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Victor Velloso – FASAI 23.1 1 ➜ Ossos dos membros inferiores ⇀ O fêmur é o maior osso do corpo e sua extremidade proximal se articula com o acetábulo formando a articulação pélvica, enquanto sua extremidade distal se articula com a ulna e a patela, formando a articulação do joelho. Trocânter maior e menor; epicôndilo lateral e medial. Face patelar. Linha pectínea = músculo pectíneo ⇀ Assim como no braço, o esqueleto da perna é formado por 2 ossos: Tíbia mais medial e fíbula mais lateral aderida à tíbia. ⇀ A face medial e a margem anterior da tíbia se encontram diretamente sob a pele e, portanto, são fáceis de palpar. A tuberosidade da tíbia serve como inserção para o músculo quadríceps femoral sobre o ligamento da patela. ⇀ A extremidade distal da fíbula é formada pelo maléolo lateral, que apresenta a face articular do maléolo lateral para a articulação superior do tornozelo. ⇀ Proximalmente esses ossos são unidos pela articulação tibiofibular. Devido à presença de dois ligamentos (ligamento anterior da cabeça da fíbula e ligamento posterior da cabeça da fíbula), esta articulação é uma anfiartrose, sem grandes possibilidades de movimento. ⇀ Distalmente são unidos pela sindesmose tibiofibular. Esta articulação também é reforçada por dois ligamentos (ligamentos tibiofibulares anterior e posterior), que estão ligados ao tornozelo para a formação do “encaixe do tornozelo”. Entre eles há uma membrana interóssea. ⇀ A articulação do joelho é formada pela articulação femorotibial e femoropatelar. ⇀ Os côndilos do fêmur de contorno ovoide se articulam com os côndilos tibiais. ⇀ A patela é um osso sesamoide que se localizam distal e anteriormente ao fêmur. ⇀ Posteriormente, a patela apresenta a face articular para a associação aos dois côndilos do fêmur. Ela está inserida com sua face anterior no tendão terminal do músculo quadríceps femoral. Distalmente à patela, o tendão é chamado de ligamento da patela, fixado à tuberosidade da tíbia. A patela é, portanto, um osso sesamoide, e serve como hipomóclio1 para o tendão do músculo quadríceps femoral. Victor Velloso – FASAI 23.1 2 ⇀ A patela aumenta a vantagem mecânica dos extensores do joelho em até 50%. ⇀ Há 2 meniscos, também conhecidos como cartilagens semilunares, compostos de fibrocartilagem que servem para diminuir as incongruências entre os acidentes ósseos: Menisco lateral e medial. ⇀ O platô tibial medial é bem adaptado para sua função de sustentação de peso durante o apoio, com área de superfície maior e cartilagem articular mais espessa do que o platô lateral. A posição superficial da tíbia é usada em medicina de urgência para a administração de líquidos através de um acesso intraósseo. Caso o acesso de uma veia de maior calibre não seja possível, a região tibial distal à tuberosidade da tíbia pode ser perfurada de modo emergencial, com a aplicação de uma cânula. A fíbula é utilizada como material de reposição óssea no campo da cirurgia bucomaxilofacial. Uma vez que a fíbula não faz parte da articulação do joelho e a linha de suporte do membro inferior geralmente corre apenas através da tíbia, os segmentos proximal e médio são dispensáveis. Estes podem ser, por exemplo, usados como uma substituição para partes da mandíbula, que teve de ser removida em função de um carcinoma da cavidade oral Ligamentos Há também bolsas sinoviais na articulação do joelho. Além das bolsas supra patelar e subpoplítea que estão relacionadas à cápsula articular, encontramos bolsas subtendíneas e a bolsa subfascial pré-patelar que amortece o peso ao ajoelhar-se. ⇀ Os ossos do pé são divididos em ossos tarsais, metatarsais e falanges. Assim como nas mãos, há 14 falanges e 5 metataresos, entretanto há 7ossos tarsais. 2 na fileira proximal: Tálus e calcâneo e 5 na fileira distal: Navicular, cuneiforme medial, intermédio e lateral, e cubóide. O tálus faz parte das articulações do tornozelo e apresenta uma tróclea articular superiormente. Mais inferior e posteriormente, encontra-se o calcâneo. O osso navicular se localiza medialmente e se articula com os 3 ossos cuneiformes e com o cuboide. Victor Velloso – FASAI 23.1 3 ⇀ A região do tornozelo inclui as articulações tibiofibular, tibiotalar e talofibular. A articulação tibiofibular é uma sindesmose. A articulação é sustentada pelos ligamentos tibiofibulares anterior e posterior, bem como pelo ligamento tibiofibular interósseo. A maior parte do movimento no tornozelo ocorre na articulação em gínglimo tibiotalar, na qual a superfície superior convexa do tálus se articula com a superfície distal côncava da tíbia. ⇀ A articulação superior do tornozelo (articulação talocrural) é a conexão entre a perna e o pé. Tanto o maléolo medial da tíbia quanto o maléolo lateral da fíbula, além da extremidade distal da tíbia, se articulam com a tróclea do tálus. ⇀ A articulação inferior do tornozelo se divide em 2: articulação talocalcânea e articulação talocalcaneonavicular. Piriforme, quadrado, obturador e gêmeo = rotação lateral; quadrado tem função adicional de estabilização do quadril Victor Velloso – FASAI 23.1 4 Gluteo máximo Origem: Face pósterolateral da região sacrococcigena e crista ilíaca. Inserção na tuberosidade glútea. Gluteo mínimo Origem: Face posterior do íleo Inserção: Trocânter maior fêmur Os músculos glúteos são um local comum para injeções intramusculares. Injeções glúteas são feitas na região superolateral do quadril porque um grande nervo (o nervo isquiático) fica profundamente em outras regiões glúteas. Os pontos de referência para essas injeções são a espinha ilíaca anterossuperior e o tubérculo da crista ilíaca, que fica um terço do caminho ao longo da crista ilíaca de anterior para posterior. ⇀ O músculo quadríceps femoral envolve a patela, com seu tendão de inserção e continua, como o ligamento da patela até se fixar na tuberosidade da tíbia. Victor Velloso – FASAI 23.1 5 Músculos Victor Velloso – FASAI 23.1 6 Nervo isquiático O nervo isquiático é o maior nervo do corpo e se forma a partir de contribuições de L4 a S3. Ele deixa a pelve através do forame isquiático maior inferiormente ao músculo piriforme, entra e passa através da região glútea (Fig. 6.35 e Tabela 6.1), e então entra no compartimento posterior da coxa, no qual se divide em dois ramos principais: o nervo fibular comum; e o nervo tibial. Victor Velloso – FASAI 23.1 7 Victor Velloso – FASAI 23.1 8 M. compartimentos