qualidade, elevando a capacidade de renda na propriedade. Uma chocadeira, ou incubadora de ovos, é usada para chocar ovos de aves ou répteis. A incubadora mantém os ovos aquecidos, permitindo que os fetos dentro deles cresçam e choquem sem a presença da mãe. Chocadeiras são ajustadas a 37.5°C (99.5°F) para que os ovos sejam nela chocados, além disso, algumas possuem regulagem de umidade e rolagem automática. Chocadeiras são mais comumente usadas para chocar ovos de galinha, mas podem ser usadas para qualquer tipo de pássaro, de galinhas e patos até pinguins e avestruzes, além da possibilidade de serem usadas para ovos de répteis, embora não seja tão comum. A elaboração de uma chocadeira artesanal, de baixo custo e fácil mão de obra, através do aproveitamento de materiais recicláveis, disponíveis, possibilita um aumento na produção e incremento da renda familiar através da comercialização. O objetivo deste trabalho, foi facilitar o processo de uma produção caseira e o reaproveitamento de materiais recicláveis. Sendo que o presente projeto foi desenvolvido em uma residência privada. 2- REFERENCIAL TEÓRICO Nos últimos anos aconteceram várias modificações no quesito incubadora de ovos, dos quais se destacam: introdução do monitoramento por computador, controle das máquinas, automatização de vários processos diários de operação. E também se obteve uma conscientização pela importância da incubadora no controle de doenças. A vantagem que as incubadoras oferecem não é só a larga escala de produção, mas também a razão de serem práticas e controláveis pelo homem. Por isso que atualmente ela vem substituindo muito a incubação natural. Outro fator é a grande divulgação de se criarem raças finas, que só dão bom resultado no processo artificial. O nascimento é influenciado por diversos fatores, tanto de responsabilidade do incubatório como do próprio produtor. Na escolha dos ovos para se obter pintos de boa qualidade tem de mantê-los em ótimas condições, desde a sua postura até quando é colocada na incubadora, pois o ovo contém muitas células vivas. Depois de sua postura na melhor das hipóteses seu potencial de nascimento pode ser mantido, mas nunca melhorado. Mesmo que os reprodutores apresentem condições e estados favoráveis a obtenção de bons ovos férteis, isso não significa que os seus ovos sejam todos de boa qualidade para incubação. No entanto os que são rejeitados para incubação podem ser destinados ao consumo. Na seleção há alguns ovos que não são aptos para incubação, como: sujos, quebrados, ovos de tamanho muito grande ou de gema dupla, qualidade de casca frágil e ovos deformados. Há variações também na cor do ovo pela hora de incubação, como: ovos de casca branca nascem em uma ou duas horas a menos do que os ovos de casca vermelha. No seu tamanho, ovos maiores demoram mais para nascer. E a sua diferença em gramas nos ovos. É fato que para uma eclosão 100% satisfatória devem-se utilizar ovos frescos, de preferência do dia anterior. O máximo para conseguir bons resultados são oito dias. Mas se utilizar ovos com duas semanas não se é mais recomendado, pois o ovo já está mais velho e não dará um resultado satisfatório. Para a conservação dos ovos até o dia que colocará no incubatório o limite de temperatura é 0°C, sendo o ideal 10 a 14°C. Até 0°C não possui perigo de morte do embrião, no caso do interior do ovo não chegar ao congelamento. O tempo de incubação é de 480 horas a 504 horas (20 a 21 dias). A temperatura é de 37,5ºC para incubadoras de ar forçado, no caso que contenham uma ventoinha em seu interior. Já nas que não possuem ventilação a temperatura é de 38°C. Para quem pretende incubar uma quantidade maior de ovos, no caso acima de 30 ovos, seja para criação doméstica ou para venda, precisa fazer a miragem dos ovos, isso serve para saber quais ovos estão férteis. Isso evita maior perda posteriormente. Há um aparelho especial chamado ovoscópio, que consiste em se colocar o ovo diante de uma luz forte (o recomendado é a luz fosforescente, pois a de led produz radiação que prejudica no desenvolvimento do embrião), e examinará dentro desse foco. Então chamado de miragem dos ovos. Este ovoscópio pode ser feito de madeira ou de papelão grosso, sendo que deve haver uma tampa com que possa abrir a qualquer momento para colocar a luz. Para viragem dos ovos pode ser automática ou manual. Na manual é necessário utilizar uma luva, pelo menos duas vezes ao dia. Já a automática é mais fácil, pois ela faz todo o trabalho. Também existe a semi-automática que é a que utilizamos, onde ela é feita duas ou quatro vezes ao dia, mas não tem contato com o ovo. Alguns fatores devem ser levados em conta na escolha de uma incubadora ou de uma galinha choca, que são: Sistema de produção e quantidade de ovos a ser incubada; Necessidades de mão-de-obra; Investimento na compra ou construção duma incubadora e a sua operação; E os resultados comparados das galinhas chocas e incubadoras. Uma incubadora é uma boa opção se você não tiver nenhuma criação de galinhas ou nenhuma galinha choca em sua propriedade. Sendo também possível aumentar a produção. Já a sua maior desvantagem é ser dependente de uma fonte de energia em todo o seu processo, e na sua ausência poderá afetar os embriões, sendo no meio do período de incubação. Por isso o processo artificial é muito utilizado, porque pode haver situações que sua ave não esteja choca, e não há como forçar isso. E, além disso, o limite de ovos posto pela mesma não equivale a quantidade que pode se utilizar em uma incubadora, notando também que se pode usar variadas raças de aves em uma mesma incubação. Durante a incubação poderá ocorrer alguns acidentes, que poderão ser evitados assim como a queda de energia que é uma das principais preocupações que ocorrem, pois há propriedades ou até mesmo residências que não possuem um gerador, que tem um papel atuante de muita importância. Outro fator que preocupa muito é o manuseio com os ovos, que devem ser muito cuidadosos, para não afetar o embrião em fase de desenvolvimento. 3- METODOLOGIA O presente projeto desenvolvido em uma residência privada com a proposta de pesquisa, podem se apresentar de dois critérios como: Descritiva e Experimental. Dentro desta abordagem, quanto os fins, a presente pesquisa apresenta-se descritiva, pois expõe características de uma chocadeira num processo de incubação artificial. E experimental, pois houve vários testes de acordo com as pesquisas. Os métodos corretos para se obter um resultado satisfatório: Precisa-se manter uma temperatura ideal, que seria de 37ºC a 38ºC a ideal; Deve-se manter um recipiente com água, para não haver ressecamento dos ovos; Devem-se virar os ovosde 2 a 4 vezes ao dia, para que a temperatura seja igual em ambas as extremidades; É importante conter entradas de ar, para que a umidade relativa do ar seja instável, não deixando haver o aumento da temperatura, e também haja a oxigenação do local; Precisando de um termômetro ou um termostato para regular a temperatura diariamente; 4- RESULTADOS E DISCUSSÕES Durante o processo de incubação notou-se que é houve a temperatura ideal de 37,5°C sendo constante durante o período de incubação. A partir do décimo nono dia de incubação a temperatura pode baixar para os 36,1°C, pois os pintos já estão produzindo calor. No dia 03/10/2016 que seria o vigésimo segundo dia de incubação dos ovos, foi feita a ovoscopia deles para descobrir o motivo de não terem chocado. Observou-se que alguns não eram galados, mas um especifico se desenvolveu. Apenas morreu em um determinado espaço de tempo. Concluindo então que a chocadeira feita artesanalmente funciona. 5- CONSIDERAÇÕES FINAIS Observou-se que houve grandes possibilidades na montagem de uma chocadeira semi-automático para produção de pintos. 6- REFERENCIAS Clube Rural, Como fazer uma chocadeira. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zMWAliy9VZo Acessado em : 28/05/2015 A chocadeira, O que é uma chocadeira. Disponível em: http://www.a-chocadeira.com.br/p/o-que-e-uma- chocadeira.html Acessado em : 28/05/2015 Incubação Artificial Disponível em: http://galinhasalverca.8m.com/photo6.html Acessado em: 29/05/2015 Guia de Manejo de Incubação Disponível em:http://www.cobb-vantress.com/docs/default- source/guides/2013_Hatchery_Guide_PORT_Pag.pdf Acessado em: 05/06/2015 Incubação Artificial dos Ovos e Manejo do Incuba tório Parte 2 Disponível em: http://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/NILVAKAZUESA KOMURA/aula_13_incubacao_parte_2_2013.pdf Acessado em : 10/06/2015 Melhora da Incubação de Ovos e Criação de Pintos Disponível em: http://publications.cta.int/media/publications/downloads/1675_PDF.pdf, Acessado em: 07/04/2017 Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, Curso de avicultura, 1973. Acessado em 15/06/2016. https://www.youtube.com/watch?v=zMWAliy9VZo http://www.a-chocadeira.com.br/p/o-que-e-uma-chocadeira.html http://www.a-chocadeira.com.br/p/o-que-e-uma-chocadeira.html http://galinhasalverca.8m.com/photo6.html http://www.cobb-vantress.com/docs/default-source/guides/2013_Hatchery_Guide_PORT_Pag.pdf http://www.cobb-vantress.com/docs/default-source/guides/2013_Hatchery_Guide_PORT_Pag.pdf http://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/NILVAKAZUESAKOMURA/aula_13_incubacao_parte_2_2013.pdf http://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/NILVAKAZUESAKOMURA/aula_13_incubacao_parte_2_2013.pdf http://publications.cta.int/media/publications/downloads/1675_PDF.pdf